Saturday, March 25, 2017

Split

2017 começou em grande em termos daquilo que um filme pode esperar no sempre cinzento mês de Janeiro. M Night Shylaman há algum tempo afastado dos seus melhores resultados conseguiu com este filme novamente reunir algum valor critico, ainda que longe do que obteve no seu filme de estreia, mas tambem comercialmente este Split teve bons resultados principalmente tendo em conta a dificuldade natural que é estrear em competição com os filmes na corrida aos premios.
Eu confesso que estava algo expetante por este filme, quer pelo seu misterioso trailer mais acima de tudo porque muitos falavam na sua diferença. Mas confesso que quando o filme começa a desenvolver-se fiquei um pouco desiludido, desde logo porque o filme se torna algo circular até ao desenlace final, que acaba por tornar o filme bem diferente daquilo que estava a espera, tornando-o claramente mais serie B, muito irrealista, e nem o o aperitivo final torna na minha opinião este filme um dos melhores do autor, já que se torna redutor e simplista e tira a coerencia que muitas vezes um filme como este deve ter.
Ou seja o filme ate poderia ter uma premissa interessante a da luta pela sobrevivencia com a luta entre as diferentes personalidades da mesma personagem, nesse ponto e nessa introdução o filme até consegue ser promissor, contudo com o seu desenvolvimento penso que o filme torna-se repetitivo, não consegue ir muito para alem da premissa no que diz respeito ao potenciar da ideia, e a luta final e os lados passados do filme acabam tambem eles por serem pouto trabalhados e abandonados, fica a sensação que vamos ter sequela, mas ai penso que muito mais tem de ser respondido.
Shylaman tem alguns pontos muito comuns no seu filme, por um lado serem ou encaminharem-se para pontos que muitos pensavam que não seria a decisão do filme, os twist final, mas penso que o que diferencia os melhores dos piores filmes do realizador e a intensidade emocional do filme e aqui o filme so consegue algum destaque pela complexidade da personagem central e muito pela interpretação de Mccavoy.
A historia fala de tres estudantes que são raptadas por uma pessoa com multipla personalidade e entram em cativeiro tudo fazendo para sobreviver entre si, num espaço totalmente desconhecido.
Em termos de argumento temos de analisar o filme sob dois vetores, por um lado a base do filme, com a forma com que trabalha a personalidade multipla que me parece arriscada e corajosa, e que poderia ser uma boa base narrativa para o filme, e o seu desenvolvimento muito aquem daquilo que o filme poderia valer em si.
Na realização Shylaman tem uma forma particular de tornar ou os seus filmes demasiado negros ou demasiado claros em mudanças subitas, aqui temos mais na linha inicial, o seu açucar habitual no final do filme é sempre uma imagem de marca e aqui tambem tem.
O filme vive em demasia, por alguma fraqueza do guião da interpretação de uma James McCavoy em grande forma, num papel dificilimo, ele tem uma entrega notavel e é a alma mais forte do filme, num actor num ponto de maturação plena a estar atentos nos proximos anos.

O melhor – A interpretação de McCvoy

O pior – A premissa do filme se tornar no final num tipico filme de acçao serie B


Avaliação - C

Sunday, March 19, 2017

The Great Wall

Cada vez mais o dinheiro de mercados emergentes principalmente o asiatico tem chamado para algumas das suas produções figuras de renome. Neste que foi talvez o projeto mais ambicioso não americano foi Matt Damon que abandonou tudo, entre os quais um papel de oscar para protagonizar esta epopeia com muitos meios. O resultado critico ficou muito aquem do esperado com avaliações medianas tendencialmente negativas. Por sua vez comercialmente nos EUA o filme acabou por ser um floop tendo em conta o investimento tido em conta, algo que foi alterado nos mercados mais globais, sempre mais disponiveis para novas apostas.
Sobre o filme eu confesso que a forma de realizar do cinema oriental me parece algo repetitivo pela grandiosidade dos cenarios normalmente ser acompanhado por algumentos basicos que acentam em sequencias de luta bem montadas e mais que isso em cenarios e realizações de primeira linha. Este é mais um filme com esta bandeira, filmado na lingua inglesa mas com toda a inspiração oriental, apostando mesmo no lado imaginario de criaturas imaginarias para tornar tudo ainda maior.
E isto torna o filme pobre em novidade, pobre naquilo que significa enquanto obra isolada para o cinema e muito por culpa de uma historia de base repetitiva pouco complexa, e na maior parte do tempo previsivel ou mero pretexto para fazer funcionar um argumento que tem no epicentro as longas e cheias de efeitos especiais sequencias de acção.
Num momento em que quase os filmes de sequencias espetaculares de acção conseguem resitir no sempre complicado mercado global, parecia que existia espaço para mais, ainda para mais quando se trata da maior aposta do cinema chines em termos de investimento, fica a sensação que o medo de errar tornou tudo mais limitado em alcance.
A historia fala de um dois guerreiros presos pelo imperador que acabam por se tornar lutadores do exercito contra uns perigosos monstros que ponhem em causa a consistencia do imperio chines.
Em termos de argumento sabe muito a pouco aquilo que em termos de intriga o filme nos apresente. Ou seja parece sempre algo vazio, algo sem conteudo quer na dinamica das personagens quer mesmo nas motivações. O filme parece relaxar depois de apresentar as motivaçoes da luta e dar o protagonismo apenas aos efeitos.
Na realização Yimou Zhang e talvez um dos realizadores orientais apos Ang Lee de maior sucesso e habituado a gerir grandes filmes com orçamentos de hollywood aqui tem boas imagens num filme mais estetico do que competente. Gostava de o ver a sair do traidicionalismo de taiwan ou china.
No cast a opção de Damon por este papel em deterimento de protagonizar Manchester By the Sea vai ser considerado durante anos a opçao mais errada de carreira que há memoria, não apenas pela qualidade da segunda mas pelo vazio da primeira tendo em conta os padrões de Damon.

O melhor – A produção estetica do filme.

O pior – A falta de complexidade narrativa do filme


Avaliação - D+

Office Christmas Party

Cada vez é mais comum algumas produtoras aproveitarem partes do ano para fazerem filmes tematicos, um dos periodos mais aproveitados de variadissimas formas é o Natal. Este ano sob a forma de festa de uma empresa surgiu esta comedia, com muitos habitues do genero de forma a conseguir amealhar alguns dolares comercialmente. Criticamente assim como a maioria dos filmes semelhantes os resultados não existiram. Ja comercialmente e principalmente porque se trata de festas cada vez mais comuns os resultados foram interessantes sem nunca serem entusiasmantes.
Sobre o filme, cada vez mais a comedia apenas aposta ou em piadas, ou trocadilhos sexuais ou aposta totalmente no exagero de situações normalmente em festas. Aqui temos este segundo ponto e em termos comicos podemos dizer que a formula do filme ou raramente resulta, ou na maioria das vezes se torna repetitivo apostando apenas no exagero e no extremar de situações. Porque em tudo o resto o filme não existe sequer em personagens em narrativa e em dialogos.
Alias ao longo do filme nós esquecemo-nos de onde o filme vem e onde quer chegar em termos de intriga, principalmente porque essa é totalmente colocada de lado ou para apostar em sequencias de exagero por si so em festas, por sequencias comicas isoladas que na maior parte das vezes até acaba por nem funcionar ou pior que isso aposta em lados amorosos que nunca são realmente aposta na formula do filme.
Por tudo isto mais uma comedia de baixa qualidade igual a muitas que no final do ano passado foram apostas por diversas produtoras com o objetivo de ganhar algum dinheiro na epoca de natal. Penso que cada vez mais e importante alguma criatividade e inovação no cinema comico porque a formula ou está repetitiva ou está mesmo pouco funcional.
A historia fala de um proprietario de uma empresa e dos seus aliados que na tentativa de resolver o problema em que a mesma esta implementada fazem uma festa de natal com o objetivo de contratar um famoso funcionário que poderá dar a volta à situação.
Em termos de argumento a historia e totalmente vazia sobre todos os vetores de analise, principalmente a intriga básica e completamente posta de lado ao longo do filme, em termos de dialogos, ou absurdos ou inexistentes. Em termos comicos o filme também está longe de ser de primeiro plano.
Na realização um habitue de filmes comicos e alguem que gosta de potenciar o aspeto gráfico dos mesmos. A dupla de realizadores tem usualmente uma formula muito propria de funcionar colocando a camera ao serviço da piada, contudo aqui normalmente não funciona.
No cast podemos dizer que pouco ou nenhum risco, Bateman, Aniston, Park e Mckinnon em personagens tipicas que nada trazem ao filme, principalmente por serem pouco desenvolvida.

O melhor – A forma como leva a tradição natalicia para algo mais atual

O pior – A dificuldade do filme em ser engraçado


Avaliação - D

Saturday, March 18, 2017

Why Him?

