Friday, June 22, 2018

I Can Only Imagine

Nos ultimos anos tem surgido diversos filmes sobre fé, sustentados sobretudo na religião catolica, sendo que alguns deles tem se tornado sucessos de bilheteira sem precedentes. Este ano surgiu um biopic sobre um dos compositores mais conhecidos de musica liturgica dos Estados Unidos. Este filme fruto do sucesso da pessoa em questão naquele pais acabou também ele por se tornar num excelente produto comercial, mesmo que tenha sido arrasado em todos os planos pela critica.
Sobre o filme podemos começar por dizer que inicialmente começa como um filme dramatico habitual ou seja uma drama familiar sob o ponto de vista de uma personagem menor. E os primeiros vinte minutos do filme acabam por ser os tipicos de um filme familiar de domingo a tarde, para rapidamente se tornar numa especie de musical e filme de fé. Aqui o filme perde totalmente o norte e torna-se num folheto basico de propaganda religiosa, pouco interessante e acima de tudo com muitas dificuldades em ter um guião realista.
Mas os problemas do filme acabam por surgir noutros segmentos sendo a interpretaçao talvez o mais grave dos mesmos. E obvio que Finley ate canta bem mas acaba por ser nos outros pontos interpretativos um problema para o filme que junto de outros pontos dao sempre ao mesmo um conjunto de cliches que acima de tudo e filmado de uma forma amadora.
Não sei até quando e que vamos ter este tipo de filmes religiosos com a base semelhante da conversão de pessoas e da fe, mas em face dos resultados que principalmente os mais capazes vao conseguindo parece estar para durar. Quem perde um cinema que se encontra orfão de ideias e que acaba quase sempre por se tornar a todos os dias monotono.
A historia fala de um jovem com gosto pela musica que habita com um pai agressor, e que aos poucos vai se tornando alguem no mundo da musica enquanto tenta converter o seu pai à crença na religião apos o mesmo descobrir uma doença terminal.
E no argumento que se encontram os grandes problemas do filme num excesso de cliche e acima de tudo numa falta de ideias novas. personagens completamente básicas, pouco trabalhadas, ao qual se reune dialogos escritos de uma forma completamente rudimentar numa propaganda religiosa.
Na realização os irmãos Erwin são realizadores pouco conhecidos no cinema que aqui tem uma realização simples, com imensas imagens de fé com o céu mas pouco arrojo ou mesmo qualquer tipo de abordagem artistica a obra. Isto de um grupo de realizadores ainda pouco conhecido não é neste genero que ganharão nome.
E estranho ver alguem como Quaid num filme tão serie B como este e o problema e que isso torna as dificuldades que o actor usualmente tem, ainda mais claras em termos de expressão facil e o exagero em alguns segmentos. O problema para o filme mais alguma sorte para Quaid e que a escolha do actor de musicais Michael Finley é um desastre completo, para alem de voz falta tudo ao actor, intensidade, carisma e capacidade interpretativa, um desastre.

O melhor - A mensagem religiosa e sempre positiva

O pior - A forma como o filme e um folhteim acefalo de uma mensagem religiosa

Avaliação - D-

Thursday, June 21, 2018

Beirut

Sempre que existe um ecluidir de situações de terrorismo é comum hollywood apostar em historias passadas relativamente com esta tematica não só apenas em relatos historicos mas também em termos de ficção tendo como pano de fundo esses pontos. Este Beirut escrito por Tony Gilroy trata-se de um caso que encaixa no segundo plano. Em termos criticos o filme foi bem recebido com avaliações essencialmente positivas, algo que nem sempre é comum para uma produçao para cinema da Netflix. Por sua vez em termos comerciais os resultados foram mais modestos fazendo pensar que a falta de uma figura de primeira linha a liderar o filme acabou por conduzir a este resultado.
Beirut e um bom filme de terrorismo e de espionagem politica entre grupos, centrado no conflito Israel - Palestina o filme acaba por nos dar um pouco de todos os intervenientes e as posiçoes de cada um num dado momento temporal, e a forma como isso influenciou o desenvolvimento ou a falta dele na Capital do Libano. Nisto o filme acaba por ser interessante na forma como aborda as diferentes prespetivas. E menos habil na sua intriga propria, por momentos o filme abandona este apontamento para ter uma intriga de personagens e aqui parece que tudo é demasiado familiar para algo tão grande e nem sempre parece encaixar uma coisa com outra.
Agora parece-me claro que o filme na construção contextual do medio oriente funciona bem, nas dictomias passado presente em termos da linhagem historica do filme, numa abordagem com ritmo com intensidade que perde demasiado por deixar uma questão tão grande ao cuidado de algumas personagens todas elas com ligação entre si como se tudo tivesse acontecido numa vila com menos de mil pessoas. Ai o filme é algo descuidado no realismo que quer dar a historia.
Mesmo assim um razoavel filme de ação e suspense, que é objetivo quando tem de ser, não tenta ir na reflexao politica do que conta mas apenas que a mesma forneça um contexto e a base para uma historia propria, isso tira-lhe alguma dimensao e alcance mas da-lhe objetividade e ritmo num filme mais de publico do que de critica.
A historia fala de um individuo que passou muito tempo em Beirut onde viu a sua familia ser assassinada que é recrutado pelos serviços internacionais para mediar uma negociação tendo em vista a libertação de um diplomata americano do controlo de um grupo terrorista palestiniano.
Em termos de argumento o filme é hábil e principalmente tem noção que não quer ser o grande filmes sobre a materia mas sim um filme de ação sobre a mesma. Em termos de personagens e dialogos pode ser algo muito objetivo, mas funciona nas intrigas e a forma como as mesmas posicionam cada poder num local muito proprio.
Brad Anderson e um realizador de uma segunda linha de hollywood que tenta chegar a primeira mas sempre sem grande sucesso, acabando por diversas vezes ter que ir ate à televisão. Este filme e complicado e principalmente exigente na reconstrução de Beirut passado e destruido. O filme é consistente mesmo que adote uma forma tradicionalista de abordar o filme. Anderson teve a ajuda de um Gilroy mais conhecido, mas parece-me que pese embora existam melhorias ainda ficara no segundo plano por mais algum tempo.
No cast a escolha de Hamm e intelentissima, pese embora ainda não seja uma figura de primeira linha de hollywood, ou seja um actor que venda por si só, e alguem com intensidade e carisma para filmes principalmente de açao e aqui lidera-o com essas caracteristicas. Ao seu lado parece faltar alguém que consiga ter este mesmo poder para dar mais corpo mediatico ao filme.

O melhor - O contexto politico que o filme nos dá.

O pior - A intriga ser demasiado familiar

Avaliação - B-

Wednesday, June 20, 2018

Acrimony

Tyler Perry tornou-se na ultima decada um dos mais recorrentes realizadores de um cinema declaradamente afro americano, intercalando as suas comedias com a sua personagem de eleiçao Madea com dramas intensos, em ritmo de telenovela e onde por vezes tem conseguido algum sucesso principalmente comercial. Este ano e com a ajuda da conceituada Taraji P Henson surgiu mais um drama que em termos criticos acabou por ter o mesmo destino da maioria dos filmes do autor ou seja a recusa completa em termos criticos. Em termos comerciais os resultados foram medianos dentro daquilo que uma segunda linha do autor costuma fazer.
Sobre o estilo eu confesso que o tipo de filmes que o realizador nos da em termos dramaticos não são tão desinteressantes como as suas comedias sem qualquer tipo de graça mas os seus procedimentos são tão novelas sul americanas que é dificil de gostas principalmente nos promenores que diferenciam os filmes. Eu confesso que dos filmes de Perry este com a utilização dos acronimos poderia ser aquele que tinha uma narrativa mais complexa, mas rapidamente se percebe que tal apenas dura dois ou três frames isolados no filme e que o resto é igual aos seus outros dramas.
Claro que usualmente a população afro americana gosta destes filmes porque tem o nervo marcante daquela cultura na personagem e aqui novamente tem, não só em termos de personagem mas em banda sonora e no proprio estilo, mesmo que isso seja preenchido com twist narrativo poucos trabalhados, com dialogos de pouca qualidade e uma historia de novela da hora do almoço.
Dificilmente Perry conseguira um dia fazer um filme aceite pela critica porque percebe que este estilo simplista e demasiado telenovela funciona junto do seu publico, mesmo que nos filmes acabem por surgir momentos disparatados e quase comicos como a sequencia final deste filme parece que o seu trajeto esta definido e o mesmo esta longe de optar por grande qualidade.
A historia fala de uma jovem que acaba por se apaixonar por um sonhador mas com pouca força para trabalhar e acaba por destruir todas as economias da sua mae, o que conduz a um casamento mononoto que um dia sofre um reves.
Em termos de argumento Perry tem personagens demasiado tipicas e dialogos muito simplistas, numa intriga novelesca que neste caso tem muitos atalhos claramente forçados. Esta longe de ser um poço de criatividade e nem a utilização dos acronimos da ao filme em algum momento qualquer ponto novo.
Na realizaçao Perry não e um artista ja o demonstrou por diversas vezes que este é o estilo mesmo que odiado pelos especialistas e é facil perceber esta reação negativa, o climax do filme e um absurdo completo sem sentido e faz perceber a razão de Perry ser continuamente um candidato aos Razzies Awards.
No cast o filme tem ao volante a intensa P Henson com um papel que encaixa bem na actriz porque tem muita explosão e funciona bem nesses momentos. O filme não é propriamente um terreno para grandes prestaçoes mesmo que seja obvia a vontade neste caso de a dar. Os secundarios basicamente parecem manequins de loja num filme que nada lhes exige.

