Friday, December 02, 2016

Equity

O festival de Sundance é sempre prodigos em temas mais atuais, sobre a prespetiva de realizadores ou em inicio de carreira ou ausentes por maiores periodos. Um dos filmes que concorreu ao festival este ano foi este Equity sobre o mundo empresarial do ponto de vista das mulheres. Criticamente o filme foi bem recebido pese embora longe dos melhores registos do festival, mesmo assim e para um filme sem grandes nomes acabou por ser lançado em alguns cinemas e ultrapassar o sempre mitico registo do milhao importante para filmes menos visiveis.
Sobre o filme claramente que o rigoroso mundo empresarial de hoje em dia e a forma como as mulheres se movimentam nele, e um tema tabu por ser quem sabe uma abordagem sexista. Pois bem se existe algo o filme tem e coragem para abordar este assunto sob diferentes prismas de tres mulheres em busca do mesmo, sucesso. Nesse particular o filme tem uma ideia interessante de base e que poderia resultar num filme de primeira linha nunca intacto no que diz respeito a possiveis criticas.
Mas o problema e a execução, o filme baralha demais todas as personagens femininas para o filme resultar em algo concreto em termos de mensagem no fim, percebemos que as personagen sao demasiado cruzadas, e o conflito a liçao acaba por surgir não da forma mais funcional, muito por culpa de personagens algo difusas mas mais que isso por um argumento que nem sempre consegue ser objetivo nos seus propositos.
Para alem deste facto o filme tem problema de alguns papeis principais não ter grandes executantes, e acima de tudo querer não so ser um filme sobre financas e empresas mas tambem sobre investigação o que tambem aqui em termos de conteudo torna tudo um emaranhado nem sempre facil de resolver, e um filme por vezes algo aborrecido.
A historia fala de uma mulher de sucesso que acaba por ser a consultora financeira de uma empresa, enquanto ve a sua acessora a subir na relação com a mesma, e uma ex amiga interessada em possiveis fraudes do processo.
O argumento na sua base tem um principio, interessante funcional, e atual que poderia resultar num filme corajoso e funcional, pena e que o filme queira dar muitas personagens com os mesmos objetivos e querer diversos objetivos narrativos tornando tudo numa confusao com falta clara de objetividade.
Na realizaçao Meera Menon tem um trabalho simples, sem grandes meios quase sempre filmado como telefilme o basico numa realizaçao que claramente deu primazia ao argumento, contudo parece obvio que quando queremos ir mais longe temos de arriscar mais e Menon nem sempre o faz no filme.
No cast se por um lado Gunn já demonstrou ter intensidade para papeis versateis, alias passeou todos os seus atributos na serie Breaking Bad, aqui ate encaixa bem no papel de mulher de sucesso mesmo sendo um papel algo simples, o problema e quando os seus colegas de cast não funcionam até no mais facil papel como é o caso do gasto Purfroy e Alysa Reiner

O melhor – O tema de base

O pior – Alguns elementos do cast


Avaliação - C-

Thursday, December 01, 2016

Inferno

Ron Howard abraçou para si a adaptação dos mega sucessos do escritos Dan Brown e da sua personagen Robert Langdon, impulsionado pelo estrondo que foi Codigo Da Vinci o primeiro a ser adaptado. Pois bem depois de anjos e demonios surge inferno o mais recente dos livros e com um resultado muito parecido com os anteriores criticos, ou seja uma mediania baixa, principalmente tendo em conta a expetativa de muitos dos fas do livro. Ja em termos comerciais ao contrario principalmente de Codigo Da Vinci este filme teve resultados muito baixos e que podera colocar em causa a continuidade na existencia como prevista de novos livros.
Eu confesso que nunca fui fã de nenhuma adaptaçao ao cinema dos livros de Dan Brown, o que é estranho principalmente pela experiencia de um realizador como Howard e mais que isso por um protagonista de topo como Hanks. O que me parece desde logo e que Howard nunca conseguiu encontrar a roupagem ideal para a formula, uma abordagem artistica, e não fazer o filme como um tarefeiro de filme de ação ao passar por diversos paises mas no final temos um vazio na historia e na abordagem. Para alem desse facto neste filme foi mais longe alterando alguns dos aspetos do livro como o final, algo que como e obvio e sempre um erro principalmente num livro com tantos adeptos.
Mas não me parece que seja so na comparaçao com o livro e o facto de ser claramente mais pobre que o filme perde. Mesmo isoladamente é um filme com diversos defeitos, desde logo a estrutura narrativa e as absurdas visoes do personagem principal na primeira meia hora, não tem qualquer fundamente, sentido e ajuda a adormecer um filme que depois não tem corpo para ser emotivo, ganhar corpo, ganhar interesse e suspense junto ao espetador que apenas consegue acordar num twist com algum impacto mas que depois o filme acaba com uma sequencia sem climax, o que é mau principalmente para um filme que tem que ser declarado de acçao.
Do lado positivo algo que agora muitos filmes, principalmente grandes produçoes tem, o entrar dentro de diversas cidades neste caso Florença, Veneza e Istambul, para quem gosta de viajar pode servir como roteiro turistico já que como filme, e principalmente com a produçao em questão, era exigido um filme com mais impacto a todos os niveis, e não um filme cinzento, sem chama com optimos protagonistas.
A historia volta a centrar-se em Robert Longdon que acorda numa cama de hospital alegadamente depois de ter sido vitima de um atentado apoiado por uma jovem medica. Presseguido por diversas pessoas tem de tentar encontrar a razão e as suas memorias, enquanto tenta impedir a disseminação de um virus que porá em causa a existencia humana.
Howard e um realizador de extremos, ora funciona nos filmes mais baratos e com menos expetativa como o fez tão bem em Rush, como nos filmes de grande estudio não consegue ter qualquer assinatura, revestindo os filmes de uma simplicidade para realizadores de outra divisao. OU seja o que nos parece aqui é uma realização igual aos dois filmes anteriores, sem chama e sem arte e o filme e prejudicado por isso.
Falar de Hanks em qualquer papel é falar de competência, pena é que o unico persongem que ele repetiu ao longo dos anos seja um dos mais vazios e simples da sua carreira, não exigindo qualquer um dos atributos que tem no seu extenso leque. Junto a si Jones e Forster que querem mais mediatismo pois interpretações tem noutro tipo de filme.

O melhor – As cidades.

O pior – Ao terceiro filme ainda não terem encontrado o registo certo que potencie a historia


Avaliação - C-

Tuesday, November 29, 2016

Ben-Hur

Os remakes estão na moda em Hollywood, quer dos maiores sucessos quer dos filmes que acabaram por ganhar algum mediatismo com o passar do tempo. Um desses miticos filmes foi sem duvida Ben Hur, um filme apetecivel de remodelar, principalmente tendo em conta a inovação tecnoclogica entretanto desenvolvida. O corajoso Bekmambetov com uns resultados completamente desastrosos desde o ponto de vista critico com avaliações essencialmente negativas quer comercialmente onde a produção carissima do filme resultou num desastre no box office.
Sobre o filme confesso que a ideia de fazer um remake de ben-hur me pareceu desde logo disparatada, porque o primeiro filme está muito presente em todos nós pela forma como já foi transmitido inumeras vezes na televisão, e porque é um classico do cinema, dai que uma adaptação de um filme com estes atributos apenas poderia ser feita com algo de novo, algo que o filme nunca consegue, para além de alguma competência tecnica registada com go pro, na base o filme é repetitivo e nem sempre com os melhores executores.
Alias o unico ponto onde o filme poderá funcionar é no obvio da tecnologia, ou não fosse um filme com uma produçao milionária, depois varios erros em diversos pontos, desde logo no cast, recheado de atores em principio de carreira e ainda sem carisma para suportar um filme como este, o facto do argumento que muito pese teve no passado ja ter sido diversas vezes adaptado em diversas vertentes e por fim a caracterização fisica das personagens, com erros que nos fazem pensar do profissionalismo principalmente do guarda roupa.
E para um filme tão tecnico como este, estreado no verão para grandes audiencias o resultado é claramente insatisfatorio, mesmo que a historia facil e conhecida permita um entertenimento rápico, com a velha semântica da vingança que nos junta sempre ao ecrã, certo é que quando nos debruçamos sobre aspeto a aspeto do filme encontramos muitos problemas e muitas deficiencias para um filme de primeira linha produtiva de hollywood.
A história e a conhecida de Ben-Hur dois irmãos adotivos que cresceram juntos que por motivos de diferença de religião se encontram em dois lados diferentes de um conflito que acaba por por em questão a amizade transformando-a numa rivalidade.
O argumento é conhecido e no filme pouco ou nada é inovado, claro que num filme com este peso alterar o que quer que seja é preocupante, mas num filme como este e principalmente por alguma dasatualização da historia ficaria melhor e com mais impacto alguma alteração.
Na realização o Bekmambetov, o realizador russo que já nos tinha trazido Wanted, tem claramente mérito pela grandiosidade produtiva do filme mas claramente demérito por algumas escolhas e algumas falhas em termos produtivos, impensáveis num filme com esta dimensão. Ele que desde Wanted não conseguiu retomar o caminho para o sucesso.
Em termos de cast muitos erros de palmatoria, um filme com esta dimensão só podia ser seguro por protagonistas consagrados e não um Houston que até cortar o cabelo está longe de ser simbolo de qualquer virilidade, por um Kebbell que coleciona filmes onde parece sempre a mesma personagem, e por um Morgan Freeman rastaman sem grande sentido. Parece-me que é no cast que o filme começa a perder dimensão.

