Monday, June 24, 2024

Trigger Warnig

 Existem carreiras de Hollywood que de um dia para o outro desaparecem totalmente do radar das revistas e surgem em pequenos filmes para nos lembrarem que a pessoa continua viva. Podemos dizer que foi isso  que aconteceu neste filme pequenissimo da Netflix para nos fazer lembrar que Alba ja foi uma das super stars do momento e que agora coleciona filmes de açao serie B como este, que nao fosse a Netflix iria rapidamente para o deposito de um streaming de baixa qualidade. Criticamente o filme foi o desastre esperado que se percebe aos dois seguindos do trailer. Comercialmente numa altura em que a Netflix esta totalmente perdida este filme podera ocurpar algum espaço nos mais jovens em ferias mas pouco mais.

Sobre o filme podemos dizer que este e o tipo de filme que os herois de açao fazem quando ficam fora de prazo mas que continuam a ter projetos cada vez mais pequenos. O filme e pequeno do primeiro ao ultimo minuto, no argumento completamente disparatado, com uma intriga descomunal que acaba na fase final por ser apenas um espaço para Alba ter sequencias de luta, onde a mesma fora de forma encaixa no plano secundario que o filme quer ter.

Se existia algumas duvidas para tentar perceber os motivos da carreira de Alba, filmes como este demonstram bem as suas lacunas como interprete e mesmo na açao. FIca a clara noção que o filme sabe que e fraco e tenta ao maximo, que o filme corra rapido e com procedimentos simples, mas o resultado imediato que o filme tem de ocurpar um lugar na biblioteca da netflix.

POr tudo isto temos um mediocre filme que tem como unico proposito anunciar ao mundo que Jessica Alba ainda trabalha apesar da decada em que ninguem ouviu nada da mesma, num filme fraco, com poucas ambiçoes, numa especie de policial de rotina, com uma intriga exagerada, para tentar da a Alba a imagem de dura que ja perdeu faz anos.

A historia fala de uma espiã norte americana que apos a morte do pai regressa a sua terra natal, onde percebe que se calhar o acidente que vitimou o seu pai, teve a mão de terceiro e tinha um objetivo bem maior que propriamente a morte dele.

O argumento e modesto a todos os niveis do primeiro ao ultimo minuto, personagens lineares, uma intriga exagerada e cheia de buracos, dialogos que parecem escritos por chat gpt, e pouco mais num tipico filme de ação de segunda linha do primeiro ao ultimo minuto.

Na realizaçao do projeto Surya e uma realizadora desconhecida com alguns projetos criticamente interessantes no pais de origem mas que nesta passagem para estudio escolheu um projeto debil, que acaba por se calhar danificar o momento da sua carreira.

Alba nunca foi uma boa atriz e se calhar isso colocou-a nesta posiçao em que sobre ser heroina de açao de filmes fracos e pouco mais. Se calhar vao existir muitos mais porque existem contas para pagar e pouco espaço para mais alguma coisa. O filme nao consegue chamar a si outros atores conhecidos.


O melhor - Apesar de tudo a narrativa simples e facil de acompanhar.

O pior - O lugar deste tipo de projetos e no aluguer distante

 Avaliação - D+

Friday, June 21, 2024

The Great Lillian Hall

 A Max encontra-se numa fase em que tenta reformular o seu conteúdo, depois de alguns anos em que basicamente apostava nas series da HBO e alguma divulgação sequente dos filmes da WB. Este ano surgiu um pequeno filme ja com a sua assinatura com um elenco mais sénior que chamou a atenbção da critica e promete ser um dos telefilmes mais bem avaliados do ano. Este filme conseguiu estabelecer uma boa resposta critica, contudo comercialmente ao ter dificuldade em ser lançado diretamente em alguns mercados ainda não permitiu um impacto mais global.

Este filme é uma obra que toca num assunto particularmente relevante que se trata na degradação fisica de uma carreira de ator, que pelas suas vicicitudes nem sempre da espaço para a retirada no momento correto, levando a que a ligaçao entre a realidade e a ficção dos papeis muitas vezes nao exista. O fillme toca bem nesse ponto e trás para a discussão algo muito particular de uma forma intensa, sustentado numa boa interpretação e definição da personagem de Lange.

Fica no entanto a ideia que o filme não consegue criar um ritmo elevado, e as misturas entre realidade e ficção sempre na cabeça da personagem poderia e deveria ser mais trabalhado ponto a ponto: Não obstante deste ponto o filme consegue quase sempre chegar no seu proprio estilo convencional onde quer. Fica a ideia que tem elementos suficientes para ser um razoavel telefilme, mesmo que sem atributos para muito mais.

Um filme que nos deixa interessados, que nos faz ter atenção a suma serie de aspetos bastante particulares do dia a dia de um ator conceituado, mesmo que posteriormente o filme siga um caminho algo linear. Nao e esperada muita criatividade num telefilme, mas a historia acaba por ser transmitida com clarividência.

A historia segue uma atriz estrela, nos ultimos anos de carreira, marcada pela morte do marido que começa a sentir a degradação do seu corpo, enquanto tenta continuar na carreira que fez a sua vida.

O argumento do filme e interessante no tema que quer abordar, consegue ir buscar os aspetos corretos, mas as vezes falta-lhe o rasgo de diferenciaçao na personagem e mesmo nas situações que conduza o filme para patamares mais diferenciados. Nao obstante deste ponto o filme consegue os seus intuitos.

Na realizaçao temos Cristofer um argumentista conhecido com alguns projetos ao longo da sua carreira com algum resultado, embora os mais relevantes tenham sido diretamente para televisao como o ja longuinquo GIA que apresentou uma das melhores versões de Angelina Jolie. Aqui um trabalho tipico de telefilme, uma historia relevante sem grandes artefactos de imagem.

No cast temos uma Jessica Lange que deve se ter revisto na personagem, por ser uma atriz de uma carreira longa a procura de continuidade. Temos uma boa prestação com as indecisões tipicas da idade, que demonstra que mesmo os atores mais inexperientes nos papeis certos conseguem continuar a ter a sua luz, numa intepretação quase a solo.


O melhor - O que o filme transmite

O pior - O ritmo tipico de telefilme


Avaliação - C+

Saturday, June 15, 2024

Hit Man

Este filme da Netflix, a sua maior aposta de verão, tentando fazer rentabilizar ao maximo o Star Value que Glenn Powell ganhou nos ultimos tempos, teve uma estrategia de lançamento no minimo peculiar. Ja que nos EUA e nos circuitos maiores acabou por ser lançado como o produto major da aplicação de streaming mas em alguns paises, acabou por ir aos cinemas, quem sabe potenciado pela boa receção critica que o filme obteve. Comercialmente e dificil avaliar o resultado em face de uma estrategia algo diferenciada, mas os resultados pelo mundo fora nao tem sido brilhantes talvez devesse ter ido diretamente para a aplicação.

Sobre o filme temos uma comedia biográfica que adota um caracter ligeiro que tenta potenciar ao maximo os disfarces e os diversos momentos da personagem, entrando depois por uma intriga policial. O inicio do filme nao e facil, ritmo baixo, dialogos extremamente longos e mais que isso, tudo nao conduz a uma especial definiçao da personagem, ficando sempre a ideia que o filme, principalmente no seu primeiro terço tem alguma dificuldade em comunicar o que realmente quer de si proprio.

Com a passagem para o segundo segmento e com a introduçao da personagem de Maddisson e na intriga policial o filme joga mais no jogo do gato e do rato, da colocação de situações dificeis para a personagem ultrapassar com avanços e recuos tipicos de um mediano filme policia. Nao obstante disto, o filme adquire mais ritmo, é mais intenso e funciona melhor, embora me pareça sempre que é algo modesto em todo o seu teor para o que estamos habituados a ver de Linklater.

Por tudo isto temos um mediano filme de açao, que aproveita o star power atual do seu protagonista, o qual nem sempre e particularmente rico do ponto de vista interpretativo. A historia do personagem e peculiar, mas como biopic parece sempre algo mais fantasiado do que propriamente criado com excelencia para um resultado mais impactante.

A historia segue um professor que acaba por começar a colaborar com a policia ate que adquire a alegada identidade de um assassino profissional que o objetivo e deter pessoas que contratam alguem para esse fim, sendo que no momento em que conhece uma das suas clientes com quem se envolve todo o profissionalismo muda de figura.

O argumento do filme nem sempre tem o equilibrio necessario principalmente entre os seus tempos. INicialmente fica a ideia que o filme e algo lento, demasiado longo nos dialogos, passando para um ritmo mais condizente com um filme de açao de verão, mas mesmo assim longe de ser particularmtne diferenciado na historia ou em qualquer outro elemento.

Tendo um realizador tao unico como Linklater fica a ideia que o filme sabe a pouco. Temos algum cheirinho do tipo de escrita do realizador nos dialogos iniciais, mas rapidamente percebemos que e fora de tom para aquilo que o filme realmente queria. De resto o filme acaba por ser mais funcional quando tenta ser mais simples.

No cast e obvio que Powell esta numa fase boa comercial, e o filme aproveita isso dando diferentes vertentes do ator o qual e tambem argumentista do projeto. Nao fica a clara ideia de que o mesmo tem muitos recursos para alem do gala de filmes comerciais. Ao seu lado Arjona perdeu nos ultimos tempo algum furor nos seus projetos e que tenta recuperar pela vertente mais sensual que lhe deu maior projeçao.


O melhor - A segunda fase leva o filme para um terreno mais obvio.


