Friday, May 31, 2024

Die Hart 2: Die Harter

 Um ano depois do primeiro filme que marca a colaboração entre Kevin Hart e a Prime, num filme sobre o ator como heroi de ação, que nasceu numa curta que efetuaram em conjunto em 2020, e que se tornou um sucesso na aplicação e que rapidamente conduziu a sua sequela. E um filme que nao e para levar a serio e criticamente o certo e que ninguem levou com avaliações muito negativas. Comercialmente com a expansão da Prime terá resultados significativos, principalmente tendo em conta a presença sempre comercial de Cena.

Sobre o filme quem viu o primeiro filme sabe perfeitamente o que esperar desta rapida e semelhante sequela, uma intriga, com alguma mensagem escondida para dentro de hollywood, e depois o humor tipico de Hart na mistura de açao e parvoice que ele explora, sendo que no restante temos os defeitos todos que habitualmente vimos nos filmes dele, que se trata de um humor que nos ultimos tempos entrou algo em desuso.

Em termos de produçao muito pouco, o filme e quase uma parodia sobre os filmes de açao baseados numa figura central, acabando por ser isso numa vertente mais comica. O filme nao se leva a serio, e muito do humor fica algo desgastado, estamos longe de achar que este e o melhor momento de Hart embora a premissa central do filme acaba por ser algo diferente.

Ou seja um filme curto, disparatado, num humor desgastado que na maior parte do tempo nao funciona, mas acaba por ser isto que Hart nos demonstrou. Para quem gosta do humor do comediante podemos considerar algo longe do melhor, para quem nao gosta o filme e quase dificil de ver.

Sobre o filme temos novamente o heroi americano Kevin Hart que fica introduzido numa produçao do filme que o leva ao seu rapto num plano maior de o substituir pelo duplo que despediu.

No argumento o filme tem uma mensagem para dentro de hollywood bem intensa que é a forma como quer demonstrar as estrelas que tudo e parte de uma equipa. No humor o filme perde fulgor no disparate relativamente ao primeiro filme e a intriga e basicamente um contexto para o humor de Hart.

Na realizaçao o projeto e assinado por Eric Aper que teve o ano passado um dos filmes para televisao de maior sucesso. Aqui uma experiencia totalmente pensada para televisao, sem grandes riscos, deixando fluir Hart e o seu humor fisico. Nao e um realizador de proa, mas e acima de tudo um realizador de tarefas no genero da comedia.

Hart e ele proprio no filme, pelo menos a imagem que ele criou, ao seu lado Emmanuel tem uma personagem pouco imponente, que apenas deambula no lado feminino junto ao protagonista, e Schawrtz e o pateta de serviço. Temos Cena na vertente comica dos ultimos tempos mas sem grande novidade.


O melhor - A mensagem interna

O pior - O humor de hart ser sempre muito igual


Avaliação - C-

Atlas

 Em pleno Maio de grandes lançamentos eis que a Netflix não quis ficar de forma e lançou o seu blockbuster futurista com Jennifer Lopez como protagonista e um realizador habituado a estas andanças. Este filme acabou por ser lançado com toda a circunstancia pela NEtflix mas rapidamente se percebeu que o resultado ia ficar aquem, desde logo comercialmente porque rapidamente chegou outros produtos que conseguiram mais impacto, mas essencialmente na critica que a Netflix continua muito longe de satisfazer nos seus filmes mais mediaticos.

Temos um filme de grande estudio sem duvida, muitos efeitos especiais, muito CGI, atores conhecidos, um filme sobre futuro, tecnologia e inter galaxia, numa premissa quase sempre existente sobre os perigos da IA, mas pouco mais depois o filme e um conjunto de cliches de segunda linha, muita preparação para o momento das lutas em que o filme tira o seu lado mais mediatico, mas tudo parece demasiado artificial, nunca tendo o filme qualquer tipo de assinatura ou compromisso ideologico.

E assim o tipico filme de estudio e caro da Netflix, em que da todo o protagonismo a sua interprete, a qual nunca foi propriamente uma atriz de primeira linha de açao, e aqui volta claramente a não ser um filme impactante e nenhum nivel, fica sempre a ideia de muito fogo de artificio para filmes basicos, com ideias nem sempre muito bem elaboradas, e efeitos que na mao de realizadores mias interessantes teriam sem duvida um impacto maior.

Um dos desastres criticos da temporada, marcando muito do que foi e é a carreira de LOpez enquanto heroina de açao. Esta especie de extreminador implacavel acaba por ser um filme claro de segundo nivel, onde fica sempre a ideia que são gastos completamente infundados a procura de um sucesso que mais uma vez não chega porque essencialmente o filme nao tem arte nem ideias para isso.

A historia fala de uma agente, que vai em busca de um seu inimigo do passado nada mais do que um terrorista eletronico, que conhece toda a forma de pensar e tem um objetivo que colocara em causa todos os habitantes do planeta terra.

O argumento e a simplicidade acima especificada, um vilao, uma ideia de acabar com o mundo e uma heroina e os seus aliados em muitas batalhas de efeitos digitais de ponta. Muito pouco para uma aposta central de alguem tao grande como a netflix.

Na realizaçao Peyton e um habitue de estudio grande em filmes de uma segunda linha de blockbusters, que tem todos os meios ao dispor, mas novamente fica por este apontamento, jã que tudo o resto de arte ou tentativa de efetuar um filme maior, nao existe.

No cast Lopez nunca foi uma excelente atriz em nenhum dos parametros e na açao muito menos e o filme deposita nela toda a sua aposta, o que acaba por ser também danoso no resultado final do filme. Brown tem intensidade dramatica mas o filme nao aproveita a sua personagem e o vilão Liu longe da simpatia dos outros papeis, necessita de umas lentes de contacto para ser eficaz.


O melhor - Efeitos especiais de bom nivel

O pior - Num filme de nivel claramente baixo


Avaliação - D+



Monday, May 27, 2024

Abigail

 Num ano em que o terror de estudio tem tido diversas faces, sem que a maioria das quais tenha sido propriamente brilhante eis que também os vampiros e o sangue tiveram a sua expressão neste irreverente Abigail. Um filme que junta o terror de horror e a comedia, o resultado critico surpreendeu pelo seu lado positivo, contudo comercialmente os resultados ficaram-se pela mediania, pese embora em alguns momentos o filme ate tenha conseguido algum impacto do ponto de vista de mediatismo.

Sobre o filme eu confesso que inicialmente torna-se dificil perceber para onde o filme vai, e nisso o filme ate consegue ser competente na forma como esconde de onde vem os personagens e como foram ali parar. O problema maior do filme ou pelo menos a mudança de registo acontece quanto se torna no terror gotico de vampiros, em que o filme se leva, e bem pouco a serio para um resultado que mesmo assim acaba por ser satisfatorio porque acaba sempre por ser um filme curioso.

Nao e propriamente um filme para se levar muito a serio, o filme funciona na forma como as personagens interagem, com mais ironia do que propriamente Saw foi fazendo embora o filme tenha o mesmo estilo, uma casa fechada e uma ameaça bem perigosa, e muito sangue e horror. Na parte final o filme desenvolve-se com alguma previsibilidade sem que isso tire o lado de entertenimento que o filme consegue ter.

POr tudo isto Abigail e mais um filme curioso do que propriamente um filme brilhante ou um filme que consiga trazer algo de particularmente diferente. O filme tenta ser engraçado sem nunca na verdade ser comico, e os exercicios sem sentido de dança acabam por ser um rotulo que o filme quer ter para se diferenciar num contexto de terror que tem sido bem fraquinho ao longo do ano.

A historia fala de um conjunto de individuos fora da lei que se juntam para raptar a filha de um terrivel chefe criminoso sem muita gente perceber as razões, ate que descobrem que a jovem tem força e poderes fora do comum, que troca as voltas a quem realmente sequestrou quem.

O argumento entra bem, cria o suspense necessário a todas as personagens, mas acaba por ser no ponto mais particular dos vampiros que o filme entra na ironia, e no entretenimento. E obvio que ja vimos isto, e obvio que o filme não quer ser profundo, quer ser duro e insurreto e isso consegue facilmente ser.

Na realizaçao o projeto e assinado por uma dupla que se encontra muito ativa no terror e que nos ultimos anos tiveram no leme da serie Scream. Nota-se o exagero de sangue e do horror, e nota-se ser um filme de estudio pouco preocupado em vertente artistica ou uma assinatura muito particular. Os tarefeiros de terror da atualidade.

No cast temos muitas personagens conhecidas, Barrera e a menina do terror dos realizadores e aqui volta a repetir uma personagem parecida, ao seu lado Stevens tenta dar alguma versatilidade a uma carreira algo linear ate ao momento, mas os maiores louros vai para a boa presença da jovem Weir, que consegue no mesmo filmes mostrar uma versatilidade que pode ser bem utilizada num outro estilo.


O melhor - O filme não se levar a serio.


O pior - Nao tinha atributos para ser de outra forma


Avaliação - C+

Thursday, May 23, 2024

Sting

 É incrivel como um filme sobre uma aranha assassina gigantesca, daqueles tipicos filmes de videoclube dos anos 90, nos nossos dias conseguiu uma distribuição significativa, não obstante da mediania critica que foi alvo. Comercialmente sem figuras de primeira linha o filme acabou por ter resultados bem acima do esperado, conseguindo no mercado interno ultrapassar o milhao de dolares, para um filme claramente pensado para uma serie B de aluguer.

Sobre o filme tudo o que nos podemos imaginar de estapafurdio num filme sobre uma aranha assassina que fica de um tamanho gigantesco acaba por materealizar efetivamente num filme com pouca ou nenhuma qualidade. Em termos de justificação para o que vemos o filme não tenta ser coerente e fica-se pela pratica. Em tudo o resto temos sempre mais impressão e violência nem sempre detalhada do que qualquer outra coisa.

