Saturday, March 28, 2020

Human Capital

Este foi o ultimo filme a ver a luz do dia em alguns cinemas muito escolhidos antes do mundo e por inerência o cinema parar. Este filme produzido em 2019 com um elenco com algumas figuras de primeira linha que foi lançado em alguns festivais ainda no ano passado sem grande sucesso acabou por ser lançado dias antes de tudo parar dai que seja impossível perceber que tipo de resultado teria, embora as expetativas não fossem elevadas.
O estilo fracionado de historias como esta funcionam acima de tudo quando tem no epicentro algum suspense coisa que este filme até potencia mas o seu final torna-se facilmente demasiado obvio embora seja um filme que vai crescendo com as personagens, principalmente aquelas que inicialmente mais despercebida acabam por passar.
O problema do filme acaba por ser o seu inicio, uma introdução de personagens demasiado vagas acaba por não deixar o filme ganhar as suas potencialidades e mais que isso faz pensar que o filme vai por um caminho diferente principalmente ao dar grande interesse aos negócios e economias de um personagem. A escolha torna-se feliz quando se centra nos mais jovens e se torna num filme obvio mas bem gerido em termos de ritmo.
Não sendo um filme de excelência alias penso que o filme nunca teve em momento algum esse objetivo parece-me que o filme acaba por ser competente acima de tudo na forma como liga as personagens no seu percurso, fica a ideia que bem desenvolvido na fase inicial o resultado poderia ter bem mais impacto.
A historia fala de duas famílias que se unem em negócios, em que tudo muda quando um acidente ocorre e que leva a testar o que cada um fez nos momentos antes do mesmo.
Em termos de argumento é um filme tipo Puzzle mas que o resultado final encaixa o que acaba por ser o mais importante em filmes como este. Não sendo um poço de originalidade acaba por ser competente na sua organizaçao
Na realização Marc Meyers e um desconhecido que acaba por ter alguma competência nem tanto na forma como o filme nos exibe as suas imagens mas sim na forma como o filme e montado. E um filme simples mas que poderá ficar bem num realizador ainda a procura de espaço.
No cast não sendo brilhante as interpretações o cast acaba por ser coeso com os mais velhos a demonstrarem um nível típico na sua forma de atual, e por outro lado os mais novos a demonstrar atributos interessantes para o futuro, principalmente Wolf em ótima forma.

O melhor - A forma como tudo se encaixar de uma forma simples

O pior - A introdução no jantar poderia e deveria ser mais forte

Avaliação - C+

Emma

Numa altura em que o cinema parece querer revisitar alguns dos clássicos da literatura tradicional, seria uma questão de tempo que Emma de Jane Austen tivesse mais uma versão sendo novamente uma adaptação de época, pensada em alguns cenários idílicos e uma serie de jovens atores nos papeis. Supreendentemente para um filme já conhecido as criticas ate foram positivas com avaliações simpáticas por parte da critica. Comercialmente o filme foi competente principalmente porque passou da prevista estreia limited para um wide ainda com poucos resultados.
Emma e uma das boas historias de Jane Austen quer pelo significado quer pelo interlaçar das personagens e pelos avanços e recuos num estilo leve. O filme consegue ter essa leveza adotando um estilo humorístico quase parvo que caracteriza bem o que o filme quer ser e dá-lhe a toada ideal que o filme quer ter, e isso unido ao primor de cenários que o filme escolhe, torna-o competente em diversos aspetos.
Contudo parece-me que numa altura em que já foram as diversas adaptações desta obra mais uma, acaba por também significar alguma crise de ideias que neste momento encontramos no cinema atual. Repetir conceitos com novos intervenientes e apenas algum maior valor estético fruto da tecnologia atual parece-me curto, e realmente encontramos poucas diferenças entre esta versão e a que vimos em 1996.
FIca sim o registo de mais um naipe de jovens atores que tiveram aqui a oportunidade de alguma visibilidade num filme de época interessante, comico, bem realizado mas que em termos de prespetiva do cinema demonstra que as ideias começam a ser escassas e quando assim acontece não podemos louvar em excesso ideias repetidas.
A historia fala-nos da conhecida historia de Jane Austen sobre Emma uma jovem casamenteira que tenta agrupar casais da alta sociedade, enquanto ela própria foge desse desígnio.
Em termos de argumento o filme é fiel a historia original naquilo que são as personagens e isso acaba por ser a escolha simples numa adaptação como esta. Não e no argumento que o filme acaba por ser algo refrescante.
Na realização de WIlde tem uma boa abordagem ao tornar o filme quase comico nos seus maneirismos e pelo trabalho de cenários que o filme consegue ter, e que demonstra alguma mestria em conjugar o tradicional dos filmes de época com os desenvolvimentos tecnológicos e de cor da atualidade, sendo um filme atual. A acompanhar porque a tarefa não era fácil.
No cast parece-me que o filme e bastante feliz na escolha de Taylor Joy como Emma e mais que isso de GOth como Harriet, as duas demonstram qualidades e personalidade para encabeçar tais carismáticas personagens. Parece-me menos feliz as escolhas masculinas.

O melhor - A beleza dos cenarios

O pior - Ser mais um filme repetido

Avaliação - C+

Thursday, March 26, 2020

Onward

A pascoa e sempre uma época com alguns títulos de grandes estúdios a tentar rentabilizar os seus produtos, principalmente no terreno de animação. A Disney antecipou-se em cima de um terramoto, lançando este novo produto da sua maior aliada Pixar, nunca pensando que a crise sanitária impedisse que o filme tivesse mais de duas semanas em exibição. Criticamente como a maior parte dos filmes da pixar as coisas correram bem com avaliações essencialmente positivas. Comercialmente em cima de um desastre os 100 milhões tem de ser considerados significativos num filme que ia ter bem mais valorização noutro contexto.
Esta historia da Pixar vai ficar conhecida por ser a grande estreia que teve lugar antes da crise que todos mergulhamos devido ao coronavírus e isso vai impedir de ver alguns apontamentos de um filme que como a maioria dos filmes da Pixar tem na lição emocional a sua maior virtude, que para alem de forte e muito bem trabalhada na sua conclusão no cai no obvio que outros estúdios fazem em termos de animação.
Na sua construção esta longe de ser das obras primas da pixar, principalmente porque a escolha de monstros e mais monstros não seja fácil de criar a cumplicidade entre o espetador e o publico, o facto de ter demasiada magia tornar o filme demasiado aberto no espectro e isso não ser intimista com força como outros filmes da pixar consegue ser. Mas fica a ideia que o filme constrói muito bem o seu final e o impacto desse fim acaba por deixar o filme em boas graças.
Tecnicamente não e claramente um dos maiores produtos da pixar, fica a ideia de ser ligeiramente inferior mesmo em produção mas as coisas funcionam ainda com alguns condimentos que outros filmes da pixar já o fizeram. Em termos de humor já vimos trabalhos mais funcionais num filme que quer ser uma mistura de ação e emoção.
A historia fala de dois irmãos que apos um feitiço incompleto avançam numa viagem de forma a permitir arranjar forma de completar o feitiço e poder ter contacto com o falecido pai.
Em termos de argumento a pixar já nos deu filme que se introduzem melhor mas este filme tem uma virtude que é explodir emocionalmente de uma forma bem trabalhada no argumento e principalmente na realização e isso e uma virtude dos maiores.
Na realização Scanlon já tinha tido o leme do segundo episodio de MOnsters Inc ainda que sem grande brilho. Aqui o filme esteticamente e em termos produtivos não são brilhantes sendo apenas funcionais no espetro Pixar. Sublinha-se a forma como no final o filme consegue dar impacto emocional na boa escolha de imagem. Para alguém ligado a pixar pode ser uma rampa para filmes maiores.
No cast de vozes a escolha de Holland e Pratt encaixam perfeitamente nas personagens e o filme ganha dimensão com isso. Os filmes da Pixar não são dependentes de vozes mas aqui as coisas funcionam bem em simbiose.

