Thursday, November 16, 2017

I Do Until i Dont

Lake Bell é daquelas figuras do cinema que todos conseguimos reconhecer pese embora nem sempre seja facil nos recordarmos dos seus filmes, principalmente por se tratarem na maioria de comedias romanticas de uma linha secundaria de hollywood. Neste filme para além de protagonista a jovem actriz tem um papel maior sendo argumentista e realizadora. Contudo este filme muito centrado em Lake Bell esteve longe de ser um sucesso critico com avaliações medianas com uma tendência negativa. Comercialmente a pouca distribuição acabou por se tornar um produto quase desconhecido para a maioria dos espetadores.
Sobre o filme a comedia disfarçada e principalmente a romantica por si só nos ultimos tempos tem-se tornado em desuso, principalmente pela falta de graça natural, ou principalmente por normalmente serem filmes que não pensam muito no humor, e por outro lado e um filme que tem dificuldade em ter impacto emocional que acabe por dar um registo significativo as relações que o filme tem.
Por tudo isto temos um filme tediante, sem fulgor, confuso na sua dinamica de diversas relações, e com a personagem que os une, a encontrar-se totalmente descentrada de uma dinamica mais suave do filme. Parece neste caso tentar dar ao filme uma vertente de humor visual e fisico que o filme nao parece talhado para ter e que acaba por nunca funcionar.
Por tudo isto este pequeno filme e um filme sem chama, sem graça natural, e está longe de cumprir os seus objetivos. COntudo este tipo de filmes acaba por dar vida a uma serie de actores com dificuldade em se enquadrar noutros registos mas que assim vão conseguindo sobreviver mesmo que os mesmos acabem por nada trazer para qualquer carreira.
A historia fala sobre diversos casais que entram num estudo de um programa televisivo que tenta perceber a durabilidade do fenomeno casamento, enquanto todos eles passam por conflitos nas proprias relações.
Em termos de argumento parece-me claramente ser o ponto onde o filme mais falha, principalmente porque também e dele que se torna mais dependente. As personagens nunca acabam por ter quimica entre si, e mais que isso o filme sente-se muitas vezes perdido nas diferentes historias.
Em termos de realizaçao Bell tem aqui a estreia na realizaçao com um trabalho simples de comedia de estudio sem grande rasgo. Ou seja muito daquilo que normalmente interpreta sem grandes motivos para sublinhados.
No cast um conjunto de actores tipicos deste tipo de filmes como Bell e Helmes, cujas carreiras pouco mais é do que este tipo de papeis. Mesmo nos mais velhos Steenburgen e Reiser dão-nos tambem pequenos papeis tipicos nas suas carreiras.

O melhor - A ideia de detalhar a força do matrimonio ate pode ser acertada

O pior - A forma como o filme se torna tão difuso que é quase dificil de ver

Avaliação - D

Wednesday, November 15, 2017

Victoria and Abdul

Stephen Frears é um contador de historias principalmente aquelas curiosas que marcam a Inglaterra pese embora por vezes se aventure em historias mais universais. Este ano e sempre com o tradicionalismo tipico dos seus filmes BBC dedicou-se a retratar no ecra a relação ambigua entre a Rainha Vitoria e um criado indio que pos em polvorosa a corte inglesa. Os resultados criticos do filme nao foram brilhantes, algo que não é comum ja que habitualmente Frears é certinho neste parametro. Em termos comerciais um terreno menos prodigo para o realizador as coisas correram melhor com resultados consistentes tendo em conta o produto quer em terreno domestico quer ao longo do mundo.
Sobre o filme Frears é um tradicionalista ingles, quer na forma como filma, tendo cuidado com todo o detalhe da contextualizaçao temporal, mas também no ligeiro humor que empresta aos seus filmes, o que acaba por neste caso lhe dar uma toada demasiado ligeira, tendo em conta o contexto de intriga politica que no final retrata. Ou seja embora me pareça que o filme consegue ser detalhado e potenciar uma boa quimica entre os presonagens, mas por outro lado parece ter dificuldade em se levar a serio, e isso pode ter tirado alguma profundidade ao filme principalmente no exagero da caracterizaçao de algumas personagens.
Mesmo assim não deixa de estar presente todo o metodo da BBC na forma como planeia e bem o detalhe e a caracterizaçao historica, e em que cada cena é uma plena montagem de uma epoca querida para os britanicos. Contudo e pena que este detalhe e força produtiva resulta num filme algo ligeiro, que em alguns momentos parece uma comedia simplista, quando na verdade temos um filme que conta um episodio triste, racista e xenofebo na casa real inglesa.
Talvez por esta toada ligeira, ao contrario de outros filmes de Frears este filme não tivesse conquistado a critica e por conseguinte esteja antes da corrida fora dos principais premios. Parece contudo que na forma como o filme foi planeado talvez com uma ou outra excepção, este nunca tenha sido o real objetivo de Frears.
A historia fala dos ultimos momentos do reinado da Rainha Vitoria e do relacionamento que esta criou com um servente indiano que se tornou no seu mais proximo confidente contra tudo e contra todos na corte inglesa.
O argumento tem a audácia de contar um dos episodios mais naturais mas ao mesmo tempo mais negros do tratamento entre pessoas da coroa britanica. Na forma como o filme é concretizado parece-me que o mesmo é demasiado suave, demasiado suave, mesmo com algum do rigor britanico principalmente na produçao.
Falar na realiza britanica e em Stephen Frears e claramente associar alguem que melhor consegue contextualizar este facto, como ja provou entre outros filmes em The Queen. Numa boa fase da sua carreira principalmente pela cadência de filmes e um realizador conceituado e que tem sempre a sua assinatura bem vincada pelo tradicionalismo.
No cast e incrivel como aos 82 anos Judi Dench ainda consegue dar-nos papeis deste calibre, de entrega interpretativa de primeira linha. POdemos mesmo dizer que o filme é acima de tudo um espetaculo de uma actriz de primeira linha, na fase final de carreira e que colocou a interpretação ao mais alto nivel.

O melhor - A simplicidade relacional entre pessoas de estratos diferentes

O pior - Para o que significa o filme deveria se ter levado mais a serio

Avaliação - B-

Monday, November 13, 2017

Birth of the Dragon

Hollywood costuma proteger nos seus filmes algumas das suas figuras mais miticas, como por exemplo Bruce Lee. Dai que muitos tenham estranhado o lançamento deste filme, no qual Bruce não tem papel principal, e acaba apenas por ser o ajudante de uma personagem caucasiana, algo que provocou muita polemica e muitas criticas contra o filme. Talvez por isso criticamente este filme foi um autentico desastre com avaliações essencialmente negativas. Em termos comerciais o filme rotundou num claro fiasco algo que apos as avaliações começou a ser percetivel.
Sobre o filme eu confesso que não consigo perceber como é que alguem quer fazer um biopic de uma personagem que muitos dizem ser Steve Maqueen, sem ter a coragem de lhe chamar pelo nome, e mais que isso introduzindo uma imagem de um Bruce Lee arrogante e quase sempre tonto, algo que como e obvio nao poderia funcionar junto dos inumeros fas do icon do Kong Fu.
Mas não é apenas no retrato de Bruce Lee que o filme falha, alias o maior lapso do filme e em ser um filme de serie B americanoide a fazer lembrar o segundo episodio de Karate Kid, onde um aprendiz tenta conquistar e libertar uma asiatica oprimida pelos seus superiores, e que para isso tem a ajuda de dois mestres sendo um deles Bruce Lee.
A historia paralela do debate entre a forma como se tenta defender a cultura oriental e acima de tudo a forma como estas deveriam ser afastadas da cultura ocidental, acaba por estar ao de leve no filme, que nunca tem força ou vontade de entrar num debate serio cultural, optando na maior parte do tempo por ser um filme fisico de ação simples e pouco complexo.
A historia fala de um jovem aprendiz de artes marciais e da sua relação com o seu treinador Bruce Lee, e outro Shaolin mestre e da forma como o conflito entre estes é intermediado pelo mesmo, que entretanto tenta arrebatar o amor de uma jovem asiatica presa pelas diferenças culturais.
E no argumento que o filme falha por completo, e aqui parece-me inadmissivel que um filme utilize uma imagem tao iconica para um base tão simplista. De apresentar o filme como um biopic e depois Bruce Lee ser apenas um contexto. Quando assim é tudo falha e neste casa, um filme basico de artes marciais tentou ir mais alem com a utilizaçao de um nome.
Eu confesso que tinha sido grande adepto do filme de estreia como realizador de NOlfi, para alem de um bom argumentista, mas este filme e uma desilusao em toda a linha, desde logo em termos de historia mas tambem na realizaçao o filme nunca consegue ter qualquer tipo de impacto.
No cast o predominio de actores asiaticos e obvio tento em conta que se trata de um filme sobre artes marciais. Sao obvias as semelhanças fisicas entre Ng e Bruce Lee embora a personagem esta escrita para pouco brilho. O protagonista vai para um Magnunssen cada vez mais presente mas aqui parece ser obvio a falta de carisma para encabeçar um filme de açao.

O melhor - Os escritos inicias do filme promete um filme complexo sobre combate cultural.