James Franco é sem duvida nos dias de hoje o actor e realizador mais ativo de hollywood, e mesmo que grande parte dos seus filmes acabem por não ter qualquer visibilidade, principalmente quando fica atrás do ecra e normal todos os anos lançar um filme com objetivos mais comerciais. Este ano acabou por ser esta comedia familiar de fim de ano, opondo-se a Bryan Cranston alguem que nos ultimos tempos tem colaborado em diversos projetos com Cranston. O resultado critico do filme foi péssimo com avaliações essencialmente negativas. Por sua vez em termos comerciais, o grande foco do filme, o resultado acabou por ser simpático sem nunca ter sido brilhante.
Sobre o filme, eu confesso que o tema sogro namorado da filha em disputa me parece gasto principalmente depois do sucesso de meet the parents, contudo este consegue a todos os niveis ser mais irrealista e absurdo e um humor que tenta ser adulto e atual, acaba por só a muito espaço conseguir funcionar em qualquer ponto. Alias penso mesmo que é no estilo de humor que o filme não resulta nunca conseguindo dar realismo nem à situação e muito menos ao conflito existente, tornando-se numa das comedias mais absurdas e sem grança que foi aposta de grande estudio nos ultimos anos.
E o grande absurdo do filme centra-se na forma como a personagem central, interpretada por Franco é montada, a mesma não existe não tem qualquer sentido ou coerencia e tudo onde ela entra acaba por se tornar assim, ou seja um filme que a determinado momento questionamos quais seriam os reais objetivos do filme porque no final não conseguimos em momento algum ter qualquer opinião sobre o que acabamos de ver.
Contudo tem cada vez mais sido moda no cinema de comedia, ir ao exagero tirar as personagens dos sentimentos basicos e mais que isso dar um teor sexualizado a todas as situações e dialogos, isso tem tirado alguma da força pelo numero exagerado de comedias com esta base, que quase secou tudo o que possa ser feito noutro tipo de contextos.
Sobre o filme fala de uma familia tradicional que embarca para conhecer o namorado da filha e depara-se com um excentrico jovem multimilionário, com uma forma de ser completamente diferente daquilo que todos os elementos estão habituados, sendo que uns vão se habituando melhor a esta questão do que outros.
Em termos de argumento a base do filme, é um habitue em comedias familiares, a concretização vai muito para além do razoavel, não tem graça, não tem personagens as situações tem tanto de absurdas como de irrealistas e nunca consegue conduzir o filme para um climax que parecia simples, já que nunca consegue retirar uma das personagens centrais da linha total do absurdo
Na realização John Hamburg, argumentista usual de filmes de bem Stiller entre os quais o Meet the Parents, tem aqui uma copia parecida num contexto diferente deste filme por si escrito, com a diferença de com a tentativa de ter um humor mais gráfico condiciona todo o restante do filme.
Se no cast a forma como Franco por vezes nos dá coisas absurdas já não nos surpreende já que tem sido uma constante, Cranston parecia um actor em melhor forma mas que deviso a continua presença em filmes acaba por se tornar versátil mas menos funcional, principalmente quando aposta por filmes como este.

O melhor - Teste à versatilidade de Cranston

O pior – O Absurdo que o filme rapidamente se torna


Avaliação - D

Sunday, March 12, 2017

xXx: The Return of Xander Cage

Catorze anos depois de Vin Diesel ter conseguido mais uma saga de acção de sucesso que depois abandonou eis que chega o seu regressa 14 anos depois, nesta especie de James Bond radical. Os resultados foram proximos do primeiro filme, criticamente mediocre, sem grandes motivos de louros, mas comercialmente forte principalmente nos mercados mundiais já que nos EUA esteve longe do sucesso ainda mais quando pautou a sua estreia no sempre complicado mês de Janeiro.
Sobre o filme, confesso que achei XXX um dos piores filme em termos de argumento ou de trabalho de uma personagem pelo que a minha expetativa relativamente a esta reaparição estava longe de ser grande e isso acabou por ser confirmado num filme completamente vazio, com uma intriga que faz os filmes de serie B serem complexos, sem personagens, sem sentido e apenas longas sequencias de acção que mais que espetacular parecem querer dar algum exercicio de estilo aos seus personagens interpretados por atores claramente deficitarios em capacidades de interpretação. Por este filme e mesmo pela saga em si podemos dizer que estamos perante uma forma simples de ganhar dinheiro sem qualquer exigencia em nenhum dos pontos que prefaz o cinema.
Comercialmente é um filme inteligente ao ir buscar algumas das figuras maiores de bollywood e do cinema chines o filme garantiu um sucesso economico em mercados emergentes de muita gente e garantiu o seu sucesso critico algo que sabia que dificilmente iria conseguir em prol da sua intriga, do seu argumento ou do seu resultado, já que este é claramente falivel a todos os niveis que se pode avaliar.
Os unicos pontos muito pequenos que o filme ainda consegue ter algum exercicio de originalidade é na apresentação das personagens e nas curiosidades adjacentes às mesmas, acompanhado com algumas referências cujo sentido ainda e misterio a saga avengers. Ja que em tudo o resto o filme é um total deserto de ideias, de cinema e pior que tudo de sentido.
A historia marca o regresso de Xander Cage, o triple x do primeiro filme que regressa a atividade para tentar descobrir o que esta por trás da morte do seu mentor, e tentar garantir que uma caixa que domina o mundo não caia nas mãos erradas.
Em termos de argumento este é um dos filmes blockbusters dos ultimos anos com o maior vazio de ideias, quer no global quer nos detalhes. As personagens são manequins de lojas e o desenvolvimento narrativo capaz de fazer um filme de serie b ser nomeado para o oscar de melhor argumento.
DJ Caruso um tarefeiro de pouca qualidade de hollywood foi o escolhido depois de momentos de maior sucesso em hollywood em filmes de acção que tinha desaparecido. O seu trabalho com muitos meios não é o pior do filme, mas claramente também não consegue dar ao filme qualquer assinatura particular para alem de tarefeiro.
No cast é dificil avaliar actores em personagens tão limitadas e inexistentes como estas, Vin Diesel é sempre igual, os secundarios tiveram apenas uma presença comercial, apenas se questiona como Collette uma atriz com alguma qualidade aceita um papel num filme como este.

O melhor – A apresentação das personagens que ocupa segundos no filme.

O pior – Reavivar um franchising que todos já tinham percebido ser completamente vazio.


Avaliação - D-

Saturday, March 11, 2017

Kong: Skull Island

A saga dos monstros tem sido um dos projetos mais ambiciosos e ao mesmo tempo dispendiosos que hollywood tem entre as mãos. Depois do sucesso comercial e critico de Godzilla surge aqui o segundo filme que nos fala de King Kong e a sua origem. O resultado critico do filme foi positivo com avaliações positivas e comercialmente as coisas mesmo sem serem extraordinarias parecem ir no bom caminho.
Sobre o filme confesso que a ideia de reboot atrás de reboot demonstra bem a falta de ideias que hollywood neste momento vive e nem o facto de trazer argumentistas de renome como Dan Gilroy para ideias já existentes me convencem sobre esta forma de fazer cinema. Sobre esta ideia penso que a mesma e mais comercial do que ideologica e que tem como objetivo maximo pautar a capacidade do realismo dos efeitos especiais atuais mais do que em termos narrativos trazer algo de novo ao já existente. Nesse ponto o filme segue este ponto sendo tecnicamente irrepreensivel, conseguinto intensidade das sequencias mais marcantes com um estilo de realização que segue a assinatura que Godzilla já tinha tido.
Em termos de argumento pouco risco, e alguma capacidade do filme em detalhes cumprir todas as necessidades de um blocbuster funcional, com intensidade nos climax, filme com ideias simples e algum humor, onde sabe perfeitamente quais as personagens mais proximas do publico trabalhando-as do ponto de vista do humor, e com uma boa gestão de tempo.
Por tudo isto e facil considerar este filme um bom projeto em termos comerciais já que consegue ter os elementos todos que fazem um filme agradavel de se ver. Mesmo que estes valores sejam mais significativos do ponto de vista tecnico do que narrativo, penso que existem franchising em pior estado, sendo que esta saga dos monstros tem conseguido com realizadores novos conseguir convencer comercialmente e criticamente.
A historia fala da origem do rei King Kong, um grupo que tenta descobrir umas ilhas não identificadas na terra percebe que a mesma é vivida por estranhos seres liderados por um gorila enorme, que mais que causar perigo tenta defender o seu territorio.
Em termos narrativos de base o filme tem uma historia simples e limita-se a seguir nos parametros base aquilo que o filme já era. Consegue dar alguma força do ponto de vista de entertenimento com personagens simples e momentos comicos que potenciam melhor as sequencias de acção, mesmo nunca sendo prodigo em originalidade.
A realização de um filme como este é sempre complicado porque obriga a auxiliar efeitos especiais com tentativa de assinatura propria e o filme consegue isso, sendo Jordan Vogt-Roberts uma das grandes surpresas do filme, consegue imagens de primeira linha e um realismo interessante em sequencias de uma dificuldade muito elevada.
Nao e um filme que exija grande coisa dos seus seus protagonsitas e acaba por não ter grandes momentos de interpretação. Penso mesmo que as personagens centrais do filme são demasiado vazias, dando mais força as secundarias principalmente Johnny C Reilley que tem o papel de maior destaque no filme.

O melhor – O nivel tecnico do filme.