O melhor - O valor emocional da sua conclusão

O pior - EM termos de humor e curiosidade já vimos mais na Pixar

Avaliação - B

The Hunt

Numa altura em que o cinema parou por completo existia um filme que estava a ser uma das revelações do ano principalmente pela sua irreverência do seu conceito. Este The Hunt uma espécie de carnificina sob a forma de filme não tinha propriamente chamado a atenção da critica, contudo a distribuição wide que o filme tinha conseguido fazia pensar que os resultados podiam ser melhores quando o mundo entrou em standby e este filme acabou por ter de ser lançado em streaming onde os valores são incalculáveis.
Sobre o filme podemos dizer que no mínimo e original, os primeiros vinte minutos com pessoas conhecidas dos espetadores a irem desaparecendo uma a uma ate chegar a protagonista e dos pontos mais originais do ano, porque cria no espetador que o que estamos a seguir agora vai ser a referencia que acaba por não ser, nisso o filme e original e torna-se num dos melhores inícios pelo menos em criatividade que a memoria.
Com a entrada em cena da protagonista o filme perde um pouco dessa originalidade tornando se apenas um filme mais violento e agressivo de uma luta sem limites. Na parte final fica a ideia que a explicação para tudo o que assistimos poderia ser melhor trabalhada e mais consistente o que acaba por não ser e o impacto inicial do filme se diluir um pouco, ficando apenas alguns pormenores interessantes como as comparações literárias.
Por tudo isto parece-me que The Hunt mais que um ótimo filme e algo diferente que funciona sem ser deslumbrante, tem um problema de ir do mais ao menos o que nem sempre ~e positivo mas fica a ideia que o filme sabe mesmo assim ser criativo na sua abordagem o que nem sempre acontece principalmente numa espécie de comedia de horror negra.
A historia fala de uma serie de personagens que são abandonadas com armas com o objetivo apenas de serem caçadas por um grupo estranho de pessoas cujos motivos são desconhecidos.
Em termos de argumento a historia tem uma base original embora algo irreal, mas que poderá ser simbólica no mundo moderno. Fica a ideia que o filme poderia ter uma explicação melhor trabalhada mas principalmente na abordagem do conceito o filme funciona.
Na realização Craig Zoble chama a atenção pelo excelente inicio do filme, numa abordagem de realizador, original, impactante num filme que depois não consegue manter esse registo, mas esta assinatura deixa antever num realizador ainda jovem que existe um bom caminho para trilhar.
No cast o filme vai nos dando algumas figuras de um segundo plano mas conhecidas que vao desaparecendo ate ao filme pegar na sua protagonista Betty Gilpin para uma prestação interessante misteriosa e física que encaixa no perfil que o filme quer. Apenas na parte final temos Swank a tentar ganhar alguma dimensão de um filme que não e para interpretações mas cujas escolhas funcionam no conceito

O melhor - A primeira meia hora de filme.

O pior - Não conseguir manter o registo na hora seguinte

Avaliação - B-

Wednesday, March 25, 2020

Seberg

Existem momentos algo tribulados na historia do cinema e mais que isso na historia da politica americana, principalmente relacionada com as questões raciais. Neste filme fala-nos de um dos icons associados as duas vertentes e mais que isso alguém que foi alvo das investidas dos serviços policias a todo custo. Este biopic acabou por não ser propriamente um sucesso critico, numa altura em que foi lançado com algumas previsões de prémios. Comercialmente as coisas motivadas por essa fraca rececao critica também esteve longe de qualquer brilhantismo.
A historia tem em si uma componente interessante, não so pela personagem central em si, um dos icons mais misteriosos, principalmente pela forma pouco justificada com que desapareceu com o lado da investigação policial e os métodos de Hoover. O filme contudo não consegue chamar e fazer funcionar a qualidade dos elementos num filme interessante, desde logo porque e demasiado pequeno e perde-se na eloquência da personagem.
E pena que um filme com um conteúdo tao sensível e sublinhando não resista a uma ma preparação. E aqui parece-me mais claro que o filme falha nas personagens e nas suas ligações, nunca consegue desenvolver as mesmas nem de uma forma singular nem nas suas relações e o filme fica órfão totalmente desses pontos de união contando a historia sem a força que a mesma poderia ter principalmente na discussão entre segurança e liberdade.
Ou seja fica a sensação que o filme perde uma excelente oportunidade de ser um biopic que para alem de contar a sua historia fazer uma analise sobre a evolução das técnicas policias ou a interferência policial na historia da democracia, tornando-se um filme que parece paralisado em fazer resultar esteticamente uma personagem que tinha esse tamanho mas cuja interprete parece-me longe de ter sido a mais feliz.
A historia fala do cino Jane Seberg e a sua investigação por parte da policia federal norte americana tendo em vista perceber o envolvimento e o financiamente que a atriz fazia as forças raciais negras no combate por igualdade.
Em termos de argumento parece-me que o filme nunca consegue potenciar personagens mesmo que estas tivessem tudo para funcionar e isso e claramente lesivo para o filme. FIca a ideia que o filme tinha tanta matéria para trabalhar mas que em termos de argumento nunca consegue arranjar as ideias para tudo resultar.
Na realização Benedict ANdrews e um realizador ainda com pouco espaço que tinha aqui um filme para se fazer vincar e perdeu a oportunidade principalmente porque pensou que Stewart na incorporação de Seberg teria uma dimensão que não tem e o filme aposta demasiadas fichas nela. Pode ser inexperiência ou mais que isso.
No cast parece-me que uma personagem icónica como Seberg merecia uma actriz que enchesse mais o ecrã, com mais recursos, algo que acho que Stewart esta longe de ter, pese embora nos últimos tempos esteja a escolher melhor os filmes. Nos secundários apenas a ideia que O Connell merece mais espaço.

O melhor - Aquilo que o filme poderia ter como reflexao

O pior - O filme pensar que Stewart teria uma dimensão que não tem

Avaliação - C-

The Song of Names

Estreado no final de 2019, este pequeno filme canadiano, passou quase despercebido numa sempre acérrima corrida pelos prémios. Talvez pelo facto de criticamente ter sido recebido com alguma indiferença acabou por não lhe dar qualquer dimensão, o que também acabou por conduzir a quase nenhuma visibilidade comercial, embora nos EUA os resultados não tenham sido assim tão desastrosos.
Sobre o filme eu confesso que o mesmo tem uma boa premissa sobre o debate entre a ideologia religiosa e a o nosso contexto, principalmente numa dinâmica de segunda guerra mundial e a invasão a Polonia. O filme quer ser intenso nas dinâmicas e vivencia da personagem central mas depois perde-se um pouco nos avanços e retrocessos não permitindo que a ação principalmente no presente tenha grande desenvolvimento o que torna tudo algo desequilibrado.
Mesmo achando que se trata de um filme de impacto por toda a envolvência histórica que tem também no lado passado, e mesmo com o facto de trabalhar bem os desajustes de alguém fora do contexto parece-me que narrativamente o filme acaba também por nesta fase ser algo repetitivo embora com melhores resultados do que a outra fase.
FIca a ideia acima de tudo de um filme com boas intenções que não consegue conciliar muito bem os dois pontos temporais, mesmo que a personagem central apresente a ambiguidade necessária para segurar o filme. E daqueles filmes que com outra arte e mais que isso com outro equilíbrio poderia ter um peso bem diferente no espetador pois e uma historia forte.
A historia fala de um individuo que no passado partilhou família com um aspirante a musico judeu e polaco que desapareceu sem rasto, sendo que anos mais tarde embarca na possibilidade de perceber o seu paradeiro e as razoes para tal desaparecimento.
EM termos de argumento fica a ideia que a historia de base e bem melhor e mais interessante do que aquilo que o filme se torna. Fica a ideia que os momentos e espaços temporais não tem ligação bem como as personagens em si. Tem a intensidade emocional a um contexto temático imponente.
Na realização Francois Girard, tenta dar ao filme alguma estética descritiva de um realizador muito associado a musica e que os seus filmes já surpreendentemente lograram o oscar de melhor banda sonora. Aqui parece-me uma realização competente num argumento nem sempre tao eficaz
No cast fico com a ideia que Roth não esta em boa forma e que se limita a ser descontraído nos filmes mesmo quando estes pedem mais. POr seu lado Owen não tem tempo no ecrã para grandes saltos, ficando o filme melhor entregue aos desconhecidos mas competentes atores mais jovens.