O pior - Torna-se num filme fraco de artes marciais que por acaso uma personagem chama-se Bruce Lee

Avaliação - D+

Sunday, November 12, 2017

Brad's Status

Quando uma das figuras iconicas da comedia dos ultimos anos, como Ben Stiller se junta a um realizador conhecido por ser argumentista também de comedia, num filme com tendência dramatica a expetativa tem de ser muita, porque seria um filme fora do contexto habitual dos seus protagonistas, e com o rotulo de possibilidade de entrada na discussão dos premios. As avaliações do filme mesmo não sendo de primeira linha acabaram por ser positivas, embora nos parece longe do necessario para entrar na corrida aos premios. Comercialmente, um filme com pouca distribuição acabou por ter resultados demasiado residuais.
Sobre o filme eu confesso que normalmente gosto dos filmes com Ben Stiller com um caracter mais dramatico, ou mais de autor, como as colaborações que por vezes faz com Noah Baumbach. Este é um filme mais simples, mais intimista, e que funciona na maior parte do seu tempo. A preocupação constante do personagem em se comprar e minorizar perante os seus amigos, é algo tão comum e muito bem potenciado por um filme que chega a ser aflitivo pela forma como esta competiçao tão comum nos dias de hoje acaba por nunca deixar a personagem respirar.
E isto dura bem no balanço com um relacionamento muito natural e espontaneo criado entre o protagonista e o seu filho, acaba por dar um equlibrio maduro a um filme com um alto valor por aquilo que nos dá, mas mais que isso pela forma como nos dá, na forma como vai nos dando aos poucos os lados menos postivos das outras personagens e nos deixa aos poucos ver o lado positivo de uma vida apresentada inicialmente como totalmente negra.
O lado pior do filme e o seu precoce final. Se por um lado existe muitos filmes que estendem a sua duração sem muito ter a dar ao espetador, este é necessariamente o contrario, ficamos intrigados e questionamos sobre o que vai acontecer aos diferentes personagens, e se por um lado isto e sintoma que muito do filme funciona na proximidade com o publico, penso que a falta destas respostas tornam o filme obviamente menor,
A historia fala de um pai de familia, com uma vida totalmente paralizada, que embarca numa viagem com o seu filho de forma a este conhecer as diferentes universidades as quais se vai candidatar. Contudo esta viagem vai servir para um balanço de vida, em contraponto com o sucesso dos seus colegas de universidade.
O filme em termos de argumento e extremamente competente, principalmente pelo peso que da numa vida aos relacionamentos da universidade, mas mais que isso na forma como consegue fazer o personagem central, e mais que isso o espetador a pensar sobre o seu dia a dia, e sobre os objetivos de uma vida. Um argumento forte e intenso.
Em termos de realizaçao temos uma abordagem simplista, sem grande risco, uma realizaçao de comedia normal, sem grandes cuidados artisticos ou tentativa de fazer a camara ser protagonista. Isto e normalmente muito comum em realizadores que vem do lado do argumento.
No cast Stiller funciona bem neste tipo de filme, de falhado, ou de alguem longe de ser realizado. Muito mais introvertido do habitualmente na sua vertente comedia. Temos alguns dos tiques do actor que sinceramente sao desnecessarios a sua composiçao, mas o filme não fica prejudicado pelos mesmos. Melhor o jovem actor Austin Abrams, com uma composiçao silenciosa mas intensa.

O melhor - A forma como reflete a competiçao permanente entre pessoas.

O pior . O final

Avaliação - B

Thumper

Existem alguns filmes que passam totalmente ao lado de qualquer mediatismo, mas que analisando o seu Crew encontramos como produtor Cori Fukunaga o criador da primeira serie de True Detective. Este pequeno filme sobre a toxicodependencia e o fenomeno de grupo em bairros problematicos, acabou por nao ter qualquer dimensão quer critica quer comercial, muito por culpa de um cast quase preenchido por totais desconhecidos.
Sobre o filme temos um filme fácil, e obvio nos seus procedimentos mas que está longe de ser um mau filme. Principalmente por trabalha bem a dinàmica de grupo e a forma como muitas vezes os jovens inseridos em comunidades problematicas nao têm forma de fugir. E é neste ponto que o filme me parece mais feliz, pelo o ambiente quase claustrofobico do ponto de vista de pressão psicologica que nos dá as personagens, e que transparece para o espetador.
Por outro lado enquanto thriller policial o filme tem claramente muito menos argumentos, desde logo porque é extremamente previsivel, a nao ser a informação final, mas que a mesma e totalmente irrelevante para todo o filme, funcionando apenas a titulo de curiosidade. Mesmo assim parece-me daqueles policiais que segue os passos continuos habituais, sem grande risco, ou grande dimensão, mas pelo caminho natural.
Ou seja para um filme pequeno sem grandes argumentos acabamos por ter um filme mediano, de facil visionamento, que não tenta ir para alem das suas capacidades, ganhando pelo caracter com que consegue integrar a pressão de grupo em comunidade, e algum lado cru na forma como trata a toxicodependencia, contudo aqui ja vimos filmes muito mais realistas e fortes sobre esta tematica.
A historia fala de uma comunidade onde um traficante de droga controla um conjunto de adolescentes viciados, sendo que tudo se vai extremar quando uma jovem entra na comunidade com um passado desconhecido.
Em termos de argumento o filme é algo previsivel nos seus processos mais relevantes, é certo que em pequenos detalhes consegue surpreender, mas isto acaba por não ser a regra. Pensamos que existia mais margem de manobra para mais trabalho nas personagens e mesmo nos dialogos.
Na realizaçao o filme e um projeto de Jordan Ross, que nos tras argumento e realizaçao trata-se de um realizador ainda jovem sem grande trajeto que tem aqui o seu projeto mais visivel, mas mesmo assim ainda longe de qualquer notoriedade assumida.
No cast e um filme onde os mais jovens tem as despesas do filme, normalmente sem grande dificuldade nem grande brilho, sendo os melhores momentos a cargo de Pablo Schreiber um actor habitualmente secundario de projetos maiores mas que aqui tem o maior destaque.

O melhor - A forma como nos trás a pressão de grupo em contextos como determinante no desenvolvimento das personalidades.

O pior - E quase sempre previsivel demais

Avaliação - C+

Friday, November 10, 2017

Good Time

Apresentado com relativo sucesso no ultimo festival de Cannes, este pequeno filme exprimental, que demonstra uma cada vez maior aposta de RObert Pattinson num cinema de autor, acabou por recolher boas avaliações do festival europeu, que acabou por lhe permitir ter a sua estreia nos cinemas americanos, onde tambem recolheu avaliações essencialmente positivas. Sendo um filme nem sempre facil os curtos resultados comerciais acabaram por ser expetaveis.
Sobre o filme podemos começar por dizer que não se trata de um filme fácil, porque muda as agulhas diversas vezes ao longo da sua duração, tornando-o algo difuso, para uma obra que quase sempre consegue manter um ritmo acelerado, e mais que isso um balanço de cores bastante agradavel no que diz respeito ao caracter estetico que o filme adota. Pena é que mude constantemente a intriga, não permitindo a que em momento algum nenhuma delas adquira particular destaque ou intensidade para envolver o espetador.
Por tudo isto parece-me que o conceito do filme, através do seu ritmo e do lado quase apocalitico em que as personagens se movimentam, numa estrada continua quase sempre sem saida, funciona bem melhor enquando conceito, mais que propriamente pela historia ou por aquilo que na realidade nos e dado. Neste particular parece-me sempre um filme algo limitado, e nem sempre criativo naquilo que nos fornece.
Mas e interessante que actores que a determinada altura ganham um conceito de pop star tentem reinventar carreira com opções de risco. Nem sempre os filmes acabam por ter a dimensão ou a universalidade esperada, como é o caso desta obra claramente intimista e para alguns, mas o risco e muitas vezes o veiculo para altos voos.
No que diz respeito a historia o filme fala de um jovem delinquente que depois de conduzir o seu irmão com defice cognitivo para um roubo que o leva a cadeia, faz um plano no sentido de o libertar aproveitando o facto deste se encontrar hospitalizado.
O argumento tem um grande problema, uma narrativa de sequencia onde as intrigas se seguem sem serem devidamente concluidas e que acaba numa tremenda confusao a todos os niveis. Ja que por um lado nao permite que elas evoluam e por outro acaba por tirar alguma intensidade aquelas que funcionam melhor junto do espetador.
Na realizaçao os irmãos Safdie ate ao momento completamente desconhecidos tem um trabalho interessante principalmente na cor que dao ao filme. E clara a invocação a Nicholas Widding Refn no som e na forma de filmar de uma dupla a seguir num futuro proximo.
No cast Pattinson tem sem duvida o papel mais arriscado da sua carreira, decadente, fisicamente dificil, acaba por transmitir o lado escuro, e sem saida que a personagem quer dar. AO contrario das excelentes avaliações, nao me parece ainda ter atingido o seu ponto maximo, ja que existe algumas deficiencias de intensidade para limar.

O melhor - A cor do filme.

O pior - A sucessão vazia de intrigas

Avaliação - C

Thursday, November 09, 2017

On Wings of Eagles

Existem personalidades cujos feitos ao longo da vida não sao passiveis de ser retratados apenas em um filme. Um desses personagens é sem sombra de duvida Eric Liddell, figura central no iconico Momentos de Gloria e que teve este ano esta roduçao americana e chinese sobre os seus momentos finais. Um filme claramente mais pequeno que apenas estreou em pequenos circuitos que acabou por ter uma avaliaçao quase indiferente e comercialmente fruto da pouca distribuição este filme praticamente nao existiu pelo que o que conhecemos de Eric na maior parte do tempo será o que Momentos de Gloria nos ofereceu.
Sobre este filme, temos um drama de guerra, que se debruça mais nas atrucidades dadas pelo imperio Japones do que propriamente um biopic sobre qualquer personagem, nem que seja porque neste campo o filme é quase sempre demasiado romantico na caracterização e em todos os momentos desta personagem parecendo que na maior parte do tempo deseja uma propaganda ao mesmo do que contar uma historia.
E esse exagero em nos dar o lado bom da personagem acaba por tirar dimensao factual ao filme, e mais que isso dimensão historica, todas as sequencias parecem tiradas de um livro de boas maneiras quase biblico da forma como a personagem se comporta. Mesmo assim alguns bons detalhes na forma violenta e crua com que nos da algumas atrocidades e o desmerecimento pela vida humana em momentos de guerra.
Um filme claramente menor sobre uma personagem iconica, dando-nos talvez o lado mais dificil e o que determinou a sua morte. Parece ser sempre um filme com alguma tendencia orientam mas com a preocupaçao constante de tentar ao maximo ser um filme correto e simpatico principalmente na homenagem a sua personagem central.
A historia fala-nos dos ultimos dias do atleta Eric Liddell em plena ocupação do imperio Japones, e a forma com que o mesmo foi tratado num campo de refugiados.
O argumento parece demasiado escrito de forma a potenciar ainda mais os feitos de um personagem. Isso pode acabar por tirar ao filme alguma dimensao historia e caracter factual, isso e um erro muito comum em cinema de segunda linha, principalmente em biopics.
Na realização a cargo de Stephen Shin um realizador experiente de um cinema oriental o resultado e melhor que o filme. ALgumas imagens bem escolhidas, num contexto bem montado, num filme de estudio, que mesmo nao tendo grandes momentos de criatividade e sempre competente neste segmento.
Um dos problemas do filme acaba por ser a construçao de Fiennes da personagem, demasiado messias, demasiado pausada para uma personagem que se queria de carne e osso, para potenciar ainda mais as suas virtudes. Neste particular parece-me que o filme perde com um protagonista que nao consegue dar realismo a uma personagem que necessitava em face das caracteristicas do filme de ser real.