O pior – Os protagonistas pouco carismaticos


Avaliação - B-

Wednesday, March 08, 2017

Catfight

As comedias independentes ainda vão sendo o genero que periodo a periodo lembram-se de actores e atrizes que entraram no esquecimento dando, no caso de sucesso um novo impulso a carreiras paradas. Isto e o que tenta fazer este particular filme que chama a si três atrizes longe do sucesso de outros tempos. Pena e que o filme mesmo conseguindo algumas boas criticas em festivais menores seja completamente inexistente em termos comerciais o que faz com que todas voltem ao lugar onde estavam.
Sobre o filme penso que a premissa do mesmo é interessante, uma ideia creativa da forma como duas enimigas mudam a face ao longo do tempo, o que acaba por juntar na intriga principal um lado moratório positivo mas mais que isso também me parece um filme curioso, com alguns momentos bem escrito mas que perde onde normalmente os filmes independentes melhor conseguem funcionar que é no detalhe.
E porque perde no detalhe? Pois bem na tentativa de ser moderadamente engraçado o filme exagera nos maneirismos e mais que isso na excentricidade dos secundários o que acaba o filme por ser demasiado estranho e se distanciar por vezes em demasia na initriga central. A satira na forma como existe o reverso da medalha já era descontraida e mais que isso para o filme funcionar neste aspeto mas parece que no restante vai longe de mais na tentativa de se diferenciar.
Ou seja um filme com um balanço moderado que é mais funcional em termos globais do que na especialidade, chegamos a determinada altura do filme a pensar que o filme poderia funcionar melhor principalmente apos o primeiro twist, mas depois demora algo para um novo confronto entre as personagens centrais o que faz o filme naturalmente ir quebrando o seu ritmo.
A historia fala de duas enimigas de infancia que encontram-se passado muitos anos com modos de vida completamente diferentes. Contudo um confronto fisico entre ambas vai mudar a vida delas, que acabam por se encontrar agora no polo oposto.
Sobre o argumento parece claro que o filme tem qualidade na forma simples como consegue contar uma historia curiosa e que mesmo com uma toada leve consegue ser moralmente interessante. Depois perde um pouco na definição das personagens com menos peso as principais mas com pior funcionamento as secundarias e isso acaba por tornar o filme em alguns momentos algo absurdo.
Na realização o filme depende em demasia das sequencias de combate e estas convenhamos poderiam ser de muito mais impacto, quer em termos esteticos quer em termos de duração. No restante a tipica abordagem de cinema independente, de um realizador que apenas se dedica a este estilo.
No cast duas actrizes que nunca foram de primeira linha em papeis proximos daquilo que foram transparecendo na vida privada Anne Heche como homosexual, com maneirismos masculinos e Oh mais sofredora e mais descontraida em papeis simples que funcionam principalmente pelas diferenças. O regresso de Silverstone é marcado por uma personagem demasiado desinteressante.

O melhor – A ideia da intriga central do filme.

O pior – Alguns apontamentos especificos que tiram peso ao filme.


Avaliação - C

Tuesday, March 07, 2017

Wolves

Existe diversas formas de pensar um filme de desporto, mas a mais comum é que o filme seja baseado em factos veridicos de forma a homenagear os mesmos. Dai que é estranho para um filme exatamente sobre desporto que o mesmo seja criado de raiz, sob a forma de drama. Isto é o que represente esta pequeno filme que apenas agora chegou aos ecras e de uma forma silenciosa quem sabe aproveitanto a nomeação de Shannon ao oscar. Comercialmente o filme tinha quase nenhuma ambição, criticamente os resultados foram extremamente medianos e sem expressão.
Os filmes sobre desportos coletivos são na sua generalidade representações da realidade quando não o são, o mesmos tem por norma que ter algum elemento diferenciador que os retire de imediato da marasmo que são os filmes de domingo à tarde. Este tenta sublinhar-se com uma toada mais noir da forma de vida do protagonista totalmente emaranhado numa vida familiar caotica. COntudo o filme não consegue ser nada realista neste segmento juntando-se de imediato ao tipo de filme onde o impossivel acontece para a realização final, e nisso podemos dizer que o filme é claramente limitado no seu alcance.
Mas os problemas do filme não se ficam por esta incapacidade de se levar a serio e pela dictomia entre o drama intenso e o filme de domingo a tarde de ultrapassar adversidades. Na verdade parece sempre que o filme tem dificuldades na concretização das persoangens, na forma como as mesmas se manifestam durante os conflitos, parecendo sempre retraido e com dificuldade em se assumir. Por este respeito podemos dizer que se trata de um filme de serie B, sem capacidade de se impor em nenhum dos seus elementos.
Por este facto sublinho ser mais adepto de adaptações desportivas que aconteceram, pelo carater factual dos mesmos e pela exigencia ser menor, já que caso contrário parece-me pouco o que filmes como este representam em termos de dimensão e de significado.
A historia fala de um jovem inserido numa familia problematica muito por culpa de um pai alcoolico e com problemas no jogo, que acaba por condicionar a sua entrega ao basquetebol. No momento em que começa a ser observado por uma universidade o jovem ter de assumir a sua entrega ao desporto que ama.
Em termos de argumento o filme parece um conjunto de cliches, quer no lado familiar dantesco, que parece tudo fazer para complicar o seu desenvolvimento a todos os niveis, quer na realização desportiva e no climax final completamente desprovido de realismo, parecendo um conto de fadas para os mais pequenos.
Na realização Bart Freundlich é um realizador que gosta de desporto, mas que ainda não conseguiu se fazer notar em qualquer um dos filmes que assumiu. Aqui mais uma vez um trabalho simples, melhor nos momentos desportivos do que nos outros.
Por fim no cast se por um lado Shannon e garante de qualidade em personagens que apontam para o lado obscuro, Gugino funciona bem também no seu lado mais maternal. O problema é que o protagonista Taylor John Smith esteja longe de grandes virtudes, parecendo sempre algo perdido perante o destaque que lhe é dado.

O melhor - Alguns momentos de realização nas sequencias de jogos.

O pior - A forma como se faz algo tão pouco rebuscado partindo de algo não ocorrido

Avaliação - C-

Sunday, March 05, 2017

50 Shades Darker

Depois do sucesso do livro e principalmente depois do sucesso do primeiro filme, não existia forma desta sequela não se tornar facilmente num dos primeiros hits do ano 2017, mesmo após o primeiro filme ter ganho os razzie awards. Este segundo filme as coisas não melhoraram em termos criticos outra vez com avaliação muito negativas, e comercialmente com resultados interessantes mas mesmo assim longe do extraordinario sucesso que foi o primeiro filme.
Sobre a historia, convem sublinhar que desde o meu primeiro contacto com esta historia ainda em versão papel, percebi que se tratava de um vazio de ideias consumistas, moratoriamente discutivel e sem qualquer percepção do que é uma narrativa e personagens. Visto dois filmes o obvio aconteceu um pessimo livro tinha de resultar num filme com o mesmo valor. 
E inacreditavelmente pessimo o que vimos neste filme com quase duas horas de duração, as intrigas, os conflitos o suspense são presos a dois ou tres focos narrativas que desaparecem ou são resolvidos de uma forma que um adolescente com ideias conseguiria fazer de uma forma bem mais coerente. MAs o problema e que estes dois apontamentos acabam por ser totalmente abandonados para dar primazia a uma relação completamente apatica que apenas existe para servir as sequencias de sexo soft.
Ou seja um dos piores exercicios cinematograficos que tenho memoria, muito por culpa de um dos argumentos mais mal construidos quer na base quer na execução que me lembro. Claro que o livro tem culpa mas isto a determinada altura faz o espetador pensar que o objetivo do filme e ser fraco e ai cumpriu sem duvida alguma os seus intentos.
O filme segue onde o primeiro filme acabou, ou seja apos perceberem que com as suas filosofias de vida Ana e Grey não combinam o segundo tenta mudar para fazer tudo funcionar, mas o seu passado começa a ter aparições fugazes.
O argumento e completamente vazia, futil e consumista, sem qualquer imperativo moral, e na forma como acaba por se tornar ou resolver as suas tramas é absurdamente amador, a sequencia do helicopetro e uma das mais absurdas da historia do cinema.
James Foley não estava em forma no cinema pelo que se tinha dedicado nos ultimos anos a uma boa colaborãção em series como por exemplo house of cards. Aqui tenta o regresso num filme que nunca poderia resultar e que acaba por dar a machadada final na sua presença na setima arte, com excepçao do termino da triologia.
No cast, até acho que Johnsson cumpre o necessario para a sua personagem, pela simplicidade e por também a personagem não lhe requerer muito. Dorman tinha em si um peso maior por ser um filme cujo alvo é o publico feminino e falha, nunca transmite carisma e autoridade e isso era essencial.

O melhor - Já so falta um

O pior - Um argumento que parece escrito por um menor de cinco anos de idade.

