O terror esta em todo o lado no presente ano, porque se percebeu que alterando alguma origanização estetica é possivel criar conteudos que a critica considere diferentes e isso acabe por servir de alavanca para uma boa participação comercial. Hokun teve esse lado critico pelo momento claustrofobico de fechar a personagem num espaço singular, comercialmente as coisas não foram brilhantes essencialmente porque o filme se perdeu um pouco com a falta de referências na interpretação.
Os filmes sobre bruxas e entidades sobre naturais tem dois elementos essenciais para funcionar, de um lado do ponto de vista artistico e estetico, onde me parece que o filme trabalha, na criação do espaço, de alguns personagens que trabalham nessa componente, acabando por ser um filme idealizado com algum detalhe na contextualização espacial. Por outro lado o filme falha naquilo que é a sua capacidade de organizar ideias de forma a transmitir com toda a clarividência ao espetador e isso tem sido alguns dos problemas na maior parte dos filmes de terror do presente ano.
O filme tem uma personagem interessante, um passado sombrio, isolada, com motivos que parecem ultrapassar a comunicação com o espetador, mas fica a ideia que nem sempre o filme sabe o que fazer com isso ja que na maior parte do tempo o filme entra numa disputa entre o terror terreo e as entidades sobrenaturais que acabam por fazer o filme, em alguns momentos perder o seu norte e a sua clarividencia.
Ou seja um filme de terror, mais um num ano recheado de projetos onde fica a sensação que apenas os diferenciados e de qualidade suprema vão ficar na retina. E um filme que se contextualiza bem, mas por outro lado e um filme algo desorganizado no que quer transmitir, sendo que o climax acaba por ser um pouco frouxo para o caminho que o filme faz até então.
A historia segue um escritor marcado por um passado sombrio que tenta procurar inspiraçao num estranho hotel que guarda um segredo associado a uma suite presidencial que se encontra dominada por entidade maligna que e resguardada pelos guardiões daquele espaço.
O argumento do filme é confuso, uma mistura de temas e de tempos que acaba por nao ser facil na sua comunicação clara com o espetador. Na maior parte do tempo fica a ideia de um cinema a procura desses momentos, sem nunca conseguir de forma clara os transmitir.
Na realização temos Mccarthy um realizador de terror normalmente com filmes mais independentes. Aqui com a pressão comercial tornou o filme mais confuso apesar de se perceber que sabe jogar bem com o impacto das imagens e isso pode ser uma mais valia numa carreira no genero.
O filme e acima de tudo uma atuação a solo de Scott ja afastado das comedias familiares depois do sucesso de Severance mas que nao e propriamente com este tipo de registo que irá criar uma dimensão mais completa da sua carreira.
O melhor - O lado cénico do filme
O pior - A desorganização do argumento
Avaliação - C-

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