O melhor - A forma como o filme conta algo unico de uma personagem tambem unico

O pior - Nota-se a mão humana para embelezar a obra

Avaliação _ C

Ingrid Goes West

Sundance tornou-se nos ultimos anos uma montra para novos cineastas mostrarem de uma forma clara os seus projetos mais intimistas, e dai tem nascido uma nova geração de realizadores e mais que isso de argumentistas de primeira linha. Este ano no premio do publico para melhor argumento ganhou este pequeno filme sobre as amizades nas redes sociais. Muito por fruto deste argumento a critica foi positiva para com o filme, que acabou por conseguir uma estreia limitada em alguns cinemas que não lhe premitiram grandes ganhos comerciais.
Sobre o filme, muito do que é Sundance, ou pelo menos o lado melhor de Sundance esta neste filme, ou seja a rebeldia das personagens sustentadas em promenores deliciosos, um tema actual satirizado até ao maximo, uma geração de novos actores com intensidade dramatica, e um filme ligeiro mas de grande significado que merecia mais atenção mediatica.
ALias este filme tem diversas potencialidades que me parece de assinalar, o tema e a ida ao limite do mesmo que o filme consegue, tornando-se sufocante naquilo que pode ser o Stalking por redes sociais, um problema tao actual e que ate ao momento o cinema ainda não tinha dado devida atenção-. Mas se este tema acaba por ser bem tratado na forma como o filme o expoem, a mais valia do filme acaba por ser os promenores e excentricidades de cada personagens que tornam a cereja no topo de um bolo competente com apenas um problema.
E esse problema sao os ultimos cinco minutos, com uma moratoria bem assumida, e com um dilema moral resolvido o filme decide no final acrescentar um paragrafo, que pese embora tambem tenha valor satirico acaba por tirar algum impacto do que nos vimos ate então. E sabido a forma como normalmente o cinema independente não se liga ao finais felizes mas aqui foi precisamente ao contrario e o filme nao necessitava disso.
O historia fala de uma jovem isolada que sonha ser a melhor amiga de alguem, momento em que começa a seguir nas redes sociais uma jovem blogger de grande sucesso online de quem se aproxima, mas esta relação inicialmente agradavel torna-se numa obsessao doentia.
EM termos de argumento e na construçao da historia, e na forma como aborda o tema muito competente e atual. Mesmo a nivel de especificidades de personagens o filme trabalha e acaba por ser bem construido. Pena é os ultimos cinco minutos completamente desnecessarios.
Na realizaçao Matt SPicer e um completo desconhecido que tem aqui um trabalho competente sem grande artificio ou vertente criativa, deixando o protagonismo mas o argumento em si que acaba por ser a mais valia de todo o filme.
NO cast a escolha de PLazza, a sempre estranha actriz de comedias independentes torna-se fundamental para o sucesso do filme. E uma composiçao fantastica, uma entrega total de um papel que lhe da destaque para o futuro, pois o filme depende da sua Ingrid e a composiçao e brilhante. NOs restantes tudo funciona com algum sublinhado para a excentrica composiçao de Magnnssen para o seu estranho Nicky.

O melhor - O argumento em 95% da sua duração.

O pior - O desnecessário final.

Avaliação - B

Tuesday, November 07, 2017

The Only Boy Living in New York

Depois da passagem sem grande sucesso pelo franchising de SPider Man, Marc Webb regressou recentemente ao seu cinema sentimental de origem, aquele que lhe deu o sucesso muito por culpa de 500 Days os Summer. Neste filme mais dramático sobre um jovem adulto que tenta encontrar o seu espaço, o resultado critico do filme defraudou as expetativas com avaliações essencialmente negativas. Comercialmente as coisas tambem nao correram bem ao filme de Webb ja que ao nao conseguiu uma distribuição Wide os resultados foram demasiado curtos mesmo tendo em conta este parametro.
Sobre o filme, desde logo eu de imediato gosto de filmes que se debrucem sobre Nova Iorque enquanto cidade. E este filme tem esse pano de fundo que acaba por lhe dar um carisma proprio que infelizmente a historia de base acaba por nunca conseguir ter, ja que a teia relacional entre as personagens é tão densa que no final parece uma telenovela de final de tarde sem grandes ou promenores que conduzam o filme para outros parametros.
O filme começa por perder na caracterizaçao da personagem centra. Num filme que depende em demasia deste facto parece-me que a mesma é demasiado sem caracteristicas para segurar um filme como este. Por outro lado mesmo em termos das diferentes dinamicas relacionais fica a ideia que o filme deveria descrever e dar mais tempo a elas todas, ja que no final fica a ideia que tudo é demasiado rapido e demasiada simples.
Ou seja um filme que longe de ser original sobre a sua tematica e mais que isso sobre a sua forma, perde por ser demasiado basico na forma como não explora os diferentes vetores relacionais, algo que para um filme quase novelesco como este deveria ser feito, para pelo menos em termos emocionais o filme cumprir mais do que o básico.
A historia fala de um jovem que depois de descobrir que o pai tem uma amante, acaba por tentar se intrometer no relacionamento de ambos de forma a salvaguardar a sua progenitora da realidade.
Em termos de argumento este filme tem muito pouco de novo. Parece uma trama de uma telenovela onde as personagens se encontram todas ligadas completando todo o puzzle mesmo que nem sempre com grande realismo. O happy ending final e demasiado positivo para um filme que nem sempre tem esta toada.
Na realizaçao Webb é daqueles realizadores que depois de um filme de sucesso passou logo para um patamar de blockbuster onde apenas foi mais um tarefeiro. Neste regresso ao ponto de partida, tem denotado alguma dificuldade em dotar os seus filmes da originalidade que chamou a atençao no seu filme mais conhecido.
No cast, a escolha de Turner para principal, parece sair furada, desde logo pela falta de dimensão do protagonista, sendo facil perceber que muitos outros atores poderiam ter dado mais dimensão a personagem. No que diz respeito ao restante parece ter uma excessiva preocupação de encaixar as personagens nos interpretes e nao o contrario, o que me parece claramente um erro.

O melhor - Nova Iorque

O pior - A personagem central ser demasiado vazia

Avaliação - C-

The Nut Job 2

Existe fenomenos completamente inexplicaveis no cinema americano. Um dos mais recentes acaba por ser o facto da Universal ter apostado na sequela de um filme de animaçao que se tornou não só num floop critico a toda a dimensão como comercialmente esteve longe de qualquer sucesso. Dai que sem surpresa esta sequela seja mais do mesmo, comercialmente muito longe dos resultados dos melhores filmes de animaçao de grandes produtoras e criticamente mais um rotundo floop. COntudo nunca estes resultados neste caso são garantia do termino do franchising.
Sobre este filme desde logo começo por sublinhar que achei o primeiro filme uma das piores ideias de animaçao que teve a luz do dia nos ultimos anos. Dai que seria quase impossivel que uma sequela com ideias semelhantes conseguisse alterar muito o sentimento ja criado por um filme demasiado esteriotipado, demasiado ruidoso, e que perde o seu sentido moratório por não apostar nele a serio. E neste filme isso torna-se mais claro porque a moratória do filme é mais forte e mais que isso acaba por ser mais actual. Contudo o filme desiste dela, ou tenta que o filme seja um ruidoso filme de ação com uma comedia demasiado absurda quando nos parece que o filme deveria ter outros pontos que este consegue ter, mas que acabam por nunca ser realmente potenciados.
Em termos produtivos nao temos grande evoluçao no que diz respeito ao primeiro filme. Mesmo sendo um filme da Universal, parece-me que esta produtora nos ultimos anos tem estado longe do sucesso principalmente na animaçao, nao encontrando os filmes perfeitos que lhe permitam evoluir em termos esteticos, dai que este filme seja mais do mesmo, muita cor, mas muitas vezes pouco sentido.
Tambem em termos humoristicos o filme parece-me sempre demasiado absurdo, de piada facil, grande parte das vezes fisica. Isto pode resultar nos publico mais jovem mas a falta de carisma das personagens acabam por distanciar este conceito principalmente quando comparado com outros bem mais carismaticos.
A historia segue a personagens do primeiro filme, com o protagonista a ter que fazer pela vida, ja que a fabrica de nozes que encontrou explodiu e o parque onde viviam foi substituido por uma feira popular, o que vai fazer os protagonistas do filme tentar encontrar outro espaço bem como salvar o parque onde vivem dos perigos da evoluçao.
EM termos de argumento parece-me que moratoriamente o filme é ligeiramente mais rico na mensagem do que o seu antecessor. COntudo parece-me que o filme tem muitas dificuldades em sublinhar a mensagem preferido uma serie de situaçoes sem grande de uma humor facil, de personagens sem chama.
Na realizaçao e produçao do filme Carl Brunker tomou a direçao do filme ele que ja tinha tido uma experiencia de pouco sucesso no mundo da animaçao, e que parece dotar a sua carreira de filmes menores no genero.
No cast de vozes as escolhas semelhantes ao primeiro filme, tem um erro obvio na minha opinião Maya Rudolph e demasiado androgena na voz para uma personagem que se quer rebelde feminina. Nos novos nada a registar de significativo

