Quando se percebe que um filme estreia em pleno Junho, com um ator de primeira linha sobre uma figura tão carismatica como Robin Hood, espera-se um filme de epoca de super herois para explorar todo o valor comercial do conceito. Contudo com as primeiras observações percebeu-se que a abordagem seria mais intimista, o que levou a avaliaçoes criticas medianas, alguns que gostaram do risco da abordagem outros que nao gostaram do estilo monocordico do filme, que acabou por levar a um desastre comercial.
Sobre o filme podemos dizer que poderia funcionar, não fosse o uso abusivo do nome da personagem e de toda a envolvencia. O filme nada tem a ver com Robin dos Bosques, podemos encontrar uma especie de Robin dos Bosques independente, massacrado pela vida, mas fica a ideia que esse uso é um tique de rebeldia mais do que propriamente uma exploraçao de creatividade que o filme nunca acaba por ter.
O tom monocromatico do filme, assodiado pelo excesso de tempo em que o filme não encontra nada para explicar acaba por tornar o filme, e as suas duas horas, particularmente aborrecido em diversos momentos, faltando um epilogo, uma conclusao onde a personagem se encontre, de demonstre no que foi e no queria ser e nisso o filme é demasiado parado para ter sucesso.
Por tudo isto um filme simples, maioritariamente aborrecido, onde tenta fazer um filme sobre o final de vida de uma personagem e fazer pensar sobre os seus feitos, mas um nome tao grande como Robin dos Bosques nao pode ficar refem de um filme que também não decide propriamente o que quer fazer consigo próprio acabando por se tornar aborrecido em quase toda a duração.
O filme fala de Robin dos Bosques, marcado pela vida, o qual é salvo por uma mulher com alguns poderes curativos onde percebe que as escolhas ao longo da sua vida conduziram a marcas do seu passado que o seguem até aos ultimos dias da sua existencia.
O argumento pega na historia e alguns momentos conhecidos do espirito de Robin dos Bosques para nos fazer um ensaio hipotetico sobre os seus ultimos anos, sem que os condimentos da historia estejam presentes a nao ser alguem com um passado violento e o seu fim.
Na realizaçao o projeto e assinado por Sarnoski, tarefeiro em alguns filmes de produtoras de alguma dimensão, principalmente britanicas que tem aqui um projeto com meios e atores. Um filme algo escuro, que quer ser intimista numa historia grande onde numa entusiasma pois o paralelismo exagerado tira objetividade que o filme necessita.
Jackman e uma estrela que nunca demonstrou recursos superlativos quando posto a prova em papeis e filmes maiores, aqui muita entrega fisica, desgaste, mas pouco mais, num papel que poderia e teria de ter mais atributos dramaticos onde sobra a imponente imagem de Jackman. Os secundarios tem pouco espaço para brilhar.
O melhor - Alguns momentos de fotografia
O pior - O ritmo lento e aborrecido
Avaliação - C-

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