Sunday, May 31, 2009

Angels and Deamons


STARRING

Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgard, Pierfrancesco Favino, Nikolaj Lie Kaas, and
Armin Mueller-Stahl


Desde que o codigo da vinci transpos para o cinema todo o sucesso do livro que se apercebeu que a continuaçao da adaptaçao das obras de Dan Brown e da sua personagem Longdom seria uma questao de tempo, dai que tres anos volvidos a mesma equipa reuniu-se para efectuar a prequela, com a mesma força e maquina produtiva. E tratando-se de um filme menor e certo que do ponto de vista comercial este foi menos visto e com resultados mais modestos, mas mesmo assim forte para um summer film. Ja do ponto de vista critica as coisas ficaram muito proximas, com alguma divisao e com um reconhecimento muito moderado para um filme mais preocupado num balanço comercial
Anjos e Demonios e um filme muito semelhante na forma que deve ser avaliado ao seu antecessor, ou seja sem duvida funciona melhor com o poder descritivo do livro do que propriamente a nivel de cinema, onde alguns pontos perdem sentido e o filme parece pouco coeso e com alguns buracos narrativos. O filme ganha algumas particularidades importantes, desde logo o clima do clero em plena roma, fornece um contexto e um cenario imponente para a rede de intrigas, e mesmo sendo mais pobre em termos de originalidade e em potencia do preceito inicial, talvez de um ponto de vista narrativo e menos filosofico o filme acaba por se aproximar mais do policial tipico e entao ganhar alguma vivacidade.
COntudo o filme bem como o livro e algo previsivel, retirando a base hipotetica da sua existencia, o filme nao e rico na construçao de personagens nem tao pouco no desenvolvimento da historia, baseado em guidelines estruturais, e sem poder de risco, o filme consegue no limite minimo os requesitos minimos de um filme capaz de fazer passar de uma forma minimamente agradavel o tempo num contexto engraçado e com uma historia facil.
O filme fala-nos de um professor de teologia e um expert em decifrar codigos que e chamado pela igreja catolica para descurtinar o misterio do desaparecimento de 4 cardiais em pleno conclave, aqui a historia e a mitologia crista, entram numa intriga de longa escala
Do ponto de vista do argumento o filme e fiel a obra de Brown que tem por si so muitos fas que nao permetiriam outra coisa, contudo brown e demasiado novelesco e pouco creativo na forma como fortalece a historia, e isso faz perder a força do guiao das suas adaptaçoes, ainda mais quando as personagens sofrem de limitaçoes de construçao, permite um filme interessante para passar o tempo mas sem deixar ninguem criar grandes ilusoes com o que ve
ROn Howard e um realizador peculiar, ainda no ano transacto surpreendeu o mundo e a critica com a força do seu drama politico, e agora regresse ao limite minimo do aceitavel num filme facil de realizar, sem qualquer cunho de autor, demasiado linear para um realizador conceituado. A realizaçao so no final consegue atingir um potencial assinalavel, sem contar com a excelente fotografia que vai tendo, ou seja o Howard mais comercial mas o mais modesto
O cast mantem Hanks no papel talvez mais basico e pouco exigente da sua existencia, Longdom e daqueles herois pouco evoluido, quase unidimensionais, o que nao permite grandes rasgos nem de um genio da interpretaçao como Hanks, neste filme perde a suavidade de Tatou, mas o filme nao se ressente por isso, ja Mcgregor tem mais um papel para dar nome do que propriamente uma interpretaçao exigente

O melhor - o contexto de uma roma e vaticano muito filmavel

O pior - Alguns buracos no cinema que so podem ser perceptiveis pelo livro

Avaliação - C+

Saturday, May 30, 2009

Fired Up


Starring: Nicholas D'Agosto, Eric Christian Olsen, Sarah Roemer, Danneel Harris, David Walton
Directed by: Will Gluck


As comedias adolescentes ao mais estilo MTV tem nos ultimos tempos sido mais esporadicas, bem como aquelas que tem saido tem sido extremamente mal recebidas pela critica que as coloca por si so de lado no horizonte cinematografico, Este fired Up e mais uma deste tipo de comedias, sem grande tipo de envolvencia nem de creatividade, este filme tem como publico alvo pre adolescentes fanaticos por historias de liceu, o que ja nem sempre consegue se realizar, dai nao ser de estranhar que o filme tenha sido autenticamente massacrado pela critica, e isso se tenha reflectido nos pessimos resultados de bilheteira, poderemos ter aqui um pre candidato aos razzie awards.
As comedias romanticas devem na sua essencia ter a facilidade das personagens integrar facilmente nos gostos dos espectadores, de serem facilmente aceites, contudo neste filme isso nunca acontece, o duo de protagonistas tem tanto de estupido na sua forma de actuar, como descentrado de qualquer realidade, tenta adoptar de uma forma totalmente errada o estilo American Pie, de tentar apimentar uma comedia sem qualquer tipo de conteudo e significado, que nunca consegue ser engraçado, e muito menos creativa, seguindo uma serie de gags que levam para um precurso tao obvio como repetitivo
O filme e daqueles cuja a produçao nao e elevada, tem sequencias insuportaveis, e apenas quando tenta parodiar consigo propria, com algumas piadas exageradas sobre o mundo basico do cheerleader, o filme consegue parcialmente resultar no humor utilizado
O filme fala-nos de dois estudantes mulherengos que em conquista de mais mulheres decidem trocar a concentraçao de futebol por a concentraçao de cheerleadres, aqui por um lado vao mudando de objectivos com a paixao assumida deles por duas raparigas diferentes e começam a integrar o espirito de grupo da equipa
O argumento e do mais basico linear, visto ultimamente em Hollywood a historia de base e pouco creativa, sendo as suas unicas notas duas ou tres piadas mais fortes, de resto muito fraquinho quer na composiçao de personagens, mas acima de tudo no dialogo e no desenvolvimento do filme
A nivel de realizaçao o filme e pouco exigente as coreografias sao realizadas de forma satisfatoria, pese embora nao estejamos perante uma realizaçao complicada, mas sim por uma serie de cenas realizadas com naturalidade, apesar de nao deslumbrar acaba por nao ser dos aspectos mais negativos do filme
O cast do filme tem em dois actores distintos o protagonismos, se por um lado Olssen habituado a este tipo de comedias de baixa qualidade ja pouco ou nada altera a prespectiva que tem dele com este tipo de papeis repetitivos, D' Agosto atingiu algum mediatismo em Heroes, tem aqui a sua primeira experiencia mais mediatica no cinema, e poderia ter escolhido melhor algum protagonismo que atingiu na tv, sendo dificil conseguir mais

O melhor - O gozo na sessao de cinema

O pior - A falta de qualidade do objectivo primordial do filme

Avaliação - D+

Monday, May 25, 2009

Ghosts of girlfriend Past


Starring: Matthew McConaughey, Jennifer Garner, Breckin Meyer, Lacey Chabert, Robert Forster
Directed by: Mark Waters

O que prespectivar de uma comedia, que reune dois dos actores mais influentes e conhecidos dos genero, colecionando alguns sucessos, com um dos mais conceituados realizadores de um genero considerado menor, pois bem a receita estava lançada para o sucesso, com todos os ingredientes a priori para satisfazerem os adeptos do cinema pipoca e as historias de amor, e guerra dos sexos. Se por um lado Waters a algum tempo que ficou longe do sucesso inicial critico que conseguiu por exemplo com Mean Girls, desta vez tambem do ponto de vista comercial o filme nao explodiu apesar de boas receitas de bilheteiras
Nota-se aos primeiros acordes do filme, que estamos perante uma conjugaçao de factores que facilmente farao com que o filme cumpra os seus requesitos, ou seja uma historia engraçada, com despiques engraçados entre estilos de amor, uma quimica interessante entre os protagonistas, e um bom limite nao so de personagens como espacialmente do filme, que permite uma familariedade do espectador nao so com as personagens mas tambem com os locais. O filme consegue tambem por um lado conjugar o entertenimento puro quase idilico das relaçoes de amor criadas, com a potencia de uma moratoria consideravel julgando de forma constante o estilo de vida
O filme resulta em quase todos os seus parametros e so nao vai mais alem pelas exigencias do sucesso e de se aproximar para um publico alvo menos exigente, perdendo tambem em algum exagero e infantilidade de algumas situaçoes
O filme centra-se num mulherenho fotografo, que ao deslocar-se para o casamento do irmao, vê que a sua paixao de sempre continua a se-lo e tera de lutar entre o amor e o estilo de vida que defende com afinco
O argumento nao e brilhante, as tiras e dialogos romanticos nao adquirem grande complexidade como a propria historia, contudo o basico e o simples funciona melhor em termos de guiao neste estilo de filme, nao e um filme de grandes aderessos mas sim de funcionamento colectivo
Waters pode nao ser um realizador de culto mas poucos realizam como ele principalmente nas ligaçoes metafisicas ao alem que gosta de efectuar nos seus filmes, arrisca alguns momentos e alguns planos, em realizaçoes fortes e vivas
O cast parece-nos resultar melhor em termos de secundarios, o par secundario rouba a maior parte das cenas ao principal apesar de Garner ter a suavidade necessaria para encaixar rapidamente nas necessidades do seu papel, ja Mathew parece cada vez mais repetitivo e histerico nos seus papeis, o que coloca em causa a sua capacidade de outro tipo de registo