O melhor - O drama de Perry é mais facil de ver do que a comedia.

O pior - mas mesmo assim é mau

Avaliação - D+

Monday, June 18, 2018

7 Days in Entebbe

Acontecimentos politicos são usualmente pratos apeteciveis em termos daquilo que o cinema nos pode dar. Este ano e estreado no festival de berlim surgiu um filme que tentou recrear o resgate dos passageiros de um avião tomado de assalta e conduzido para a cidade africana. Em termos de receção critica o filme de Padilha não foi propriamente um sucesso, em termos comerciais para um filme com pouca divulgação em termos de cinema os resultados ate foram consistentes.
Existe duas possibilidades em termos de adaptação de um acontecimento historico, ou se tenta ser o maximo preso a realidade em termos de construçao de personagens e mais que isso em termos de caracterização ou arrisca-se a critica facil de tentar mudar a historia. Parece-me que o filme de padilha acaba por ir de encontro ao mais facil que é a primeira solução e isso acaba por tornar o filme quase em todos os seus momentos demasiado obvio apenas com a introdução do momento de bailado e mesmo esse usado ao maximo ate a exaustão acaba por perder o seu sentido.
E um filme com simbolismo, que se tem de valorizar pela capacidade de recriar não so um momento mas sim os seus intervenientes, um filme que acaba por ter uma mensagem positiva de paz num conflito tao intenso e atual como Israel Palestina. Claro que por outro lado o filme em si proprio perde alguma dimensao por pouca existencia das personagens que sao meros peos no filme para a historia.
Ou seja um filme obvio nem sempre com muito movimento, algo monotono na forma como insiste nas negociações interminaveis politicas em vez de se focar naquilo que o filme poderia ter de mais interessante ou seja a relação entre sequestrados e raptores, e nisso o filme peca, tambem no final penso que se preocupa mais em ter uma sequencia artistica do que objetiva num filme demasiado sem sabor.
A historia fala-nos do grupo de raptores que consegue tomar controlo de um aviao da Air France encaminhando-o para Entebbe onde começa a negociaçao de recuperação dos refens.
Em termos de argumento tudo obvio ou quase tudo demasiado documental, falta personagens e dialogos. O filme segue o caminho mais facil cumpre os seus objetivos mas sem grande distinçao.
Jose Padilha e um realizador brasileiro de grande sucesso naquele pais mas que ainda procura o seu espaço em termos globais, aqui num filme mais de autor, parece algo preso, e so em espaços parece encontrar o seu estilo de cinema que acaba depois por ser repetitivo. A aguardar o seguimento de uma carreira que me parece ter tudo para funcionar.
Em termos de cast bruhl e Pike tem a intensidade que o filme pede sofrem e de personagens nem sempre muito trabalhadas, num filme onde a historia prevalece a qualquer outro ponto.

O melhor - O acontecimento politico

O pior - A forma como o filme nao consegur ir para alem deste ponto

Avaliação - C

Gringo

O cinema de ação com diversas personagens e com diversas situações insolitas esteve bastante na moda no ultimo ano principalmente com um sucesso de Baby Driver e Atomic Blonde. Este ano logo no inicio do ano surgiu este peculiar gringo, que de imediato se percebeu que criticamente iria ficar longe dos melhores com avaliações demasiado medianas, e comercialmente quem sabe por esta falta de impulso critico acabou por se tornar num rotundo floop.
Eu confesso que sou particularmente fa deste tipo de filmes principalmente se os mesmos conseguir criar uma boa intriga, um interessante envolvimento e algum humor. O filme tem alguns pontos onde funciona desde logo o humor em quantidade e forma interessante, com particular incidencia com as historias de animais. Em termos de intriga o filme parece ter por vezes um excesso de personagens quando algumas delas nada servem para o filme. E na abordagem que o filme nao consegue atingir o nivel de outros com falta de risco ou uma abordagem diferenciadora.
Grinco e um filme particular, um filme com personagens muito proprias e situações insolitas, claro que ficamos com a ideia plena que no genero ja assistimos a filmes muito mais bem trabalhados e mais que isso filmes que ao mesmo tempo conseguem juntar os tres pontos que acima descrevi. Mas mesmo assim é indiscutivel que temos aqui um filme interessante quase sempre com ritmo e muitas vezes esses sao os pontos que diferenciam um filme interessante de um filme aborrecido.
De realçar tambem que as personagens principalmente as centrais se encontram bem distribuidas e bem caracterizadas ficando a ideia que um filme mais curto em termos de personagens nos daria mais das mesmas e o filme poderia funcionar bem melhor.
A historia fala de um funcionario de uma farmaceutica que se ve envolvido numa intriga entre a sua empresa e um quartel de droga em pleno mexico, bem como com a sua vida pessoal totalmente arruinada entra numa sequencia interminavel de acontecimentos pouco previsiveis.
Em termos de argumento temos uma historia dificil com muitos paralelismos nem sempre nos parece totalmente bem trabalhada mas o filme acaba por ter bons momentos. Algum excesso de personagens mas as principais tem momentos deliciosos, não é um filme totalmente criativo mas funciona.
Nash Edgerton irmão de Joel tem aqui o seu filme mais visivel de alguem que habitualmente se dedica a video clips, a abordagem poderia ter dado mais ao filme a parece algo simplista para o argumento em si. Esta primeira apariçao ao mais alto nivel nao fica na retina embora o argumento podesse dar mais.
No cast parece-me termos bons papeis, desde logo Oyelowo num papel mais ativo, mais exigente fisicamente do que é habitual a demonstrar uma versatilidade que nos ultimos momentos estava algo afastado. O maior destaque vai para Theron que acaba por ter a personagem mais bem escrita e que encaixa perfeitamente nas suas caracteristicas enquanto atriz

