Sunday, March 24, 2019

Dragged Across Concrete

Mel Gibson enquanto ator tem nos ultimos anos estado bem longe da rivalta, o que por sua vez como realizador até tem sido ultrapassado principalmente com o sucesso de Hackaw Ridge. Este ano surge neste trailer de produçao independente ao lado de um dos colaboradores do seu ultimo filme, num policial violento e cru. Apesar de ter sido lançado num mes de pouco sucesso critico para os filmes, o filme conseguiu sair com avaliaçoes essencialmente positivas embora longe de serem entusiasmantes. POr sua vez comercialmente tendo em conta o valor produção e a sua expansao sera um filme que dificilmente se tornara um sucesso.
Sobre o filme temos um filme que vai passeando pelas personagens ao sabor da importancia que as mesmas vao adquirindo ao longo dos diferentes segmentos do filme, isso faz com que o filme comece de uma forma demasiado parada mas que va ganhando ritmo consoante a situação central se vai potenciando, acabando depois por na especificidade levar para niveis mais altos de desempenho, quer na quimica e nos dialogos entre o par de ex policias, ou mesmo no lado frio e negro dos criminosos.
E um filme cru que nao tem receio nenhum de preparar perdas, entrando no capitulo seguinte no segundo depois, nesse particular temos um filme que mesmo com uma longa duração consegue ir criando epicentros narrativos em cada uma das partes, mesmo que nas seguintes acabe por ter dificuldades em retomar o ritmo elevado que acaba sempre por ter.
Nao sendo um filme com um significado tremendo acaba por ser com alguma capacidade um interessante thriller de policias no fio da navalha e um grupo criminoso mais que organizado sem qualquer pudor em exercer a violencia ao maximo, o que acaba por dar um filme com ritmo, dialogos maioritariamente interessante, que nao sendo nem perto disso uma obra prima acaba por ser competente.
A historia fala de dois policia suspensos alegadamente por excesso de violencia numa operaçao policial que de forma a dar resposta as dificuldades financeiras que atravessam planeiam um ataque a um traficante de droga, que vai ser contudo bem mais que isso.
Em termos de argumento a historia de base nao e original sendo mais do mesmo que outros filmes do mesmo genero ja conseguiram. Acaba por ser na especificidade principalmente dos dialogos que o filme consegue ser mais eficaz e conduzir-se para niveis mais altos de desempenho.
Craig Zhaler e um realizador que tem ganho nos ultimos anos algum carisma, com filmes escuros com atores usualmente mais associados a outros generos. Aqui temos mais do mesmo no estilo do filme mas ainda nao me parece que tenha atingido o reconhecimento generalizado embora me pareça estar perto de o conseguir.
No cast Gibson nunca foi propriamente conhecido por ser um actor de primeira linha, e aqui volta a nao o ser, uma personagem limitada a alguns maneirismos, acompanhado por um Vaugh com um lado mais descontraido que encaixa bem na diade mas esta longe de ser exigente do ponto de vista de interpretaçao.

O melhor - O lado cru do filme.

O pior - Demasiado longo

Avaliação - B-

Saturday, March 23, 2019

The Dirt

Numa altura em que as baterias de hollywood parecem estar apontadas para biopics sobre musicos ainda vivos, ou outros icons, a Netlfix surpreendeu com a adaptaçao ao ecra do biopic dos elementos dos Motley Crue. Este filme que tentou demonstrar todos os exageros dos elementos do grupo estreiou com algum mediatismo, principalmente nos EUA onde a banda teve maior sucesso. Em termos criticos as coisas nao foram brilhantes e comercialmente penso que apenas junto dos fas da banda o filme podera resultar.
Assim como os Motley Crue estao longe de ser convencionais o seu biopic é feito com os exageros e irreverencia da banda num sucessão de eventos que demonstram bem a imaturidade presente em cada um deles. O inicio do filme e a abordagem do mesmo, é original, transformando o filme numa comedia satirica com espirito critico bem apurado, demonstrando bem o realismo dos elementos que funcionam como produtores do filme.
Na segunda fase quando o filme entra nos apontamentos mais dramaticos o filme funciona a todos os niveis pior, primeiro porque nao tem atores suficientes para dar o impacto emocional ou degradante das personagens, funcionando sempre melhor no teor ligeiro, no teor do absurdo e da auto critica. Um dos outros grandes problemas do filme e o nao acompanhar da degradação fisica das personagens ao longo do tempo, fica sempre a ideia que estamos no mesmo momento temporal quando filme abarca mais de uma decada de carreira.
Ou seja um filme que acaba e bem por ser o espelho da banda que retrata, funcionando mais com o conceito do que com a arte, funcionando mais na rebeldia do que na historia certo e que quebra com o convencional nos biopics sobre musicos, assumindo que os Crue estiveram longe de ser uma banda de musica para ser um grupo de pessoas com formas de vida que por acaso tocavam musica.
A historia fala da criaçao da banda e as origens de cada um dos elementos bem como os exageros provocados por todos no decurso do sucesso de uma banda rock que se manteve ao longo de diversos anos.
O argumento e baseado numa autobiografia com muito sentido critico o que nem sempre e facil em pessoas famosas, essa humildade relativamente as falhas e aos exageros cometidos demontram por um lado a incorreçao que teve sempre presente na banda e funciona principalmente na primeira hora do filme.
Na realizaçao o leme foi entregue Jeff Tremaine, realizador associado aos filmes e clips de Jackass que tem aqui o mais proximo dos seus amigos em termos musicais. O filme tem uma abordagem original que funciona muito bem em termos comicos, que se diluiu ao longo do filme, quando quer ser mais dramatico o filme e claramente menos funcional.
No cast o filme reune uma serie de jovens ainda em crescimento na carreira. O resultado não e brilhante eles nao funcionam plenamente principalmente na exigente vertente dramatica. Na construçao de bonecos Machine Gun Kelly acaba por ser o mais impactante aproveitando tambem o lado mais comercial que Tommy Lee sempre teve

O melhor - A primeira hora de filme.

O pior - A entrar no lado dramatico o filme perde alguma identidade e mais que isso os interpretes mostram as suas debilidades

Avaliação - B-

Friday, March 22, 2019

Dog's Way Home

Para o inicio de Janeiro de 2019, surgiu o tipico filme sobre a historia real das aventuras de um animal domestico neste caso um cão. Este e um filme sobre a ligaçao entre animais e pessoas que passou pela critica com o medianismo tipico deste tipo de produçao, sendo que comercialmente a falta de figuras de referencia acabaram por condicionar o seu resultado final.
Sobre o filme podemos dizer que se trata do tipico filme juvenil e familiar sobre animais e pessoas, os primeiros trinta minutos de filme e o tipico filme com os cliches das situações de ligaçao emotiva entre o animal e os donos com a definiçao pouco real de quem é bom e mau, sem explicar ou entrar minimamente dentro de alguma personagem, sendo uma introduçao de filme de serie B.
Na segunda parte no que diz respeito as aventuras do cão o filme torna-se uma produçao mais dificil com muito recurso aos animais, mas ao mesmo tempo torna-se algo monotono e repetitivo nas ligações que a personagem central vai fazendo e no lado de exploraçao emocional continuo que o filme acaba por ter.
No final filme tem o tipico final feliz de um filme demasiado simplista do primeiro ao ultimo minuto, fica a ideia que o filme tem um publico alvo muito definido e que nao quer sair da rotina de um filme de segunda linha que acaba por o ser em todas as suas componentes.
A historia fala de uma cadela pitbull que e afastada do seu dono, acabando por fugir da sua nova residencia andando mais de 400 milhas por diversos locais ate encontrar novamente o seu dono de sempre.
EM termos de argumento os cliches habituais deste tipo de filme do primeiro ao ultimo minuto, isto acaba por ser o lugar comum nas personagens pouco trabalhadas, nos dialogos e situações todas elas demasiado previsiveis.
Na realizaçao sabemos que trabalhar com animais e sempre dificil Charles Martin Smith ja e um habitue no registo das relaçoes entre pessoas e animais, acabando aqui por dar um filme de estudio simples, que apela mais ao coraçao do que a razao.
No cast temos a referencia de Dallas Howard como voz do animal, e uma Ashley Judd em piloto automatico numa personagem completamente inexistente.

O melhor - E sempre uma mensagem positiva.

O pior - Na segunda parte e extremamente monotono

Avaliação -D+

The Mule

Clint Eastwood aos 90 anos de idade continua a bater records no cinema de hollywood não apenas no ritmo com que os seus filmes vao sendo lançados enquanto realizador e produtor, mas tambem por neste filme nos trazer a sua interpretaçao como protagonista. Pese embora tenha sido lançado em clara temporada de premios o filme acabou por ter criticas algo medianas, o que levou a que o estudio fizesse uma nota sublinhando que os objetivos do filme era mais comerciais. Neste ponto o filme foi bastante competente, porque muitos queriam ver como Eastwood ainda conseguia protagonizar um filme com tanta idade.
Sobre o filme e facil perceber quando vemos o filme que e uma obra mais pensada no lado comercial do que no critico, principalmente pelo teor descontraido com que a personagem e montada. Existe um ponto que acaba por ser o que mais funciona no filme e que nao e comum na filmiografia de Eastwood em nenhuma das componentes que e o sentido de humor e o ritmo ligeiro nos dialogos.
A historia tem o seu lado romantico da redençao, algo que tem sido comum nos ultimos filmes de Eastwood sempre com o lado emotivo, patriotico ou mais que isso num lado de defensor de minorias. O filme cai em alguns cliches e abusa em demasia das sequencias de estrada da personagem. mas para alguem com 90 anos e justo algum egocentrismo.
Nao sendo uma obra de referencia e um razoavel filme de entertenimento, numa historia que é mais peculiar do que interessante e com a tipica conclusao a Eastwood que estou longe de ser grande adepto fica a ideia que poucos conseguiram um trabalho tao objetivo com tanta idade.
A historia fala de um idoso de noventa anos que se ve envolvido como correio de droga para um cartel de droga mexicano, numa altura em que tais rotas começam a ser investigadas pelo DEA:
Em termos de argumento a historia e simples, narrativamente com alguns cliches mas o tom descontraido da personagene dos seus dialogos alguns com humor funcional acaba por levar o filme para o efetivo em termos de resultado.
Seria estranho se Eastwood ainda nos conseguisse dar o melhor de si na realizaçao tendo em conta a sua idade. Aqui temos um lado mais funcional, simplista, sendo que a ideia de realizar um filme com esta idade ja e de si um luxo de alguem que deu ao cinema obras de primeira linha.
No cast Eastwood nunca foi um actor de primeira linha e aqui tambem nao o e, tem o seu lado mais descontraido e claramente uma distreza vocal ainda de fazer inveja. O filme nao utiliza nem quer fazer uso dos seus secundarios que apenas estao ali para homenagear Eastwood.