O melhor - A simplicidade emocional do filme

O pior - O histerismo do actor principal

Avaliação - B

Saturday, May 23, 2009

Star Trek


Starring: Chris Pine, Zachary Quinto, John Cho, Ben Cross, Bruce Greenwood
Directed by: J.J. Abrams


Star trek e indiscutivelmente uma das sagas mais conceituadas do cinema de ficçao cientifica e de missoes interplanetarias. principalmente a serie moveu multidoes e tornou-se num dos franchisings mais rentaveis numa primeira escala da Tv e depois do cinema, contudo posteriormente e com o envelhecimento dos seus interpretes e com algumas alteraçoes fruto de filmes e filmes sucessivos, cada vez se tornou mais dificil a rentabilidade dos filmes, que conduziu a quase uma anulação. COntudo nada melhor do que uma alma nova para tudo reequilibrar, sob as maos do predestinado JJ Abrams, uma aposta em ir ao inicio em remotar a serie, e os resultados ate ao momento nao podeiam ser melhores, o filme e de momento o maior sucesso comercial do ano, e critico, o que coloca e dimensiona o seu autor no panorama do cinema depois de ja ter conquistado a Televisao.
O começar de inicio um filme pode trazer riscos consideraveis contudo o balanço efectuado por Abrams e em termos de dinamica muito forte, por um lado consegue ser creativo, fornecer aderessos, sem nunca perder o terreno e a mistica da saga, com um bom principio vincando as caracteristicas fundamentais das personagens, o filme rapidamente adquire dinamica, nao e preso ao espaço, consegue ir para alem disso, e acima de tudo adquire um ritmo intenso de acçao, e com conjugação humoristica bastante positiva.
E do ponto de vista estetico uma boa experiencia, consegue ter grande parte dos ingredientes tipicos de um blockbuster de verao oferecendo uma nova vida a um franchising para a maioria dos mortais apagado.
Certo que o filme nao da o espaço para a eloquencia e originalidade perfeita do criador, e demasiado preso a determinadas constantes, mas o filme consegue sempre os seus objectivos e e ate ao momento um dos filmes do ano
Na historia vamos ate a genese da equipa desde Kirk ate Spock percebemos donde vêm como sao e como vao mudando com a conjugaçao entre ambos, e com um vilao pronto a atirar as debilidades deste.
O argumento e creativo, consegue potenciar bons momentos consegue utilizar o miticismo das personagens, consegue rentabilizar ao maximo a força do entertenimento, nao e famoso em dialogos, mas consegue sempre atingir o proposito, de um filme com ritmo e força interior.
A realizaçao de abrams e ao mesmo tempo intensa e sobria, consegue potencializar melhor a força das imagens, utilizando com mestria os efeitos especiais e a forma tipica da saga, mais que um realizador, podemos considerar um revitalizador
O cast, a aposta de abrams foi de oferecer os papeis centrais a ilustres desconhecidos, ou no minimo pouco mediaticos, Pine, tem carisma, tem estetica, pode ainda nao ser brilhante em termos de interpretaçao, mas poderá fazer carreira numa personagem com este peso, embora a surpresa seja o encaixe perfeito de um novo Spock que impressiona pela forma como consegue ao primeiro filme convencer, num papel dificil, tb o vilao parece funcionar Bana tb é forte num papel que destroi a imagen de suavezinho do actor.

O melhor - O renascer da serie

O pior - A revolução nao foi extrema

Avaliação - B

Sunday, May 17, 2009


Starring: Harrison Ford, Ray Liotta, Ashley Judd, Jim Sturgess, Cliff Curtis
Directed by: Wayne Kramer

O fenomeno da imigraçao nos EUA da america tem oferecido de tema a alguns dos filmes mais imponentes dos ultimos tempos no panorama cinematografico contemporaneo, chgando mesmo a consagrar alguns filmes, contudo nos ultimos tempos e principalmente aqueles mais ligados a algum fundamentalismo tem perdido algum poder, principalmente quando os pequenos estudios tem apostado em historias mais simples, uma dessas replicas é este Crossing Over, um filme pequeno, em estrutura repartida que conseguiu obter pouca visibilidade a nivel de bilheteira, onde apenas conseguiu estrear nas grandes localicades, sendo que a sua relevancia comercial foi quase nula, pese embora em termos criticos as coisas acabassem por seguir o mesmo caminho com criticas pouco animadoras, para um filme que parecia ter mais objectivos neste plano particular.
O filme desde logo tem demasiadas ligaçoes ao conceituado CRASH, um estrutura repartida entre diversas historias com pequenos planos de ligaçao, contudo tudo parece muito mais basico em termos de processos, a historia e menos intensa, com alguma carga policias á mistura e acima de tudo com muita corrupçao e historias anacabadas o que nao favorece a força interior que o filme poderia ter ao articular uma historia sobre diversas vivencias relacionadas com diferentes forma de ser imigrante nos EUA. Neste plano particular existe sem duvida historias mais intensas e fortes do que outras, aqui ganha relevo por um lado o interesse narrativo policial da parte comandada por Harisson Ford, se bem que com demasiadas arestas por limar, e a intensidade relacional de Ray Liotta, tudo o resto acaba por ser demasiado acessorio e pouco trabalhado.
No filme pesa demasiado a necessidade de ser mais forte de ser marcante o que nao se consegue impor ao longo do filme, que joga demasiado alto, num terreno complicado onde a mestria e mesmo um requisito, o filme acaba por passar um pouco como a sua carreira comercial prometendo muito principalmente no peso do cast, mas que acaba por terminar sem nunca deixar um vinco especial no espectador
O filme fala de diversas historias relacionadas ao de leve,a de um inspector de imigraçao, de uma advogada que defende os interesses dos extraditados, o de um jovem em busca da fe e amor num outro pais, e de um procurador a procura do prazer em trocas ilicitas
A estrutura narrativa e do mais simples utilizada num argumento pouco trabalhado se bem que funcional ao limite, nao temos grandes trabalhos de ligaçao de historias nem tao pouco uma profundidade extrema, mas o filme acaba por padecer de alguma falta de força de personagens limitadas.
A realizaçao tambem nao e forte, demasiado prendida ao simbolismo dos nós de estrada, acaba por se tornar irritante este ponto, de resto simplicidade na forma como narra os acontecimentos o que acaba por beneficiar o filme
O cast é forte Ford num terreno mais dramatico onde nao convence principalmente pela frieza do rosto que acaba por se tornar limitado numa historia de sentimentos, Strugges e um jovem valor com carisma mas que e posto de lado na falta de força da sua narrativa, ja Judd e Liotta encontra-se em melhor nivel mesmo que o filme nao seja nem de perto nem de longe um filme para actores

O melhor - O tema abordado e a logica principal do filme

O pior - O filme nunca consegue atingir o nivel esperado em termos de força propria

Avaliação - C+

Saturday, May 09, 2009

Adventureland


Starring: Jesse Eisenberg, Ryan Reynolds, Kristen Stewart, Martin Starr, Bill Hader
Directed by: Greg Mottola


