Lançado como um blockbuster de verão com a superestrela Ryan Gosling, este novo filme de ficção cientifica sobre viagens espaciais lançou bastante expetativa, nem que seja porque marcava um regresso de Lord e Miller ao Live Action. O filme surgiu com excelentes criticas, principalmente tendo em conta que era um blockbuster de verão. Comercialmente as coisas também correram bem, com resultados extraordinarios, principalmente na simbiose simplista entre a conexão entre personagens.
Sobre o filme desde logo podemos dizer que se calhar é muito mais denso e profundo do que podemos esperar inicialmente numa mega produçao de verão. E um filme silencioso em muitos dos seus momentos que permite que as personagens se vão ligando. A simbiose e a quimica entre a personagem central e o monstro de barro acaba por ser o coração do filme e a maior virtude que na globalidade o filme apresenta.
E um filme algo longo, talvez longo demais, a repartição do filme entre um lado de preparação e no espaço, parece sempre dois filmes dentro de um. Fica claro que o filme necessita da informação de um dos segmentos para alimentar o outro, mas nem sempre isto e automaticamente funcional e o filme vai perdendo algum ritmo, nas duas horas e meia de duração.
Mesmo assim um razoavel filme de verão, que não necessita propriamente de grandes efeitos que pensa o filme emocionalmente mais do que um filme vistoso. Tem coração, tem personagem mas acima de tudo tem uma mensagem positiva. Nao me parece um esteriotipado filme de verão e talvez por isso um maior impacto no seu proprio sucesso.
A historia segue um cientista e a preparação de uma missão suicida que tem como base salvar a morte do sol, na expedição o mesmo acorda sozinho e começa a ligar-se com um estranho ser de pedra com o mesmo objetivo com o qual cria uma ligação muito proxima.
O argumento do filme acaba por ser simples, mas o coração e a empatia que o filme cria nos momentos de comunicação é bem pensada. O filme por vezes é algo confuso, nem sempre as ideias estão totalmente organizadas mas isso não retira a mensagem positiva que o filme nos dá.
Na realizaçao esta dupla brilhou por completo nos seus Spider Verse e aqui dá-nos menos estetica e mais coração. E dificil fazer um conceito de base e arriscar e eles fazem. Muito trabalho na emoção simples e criar um boneco de pedra e torna lo ternurento não está ao alcance de qualquer realizador.
No cast Gosling e sinonimo quase sempre de sucesso comercial, não sendo um ator, pelo menos nesta fase de recursos interpretativos de excelencia, consegue comunicar emoções simples junto do espetador e isso dá-lhe carisma e impacto. E um filme a solo que o mesmo consegue gerir em muitos momentos.
O melhor - As emoções do filme.
O pior - Demasiado longo
Avaliação - B-

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