O pior - A parte lenta em que o filme tenta ser mais que um comercial mediano de verao


Avaliação - C+

Thursday, June 13, 2024

Back to Black

 Amy Winehouse é uma das figuras mais iconicas dos ultimos tempos, quer pelo conceito melodico e pelo sucesso imediato que teve, mas acima de tudo pela vida auto destrutiva que conduziu a sua morte e junção ao clube dos 27 quando ja quase ninguem pensava que seria possivel o grupo ter novos elementos. Este tipo de historias sao amadas por Hollywood de forma a transmitir ao mundo a sua representação. A produçao ficou a cargo de uma produtora inglesa com resultados criticos desoladores, sendo que comercialmente a estrategia de distribuir de forma diferenciada entre a europa e os estados unidos, o resultado comercial nos EUA foi muito curto onde contribuiu uma produçao algo british para o produto.

Sobre o filme podemos dizer que o que sobra de Amy Winehouse para alem da sua musica mais famosa e incontornavel que ocupa grande parte do tempo, sobra o desalinho e a impulsividade e muito pouco mais. Tenta-se dar um lado romantico e inocente que rapidamente se aproxima em demasia de uma pobreza emocional muito relevante, tornando-se num filme que nao e propriamente rico sobre a vertente mais concreta da personagem a qual nem sempre e bem trabalhada no filme, nao indo muito para alem do seu desalinho.

O filme assume-se como uma historia de amor irreverente e desconcertante. Blake e uma das figuras mais odiadas da historia, associado ao degredo da personagem, mas o filme acaba por ser mais simpatico dando a vertente de uma irreverência trabalhada, e de uma relação de impulsos onde pouco ou nada era pensado sobre o dia seguinte, e isso acaba por dar uma especie de Bonnie e Clyde da musica dos anos 90 com o desfecho que todos conhecemos.

O filme fica aquem das expetativas, começa numa abordagem muito clean, muito familiar de uma personagem caotica, que nunca tem o seu contexto devidamente espelhado. O filme nao quer ser duro, e isso por vezes conduz sempre a uma versão algo simpatica de tudo a volta da personagem e todos esperavamos mais risco em todos os aspetos.

A historia segue a ascensão de Winehouse e a sua musica, ao sucesso global, enquanto a sua vida emocional e romantica acabava por ser uma montanha russa que a conduziu ao tragico final que todos conhecemos.

O filme tenta ser detalhado nos acontecimentos musicais da cantora, mas parece receoso em ir ao epicentro dos seus conflitos e dos seus demonios. O filme tenta trabalhar a relaçao central como dual, mas fica muito por esclarecer e a sensaçao que o filme, mesmo em termos narrativos nunca quer ir ao fundo do poço.

Um dos problemas do filme começou na escolha da realizadora Sam Taylor Johnson e mais conhecidas pelos seus floops em 50 SOmbras de Grey do que por algum outro tipo de trabalho que fez e aqui arrisca quase nada. Um estilo britanico standart num filme que exigia mais autora.

No cast a escolha da desconhecida Marisa Abela para protagonista nao foi 100 porcento funcional, desde logo porque o arriscar ser a voz, nem sempre sai bem, com maneirismos a mais para a personagem. E nunca parece ser capaz de ir ao fundo do que a personagem foi. Ao seu lado um Coonor sempre funcional e intenso que acaba por ser o melhor do filme no seu impactante Blake.


O melhor - Connor merecia melhor filme.


O pior - O filme em muitos aspetos fica pela linha de agua em vez de ir ao fundo da personagem


Avaliação - C-













Tuesday, June 11, 2024

Unsung Hero

 Numa altura em que cada vez mais esta a existir um mercado sobre historias reais de fé e de familia, eis que este ano com mais uma vez um elenco totalmente desconhecido surgiu mais um drama religioso sobre sentimentos positivos na familia que conduziram ao sucesso. Quase contado na primeira pessoa por Joel Smallbone, o filme surgiu com as avaliaçoes medianas, algo negativas tipicas do genero. Comercialmente nao sendo lançado por uma das operadoras mais fortes do genero, os resultados acabaram por ser muito mais interessantes do que propriamente era expetavel.

Sobre o filme podemos dizer que temos a tipica historia de domingo a tarde, alguem com problemas de fe depois de um insucesso profissional e a forma como toda a familia tem que se organizar dentro da adversidade para ir buscar o sucesso. O filme e o esperado do primeiro ao ultimo minuto, com muita emoçao, mas o filme sempre contado como se de uma novela de serie b se tratasse cheio de cliches emocionais e pouco mais.

Um dos problemas deste genero de filme acaba por ser que cada vez mais o que os filmes são demasiado semelhantes, demasiados presos a cliches desnecessarios a musicas de impacto nulo, e filmes que transmitem boas emoçoes, mas tem uma agenda quase indiferente no cinema. COntudo parece que existe um publico que quer ver isto, e o que e certo e que semana apos semana os resultados comerciais aparecem.

Assim mais um filme do genero cristão, que trata de uma historia real que a maior parte das pessoas desconhece, que marca o insucesso e sucesso familiar na adversidade recheado de cliches de filmes de terceira linha, mas que fruto dos tempos conseguiu uym impacto comercial que seria, há anos atras totalmente impossivel de servir.

A historia segue um produtor musical que depois de um insucesso tremendo tem de ir com a sua familia numerosa para os EUA, a procura de um recomeço, contudo os insucessos e as dificuldades economicas, ligado a dificuldade em acreditar nas pessoas leva a familia a dificuldades muito severas.

O argumento e o expetavel, a historia e razoavelmente interessante, embora iguala  muitas outras, denota-se a preocupaçao que tudo funcione emocional com nenhum cuidado estetico ou mesmo algum tipo de cuidado no que diz respeito a capacidade de surpreender o espetador.

Na realizaçao um dos realizadores e protagonistas e um dos menores do filme, dai a proximidade emocional a todo o filme, ao seu lado Richard Ramsey desconhecido, numa especie de telefilme que pouco ou nada e abonatorio para as carreiras.

Estes filmes tem muita dificuldade em chamar nomes conhecidos, a maior parte dos interpretes sao figuras quase irrelevantes com personagens lineares, e alguns secundarios que ja os vimos, em fases menos intensas da carreira onde procuram algum tempo de ecra. Muito pouco.


O melhor - Tem sempre emoçoes simples


O pior - O facto deste tipo de filmes nao arriscar nada


Avaliação - C-

Saturday, June 08, 2024

The Strangers: Chapter One

 The Strangers e um filme de terror que quando foi lançado pouco ou nada foi significativo, contudo com o passar dos anos acabou por surgiu uma prequela e agora, para surpresa de todos uma triologia sob a batuta do experiente, mas distante da critica Renny Harlin. Neste primeiro filme lançado em pleno mes os Blockbusters o resultado critico deixaram muito a desejar principalmente para quem tinha a ambiçao de começar uma saga. Comercialmente as coisas nao foram tao más como poderiam ter sido, mas tambem me parece curto para alimentar tres filmes.

Para quem viu o primeiro The Strangers podemos dizer que este e basicamente igual em todos os seus principios, na ida das personagens para uma cidade distante, a ida para uma casa escondida e o surgimento de tres personagens mascaradas, apostada em criar todo o terror entre as personagens. O filme nao e propriamente muito duro em termos de imagens, mas a estetica das mascaras funciona sempre em alguns momentos, embora num estilo demasiado obvio.

NO final fica muito por responder, nao fosse o primeiro de tres filmes, como quem esta por tras das mascaras que seguimento ira ter a protagonista depois de ter sobrevivido e pouco mais, ja que temos o tipico filme de estudio sobre adolescentes em situaçao limite, nao temos propriamente muito terror, mas mais sustos esteticos que nos leva acima de tudo a nao compreender como e que o filme acabou por ser lançado numa triologia.

Fica muitas duvidas sobre o que vem a seguir, principalmente porque se percebe que o filme nao ira trazer nada a nenhum nivel de novo sobre o que ja vimos anteriormente. Outro dos problemas e que todos conhecemos Harlin pela sua forma de fazer filmes faceis, dai que sera surpreendente se os proximos capitulos surpreenderem e passarem o valor mediocre deste.

O argumento e o conhecido da saga, um casal perde-se numa pequena cidade do interior dos USA, e acabam por ser conduzidos para uma casa de turismo rural, onde ambos acabam por receber uma misteriosa visita de tres pessoas com mascaras com o objetivo de os matar.

Sobre a historia temos um filme simples em que nada e explicado para alem do terror momentaneo. O filme tenta criar alguns conflitos e divergencias entre os elementos do casal para fazer o filme crescer mas utiliza isso pouco porque na essencia rapidamente se torna num filme do gato e do rato.

Na realizaçao o experiente Harlin regressa ao cinema de estudio depois de muitos anos afastados e que fizeram pensar que a sua carreira estava direcionado para a serie b. um colecionador de filmes fracos de estudio que acaba aqui por ter mais um, numa obsessão por uma triologia sem grande sentido, assim como a maioria da sua carreira.

Para protagonista o filme escolhe dois jovens atores oriundos de series mas com pouco ou nenhum tempo de cinema. Num filme de terror basico nao e necessario muito para alem de grito e entrega fisica num filme que apenas nos seguintes se vai perceber o que quer retirar da personagem central.


O melhor - Os viloes nao sao paranormais.

O pior - O primeiro de tres filmes que se advinham mediocres


Avaliação - C-

Friday, June 07, 2024

Challangers

 Estreado no ultimo festival de Veneza este projeto de Luga Guadagnino sobre o Tenis, levantou a curiosidade por trazer Zendaya fora do seu territorio mais comercial, num filme sobre amizade, amor e competiçao. O filme surpreendeu positivamente os festivais onde foi apresentado com criticas muito interessantes e surpreendeu o filme ser lançado comercialmente em pleno verão de blockbusters, ja que poderia ser um filme com algum valor de premios, que pode ser dissipado com o tempo que falta para os mesmos. COmercialmente, os resultados foram consistentes, se calhar pelo facto de Zendaya ter neste momento um valor comercial de primeira linha.