Avaliação - F


Resident Evil: Final Chapter

A adaptação do cinema aos video jogos já tem quase mais de duas decadas. Um dos primeiros filmes que acabou no grande ecra foi Resident Evil, há cerca de quinze anos teve o primeiro filme, e ao que tudo indica tem aqui o seu ultimo, depois de filmes sempre a resultar melhor comercialmente do que em termos criticos, este ultimo episodio foi mais do mesmo. Ou seja em termos criticos uma indiferença ligeiramente melhor do que o negativismo de outros filmes, em termos comerciais muito aquem de outros filmes, confirmando o que já tinha dado mostras ou seja que se tratava de um franchising totalmente em rutura.
Sobre o último episodio, parece fundamental antes de mais contextualizar que em momento algum fui grande adepto da saga, principalmente porque me parece que se torna repetitiva de filme para filme, ressuscitando personagens conforme a disponibilidade dos seus interpretes e parecendo nunca ter um plano de inicio e fim para a saga. Neste filme é mais do mesmo, para um ultimo capitulo parecia obvio que mais que grandes sequencias de acção o filme deveria ter uma conclusão um elo narrativo que fizesse a ponte entre tudo, e acaba por não ter, acaba tudo por ser mais noventa minutos de sequencias de acção nem sempre bem realizadas e o final comum.
Alias os primeiros quarente minutos do filme são de uma total inexistencia de argumento, acabando por ser uma sequencia de preseguição e tiros, para potenciar a personagem central como heroina de acção. O problema e que ao longo da saga este tipo de sequências acabaram por ser mais de metade dos filmes, que nunca teve a capacidade ao longo de cinco filmes de ser aquilo que é mais necessario criar um intriga que realmente interessasse e deixasse os espetadores a procura do que viesse a seguir. Parecia sempre uma saga a preparar-se para o fim.
O ponto mais positivo e que provavelmente não teremos mais disto, a febre de adaptações de videojogos que nunca deu grandes resultados podera ter perdido aqui um dos seus antecessores esperando os adeptos do bom cinema que não regresse em mais um reboot simples, ou caso isso aconteça que venha com mais valias que este franchising nunca conseguiu ter.
O filme continua a saga de Alice, contra a colmeia e com os resultados do virus disseminado num futuro sem humanidade, neste ultimo capitulo tera respostas sobre a sua existência e mais que isso sobre a origem de tudo.
Em termos de argumento o filme baseia-se no final da saga, preenchendo o restante da duração com sequências de acção vazias a maior parte das quais sem grande fundamento ou importância para a historia. As personagens continuam vazias como os filmes anteriores.
Paul W S Andersson e a figura maior na adaptação dos videojogos ao cinema e um dos realizadores com pior critica de hollywood. Entregou-se a esta saga onde mesmo na abordagem foi repetitivo na tentativa de sequências de luta interessantes, pareceu sempre algo limitado nas abordagens.
E obvio que em termos de cast, este é o tipo de filme que não chama atores de primeira linha, dai que neste registo o filme seja quase inexistente. Jovovich apenas fazia carreira com esta personagem e os restantes são oriundos de series, procurando trabalho na industria maior.

O melhor – O fim da saga

O pior – Teve seis capitulos


Avaliação - D-

Logan

Esta marcado o arranque do periodo dos blockbusters que nos ultimos anos ascendeu a Março em deterimento do historico Maio. Para o arranque temos a FOX ainda com a chancela dos filmes X-men, fechar a triologia da sua personagem mais carismatica Wolverine. Os resultados parecem indiciar que se trata do melhor filme dos três criticamente surpreendeu pela positiva os avaliadores e comercialmente os primeiros resultados demontram sucesso, embora ainda seja precoce avaliar a sua dimensão.
Sobre o que vale a saga Wolverine até ao presente filme sempre me pareceu que se tratava de uma serie em bruto sobre uma personagem com muito mais potencial de entertinimento do que propriamente aquilo que os filmes aproveitavam dele, acabando na maior parte por ser filmes demasiado de acção, com nenhum reflexo das suas caracteristicas, algo que a saga x-men em si sobre melhor aproveitar. Este pese embora com mais nuances vai no mesmo caminho, de um filme duro, fisico e de acção plena, tentando nos dar o lado animal do personagem.
Mas é claramente no contexto que o filme tem as suas virtudes e mais que isso a sua coragem. Fazer um filme sobre super herois em decadência perto do fim, é uma atitude de total coragem da abordagem ao filme, mesmo que isso tira alguma espetacularidade ao filme, ou retire do mesmo a força dos efeitos especiais, o filme é mesmo isso sobre o fim, sobre a idade e sobre o momento em que deixamos de ser quem somos, mesmo que sejamos um super herois, e nesta abordagem esta não so a grande diferença criativa do filme, mas também o lado corajoso do mesmo.
Em termos do que realmente é narrativa temos alguma simplicidade e uma historia comum, sem grandes rasgos humoristicos a não ser uma ou outra situação isolada, um vilão algo froxo, mesmo que bem interpretado, mas e o fim de uma triologia paralela ao X-Men uma opçao errada da FOX, que acaba por dar alguma confusao a quem segue ambos os filmes.
A historia fala no futuro momento em que o professor xavier se encontra escondido aos cuidados de Logan, inserido na sociedade de uma forma anonima, até que o aparecimento de uma pre adolescente com poderes muito semelhante aos seus os vai fazem embarcar numa ultima aventura.
Em termos de argumento todo o valor e originalidade do filme esta na forma corajosa como que não tem medo de por super herois rentaveis no fim da linha. Na narrativa em si o filme não e propriamente diferente dos seus antecessores, uma abordagem mais ligeira e com algum humor seria mais condizente com o valor global de wolverine.
James Mangold e um realizador de um nivel alto em hollywood dai que a sua abordagem neste filme tenta mais ser artistica como se tratasse de um western dos tempos modernos, do que propriamente um filme de super herois, quase nunca pede ao filme grandes efeitos especiais, mas em termos de evolução temporal parece ser pouco arrojado.
No cast poucos filmes de super heroi exigem tanto de um actor como este de Hugh jackman, quer a niveis interpretativos como fisicos a interpretação é de muito bom nivel, constatando que mesmo em blockbusters em personagens bem escritas podemos ter excelentes interpretações, de um actor que encaixou como uma luva numa personagem desta dimensão, sendo que o mesmo pode-se dizer de Patrick Stewart embora sem tanta força global. Vamos ter pena de provavelmente não os ver mais nestes papeis.

O melhor – A coragem de uma abordagem limite num filme de super herois.

O pior – Como os dois filmes da triologia demasiado rigido na narrativa


Avaliação - C+

Punching the Clown

O cinema independente é cada vez mais uma constante ao longo de todo o ano, um dos generos mais comuns nestye tipo de industria acaba por ser o melodrama sob a forma ligeira de comedia. Um dos filmes que foi exibido em alguuns festivais durante o ano passado foi este pequeno filme, que conseguiu reunir criticas aceitaveis pese embora a sua pequena dimensão. Comercialmente a falta de grandes figuras principalmente nos principais papeis acabaram por resultar em inexistencia comercial.
Se existe coisa que numa comedia é sobjetivo é a forma como a mesma funciona em termos de humor junto ao publico, eu pessoalmente nunca fui fã do sentido de humor masoquista e o filme e na essencia isso e nada mais, ou seja uma hora de espetaculos de sitcom muitos dos quais cantados, com um sentido de humor proprio mas que no meu caso não funcionou não conseguindo me fazer libertar uma unica gargalhada, ficando apenas a mensagem que mesmo as coisas sem piadas que metem piada por isso acabam por poder funcionar.
Ou seja na essencia temos um filme pequeno sobre o mundo da industria da televisao com alguma satira mas que perde pela aposta no sentido de humor muito proprio, nem sempre engraçado e um ritmo na minha opinião demasiado lento, em determinados momentos o filme torna as sequencias de stand up demasiada longas e as mesmas acabam por ser demasiado repetitivas e nem sempre engraçadas.
Podemos sempre sublinhar a mensagem e conteudo subjacente mas mesmo esse quando os filmes acabam por ser algo lentos e repetitivos acabam por se diluir naquilo que o filme realmente vale como obra e aqui parece obvio que se trata de um filme na essencia demasiado cinzento.
A historia fala de um comediante cantor, que depois de um insucesso no mundo da televisão acaba por fazer sucesso com o seu insucesso, tornando-se de repente uma figura da televisao onde a sua falta de talento ou mesmo de graça acabam por ser os seu principais ingredientes.
Em termos de argumento parece-me claro que se trata de um filme com um objetivo claro mas que na sua concretização tem algumas dificuldades principalmente em encontrar o seu tom, muitas vezes o filme torna-se demasiado repetitivo com sequencias muito longas o que lhe quebra o ritmo.
Na realização Gregori Viens um desconhecido da setima arte tem um trabalho simples dando primazia a sua personagem e momentos de televisão. Parece-me que quer o filme quer a realização não são passiveis de grandes valores assumidos.
Em termos de cast, o filme é totalmente entregue ao seu protagonista o humorista Henri Phillips o que torna o filme quase auto biografico e por isso de dificil analise enquanto interpretação. Nos secundarios com a presença de Sarah Silverman e JK Simmons o filme não explora muito as suas personagens.