Superbado foi um autentico explodir com a cultura nerd. e acima de tudo abriu antecedentes sobre comedias romanticas sobre os menos populares, o filme conseguiu convencer nao so a critica mas tambem as bilheteiras dai que pelas maos do mesmo realizador nao demorou a surgir novas ideias traduzidas em novos projectos, contudo o conceito quando nao e novo tem mais dificuldades a resultar e se do ponto de vista critico ate foi melhor recebido, com algumas das maiores ovaçoes ate ao momento por parte da critica o filme falhou no aspecto comercial com resultados quase residuais que faz esperar para ver o futuro do conceito
Adventurelando consegue ser mais terrestre e menos exagerado do que Superbad, as personagens sao mais normais e por isso a historia de base e mais normal, podera por isso nao conseguir ser tao engraçado do ponto de vista humoristico ou mesmo tao peculiar, mas consegue ser mais coeso e maduro, consegue abordar e reflectir sobre alguns fenomenso relacionais e isso demonstra evolução. Nao consegue por outro lado imprimir grande ritmo a narrativa agarrado demais as valencias sentimentais e descritas das personagens o filme peca por nao conseguir adquirir e evoluir ao ritmo necessario, isso acaba por nao deixar o filme ganhar a vitalidade necessaria
Mesmo assim estamos perante um filme original, num contexto interessante o de um parque de diversoes, onde conseguem surgir as sequencias mais fortes do filme, consegue adquirir uma banda sonora que e a ideial para o desenvolvimento do filme e tudo isto com picos de maior produtividade cinematografica
O filme fala-nos de um jovem que quer realizar uma viagem pela europa mas para conseguir reunir economia para a mesma tem que ir trabalhar para um parque de diversoes que funciona como um pequeno mundo de relacionamentos e de vivencias
O argumento e interessante na forma como intrecruza e coloca as personagens nas vidas umas das outras contudo perde na componente humoristica o que seria importante no sentido do filme adquirir nao so vitalidade como ritmo e aproximar-se de forma mais natural do espectador
O realizador consegue fazer um filme pacado, bem realizado num estilo proprio quase 80s, e que consegue aproveitar o melhor das expressoes das personagens, precisa quem sabe de se descentrar deste estilo nerd para se emancipar.
O cast mais vivo e forte do que os filmes anteriores tem em Eisenberg o balanço positivo entre o Nerd e o reacionario, Stewart aos poucos tem ganhado carisma necessario para ser a perfeito par romantico e Reynolds num registo num genero mais condizento com os seus recursos

O melhor - A banda sonora

O Pior - alguma falta de ritmo da narrativa

Avaliação - B-

Hannah Montana


Starring: Miley Cyrus, Billy Ray Cyrus, Emily Osment, Jason Earles, Mitchel Tate Musso
Directed by: Peter Chelsom

Hannah Montana e um dos maiores sucessos da televisao americana, lançada pela Dysney a pequena cantora tem se tornado rapidamente numa das figuras principais do show americano, conseguindo vencer em quase todas as dimensoes do panorama artistico. Dai que sem surpresa no lançamento do seu primeiro filme, o sucesso tenha novamente voltado a repetir-se ao contrario do que se sucedeu com os Jonas Britheres, hannah venceu em grande escala na bilheteira mesmo que criticamente a recepçao tenha sido longe de positiva

Antes de mais nao podemos retirar hannah Montana do seu contexto juvenil, principalmente para os mais pequenos, e acima de tudo chegada aos mais novos, um pouquinho como Floribela em Portugal, dai que a avaliação efectuada a este filme tera por logica sempre que ter isto em mente. Mesmo assim pensamos que os jovens ou mesmo as crianças de hoje em dia ja estao capazes de visualisar filmes mais desenvolvidos, mais fortes, com outro tipo de topicos, do que propriamente a historia lamechas de uma artista em contacto com a sua terra natal onde se apaixona pelo principe encantado e tudo acaba bem. Nem tao pouco nos parece interessante os apontamentos de humor primordialmente fisico a conta de personagens disparatados sem qualquer tipo de sentido no actual cinema, dai que se o aproveitamento da imagem deste novo icon pop em conjunto com a forma simples do filme ate podem resultar para os fas da serie, por outro lado rapidamente se consegue prever a pouca capacidade da saga fazer-se promover num cinema que exige sempre um pouco mais das suas historias e acima de tudo projectos

Hannah montana funciona assim bastante mais com a componente mediatica e de Markting na forma como vende a dualidade Cyrius Montana, do que em qualquer apontamento natural do filme ou mesmo no filme dentro de si

Aqui encontramos a jovem artista a ter de regressar ao ambiente rural da sua terra natal, demasiado pequena para a grandiosidade da estrela, aqui a um reencontro com o passado, um amor de sempre e tambem a luta pela permanencia intacta deste mesmo clima

O argumento e repetitivo quase pre formatado para a historias tipo da Dysney, contudo para series isto resulta em cinema tudo e demasiado limitado, as persnagens a evoluçao narrativa tudo e obvio e demasiado tradicionalista, e contra si tem uma opçao pelo um estilo humorisitco demasiado desactualizado e por vezes ridiculo

A realizaçao e um plano pouco trabalhado neste tipo de filmes, onde apenas as sequencias de concerto podem potencializar um pouco mais o trabalho do realizador, contudo mesmo aqui nada mais que o politicamente correcto e necessario, ou seja nada a apontar

O cast recorre aos habitues do franchising e por isso nada a apontas Hannah Montana e myley Cyrus, e o seu pai o seu pai, sendo que nao existe interpretaçoes porque o filme e quase documentario

O melhor – A expansao de um fenomeno de Massas

O pior – Os limitas proprios do conceito

Avaliação C-

Saturday, May 02, 2009

He's just not that into you


STARRING

Ben Affleck, Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Jennifer Connelly, Kevin Connolly, Bradley Cooper, Ginnifer Goodwin, Scarlett Johansson, Justin Long


As comedias romanticas debruçando um conjunto de historias interligadas e quase a categoria mãe deste genero principalmente pela densidade e particularidades que consegue atingir, dai que normalmente consigam sempre bons resultados de bilheteira atraves de um publico alvo de casais de adolescentes em inicio de relação. Tudo se torna mais facil quando ao serviço do mesmo filme se encontra um dos casts mais mediaticos que há memoria com um conjunto de figuras de proa da montra de Hollywood. Dai que nao seja de estranhar que este filme de nome extenso conseguisse com alguma facilidade convencer as bilheteiras norte americanas com resultados muito positivos, pese embora a nivel critico nao tivesse conseguido ultrapassar a mediania.
Para um filme com diversas historias existe um problema, ou o autor consegue fazer um balanço e uma ligaçao intressante entre todas as hitorias que nao seja possivel as desmarcar ou esta ligação e tão debil que mais parece estarmos a ver filmes separados integrados, E neste filme fruto de alguma falta de força do guião caimos rapidamente nesta fragmentaçao excessiva narrativa, embora as pontas se cruzem, cedo nos percebemos da independencia da historia e que a resoluçao sera individualizada, o que torna o filme mais facil de funcionar, mas por outro o lado o torna menos eficaz junto de espectador.
Rapidamente o espectador seleciona as suas historias preferidas, os seus centros de atenção e rapidamente esta atenta ao suprerficial, e se existe sequencias bem trabalhadas e historias coesas na exploraçao do tema do amor, principalmente a das personagens de Alex e Gigi, tudo o resto e algo cor de rosa, e algo pouco trabalhado, devido a uma excessiva fragmentaçao do argumento. Mesmo assim temos momentos interessantes, temos boas teses relativas ao compartilhar de sentimentos, pese embora o filme tivesse um campo de evolução muito mais forte, e ficarmos sempre com a sensação que o filme e limitado em termos de sentimentos, na exploraçao dos impulsos do ser humano, quando relacionados com o amor.
A historia aborda uma serie de casais, ou individuos soltos em torno de uma serie de problemas amorosos, sendo que a ponta de um e seguida por outros numa teia de relacionamentos em fase de decisão
O argumento ao articular diversos pontos narrativos e complexo, mas opta sempre pelo mais facil, o que nem sempre se torna mais eficaz principalmente porque nao consegue imprimir ritmo, nem explorar o sentimento no seu estado mais puro, rodando sempre a um ritmo pausado quase de telenovela, nao explorando as potencialidades que as personagens lhe poderiam trazer contudo tem momentos em que os dialogos e convicções funcionam como boas teses sobre o amor.
A realização tambem nao e ela brilhante, pausada, por vezes sem ritmo, sem cunho de autor, vincadamente tipica das comedias mais moderadas em termos de romantismo a estrutura fragmentada da narrativa nunca e potencializada em termos de realização
A nivel do cast e com um vastissimo naipe de actores e figuras mediaticas o filme concretiza o seu principal objectivo com estas escolhas que e uma aproximaçao clara do publico, contudo para os intuitos limitados das personagens resulta bastante bem a parelha Goldwyin- Long e acima de tudo a sensualidade angelicar de Scarlett.

