Depois de dois primeiros filmes de sucesso eis que o terceiro surge com uma dimensão diferente conduzindo a personagem para um destino diferente fora da rigidez britanica que acaba por ser a imagem de marca do produto. Ao contrario dos seus antecessos o sucesso critico foi mais moderado, sendo que comercialmente principalmente nos EUA o resultado foi mais modesto, mas ainda com resultados interessantes.
Paddington e um caso de sucesso completo na adaptaçao ao cinema, principalmente pela forma simplista e tradicional com que transmite ligação, sentimentos e um humor simples que aproximou a familia o incrivel urso. O segundo filme e um dos melhores do genero e colocou a fasquia de tal forma elevada que seria muito dificil o trajeto deste terceiro filme, o qual sente isso, e sente-se orfão de mudança de realizador e em parte de protagonista.
O filme tem bons momentos, nos detalhes que são fantásticos no segundo filme eles aparecem essencialmente no inicio deste filme mas desaparecem para um filme, se calhar mais infantil, com uma historia menos trabalhada, e isso acaba por dar ao filme menos impacto humorístico e mesmo familiar na sua forma de comunicar. Nota-se que e um filme mais pequeno, menos ambicioso mas que ao mesmo tempo acaba por ser simpático, e ter a génese de uma personagem que o cinema construiu bem.
Outro dos pontos em que o filme teria dificuldade era no vilão, Paddington 2 acabou por criar este Hugh Grant de sucesso e eis que Banderas tinha um papel dificil, primeiro porque nao encaixa tao bem como Grant nas diversas personagens e porque a propria personagem em si tambem e pior construida. No final a liçao moral tambem e menos forte, sendo claramente um filme mais pequeno da saga.
A historia segue Paddington e a sua ligaçao com a Tia Lucy que o leva a uma viagem de familia no Peru de forma a tentar encontrar a sua tia, mas que leva a uma aventura que o faz contactar com uma peculiar freira e com um comandante com objetivos mais escondidos.
E no argumento que o filme perde alguns vetores quando comparado com outros. Parece-me um filme mais simples, mais direcionado, com a mensagem mais explicita. E mais familiar e menos denso do que os filmes anteriores e isso acaba por o tornar mais pequeno.
King foi um obreiro no que fez nesta adaptaçao e no que fez tambem com Wonka sendo uma figura de referencia em filmes juvenis. Aqui deixou a batura para um primario, Dougal Wilson que inicialmente ainda tenta manter o ritmo do seu antecessos mas acaba por deixar para fazer o filme fluir de uma forma muito mais natural do que artistica
No cast o filme tem uma mudança de protagonista que fica sempre estranho numa saga. Mortimer e uma boa substituta mas Hawkings foi a mãe da personagem e existe sempre habituação. Banderas e sofrivel perdendo as cenas para uma Colman que é sempre uma atriz de primeira linha
O melhor - PAddington funciona na sua forma de comunicar simples
O pior - O segundo filme colocou a fasquia num nivel inultrapassavel
Avaliação - C+