O melhor - O entertenimento está lá.

O pior - Falhas de produção de um amadorismo inconcebível.

Avaliação - C-

Monday, November 28, 2016

Almost Christmas

Produtores, atores e realizadores afro americanos de uma segunda linha do cinema americano têm de estar muito contentes com o facto de Tyler Perry ter criado uma industria de cinema só nesta comunidade cada vez maior e influente em Hollywood. Este ano por parte de um dos seus executores surgiu um filme simples de natal, com resultados criticos mediano o que até acaba por ser bom para o genero, já comercialmente as coisas correram bem com campanhas com limites sempre bem definidos.
Filmes sobre familias reunidos e os conflitos acesos no Natal é algo que sempre foi comum há decadas com resultados normalmente semelhantes ou seja filmes com pouco alcance, esteriotipados mas que servem de warm up para o espirito natalicio. Este filme e em termos narrativos mais do mesmo, conflitos familiares, muitos deles so porque sim, conflitos que parecem arruinar todo o natal salvo pelo gongo. E se aqui o filme é igual a muitos outros o filme perde em termos de espirito natalicio. Aqui penso que o filme podia ser mais trabalhado, mas sequencias de mesa, de noite de frio, muitas das vezes apenas um ou outro efeito separa o filme de qualquer outra reunião de familia.
Outro dos pontos que muitas vezes o filme nem sempre funciona e na forma como tenta gerir o lado dramático e equilibrá-lo com o lado mais comico, parece que tem sempre mais força o lado dramatico, mesmo que o filme por vezes esqueça vertentes como a dos medicamentos do jogados ou mesmo a forma como personagens em conflito desaparecem sem resolução, nesse particular parece um filme pouco trabalhado e algo imaturo, mesmo que me pareça que nos conflitos o filme funciona melhor do que na pouca graça que tem.
Ou seja um filme de natal, igual a muitos outros, com um espirito positivo de familia, com alguns ingredientes embora com muitos outros em falta, de um estilo de cinema em expansao mas que ainda falta um grande filme que seja simbolo do mesmo.
A historia fala de quatro irmãos que se deslocar a terra natal de forma a passarem o natal com o pai, depois da morte da mãe, com muitos conflitos latentes quer entre eles, quer individualmente os cinco dias serão mais que um teste a familia.
Em termos de argumento temos um filme de espetro curto, ou seja um filme com objtivos muito diretos, nem sempre muito trabalhado e um equilibrio de generos pouco interessante. Tambem em personagens e em dialogos mais do mesmo.
No que diz respeito a realizaçao, um filme como este pede espirito natalicio, e nem sempre Talbert consegue ter, talvez no fim com a luz, já que grande parte do tempo me parece um filme demasiado claro e cujas circunstancias poderiam ser diversas. Num filme como este tudo poderia ser mais trabalhado para espirito natalicio.
Este tipo de filmes tem lançado as suas proprias figuras como Gabriel Union, Omar Epps, entre outros, sao filmes pouco exigentes normalmente tipico de telenovelas, mas que preenchem carreiras menores com algum interesse. Do lado dos consagrados um Glover completamente fora de forma, e uma Monique que depois do oscar não se dedicou a uma carreira de cinema que poderia ser interessante.

O melhor – O sentimento familiar

O pior – O esteriotipo ligeiramente mais vazio em termos de espirito natalicio


Avaliação - C

Saturday, November 26, 2016

Fantastic Beasts Where to Find Them

Depois do sucesso univesrsal que se tornou Harry Potter quer na literatura quer no cinema, era obvio que JK Rowling teria de rentabilizar este produto principalmente no seu universo. Dai que não estranhou esta prequela bem longinqua com novas personagens e algumas que a espaços tinham entrado na serie mais rentavel do cinema. Para o primeiro filme podemos desde logo dizer que criticamente os resultados foram proximos com avaliações essencialmente positivas. Comercialmente as dificuldades foram maiores pese embora os bons resultados principalmente por não ter as figuras mais mediaticas e o paralelismo com a saga do pequeno feiticeiro não ser tão obvia.
Sobre o filme eu confesso que no final os filmes Harry Potter conseguiram dar a magia dos livros e isso so e possivel devido a uma excelente produçao que foi colecionando filmes interessantes, uns mais que outros. Neste filme temos o mesmo espirito pese embora num contexto diferente os EUA, por outro lado temos muita dificuldade na introdução do filme, não so as personagens não sao logo interessantes, como o filme deixa-se adormecer numa primeira hora de cinema demasiado lento.
Confesso que ao intervalo pensei que era um total despredicio de tempo, muito por culpa de uma personagem central cheia de tiques que me faz questionar se Redmayne não consegue fazer personagens sem tiques constantes e até exagerados. Mas na segunda parte o filme consegue ser mais intenso, consegue ser mais abrangente e abrir um espetro quem sabe para uma saga mais longa com uma questão politica clara e salva um pouco um filme que inicialmente estava a ser demasiado enfadonho para um produçao para diversos publicos alvo.
No final saimos com uma clara noçao que o filme vai do menor ao mais, que mesmo assim ainda fica longe dos melhores Harry Potter, que as personagens terão bem mais dificuldade de se sublinhar junto do espetador e que provavelmente vamos ter na base um filme bem mais maduro e para adultos do que Harry Potter. Mas parece-me que a amostra poderia ter ficado muito condicionada por uma primeira hora de um filme narrativamente confuso e sem chama.
A historia fala de um feiticeiro que se desloca a Nova Iorque acompanhado de uma pasta cheia de criaturas estranhas que acabam por se libertar e criar o panico numa cidade que ainda não vive enraizada com os magicos.
O argumento do filme tem diversos momentos uma primeira parte desorganizada, confusa, que não introduz o melhor das personagens e uma segunda parte mais capaz, que lança um debate interessante e maduro, e que consegue mais caracteristicas relacionadas com filmes para grande publico, como acção e sentido de humor.
Yates e o realizador natural deste filme depois de ter concluido os ultimos quatro filmes de Harry Potter, aqui consegue dar o contexto ideal, trabalhando como sempre fez, bem como os efeitos de ponta. Assim como aconteceia com a maioria dos Harry Potter o filme perde principalmente por faltar alguma assinatura.
Sobre o cast, parece-me que é um filme onde as personagens são demasiado caricaturas demasiado presas a tiques muitas vezes sem sentido, tendo maior dimensão na personagem central que chega a ser irritante a forma dela andar e falar. DO lado dos vilões quer Miller quer Farrel estão longe de ter qualquer tipo de dimensão num filme que exigia mais impacto nas intepretações.

O melhor – A forma como lança o debate da forma como convivem duas realidades

O pior – A primeira hora enfadonha de cinema sem chama


Avaliação - C+

Sunday, November 20, 2016

Hell or High Water

Existem pequenos filmes que pouca expetativa lançam em termos comerciais, mas que impulsionados por boas recepções criticas acabam por se tornarem maiores. Isto poderá ser o caso deste pequeno filme que estreou silenciosamente em Agosto, mas que devido a uma excelente recepção critica e uma interessante carreira comercial, surge agora em algumas listas como candidato aos premios em algumas categorias, mesmo sendo claramente um filme mais pequeno, certo é que na corrida já se encontra e isso pode já ser considerado meritório.
Se existe critica que normalmente ocorre aos Western e a forma como tudo é demasiado serio ou violento, na forma como repete os temas a abordar. Pois bem este filme, mesmo contemporaneo aborda o interior americano com todas essas caracteristicas mas dota a historia de personagens tão interessantes e tão diferentes que torna cada momento como uma boa recepção de bom cinema e de bom argumento, não precisa nunca de ter uma historia completamente diferente ou de ser original na base quando no seu conteudo e cada cena e potenciada ao maximo pelo carisma e caracteristicas da maioria das personagens e pelos dialogos de primeira linha em Hollywood.
Isso pode não chegar para grandes premios que normalmente valorizam bases mais fortes do que a velha historia dos policias e ladrões, mas este e o tipo de filme que demonstra que mesmo historias de base conhecidas podem ser potenciadas caso exista força e creatividade nos diferentes momentos do filme, e nesse balanço o filme é muito interessante já que é engraçado quando o tem que ser, e é muitas vezes é o western duro na sua essencia e por isso é claramente um dos filmes mais surpreendentes pela positiva do ano.
Mas em termos de brilho não podemos esquecer a excelente banda sonora composta por Nick Cave que da o contexto ideal de um interior parado no tempo e mais que isso na forma como cada preseguição se torna mais carismatica. Ou seja um western bem montado nas bases e requintados com atributos de argumento de primeira linha.
A historia fala de dois irmãos assaltantes de banco com um proposito definido que começam a ser investigados por dois policias locais, tendo em vista a captura do duo que causa o terror nas cidades do texas profundo.
Em termos de argumento como já disse não temos uma historia de base particularmente diferente, ou um filme com uma essencia sublinhada de primeira linha. Mas a forma como potencia uma historia comum em mais de hora e meia de dialogos impontentes que fazem crescer personagens e com um sentido de humor de primeira linha, faz deste argumento algo a ter em conta em termos de premios.
Na realizaçao Mckenzie tem aqui o seu filme mais mediatico pese embora já anteriormente tenha chamado a atençao da critica em filmes menores, aqui sabe perfeitamente o que o filme lhe pede, o lado wild do territorio, o lado duro, de um realizador que tem um bom trabalho de western profundo abrilhantado pela banda sonora. A ter em conta no futuro.
No cast excelentes interpretaçoes quer de Foster quer de bridges, eu particularmente gosto mais do papel do primeiro do que do segundo, embora seja mais facil gostar do segundo. Foster e um camalião a cada filme pode dar vertentes diferentes e sempre com uma intensidade tremenda, merecendo já outro tipo de destaque em Hollywood. Já Bridges quando os filmes vão para o contexto de interior movimenta-se como uma luva. No protagonismo Pine melhor que o usual mas ofuscado pela companhia.