O melhor - A escalada de sentimentos de GIGI e ALEX

O Pior - A estrutura demasiado fragmentada da narrativa, soltando demasiado cada uma das parcelas

Avaliação - C

Friday, May 01, 2009

Crank High Voltage


Starring: Jason Statham, Amy Smart, Clifton Collins Jr, Efren Ramirez, Bai Ling
Directed by: Mark Neveldine, Brian Taylor

quando por volta de 3 anos Crank surgiu no cinema os mais tradicionalistas sofreram um atentado com esta nova forma de cinema, onde ritmo, adrenalina e rebeldia se reuniam em torna de um cinema de acção que deixava cansado o propria espectador, o argumento e o filme eram originais e curiosos dai que tenha resultado bastante bem, dai que nao surpreende que pouco tempo depois surja uma sequela. Contudo os resultados foram bem diferentes, se por um lado a critica avisada ja nao se iria surpreender com o filme, por outro lado o publico parece ter esquecido por completo a agradavel surpresa do primeiro tornando o filme o floop consideravel
Confesso que admirei o primeiro filme, nao so pela originalidade com pelo estilo proprio que o filme conseguiu utilizando algumas das virtudes de um cinema mais exprimentalista de Tarantino. Neste filme tudo e elevado ao cubo, na loucura, no ritmo na ilusão criada, o que se por um lado permite confirmar a originalidade e o estilo dos realizadores por outro rapidamente cai no exagero, e se no ponto de vista estetico as coisas ate conseguem ser melhoras e acima de tudo aperfeiçoadas, e nos deixa estupfactos, do ponto de vista da historia em si, o filme perde em larga escala. A hitoria central e ridicula sem qualquer noção da realidade, as personagens sao elevados a um exagero da loucura quase inacreditavel, e nao fosse uma serie de sequencias de acçao bem organizada com bons apontamentos de humor poderiam tornar o filme uma autentica miseria.
Contudo o estilo e o ritmo do filme, bem como a continuaçao ao segundo do primeiro filme, consegue agarrar o espectador que ao mesmo tempo fica agradado com o estilo e com o seguimento e linhagem do fillme como fica estupfacto como a forma com que narrativa e acima de tudo as personagens evoluem para um pos absurdo.
A historia segue a personagem de Cheelios que apos a queda, consegue ser revitalizado atraves de uma especie de bateria que carrega com o ritmo que o seu corpo adquire nao podendo parar, neste momento tem como unica salvação encontrar o seu coraçao previamente retirado.
O argumento tem tanto de original como de absurdo e na sua concretização leva a rebeldia ao excesso, as personagens entram numa escalada exagerada de loucura pura, e os secundarios parecem retirados num filme de terror, alguns demasiado histericos outros acabam por ser engraçados
Do ponto de vista de realizaçao a dupla de realizadores marca mais uma vez um estilo proprio, dificil de concretizar e um plano ideologico capaz de surpreender toda a gente, potenciado com guioes mais coesos poderao se tornar em autores de excelencia porque a originalidade e a capacidade de se fazerem notar e presente nao so na idealogia como tambem na forma de realizar
QUanto ao cast poucas mexidas, Statham e o ideal para este tipo de papeis de acçao e ritmados, onde tem conseguido grande parte das suas intrepretaçoes a as mais conformes com o seu estilo, Smart perdida no cinema, onde chegou se a pensar que poderia se tornar mais conceituada, num estilo e na saga que lhe deu fama

O melhor - A ideia e a musica principal

O pior - O exagero total que o filme se torna na sua conclusao

Avaliação - C+

17 again


Starring: Zac Efron, Leslie Mann, Matthew Perry, Michelle Trachtenberg, Melora Hardin
Directed by: Burr Steers

As comedias com alterações de idade sempre resultaram bem dentro do publico norte americano, ao longo dos tempos, com algumas actualizaçoes principalmente no tipo de humor utilizado o certo e que tem conseguido sempre bons resultados. Para este ano uma nova aposta, aproveitando a dimensao e sucesso de um novo icon jovem Efron, o filme surge como um absorvente de bilheteiras, e os resultados até ao momento são positivos, mesmo que criticamente o filme tenha dificuldades naturais em se impor
A historia é gasta, ou seja em termos de originalidade pouco se pode valorizar no filme, a ideia, as situaçoes e tudo o restante é por demais utilizado e algo gasto, mesmo as situações criadas ja foram por diversas vezes vistas, mesmo assim o filme acaba por ter dificuldades em funcionar como um todo, poucas vezes consegue ser engraçado, as personagens nem pouca profundidade e tudo resulta de forma pouco conseguida, mesmo em termos de intensidade e proximidade do espectador.
E um filme declaradamente utilizado para um publico mais juvenil, e nota-se nao so na pouca ligaçao entre os dialogos mas acima de tudo em alguns pontos de moda juvenil que são extremamente proximos da nova geraçao, contudo como filme em si, acaba por ser pouco representativo, e mesmo algo exagerado
A nivel de humor o filme tambem perde, nao conseguindo fazer resultar a maioria das suas situaçoes humoristicas, aqui ressavla-se apenas o caracter suave e leve do filme, que faz com que o espectador consiga acompanhar de forma continua um filme com poucas ambiçoes em termos de maturidade
A historia fala-nos sobre um jovem que abandona uma carreira de jogador de basket para se dedicar a familia, contudo nunca consegue ultrapassar esta decisao, sendo que posteriormente tem tempo de voltar atras, ou seja regressar aos seus 17 anos de forma a remediar a sua vida
O argumento e demasiado repetitivo, nao so no conceito muitas vezes utilizado, mas acima de tudo na propria construçao narrativa do filme, e demasiado utilizado, as personagens sao pouco trabalhadas, e mesmo a evolução da historia e pobrezinha
A realização acaba por ser um ponto pouco trabalhado no filme, mesmo na conjugação do juvenil com o adulto pouco ou nada e potenciado, o que faz com que o filme nao adquira qualquer tipo de visibilidade a este nivel
O cast, tem a liderar um Efron proximo do publico juvenil, mas longe de qualidade de interpretaçao a tentar entrar pela porta mais logica no cinema, secundado por um Perry cada vez mais cansado e com dificuldades a conseguir esta passagem, cada vez mais dificil de se concretizar

O melhor - As particularidades do amigo do protagonista

O pior - Ja vimos este filme

Avaliação - C-

Saturday, April 25, 2009

The Burning Plain

Starring: Charlize Theron, J.D. Pardo, Kim Basinger, Jennifer Lawrence, Taylor Warden
Directed by: Guillermo Arriaga

O filme de arriaga foi produzido com poupa e circunstancia, marcando a estreia do argumentista atras do ecrã, dai que as expectativas relativas a um eximio contador de historias nao poderia ser mais elevadas. Contudo depois da apresentaçao em festivais europeus, eis que a celeuma reduziu-se e o filme acabou por nem estrear em 2008 nos EUA, e anda esquecido entre distribuidoras. Sendo aos poucos lançado no mercado europeu, e com uma recepçao ate ao momento aceitavel o certo e que o filme nao tirou o proveito que prometeu em termos de visibilidade

Burning Plan fala-nos sobre sofrimento ao longo de uma serie de personagens cujo o tempo separa encontramos uma serie de pessoas, cujo o passado e o presente se ligam num clima de sofrimento silencioso, alias a capacidade das personagens vivenciar intimamente cada um dos seus conflitos e a forma como estes interagem entre si e o ponto mais creativo e acima de tudo mais obsessivo do filme. O filme nunca adquire grande ritmo, o que acaba por o tornar demasiado moroso em determinadas partes.