Sobre o filme podemos dizer que para quem gosta de tenis, e dos que melhor consegue entrar no mundo daquele desporto, e dar algumas das sequencias de tenis mais bem gravadas que temos memoria. Muito disto esta na escolha interessantissima da banda sonora que da um estilo incrivel ao filme e torna-se mesmo muitas vezes o protagonista maior do filme.

Mas o filme nao se fica pelo valor tecnico, e um filme estranho e ambiguo sobre as personagens, as quais nunca chegamos a conhecer, e um filme que acaba por ser uma montanha russa de relações, ligações, que é conduzido por excelentes interpretaçoes e um filme com um suspense latente que nos leva ao longo da sua duração para um prisma original, e sempre com algo a ser dado em cada conversa.

Por tudo isto Challangers e o primeiro grande filme do ano a todos os niveis, interprtativo, originalidade do argumento e mais que tudo os promenores concetuais que fazem do filme muito marcante para os espetadores, embora fique a sensação que algumas questões dos porques das personagens nao sejam propriamente respondidas.

A historia fala de dois amigos que cresceram totalmente juntos no mundo do tenis em que tudo mudo com a entrada em cena de uma estrela feminina no tenis que acaba por acabar com a harmonia sempre existente na dupla.

O argumento da-nos uma das maiores rivalidades ficcionais desportivas que temos memoria, e o filme vai potenciar isso nas diferenças das personagens e pela a intensidade da personagem central. E rico, ter dialogos de primeira linha com muito conteudo e acima de tudo manter a ambiguidade que o filme quer para si.

Guagadino e um realizador de ponta que teve em Call Me By Your Name o seu ponto mais significativo, mas tem termos de realizaçao parece-me claro que este e o seu melhor filme. Concetual, arriscado, com ritmo, com um excelente balanço de todos os aspetos do filme que merecem todo o destaque de um dos realizadores do momento.

No cast o filme tem como protagonistas dois atores quase desconhecidos, mas cujas prestações anteriores ja tinham ficado na retina e aqui demonstram os atributos que fazem deles dois casos series do Hollywood. Feist tem muitos recursos e o filme usa-os, Connor tem uma capacidade unica de utilizar a ironia, e Zendaya da o valor comercial que o filme quer ter.


O melhor - A rivalidade e a banda sonora.


O pior - Algumas perguntas ficam por responder


Avaliação -. B+

Tarot

 Num ano em que o terror encontra-se como prato do dia para diferentes gostos, com filmes de terror juvenil com figuras conhecidas, ate projetos mais concetuais, eis que o verão tem sido prodigo neste tipo de registo. Tarot e um filme que entra na primeira linha de filmes de grande estudio com um terror direto, entrando com o tarot e as suas figuras num terror muito estetico. Comercialmente como a maior parte dos filmes deste genero o resultado foi um desastre. Comercialmente a presença de alguns icons pops de um cinema mais adolescente permitiu ao filme um resultado comercial bem mais consistente do que o filme viria a merecer.

SObre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de terror de estudio juvenil, um conjunto de jovens em grupo, uma premoniçao e mortes diferentes e a luta dos resistentes contra o destino. O filme falha a nivel concetual, nao explica, nao e de horror claro, e fica a clara ideia que muitas das vezez o filme acha que impressiona bem mais do que acaba por fazer.

Tambem em logica o filme nao existe, se em filmes como Final Destination o acidente casual da ao filme um terror pouco visual, aqui temos uma força demoniaca que se disfarça sem qualquer explicaçao nas cartas do tarot unica e exclusivamente para o filme ter um teor visual ja que de resto nao existe qualquer tipo de sentido e explicaçao.

OU seja um pessimo filme de terror, sem personagens acabando por ser apenas aquele tipo de filme em que sabemos que as personagens vão morrer sem conhecermos as mesmas, e mais que isso um final que nunca conseguimos perceber na forma como se vem livre da força demoniaco. Tudo um desastre.

O filme fala de um conjunto de amigos num fim de semana juntos, em que um dos elementos apos encontrar um baralho de tarot acaba por ler o futuro aos outros elementos que conduz a um destino completamente escrito para todos.

O argumento e o tipico do filmes de terror de estudio pouco trabalhados. Nao sabemos nada sobre as personagens as quais apenas tem de esperar a morte, e depois um final a atalhado para dar resposta ao destino fatal.

Na realizaçao do projeto uma dupla de realizadores quase desconhecido, os quais estão associados a argumentos de serie B. o filme nao e propriamente artistico, nem tenta ser. O lado estetico das mortes ficam muito aquem do que vimos em filmes mais pequenos, e um trabalho muito aquem do exigido.

No cast um conjunto de atores reconhecidos do publico adolescente ainda sem carreira, os quais tentam ganhar aqui espaço junto do publico mais jovem, claramente a populaçao alvo do projeto. Neste tipo de filmes nao sobre qualquer registo para os seus interpretes.


O melhor - Ser um filme curto

O pior - Nao se dar sequer ao trabalho de explicar alguns porques das coisas


AValiação - D

Thursday, June 06, 2024

Civil War

 Alex Garland e um dos argumentistas realizadores do cinema atual que melhor consegue espelhar o caos que uma sociedade de pode tornar, ficando sempre a impressão que é um ator pouco acarinhado nos seus projetos, apesar da sua dimensão concetual. Este ano surgiu mais uma obra sobre isso, desta vez sobre o jornalismo de guerra numa cenario hipotetico. Este seu novo filme conquistou a critica algo que tem sido habtiual no realizador, sendo que comercialmente, num territorio onde normalmente tem mais dificuldades novamente as coisas resultaram com resultados de impacto significativo.

Sobre o filme podemos dizer que Garland nao quis historia nem muitos porquês, ele dá o conflito extremado num pais como os EUA fracionado por ideologia e depois basicamente embarcamos nos perigos de uma road trip em jornalistas de guerra e na ligação entre eles. O filme ganha pela dureza de todos os conceitos de guerra que utiliza mas mais que isso na satira ainda que incapotada da obra maior que a pessoa que tao bem ele trás na cena final.

Poucos ou mesmo nenhum consegue criar tao bem um caos hipotetico como Garland e incrivel a forma como torna locais conhecidos totalmente desgastados pela guerra, ou na forma como desprove por completo as personagens de qualquer humanismo, numa serie de sequencias que da ao grupo de protagonistas, quase como se um video jogo se tornasse.

Por tudo isto Guerra Civil e um filme concetual interessante que marca bem o estilo de Garland como realizador. E um filme forte, duro, que nao necessita de uma grande intriga porque a mensagem que quer da encontra-se bem visivel do primeiro ao ultimo minuto do filme. E um realizador com objetivos muito fortes que os atinge de uma forma significativa.

O filme segue uma serie de quatro jornalistas que embarcam numa road trip perigosa ate Washington em plena guerra vicil americana de forma a retratarem o golpe de estado que se anuncia.

O argumento nao e propriamente muito trabalhar. Garland quer um pretexto mas nao o quer explicar, esse nao e o fundamento que ele quer do filme, o que ele quer e falar sobre a essencia do jornalismo de guerra e a mensagem sobre essa tarefa e isso consegue bem.

Na realizaçao o caos organizado de Garland em situaçoes que parecem comum e uma assinatura que me parece que ele consegue incutir nos seus filmes como nenhum. O meio termo entre filme de estudio e algum risco caotico tambem e uma imagem de marca de um realizador que ja merecia outra dimensao.

No cast temos Dunst longe da fama de outros tempos, Moura a ganhar impacto fora das series e uma jovem Spaeny a ganhar cada vez mais espaço, em personagens algo intensas mas que o filme as coloca como carne para canhão na mensagem. Fica-se pela prestação num filme interessante mesmo que o melhor registo de interpretaçao va para o cameo de Plemmons.


O melhor - A dureza de guerra e o caros de Garland.

O pior - Nao sabemos muito das personagens


Avaliação - B

Wednesday, June 05, 2024

The Long Game

 Os dramas desportivos são do genero mais universal que temos no cinema, sempre apostado em dar a conhecer ao mundo façanhas desportivas e outros marcos culturais e sociais que vão sendo retratados em filmes com maior e menor dimensão. Este ano surgiu este pequeno filme sobre a cultura mexicana de imigração nos EUA; a segregação racial e golf. Criticamente o resultado ate foi positivo mesmo sendo um filme pequeno e de ambições curtas. Do ponto de vista comercial  os resultados foram escassos principalmente tendo em conta a população mexicana nos EUA:

Sobre o filme podemos dizer que e um filme obvio, algo cliche, sobre os temas que quer tratar num desporto que normalmente nao e muito abordado no cinema pela pouca intensidade dos momentos. O filme funciona mais no plano cultural e dos cuidados, aqui o filme entra no cliche tipico, sendo que do ponto de vista dos feitos podemos dizer que nao e totalmente percetivel, como outros filmes sobre o desporto americano não o são do ponto de vista global.

O filme e emocionalmente interessante na ligação entre as personagens e principalmente na entreajuda entre pessoas com a mesma base em posições diferentes, mas pouco mais. Percebe-se que seria um filme serie B, de domingo a tarde, com objetivos curtos, com um planeamento muito especifico para objetivos curtos, mas fica a sensação que é um filme demasiado preso ao livro.

Por tudo isto temos um filme basico com o pressuporto de ter um testemunho cultural, e mais que isso dar a conhecer um feito particular desportivo, num desporto de modos, mas que aqui acabou por demonstrar a sua rigidez independentemente da qualidade dos executantes. O filme e simples, com muito coraçao e pouca maturidade tentando ir para alem dos pressupostos basicos

A historia fala de um conjunto de jovens emigrantes mexicanos que colaboram num campo de golf, mas que têm o sonho de se tornar jogadores ate que um praticante, professor decide treinar e tornar o sonho num desporto com muitas barreiras sociais fosse uma realidade para os jovens.