O melhor - O contexto do filme.

O pior - Nem sempre jogar bem no lado presente do filme.

Avaliação - C

Monday, March 23, 2020

The Invisible Man

2020 não estava a ser nem de perto nem de longe um ano famoso para o cinema, antes da pandemia ter tomado conta do mundo. Mas entre os filmes que tinha conseguido chamar alguma atenção comercial e critica estava esta nova adaptação de homem invisível, não so por ser próximo da historia original, mas mais que tudo por conseguir adaptar ao avanço tecnológico. Numa altura em que não sabemos quando tudo voltara ao normal, este e sem sombra de duvidas um dos filmes ate ao momento deste estranho 2020.
SObre o filme podemos dizer e dividi-lo em dois blocos diferente, uma primeira fase em que o filme lança bem a duvida entre a realidade e aquilo que estamos a ver muito por culpa de diversos elementos que são lançados em aberto para nos lançar essas duvidas. Nesta primeira fase parece-nos no entanto que o impacto visual do filme não e propriamente brilhante, com excepçao da primeira sequencia que acaba por ser de um pânico total que passa para o espetador.
No segundo ponto o filme torna-se maior, com mais efeitos, com mais sublinhando no que diz respeito a ideia do filme, e aqui também em termos de sensação o filme torna-se claustofobico e muito bem conduzido pela interpretação de MOss, embora se torna também mais objetivo e acima de tudo mais previsível na sua forma de se desenvolver e resolver os seu caminhos.
Não sendo obviamente uma novidade parece-me que tendo em conta a premissa e a historia que tem o filme e mais que um grande filme, uma abordagem competente, que consegue conciliar a historia de base conhecida, com alguma atualidade em alguns aspetos como a temática da violência domestica e desenvolvimento tecnológico.
A historia segue uma mulher vitima de abusos físicos por parte do companheiro que apos a morte deste acaba por herdar a fortuna ao mesmo tempo que começa a ser perseguida pelo mesmo, so que de uma forma invisível.
EM termos de argumento a historia de base é conhecida e isso tira alguns dos elementos surpresa que o filme poderia ter. Mesmo assim o filme tenta criar alguma duvida, mas que rapidamente se dissipa concluindo-se o filme de uma forma expectável.
Na realização Whanell foi um dos jovens realizador que me tinha surpreendido nos últimos tempos com um original Upgrade. Aqui tem uma abordagem mais clássica que mesmo não sendo brilhante e eficaz para o impacto que o filme quer ter. Excelente na primeira cena, num realizador com futuro.
No cast o filme funciona bem porque Moss tem uma prestação de destaque, física e interpretativa domina o filme do primeiro ao ultimo minuto, e acaba de ser uma das razões do sucesso do filme, de uma actriz intensa e num excelente momento de forma.

O melhor - A primeira cena

O pior - Todos sabermos a historia

Avaliação - B-

Sunday, March 22, 2020

Brahms: The Boy II

Três anos depois da versão masculina de Annbelle ter sido exibida a população com algum sucesso principalmente se tivermos em conta que se trata de um expectável filme de terror sem figuras de referencia eis que surgiu a sua natural sequela, desta vez com Katie Holmes a liderar o cast. Criticamente se o primeiro filme passou com alguma indiferença este acabou por ser pior com avaliações muito negativas. Do ponto de vista comercial os resultados foram os esperados principalmente para um filme de terror de desgaste rápido.
Sobre o filme podemos dizer que este tipo de filmes que cada vez mais são lançados com diversos estilos são dentro do terror do mais previsível que existe, rapidamente percebemos o que vai acontecer do primeiro ao ultimo minuto, sendo o sucesso do filme totalmente dependente daquilo que o filme consegue fazer em termos de estética e susto.
Neste ponto o filme não funciona do ponto de vista estético já que se limita apenas a fazer resultar a imagem do boneco, e o seu lado sinistro, sem ter qualquer outro tipo de incremento minimamente substantivo que deva se revelar. Isso faz do filme acima de tudo um tarefeiro filme de produção para dinheiro simples, tendo em conta um primeiro filme que já ele era mais do mesmo.
Do ponto de vista de surpreender o espetador com sustos, a primeira parte do filme ainda consegue assustar em um e outro momento o espetador, mas no final parece quase sempre um filme de terror algo familiar já que nunca consegue na sua essência ser minimamente assustator, e isso quando se trata de um filme de terror não e propriamente um sucesso.
O filme fala do terrivel boneco do primeiro filme que depois de ser achado por um família com um menor perturbado por um acontecimento do passado, o mesmo começa a desenvolver o poder de influencia em tal menor que pode colocar em causa a sobrevivência da própria família.
No argumento temos a ideia do primeiro filme e pouco mais, não temos novidade, não temos arrojo nem criatividade e o filme baseia-se em exclusivo naquilo que o primeiro filme acaba por ser e isso e muito pouco.
Na realização Brent Bell tem uma prestação próxima do que fez no primeiro filme, embora me pareça que no primeiro filme, talvez pela novidade o filme consiga fazer resultar mais o boneco e mesmo alguns sustos. Mas parece-me um realizador destinado apenas a esta saga.
No cast temos uma Katie Holmes desgastada com o tempo numa personagem desinteressante e demonstrando bem que provavelmente nunca teremos novamente a atriz num nível prioritário no cinema atual. No restante cast um conjunto de desconhecidos num filme que nada pede