O melhor - O tom descontraido das personagens e dialogos.

O pior - A conclusao sempre romantica

Avaliação - C+

Wednesday, March 20, 2019

Stan & Ollie

Bucha e Estica como se diz em portugues deve ser das duplas de comediantes mais conhecidas do mundo mas ate ao presente momento não tinham qualquer filme a contar a sua historia ou parte dela. Esta produçao inglesa acabou por ter essa aposta, numa homenagem a tour britanica que foi a ultima da dupla. Criticamente o filme funcionou com boas avaliações principalmente em termos ingleses que motivou grande presença nos bafta do filme, nao conseguindo contudo chegar aos oscares. Por sua vez comercialmente nos EUA e sendo uma produçao inglesa teve algumas dificuldades.
Sobre o filme desde logo parece-me importante dizer que como e obvio o humor da dupla que o filme retrata tem um contexto temporal proprio e nisso o filme e uma homenagem muito interessante porque consegue ir buscar o contexto e o lado mais emocional e simples desse tipo de cinema sempre potenciado por duas das grandes interpretaçoes de 2018.
Claro que e uma historia positiva um filme que nos da a ultima tour da dupla em desaceleração de carreira que nos da diferentes apontamentos do sucesso, desde logo a chegada a um lado de esquecimento, a forma como existe avanços e recuros numa relaçao tao dependente uma da outra, embora o filme trate estes pontos de forma simples, como era o humor e a simplicidade de ambos.
Nao sendo um filme completamente diferenciados e uma homenagem com recursos interpretativos de primeira linha, com um lado emocional e nostalgico de um cinema ou imagens que pelo menos marcaram algum do nosso imaginario. Fica acima de tudo uma historia de companheirismo bonita numa das duplas de maior sucesso do cinema.
A historia fala-nos dos ultimos anos da carreira de Stan and Ollie numa digressao pela inglaterra ja na fase descendente da carreira e a forma como a relaçao entre ambos é analisada nesse mesma tour.
Em termos de argumento e um filme simplista que conjuga o espaço presente da açao com o passado de uma forma competente. Nao tenta inovar, mas e na simplicidade do cinema que homenageia que o filme e a historia que conta tem o seu segredo.
Na realizaçao Baird e um realizador normalmente associado a projetos irreverentes que aqui tem o plano completamente oposto e funciona. O filme e realizado de uma forma tradicional e de homenagem que muito potencia o lado estetico da dupla.
No cast o filme tem duas interpretaçoes de excelencia. Se C Reilley dá-nos o lado mais emocional da dupla, e o lado mais comico, num ano estranho com muitos altos e baixos, acaba por ser Coogan o que mais surpreende com a sua interpretação fisica de Stan e que deveria quem sabe ter mais atençao da epoca de premios.

O melhor - As interpretaçoes.

O pior - As historias simples surpreendem menos.

Avaliação - B

Monday, March 18, 2019

Triple Frontier

A netflix prometeu que em 2019 seria o seu ano de maior aposta em termos de cinema. Apos um final de 2018 em alta, motivado acima de tudo pelo sucesso critico de ROma e comercial de Bird Box, este é ja o segundo filme de um realizador de primeira linha critica que é lançado este ano, depois do estranho Velvet Buzzsaw de Dan Gilroy. Este foi um filme que criticamente não entusiasmou por completo pese embora as avaliações acima de tudo positivas. Comercialmente tendo em conta o naipe de atores tem tudo para ser um grande sucesso da netflix.
Sobre o filme, temos um golpe num contexto pouco comum, concretamente na casa de um barão de droga sul americano, isso permite que seja um filme de ação com ritmo elevado, em pleno movimento, com situações limite, mas que rapidamente torna-se um filme que esvazia por completo as personagens limitando-se a um filme de sequencias de ação interminavel, o que não é propriamente a melhor fonte para um filme como este funcionar.
Ou seja parece-nos que é um filme com um contexto propicio para um interessante filme de ação, com um cast recheado de talento, mas que desaproveita por completo já que o filme nunca entra dentro de nenhum dimensao pessoal dos seus personagens e isso torna o filme obsoleto em termos de significado maior, sendo mais um filme de ação comercial, com alguns bons momentos de impacto mas pouco mais.
Fica a questão se com um realizador habituado a filmes de maior dimensao intlectual, e um cast como este o filme merecia um filme com mais impacto, principalmente na açao dramatica ou no lado mais pessoas das personagens. Mesmo em  termos tecnicos para alem do lado paisagistico do contexto espacial do filme, não existe espaço mas mais brilho.
A historia fala de um grupo de ex veteranos de guerra que se juntam para tentar efetuar um assalto a casa de um barão de droga, numa missao planeada ao milimetro e tendo em vista a recompensa monetaria que o trabalho nunca lhes deu.
Em termos de argumento podemos dizer que o filme é algo vazio, dá total primazia à ação pura e dura e dá-nos pouco na vertente das personagens para alem do necessario e convicções para o plano. Parece-nos tendo em conta o background das personagens existia espaço para um filme mais dramatico.
Na realização Chandlor é alguem que conseguiu nos ultimos tempos ganhar algum impacto critico, mas que ainda não tem uma assinatura pessoal nos seus trabalhos. Aqui consegue funcionar bem nos momentos de ação entrando com o impacto necessário para dar mais ritmo ao filme.
No cast eu confesso que não consigo compreender a forma como Affleck continua tao presente, já que ele não consegue dar profundidade as suas personagens. No lado de ação Humman, Hedlund e Pascal dão esse lado ao filme, sendo Isaac o unico que tem uma personagem mais construida.

O melhor - Algumas sequencias de ação de primeira linha, com sublinhado moral

O pior - Affleck

Avaliação - C+

Saturday, March 16, 2019

Finding Steve MqQueen

Hollywood quer de primeira linha quer de segunda sempre se interessou por grandes golpes bancários, não so naquilo que os filmes dao em termos de ação imediata mas principalmente quando os mesmos sao adaptaçoes de historias reais, acaba sempre por ser positivo fazer um filme sobre uma façanha diferente. Este ano de uma produtora quase inexistente surgiu este pequeno filme com um titulo sugestivo. Criticamente o filme foi avaliado com a indiferença mediana, sendo que comercialmente ao ser um filme sem grandes trunfos acabou quase por nao existir no que a isto diz respeito.
Sobre o filme confesso que para filmes de golpes este acaba por ser algo pausado demais para ter o efeito desejado, talvez porque o filme seja demasiado intercalado entre a historia e a forma como a mesma esta a ser contado, talvez porque em termos de protagonistas nunca tenha alguem que pegue no filme do primeiro ao ultimo momento, ou talvez porque ja estejamos cansados de filmes parecidos.
A originalidade da personagem central e a sua forma de vida acaba por ser o unico elemento diferenciador do filme, mas parece que mesmo na abordagem e tendo em conta estas caracteristicas a produçao poderia assuir algum maior risco, principalmente na abordagem estetica do filme que adopta quase sempre uma postura algo convencional, e que acaba por tornar o filme algo minimalista.
Ou seja um filme de assaltos, daqueles que quando vimos achamos alguns promenores interessantes, neste caso a motivaçao politica e diferenciada de todos os envolvidos, mas que volvido algum tempo da visualizaçãoo acabamos por nos esquecer do filme em questãoo.
A historia fala de um grupo de individuos com pouco em comum que se reune para planear um assalto a uma verba monetaria aparentemente ilegal do apoio a recandidatura de Richard Nixon.
Em termos de argumento temos a envolvencia tipica dos filmes de assaltos. As personagens estao longe de serem todas trabalhadas da mesma forma, contudo isso acaba por criar alguns desiquilibrios na ligaçao das mesmas e na forma como o filme funciona diferenciada em cada uma delas.
O realizador Mark Steven Johnson foi alguem que ha muitos anos foi escolhido para fazer duas adaptações de super herois ao cinema que ficaram na historia como dois dos piores trabalhos do genero. Aos poucos tenta recuperar uma carreira que provavlemente nunca lhe vai dar novamente o mesmo mediatismo.
No cast temos a falta de nome, e carisma para segurar um filme como este a escolha de Travis Fimmel para protagonista nao funciona em plenitude, mesmo com a personagem a ser bem trabalhada. Os restantes estao em piloto automatico.