O melhor – A critica de que cada vez mais a falta de talento pode conduzir ao sucesso

O pior – Um filme demasiado repetitivo e na essencia demasiado preparado para um espetaculo de stand up comedy


Avaliação - C-

Friday, March 03, 2017

Collateral Beauty

Collateral Beauty foi apresentado logo no inicio do ano como um dos filmes como ambições de prémios, principalmente pelo excelente elenco reunido e mais que isso pela formula de emoções ganharem vida num filme positivo em momentos de natal. Após as primeiras visualizações percebeu-se que criticamente o resultado foi absolutamente destastroso com avaliações muito negativas, o que o tornou de uma forma clara em termos criticos um dos grandes floops do ano. Em termos comericias e contagiado pelas avaliações as coisas também não correram pelo melhor com resultados modestos principalmente tendo em conta o naipe de actores que o filme conseguiu reunir.
Sobre o filme em si, eu penso que a intenção do filme até é original, numa mensagem positiva, o problema e claramente a forma como o resultado é concretizado e o facto do filme em grande parte da sua duração ser um total vazio de ideias, conjugando lugares comuns de uma forma previsivel e sequencias interminaveis da personagem central sozinha, para demonstrar a sua tristeza. A grosso modo, expremido o resultado do filme temos muito pouco para além de uma ideia ambiciosa que poderia resultar mas que na essência nunca o consegue fazer.
E porque é que não consegue fazer, pois bem o filme nunca dá primazia as interações da personagem central com os diferentes vetores do filme, acabando por o dividir com outras personagens o que reduz a presença a duas ou tres cenas o que é muito pouco para o filme, que parece que a determinado momento desiste de ir mais longe e acaba por atalhar para um final previsivel, que até pode funcionar com algum impacto mas surge a ideia que vem demasiado cedo e que na realidade pouco se passou até la, para alem de um exagero de sequencias do protagonista em bicicleta e de dominos a ruir.
Para um filme com este cast o resultado final teria obviamente de ser muito mais forte, o filme teria de ter muito mais conteudo e o resultado ser completamente diferente. Não poderia ser apenas um filme de historias multiplas mal desenvolvidas com a força de um filme de matine. Sem muito se perceber porque parece termos aqui um filme que se perde, e parece desistir muito de si à imagem da personagem.
A historia fala de um empresário extrovertido que apos a morte da filha por cancro acaba por ficar depressivo e sem qualquer reação. Com a ajuda de três colaboradores o mesmo vai começar a interagir com três vetores distintos, o amor, o tempo e a morte, que acabaram por estar ligado a qualquer um dos colaboradores.
O argumento tem uma premissa original e que bem potenciada num bom argumento poderia resultar com alguma diferença e impacto, o problema e que o filme não consegue criar essa intensidade, esse conteudo quer nas personagens quer no desenvolvimento da narrativa resultando em tudo demasiado pobre.
Na realização e num filme nem sempre muito trabalhado sob o ponto de vista das personagens e dos seus movimentos, e na cidade de Nova Iorque que o realizador consegue no ponto de vista estetico potenciar mais o filme, com bons momentos, bem realizador coloridos dando ao filme o que melhor nova iorque tem, contudo e insuficiente para fazer o filme resultar noutros aspetos. Frankel é um realizador de filmes familiares normalmente com algum resultado mas neste caso as coisas não funcionaram.
Do ponto de vista de cast, deve ser um dos melhores elencos que há memoria, sendo todo ele mal aproveitado em personagens vazias pouco exigentes. Apenas no fim Will Smith tem alguns bons momentos de intensidade dramatica, mas quando o filme neste ponto de vista já não tem grande resolução.

O melhor – A forma como alguns planos de Nova iorque nos são dados

O pior – Ter os melhores condimentos do mundo e fazer uma sandes sem grande sabor


Avaliação - C-

Sunday, February 26, 2017

Fences

Este é o projeto da vida de Denzel Washington esta peça premiada de August Wilson que Denzel já a tinha abraçado no teatro eis que agora realiza e interpreta num filme ambicioso que tornou a colocar o actor na rota dos oscares. Depois de umas primeiras avaliações criticas de primeiro plano, o filme acabou por conseguir em categorias principais 4 nomeaçoes para os oscares, esperou-se mais, mas este resultado torna-o de imediato num sucesso critico. Comercialmente e estreado sempre num emaranhado de filme concorretes a premios os resultados foram bastante consistentes para as suas ambições.
Sobre o filme, acho que é importante diferenciar o teatro do cinema, principalmente porque o cinema normalmente trás persoangens com contexto, tenta ser mais real e menos poetico do que o teatro. E depois de ver este filme penso que obviamente nos dá uma excelente peça de teatro, muito bem escrita, bem interpretada com momentos de intensidade dramatica de primeira linha, mas penso que como filme e principamente sendo uma reprodução da peça num contexto que não o palco, penso que o filme é obviamente pior, principalmente porque ao longo das mais de duas horas de dimensão se torna lento, exausto e longividade com os interpretes torna tudo mais aborrecido.
Outro dos problemas do filme para não ser um dos melhores, na minha opinião, e que pese embora nos traga uma familia comum com dificuldades num contexto especifico, acabamos sem perceber a real moral do filme, ou se alguma vez o filme quer passar alguma mensagem concreta. A primeira parte é muito mais coesa do que a segunda que parece criar acontecimentos para tornar tudo mais intenso mas nunca consegue ter a força que tem na fase inicial quando trata a apenas a normalidade das relações entre pessoas.
Mas é obvio que o filme tem um plano que o leva para altos patamares, por um lado dialogos e momentos não só bem escritos, mas que com bons interpretes leva para momentos de alto cinema, mas que nos parecem por vezes algo isolados do restante. Num filme competente, baseado num escrito pensado para teatro, e que deve ter resultado numa obra de eleição mas com dificuldade como filme para ser pelo menos um dos melhores do ano.
A historia fala sobre um negro norte americano que tenta sustentar a familia recolhendo lixo, com regras bem assumidas em casa acaba por começar um conflito com o filho mais novo devido a sonhos e prespetivas de carreira diferentes, muito por culpa de algum ressentimento do primeiro relativamente ao seu passado.
O argumento de Wilson tem momentos de dialogo de primeira linha, parece que o escrito para o teatro tem quase nenhuma modificação para o filme, tornando os monologos significativos e mesmo as presenças sem participação importantes para o filme. Parece contudo muito melhor nos momentos do que no todo, aqui a mensagem parece algo diluida nos avanços e retrocessos do filme.
Washington tem uma tarefa dificil como realizador, levar para o filme uma peça pensada para o palco, e consegue isso com uma excelente dilimitação e arranjo do quintal onde tudo acontece. No restante da o palco a si e a Davis, ausentando-se para outro plano.
É obviamente um filme de excelentes interpretações, Washington preenche o ecrã, dá tudo numa personagem pensada para ganhar oscar, se o vai fazer, qualidade tem para isso, mas joga contra si ser Washington e sabermos que ele melhor que ninguem tem momentos de intensidade dramatica como nenhum, e o aspeto surpresa pode jogar contra si, mas é claramente uma das prestações mais fortes do ano. Davis parece-me ter uma personagem mais de momentos, sendo que nos momentos mais dramáticos com Washington temos uma obra de arte interpretativa

O melhor - Washington actor.

O pior – O levar uma peça de teatro ao cinema deve ter melhor balanço dos ritmos


Avaliação - B-

Friday, February 24, 2017

In Dubious Battle

Se existe facto indiscutivel em Hollywood é que James Franco é a pessoa mais activa sendo comum ao longo do ano diversos filmes do mesmo com interprete, sendo que essa hiperatividade nos ultimos anos tem-se alastrado também à realização de projetos mais pequenos. Em 2016 e com um cast de luxo surgiu este seu filme sobre os conflitos no pos depressão, um dos seus filmes mais ambiciosos, mas que acabou por ter o mesmo resultado de que os restantes, criticamente mediano e comercialmente arrastado para cinemas selecionados que não premitiram grande expressão.
Sobre o filme, pensando um pouco em todos os filmes que Franco fez como realizador este é claramente o maior e aquele de maior alcance, na forma como tenta introduzir uma temática mais global, o problema do filme é que acaba por ter erros de construção que lhe tiram dimensão, muito por culpa de tentar fazer mais que um filme de uma causa uma telenovela de personagens que acaba por se tornar num enredo tipico da novela das 20.
Mas isso mesmo condicionando o impacto final de um filme com uma premissa e com uma historia interessante do ponto de vista da historia dos direitos dos trabalhadores acaba mesmo assim por ser mais significativo e funcional do que a maior parte dos outros filmes de Franco enquanto realizador. Temos alguns cliches na construção narrativa e na forma como diferencia de uma forma Bons e maus ambos os lados da batalha, algo que muitas vezes diferenciam as obras maduras sobre um tema e os restantes.
Ou seja um filme simples, com métodos simples, muitas vezes ao contrário de outros filmes dá a primazia ao valor das personagens mais do que propriamente da historia e dos seus elementos, o que neste filme deveria na minha opinião ser feito de uma forma mais subtil. Mesmo assim um filme que acaba por nos dar alguma luz sobre a luta dos agriculores contratados contra os senhores das terras bem como nos dar alguma luz sobre o crescimento dos sindicatos nos EUA.
A historia fala de dois ativistas dos direitos dos trabalhadores que se inserem num grupo de agriculores contratados e começam uma luta por melhores direitos de trabalho contra os patrões, num confronto que se torna numa guerra inveitavel.
Tratar num filme de conquistas de massas e homenagear a forma como se conseguiu obter determinados direitos atualmente garantidos parece-me sempre uma boa premissa para qualquer filme, eFranco é inteligente na escolha. Na execução o resultado já me parece mais débil na forma como um filme com esta linha se torna numa novela, de relações e traições, cheias de lugares comuns.
Como realizador pese embora Franco já tenha realizado diversos filmes nunca vi nenhum filme significativo na abordagem e na assinatura, sendo que neste filme mais do mesmo, espaço aos interpretes e uma ou outra sequencia mais artistica mas que se evapora no filme.
No cast, também como actor penso que Franco já teve em melhor forma, já que me parece que qualidade interpretação não é algo que vai lá com treino. Erro de palmatória na escolha de Wolf para o papel de protagonista, já que não encaixa na força que o papel necessita. Melhor a escolha de Onofrio como a força dos trabalhadores, naquela interpretação que tem o seu lado rude, mas tambem que transmite compaixao

