Depois de oito anos em que o cinema aguardou que a excentricidade Boots Riley desse origem a um novo projeto eis que surgiu o seu novo filme, imprevisivel, colorido, original, eis que os ingredientes que fizeram o seu filme anterior um sucesso critico particular, pareciam estar reunidos em mais um projeto. Em termos criticos apesar do risco o resultado foi competente, comercialmente os resultados ficaram muito aquem, apensar de ser claramente um cinema que não é para todos.
Riley e singular, no risco, na originalidade de cada momento, na forma comica e satirica com que conduz o filme a pontos que por vezes são dificeis de seguir. Esta forma de fazer cinema conduz a um risco que nem sempre é facil de manter, pois na maior parte do tempo ou entramos num mundo original que ele nos da ou nos perdemos na sua excentricidade e fica a ideia que neste filme e mais facil de nos perdermos.
A originalidade esta la, a originalidade absurda também, o filme sabe perfeitamente o que quer transmitir, mas faz de uma forma unica. Claro que no final com a entrada no filme da maquina que tudo muda, o filme pode parecer absurdo demais, se calhar o filme vai para lá do entendimento que um filme como este deveria ter e quando assim é a ideia que o cinema e de autor mesmo que nao seja para multidões.
Assim temos um filme ainda mais estranho que o seu antecessor, com as mesmas virtudes, mas dificil, mas com todos os atributos para satisfazer todos os que gostaram do filme anterior. O cinema e experiencia e o realizador consegue ir bsucar o impacto exagerado que quer ter. Nao sera nunca o mais unanime mas ninguem fica indiferente ao realizador.
A historia segue um grupo de ladrãs de roupa que tem como arquienimiga uma criadora muito conhecida que querem colocar no chão, tudo ficando mais forte quando descobrem um pequeno circulo com poderes inacreditaveis.
O argumento do filme é diferente, metaforico, confuso, um caos com que Riley organiza os seus filmes como pouco, so o disparate faz sentido para este realizador e ele leva o filme para esse nivel exagerado de disparate que para quem entra naquele mundo ate pode fazer sentido.
Riley e estranho mas é cineasta, tudo faz sentido na sua assinatura, exagerando tornando os seus filmes autenticas obras de arte estetica em movimento. E daqueles realizadores que e diferente com os riscos que isso acarreta mas que no meu caso quero ver mais.
O cast tem uma serie de atrizes afro americanas de segunda linha que dão o lado histerico que o filme quer ter. Com uma serie de escolhas como Moore para dar dimensão ao filme, acaba por todos entrar na loucura que o filme quer ser e que os protagonistas acabam por sentirem-se confortaveis
O melhor - A originalidade de cada momento.
O pior - Na segunda parte algum exagero que retira alguma estrutura narrativa ao filme
Avaliação - B

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