O melhor - As personagens principais

O pior - O excesso de personagens

Avaliação - C+

Wednesday, June 13, 2018

Paul, Apostle of Christ

A altura da pascoa está a ficar marcada no cinema pela estreia de filmes biblicos que reconstituem algumas das historias cristãs, mas também por filmes contemporaneos sobre fé. Este ano no primeiro segmento surgiu este filme sobre o apostolo Paulo e a sua luta contra Roma de Nero. Os resultados criticos foram medianos como a maior parte dos filmes com este tipo de tematica e comercialmente o filme teve resultados medianos conseguidos acima de tudo junto de um publico muito especifico.
E ja uma tradiçao no cinema que nos ultimos anos ate foi sendo abandonada a reconstrução de partes biblicas ou historias relacionadas com o crescimento do cristianismo. Estes filmes tem uma base sempre muito semelhante não só em termos de argumentos com diversas passagens biblicas mas tambem em termos de fotografia. Este filme e um prototipo tradicional do estilo,  sem qualquer risco, mas mais que isso sem qualquer novidade naquilo que o trás.
Temos o filme com a mensagem que quer ter, um conjunto de persoangens pouco complexo ja que ir para alem dos escritos sagrados pode dar problemas, um filme direcionado para uma religião propria, e pouco mais num filme que tem como objetivo arrecadar um dinheiro numa fase do ano onde a religião esta mais assumida.
Assim vai sobrevivendo um genero que nos ultimos anos acabou por ter um novo impulso mesmo que em termos de obras criativas sejam na base muito semelhantes a outros filmes que surgem diretamente para aluguer, ou mesmo para fins educativos em escolas religiosas. Fica a sensação que o medo de errar é maior que a ambiçao de dar algo novo.
A historia fala da ligação de Paulo com Lucas, durante o periodo em que o primeiro se encontra preso por Nero, num edificio guardado por um tirano militar romano com um problema de saude na sua filha, que vai interligar estas tres pessoas.
Em termos de argumento o comum no genero personagens unidimensionais, escritos biblicos replicados em dialogos, total previsibilidade e uma mensagem religiosa que é passada. Nao e artistico mas e o objetivo da obra.
Na realizaçao deste filme Hyatt é um realizador desconhecido que ja se dedicava ao genero relegioso. Aqui segue a tradiçao sem grandes riscos ou aventuras na abordagem. Alguns cliches parecem-me totalmente desnecessarios.
No cast Caviezel tem os melhores registos da sua carreira no cinema religioso, principalmente com a sua interpretação de Jesus Cristo no filme de Gibson, encaixa bem neste registo pela serinidade, algo que também me parece funcionar na escolha de Faulkner como Paulo. Martinez teve sempre dificuldades e aqui demonstra mais uma vez as mesmas.

O melhor - A mensagem positiva de qualquer religiao

O pior - O filme ser um cliche do genero do primeiro ao ultimo minuto

Avaliação - C

Tuesday, June 12, 2018

Tomb Raider

Quinze anos depois de Lara Croft de Angelina Jolie ter sido abandonado principalmente porque nunca conseguiu grandes resultados criticos, ou mesmo comerciais, eis que a surge uma nova adaptação do famoso jogo de computadores, agora com uma nova protagonista a sueca Alicia Vikander. Pese embora a expetativa de uma roupagem diferente rapidamente se percebeu que criticamente pese embora fosse ligeiramente melhor do que os primeiros filmes a diferença não seria muita com avaliações demasiado medianas para dar fulgor a saga. Em termos comerciais nos EUA foi um floop relativo contudo em termos internacionais as coisas compuseram-se ligeiramente e provavelmente garantira novos filmes desta nova saga.
Sobre o filme eu confesso que a historia de base de Tomb Raider é excelente para um video jogo de ação mas que dificilmente dará um bom filme pela conjugaçao de arqueologia e seres mitologicos, ou seja ingredientes que so com toda a conjugação astral pode funcionar como nos primeiros Indiana Jones. Pois bem o filme ate começa bem, antes da aventura começar, na forma como nos da uma personagem rebelde com o apontamento humoristico do seu azar. Mas quando entra na ação propriamente dita o filme desce ao nivel dos primeiros filmes com sequencias pouco espetaculares e um guiao totalmente previsivel.
Um dos problemas do filme parece-me a falta de dimensão, numa produçao de primeira linha pelo menos na abordagem poderiamos ter mais movimento, sequencias maiores, pese embora a camara esteja mais na ação fica sempre a ideia que o filme não é um investimento de primeira linha nem do ponto de vista criativo e muito menos em termos de produçao.
Ou seja mais uma vez um filme que surge como o renovar de um franchising lucrativo sem grande poder de fogo ou autoridade criativa, ao qual vão seguir sequelas até esgotar o interesse ou até o abandono da protagonista num cinema cada vez mais de consumo rapido.
A historia fala novamente do inicio de Lara Croft, e a aventura que a mesma embarca depois de conhecer as pesquisas do seu desaparecido pai, e que a leva a uma ilha com poderes particulares.
Em termos de argumento tirando os primeiros vinte minutos com um humor algo britanico depois entra em piloto automatico recheado de cliches, poucas personagens e pouco dialogo num filme pobre.
Na realização o cargo foi entregue a Roar Uthaug um realizador norueguês quase desconhecido até ao momento, e que aqui tem o seu primeiro grande trabalho. Tirando algumas sequencias de live action o filme acaba por ser pequeno para a sua dimensão, e sabe a pouco em termos de abordagem, veremos se continua no franchising mas esta amostra esta longe de convencer.
No cast Vikander era uma escolha natural embora nos pareça demasiado franzina para Lara Croft. O filme não a ajuda e ele ademonstra dificuldades principalmente fisicas. Falta ainda um vilão de peso num filme que trabalha pouco neste aspeto

O melhor - Os primeiros quinze minutos

O pior - Tornar-se rapidamente ao nivel dos anteriores

Avaliação - C-

Monday, June 11, 2018

Flower

Apresentado de uma forma simples no ultimo festival de Tribecca, este pequeno filme sobre adolescencia perdida acabou por não sair do festival muito potenciado. pese embora contasse nas suas fileiras com Deutch uma das jovens promessas de hollywood num papel rebelde criticamente o filme não conseguiu ir muito longe com avaliações medianas com ligeira tendência negativa. Fruto desta falta de impulso critico também comercialmente as coisas foram pouco fulgurantes com resultados completamente residuais.
Sobre o filme a rebeldia que o filme acaba por ter na forma como nos dá adolescentes sem qualquer tipo de objetivos acaba por ser interessante principalmente na forma como nos tras as personagens e os seus problemas. Em termos de intriga parece-me contudo que o filme é demasiado simplista na forma como facilmente chega ao ponto de quebra sem grande desenvolvimento, como as relações que vão sendo criadas à personagem central.
O filme tem um vetor que funciona, a dinamica de casal da dupla de protagonistas e principalmente a forma como são contextualizados os dialogos funcionam, percebe-se ainda que implicitamente o escalar da relação que vai-se criando, embora nos pareça que aqui o proprio argumento deveria trabalhar bem mais, o que torna o filme algo desiquilibrado.
Enfim um filme de adolescentes rebelde, com um teor claramente independente que nos tras adolescentes em fim de linha. O final pode fazer com que o filme tire algum impacto ao lado mais negro que vai dando ao longo da sua duração, mas é em filmes como este que por vezes alguns adolescentes ganham algum protagonismo e maturidade no futuro.
A historia fala de uma adolescente, que tenta ganhar dinheiro com chantagem sexual de adultos, que ve chegar a sua casa um "irmão" com problemas de auto estima o que vai acabar por criar uma relação propria entre ambos.
No argumento a base do filme, em termos de nos dar diferentes tipos de desadaptação acaba por ser diferente. Nem sempre o filme consegue ser equlibrado principalmente no pouco tempo que nos fornece em termos das relações, ficando a ideia que o filme em termos de dialogo deveria ter mais momentos.
Max Winkler é um realizador de um lado mais indie ainda em formaçao que tem aqui um road movie com toda a influencia de filmes independentes de adolescentes. Nao e em momento algum uma obra trabalhada e tem pouco risco. Provavelmente tera de ser noutros filmes que ganhe notoriedade.
Em termos de cast Deutch tem um papel bastante interessante, intenso demonstrando bem a versatilidade de alguem que encaixa bem em filmes de adolescente de estudio com outros mais independentes. Acima de tudo funciona bem com Joey Morgan, no lado mais emotivo do filme.