O melhor - O boneco tem momentos em que funciona

O pior - O filme e uma copia do primeiro

Avaliação - D+

Friday, March 20, 2020

Star Wars Episode IX: The Rise of Skywalker

Em quatro anos JJ Abrams e a colaboração da Disney e a Lucas Filme deram origem aos três novos filmes desta nova triologia de Star Wars, com este ultimo filme que tinha como objetivo terminar de vez com o franchising abrindo apenas portas a historias paralelas. E se tudo começou bem com risco, e com ligação de filme para filme o conceito de base foi-se perdendo para ser um filme juvenil mais Disney do que star wars, sendo este um final esperado, nem sempre particularmente bem trabalhado, e que esteve longe do fulgor critico com que tudo começou. Comercialmente as coisas também foram de mais a menos e isso poderá fazer pensar se a estratégia em si, para alem do markting inerente resultou.
Sobre este ultimo episodio, parecia-me obvio que depois do filme claramente inferior que foi o segundo filme, que a tarefa de recuperar alguma dimensão deste ultimo filme estava perdido, e que o mesmo pouco mais do que concluir um pensamento poderia fazer, sem grandes surpresas ou twists, significativos, embora os mais ligados ao mundo poderão dizer o contrario.
O filme tem os efeitos necessários ou não fosse uma mega produção, embora nos pareça pobre em novos mundos, em novas personagens e fica a ideia que o filme fica orfao das personagens centrais dos primeiros filmes que serão sempre a base de algo que se possa fazer no futuro. Aqui não me parece que as aparições espirituais que já são comuns na saga salvem em algum momento o filme.
Fica a ideia no final da triologia que o primeiro filme prometeu muito mais do que aquilo que se seguiu. Isso porque a base das personagens centrais foi-se esfumando em quase nada, resistindo apenas a personagem de Kylo Ren, talvez porque teve como interprete a melhor das escolhas do filme. Nos restante e mesmo na central Ren parece que o filme não aproveitou minimamente alguns recursos que as personagens foram tendo e tornou-se num simples blockbuster de verão.
A historia termina aquilo que esta triologia começou, numa luta total entre Jedi e Sith até a decisão final, levando-nos as personagens centrais as suas definições de destino.
O argumento do filme acaba por ser esperado principalmente depois de algumas escolhas dos filmes anteriores. COm as necessidades de sequencias de ação as personagens ficam sendo vazias e neste ultimo filme isso não fica propriamente alterado. Fica uma conclusão clara o que é um elemento de sublinhar.
JJ Abrams, começou e terminou esta triologia, se no primeiro filme foi elogiado pela ligação do cinema atual a fidelidade do género, aqui pareceu um trabalho de tarefeiro que me parece curto para um realizador desta dimensão, que foi de mais a menos como a própria saga.
NO cast, passados três filmes fica a ideia que resistiram as personagens mais bem interpretadas, principalmente Adam Driver e o seu Kylo Ren, a sua dictomia e presença foi clara, e por vezes diminui os heróis para um segundo plano. O tridente Ridley Boyega e Isaac fica a ideia que perderam por personagens muito unidimensionais, mas ganharam a visibilidade que poderá confirmar outros atributos em projetos mais exigentes.

O melhor - Concluir tudo com objetividade

O pior - As personagens ficarem bastante reduzidas no meio de toda a historia

Avaliação - C+

Sunday, March 15, 2020

Lost Girls

Numa altura em que os olhos do mundo se encontram totalmente direcionados para as plataformas de streaming, eis que a Netflix acabou por lançar mais um filme sobre uma historia policial verídica e mais que tudo sobre a forma como a sociedade ve as diferentes pessoas. Este Lost Girls acabou ser dos poucos filmes da plataforma este ano que acabou por ser moderadamente bem aceite, sendo que em termos de resultado comercial, apenas com o tempo se poderá perceber o real valor do filme.
Sobre a historia podemos dizer que se trata de um policial impactante um pouco na senda daquilo que a serie Unbelivable já tinha feito, ou seja um caso, e os erros policiais debruçados, mais que propriamente um filme com respostas ou mesmo um filme sobre personagens. Isso faz o filme ser algo linear, sendo que o filme trabalha melhor principalmente nas dinâmicas familiares da perda. E nisso parece-me obvio que o filme pelo facto de relacionar o nível social e a resposta acaba por conseguir outro valor.
Não sendo um filme particularmente diferente na abordagem e sendo essencialmente um filme narrativo o resultado tem algumas potencialidades embora me pareça que no que diz respeito ao desenvolvimento da investigação o filme tenha dado alguns saltos demasiado longos. Fica acima de tudo a ideia de uma historia marcante e concreta que mereceu este filme.
Fica a ideia que não sendo propriamente um filme de referência e um filme que na sua base cumpre os seus objetivos. Fica a ideia que poderia ser melhor e com uma abordagem mais original, mas para um filme de Março de uma produtora mais pequena podemos dizer que as coisas correram naturalmente bem.
A historia fala de uma mãe que em conjunto com as suas duas filhas tenta procurar a resposta para o desaparecimento de uma das filhas, numa altura em que o corpo da mesma não apareceu mas outras foram assassinadas naquele local.
Em termos de argumento o filme é detalhado na sua abordagem, não sendo propriamente uma abordagem totalmente original e com diálogos riquíssimos ou mais que isso uma investigação totalmente detalhlada, o filme e competente nos seus curtos objetivos.
Na realização Liz Garbus acaba por ser oriunda dos documentários e tem aqui uma realização esteticamente simples, tendo em conta o tema em questão um filme algo escuro e mais que isso parece-me ser um filme simplista mas que cumpre os seus objetivos.
No cast podemos dizer que a escolha de Ryan acaba por ser positiva e funcional, porque é uma atriz com intensidade e com muitos recursos interpretativas. Ao seu lado Mckenzie e Bryne tem papeis simples mas que encaixam na necessidade do filme.

O melhor - A critica a investigação sob o prisma social.

O pior - A forma como o filme é pouco detalhado em alguns pontos

Avaliação - C+

The Grudge

Janeiro e sempre reconhecido por lançar projetos com menos ambições, e que usualmente muitos deles abarcam os filmes de terror. Este ano logo na primeira semana surgiu um remake de um filme de sucesso do inicio do milénio com nova roupagem e com um esquema temporal aparentemente mais ambicioso. Este The grudge passou pela critica com indiferença. Já do ponto de vista comercial The Grudge teve um resultado esperado e típico para os primeiros lançamentos do ano.
Sobre o filme eu confesso que numa época em que toda a gente estava a apostar em cinema de terror juvenil este The Grudge esteve longe quer no seu primeiro quer no segundo filme de ser dos mais marcantes dai que exista alguma estranheza pelo seu reeboot. Este filme e a repetição dos primeiros filmes com os mesmos pontos positivos e negativos, pensando eu acima de tudo que o risco numa linhagem temporal pouco obvia neste caso esteve longe de resultar porque a historias acabam por ser confundidas e desorganizadas sem que isso acarrete um grande proveito para o filme em si.
Parece me também que o que funcionava melhor nos primeiros filmes, ou seja a força visual do filme acabou por ficar pouco ou mesmo nada atualizada já que com o tempo e mais que tudo o trabalho que Wan fez em alguns dos seus projetos elevou em muito a exigência estética que os filmes de terror passaram a ter e isso acabou por deixar este filme nesse teor mais frouxo.
Ou seja o típico filme de terror sem qualidade e grandes objetivos que mais não e do que uma forma da produtora marcar presença numa semana que usualmente e deixada ao abandono, e a tentativa de alguns actores em pior momento ganhando espaço num filme que tenta ter mais alguns apontamentos do que o típico filme de terror mas que na verdade nunca consegue o ter.
A historia segue três linhas temporais diferentes numa casa alamdicoada, e a forma como em tempo atual decorre uma investigação que tenta perceber o que realmente esta por tras da mesma.
Em  termos de argumento mais do mesmo no que diz respeito a filmes sobre maldições, com a diferença de uma organização temporal repartida por três momentos, sendo que esta opção parece ser mais nefasta do que benéfica tornando tudo menos objetivo.
Na realização desta nova abordagem de terror tivemos Nicolas Pesce um realizador que ultimamente esta associado a filmes de terror de uma produção mais baixa, que aqui não consegue que as imagens sejam na realidade o veiculo do terror e isso e uma critica pesada num filme que tem muito peso nisso mesmo.
No cast o filme tenta ser mais rico com um cast recheado de atores que já tiveram alguns bons momentos nos diversos estilos mas cujo filme e as personagens nada acrescentam a carreiras que já tiveram melhores momentos.

O melhor - Existe algum risco na organização temporal do filme.