O melhor - A personagem central e a sua forma de vida

O pior - Estar longe de ser um bom filme de assaltos

AValiação - C

Friday, March 15, 2019

The Kid Who Would Be a King

Cada vez mais os filmes de ação juvenis tem perdido espaço para megas produçoes de super herois, o que perdeu algum do carisma dos filmes de grupo. Este ano esta produção britanica acabou por conseguir uma estreia de alguma dimensão no cinema norte americano com criticas positivas. Comercialmente a falta de actores de relevo ou de efeitos de primeira linha acabaram por limitar a capacidade de resultado do filme que ficou muito aquem das expetativas.
SObre o filme podemos dizer que se trata de um filme que conjuga um lado epico dos classicos literarios juvenis com o lado mais atual em termos da sociedade. O filme tem essa conjugação que funciona mas por outro lado acaba por cair em demasiados cliches dos filmes juvenis, concretamente no que diz respeito ao humor utilizado e mais que isso às personagens tipicas deste tipo de filme. Ou seja um filme que acaba por ser mais do mesmo em termos de genero, valendo apenas por trazer para os nossos dias um a historia conhecida.
Em termos de produçao tambem me parece que se trata de um filme pequeno, que tenta em alguns espaços utilizar alguns efeitos especiais mas os quais se tornam demasiado repetitivos, e pouco imponente. Vale mais no filme o lado britanico e as suas paisagens e castelos que muitas vezes servem aquilo que o filme nos quer dar no ponto de vista estetico.
Ou seja longe de ser um bom filme juvenil e um filme que nos leva para um cinema que nos ultimos tempos nao tem tido seguimento, jogando com o tradicional e o fantastico. Fica a ideia que falta ao filme o carisma de interpretes maiores para ganhar outra dimensão. A ideia e boa a execução nao e  a melhor.
A historia fala de um jovem que sofre bullyng na escola que de repente se ve na posse da excalibur e ter de defender a inglaterra de um ataque de uma princesa do mal, tendo que reunir um exercito que vai combater este lado negro, apenas com a ajuda de um curioso feiteceiro.
Em termos de argumento a adaptaçao aos nossos dias da historia do rei artur funciona, e nas curiosidades narrativas da alguns bons momentos. Na intriga central o filme peca por falta de originalidade e cortar com os cliches habituais.
Na realizaçao o filme traz-nos Joe Cornish um argumentista de filmes juvenis de algum sucesso que aqui tenta a sua sorte a solo. O filme parece aproveitar mais os momentos mais simples de uma inglaterra nos seus diferentes pontos do que quando recorre aos efeitos especiais claramente de segunda linha. Nao e propriamente com este filme que ganha dimensao internaiconal
No cast falta obviamente figuras de primeira linha não só nos mais pequenos, que acabam por ser monocordicos ao longo do filme, mas principalmente nos secundários. Fergunson nunca esta verdadeiramente no filme e Stewart acaba por ser aparição fugaz e irrelevante.

O melhor - A forma como o classico da literatura é trazido para o lado atual.

O pior - O humor do filme demasiado tradicional

Avaliação - C

Thursday, March 14, 2019

Happy Death Day 2U

O terror nos ultimos anos assumiu uma roupagem algo diferente daquele que mais sucesso teve nos finais dos anos 90 que juntavam a comedia juvenil com o terror. Em 2017 surgiu o primeiro filme desta saga que conseguia isso mesmo, juntar o humor de Groundog Gay com  o terror estetico. O resultado naquele momento foi interessante principalmente do ponto de vista comercia, razão pela qual dois anos depois surgiu a sua sequela. Em termos criticos as avaliações medianas com ligeira tendencia positiva mantiveram-se, pese embora comercialmente os resultados tenham sido a todos os niveis mais pobres e que provavelmente determinarão a término da ideia.
Sobre o filme podemos dizer que não temos a sequela convencional, com as mesmas personagens a ter outra situação semelhante que nos leva a pensar que o Karma delas já teve melhores dias. O filme com uma parte sci fi pouco interessante leva as personagens para a repetiçao do dia do primeiro filme embora numa outra dimensão e isso consegue que o filme consiga principalmente no lado mais comico e de comdia romantica juvenil tenha algumas virtudes.
O problema e que para potenciar o lado scifi e juvenil o filme perde quase todo o impacto de terror que o primeiro filme ainda consegue ter, tornando-se claramente num filme mais ligeiro, mais romantico que tem como background alguem a tentar matar os protagonistas ainda que numa vertente quase irrelevante para o desenvolvimento da historia.
Nao sendo obviamente um filme de primeira linha, ou um poço de originalidade é um filme de entertenimento rapido que já como o primeiro filme tinha sido é bem mais interessante do que os filmes penosos que tem sido lançados sucessivamente com espiritos a assombrar casas. Fica a ideia que o caracter descontraido em face de nos ultimos anos não ter sido um estilo de aposta do genero acaba por o diferenciar positivamente.
A historia segue as mesmas personagens do primeiro filme embora com um estilo ligeiramente diferente, já que existe um recuo temporal. A personagem central vai ter de reviver o mesmo dia do primeiro filme novamente, tendo de lutar pela sobrevivencia, enquanto tem de escolher por duas realidades com lados distintos da sua vida.
Em termos de argumento este filme é uma abordagem algo diferente daquilo que usualmente e uma sequela, ou seja, temos um filme que aposta acima de tudo em voltar atras e apagar o que ja vimos, com um engenho tecnologico que acaba por ser o elemento que menos funciona neste filme embora seja algo que permite a abordagem diferente.
Na realizaçao Landon assume a cadeira depois de um passado em terror mais intenso e algo mais juvenil. O filme nao exige particularmente muito do realizador que não consegue contudo criar situações em que o terror funcione, o que não é propriamente um elogio para um filme com estas caracteristicas. Poucos sao os realizadores que criam carreira neste gendero, e Landon parece nao ser um desses.
Em termos de cast o filme repete o cast recheado de desconhecidos do primeiro filme, e percebe-se que nenhum deu o salto que lhe levasse a pensar recusar esta sequela, talvez pelo pouco tempo de intervalo entre os filmes ou talvez porque nao seja um filme que exija muito dos seus interpretes.

O melhor - A forma como o filme consegue ter uma sequela diferente do habitual

O pior - O lado do terror fica colocado quase de lado

Avaliação - C+

Wednesday, March 13, 2019

Holmes & Watson

Will Ferrel e John  C Reilley são dois actores que ao longo do tempo na comedia funcionaram como um par de referência, numa simbiose que até ao presente momento tinha resultado em comedias proximas do publico e que a critica tinha gostado. Dai que este reencontro tivesse os bons olhos ainda para mais na adaptaçao comica de Sherlock Holmes. Contudo apos as primeiras visualizações percebeu-se que o filme rapidamente se ia tornar numa catastrofe critica com avaliações pessimas que o tornaram num dos referenciados piores filmes da historia. Comercialmente esta pessima publicidade acabou por provocar danos significativos a um filme que tinha objetivos comerciais fortes.
Sobre o filme, eu confesso que usualmente sou fã do sentido de humor mais arrojado de Will Ferrel, no estilo o filme vai buscar alguns destes principios o problema e que a tentativa de ser ainda mais disparatado do que Ferrel ja o é torna que muitas das sequencias sejam só absurdas sem ser engraçadas e pior que isso que o filme nunca funcione no seu nucleo central e torna-se numa presa facil para os tradicionalistas das personagens e aqueles que esperavam pelo menos um filme mais objetivo em termos praticos.
Confesso que ja vi comedias piores mesmo sendo facil perceber que esta não funciona, quase nunca é engraçada e por outro lado nunca consegue ser tão má que se torna boa, o que é um claro problema para o filme que insiste constantemente numa formula de Ferrel unica, não tentado aproveitar o estilo do actor para uma versatilidade de estilos que acabasse por não cansar tanto.
COntudo ao ser um filme de espionagem parece-me que é na intriga central que reside o maior de todos os problemas do filme, nunca temos preocupaçao com esse ponta, na essencia achamos mesmo que a intriga central do filme é uma desculpa para as sequencias disparatadas quase em formato de schetchs que o filme acaba por ter, e como filme isso acaba por ser uma erro claro de palmatoria.
O filme fala-nos da forma como a dupla Holmes e Watson iniciaram a relação e a forma como tentam investigar uma ameaça de morte da rainha de inglaterra, e a forma como tal poderá estar associada ao temivel professor Moriaty.
Em termos de argumento o filme é um desastre, principalmente na intriga central, pouco trabalhada, desinteressante, muitas vezes colocada de lado para sequencias comicas que mesmo elas tem muita dificuldade em funcionar. Fica a ideia que tudo não correu bem desde a formaçao ao finalizar do argumento.
Cohen tem nome de irmão Cohen, mas e um realizador comum de comedias de Ferrel, tem aqui um trabalho que não funciona, nem tanto pelo seu trabalho embora por vezes as suas sequencias de dialogo mental também não funcione mas mais por um argumento que é um erro de base.
No cast temos Ferrel com o seu estilo comum, embora nos pareça que devido a repitição de formatos já comece a cansar. Ao seu lado um C Reilley que tinha tido um bom ano, mas cujo o seu Watson é um hino a imbecilidade. Questionamos acima de tudo o que Hall e principalmente Fiennes fazem num filme como este.

O melhor - Algumas vezes o estilo de humor de Ferrel está lá.

O pior - Mas quase sempre o filme é mais imbecil do que comico.

Avaliação - D+

Tuesday, March 12, 2019

The Lego Movie Part 2

Cinco anos depois do cinema de animação ter ficado surpreeendido com o primeiro Lego Movie, eis que surge a sua natural sequela em face do sucesso comercial e critico que o primeiro filme. Entretando o mesmo formato e os mesmos produtores já lançaram outros dois filmes tematicos com resultados menos satisfatorios. Em termos criticos o filme pese embora tenha obtido avaliações positivas ficou distante do primeiro filme. Tambem comercialmente o filme ficou longe do sucesso imediato que foi o primeiro filme.
Sobre esta sequela podemos dizer que o primeiro filme apanhou todos de surpresa, pela curiosidade tecnica do formato, pela originalidade do conceito e acima de tudo pelo lado positivo da mensagem. Este filme teria dificuldades em causar o mesmo impacto ja que muito do que nos tinha para dar de novidade principalmente do ponto de vista tecnico ja era conhecido e a ai o filme dificilmente conseguiria ter este efeito no espetador.
O filme tem alguns bons detalhes, mais uma vez e um filme que funciona bem e de forma original na simbiose que cria entre o lado live action e animaçao, bem como na forma como isso acaba por dar ao filme um lado simbolico interessante. Do ponto de vista do argumento de animaçao, parece-me que o filme perde demasiado tempo em alguns apontamentos visuais de de luta desnecessários que o distancia principalmente do publico mais adulto.
Por tudo isto mesmo sendo um filme com alguns pontos de qualidade assinalaveis, esta longe da orignalidade e do fenomeno que acabou por ser o primeiro filme. Fica a intenção de alguns apontamentos criativos que o filme potencia mas fica a ideia que nao e um estilo de filme para dar muitos mais sucessos.
A historia fala novamente de Emmet e Lucy, que agora percebem que existe a intrusão no mundo deles, que poderá colocar em causa toda a realidade dos mesmos.
O argumento tem alguns apontamentos ideologicos e de mensagens interessantes principalmente no formato com que o filme consegue conciliar o lado mais pessoal com a animaçao em si. Em termos humoristicos parece-me ter ficado algo distante do primeiro filme.
Na realizaçao Mike Mitchell surge na cadeira, depois de alguns filmes de animaçao e live action de qualidade duvidosa. Tecnicamente o filme funciona novamente embora o lado da surpresa ja nao existe. Nao e pelo lado tecnico que o filme fica diminuido.
O numero elevado de novas aquisiçoes para as vozes funciona principalmente a de Haddish, o filme aposta em mais momentos musicais e aqui penso que nem sempre o cast esta a altura.

