O cinema asiatico principalmente chines, com os resultados inacreditaveis que tem conseguido no seu pais de origem tem-se tornado em autenticos blockbusters com alguns deles a conseguirem entrar no sempre fechado norte americano. Este filme com base em Hong Kong conseguiu fruto de criticas interessantes, principalmente por ir buscar muito da base dos filmes de artes marciais desaparecido, conseguir uma distribuição maior que acabou por no entanto ter resultados curtos tendo em conta a direção que comercial que o filme parecia ter.
Sobre o filme podemos dizer que foi um regresso aos filmes de jackie Chan sem o heroi e sem a graça. Alias temos a base do protagonista principalmente no tipo de luta que o filme desenvolve ao longo de quase duas horas, mas o filme é mais cru, negro, desde logo pela tematica do tipo de vilões com o objetivo de criar ainda mais intensidade no odio que o filme quer que o espetador tenha dos mesmos.
Por outro lado a camaradagem e a união do duo e outro dos pontos que o filme acaba por sublinhar que também é muito comum na maioria dos filmes do genero. Um filme pesado, duro, exagerado, onde mais de metade da duração sao interminaveis sequencias de luta, que nos levam para os filmes de artes marciais do passado.
Por tudo isto uma tentativa de regresso ao passado, embora surja a ideia que este tipo de registo apenas consegue funcionar em plenitude se conseguir ir buscar um protagonista carismatico que comunique diretamente com o espetador o que neste caso o filme nunca tem. Talvez demasiado pesado no tema, mas para quem gosta de filmes de artes marciais, não é o caso, o mesmo cumpre.
A historia fala de um pai mudo, e de um policia que tentam descobrir a teia que conduziu ao desaparecimento de diversas crianças, entre as quais a filha do primeiro, que leva a uma guerra entre ambos contra uma incrivel numero de bandidos associados a organização que fez desaparecer as ditas crianças.
Olhando para a sintese do argumento percebemos que tem uma base simplista, e no trabalho do argumento muito pouco, poucas falas, poucas personagens e muita luta. E o estilo do filme mas o argumento é sempre o parente pobre deste tipo de projeto.
Na realizaçao temos Tanigaki alguem de cinema de base, que fruto do sucesso de alguns filmes do genero como The Raid tenta aqui a sua sorte, com o mesmo estilo de filmar, sequencias de luta memoraveis, num filme que vive essencialmente para esses momentos.
No cast atores desconhecidos com o seu tempo, onde tem essencialmente o espectro na forma como lutam e nisso cumpre os requisitos que o filme quer ter com os mesmos. Fica a sensação que o espaço para interpretaçao dramatica nao existe e provavelmente nenhum dos protagonistas sera um dia um heroi de ação.
O melhor - O regresso ao passado no cinema de Hong Konk
O pior - Demasiado longo talvez
Avaliação - C

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