O melhor - A dupla de interpretes

O pior - O desiquilibrio do pouco tempo dado as relaçôes basilares do filme

Avaliação - C+

Sunday, June 10, 2018

Love Simon

As comedias de adolescentes são um genero com muitos filmes mas onde apenas as mais conceituadas consegue chegar ao sucesso principalmente critico. Este ano em Março um dos filmes que chamou a atençao principalmente por trazer o tema da homossexualidade adolescente foi este filme que conseguiu uma excelente receçao critica de forma a sublinhar a coragem de um tema num filme daquele genero. Comercialmente sendo que se trata de um filme sem grandes figuras de primeira linha os resultados tambem foram positivos.
E obvio que com a abertura do mundo era uma questao de tempo a termos uma comedia romantica adolescente homossexual de estudio. Este filme e claramente isso com todos os ingredientes de uma comedia romantica hetero. Neste prima o filme deve ser valorizado mais pela coragem do que propriamente por uma originalidade dos apontamentos individuais do filme que sao na sua essencia iguais a outros filmes da geração MTV.
Tem um ponto onde me parece que o filme falha em grande linha na sua conclusao de filme de encantar. Num filme que ate consegue ter alguma seriedade e maturidade na discussao do assunto, na forma como nos da o conflito mais interno do que externo do personagem central, aquele final hollywodesco desde logo ivermosivel perde por deixar cair a maturidade que em alguns apontamentos o filme tem e nisso acaba por colocar em causa na minha opiniao o resultado do impacto concreto do filme.
Outro ponto que me parece desnecssario no filme e ele acaba por exagerar e no excesso de personagens apenas com efeito comico, pese embora a toada ligeira ate possa ajudar a transmitir uma mensagem de normaldiade que penso que e um vetor que o filme quer ter, acaba por exagerar no meio de uma moratoria bem definica o exagero principalmente na figura do reitor.
A historia fala de um jovem igual a tantos outros que em pleno liceu tenta assumir a sua sexualidade junto dos diferentes universos onde vive, sendo que se tenta perceber para as repercursoes da escolha nao convencional.
Em termos de argumento parece-me que a determinada altura o filme não e rebelde o suficiente, tem alguns momentos onde temos alguma originalidade como o lado musical universitario do personagem mas são momentos soltos, ja que quase sempre o filme opta por o cliche adaptado a historia.
Na realizaçao Berlanti vem da televisao para um trabalho simples, tipicamente adolescente com ritmo e apenas com alguns momentos de creatividade que mesmo esse deveriam ter sido mais potenciados. O sucesso podera lhe ditar novos filmes mais ai vai ter de mostrar mais qualquer coisa.
Um dos problemas do filme na minha opiniao e Robinson o mesmo nunca parece perdido no filme quando a sua personagem esta. Acho que ao longo de todo o filme falta emoçao e o sofrimento que a personagem tem e aqui acho que o jovem esteve longe do que outros da mesma idade ja conseguirem em papeis dificeis. Nos secundarios pouco ou nenhum risco.

O melhor - O risco de fazer um filme comum de adolescentes sobre uma relaçao homossexual

O Pior - O final

Avaliação - C

Friday, June 08, 2018

A Kid Like Jake

Existem alguns temas que por vezes apenas podem ser abordados por filmes mais intimistas. Este ano o drama da paternidade surgiu neste pequeno filme dramatico, que foi lançado sem grande dimensao nos EUA pese embora tenha nas suas fileiras duas das maiores figuras da televisao dos ultimos anos. Criticamente o filme conseguiu boas avaliações criticas mas insuficientes para lançar o filme para altos voos. Comercialmente os resultados foram completamente residuais.
Sobre o filme a maternidade e os problemas inerentes nem sempre foram alvo de filmes complexos e que abordem os possiveis problematicos na dimensao relacional mas mais que isso psicologica dos envolvidos. Penso que o filme consegue isso, principalmente no conflito mental que nos da de cada um dos progenitores nas suas singularidades e na forma como isso acaba por limitar a relação do casal e principalmente a relaçao com o estabelecimento de ensino.
O filme tem contudo um problema claro, e sobre um menor e este acaba por nunca nos dar realmente o que é, esta subtileza pode ser do agrado de alguns mas penso que o filme deveria nos dar muito mais da figura de toda a intriga para conseguirmos relacionar o conflito aos problemas concretos do menor. Sabemos apenas que se prende com a identidade do genero, mas nao conseguimos nunca perceber o que realmente isso e para alem de um ou outro apontamento que vai sendo falado.
Assim pese embora seja um filme bastante interessante, completo e intrigante num dos pontos, parece que do outro lado nos falta alguma coisa para nos dar um filme adutlo, completo, e isso e a visao da criança e quem sabe uma realizaçao mais elaborada do que um formato quase telefilme.
A historia fala de um casal que com a passagem do filho para o sistema de ensino global começam a perceber que o mesmo tem um problema de identidade de genero, e começam a ter problemas na forma como isso influencia todas as dinamicas familiares.
O argumento tem uma ideia de base interessante a atual, as personagens parecem algo limitadas demasiado cinzentas para um conflito tao grande e o final poderia ser bem mais objetivo na dinamica que quer assumir.
Na realizaçao Silas Howard e um realizador de series normalmente emotivas, e perde por nao dar ao filme dimensao do cinema, e realizado com demasiada simplicidade tirando apenas a aposta em nao nos dar objetivamente o Jake que na minha opiniao e algo estranha.
No cast Danes tem um papel intensdo e que é a força emocional do filme, ao seu lado um Parsons dramatico que encaixa no papel e naquilo que lhe e pedido pese embora me pareça que o papel deveria ser mais dinamico.

O melhor - Os conflitos e falta de resoluçoes obvias

O pior - POuco Jake

Avaliação - C+

Thursday, June 07, 2018

Sherlock Gnomes

Sete anos depois de gnomos de barro teram ganho alguma dimensão no cinema de animação com o original Gnomeo and Juliet eis que surgiu a sua sequela em mais uma adaptação literaria de uma historia bem conhecida, concretamente Sherlock Holmes. O resultado desta segunda versão foi a todos os niveis bem inferior do que o primeiro filme, desde logo em termos criticos onde as avaliações foram essencialmente negativas, mas também comercialmente onde não chegaram a metade dos rendimentos do primeiro filme, e podem ter marcado assim o final da animação dos bonecos de barro.
Sobre o filme eu confesso que fiquei agradado pela originalidade do primeiro filme, principalmente pela originalidade tecnica do filme assumida em cada som ou movimentos dos bonecos. Este filme desde logo não trás essa novidade e torna-se por isso mais previsivel, temos menos tradiçao dos bonecos de barro para ter um filme menos preocupado com essa base, e mais preocupado em relacionar as personagens com uma historia que me parece tirar alguma da formula que o primeiro filme acaba por ter.
Mesmo assim e nao sendo um filme original ou uma abordagem diferenciadora na sua genese, existem pontos que o filme trabalha bem principalmente na personagem central, a forma como Sherlock se perde dos seus pensamentos e a forma como isso e traduzido em animaçao e um dos bons momentos de animaçao dos ultimos tempos, e faz-nos pensar que talvez as sequelas com algumas excepçoes sao por natureza mal amadas em termos criticos.
Estando algo longe do primeiro filme, principalmente nos seus valores narrativos parece-me que em momento algum este filme é um desastre, principalmente porque as valencias tecnicas e um ou outro apontamento acabe por lhe dar alguma força. Nao e nem de perto nem de longe um grande filme, mas está longe de ser um desastre.
A historia fala de Gnomeo and Juliet e a forma como os mesmos vão ter de se aliar com Sherlock e Watson em tentar desvendar o que se encontra por trás do desaparecimento de todos os gnomos de louça de Londres.
Em termos de argumento a originalidade e principalmente da ligação dos bonecos a historia acaba por ser perder. Dai que tenhamos um argumento mais simplista e mais comum. No fundo tem uma boa moral,  mas parece-me ser aqui que o filme perde bastante relativamente ao primeiro filme.
na realizaçao desta sequela surge o criador do primeiro kung Fu panda, nao temos muita inovaçao aproveitando o que de bom  o primeiro filme teve, a ideia dos bonecos de barro e os sons inerentes são a mais valia do filme e volta a ser aproveitado.
O cast de vozes é interessante para alem de aproveitar muito bem a expressão que Depp consegue dar, o que acaba por ser a mais valia do filme neste particular, um cast recheado de estrelas permite um filme competente neste nivel.

o melhor - Depp como Sherlock

O pior - Perder muito da mitologia dos gnomos num argumento que foge da tradiçao dos mesmos

