Tuesday, April 25, 2017

Get Out

Se existe filme que até ao momento foi a revelação de 2017 foi este Get Out, um filme de terror que marca a estreia do comediante Jordan Peele na realização e que acabou por ser a grande surpresa critica deste ano com avaliações extraordinarias quase nunca vistas num terreno como o terror e horror. Comercialmente impulsionado por este excelente registo critico Get Out tornou-se um fenomeno de bilheteira brutal nos EUA e esperamos para ver o que ira conseguir no resto do mundo, trantando-se de um filme sem qualquer figura conhecida.
Sobre o filme eu confesso que o terror é normalmente um registo de filme que nos ultimos anos tem sido uma total replicação de conceito sem qualquer tipo de qualidade na forma como os filmes vão sendo lançados, dai ser uma autentica pedra no charco quando surge um filme diferente, e este Get Out e isso mesmo não necessita de espiritos nem de sangue para ser assustador e claustrofobico a um nivel elevadissimo. A culpa disso e no equilibrio e a dictomia que o filme tem entre os seus momentos iniciais de comedia familiar e aquilo que se revela este contrasta acaba por ser a imagem de marca do filme e aquilo que lhe da intensidade do ponto de vista do terror.
Mas não é apenas no argumento que o filme funciona e se distancia dos outros do mesmo genero, também na realização o filme consegue impressionar com expressões faciais e situações em si, algo que demonstra bem a mestria com que toda a produção do filme sabia o que cada momento iria transmitir ao espetador, e sendo o terror mais que filmes de significado aquilo que sensorialmente os filmes transmites estamos claramente perante um filme funcional na maior parte das suas valencias.
O ponto menos positivo do filme poderá ser as limitações de um filme de terror, ou seja em termos de mensagem, em termos daquilo que o filme significa e representa são sempre filmes de pequeno alcance, pensamos tambem que o lado revelativo do filme poderia demorar mais, ser mais intenso, parecendo que por vezes o filme se encaminha rapido demais para a sua conclusão.
A historia fala de um namorado afro americano que vai conhecer a familia da namorada, e o que inicialmente lhe parece uma familia que o ira integrar bem rapidamente se transforma num pesadelo e numa luta pela sobrevivencia.
Em termos de argumento estamos perante um dos filmes de terror mais originais e mais criativos dos ultimos anos. Podendo em alguns momentos pecar por alguma previsibilidade certo é que o filme funciona naquilo que quer proporcionar aos espetadores, num dos filmes mais vincados em termos de terror dos ultimos anos.
Jordan Peele e o heroi do filme já que se o filme funciona está na base de um argumento e de uma realização bastante capaz. E todos sabemos o que é dificil e importante a realizaçao num filme de terror, e tudo torna-se mais surpreendente quando a mesma esta a cargo de alguem que como ator e criador sempre esteve ligado a comedia.
No cast sem grandes figuras o filme é entregue a dois jovens desconhecidos que tem o peso do filme sobre si. Os filmes de terror não sao normalmente filmes que exijam muito dos seus interpretes para alem da entrega fisica, e este não difere nestes principios, mas a dupla de protagonistas, ou seja, Kaluuya e Williams funcionam bem naquilo que as personagens pedem.

O melhor – A confirmaçao que para um bom filme de terror tudo tem de começar por talento na escrita e na realização.

O pior – Em alguns momentos pode ser previsivel nas suas revelações.


Avaliação - B

Monday, April 24, 2017

The Ressurection of Gavin Stone

Cada vez mais o cinema religioso é um fenomeno em expansão nos EUA de forma a que filmes sobre historia de vida, façam reflexoes mais do que a crença religiosa sobre a forma como a mesma se pode praticar. Este estilo de cinema conduziu mesmo a construção de diversas produtoras com este objetivo que tem resisito mesmo com criticas naturalmente negativas e comercialmente com dictomia entre filmes rentaveis e outros que passam completamente ao lado do grande publico.
No inicio do ano de 2017 o pontape de saida foi dado por este pecular filme que junta um estudio cristão com os estudios da WWE. O filme é o tipico filme de domingo a tarde com inspiração religiosa, o claro filme da pessoa de sucesso que regressa á base e se transforma neste caso entregando-se ao culto de uma igreja. Por tudo isto temos claramente um filme repetitivo comparando com outros com tematicas diferentes que foram existindo ao longo do tempo. È daqueles filmes que pensamos que já o vimos em formas dispares mas com o mesmo sentido, e isso nos dias de hoje automaticamente sabe a muito pouco.
Outros dos problemas que tem estes filmes religiosos e a incapacidade que tem de chamar a si bons executantes nos diversos patamares de analise, normalmente são filmes com interpretes com poucas capacidades normalmente desconhecidos do grande publico e com muitas dificuldades de interpretação, argumentistas que apenas consegue fazer o esperado, e mais que isso realizadores que se limitam a filmar sem qualquer tipo de grandes objetivos.
Entao temos um filme que nada tras de novo, numa tentativa de dar uma roupagem artistica a religiao catolica, com muito pouco de novidade com ideias gastas e uma tentativa quase em desespero de fazer funcionar um estilo que na minha ideia se encontra já de si esgotado, ainda para mais quando não tem o complemento de arte.
A historia fala de uma estrela do cinema, numa fase ma da sua carreira que tem que cumprir serviço comunitario numa igreja, sendo que ali começa a encontrar outra motivaçao para a sua vida relacionada com a pratica da religiao e as suas cerimonias que vai dar um novo sentido a sua vida.
Em, termos de argumento muito pouco para o filme, temos na essencia um filme cheio de ideias comuns e com a fe catolica no centro, e pouco trabalho nas personagens na intriga e principalmente nos dialogos, muito pobre sobre este ponto de vista.
Na realização Dallas Jenkins e um total desconhecido do grande publico e neste filme não tem espaço para brilhar pois e um filme de procedimentos simples, nenhum realizador com ambição sobrevive com este tipo de filmes.
No cast nenhum nume conhecido Dalton e Reyes para alem de demonstrar dificuldades claras de interpretação não tem carisma para assumir o protagonismo de um filme.

O melhor – São filmes inofensivos e com mensagens positivas do ponto de vista daquela religiao

O pior – a falta de qualquer arte nestes projetos


Avaliação - D

Sunday, April 23, 2017

Rings

Volvidos diversos anos depois de The Ring se ter tornado num sucesso imediato e a sua sequela ter estado longe do entusiamo do primeiro filme surge mais de uma decada depois uma continuação, já sem a presença dos grandes obreiros e protagonistas do primeiro filme, e transformado num claro filme para adolescentes. O resultado foi o comum em filmes de terror para adolescente, criticamente foi um descalabro total com resultados muito negativos, e comercialmente resultados muito escassos principalmente tendo em conta que se tranta de um franchising com bons resultados nos filmes anteriores.
Sobre o filme depois da diferença de resultado e eficacia do primeiro para o segundo filme os produtores do filme deveriam ter percebido que o contexto do filme e principalmente o tema do filme tinha esgotado e que apenas sobreva repetições nada surpreendentes e mais que isso pouco ou nada para inovar. Dai o mau resultado do segundo filme e o ainda pior resultado deste filme, que a uma ideia esgotada junta interpretes e realizadores de segundo plano.
Um dos problemas e justificações do sucesso do primeiro filme prendeu-se com o facto de não ser terror declarado e pela explicação final, sabendo-se deste principio apenas poderia restar a capacidade de o filme funcionar como terror e que nunca o faz, por muito que introduza personagens sinistras, já que o grosso do filme já e conhecido e neste particular o filme não trás nada de novo, e tambem nunca consegue impressionar no terror.
Ou seja um filme com um unico objtivo ganhar alguns dolares de aqueles que viram e gostaram o primeiro filme, que se esqueceram da existencia do segundo e que tentaram perceber se o terceiro trazia algo de novo, como não trouxe e temos um fraco filme de terror igual a tantos outros provalmente a saga fica por aqui.
O filme continua a saga da historia da misteriosa cacete que e comprada por um professor junto com um leitor de vhs, contudo este tenta criar uma cadeia de forma a que as pessoas não tenham o destino previsto na cacete ate que algo muda naquilo que é a reação da pessoa que observa o filme.
Em termos de argumento a ideia repetida dos primeiros filmes, sem qualquer tipo de novos preceitos, imagens iguais, em personagens pouco trabalhadas e uma intriga que nunca surpreende e que se torna mesmo previsivel, recuperar ideias sem as trablhar normalmente resulta em filmes fracos.
Na realização Javier Gutierrez o realizador espanhol demonstra uma tradição cada vez maior dos cineastas espanhois entrarem em hollywood por a porta do terror, aqui não podemos dizer que a coisa impressiona porque um dos defeitos do filme, e a realização nunca potenciar o impacto das imagens e isso e um defeito claro num filme de terror.
No cast um filme pobre com jovens desconhecidos em toda a gama, com personagens pouco trabalhadas com resultados de pouco impacto, temos por fim um D onofrio que tem impacto estetico mas pouco mais para as necessidades do filme.