O melhor - A originalidade tecnica do conceito

O pior - UJm filme sem o rasgo original do primeiro

Avaliação - C+

Wednesday, March 06, 2019

The Boy Who Harnessed the Wind

A Netflix tem nos ultimos anos apostado em todos os certames mais famosos, não só em termos de produçoes, mas também na compra de produtos independentes que surjam nesses festivais. Em Sundance surgiu este filme, falado em lingua não inglesa que marcava a estreia na realização de longas metragens de Chiwetel Ejiofor. O filme teve boas avaliações, insuficientes contudo para o potenciar para grandes voos, mas acabou por resultar bem junto do publico razão pela qual acabou por ser aposta da NEtflix. Em termos comerciais os resultados netflix são sempre dificeis de apurar.
Sobre o filme, podemos dizer que tem todos os ingredientes dramaticos para funcionar junto do grande publico, desde logo é uma historia real, que toca na miseria de populações desfavorecidas, uma historia de luta e de sucesso, o que acaba por ter tudo para do ponto de vista emocional funcionar no grande publico.
Em termos do filme em si, a escolha pelo dialeto original do Malawi, acaba por funcionar como uma vertente mais realista, mesmo que em termos de escolhas e especificadades do argumento o filme caia em demasia em cliches deste tipo de filmes, com sequencias marcadas para o lado trágico da situação, mas também por outro lado para potenciar ao maximo o impacto positivo do feito final.
E um daqueles filmes competentes, não sendo uma obra prima, nem uma abordagem totalmente orignal, o filme dá-nos uma historia de esforço, que merece ser contada e destacada. Eijifor, é competente na realizaçao e escolhe um cast que acaba por ser a força natural de um filme que se deve ver pese embora nao seja daqueles que fique para sempre na retina.
A historia fala de uma familia agricultora do Malawi com dificuldades de fazer cobro as necessidades financeias, agravadas pela seca que coloca em causa a sobrevivencia de todos. O filme aborda a luta de um menor para responder as necessidades dos pais e assim continuar a estudar.
Em termos de argumento a historia que o filme conta e meritoria e merece o destaque, quer pelo contexto desfavorecido onde o mesmo ocorre mas tambem por todas as vicicitudes que o filme oferece. Podemos dizer que na abordagem recorre a demasiados cliches, mas acaba por potenciar o filme em termos emocionais.
E realizaçao de Ejiofor podemos dizer que tem trabalho na contextualizaçao espacial tipica de africa proximo das origens do ator. COntudo a abordagem em termos de realização nao vai mais longe que isso, num projeto individual que nos faz tar atento para esta nova tarefa do ator.
No cast temos um Ejiofor a liderar um  cast, com toda a intensidade tipica que o mesmo entraga usualmente as suas personagens, acompanado por um jovem Maxwell SImba que tem o lado emotivo do filme.

O melhor - A força da historia que e contada.

O pior - Demasiado recurso a cliches de historia de vida

Avaliação - B-

Isn't It Romantic

Esta comedia romantica sustentada acima de tudo na imagem de Rebel Wilson marca uma viragem na estrategia imediata da Netflix, apostanto por num primeiro momento estrear o filme em muitos cinemas para pouco tempo depois o disponibilizar na aplicação mais conhecida de Streaming. Esta experiencia acabou por não correr mal ao filme, que conseguiu resultados consistentes nem que seja porque escondeu numa primeira fase a sua publicitaçao seguinte. Em termos criticos o filme conseguiu resultados medianos com ligeira tendencia positiva o que nem sempre e facil em termos de comedias romanticas.
SObre o filme eu confesso que a ideia do filme parece-me inteligente e com outros condimentos poderia resultar num filme interessante. O ter um filme dentro de outro com as personagens a ter noção disso acaba por ser curioso, bem como a forma como o filme facilmente utiliza os esteriotipos das comedias romanticas. COntudo o filme tem dois problemas totalmente sublinhados, o primeiro ficar demasiado preso ao estilo de humor dos seus protagonistas, que na minha opinião estão longe de ser dos mais funcionais da atualidade. E depois os proprios interpretes faz falta alguem com quimica e rotina das comedias romanticas para o filme funcionar melhor junto do espetador.
MEsmo assim temos bons momentos, quer o lado musical, quer o risco da abordagem diferenciadora do conceito parece-me de sublinhar numa altura em que hollywood se limita a replicar historias ou sequelas de franchising, aqui temos risco, pese embora num dos pontos mais importantes de todas as comedias romanticas, que e o funcionamento do par central as coisas sejam bastante mediocres.
Ou seja um filme que nos parece que deve ser assinalado, mas fica a impressão que deveria ter adereços melhor, uma boa ideia de jogo  mas com as peças erradas, faz deste filme um misto de sensações, com mais prespetiva para o realizador e argumentista do que para os seus interpretes.
A historia fala de uma mulher em plano ascendente na carreira mas com baixa auto estima, que detesta comedias romanticas por nao acreditar nelas, até que ve a sua vida se tornar numa.
Em termos de argumento a ideia de base é original, e funcional para o genero que o filme quer ser. A execução poderia e deveria ser melhor pois vai demasiado ao encontro do humor de Wilson e Levine, e estes estão longe de ser um prototipo de boas comedias na atualidade
Na realização Strauss-.Schulsson e um realizador de comedias romanticas arrojadas, embora ainda não tenha conseguido um sucesso pleno. Denota-se risco, e alguma originalidade nos conceitos mas talvez por estar preso a um humor demasiado fisico ainda não conseguiu conquistar o publico com uma das suas obras.
Sobre os progagonistas, eu nao sou nada fa do estilo de Wilson, não acho engraçado, acho que mesmo com atriz ela tem muitas dificuldades utilizando apenas o seu lado fisico. Devine ainda pior, um imitação fraca de Jim Carrey que nao consegue tornar real ou não absurda qualquer personagem. Ou altera o estilo ou terá uma carreira recheada da mesma personagem.

O melhor  - A ideia da comedia dentro da comedia.

O pior - Devine e as suas caretas

Avaliação - C+

Sunday, March 03, 2019

Serenity

Um filme com um excelente cast com duas das maiores figuras do cinema atual, um realizador argumentista de eleição e a subir em termos de tamanho no cinema, juntaram-se para uma arrojada historia, que tinha alguma ambiçao em face de incialmente ter sido planeado para a epoca de premios. Quando o filme acabou por ser adiado para o primeiro mes do ano percebeu-se que junto da critica o filme nao tinha resultado, o que acabou por se confirmar com resultados negativos. Se criticamente as coisas nao correram bem, pior foi ainda em termos comerciais com resultados pessimos, que tornam ja no primeiro mes do ano, este filme com ums grandes floops de 2019.
O filme e arrojado no seu argumeto e na sua base, que nao vamos aprofundar porque se torna um spoiler. O problema e que ate ao momento da revelação o filme é tão desligado e pouco interessante, que apenas ficamos com a ideia que com outro teor a ideia poderia ter resultado num filme compentente e não esta obra aborrecida, que apenas potenciar overacting aos seus atores, e mais que isso um filme que nunca consegue prender os seus espetadores ao ecra.
Sao diversos os problemas desde logo as personagens principais, a de Matt é um desastre, uma personagem histerionca, que nunca conseguimos perceber o que quer, e mais que isso, nunca percebemos como se posiciona. Com a entrada em cena de alguns players a coisa fica mais confusa e o filme nao consegue facilitar uma ideia arrojada mas de dificil execução, que o filme nao consegue utilizar ao melhor nivel, fica a ideia que somos burlados com uma historia tão mediocre para uma ideia com tao potencial.
Por isso parece-me clara a frsutração à volta deste filme, não so relacionada com o cast e crew que o filme reune, mas acima parece claro que a base ideologica do filme e a revelação que nele trás deveria ser muito melhor preenchida pela historia de base. Assim acaba por saber a pouco e fica sempre a ideia do despredicio de talento em todos os pontos do filme.
A historia fala de um pescador, que acaba por proporcionar a turistas da ilha onde vive a possibilidade de experienciar a pesca de tubarao e atum, ate que surge uma ex namorada, mãe do seu filho que lhe propoem que este assassine o atual namorado, em troca de uma quantia elevada de dinheiro e impedir assim que o seu filho continue a ser vitimas de mau trato.
No que diz respeito ao argumento a formula, e a ideia do filme que apenas conhecemos no fim do filme é original, e capaz de resultar num bom filme, o problema e que o recheio da historia de base e pobre e as personagens demasiado peculiares para o resultado esperado.
Knight e conhecido pela sua escrita e principalmente pelo sucesso da sua serie PeakyBlinders, tem aqui um trabalho de realizaçao pouco interessante, sem risco, sem poder estetico, e mais que isso mesmo na formula final, deveria o caracter estetico ser mais relevante na mesma.
No que diz respeito ao cast acho que McConhagey nao esta no seu melhor momento, tem caido nos seus papeis em demasiado overacting e neste filme isso e claro. Tambem Hatway me parece longe do seu melhor momento numa personagem que exigia e dava mais possibilidades.

O melhor - A revelaçao final que poderia dar um otimo filme.