NO que diz respeito ao argumento temos o feito, muito interessante a nivel social, e de empenho, mas a forma como o filme trabalha acaba por ser demasiado basico, e preenchido por cliches nos diferentes elementos do filme. Nao temos propriamente muito trabalho em personagens e dialogos.

Na realizaçao um realizador culturalmente proximo do contexto social do filme, que da ao filme um ritmo de telefilme e de serie B. Nota-se a preocupação cultural mas pouco mais num percurso que nos parece que va ser dedicado a homenagem cultural.

No cast temos alguns habitues neste tipo de registo Hernandez tornou-se num tipico ator de filmes de segunda linha depois de inicio muito interessante nunca se confirmou para alem deste estilo. Ao seu lado um Quaid tipico secundario em filmes serie B, e uma serie de jovens hispanicos, desconhecidos a procura de tempo de ecra.


O melhor - O feito desportivo

O pior - O filme nunca sair da roupagem cliche de domingo a tarde


Avaliação - C

Boy Kills World

 Este estranhissimo filme que junta uma especie de John Wick com Hunger Games, teve mais de um ano a espera do seu lançamento pese embora fosse um filme de uma produtora de segunda linha, conseguiu no sempre abrangente mes de Abril a sua estreia. Criticamente o resultado foi mediano, muito na onde da maior parte dos filmes do genero nos ultimos tempos, sendo que comercialmente e com o crescimento da figura de Skaarsgard, se esperava mais com resultados muito curtos.

Sobre o filme podemos dizer que temos uma violenta comedia negra, do genero heroi contra o mundo com muito sangue, alguns twists, humor mordaz e principalmente um segredo que faz na maior parte do tempo o filme ser original, que e termos um narrador, bem conhecido da saga BOb Burgers e dar-nos os pensamentos da personagem principal, mudo. Este apontamento é o que melhor funciona no filme, na sua originalidade, mas mais que isso na sua comicidade.

Em termos de historia temos muito pouco, a vingança de alguem que matou a familia e se tornou numa maquina de matar, onde o twist apenas condimenta uma historia curta que tenta acima de tudo deixar espaço para o lado mais concetual e estetico que o filme quer ter, com exagero de sangue e com um lado disparatado que dao ao filme o seu estilo rebelde.

Por tudo isto num ano em que nos parece que os filmes estão em termos de qualidade muito longe do que deveriam estar, temos pelo menos um filme diferente, de ambiçoes curtas, mas que pelas suas particularidades acaba por em muitos momentos enterter, e isso ja nao e mau tendo em conta o que temos visto.

A historia segue um jovem mudo que depois de ver a sua familia ser morta pela familia mais poderosa e que governa o mundo onde vive e treinado por um estranho oriental com o objetivo de matar todos os que conduziram a sua situação.

O argumento e o tipico de filmes deste genero que cada vez são mais e tem como base John Wick. O filme aqui arrisca num twist significativo que funciona melhor no ritmo do filme do que propriamente pelo seu significado. O humor narrado funciona e é o segredo central do filme.

Pese embora os produtores fossem conhecidos mais associados ao terror, um realizador acabou por ser Moritz Mohr, um realizador alemão sem qualquer registo significativo que tem aqui um projeto com ritmo, longe de ser esteticamente muito elaborado mas que cumpre os seus objetivos.

Skaarsgard esta a adquirir o estatuto de heroi revoltado de açao que tem neste filme e se prepara no futuro Corvo. E um ator intenso, nao e propriamente alguem com uma riqueza dramatica acentuada, mas nao sei se este e o espaço que melhor lhe serve, num filme quase a solo.


O melhor - A irreverencia do filme narrado

O pior - A historia acaba por ser sempre a mesma


AValiação - B-

Monday, June 03, 2024

The Ministry of Ungentlemanly Warfare

 Guy Ritchie tem estado nos ultimos anos hiperativo com diversos projetos principalmente em cinema, mas tambem para televisão onde o seu Gentelman teve um sucesso muito interessante na Netflix. Neste ano temos a sua roupagem  para um alegado acontecimento da 2 grande guerra com um grupo ilegal e a importancia do seu trabalho de campo. O filme recolheu criticas medianas, muito de encontro ao habitual nos filmes mais genericos do realizador, e comercialmente as coisas nao foram propriamente brilhantes tendo em conta a presença de Cavill sempre com o estatuto comercial de estrela de primeira linha.

Quem esta habituado ao cinema mais standartizado de Ritchie vai perceber que o filme e claramente aquilo que se estava a espera. Pouco ou nenhum detalhe historico, muitos tiros, exercicios de estilo e frases feitas, o comum para o realizador normalmente numa prespetiva mais atual, desta vez em clima de 2 guerra mundial. Dai que a previsibilidade do filme e o apontamento que mais salta a vista quando acabamos de o ver principalmente tendo em conta os intervenientes conhecidos.

Um dos apontamentos que menos gosto de Ritchie e que tudo tem que ser um excercicio de estilo, a forma como o disparo e feito, o comentario anterior, mas depois os filmes sao algo vazios neste caso muito lineares com pouco ou nenhum detalhe sobre uma operaçao que a ter existido desta forma merecia ser tratada de uma forma mais madura, mas isso nao e o cinema de Ritchie e ele admite isso desde o primeiro minuto.

Ou seja mais um filme para o grupo do realizador, que a longo prazo nao se vai diferenciar em muito da maioria dos mesmos, numa especie de Inglorious Bastards de terceiro nivel. O filme tenta ser engraçado e carismatico mas parece ficar sempre pelo meio caminho, e a quantidade de balas disparadas muitas vezes compensa a preguiça de uma intriga mais completa.

O filme fala de um grupo de foras da lei, contratados pelo governo ingles de forma a colocar em check o poder maritimo nazi, e assim permitir um impacto maior da ajuda americana, num grupo que tinha uma missao arriscada e fora do protocolo legal.

A historia poderia ser interessante se fosse trabalhada a serio e nao como um filme de Ritchie onde as preocupações sao em frases feitas e em açao pura. O filme desaproveita as personagens e o feito para um filme de desgaste rapido.

Ritchie tem uma assinatura de forma indiscutivel, mas nem sempre me parece que seja a melhor assinatura, os seus filmes sao demasiado medianos, semelhantes independentemente da tematica e do encaixa temporal que tenha. Aqui temos isso, de um realizador que se chegou a pensar que poderia ter outro valor.

No cast um conjunto de habitues do realizador que tambem nao sao propriamente conhecidos pelos seus atributos enquanto atores e o filme percebe isso fazendo-os funcionar nos principios curtos que Ritchie quer das suas personagens.


O melhor - O feito historico

O pior - Ritchie transformar isto numa pastilha elastica de sabor rapido


Avaliação - C

Sunday, June 02, 2024

The Garfield Movie

 Num ano que ate ao momento não tem tido propriamente muita novidade no que diz respeito ao cinema de animaçao, com o lançamento mais significativo a ser o quarto filme de Kung Fu Panda, a Colombia Picutures tentou reanimar Garfiel num filme de animação com vozes conhecidas e o estilo de sempre do gato preguiçoso. Se do ponto de vista critico o filme foi um desastre continuando a afastar a critica da animação, comercialmente os primeiros resultados tem sido muito interessantes o que demonstra mais a falta de resposta que tem existido este ano do que propriamente a qualidade do filme.

Sobre o filme podemos dizer que é o filme esperado e pensado para ganhar dinheiro com base na imagem que ja temos de uma personagem, sem tocar minimamente no que ja conhecemos, independentemente de trazer o seu pai. E um filme de açao, de novos personagens mas pouco mais, e previsivel, o humor aparece muito pouco no filme, o que acaba por ser o sabor mais amargo do filme, ja que Garfield seria claramente um personagem comico.

O que funciona no filme e principalmente o seu amigo Odie e os seus momentos, de tudo o resto o esteriotipo da personagem, um episodio maios da serie com personagens mais significativas mas pouco mais a todos os niveis. O filme nao e propriamente rico do ponto de vista de produçao, arrisca pouco, e so no que diz respeito a Catflix consegue alguma abordagem diferenciada, ja que tudo o resto e de uma animaçao simples de estudio.

Se calhar num momento em que a animaçao tem muita dificuldade em criar novos personagens ou dar grande impacto a personagens ja existentes alguem percebeu que poderia ser o momento de Garfield e comercialmente parece ter acertado mesmo que como filme seja um filme obvio, de desgaste rapido que pouco ou nada tras de novo.

O filme segue Garfiel a sua ligaçao com Jon e uma aventura criada num reencontro com o seu passado e o seu pai, que leva os amigos a uma aventura que podera colocar em causa a sobrevivencia de todos e principalmente a ligaçao com o seu pai.

O argumento do filme e o base e esteriotipado para lançar um formato, temos uma narrativa construida para um filme rapido, alguma ligação emocional, embora longe de ser trabalhado como a Pixar o faz, e acima de tudo o pensamento que a personagem de Garfield esta no seu momento.

O projeto e realizado por Mark Dindal, um habitue de uma animaçao de segunda linha que teve entregue a si um dos projetos estreados em pleno momento alto do verão de hollywood. O projeto e demasiado mediatico para o estilo demasiado tradicionalista de animaçao. APenas em dois momentos temos algum risco, de um realizador obviamente de segunda linha.

No cast de vozes vi a versão portuguesa, competente sem ser brilhante, mas penso que Pratt e Jackson como personagens centrais podem ser uma mais valia na forma do filme comunicar.


O melhor - Garfield mantem as suas caracteristicas mais conhecidas, embora mais ativo.