O melhor – Para quem quiser ver pelo menos o video que lançou o sucesso do filme.

O pior - Relançarem franchising sem qualquer tipo de trabalho para os potenciar


Avaliação - D+

The Zookeeper's Wife

Existem todos os anos diversos anos que no planeamento dos anos começam por ser oscar contenders, mas por opção dos estudios ou porque os primeiros ensaios com os espetadores não tem os resultados esperados, que ficam guardados para o ano seguido onde estreiam de forma silenciosa em meses menos fortes. E o caso desta produção europeia e mais uma historia sobre herois do holocausto. O filme acabou por não ter criticas positivas suficientes para lhe dar o arranque na epoca de premios, e comercialmente a opçao por Março de 2017 até podemos dizer que foi positiva já que com menos concorrencia os resultados comerciais até acabaram por ser interessantes.
Sobre o filme, é normal que o peso das historias ainda para mais veridicas da luta contra o nazismo e principalmente a defesa do valor humano, tem um impacto emocional que so por si valoriza qualquer filme descritivo sobre estes factos. Neste filme temos mais um apontamento que acaba por tornar tudo ainda mais forte, que é a forma e o local com que tudo foi feito. Dai que este é um daqueles filmes que mais que brilhante na forma como foi feito, tem todos os seus trunfos no significado da sua historia, e do seu feito, quer narrativo quer factual.
E posto isto, que de alguma forma justifica muito do peso emotivo que o filme tem no espetador, no restante o filme acaba por se tornar numa abordagem simplista, tem nunca se tornar num filme com grande ritmo, o que o torna muito morno quando não tem os apontamentos mais concretos, sem grande rebeldia ou criatividade estetica e um filme declaradamente sobre as personagens e os seus feitos, com um peso emocional grande que nunca tenta lançar zoom sobre outros pontos.
Por isto parece-me que mesmo sendo um filme maduro, e com o peso da sua narrativa para ser um filme de primeira linha, tem de se ir mais longe do que uma boa historia, necessitamos de uma boa abordagem, elementos diferenciadores e a capacidade de em algum momento surpreender o espetador. No climax o filme tenta isso, mas acaba por saber a pouco na tentativa de levar o filme para padrões mais de excelencia do que eficacia.
A historia fala de um casal responsavel pelo Jardim Zoologico de Varsovia que durante o holocausto acabam por albergar e conduzir para terreno mais salutar diversos judeus guardando-os no seu jardim zoologico em pleno centro de conflito.
Em termos de argumento a historia quer base factual quer narrativa é de uma forma plena, quer nos promenores emocionais, quer no detalhe temporal. Mesmo entrando em alguns cliches que potenciam o filme do ponto de vista emocional, é um filme que sabe criar impacto no espetador e ser detalhado na forma com que nos da o perigo da condiçao humana naquele periodo.
Niki Caro tem nos seus filmes um lado emotivo que impera naquilo que transmite ao espetador, mais uma vez aqui temos mais emoçao do que criatividade, o filme pedia isso, mas não coloca de lado o segundo ponto, que me parece limitar o filme como obra artistica. Ainda não foi desta que a realizadora deu o salto para um primeiro patamar.
Em termos de cast Chastain e Bruhl sao actores muito eficazes e intensos nas suas composições, aqui em papeis mais objetivos não tem expaço para brilhar mas tem espaço para demonstrar competencia e qualidade nivelada e isso conseguem com facilidade.

O melhor – O pese da historia que é contada.

O pior – Não ter conseguido escapar dos cliches dos filmes do holocausto


Avaliação - B-

A Dog's Purpose

Quando um filme é mais conhecido pelas polemicas relacionadas com a rodagem e com algumas informações que circularam do que propriamente por outroa elementos em si, é sinal que o filme na sua essencia tem pouco que alimente a expetativa dos espetadores. Este filme que teve luz do dia em janeiro do presente ano foi recebido com uma media negativa por parte dos criticos e comercialmente, o grande objetivo do filme podemos dizer que os resultados foram consistentes talvez alimentado pela polemica criada em torno da forma com os cães do filme foram tratados.
Sobre o filme, os animais de estimação sempre foram a base para filmes familiares simples de emoções puras, este é sempre um filme mais emotivo do que comedia, é um filme que tenta potenciar mais do que detalhar aquilo que pode ligar um animal de estimiação e um dono. Não é um filme que tenta ser maduro, ou um filme que quer ser mais do que uma simples retrospetiva positiva da vida de um cão e aquilo que ele pensa ser querer transmitir, isso torna o filme facil de ser emotivo, mas longe de ser um filme de grande alcance.
Mas mesmo com esta base penso que o filme poderia ter ido mais longe, quer em termos comicos dexando o lado lamechas que preenche o filme de inicio a fim mais de lado, porque o filme em alguns promenores isolados, quando quer ser engraçado acaba por conseguir. Mas onde o filme perde é nas historias de ligação na forma como o filme conta duas historias em pouco tempo em que nada acontece e que na essencia apenas servem como comerciais da base do filme, e para efeitos do filme e da historia em si, tudo deveria ser mais balancado em cada um dos segmentos, já que no final parece que tudo ocorre em passo de corrida.
Por isso e facil perceber que temos aqui um filme simples, de facil visualização que vai demasiado de encontro as expetativas normais do filme, nunca consegue ter um rasgo de surpresa quer na forma quer no conteudo, podemos dizer que se trata de um filme inofensivo que os amantes de animais vão achar ternurento e que todos os outros vai achar indiferente.
A historia segue o percurso da alma de um cão, com os diferentes donos, até que volta ao primeiro descobrindo ai que a sua vida ao longo dos diferentes corpos de que adquiriu tinha um proposito direto, que se completa na sua realizaçao.
Em termos de argumento esta adaptaçao de uma obra literaria mais comerciail do que influente é precisamente o filme logico, não tem espaço para grandes rasgos de criatividade é quase sempre esperado, numa narrativa simples juvenil. Perde na forma com que não consegue equilibrar entre si segmentos, e principalmente na conclusão apressada de um filme que nunca ter verdadeiras personagens.
Na realizaçao Hallstrom pode ser conhecido como o veterano realizador de adaptaçoes literarias emotivas ao cinema. Tem a sensibilidade para dar os pontos fundamentais a este nivel ao filme, mas já não esta aqui para grandes invenções esteticas.
No cast os protagonistas são os animais que funcionam muito bem na voz de Gad, que tem uma ironia infantil na voz que funciona nos propositos do filme. Em termos do resto podemos dizer que o filme nunca exige grandes executantes.

O melhor – Alguns apontamentos de humor muito isolados.

O pior – A forma como o filme descobre a determinado momento que já esgotou o tempo e ainda tem que resolver a sua intriga


Avaliação . - C

Thursday, April 20, 2017

Personal Shopper

É comum depois de uma expriencia bem sucedida que algumas figuras de hollywood repitam parcerias com realizadores europeus, nos seus projetos seguintes. É o que aconteceu nesta segunda colaboração entre Kristen Stewart e Olivier Assayas, neste thriller psicologico que no decurso do ano de 2016 foi exibido em diversos festivais tendo inclusivamente conseguido o premio de melhor realização no festival de Cannes. Este foi um filme bem recebido pela critica embora o impulso dado pelo Festival de Cannes tenha sido insuficiente para ir mais longe dos restantes premios americanos. COmercialmente apenas em 2017 conseguiu distribuição nos EUA com resultados significativos mas longe de primeiro plano, muito fruto da pouca distribuição.
Sobre o filme, normalmente os filmes europeus, mais que uma excelencia na produção tem aquele ar enigmatico que funciona melhor em filme mentalmente intensos. É o caso deste filme, que até começa  num ritmo pouco interessante parecendo introduzir mais um filme de contactos com o além, mas que aos poucos torna-se mais que isso, torna-se numa thriller intenso, mental, de diferentes realidades e que a forma de Assayas realizar acaba por ser uma mais valia no suspense que vai tendo até ao final. O twist final é interessante e acaba por dar ao filme a dimensão que ele precisava para tudo o resto continuar a funcionar.
Personal Shopper e um dos filmes cujo resultado final é ligeiramente melhor do que as sensações que vamos tendo ao longo do filme, fica a sensação que por momentos o filme perde alguma objetividade e quando isso acontece parece que o filme entra por segmentos narrativos acessorios que acaba por quebrar algum do funcionamento global que o filme quer ter.
Mas mesmo assim temos um filme que é mais inquietante do que brilhante, um filme que funciona muito mais no seu lado enigmatico e na resolução do mesmo, do que propriamente pelos momentos de alto cinema, ou de uma narrativa completa, o segredo para o filme funcionar para alem da mediania esta na forma como consegue tornar o ambiente psicologico tão denso que o torna particularmente absorvente.
A historia fala de uma jovem, que efetua comprar pessoais para uma pessoa, que apos a perda do irmão gemeo, tenta entrar em contacto com o espirito do mesmo, começando ai, a receber no seu telemovel mensagens inquietas de proveniencia desconhecida.
O argumento tem pontos interessantes como a procura do contacto com o intelocutor das mensagens e um ou outro ponto que vai acontecendo na vida da personagem principal, e momentos menos funcionais, principalmente quando se torna muito proximo de um filme de terror adolescente. PEnso que na construçao da personagem o filme poderia ser mais forte.
Assayas e um realizador de tradição europeia que não foge a este estilo na construção deste filme, ou seja, temos muito do cinema europeu, na forma como o desaparecimento de imagem alimenta a intriga e o suspense, e mais que isso na forma como as cenas duram mesmo nada estando a acontecer de interativo. Na forma como tem crescido tem sido um dos valores serios do cinema europeu atual.
No cast, o filme e dominado de principio a filme pela protagonista Stewart, eu confesso não ser amante da forma como ela interpreta, acho as suas personagens repetidas, cheias de maneirismos, que não demonstram versatilidade, sendo aqui mais do mesmo, num filme que tinha espaço para muito mais em termos de interpretação.