O pior - O filme nao aproveitar, com uma historioa central pouco ou nada interessante

Avaliação - C-

Saturday, March 02, 2019

The Prodigy

Cada vez mais o terror e o genero em mais movimento nos primeiros meses do ano, que aproveitam esta epoca do ano mais branda para apostar em titulos pequenos com objetivos unicamente comerciais e na tentativa de lançar novos conceitos que poderão resultar em franchising de primeira linha. No inicio deste ano surgiu este filme com resultados criticos medianos, o que nao e propriamente mau para o genero em questão, mesmo que em termos comerciais tenha apenas feito o minimo garantido, nao sendo previsivel as sequelas dos filmes de maior sucesso.
Em termos de filme temos o tipico filme de terror, com um figura infantil estranha que acaba por infernizar todos que os rodeiam com um apetite por sangue, e por uma explicação muito na onda da maior parte de filmes semelhantes sobre reencarnações e os seus afins. Ou seja um filme que em termos de esturura logia e mais do mesmo do primeiro ao ultimo minuto, acabando por nao ter um unico apontamento de originalidade na sua historia de base.
Sobrava dois pontos que poderiam, levar o filme para outros patamares, o lado estetico, onde me parece que o filme tambem e limitado, pese embora consiga potenciar alguns sustos no espetador, nao e uma abordagem diferenciadora do ponto de vista estetico e parece sempre um filme simples de grande estudio com truques tipicos do filme de terror.
E por fim a conclusao, aqui penso que o filme entra num registo ligeiramente diferente do habitual, nao perdendo tempo no tipico happy ending que acaba por nao ser, acabando mesmo de uma maneira que nao seria tao previsivel, e neste apontamento acaba por ser o unico momento onde o filme se distancia, ainda que ligeiramente dos demais.
A historia fala de um casal com dificuldade em ter filhos que finalmente consegue dando a luz um prodigio com um desenvolvimento rapido, com uma inteligencia acima da media mas com dificuldades em lidar com os pares. Tudo fica pior quando o menor e encarnado por um serial killer.
Em termos de argumento a base o desenvolvimento da historia e igual a muitas outras, o filme nao consegue ter personagens ou qualquer aspeto na sua historia de base que o diferencia de muitos outros, e mesmo a questao do prodigio acaba por ser esquecida na primeira parte do filme.
Na realizaçao temos um realizador desconhecido que tem aqui o seu primeiro projeto de terror de um estudio maior e o resultado esta longe de ser brilhante. O filme nao e propriamente forte do ponto de vista estetico e os sustos sao feitos da forma convencional.
Em termos de cast temos um filme que anda as costas de um jovem Robert Scott que ja tinha aparecido num dos ultimos grandes filmes de terror, ainda que com um papel pequeno. No filme funciona nos dois lados que a personagem exige, contudo nao é acompanhado ja que o restante cast como respetivas personagens acabam por nao existir.

O melhor - A conclusao algo diferente

O pior - A forma como a mesma formula e repetida ate a eternidade

Avaliação - D+

Friday, March 01, 2019

Climax

Gaspar Noe e talvez o re uealizador mais rebelde da atualidade, seguindo os passos de Von Trier mas com um lado ainda mais independente o realizador frances deu ao cinema nos ultimos anos alguns dos seus filmes mais polemicos, embora na realidade nunca tenha trazido qualquer sucesso significativo para alem da polemica. Em 2018 em Cannes surgiu este estranhissimo Climax. AO contrario dos outros filmes do realizador este ate foi um filme bem avaliado mas insuficiente para premios. Em termos comerciais Noe esta longe de ser um realizador de massas e nao era com este filme que o iria fazer.
Climax é um grito de rebeldia do primeiro ao ultimo minuto, fracionado em duas partes diferentes, temos formas diferentes de funcionar. Se a loucura do mundo da dança e do tectonico nos dao na primeira fase momentos de dança bem coreografados, intensos e bem realizados, deixando transpor a loucura de base para o que vamos assistir em seguida.
Na segunda parte o filme entra na fase do choque puro, nao so nas sequencias de violencia, sexo, loucura, realizado de uma forma que segue uma loucura total de diversas pessoas completamente alteradas por droga aluciniogeneas e o filme e um disparo para o nosso cerebro com um conjunto movimentado de barulhos, sons e imagens capazes de inquietar de forma negativa os espetadores.
Ou seja um filme que tem a irreverencia maxima de Noe, sendo um filme com aspetos tecnicos originais e alguns deles bem realizados, entra na fase final no choque por si só, e na forma que Noe tem de tentar chocar o que acaba por tornar o seu filem quase impossiveis de ver em muitos momentos e este acaba por se esvaziar por no final so querer ser diferente e polemico.
A historia fala de uma serie de jovens dançarinos que se junta numa festa, com alcool, contudo a sangria que todos bebem acaba por ter LSD acabando por conduzir a um festival de extremos entre todos os presentes.
Em termos de argumento o filme na sua essencia tem duas linhas, uma primeira que e a presentaçao das personagens nos primeiros cinco minutos e depois deixa a espontaneadade do que poderia ser o efeito daquela droga com uma inexistencia total de um argumento.
Noe e um realizador diferente, arrojado, polemico, mas ainda lhe falta e esta longe de conseguir uma obra prima. Aqui temos sequencias bem realizadas com outras que apenas sao mal filmadas para chocar acabando por tornar partes do filme completamente indecifraveis. Sera sempre um realizador so polemico.
No cast um conjunto de jovens actores com destaque para Boutella uma actriz de maior valor que aqui basicamente tem que ter para si o lado de dançarina ja que em termos de interpretaçao ao ser um filme sem personagens acabou o filme por nao exigir muito dos mesmos.

O melhor - ALgumas sequencias muito bem realizadas

O pior - A loucura acaba por tomar conta do filme e do seu resultado.

Avaliação - C

Second Act

O tempo costuma ser o melhor barometro para separar sucessos momentaneos a presenças constantes no mundo do cinema. Esse cinema acabou com o tempo por afastar a pop star Jeniffer Lopez de projetos maiores, pese embora de tempo em tempo surja um novo projeto tentado trazer a famosa figura novamente para o cinema de premeira linha. Este ano foi com esta comedia familiar lançada proxima do fim do ano, que passou com indiferença pela critica, mas que comercialmente demonstrou bem que Lopez esta longe de valer o sucesso comercial que ja valeu.
Sobre o filme, uma coisa que as comedias tem abandonado e o estilo mais tradicionalista, de situaçoes curiosas mas com mensagens de esperança positiva que usualmente se junta a um humor de pouco fulgor usualmente mais fisico. Este filme e tudo isso, mas com pouca qualidade nos elementos todos que quer trazer. Nao e um filme que consiga abordar a questao da competiçao nas empresas, pior ainda na adopçao e quasse irrealista no sucesso por merito.
Com tantos temas e nao conseguir abordar nenhum com sucesso, nem com graça torna facilmente uma comedia de low profile num desastre para os seus objetivos, ainda para mais quando mesmo em termos dos seus interpretes temos actores de uma linha secundária ligados a um Lopez longe da forma que lhe levou ao sucesso fruto da idade e das claras deficiencias que sao obvias enquanto atriz.
Ou seja um filme fora de prazo em toda a sua linha, quer pelo estilo totalmente ligeiro mesmo para comedia, por um tema como os comesticos completamene direcionado para o lado feminino, e interpretes fora de forma fazem deste filme uma das piores comedias do ano.
A historia fala de uma vendedora que apos nao conseguir a sua promoçao de sonho, com um curriculo falsificado acaba por entrar para uma empresa de comesticos de sucesso onde acaba por encontrar o seu maior segredo do passado.
Em termos de argumento pese embora seja um filme que toque em diversos temas nao aproveita nenhum. E um filme com personagens unidimensionais esteriotipadas aos quais junta um humor tradicional que nao funciona tornando tudo francamente mau.
Na realizaçao Peter Segal ja foi uma figura de sucesso na forma como criava comedias de sucesso, como muitos outros ficou preso no tempo e foi perdendo força e sucesso, tendo aqui um trabalho de realizaçao simplista, vazio de assinatura e que rapidamente se diluiu entre outros habitues no cinema de comedia familiar.
No cast por alguma coisa o fenomeno Lopez desapareceu de filmes de maior sucesso e isso deve-se a falta de recursos da actriz. Aqui demonstra bem essas dificuldades, sendo que a idade ainda lhe tirou a sensualidade que poderia ser arma noutro tipo de filmes. Os secundarios como as respetivas personagens simplesmente nao existem

O melhor - A mensagem verde positiva

O pior - O filme nao consegue ter graça uma unica vez

Avaliação - D-

Thursday, February 28, 2019

Donnybrooke

O cinema  independente tem normalmente uma toada crua e agressiva que é muito vincada num estilo muito proprio de filmes. Neste pequeno filme estreado no festival de Toronto tinhamos um filme de agressividade pura num contexto de dificuldades financeiras latentes. Ao contrario de muitos outros filmes que viram a luz do dia no festival o resultado critico foi extremamente mediano retirando qualquer possibilidade de sucesso na temporada seguiinte ao filme. Dai que o mesmo tenha acabado por estrear de uma forma silenciosa no inicio do presente ano, em cinemas selecionados com resultados comerciais praticamente inexistentes.
A tentativa de alguns realizadores efetuarem filmes duros sem grandes palavras pode ter o mérito da força das imagens mas as mesmas podem ser insuficientes e o que vemos e uma trapalhada de imagens dificeis de conjugar. Pois bem este e um dos filmes que encaixa no segundo caso. Temos personagens sofridas, violência gratuita e pouco mais para um final pensado numa competiçao onde todos batem a todos para a vingança final, num filme que nao tens explicar e mais que isso que não tensa ir ao fundo das questões que levanta.
E certo que este caracter silencioso do filme potencia que o mesmo funciona mais na sua vertente agressiva e da crueldade de algumas cenas entre personagens mas de resto e na contextualização daquilo que estamos a ver parece-me obviamente um filme algo rudimentar e muitas vezes pouco trabalhado. Fica a ideia que um filme como este deveria ter mais palavras, mais contexto para as suas personagens para que a agressividade que nos é facultada tivesse algum fundamento logico.
Por tudo isto Donnybrooke esta longe de ser um bom filme, com processos lentos e mais que isso com imagens pouco ligadas, numa realiação escura, é certamente um filme facilmente apelidado como agressivo mas de uma forma gratuita caminhando para o seu final sem que o espetador esteja realmente interessando na sua conclusão.
A historia fala de dois individuos diferentes que vao entrar numa competiçao de luta, um agressivo, violento e criminoso e um outro que tenta com o premio alterar o destino da sua familia.
Em termos de argumento é um filme demasiado silencioso, com uma quase inexistente caracterização das personagens ou que ocupe muito tempo em dialogos, isso acaba por esvaziar um pouco aquilo que o filme em si da ao espetador.
Na realizaçao Tim Sutton, um realizador proximo do cinema independente tem um trabalho podemos dizer cru, de imagens escuras, quase sempre centrado nos elementos basilares de cada uma das persnagens. Nao e com este tipo de filmes que dara certamente para um cinema mais visivel.
No cast eu considero Jamie Bell um bom actor na forma como consegue dar intensidade aos seus papeis, mesmo em casos como este em que não percebemos muito bem de onde a personagem bem. Grillo por sua vez quase não interpreta limitando-se a distribuir violencia ao longo da mais de hora e meia de filme.