O pior - O filme quase nao arriscar no humor


AValiação - C-

The First Omen

 The Omen e um dos filmes mais conceituados de terror na passagem dos anos 70 para os 80 que teve a sua reaparição no inicio dos anos 2000, e que agora tem mais um capitulo alegamente sobre o inicio da maldição, num filme de grande estudio mas sem figuras de primeira linha. Criticamente as coisas ate correram bem num genero como o terror que este ano tem sido muito frequente mas com avaliações negativas. Comercialmente o filme tem sempre um conceito comercial interessante mas neste caso o resultado ficou pela mediania o qual nao ajudou a falta de atores de primeira linha.

Sobre o filme podemos desde logo dizer que The Omen nao tem um conceito tão forte atualmente no publico alvo para ser uma aposta de primeira linha. O filme tenta fugir ao lado mais mediatico do terror comercial, apostando no horror que consegue bons momentos principalmente nas expressoes faciais que ja eram um dos trunfos principalmente do primeiro filme e do reebot mais recente. Fora isso temos um filme que tem os parametros proprios e que tem no twist no epicentro do filme o aspeto que mais surpreende e o diferencie.

Nao obstante deste ponto fica claramente a ideia que é um filme de estudio de terror para ter uma repercurssão imediata do ponto de vista comercial, mas que por acaso e pelo impacto do terror que consegue acaba por satisfazer moderadamente os adeptos do terror, mesmo que nao tenha propriamente elementos diferenciadores significativos.

Nao sabemos que sera suficiente para reavivar a saga em termos de cinema global, sabemos que temos um inicio razoavel no genero de terror num filme sem grandes cuidados esteticos mas que cumpre os poucos objetivos que se coloca. Fica a clara sensaçao que falta personagens ancora que sustentem o filme na possibilidade de uma eventual saga.

O filme fala de uma freira que acaba por ir para um convento e percebe a determinada altura que toda aquela cultura onde esta inserida guarda um terrivel segredo a qual juntamente com dois padres tenta desvendar.

O argumento tem a tipica base de demonios que é tão frequente no cinema de hoje em dia, mas com alguns apontamentos que funciona principalmente o twist intermedio que guia o fundamento do filme. De resto o basico num filme de terror de estudio, pouco risco, muito horror e muitas premissas abertas.

Na realizaçao o projeto e de um realizador uriundo de um cinema menos mediatico, que arrisca pouco na forma como nao da o filme uma assinatura muito clara, embora funciona na forma como consegue dar um toque de filme de estudio, que podera o colocar como mais um tarefeiro deste tipo de obras.

O filme tem um cast simplista, alguns atores oriundos de series a procura do seu espaço, como o caso da protagonista Tiger Free, que tem intensidade para uma personagem relevante e exigente fisicamente. Nos secundarios alguns atores reconhecidos nas tipicas prestações de segunda linha.


O melhor - O twist intermedio

O pior - Omen nao ser uma saga com relevância para criar algo diferenciado


Avaliação - C

Friday, May 31, 2024

Die Hart 2: Die Harter

 Um ano depois do primeiro filme que marca a colaboração entre Kevin Hart e a Prime, num filme sobre o ator como heroi de ação, que nasceu numa curta que efetuaram em conjunto em 2020, e que se tornou um sucesso na aplicação e que rapidamente conduziu a sua sequela. E um filme que nao e para levar a serio e criticamente o certo e que ninguem levou com avaliações muito negativas. Comercialmente com a expansão da Prime terá resultados significativos, principalmente tendo em conta a presença sempre comercial de Cena.

Sobre o filme quem viu o primeiro filme sabe perfeitamente o que esperar desta rapida e semelhante sequela, uma intriga, com alguma mensagem escondida para dentro de hollywood, e depois o humor tipico de Hart na mistura de açao e parvoice que ele explora, sendo que no restante temos os defeitos todos que habitualmente vimos nos filmes dele, que se trata de um humor que nos ultimos tempos entrou algo em desuso.

Em termos de produçao muito pouco, o filme e quase uma parodia sobre os filmes de açao baseados numa figura central, acabando por ser isso numa vertente mais comica. O filme nao se leva a serio, e muito do humor fica algo desgastado, estamos longe de achar que este e o melhor momento de Hart embora a premissa central do filme acaba por ser algo diferente.

Ou seja um filme curto, disparatado, num humor desgastado que na maior parte do tempo nao funciona, mas acaba por ser isto que Hart nos demonstrou. Para quem gosta do humor do comediante podemos considerar algo longe do melhor, para quem nao gosta o filme e quase dificil de ver.

Sobre o filme temos novamente o heroi americano Kevin Hart que fica introduzido numa produçao do filme que o leva ao seu rapto num plano maior de o substituir pelo duplo que despediu.

No argumento o filme tem uma mensagem para dentro de hollywood bem intensa que é a forma como quer demonstrar as estrelas que tudo e parte de uma equipa. No humor o filme perde fulgor no disparate relativamente ao primeiro filme e a intriga e basicamente um contexto para o humor de Hart.

Na realizaçao o projeto e assinado por Eric Aper que teve o ano passado um dos filmes para televisao de maior sucesso. Aqui uma experiencia totalmente pensada para televisao, sem grandes riscos, deixando fluir Hart e o seu humor fisico. Nao e um realizador de proa, mas e acima de tudo um realizador de tarefas no genero da comedia.

Hart e ele proprio no filme, pelo menos a imagem que ele criou, ao seu lado Emmanuel tem uma personagem pouco imponente, que apenas deambula no lado feminino junto ao protagonista, e Schawrtz e o pateta de serviço. Temos Cena na vertente comica dos ultimos tempos mas sem grande novidade.


O melhor - A mensagem interna

O pior - O humor de hart ser sempre muito igual


Avaliação - C-

Atlas

 Em pleno Maio de grandes lançamentos eis que a Netflix não quis ficar de forma e lançou o seu blockbuster futurista com Jennifer Lopez como protagonista e um realizador habituado a estas andanças. Este filme acabou por ser lançado com toda a circunstancia pela NEtflix mas rapidamente se percebeu que o resultado ia ficar aquem, desde logo comercialmente porque rapidamente chegou outros produtos que conseguiram mais impacto, mas essencialmente na critica que a Netflix continua muito longe de satisfazer nos seus filmes mais mediaticos.

Temos um filme de grande estudio sem duvida, muitos efeitos especiais, muito CGI, atores conhecidos, um filme sobre futuro, tecnologia e inter galaxia, numa premissa quase sempre existente sobre os perigos da IA, mas pouco mais depois o filme e um conjunto de cliches de segunda linha, muita preparação para o momento das lutas em que o filme tira o seu lado mais mediatico, mas tudo parece demasiado artificial, nunca tendo o filme qualquer tipo de assinatura ou compromisso ideologico.

E assim o tipico filme de estudio e caro da Netflix, em que da todo o protagonismo a sua interprete, a qual nunca foi propriamente uma atriz de primeira linha de açao, e aqui volta claramente a não ser um filme impactante e nenhum nivel, fica sempre a ideia de muito fogo de artificio para filmes basicos, com ideias nem sempre muito bem elaboradas, e efeitos que na mao de realizadores mias interessantes teriam sem duvida um impacto maior.

Um dos desastres criticos da temporada, marcando muito do que foi e é a carreira de LOpez enquanto heroina de açao. Esta especie de extreminador implacavel acaba por ser um filme claro de segundo nivel, onde fica sempre a ideia que são gastos completamente infundados a procura de um sucesso que mais uma vez não chega porque essencialmente o filme nao tem arte nem ideias para isso.

A historia fala de uma agente, que vai em busca de um seu inimigo do passado nada mais do que um terrorista eletronico, que conhece toda a forma de pensar e tem um objetivo que colocara em causa todos os habitantes do planeta terra.

O argumento e a simplicidade acima especificada, um vilao, uma ideia de acabar com o mundo e uma heroina e os seus aliados em muitas batalhas de efeitos digitais de ponta. Muito pouco para uma aposta central de alguem tao grande como a netflix.

Na realizaçao Peyton e um habitue de estudio grande em filmes de uma segunda linha de blockbusters, que tem todos os meios ao dispor, mas novamente fica por este apontamento, jã que tudo o resto de arte ou tentativa de efetuar um filme maior, nao existe.

No cast Lopez nunca foi uma excelente atriz em nenhum dos parametros e na açao muito menos e o filme deposita nela toda a sua aposta, o que acaba por ser também danoso no resultado final do filme. Brown tem intensidade dramatica mas o filme nao aproveita a sua personagem e o vilão Liu longe da simpatia dos outros papeis, necessita de umas lentes de contacto para ser eficaz.


O melhor - Efeitos especiais de bom nivel

O pior - Num filme de nivel claramente baixo


Avaliação - D+



Monday, May 27, 2024

Abigail

 Num ano em que o terror de estudio tem tido diversas faces, sem que a maioria das quais tenha sido propriamente brilhante eis que também os vampiros e o sangue tiveram a sua expressão neste irreverente Abigail. Um filme que junta o terror de horror e a comedia, o resultado critico surpreendeu pelo seu lado positivo, contudo comercialmente os resultados ficaram-se pela mediania, pese embora em alguns momentos o filme ate tenha conseguido algum impacto do ponto de vista de mediatismo.

Sobre o filme eu confesso que inicialmente torna-se dificil perceber para onde o filme vai, e nisso o filme ate consegue ser competente na forma como esconde de onde vem os personagens e como foram ali parar. O problema maior do filme ou pelo menos a mudança de registo acontece quanto se torna no terror gotico de vampiros, em que o filme se leva, e bem pouco a serio para um resultado que mesmo assim acaba por ser satisfatorio porque acaba sempre por ser um filme curioso.

Nao e propriamente um filme para se levar muito a serio, o filme funciona na forma como as personagens interagem, com mais ironia do que propriamente Saw foi fazendo embora o filme tenha o mesmo estilo, uma casa fechada e uma ameaça bem perigosa, e muito sangue e horror. Na parte final o filme desenvolve-se com alguma previsibilidade sem que isso tire o lado de entertenimento que o filme consegue ter.