O melhor - O twist final

O pior -Kristen Stewart

Avaliação - B-

Wednesday, April 12, 2017

The Ticket

Existem acontecimentos externos a filmes, que conduzem filmes e projetos para uma maior visibilidade ate então não esperada. Foi o que aconteceu com este The Ticket, que motivado pelo sucesso de Dan Stevens como monstro do classico da disney, acabou por observar ser lançado em alguns cinemas americanos um dos filmes que protagonizou o ano passado, e que foi lançado no festivel de Tribeca. A recepção critica do filme foi demasiado mediana para servir por si so de alavanca para o filme, e comercialmente estando numa fase inicial, não nos parece contudo filme para resultados de primeira linha
Sobre o filme, podemos desde logo sublinhar que se trata de um filme com um estilo muito independente e que isso em alguns pontos condicionam a força e o peso final do filme, principalmente por ser demasiado silencioso, e pela banda sonora que acompanha quase todo o filme que se torna irritante.
Contudo não se consegue ficar indiferente à historia e mensagem central do filme, ainda que nem sempre bem potenciada na concretizaçao de um argumento algo vazio para uma mensagem e uma ideia tão poderosa, ela acaba por conseguir rebocar o filme para o lado positivo muito pela emoção e sentimentos que o filme conduz na sua resolução, o que nem sempre é facil, quando o filme se torna automaticamente exagerado sob o ponto de vista de excentricidades independentes.
Parece claramente que se trata de um filme feito para minorias com uma historia para maiorias, e isso acaba por nem sempre encaixar ou dar coesão, entre a forma e o conteudo. Fica a ideia que um filme mais maduro, mais mainstream com uma base parecida mas mais preenchida poderia funcionar de uma forma melhor, tornando-o mais do que um interessante filme independente que acaba por ser.
A historia fala de um cego, casado e com familia feliz., que um dia para o outro recupera a visão, alterando completamente a sua forma de vida, conduzindo-o ao rompimento com todo o seu passado, quer profissional quer relacional.
Em termos de argumento penso que o significado da historia central e bem presente em todos os seus pontos. Em termos de argumento mesmo não muito trabalhados o lado emotivo de cada um deles serve os propositos de um filme que deveria ter apenas mais intriga e muito mais dialogo, pois tornaria o filme mais forte.
Ido Fluk um realizador a procura de espaço no cinema independente americano tem um trabalho demasiado independente, com bons momentos principalmente nas transições dos estados dos personagens, mas penso que o filme tinha espaço para um lado mais estetico que não fosse exigente do ponto de vista de orçamento. Fica a ideia que poderia ser mais.
Depois de não ter ficado surpreendido com a sua prestação em Bela e o Monstro, Dan Stevens parece mais capaz para filmes mais exigentes, com um bom papel, embora o mesmo pela forma como lidera o filme fosse simples de executar. Nos secundarios bons planos para atores de um nivel mais secundario como Platt e principalmente Akerman.

O melhor – A mensagem do filme.

O pior – A banda sonora


Avaliação - C+

Sunday, April 09, 2017

Sleepless

Se existe coisa que eu por norma não consigo entender no cinema são remakes imediatos de filmes que tiveram o seu lançamento à menos de cinco anos, mesmo que seja num estilo de cinema diferente como o europeu. Ainda mais quando se trata de filmes de acção simples cujo significado para a historia do cinema é basicamente nenhum. Este é mais um desses filmes que acaba por trazer a versão americana de um thriller de acção europeu. Os resultados do filme foram a todos os niveis desastrosos, criticamente com avaliações muito negativas, e comercialmente onde a pouca expansao do filme conduziu a resultados muito desoladores.
Sobre o filme, os policiais neste momento deixaram de ser um genero aposta, principalmente pelas grandes produtoras de hollywood, nem que seja porque nos ultimos vinte anos foram efetuados diversos filmes do genero e acabou por deixar de ter a capacidade de surpreender porque os truques todos acabam por já estar bem integrados. Este filme é um filme tipico do ladrão policia com barreiras pouco estabelecidos, num percurso curto temporalmente e espacial, tem o problema da maior parte destes filmes de ser demasiado previsivel em todas as opçoes que toma e isso acaba por tirar em longa medida grande parte do interesse da obra.
Em face deste problema narrativa restava apenas a capacidade do filme ser espetacular em termos daquilo que era a sua forma, como seria realizado, e aqui parece obvio que se trata de um filme pouco ambicioso que na maior parte do tempo é demasiado simples, que arrisca pouco nas sequencias de acção, que mesmo dominando grande parte da duração de todo o filme acabam por ser pouco espetaculares, e o comum em filmes de Janeiro.
Enfim um filme de acção de baixa qualidade que nunca consegue surpreender ou criar qualquer tipo de impacto junto ao espetador, que graças ao pouco risco também não consegue surpreender pela negativa e tornar-se uma experiencia dolorasa, mas nesta altura o cinema deveria exigir mais dos seus protagonistas, do que filme limitados como este.
A historia fala de um policia emaranhado no mundo do crime, que ve o seu filho, graças a um dos seus negocios raptado por um conjunto de bandidos. Enquanto tenta salvar a pele deste é seguido por uma investigação interna com o objetivo de tudo se apurar do seu envolvimento na organização criminosa.
No argumento pese embora o filme tente emaranhar personagens e historia, tudo é demasiado denunciado e previsivel, e isso é um defeito de impacto num thriller policial. Pouco ou nenhum trabalho nas personagens e dialogos, acabam por nunca conseguir potenciar grande qualidade no filme.
Este filme marcou a estreia de Baran Bo Odar em produçoes de hollywood com um resultado cinzento, num filme com tantas sequencias de acção, nunca conseguiu impor tamanho, espetacularidade e assinatura num filme muito dependente disso para ter sucesso.
O cast e o tipico num filme de acçao, Foxx funciona bem, porque tem carisma e disponibilidade fisica, pese embora a personagem seja demasiado simples. Monoghan e das actrizes uma habitue neste registo, e no lado dos viloes, pouco ou nada de profundidade em trabalho simples para executantes com alguma qualidade.

O melhor - Narrativamente sem ser original não tenta ir muito longe.

O pior – A falta de empenho de uma realização mais vistosa


Avaliação - C-

Life

Filmes de guerra e sobrevivencia sempre foi algo que agradou ao cinema quer americano quer de outros paises pela forma como conseguem contextualizar a sobrevivencia humana. Este é mais um filme com este conceito numa co produção americana e europeia. Normalmente estes filmes tem uma ambição mais critica, mas neste caso os resultados foram escassos com avaliações essencialmente medianas. Comercialmente so esta semana o filme viu a luz do dia em termos do mercado americano, pelo que o resultado ainda é pouco esclarecedor embora tenha estreado em muito poucos cinemas.
A ideia do filme pese embora não seja original e capaz de funcionar na forma como ao mesmo tempo nos dá um filme de ação simples, de sobrevivencia, parecido, mas ainda mais dificil do que James Franco fez em 127 horas, e um lado de retrospetiva de vida, de forma a conhecermos melhor quem e a personagem que ali esta. Alias as influencias do filme de Boyle na estrutura deste filme são imensas, mas claro que no resultado final, uma coisa é ter um dos mais creativos realizadores de hollywood outra coisa e ter dois Fabios com muita vontade mas ainda com pouca experiencia.
Dai que o filme mesmo tendo aspetos positivos como o seu twis final, que acaba por ser interessante e simbolico, mas ao longo do tempo varias vezes nos passa pela cabela essa possibilidade. Em termos do restante é filme sempre muito mais funcional na questão da sobrevivencia, da acção pura, do que propriamente quando quer entrar no passado da personagem onde se torna mais confusa e menos dinamica, mas e obvio que esse seria sempre o ponto mais dificil do filme.
O resultado mesmo assim e um filme com alguns motivos de interesse, que mesmo não sendo uma obra original e ter influencias demasiado declaradas acaba por ter bons momentos de sobrevivencia. Perde claramente quando comprado com filmes parecidos e que obviamente acabam por ser mais coesos na sua totalidade.
A historia fala de um soledado que a tentar fugir da morte, acaba por pisar uma mina, ao perceber disso, tenta ali permanecer de forma a conseguir ajuda para não morrer com a explosão. No tempo de espera acaba por ter de defrontar os medos criados ao longo da sua vida.
Em termos de argumento eu penso que historias como esta de desafios plenos ao ser humano funcionam principalmente em filmes criativos. Este filme no argumento tenta ir mais longo do que propriamente consegue. No plano de acçao central o filme até é competente, tendo muitas mais dificuldades no passado e na caracterizaçao em si da personagem.
A dupla de Fabios que tomou conta deste filme, ainda desconhecidos no cinema, tem um trabalho interessante, arriscado, em condições nem sempre propicias a muita arte. Tem o problema de outros mais experientes e por ventura mais competentes já terem feitos filmes semelhantes.
Um filme como este pede uma interpretação potentissima ao seu protagonista, e não sei se Hammer e neste momento um actor tao completo para um papel deste. O filme necessitava de mais corpo, mais entrega, e penso que nem sempre Hammer consegue levar o filme para altos niveis de interpretação.