O melhor – Os dialogos de um argumento de primeira linha

O pior – A historia de base poderia ter mais sumo


Avaliação - B+

Life on the Line

Existe fases de carreiras de actores que conseguiram muito mediatismo que não é facil de lidar, não só pelas controversias de quem está mais longe do sucesso mas acima de tudo pela dificuldade em continuar a ser protagonista de filmes de primeira linha. Essa e a fase em que se encontra neste momento John Travolta colecionando filmes de serie B. Este é mais um que apenas um ano depois conseguiu estrear em alguns cinema nos EUA com um anonimato complexto e mais um desastre critico a somar a muitos outros que o ator vai colecionando nos ultimos anos.
Este é claramente um daqueles filmes que percebemos que defende uma causa nobre, ao homenagear os trabalhadores das linhas eletricas e os perios inerentes à sua profissão e é de louvar os ultimos dois minutos de imagens que o filme entrega no fim de forma a dar propaganda a instituições de apoio as familias das vítimas, e nisso e uma vez que nem sempre é olhada como uma profissao de grande risco o filme tem claramente um valor social assinlável.
Mas os pontos positivos do filme acabaram por aqui já que em termos de filme em sí é um autentico desastre a todos os niveis, desde logo narrativamente onde as personagen agem sem grande lógica onde mudam de opinião de minuto a minuto, sem qualquer consistência e mais que isso sem qualquer fio condutor, muito do que vimos não tem razão de ser e o que vem a seguir ainda pior. Temos filosofias de vida dos anos 50 como a defesa da mulher nascida para casar e mais que isso temos momento em que determinadas personagens mudam de opinião minuto apos minuto, tornando o filme completamente inarrável em diversos setores.
Mas não se fica pelo argumento a forma como o filme nunca funciona, em termos de realizaçao o filme insiste em nos dar modificações do ceu, a prespetivar mudanças climatéricas totalmente formadas digitalmente, o que não só é mal feito como demonstra muita da pregiça que esta inerente a todos os preceitos do filme. Neste momento exigimos muito mais para um filme que estreia ainda que em poucos cinemas.
A historia fala de um trabalhador de linhas eletricas que cuidou da sobrinha, cujo pai morreu num desastre elétrico. Numa altura em que esta tenta escolher entre a familia e a profissao, uma nova tempestade acaba por exigir um risco na sua profissao.
Em termos de argumento e não colocando de lado o valor de alerta e social do filme para com esta classe, como filme o argumento é pessimo em todos os sentidos, na construção e desenvolvimento das personagens, na forma como estas se alteram, na falta de um plano global e numa história cheia de cliches de domingo à tarde, penso que não existe espaço na primeira linha de argumentos para filmes como este.
Na realização um desastre igual Hackl não e uma figura de referência do cinema e por este caminho vai continuar no direto para aluguer, a insistência em sequencias de ceu digitalmente mal criadas é dos piores apontamentos que recentemente vi num filme filme e isso é claramente pessimo.
No cast Travolta nunca foi um actor com recursos de primeira linha pese embora esteja ligado a grandes filmes. Nos ultimos anos e muito pela sua estranha aparência fisica tornou-se ainda mais limitado em termos de expressão, e neste filme tudo é ainda mais potenciado por uma caracterização e uma construção de um papel que não ajuda. Bosworth mesmo tendo também ela muitas dificuldades não parece tão mal

O melhor – O valor social dos ultimos dois minutos.

O pior – As persoangens e as suas mutações constantes e sem razão.


Avaliação - D

Saturday, November 19, 2016

Hacksaw Ridge

Demorou dez anos o regresso de Mel Gibson à realização depois de um período de interregno depois de duas obras controversas mas que vincaram o seu caracter controverso. Depois desta paragem Gibson apostava numa história mais convencional para todo o público, pese embora insista no tema da religião. A expetativa resultou já que comercialmente e pese embora o filme não tenha estreado em tantos cinemas os resultados foram sustentados. Por seu lado criticamente foi bem recebido nas primeiras visualizações, contudo poderá ser insuficiente para lançar o filme nas nomeaçoes aos oscares mas o futuro o dirá.
Gibson tem algumas caracteristicas bem vincadas como realizador que o tornam bastante singular, principalmente na crueldade e realismo das sequencias mais violentas, e neste filme temos essa assinatura bem vincada em algumas das mais realistas, duras e intensas cenas de batalha dos ultimos tempos, e nisso o filme é imperial, marcante e eleva-o para o topo dos filmes de guerra, ou não fosse o filme realizado por alguem tão prefecionista como Mel Gibson.
Pelo lado negativo quando se fala de um filme baseado em historia real espera-se um filme dual, um filme complexo e nisso o filme não consegue ser acaba sempre por ter uma abordagem para grande publico, simpatica com a personagem, tornando muitas vezes o filme mais de um heroi de acçao do que propriamente uma adaptaçao da realidade, eu compreendo que realizadores a procura de um espaço tenham este tipo de abordagem extremamente cinematografica da historia com truques esteriotipadas, como o mau que vira bom, ou como o salvo pelo gongo, mas num realizador como Gibson e depois do realismo das imagens existe diversas sequencias de cinema puro de ficção que não ficam bem neste tipo de adaptaçoes.
Mesmo assim o realismo de Gibson e a força das suas imagens prevalece perante estes defeitos e o resultado é um filme competente de grande impacto, onde mesmo na fase inicial Gibson consegue tornar o filme descontraido como dando um relaxante para o que vem a seguir e nisso Gibson e experiente na procura do publico. O filme consegue ter humor e intensidade mas por vezes é demasiado Hollywoodesco na tentativa de fortalecer uma personagem que pelo feito já seria forte.
A historia fala em toda a vida de um jovem objetor de consciencia que tudo faz para ir defender os EUA na segunda guerra mundial no Japao. E no campo de batalha os seus feitos em salvar da morte diversos colegas de guerra sempre recusando empunhar qualquer arma de fogo.
Em termos de argumento parece obvio que a historia de base e de primeira linha, contudo a adaptação parece.me demasiado standartizada naquilo que funciona em filmes de acção americanos, e isso faz o realismo e o inspirado em factos reais nem sempre nos convencer com a sua autenticidade, principalmente na caracterização das personagem principal.
Se existe algo que sabemos que Gibson é, é bom realizador e a forma com consegue construir realismo e força nas imagens é algo que absolutamente esta comprovado e neste filme faz novamente num genero que não tinha abordado como a guerra contemporaneo. Claramente a grande mais valia do filme.
Em termos de cast temos um terreno agridoce, mesmo na construção de Garfield, se existe momentos em que o actor consegue uma intencidade e uma autenticidade de primeira linha, por outro lado por vezes falta-lhe realismo, talvez por alguma ma construçao ou exagero na definiçao da personagem. Parece sempre mais confortavel nas exigencias fisicas do papel do que propriamente no seu nivel mais dramatico. Nos restantes boa escolha de Weaving o melhor papel do filme, e claramente um erro de casting em Vaugh o filme pede outro tipo de actor, e a sua ironia descontrai o filme mas muitas vezes é exagerada.