O problema do filme acaba por ser todo o aborrecimento que deteriminados momentos traduzem e o facto de por vezes se tornar demasiado obvio, desde logo conseguimos prespectivar onde o realizador quer chegar e a forma de montar com tiques tipicos de Inarratu seu colega, o filme torna-se rapidamente demasiado obvio e isso acaba por nao favorecer a ligaçao do proprio filme com o publico. Nunca o consegue seduzir em termos de intensidade mesmo os momentos mais fortes por vezes tornam-se algo perdidos principalmente com o facto de os dialogos nao serem muito trabalhados perdendo-se em expressoes vazias

O filme fala-nos de duas familias distintas martirizadas com a morte em relaçao adultera de dois elementos de casais diferentes, e acima de tudo na relaçao que se estabelece posteriormente entre os filhos do casal, e as reprecurssoes que esta tera no futuro, quando ele acaba por ter um acidente de aviaçao

O registo do argumento e o tipico deste autor, fragmentado por vezes com uma intuiçao demasiado propria, e acima de tudo que cai na propria ratoeira de fragmentar narrativas, as personagens nao sao tao envolventes para um plano narrativo tao complexo, e por vezes o filme torna-se num vazio mesmo em termos de conteudo

Quanto a realizaçao aqui o filme parece tambem nao aproveitar ao maximo os planos, o que se pode explicar pela inexperiencia atras das camaras de arriaga, mesmo assim parece-nos dos pontos mais fortes do filme na capacidade de fazer funcionar de forma pouco colorida um filme tambem ele pouco colorido

E por fim o cast liderado pela vertente mais dramatica e capaz de Theron uma autentica diva em papeis mais exigentes, e que e seguida acima de tudo por uma Bassinger triste, e um Joaquim de Almeida demasiado parado e com uma personagem demasiado limitada

O melhor – A tristeza na face de theron

O pior – A falta de envolvencia do filme

Avaliação - C

Thursday, April 16, 2009

Duplicity


Starring: Julia Roberts, Clive Owen, Tom Wilkinson, Paul Giamatti, Rick Worthy
Directed by: Tony Gilroy

Tony Gilroy foi uma das personalidades a ganhar mais evidencia nos ultimos anos no cinema, se por um lado os seus argumentos deram origem a alguns dos filmes mais conceituados dos ultimos anos, como por exemplo a saga Bourne, por outro lado a sua estreia na realização com Michael Clayton nao poderia ter corrido melhor, tendo incusive sido nomeado para os Oscars da academia, dai que se aguardava com expectativa o segundo filme como realizador para alem de que voltaria a estar tambem no guião. De inicio de estranhar foi a data de lançamento do filme, em pleno Março, longe das possibilidades de premios que tao bem se intrometeu no seu titulo de estreia. Talvez por este facto o filme comercialmente logo se reparou que nao seria um sucesso com resultados muito modestos, e apesar de ter agradado na generalidade a critica as opinioes do publico dividiram-se um pouco em torno deste peculiar filme
Duplicity e antes de mais um filme fora de tempo, com demasiada qualidade para entrar pelas salas nesta altura do ano, e daqueles filmes em forma de puzzle que de inicio achamos um disparate pegado mas que no final ja estamos boqueaberto com a coesao do mesmo e com a inten sidade, e daqueles filmes cujo argumento e montagem funcionam como um so para fazer rentabilizar um guião creativo, com dialogos de primeira linha, numa historia intensa, com ritmo e extremamente inteligente
O filme é daqueles exercicios de creatividade puros consegue manter suspense nos aspectos fulcrais do filme, realizado sob a forma de sequencias o filme adquir grande ritmo com esta opçao e isso salvaguarda o real valor do filme, uma obra bem conseguida, madura, original que marca uma posiçao num ano ate ao momento algo cinzento
A historia fala-nos de dois espiões de empresas concorrentes apostados em descobrir os segredos uma da outra, ate que se apaixonam e tem de lutar entre as inerencias da profissão e o amor que une os dois, numa mistura de sensualidade, trama e acima de tudo um argumento de encaixe de peças sucessivas
Gilroy e um argumentsta de excelencia a capacidade de tornar os filmes como obras de coesao sao impressionantes sempre em exercicios arriscados de creatividade, para alem do conceito e de os fazer resultar dota as personagens de uma capacidade oratoria que permite que os dialogos fortaleçam ainda mais guioes ja de sim com muita qualidade, ou seja um fora de serie
Na realização tambem aqui parece claramente em evolução, muito mais risco do que em Michael Clayton, mais forte, mais denso, com mais toques de creatividade Gilroy torna-se a passos largos um caso singular de Hollywood, esperamos mais obras em ambas dimensoes
Quanto ao cast a aposta numa dupla de superestrelas resulta bem no que o filme quer, Owen cabe bem em personagens rebeldes e enigmaticas e com uma capacidade oratoria de excelencia e o perfeito para uma personagem com estas caracteristicas, Roberts bate pela pseudo inocencia e suavidade ao qual apimenta com um charme a muito desaparecido na actriz, uma boa escolha, Os secundarios de luxo dao a maturidade que o filme necessita

O melhor - O argumento de alto nivel

O pior -Ao inicio pode soar tudo muito estranho

Avaliação - B+

Wednesday, April 15, 2009

12 Rounds


Starring: John Cena, Steve Harris, Aidan Gillen, Brian J. White, Gonzalo Menendez
Directed by: Renny Harlin

Renny Harlin tem no seu curriculo alguns dos unanimente considerados piores filmes de Hollywood, sempre foi um realizador com poucos creditos, e com dificuldade em entrar dentro de um rigor critico, contudo sempre conseguiu o seu espaço em termos de produtores, com maior ou menos sucesso, embora depois de algum tempo desaparecido surge agora associado a tentativa de WWF entrar no mundo do cinema, com uma das mais conceituadas estrelas do Wrestling John Cena, a aposta parecia muito elevada, nao so por nao entrar directamente num cinema de confronto fisico directo, mas acima de tudo numa dimensao mais policial. Contudo mais uma vez o tiro saiu pela culatra ao realizador , por um lado comercialmente o filme nao rendeu praticamente nada, sendo mesmo inferior ao titulo anterior do lutador,e criticamente sem surpresa o filme nao passou nas dificuldades sempre presentes do rigor critico
12 Rounds e o tipico filme de Harlin um conceito simples, quase em forma de jogo, que passa de forma rapida, com grande ritmo, mas perde tudo principalmente por nao conseguir atingir qualquer tipo de coesao, e funciona assim com uma serie de cliches utilizados em policial, demasiado tradicionalistas, demasiado vagos e pouco originais, alias o filme e extremamente limitado em todos os sentidos, nao so na falta de vigor das personagens, na limitaçao total do argumento, na falta de logica e sentido, numa ideia vaga para qualquer tipo argumento
A historia alias e tao ilogica que so continuamos a ver porque precisamos de ver a conclusao do filme, tudo e demasiado previsivel, tudo perde sentido com a filosofia dos 12 rounds que acaba por dar intensidade ao filme e acima de tudo tenta disfarçar todas as limitaçoes que o filme tem
A historia fala-nos de um policia que depois de uma aventura relacionada com um perigoso ladrao de diamantes, e depois de um acidente qua causa a morte da mulher do criminoso, que apos uma saida da prisao tenta se vingar do policia atraves de 12 joguinhos que conduzem ou nao a morte deste
O argumento e limitado, sempre com o caracter de jogo que harlin gosta num caracter simplex, e conduz a um dos argumentos mais limitados que ha memoria, nao a personagens ou sao limitadas os dialogos sao reduzidos a quase nadas, ou seja o filme e uma vulgaridade narrativa gritantw
Harlin ja esta num momento ainda mais baixo da sua carreira ja sem a pressao dos estudios os filmes tornam-se cada vez mais vazios, a realizaçao e pouco interessante e demasiado tremida, ou seja muito pouco interessante
Quanto ao cast Cena nao e um actor, ou seja ate pode ter presença fisica, contudo e tao limitado do ponto de vista interpretativo que tudo tem de ser demasiado preparado para ele funcionar, de resto um conjunto de actores limitados, a fazer uma perninha na interpretaçao

O melhor - A facilidade do conceito

O pior - O vazio narrativo


Avaliação - D

Tuesday, April 14, 2009

Fast & Furious


STARRING

Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, John Ortiz, Gal Gadot, Liza LaPira, and Laz Alonso