O melhor – Apesar de esperado o signitifado do twist final

O pior – Nem sempre o passado e bem integrado no presente


Avaliação - C+

Mine

Filmes de guerra e sobrevivencia sempre foi algo que agradou ao cinema quer americano quer de outros paises pela forma como conseguem contextualizar a sobrevivencia humana. Este é mais um filme com este conceito numa co produção americana e europeia. Normalmente estes filmes tem uma ambição mais critica, mas neste caso os resultados foram escassos com avaliações essencialmente medianas. Comercialmente so esta semana o filme viu a luz do dia em termos do mercado americano, pelo que o resultado ainda é pouco esclarecedor embora tenha estreado em muito poucos cinemas.
A ideia do filme pese embora não seja original e capaz de funcionar na forma como ao mesmo tempo nos dá um filme de ação simples, de sobrevivencia, parecido, mas ainda mais dificil do que James Franco fez em 127 horas, e um lado de retrospetiva de vida, de forma a conhecermos melhor quem e a personagem que ali esta. Alias as influencias do filme de Boyle na estrutura deste filme são imensas, mas claro que no resultado final, uma coisa é ter um dos mais creativos realizadores de hollywood outra coisa e ter dois Fabios com muita vontade mas ainda com pouca experiencia.
Dai que o filme mesmo tendo aspetos positivos como o seu twis final, que acaba por ser interessante e simbolico, mas ao longo do tempo varias vezes nos passa pela cabela essa possibilidade. Em termos do restante é filme sempre muito mais funcional na questão da sobrevivencia, da acção pura, do que propriamente quando quer entrar no passado da personagem onde se torna mais confusa e menos dinamica, mas e obvio que esse seria sempre o ponto mais dificil do filme.
O resultado mesmo assim e um filme com alguns motivos de interesse, que mesmo não sendo uma obra original e ter influencias demasiado declaradas acaba por ter bons momentos de sobrevivencia. Perde claramente quando comprado com filmes parecidos e que obviamente acabam por ser mais coesos na sua totalidade.
A historia fala de um soledado que a tentar fugir da morte, acaba por pisar uma mina, ao perceber disso, tenta ali permanecer de forma a conseguir ajuda para não morrer com a explosão. No tempo de espera acaba por ter de defrontar os medos criados ao longo da sua vida.
Em termos de argumento eu penso que historias como esta de desafios plenos ao ser humano funcionam principalmente em filmes criativos. Este filme no argumento tenta ir mais longo do que propriamente consegue. No plano de acçao central o filme até é competente, tendo muitas mais dificuldades no passado e na caracterizaçao em si da personagem.
A dupla de Fabios que tomou conta deste filme, ainda desconhecidos no cinema, tem um trabalho interessante, arriscado, em condições nem sempre propicias a muita arte. Tem o problema de outros mais experientes e por ventura mais competentes já terem feitos filmes semelhantes.
Um filme como este pede uma interpretação potentissima ao seu protagonista, e não sei se Hammer e neste momento um actor tao completo para um papel deste. O filme necessitava de mais corpo, mais entrega, e penso que nem sempre Hammer consegue levar o filme para altos niveis de interpretação.

O melhor – Apesar de esperado o signitifado do twist final

O pior – Nem sempre o passado e bem integrado no presente


Avaliação - C+

Friday, April 07, 2017

The Space Between Us

Todos sabemos que Janeiro é a soma de todos os outros momentos de hollywood em ponto pequeno. Este filme tem uma premissa simples e aparentemente bem montada em termos daquilo que pode ser um filme romantico com uma historia original. Pese embora a premissa rapidamente se percebeu que algo no filme não iria funcionar em nenhum dos planos sendo que tal susessão de resultados até pode esta relacionado. Criticamente o filme foi muito mal recebido, com avaliações essencialmente negativas e por outro lado em termos comerciais as coisas tambem estiveram longe das expetativas dos produtores deste filme.
O romantismo em filmes simples e idilicos tem desaparecido do panorama das maiores apostas ou pelo menos dos maiores sucessos de hollywood, principalmente quando não vem apetrechados de outras coisas artisticas no plano da abordagem ao filme, talvez por isso desde a sua base mas principalmente na sua concretização estamos perante um filme extremamente modesto nos seus pressupostos, parece sempre ir pelo caminho mais facil e isso torna o filme muito igual a muitos outros que preenchem os domingos a tarde das televisões, e nem a componente marte consegue conduzir o filme para outros parametros.
Mas o maior problema do filme no seu resultado final acaba por ser a forma com que conclui, todos percebemos que a determinada altura o filme tinha de fazer opções de risco, ja que nada poderia ser vermosivel, principalmente tendo em conta a historia de base, mas a opção final de happy ending extremamente feliz acaba por tornar o filme um teenage movie vazio, o que parece curto para um filme de grande estudio.
Enfim um filme que nos parece ser demasiado simples, que podera ainda concretizar as expetativas dos espetadores adolescentes que nos parecem ser o publico alvo do filme, mas que nos mais adultos tera muita dificuldade em resultar da mesma forma essencialmente por ser tudo muito primario em processos.
A historia fala de um jovem nascido em marte que nunca conheceu a terra, e que acaba por ir procurar uma amiga com quem fala desde o planeta distante numa das visitas a terra. Ai começam os problemas e percebe que a adaptação tem de ser muito mais do que ao estilo de vida.
Em termos de argumento ate podemos pensar que a ideia poderia dar e resultar numa interessante comedia romantica. O problema do filme acaba por se centrar na concretização da ideia onde o filme muitas vezes cai no mais facil, e tem muitas dificuldades no final, com opçoes no minimo discutiveis.
Na realização Peter Chelsom e conhecido pelas suas comedias com lados intergalaticos, e aqui tem uma realização simples de comedia familiar colorida, com o happy ending comum. Nao sera nunca um realizador de primeiro plano, mas tem um cinema muito proprio ainda que simples.
No cast, a escolha de Butterfield e Robertson e no minimo estranha, principalmente pela diferença de idades entre ambos, a forma como o filme é realizado rebate um pouco a diferença, mas nao podemos dizer que funcionem bem os dois, e numa comedia romantica quando o par principal não funciona sobra muito pouco.

O melhor - A premissa até poderia ser interessante.

O pior - Não fosse o filme acabar por se tornar demasiado frouxo na sua concretização

Avaliaçãio - C-



Sunday, April 02, 2017

Ghost in Shell

Nos ultimos anos Ghost in Shell tornou-se num das maiores series de culto do mundo Manga, dai que fosse obvio que com um ganho de uma maior importância por parte dos mercados orientais não só em termos de espetadores mas acima de tudo na construção de produtoras a adaptação de algumas das suas historias passasse a ser aposta de hollwood. No que diz respeito ao mundo manga este e a primeira adaptação declarada. Criticamente as coisas ficaram por uma mediania muitas vezes tipica de um blockbuster de segunda linha. Em termos comerciais os primeiros resultados apontam para alguma modestia principalmente nos mercado americano, já que no restante penso que os resultados serão a todos os niveis superiores.
Sobre o filme, posso dizer que sempre fui mais fã do sci fi tradicional do que do simplismo e estetica do cinema oriental. Este filme acaba por ser uma simples reunião de duas formas de fazer cinema, que por um lado tem o lado filosofico ainda que simplista das questões do sci fi, como a humanização dos robots contra a robotização dos seres humanos, mas também tem a simplicidade de procedimentos dos filmes orientais baseados sempre nos neons da evolução.
O filme não começa bem, perde demasiado tempo em nos dar a personagem na sua componente tecnica, com pouco ritmo principalmente para um blockbuster. No segundo ponto, mesmo sendo algo previsivel devido a sua simplicidade de processos o filme ganha principalmente na componente entertenimento, acabando por ser eficaz, sem grande brilhantismo é certo. Quando se olha para este filme percebe-se que está muito mais centrado nas suas componentes visuais do que narrativos e isso é claro no filme.
Tecnicamente não sendo um filme totalmente artistico é um filme vistoso algo confuso na projeção da realidade citadida do futuro permite que isso seja por outro lado o lado mais oriental de um filme com clara tradição desta zona do globo. E daqueles filmes que poderá ser criticado por alguma falta das componentes mais adultos manga, mas que me parece objetivo naquilo que quer ser, sem contudo nunca ser sequer um blokbuster de primeiro linha.
O filme fala de um robot construido apartir de um cerbero humano que integra uma divisão de defesa do governo que tem de combater um terrorista com uma motivação que vai acabar por conduzir a que a protagonista tenha conhecimento da origem da sua criação.
O argumento do filme, tem os elementos da historia central, e trabalha-os com grande simplicidade quer nas componentes mais fortes e ideologicas do filme, quer na forma como o mesmo narrativamente se desenvolve, sem grandes alterações, apenas alterando o ritmo de uma fase para a outra e o filme vai ganhando com isso.
Rupert Sanders regressao ao cinema depois do insucesso da sua branca de neve e mais conhecido por ter acabado com a relação idilica da dupla twilight. Aqui parece-me ter um trabalho mais interessante do que no seu filme anterior, indo buscar muitas influencias ao que Spilberg fez com IA. Parece por vezes nem sempre tornar o filme tão negro e manga como poderia ser. Ainda não ultrapassou a fase de tarefeiro.
No cast Joahnsson muito por culpa de Luc Besson tornou-se nos ultimos tempos uma actriz de acção sem grande conteudo nas personagens. Penso que funciona mas também torna a sua carreira mais redutora em papeis exigentes fisicamente mas faceis a nivel de interpretação. O filme com excepção da presença interessante de Asbaek não tem mais nada de relevo no seu cast.

