Inicialmente com Brunson mas também com Driver Nicolas Weding Refn o rebelde realizador dinamarques ganhou uma notoriedade que fez com muitos dos atores quisessem trabalhar e entrar no seu mundo visual. Contudo desde então os resultados comerciais e essencialmente critico onde foi sempre descendo e neste filme consegue mesmo ser muito recusado pela critica especializada. Comercialmente o filme tambem nunca teve grandes ambiçoes mas uma figura como NWR devia ter sempre mais aplitude.
Sobre o filme podemos dizer que temos o lado visual estranho da mente de Refn sempre acompanhado por uma banda sonora de ponta de da ao filme um estilo proprio que acaba por ser o melhor, nota-se assinatura, nota-se o pensamento cuidado de cada espaço, mas para uma qualidade estetica funcionar tem de ser acompanhado por uma narrativa que conduza a algum lado e neste particular o filme nao existe.
E quase impossivel perceber a historia do filme, onde o mesmo começa, o que se desenvolve e para o quer ir, ficar fantasiado com imagens desconexas ao longo de quase duas horas e um exercicio de um pretenciosismo completamente exagerado de NWR que ja o levou a falhar noutros filme e que o conduziu novamente para uma insignificancia no mercado que os seus melhores filmes nao mereciam, mas se nao tem historia nao existe forma de se aproximar do espetador.
Por tudo isto e mesmo sublinhando a sua capacidade de pensar imagens e som o filme e completamente impossivel de ver ou seguir com entusiasmo, mesmo indo buscar a interpretaçao fisica extremada dos seus interpretes o cinema tem de existir um objetivo e nem o filme e o final aberto permitem chegar a qualquer conclusao de onde o filme queria ir.
A historia segue uma serie de atrizes hospedadas num hotel com um passado relacional, em que um assassino começa a atacar mulheres com problemas com os pais, o que torna a protagonista uma vitima perfeita, na cidade surge um militar a procura da filha e de vingança.
O argumento do filme e completamente impercetivel para a maioria das pessoas, falta de ligação, metaforicamente exagerado torna-se impossivel perceber os objetivos do filme num erro que Refn ja teve em filmes anteriores e que aqui amplia ao maximo.
E isso tudo acaba por provocar muito dano a capacidade indiscutivel do realizador captar imagens e contextualizar sonoramente, o filme tem arte, mas fica a ideia que fica na maior parte do tempo algo preso a um argumento sem qualquer sentido e isso tem sido muito danificante para uma carreira que poderia ter sido de outro nivel.
No cast ja sem a capacidade de ir buscar referencias de primeira linha o filme foi buscar dois jovens atores em ascensção com o entusiuasmo de partilhar ecra com um realizador ainda com credito. Tatcher vinda do terror da a excentricidade e entrega visual que o filme necessita e Melton mais calado mais estetico da o lado violento que o filme quer ter, ambos podem ter ganho alguns pontos com esta colaboraçao
O melhor - O primor estetico
O pior - O argumento completamente impercetivel
Avaliação - C-

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