Por tudo isto Sting acaba por ser o que nos considerariamos nos anos 80 e 90 como filmes de desgaste rapido, que com o tempo ate pode ter ganho algum culto, quem nao se lembra do sucesso de Snakes on a Plane, mas isso nunca disfarça o mau gosto e a pouca qualidade que este tipo de registo acaba por ter, mesmo que tecnicamente não caia no absurdo e acabe por impressionar com o horror de algumas imagens isso nao leva o filme para alem do lado estapafurdio do seu conceito.

Assim temos um alegado filme de terror num contexto a que estamos mais habituados em cinema de produtoras mais pequenas. Alguém no entanto, erradamente achou que poderia fazer deste filme um novo icon da moda, mas o filme não tem carisma, nem é suficientemente péssimo para preencher esse espaço e quando assim acontece resulta um processo incompreensivel de mau cinema, que esperemos que nao faça moda.

O filme fala sobre uma aranha de estimação de uma criança com alguns problemas de ajustamento que alimentada vai crescendo e tornar-se predadora da forma mais sanguinária possivel de todos os habitantes daquele edificio.

O argumento é o disparate que nos pensamos que pode ser em todas as suas valências, não tem personagens nem motivações, tudo é um cliche de cinema de segunda linha o qual não consegue nunca ser engraçado, primando apenas pela violência maior na duração do filme

A realizaçao foi entregue a Roache-Tuner um desconhecido realizador de serie b o qual agora conseguiu alguma dimensão comercial que nunca esperou, sem que o filme estivesse minimamente preparado para esse facto. Muito pobre de um realizador que deve continuar pela serie b.

Tambem no cast temos um recheio de desconhecidos ou atores pouco mediaticos em personagens com o proposito de terror, que rapidamente podemos tropeçar nelas noutros filmes sem nunca saber perfeitamente qual foi o primeiro contacto


O melhor - Curta duração

O pior - Consegue ser tão mau quanto parece


Avaliação - D-



Tuesday, May 21, 2024

Godzilla vs Kong: The New Empire

 Numa altura em que o cinema de produçao está claramente sem ideias, criando universos e sagas interminaveis, 2024 tem sido marcada por exploração de franchising de segunda linha entre os quais o chamado monsterverse que junta alguns dos monstros mais poderosos do cinema no mesmo universo. Aqui temos novamente uma saga com dois dos mais conhecidos os quais ja tinham sido combinados num filme anterior. Criticamente o filme ficou-se por uma mediania pouco apelativa, sendo que comercialmente ao contrário do que era esperado o filme resultou, sendo ate ao momento o segundo filme mais visto do ano.

Sobre o filme podemos dizer que uma da base do projeto e a riqueza dos efeitos especiais que o filme quer ter e acima de tudo a aposta total no CGI. Pois bem como amante de realismo posso dizer que as coisas ficam algo a desejar no plano tecnico ja que a sensação que estamos perante um filme de animaçoa existe muitas vezes e isso nem sempre e a melhor critica que se pode fazer a um live action. Este problema surge essencialmente em mundos paralelos que o filme cria de uma forma muito colorido mas muito pouco realista.

Em termos de argumento o trabalho tambem nao foi propriamente o mais trabalhado, fica a ideia que o filme nao quer dar muito, ou tornar a historia demasiado complexa para fazer render o peixe dos efeitos especiais de primeira linha e acima de tudo deixar os tecnicos do CGI trabalhar. Temos uns monstros novos a base do argumento anterior e alguma ação, com muito pouco de novo ou relevante para fazer o projeto ser mais do que realmente acaba por ser.

Assim temos um cinzento blockbuster de verao igual a muitos que tem sido lançados num ano bastante pobre no que diz respeito a este tipo de lançamentos. Fica a ideia que tudo que fosse a creatividade do argumento esgotou e que sobre apenas os efeitos e o CGI o que e muito pouco nos dias de hoje, para um cinema global, uma crise de identidade e de ideias em hollywood.

A historia segue o monsterverse com Kong e Godzilla a acordarem para defenderem a terra de mais um ataque num universo paralelo para o qual os humanos sao conduzidos, e onde grandes batalhas se potencializam.

O argumento e o parente mais pobre do filme, fica a ideia que o filme apenas quer criar um contexto para as batalhas e pouco mais. E um filme que na maior parte do tempo fica silencioso e deixa o computador trabalhar em longas batalhas e a preguiça e o atributo mais claro.

Na realizaçao do projeto Wingard que ja tinha estado no filme anterior repete o leme com um trabalho que nao e ideologico, mas sim concentrado nos efeitos especiais. Fica a ideia que o filme nao tem assinatura e que merecia mais criatividade na abordagem que nao tem.

No cast ficam alguns dos atores dos outros filmes, aqueles que tem tido mais dificuldade em encontrar outros projetos, sendo que este pouco ou nada da para alem da visibilidade do projeto. Fica a ideia que as personagens sao espetadores dentro do filme da luta de titas que o filme quer ser.


O melhor - As expressoes faciais de kong

O pior - O filme ser um deserto de ideias


Avaliação - D+



Sunday, May 19, 2024

Ghostbusters: Frozen Empire

 Em pleno anos 80 existiu um fenomeno de cinema que se tornou eterno numa mistura de comedia familiar e ação que levou ao mundo um grupo de quatro caçadores de fantasmas. Seria uma questão de tempo em alguem tentar reavivar o estilo, e nos ultimos dez anos ja tivemos as mulheres, e agora temos os antigos e os mais novos, na tentativa de reavivar um dos fenomenos comerciais mais interessantes dos anos 90. Este segundo capitulo desta nova saga nao conseguiu o resultado interessante critico do seu antecessor e comercialmente os resultados foram razoaveis mas longe de ser a explosao que em determinados momentos se pensou que poderia ser.

SObre o filme eu confesso que sou um adepto da primeira fase da saga, porque conseguia contextualizar a ironia de Murray no humor, num filme familiar e de conceito peculiar. O que os novos filmes nunca conseguiram fazer e formar uma equipa, principalmente nesta salgalhada dos ultimos filmes que tenta fazer uma equipa familiar indo buscar um pouco sem grande sentido os mais velhos, mas o factores nunca combinam porque fica a ideia que apenas o passado e realmente funcional, ou seja que o produto so funciona quando vai buscar os objetos do passado.

Aqui temos a base normal, uma crise no grupo que leva a que um dos elementos esteja mais fragilizado e depois temos uma força brutal a ganhar forma que leva a que o grupo, exageradamente grande e com pouca ligaçao entre os personagens se tenha que juntar para o combate. O filme tem alguns efeitos especiais de ponta, funciona razoavelmente nos easter eggs do passado mas e pouco para um blockbuster dos nossos dias.

Nao sei se esta opçao mista tera continuidade ou se sera expetavel desenvolvimento num argumento que ja neste filme evolui pouco parecendo um episodio basido de uma serie de sabado a tarde. Denota-se que os mais velhos apenas conseguem fazer cameo, pelo menos nesta abordagem e os mais novos nao tem o carisma ou a ligação a saga que permita existerem sem eles.

A historia segue a familia do primeiro filme, agora instalados nas iconicas instalações dos originais Caça Fantasmas que percebem que algo muito poderoso se esta a criar, principalmente depois do aparecimento de uma estranha bola de ferro com um segredo bem escondido.

No argumento podemos dizer que na base nao temos muitas alterações, ate direi que nao temos nenhuma. Temos e basicamente o potenciar de uma força vilã, e a organização do grupo para o combate. Apenas a personagem de Spengler tem algum desenvolvimento.

Depois do Reitman junior ter feito o primeiro filme, numa homenagem obvia ao pai, eis que surge este segundo episodio com um realizador quase desconhecido. Gil Kenan foi uma escolha muito estranha vindo do terror e principalmente de algum sucesso na animaçao. Aqui tem um filme de tarefeiro, pouco risco, os efeitos de ponta de um estudio de primeira linha mas pouca assinatura, num filme que poucos vao perceber quem e o realizador.

No cast a equipa do primeiro filme entra toda novamente nos seus papeis, com tudo bem definido, embora o filme nunca faça crescer personagens. A introduçao de Nanjiani tinha o unico proposito comico e a sua personagem parece sempre uns furos ao lado na efetividade da comedia.


O melhor - Os apontamentos dos filmes de base

O pior - O filme nao criar quimicas novas relevantes


Avaliação - C



Saturday, May 18, 2024

Cabrini

 Depois do sucesso total que se tornou Sound of Freedom a Angel Studios e o mesmo realizador Alejandro Monteverde acabaram por continuar a sua colaboração com outro filme baseado na fé num biopic sobre a padroeira dos emigrantes e a sua historia na ajuda dos emigrantes italianos no inicio da explosão economica em Nova Iorque. O filme sempre com uma toada de fé muito assinalavel, acabou por não ser destruida pela critica ao contrario do filme anterior. Em termos comerciais longe do que fez o filme, mesmo assim pelo titulo e pela falta de atores de primeira linha os resultados acabaram por ser interessantes embora a expetativa pudesse ter sido mais elevada.

Um biopic cristão produzido pela Angel nunca seria o pronuncio de um filme de primeira linha, e o filme acaba por ser precisamente o que esperamos que fosse. Uma serie de cliches emotivos sobre os pobres e a perda, uma personagem unidimensional caracterizada pelas suas vontades, vilões sem escrupulos e acima de tudo duas horas e meia de ritmo lento, cinema de segunda e um filme que percebemos sempre o que vai correr em seguida.

Nao se espera que a Angel tenha a capacidade de risco, porque os filmes sao feitos de forma modelada para o efeito comercial cristao puro. O filme é isto pese embora tente se dirigir com esforço para um filme de epoca que naturalmente exige mais meios. Fica a ideia que o filme tenta ser maior do que consegue  ser, sendo um claro serie b, que nao fosse o sucesso de Sound of Freedom nunca teriamos ouvido falar com relevancia.