O melhor – A realizaçao de Gibson

O pior – A forma como quiseram tornar as caracteristas e as motivações da personagem um exagero demasiado cinematografico


Avaliação - B

Friday, November 18, 2016

Bastille Day

Existe filmes que todas as conjecturas até poderiam conduzir a um sucesso mas que um simples acontecimento muda tudo. Isso foi o que aconteceu a esta produção europeia que teve a infelicidade de estrear um dia antes de um ataque terrorista em França concretamente no dia da Bastilha. Isso fez com que o filme acabasse por ser atrasado e não fosse um tema bastante interessante para o publico. Talvez por isso apenas meses depois e em cinemas seleccionados o filme estreou nos EUA com resultados que aparentemente serão curtos. Em termos comerciais a mediania típica de um filme de acção.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que o facto de ser um filme de terrorismo incomum em que tais ato são uma manobra de contra terrorismo acaba por o diferenciar pelo menos na base da maioria dos filmes semelhantes. Para alem desse facto, o centrar de atenção num pais europeu também altera um pouquinho as bases usuais deste tipo de filme de acção.
Mas a novidade acaba-se por ai, depois torna-se num estereotipado e nem sempre interessante filme de acção, com as típicas traições e os bons americanos, algo que me surpreende principalmente sendo uma produção TF1, sequências de luta e de acção pouco espectaculares e quase sempre demasiado previsíveis, e uma ou duas tiradas de humor em personagens completamente uni dimensionais não chegam para elevar o filme para outro patamar de entretenimento. O resultado é o típico filme de domingo à tarde muito próximo de outros filmes que vão direitos para aluguer com outros protagonistas.
Quanto ao paralelismo com a realidade o filme tem pouco, nunca se trata de atos terroristas religiosos mas sim um fundamentalismo criado nas sociedades orientais e nisso o filme é original e alerta para essa possibilidade. Parece sempre um filme muito mais bem escrito do que concretizado demonstrando ainda existir diferenças na forma como um filme de ação pode atingir certa complexidade e estrutura em produções mais hollywoodescas e a dificuldade que ainda tem em produções europeias.
A historia fala de de carteirista que de repente se vê envolvido num ataque terrorista e nesses momentos começa a ser investigado por um agente do CIA que tenta descobrir a origem do referido ataque.
No que concerte ao argumento podemos dizer que a estrutura do filme principalmente na forma como enreda o ataque e os seus autores temos alguma originalidade no filme, na concretização nem tanto, o filme parece demasiado estereotipado, pouco complexo com situações de humor colocas à pressa, fica a ideia de que com a base do filme e algo mais pensado e racional poderia sair um bom filme de ação.
Na realização James Watkins surpreendeu-me pela positiva em terror com a sua mulher de negro. Aparentemente os filmes de acção são mais fáceis de entusiasmar mas neste caso parece-me claramente menos interessante o seu trabalho, muito previsível, muito colado com o que já fizeram na saga Taken, o filme acaba por neste aspecto não ter qualquer elemento diferenciador para um realizador que anteriormente tinha criado uma expectativa positiva à sua volta.
O filme tem alguma inteligência na escolha dos atores, Elba está em boa forma e com um bom conceito comercial, funcionando bem como herói de ação, e Madden é um produto da famosa Guerra dos Tronos. Contudo se o primeiro já demonstrou atributos de um ator completo, aqui o filme nada lhe pede do que carisma e disponibilidade física o que é fácil para ele, mesmo sendo óbvio que se trata de uma das personagens mais desinteressantes que lhe foi dada. Madden não parece ter tantos recursos para alem de principal em filmes pouco exigentes.

O melhor - A forma como o argumento nos dá uma nova versão do terrorismo.

O pior - O filme ser sempre demasiado previsível e estereotipado
na sua concretização.


Avaliação - C

Thursday, November 17, 2016

Don't Think Twice

Se existe um tipo de hollywood e normalmente o genero da comedia gosta de homenagear é o precurso até ao sucesso de um comediante. Neste filme temos a comedia de improviso sempre com a ambiçao do sucesso. Talvez por isso este filme mesmo sem figuras pelo menos no cinema de primeira linha tenha obtido excelentes avaliações, na forma como da imagem a muitos grupos de teatro em Nova Iorque e a forma como todos ambicionam o mesmo. E obvio que uma comedia, ainda para mais não declarada tem alguma dificuldades quando não tem nenhuma figura de montra mas mesmo assim para as ambições dos filmes os resultados foram sustentados.
Uma das coisas que eu gosto nos filmes é quando eles entram em mundos ou realidades das quais conhecemos pouco, como o teatro de comedia em Nova Iorque e as lutas e as formas, e nisso o filme e interessante na forma como descreve o grupo de teatro, com as suas rotinas, com o seu estilo e principalmente com as suas limitações, e nisso é um filme maduro, que nunca procura a gargalhada fácil embora seja uma comedia. Parece muitas vezes levar o tema a serio tornando-se num filme muitas vezes mais dramatico do que comico, o que não é facil pela forma como o filme facilmente poderia ir noutro sentido e acaba por ser nesta escolha que o filme em termos de resultado final funciona.
Claro que se vamos procurar uma comedia de gargalhada facil, ou se vamos a espera do estilo de humor de keegan-Michael Key saimos defraudados pelo filme, que tem um estilo muito mais pausado, muito mais vertido nos dialogos do que propriamente numa comedia mais fisica, embora por vezes a utilize principalmente em espetaculos, e nisso o filme consegue ao mesmo tempo ter força entre os personagens nas suas diferenças e no coletivo mas mais que isso na forma como demonstra bem a dificuldade da arte independente.
Pelo lado negativo o excesso de hipsterismo da personagem central de Sam, tudo bem que o filme queria escolher esta personagem como veiculo da mensagem, mas por essa forma e por querer carregar toda a dimensao pedagogica numa unica personagem tira bastante realismo a mesma na forma em que as suas escolhas são incompreensiveis e a falta de dialogo da mesma torna-a num figurante com destaque de protagonista.
A historia fala de um grupo de amigos protagonista de um grupo de teatro de improviso que tem como sonho chegar a televisao, todo o grupo acaba por entrar em conflito com alguns aspetos na vida de cada um que altera a dinamica de grupo, ao mesmo tempo que tem de lutar por sobreviver como grupo.
Em termos de argumento o filme tem opçoes muito inteligentes, desde logo o tom do filme em não optar pela comedia facil, e levar o seu objetivo a serio. Pena e que por vezes principalmente nos espetaculos as coisas não saiam tao engraçadas como dialogos menos ensaiados no filme. Em termos de personagem claras contradiçoes na personagem central, parece ser claramente um desiquilibrio no balanço entre as personagens.
Na realizaçao Mike Birbiglia tem uma trabalho simples, ele que tambem protagoniza o filme parece muitas vezes ter o filme como uma autobiografia pela forma como da as sequencias ao seu personagem e como por fezes enfoca o seu ponto de vista. De resto interessante o clima de proximidade que faz nas sequencias de espetaculo.
No cast pouca dimensão e por conseguinte pouco ou nenhum jogo de risco. Nos destaques mais positivos Chris Gethard parece ser aquele que melhor balança entre o humor e o lado mais dramatico quando o filme lhe pede, por outro lado Gillian Jacobs demonstra capacidade mas perde com a ambiguidade da personagem.

O melhor – O filme encontrar o tom certo numa comedia seria

O pior – As incongruencias da personagem Sam, pelo peso moral que lhe é dado


Avaliação - B-

Pete's Dragon

Nos últimos anos a Disney tem apostado em tornar algumas das suas histórias conhecidas dos mais pequenos em filmes de real action. As historias mais conhecidas tem sido lançadas em plena febre da epoca alta, enquanto outras acabam por estrear de uma forma mais silenciosa, em meses menos fortes como foi o caso deste filme. Em termos de resultados o filme conseguiu os seus objetivos, boas avaliações criticas o que acaba por ser uma necessidade da qualidade disney e em termos comerciais tendo em conta o mês de estreia podemos considerar os resultados aceitáveis se bem que longo do padrãs disney.
Sobre o filme podemos dizer que a Disney sempre nos habitou a filmes com emoção, graça e técnicamente inovadores, neste filme temos muito pouco destes elementos com excepção do primeiro. Se em termos emotivos e principalmente na forma ternurenta como a relação central é caracterizada e filmada o filme funciona, por outro lado para um filme para mais pequenos parece que o filme tinha espaço para mais graça, para mais descontracção o que acaba por nunca ter, tornando-se um filme maçudo para os mais pequenos já que a meia hora inicial e um conjunto de interações entre o menor e o dragão sem fala e repetitiva. Por fim em termos técnicos também me parece claramente que se trata de um filme menor da disney, o efeito do Elliot está longe de ser convincente parecendo quase sempre uma animação basica num filme real.
Por tudo isto parece-me que o filme é demasiado pequeno nos seus elementos principalmente quando comparado com outras adaptações da Disney, se bem que todos sabemos que em termos narrativos a historia é a conhecida e pouco ou nada se poderia alterar, mas nos adereços e principalmente técnicamente parece um filme pouco potenciado e quase sempre com os elementos necessários em dose muito limitada.
Claro que podemos sempre pensar que se trata de um filme para crianças que é a adaptação de uma historia antiga, e nisso claramente que temos fidelidade ao original, também é verdade que não tentar ser engraçado é melhor do que tentar ser e não funcionar, mas a ideia que fica é que com a Disney a tentar dar potencial a esta historia, com o leque de atores em questão o filme deveria ser bastante mais marcante do que uma obra de visionamento rápido.
A historia do filme é a conhecida do Pedro e o Dragão, o menino selvagem que é criado com um dragão na montanha, até ao momento em que acaba por ser encontrado e conduzido para uma familia o que coloca a descoberto o seu amigo.
Em termos de argumento o filme é demasiado básico, limita-se ao estritamente necessário, falta-lhe alguns elementos que normalmente a Disney coloca nos seus filmes, principalmente personagens mais profundas, sentido de humor e alguma actualidade. Resume-se assim uma adaptação simples da história conhecida.
David Lowery é um realizador que vem do cinema independente com bons resultados criticos, aqui na passagem para grande estudio podemos dizer que esperavamos mais autor, o filme é demasiado simples, nem sempre os efeitos especiais são os melhores, e salva-se pelo contexto de interior americano verde que dá boas paisagens mas pouco mais. O filme é recheado ainda de incongruências temporais e de lógica de espaço.
Em termos de cast o filme é rico, ter no mesmo filme Dallas Howard e Refdord podemos dizer que é muito bom para um filme de crianças que nunca pede muito aos seus protagonistas. Nos mais pequenos parece obvio que Oona Laurence tem mais carisma e mais atributos do que Oakes Fegley, o que contradiz o facto do segundo ser o protagonista do filme.