O melhor - Uma mensagem mais forte que no primeiro filme

O pior - QUase nao aproveitar este facto

Avaliação - C-

Sunday, November 05, 2017

Singularity

O cinema de serie B tem generos onde as diferenças para o cinema de primeira linha é esbatida como a comedia ou o drama. Tudo se torna mais dificil quando entramos no campo da ficção cientifica, ja que os niveis produtivos normalmente deste tipo de filmes exigem meios que sem eles as coisas se tornam absulutamente difusas. Este foi um pequeno filme que estreou em poucos cinemas sem qualquer visibilidade e que foi totalmente incognito quer do ponto de vista comercial quer critico.
Sobre o filme podemos dizer que a ideia do homem contra o robot e algo ja muito utilizado em diversos filmes, principalmente aqueles que teorizam sobre a força da inteligencia artificial. E como tema de impacto que é exige que os filmes para alem de coerentes sejam coesos naquilo que defendem. POis bem este filme acaba por ser um desastre ja que nunca consegue ir alem de uma ideia de base, tratando pela rama algo que não pode ser em filme algum que tente entrar neste tema. Ou seja um filme que se assume como claramente de serie B num tema que isso nunca poderia acontecer.
Mas como é que um filme com uma unica ideia de base consegue sobreviver durante novanta minutos, pois bem junta-lhe um romance novelesco, cuja origem cabamos por nunca perceber muito bem, que acaba por ser a salvaçao de tudo, tornando tudo ainda mais basico nos processos e um filme que nunca consegue perceber bem o seu genero.
Ou seja um daqueles filmes que apenas tras consigo figura de um Cusack totalmente fora de forma e que aceita diversos papeis para sobreviver num cinema no qual parece ja nao ter espaço. Aqui numa personagem que se queria carismatica mas que acaba por ser uma mao cheia de nada alias como tudo no filme.
A historia fala de um futuro proximo no qual a humanidade foi exinta por uns robot que se tornaram cada vez mais funcionais, contudo um casal tenta recuperar o sentido de ser humano, contra os planos do fabricante de tais maquinas.
Em termos de argumento a ideia da inteligencia artificial exige que os filmes detalhem ou discutam os seus principios, algo que o filme desiste de imediato perdendo tempo numa historia de amor basica sem grande sentido. Em termos de personagens o filme e tambem um deserto de ideias.
Na realizaçao Kouba parece ser um apaixonado pela Sci Fi mas nunca conseguiu meios para fazer os seus filmes terem dimensao suficiente para se assumir como tal. Aqui nota-se a dificuldade de meios para uma ideia demasiado grande para os valores envolvidos.
No que diz respeito ao cast os jovens que normalmente passeiam nestes filmes de serie B nao são normalmente grandes estrelas e passam a carreira despercebidos, talvez isso ira acontecer com esta dupla de actores que acaba por não ser o mais danoso do filme, nao o safando contudo

O melhor - Um filme serie B ter a coragem de entrar no Sci Fi

O pior - E claramente um genero para outros niveis de produçao

Avaliação - D

The Heyday of the Insensitive Bastards

O cinema repartido ao longo de pequenas historias sem qualquer ligaçao entre elas está nos ultimos tempos a ser uma moda principalmente no cinema independente, chamando a alguns projetos alguns actores de renome que marcam presença em produçoes curtas. Um desses projetos que viu a luz este ano foi este pequeno filme cujas historias falam das relaçoes entre pais e filhos. O resultado critico e comercial do filme foi praticamente inexistente, e poucos no futuro terão conhecimento da existencia deste filme.
Agrupar um conjunto de curtas sem qualquer ponta de ligaçao, a nao ser um paralelismo difuso no tema, parece-me a mim alguma preguiça principalmente quando tentamos dar o nome de filme. Aqui temos mesmo isso historias completamente diferentes, q
ue funcionam tambem elas junto do espetador de forma completamente diferente, e que nao conseguimos em momento algum percecional qualquer união entre historias todas elas demasiado difrentes e mesmo assim curtas na abrangencia.
Por tudo isto parece-me que se trata de um projeto sem grande sentido, podemos dizer que principalmente as duas ultimas historias resultariam bem em termos de curtas, o que para mim é facil de aceitar, mas englobadas num projeto maior a mim fica dificil perceber qual o sentido do filme agrupado desta forma, ja que rapidamente deixamos de perceber a origem de tudo o que estamos a ver.
Mas num cinema independente cada vez mais exprimental serão certamente diveros projetos estranhos no futuro a chegar ate nos, conseguindo chamar a si alguns dos actores para pequenos papeis, de forma a tentar dar uma dimensao ao projeto que em termos de conteudo acho que nunca chegarão a ter.
A historia fala-nos de sete pequenas historias sobre relações entre filhos e pais em diversos contextos e com diversas linhas de intriga.
O argumento é dificil de percecionar enquanto todo. No que diz respeito a soma das partes temos alguns pedaçoes bem escritos, principalmente o da conversa entre adolescentes sobre as vivencias sexuais, como outros completamente impercetiveis de sentido e logica.
Na realizaçao a cargo de oito realizadores diferentes mais uma vez temos a limitaçao clara das historias tambem na abordagem o que sustenta a tese que o filme nunca deveria ter sido lançado como pacote global.
No cast, em trechos narrativos tao curtos nao existe espaço para qualquer brilho de nenhuma das figuras que aceitou o desafio de participar neste projeto.

O melhor - As ultimas duas histórias

O pior - Um pacote global de coisas tão diferentes

Avaliação - C-

Friday, November 03, 2017

The Amityville:The Awakening

É comum a cada espaço de tempo Hollywood tentar reeditar os seus classicos de terror, com formulas novas, tentando nao deixar morrer alguns dos seus produtos mais rentaveis principalmente no que diz respeito ao terror. Este ano e depois de diversos atrasos surgiu em alguns cinemas este lançamento de Amtyville que acabou por devido à pouca expansão ter um resultado completamente inexistente, algo estranho tendo em conta que se trata de uma produçao com o nome de um dos classicos do terror. Em termos criticos como na maioria dos filmes deste genero avaliações muito sofriveis.
Sobre o filme, eu penso que depois de um sucesso historico de um filme de terror dificilmente um novo filme, ou um novo conceito com a mesma ideia consegue resultar, por um lado porque o espetador se encontra ajustado ao passado, e por outro porque existe sempre a dificuldade de inovar o que teve sucesso, dai que normalmente estes filmes acabam por ser totalmente previsiveis, uma ideia repetida onde apenas podera inovar com uma realizaçao ambiciosa, ou uma reformulaçao do conceito algo que apenas alguns conseguem fazer, como muito bem se fez este ano com IT.
Mas este não é o caso, basciamente este filme tem todos os processos demasiado proximos do original, sem grande suspense ou terror e que uma abordagem de fabrica do filme, o que o torna algo sem grande vida propria para o conceito e que rapidamente vai para a lista de sequelas sem sucesso de filmes de terror algo que acontece frequentemente.
Neste filme temos como aspeto mais postivo a interpretaçao do jovem Cameron Mochagan que acaba por de uma forma simples ser o responsavel pelas unicas sequencias de terror mais psicologico muito por culpa dos seus olhares, ja que no restante o filme nao consegue em momento algum potenciar de nenhuma forma terror, e mais que isso nao consegue dar ao filme nada que os outros filmes e qualquer sequela ja nao tivesse dado.
A historia fala-nos de uma familia que se desloca para a conhecida mansão em Amtyville onde rapidamente percebem que a casa tem o poder de rejuvenescer um filho da familia que se encontra em coma, mas que poderá conduzir a um resultado bem diferente do esperado.
Em termos de argumento temos um vazio ideologico para alem das ideias ja existentes no conceito com uma ausencia de personagens e intriga para além do conhecido, é no argumento que residem os maiores problemas do filme.
Na realizaçao Khalfoun é um autentico desconhecido do grande publico, apenas com trabalhos rudimentares no terror sem grande sucesso. Neste filme nao consegue quase nunca impressionar o espetador, algo que no terror e essencial, e nisso podemos dizer o filme é totalmente curto.
No cast eu acho que Jennifer Jason Leigh e sempre uma actriz muito funcional no terror, porque tem um lado imprevisivel que se reflete sempre bem nas expressoes faciais, aqui o filme não trabalha a sua personagem dando protagonismo a Thorne uma adolescente Disney com tudo a provar ainda no cinema adulto.

O melhor - A casa não deixa de ser mitica

O pior - A incapacidade de dotar a ideia de qualquer inovação

Avaliação - D

Crash Pad

Kevin Tent é o habitual editor dos filmes de Alexander Payne razão pela qual tem no seu historial colaboraçoes com algumas das comecias melhores recebidas pela critica. Depois de algumas tentativas sem grande significado, tentou este ano lançar-se a solo, nesta comedia fisica, sobre relaçoes amorosas. Os resultados criticos tiveram longe de ser brilhantes com avaliações medianas com tendência negativa. Em termos comerciais  a curta distribuição do filme não lhe permitiu qualquer tipo de resultado significativo.
SObre o filme eu desde logo tenho alguma aversão a comedias estritamente fisicas, ou que dependem muito das caretas do seu protagonista. POis bem este é um filme que tenta ser exatamente isto, com um Gleeson com uma carreira sustentada e que me parece superior a um papel jocoso e muitas vezes absurdo a todos os niveis como o que que preenche este filme.
Outro dos problemas claros do filme trata-se por um lado de ser demasiado simples num humor familiar, e por outro lado nunca ter na verdade graça na maior parte das sequencias. A historia de base acaba por ser previsivel, e ja vista em muitas outras comedias. Mas mais que isso parece que o filme em determinadas pontas soltas tenta ter uma rebeldia que lhe poderia dar uma roupagem mais significativa mas que o filme nunca consegue ter.
Por tudo isto parece-me obvio que este pequeno filme é daqueles que no futuro poucos vao conhecer quando perceberem as carreiras dos seus protagonistas. Muitas vezes o facilitismo de uma comedia tradicional por si só é limitado no alcance, já que nos parece que este é o tipo de filme que mereceia mais rebeldia a todos os niveis, mas principalmente num humor frouxo que utiliza.
A historia fala de um jovem que procura o amor, mas de uma forma nada conseguida, que acaba por começar a conviver com o marido de uma mulher com quem teve uma aventura amorosa, na qual ele vai tentar a ser mais convicto e o seu companheiro mais sensivel.
Em termos de argumento a historia e basica e previsivel, sendo o filme demasiado dependente do humor que utiliza. Parece-me que aqui o filme deveria ser mais rebelde, arriscar num humor menos tradicional e muitas vezes fisico e trazer algo de novo, ja que na maior parte das vezes as graças nao funcionam.
Na realizaçao e nao colocando de lado a qualidade deste realizador enquanto editor aqui tem um desempenho mediocre, basico nos seus elementos, o que para alguem que trabalha ha diversos anos com Alexander Payne deveria aqui constar algo mais significativo.
No cast Gleeson e um actor interessante, mas que neste filme e um disparate autentico, nao funciona em nenhum momento. Os momentos comicos tornam-se penosos num exercicio de caretas e maneirismos sem sentido de um actor fora de filme. Mais confortaveis por ser mais o seu genero de filmes Hadden Church e Appelgate.