Avaliação - C+

Tuesday, June 05, 2018

Unsane

No ultimo festival de Berlim o buzz à volta dos filmes ali apresentados centrou-se em particular no novo filme de Soderbergh, principalmente pelo facto de todas as imagens do filme terem sido captadas com recurso a uma camara de um iphone. Este espirito exprimentalista acabou por não ser unanime das avaliações pese embora na sua maioria a resposta critica ate tenha sido positiva. Comercialmente e sendo este um filme de valor comercial menor do realizados os resultados comerciais acabaram por ser os esperados.
SObre o filme inicialmente parece-me obvio que nos temos de habitual a forma do mesmo ser filmado, é uma forma diferente, esteticamente algo difusa mas que com o passar narrativo do filme parece encaixar na toada que o filme quer ter e acaba por ser uma opção interessante, que por si so nao potencia o filme mas serve para alimentar algum secretismo e alguma live action que o filme quer ter.
Em termos narrativos o filme tem duas fases uma primeira onde se discute a saude mental, e um segundo o stalking, pese embora inicialmente nos pareça que o filme podia ser mais denso narrativamente numa abordagem em exclusivo na primeira linha, a segunda opção mais fisica mais intensa acaba por resultar num filme com alta tensão psicologica quase a tocar no terror mais intenso, e que funciona não só em termos esteticos como na tensao entre personagens.
Assim é facil gostar deste filme, pela forma como cria impacto, como transmite sensações aos espetadores. Pode-se dizer os mais tradicionalistas que a forma de filmar e desnecessária, e ate posso concordar com isso, mas é uma forma diferente uma assinatura propria de um filme algo cinico que inicialmente conduz nos para um caminho para nos dar um filme mais objetivo e claramente mais de corpo.
A historia fala de uma jovem vitima de stalking com stress pos traumatico que é inserida contra a sua vontade numa instituiçao psiquiatrica, percebendo que ali é dificil de viver principalmente com total lucidez.
O argumento tem dois pontos bem trabalhados, a questão economica das instituições privadas de saude, um tema que o filme toca com impacto num segundo plano, e obviamente o stalking. A historia e algo linear, mas a forma como a densidade e a tensão aumenta no filme acaba por ser funcional na historia.
Soderbergh e um realizador experiente, que gosta de exprimentar e aqui tem um dos seus filmes mais exprimentalistas na forma como o realizou. A opçao nao sendo a mais estetica funciona e cria impacto, quer nos dialogos mas mesmo na forma estetica do filme. Dizer que Soderbergh e um grande realizador e um lugar comum, parece-me conseguir diversificar num filme como este.
O filme beneficia ainda de um excelente desempenho de Claire FOy, uma das ultimas surpresas da televisao, tem aqui um papel intensdo, dramatico, com disponibilidade fisica, e que demonstra bem a versatilidade de uma actriz a seguir os proximos anos.

O melhor - A forma como o filme vai escalando a tensão.

O pior - Penso que um filme menos objetivo poderia ter outro tipo de impacto ainda maior

Avaliação - B

Sunday, June 03, 2018

Every Day

Em plena epoca dos dias dos namorados surgiu este pequeno filme a adaptaçao ao cinema de um livro romantico muito vendido nos EUA, e que marcava o regresso a atividade da Orion. Os resultados contudo ficaram aquem do esperado num filme que ate conseguiu distribuição wide. Criticamente as avaliações ficaram pela mediania, sendo que comercialmente o filme ficou longe de grandes resultados para o qual terá contribuido a falta de primeiras figuras do cinema.
Sobre a historia, e normal por altura do dia dos namorados surgirem filmes sobre o amor nas suas vertentes. Este é mais um filme sobre esse tema, com uma abordagem diferente de amar a mesma pessoa em diferentes corpos. A ideia não é facil e o filme tem dificuldades principalmente na fase inicial em fazer a ideia funcionar, porque dar uma existencia a diversos corpos nao e facil, quer em termos de quimica mas acima de tudo em termos de intensidade do filme.
O filme tem claramente essa dificuldade na forma como a mensagem nao tem tanto impacto do que uma abordagem normal. Mas a ideia e original e o filme consegue na fase final desatar um no narrativo que a determinada altura os espetadores pensam ser impossivel de fazer. E obvio que nao e o final completo mas parece que termina com uma boa decisao, algo que nao seria facil tendo em conta a forma como o filme chega a sua conclusao.
Ou seja um filme de amor adolescente com todos os cliches desses filmes, mas com uma ideia diferente, absurda mas que pelo menos diferencia o filme de outros mais basicos e com historias mais comuns. Nao e um prodigio em termos narrativos, mas sem duvida que se trata de um filme romantico a sua maneira.
A historia fala de uma adolescente que acaba por se apaixonar por alguem que muda de corpo diariamente e que a faz envolver-se com diferentes pessoas todos os dias, tentando ir para alem do amor do corpo.
No argumento temos uma ideia de base estranha, que nos parece pouco funcional, mas que é original. Na sua concretização recorre a demasiados cliches, mas e no final que o argumento consegue ser mais funcional quando e realista com a sua base.
Na realizaçao Michael Sucsy ja esteve relacionado com outros filmes romanticos um deles de sucesso como The Vow, sabe filmar relaçoes e integrala-as em filmes assumidamente romanticos. Nao e um artista mas a tarefa fica cumprida.
No cast pouco ou nenhum risco Rice e uma jovem em ascençao com um papel de destaque, onde a sua simplicidade e sensibilidade com pouco destaque para os restantes que tem pouco tempo de antena

O melhor - A ideia e diferente

O pior - A ideia contraria a quimica que os filmes romanticos tem que ter

Avaliação - C

In Darkness

É muito comum que alguns actores que partilhem series de maior sucesso sejam normalmente apostas em filmes comecialmente mais pequenos. Neste filme temos a reuniao de tres participantes em guerra dos tronos, em papeis menores, num filme independente britanico. Em termos criticos os resultados foram medianos o que nao permitiu que o filme fosse mais longe em termos de mediatismo. POr sua vez comercialmente as coisas também não foram particularmente felizes muito por culpa da falta de alguma dimensao do filme.
O thriller deve ser o genero que mais vezes e usado em produtoras menores, principalmente nas intrigas policias, aqui temos isso num filme de ritmo elevado, pouco denso que vai respeirando ao sabor de duas ou tres alteraçoes do rumo da historia, para dar alguma vida de uma historia que é quase sempre demasiado simplista, e mesmo em muitos momentos previsiveis nas opçoes que toma.
Tambem em termos de dimensao ficamos sempre com a ideia que o filme deveria dar mais das personagens, o que nao existe, optando por uma tradiçao mais eurpoeia de açao onde rapidamente nos vemos no centro da intriga sem grandes explicaçoes ou com algum tempo para conversas. Contudo num filme cujo final depende de alguns apontamentos do passado das personagens parece-me que este ponto deveria ter sido mais trabalhado.
Ou seja um filme de ação de segundo plano, utilizado para dar visibilidade a actores ainda numa segunda linha, e esperado que algum mediatismo dos mesmos chamasse atençao para um filme quase sempre mediano com tendencia negativa, e onde tambem em termos produtivos nunca consegue ter qualquer elemento que o faça sublinhar por si proprio.
A historia fala de uma jovem cega que depois de ouvir o assassinato da sua vizinha de cima, se ve envolvida numa investigaçao policial e torna-se no principal alvo do grupo responsavem por tal morte.
Em termos de argumentos temos alguns apontamentos conhecidos de outros filmes como a testemunha cega e as vicicitudes relacionadas com este facto. Onde o filme falha e na caracterizaçao das personagens, que se percebe na conclusao do filme da razão, mas penso que o filme nao beneficia disso.
Na realizaçao Bryne o noivo da protagonista do filme e um realizador que vem da televisao que tem aqui uma abordagem simplista, o filme nunca tem grande risco, e parece algo basico na forma como encaixa os flashbacks no filme.
No cast eu confesso que nao vejo em Dormer intensidade para liderar qualquer filme, e o seu papel aqui e quase robotico. Num filme que tenta sempre dar aos actores uma dinamica de cinema de alguem relacionado com a tv

O melhor - Os twist e sempre uma forma de surpreender o espetador.