POr tudo isto Abigail e mais um filme curioso do que propriamente um filme brilhante ou um filme que consiga trazer algo de particularmente diferente. O filme tenta ser engraçado sem nunca na verdade ser comico, e os exercicios sem sentido de dança acabam por ser um rotulo que o filme quer ter para se diferenciar num contexto de terror que tem sido bem fraquinho ao longo do ano.

A historia fala de um conjunto de individuos fora da lei que se juntam para raptar a filha de um terrivel chefe criminoso sem muita gente perceber as razões, ate que descobrem que a jovem tem força e poderes fora do comum, que troca as voltas a quem realmente sequestrou quem.

O argumento entra bem, cria o suspense necessário a todas as personagens, mas acaba por ser no ponto mais particular dos vampiros que o filme entra na ironia, e no entretenimento. E obvio que ja vimos isto, e obvio que o filme não quer ser profundo, quer ser duro e insurreto e isso consegue facilmente ser.

Na realizaçao o projeto e assinado por uma dupla que se encontra muito ativa no terror e que nos ultimos anos tiveram no leme da serie Scream. Nota-se o exagero de sangue e do horror, e nota-se ser um filme de estudio pouco preocupado em vertente artistica ou uma assinatura muito particular. Os tarefeiros de terror da atualidade.

No cast temos muitas personagens conhecidas, Barrera e a menina do terror dos realizadores e aqui volta a repetir uma personagem parecida, ao seu lado Stevens tenta dar alguma versatilidade a uma carreira algo linear ate ao momento, mas os maiores louros vai para a boa presença da jovem Weir, que consegue no mesmo filmes mostrar uma versatilidade que pode ser bem utilizada num outro estilo.


O melhor - O filme não se levar a serio.


O pior - Nao tinha atributos para ser de outra forma


Avaliação - C+

Thursday, May 23, 2024

Sting

 É incrivel como um filme sobre uma aranha assassina gigantesca, daqueles tipicos filmes de videoclube dos anos 90, nos nossos dias conseguiu uma distribuição significativa, não obstante da mediania critica que foi alvo. Comercialmente sem figuras de primeira linha o filme acabou por ter resultados bem acima do esperado, conseguindo no mercado interno ultrapassar o milhao de dolares, para um filme claramente pensado para uma serie B de aluguer.

Sobre o filme tudo o que nos podemos imaginar de estapafurdio num filme sobre uma aranha assassina que fica de um tamanho gigantesco acaba por materealizar efetivamente num filme com pouca ou nenhuma qualidade. Em termos de justificação para o que vemos o filme não tenta ser coerente e fica-se pela pratica. Em tudo o resto temos sempre mais impressão e violência nem sempre detalhada do que qualquer outra coisa.

Por tudo isto Sting acaba por ser o que nos considerariamos nos anos 80 e 90 como filmes de desgaste rapido, que com o tempo ate pode ter ganho algum culto, quem nao se lembra do sucesso de Snakes on a Plane, mas isso nunca disfarça o mau gosto e a pouca qualidade que este tipo de registo acaba por ter, mesmo que tecnicamente não caia no absurdo e acabe por impressionar com o horror de algumas imagens isso nao leva o filme para alem do lado estapafurdio do seu conceito.

Assim temos um alegado filme de terror num contexto a que estamos mais habituados em cinema de produtoras mais pequenas. Alguém no entanto, erradamente achou que poderia fazer deste filme um novo icon da moda, mas o filme não tem carisma, nem é suficientemente péssimo para preencher esse espaço e quando assim acontece resulta um processo incompreensivel de mau cinema, que esperemos que nao faça moda.

O filme fala sobre uma aranha de estimação de uma criança com alguns problemas de ajustamento que alimentada vai crescendo e tornar-se predadora da forma mais sanguinária possivel de todos os habitantes daquele edificio.

O argumento é o disparate que nos pensamos que pode ser em todas as suas valências, não tem personagens nem motivações, tudo é um cliche de cinema de segunda linha o qual não consegue nunca ser engraçado, primando apenas pela violência maior na duração do filme

A realizaçao foi entregue a Roache-Tuner um desconhecido realizador de serie b o qual agora conseguiu alguma dimensão comercial que nunca esperou, sem que o filme estivesse minimamente preparado para esse facto. Muito pobre de um realizador que deve continuar pela serie b.

Tambem no cast temos um recheio de desconhecidos ou atores pouco mediaticos em personagens com o proposito de terror, que rapidamente podemos tropeçar nelas noutros filmes sem nunca saber perfeitamente qual foi o primeiro contacto


O melhor - Curta duração

O pior - Consegue ser tão mau quanto parece


Avaliação - D-



Tuesday, May 21, 2024

Godzilla vs Kong: The New Empire

 Numa altura em que o cinema de produçao está claramente sem ideias, criando universos e sagas interminaveis, 2024 tem sido marcada por exploração de franchising de segunda linha entre os quais o chamado monsterverse que junta alguns dos monstros mais poderosos do cinema no mesmo universo. Aqui temos novamente uma saga com dois dos mais conhecidos os quais ja tinham sido combinados num filme anterior. Criticamente o filme ficou-se por uma mediania pouco apelativa, sendo que comercialmente ao contrário do que era esperado o filme resultou, sendo ate ao momento o segundo filme mais visto do ano.

Sobre o filme podemos dizer que uma da base do projeto e a riqueza dos efeitos especiais que o filme quer ter e acima de tudo a aposta total no CGI. Pois bem como amante de realismo posso dizer que as coisas ficam algo a desejar no plano tecnico ja que a sensação que estamos perante um filme de animaçoa existe muitas vezes e isso nem sempre e a melhor critica que se pode fazer a um live action. Este problema surge essencialmente em mundos paralelos que o filme cria de uma forma muito colorido mas muito pouco realista.

Em termos de argumento o trabalho tambem nao foi propriamente o mais trabalhado, fica a ideia que o filme nao quer dar muito, ou tornar a historia demasiado complexa para fazer render o peixe dos efeitos especiais de primeira linha e acima de tudo deixar os tecnicos do CGI trabalhar. Temos uns monstros novos a base do argumento anterior e alguma ação, com muito pouco de novo ou relevante para fazer o projeto ser mais do que realmente acaba por ser.

Assim temos um cinzento blockbuster de verao igual a muitos que tem sido lançados num ano bastante pobre no que diz respeito a este tipo de lançamentos. Fica a ideia que tudo que fosse a creatividade do argumento esgotou e que sobre apenas os efeitos e o CGI o que e muito pouco nos dias de hoje, para um cinema global, uma crise de identidade e de ideias em hollywood.

A historia segue o monsterverse com Kong e Godzilla a acordarem para defenderem a terra de mais um ataque num universo paralelo para o qual os humanos sao conduzidos, e onde grandes batalhas se potencializam.

O argumento e o parente mais pobre do filme, fica a ideia que o filme apenas quer criar um contexto para as batalhas e pouco mais. E um filme que na maior parte do tempo fica silencioso e deixa o computador trabalhar em longas batalhas e a preguiça e o atributo mais claro.

Na realizaçao do projeto Wingard que ja tinha estado no filme anterior repete o leme com um trabalho que nao e ideologico, mas sim concentrado nos efeitos especiais. Fica a ideia que o filme nao tem assinatura e que merecia mais criatividade na abordagem que nao tem.

No cast ficam alguns dos atores dos outros filmes, aqueles que tem tido mais dificuldade em encontrar outros projetos, sendo que este pouco ou nada da para alem da visibilidade do projeto. Fica a ideia que as personagens sao espetadores dentro do filme da luta de titas que o filme quer ser.


O melhor - As expressoes faciais de kong

O pior - O filme ser um deserto de ideias


Avaliação - D+



Sunday, May 19, 2024

Ghostbusters: Frozen Empire

 Em pleno anos 80 existiu um fenomeno de cinema que se tornou eterno numa mistura de comedia familiar e ação que levou ao mundo um grupo de quatro caçadores de fantasmas. Seria uma questão de tempo em alguem tentar reavivar o estilo, e nos ultimos dez anos ja tivemos as mulheres, e agora temos os antigos e os mais novos, na tentativa de reavivar um dos fenomenos comerciais mais interessantes dos anos 90. Este segundo capitulo desta nova saga nao conseguiu o resultado interessante critico do seu antecessor e comercialmente os resultados foram razoaveis mas longe de ser a explosao que em determinados momentos se pensou que poderia ser.

SObre o filme eu confesso que sou um adepto da primeira fase da saga, porque conseguia contextualizar a ironia de Murray no humor, num filme familiar e de conceito peculiar. O que os novos filmes nunca conseguiram fazer e formar uma equipa, principalmente nesta salgalhada dos ultimos filmes que tenta fazer uma equipa familiar indo buscar um pouco sem grande sentido os mais velhos, mas o factores nunca combinam porque fica a ideia que apenas o passado e realmente funcional, ou seja que o produto so funciona quando vai buscar os objetos do passado.

Aqui temos a base normal, uma crise no grupo que leva a que um dos elementos esteja mais fragilizado e depois temos uma força brutal a ganhar forma que leva a que o grupo, exageradamente grande e com pouca ligaçao entre os personagens se tenha que juntar para o combate. O filme tem alguns efeitos especiais de ponta, funciona razoavelmente nos easter eggs do passado mas e pouco para um blockbuster dos nossos dias.

Nao sei se esta opçao mista tera continuidade ou se sera expetavel desenvolvimento num argumento que ja neste filme evolui pouco parecendo um episodio basido de uma serie de sabado a tarde. Denota-se que os mais velhos apenas conseguem fazer cameo, pelo menos nesta abordagem e os mais novos nao tem o carisma ou a ligação a saga que permita existerem sem eles.

A historia segue a familia do primeiro filme, agora instalados nas iconicas instalações dos originais Caça Fantasmas que percebem que algo muito poderoso se esta a criar, principalmente depois do aparecimento de uma estranha bola de ferro com um segredo bem escondido.