Vin Diesel e Paul Walker regressam depois de ausencia ao franchising que os catapultou para o estrelato, e depois de varias tentativas em outros registos ou mesmo em papeis aproximados, eis que surgem novamente no seu maior postal de boas vindas, talvez pelas carreiras nao os terem encaminhado para o sucesso sem paralelo, principalmente no caso de walker, ou porque o estudio sedento de dinheiro apostou forte no regresso dos verdadeiros herois da saga ao seu habitat natural, como qualquer produto que se assemelha ao maximo com o original e de maior sucesso, os fas da saga ficaram agradados e os primeiros resultados do filme são extremamente positivos comercialmente, contudo criticamente, volta a ser desprezado, bem como a tutalidade dos seus antecessores.
Reunir carros artilhados, hip hop, algumas sequencias de pancadaria a raparigas bonitas e o primeiro passo para agradar a maioria dos homens no cinema, mesmo que a historia seja do mais básico ou que a coerencia narrativa e creatividade seja totalmente ausente, foi assim nos primeiros e é assim neste ultimo, com o chamariz de devolver as personagens familiares ausentes principalmente da aventura em tokio e que culminou num desastre de bilheteira. Os ingredientes do sucesso do filme estão todos presentes, embora a contençao de despesas seja muito vincada no filme, ou seja os valores para contratar as estrelas foram reduzidos em materia de acção, presseguiçoes e mesmo na forma de adoernar os carros, na componente tecnica estamos sem margem para duvida no filme mais pobre da saga, sem sequencias de grande espetacularidade para os amantes da velocidade nem mesmo na caracterizaçao dos carros, o filme parece quere ganhar alguma independencia dos carros, contudo com esta opçao perde alguma da identidade torna-se rapidamente num filme de acçao, de vingança vulgar, funciona melhor e certo como envolvente do espectador, tornando-se mais emotivo, para o qual contribui o regresso das personagens proximas do publico.
Disse muitas vezes que esta e a saga para aqueles que nao gostam de ir para o cinema pensar, e mais uma vez isto e claro, o filme e todo ele tipico em atalhos narrativos, a procura de uma intensidade e capacidade de explosao do guião, nao se preocupa com grandes dialogos nem tao pouco com coerencia, vive do carisma das personagens e pouco mais, ja que as componentes tecnicas aqui acabam por desaparecer, ou seja ganha-se na envolvencia emocional do filme, importante para render um produto comercial, mas perde espetacularidade
O filme regressa as duas personagens centrais do primeiro filme, um policia em busca de um traficante e don a procura da vingança sob a morte de lefty, o destino leva ao reencontro dos dois conhecidos, com alguma velocidade a mistura
Efectuar um argumento para esta saga nao e dificil, principalmente ao quarto filme, as personagens lineares estao mais que caracterizadas, rendem por si propria sem precisar de grandes linhas, a historia esta entregue, ou seja basta despoltar um acontecimento e a reaçao natural da personagem as mesmas, mesmo neste clique tudo e demasiado previsivel e automatico, falta-lhe densiadade, mas e apanagio da saga, profissional nos limites minimos
Na realizaçao um repetente Lin que ja dirigira a ultima aventura em toquio regressa ao guiao, com menos brilhantismo do que o espectaculo colorido daquela que foi para mim o melhor capitulo da saga, aqui parece mais limitado, do ponto de vista tecnico o filme parece sem alma, sem força, tenta ser mais adulto mas perde grande parte do seu carisma
O cast volta a formaçao titular e isso e bom para o filme, dá-lhe outra força interna, apesar de nenhum deles serem grandes actores, sao as caras da saga e isso reflecte-se na quimica que o filme transmite entre as personagens

O melhor - o regresso da dupla walker diesel

O pior - A falta de cor e intensidade estetica do fillme

Avaliação - C

Notorious


Starring: Jamal Woolard, Angela Bassett, Derek Luke, Anthony Mackie, Antonique Smith
Directed by: George Tillman Jr

Teve que ser digerido todos os confrontos em plena decada de 90, no terreno do hip hop americano, para vermos sair o primeiro filme relativo a uma das faces mais visiveis deste confronto entre Tupac e Notorious, embora o maior mediatismo do primeiro internacionalmente, que nao sera indiferente a sua participaçao pelo cinema, acaba por ser um biopic a face menos revelocionaria de Notorious o primeiro a sair, sob o seu ponto de vista sobre a sua evoluçao, permite perceber a genese do hip hop actual, e a diferença entre o comercial e a vivencia. Notorious conseguiu amealhar uma boa maquia, tendo resultado muito bem comercialmente, nao tera sido indiferente a forma como o hip hop domina o panorama musical norte americano, criticamente o filme foi aceite com respeito contudo sem uma admiraçao exagerada
Notorious é um biopic interessante sobre diversos niveis, desde logo pelo inicio demasiado natural de uma personagem que se tornaria rebelde, mas acima de tudo pela prespectiva oferecida sobre uma das maiores e mais tragicas disputas do panorama musical internacional, contudo peca nos principais pecados da maioria dos biopics, perde-se demasiado as voltas com a vida amorosa da personagem, perde demasiado tempo em pontos pouco relevantes, dai que no final todo o interesse da disputa que marcou a vida do jovem de 25 anos, passe algo desprecebida, bem como a sua carreira musical, raramente da atençao a uma musica ou um trabalho preferndo sempre incidir sobre a facilidade de dinheiro e mulheres do rapper
O filme e algo preso de movimentos, muito a semelhança de Ray, parece por vezes faltar alma ao filme permitir que a grandiosidade permite que a obra fica para sempre, parece sempre limitado, demasiado vago, as personagens entram em saem a um ritmo demasiado elevado, o que nem sempre oferece ao filme o grau de coesao necessario, nao e um daqueles filmes que funciona narrativamente mas que tem como o seu valor elevado a homenagem a um marco da musica actual
A historia fala-nos do desenvolvimento musical e pessoal de Notorious BIG, quer do ponto de vista da sua carreira criminal e musical, ate algumas linhas finais demasiado tenues do que gostariamos de ver mais esclarecido, ou seja a prespectiva deste no confronto com Tupac
O argumento é pausado, nao procura polemicas, tenta ser o mais narrativo e factual possivel, contudo rapidamente toma a parte da personagem assume da forma de pensamento desta as ideias e reflexoes que quer tomar, existe algum desaproveitamento dos secundarios e isso parece de alguma forma centralizar em excesso o filme em Notorious e este nao poderia ser desligado de tudo a sua volta
A realizaçao parece-nos talvez o ponto mais artistico do filme, principalmente nas actuaçoes e na forma como consegue captar a imagem de marca de Notorious, a determinado momento a opçao pelo quase documentario na fase de captar a conturbaçao social da disputa entre costas, parece-nos bem enquadrado, se bem que algo desligada do restante filme, enfim razoavel
Quanto ao cast o rapper americano Woolard coube a tarefa de renascer Notorious e faz-lo destro de parametros aceitaveis pode nao ter um carisma elevado, mas a tranquilidade faceta da personagem foi sempre central, quanto ao resto de relevo um Luke mais extrovertido no papel de diddy, surpreendente e que vem cada vez mais a alimentar que com esta capacidade de mutaçao entre papeis poderemos ter aqui o afro americano do futuro

O melhor - As fotografias e o nascimento do rapper gangster

O pior - O pouco enfoque do relevante confronto espiritual com Tupac

Avaliação -C

Monday, April 13, 2009

Last Chance Harvey


Starring: Dustin Hoffman, Emma Thompson, Kathy Baker, James Brolin, Eileen Atkins
Directed by: Joel Hopkins