O melhor - Não é daqueles filmes que tenta ir mais longo do que a sua profundidade

O pior - Gleeson

Avaliação - C-

The Glass Castle

Depois do sucesso instantaneo que se tornou o icon independente Short Term 12 existiu alguma expetativa sobre o que o jovem realizador Dustin Daniel Crenton iria fazer de seguida. A aposta acabou por ser um drama de vida de uma jornalista americana e o seu relacionamento com uma peculiar familia. Ao contrario do seu filme mais conseguido, em termos criticos as coisas nao correram bem com avaliações demasiado medianas para um filme que ainda poderia ter algumas restias de competir por alguns premios. Comercialmente os resultados foram muito modestos para um filme que ainda conseguiu alguma expansao e com um cast de primeira linha.
SObre o filme existem alguns modos de vida que me parece interessante serem exaustivamente documentados. ALias o grande valor do filme e a forma como vai ao fundo de uma relaçao entre pai e filha não se preocupando em pintar tudo de cor de rosa, explorando ligaçoes fortes, virtudes e defeitos dos seus intervenientes. E nesta seriedade e na forma como aborda intensamente os dois lados de uma relaçao tao intensa que o filme acaba por ser emocionalmente forte, e aqui parece-nos residir o grande objetivo do filme em si.
Parece contudo que na parte final o filme se torna demasiado circular, vontando por diversas vezes a casa de partida, mesmo dando a conhecer que nunca existiria um final. Aqui parece-me que o filme por vezes se estende um bocadinho demais ao longo das mais de duas horas de duraçao, e que perde alguma da intensidade que apenas recupera no interessante momento final a dois.
Ou seja um filme emotivo mais que racional, sobre a intensidade de uma relaçao entre pai e filha com muitas especificidades do agregado familiar. Nunca seria um filme que pela novidade podesse sonhar com voos de primeira linha embora nos pareça que para a historia e a base em si, trata-se de um filme que consegue bem chegar aos seus objetivos muito por culpa de uma escolha de interpretes de primeira linha.
A historia fala da relaçao entre um pai e uma filha num contexto familiar desprendido, com objtivos e uma moratoria propria, e uma forma de continua entrada e saida de espaço muito por culpa da falta de meios economicos, que acabam por ser ultrapassados com uma ligaçao proxima entre os elementos.
Em termos de argumento a exaustao com que o filme consegue nos dar a relaçao nas diferentes fases de evolução da personagem central demonstra que muitas vezes um argumento pode ser competente ser ter uma elevada carga criativa. Aqui parece-me que principalmente a diade principal e muito bem potenciada.
Em termos de realizaçao, temos um trabalho simples, de personagens, que procura dar-nos o lado mais emotivo de cada um. Certamente esperariamos mais arrojo de um realizador que vinha de um sucesso critico brilhante, mas aqui ficou-se por alguma simplicidade.
No cast o filme lança-se para mais altos niveis, excelentes interpretacoes de um Harrelson no seu melhor momento de forma, num papel mais dramatico e que encaixa nas suas caracteristicas, mas penso que e Larson que mais brlha, intensa em todos os momentos, da ao filme tudo que o mesmo lhe pede, demonstrando ser uma das melhores atrizes do momento.

O melhor - A exaustao de uma relaçao complexa com fases bem definidas.

O Pior - No final torna-se algo repetitivo

Avaliação -  B-

Wednesday, November 01, 2017

The Lego Ninjago Movie

Depois do sucesso total que foi o primeiro filme original do mundo Lego, seria facil perceber que sairiam outros filmes na mesma dimensão, concretamente aqueles que ja tinham sido lançados em serie como os super herois e agora este Nijnago. Em termos comerciais ao contrario do primeiro filme os resultados foram muito limitados algo que se pode estranhar ja que o filme ate conseguiu uma boa distribuição. Comercialmente depois do primeiro filme do mundo Lego os outros tem apenas obtido alguma mediania que nao serve de impulso para altos voos do filme.
Sobre este filme podemos dizer que em termos narrativos o Ninjago e claramente limitado e o filme não consegue potenciar uma ideia que ja de si é limitada, e pouco mais é do que um conjunto de referencia aos filmes de ninjas com algum valor satirico, acabando por todo o interesse do filme ser a forma como o filme utiliza os legos na animaçao, mas mesmo isso ja e longe de ser novidade ja que vamos no terceiro filme do genero.
POr outro lado em termos daquilo que significa ao ser baseada numa serie de animaçao sabe sempre a um episodio maior em termos temporais mas em termos narrativos parece sempre que o filme se preocupa mais no valor satirico do que criar uma narrativa propria, mesmo para os mais pequenos, ja que em termos de ligaçao de cenas parece que quase tudo e demasiado absurdo.
Ou seja um daqueles filmes que serve para potenciar o genero Lego, mas que lhe tira dimensao artistica tendo em contra principalmente aquilo que foi feito no seu filme inicial. Os piores resultados comerciais podem conduzir a que este tipo de filmes sejam dados em doses menores, ja que nao e por ser em animaçao lego que os filmes por si so tem de funcionar.
A historia segue o mundo NInjago, um conjunto de adolescentes que se juntam para defender a cidade de um perigoso vilao, que tem uma relaçao muito proxima com um dos membros.
EM termos de argumenor muito pouco em termos de trabalho da narrativa, mais trabalho na forma como o filme tenta utilizar um humor satirico irreverente. FUnciona bem melhor neste ultimo parametro do que no primeiro.
Na realizaçao uma estreia ainda para mais numa animaçao de primeiros passos. Nao e tao curioso como os filmes iniciais da Lego, mas ainda consegue utilizar o elemento surpresa de uma forma de animaçao ainda recente.
Em termos de cast de vozes, Dave Franco parece-me uma boa escolha para o protagonista, principalmente pela sua forma descontraida. No restante a presença de um Jackie Chan que acaba por dar uma aura diferente a todo o filme.

O melhor - A animaçao Lego e algo artistico

O pior - Narrativamente ser um filme claramente inferior

Avaliação - C

Tuesday, October 31, 2017

Cars 3

A Pixar é talvez a maior produtora da historia da animação, tendo dado ao mundo do cinema o maior numero de sucessos comerciais e de markting da historia da animação. No caso do franchising de Cars parece-me claro que o sucesso foi bem maior em termos de markting do que propriamente no valor critico dos seus filmes, embora o prrimeiro filme tenha sido um grande sucesso. Neste terceiro episodio os resultados foram bem mais escassos, desde logo em termos comerciais com resultados muito curtos para um franchising como este, e criticamente a mediania que acabou por ser pano de fundo ao franchising.
SObre o filme eu confesso que gostei bastante do primeiro filme, embora me pareça um filme demasiado masculino, e não fui adepto de um segundo demasiado engenhoso e rebuscado para um filme que se quer simples de emoçoes simpaticas. Este terceiro filme volta a essa simplicidade a erre lado mais emotivo da saga se bem que longe da eficacia e surpresa que o primeiro filme nos brindou. ALias na maior parte do tempo o filme perde por ser demasiado obvio, sem capacidade de em momento algum nos surpreender de nenhuma forma, a nao ser pelo nivel tecnico onde mais uma vez a pixar leva a evolução da animaçao ao lado maior.
POr tudo isto e facil perceber que nao sendo Cars 3 um filme maior da produtora, encaixa-se bem naquilo que é a saga, sendo que os adeptos do conceito vao ficar contentes por novamente observarem os seus herois, e os restantes tem uma simples historia de animaçao de procedimentos narrativos faceis mas com alto nivel tecnico que nos deixa desejosos dos proximos projetos maiores da Pixar.
Provavelmente temos aqui o ultimo capitulo de um dos produtos de markting mais conseguidos da Disney nos ultimos anos, embora saibamos se alguem sabe reinventar historias e a DIsney e a pixar, embora aqui os resultados menos interessantes de bilheteira possam ter ditado o fim das aventuras de Lighteen McQueen.
A historia segue o mesmo heroi de sempre agora em fim de carreira, e ultrapassado com carros mais inovadores, aqui vai ter de reinventar o seu processo de treino para tentar voltar ao sucesso, algo que lhe vai conduzir ao seu passado e da relaçao que o conduziu a fama.
Em termos de argumento temos o normal num terceiro filme, alguma ligaçao ao primeiro filme, uma conjugaçao temporal, e uma moratoria bem definida, algo que normalmente a Pixar nao deixa em mão alheias. Repete alguma das formulas do passado, o que tambem acaba por ser normal por se tornar num sucesso junto dos mais pequenos.
E a nivel produtivo que o filme se lança para voos mais elevados. Aqui parece-me que o filme tem um nivel tecnico de excelencia e que deixa-nos com agua na boca para as proximas grandes apostas da Pixar.
A nivel de vozes o conceito foi ganho nas escolhas iniciais, com algumas introduçoes, bem escolhidas embora por si so elas nao sejam mais valia para um filme que vale por outros aspetos.