O melhor – O tema em si

O pior – Nat Wolf


Avaliação - C

Tuesday, February 21, 2017

Rules Don't Apply

Quase vinte anos depois do seu último filme como realizador, Warren Beatty surgia com um novo filme, que também marcava o seu regresso como protagonista. Tratando-se de um realizador oscarizado e pelo intervalo de tempo a expetativa em torno do seu novo filme era elevado, surgindo a dúvida se seria mais parecido com os seus trabalhos nos tempos aureos ou algo mais parecido com o lado mais comediante de Bullworth. Após as primeiras exibições percebeu-se que o filme não ia ser propriamente um sucesso critico, com avaliações muito dispares e pouco coerentes. Perante isto um dos acontecimentos e possíveis candidato aos oscares desaparecia e pior que isso lançava o filme para uma carreira comercial quase inexistente.
Eu até penso que o filme tem um excelente início na forma como aborda a duo de protagonistas e na forma como eles encaixam, traduzindo simplicidade romantica, quimica num clima de hollywood tradicional, o que me fez pensar que o filme se tratava de uma ode ao romantismo tradicional que fez a delicia dos espetadores durante anos. Contudo rapidamente Beatty muda o filme para aquilo que fez nos seus últimos filmes, colocar o mesmo ao ser serviço enquanto actor, numa decisão egocentrica que compromete o filme todo. Se o lado escuro e misterioso do personagem ainda funciona principalmente porque não vemos o actor no ecrã há cerca de vinte anos, depois quando entra nas loucuras e demencia o filme perde-se por completo em sequências sem grande ligação emaranhando um argumento que pese embora simples ia no bom caminho.
E este desaproveitar da relação amorosa central, acaba por se notar ainda mais com um climax interessante onde percebemos que o casal funciona, e faz-nos olhar para o filme pensando, porque é que o filme complicou numa especie de biografia da fase final de Hughes, quando já um filme tinha tratado dessa vertente. A mim parece-me que o objetivo seria tentar uma nomeação para beatty, desaproveitando claramente o talento dos mais novos.
Mesmo assim temos alguns bons momentos, principalmente de realização na forma como consegue criar o mistério em torno da personagem com os planos de pouca luz, um inicio interessante em termos de dinamica amorosa, mas posteriormente um filme demasiado repititivo, que poderá ser um acto falhado de um realizador que não sabemos se terá outra oportunidade para se despedir da realização.
O filme fala de uma aspirante a atriz que se apaixona pelo motorista de Howard Hughes, contudo a sua ambição acaba por a conduzir a encontros com o milionário e que resulta num triangulo amoroso não assumido, já que existem conflitos internos em cada um dos vértices que acaba por condicionar os encontros entre ambos.
No argumento penso que o filme ganharia se fosse mais contextual relativamente a Hughes e mais funcional relativamente à relação amorosa. Poderia ser mais simples e isso acabar por lhe tirar alguma dimensão, mas as escolhas no filme e principalmente a forma como as mesmas acabam por ser feitas acabam também por não dar essa dimensão.
Eu confesso que sempre gostei mais de Beatty como realizador do que como actor, aqui volto a achar que este é o seu melhor papel. Inteligente na forma como cria conceito à sua personagem com o mistério e suspense relativo à sua aparição, jogando também com o facto de estar fora da interpretação há diversos anos, mas mais que isso a forma com que consegue homenagear o cinema tradicional daquela época com rigor.
No cast, penso que Collins está a crescer como atriz, enchendo mais o ecrã, sem ser a menina teenager que já foi, Ehrenreich foi uma das surpresas do ano, mais no seu excelente papel em Hail Cesar, do que propriamente nesta composição mais simples. Beatty cai novamente no erro de tentar mostrar nos seus personagens uma versatilidade que nunca teve, fazendo com que o resultado final não tenha grande sentido.

O melhor - Alguns laivos de realização de primeiro plano.

O pior - Beatty tentar elevar a sua interpretação sem conseguir, condicionando o resultado final do filme.

Avaliação - C+

Monday, February 20, 2017

The Founder

Todos nós conhecemos de perto o McDonalds, não sendo tão conhecida a história por trás da empresa mais conhecida de restauração do mundo. Desde logo este filme tornou-se num dos filmes mais esperados do ano, e um dos obvios candidatos a prémios, pelo menos nas listas iniciais. Contudo com o passar do tempo e com os sucessivos atrasos tal acabou por diluir-se e o filme estrear de uma forma quase silenciosamente, mesmo tendo obtido criticas na generalidade positivas. Em termos comerciais o filme fruto de opções de distribuição no minimo duvidosas ficou longe daquilo que se julgou a determinada altura que o filme poderia valer.
Sobre o filme seria fácil fazer um filme a louvar o espirito empreendedor de uma personagem tão insólita e tão realizada, mas o filme é maduro suficiente para ter objetivos mais largos. Pensamos desde logo que o filme funciona porque nos tenta das a prespetiva de um homem de negócios muitas vezes sem grandes escrupulos mas obstinado, A mais valia do filme é essa, dar as duas faces da moeda, nunca caindo no conto de fadas que por vezes hollywood quer dar dos seus maiores feitos, ou transmitir personagens da sua história muitas vezes quase santificados.
Nisto o filme é realista, é um filme trabalhado, um filme dimensional. Tem claro lado menos positivos como a maior parte dos biopic acaba por ter, e aqui penso que o filme falha em determinados saltos temporais, na forma como rapidamente nos leva um vendedor de maquinas para alguem com uma capacidade unica de abrir restaurantes com meios que deveriam ser mais potenciados e com mais espaço no filme, que se centra nas divergencias entre os criadores da ideia e o seu potenciador, que acaba por ser o lado mais interessante do filme e o mais dicotomico em termos emocionais.
Mesmo assim um biopic interessante por um lado porque trata de uma historia mundial e proxima de quase todos os espetadores. Depois pelo facto da personagem o fazer já numa idade avançada, transmitindo uma mensagem de esperança, e principalmente pela dualidade realista da mesma. Poderá não ser um filme em termos de abordagem muito trabalhado ou criativo, mas parece-me claramente um filme eficaz na facilidade e alguma simplicidade que atinge os seus objetivos.
O filme fala na chegada de um senior vendedor de eletrodomesticos até ao conceito McDonalds do qual se apaixona e transforma um restaurante familiar numa multinacional de primeira linha, com a riqueza de um conceito diferenciador.
Em termos de argumento mesmo tendo uma abordagem algo simplista, parece claramente funcional. Devendo ser valorizada a forma como consegue ir a diversas dimensões de uma personagem sem o tornar pouco real, com defeitos e virtudes assinalável em divesros aspetos da sua vida. Acima de tudo alguma humanização da personagem que nem sempre vimos em filmes.
Hancock foi o escolhido para este filme como já o tinha sido para a criadora de Marry Poppins. Mesmo não sendo um realizador com abordagens muito diferenciadores é um excelente criador de espaços e de definição temporal. Boas conjugações de cores e sempre inaltecendo os aspetos fundamentais de cada personagem. Tá-se a tornar um importante realizador de biopics.
No cast a escolha de Keaton parece-me funcional pelo espírito electrizante que usualmente o actor dá as suas personagens. Não sendo uma personagem dificil parece uma boa escolha, mas insuficiente para prémios, já que o argumento pede mais presença do que interpretação. Os secundários tem pouco espaço num filme de personagem

O melhor  - Dar os defeitos e virtudes do visado.