Numa altura em que a Angel consegue chamar a si projetos maiores e com atores mais visiveis, ainda que com objetivos muito proprios, e sempre com o mesmo tom, temos um modesto e na maior parte do tempo aborrecido biopic recheado de cliches. Fica o registo da historia, eventualmente veridica da personagem e pouco mais.

A historia fala de Cabrini uma freira italiana que embarca para uma nova iorque marcada pela segregação dos emigrantes italianos para tentar dar resposta a pobreza ali existente, principalmente junto dos mais pequenos e mais desfavorecidos.

O argumento do filme e um conjunto de cliches. Fica a ideia que um filme com mais de duas horas tem de ter mais conteudo em todos os elementos sejam eles nas personagens, nas disputas e nos conflitos, acabando por ter duas ou tres ideias potenciadas ao exagero e pouco mais.

Monteverde seria sempre um realizador quase desconhecido nao fosse a questao politica ter escolhido um dos seus filmes como bandeira de posiçoes extremadas. A produtora recheada pelo sucesso quis outra colaboraçao, diferente mais crista e ideologica, mas nao me parece que o realizador tenha atributos para voos maiores que estes.

No cast a protagonista acaba por ser a italiana Cristiana Dell Anna conhecida por Gomorra que tem uma personagem pouco trabalhada que apenas lhe da minutos, muitos, no ecra num filme mais global. Este projeto conseguiu chamar consagrados como Lithgow ou Morse ainda que em fases pouco interessantes da sua carreira.

O melhor - Menos polemico ideologicamente que os anteriores.


O pior - Demasiado tempo para tao pouco


Avaliação - C-



Thursday, May 16, 2024

Love Lies Bleeding

 Apresentado no ultimo festival de Berlim com alguma circunstância este filme que é uma obra visual dos suburbios americanos que junta a homossexualidade, o crime e o culturismo, pela sua irreverencia conquistou em grande linha a critica, com avaliações tão positivas que permitiu que o filme teve uma dimensão comercial que a primeira vista seria inesperada. Comercialmente o filme conseguiu uma boa distribuição mas os resultados comerciais ficaram-se pela mediocridade.

Sobre o filme podemos dizer que é um filme dificil acima de tudo porque é um filme esteticamente feio, um filme que nos da os seus atores nas suas piores versões num contexto social e pessoal degradante a todos os niveis. E um filme que quer impressionar pelos piores motivos de cada um e isso tem a virtude de conseguir, já que se percebe facilmente que é um objetivo muito declarado do filme e aquele que talvez mais facilmente consegue chegar

No que diz respeito ao restante já não me parece que o filme seja tão competente. Desde logo porque parte do pressuposto que nenhuma personagem tem que tem alguma congruência, o que lhe permite tudo do primeiro ao ultimo minuto nas opções, isso abre o leque de possibilidades mas ao mesmo tempo torna o filme redutor no que quer transmitir, sendo sempre um filme em que esperamos o que nos vai impressionar negativamente visualmente do que propriamente o que vai acontecer no seguimento das suas personagens.

Ou seja um filme que tem um contexto independente muito assinalado, mas acima de tudo quer demonstrar a irreverencia e algum humor negro na forma como da a pior faceta de todas aquelas vivencias. No final tenta entrar num plano metaforico que surge no filme algo descontextualizado. O filme tenta ser mais chocante do que interessante e isso consegue.

A historia fala de uma jovem culturista que acaba por se apaixonar com a gestora de um ginasio, com uma familia poderosa relacionada com o crime, que conduz a uma serie de acontecimentos que vai levar todos os elementos ao extremo e a luta pela sobrevivencia.

O argumento tenta ser uma especie de Bonnie e Clyde lesbico, mas que acaba por ter outros elementos como o abuso de substancias no culturismo e a forma como isso se manifesta na resposta e impulsividade dos seus utilizadores, mas pouco mais o filme é. Fica a ideia que o argumento abre o expectro de tal forma que tudo que fosse decidido iria funcionar.

Na realizaçao o projeto e de autoria quase total de Rose Glass uma realizadora britanica que tinha sido bastante elogiada no seu filme anterior Saint Maud, num circuito mais independente. Aqui com mais visibilidade denota-se a preocupação em ser esteticamente forte, embora o filme nunca saia do registo tipico do cinema independente. Fica a sensação que sera sempre uma realizadora de minorias.

No cast o detalhe estetico escolhido para as personagens ajuda o impacto das mesmas. Stewart está desgastada, longe de imagem de sex symbol do inicio, numa personagem que serve para pautar a sua anterior escolha sexual. Ao seu lado um Harris sempre intenso, e uma surpresa da culturista Kate 0'Bryan numa personagem fisicamente dificil, mas que parece ser a sua medida.


O melhor - O filme quer chocar esteticamente e consegue.

O pior - O espectro do argumento cair num exagero em que tudo encaixava


Avaliação - C



Tuesday, May 14, 2024

Godzilla: Minus One

 Na ultima cerimonia dos oscares existiu um premio que surpreendeu o mundo do cinema na altura em que foi anunciado que o oscar de melhores efeitos especiais era entregue a um filme japones, o qual tentou revitalizar o lado original do monstro japones numa adaptaçao local. Este filme que foi impulsionado por avaliações criticas muito interessantes conseguiu tambem comercialmente ser um fenomeno nos EUA com resultados consistentes principalmente se tivermos em conta que se trata de um filme totalmente falado em japones.

Sobre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de Godzilla em plena guerra com um estilo muito original e próximo da base com limitações orçamentais e com um estilo tradicional o filme e esteticamente imponente, muito naquilo que os japoneses fazem bem no que diz respeito as dinamicas de honra que normalmente os filmes asiaticos dao primazia. Contudo e um filme sem grande trabalho de argumento acabando por ser apenas um contexto para um filme com uma abordagem estetica propria.

O lado mais surpeeendente do filme e a sua origem, provavelmente poucos aceitariam esta adaptaçao de godzilla se fosse americana, mas o lado tradicional de base de um monstro que melhor que ninguem e conhecido dos asiaticos acabou por ser o segredo do filme neste regresso a base, mesmo que em termos de algo de novo o filme nunca se encontre propriamente fora do que ja vimos.

Ou seja mais uma adaptação de Godzilla na base tradicional, com meios curtos mas que sabe encontrar a imponência do monstro na estetica certa com a rigidez de um orçamento limitado. Por tudo isto temos um filme que demonstra a capacidade do japao de fazer filmes de primeira linha e que tire acima de tudo o lado do desenvolvimento tecnico ou desse reconhecimento geral

A historia segue o aparecimento de Godzilla em pleno mar em altura de guerra e a forma como a armada japonesa marcada pela derrota na guerra tenta-se organizar para destruir tal estranho e indstrutivel monstro.

O argumento na genese e basico e vai a genese da criaçao do monstro. Temos poucos elementos novos para alem da contextualizaçao temporal algo diferente do que ja vimos. Nao temos propriamente uma riqueza forte em personagens e dialogos e nao e no argumento que o filme tem os seus melhores atributos.

Na realização do projeto temos Yamazaki um veterano realizador japones com algum conceito no pais que aqui conseguiu o lado internacional na forma como utilizou efeitos especiais com budget limitado sem nunca perder ao mesmo tempo a sua capacidade de ir buscar o que de melhor funciona na tradiçao do monstro.

No cast o monstro e o protagonismo. A forma de intepretar do filme e utilizada no cinema japones e que as vezes e tao situada culturalmente que pode nao encaixar na forma mais global de ver cinema. Nao e um filme de grandes personagens e logo de grandes interpretaçoes


O melhor - A originalidade de efeitos especiais tradicionais e funcionais

O pior - A historia e mais do mesmo


Avaliação - C+



Monday, May 13, 2024

The Idea of You

 Numa das maiores apostas comerciais que a Prime lançou este ano surgiu esta comedia romantica com uma diferença etaria que tinha objetivos muito concretos do ponto de vista comercial, ainda para mais sob a batuta de um realizador que ja teve algum sucesso critico. O filme acabou por ser bem avaliado criticamente e deixou de imediato a impressão que seria um dos objetos comerciais mais concretos do ano, o que parece ter sido conseguido. A questão que se faz e que carreira poderia ter tido o filme em termos comerciais com uma estreia no cinema.

Este e uma comedia ou um drama romantico cheio de cliches do primeiro ao ultimo minuto. Desde logo tudo parece fora de sitio para encaixar na historia de amor idilico e comercial. A personagem de Haynes parece fora do icon pop, a personagem feminina parece muito jovial para a idade, dai que a ideia do romantismo intra geracional nunca fique totalmente sublinhanda num filme que esbate pelo menos esteticamente essa diferença todos os minutos.

Do ponto de vista narrativo o filme apenas ganha impacto na minha opinião quando começa a existir o odio nas redes sociais e o impacto de tudo a volta, e aqui que as dificuldades existem e que leva a medidas. O filme tem tempo de explorar mais isso mas aposta acima de tudo na forma como minuto apos minuto repete os momentos a dois, que funcionam com quimica embora pareça sempre uma historia demasiado desenhada.

Por tudo isto e aceitando que o casal funciona enquanto quimica, o filme e uma comedia de desgaste rapido que trabalha quase nada no desenvolvimento das personagens e mesmo da relação que coloca os secundarios no cliche, nunca conseguindo ser mais que um Notting Hill de segundo nivel, com a faixa etaria a ser um acessorio que o filme usa apenas no plano teorico.

A historia fala de uma quarentona mae de uma adolescente que depois de um encontro ocasional com o idolo da filha, de idade bem mais nova inicia uma relação com o mesmo, que leva a contornos pouco esperados que a faz ter de de pensar sobre a sua vida rotineira e o amor que pode ser da sua vida.

O argumento do filme é um cliche em todos os sentidos e em todas as opções que faz. Nao e um filme que consiga ter momentos comicos, tenta entrar pelo lado lamechas do amor, tenta introduzir alguns temas de discussão, mas apenas as redes sociais funcionam.