O melhor – Alguns momentos visuais no filme.

O pior – Um inicio demasiado lento para um filme de açao puro


Avaliação - C+

Saturday, April 01, 2017

Monster Trucks

É dificil um filme ser lançado quase dois anos depois do primeiro prognóstico de lancamento, sendo ainda pior pelo facto de uma analise financeira apurar que grande parte do prejuizo da sua produtora esteve relacionado com esta produção. Por tudo isto é facil explicar a razão pela qual este filme mal amado, com um investimento de mais de cem milhoes estreou silenciosamente em Janeiro, numa aceitação do mesmo como um floop. Comercialmente o filme nos EUA foi mediocre, sem ser um desastre, pese embora a pouca expansao mundial acabou por complicar e muitos os resultados globais. Em termos criticos a mediania inferir da maior parte das avaliações tambem acabou por não se tornar grande cartão de visita.
Sobre o filme é dificil perceber que com este guião e cast esperassem deste filme um sucesso instantaneo, até podemos dizer que os seres criados para o filme, os ditos monstros ate tem um lado familiar de animação que poderia resultar, mas tudo o resto é uma homenagem clara a serie B, aos filmes familiares pouco trabalhados de domingo a tarde, que poderia resultar caso não fosse o elevado numero de dinheiro investido numa obra tão simples e algo repetitiva como esta.
Parece-me obvio que se tarta de um filme mais para crianças na tradição de outras obras entre pessoas e outros seres que existiam nos anos 80, mas que com o desenvolvimento do cinema e com outra atualidade acabou por desaparecer. Dai que este filme pareça pouco, mesmo sendo facil assumir a sua naturalidade e a homenagem a um cinema familiar mais tradicional, acaba por nunca ser um filme vistoso nem nos efeitos especiais e muito menos na narrativa linear extremamente previsivel.
Enfim este seria um filme que poucos dariam por ela, talvez os juvenis perceberia o seu proposito, não fosse um investimento maior de uma das grandes produtoras de hollywood que acaba por esse facto de dar um rotulo de floop rotundo a um filme que penso que inicialmente ate teria um bom proposito, mas claramente fora de tempo e de orçamento.
A historia fala de um jovem ajudante de sucata que encontra um estranho ser, que foi capturado do interior da terra, percebendo as suas propriedades vai tentar ajudá-lo a ir para o seu habitat natural conseguindo escarar de uma empresa com outros interesses para os mesmos.
Em termos de argumento é um filme totalmente simples, um tradicionalismo serie B, que era muito comum para preencher as tardes familiares com filmes serie B. Temos personagens e dialogos lineares e desde o primeiro minuto sabemos o que vai acontecer nos momentos seguintes, mas parece que o filme nunca esconde esta formula.
Na realização Chris Wedge foi sempre um realizador relacionado com o cinema de animação que tentou aqui o seu primeiro Live Action, parece não ter saido do mesmo publico alvo, em termos de trabalho em si pobre, para um filme com tanto gasto não conseguimos perceber onde tal dinheiro foi usado, e a nivel de dimensão nunca consegue ser um filme sequer mediano.
Fazer um filme deste valor e apostar num cast tão pobre e o primeiro caminho para o fracasso, claro que temos figuras conhecidas mas completamente fora de forma. A entrega da liderança do guião a Luccas Till parece precoce para um actor que por um lado não me convence em termos de carisma e isso já tinha sido testado noutros filmes.

O melhor – A simplicidade do filme familiar tradicional

O pior – O investimento nunca ser visivel em nenhum aspeto do filme
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Avaliação - C

Friday, March 31, 2017

The Bye Bye Man

É normal todos os Janeiro de cada ano, depois do grande confronto entre os lançamentos dos candidatos aos oscares, algumas produtoras menores apostarem em pequenos filmes de terror de baixo orçamento para preencher agenda. Um dos filmes que viu a luz do dia em janeiro do presente ano foi este filme, que foi totalmente aniquilado pela critica com avaliações muito negativas que tiveram também impacto comercial já que este filme esteve muito longe da media de resultados de filmes semelhantes.
É inacreditável o número de filmes que falam sobre uma casa e os espiritos malignos que nela habitam, seja numa divisão ou seja objetos da casa. A historia e a forma é sempre a mesma, um grupo de pessoas vai para lá viver e as coisas começam a acontecer. O que pode mudar num filme deste? Muito pouco, ou a realização mais ou menos artística, e neste caso com excepção de James Wan as coisas usualmente são pobres. Sobrando apenas a capacidade de intensificar as reaçõs dos espetadores o que também neste caso o filme acaba por ser demasiado soft, nunca conseguindo em momento algum impressionar o espetador ou mesmo assustá-lo, outros dos objetivos do filme de terror.
Para além deste facto mesmo na limitação da escolha pelo tipo de filme comum de terror, narrativa mente o filme tem dificuldades, ora porque a estratégia que utiliza para manipular as personagens colocam em causa tudo o que vimos, ou pela existência de personagens que na essência aparecem sem grande sentido, e contexto desaparecendo em seguida, mas mais do que tudo pela forma quase inacreditavelmente absurda que o filme adopta como corpo narrativo central da sua historia.
Por tudo isto mais que mais um filme de terror, este acaba por ser um péssimo filme de terror, daquele tipo de historias que parecem nada funcionar, e que chega a dar ao espectador a ideia de que o absurdo é pensado e uma ideologia de um filme pouco emotivo, narrativamente inexistente e uma formula de ganhar dinheiro que na minha opinião parece estar ultrapassada.
A historia fala de um casal, que conjuntamente com um amigo alugam uma casa, na qual a mobília consta uma mesinha de cabeceira com umas inscrições estranhas que desperta um espírito que começa a assombrar a vida dos moradores da mesma.
Em termos de argumento, pese embora seja na base a formula comum deste tipo de filmes de terror, o adjacente é claramente pobre, quer na falta de dimensão das personagens, quer no absurdo da historia central quer no seu desenvolvimento. Sobra a ironia final da personagem menor, como único aspecto positivo de um argumento a todos os níveis pobre.
Em termos de realização Stacy Title uma jovem realizadora que tem estado relacionada com o cinema de terror tem aqui um trabalho simplista, muitas vezes pouco trabalhado, que tem como ponto mais negativo, nunca conseguir dar impacto emotivo e surpreender no filme.
Os casts dos filmes de terror normalmente não chamam a atenção para grandes atores, optando por adolescentes para protagonizar este tipo de filmes. Aqui completamente desconhecidos que também não será neste filme que vão ter outro tipo de protagonismo. Nos secundários conhecidos, basicamente nada de revelo.

O melhor - A quase sequela final

O pior - A incapacidade do filme ter impacto emocional e a narrativa absurda.