O pior - Muitos deles sao previsiveis

Avaliação - C-

Wrinkle in Time

Numa aposta cada vez maior da Disney de lançar algumas das suas obras de desenhos animados em Live Action, este ano surgiu esta produçao, cuja a historia de base acabava por ser menos mediatica do que outras da empresa, mas que apostou tudo numa produçao de primeira linha, não so na escolha da realizadora mas acima de tudo do cast. Dai que acabou por ser com muita surpresa que este filme tornou-se num floop critico com avaliaçoes medianias muito longe da tendencia positiva da Disney e mesmo comercialmente esteve muito longe das ambiçoes de um projeto desta natureza, razões pelas quais em alguns paises acabou mesmo por ir direto para aluguer.
SObre o filme eu confesso que das historias da DIsney sempre achei esta algo confusa e dificil de entender para os mais pequenos por ter em si elementos de um entendimento dificil e demasiado complicado para um filme juvenil. No filme tudo ainda se torna mais complicado quando se tem que fazer um filme dinamico para toda a familia, que acaba por nunca ser. O filme nunca consegue ter o seu ritmo, nunca consegue ser engraçado, sendo uma trapalhada de ideias confuso, onde apenas a espaços alguns cenarios esteticos acabam por dar alguma cor a um filme completamente disfuncional de principio a fim.
E se na historia tudo funciona mal, em termos produtivos as coisas nao correm melhor, a caracterizaçao e mais que isso a forma como as tres mulheres que auxiliam os jovens aparecem e absolutamente sem sentido nenhum, com o caso mais incrivel a ser o de Operah suprema, que é obviamente um autentico desastre a todos os niveis. A forma como o filme tem uma ideia dificil, nao a consegue concretizar e ainda lhe fornece detalhes de pessima qualidade fazem facilmente deste filme talvez a pior produçao da disney que há memoria.
Ao contrario da maior parte dos filmes da produtora que encaixam em pequenos e graudos este acaba por nao conseguir encaixar em ninguem, nao so por o filme ser demasiado complicado para as crianças e sem grande logica para os adultos mas acima de tudo porque em nenhum momento da sua duraçao não consegue enterter, e quando assim é o resultado so pode ser pessimo.
A historia fala de dois irmãos, que com a ajuda de um amigo, embarcam por uma viagem por outros planetas de forma a tentar encontrar o pai desaparecido, tendo o auxilio de três mulheres contra uma força maligna suprema
Em termos de argumento a historia e conhecida e complicada, mas penso que o filme ainda a torna mais complicada nao simplificando processos e acima de tudo nunca tirando potencial dos outros pontos do argumento como personagens e dialogos.
Duvernay estava obviamente em mare alta depois de Selma e do documentarios 13th, contudo esta sua experiencia em cinema de grande estudio e a todos os niveis um desastre, opções de realizaçao completamente desastrosas, completamente perdida a lidar com os efeitos, e daqueles filmes que provam que alguns realizadores funcionam com um tema, neste caso a raça e nada mais.
No cast os jovens do filme parecem demasiado formatados, pouco espontaneos acabam por nao ter o carisma para guiar o filme. Mas o desastre completo surge nos secundarios com destaque para uma irritante Witherspoon e Whinfrey

O melhor - A pouca resposta comercial que o filme teve.

O pior - Chega a ser penoso ver o filme

Avaliação - D-

Thursday, May 31, 2018

How to talk to Girls at Parties

John Cameron Mitchell foi uma das figuras do cinema em 2001 quando o seu Hedwing se tornou imediatamente um fenomeno critico. Muitos esperavam que o realizador ingles tivesse conseguido o seu espaço no cinema mundial, algo que nunca chegou a acontecer, pelo que o seu cinema foi sempre muito modesto. Este ano voltou as luzes e a cor do filme que lhe deu mediatismo, com este particular filme. COntudo criticamente nao foi alem de uma mediania com ligeira tendencia negativa, sendo que tambem comercialmente o filme acabou por ser um desastre quer em divulgaçao quer em resultados.
Estamos perante um filme estranho isso nao existe qualquer duvida, um filme excentrico que tenta procurar um espaço e uma linhagem filosofica que em momento algum foi facil, com todos os contornos de uma cultura punk dos anos 80. O resultado do filme mais que nao ser facil, acaba por nao ser agradavel, nunca conseguimos gostar nem da historia do filme, e muito menos de uma realizaçao estranha, demasiada colorida mas sem qualquer tipo de objetividade que nos torna saturados rapidamente daquilo que conseguimos ver.
Quando se aposta num argumento estranho, com uma ideia absurda so com muito valor metaforico a mesma consegue funcionar. Aqui rapidamente percebemos que ate temos um filme com adolescentes engraçados mas quando chegamos ao centro da questao o filme torna-se tao sem sentido que nos retira todo o interesse do que estamos a ver, ficando apenas os videoclips das sequencias musicas com muita cor e muito movimento.
Por tudo isto, este e um filme que sera sempre muito mais estranho do que outra coisa qualquer, um filme dificil, aborrecido, com uma ideia que parece saida do planeta dos personagens do filme, e que explica em muito o porque de ate ao momento Cameron Mitchel nao ter conseguido fazer a carreira que depois de Hedwing todos esperaram que acontecesse.
A historia fala de tres amigos assumidamente fas do culto punk britanico que acabam por entrar numa festa algo estranha, e que os leva a conhecer uma jovem vinda de outro planeta que tenta perceber a cultura dos humanos.
Em termos de argumento para alem de uma ideia de base diferente mas sem grande sentido, a propria execuçao do filme esta longe de ter coerencia, quer nas personagens basicas ao maximo, mas tambem num desenvolvimento narrativo, que na utlima meia hora entra mesma numa espiral destrutiva de qualquer sentido.
Mitchell é um realizador com meios, com tecnica mas o resultado neste filme não funciona, muita cor, muito trabalho, mas pouca objetividade, isto explica uma carreira muito aquem da expetativa que neste momento apenas tem visibilidade em lugares menores de festivais.
No cast eu confesso que a mais nova das Fanning tem uma intensidade que a pode tornar uma das actrizes no futuro, principalmente porque nao tem medo de arriscar, aqui temos um papel diferente, com qualidade, pena que o seu companheiro de ecra seja quase sempre mais absurdo do que funcional

O melhor - O culto punk

O pior - A ultima meia hora sem qualquer tipo de logica

Avaliação - D+

Wednesday, May 30, 2018

Thoroughbredgs

Uma das surpresas em termos de festivais menores foi este pequeno filme que focaliza a relação de duas adolescentes. Este filme que mais que tudo marca também a ultima obra do jovem ANton Yelchin, estreou apenas dois anos depois de ser produzido, mesmo depois de ter conseguido uma excelente reação critica, o filme comercialmente acabou por estrear em cinemas selecionados, conseguindo assim resultados consistentes.
SObre o filme eu confesso que não será um filme facil de "entrar" mas depois do período de entrosamente é um filme com bastante qualidade, principalmente nos dialogos que o filme consegue incutir entre as duas personagens centrais o que acaba por dar força à relação central que sustenta o filme. Mais que os dialogos também a contruçao das personagens acaba por dar essa força e dar ao filme uma singularidade que é facil de se gostar, e que causa impacto junto do publico
Tambem em termos esteticos penso que é um filme bem realizado, com sequencias cujas opções funcionam em pleno, como a sequencia final, acaba também por permitir que o filme se eleve para patamares mais elevados, algo que tambem acaba por ser potenciado pelas excelentes interpretaçoes dos seus interpretes que dao ao filme um estilo atipico mas totalmente funcional para os propositos do filme.
Assim, este pequeno filme e uma das boas surpresas do cinema indie deste ano, não sendo em termos de historia um filme de alcance longo, é um filme que nos surpreende quer nas persoangens quer no desenvolvimento narrativo, constituido por boas personagens demonstram que este e o primeiro ponto para fazer qualquer filme funcionar.
A historia fala de um duas jovens amigas, totalmente diferentes que acabam por se encontrar em hora marcada aparentemente para ajudar no ajustamento de uma delas. Uma relação mecanica que aos poucos vai preenchendo as necessidades uma da outra, ate um plano fatal.
E no argumento que o filme começa a ganhar valor, boas personagens, bem escritas e acima de tudo com dialogos que as conduzem para niveis elevados, acabam por dar ao filme uma intriga que até é obvia mas o caminho surpreende.
No que diz respeito a realizaçao, esta obra de estreia de Cory Finley parece-me muito bem realizada, sem grandes meios, da o protagonismo as interpretes sem nunca descuidar o nivel estetico do filme, no final, e na sequencias final tira o coelho da cartola com o melhor momento do filme.
Tambem no cast o filme funciona se por um lado Joy tem uma fisionimia que por si so intriga, utilizando-a ao longo do filme, a surpresa e Cooke, mais proxima de filmes de familia, tem aqui uma interpretaçao brilhante numa personagem tambem ela bem escrita. Parece-me dos papeis que diferencia uma actriz para altos voos de uma comercial. Yelchin tem aqui um bom filme para marcar uma carreira que merecia pelo menos mais tempo. Paul Sparks merece tambem um sublinhado pela sua interpretação