O melhor - O nivel tecnico do filme

O pior - Nao ser propriamente uma novidade nos processos

Avaliação - B-

Manifesto

Em 2015 Julien Rosenfeld surpreendeu o mundo do cinema com este particular filme, recheado de monologos de personagens todas elas interpretadas por Cate Blanchet. Apresentado em alguns festivais mais independentes o resultado critico do filme acabou por ser na generalidade positivo, principalmente pela audácia de um filme a todos os niveis diferente. No que diz respeito ao desempenho comercial, algo que de imediato percebemos ser distante dos objetivos do filme os resultados foram curtissimos num filme que apenas conseguiu estrear-se dois anos depois.
SObre o filme eu confesso que não sou fá de exercicios de criativadade tão vagos e tão pouco objetivos na sua linhagem narrativa. Aqui temos mais uma dissertação escrita, que funcionaria bem em livro ou mesmo em peça de teatro mas não me parece ser o tipo de cinema poético de pouco ritmado que neste momento necessitamos. PEse embora este desacordo com o estilo e com a forma em si, existe dois pontos que é inegavel a qualidade do filme, o primeiro na qualidade das imagens e na força das mesmas, mesmo que na maior parte das vezes com um contexto estranho, e a mensagem de um filme que fala sobre o estado das coisas.
Mas e obvio que não é um filme fácil, e rapidamente desligamos dele, primeiro porque mesmo em termos escritos é demasiado metacognitivo, nem sempre é direto e assertivo nos seus procedimentos morais, e por outro lado o excesso de sequencias com personagens diferentes acabam por tornar o filme mais difuso, pese embora seja facilmente percetivel que se trata de uma tentativa que o filme ganhe algum ritmo, o que quase nao consegue.
Ou seja um filme completamente diferente de tudo o que foi feito, uma obra exprimental, sem grandes preocupaçoes de funcionar junto do grande publico. Um excelente exercicio para uma actriz de primeira linha, e imagens bonitas mas cuja cola de toda ela é na maior parte das vezes demasiado artistico para o entendimento do comum mortal, e na minha opinião isso cai num egocentrismo arrogante que o cinema deveria evitar.
A historia fala de diversas personages que nos vao apresentando monologos sobre diversos pontos do nosso planeta dos dias de hoje, e as preocupações, ou seja uma manifesto politico por imagens.
E dificil perceber se este filme tem realmente um argumento, se olharmos para o argumento na base de uma intriga é obvio que o filme é desprovido desta parte, ja que apenas temos uma dissertação continua sobre o estado das coisas ao longo de diversas personagens.
Na realizaçao, o trabalho tem sentido estetico e de imagens fortes, pena é que o filme seja demasiado estranho para fazer imperar o resultado global do realizador, que nos parece mais focado em fazer um filme para ele do que para os outros.
Este tipo de papeis e o sonho de qualquer actor e que poderia servir de portfolio para os mesmos, é obvio que Blanchet nao necessita desta apresentação, mas parece-me que se trata de um bom desempenho, rico em alteraçoes fisicas de uma actriz com dimensao para arriscar em filmes como este.

O melhor - ALgumas imgens soltas e Blanchet

O pior - Ainda existir muitos realizadores que se preocupam mais em ser diferentes do que artistas

Avaliação - C-

Sunday, October 29, 2017

Landline

Sundance é uma montra para diversos projetos mais indies, que muitas vezes mais não são do que historias comuns do dia a dia. Um dos filmes que foi lançado na ediçao deste ano foi este pequeno filme sobre dramas e conflitos familiares em pleno Nova Iorque. Em termos criticos o filme pese embora tenha mantido boas avaliações foram insuficientes para potenciar o filme para mais altos voos. Contudo conseguiu que o filme conseguisse alguma distribuição e resultados consistentes tendo em conta o filme que aqui.
SObre o filme desde logo parece-nos importante sublinhar que o lado suave e cómico com que algunsetemas são tratados no cinema indie acaba por tornar a dimensão dos assuntos pouco claro, principalmente quando os filmes não são acompanhados por uma abordagem artistica. Por isso parece-me que se trata de um filme extremamente diminuto no alcance e naquilo que significa na sua moratória.
Para além deste facto o filme tem uma intriga interessante do ponto de vista familiar na forma como os diferentes conflitos internos de cada personagem entram em jogo. Mas nisso parece-me que o filme nem sempre aproveita as intrigas centrais, perdendo-se em alguns paralelismos curiosos que pese embora coloquem alguma cor ao filme me parece ser extremamente pouco para o resultado final.
Ou seja um tipico filme de meio da tabela de Sundance, com alguns valores principalmente no argumento ou mais concretamente na simplicidade de processos que nos parecem valiosos. Perde por ser uma abordagem demasiado simplista das coisas, ser um filme demasiado novelesco e algo excentrico principalmente na personagem principal.
A historia fala de duas jovens desencontradas na personalidade que acabam por se unir quando descobrem que o seu pai encontra-se a trair a sua mãe, enquanto uma delas vive uma situação bastante parecida na relaçao que mantem.
Em termos de argumento parece-me claro que temos um filme tipico de um espirito independente que nos ultimos anos tem sido demasiado comum em Hollywood, uma historia comum, personagens algo excentricas e processos comuns do dia a dia. Nao temos um poço de criatividade mas o filme acaba por ser consistente nos seus processos mais basicos
Robespierre é uma realizadora quase desconhecida proxima de Jenny Slate a sua companheira criativa. Aqui temos um processo fácil num cinema de processos simples, que não será neste filme que ganhe qualquer tipo de dimensão significativo.
SObre o cast Jenny Slate e uma actriz que encaixa bem nos filmes independentes pela sua forma descontraida. Nao me parece um filme que seja um bom circuito para os seus interpretes. No lado secundário não nos parece ser um filme para grandes prestaçoes.

O melhor - A forma como as coisas simples da vida acabam por ser tratadas no filme.

O pior - TUdo é demasiado simples nos processos

Avaliação - C

Saturday, October 28, 2017

American Made

Com o sucesso da serie Narcos era previsível que o tema dos narcotraficantes fosse uma inspiração para diversos filmes de hollywood. O primeiro desses foi este pequeno filme de Doug Liman com Tom Cruise de uma das figuras americanas deste fenomeno. Em termos criticos o resultado acabou por ser positivo com avaliações essencialemente positivos. Em termos comerciais um filme com Tom Cruise tem automaticamente que ter mais ambiçao do que propriamente o filme conseguiu ter neste filme.
Sobre o filme pode-se facilmente perceber que o filme perde por vir na mesma altura do que a serie Narcos, ja que esta vai mais longe, é mais detalhada e trabalhada do que o filme, ainda para mais porque a historia deixa de ser novidade para quem viu a serie. Mesmo assim temos um filme com uma abordagem rebelde interessante, com uma realização de autor, mas que me parece que a montagem acaba por ser algo confusa misturando a grande ritmo cenas diversificadas que torna o filme algo confuso.
Mas parece-me obvia que tamos perante um filme com valores interessantes no seu interior, desde logo  na forma como o filme dá um ritmo elevado e acima de tudo na maneira como tudo nos parece que conta a realidade de uma historia, única e singular com uma forma muito própria. O filme potencializa também uma interpretação muito consistente de um protagonista com uma personagem algo diferente, para o seu interprete.
Por tudo isto nos parece que este é daqueles filmes que aproveita bem o momento em que é lançado, mas também nos parece que perde por ser uma historia mais conhecida da maior parte das pessoas. è um filme que tem um ritmo e um estilo interessante e que preenche os requesitos dos filme, mas não me parece que aproveita todas as suas potencialidades muito por uma montagem demasiado percipitada.
A historia fala-nos de Barry Seal, um aviador comercial que  é contratado pelo Cia para intermediar alguns negocios dos americanos com o lado mais negro da america do sul, concretamente intermediando o trafico de droga e armas com os carteis.
O argumento é uma historia insolita baseada na realidade, parece-me que se trata de um argumento demasiado aberto para uma historia que deveria ser mais balizada. A personagem central parece-me bem criada, tudo o resto parece-me mais limitado.
No que diz respeito à realização Liman é normalmente alguém mais relacionado com o cinema de ação, que aqui tem o seu projeto mais adulto e mais profissional. COntudo denota-se mais risco, mais autoria no que diz respeito aos seus filmes anteriores, num realizador a seguir nos proximos projetos.
TOm Cruise estava nos ultimos tempos demasiado prese ao cinema basico de ação. Aqui tem um papel mais forte, mais versátil, mais diferente. Temos Tom Cruise com um dos melhores papeis dos ultimos anos, que merecia alguma atenção num filme que o potencia. Nos secundarios pouco destaque.

O melhor - A forma como a historia ganha um estilo rebelde proprio

O pior - A montagem

Avaliação - C+

Friday, October 27, 2017

Girls Trip

Dois dos géneros mais conhecidos da comedia norte americana juntaram-se neste filme de verão com resultados impressionantes quer comerciais quer criticos, juntar a tipica comedia afro americana por um lado com os seus maiores interpretes com a tipica loucura de um conjunto de mulheres com temas sexualizados garantiu que o filme se tornasse rapidamente num acontecimento comercial do ano, muito por culpa de avaliações essencialmente positivas.
No que diz respeito ao filme podemos dizer que o mesmo consegue com um tema actual e funcional em termos de comedia, com um humor adulto e ritmado dar-nos mais que tudo uma comedia competente que funciona em alguns momentos em termos humoristicos pese embora por vezes nos pareça cair no exagero do humor fisico. Em termos da historia de base podemos achar que o filme é demasiado facil, demasiado parecido com muitos outros com o mesmo guião, mas isso acaba por demonstrar a simplicidade de procedimentos que o filme nos pede.
Um dos pontos interessantes do filme e a cadencia humoristica elevada, trata-se de um filme com uma duraçao longa mas que nunca acaba por ser chato, acaba sempre por dar o ritmo certo aquilo que o filme quer dar e assim acaba por ser uma comedia com diversidade de humor muito dirigida para um publico alvo bem definido neste caso a comunidade afro americana dos EUA, que gosta de ver a sua expressao elevada ao maximo.
Mesmo nao sendo um filme de uma abrangencia elevada, e uma comedia no feminino igual a algumas que nos ultimos anos tem saido com sucesso, este acaba por repetir esse mesmo sucesso, num estilo mais dirigido para a comunidade. A forma como o filme percebe que é no sexo que a maioria das comedias tem funcionado acaba por ser o seu maior segredo.
A historia fala de um grupo de amigas que se junta numa viagem, sendo que a sua amizade vai ser posta a prova quando descobre a infedilidade do marido de uma delas, uma bem sucedida apresentadora cujo o termino da relaçao pode colocar em causa a sua carreira. Numa luta entre a carreira e a amizade.
Em termos de argumento podemos dizer que a base narrativa do filme acaba por ser simples, sem grandes riscos, seguindo pisadas que muitos outros ja fizeram. Nao me parece que seja contudo uma obra de referência mas que funciona no mais basico e essencial para o seu resultado o humor.
Malcom D Lee e um dos mais famosos realizadores de comedias afro americanas, já com alguns sucessos e outros filmes menos brilhantes parece obvio a sua capacidade para fazer filmes que saibam precisamente o que a sua comunidade quer e que os faz rir. Nao sendo um realizador de primeira linha sabe entender o seu publico.
Numa comedia simples como esta pouco dependente do seu cast, o preenchimento do elenco e quase demasiado simplista para ter qualquer tipo de problema. POdemos dizer que o filme acaba por ser eficaz nas suas escolhas, sendo em termos comicos o melhor papel o da menos conhecida Tiffany Haddish.