O pior - Não funciona, muito pelo contrário

Avaliação - D

Monday, March 09, 2020

Spenser Confidential

Num ano em que parece que a Netflix aos poucos vai recuperando o seu fulgor do ano passado, em pleno mes de Março estreou esta nova colaboração entre Mark Wahlberg e Peter Berg, a quinte consecutiva, num filme mais para o grande publico que junta ação e comedia. Em termos criticos esta colaboração ja teve resultados mais imponentes ja que este acabou por ser recebido com indiferença critica. Comercialmente so com o tempo se poderá perceber qual o real valor deste projeto ja que o serviço de streaming tem sempre muita dificuldade em ser avaliado.
Sobre o filme podemos dizer que Wahlberg funciona acima de tudo no lado mais humorístico já que como herói de ação parece sempre igual. O filme tem os defeitos e virtudes que o filme e o seu protagonista ultimamente tem tido. Ai o filme parece sempre funcionar muito melhor na comedia de alguns dos seus apontamentos do que propriamente na intriga algo previsível e pouco interessante ou mesmo nas sequencias de ação.
Esta colaboração entre Wahlberg e Berg tem sido um misto de produções algo desenovidas e com objetivos em termos de debruçar sobre uma situação com outros filmes pouco intensos ou mais que isso significativos. Este parece-me ser obviamente um desses segundos casos, num filme que e apenas resgatado pelo lado da comedia e a química entre a equipa dos protagonistas.
Numa altura em que pensávamos que a carreira de Berg como realizador estaria noutro nível parece-me um filme mais pensado no lado comercial do que outra coisa, mas fica a ideia que no género já muito e melhor foi feito noutros conceitos, sendo claro que ainda não foi aqui que Netflix começou a ganhar o ano.
A historia fala de um ex policia que apos ser preso ve o seu antigo chefe e o responsável pela sua detenção ser assassinado e as culpas recaírem num policia tido como honesto que o leva a investigar por conta próprio o ocorrido.
A intriga de corrupção policial deve ser dos temas mais recorrentes nos últimos tempos aqui o tema e trabalhado como muitas vezes já foi feito e o filme torna-se no seu desenvolvimento algo previsível. Em termos de personagens o filme e competente mas funciona muito melhor nos diálogos humiristicos.
Berg já foi um realizador mais promissor no que diz respeito aos seus filmes e o que eles significam aqui parece-me um trabalho de tarefeiro pouco arriscado e que o faz um filme quase indiferente na carreira.
No cast Wahlberg já nos pareceu em melhor forma, ultimamente temos este registo comico rebelde igual a outros papeis mas sem dificuldade porque encaixa no esteriotipo que criou. Fica a ideia que o filme necessitava acima de tudo de outros atores em destaque.

O melhor - Enquanto comedia funciona

O pior - Enquanto filme de ação nem tanto

Avaliação - C

Saturday, March 07, 2020

Birds of Prey: And the fantabulous Emancipation of One Harley Quinn

Depois do desastre que foi um Suicide Squad irreverente e pouco mais, percebeu-se de imediato que a única coisa que poderia resultar e ter continuidade daquele filme era a construção de Margot Robbie de Harley Quinn e isso foi o que aconteceu nesta sequela da sua historia, abandonando de imediato tudo o resto. Contudo em termos isolados este filme embora tenha funcionado melhor que o seu antecessor não foi propriamente um sucesso critico, embora tenha obtido na generalidade boas avaliações. O problema do filme foi mais comercial e principalmente nos EUA onde ficou algo longe dos resultados de um filme de super heróis.
SObre a historia o filme não nega o seu anterior partido do pressuposto da relação de Quinn com Joker, mas percebe-se que o filme pega no que de melhor tem o filme anterior, ou seja a construção da personagem por Robbie e explora-o ao máximo não se importando se as coisas tem sentido ou não. E um filme que quer ser irreverente, e consegue ser, mesmo que o produto final não seja mais que uma personagem louca e irreverente.
Onde o filme funciona melhor e não acompanhar a boa personagem com uma boa historia, com bons companheiros e muito menos com um bom vilão. ALias nestes pontos de união o filme acaba mesmo por ser algo pobre, sendo a historia e os atrasos e retrocessos da historia algo que não encaixa numa historia que se necessitava dinâmica, e mais que isso com outras personagens que não fizessem de Quinn a menos ma dos outros.
OU seja uma sequela natural, longe de ser brilhante ou mesmo de qualidade superior, onde fica na retina mais que tudo uma construção interessante de uma atriz em boa forma e de uma personagem icónica que ao segundo filme sem ser fantástico faz-nos pensar que merecia algo mais para se tornar uma referencia.
A historia segue Quinn depois de estar separada de Joker e a forma como rapidamente se torna um alvo de muitos dos bandidos de Gotham que a leva a uma guerra pela sobrevivência ainda para mais quando se une a uma jovem que roubou o maior vilão da cidade.
Em termos de argumento tirando a construção da personagem o filme é pobre, na intriga que cria e muito mais na organização da mesma. O filme tem espaço para o humor, que fica sempre a cargo da irreverencia da personagem.
Na realização de um projeto de grande estúdio como este a batuta foi entregue a Cathy Yan uma jovem realizadora desconhecida que tenta dar ao filme a cor e a irreverencia da personagem mas cujo argumento não ajuda particularmente e a desorganização temporal não e um apoio.
No cast Robbie e uma excelente Quinn e isso já tinha sido evidente em Suicide Squad mas fica mais vincado neste filme, e o seu ótimo momento de forma faz-nos pensar que merecia um filme melhor. Em termos de apoio os secundários personagens e vilões mais que pobres, não tiveram interpretações que as tornasse diferenciadoras

O melhor - Margot Harley Quinn

O pior - Os outros personagens

Avaliação - C

Sonic: The Headgehog

Nem sempre um inicio mau na promoção de um filme pode conduzir a um resultado desastroso. Este live action do famoso boneco dos videojogos começou com muitas criticas ao seu aspeto, mas depois de modificado as coisas até resultaram junto dos amantes do jogo que tornaram este peculiar filme, que nem foi grande sucesso critico se tornasse num sucesso imediato comercial e um dos filmes importantes neste parâmetro ate ao momento.
E sempre difícil fazer uma mistura de live action com animação ainda pior quando se tenta ao mesmo tempo agradar aos mais pequenos mas também aos maiores já que foram estes que mais próximos estão de Sonic. O resultado do ponto de vista de empatia funciona, porque o filme consegue trazer os pontos mais icónicos do jogo como a velocidade e os aneis, mas que consegue ao mesmo tempo ser engraçado e non sense o que muitas vezes acaba por ser o estilo de humor que mais funciona neste género de projetos.
E obvio que não temos uma abordagem totalmente diferenciadora, embora os flashbacks e fowards da moda estejam bem patentes na organização temporal o que pode dificultar o filme para os mais pequenos. OU seja parece na sua base um filme muito mais pensado para os maiores do que propriamente para os mais pequenos. Mesmo assim o lado fraterno e mais que isso de amizade e alguns efeitos vao fazer o filme funcionar junto do publico mais jovem.
Não sendo obviamente um filme denso, ou uma abordagem totalmente diferenciadora, penso que Sonic funciona nos seus intentos onde muitos outros falharam. Uma boa conjugação de efeitos mas mais que tudo um respeito pelo jogo de base e algum sentido de humor.
A historia fala da adaptação do ouriço azul ao nosso pais, e a forma como de repente acaba por estar na mira de instituições governamentais que contratam o perigoso doutor robotnick para o capturar, onde terá a ajuda de um policia de uma pequena cidade.
EM termos de argumento de base a historia obvia, nem sempre densa, ou com muita logica, mas que abre espaço e bem para o lado mais criativo de algumas piadas que funcionam. O repartir dos objetivos entre os maiores e mais pequenos e um dos bons pontos do filme.
Na realização a tarefa ficou entregue a Jeff Fowler que se estreia depois de estar associado aos efeitos especiais de alguns filmes. O trabalho embora de tarefa funciona principalmente porque não e proejudicado pela relação entre estilos. O trabalho era difícil e saiu do mesmo com vida.
No que diz respeito ao cast do filme, a escolha de Carey funciona perfeitamente, dando aso as suas caretas e o lado sem sentido. O filme demonstra que nisto carey funciona como poucos, sendo que a escolha vocal para sonic e também ela funcional.