O melhor - Quem gosta da fidelidade da história de base.

O pior - Os efeitos especiais e as incongruências temporais e de espaço.

Avaliação - C

Sunday, November 13, 2016

The Wild Life

Cada vez mais assistimos a produções europeias de animação baseadas na forma como os grandes estudios americanos produzem os seus maiores sucessos. Contudo normalmente os resultados sao bem diferentes. Este ano uma produçao belga e francesa reinventou a historia de Robinson Crusoe. O resultado comercial e critico foi um desastre para um filme que pareceu conseguir o mais dificil que foi uma expansao grande do filme nos EUA.
Sobre o filme podemos dizer que se em termos produtivos até já conseguimos encontrar alguma qualidade nas produções europeias, na forma como conseguem com um aspeto realista criar não so seres humanos mas tambem circunstancias como à chuva e o molhado, em termos narrativos o que serapara a industria de hollywood das restantes em termos de animação é gigantesco. Ou seja aqui apenas podemos contar uma historia sem nunca esperar uma moratória associada de referência, um ensinamento um valor moral, e este filme é mais uma prova dessa diferença.
Mas o problema deste filme não é apenas esse, o que temos visto é que na falta de ideias originais para animaçao estes estudios tem adoptado versões de historias conhecidas ligeiramente alteradas, mas que caem no erro de alterar o que é historico e o que foi marcante, como é o caso deste filme, alegadamente sobre Robinson Crusoe, que mais não é do que um mau madagascar numa ilha deserta, sem a graça e sem a força das personagens que os filmes de hollywood de animação conseguem ter.
E visto as dificuldades quer na linhagem narrativa central, quer na forma como a mensagem também quase não existe sobrava analisar a decoração, os promenores, as curiosidades que o filme nunca tem, nem faz qualquer esforço para ter, é um filme direto, nâo perde tempo em embelezamento circunstancial, o que numa boa historia poderia ser dispensavel, num filme sofrivel como este era o que poderia dar um condimento que o tirasse de uma total mediocridade.
O filme fala sobre uma abordagem à historia de Robinson Crusoe, desde o seu naufrágio até a forma como o mesmo acabou por se adaptar aos animais já ali existentes, ao mesmo tempo que tem que lutar contra a ameaça de um conjunto de gatos que desejam vingança.
Em termos de argumento o filme é pobre, enquanto adaptação de uma historia que dela apenas tem o nome da personagem, e enquanto historia construida de base, basicamente temos tudo de uma forma muito minimalista, perdendo ainda mais pela falta de uma mensagem na sua historia.
Em termos produtivos existe pontos onde já existe uma aproximação entre a europa e os EUA em termos do realismo e dos efeitos das suas animações, aqui principalmente a àgua e o molhado são bem trabalhado, já o fogo ainda não conseguiu ser plenamente trabalhado por os estudios europeus, pelo menos o que vimos neste filme.
Em termos de vozes sem grandes figuras, penso que o filme destaca pouco esta componente, as personagens também são demasiado vazias para grandes nomes poderem dar outra dimensão, e nisso o filme ate foi inteligente em economizar cache.

O melhor – Alguns efeitos produtivos como a chuva.

O pior – Adaptar uma historia conhecida tornando-a num cliche sem qualquer conteúdo moral


Avaliação - D+

Mr. Right

Anna Kendrick e Sam Rockwell são dois actores tipicos de comedia de medio baixo orçamento. A primeira mais relacionada com a comédia romântica, o segundo mais com a comedia negra em géneros quese tocam por vezes. Pese embora não seja o primeiro projeto comum, é o primeiro em que são protagonistas. Com um ano de atraso o filme estreou nos EUA com resultados muito moderados comercialmente principalmente tendo em conta a dupla de protagonistas. Criticamente a mediania com que o filme foi avaliado não permitiu que o mesmo acabasse por se potenciar mais comercialmente.
Sobre o filme, se existe género que nos últimos tempos ficou em desuso foi a comedia negra, sem preocupação de logica ou de dialogos muito inteligentes, por essa mesma falta de uso, podemos facilmente observar este filme e pensar, isto não tem qualquer tipo de sentido, e o certo é que o filme parece nunca querer mais do que despertar algumas gargalhadas ou alguma situações insólitas sendo o resultado bastante mediano. Ou seja, em termos de graça o filme nunca desperta verdadeiramente a gargalhada, mas o sorriso de uma filme de fácil visualização para hora e meia sem pensar, mas com a excepção de um ou dois momentos não nos recordamos particularmente de qualquer piada do filme, o que para uma comedia não podemos dizer que é propriamente interessante.
Por outro lado na linha narrativa, o filme é claramente um absurdo, mas que rapidamente se assume como tal, sublinhando mais a comedia do que um filme de acção ou qualquer outra coisa. E daqueles filmes que vimos rapido, que nos faz passar o tempo sem nos lamentarmos, mas que algum tempo depois nada nos recordamos do mesmo. Claro que me parece um despredicio de talento ter Rockwell e Roth desprediçarem tempo num filme tao indiferente como este, mas não podemos dizer que é um filme que nos transmita maus centimentos.
Claro é que mesmo no genero de comedia noir, já tivemos filmes muito mais originais, com muito mais graça e que mais que isso permitiam dialogos deliciosos, algo que o genero permite em grande escala, aqui temos claramente um filme de serie B, assumidamente comedia, cujo resultado pode ser analisado num simples encolher de ombros.
A historia fala de uma jovem adulta, que entra em depressao depois de ser trocada pelo namorado, ate que conhece um estranho individuo no supermercado que é nada mais nada menos do que um assassino profissional de elite, que está a ser procurado por diversas pessoas.
Em termos de argumento em todos os niveis o filme tem reais limitações, primeiramente pelo humor nunca ser de primeira linha, por outro lado por não potenciar dialogos que se recordem, e por fim porque o absurdo e sempre uma marca d'agua, embora neste genero isto até pode ser compreensivel.
No que diz respeito à realização Paco Cabezas tem uma trabalho simples, sem grandes riscos ou ambições para um realizador que aqui tem o seu filme mais visivel depois de algumas colaborações na televisão, se quer marcar uma linha ou ganhar tem que arriscar muito mais do que o fez neste filme.
No cast, já disse muitas vezes aqui, que é uma pena Sam Rockwell estar perdido em comédias de segunda linha, pois penso que é dos poucos actores que com carisma consegue ter capacidades na comédia e no drama, contudo poucos foram os filmes que exploraram as capacidades e uma naturalidade com que ele faz as coisas, e aqui temos outra vez só o lado comico. Já Kendrick com mais visibilidade, penso que é uma atriz limitada, que em termos de humor fisico muitas vezes exprimenta sem na minha opinião nunca resultar. Também me é dificil ver Roth num filme tão pouco ambicioso como este.

O melhor – A forma como o filme rapidamente assume que é declaradamente absurdo.

O pior – O filme tinha espaço para dialogos mais insólitos e marcantes.