O melhor - A forma como consegue ter um ritmo de humor elevado

O pior - Nao deixa em momento algum de ser um filme demasiado parecido com a onde atual

Avaliação - C+

Wednesday, October 18, 2017

3 Generations

A questão da troca de sexo, ou principalmente o desconforto por nascer no sexo errado, é um tema que principalmente na adolescencia nunca foi tratado com complexidade por filme nenhum. Este é um pequeno filme que pese embora se proponha tratar deste assunto o faz de uma forma ligeira, longe de ser o filme com a dimensão necessária que este tema exige. Talvez por isso e depois das primeiras visualizações o filme acabou por criticas demasiado medianas que não o potenciaram para grandes voos. Em termos comerciais os resultados acabaram por ser limitados fruto da pouca distribuição que o filme acabou por ter.
Sobre o filme, tudo até parece encaixar bem numa fase inicial, a introdução de uma personagem problematica com dificuldade de inclusão devido aos seus objetivos e mais que isso à sua situação, contudo rapidamente temos um filme que se torna demasiado ligeiro, numa familia complexa, que conduz o filme muitas vezes para uma dimensão mais cóica do que prorpiamente dramatica. Na questão da procura do progenitor, principalmente para um filme tão pequeno, parece que na maior parte do tempo o filme procura caminhos que não se relacionam consigo proprio.
Talvez por isso o filme seja demasiado pequeno para ser a bandeira do tema. O que com o cast que acaba por ter me parece que poderia ir muito mais longe, trabalhar mais nos conflitos das personagens e familia, ir mais ao fundo no desconforto fisico e emocional do que está ali em causa, acabando por se tratar de um filme demasiado simplista e ligeiro para o que toca.
Mas mesmo assim tem bons momentos os maneirismos da personagem central, a ligação familiar, a mensagem positiva dao a este filme a conotação positiva e de final feliz que se exige numa primeira instância quando hollywood tenta trabalhar o tema. Mas parece-me que este tema em si merece neste momento um filme com mais corpo.
A historia fala de uma familia que tem que abordar com o desejo de uma adolescente em trocar de sexo. Tudo fica mais complicado quando nesta decisão acabam por surgir o pai biológico e de criaçao da menor como decisores de tudo o que ira acontecer.
Em termos de argumento é pena que o tema sirva mais para contexto do que propriamente como base para o argumento. parece-me que tudo começa pelo caminho certo, contudo algumas opções tornam o filme mais um drama familiar comum do que propriamente um filme sobre o tema em si. aqui parece-me alguma falta de arte em perceber a importancia do que ali estava.
No que diz respeito à realização, simplista de Gabby Dellal ela não consegue também levar o filme para outros voos sendo demasiado simplista, alias como a maioria do filme. A realizadora ja com alguma experiencia ainda procura o seu filme mais conceituado, que provavelmente não será ainda este.
No cast todas as despesas do filme estavam da caracterização e interpretação de Fanning, a jovem actriz que se encontra num bom momento de forma, tem momentos interessantes outros onde nos parece mais rebelde do que alguem compenetrada no problema. Num estilo de filme que normalmente funciona bem para potenciar interpretaçoes, fica a sensação que tudo poderia ser bem melhor. O mesmo acontece com Watts, com um papel que poderia ser mais exigente do que aquilo que realmente foi,

O melhor - O tema de base

O pior - Acabar por esquecer este tema como central em toda a trama

Avaliação - C

Sunday, October 15, 2017

Vincent n Roxxy

O cinema é prodigo em alguns filmes que tentam aproveitar o balanço de figuras numa antecamara de sucesso tentando dar a alguns filmes de projetos menores uma dimensão diferente. Este pequeno thriller junta no seu cast um naipe de actores conhecidos. Mesmo assim a indiferença critica por este projeto acabou por nao lhe dar dimensao, dai que a sua estreia no contexto americano apenas tenha surgido um ano apos o seu lançamento. Comercialmente a sua pouca expansao nao lhe permitiu resultados significativos.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo é dividido em dois momentos com resultados distintos naquilo que significam para o espetador. Uma primeira fase onde o filme e um thriller romantico, cheio de cliches e mais que isso com linhagens narrativas sem grande sentido. E onde nos parece obviamente que o filme raramente funciona na interligaçao entre as personagens e mais que isso pelo claro desinteresse daquilo que acaba por nos contar.
Nos ultimos vinte minutos o filme torna-se particularmente diferente, mais cru, mais fisico, menos falado, e aqui ganha alguma intensidade e um lado mais escuro, expresso pela sua violência quase gratuita aqui o filme torna-se melhor, mais simplista, mas ao mesmo tempo com mais conceitos, mesmo que o seu resultado final seja longe de se tornar um filme agradavel sequer.
Acontece a muitos actores mais jovens arriscar em papeis e filmes mais arriscados, aqui parece-me que alguns valem mais do que o filme, outros tem aqui o reflexo de um momento de forma menos feliz. Existe um aspeto do filme que nos parece pior que todos os outros, neste caso uma banda sonora que acompanha todo o filme e que se torna totalmente irritante.
No que diz respeito ao filme, fala-nos de dois jovens que se encontram numa situaçao limite que acabam por iniciar uma relaçao, contudo o passado de ambos vai acabar por coloca-los numa luta pela sobrevivencia e pela vingança.
Em termos de argumento a maior parte do mesmo e um conjunto de cliches, pouco interessantes, e mais que isso pouco potenciados. Em termos de argumento o filme nunca consegue subir a uma primeira linha porque os condimentos do argumento sao sempre demasiado basicos.
Na realizaçao Shultz um quase desconhecido que neste caso me parece nem sempre conseguir dar o lado negro que na maior parte do tempo o filme parece querer. Acima de tudo parece-me um filme que poderia ter um lado mais criativo de abordagem que nunca tenta ter.
No cast, constituido essencialmente por quatro jovens diferentes, o melhor destaque aqui vai para Kravitz que ao pouco tem ganho o seu espaço em Hollywood e aqui demonstra ter intensidade e capacidade de açao. A um bom nivel temos  Emory COhen um actor com intensidade e versatilidade com um papel competente. No lado negativo um Hirsch quase sempre sem chama para um actor que ja teve muito mais acima em termos de niveis de desempenho.

O melhor  -  Os ultimos vinte minutos de um cinema mais simplista e mais cru

O pior - A maior parte do filme e um conjunto de cliches muitas vezes que nao funcionam em simbiose

Avaliação - C

Saturday, October 14, 2017

The Secret Scripture

O estar perfilado como um candidato natural aos oscares pode-se tornar no seu reverso quando apos as primeiras visualizações as avaliações não sustentam esta candidatura, sendo sempre dificil sobreviver a este designio. Isto foi o que aconteceu com este filme estreado e avaliado em 2016, que fruto das avaliações essencialmente negativas de imediato percebeu que as suas hipoteses seriam nulas. COmercialmente so quase um ano depois conseguiu estrear silenciosamente nos EUA com resultados praticamente inexistentes.~
Sobre o filme eu confesso que a exigencia de oscar contender muitas vezes faz filmes com alguma qualidade serem desastres autenticos de critica. E aqui podemos dizer que se trata de um deles, um filme intenso sobre uma pequena aldeia em guerra e a forma como as diferentes personagens vao interagindo com uma bonita mulher. A forma como o conceito social domina todos os acontecimentos do filme é muito bem alinhavada ao longo de toda a duração do filme, que funciona sempre muito melhor nos predominantes flashbacks do que na acçao presente.
ALias o grande problema do filme é na falta de conteudo da acçao presente, e na forma como esta se torna previsivelmente importante para a definiçao final do filme, que peca por ser demasiado romantizada tendo em conta alguma dureza que o filme acaba por ter na maior parte da sua duração. Aqui parece-me que o filme deveria ser mais trabalhado mais dividido entre o passado e o presente.
Mesmo assim e longe de ser uma obra prima capaz de lutar pelos oscares, temos um filme competente, por vezes demasiado previsivel, que perde em algumas escolhas de cast. Mas mesmo assim num cinema cada vez mais descartavel filmes como estes estão longe de ser o problema do cinema que nesta altura temos em frente.
A historia fala de uma jovem que fruto da guerra tem de ir viver com uma tia para uma pequena comunidade fracionada. Ai acaba por ser o centro das atençoes de diversos homens que vao acabar por guerrear ao limite pelo seu amor, mal visto pela sociedade.
EM termos de argumento mesmo sendo um filme demasiado seguidos dos procedimentos normais, tem intensidade principalmente na historia contada. Por vezes algo previsivel na sua definiçao final, e nem sempre muito bem trabalhada no que diz respeito a cada relaçao, acaba por ser mais valiosa em termos do que significa moralmente.
Na realizaçao Jim Sheridan e um realizador de altos e baixos, ora fazendo filmes para a eternidade, principalmente na causa das irlandas, ora fazendo filmes de menor dimensão em generos pouco tipicos para um realizador com o seu percurso. E um filme tradicional, de um realizador experiente, mas de quem se espera sempre melhores momentos.
NO cast a escolha da Mara e interessante, no papel mais dificil e forte do filme, tem intensidade dramatica, simplicidade, num papel que talvez justificasse mais atençao. Pior claramente os seus companheiros de cast James, não é actor para este nivel dramático e Reynor perde por ser uma personagem nao aproveitada