O melhor - A violência tem impacto na forma como é filmada.

O pior - A forma como o filme é uma mistura pouco integrada de cenas

Avaliação - C-

Wednesday, February 27, 2019

Capernaum

Em quatro anos o Libano teve pela segunda vez um filme nomeado para o oscar de melhor filme estrangeiro. Este pequeno filme, acabou por ser apresentado em Cannes onde fruto do seu realismo conquistou o grand jury que o premiou, acabou por se tornar numa das referencias do cinema extra hollywood do ano, acabando por conquistar a nomeaçao ao oscar respetivo. Comercialmente para um filme sem estrelas e nao falado em ingles os resultados de bilheteira foram extraordinarios.
Sobre o filme, eu confesso que me parece um filme que consegue transmitir tanto realismo e sentimentos nas suas duas horas de filme, que nos dá uma montanha russa emotiva tão grande que nos deixa angustiados e sem qualquer possibilidade de sermos indiferentes a um filme tão concreto, tão emotivo e tão duro. A forma como o filme consegue transmitir de uma forma tão impactante estes pontos é de um merito tão obvio que merecia mais destaque do mundo do cinema.
Desde os contextos espaciais, passando pelas historias de vida, a ligação à realidade dos seus interpretes e mais que isso ao fundamento ideologico final, o filme é recheado de intenções de pontos para discutir e pensar e mais que isso dá-nos com toda a força um sentido e angustia pela forma como vivemos em contraponto com a miseria que menores sem escolha tem de ter. COntudo mesmo com este realismo o filme consegue potenciar boas interpretações e boas sequencias de realição, num filme com principio meio e fim bem definidos.
Por tudo isto e facil para mim considerar este pequeno filme, como a maior surpresa do cinema deste ano pela forma em que um filme de um pais pequeno com meios econimicos reduzidos consegue transmitir tanto de uma forma tão natural que é impossivel passar por este filme sem o levar na memoria e isso e o que de melhor um filme pode ter.
A historia fala de uma criança, refugiada que acaba por sair de casa no momento em que os seus pais vendem a sua irmã mais velha a um adulto para casar, acabando por se contetar com uma refugiada da etiopia ajudando-a nos cuidados prestados a um bebe.
Em termos de argumento o filme é brilhante na forma como consegue ser cru e disruptivo nos dialogos, mas também na forma como consegue transmitir emoçao do primeiro ao ultimo minuto. A parte final do filme é deliciosa.
Na realizaçao o trabalho de campo da Nadine Labaki e brilhante a forma como consegue captar o lado miseravel dos contextos, a forma como consegue ser dura e ao mesmo tempo captar a quimica entre personagens diferencia a qualidade dos realizadores. Num filme que os mais atentos vao desconhecer mas que é sem duvida algo para sublinhar.
A entrega dos menores e maiores do cast e brilhante, o filme é levado ao colo pela interpretaçao do jovem Zain Al Rafea, que pelo facto de ter um papel proximo da sua vida, pode não ser uma personagem dificil mas o impacto que causa merecia mais atenção.

O melhor - Aquilo que o filme transmite

O pior - Muitas vezes estarmos desatentos a filmes desta proveniencia

Avaliação - A-

Vox Lux

O cinema e a musica são duas artes que ao longo do tempo andam de mãos dadas, quer em filmes mais tradicionais quer em apostas mais relacionadas com o estado atual da musica. Este filme intimista tenta entrar dentro do mundo de uma estrela Pop, com sucesso imediato. Lançado em plena corrida para os premios, apesar das boas avaliações não foram suficientes para lançar o filme na luta pelos premios. COmercialmente fruto desta ausencia na luta dos premios acabou por ser frustrante para um filme que tinha o aliciante de reunir novamente Jude Law e Natalie Portman.
Sobre o filme, temos um filme declaradamente fragmentando com um estilo independente assumido, mas que a sua opção acaba por fragmentar demasiado o filme parecendo com pouca ligação entre sequencias. A primeira acaba por ser a melhor, a mais crua, o realismo e o impacto do atentado na escola, e mesmo o lado musical acaba por ser o que de melhor tem o filme.
Nos dois segmentos seguintes o filme fica mais perdido, tem mais dificuldade em ser o cru que a primeira sequencia é, mas mais que isso tem muitas dificuldades em peneirar o importante e o impactante e o acessorio. Fica a curiosidade de cada sequencia ter um atentado terrorista proximo da personagem, mas acaba por ser tão forçado que parece colado à pressão para fazer sentido e isso acaba por desligar o filme.
Na parte final temos a arte performativa de Portman com as musicas da pop star Sia, numa sequencia de palco longuissima e que fica a ideia que o filme não tem na realidade mais para dar, o que acaba por tornar tudo algo confuso, e com a ideia que o filme promete ir a um lugar que acaba por nunca conseguir atingir.
O filme fala de tres momentos na vida de uma estrela pop, desde a sua ascenção apos ter sobrevivido a um ataque terrorista, estar no centro da fama, e numa fase decadente com problemas familiares.
Em termos de argumento a fração do filme em segmentos teria de ter mais impacto e mais ligaçao, sabemos que e a mesma personagem mas pouco mais temos a unir as pontas. O lado mais cru e duro no primeiro apontamento acaba por passar ao lado para a vertente mais musical pop dos seguintes.
Em termos de realização a batuta este a cargo Brady COrbet que tem aqui a estreia, num filme arriscado, por vezes bem filmado mas que falha como um todo, o risco e ambição sao bons ingredientes para uma carreira e o filme tem, mas nao funciona no geral.
No cast e um papel dificil e exigente para uma Portman em bom nivel, num filme contudo em que lhe acaba por entregar os segmentos menos impactantes. Ao seu lado Law e uma figura de corpo presente, sendo o maior destaque para a jovem Raffey Cassidy, a  melhor surpresa do filme.

O melhor - O primeiro segmento.

O pior - O filme perceber que não tem um objetivo e acabar com vinte minutos de musica

Avaliação - C

Saturday, February 23, 2019

The Favourite

Yorgos Lathimos deve ser um dos realizadores em melhor forma no cinema atual, depois de dois primeiros filmes que conseguiram o fulgor critico mas seriam demasiado estranhos para o consenso surgiu esta satira sob a forma de filme de epoca que conquistou a critica em pleno conseguindo mesmo ser o filme com mais nomeaçoes aos oscares, o que demonstra bem toda a sua pujança. Em termos comerciais Lathimos teve tambem aqui o seu melhor resultado muito por culpa da força na temporada de premios.
Eu confesso que gosta do forma de Lathimos realizar desde a forma como capta as imagens ate a forma como consegue que sequencias sem sentido algum e disparatas na sua forma de expressar o façam, e neste filme temos mais uma vez isso, da forma mais interessante que se pode pensar, num filme de epoca detalhado com toda a circunstancia e sarcasmo que o filme merece.
Outro dos veiculos do sucesso do filme e talvez o maior deles acabe por ser as tres interpretaçoes centrais de tres atrizes em primeira linha que levam o filme e alguns dialogos para patamares muito elevados quando fica a ideia que o filme em si poderia nao ser tao forte sem elas, já que na essencia a historia e mais curiosa do que fulguralmente interessante e mesmo o final pensamos que poderia ser bem mais imperativo.
Ou seja um filme que confesso que nao considero o melhor o ou o mais arrojado de Lathimos e obvio que tem um argumento bastante interessante, é bem realizado e muito bem interpretado, contudo falta uma historia diferente, uma abordagem que nao seja repetitiva o que acaba por ser mesmo no argumento, acabamor por a determinado ponto perceber a previsibilidade do que vai acontecer.
A historia fala da Rainha Ana de Inglaterra e a relação que mantem com uma amiga conselheira, que vai alterar quando uma empregada entre na casa real e começa a chamar a atenção da rainha o que pode alterar a dinamica de toda a coroa.
Eu confesso que o argumento e muito interessante principallmente em termos de dialogo, ja que em termos narrativos parece-me algo previsivel. E certo que nao e normal observarmos um filme de epoca tao arrojado em termos dos dialogos, e isso acaba por ser o elemento mais surpreendente do filme.
Em termos de realizaçao Lathimos tem assinatura e isso e oo que de mais importante um realizador pode ter, ainda para mais quando junta a isso argumentos de primeira linha, e um arrojo na abordagem, um dos realizadores mais em forma do cinema atual.
No cast tudo funciona Coleman e brilhante, embora nao nos pareça actriz principal, que na minha opiniao seria claramente Emma Stone, também ela com um papel intenso, mas o meu maior sublinahdo do filme vai para a excelente construçao de Weisz do primeiro ao ultimo minuto.