Avaliação - C

Arrival

O canadiano Denis Villeneuve tem nos ultimos anos sido um dos realizadores mais constantes de hollywood, depois dos sucessos de Prisioners e de Sicario passando por um estranhissimo Enemy, em todos os filmes que tem feito tem conseguido boas recepções critica que colocou os seus filmes sempre em posiçao de corrida aos premios embora nenhum dos seus filmes anteriores tenha conseguido nomeaçoes nas categorias principais. Este ano no genero Sci Fi tras-nos um filme que recebeu uma excelente recepçao, capaz de colocar mais uma vez o filme na luta pelos premios e tambem comercialmente os primeiros resultados indiciar muita consistencia que pode ser o balanço necessario para assumir a candidatura.
Sobre o filme podemos dizer que é um filme claramente com diversas influências, vemos neste filme o lado poético de Mallick, com a diferença de termos bem assinadalo um corpo efetivo do filme. Temos o lado kubrick na forma como é simples e inquietante os contactos com extraterrestres, e temos um lado fincher na forma como no final somos completamente surpreendidos pelo seu twist. Mas se acharmos que toda esta união dá um filme perfeito, enganem-se. Nem sempre é um filme fácil de ver, desde logo porque a primeira hora é demasiado parada, demasiado repetitiva em sequencias bem realizadas mas que nada faz evoluir o filme, e por outro lado temos uma base de dificil compreensão, principalmente na relação entre a protagonista, e um coronel que a obriga a descobrir o que ninguem sabe.
Claramente que o filme a todos os niveis e conduzido para expoentes bem mais elevados com a sua conclusão que faz por um lado sublinhar diversas vertentes do comportamento humano como a sua mais valia, com aquilo que nos diferencia dos animais, e principalmente a forma como o final é desvendado torna o filme como um dos twists mais imprevisiveis dos ultimos tempos e para isso temos uma realização e montagem de mestria do realizador.
Assim e facil considerar um filme de primeira linhagem porque saimos com o impacto e a moral de um final intenso, poético e imponente, claro que tudo o resto e a forma como é filmado acaba por dar ao filme este mesmo impacto. Mas parece-me que durante espaços o filme é demasiado parado, demasiado silencioso, demasiado prese por vezes a alguns elementos do seu argumento sem grande sentido. Mas em termos de resultado final, é claramente na minha opinião o melhor filme de Villneuve desde a sua chegada assumida a Hollywood.
A historia fala de uma professora que assolada pela morte da filha acaba por ser contratada pelo exercito norte americano para junto com um fisico tentar estabelecer contacto com extraterrestres que invadiram diversos pontos do planeta e saber a suas reais intenções.
A historia do ponto de vista de linha narrativa central é simples, e por vezes tão confusa que muito não faz sentido. O certo é que a estrategia de Villeneuve e bem diferente é dar um corpo para transmitir uma mensagem porque no final é isso que importa, e no final a mensagem sobrepoem se a todo o restante, e aqui o filme e o argumento valem por uma mensagem e por um twist final de compendio.
Villneuve esta cada vez mais realizador, parece-me que ainda não adquiriu um estilo proprio, embora exista muita proximidade entre este seu filme e Enemy, na cor, na banda sonora mesmo na mensagem, mas relativamente aos seus filmes anteriores penso ter referências diferentes mas ainda não uma assinatura, ou pelo menos uma demasiado proxima de outros realizadores. No futuro tera um imponente desafio nas maos que e recuperar Blad Runner, mas nos ultimos anos os seus trabalhos tem sido criticamente dos mais efetivos de Hollywood.
EM termos de cast o filme dá toda historia a Amy Adams, uma das mais talentosas actrizes do momento, que consegue dar a todos os filmes aquilo que eles precisam, aqui tem um pouco de tudo, interpretação fisica, recursos dramaticos e presença para liderar um filme. Nao e claramente o seu mais imponente papel, mas por conjugaçao de esforços pode ser o seu mais reconhecido, a ver vamos. Nos restantes papeis mais simplicidade nunca é um filme que procura interpretaçoes de primeira linha.

O melhor – A mensagem provodada pelo twist final.

O pior – O filme ser extremamente parado e silencioso na primeira hora


Avaliação - B

Saturday, November 12, 2016

Elle

Paul Verohven foi nos anos 90 o realizador dos thrilers sexuais, dos filmes onde a sedução estava muito perto da morte e que lhe valeu os maiores sucessos enquanto realizador, mesmo que criticamente tenha resultado nos seus maiores falhanços. Já na fase final da vida o realizador regressa à europa com filmes mais de autor, mais preocupado com a critica do que com o publico, e neste Elle, poderá mesmo conseguir o que nunca conseguiu que é concorrer aos oscares para melhor filme estrangeiro depois de uma boa recepção critica. Comercialmente ao ser um filme europeu, e de tradição europeia terá mais dificuldades.
Sobre o filme, se existe coisa que Verhoven sempre fez nos seus filmes foi juntar sexo com a morte, e se nos filmes de hollywood as coisas eram mais simplistas em filmes de quem matou quem, aqui neste filme temos mais que isso, temos um filme de personagem, ambigua, estranha, mas vincada dai que mesmo sem nunca a percebermos, a mesma inqueta-nos nos diversos momentos e nesse particular o filme é intenso, colaborando para esse efeito muito a intensa prestação de uma das melhores actrizes europeias dos ultimos anos.
Pese embora este facto parece-me que na essencia o filme não é muito diferente do que Verhonven fez em Instinto Fatal, temos um filme que por vezes entra em ciclo vicioso e se torna demasiado redundante, parecendo que ao longo da sua duração repete ideias sem parecer querer sair do sitio. Existem tramas mais felizes do que outras, as relações familiares do filme são muito melhor trabalhadas do que as de amizade e isso principalmente em intensidade emotiva acaba por momentos desiquilibrar o filme.
Por isso mesmo estando longe de uma obra de referencia do cinema europeu, temos um filme que vale muito pela sua personagem central, um filme que tem momentos demasiado diferentes, entre alguma ligeireza, até um jogo de sedução de uma intensidade interessante, mesmo que quase sempre a logica nas razões fique demasiado ao lado. O lado mais pervertido do filme também me parece demasiado levado ao extremo.
O filme fala de uma mulher, conhecida por ser a filha do mais conhecido serial Killer de França que se encontra no meio de diversos conflitos com a familia, e os diferentes elementos, mantem uma relação dual com um casal de amigo, e com o seu vizinho. Isto depois de ser violada por um desconhecido.
Elle tem um argumento complicado nem sempre com muita logica. Sem duvida que tem um argumento forte na criaçao da personagem embora me pareça algo desiquilibrado no balanço entre lados do argumento, quer na qualidade quer na intensidade e principalmente no tom.
O holandes mais conhecido da realização tem aqui um trabalho simples, de personagens longe dos efeitos de Robocop e Total Recall do inicio da carreira, regressou a casa com o estilo europeu. Se conseguir a consagraçao neste filme sera mais por uma carreira montanha russa do que propriamente pelo excelente trabalho neste filme.
Huppert e uma actriz com uma intensidade e um poder de inquetar muito grande, uma das melhores do cinema europeu tem aqui um dos papeis mais intensos e mais versateis do ano, tems espaço para tudo, emoçao, disponibilidade fisica, capacidade de seduçaõ e fuciona em todos, não deixando espaço para olharmos para qualquer elemento do cast.

O melhor – Huppert

O pior – Os balanços entre conflitos fazem o filme ser algo desiquilibrado


Avaliação - C+

Kubo and the Two Strings

Num cinema de animação claramente dominado pelos grandes estudios nos ultimos anos alguns menores tem tentado ganhar o protagonismo atravez da diferença. Neste particular a Laika Studios tem arrojado com os seus complexos stop motion que conseguem como no caso deste filme obter uma excelente recepção critica, das melhores em termos de animação no presente ano, mas que em termos comerciais talvel pela sua complexidade não consiga chegar tão perto, principalmente dos mais pequenos.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que em termos produtivos é uma das animações mais complexas e com um dos resultados mais surpreendentes que há memoria no mundo da animação, o empenho, o trabalho, a precisão e o detalhe que o filme tem para um stop motion e algo de nos deixar boquiaberto com o trabalho e com o resultado final, e isso tem de ser de longe o grande sublinhado desse filme, ou seja a produção e a dificuldade do filme.
Mas claro que todo o filme depende daquilo que conta, e se a mensagem é claramente positiva, o que é importante para um filme de animação, em termos de argumento o filme tem algumas dificuldades, desde logo no seu inicio, demasiado apagado, demora muito tempo a adquirir intensidade o que pode ser bastante danoso junto da população mais pequena. Por outro lado e algo sombrio o que tambem poderá afastar os mais pequenos. Contudo com a introduçao da macaca do besouro o filme ganha aquilo que um filme de animação tem que ter intensidade de acção, e humor, muitas vezes com graça, o que conduz o filme para um final mais moratío do que espetacular.
O resultado contudo global do filme é bastante interessante principalmente na forma como o filme consegue conciliar um desenvolvimento tecnico impressionante, com um bom conjunto de vozes, e com uma historia que não sendo das melhores em termos de animação cumpre. Parece-me claramente que o excesso de duração e o seu inicio lento não benificia o filme.
A historia fala de um jovem contador de hitorias que apenas vive com a mãe num estado psicologico de catatonia que de repente tem de encontrar as peças de guerra do seu pai, para conseguir resistir as investidas de um malevolo avo e das suas tias.
Em termos de argumento e principalmente comparando com outras vertentes do filme, não estamos na primeira linha, ou seja, temos uma historia simples, por vezes com bom humor, principalmente a partir de metade do filme, mas que não particularmente grande novidade. A forma como o filme demonstra as suas linhas morais parece demasiado direta, já que durante grande parte do filme não temos a percepção do que o filme nos vai ensinar.
Em termos de realização e produçao, este Kubo e dos filmes tecnicamente e mesmo em termos de evolução e grandiosidade mais impressionantes que me recordo. Ao optar pelo Stopmotion podemos dizer que é absolutamente impressionante o que assistimos, e que demosntra que com mais trabalho no argumento esta produtora pode competir com qualquer uma.
No cast de vozes podemos dizer que o filme escolhe e encaixa perfeitamente as vozes de Theron, McConaughey, Fiennes e Mara em cada uma das personagens, sendo as ultimas duas de actores com uma interpretação vocal de primeira linha.