No argumento podemos dizer que na base nao temos muitas alterações, ate direi que nao temos nenhuma. Temos e basicamente o potenciar de uma força vilã, e a organização do grupo para o combate. Apenas a personagem de Spengler tem algum desenvolvimento.

Depois do Reitman junior ter feito o primeiro filme, numa homenagem obvia ao pai, eis que surge este segundo episodio com um realizador quase desconhecido. Gil Kenan foi uma escolha muito estranha vindo do terror e principalmente de algum sucesso na animaçao. Aqui tem um filme de tarefeiro, pouco risco, os efeitos de ponta de um estudio de primeira linha mas pouca assinatura, num filme que poucos vao perceber quem e o realizador.

No cast a equipa do primeiro filme entra toda novamente nos seus papeis, com tudo bem definido, embora o filme nunca faça crescer personagens. A introduçao de Nanjiani tinha o unico proposito comico e a sua personagem parece sempre uns furos ao lado na efetividade da comedia.


O melhor - Os apontamentos dos filmes de base

O pior - O filme nao criar quimicas novas relevantes


Avaliação - C



Saturday, May 18, 2024

Cabrini

 Depois do sucesso total que se tornou Sound of Freedom a Angel Studios e o mesmo realizador Alejandro Monteverde acabaram por continuar a sua colaboração com outro filme baseado na fé num biopic sobre a padroeira dos emigrantes e a sua historia na ajuda dos emigrantes italianos no inicio da explosão economica em Nova Iorque. O filme sempre com uma toada de fé muito assinalavel, acabou por não ser destruida pela critica ao contrario do filme anterior. Em termos comerciais longe do que fez o filme, mesmo assim pelo titulo e pela falta de atores de primeira linha os resultados acabaram por ser interessantes embora a expetativa pudesse ter sido mais elevada.

Um biopic cristão produzido pela Angel nunca seria o pronuncio de um filme de primeira linha, e o filme acaba por ser precisamente o que esperamos que fosse. Uma serie de cliches emotivos sobre os pobres e a perda, uma personagem unidimensional caracterizada pelas suas vontades, vilões sem escrupulos e acima de tudo duas horas e meia de ritmo lento, cinema de segunda e um filme que percebemos sempre o que vai correr em seguida.

Nao se espera que a Angel tenha a capacidade de risco, porque os filmes sao feitos de forma modelada para o efeito comercial cristao puro. O filme é isto pese embora tente se dirigir com esforço para um filme de epoca que naturalmente exige mais meios. Fica a ideia que o filme tenta ser maior do que consegue  ser, sendo um claro serie b, que nao fosse o sucesso de Sound of Freedom nunca teriamos ouvido falar com relevancia.

Numa altura em que a Angel consegue chamar a si projetos maiores e com atores mais visiveis, ainda que com objetivos muito proprios, e sempre com o mesmo tom, temos um modesto e na maior parte do tempo aborrecido biopic recheado de cliches. Fica o registo da historia, eventualmente veridica da personagem e pouco mais.

A historia fala de Cabrini uma freira italiana que embarca para uma nova iorque marcada pela segregação dos emigrantes italianos para tentar dar resposta a pobreza ali existente, principalmente junto dos mais pequenos e mais desfavorecidos.

O argumento do filme e um conjunto de cliches. Fica a ideia que um filme com mais de duas horas tem de ter mais conteudo em todos os elementos sejam eles nas personagens, nas disputas e nos conflitos, acabando por ter duas ou tres ideias potenciadas ao exagero e pouco mais.

Monteverde seria sempre um realizador quase desconhecido nao fosse a questao politica ter escolhido um dos seus filmes como bandeira de posiçoes extremadas. A produtora recheada pelo sucesso quis outra colaboraçao, diferente mais crista e ideologica, mas nao me parece que o realizador tenha atributos para voos maiores que estes.

No cast a protagonista acaba por ser a italiana Cristiana Dell Anna conhecida por Gomorra que tem uma personagem pouco trabalhada que apenas lhe da minutos, muitos, no ecra num filme mais global. Este projeto conseguiu chamar consagrados como Lithgow ou Morse ainda que em fases pouco interessantes da sua carreira.

O melhor - Menos polemico ideologicamente que os anteriores.


O pior - Demasiado tempo para tao pouco


Avaliação - C-



Thursday, May 16, 2024

Love Lies Bleeding

 Apresentado no ultimo festival de Berlim com alguma circunstância este filme que é uma obra visual dos suburbios americanos que junta a homossexualidade, o crime e o culturismo, pela sua irreverencia conquistou em grande linha a critica, com avaliações tão positivas que permitiu que o filme teve uma dimensão comercial que a primeira vista seria inesperada. Comercialmente o filme conseguiu uma boa distribuição mas os resultados comerciais ficaram-se pela mediocridade.

Sobre o filme podemos dizer que é um filme dificil acima de tudo porque é um filme esteticamente feio, um filme que nos da os seus atores nas suas piores versões num contexto social e pessoal degradante a todos os niveis. E um filme que quer impressionar pelos piores motivos de cada um e isso tem a virtude de conseguir, já que se percebe facilmente que é um objetivo muito declarado do filme e aquele que talvez mais facilmente consegue chegar

No que diz respeito ao restante já não me parece que o filme seja tão competente. Desde logo porque parte do pressuposto que nenhuma personagem tem que tem alguma congruência, o que lhe permite tudo do primeiro ao ultimo minuto nas opções, isso abre o leque de possibilidades mas ao mesmo tempo torna o filme redutor no que quer transmitir, sendo sempre um filme em que esperamos o que nos vai impressionar negativamente visualmente do que propriamente o que vai acontecer no seguimento das suas personagens.

Ou seja um filme que tem um contexto independente muito assinalado, mas acima de tudo quer demonstrar a irreverencia e algum humor negro na forma como da a pior faceta de todas aquelas vivencias. No final tenta entrar num plano metaforico que surge no filme algo descontextualizado. O filme tenta ser mais chocante do que interessante e isso consegue.

A historia fala de uma jovem culturista que acaba por se apaixonar com a gestora de um ginasio, com uma familia poderosa relacionada com o crime, que conduz a uma serie de acontecimentos que vai levar todos os elementos ao extremo e a luta pela sobrevivencia.

O argumento tenta ser uma especie de Bonnie e Clyde lesbico, mas que acaba por ter outros elementos como o abuso de substancias no culturismo e a forma como isso se manifesta na resposta e impulsividade dos seus utilizadores, mas pouco mais o filme é. Fica a ideia que o argumento abre o expectro de tal forma que tudo que fosse decidido iria funcionar.

Na realizaçao o projeto e de autoria quase total de Rose Glass uma realizadora britanica que tinha sido bastante elogiada no seu filme anterior Saint Maud, num circuito mais independente. Aqui com mais visibilidade denota-se a preocupação em ser esteticamente forte, embora o filme nunca saia do registo tipico do cinema independente. Fica a sensação que sera sempre uma realizadora de minorias.

No cast o detalhe estetico escolhido para as personagens ajuda o impacto das mesmas. Stewart está desgastada, longe de imagem de sex symbol do inicio, numa personagem que serve para pautar a sua anterior escolha sexual. Ao seu lado um Harris sempre intenso, e uma surpresa da culturista Kate 0'Bryan numa personagem fisicamente dificil, mas que parece ser a sua medida.


O melhor - O filme quer chocar esteticamente e consegue.

O pior - O espectro do argumento cair num exagero em que tudo encaixava


Avaliação - C



Tuesday, May 14, 2024

Godzilla: Minus One

 Na ultima cerimonia dos oscares existiu um premio que surpreendeu o mundo do cinema na altura em que foi anunciado que o oscar de melhores efeitos especiais era entregue a um filme japones, o qual tentou revitalizar o lado original do monstro japones numa adaptaçao local. Este filme que foi impulsionado por avaliações criticas muito interessantes conseguiu tambem comercialmente ser um fenomeno nos EUA com resultados consistentes principalmente se tivermos em conta que se trata de um filme totalmente falado em japones.

Sobre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de Godzilla em plena guerra com um estilo muito original e próximo da base com limitações orçamentais e com um estilo tradicional o filme e esteticamente imponente, muito naquilo que os japoneses fazem bem no que diz respeito as dinamicas de honra que normalmente os filmes asiaticos dao primazia. Contudo e um filme sem grande trabalho de argumento acabando por ser apenas um contexto para um filme com uma abordagem estetica propria.

O lado mais surpeeendente do filme e a sua origem, provavelmente poucos aceitariam esta adaptaçao de godzilla se fosse americana, mas o lado tradicional de base de um monstro que melhor que ninguem e conhecido dos asiaticos acabou por ser o segredo do filme neste regresso a base, mesmo que em termos de algo de novo o filme nunca se encontre propriamente fora do que ja vimos.

Ou seja mais uma adaptação de Godzilla na base tradicional, com meios curtos mas que sabe encontrar a imponência do monstro na estetica certa com a rigidez de um orçamento limitado. Por tudo isto temos um filme que demonstra a capacidade do japao de fazer filmes de primeira linha e que tire acima de tudo o lado do desenvolvimento tecnico ou desse reconhecimento geral

A historia segue o aparecimento de Godzilla em pleno mar em altura de guerra e a forma como a armada japonesa marcada pela derrota na guerra tenta-se organizar para destruir tal estranho e indstrutivel monstro.

O argumento na genese e basico e vai a genese da criaçao do monstro. Temos poucos elementos novos para alem da contextualizaçao temporal algo diferente do que ja vimos. Nao temos propriamente uma riqueza forte em personagens e dialogos e nao e no argumento que o filme tem os seus melhores atributos.