O melhor - As interpretaçoes

O pior - O filme acaba por no percurso narrativo ser algo expetavel

Avaliação - B

Friday, February 22, 2019

The Favourite

Mark Whalberg e Rose Bryne tornaram-nos nos ultimos anos em duas figuras maiores da comedia convencial americana e juntaram-se este ano nesta tradicional comedia familiar sobre as dificuldades de um processo de adoção. O filme que segue os procedimentos tradicionais da habituação conflito inicial da integraçao de alguem diferente num contexto obteve criticas razoaveis para o estilo em si, tendo em conta que os objetivos mais concretos do filme seriam comerciais, aqui o filme nos EUA ate conseguiu resultados consistentes que por sua vez foram menos fortes em termos internacionais.
O utilizar uma comedia simples com uma tematica e uma moratoria forte e muito comum nos EUA e neste filme temos isso de uma forma clara. O filme tem um caracter ligeiro interessante oscilando num humor de dialogo com uma parte mais fisica que vai levando o filme a bom ritmo, com algumas gargalhadas e com um espirito positivo o que e otimo para um filme com este estilo.
E obvio que temos um filme que na sua base e no seu desenvolvimento e previsivel do primeiro ao ultimo momento, principalmente na linhagem central, mas o facto de ser uma historia veridica acaba por dar mais poder aquilo que o filme transmite. Os pontos mais interessantes do filme acabam por ser o balanço e o reslismo das personagens das tecnicas de integraçao pese embora por vezes o filme acabe por ter demasiadas personagens absurdas com o intuito unico da comedia facil.
Ou seja uma comedia que funciona principalmente como entertenimento instantaneo, que peca na fase inicial por as personagens do casal serem demasiado parecidas o que nao dá grande balanço e torna a fase inicial algo repetitivo algo que com o passar do tempo se vai dissimulando e o filme caminha de uma forma simpatica para o seu fim.
A historia fala de um casal da meia idade que em face de não ter filhos e nao quererem ser pais idosos acabam por entrar num processo de adoção de tres menores com uma bagagem pesada que vai dificultar todo o processo com avanços e recuos.
Em termos de argumento o filme funciona bem no seu lado ideologico e na forma como aborda e bem a adaptação e todo o processo. Em termos de humor escrito o filme é trabalhador funcionando moderadamente, num argumento minimante interessante para os pressupostos do filme.
Na realizaçao Sean Anders e um realizador dedicado a comedia de massa, mas que ainda nao teve um filme com assinatura propria acabando os filmes por serem demasiado massificados e com pouco risco, neste caso segue o mesmo estilo.
Bryne e Whalberg estão neste momento em piloto automatico no estilo, e no caso de ambos parece-me perder aqui algum conceito de actores com outras capacidades para alem destas personagens unidimensionais e que apenas tem de funcionar em simbiose o que acontece facilmente neste filme.

O melhor - As tecnicas de serviço social

O pior - A extrema previsibilidade do filme.

Avaliação - C+

Spider-Man: Into the Spider-Verse

A animação norte americana passa obviamente por um momento em que a criatividade não está ao seu nivel mais elevado dai que percebemos que dois dos nomeados este ano para melhor filme de animaçao mais não são do que sequelas de exitos passados. Contudo existiu um projeto que chamou a atenção de toda a critica pela sua originalidade pese embora tenha como pano de fundo o heroi Spider Man. Este filme conquistou por completo a critica com a sua irreverência, sendo mesmo o grande candidato ao oscar de melhor filme de animaçao. COmercialmente para um filme tão arriscado os resultados acabaram tambem por ser muito positivos o que nos permite acreditar que o risco e o sucesso podem funcionar bem em conjunto.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo e uma pedra no charco em diversos pontos no cinema de animação, desde logo do ponto de vista tecnico, a forma como o filme mistura generos com um sentido e com um objetivo mas acima de tudo a homenagem aos quadradinhos que o filme nos dá e completamente delicioso e um espetaculo original delicioso na forma como as imagens nos são dadas e na forma como estilos se misturam como se de realidades se tratasse.
O segundo ponto onde o filme funciona quase em pleno e no arrojado argumento e mais que isso na forma como os dialogos, a satira, a semelhança com o que de melhor e mais irreverente filmes como Deadpoll tem acaba por dar ao filme um caracter surpreendente e mais que isso uma formula completamente diferente de tudo o que vimos anteriormente, com aspetos mais serios e outros completamente satiricos.
O unico senão do filme, ainda que menor e o facto do argumento e historia de base com a conjugação de realidades poder ser algo confuso para faixa etarias mais pequenas num filme que tambem e destinado aos mais pequenos. Aqui parece-me que uma intriga mais objetiva ou mesmo um filme mais linear poderia causar ainda mais impacto numa formula brilhante produzida com essa mesma superioridade criativa.
A historia fala de um jovem comum, no mundo do spider man que acaba por ganhar os poderes do super heroi, e tentar perceber o que esteve por trás do desaparecimento do mesmo, entrando em contacto com outras realidades com super herois diferentes mas com os mesmos poderes que acabam por formar uma equipa.
Em termos de argumento devemos dividir a intriga central que me parece algo confusao, embora percetivel para pessoas mais adultos, com os detalhes especificos que fazem o filme ser delicioso, nas cuiriosidades e nos dialogos e na forma como homenageia e bem os filmes daquele super heroi.
No que diz respeito à realização temos uma dupla que se une pela primeira vez e o resultado tecnico é original e brilhante o que altera um pouco os ultimos anos da animaçao mais convencional numa mistura de estilos que funciona principalmente no contexto do filme.
No que diz respeito ao cast de vozes, um grupo enorme de figuras conhecidas a colaborar com um projeto diferente que o ajudam e muito a ficar mais forte, num dos melhores trabalhos de animaçao a todos os niveis dos ultimos anos.

O Melhor - A irreverencia e originalidade da historia e do filme em termos tecnicos

O pior - Pode ser algo dificil para os mais pequenos

Avaliação - B+

Thursday, February 21, 2019

Ben Is Back

Toronto este ano foi a montra de candidatos aos premios onde se efetuou a primeira seleçao de quem seria realmente e candidato e quem ficaria desde logo no filtro independentemente das boas criticas. Ben is Back ficou de imediato nesse filtro por criticas moderadamente positvas e sem o entusiasmo necessario a torna lo num filme de maior dimensao. Isso auxiliado a uma distribuiçao reduzido mesmo com a presença de uma super estrela como Julia Roberts aniquilaram as prespetivas do filme.
Sobre o filme eu confesso que comparando com o outro filme da mesma tematica, concretamente Beautifull Boy, gostei bem mais da objetividade deste filme, mesmo que possa ser mais trabalhado no lado positivo e com uma narrativa mais dramatica talvez por nao ter a base real. E nos detalhes que eu penso que este filme funciona na forma como consegue como poucos nos dar o que pode ser inexplicavel numa relaçao mae filho neste contexto, a forma como a relaçao deixa de ter razao para ter acima de tudo coraçao esta efetuado com muita qualidade no filme muito por culpa de dois interpretes de primeira linha.
O filme na sua segunda parte torna-se demasiado policial com a chegada de algumas personagens que na realidade nada acrescentam ao filme, mas mesmo ai nas historias passadas da personagem com qualquer uma delas temos o excelente contexto que o filme necessita para funcionar, independentemente do lado mais subtil com que e abordado em algumas delas. E um filme filme declaramente emocional mas acaba por ser isso que o filme quer retrarar.
OU seja um dos bons filmes sobre toxicodependente, que consegue ir ao fundo na questão no pos crise e nas barreiras que se tem de ultrapassar numa perdendo a noçao de ter de ser um filme ativo e com ritmo junto do publico, e isso acaba por nos dar um dos filmes mais subvalorizados do ano, que merecia quem sabe mais atençao no que diz respeito a forma como por vezes um estilo de cinema mais convencional em alguns temas pode funcionar melhor.
A historia fala de um jovem em recuperaçao de toxicodependencia que regressa a casa para passar o natal, contudo vai acabar por suceder uma serie de acontecimentos que vai por em causa tudo na sua familia.
Em termos de argumento mesmo tendo uma narrativa central mais emocional do que racional, o filme tem um aspeto em que funciona em pleno que e na caracterizaçao e nas dinamicas entre mae e filho, que ultrapassam toda a racionalidade a forma como cada dialogo e escrito a forma como se passa do conflito para o afeto e do mais real nesta tematica que vi em cinema.
Hedges e um realizador de segundo plano, atualmente ate mais conhecido por ser pai de lucas, tem aqui um trabalho sobrio, tradicional, sem grande risco, deixando o palco aos interpretes. COm uma outra abordagem poderia fazer o filme crescer, mas com uma opçao tradicional nao o limita.
Tambem nas interpretaçoes, principalmente de Roberts penso que o filme acaba por ser tambem algo subvalorizado, Roberts tem uma excelente interpretaçao na dualidade tipica destas relaçoes. Hedges com uma ano mais uma vez brilhante e competente embora me pareça que esteve em melhor nivel em BOy Erased.

O melhor - O realismo da dinamica relacional mae filho.