O melhor - As interpretações


O pior - Não é um filme facil de "entrar" na fase inicial

Avaliação - B

Strangers: Prey at Night

Dez anos depois de um pequeno filme de terror ter conseguido alguma dimensão surgiu a sua sequela, ou algo parecido com isso, ou seja uma repetiçao do conceito, num estilo de terror grotesco. Os resultados criticos foram semelhantes ao primeiro filme, uma mediania na recepção com um sublinhado ligeiro negativo, por sua vez comercialmente os resultados foram bem mais limitados, o que de alguma forma acabou por frustar as reais intençoes do filme.
Sobre a historia temos muito pouco de diferente relativamente ao primeiro filme, temos uma serie de personagens num contexto aterrador de uma colonia de ferias deserta, e temos tres psicopatas que simplesmente desejam matar tudo e todos ao som da musica. O filme nao tenta ser mais que as suas sequencias ja que nada explica relativamente a qualquer motivo das personagens nem tao pouco se preocupa muito em nos dar mais sobre as vitimas.
Por tudo isto eu confesso que estes filmes redutores sao fáceis, e ficam muito dependentes do contexto dos mesmos, o que acho que neste caso a falta de pessoas acaba por ajudar, e da forma de realizar, onde o filme aqui me parece bem mais limitado sem qualquer risco ou inovação na abordagem para alem de umas mascaras.
Mas o problema do filme e o sentido, penso que o terror psicologico seria bem mais intenso se os filmes nao tornasses os viloes em objetos sobrenaturais na capacidade de sobreviver. Tudo é exagerado na parte final e pensamos que tudo poderia ser bem mais logico nao perdendo a assinatura de simplicidade do filme que nao quer dar grandes explicaçoes. Mesmo em termos de terror esta longe das sequencias mais assustadores do genero.
A historia fala de uma familia que embarca para umas ferias numa colonia em epoca baixa, e que quando chega se ve deparada com tres psicopatas apostados em desitritifar por completo aquele espaço, iniciando uma luta pela sobrevivencia.
Em termos de argumento muito pouco, alias mesmo nada para alem da ideia de base, de resto sequencias de gato e rato e alguma agressividade numa historia que poderia ser escrita por um menor da escola primaria.
Na realização ROberts assume o cargo desempenhado por Bertino no primeiro filme, com pouco risco ou nenhuma inovação, limita-se a filmar raramente utilizando a camara como auxiliar do terror. Um realizador do genero mas que precisa de um filme referencia para outros voos.
No cast muito pouco, um elenco curto, onde basicamente se testa a capacidade fisica e pouco mais. E daqueles filmes onde os actores podem estar em piloto automatico.

O melhor  - Não ter espiritos malignos.

O pior - Ser tudo demasiado basico

Avaliação - C-

Tuesday, May 29, 2018

Lean On Pete

A ligação entre humanos e animais já foi por diversas vezes testada nos mais diferentes géneros do cinema, ora em filmes mais juvenis e de massas, mas também por vezes em filmes mais independentes. Neste caso temos um pequeno filme que foi lançado no ultimo festival de veneza e chamou alguma atenção, obtendo criticas de primeira linha que contudo foram insuficientes para lançar o filme na temporada dos premios. Estreado já em 2018 comercialmente o filme ultrapassou a barreira do milhao no mercado interno, algo que para um filme com pouca distribuição já se pode considerar satisfatorio.
SObre o filme Lean on Pete, mais que um filme sobre a ligação homem animal, é um filme sobre uma personagem concreta, com muito pouco que valorar na sua vida e que se liga ao animal, como se poderia ligar a outra coisa qualquer. Nisso o filme é inteligente na forma como centra tudo numa unica personagem que acaba por entrar do primeiro ao ultimo minuto, porque o filme é sobre ele. Na personagem temos tudo, a inocência a força a rebeldia, tudo que são as guias condutoras de um filme que muitas vezes deixa-se adormecer, mas que é quase sempre um filme emotivo.
Claro que é facil tambem perceber que o filme tem alguma falta de ritmo, principalmente na forma como em termos de road trip as sequencias não são particularmente movimentadas com algumas ressalvas. Fica a ideia que necessitavamos de algo mais principalmente nas dinamicas relacionais concretas que se vão criando. O filme nem sempre é equilibrado na gestão de episodios e isso faz com que em termos de ritmo o filme baloice ao longe da sua duração.
Por tudo isto Lean on Pete mesmo sendo um filme competente e com algumas valencias de primeiro nivel, da a sensação que deveria ter ido mais longe, deveria ser um filme com mais garra e menos adormecido. Isto porque na sua genese tem uma personagem que acaba tambem ela por ser na maior parte do tempo, uma pessoa também ela adormecida.
A historia fala de um jovem que reside com o pai, sem grande supervisao e sem qualquer objetivo de vida, que acaba por aceitar auxiliar um falido dono de cavalos de corrida, criando a ligação com um dos animais.
Em termos de argumento parece-me um filme mais emotivo do que racional, principalmente na gestão das sequencias. Tem impacto principalmente a este nivel, embora me parece que a gestão de ritmos atraves dos dialogos nem sempre seja a melhor.
Andrew Haigh é um realizador que deu-se a conhecer ao mundo com 45 years, que valeu a nomeaçao a Charlote Rapling, aqui tem uma realizaçao simples, emotiva e com estetica simples, funciona naquilo que sao os objetivos de um filme modesto, num realizador que me parece conseguir dar emoçao ao filme.
No cast temos o melhor do filme o jovem Plummer dá-nos uma das melhores interpretaçoes jovens dos ultimos anos, intensa, emotiva, com plena concretizaçao de cada sequencia, parece-nos estarem reunidas as condiçoes para o nascimento de um actor de primeira linha, com este a ser o seu papei de montra. Nao existe espaço para muito mais porque o ecra neste filme é todo dele.

O melhor - Plummer

O pior - Os ritmos demasiado desiquilibrados do filme

Avaliação - C+

Monday, May 28, 2018

Death Wish

Eli Roth há diversos anos que é mancionado como o discipulo mais fiel de Tarantino, pese embora até ao momento nunca tenha conseguido na sua obra nos dar um filme que marque essa sucessão, colecionando filmes medianamente aceites com autenticos desastres a todos os niveis. Este ano surgiu a sua nova obra, um filme de ação tradicional de vingança com Bruce Willis. Novamente em termos criticos Roth foi um desastre com avaliações essencialmente negativas. Comercialmente ao contrario da maioria dos seus filmes conseguiu alguma distribuição e conseguiu resultados de bilheteira mais visiveis ainda assim muito longe de ser uma sucesso.
Sobre o filme, durante os anos 80 e recentemente com Liam Neeson, foi muito comum filmes de ação simplistas de vingança pela morte de alguem, pois bem este filme encaixa perfeitamente neste genero, sem nem mais nem menos a colocar. Pelo lado positivo temos essa homenagem tradicionalista a um cinema que atualmente não é muito utilizado, mas pelo lado negativo temos a forma cinzenta como tudo é feito, nunca tendo excentricidade na abordagem, sequencias de ação de primeira linha, tornando-se num filme de ação sem sabor, e mais que isso sem força para se fazer vincar em qualquer sentido.
Alias a historia é do mais repetido que me recordo, parece sempre que o filme quer revolcionar a sua historia com alguns suspense ou intrigas paralelas, algo que acaba por nunca acontecer, sendo tudo linear, e onde apenas do final alguma violencia grafica acaba por dar alguns elementos diferenciadores a obra de Roth, que é quase sempre demasiado vulgar para ser aperciada.
Ou seja este era um filme que não tem os erros de abordagem que normalmente filmes como este tem, e que por isso vao diretamente para serie B, mas por outro lado nem em termos de intriga e muito menos em termos esteticos consegue dar a si algum sublinhado em particular, sendo um cinzento filme de açao que nos esquecemos uma semana depois de o vermos.
A historia fala de um medico, que ganha a vida a salvar vidas, que contudo apos a morte da sua esposa vai tentar fazer justiça numa cidade cada vez mais violenta.
Em termos de argumento muito pouco, uma intriga objetiva mas simplista ao maximo, pouco de personagens, pouco de dialogos, e mesmo algum humor que um filme mais negro poderia ter, o filme nunca o utiliza. Tudo demasiado previsivel nao aproveitando espaço para twists que poderia dar mais impacto ao filme.
Roth continua sem convencer como realizador, apos passar por diversos generos mais noir, tem aqui um filme mais generalista a quem nao consegue dar qualquer tipo de assinatura, o que para alguem que relacionaram com Tarantino e muito mas mesmo muito pouco.
No cast Willis tenta recuperar o carisma de outros tempos, sem a chama e o carisma que ja teve. A personagem e demasiado apagada para funcionar, mas ele nao consegue ser uma mais valia a um filme, que apenas parece ganhar alguma cor com a presença de um Onofrio em piloto automatico descontraido.