O pior - Existe saltos temporais demasiado elevados de forma a tornar o filme menos aborrecido

Avaliação - B

Sunday, February 19, 2017

Gold

Quando os primeiros premios foram anunciados e o cast deste filme ganhou melhor elenco nos Hollywood Film Awards naturalmente este foi um dos filmes que ficou sobre a atenção dos oscares guru, principalmente porque estreava em cima da linha de partida. Contudo apos as primeiras visualizaçãos e com avaliações extremamente medianas se percebeu que seria um filme sem qualquer tipo de ambição aos premios. Muito condicionado por isso acabou por estrear de uma forma quase anonima e ser mais um floop consecutivo comercial para Matthew.
Sobre o filme o negócio do ouro pelo valor implicito poderia ser um campo de batalha para um filme intensdo, sobre negócios ao mesmo tempo definido e mais isso facil de ver. No primeiro ponto o filme até poderá ser cumpridor na forma como nos dá a volatilidade dos mercados e mais que isso os altos e baixos das pessoas envolvidas. Contudo como objetio de entertenimento o filme parece nunca conseguir encontrar o tom, ora sendo demasiado pesado e aborrecido e por outro lado a extroversão da personagem central, mais moderada e parece-me a mim mais eficaz no ritmo que o filme deveria alcançar.
Por tudo isto Gold acaba por ter uma premissa bastante mais interessante do que propriamente o filme em si, o centro negocial domina o filme colocando para segundo plano o lado das personagens que ate nos parecem que poderiam ser bem potenciadas já que nos parece que são bem introduzidas, mas uma abordagem simples sobre números normalmente não conduzem a grandes filmes e este Gold nunca consegue ser.
A espaços tenta ganhar alguma irreverencia na forma como é filmado, mas rapidamente cai outra vez no lado descritivo, e mesmo a formula de temporalmente ser partilhada com avanços e recuos parece-me claramente nem sempre potenciar o centro de acçao do filme, ficando com a ideia que o filme perde por se levar a si demasiado serio.
A historia fala de um negociante de ouro, que caido em desgraça acaba por em conjunto com um geologo explorar uma mina na indonesia que vai alterar por completo o resultado da sua empresa e encaminha-lo para outras divisoes de negocio com os seus lucros e perigos.
Em termos de argumento o filme tem uma boa premissa mais que tudo porque se trata de um filme inspirado em eventos reais. As personagens até têm conteudo mas o tom do filme a falta de qualidade nas especificações do argumento acabam por tornar tudo algo massudo e pesado e raramento emocionalmente proximo do espetador.
Stephen gaghan não realizava há onze anos desde Syriana, um filme que também na altura não me tinha convencido pese embora o resultado critico seja melhor. A abordagem a parecida na forma como da primazia as mudanças de look dos protagonistas e mais que isso na imagem pouco trabalhada. Mas parece-me que em nenhum dos dois filmes temos qualquer obra prima.
No cast é normal nos dias de hoje um filme chamar a atenção da sua interpretação pelas mudanças fisicas do seu protagonista. McConaughey tem mais uma vez uma altração de pele chamativa mas a força da personagem e da interpretação não vai muito mais além. É um actor em boa forma que consegue momentos intensos mas pouco mais que isso. Nos secundários qualidade de interpretes em personagens simples.

O melhor – A industria do Ouro é um tema novo

O pior – O filme deveria ter tido uma abordagem mais descontraida


Avaliação - C

Friday, February 17, 2017

20 Th Century Women

Um filme sobre mulheres em diversas fases, assim foi apresentado este filme que rapidamente encontrou uma boa receção critica nos diferentes festivais onde foi sendo visualizado o que conduziu a que o filme passasse a constar na lista de possíveis oscarizaveis pese embora no final da corrida apenas o argumento tenha obtido a nomeação. Em termos comerciais o resultado foi o possível num filme claramente com uma vertenta independente para minorias, mas que ao mesmo tempo figurou durante o periodo inicial nas listas de possiveis candidatos aos oscares.
Sobre o filme a expetiativa que eu tinha sobre o mesmo era a de um filme que se debruçasse sobre a força e conquistas das mulheres num período onde os seus direitos ainda eram recentes. Contudo o filme não vai por esse caminho, conduzido muito por escolhas de personagens que mais que mulheres são pessoas invulgares, o que coloca o filme num patamar demasiado paralelo com alguma generalidade ou filosofia que o filme poderia assumir. Este facto faz que a experiência cinematografia tenha bons momentos quer em termos de argumento e realização, mas que no geral nos pareça pouco.
A opção por um filme demasiado intlectual e pouco cru, tentando enquadrar uma relação ambigua de um adolescente com as mulheres da sua vida em diferentes prespetivas acaba por não ter grande repercussão no espetador, tirando ao filme uma dimensão e um significado que poderia ter caso quisesse ser mais unanime, mais filmado para o grande publico.
O problema maior do filme é a sua aplicação global, ou seja, parece que um filme que a determinada altura e mesmo encontrado um espaço interessante e um tema capaz acaba por se preocupar mais em ser diferente do que ser forte narrativa e emocionalmente. Isto sem no entanto nunca deixar de sublinhar que se trata de um filme com bons momentos nos diversos aspetos que compoem o filme.
A historia fala de um adolescente e a relação que vai criando com uma progenitora com uma estratégia de ensino invulgar, com uma hospede de sua casa que lhe dará a amizade, e com o seu grande amor que apenas o vê como melhor amigo.
No arguemento o aspeto mais premiado do filme, podemos dizer que a historia de base tem objetivos fortes que nem sempre são concretizados porque o filme tenta ser mais literario, mais diferenciado do que forte, do que fazer sublinhar uma mensagem global. neste aspeto pesa personagens demasiado excentricas que permitem bons dialogos mas que tem dificuldade em fazer passar uma ideia forte.
Mike Mills tem aqui um trabalho mais arrojado do que os seus anteriores, quer pelo tradicionalismo da realização mas mais que isso pela forma como tenta dar alguma assinatura em alguns momentos. Nao me parece tão eficaz na definição temporal e espacial do filme, e em grande na escolha e definição dos momentos para utilizar banda sonora.
No cast muitos pensaram que Benning conseguiria aqui o oscar que lhe foi fugindo ao longo da carreira. O papel é intenso mas penso que sofre pela personagem ser demasiado afastada do publico não criando empatia com o mesmo. Nos secundarios Fanning e Grewing acabam por ser mais do mesmo nas suas carreiras.

O melhor - Alguns dialogos

O pior - A diferenciação por si só das personagens

Avaliação - C+

Thursday, February 16, 2017

Sing

Depois do estrondoso sucesso que se tornou quer Despicable Me, mas principalmente Minions, a Ilumination tornou-se numa das produtoras de maior sucesso em termos de animação, pelo que os seus filmes já ganham por si so uma outra dimensão assinalável. EM periodo de natal surgiu este filme sobre música e sobre os programas de talentos, que chamou a atenção por colocar alguns dos actores famosos de hollywood a cantar. O resultado foi interessante principalmente comercialmente com resultados muito fortes mesmo para a animação. Criticamente alguma mediania, que mesmo assim possibilitou que o filme fosse nomeado para o globo de ouro da especialidade falhando contudo a nomeação ao oscar.
A forma como a produtora analisa os seus filme é tornando o acessório muito mais rapido do que o essencial narrativo. Ou seja temos mais uma vez um filme de animação que é mais forte nos detalhes do propriamente na historia simples e pouco original, acabando por as vozes e os momentos musicais serem o grande plano do filme. Por este facto tenho alguma dificuldade em achar este filme uma das mais valias de animação do ano, mesmo que seja facil o considerar como um interessante objeto de entertenimento.
Tambem em termos produtivos temos um filme trabalhado, a sequuência de inundação do teatro já nos mostra uma Ilumination com tecnologia de ponta e mais que isso com capacidade de arriscar, os detalhes do próprio teatro, mas mesmo assim parece um filme que ainda necessita de grandes figuras para se fazer vender algo que os maiores já acabam por não necessitar.
Em resumo um filme de animação que cumpre os seus objetivos, mesmo sem a qualidade ou excelência com que outros filmes conseguem juntar todos os elementos de entertenimento com uma mensagem significativa e uma abordagem criativa. Aqui temos claramente um filme mais simples, com uma historia mais corriqueira, com musica atual de forma a possibilitar 90 minutos de simples animação.
A historia fala de um produtor de teatro na falencia que tenta recuperar o seu espaço com um concurso de vozes, que tem promete um valor inexistente, contudo uma serie de peripecias vai conduzir a um desastre muito maior do que nao ter o valor do premio.
Em termos de argumento parece-me que na base já encontramos abordagens mais diferentes ou guiões mais originais, aqui parece que a historia do filme não tenta grande humor, optando por uma abordagem mais tradicional e emotiva. O filme centra muito nos seus momentos musicais, mesmo assim parece-me um argumento que cumpre o minimo.
Na produção como anteriormente dissemos já temos mais dimensão e risco na forma como a Ilumination detalha os seus filmes, aproximando-se das maiores que contudo principalmente na construção das personagens continua a ser substancialmente melhor.
No cast de vozes, um autentico luxo, com bom destaque para os excelentes dotes vocais de WItherspoon e Johansson. Matthew encaixa bem no perfil do prottagonista, num filme que acaba por ganhar vida com estas escolhas.