O melhor - Algum sentido de humor apurado

O pior - E o filme possivel

Avaliação - C+

Saturday, February 29, 2020

All the Bright Places

NUm ano em que a netflix ate ao momento tem estado bem mais calma eis que surge a sua produção romatica no mês dos namorados, apostando num drama com dois dos jovens valores do cinema atual. Em termos críticos o filme até respondeu de forma positiva algo que nem sempre tem sido comum nas apostas menores da aplicação. Por sua vez do ponto de vista comercial numa fase mais adormecida do serviço o resultado poderá ser funcional ainda para mais tratando-se de uma adaptação literária juvenil.
Sobre o filme eu confesso que a forma como o filme começa acaba por ser demasiado próxima de outros dramas semelhantes, no que diz respeito a forma como a relação central e construída e principalmente na forma diferenciada das personagens e no resgate que e feito. Ficamos com a ideia que noutros dramas juvenis algo semelhante acaba por já funcionar.
Na reviravolta o filme acaba por se diferenciar, talvez tornando-se demasiado dramático mas acaba também por ter uma mensagem imponente de mostrar formas diferentes de se reagir adversidade, sendo que nesse particular a construção da personagem central acaba por elevar nesses momentos o filme, que se torna no entanto rapidamente demasiado escuro, o que para juvenil acaba por ser demasiado pesado.
Certamente um filme com uma função clara de libertar lagrimas de adolescentes, potenciado por personagens diferentes que encaixam bem um no outro, mas pouco mais. Fica a ideia que estamos numa época em que o drama ate a exaustão funciona num publico algo deprimido e que tem neste filme o seu espelho.
A historia fala de um jovem que encontra uma jovem perto do suicídio apos a morte da irmã e constrói com esta uma relação tendo em vista ultrapassar a depressão, contudo esta ajuda tem duas pontes.
No que diz respeito ao argumento parece-me que entra no drama juvenil semelhante a outros que nos últimos tempos foram lançados. Os diálogos descontraídos já são um estilo muito assimilado para balançar o peso do drama e aqui isso funciona. Parece mais interessante o lado escuro que o filme esconde para depois central ali atenções.
Na realização Brett Halley e um realizador que teve em Hero um filme mais interessante mas que aqui tem uma realização juvenil que apela ao drama. Não sendo artisticamente uma referencia parece-me que o filme cumpre os seus objetivos sem grande sublinhado.
NO cast Fanning esta num bom momento principalmente porque consegue atingir níveis dramáticos interessantes. O filme conjuga bem o lado mais descontraído de um Smith a ganhar dimensão num actor jovem que me paresse promissor

O melhor - O lado escondido do filme.

O pior - Esta na moda o drama juvenil até a exaustão

Avaliação - C`+

Spies in Disguise

Depois da 20 Century Fox ter sido comprada pela Disney, muitos ficaram na duvida de qual seria o futuro da Blue Sky a produtora de animação do grande estúdio e que sempre foi um competidor próximo da Disney. O primeiro filme lançado pela produtora, agora da Disney foi este filme de animação e espiões que pareceu andar perdido quanto ao seu lançamento sendo o ultimo filme de animação a ser lançado no ano passado.Criticamente o filme não foi brilhante com avaliações essencialmente medianas. Do ponto de vista comercial as coisas ficaram muito longe daquilo que conseguiram outros filmes do mesmo estúdio e que talvez valha a pena pensar se a associação e o label Disney não e mais rentável.
Sobre o filme embora nos pareça logico que um filme de espiões, invenções e animação tenha lugar, parece-me claro que um filme de agentes super secretos de animação tem um publico alvo muito reduzido, já que se torna rapidamente muito adulto para os mais pequenos mas a animação e principalmente algum estilo juvenil da relação entre as personagens afasta por completo os adultos.
Do ponto de vista de produção embora seja um filme de primeira linha produtiva, parece-nos que em termos de inovação o filme esta longe de ser brilhante, porque adota um estilo das personagens muito próxima de outros filmes e em termos de historia e mais que isso em termos de humor e muito próximo de outros filmes feitos inclusivamente pelo mesmo estúdio.
Ou seja restava ao filme fazer com que a entrega de vozes icónicas as personagens centrais funcionasse e isso acaba por acontecer. Mas fica a ideia que e mais do mesmo e que este ano a animação necessitava de algum fulgor novo ou originalidade algo que acabou por não existir, sendo este filme um atalho comercial.
A historia fala de um agente super secreto que depois de se ver envolvido numa cilada procura ajuda de um jovem e irreverente inventor para o ajudar a passar despercebido para não ser apanhado e mais que isso tentar desvendar o que esta por tras da sua intriga
Do ponto de vista de argumento a historia e mais que isso o estilo narrativo e repetitivo e próximo do que outros filmes de animação de uma segunda linha já o fizeram. Em termos de personagem o básico, em termos de humor igual, e fica a ideia que não e na historia que o filme consegue capitalizar atenção.
Na realização desta produção temos a estreia de uma dupla de realizadores que esteve relacionado com outras produções da produtora, que aqui tem um estilo de abordagem simples e mais que isso algo repetitiva, fica a ideia que já vimos estas figuras antes.
No cast de vozes a escolha de Smith encaixa perfeitamente na personagem e da ao filme vida em momentos que de outra forma não teria. Também Holland parece uma boa escolha sendo este parâmetro um dos mais funcionais do filme.

O melhor - O cast das duas vozes principais

O pior -A historia ser algo repetida

Avaliação - C

Monday, February 24, 2020

The Last Thing he Wanted

Numa altura em que a netflix ainda se tenta recompor pelo facto de não ter conseguido levar a melhor na corrida aos oscares. Logo para iniciar o ano, temos esta adaptação literária, realizada por Des Ree, que estranhou o facto de se ter estreado num mês de Fevereiro, normalmente pouco apelativo para projetos como este. Criticamente o filme foi um descalabro com avaliações muito negativas, o que vai certamente colocar em causa a visibilidade comercial que o filme vai acabar por ter.
Sobre o filme podemos desde logo perceber que é uma historia densa, que junta ao mesmo tempo as relações internacionais dos EUA, o jornalismo e pior que isso as ligações criminosas. Tudo poderia funcionar bem, principalmente porque o filme consegue chamar a si bons interpretes mas a organização, ou melhor dito a desorganização com que os temas se vão organizando acaba por nunca permitir que o filme tenha o impacto desejado, a não ser no seu final ou mesmo em momentos em que o filme parece estar algo refem de um esquema circular.
O filme até me parece que no final tem uma intriga densa e forte, mas que perde totalmente o impacto, já que o filme acaba por ser demasiado embrulhado em termos daquilo que é o desenvolvimento de cada um dos pontos, o que o torna desde logo pouco objetivo. Fica a ideia mesmo que a determinada altura o filme apenas quer terminar pois sabe que as revelações finais podem resgatar algo que até então estava longe de ser brilhante.
Ou seja um filme que não se percebeu no momento em que foi lançado a razão de tais datas, mas que com o passar do mesmo percebe-se que até poderia ser forte mas a sua desorganização interna acaba por colocar totalmente de lado qualquer hipotese de sucesso, transformando-o numa desorganização pouco ou mesmo nada interessante.
A historia fala de uma jornalista na casa branca que em plena guerra eleitoral, acaba por se ver envolvida numa intriga envolvendo num pais de terceiro mundo, tráfico de armas e drogas, que coloca em causa a sua sobrevivencia num pais com costumes totalmente diferente.
Em termos de argumento o filme parece acima de tudo desorganizado, em termos daquilo que é o desenvolvimento narrativo do mesmo, fica a ideia que as personagens mereciam bem mais crescimento e uma estrutura mais definida para tudo ficar bem mais efetivo.
Na realização Des Ree, tem capacidade de dar valor estetico aos seus filmes, principalmente nos contextos mais adversos. neste filme fica a ideia acima de tudo que é no argumento e na montagem que as coisas não ficam particularmente famosas, contudo normalmente com resultados finais como este as carreiras não ficam melhores.
O filme e ingrato para Anne Hathway, já que fica a ideia que o filme e a personagem poderiam-lhe dar um teor e uma força que o filme nunca consegue ter, acabando por ficar isolada. Affleck por sua vez não está em boa forma e o filme paga caro essa fatura.