Ha algum tempo que Hoffman estava afastado das grandes lides cinematograficas, dai que 2008 fique marcado pela aposta deste em reassumir a carreira em filmes menores, sem grande esforço de forma a marcar uma presença, um desses titulos e quem sabe o que acabou por surtir melhor efeito foi esta pequena comedia romantica sob a forma de redençao, o filme apesar de pequeno e algo ambicioso acabou por resultar na nomeaçao para globo de ouro para o actor, que acabou tambem por dar a visibilidade necessario para se tornar um filme com resultados competentes de bilheteira e mesmo no plano critico ser uma obra com alguma absorvencia
Last Chance harvey é um pequeno filme, sob forma de comedia romantica, e um filme daqueles que faz pensar sobre a crise da meia idade, permite pensar a forma com que ao final da vida nos pensamos sobre aquilo em que apostamos e sobre a forma como tudo resulta da vida, e nesses parametros que o filme acaba por atingir mais valor, pelo significado pela reflexao que causa. Contudo e um filme sem grandes motivos de interesse, e um filme quase silencioso, cujo a maior parte do tempo e ultrapassado com o facto de silenciar os dialogos entre as personagens centrais como se a quimica entre elas nao conseguisse ser ultrapassado pelo espectador, ou seria o vazio creativo do autor sem forma de conseguir aproximar das palavras tao distintas personagens.
Acaba por ser no carinho evidente e silencioso que o filme ganha a maior intensidade emocional, mais de que nos dialogos nem sempre bem conseguidos nas definiçoes das relaçoes, mas mais pelosolhares que o filme adquire um sentimentalismo profundo. Não e uma comedia, mas o romantismo do filme e positivo, tem momentos de drama embora acaba por nao ter a intensidade necessidade para isso, e um filme suave, para disfrute completo
O filme fala-nos sobre um musico em fim de carreira que acaba por viajar para Londres para o casamento da filha que nunca foi proximo, aqui vai existir uma reflexao sob a forma com que deitou a perder todas as relaçoes familiares, ate que encontra uma cumplice uma solteira em busca de ligaçao mas com dificuldades em se apegar, e aqui ambos acabam com a sua complexidade de se aproximar de todos os outros
O argumento nao e forte, acima de tudo nas dimensoes mais emocionais do argumento, nunca consegue capitalizar em dialogos fortes emocionalmente falando, alias estes momentos saem sempre com a sensaçao de vazio ou que algo nao acabou por resultar, mesmo as personagens parece sempre ter demasiadas pontas soltas, numa historia de vida que poderia ser mais condimentada, mesmo que a reflexao esteja sempre presente
A realização assim com a historia e real e simples, apenas nos momentos de interaçao entre as personagens tenta ir pouco mais longe com alguma beleza de determinados planos, nao e um brilho mas tambem nao perde por isso
O cast liderado por dois actores numa fase de arrefecimento de carreira tras a experiencia de ambos para fazer revelar uma quimica inicialmente dificil de aceitar, Hoffman consegue mesmo transmitir de uma forma brutal a intensidade e indefiniçao da personagem, Thompson e o complemento ideal. Contudo a surpresa vai para a ternura do olhar de Balaban, quem sabe uma actriz a considerar para projectos futuros

O melhor - A quimica entre pai e filha, nas peles de Hofman e Balaban

O pior - A falta de profundidade de dialogos


Avaliação - B-

X-Man: Origins Wolverine


Starring: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Taylor Kitsch, will. i. am
Directed by: Gavin Hood

Um dos Blockbusters do ano começou sem duvida com um das maiores polemicas do nao, ao ser lançado para o mercado pirata uma das cópias inacabadas do filme, ainda com efeitos por ajustar, mas que deu ao mundo com antecipaçao a possibilidade de visualisar um dos filmes mais aguardados para este verão. inicialmente independente da saga de X Man apostado a ser um filme individual do heroi da Marvel, o certo e que por motivos comericiais o filme acaba por vir novamente com o cunho de X Man, apostado em ser a prequela da saga e o quarto filme da mesma. Enquanto que os valores comerciais ainda são desconhecidos, embora os gurus coloquem duvidas relativamente a grande rentabilidade do projecto e a critica ansiosamente espera pelo regresso ao que de melhor Synger fez e Ratner desaproveitou
Dos primeiros dados regitados podemos dividir em duas partes a avaliação do filme, do ponto de vista individual, o filme resulta como entertenimento puro, pela sua simplicidade por não artilhar demasiado uma historia complicada, por ligar diversas vezes o simplex em encruzilhadas narrativas, isto faz com que nao adquira um valor demasiado elevado e que por diversas vezes seja ate demasiado basico, contudo nunca se coloca em check o que e positivo. Quanto ao segundo vector que e a articulaçao com os anteriores filmes, na linhagem temporal posterior, o filme e muito coerente, consegue nao perder ponta dos filmes anteriores e acima de tudo consegue fazer bem a ligaçao com aquilo que os anteriores trazem
O filme não e um super sumo de efeitos, alias ate em determinados momentos parece que poderia ir mais alem, nao se perde em explicaçoes nem em razoes para explicar o comportamento das personagens, por vezes cai em demasiada previsibilidade principalmente na forma como as personagens evoluem, e aposta bastante na capacidade e no carima de uma personagem central forte. COntra si mais uma vez a criaçao e destruiçao de vilões, ao tentar condensar em tres pontas acaba por nao fortalecer nenhuma, principalmente a de Viktor, a mais forte que no final perde toda a intensidade que vai ganhando ao longo de todo o filme
O filme fala-nos do nascimento de Wolverine, anteriormente conhecido por Logan e a sua primeira aventura com a sua mutação e mesmo a criaçao desta como ela é neste momento, desde as ligaçoes familiares ate ligações perigosas com outros mutantes o filme fala-nos nao so do arranque deste heroi, mas tambem na fase inicial da umas luzes da constituiçao de toda a equipa
O argumento e simples, basico, mas acima de tudo aponta no sentido certo na maioria das situaçoes, mesmo na forma com que aborda as personagens ao de leve dos outros filmes ou mesmo na forma com que acaba por tentar justificar todo o comportamento do heroi, contudo perde nao so no fortalecimento dos dialogos quase inexistente, mas acima de tudo na suavidade dos viloes sem estarem a altura de tao capaz heroi
Quanto a realizaçao um novo nestas andanças de megas produçoes, Hood nem sempre parece a jogar em casa com tanta tecnologia, so em espaços aproveita-se deste facto, preferindo na maior parte do tempo tornar o filme quase terreo, isso pode se dever ao estilo proprio de um realizador que advem de um cinema de autor e fora do circuito americano, ou mesmo da dificuldade em lidar com tanta inovaçao
Quanto ao cast, e se relativamente a Jackman nada pode ser dito, WOlverine no cinema e ele, e ponto final, e ja vai na sua quarta ligaçao, no restante temos duvidas e alguns desalinhos, se Schriver parece-nos ser um actor com capacidade mais que elevada para ser um vilao de peso num filme como este, estando numa belissima forma, e por outro lado Houston ate tem o peso necessario a um vilao forte, que nos parece pouco aproveitado pelo guião, Reynolds num momento forte do ponto de vista comercial, passa ao lado de todo o filme com um daqueles papeis que rapidamente nos faz esquecer da sua presença, quer pela excessiva caracterizaçao nos momentos finais, quer que a sua personagem e de todo irrelevante para o segumento de toda a historia

O melhor - O inicio, os primeiros 5 minutos de filme

O pior - Nao fortalecer nenhum vilao no conjunto de todo o filme

Avaliação - B-

Saturday, April 11, 2009

The International


Starring: Clive Owen, Naomi Watts, Armin Mueller-Stahl, Ulrich Thomsen, Brian O Byrne
Directed by: Tom Tykwer