O pior - O lado policial do filme tira-lhe alguma densidade

Avaliação - B+

Destroyer

Todos sabemos que neste momento uma excelente transformação fisica de um ator conhecido e muitas vezes o passaporte para o mediatismo e sucesso critico de um filme. Este fica vincado pelas imagens de uma Nicole Kidman envelhecida e com a erosão do tempo. Pese embora este aditivo em termos criticos o filme foi insuficiente para se lançar na dinamica de premios e nem a propria protagonista conseguiu a nomeaçao desejada. Tambem comercial Destroyer muito por culpa da pouca divulgaçao esteve longe de ser um sucesso.
No que diz respeito ao filme, podemos dizer que a premissa dos agentes inflitrados e algo que o cinema ainda não levou a serio, e que neste filme tinha muito por onde ir principalmente na influencia posterior dessa vida. COntudo o filme percebe que tem limitações na narrativa que quer seguir, principalmente em termos de desenvolvimento de personagens secundarias e acaba por apostar ao maximo na interpretaçao de Kidnam que tem muitos planos longos de expressões faciais de desgaste.
Isso faz do filme quase um monologo interpretativo que merecia mais atençao da academia para a atriz para acaba por desguarnecer um filme que se perde em flashbacks e que apenas a relevaçao final da-lhe algum fulgor depois de duas horas demasiado repetitivas e que nunca conseguem criar uma intriga intensa de ligaçao entre personagens.
Ou seja um filme com um bom tema, mas que nao consegue ter recursos para alimentar uma boa historia e uma interpretaçao de ponta apostando claramente na segunda. Fica a ideia que nao era necessario limitar tanto os secundarios do filme e algumas arestas do filme para Kidman ter o impacto que tem.
A historia fala de uma agente encoberta que gravida acaba por ver o seu namorado morto pelo grupo que estao inseridos o que acaba por lhe destruturar a vida. ALguns anos depois o grupo volta a atacar e ele faz tudo para poder vingar-se dos mesmos.
Em termos de argumento tirando um elemento de forma parece-me que é tudo demasiado limitado. As personagens principalmente a outra face da moeda e claramente pouco trabalhada e fica a ideia que mesmo a persnagem e a unica que se esvazia com algum proposito. Em termos de dialogos e cenas tem alguns bons momentos mas nao e equilibrado.
Karyn Kusama esta longe de ser uma realizadora de primeira linha no cinema com um afastamento longo com passagem pela televisao mas tambem me parece que aqui esta longe do sucesso exagerando nos planos proximos da face de Kidman, o que acaba por lhe tirar algum descernimento no restante do filme.
E obvio que Kidman tem uma personagem intensa, onde coloca os seus atributos e a boa forma que esta como actriz. Ganha pelo filme ser pensado para ela, mas perde por oo filme se limitar a ela.

O melhor - Kidman

O pior - A forma como o filme nao consegue ir para alem de uma personagem

Avaliação - C

Wednesday, February 20, 2019

Shoplifters

Premiado com a Palma de Ouro do festival de Cannes, este é daqueles pequenos filmes internacionais que mesmo sem ter uma historia plenamente original, consegue convencer pelo entrosamento entre as personagens e principalmente na forma como consegue gerir as emoçoes ao longo da sua duração. Este filme foi amado pela critica internacional e que redondou na vitoria no Festival de Cannes e mais recentemente na nomeaçao para melhor filme estrangeiro. Comercialmente para um filme nao americano, os resultados acabaram também por ser interessantes na medida em que ultrapassou a barreira mitica do milhao.
Sobre o filme podemos dizer que tem uma base interessante e principalmente e riquissimo na forma como nos da a ligação emocional entre personagens num contexto financeiro de pobreza extrema, a forma como as personagens se sentem bem naquele contexto com as suas diferenças são o aspeto positivo do filme, na forma como nao tem medo de retratar a miseria humana daquela forma tão natural.
O filme perde na parte final, quando apos o climax acaba por perder o rasto a algumas persoangens, preocupando-se mais com o seu passado do que com o seu futuro, diluindo algum do peso simbolico e emocional que o filme vai criando no elo entre as personagens. Por outro lado esta opção acaba por ser a mais realista, e isso encaixa bem num filme cru sobre estes aspetos.
Ou seja um bom filme do mundo, que demonstra que mesmo com dificuldades de verbas produtivas existe sempre a criatividade de transpor para o ecra situações concretas. Nao e claramente uma obra prima do cinema oriental, mas fica-nos na retina a forma como com tão pouco aquelas personagens funcionavam bem em conjunto, mesmo extra sociedade.
A historia fala de uma serie de pessoas que vivem num espaço desocupado todas juntas, e vivem de alguns objetos que subtraem em lojas, até ao ponto em que uma menina junta-se à "familia" e tudo tem que se ajustar a uma nova presença.
Em termos de argumento o filme tem uma base mais realista do que original. O filme é rico na forma como expressa as emoções, acabando por outro lado por ter como principais trunfos a contextualizaçao espacial de cada segmento. Fica a ideia que em termos de conclusão o filme deveria ser bem melhor potenciado.
Na realizaçaõ Koreeda traz-nos o espirito mais recente do cinema origental, trabalhando com grande realismo e acima de tudo um trabalho bem potenciado na exploração emocional. Tem aqui o impacto necessario para começar uma carreira internacional.
No cast temos um conjunto de atores quer jovens quer adultos que encaixam perfeitamente no lado emotivo e realista do filme. Parece-me claro que é um filme de primeira linha, com atores que fruto das suas origens encanxam nos propositos do filme.

O melhor - O realismo do filme.

O pior - A conclusão

Avaliação - B

Tuesday, February 19, 2019

Mirai

O cinema de animaçao asiatico foi sempre um marco em termos deste genero do cinema, sendo filmes que usualmente associam valor critico com um sucesso comercial grande principalmente nos paises daquela região do globo. Este Mirai e mais um filme com a componente maxima dessa tradição que conquistou a critica com avaliações essencialmente positivas. Comercialmente Mirai obteve resultados significativos nos EUA talvez potenciado pela nomeaçao aos oscar de melhor filme de animaçao.
Em termos de filme podemos dizer que tecnicamente o filme mistura o lado tradicional do desenho humano com as potencialidades maximas do sentido estetico dos cenarios exteriores e mais que isso interiores. Também no lado moral parece-me claro que se trata de um filme rico, com os pressupostos bem estabelecidos, e mais que isso parece-me que se trata de um filme com o mesmo formato que outros filmes.
Assim, parece-me que o lado que nos parece que funciona pior no filme acaba por ser o lado fantastico do filme, o mundo e as relações com os antepassados pese embora seja uma ideia interessante, nem sempre consegue ter o impacto desejado e perde acima de tudo no lado mais descontraido que o lado real do filme consegue ter.
Mesmo assim um filme interessante, uma boa conjugação entre a riqueza moral que os filmes de animação oriental conseguem ter, associado a um nivel estetico e um lado interpretativo de primeira linha. Podemos dizer que no final este tipo de filmes redunda em coisas muito proximas e que Mirai esta longe de ser sequer um dos melhores filmes do genero, mas numa altura em que mesmo o cinam americano de animaçao esta em crise parece-me claro que se trata de um filme competente e principalmente brilhante na contextualização do espaço.
Sobre o filme o mesmo conta a historia de uma criança que ve a chegada ao seu agregado familiar de um novo rebento, numa altura em que a sua familia tem que se adaptar a nova situação, e acima de tudo perde a atenção de alguns familiares, o mesmo acaba por viajar num mundo imaginario onde interage com figuras passadas e futuras da sua familia.
Em termos de argumento a formula e muito semelhante a algumas das obras mais relevantes do cinema de animaçao asiatico. Podemos dizer que em termos de dialogos vale pela simplicidade de processos e pela mensagem forte e atual que transmite.
Na produçao temos o lado tradicional do 2d mas com a força visual que normalmente estes filmes asiaticos conseguem ter no detalhe. Denota-se a homenagem as figuras mais proeminentes deste tipo de cinema, sendo dos elementos mais valiosos do filme.
No cast de vozes e em virtude de ter visto a versão japonesa, parece-me dificil avaliar a execução que me parece competente.

O melhor - O detalhe da casa.

O pior - O mundo imaginario poderia ser mais trabalhado

Avaliação - B

Monday, February 18, 2019

Mary Queen of Scots

A monarquia inglesa tem algumas das historias mais carismaticas da historia mundial, dai que nao seja estranho o facto de muitas dessas historias de vez em quando terem adaptaçoes cinematograficas de maior e menor dimensao. Este ano em pleno deadline para os premios surgiu este filme, com duas das actrizes em melhor forma do momento. O resultado critico nao foi brilhante e de imediato afastou o filme das maiores competiçoes em termos de premios. Comercialmente o filme foi mais eficaz embora ainda longe de um grande sucesso.
Este e daqueles filmes sobre intrigas e contra intrigas de coroas que deu aso a muitas das series de sucesso, onde rapidamente se percebe que o trono não só é sinonimo de poder mas mais que isso de risco. O filme tem uma intriga interessante, tem o peso historico das decisões sustentado em boas intepretaçoes mas fica a sensação que o filme poderia e deveria ser mais cru na forma comm nao entra propriamente nas dinamicas relacionais em questão.
Outro dos apontamentos que me parecem limitar o filme e ser uma abordagem algo tradicionalista, em termos de produçao e realizaçao para alem de um bom guarda roupa e uma maquilhageem de primeiro nivel fica a faltar uma abordagem estetica diferenciadora que a distanciasse de forma normal de tudo o que ja tinha sido feito ou mesmo dos estilos que estão a ser adoptados nas series de sucesso.
Ou seja um filme descritivo sobre um momento marcante na monarquia inglesa, com o seu valor historico e uma intriga na teia de poder tipica de um filme politico de epoca, mas penso que falta aqui alguns elementos que consigam elevar a historia, nao so na definiçao das personagens, no trabalho algo simplista dos dialogos ou mesmo na abordagem da realiaçao.
A historia fala de Mary, rainha da escocia que agora viuva tenta ganhar o reinado ingles, que declara seu, entrando num conflito imediato com a sua prima. Contudo e dentro de portas e com os planos existentes pela corte para o seu casamento seguinte que surgem os maiores problemas.
Em termos de argumento o acontecimento historico que o filme relata é interessante e mais que isso e dotado de uma intriga politica e relacional de primeira linha, parece-me é que o filme principalmente na definiçao das personagens e dialogos poderia ser mais objetivo.
Na realizaçao Josie Rourke pegou num filme maior que ela e limitou-se ao minimo exigido numa produçao com alguma dimensao mas que as imagens nunca tentam correr qualquer risco. Para uma realizadora que teve aqui o maior palco fica a ideia que tinha espaço para muito mais.
Ao apostar em duas das actrizes em melhor forma do momento existiu pouco risco. Ronan ja a vimos mais competente mas sofre de uma caracterizado demasiado simplista da sua personagem. Bem melhor Robbie que mais uma vez sublinha um excelente momento de forma provando que e bem mais do que uma cara bonita do cinema.

O Melhor - O guarda roupa e a maquilhagem

O pior - As personagens terem pouca profundidade

Avaliação - C