O melhor - Hathway com uma boa interpretaçao

O pior - O filme a deixar por completo sozinha

Avaliação - D+

Saturday, February 15, 2020

JUmanji: The Next Chapter

Dois anos depois do conceito de Jumanji ter sido recuperado e adaptado aos nossos dias eis que surge a sua natural sequela que se tornou inevitável depois do tremendo sucesso comercial do primeiro filme. Este segundo filme com algumas aquisições e alterações acabou também ele por resistir a sempre exigente critica, o que é sempre um bom ponto de partida para qualquer filme de grande expansão comercial. Neste nível embora menor do que o primeiro filme o resultado continuou a ser bastante interessante.
Eu confesso que principalmente na forma como o filme usa a questão dos avatares em termos humorísticos o filme funciona bem, sendo que neste filme aliado a isso tem a alteração dos mesmos no processo que é uma escolha que também ela funciona. Nisso o filme é original na abordagem conjugando com efeitos e com uma produção de primeira linha no que a blockbusters diz respeito.
Outro dos pontos que funciona e a forma como os interpretes escolhidos conseguem funcionar naquilo que lhes e expressamente pedido e mais que isso na forma como funcionam em conjuntos, sendo que aqui o filme pouco ou nada arrisca escolhendo alguns dos valores comerciais mais ativos do momento.
O que falha no filme e que a historia e demasiado parecida em toda a linha com o primeiro filme, fica a ideia que narrativamente o filme e quase sempre mais do mesmo, e isso torna-o previsível. Também em termos de nova introduções no mundo fantástico o filme parece algo limitado ficando a ideia que quer em termos de vilania e mesmo em termos das sequencias de aventura poderíamos ter mais criatividade e um corte mais claro com o primeiro filme.
A historia segue as mesmas personagens num capitulo diferente do mesmo jogo, so que desta vez o quarteto de amigos não esta sozinho tendo consigo dois amigos e familiares mais velhos que no corpo de outros vai poder ter uma nova vida.
Em termos de argumento o filme está longe de ser criativo e muito diferenciador relativamente ao primeiro filme e isso torna-o algo obvio. Do ponto de vista do lado dos avatares penso que o filme continua a potenciar bem esta escolha como o valor maior humorístico que a historia acaba por ter.
Fruto destes dois filmes parece-me que Kasdan esta a trabalhar bem em termos de se tornar um bom tarefeiro de filmes com muito dinheiro envolvido. Não temos particularmente um filme de autor, ou uma originalidade de abordagem assumida, mas o filme sabe utilizar os meios ao seu dispor para ser acima de tudo eficiente.
No cast as escolhas de THe Rock e Kevin Hart a solo e em conjugação funciona sempre, Gillan e Balck encaixam bem o quarteto que em termos de química já tinha funcionado bem no primeiro filme. Nas novas aquisições temos Akwafina que depois do globo de ouro vai ganhando alguma dimensão comercial, embora neste filme acaba por naturalmente ser o parente mais pobre.

O melhor - Novamente os avatares

O pior - Demasiado colado ao primeiro filme

Avaliação - C+

Charlie's Angels

Dezasseis anos depois do mais recente reboot de anjos de charlie ter sido abandonado depois de resultados comerciais e críticos pouco apelativos, eis que Elizabeth Banks no papel de realizadora tentou revitalizar o conceito com novas aquisições. Esta estreia de alguma dimensão no entanto falhou por completo. E se criticamente as coisas nem foram tao negativas com uma mediania que deixa a clara sensação de poder ser bem pior, o grande problema do filme foi mesmo o seu maior objetivo que era o resultado comercial que ficou muito abaixo das piores previsões.
Sobre o filme e fácil perceber que o conceito dos anjos de charlie esta longe de ser por si so, um conceito de filmes complexos ou que preencham os amantes de cinema, e sim um cinema de desgaste rápido, e aqui e novamente mais do mesmo, ou seja um filme mais estético do que narrativamente desenvolvido, num conceito de filme de desgaste rápido que parece ter tido uma contenção de custos em termos de produção e que esta longe de ser minimamente interessante.
O problema do filme começa desde logo no elenco, fica a ideia que tirando Scott todas as restantes foram erros de escolha que acaba por se tornar mais evidente quando saímos fora dos anjos de charlie e entramos no mundo dos vilões. Mas o problema mais que a escolha de peças acabou também por ser a narrativa escolhida, muito débil e nem o volte face final consegue catapultar o filme para melhor qualidade.
Ou seja mais um entre muitos reboots falhados de um conceito que já se previa estar gasto nos dois filmes anteriores. Fica a ideia que em termos visuais o filme poderia e deveria ter evoluído mais, mas percebeu-se dessas limitações no momento em que Banks uma realizadora ainda sem conceito foi escolhida para liderar o projeto.
A historia fala dos anjos de charlie em mais uma missão tendo em vista impedir que um perigoso objeto entre em mãos erradas e coloque em causa toda a sobrevivência do mundo, no momento em que a equipa integra um elemento novo.
Em termos de intriga o filme e pobre, tenta no fim com alguns volte faces ganhar algum contexto mas parece-me sempre desfavorável em termos do interesse que as personagens tem para o filme. FIca a ideia que apenas de uma forma muita isolada o filme tem alguns momentos de humor o que e muito pouco em termos de um filme com grandes objetivos comerciais.
Banks pegou no projeto como realizadora e argumentista, ela que anteriormente já tinha pegado em Pitch Perfect sem grande sucesso e aqui demonstrou algum conceito pop e pouco mais com pouca arte ou criatividade para dar uma nova roupagem a um conceito popular mas com pouca complexidade. Não me parece mostrar grandes atributos para uma carreira de realizadora.
No cast desde logo a péssima escolha de Stewart, num filme e em personagens que exigem alguma sensualidade, a escolha parece um tiro ao lado por completo, que se concretiza no filme. As suas colegas funcionam melhor no registo pedido embora me pareçam ainda sem carisma para assumir um filme com esta dimensão. Nos secundários quer Claffin quer Stewart ,muito longe do que já fizeram.