Avaliação - D

Wednesday, March 29, 2017

A United Kingdom

E notória ainda a dificuldade de produções europeias conseguirem entrar na corrida pelos oscares, principalmente quando as mesmas partem declaradamente com esse objetivo. Foi o que aconteceu com este filme sobre a origem do Botswana, produzido pelo Canal + este filme que ate conseguiu criticas razoaveis mais insuficientes para o lançar para os premios, acabou por so em Fevereiro ter a luz do dia nos EUA com resultados comerciais modestos, mas com a possibilidade de homenagear uma das historias de amor com mais impacto na politica universal.
Existem filmes sobre factos reais que valem acima de tudo pela historia que contam, este é uma delas, numa simples historia de amor contra muitas barreiras, o orgulho de um povo e as mudanças culturais, nesta simples historia temos muito daquilo que impera e imperou no mundo, com a politica de ambição economica, o amor impossível e o racismo, e quando estes temas se juntam principalmente num filme baseado em factos reais o seu impacto é desde logo assinalável.
Claro que depois o filme nem sempre é o mais maduro, cai nas disputas e nos dialogos esteriotipados e nas mudanças radicais de um momento para o outro de personagens o que para um filme baseado em aspetos reais lhe tira alguma maturidade e um peso documental. Também na segunda hora de filme e ultrapassada a questão da aceitação e entrando no lado politico o filme torna-se algo circular e perde algum do impacto emocional e da quimica do casal que foi tendo na primeira parte.
Ou seja não sendo em termos de filme uma obra de primeira linha, é daqueles filmes que com uma forma simples de contar uma historia, conta algo de bnastante interesse e impacto para a historia universal, que nos torna mais ricos e principalmente nos dá uma mensagem positiva. Mesmo não sendo uma abordagem totalmente artistica e um filme que cumpre os seus objetivos naturalmente, mesmo sem grande destaque.
A historia fala de um herdeiro de um trono de um pais africano que se apaixona por uma branca londrina, com quem decide casar. No momento em que tenta assumir o trono o casamento acaba por se tornar um intrave na aceitação do seu povo e mais que isso abre debilidades que colocam em causa a sua liderança e mesmo a autonomia do seu povo.
Em termos de argumento o filme parte do principio com uma base narrativa de impacto emocional elevado e uma historia que vale por si. No acessorio e naquilo que o argumento poderia complementar, muitas vezes a opçao pelo mais facil não permite que o filme vá para outros patamares de qualidade.
Amma Assante a realizadora britanica que tinha surpreendido com o seu Belle novamente tem um trabalho meritorio, competente mesmo que com pouco risco ou criatividade assumida. Denota-se um gosto pelas questões raciais, algo que nem sempre é tema nos filmes britanicos. Mas está a construir uma carreira pelo menos para já, consistente.
No cast Oyelowo é uma escolha consistente porque consegue transmitir emoçao aos seus papeis principalmente nos momentos de discurso, algo que o filme pede, e algo que ja noutros filmes tinha mostrado conseguir com impacto. Pike tem um papel mais facil contudo como casal o filme nem sempre funciona, parecendo ser mais forte nos momentos iniciais do que propriamente no desenvolvimento do filme.

O melhor - A historia em si

O pior - Para completar a historia e nos detalhes o filme escolhe o mais simples.

Avaçliação - C+

Monday, March 27, 2017

Bitter Harvest

A revolução russa e principalmente a epoca liderada por Staline na URSS nem sempre teve a atenção merecida em termos de grandes filmes, quer pelo lado russo normalmente ser algo pouco interessante para o publico americano mas principalmente pelo facto de normalmente o conhecimento concreto dos factos nem sempre ser o maior. Neste inicio de ano este pequeno filme tentou detalhar este ponto, sem grande sucesso já que criticamente o filme foi uma desilusão com avaliações essencialmente negativas. Comercialmente para um filme que teve um custo de produção de vinte milhoes de dolares os resultados também foram curtos.
Sobre o filme eu acho o epico bem feito um dos generos mais completos do cinema mas também aquele que mais sofre quando as coisas não são feitas com qualidade nos diferentes aspetos. Pois bem este e um esteriotipo do epico mal feito em todas as virtudes, principalmente no entorno narrativo do filme que apenas trata do lado sovietico porque em termos narrativos temos a tipica historia de salvação do heroi e de amor em tempo de guerra serie B.
Mas o problema do filme não é apenas narrativa num filme que é um portao escancarado para uma dinâmica emocional forte, o grande problema do filme acaba por ser aquilo que o mesmo nunca consegue transmitir em termos emotivos nas sequencias que deveriam ser o climax, o filme perde-se em frases feitas, em retornos temporais basicoes nunca conseguindo ganhar com simplicidade o lado intenso do filme nem nunca tentar ser acima de tudo um filme que se torna diferente em qualquer um dos pontos.
Isto leva a maxima de que para tratar de um momento historico em filme deve-se trabalhar tudo o resto que a mesma historia em contextos historicos diferentes não deixa de ser a mesma historia e um filme basico será sempre um filme basico em qualquer um dos pontos de observação. Gastar vinte milhoes de euro numa produçao como esta é algo incompreensivel nos nossos dias.
A historia fala de um casal, que de forma a resistir a independencia da ucrania da união sovietica tem de se separar em tempos de guerra numa autentica luta pela sobrevivencia em planos distintos.
E no argumento que residem os maiores problemas do filme, principalmente na incapacidade de conseguir algo de diferente, e um cliche do tamanho do mundo todas as opções narrativas do filme que nunca consegue ter qualquer tipo de sublinhado diferenciador.
Na realização o trabalho do alemão Mendeluk é simplista pouco ou nenhum risco nas sequencias de maior impacto valendo pela dimensão mais artistica dos momentos de neve. Mesmo assim ta´mbém não e neste ponto que o filme sobe de nivel.
Por fim no cast, Irons e ainda um aspirante a ator sem força para liderar um epico, ao seu lado Barks nunca comprobou aquilo que muitos pensavam que se poderia tornar depois de Les Miserables e nos secundarios muito pouco a registar.

O melhor – Alguns planos na neve russa

O pior – Um epico que nunca consegue ser


Avaliação - D

Sunday, March 26, 2017

Beauty and the Beast

Desde o momento em que foi anunciado este projeto que se percebeu que o mesmo se tornaria num dos maiores sucessos da disney, principalmente nesta sua nova fase de transformar os seus filmes mais conhecidos de animação em live action com a tecnologia de ponta atual. Este Bela e o Monstro foi desde logo um sucesso total nos trailers mas depois de lançado também em cinemas dando um pontape de partida estrondoso para a temporada dos blockbusters. Em termos criticos as coisas não foram tão unanimes com alguns a valorizar a capacidade tecnica do filme mas muitas outras vozes criticando a falta de magia do filme.
Sobre o filme eu considero a Bela e o Monstro um dos melhores filmes de animação da disney pelo que sempre pensei que poderia ter a tarefa facilitada nesta transposição já que em termos de argumento em si não deveria fazer grandes alterações. O filme acaba por seguir em linhas gerais o que já estava feito, tirando-lhe algum humor, o que me parece ser uma escolha estranha principalmente quando os blockbusters cada vez mais tem de ser descontraidos para funcionar, acabando por tornar o filme mais num musical, como já o primeiro tinha sido do que propriamente numa uma filme normal.
Mas e tecnicamente que o filme conquista em longa escala é impressionante a forma como a Disney consegue trazer a vida todos aqueles objetos que durante anos fizeram parte do nosso imaginario com um realismo e um espetaculo visual impressionante. O filme mais do que uma formula narrativa chama a si o nivel tecnico preparado tambem nas cenas e na forma como as mesmas facilmente estabelecem um paralelo com o que já tinhamos visto em banda desenhada.
Do lado negativo o cast do tridente principal que abaixo iremos detalhar, penso que num filme facil de funcionar nem sempre as escolhas foram as mais fortes para sustentar um filme de fama imediata, demonstrando que a disney sabe fazer dinheiro embora e estranho ir ver um filme e saber de toda a maneira o que vai acontecer de cima a baixo e nem a homossexualidade retratada acaba por alterar este sentimento
A historia e a conhecida da bela e o monstro, um jovem acaba por ficar aprosionada no castelo de um terrivel monstro de forma a libertar o seu pai, e percebe que tudo naquele castelo tem vida, fruto de um terrivel feitiço que tornou muitas das pessoas naquilo que não são.
Em termos de argumento nada de novo no filme, um ou outro apontamento na abordagem de uma ou outra cena sendo o restante o que já tinhamos visto anteriormente. Tem o marco do primeiro personagem homossexual que vale mais pelo dado historico do que pelo relevo do mesmo para a historia.
Billy Condom estaa um pouco na mo de baixo depois de ter ido completar a sequelas de Twilight, aqui tem um bom espetaculo visual no terreno onde sempre se movimentou melhor, ou seja o musical, temos luz e tecnica num regresso a um bom nivel de um realizador que estava algo desaparecido.
No cast as minhas duvidas nas escolhas, Watson embora por todos dito como a escolha natural, parece-me sempre repetitiva no naipe de expressões, acabando por ser sempre igual nas suas composições, não ainda demonstrando ser uma actriz de idade adulta. Evans e Stevens são ainda pequenos para um filme desta dimensão, principalmente o segundo, que na minha opinião sofre bastante quando lhe cai a mascara. O melhor a composiçao vocar de Ewan Mcgregor e Emma Thompson dando vida intensa a personagens que não meros objetos

O melhor – A valência tecnica de todo o filme.