Na realização temos Showalter, ele que foi o maestro do sucesso the big sick mas que depois teve sempre dificuldade em seguir a carreira com apostas posteriores de gosto discutivel. Aqui temos um realizador que sabe transmitir momentos a dois mas sem grande valor artistico.

No cast temos Anne Hateway que acaba por ser a adulta mais jovem que poderia ser escolhida quebrando alguns patamares possiveis. No que diz respeito ao lado masculino o icon pop atual de Galitzine da o lado pop que o filme quer ir buscar, embora como ator ache algo limitado.


O melhor - A vertente do impacto das redes sociais no dia a dia da relação


O pior - O cliche geral que o filme tem~


Avaliação - C-



Saturday, May 04, 2024

Arcadian

 Ncolas Cage tornou-se nos ultimos anos, fruto da sua precaria condição economica, um dos atores mais hiperativos de hollywood, nem sempre nos melhores projetos, mas no grupo exagerado de fimes foi criando colaborações com realizadores de baixo estatuto que funcionaram, dai que os seus filmes sejam autenticas supresas para perceber o que na realidade vao ser. Pois bem este ano surge neste filme de ação/terror apocalitico, ao lado de dois atores muito jovens a tentar ganhar espaço, mas o resultado critico foi mediano, o que neste caso pouco potencia aquilo que o filme poderia ser. Comercialmente o filme conseguiu uma distribuição wide que demonstra que Cage esta a regressar a uma forma mais satisfatória, mas o resultado foi desolador, demonstrando que continua sem conseguir, por si só segurar o filme.

Sobre a historia podemos dizer que é o comum nos filmes pos apocaliticos de terror, temos algo que nunca e totalmente explicado como nasceu que cria o panico nas noites, e temos os protagonistas a tentar sobreviver as investidas cada vez maiores do monstro. Temos dois irmãos diferentes, na adolescencia e com os interesses possiveis da idade naquele contexto, tema que me parece ser onde o filme melhor funciona nas diferentas dos irmãos.

Isto dá-nos um filme de serie b com pouca palavra, previsivel nos desenvolvimentos narrativos, e que depende de um monstro que funciona melhor sonoramente do que em termos visuais, onde me parece quase sempre um alien deformado. O desenvolvimento do filme e o standartizado, nao conseguindo nunca entrar em força no espetador.

Por tudo isto temos um normalissimo filme de desgaste rapido, que parece utilizar Cage como chamariz mas que rapidamente o dispensa para os jovens serem os protagonistas, que acaba por mitigar alguns danos ja que rapidamente se percebe que Cage não estava propriamente no filme com muita vontade, fruto de uma personagem basicamente inexistente.

A historia segue um pai que ficou com dois filhos pequenos nas maos e tenta manter a segurança destes contra as investidas de uma forma desconhecida que ataca de noite. Mas os irmaos tem formas diferentes de lidar com este perigo o que podera colocar em risco a coesão necessária.

O argumento tem uma base igual a tantas outras que ja vimos em filmes do genero de segunda linha. Os atores acabam por ser potenciados ao minimo e acima de tudo fica a ideia que os dialogos sao encurtados para das o previlegio ao terror que tambem ele e apenas standart

Na realizaçao o projeto foi assinado por Benjamin Brewer um conceituado responsavel de efeitos especiais que nos ultimos tempos tem tentado com menos sucesso a escrita e a realizaçao. Aqui denota-se o que quer, mas nao sei se tera talento para ir alem do obvio. A ver o que se desenvolve, ja que se trata de um jovem realizador.~

No cast podemos dizer que Cage em baixo de forma rapidamente desaparece do filme para das voz aos mais novos. Fica a ideia principalmente que Martell vai ter dificuldade na passagem da criança prodigio para ator, pelo menos nesta fase. Jenkins com menos bagagem funciona melhor.


O melhor - O registo sonoro de terror

O pior - A previsibilidade com que o filme segue


Avaliação - C



Friday, May 03, 2024

Unfrosted

 Depois de muitos anos longe das luzes da ribalta, e com a chancela da Netflix surgiu o novo projeto de Jerry Seinfield, com o seu estilo humoristico numa especie de parodia a forma como surgiu as Top Tost, um dos snacks pais populares nos EUA, e na luta que isso desencadeou entre as companhias dos cereais. Um dos projetos mais aguardados da netlix pelo reaparcimento da figura iconica do humor norte americano acabou por cair rapidamente com uma pessima receção quer critica quer do publico. Comercialmente Senfield vai sempre render alguns adeptos mas este cast interminavel podera ficar aquem do esperado.

Sobre o filme podemos começar por dizer que é acima de tudo um absurdo, totalmente satirizado, com um espirito sit com, exagerado, e que na maior parte das vezes nao tem qualquer graça. O problema começa e acaba essencialmente num Senfield desatualizado que conseguiu chamar ao filme alguns dos atores humoristicos do momento mas pouco mais, ja que a sua escrita e realização nunca conseguem o objetivo minimo que era ter graça.

Podem alguns Easter Eggs para quem é atento ao mundo dos cereais ter alguma curiosidade, mas desde logo nem toda a gente tem este tipo de conhecimento, nem o tema e tão importante para ser uma longa metragem da Netflix. Poderia se enquadrar num tipo de registo que tem sido muito comum, concretamente os filmes sobre sucessos empresariais, mas o filme nunca consegue ter qualquer objetivo de contar qualquer dado real.

Por tudo isto este renascer de Seinfield e marcado essencialmente pelo disparate, a forma como tenta a cada minuto a piada sem sentido, que consegue mais a titulo de curiosidade do que pela graça em si, como o segmento Mad Men. Fica a ideia que uma reunião de amigos deste tipo, com tanta gente consagrada e de primeira linha merecia essencialmente um projeto bem maior.

A historia e uma satira ficcional sobre a forma como foi inventado um dos snacks mais conhecidos do mundo e que mudou a forma como os americanos viam o pequeno almoço, numa guerra coorporativa entre duas multinacionais bem conhecidas.~

O argumento e onde residem os maiores dos problemas do filme, tenta ser engraçado de minuto a minuto, sem nunca realmente o conseguir. O filme e esforçado, mas nem a historia consegue ter qualquer tipo de realidade nem o absurdo da historia com os seus easter eggs alimentam o que e feito.

No que diz respeito a realizaçao o projeto e pessoal de Seinfeld e o mesmo acaba por ser o realizador do filme numa tarefa pouco dele. Fica a sensaçao do tipico filme de segunda linha de Sandler, e isso nao e propriamente um elogio.

No cast Seinfeld nunca foi propriamente um ator de primeira linha e aqui demonstra que sem treino ainda ficou pior. A sua personagem nunca funciona no humor fisico ou de qualquer outra forma sendo o corpo mais estranho de todo o filme. Depois um recheio de cameos de atores para todos os gostos que mereciam um melhor contexto.

O melhor - O segmento Mad Men

O pior  - O esforço para tão pouca graça


Avaliação - D+



Thursday, May 02, 2024

Rebel Moon 2: The Scargiver

 Rebel Moon é o projeto de base da colaboração maior entre Zack Snyder e a Netflix, que tem aqui o seu segundo capitulo no periodo de menos de meio ano, com o objetivo de potenciar ao maximo a riqueza visual que o realizador da aos seus filmes. Pese embora tal investimento, certo é que pelo menos do ponto de vista critico os resultados não sairam da mediania. Comercialmente fruto do investimento aplicado, existiu uma aposta clara comercial com resultados ate ao momento interessantes.

Sobre este segundo episodio desta saga criada de base, eu pessoalmente confesso que esperava mais a todos os niveis. O filme nem sempre tem o movimento e açao prometida, e acima de tudo esperava-se algum crescimento das perosonagens ja que o filme limita-se a dar algum contexto passado das personagens, o que o faz isoladamente em flashbacks, e o reavivar a todo custo do vilao da primeira abordagem para tentar rentabilizar o filme ao maximo para a batalha final onde Zack tem a oportunidade de ir buscar os argumentos que o mesmo mais gosta para o seu lado visual que e assinatura do seu estilo de cinema. O pior de tudo e que fica sempre a sensação que o filme espera por esse momento.

Nao sabemos qual o impacto total que o filme vai ter para perceber que tipo de continuação vai existir. O filme joga com duas linhas, entre o lado guerreiro e romantismo da mesma. Percebe-se a hesitação no final em concluir ou assumir o filme como fechado que parece obvio no mercado dos nossos dias. Mas convenhamos que para alem da riqueza visual que ja e assinatura do realizador o filme tem muito pouco por onde seguir nos proximos filmes.

Assim temos Snyder no seu estilo mais tipico, ficando sempre a ideia que os seus filmes sao algo curtos no que diz respeito a historia e que com essa riqueza teriamos um cineasta de outra dimensão. Como a maioria dos seus flmes fica o estilo de realizaçao e as imagens cheias de slowmotions. Um filme para aqueles que ja eram fas do autor

A historia segue a transformaçao da personagem central na guerreira heroina proposta a fazer explodir a a profecia, contra um vilão que e reanimado com mais poder do que nunca, até ao confronto mais que esperado entre os dois lados.

E no argumento que ao longo do tempo foi sempre mais dificil para Snyder fazer o seu cinema ter algum sentido. Fica a ideia que ele procura apenas a base minima para fazer as suas sequencias de ação todas elas com traços semelhantes, mas com a clara ideia que a narrativa e basica, mas mais que isso com a clara ideia que nao e um filme de personagens.

Snyder como realizador é previsivel apesar de graficamente virtuoso, nota-se o cuidado nas escolhas das imagens, e o filme tem a sua assinatura com a musica e slow motions. Sao a assinatura do realizador , mas de filme para filme fica sempre a sensação que falta alguma coisa para a sua obra maior.