O melhor - As cidades por onde o filme passa

O pior - O conceito não ser minimamente potenciado

Avaliação - D+

Friday, February 14, 2020

Black Christmas

O natal é talvez a epoca do ano que mais filmes consegue ter dedicado a sua epoca, dos mais diferentes generos. Este ano surgiu este peculiar filme de terror passado em clima universidade e das irmandades criadas. Este filme de terror muito juvenil acabou por ter quase nenhum impacto critico, sendo que também do ponto de vista comercial as coisas acabaram por correr de uma forma bastante diminuida.
Sobre o filme eu confesso que tentar fazer um filme de terror juvenil para maiores de 12 anos de idade é o primeiro pronuncio que provavelmente não vamos ter qualquer tipo de terror, o que se confirma por completo, e que o filme fica totalmente dependente da sua historia central, a qual acaba também ela por ser bastante básica e totalmente previsivel, o que torna este filme numa obra de qualidade inferior, que pouco ou nada tinha para resultar.
Fica a ideia mesmo quando se observa filmes de um nivel inferior que conseguem ter divulgação wide que estes filmes tragam pelo menos alguma coisa de novidade ao panorama cinematografico atual, o que neste caso nunca consegue, porque é um mediocre filme de adolescentes, é um inexistente filme de terror e pior que isso é um filme que não consegue surpreender em momento algum o espetador quando fica a sensação que em momentos tem esse objetivo.-
O único ponto onde o filme acaba por ter alguma dimensão é no tema da sexualidade e principalmente do abuso sexual, onde me parece que o filme tras um tema pertinente, exagerando no seu tratamento mas sempre com a ideia que é uma questão a denunciar e moralmente é assinalavel esse ponto num filme que em tudo o resto acaba por ser demasiado vazio
A historia fala de um grupo de jovens que inseridas num contexto de faculdade dominado por homens, começam a ser atacadas por pessoas mascaradas, que as obriga a juntar-se para sobreviver a estes ataques.
Em termos de argumento para além da alusão à questão do abuso sexual na adolescência o filme acaba por ser narrativamente e principalmente em termos de intriga bastante vazio já que as personagens em momento algum tem qualquer tipo de desenvolvimento, e mais que isso em termos de dialogos o filme nunca consegue ser engraçado ou impactante
Na realização Sophia Takal já tem alguma experiência no mundo do terror mas aqui cai num erro primordial que é tentar efetuar um filme de terror para maiores de 13 anos o que é um erro total de abordagem e o filme paga caro essa limitação.
No cast Potts usualmente mais associada ao cinema independente e a protagonista deste filme de terror com um trabalho bastante limitado a todos os niveis, numa personagem que também não ajuda qualquer carreira. Os restantes secundarios na verdade quase não existem

O melhor - A abordagem da temática do abuso sexual

O pior - A falta de impacto do filme

Avaliação - D

Thursday, February 13, 2020

The Last Full Measure

O cinema de guerra nos ultimos anos ganhou algum novo impulso principalmente pela inovação tecnologica que foi permitindo ao longo do tempo que o espetador tivesse mais facilidade em entrar dentro da propria historia. Isso acabou por deixar de lado algumas das historias de guerra mais densas, uma das quais que foi a base deste filme que estreou com total indiferença critica e que comercialmente foi também ela tratada com algum desprezo por parte dos espetadores.
Um filme de guerra quando não entra particularmente na ação ou mais que isso não aposta na força dessas cenas tem usualmente muito mais dificuldade em fazer prevalecer o seu conceito. Este filme tem essa dificuldade ou porque perde demasiado tempo a falar sobre honra e sobre a emoçao e pouco sobre os feitos da personagem central. Mas mais que isso porque os flashbacks na verdade acabam por nada dar de substantivo a historia tornando-se replicas de cenas de ação quase sempre cinzentas.
Por tudo isto temos um filme que funciona até em demasia da vertente melo dramatica, fica mesmo a ideia que o filme a determinara altura se assemelha aos dramas cristãos que têm invadido o cinema do que propriamente é um filme objetivo sobre a guerra e sobre um dos seus herois, o que torna a sua toada pouco intensa.
Um dos tipicos filmes de janeiro, ou seja um projeto pequeno, com resultado muito concreto, ficando a ideia que com outros meios ou mais que isso com uma produçao maior que tornasse os flashbacks mais importantes poderiamos ter um filme bem mais significativo ja que assim parece claramente que as coisas são bastante curtas.
A historia fala de um advogado do pentagonal responsável pela atribuição ou estudo de eventuais condecorações que acaba por começar a investigar os feitos de um falecido heroi do vietnam entrando na vida dos seus companheiros sobreviventes os quais lutam por essa distinção.
Em termos de argumento um filme simples e mais que isso um filme que apela mais a emoçao do que a razão, isso fica evidente em todos os dialogos do filme, quase sempre pensados numa emoçao pura e mais que isso pouco trabalho no processo de investigação, num filme que se assume como marcadamente de baixa produçao.
Na realizaçao Todd Robbinson e um realizador que ja teve algumas abordagens de guerra nunca com grande sucesso e aqui volta a não ter, principalmente porque o filme é pequeno naquilo que sao as sequencias de guerra e mais que isso porque o filme nunca na realidade consegue transportar as personagens para outros patamares na historia.
No cast um conjunto de atores veteranos com papeis razoaveis com particular destaque para um Hurt que regressa a um bom nivel. A interpretação central vai para um Stan ainda à procura do seu proprio espaço, até ao momento ainda por conseguiur

O melhor - A emoçao do filme

O pior - Os flashbacks inocuos de guerra

AValiação - C

Horse Girl

Depois de um ano 2019 onde a Netflix colocou diversas cartas em jogo e principalmente em termos de premios os resultados não foram totalmente os esperados eis que o novo ano começa com este pequeno filme independente, que teve a sua primeira demonstração em Sundance. Este filme foi recebido com criticas favoraveis embora insuficientes para embalar o filme para mais altos voos. Do ponto de vista critico parece-me claro que não será propriamente o coceito mais forte da aplicação.
Sobre o filme desde logo parece-me importante sublinhar que começa muito bem, um filme que consegue fazer uma excelente caracterização da personagem central, na sua especificidade e mais que isso na forma como se vai agrupando nos diversos contextos onde se movimenta. Com a entrada no lado ilusorio o filme perde-se muito e torna-se pouco impactante porque basicamente se torna numa pura ilusao e nem sempre me parece que isso seja a melhor escolha que um filme pode ter.
E certo que o filme cria alguma expetativa nos espetadores de poder resultar em algo concreto que por sua vez nunca é concretizado e que isso acaba por a determinada altura apagar o lado mais criativo da historia. Parece-me também que a fase final se torna demasiado filosófica para um filme so e que isso em si não traga particularmente qualquer beneficio para o resultado final que o filme consegue junto do espetador.
Ou seja um daqueles filmes que promete mais do que realmente acaba por dar, um daqueles filmes sustentados numa personagem que nos é bem apresentada contudo com um tema dificil nem sempre o resultado final é o mais forte, mas mais que isso um filme que quando as dificuldades aparecem não consegue em momento algum as ultrapassar na plenitude para se tornar num filme eficaz.
A historia fala de uma jovem isolada do mundo, com a sua vida totalmente rotinada que começa a padecer de esquizofrenia com ilusões que começam a condicionar tudo da sua vida, confundindo a realidade da fantasia, numa bola de neve de proporções gigantescas.
O argumento tem uma boa premissa e um bom plano, de dificil execução e que a sua concretização nem sempre acaba por ser brilhante. Parece obvio que a ideia do filme é muito melhor que o seu resultado final, motivado não so pela dificuldade de a implmentar mas principalmente por na fase final o filme tentar ser mais artisitico do que objetivo.
Na realizaçao Jeff Baena tem um trabalho com alguns detalhes mas que perde por nunca ser um facilitador na forma como o espetador acaba por compreender o que lhe esta a ser transmitido. Um realizador a caminhar para o seu espaço, mas a quem ainda falta a boa conclusão dos seus filmes.
No cast podemos dizer que BRie tem talvez o melhor papel da sua carreira, ou não fosse uma historia escrita de si e por si. Fica a ideia de termos aqui mais talento dramatico do que tem sido utilizador e com boas escolhas de papeis poderemos mesmo ter um caso serio no futuro.

O melhor - A interpretação de Brie

O pior - A forma como o filme vai perdendo a sua ligação à terra

Avaliação  - C