O pior – O cast do tridente principal


Avaliação - C+

Saturday, March 25, 2017

Split

2017 começou em grande em termos daquilo que um filme pode esperar no sempre cinzento mês de Janeiro. M Night Shylaman há algum tempo afastado dos seus melhores resultados conseguiu com este filme novamente reunir algum valor critico, ainda que longe do que obteve no seu filme de estreia, mas tambem comercialmente este Split teve bons resultados principalmente tendo em conta a dificuldade natural que é estrear em competição com os filmes na corrida aos premios.
Eu confesso que estava algo expetante por este filme, quer pelo seu misterioso trailer mais acima de tudo porque muitos falavam na sua diferença. Mas confesso que quando o filme começa a desenvolver-se fiquei um pouco desiludido, desde logo porque o filme se torna algo circular até ao desenlace final, que acaba por tornar o filme bem diferente daquilo que estava a espera, tornando-o claramente mais serie B, muito irrealista, e nem o o aperitivo final torna na minha opinião este filme um dos melhores do autor, já que se torna redutor e simplista e tira a coerencia que muitas vezes um filme como este deve ter.
Ou seja o filme ate poderia ter uma premissa interessante a da luta pela sobrevivencia com a luta entre as diferentes personalidades da mesma personagem, nesse ponto e nessa introdução o filme até consegue ser promissor, contudo com o seu desenvolvimento penso que o filme torna-se repetitivo, não consegue ir muito para alem da premissa no que diz respeito ao potenciar da ideia, e a luta final e os lados passados do filme acabam tambem eles por serem pouto trabalhados e abandonados, fica a sensação que vamos ter sequela, mas ai penso que muito mais tem de ser respondido.
Shylaman tem alguns pontos muito comuns no seu filme, por um lado serem ou encaminharem-se para pontos que muitos pensavam que não seria a decisão do filme, os twist final, mas penso que o que diferencia os melhores dos piores filmes do realizador e a intensidade emocional do filme e aqui o filme so consegue algum destaque pela complexidade da personagem central e muito pela interpretação de Mccavoy.
A historia fala de tres estudantes que são raptadas por uma pessoa com multipla personalidade e entram em cativeiro tudo fazendo para sobreviver entre si, num espaço totalmente desconhecido.
Em termos de argumento temos de analisar o filme sob dois vetores, por um lado a base do filme, com a forma com que trabalha a personalidade multipla que me parece arriscada e corajosa, e que poderia ser uma boa base narrativa para o filme, e o seu desenvolvimento muito aquem daquilo que o filme poderia valer em si.
Na realização Shylaman tem uma forma particular de tornar ou os seus filmes demasiado negros ou demasiado claros em mudanças subitas, aqui temos mais na linha inicial, o seu açucar habitual no final do filme é sempre uma imagem de marca e aqui tambem tem.
O filme vive em demasia, por alguma fraqueza do guião da interpretação de uma James McCavoy em grande forma, num papel dificilimo, ele tem uma entrega notavel e é a alma mais forte do filme, num actor num ponto de maturação plena a estar atentos nos proximos anos.

O melhor – A interpretação de McCvoy

O pior – A premissa do filme se tornar no final num tipico filme de acçao serie B


Avaliação - C

Sunday, March 19, 2017

The Great Wall

Cada vez mais o dinheiro de mercados emergentes principalmente o asiatico tem chamado para algumas das suas produções figuras de renome. Neste que foi talvez o projeto mais ambicioso não americano foi Matt Damon que abandonou tudo, entre os quais um papel de oscar para protagonizar esta epopeia com muitos meios. O resultado critico ficou muito aquem do esperado com avaliações medianas tendencialmente negativas. Por sua vez comercialmente nos EUA o filme acabou por ser um floop tendo em conta o investimento tido em conta, algo que foi alterado nos mercados mais globais, sempre mais disponiveis para novas apostas.
Sobre o filme eu confesso que a forma de realizar do cinema oriental me parece algo repetitivo pela grandiosidade dos cenarios normalmente ser acompanhado por algumentos basicos que acentam em sequencias de luta bem montadas e mais que isso em cenarios e realizações de primeira linha. Este é mais um filme com esta bandeira, filmado na lingua inglesa mas com toda a inspiração oriental, apostando mesmo no lado imaginario de criaturas imaginarias para tornar tudo ainda maior.
E isto torna o filme pobre em novidade, pobre naquilo que significa enquanto obra isolada para o cinema e muito por culpa de uma historia de base repetitiva pouco complexa, e na maior parte do tempo previsivel ou mero pretexto para fazer funcionar um argumento que tem no epicentro as longas e cheias de efeitos especiais sequencias de acção.
Num momento em que quase os filmes de sequencias espetaculares de acção conseguem resitir no sempre complicado mercado global, parecia que existia espaço para mais, ainda para mais quando se trata da maior aposta do cinema chines em termos de investimento, fica a sensação que o medo de errar tornou tudo mais limitado em alcance.
A historia fala de um dois guerreiros presos pelo imperador que acabam por se tornar lutadores do exercito contra uns perigosos monstros que ponhem em causa a consistencia do imperio chines.
Em termos de argumento sabe muito a pouco aquilo que em termos de intriga o filme nos apresente. Ou seja parece sempre algo vazio, algo sem conteudo quer na dinamica das personagens quer mesmo nas motivações. O filme parece relaxar depois de apresentar as motivaçoes da luta e dar o protagonismo apenas aos efeitos.
Na realização Yimou Zhang e talvez um dos realizadores orientais apos Ang Lee de maior sucesso e habituado a gerir grandes filmes com orçamentos de hollywood aqui tem boas imagens num filme mais estetico do que competente. Gostava de o ver a sair do traidicionalismo de taiwan ou china.
No cast a opção de Damon por este papel em deterimento de protagonizar Manchester By the Sea vai ser considerado durante anos a opçao mais errada de carreira que há memoria, não apenas pela qualidade da segunda mas pelo vazio da primeira tendo em conta os padrões de Damon.

O melhor – A produção estetica do filme.

O pior – A falta de complexidade narrativa do filme


Avaliação - D+

Office Christmas Party

Cada vez é mais comum algumas produtoras aproveitarem partes do ano para fazerem filmes tematicos, um dos periodos mais aproveitados de variadissimas formas é o Natal. Este ano sob a forma de festa de uma empresa surgiu esta comedia, com muitos habitues do genero de forma a conseguir amealhar alguns dolares comercialmente. Criticamente assim como a maioria dos filmes semelhantes os resultados não existiram. Ja comercialmente e principalmente porque se trata de festas cada vez mais comuns os resultados foram interessantes sem nunca serem entusiasmantes.
Sobre o filme, cada vez mais a comedia apenas aposta ou em piadas, ou trocadilhos sexuais ou aposta totalmente no exagero de situações normalmente em festas. Aqui temos este segundo ponto e em termos comicos podemos dizer que a formula do filme ou raramente resulta, ou na maioria das vezes se torna repetitivo apostando apenas no exagero e no extremar de situações. Porque em tudo o resto o filme não existe sequer em personagens em narrativa e em dialogos.
Alias ao longo do filme nós esquecemo-nos de onde o filme vem e onde quer chegar em termos de intriga, principalmente porque essa é totalmente colocada de lado ou para apostar em sequencias de exagero por si so em festas, por sequencias comicas isoladas que na maior parte das vezes até acaba por nem funcionar ou pior que isso aposta em lados amorosos que nunca são realmente aposta na formula do filme.
Por tudo isto mais uma comedia de baixa qualidade igual a muitas que no final do ano passado foram apostas por diversas produtoras com o objetivo de ganhar algum dinheiro na epoca de natal. Penso que cada vez mais e importante alguma criatividade e inovação no cinema comico porque a formula ou está repetitiva ou está mesmo pouco funcional.
A historia fala de um proprietario de uma empresa e dos seus aliados que na tentativa de resolver o problema em que a mesma esta implementada fazem uma festa de natal com o objetivo de contratar um famoso funcionário que poderá dar a volta à situação.
Em termos de argumento a historia e totalmente vazia sobre todos os vetores de analise, principalmente a intriga básica e completamente posta de lado ao longo do filme, em termos de dialogos, ou absurdos ou inexistentes. Em termos comicos o filme também está longe de ser de primeiro plano.
Na realização um habitue de filmes comicos e alguem que gosta de potenciar o aspeto gráfico dos mesmos. A dupla de realizadores tem usualmente uma formula muito propria de funcionar colocando a camera ao serviço da piada, contudo aqui normalmente não funciona.
No cast podemos dizer que pouco ou nenhum risco, Bateman, Aniston, Park e Mckinnon em personagens tipicas que nada trazem ao filme, principalmente por serem pouco desenvolvida.

O melhor – A forma como leva a tradição natalicia para algo mais atual

O pior – A dificuldade do filme em ser engraçado


Avaliação - D

Saturday, March 18, 2017

Why Him?