Neste segundo filme temos os resistentes do primeiro filme sem qualquer novidade. Snyder nao e um realizador de atores e isso denota-se num cast de segundas linhas que o filme não quer que sejam mais que isso mesmo. Fica a vertente comercial para os principais,


O melhor . O lado visual de Snyder

O pior - Uma hora adormecida


Avaliação - C



Sunday, April 28, 2024

Arthur the King

 Numa altura em que Mark Whaberg tenta encontrar o seu estilo de cinema, entre comedias parvas e filmes mais pequenos baseados em historias reais, este pequeno filme sobre uma competição ultra radical e a amizade entre uma equipa e um cão foi lançado com poucas pertensões. Criticamente o filme ficou pela mediania de um filme sem objetivos criticos muito elevados. Comercialmente os resultados foram medianos principalmente tendo em conta que se trata de um filme de objetivos curtos.

A historia tem dois pontos muito comuns no cinema de desgaste rapido que os trata da forma mais natural. ou seja temos ao mesmo tempo um filme sobre drama desportivo, sobre os fundamentos de uma equipa e das mudanças que sao feitas para o feito ser maior. Mas o filme tem outros pontos, o trabalho do tipico filme da ligação entre o humano e o canidio. Todo o filme e uma mistura destes pontos, mas tem dificuldade em ser algo mais do que ja foi feito nos dois planos.

Um dos pontos que parece cada vez mais claro e um apagar de Whalberg como protagonista, fica a ideia que ele chega a ter dificuldade em alguns momentos principalmente na forma como a sua personagem acaba por ser demasiado previsivel em toda a sua evolução. O filme perde pouco tempo com os secundarios embora fique claro que principalmente a ligação do protagonista com estes poderia ser melhor trabalhada.

Temos assim um filme basico sobre uma historia que funciona sempre muito melhor do ponto de vista emocional do que propriamente pela coesão de uma historia. Existem outros momentos em que fica a ideia que a façanha deportiva não deveria ser tão exagerada para efeitos comerciais, já que tiram alguma credibilidade ao que vemos.

A historia segue um competidor nato, que tem muito a provar para si, que decide anos depois de ter sido humilhado numa competição de ultra atletismo, tentar uma nova chance com uma equipa reformulada e novos desafios, que se tornam maiores quando o grupo começa a ser acompanhado por um cão.

O argumento e simplista na sua concretização do primeiro ao ultimo minuto. Fica a ideia que as personagens sao demasiado esteriotipadas para um filme baseado em feitos reais. Em termos de entertenimento muito pouco para alem da esperada exploração do lado emocional.

Na realização o projeto ficou a cargo de Cellan Jones um amigo proximo de Whalberg que tendo em conta as ultimas colaborações parece claramente melhor neste drama do que fez na comedia, onde caiu no disparate completo. Este realizador de series de sucesso teve aqui um filme mais trabalhado que a sua estreia.

No cast em confesso que fico algo apreensivo naquilo que a carreira de Whalberg se tornou, num rezingão em comedia ou dramas de segunda linha com personagens com bases demasiado similares. Ao seu lado pouco lustro e momentos para alguns secundarios com alguma dimensão comercial.


O melhor - O lado emotivo da relação homem cão

O pior - A forma como o filme fica algo preso no tentar ser detalhado sem ser coeso

Avaliação  - C



Saturday, April 27, 2024

Monkey Man

 A india é cada vez mais um territorio que Hollywood esta atenta, quer pelo talento dos atores que vão saindo deste pais, mas mais do que isso porque o misterio de uma sociedade peculiar existe pelo mundo. Este ano este one man show de Dav Patel com o patrocinio de Jordan Peele viu a luz do dia com muita ação e violência. Em termos criticos o filme resultou com algumas das melhores avaliações do ano que acabaram por valorizar a riqueza estetica do filme e o estilo agressivo. Comercialmente esperava-se um pouco mais mas fica a clara ideia que Patel ainda nao e um ator ancora, comercialmente falando.

Sobre o filme podemos facilmente o dividir em dois pontos com resultados algo diferentes. A primeira fase e crua, violenta, gráfica, com ritmo elevado e acima de tudo num estilo John Wick na INdia onde entramos na dictomia da sociedade, na violência, com poucas palavras e muita açao. Esta e claramente a fase do filme que melhor funciona.

Na segunda parte temos o paralelismo com o mito para a criaçao do heroi, onde o filme se torna algo exagerado, mais filosofico do que eficaz, sendo quase um parentises exagerado porque no final voltamos ao ritmo, a açao e ao barulho, que nao sendo original, acaba por ser a melhor versão do que o filme quer apresentar.

Por tudo isto Monkey Man e um eficaz filme de açao, num estilo que esta em moda pela forma cada vez mais ativa e crua de dar imagens. Quando tenta ter significado ou algum miticismo o filme tem mais dificuldades porque o espetador esta noutra onde, e essa funciona bem.

A historia segue um jovem lutador, que vive na rua que tem como unico objetivo de vida vingar-se da morte da sua mae, que o tornou no morto vivo que se tornou. O seu plano entra em ação com muita resistência e muito sangue.

O argumento na sua base e do mais simples que podemos ter, vingança pura, muitos maus, muita ação, pouco conteudo. A determinada altura o filme tenta criar um paralelo com uma fabula cultural e ai o filme perde-se um pouco cortando demasiado o ritmo de um filme direto ao ponto.

Patel foi o escolhido para dar luz a sua historia e foi o segmento onde me parece que mais brilho trouxe. A realizaçao e frenetica, as sequencias de açao em primeiro plano, num filme que joga bem com a cor para tornar tudo ainda mais violento. Uma boa estreia nesta componente depois de apenas duas pequenas short.

No cast Patel nao e propriamente um ator com caracteristicas de heroi de açao. Ele empenha-se mas o filme pede pouco, e existe momentos em que um ator com algum maior carisma poderia levar o filme para outros niveis de realizaçao. E um filme a solo em todas as componentes.

O melhor - O lado agressivo grafico do filme.

O pior - O parenteses mitologico


Avaliação - C+



Monday, April 22, 2024

Immaculate

 Sydney Sweeney tornou-se nos ultimos tempos numa das figuras de referencia da cultura adolescente, principalmente depois do seu sucesso em Euphoria a qual foi catapultada pelo recente sucesso nas comedias romanticas, eis que a as produtoras de Hollywood aproveitam ao maximo este momento comercial mais forte para rentabilizar o seu produto. Este e um filme de terror, sempre no ambiente propenso para este registo que é o convento. Criticamente este filme ficou-se pela mediania, o que nem foi propriamente mau, tendo em conta o estilo do filme. Por sua vez comercialmente Sweeney depois de ter falhado em parte na sua colaboração com a Marvel, voltou a não ser propriamente compentente neste filme, onde tinha as despesas comerciais toda em si.

Sobre o filme podemos dizer que não é um filme de terror paranormal, o que acaba por ja ser bom, uma vez que nos parece que o genero esta demasiado preenchido por este estilo de cinema. Aqui o mal vem das proprias pessoas, e deixa o filme totalmente entregue ao lado mais carnal, mais duro e pesado do terror, onde o mesmo tem alguns momentos impactantes, com sustos, mas mais que isso com a noção do impacto estetico que quer ter, com muito sangue a mistura.

Em termos narrativos o filme tem em toda a linha mais dificuldades em toda a sua duração. Começa desde logo com o facto de nunca percebermos qual é o fundamento e a base da atuação dos vilões da historia, percebemos que é algo mistico, mas acaba por ficar a ideia que ao mesmo tempo muito fica por explicar sobre o passado. O filme quer criar essa abertura, mas penso que não ganha propriamente muito com essa opção.

Por tudo isto parece claro que se trata de um filme com objetivos definidos mas curtos, que tenta jogar acima de tudo com o horror estetico mais que com a riqueza narrativa. Por vezes fica também a ideia que o filme ganha dimensão com as escolhas comerciais da sua protagonista, e que o mesmo estaria pensado para um filme serie b sem tão grande contraditorio. E um filme basico que ocupa espaço, mas não fica na retina.

A historia fala de uma jovem que se desloca para um convento em Italia o qual guarda um grande segredo, tudo começa a ficar mais estranho quando a mesma, sem qualquer contacto sexual acaba por engravidar e tudo começa a tornar-se mais estranho na atuação de todas as pessoas ali existentes.

O argumento é simples, fica a ideia que fica muito por esclarecer no que diz respeito às opções e vontades de todos os personagens. Também na opção narrativa o filme segue parâmetros muito definidos o que lhe tira a capacidade de se sobressair.

No que diz respeito a realização, o projeto e assumido por Michael Mohan um desconhecido que tinha como projeto mais mediato ate ao momento um filme com a mesma protagonista, previamente a sua explosao comercial. O filme tenta funcionar no terror visual, com alguma competencia embora sempre produzido algo "by the book". Mesmo assim parece que é um realizador ainda jovem que necessita de assumir alguma assinatura.

Sweeney tem intensidade nos seus papeis e aqui demonstra bem esse ponto com alguma entrega fisica. nao sera uma atriz de primeira linha mas com personagens de maior risco poderá ganhar um outro impacto ja que o conceito comercial já esta la. A presença de Monte demonstra bem o sucesso global que Casa de Papel acabou por ter.


O melhor - O lado direito da historia sem grande paranormalidade.

O pior - Muito fica por explicar


Avaliação - C



Sunday, April 21, 2024

Late Night With The Devil

 Lançado e produzido em 2023, como um filme totalmente independente este filme de terror, exorcismo, sob o formato de um talk show dos anos 70 surpreendeu pela originalidade do conceito, conseguindo angariar boas criticas que conduziu a que o filme, ja em 2024 tenha obtido uma distribuição Wide nos EUA. Em termos de resultados comerciais a falta de figuras de primeira linha fora contornados por resultados criticos que permitiu uma visibilidade maior a que se esperava.