Na realização do projeto temos Yamazaki um veterano realizador japones com algum conceito no pais que aqui conseguiu o lado internacional na forma como utilizou efeitos especiais com budget limitado sem nunca perder ao mesmo tempo a sua capacidade de ir buscar o que de melhor funciona na tradiçao do monstro.

No cast o monstro e o protagonismo. A forma de intepretar do filme e utilizada no cinema japones e que as vezes e tao situada culturalmente que pode nao encaixar na forma mais global de ver cinema. Nao e um filme de grandes personagens e logo de grandes interpretaçoes


O melhor - A originalidade de efeitos especiais tradicionais e funcionais

O pior - A historia e mais do mesmo


Avaliação - C+



Monday, May 13, 2024

The Idea of You

 Numa das maiores apostas comerciais que a Prime lançou este ano surgiu esta comedia romantica com uma diferença etaria que tinha objetivos muito concretos do ponto de vista comercial, ainda para mais sob a batuta de um realizador que ja teve algum sucesso critico. O filme acabou por ser bem avaliado criticamente e deixou de imediato a impressão que seria um dos objetos comerciais mais concretos do ano, o que parece ter sido conseguido. A questão que se faz e que carreira poderia ter tido o filme em termos comerciais com uma estreia no cinema.

Este e uma comedia ou um drama romantico cheio de cliches do primeiro ao ultimo minuto. Desde logo tudo parece fora de sitio para encaixar na historia de amor idilico e comercial. A personagem de Haynes parece fora do icon pop, a personagem feminina parece muito jovial para a idade, dai que a ideia do romantismo intra geracional nunca fique totalmente sublinhanda num filme que esbate pelo menos esteticamente essa diferença todos os minutos.

Do ponto de vista narrativo o filme apenas ganha impacto na minha opinião quando começa a existir o odio nas redes sociais e o impacto de tudo a volta, e aqui que as dificuldades existem e que leva a medidas. O filme tem tempo de explorar mais isso mas aposta acima de tudo na forma como minuto apos minuto repete os momentos a dois, que funcionam com quimica embora pareça sempre uma historia demasiado desenhada.

Por tudo isto e aceitando que o casal funciona enquanto quimica, o filme e uma comedia de desgaste rapido que trabalha quase nada no desenvolvimento das personagens e mesmo da relação que coloca os secundarios no cliche, nunca conseguindo ser mais que um Notting Hill de segundo nivel, com a faixa etaria a ser um acessorio que o filme usa apenas no plano teorico.

A historia fala de uma quarentona mae de uma adolescente que depois de um encontro ocasional com o idolo da filha, de idade bem mais nova inicia uma relação com o mesmo, que leva a contornos pouco esperados que a faz ter de de pensar sobre a sua vida rotineira e o amor que pode ser da sua vida.

O argumento do filme é um cliche em todos os sentidos e em todas as opções que faz. Nao e um filme que consiga ter momentos comicos, tenta entrar pelo lado lamechas do amor, tenta introduzir alguns temas de discussão, mas apenas as redes sociais funcionam.

Na realização temos Showalter, ele que foi o maestro do sucesso the big sick mas que depois teve sempre dificuldade em seguir a carreira com apostas posteriores de gosto discutivel. Aqui temos um realizador que sabe transmitir momentos a dois mas sem grande valor artistico.

No cast temos Anne Hateway que acaba por ser a adulta mais jovem que poderia ser escolhida quebrando alguns patamares possiveis. No que diz respeito ao lado masculino o icon pop atual de Galitzine da o lado pop que o filme quer ir buscar, embora como ator ache algo limitado.


O melhor - A vertente do impacto das redes sociais no dia a dia da relação


O pior - O cliche geral que o filme tem~


Avaliação - C-



Saturday, May 04, 2024

Arcadian

 Ncolas Cage tornou-se nos ultimos anos, fruto da sua precaria condição economica, um dos atores mais hiperativos de hollywood, nem sempre nos melhores projetos, mas no grupo exagerado de fimes foi criando colaborações com realizadores de baixo estatuto que funcionaram, dai que os seus filmes sejam autenticas supresas para perceber o que na realidade vao ser. Pois bem este ano surge neste filme de ação/terror apocalitico, ao lado de dois atores muito jovens a tentar ganhar espaço, mas o resultado critico foi mediano, o que neste caso pouco potencia aquilo que o filme poderia ser. Comercialmente o filme conseguiu uma distribuição wide que demonstra que Cage esta a regressar a uma forma mais satisfatória, mas o resultado foi desolador, demonstrando que continua sem conseguir, por si só segurar o filme.

Sobre a historia podemos dizer que é o comum nos filmes pos apocaliticos de terror, temos algo que nunca e totalmente explicado como nasceu que cria o panico nas noites, e temos os protagonistas a tentar sobreviver as investidas cada vez maiores do monstro. Temos dois irmãos diferentes, na adolescencia e com os interesses possiveis da idade naquele contexto, tema que me parece ser onde o filme melhor funciona nas diferentas dos irmãos.

Isto dá-nos um filme de serie b com pouca palavra, previsivel nos desenvolvimentos narrativos, e que depende de um monstro que funciona melhor sonoramente do que em termos visuais, onde me parece quase sempre um alien deformado. O desenvolvimento do filme e o standartizado, nao conseguindo nunca entrar em força no espetador.

Por tudo isto temos um normalissimo filme de desgaste rapido, que parece utilizar Cage como chamariz mas que rapidamente o dispensa para os jovens serem os protagonistas, que acaba por mitigar alguns danos ja que rapidamente se percebe que Cage não estava propriamente no filme com muita vontade, fruto de uma personagem basicamente inexistente.

A historia segue um pai que ficou com dois filhos pequenos nas maos e tenta manter a segurança destes contra as investidas de uma forma desconhecida que ataca de noite. Mas os irmaos tem formas diferentes de lidar com este perigo o que podera colocar em risco a coesão necessária.

O argumento tem uma base igual a tantas outras que ja vimos em filmes do genero de segunda linha. Os atores acabam por ser potenciados ao minimo e acima de tudo fica a ideia que os dialogos sao encurtados para das o previlegio ao terror que tambem ele e apenas standart

Na realizaçao o projeto foi assinado por Benjamin Brewer um conceituado responsavel de efeitos especiais que nos ultimos tempos tem tentado com menos sucesso a escrita e a realizaçao. Aqui denota-se o que quer, mas nao sei se tera talento para ir alem do obvio. A ver o que se desenvolve, ja que se trata de um jovem realizador.~

No cast podemos dizer que Cage em baixo de forma rapidamente desaparece do filme para das voz aos mais novos. Fica a ideia principalmente que Martell vai ter dificuldade na passagem da criança prodigio para ator, pelo menos nesta fase. Jenkins com menos bagagem funciona melhor.


O melhor - O registo sonoro de terror

O pior - A previsibilidade com que o filme segue


Avaliação - C



Friday, May 03, 2024

Unfrosted

 Depois de muitos anos longe das luzes da ribalta, e com a chancela da Netflix surgiu o novo projeto de Jerry Seinfield, com o seu estilo humoristico numa especie de parodia a forma como surgiu as Top Tost, um dos snacks pais populares nos EUA, e na luta que isso desencadeou entre as companhias dos cereais. Um dos projetos mais aguardados da netlix pelo reaparcimento da figura iconica do humor norte americano acabou por cair rapidamente com uma pessima receção quer critica quer do publico. Comercialmente Senfield vai sempre render alguns adeptos mas este cast interminavel podera ficar aquem do esperado.

Sobre o filme podemos começar por dizer que é acima de tudo um absurdo, totalmente satirizado, com um espirito sit com, exagerado, e que na maior parte das vezes nao tem qualquer graça. O problema começa e acaba essencialmente num Senfield desatualizado que conseguiu chamar ao filme alguns dos atores humoristicos do momento mas pouco mais, ja que a sua escrita e realização nunca conseguem o objetivo minimo que era ter graça.

Podem alguns Easter Eggs para quem é atento ao mundo dos cereais ter alguma curiosidade, mas desde logo nem toda a gente tem este tipo de conhecimento, nem o tema e tão importante para ser uma longa metragem da Netflix. Poderia se enquadrar num tipo de registo que tem sido muito comum, concretamente os filmes sobre sucessos empresariais, mas o filme nunca consegue ter qualquer objetivo de contar qualquer dado real.

Por tudo isto este renascer de Seinfield e marcado essencialmente pelo disparate, a forma como tenta a cada minuto a piada sem sentido, que consegue mais a titulo de curiosidade do que pela graça em si, como o segmento Mad Men. Fica a ideia que uma reunião de amigos deste tipo, com tanta gente consagrada e de primeira linha merecia essencialmente um projeto bem maior.

A historia e uma satira ficcional sobre a forma como foi inventado um dos snacks mais conhecidos do mundo e que mudou a forma como os americanos viam o pequeno almoço, numa guerra coorporativa entre duas multinacionais bem conhecidas.~

O argumento e onde residem os maiores dos problemas do filme, tenta ser engraçado de minuto a minuto, sem nunca realmente o conseguir. O filme e esforçado, mas nem a historia consegue ter qualquer tipo de realidade nem o absurdo da historia com os seus easter eggs alimentam o que e feito.

No que diz respeito a realizaçao o projeto e pessoal de Seinfeld e o mesmo acaba por ser o realizador do filme numa tarefa pouco dele. Fica a sensaçao do tipico filme de segunda linha de Sandler, e isso nao e propriamente um elogio.

No cast Seinfeld nunca foi propriamente um ator de primeira linha e aqui demonstra que sem treino ainda ficou pior. A sua personagem nunca funciona no humor fisico ou de qualquer outra forma sendo o corpo mais estranho de todo o filme. Depois um recheio de cameos de atores para todos os gostos que mereciam um melhor contexto.

O melhor - O segmento Mad Men

O pior  - O esforço para tão pouca graça


Avaliação - D+