Thursday, May 14, 2026

The Bride!

 


Quando este projeto de Maggie Gyllenhall foi atrasado de outubro em plena época de prémios para Março todos perceberam que a receção do filme nas visualizações tinha sido muito complicada. Dai que quando o filme foi lançado tornou-se num desastre completo, principalmente comercial, tendo em conta o elevado número de dinheiro envolvido numa mega produção concetual. Criticamente as coisas divergiram entre quem gostou do experimentalismo e quem achou o filme demasiado estranho para ser funcional.

Sobre o filme podemos dizer que é complexo, se por um lado ficamos com a sensação que é muito bem interpretado, com uma dupla de protagonistas ao mais alto nível, conduzindo as personagens para vetores de elevação. O filme no lado emocional funciona como história de amor, a primeira hora acaba por ser de bom cinema, em todos os vetores do filme, quando se torna apenas rebelde e abre demasiadas pontas soltas o filme perde-se mais, mas está longe de ser o desastre que se apregoou que seria.

O ponto que me parece que funciona melhor, mas que ao mesmo tempo se calhar foi um dos pontos mais controversos do filme, acaba por ser a melancolia da personagem de Frankenstein. Se calhar o filme ganharia mais afastando-se da literatura existente e acabar por ser uma história nova com novos personagens, afastando-se da história de base de tal forma que os mais puros possam ter ficado algo intrigados com a ligação.

Mesmo assim valoriza-se o risco e a excentricidade da produção, mas por outro lado fico com a sensação que o filme tenta ser demasiadas coisas ao mesmo tempo, numa ambição desmedida. A escolha da ligação ao clássico da literatura está longe de ser a melhor escolha do projeto, já que fica preso a uma amarras que o filme, nota-se não querer ter.

A historia segue uma historia de amor entre o monstro criado por Frankensteins e uma nova mulher, numa historia de amor disruptivel contra os podres de uma cidade, onde ambos acabaram por encetar um amor sem barreiras, nas suas adversidades.

O argumento do filme acaba por ter demasiados apontamentos ao mesmo tempo que nem sempre são organizados, a base do filme é  simples, mas a dupla funciona bem melhor no lado romântico do que propriamente no resto da intriga. Não e a mais valia do filme mas tem alguns apontamentos interessantes.

Na realização Gyllenhal depois do primeiro filme de sucesso colocou muita gente a olhar para ela. Colocou a barreira demasiado alta, tentou demasiadas coisas ao mesmo tempo, esteticamente funcionou, concetualmente nem sempre. Teve contra si o filme ter sido um flop a todos os níveis que vai ter de recuperar se quiser ser relevante no futuro.

Um elenco com Buckley e Bale é do melhor que o cinema pode dar, a primeira é um espetáculo a solta, de rebeldia, de intensidade. Bale dá o lado mais emocional, nos momentos musicais nota-se mais desconforto. E um cast de primeiro nível que cumpre o proópisto que o filme quer ter.

 

O melhor – O lado emocional e estético do filme.

 

O pior – Ficar preso as amarras do clássico

 

Avaliação – B-

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