SObre o filme podemos dizer que o formato Talk show com imagens do programa e do depois e a forma como a escalada vai sendo feita leva o filme para um impacto maior, no que diz respeito a surpresa que vamos tendo, numa disucssão entre o oculto e a saude mental. Um dos segredos do filme, talvez a maior e a personagem central, protagonizada pelo sempre enigmatico David Dastmalchian, que leva o filme para o enigma que quer ter.

Mas o filme nao se fica por aqui nos elementos que fazem dele uma abordagem original e diferenciada, o estilo de realizaçao, tipica dos anos 70, a contextualizaçao da personagem. Embora o final seja um pouco "too much" naquilo que possa ser a discussão que o filme quer ter, tornando-o num tipico filme de terror sobre possessões mais do que uma discussão aberta sobre crenças, e sobre os limites para o sucesso.

Nao obstante do filme nao capitalizar alguns destes pontos que ate os lança, o filme é esteticamente um dos bons filmes de terror dos ultimos anos, pensado numa abordagem diferenciado como ja nao viamos se calhar desde Paranormal Ativity, com a associação a um fenomeno televisivo que ainda existe, e daqueles filmes que ficam na retina, pela sua diferenciação.

A historia segue uma talk show dos anos 70, com dificuldades em capatilizar-se comercialmente mas cujo apresentador ligado ao oculto decide efetuar uma edição especial de Halloween que se torna fora de controlo.

O argumento do filme não e propriamente o ponto mais rico do filme, fica a ideia que o mesmo consegue em diversos momentos dar a sensação que vai para um caminho mais real, mas no final torna-se no tipico filme de exorcismo, e isso pode defraudar as expetativas.

Na realizaçao o projeto foi assinado pelos irmãos Cairnes, ate agora desconhecidos tarefeiros de terror que tem aqui uma abordagem completamente artistica e diferenciada, e mesmo quando o filme não consegue ter efeitos especiais de ponta pelo facto de ser um filme de orçamento muito curto, consegue dar uma abordagem vintage que funciona e torna esta dupla no olho do falcão.

No que diz respeito ao cast, o filme é dominado de principio a fim pela ambiguidade de Dastmalchian que nos oferece uma prestação de registo de um ator que merece mais destaque embora as suas caracteristicas fisicas sejam potenciadas para filmes de terror de segunda linha aqui exibe argumentos para ter outro tipo de apostas.


O melhor - A abordagem concetual toda

O pior - O fim torna demasiado o filme mais proximo do que anualmente sai em dose continua no terror de produtora


Avaliação - B-



Saturday, April 20, 2024

The Greatest Hits

 O mundo da musica, do cinema e do amor foram sempre parentes proximos em toda a expressão creativa, dai que este filme que assume esta ligação numa comedia romantica de inicio de estação, com alguns dos novos atores de hollywood, distribuido pela Searchlight com a Disney Plus, acabou por ter o seu momento comercial, embora nos pareça que os protagonistas ainda nao tem peso para sustentar com força o filme. Criticamente o filme é arrojado mas a reação ficou-se pela mediania extrema.

Sobre o filme podemos começar por dizer que a base narrativa e a forma como tenta conjugar amor, musica e viagens ao passado fazem com que o filme funcione muito bem musicalmente com escolhas interessantes, que funcione pior nas viagens ao tempo, com alguns pontos por esclarecer na sua base, e funciona muito pior como comedia romantica principalmente no casal do presente que nem sempre tem a quimica mais forte.

E um filme com ambiçoes curtas, que tenta essencialmente homenagear o que por exemplo Cameron Crowe fez em alguns dos seus projetos, sempre com a sensaçao de ser uma comedia romantica de base, onde a logica fica de lado, para a emoçao da musica ganhar o seu protagonismo, mas fica sempre a ideia que tudo poderia ter muito mais impacto com outros atores, mas principalmente com algum maior risco na narrativa e na concretização do tema.

Ou seja um estilo de filme que nao se tem visto muito, o qual conjuga o amor, a perda e a musica, e a forma como a musica pode se tornar o ponto central do leque de memorias. Em termos de concretizaçao um filme mediano, que tem uma base arriscada que a utiliza embora fique sempre a ideia que algumas das potencialidades nao sao atingidas.

A historia fala de uma jovem que apos a morte do seu namorado, acaba por se fechar nas musicas que tem a capacidade de a levar a momentos de interação com o mesmo, ate ao momento em que conhece outro jovem enlutado que a vai fazer repensar o que poderia fazer com essa capacidade.

O argumento e estranho, original, com potencial embora nem sempre o filme o utilize de uma forma muito obvia. Fica a sensação que o impacto da relaçao presente deveria ser mais trabalhado, quem sabe com a musica, mas nao sendo um projeto facil fica a ideia que em termos de concretização da ideia poderia ser mais trabalhado.

Na realizaçao temos Ned Benson, argumentista de alguns projetos de grande ecra, entre os quais a Marvel, que tinha tido um projeto bastante original na sua triologia de Eleonor Rigby que nao teve a atençao merecida. Nao e um projeto facil, e parece que o caracter telefilme nao e o que melhor acenta no filme, mas consegue na base os seus objetivos.

No cast temos alguns dos atores ainda algo desconhecidos em ascensão em Hollywood, Boynton vai sendo cada vez mais presente, funciona na dualidade da personagem, que vai ganhando destaque depois da sua apariçao em Bohemian Rapsody. Ao seu lado Min com dinamica de televisao, e um Corenswet a ganhar tempo de antena antes de assumir Clark Kent.


O melhor - O argumento e arrojado.

O pior - A relaçao presente deveria ser muito mais trabalhada.


Avaliação - C+



Thursday, April 18, 2024

In Land of Saints and Sinners

 O cinema irlandês tem sido um dos epicentros do cinema atual principalmente tendo em conta o dominio que os atores oriundos daquele pais tem tido no espectro geral. Isso faz com que se torne denunciado que surjam cada vez mais filmes sobre aquela zona do mundo com atores locais mas com um espectro global. Isso foi o que aconteceu com este filme de açao, com uma toada independente mas com um naipe de atores conhecidos. Criticamente a mediania acabou por limitar o impacto global do filme o qual teve algumas dificuldades para se distribuir nos EUA. Em termos comerciais estas dificuldades acabaram por limitar o resultado comercial do filme que se calhar ficou danificado com o cinema repetitivo que Neeson nos deu nos ultimos anos.

Sobre o filme eu confesso que quando vi pela primeira vez o anuncio deste filme pensei que se trataria de mais um filme de Neeson contra o mundo, proximo da quantidade inacreditavel de filmes com que nos brindou nos ultimos anos, mas não é. Acaba por ser um filme sobre a irlanda e sobre a forma como a guerra interna de grupos se instalou em comunidades. E um filme pouco trabalhado do ponto de vista de argumento, mas fica a clara ideia que o filme tem como principais qualidades o contexto espacial de uma irlanda bucolica que contrasta com o perigo da radicalidade das suas pessoas.

Em termos de argumento o facto de nao querer ter lado bom e lado mau acaba por ser algo confuso, ja que tambem nao tem recursos para nos fazer pensar sobre um e outro lado. Fica a ideia que e um filme demasiado carnal para querer efetuar esse debate moral, mas ao mesmo tempo a mistura de planos torna o filme algo confuso, mesmo que no final o filme opte claramente por um dos lados.

Ou seja um filme que está longe de ser brilhante, que tem como principal recurso a sua capacidade estetica que impressiona, conjugado com a lingua mae que da ao filme um lado independente que nao e muito comum, nos ultimos anos no cinema de Neeson, mas que acaba por ser um filme que marca a sua posiçao, sem nunca entusiasmar.

A historia segue um assassino contratado em plena luta para a liberdade da irlanda que tenta efetuar um ultimo trabalho, com algum apoio contra um grupo organizado escondido tambem ele destinado a fazer tudo pelas suas convicções.

O argumento e acima de tudo confuso, ja que nao da raiz as personagens para um debate mais profundo sobre os porques das suas açoes. De resto mecanismos mais simples, que não permitem o filme atingir grande impacto, ja que tenta ser imparcial e isso neste tipo de registo e sempre dificil

No que diz respeito a realização Lorenz e um produtor amigo de Eastwood que ganhou a sua liberdade recentemente mas tem dificuldade em fazer imperar o seu cinema, que esta longe do que fez como produtor. Nota-se que conhece bem a base irlandesa do filme, e isso e o segredo que é a mais valia do filme.

No cast temos um Neeson na sua base natural, num filme que foge do estilo repetitivo que temos assistido nos ultimos anos. COndon tem a intensidade que me faz pensar que fizesse merecer mais destaque global e aqui volta a exibir essa capacidade. O regresso de GLeeson e sempre bem vindo depois da marcante presença em Guerra dos Tronos.

O melhor - A irlanda priofunda


O pior - Ser algo inconsequente na mistura de objetivos de personagens


Avaliação - C



Wednesday, April 17, 2024

Kung Fu Panda 4

Quando quase toda a gente ja pensava que a saga do Panda do KUng Fu estava totalmente ultrapassada, principalmente depois do pouco fulgor do filme anterior, eis que a Dreamworks apostou de novo na saga como filme de Pascoa. Com a aquisição de diversas novas vozes o filme passou pela critica com a mediania que os dois filmes anteriores ja tinham exibido. Comercialmente o filme aproveitou uma pouca aposta da animaçao para aquela temporada para recuperar algo que tinha perdido no filme anterior, e voltar a ser um dos filmes mais rentaveis ate ao momento.

Um dos pontos que funciona melhor na saga e a boa escolha de vozes e as aquisições que vai fazendo para personagens cirurgicas, aqui isso funciona bem e termos um filme de ação proximo do que ja vimos nos filmes anteriores, ainda que as personagens mais impactantes dos filmes anteriores tenham desaparecido e o filme seja o seguimento mais natural do ultimo filme. Acaba assim por ser um filme obvio, que segue o percurso sem grande impacto mas acima de tudo tenta rentabilizar ao maximo o produtor comercial.