O melhor – A qualidade produtiva

O pior – A excessiva duração


Avaliação - B-

Friday, November 11, 2016

Little Men

Existem filmes de realizadores independentes que consistentemente conseguem bons resultados em termos dos festivais onde são lançados mas posteriormente nunca conseguem grande visibilidade, por serem mesmo isso interessantes filmes criticos. Se olharmos para medias de avaliação este pequeno filme deve ter algumas das melhores avaliações do ano e mesmo assim poucos ouviram falar dele com resultados comerciais quase rudimentares.
Sobre o filme, o mais importante quando um filme e de pequena produção é o realismo, é o filme transmitir algo que poderia ser bem real, e aqui penso que o filme é eximio na forma como é paralelo ao mundo real, onde não existe lado certo nem lado errado, onde claramente a centralidade de quem esta mais proximo é o nosso primeiro objetivo e so depois os seguintes, e nisso o filme é interessante na forma como focaliza numa relação de amizade, mas depois dá dois lados de uma disputa com causas e argumentos plausiveis para a mesma questão, e na forma como o filme e simples neste ponto acaba por o tornar incrivelmente real, ou seja uma historia banal mas que poderia acontecer, sem nunca termos um desenlace satisfatorio.
Certo é que para o filme ter mais impacto deveria ter mais impressionismo, mais qualidade de apontamentos, ser mais bonito, não realizado da forma simples que o cinema independente mais tradicional tem, poderia em termos de intensidade dramatica ter mais conflito ou mesmo um final mais emotivo, mas isso poderia criar no filme um maior impacto, mas distanciava-o do realismo que faz dele um filme com uma mensagem e um realismo muito interessante.
Por este mesmo facto e muito embora por vezes me pareça um filme que não consegue fazer um sublinhado claro nos seus espetadores, e um filme que acima de tudo consegue no final dar a imagem de um bom resultado ao seu espetador, que muitas vezes ve filmes independentes sem um sentido objetivo, distante dos nossos dias, este é precisamente um contrario, um conjunto de personagens iguais a tantas outras com interesses divergentes, onde os maios pequenos distantes do mundo material, nada conseguem perceber do que está a sua volta.
A historia fala de duas familias distintas com um interesse divergente no aluguer de uma loja, isto vai embater no facto dos filhos de ambos os agregados manterem uma relação muito proxima de amizade, e cujas familias em disputa poderão por em causa.
Em termos de argumento parece-me que um ponto salta á vista pelo lado positivo a forma como o filme consegue quase sempre caracterizar o lado mais humano dos seus personagens, o que pode tirar algum conflito ao filme e alguma intensidade emocional, mas acaba por aproximar a caracterização de um bom senso nas personagens que muitas vezes existe e por motivos de funcionar melhor, muitas vezes so chega a uma ou outra personagem.
Na realização Ira Sachs e um dos bons valores do cinema independente que coleciona sucessos criticos sem mudar o seu registo, talvez já merecesse um filme com mais meios, e com mais dimensão, talves se sentisse perdido pois a sua forma de realizar e muito tradicional, mas não arriscando é impossivel perceber. Já se percebeu que neste estilo de cinema funciona juntando bons filmes com realizações simples.
No cast temos uma entrega emocional e simples dos seus protagonistas, eu sempre achei Kinnear muito melhor actor melodramatico do que em comedia, pese embora sempre tenha optado pelo segundo genero, aqui funciona bem no seu lado mais desgastado. Mas e nos mais novos que surge a grande revelação do filme na minha opinião Michael Barbieri tem um papel em cheio no filme, daqueles que é simples, mas a sua descontração a sua intensidade quando tem que a ter podia ser mesmo o seu portfolio para outros papeis que penso que cedo terá. A registar este nome, e diga-se que o protagonista e outro jovem, Theo Taplitz que perde todas as cenas para o seu companheiro de tela.

O melhor – O realismo e o bom senso das personagens.

O pior – Com estas caracteristicas tira alguma intensidade e poder de fogo emocional


Avaliação - B-

War Dogs

Desde o sucesso de The Hangover que Todd Phillips se tornou no mais reconhecido realizador exclusivamente de comédia, reunindo não só sucessos comerciais mas também alguma força critica o que é bastante difícil principalmente no mundo da comédia. Este ano Todd Phillips tentou, sem perder a ligação à comédia tentar ir mais longe concretamente no que diz respeito à abordagem de uma historia real. Se criticamente as coisas nem correram mal, com avaliações medianas com tendência positiva, o pior foi mesmo comercialmente onde o filme ficou muito longe dos maiores sucessos do realizador, fazendo pesar, na minha opinião a falta de uma clara figura de cartaz nos protagonistas do filme.
SObre o filme, confesso que não é daqueles filmes faceis de avaliar, parece-me que se por um lado se denota uma maior maturidade e alguma originalidade na abordagem de Phillips, na forma como conjuga sempre bem a banda sonora com cada momento do filme, na forma como balança sempre ao longo do filme as diferenças entre as persoangens, mas por outro lado parece-me claro que é um filme com muita dificuldade de se assumir num genero concreto, ou seja entre a denuncia de algo real e a comédia simples, território mais usual do realizador, o que resulta numa mistura nem sempre o mais bem conseguida principalmente no balanço de ritmos.
Mas é claro que o filme tem momentos bastante originais, de uma abordagem actual, criativa de um tema como o que fala, que é o tráfico de armas para fins militares. E isso Phillips parece claramente dar um salto qualitativo na forma mais do que no conteudo, obviamente não sera o melhor filme de Phillips mas em termos gerais é o ambicioso, ou não fosse a adaptação de uma história real, com contornos politicos.
Do lado negativo penso que para um filme como este, Phillips poderia e deveria ter escolhido actores diferentes, mais adultos, mais versáteis, mais desligados da comedia, porque a determinadas alturas observamos que determinadas piadas do filme não tem sentido, e parecem retiradas de uma comedia noir feita de base e nao o relato de uma história real. O filme poderia ser descontraido, mas não precisava de ser tonto em diversos momentos com situações sem grande sentido, muitas vezes sem piada e que apenas pareciam sublinhar que o filme se queria afirmar como uma comedia.
A historia fala de dois amigos de infância com vivencias e personalidades completamente diferentes que se unem numa empresa de forma a fazer tráfico de armas e munições para municiar frentes armadas suportadas pelo exercito americano.
Em termos de argumento o filme tem uma abordagem interessante, principalmente na forma como tenta que uma historia real seja mais que isso na forma como vai dando adereços que potencializam a historia em si. Perde por muitas vezes não encontrar o balanço certo entre o lado exclusivamente comico com aquilo que esta a ser comunicado.
Eu confesso que longe de ser o mais marcante filme de Todd Phillips e para mim um dos seus melhores trabalhos de realização, principalmente por alguma maturidade no tema, sem nunca perder a capacidade de jogar com os elementos mais descontraídos, de uma banda sonora para cada momento, e para momentos de uma realização dinâmica e de assinatura.
Penso que no cast o filme tem problemas, se o lado mais inocente de Teller ainda pode funcionar para alguns dos objectivos do filme, embora me pareça que o actor ainda tem alguma falta de carisma e intensidade em alguns momentos, Hill apenas surge no filme com objetivos cómicos o que para um filme que em momentos se tem que levar a serio não funciona. para isso contriubui uma personagem totalmente esteriotipada e mais que isso uma construção pouco completa de um actor que penso que tem muitas dificuldades quanto se pede outro registo.

O melhor - A banda sonora e a forma como a mesma entra no filme.

O pior - Hill

Avaliação - C+

Tuesday, November 08, 2016

Hands of Stone

Se existe género desporitvo que resultou ao longo do tempo em diversos filmes de grande qualidade, foi o boxe, se nos lembrarmos nos ultimos anos de filmes como Rocky e principalmente como Touro Enraivecido percebemos que talvez o boxe foi o unico desporto que resultou em obras eternas do cinema. Ultimamente mais que guiões originais tem surgido biopic de alguns dos melhores lutadores da historia, sendo que este ano,e  com um clima muito sul americano surgiu este filme sobre Roberto Duran. Os resultados criticos do filme foram medianos, talvez por estrear numa epoca demasiado indiferente, comercialmente com a pouca expansão que teve, pese embora tenha estreado em wide, podemos considerar os resultados como normais.
Este filme, tem todos os lados de um biopic, por um lado é um filme de altos e baixos na personagem, algo que se reflete na forma matura como o filme consegue analisar algumas partes e tem muitas mais dificuldades na forma de analisar outras, balançando na forma como a personagem se balança, que na sua caracterização e nas suas particularidades o filme funciona, e nos seus desiquilibrios que penso que o filme é demasiado ficcionado, principalmente na forma como este acaba por parecer nos dar duas vertentes demasiado distintas da mesma personagem.
Por este mesmo facto parece mais um filme com coração do que por vezes do que razão, embora seja de sublinhar a capacidade do filme manter o seu ritmo e tornar um biopic num objetivo suave, de entertenimento, bem produzido, que muitas vezes consegue com o seu protagonista, tenha altos niveis interpretativos, e mais que isso algum equilibrio entre o melhor de uma pessoa, algo que todos têm de ter.
Por este mesmo facto e não sendo um biopic para a eternidade igual a alguns que já tiveram lugar é um filme competente, com defeitos declarados, mas que acaba por conseguir prender o espetador a uma historia, por vezes previsivel, que embora nos dê as duas faces da medalha por vezes nos pareça demasiado positiva, e com demasiados atalhos, mas que principalmente em termos narrativos, de entretenimento e principalmente na forma como o filme acaba por ser simples acaba por funcionar.
A historia fala sobre a subida ao sucesso do heroi do boxe do panama Roberto Duran, desde o tempo de pobreza extrema até ser campeão do mundo de boxe, sempre ao lado da sua mulher, que desde cedo se tornou a sua companheira, ao longo das oscilações de quem não estava preparado para tanto sucesso.
O argumento é simples, podemos dizer que diversas vezes é mais romantico do que propriamente descritivo ou factual, que por vezes trabalha em tornar o filme mais apetecivel como obra de entertenimento, mas o cinema acaba por ser isso, e na forma como as personagens funcionam individualmente e em conjunto poderemos facilmente dizer que se trata de um argumento objetivo.
Na realização Jakubowicz realizador venezuelano, acaba por cumprir, principalmente pela forma metódica da sua realização, sem tentar dar grandes passos. Grande parte do tempo, principalmente nas sequencias de boxe, poderia ter maior arrojo, maior creatividade, mas para um jovem realizador fora de hollywood ter De Niro no cast não deve dar espaço para muito mais.
No cast tem alguns dos melhores apontamentos do filme, Edgar Ramirez tem aqui um dos seus melhores papeis desde que se tornou vincado no cinema mundial, intenso, fisicamente disponivel, carismático, talvez com o filme com melhor avaliações poderia estar presente em algumas listas de designados, mesmo De Niro, que tantas vezes nos tem brindado com prestações mais simples e discutiveis, tem aqui um papel maduro e interessante, penso que é no cast que o filme tem as suas mais valias.