O melhor - Alguns momentos musicais de algumas personagens

O pior - A abordagem podia ser mais elaborada

Avaliação - B-

Tuesday, February 14, 2017

The Separation

O cinema como fenomeno global consegue ao longo do tempo criar figuras de montra sem que as mesmas muitas vezes se desloquem para grandes metropoles do cinema. Um desses casos é o realizador iraniano Asghar Farhadi, que depois de surpreender o mundo do cinema com a sua separação que lhe rendeu não so o oscar de melhor filme estrangeiro mas também a nomeação para melhor argumento e colocou a atenção do mundo do cinema em si. Em 2016, novamente num drama familiar voltou a ter em si bons resultados criticos capazes de o conduzir a uma nova nomeação para melhor filme estrangeiro. Em termos comerciais existe sempre alguma resistencia a filmes desta proveniencia, mesmo assim quase que atingiu a mitica marca do milhão o que é sem sombra de duvidas muito interessante.
Eu confesso que tenho dificuldade em considerar os filmes do realizador uma obra prima, certo que é dificil realizar no Irão, é dificil se expressar em determinados contextos, mas penso que muito dos valores que se dá aos filmes de paises menos comuns, é pelo desconhecido por eles nos darem uma nova forma de vida, ou mais que isso nos tentar dar uma mensagem de esperança em contextos nem sempre tão pacificos. mas isso na minha opinião não depende daquilo que o filme nos trás, mas mais que isso da expetativa que temos como se fosse alguma superioridade interinseca que acaba por não ter muito fundamento. Por isso como já aconteceu noutros filmes do realizador, acho o resultado competente, mas penso que o mesmo filme realizado da mesma forma nos EUA nunca seria um filme com grande valorização.
Mesmo assim o filme tem alguns pontos que me parecem funcionais o paralelismo entre a atuação teatral e a vida real, interessante, metaforica, e alias o grande ponto de destaque e o lado mais criativo de um filme que grande parte do seu tempo acaba por ser filmar o dia a dia de um casal em reação a um acontecimento traumático, seguindo os diferentes contextos de vida do protagonista.
Mesmo assim e principalmente empolgado pelo conflito mantido atualmente com Donald Trump é um filme mais competente do que espetacular, é daquelas obras que gostamos de ver mais pela novidade de nos dar novos contextos culturais e de vida do que propriamente pela eloquência ou brilhantismo de uma historia de base igual a tantas outras.
A historia fala de um casal de atores que apos a possibilidade de derrocada do apartamento onde residem, acabam por se dirigir para uma nova casa, até ao momento em que a mulher acaba por ser quase violada por um individuo que pensava estar com a anterior inquilina, prostituta de profissão.
Em termos de argumento o filme parece-nos algo limitado naquilo que o mesmo pode significar, o que acaba por ser mais potenciado nos sentimentos escondidos que muitos gostam de relevar e que aqui estão bem caracterizados. De resto penso que os pontos culturais voltam a ser o mais diferenciadores do filme.
A realização tem uma assinatura muito propria de movimento com as personagens algo que Farhadi já tinha feito nos seus filmes anteriores. Parece-me a escolha acertada para o contexto onde filme, mas penso que a sua aura não seria tão forte se já tivesse sido adotado pela industria mais global.
No cast o recurso a atores do Irão acaba por ser condição necessária e em termos interpretativos todos conseguem conduzir o filme para as suas necessidades, mesmo algumas delas exigentes em termos interpretativos. A mais valia do realizador nos ultimos anos foi potenciar um grande numero de actores competentes e intensos daquele pais para a comunidade mais global.

O melhor - A forma como estabelece o paralelismo teatro realidade.

O pior - Penso que muitas vezes se conduz filmes por serem de mercados menos comum, para patamares que eles podem não ter.

Avaliação - B-

Monday, February 13, 2017

Shut In

Quando uma actriz de primeira linha como Naomi Watts se junta a uma das maiores revelações do ano passado, como o pequeno Jacob Tremblay, e uma das revelações da televisão deste ano, concretamente Charlie Heaton, as previsões seriam sempre as melhores, mesmo num genero sempre complicado como o terror. Dai que o mundo ficou surpreendido quando este filme obteve algumas das piores criticas do ano, conseguindo mesmo com que Watts conseguisse a nomeaçao indesejada para o Razzie. Em termos comerciais outro desastre completo com o filme a não conseguir chegar em termos domesticos a curta marca de 10 milhões.
O terror é sempre um genero complicado, onde é necessário desde logo assumir uma escolha entre o sobrenatural e algo que pode na realidade acontecer. O filme fica a meio caminho, porque escolhe a segunda via, contudo não tem nunca a coerencia para o sustentar acabando por se tornar uma narrativa sem qualquer tipo de possibilidade de ocorrer, e mais que isso sem grande sentido, mesmo que tente introduzir o tema do complexo de edipo, o filme é sempre muito pouco coerente em termos internos e isso acaba por ser um dos piores defeitos que um filme pode ter.
Por outro lado é um filme que desiste muito rapido na intriga narrativa a meia hora do fim, o filme desiste de ter algo de novo ou ter historia limitando-se a uma sequencia de seguimento interminavel, repetitiva e cansativa que acaba por reduzir em termos totais o filme a uma hora circundante onde nada e explorado como a relação central entre a personagem de Watts e Tremblay, que no desenvolvimento do filme necessita de uma coesão que nunca percebemos a razão.
Enfim os erros do filme são tantos em termos de como fazer um filme seja ele de que genero for, que a unica questão que fazemos sucessivamente e o que Naomi Watts viu nesta historia para aceitar protagonizar um filme que mesmo comparado com os filmes de adolescentes de terror fica a perder na maioria dos casos.
A historia fala de uma psicologa que depois da morte do marido num acidente de viação fica com o filho deste, tetrapelegico a cargo, manifestando dificuldades em conciliar os cuidados do mesmo com a sua profissão. Tudo fica pior quando um seu cliente menor desaparece após aparecer em sua casa.
Em termos de argumento o filme até poderia ter uma historia basica e funcional em termos de terror, mas e muito pouco potenciada no filme. Parece que existe ansiedade em conduzir o filme para o seu fim, para o seu climax, que se prolonga sem grande sentido, tornando o filme totalmente vazio em todos os aspetos.
Na realização Farren Blackburn, mais um novato oriundo da televisão ficara conhecido por desaproveitar talento num filme sem sentido, e mesmo em termos de realização demasiado escuro tirando muitas vezes a percepção do espetador do que realmente está a ocorrer.
No cast, Watts tem o papel que qualquer adolescente do meio da tabela poderia ter num filme de terror serie B, não tem espaço para dar algo de mais ao filme, e acaba por ser totalmente suprimida pela falta de qualidade do filme. Heaton acaba por ser o unico que tem alguns bons momentos na sua dualidade que já exprimentara em Stranger Things. Tremblay é totalmente inexistente no filme

O melhor – Heaton

O pior – A incapacidade do filme pensar que a sua narrativa pode funcionar e conduz o filme para o seu climax interminável


Avaliação - D

Sunday, February 12, 2017

Boo! A Madea Halloween

Tyler Perry deve todo o seu sucesso enquanto actor, argumentista e realizador a figura de Madea, o seu lado feminino como idosa, conquistou com as suas convicções o publico afro americano dos Eua e tornou-se numa das personagens mais conceituadas e ao mesmo tempo mais criticadas do cinema. Contudo sempre que tem tempo e principalmente quer ganhar dinheiro Perry regressa a sua personagem com os filmes tematicos. Como os seus antecessores novamente o resultado critico foi um desastre conseguindo diversas nomeaçoes para os miticos Razzies Awards. Comercialmente Perry conseguiu melhor que nunca os seus objetivos que dão este sabor agridoce, mas enche os bolsos do seu criador.
Sobre o filme eu confesso que é demasiado sem sentido e algo irritante as personages de Tyler Perry, ate pode ter algum momento em que o filme funcione em termos de piada, mas na essencia são filmes pouco interessantes, muito na onda das comedias imbecis dos anos 90 e 2000 com o proposito unico de ganhar dinheiro e muitas sem grande cabeça na sua estruta.
E este é o filme que vive da sua personagem e das suas caracteristicas, nisto o filme não tem nada de novo, o lado violento e intransigente de Madea tem como alvo uma sobrinha adolescente e os seus adolescentes com o tipico humor comum de um grupo de idosos irreverentes, com um humor fisico, muito naquilo que Eddie Murphy fazia melhor que ninguem entre os anos 80 e 90, mas sem um terço da graça.
Por tudo isto e dificil perceber o sucesso de Tyler Perry comercialmente com este filme sem sentido, principalmente porque mesmo em humor afro americano actores como Hart consegue fazer muito mais e ter um humor muito mais natural e atual, o que é certo é que com este resultado a Madea ira regressar num contexto qualquer, para mais uma repetiçao dos seus episodios.
A historia fala de Madea e os seus amigos, que são chamados à casa de um irmão para tomar conta da sua sobrinha com os metodos já conhecidos. Tudo fica pior quando a mesma sai de casa para ir para uma festa da universidade de halloween.
Em termos de argumento os filme são na base pouco trabalhados, basicamente o objetivo e fazer render o peixe de um filme pensado para Madea e as suas caracteristicas e para tentar ser engraçado, nem sempre o consegue ser e o filme como é demasiado dependente disso acaba por ser demasiado sem sentido.
Como realizador Tyler Perry e o tipico autor de comedias de domingo a tarde, dando primazia aos interpretes sendo que a sua camuflagem como actor é pouco interessante do ponto de vista produtivo. Contudo penso que funciona melhor em comedia do que na novela que faz quando tenta outros generos.
Como cast um filme vazio dependente da forma como Tyler constroi a sua personagem basilar, eu pessoalmente não sou grande adepto, mas não podemos dizer que não funciona nesse objetivo. No restante Perry e um actor com claras dificuldades que se denota em papeis mais comuns.

O melhor – Apesar de tudo, em alguns momentos a Madea tem mais graça de que tudo o resto que Perry faz.

O pior – A forma como se gasta um conceito até à exaustão sem trazer nada de novo


Avaliação - D+