O filme sabe o que funciona principalmente nos primeiros filmes e tenta potenciar a luta, a honra tipica dos filmes orientais, onde o filme vai buscar a sua maior inspiração. Fica a clara noçao que o filme pode repetir premissas mas não me parece que consiga rejuvenescer mais, independentemente da introduçao de personagens.

O filme é assim a utilização maxima de um dos produtos mais rentaveis em termos de animaçao , mas que segue uma logica demasiado obvia, ficando a sensação que em termos de animação falta ideias que faz com que os projetos se repitam, com um ou outro ponto comercial a crescer mas pouco mais, e um filme para preencher espaço, e em termos comerciais isso aconteceu.

O filme continua a seguir Po, e a forma como este acaba por perder o seu cajado para um camaleão com objetivos muito obscuros, depois de uma ligação com uma sempre traiçoeira raposa, que o vai ter de levar a resolver as coisas, numa combinaçao entre a sua maneira e o que lhe foi ensinado.

No que diz respeito ao argumento estamos a falar de uma historia simples, que pega no que funciona melhor nos filmes anteriores como a honra, o lado dual da personagem, com algumas introduções em pontos muito particulares, mas que nao tras nada de particularmente novo a saga.

Na realizaçao, o projeto foi entregue a uma dupla com curriculo comercial, sempre associado a Dreamworks, eles sabem os meios que tem e utilizaram de forma simples. Nao e o filme mais arrojado na evoluçao tecnologica, mas acaba por trabalhar bem com o conceito que o filme tem.

No cast de vozes, nos ultimos tempos Black tornou-se numa figura de primeira linha nas dobragens principalmente depois do sucesso do ano passado de SUper Mario. A personagem é ela associada ao filme. Repete muitos dos atores ancoras dos filmes iniciais, perdeu alguns nas introduçoes Davis e Akwafina o filme vai a procura do impacto de ambas para personagens proximas das carreiras


O melhor - Ser fiel aos pontos mais classicos da saga

O pior - Nao tras nada de novo


Avaliação - C



Tuesday, April 16, 2024

The American Society of Magical Negroes

 Quando foi anuncido este projeto, muitos ficaram entusiastas com o facto de termos um filme sobre alguem com poderes magicos numa sociedade secreta que poderia tambem ser um filme que levava a questão racial para discussão em filmes de dimensão maior. O problema foi que quando as primeiras imagens surgiram o publico negou por completo filme, ate mais que a critica que ficou-se pela mediania. Comercialmente o passa palavra muito negativo para o filme, que acaba por ter uma das piores avaliaçoes da historia do IMDB tornou um filme num desastre completo.

Sobre o filme eu confesso que depois de ver mais de hora e meia de filme nao percebo particularmente onde o filme queria ir, e a mistura de generos completamente impossiveis de misturar que o filme tenta ser. Tenta ser um filme de fantasia e de poderes extraordinarios, para se tornar numa historia de amor adolescente, para terminar numa questão racial de base. A questão e que o filme nao consegue, na essencia ser nenhum dos elementos que se propoem ser.

Os problemas começam no tom, para um filme de grande publico, exigia mais efeitos especiais, principalmente quando quer ser um filme sobre magia. Fica sempre a essencia que tudo soa ao mais barato possivel, e que o filme quer chegar a questão, racial que nao seria muito diferente do que os outros filmes com o mesmo tema acabam por debruçar. 

Os unicos pontos onde o filme acaba por funcionar e talvez na historia amorosa, simples, de um cinema basico, mas onde o filme por ser mais "by the book" arrisca menos e com isso acaba por ser mais facil de funcionar. A ideia e que o filme nunca sabe o que quer ser, e é uma trapalhada de generos que na base nunca levam a historia a lado nenhum.

A historia segue um jovem afro americano que ninguem olha que de repente e captado por uma sociedade de pessoas de raça negra que tentam ensiná-lo a ser a boa base para um branco, contudo com o amor a chegar ele vai por em causa o fundamento principal dos ensinamentos que aprende na sociedade.

O argumento é uma confusao, de ideias, de base, e narrativo. Fica a ideia que o filme se perde em discussões utopicas, e que pensa que tem uma profundidade que nunca consegue ter, e quando assim acontece, percebe-se que as coisas rapidamente nunca iriam funcionar, em personagens, em narrativa, em dialogo, enfim, em tudo.

Na realizaçao do projeto tivemos Kobi Libbi um desconhecido a quem foi dado o presente, que fica a ideia algo envenenado, ja que ou o filme nao teve meios para mais tecnicamente falando, ou o seu trabalho ficou marcado pela falta de qualquer detalhe creativo que ajudou um argumento mal planeado.

No cast eu tenho pena de Smith, ja que me parece um jovem talentoso, que funciona em diversos apontamentos mas que este filme pode danificar a carreira ja que e a face visivel do mesmo. A sua personagem e muito colada ao que temos assistido dele no ultimo tempo, e os secundarios, pouco conhecidos pouco mais fazem do que encaminhar o filme para o seu destino mais que traçado.


O melhor - A historia de amor simples

O pior - A confusao de ideias desorganizadas


Avaliação  D+



Música

 Numa altura em que a Amazon Prime se encontra mais ativa do que nunca eis que surge um projeto peculiar pela mente do Youtuber e comediante Rudy Mancuso, que acaba por ser uma serie de autobiografia sobre o seu estado de arte. Este filme original acabou por conseguir chamar a si a critica com avaliações muito positivas sobre a irreverência e abordagem do autor. Comercialmente não será um filme de proa, mas a abordagem atual acaba sempre por ser proxima, principalmente os mais novos que e que conhecem Mancuso como youtuber.

Sobre o filme eu confesso que Rudy era um total desconhecido para mim e a sua abordagem irreverente, original em todos os parametros faz com que seja um filme interessante, com alguns apontamentos de humor muito particulares, mas acima de tudo uma arte performativa completa de musica e de abordagem estetica do filme. Isso faz com que o filme consiga captar a atenção, mesmo que seja uma historia romantica simples num contexto de emigraçao muitas vezes distante do que vimos.

Onde me parece que o filme tem algumas dificuldades acaba por ser a dificuldade de Mancuso e as suas particularidades serem totalmente compreendidas pelo espetador. A personagem com o seu diagnostico pode parecer demasiado confusa, e tornar pouco objetiva muita da originalidade da abordagem, tambem como ator, mesmo na sua pele, estamos longe de um ator de proa.

Assim Musica e um refrescante filme, na mente de uma pessoa que faz o filme na sua forma particular de ver o mundo, isso faz o filme ser diferente, divertido, com momentos de risco, e que nos apresentam como uma figura impar este jovem miudo particular mas com uma forma de comunicar muito sua.

A historia segue o proprio Rudy e a dificuldade que a forma como ve o mundo como uma melodia o impedem de ter uma vida de decisao nas suas escolhas pessoais, num misto de comedia, vida pessoal e arte.

O argumento do filme pode ser algo confuso de entender para alem da apresentação da personagem com caracteristicas particulares. Muitas vezes o filme ganha mais pela abordagem do que propriamente pela historia em si, embora os momentos humoristicos consigam na maior parte do tempo ter o protagonismo necessário.

Mancuso e o lider de todo o filme e so poderia ele realizar a sua obra sobre a sua visao do mundo. De todos os apontamentos do filme parece claro que é o aspeto onde este mais arte consegue criar, mas mais que isso é aqui que temos toda a creatividade ao maximo numa carreira a seguir.

No cast Mancuso é ele proprio e isso é confuso porque parece, enquanto ator nao ter muitos atributos para sair do seu fato. Ao seu lado a sua namorada Mendes funciona perfeitamente no registo que quer dar ao seu interesse amoroso, mas acaba por ser um filme onde os atores acabam por ser pouco mais que eles proprios.


O melhor - A arte concetual de Rudy Mancuso.

O pior - Mancuso como ator é algo confuso


Avaliação - B



Monday, April 15, 2024

One Life

 Existem historias que merecem ser contadas, e mesmo depois achamos que muito ficou por perceber. Esta historia sobre um feito unico quase anonimo tornou-se viral num programa da tarde da BBC mas que volvidos anos do reconhecimento teve a sua adaptação ao cinema, com todo o rigor da tradiçao inglesa. O filme que conseguiu boas avaliações criticas, não teve força para ir a temporada de premios mas acabou por se tornar num filme forte do ponto de vista comercial, o que acaba por ser a homenagem certa a historia de base.

Sobre o filme desde logo o feito e a forma como o filme consegue contextualizar emocionalmente todas as escolhas e mais que isso a forma como o filme intensifica o que foi determinante e como aquele trabalho impediu mortes, sem nunca deixar de fazer a reflexao do que poderia ainda ser feito. A este nivel emocional o filme é preenchidissimo muito por ir ao encontro do lado mais emotivo nas relaçoes familiares.

No que diz respeito ao processo o filme aqui tem mais dificuldades em dar ao espetador as dificuldades, talvez porque a burocracia do filme seja algo aborrecido para um filme mais empatico que o mesmo quer ser. Não obstante destas escolhas o ritmo baixo, principalmente da primeira parte do filme torna no processo burocratico o filme algo confuso e tambem com alguma dificuldade nas conexões temporais.

Nao obstante destes pontos e daquele filme que a historia se sobrepoem ao processo. Sendo um filme tradicional sem grandes momentos, a historia que conta é unica, e principalmente pela viralidade de um momento que foi visto por milhoes de pessoas dando-lhe o seu contexto. Mais que uma obra de arte e uma boa referencia sobre o que vimos.

A historia segue os passos de Nicholas Winton e a forma como previu o avanço nazi pela Checoslovaquia e conseguiu conduzir para o Reino Unido centenas de crianças de forma a impedir o final tragico que a maioria das mesmas foi dotada em campos de concentraçao.

O argumento tem como seu maior trunfo uma historia de um impacto incrivel, numa das maiores historias individuais sobre um feito em prol de outro. Na concretizaçao da narrativa o filme tem alguns problemas essencialmente na forma como e algo lento, e na dificuldade de espelhar em imagens o processo.