O melhor - O significado social do filme

O pior - Os homens do cast

Avaliação - C+

Friday, October 13, 2017

My Little Pony: The Movie

Poucos foram os filmes nos ultimos anos no terreno de animaçao que apostaram no cinema tradicional 2D. Mesmo os que arriscaram neste estilo na maior parte do tempo acabaram por não tiver grande sucesso. Este filme que acaba por ser um filme sobre o conhecido pequeno poney estreou com alguma surpresa em muitos cinemas. Os resultados criticos foram negativos num estilo que normalmente não fica muito proximo da critica. Por sua vez no que diz respeito ao valor comercial do filme parece-me obvio que se trata de um filme com potencial reduzido, cujos resultados se aproximaram daquilo que o filme em si poderia valer.
SObre o mesmo o pequeno ponei e um filme naturalmente infantil e feminino, dai que é necessario avaliar o filme em dois pontos distintos, um inicial que e o valor para o seu publico alvo, onde penso que o filme acaba por conseguir alguns momentos comicos interessantes, e acima de tudo alguma luz. Mesmo que numa altura em que os mais pequenos estao mais implicados num cinema de animaçao mais digital esta imagem mais tradicional pode funcionar menos.
Em termos de aplicaçao para outros publicos alvo parece-me obvio que temos um filme com muito menos abrangencia, um filme que nao funciona para os rapazes e acima de tudo para o publico adulto. E numa altura em que o cinema se encontra cada vez mais universal este tipo de opçao parece-me redutor num genero cada vez mais competitivo.
Por tudo isto mais que um mau filme, este e o tipo de registo pouco interessante pois e pouco mais que um episodio de maior duraçao de um filme para crianças. Parece-me que o cinema precisa de filmes mais abrangentes ou mesmo mais delineados e quando assim o é, quando os filmes sao demasiado pensados num publico muito definido acaba por lhe faltar fundamento para muito mais.
A historia segue cinco pequenos poneis que tem de sobreviver ao ataque de um grupo de mal feitores que tenta roubar o poder que permite utilizar a amizade.
Em termos de argumento uma historia a todos os niveis basica, muito no segmento da serie em si. De resto pouca graça natural, pouco risco no argumento num filme que acaba por ser básico em todos os sentidos.
Optar pelo 2d nos nossos dias ou tem um caracter artistico que o diferencie ou é um autentico disparate. Em face da falta do primeiro elemento parece-me que temos um filme que nao conseguiu medir o risco de uma aposta deste genero. ja nao se fazem filmes como este.
No cast de vozes mesmo o enchimento em personagens mais secundarias de algumas figuras conhecidas acabam por em si nao potenciarem o filme para grandes voos, ja que as personagens tambem nao sao trabalhadas para esse efeito.

O melhor - A forma como o filme respeita a base

O pior - Isto nunca poderia dar um filme

Avaliação - C-

The Dark Tower

Quando este projeto foi anunciado, e principalmente devido à riqueza do seu cast de imediato se pensou que se trataria de um blockbuster de ação, grande produção capaz de conquistar principalmente o grande publico. O primeiro indicador que estranhou os analistas foi a sua curta duração, algo que ficou de imediato refletido nas avaliações extremamente negativas que o filme recebeu pela critica especializada. Em termos comerciais, num filme com ambições claras os resultados foram extremamente escassos e tornaram este filme num dos maiores falhanços do presente ano.
Quando se tenta fazer um blockbuster a dinamica de entertenimento tem de estar plenamente presente em quem faz os filme. E aqui começa o grande problema deste filme. Trata-se de uma história confusa, desinteressante, pouco trabalhada, e mais que isso no que diz respeito ao elementos complementares do argumento temos sempre serviço minimo, não existe produção de sequencias de dialogo com conteúdo, alias grande parte dos dialogos duram apenas um minuto, e mais que isso não tem qualquer elemento que funciona em termos da interação com o publico, muito por fruto de uma historia limitada, que com o carater simplista com que foi nos dada ainda torna tudo ainda mais sofrivel.
Mas não é apenas na historia e no argumento em si que o filme falha em toda a linha. Em termos produtivos, tirando um ou outro cenario, parece-me que os efeitos especiais são um desastre para um filme com esta dimensão. O abuso do digital acaba por tornar o filme em alguns momentos quase amador, o que tendo em conta que se trata de um filme de grande estudio torna tudo assustador.
E facil por isso perceber que Dark TOwer e provavelmente o pior projeto do ano, não só em termos de custo beneficio, mas principalmente pela falta de qualidade daquilo que nos da em quase todos os elementos de analise. Provavelmente veremos este filme bem representado nos Golden Raspberry, o que não deixará de ser justo em toda a linha, já que qualidade é algo que deveria estar escondido pois ninguém consegue ver.
A historia fala de um jovem que em sonhos vai conhecendo um mundo onde um homem vestido de negro tem como objetivo controlar todos os poderes para dominar o universo. De forma a tentar impedir este facto acaba por entrar num portal que lhe dá acesso ao mundo onde tal vilão se encontra, onde vai recorrer à ajuda de um pistoleiro com o mesmo interesse.
E no argumento que começam todos os problemas do filme, a historia de base é de si desinteressante a reduçao que o filme faz ao minimo em termos de adereços, torna tudo quase serie B, com ambiçoes de serie A. Mas o pior de tudo acaba por ser a tentativa de dar algum carisma a personagem do vilão que torna tudo ainda mais ridiculo.
Arcel foi a aposta da Sony para encabeçar este projeto que tinha a ideia de resultar em mais que um filme. Um realizador inexperiente a este nivel e que demonstra nem para tarefeiro se encontrar ainda preparado. A incapacidade de utilizar efeitos de ponta é claro, e esteticamente o filme nunca aproveita as possibilidades que acaba por ter. Tenho duvidas que pelo menos num futuro proximo tenha uma oportunidade de visibilidade como esta.
Mas e no cast que o investimento foi maior e aqui tudo acaba por ser como em quase todo o filme um autentico desastre. Elba, tem um papel inexistente em toda a linha, mesmo na relação com o heroi juvenil acaba sempre por não existir. Mas pior que isso e McConaghey, um papel alegadamente para ser carismatico que não funciona num unico momento por culpa do argumento mas por culpa de um actor que nos ultimos dois anos tem dificuldade em encontrar os papeis certos para um vencedor de um oscar.

O melhor - O escasso tempo.

O pior - A sensação que tudo no filme não funciona mesmo.

Avaliação - D-

Thursday, October 12, 2017

Walking Out

Sundance nos ultimos anos tornou-se uma montra não só para jovens realizadores, mas para alguns que com carteira em filmes menos conhecidos tentam o salto em obras mais exprimentalistas. Um dos filmes que foi apresentando em 2016 e com resultados criticos positivos foi este Walking Out, que só agora viu o seu lançamento comercial existir com resultados plenamente rudimentares muito por culpa da falta de uma verdadeira estrela.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme simplista sobre a relação pai filho num contexto de diversidade de interesses. E aqui surge alguns dos momentos de maior intensidade emocional, principalmente quando o filme entra na luta pela sobrevivencia, aqui o filme adquire mais ritmo, mais profunidade em termos dos niveis que atinge, e acima de tudo mais significado. Talvez por isso o filme consiga ter um valor que muitos outros filmes igualmente independentes e com argumentos mais difusos não consigam.
Contudo tendo em conta que se trata de um filme emocionalmente pesado parece-nos obvio que a escolha dos seus protagonistas deveria ter sido mais ponderada. E aqui principalmente a escolha de Matt Boomer deixa muito a desejar pela forma como na maior parte do tempo o actor exibe fragilidades na intensidade que fornece aos seus momentos de sofrimento sendo quase sempre as sequencias perdidas para o seu jovem companheiro de reparto.
Por outro lado tambem na fase inicial e na dosagem de flashback nem sempre o filme consegue potencializar ao maximo aquilo que o mesmo poderia valer neste ponto, principalmente na fase inicial onde penso que a relação entre os protagonistas deveria ser mais trabalhada para assim resultar numa caracterizaçao mais efetiva de cada momento.
A historia fala de um jovem que visita o pai, uma pessoa com interesses muito proprios, principalmente no mundo da caça. Um pouco a contragosto o jovem embarca numa aventura com o progenitor em busca de caçar um animal particular que se vai tornar numa luta pela sobrevivencia.
Os filmes de luta pela sobrevivencia e de desafios fisicos são habitualmente filmes demasiado parecidos ou com processos muito similares, aqui pese embora alguns dos dialogos ou tensão emocional pai filha seja interessante e bem potenciada parece-me também que o filme nunca consegue ter um sublinhando completamente diferenciador.
Na realizaçao a dupla de Smiths ainda desconhecidos tem uma realização simplista mas onde o horizonte e a neve contextualizam a todo o nivel. Sera certamente um bom balanço para uma carreira mais visivel, pese embora ainda surja algumas dificuldados na forma como não intensifica as sequencias de ação.
No cast o filme falha obviamente a entregar a um actor com algumas limitações o protagonismo maior. Boomer nao me parece preparado para estes voos, num filme exigente aos actores do ponto de vista dramatico. Todas as debilidades tornam-se ainda mais claras quando um jovem vulgar como Wiggings lhe consegue roubar todas as sequencias

O melhor - Os momentos de intensidade dramatica pai filho

O pior - Matt Boomer em versão limite

Avaliação - C+