Numa altura em que o cinema de terror numa panorama geral adotou diversas estrategias o Body horror com algum humor começa a ganhar algum espaço nos grandes estudios, mesmo que a génese dos filmes possa ser disparatada. Essa rebeldia é a assinatura declarada deste filme que estreou em Março com criticas medianas e comercialmente com um cast de segunda linha acabou por ter resultados medianos, pese embora alguma força na divulgação do projeto.
Sobre o filme podemos dizer que o que melhor sobra no filme acaba por ser a rebeldia da forma como o filme se organiza e das sequencias de combate com muito sangue e pouco realismo. Fica a sensação que o filme acaba por tentar ser um kill bill pouco artistico num terror comico sem grande sentido, mas que torna o filme numa mistura tão grande de estilos que sobra muito pouco de coesão.
Por tudo isto podemos dizer que temos um filme maioritariamente confuso, que quando tentamos encontrar um fio, ele rapidamente desaparece com a introdução de um novo elemento que fornece essa rebeldia essa ligação de peças, mas nunca consegue que ela faça maioritariamente sentido na forma como se organiza e a sensação confusa e que os objetivos do filme não estão a ser cumpridos começa a imperar.
Por tudo isto um filme que é diferente, tenta ser comicamente rebelde, mas não consegue na maior parte do tempo despertar a gargalhadae para uma comedia, sendo ela de que forma seja, nunca acabe por ser um estilo que resulta. Por tudo isto um filme que merece o destaque por essa rebeldia mas nada mais já que fica a sensação que as ideias nunca são bem passadas ao espetador.
A historia segue uma mulher que tenta encontrar a irmã que sabe poder estar presa numa mansão muito rica, onde acaba por começar a colaborar contudo a mesma esconde uma seita satanica onde atos paranormais acontecem e onde percebe que vai ter de contornar muitos obstaculos para conseguir atingir os seus propositos.
O argumento do filme é confuso em quase todos os seus elementos, na organização da intriga, em personagens que divagam mas nunca se preenchem de elementos coesos, mas mais que isso hum humor trabalhado que também dificilmente funciona.
Na realizaçao o projeto é assinado por Sokolov um realizador de um genero semelhante agora com mais divulgação comercial, que nao leva o realismo a serio tentando quase sempre funcionar naquilo que normalmente potencia mais facilmente a gargalhada, ou seja o absurdo. Nao e propriamente um estilo de filme que faz nascer grandes realizadores.
Por fim no cast temos Beetz como heroina, com disponibilidade fisica mas numa persoangem de uma direção e uma serie de atores menos conhecimentos ou em momentos mais apagados a tentar encontrar espaço para voos mais impactantes.
O melhor - O estilo de não se levar a serio.
O pior - O filme ser desorganizado nas ideias que quer passar
Avaliação - C-

No comments:
Post a Comment