Os verdadeiros thrilers de espiões e acima de tudo sobre embrulhadas politicas sao cada vez menos comuns no cinema moderno, por um lado por requisitar demasiada envolvencia do espectador e por exigir um argumento coeso e completo como poucos, dai que international seja um caso unico numa epoca de 2009 ate ao momento algo apagada, apresentado com poupa e circunstancia no Festival de Berlim e com uma produçao que passou por toda a europa, The International nao conseguiu contudo nem cativar grande envolvencia de massas com resultados pouco fortes, nem tao pouco a critica que apesar de satisfeita com o produto final nao entrou em euforias com a obra
The International e um bom Thriller sobre ligações politicas e economicas, principalmente na ideia e fundamento do filme, tem uma boa base mas que raramente consegue rentabilizar no proprio filme, e muito pela falta de composiçao do filme que se perde em ideias e conceitos e quase nunca consegue ir para alem do cerbero e torna-lo num filme forte sob as componentes de ritmo e intensidade. Este aspecto ganha particular relevo na analise a efectuar das personagens a maior parte delas parece passar ao lado do filme, mesmo Owen acaba por ter uma personagem que mesmo estando presente no filme todo, acaba por passar desprecebida na sua totalidade
Salva-se as brilhantes trajectorias espaciais do filme que serve quase como um cartao de visita a algumas cidades da europa, e pelo jogo de conhecimentos que o filme consegue fazer rever, contudo perde no plano de força e vivacidade e numa alma de um filme, por vezes demasiado parado e indefinido nos seu pressupostos
O filme fala-nos de dois agentes encobertos que apostam em descobrir um branqueamento de capitaiis por parte de um poderoso banco de forma a encobrir acçao criminosas de primeiro plano, da descoberta ate se tornarem eles proprios os alvos vai um pequeno passo
O argumento tem uma base forte, polemica, politicamente actual, mas rapidamente se deixa tornar num filme basico sem grande conteudo cheio de tiros e preseguiçoes, que mesmo assim nao conseguem imprimir ritmo ao filme, mas por outro lado tira-lhe o peso e a maturidade que este poderia ter, sendo tambem notoria a falta de envolvencia dos dialogos e das personagens muito pobres para um filme com algum estofo
A realizaçao mesmo nao sendo brilhante aposta num quartel de visita pela europa e consegue transmitir a beleza natural destes locais que servem de contexto a uma acçao que nem sempre e rentabilizada mas e uma opçao que enriquece o filme
O cast liderado por uma dupla com grande poder comercial e critico, Owen no melhor momento da sua carreira, tem contudo um papel sem grande força ao contrario do que tem sido habitual nos ultimos tempos, contudo consegue sempre ser uma mais valia nos filmes de acçao, por outro lado Watts em claro abrandamento depois de um periodo de grande sucesso, apenas faz figura de corpo presente necessitando de um grande papel para regressar ao topo

O melhor - A sequencia no Gugenheim

O pior - A falta de vida propria das personagens

Avaliação - C+

Friday, April 10, 2009

Monsters Vs Aliens


STARRING

Reese Witherspoon, Hugh Laurie, Seth Rogen, Will Arnett, Rainn Wilson, Kiefer Sutherland and Stephen Colbert

Depois de um ano comercial em cheio para a dreamworks onde venceu toda a concorrencia em termos de animaçao este 2009 começou logo com outra grande aposta, um filme apostado em fazer reunir alguns dos maiores pesadelos do cinema de animaçao Ets e monstros, num peculiar filme bem divulgado, muito relacionado com o excelente naipe de vozes que consta do cast do filme, o marchendising tb foi forte, e sem surpresa o filme arrecadou a entrada uma quantia consideravel que lhe permite ja estar no plotão da frente dos filmes deste ano, do ponto de vista critico e com uma avaliação mais critica deste tipo de filmes a resposta não foi tão convincente com criticas algo desconcertadas para um grande filme de animaçao
Mosters Vs Aliens não se pode considerar um filme para crianças, e o objectivo quase que declaradamente nao e esse, e um filme violento, capaz mesmo de ferir susceptibilidades dos mais pequenos, contudo a coerencia e o realismo do filme, neste caso a falta dele tambem nao permite que o publico alvo sejam os graudos, sendo obrigado a ficar-se pelo meio caminho, o que de alguma forma limita a abrangencia do filme e por consequente a sua propria avaliação.
O filme tem bons momentos principalmente em termos de um humor evoluido, inteligente com piadas actuais e com alguma dimensao politica por vezes, e isto torna-o iinteressante, contudo a ideia e demasiado infantil demasiada ligada a um plano de imaginaçao que por vezes ja se torna dificil assimilar pelos adultos mais relacionados com o genero humoristico do filme. oO que torna o filme por vezes algo indefinido, depois o filme não desenvolve muito a sua ideia de base esta e a ponta do filme de inicio a fim sem qualquer tipo de ornamento, tudo se desenvolve com um bom ritmo, mas perde quem sabe pela falta de um envolvimento contextual mais forte.
De referir tambem a gratuitidade da violencia nas sequencias finais, o que de alguma forma o podera tornar nao recomendado para faixas etarias mais jovens
O filme fala-nos sobre uma jovem que um dia acaba atingida por um meteorito e torna-se gigante, presa pelo governo americano acaba por conhecer outros peculiares monstros que sao chamados a intervir a quando de um ataque extra terrestre
O argumento do filme não é brilhante na sua concretização salvando-se uma moratoria forte bem diferenciada na personagem central mas que raramente e seguida pela concretização narrativa de uma ideia louca e de dificil concretizaçao
A realização tem bons momentos, capaz de inovar no sempre dificil terreno da inovaçao e se em qualidade digital esta nem sempre e notoria parece-nos que nos jogos de imagem e focagem das personagens tem uma mais valia clara
O cast recheado de vozes conhecidas e o chamariz do filme, witherspoon e unica na personagem central, Rogan caracteriza com a sua voz a sua personagem que lhe encaixa a medida e a peculiaridade de um Laurie com uma dimensao proxima de House, ou mesmo um Sutherland inigualavel e o ponto maximo do filme

O melhor O cast de vozes

O pior - A indefiniçao entre filme de adultos e crianças

Avaliação - C+

Thursday, April 09, 2009

Race to Witch Mountain


Starring: Dwayne Johnson, Ciaran Hinds, Anna-Sophia Robb, Alexander Ludwig, Carla Gugino
Directed by: Andy Fickman

The rock conseguiu um aspecto singular ultimamente em Hollywood que foi adaptar-se a um cinema que nao permite mais herois musculados cinzentos, e acima de tudo cujo os filmes sejam um conjunto de agressividade gratuita, entao como e que um ex lutador consegue rentabilizar-se num cinema assim, com todas as dificuldades de interpretaçao, pois bem contornar o seu peso e a força bruta do seu cinema, ou com filmes humoristicamente bem conseguidos, ou porventura, apostar em filmes de contexto familiar onde possa aparecer o seu genero preferido, e tem sido neste ultimo e com o acordo da Disney que Rock tem se tornado numa presença constante no grande ecra, normalmente com filmes de algum sucesso comercial e alguma isençao critica, foi mais uma vez esta a resposta a mais uma colaboraçao da Disney com The Rock
A Disney mais que produzir e idealizar criaçoes fenomenais no aspecto familiar consegue promover e divulgar como poucos os seus projectos, com trailers muito sedutores, talvez por isso os seus filmes se tornem quase sempre sucessos instantaneos. A formula utilizade neste filme e repetitiva, por vezes mesmo demasiado, onde reune a frieza do heroi, ao cerbero da heroina, ao qual reune a pericia e asticia de jovens, numa serie de situaçoes que permite conjugar humor e acçao. O problema do filme e que nao consegue quase nunca rentabilizar da melhor forma nenhum destes aspectos, se quase nunca e engraçado, nem nos parece perder muito tempo com este objectivo, tambem em nivel de acçao apenas as presseguiçoes de automovel parecem potenciadas sendo o tudo o restante algo basico, para um filme com ambiçoes comerciais, depois algo tradicionalista e nem o facto de desenhar alians a nossa semelhança premite que o filme se aprefeiçoe em termos de creatividade pura, perdendo demasiado tempo em sequencias silenciosas de fuga e acçao simples nao conseguindo condensar de forma forte o filme
O filme fala-nos de um taxista que um dia se ve envolvido numa viagem com dois extra terrestres sob a forma de adolescentes, presseguidos pelo estado americano e por uns viloes do seu planeta, cabe ao taxista conduzi-los a salvaçao e conseguente salvaçao da humanidade
O argumento tem os principais componentes do cinema tipico de familia, ou seja crianças, humor, exagero, alguma ficçaõ, personagens lineares, pouco risco, ou seja tudo muito certinho e habitual, sem contudo grande espontaneadade nem tao pouco rasgos de força pura
A realizaçao apesar de ter momentos complicados em algumas sequencias de acçao nao acaba por se tornar figura central, tudo e obvio, nao existe obsessões nem tao pouco particulares motivos de interesse, numa realizaçao que passa com suficiente
Para um filme com interesse comercial o cast acaba por ser sempre uma componente fundamental, The Rock funciona bem para o espectador no contraste da força fisica com a ligaçao a crianças, sendo que o filme nao exige mais a sua personagem nao colocando a deriva as suas insuficiencias de interpretaçao, Gugino e eficaz, assim como os jovens embora a falta de algum carisma assuma algum siginificado por parte destes, e a falta de um vilao assinalavel tambem acaba por influenciar o filme

O melhor - A formula familiar da Disney

O pior - A falta de ser forte nas suas componentes centrais

Avaliação - C