O melhor - Edgar Ramirez

O pior - O filme ter diversas oscilações de congruência na personagem central

Avaliação - C+

Sunday, November 06, 2016

Ouija: Origin of Evil

O género terror é de todos os que anualmente lançam diversos produtos, aquele que a sua forma de desempenho mais dificil é de perceber. E desde logo podemos começar com este filme, seria sempre dificil um filme o primeiro Ouija ter uma sequela desde logo porque criticamente foi um desastre e comercialmente foi apenas razoavel. Mas com um novo realizador já conhecedor do genero existiu uma nova aposta que ate ao momento parece ter resultado, criticamente o filme conseguiu boas avaliações algo que tem sido comum de uma forma estranha a quase todos os filmes do genero lançados este ano. Comercialmente ainda em curso os resultados ficaram muito proximos do primeiro produto.
Eu confesso que não sou fã de filmes de terror porque acho que na essencia eles tem quase todos os mesmo argumento mudando apenas o estilo. Entao quando surgem sequelas basicamente temos uma ou outra personagem repetida, podemos mudar a roupagem mas na essencia o filme e uma repetiçao de cliches que e claramente o que aqui acontece, previsibilidade, muito tempo para entrar no terror propriamente dito, e dai para mim ser muito estranho estas boas avaliações quando outros filmes iguais acabam por não a conseguir ter.
O unico ponto diferenciado que pode ser encontrado no filme e a realização e a boa contextualização de epoca, ai sim o filme consegue ser tradicionalista, e a abordagem da prequela tem cada vez mais sido comum muito por esta possibilidade, algo que ninguem consegue fazer como James Wan, mas que com o tempo tem sido cada vez mais comum e aqui temos claramente essa descendencia, que embora peque por ser pouco original, certo e que o filme e muito do que tenta ser.
Assim sobra uma repetiçao de uma historia, com alguns promenores principalmente de produçao e contexto diferentes que tornam o filme ligeiramente mais promenorizado mas em termos reais tudo e a repetiçao do primeiro filme, mas acima de tudo de outros filmes, e quando o terror não impressiona ou não traz nada de novo dificilmente pode ter algum relevo.
A historia vai ao inicio do jogo, quando uma familia constituida por uma mae viuva e duas jovens tentam contactar com o falecido pai e abrem o jogo para quem menos esperavam.
Em termos de argumento a constancia do espirito maligno e a sua prepetuação por diversas personagens foi ideia de base para centenas de filme, alguns deles já este ano, dai que a repetição constante da estrategia denota bem alguma falta de ideia que passa pelo cinema. Em termos de argbumento nada se encontra de novo neste filme.
Na realizaçao podemos dizer que Mike Flanagan, que já tinha tido alguns sucessos no terror percebeu bem o que funciona normalmente nos filmes de Wan e deu-lhe uma roupagem parecida, perdendo por não ser original e por repetir um produto que outros já tinham testado, mesmo sendo esta a unico upgrade relativamente ao prmeiro filme.
Em termos de cast o terror e um terreno ou para desconhecidos a procura de um lugar de destaque ou para pessoas que já tiveram os seus momentos e agora não conseguem encontrar rumo, porque e um genero que nada exige aos seus interpretes e neste filme e mais do mesmo.

O melhor Algum upgrade na realização.

O pior – Porque razao repetiram a ideia



Avaliação - D+

A Monster Calls

A forma como ao longo do tempo alguns realizadores espanhois conseguiram algum espaço na industria de hollywood faz perceber a qualidade do cinema espanhol, principalmente na forma creativa como alguns realizadores conseguem fazer sublinhas as suas ideias verdadeiros passaportes para outros voos. Nos ultimos anos um desses realizadores foi J A Bayona que depois do sucesso do espanhol orfanato, conseguiu entrar na corrida aos oscares com o seu Impossible, e que aqui tem a estreia no genero fantastico com criticas interessantes, pese embora me pareça que pelo estilo do filme a entrada na corrida aos oscares não seja facil Comercialmente em face de so agora ter tido estreia em alguns circuitos e apenas no final do ano ter a estreia nos EUA, e completamente impossivel fazer qualquer tipo de previsão.
Sobre o filme, podemos dizer que para um filme de fantasia o tema não podia ser mais pesado, ou seja temos um filme que inicialmente começa demasiado silencioso, de uma forma escura, que ao longo do tempo vai dando as suas partes, nem sempre sendo facil as ir juntando, parecendo muitas vezes dificil perceber qual o objetivo do filme todo, o certo é que no seu climax percebemos a dimensao da mensagem, onde o filme quer chegar, e saimos do cinema com reação do corpo, de um filme complexo, emotivo, e com um tema de tal forma pesado que nos deixa absolutamente anestisiados, e essa capacidade de transmitir este tipo de sensações so e possivel com um filme de bom nivel.
Claro que quando vamos ver um filme de fantasia, com monstros e essas coisas esperamos mais entertenimento ou que este seja mais objetivo, isso não acontece principalmente na primeira parcela do filme, tudo é negativo, e o filme trabalha bem isso, porque é um filme sobre a perda, que não quer ser simpatico mas sim realista mesmo que isso faça o filme ser demasiado triste. O maior problema do filme passa em por vezes ser demasiado cinzento principalmente na sua parte inicial, e por vezes não ser facil mesmo no final ver o paralelismo da historia inicial com aquilo que a personagem tem que entender.
Mas e claramente um dos bons filmes do ano, que consegue misturar generos de uma forma interessante, da forma que sem contar consegue envolver o espetador, com uma historia intensa, pesada, muito bem interpretada, e que consegue no final, ter o lado emotivo, o lado simbolico que tras ao filme um sublinhado bastante interessante. Podera não ter a dimensao de um filme de oscar, mas e claramente um filme a assistir.
A historia fala de um menor, que tem uma vida demasiado cinzente, por um lado a mãe esta com uma doença terminal e é vitima de bullyng na escola, sendo que o seu futuro e residir com uma avo bastante rigida, tudo resulta na relação com um estranho monstro da arvore.
Em termos de argumento o filme é interessante, com base numa historia criativa, com signitifado literario, o filme consegue tirar o melhor da historia, no sublinhado da mensagem, mesmo que me parece que a este nivel nem sempre e um filme com ritmo equilibrados, e com as personagens totalmente aproveitadas para o filme. Excelente a personagem central.
Bayona nos tres filmes mais conhecidos conseguiu demonstrar diversas caracteristicas que fazem dele um excelente realizador, realismo, diversidade e mais que isso intensidade, o que fez em tres filmes tao diferentes so esta ao alcance de um prodigio e esperamos que hollywood lhe de oportunidades pois estamos perante um dos realizadores em melhor forma do cinema europeu.
No cast temos interpretações de primeira linha em todos os interpretes mas com maior destaque para o jovem MacDougall com uma das interpretações mais intensas e complicadas em termos juvenis dos ultimos anos, o jovem preenche o ecrá, é versatil, é subtil, e intenso é dramartico tudo que me parece sublinhar uma interpretação que poderá merecer mais que elogios na epoca dos premios. Em termos de secundarios excelente presença de Jones, uma actriz em clara ascensão em Hollywood e que parece estar a criar alicerces para uma carreira de primeira linha, com outro filme este papel poderia lhe valer uma entrada na luta pelos oscares, contudo este tipo de hitoria não é habitualmente o mais apaixonante para as academias.

O melhor – A forma como o filme consegue conjugar generos tao distintos

O pior – Nem sempre ser obvia a mensagem e a historia, em alguns segmentos


Avaliação - B