James Franco é sem duvida nos dias de hoje o actor e realizador mais ativo de hollywood, e mesmo que grande parte dos seus filmes acabem por não ter qualquer visibilidade, principalmente quando fica atrás do ecra e normal todos os anos lançar um filme com objetivos mais comerciais. Este ano acabou por ser esta comedia familiar de fim de ano, opondo-se a Bryan Cranston alguem que nos ultimos tempos tem colaborado em diversos projetos com Cranston. O resultado critico do filme foi péssimo com avaliações essencialmente negativas. Por sua vez em termos comerciais, o grande foco do filme, o resultado acabou por ser simpático sem nunca ter sido brilhante.
Sobre o filme, eu confesso que o tema sogro namorado da filha em disputa me parece gasto principalmente depois do sucesso de meet the parents, contudo este consegue a todos os niveis ser mais irrealista e absurdo e um humor que tenta ser adulto e atual, acaba por só a muito espaço conseguir funcionar em qualquer ponto. Alias penso mesmo que é no estilo de humor que o filme não resulta nunca conseguindo dar realismo nem à situação e muito menos ao conflito existente, tornando-se numa das comedias mais absurdas e sem grança que foi aposta de grande estudio nos ultimos anos.
E o grande absurdo do filme centra-se na forma como a personagem central, interpretada por Franco é montada, a mesma não existe não tem qualquer sentido ou coerencia e tudo onde ela entra acaba por se tornar assim, ou seja um filme que a determinado momento questionamos quais seriam os reais objetivos do filme porque no final não conseguimos em momento algum ter qualquer opinião sobre o que acabamos de ver.
Contudo tem cada vez mais sido moda no cinema de comedia, ir ao exagero tirar as personagens dos sentimentos basicos e mais que isso dar um teor sexualizado a todas as situações e dialogos, isso tem tirado alguma da força pelo numero exagerado de comedias com esta base, que quase secou tudo o que possa ser feito noutro tipo de contextos.
Sobre o filme fala de uma familia tradicional que embarca para conhecer o namorado da filha e depara-se com um excentrico jovem multimilionário, com uma forma de ser completamente diferente daquilo que todos os elementos estão habituados, sendo que uns vão se habituando melhor a esta questão do que outros.
Em termos de argumento a base do filme, é um habitue em comedias familiares, a concretização vai muito para além do razoavel, não tem graça, não tem personagens as situações tem tanto de absurdas como de irrealistas e nunca consegue conduzir o filme para um climax que parecia simples, já que nunca consegue retirar uma das personagens centrais da linha total do absurdo
Na realização John Hamburg, argumentista usual de filmes de bem Stiller entre os quais o Meet the Parents, tem aqui uma copia parecida num contexto diferente deste filme por si escrito, com a diferença de com a tentativa de ter um humor mais gráfico condiciona todo o restante do filme.
Se no cast a forma como Franco por vezes nos dá coisas absurdas já não nos surpreende já que tem sido uma constante, Cranston parecia um actor em melhor forma mas que deviso a continua presença em filmes acaba por se tornar versátil mas menos funcional, principalmente quando aposta por filmes como este.

O melhor - Teste à versatilidade de Cranston

O pior – O Absurdo que o filme rapidamente se torna


Avaliação - D

Sunday, March 12, 2017

xXx: The Return of Xander Cage

Catorze anos depois de Vin Diesel ter conseguido mais uma saga de acção de sucesso que depois abandonou eis que chega o seu regressa 14 anos depois, nesta especie de James Bond radical. Os resultados foram proximos do primeiro filme, criticamente mediocre, sem grandes motivos de louros, mas comercialmente forte principalmente nos mercados mundiais já que nos EUA esteve longe do sucesso ainda mais quando pautou a sua estreia no sempre complicado mês de Janeiro.
Sobre o filme, confesso que achei XXX um dos piores filme em termos de argumento ou de trabalho de uma personagem pelo que a minha expetativa relativamente a esta reaparição estava longe de ser grande e isso acabou por ser confirmado num filme completamente vazio, com uma intriga que faz os filmes de serie B serem complexos, sem personagens, sem sentido e apenas longas sequencias de acção que mais que espetacular parecem querer dar algum exercicio de estilo aos seus personagens interpretados por atores claramente deficitarios em capacidades de interpretação. Por este filme e mesmo pela saga em si podemos dizer que estamos perante uma forma simples de ganhar dinheiro sem qualquer exigencia em nenhum dos pontos que prefaz o cinema.
Comercialmente é um filme inteligente ao ir buscar algumas das figuras maiores de bollywood e do cinema chines o filme garantiu um sucesso economico em mercados emergentes de muita gente e garantiu o seu sucesso critico algo que sabia que dificilmente iria conseguir em prol da sua intriga, do seu argumento ou do seu resultado, já que este é claramente falivel a todos os niveis que se pode avaliar.
Os unicos pontos muito pequenos que o filme ainda consegue ter algum exercicio de originalidade é na apresentação das personagens e nas curiosidades adjacentes às mesmas, acompanhado com algumas referências cujo sentido ainda e misterio a saga avengers. Ja que em tudo o resto o filme é um total deserto de ideias, de cinema e pior que tudo de sentido.
A historia marca o regresso de Xander Cage, o triple x do primeiro filme que regressa a atividade para tentar descobrir o que esta por trás da morte do seu mentor, e tentar garantir que uma caixa que domina o mundo não caia nas mãos erradas.
Em termos de argumento este é um dos filmes blockbusters dos ultimos anos com o maior vazio de ideias, quer no global quer nos detalhes. As personagens são manequins de lojas e o desenvolvimento narrativo capaz de fazer um filme de serie b ser nomeado para o oscar de melhor argumento.
DJ Caruso um tarefeiro de pouca qualidade de hollywood foi o escolhido depois de momentos de maior sucesso em hollywood em filmes de acção que tinha desaparecido. O seu trabalho com muitos meios não é o pior do filme, mas claramente também não consegue dar ao filme qualquer assinatura particular para alem de tarefeiro.
No cast é dificil avaliar actores em personagens tão limitadas e inexistentes como estas, Vin Diesel é sempre igual, os secundarios tiveram apenas uma presença comercial, apenas se questiona como Collette uma atriz com alguma qualidade aceita um papel num filme como este.

O melhor – A apresentação das personagens que ocupa segundos no filme.

O pior – Reavivar um franchising que todos já tinham percebido ser completamente vazio.


Avaliação - D-

Saturday, March 11, 2017

Kong: Skull Island

A saga dos monstros tem sido um dos projetos mais ambiciosos e ao mesmo tempo dispendiosos que hollywood tem entre as mãos. Depois do sucesso comercial e critico de Godzilla surge aqui o segundo filme que nos fala de King Kong e a sua origem. O resultado critico do filme foi positivo com avaliações positivas e comercialmente as coisas mesmo sem serem extraordinarias parecem ir no bom caminho.
Sobre o filme confesso que a ideia de reboot atrás de reboot demonstra bem a falta de ideias que hollywood neste momento vive e nem o facto de trazer argumentistas de renome como Dan Gilroy para ideias já existentes me convencem sobre esta forma de fazer cinema. Sobre esta ideia penso que a mesma e mais comercial do que ideologica e que tem como objetivo maximo pautar a capacidade do realismo dos efeitos especiais atuais mais do que em termos narrativos trazer algo de novo ao já existente. Nesse ponto o filme segue este ponto sendo tecnicamente irrepreensivel, conseguinto intensidade das sequencias mais marcantes com um estilo de realização que segue a assinatura que Godzilla já tinha tido.
Em termos de argumento pouco risco, e alguma capacidade do filme em detalhes cumprir todas as necessidades de um blocbuster funcional, com intensidade nos climax, filme com ideias simples e algum humor, onde sabe perfeitamente quais as personagens mais proximas do publico trabalhando-as do ponto de vista do humor, e com uma boa gestão de tempo.
Por tudo isto e facil considerar este filme um bom projeto em termos comerciais já que consegue ter os elementos todos que fazem um filme agradavel de se ver. Mesmo que estes valores sejam mais significativos do ponto de vista tecnico do que narrativo, penso que existem franchising em pior estado, sendo que esta saga dos monstros tem conseguido com realizadores novos conseguir convencer comercialmente e criticamente.
A historia fala da origem do rei King Kong, um grupo que tenta descobrir umas ilhas não identificadas na terra percebe que a mesma é vivida por estranhos seres liderados por um gorila enorme, que mais que causar perigo tenta defender o seu territorio.
Em termos narrativos de base o filme tem uma historia simples e limita-se a seguir nos parametros base aquilo que o filme já era. Consegue dar alguma força do ponto de vista de entertenimento com personagens simples e momentos comicos que potenciam melhor as sequencias de acção, mesmo nunca sendo prodigo em originalidade.
A realização de um filme como este é sempre complicado porque obriga a auxiliar efeitos especiais com tentativa de assinatura propria e o filme consegue isso, sendo Jordan Vogt-Roberts uma das grandes surpresas do filme, consegue imagens de primeira linha e um realismo interessante em sequencias de uma dificuldade muito elevada.
Nao e um filme que exija grande coisa dos seus seus protagonsitas e acaba por não ter grandes momentos de interpretação. Penso mesmo que as personagens centrais do filme são demasiado vazias, dando mais força as secundarias principalmente Johnny C Reilley que tem o papel de maior destaque no filme.

O melhor – O nivel tecnico do filme.

O pior – Os protagonistas pouco carismaticos


Avaliação - B-