Na realizaçao Hawes é um realizador ingles com algum impacto na televisao com series de impacto, que teve aqui o seu trabalho mais visivel para cinema. Nao e um filme muito trabalhado ou com grandes artefactos, mas deixa correr o filme, pensando no impacto emocional que quer ter.

No cast Hopkins continua a trabalhar depois de dois oscares e na tentativa de continuar com personagens significativas. Aqui da a intensidade emocional que o filme quer. No lado dos mais novos Flynn vai ganhando impacto como ator, numa personagem madura e forte.


O melhor - A historia que quer contar.

O pior - Alguns aspetos nao sao cinematograficos o suficiente


Avaliação - B-



Sunday, April 14, 2024

Dune: Part Two

 Menos de dois anos depois de Denis Villeneuve ter surpreendido o mundo do cinema com a sua adaptação de Dune, eis que surgiu a sua natural sequela, depois do primeiro filme ser um vencedor total em termos de bilheteira, mas tambem em termos de oscares nas categorias tecnicas. Neste segundo filme muitos ingrediente novos, novas personagens a maior parte delas interpretadas por atores de uma primeira linha mediatica, o que conduziu a que o filme se tornasse rapidamente num fenomeno total de bilheteira. Criticamente mais uma vez o realizador canadiano conseguiu os seus objetivos e todos ja esperam pelo terceiro filme.

Dune é mais do que um filme uma experiencia sensorial sem precedentes, a qualidade produtiva do filme e de nos deixar de boca aberta, desde os planos, as sequencias de açao, sempre acompanhadas por uma banda sonora de ponta que fazem deste filme um daqueles que vale bem o preço elevado do cinema, nas suas mais diversas apostas, porque as quase tres horas sao de imagens e sequencias incriveis.

Onde o filme perde mais e no argumento a historia de Dune nao e propriamente algo muito elaborado, e igual a muitas outras historias de aventuras de povos para um percurso esperado, onde claramente o alongar fica se a dever a forma detalhada das sequencias de açao mais do que propriamente pala historia exigir esse rigor ponto a ponto. Fica a sensação que a organização temporal do filme não e o mais brilhante ja que parece que o segundo ato e mesmo o primeiro sao demasiado longos para batalhas algo rapidas e desenlace final a toda a velocidade.

INdependentemente de tudo isso este segundo episodio vale acima de tudo pela experiencia visual e auditiva que nos proporciona. E um daqueles filmes que é mais que uma historia ja que a maior parte das pessoas ja conhece o desenlace no filme menos conhecido de Lynch. Nao e propriamente uma obra que a sos tenha uma referencia elevada, mas com o projeto todo concluido poderemos ter uma obra para a eternidade.

A historia segue Paul, agora unido ao povo de Fremen, com as suas ligações tentando descobrir se é o escolhido pela professia e de que forma isso poderá conduzir a paz ou ao dominio do mundo da historia.

O argumento tem os perceitos do primeiro filme, nao e propriamente algo muito elaborado, para alem da descriçao dos povos e das suas batalhas. Tem um pequeno twist interessante, mas pouco mais, talvez o terceiro filme seja mais rico nas escolhas finais para a conclusao da historia.

Villeneuve tornou-se num caso serio de ficção cientifica dos dias de hoje, pelo realismo, pelo risco, por dar tudo tecnlogicamente nos seus filmes com muito detalhe em todos os pontos. Aqui temos tudo isso e mais algumas coisas que fazem dele, um dos cineastas mais importantes da atualidade.

No cast um dos segredos claros do sucesso da saga foi escolher alguns dos atores mais mediaticos do momento para encabeçar o projeto. Fica a ideia que Chalamet tem o carisma essencial para o filme, que me parece menos presente em Zendaya, numa personagem que me parece com algum defice de profundidade neste segundo filme. As escolhas de Brolin e Fergunson dao a intensidade que o filme quer, e Butler tem o maior fogo de artificio embora me parece algo exagerado as critivas que ocorrreram.


O melhor  A experiencia sensorial do filme.

O pior - A gestão do tempo entre atos.


Avaliação - B



Friday, April 12, 2024

Imaginary

 Um dos pontos mais antigos sobre a forma de fazer terror é tornar assustador o que sempre associamos a carinho e a proximidade emocional. Foi assim que bonecos se tornaram assassinos e agora o sempre conhecido urso de peluche. Esta nova versão do filme de sempre saiu com criticas muito negativas principalmente quando comparado com apontamentos semelhantes. Comercialmente os resultados até foram consistentes, principalmente tendo em conta que se trata de um filme sem nenhum ator minimamente reconhecido do grande publico.

Sobre o filme podemos dizer que é a historia de sempre com um objeto de tem uma outra dimensão e é o foco de todo o perigo, com muitos jogadas de camara para tornar o boneco sinistro, mas ate aqui o filme segue um percurso linear, igual a muitos outros mas longe no descalabro que se torna quando tenta se concretizar. Ai a realidade paralela e acima de tudo o urso gigante tiram o filme para o absurdo onde nem é terror nem suspense, sendo apenas disparate.

Mesmo na simples construção de base o filme é um parente pobre claro. A falta de protagonistas de primeira linha faz com que as personagens, basicamente não existam e mais que isso fica a ideia que o filme tenta procurar outros registos para fugir ao que ja conhecemos mas o risco faz com que a historia perda por completo o norte num resultado sem sentido, e sem o impacto que o filme pensa que quer ter.

Por tudo isto um péssimo filme de terror de estúdio, que demonstra bem que a ideia solta de tornar algo aparentemente fofinho sinistro, por si só não chega principalmente quando o filme quer sair do já  feito e não tem qualquer tipo de ideia como fazer tornando-se numa trapalhada de ideias quase sempre absurdas.

A historia fala de uma familia onde a menor começa a falar com uma entidade que esta dentro do seu urso de peluche que vai colocar em causa a segurança de toda a gente a sua volta e que está na genese de muitos dos pensamentos da sua familia.

O argumento parte da base similar da maior parte dos filmes do genero, e tenta no final dar uma roupagem diferente, esteticamente arrojada, mas mais que tudo absurda na maior parte do tempo. As personagens sao carne para canhão na ideia e fica a ideia que mais vale em determinadas alturas nao complicar.

Na realizaçao o projeto foi entregue a Wadlow um realizador que começou na ação que se dedicou ultimamente a terror juvenil de estudio. Ele tenta fazer a estetica ser a componente do terror mas o argumento encaminha-se para um destino sem saida que não consegue fortalecer o filme. Um tarefeiro que ja teve claramente melhores dias.

O terror nunca foi campo para atores de primeira linha pelo menos em forma, dai que todo o leque de atores deste filme seja totalmente desconhecidos e apos o filme ficara tudo da mesma forma.


O melhor - O urso consegue ser sinistro

O pior - O final


Avaliação - D




Wednesday, April 10, 2024

Scoop

 A Netflix prepara o verão e o seu lançamento maior com a segunda parte de Rebel Moon de Zack Snyder com telefilmes de base como este que de alguma forma marca a organização e a forma como decorreu a entrevista polémica de principe André e a forma como o mesmo acabou por conduzir ao seu desaparecimento formal da familia real. Este pequeno filme recebeu na generalidade boas criticas, sendo que comercialmente vai certamente se deparar com algumas dificuldades já que nos parece um filme muito direcionado aos amantes de The Crown

Sobre o filme podemos dizer que a historia é um segmento de muito que penso que ainda ira ser feito no que diz respeito as relações de Epstein com o poder. O filme centra-se na relação com principe André, e a forma como a morte do milionario na cadeia desencadeou o derrube das cartas. O filme tem alguma dificuldade principalmente nas personagens porque indicia sempre que estas sabem a intensidade do que ira ocorrer, mesmo que os acontecimentos que aplificaram o impacto ainda não tivessem existido.

Do ponto de vista de dualidade o filme funciona, desde o lado sensacionalista do jornalismo para fazer sangue, ou a arrogancia da casa britanica que nao prespetivou a reação em cadeia que surgiu, mas onde o filme tem mais dificuldade é mesmo nas personagens, temos dificuldade em ir a procura de algo mais do que a factualidade de cada uma delas, porque o filme tenta sempre ter uma tensão exagerada para o percurso assumido.

Por tudo isto temos uma razoavel e intenso filme sobre a produçao de uma entrevista a uma das pessoas mais poderosas do Reino Unido e como isso acabou por colocar em causa a sua presença na monarquia. E daqueles filmes que entra em piloto automatico quando chega ao epicentro, mas isso muitas vezes é o que lhe permite crescer.

A historia segue toda a produçao do programa de entrevistas da BBC e como a entrevista com o Principe Andre na explosão total do caso Epstein conduziu as consequencias incontornaveis para a sua vida publica.

O argumento funciona no processo que conduz a total intensidade da entrevista, mesmo que isso seja na maior parte das vezes algo a custa das personagens e do seu crescimento. Nao tem grandes dialogos e aposta tudo na entrevista e isso faz resultar pelo menos a parte mais central do filme.

No que diz respeito à realização a batuta foi entregue a Phillip Martin um realizador de televisao que ja teve colaboraçao na serie The Crown e que por isso sabia perfeitamente gerir o assunto, embora com um trabalho demasiado produzido para televisao. O filme não e propriamente muito arriscado, mas o backstage da entrevista esta competente.

No cast o protagonismo vai para uma atriz algo desconhecida do grande publico internacional mas com algum impacto no Reino Unido, concretamente Billie Pipper. Mas onde o filme melhor funciona e na construçao detalhada de Ruffus Sewell como Andre, quase irreconhecivel.


O melhor - O primeiro capitulo, que se espera de muitos de Epstein no cinema.


O pior - As personagens estarem refens de uma tensão permanente da historia, que faz com que fique sempre a impressão que sabiam o que vinha a seguir


Avaliação - C+