O melhor - Alguma presença da açao dos anos 80

O pior - O filme ter espaço para mais em termos de argumento e seguir sempre pelo caminho facil

Avaliação - C-

Friday, May 25, 2018

The Escape

Este pequeno filme sobre uma tematica concreta sobre donas de casa e a forma como a vida fica circunscrita a esse mesmo ponto é um pequeno filme britanico que apenas em 2018 viu a luz do dia nos cinemas americanos com muito pouco visbilidade pese embora tenha sido um filme com excelentes criticas o que estranha o facto de nao ter participado principalmente em pequenos festivais de especialidade.
Sobre o filme eu confesso que o tema é inquietante a forma como uma mae de familia eixa de existir absorvida pelas suas tarefas em casa e na forma com que tudo se torna automatico aniquilando a sua existencia. E se esta muitas vezes realidade por si só é inquietante a forma como o filme nos dá a historia ainda torna tudo mais perturbados, principalmente na forma como o conflito da personagem e filmado a cada expressao de desconforto a cada momento, tornado algo como a familia um pesadelo na forma de ver da personagem e esta visao acaba por ser muito bem fornecida ao espetador.
Claro que o filme tem aspetos que moralmente condicionam muito o filme, principalmente na pouca definiçao da relaçao entre a personagem central e os filhos, que me parece demasiado longinqua pelo menos da realidade usual, o que de alguma forma acaba por colocar de lado alguma atualidade e pertinencia do tema, levando-o a um extremo principalmente na personagem.
POr tudo isto mesmo sendo um filme intenso, sobre algo que deve merecer reflexao parece-me que cai no exagero e no extremismo, passando rapidamente do tudo ou nada, tambem no facto do filme ja entrar numa fase de rotura deixa de lado um ponto que poderia ser importante como perceber realmente o que conduz as personagens aquele ponto.
A historia fala de uma mae de familia completamente agastada e sem reaçao perante as suas rotinas que tenta encontrar algo na vida que lhe de alento e alguma felicidade mesmo que isso coloque em questao a estabilidade da sua familia.
Em termos de argumento nao se trata de um filme com personagens de ponta, ou grandes dialogos, alias utiliza muitas vezes o silencio com forma de expressao e faz com sabedoria. O facto de entrarmos no filme com um comboio a meio nao me parece a melhor opçao para nenhum filme.,
A realizaçao do filme esta a cargo Dominic Savage um realizador britanico ja veterano mas com uma filmiografia quase desconhecida. O filme é intensdo pela escolha de aproximar muitas vezes a camara da expressao facial da personagem central. Nao sendo uma obra prima e um filme funcional.
No cast temos dois excelentes papeis de dois actores britanicos muito ligados a cinema de consumo rapido. Arteton é intensa, da a personagem tudo o que o filme quer que ela dê, principalmente no lado desligado. Cooper e o extremo oposto, a bomba relogio que balança bem, em dois dos melhores papeis de ambos.

O melhor - A intensidade e o peso que o filme consegue transmitir ao espetador.

O pior - No fim falta a componente moral assinalavel

Avaliação - B-

A Quiet Place

No ultimo par de anos, através de realizadores de uma nova vaga o cinema de terror tem encontrado titulos carismaticos que ao mesmo tempo tem conquistado não so o grande publico como também a critica. Depois de o ano passado Get Out ser uma das revelações do ano, este A Quiet Place tem sido um  dos filmes melhores avaliados por todos os especialistas e talvez por isso também comercialmente se tornou num dos fenomenos comerciais ate ao momento.
Sobre o filme é obvio que a ideia central do filme é completamente original e funciona muito bem no filme em termos de terror, o terror emocional de todas as persoangens em não ter qualquer tipo de ruido ja que tal podera causar a sua morte, é muito bem potenciado não so nas sequencias escolhidas pelo filme, mas acima de tudo pela densidade psicologica que oferece a cada momento do filme.
PEse embora este facto tal unanimidade e excitaçao do filme parece-me algo exagerada, principalmente porque em termos narrativos é um filme completamente simplista, onde temos uns animais a matar que faz barulho, e uma luta de principio a fim pela sobrevivencia de uma familia. Aqui apenas o remorso por uma morte passada acaba por dar algum elemento diferenciado ao filme, já que no resto temos um argumento totalmente simplista e com um final demasiado aberto.
Mesmo assim é obviamente um filme diferente, que principalmente em termos de terror funciona em pleno, uma ideia original e mais que isso a sua capacidade do filme conseguir ter um impacto claro no espetador, onde tambem a criaçao de um monstro particular ajuda o filme a criar esse impacto em toda a linha.
A historia fala de um familia que tenta sobreviver num mundo apocalitico, onde quem fizer ruido acaba por ser totalmente desfeito por umas criaturas. Sendo o filme uma luta continua pela vida.
Em termos de argumento o filme tem muito pouco para alem da ideia de base, original e funcional. nao tem na sua essencia quer personagens quer dialogos, sendo objetivo neste ponto, num filme que funciona particularmente pela sua ideia central.
Krasinski é conhecido como actor de comedias, mas tem aqui um trabalho interessante, principalmente na forma como consegue fazer escalar a intensidade psicologica do filme. Num realizador que ate ao momento na realização era um desconhecido, um trabalho que o colocara na primira linha de hollywood.
No cast como a maior parte dos filmes de terror temos um filme exigente fisicamente. Blunt tem um papel de primeira linha, um dos melhores do ano ate ao momento, principalmente na entrega fisica e caracteristicas dramaticas. Krasinski como ator nao me convence tanto pese embora seja dos seus melhores papeis.

O melhor - A densidade psicologica e o terror que o filme consegue ter.

O pior - Argumento basico

Avaliação - B-

Backstabbing for Begginers

Escandalos politicos reais, são usualmente escolhas de produções de primeiro nivel com objetivos ambiciosos, dai que foi com algum espanto que percebemos que um pequeno estudio iria adaptar um dos maiores escandalos dentro das Nações Unidas. Este espanto acabou por resultar em resignação quando as avaliações demonstraram a mediania do filme e mais que isso acabou por lançar o filme para um visibilidade quase inexistente estreando em quase nenhum cinema nos EUA, e por isso com resultados comerciais inexistentes.
O que acontece normalmente quando estudios pequenos e com poucos meios tentam adaptar historias grandes e que os filmes não adquirem a profundidade ou conseguem ir ao centro do tema que abordam. E neste filme essa dificuldade e gritante, pese embora a conjugaçao continua entre imagens filmadas e reais , certo é que na sua essencia aqui temos um filme de ação e espionagem serie B com pouca intensidade demasiado emaranhado entre personagens que nunca consegue ser um filme politico muito menos um filme maduro sobre o mesmo.
A ambiçao deve ser sempre valorizada e nisso o filme tem o seu merito o problema e que não existe arte para ir mais alem do que uma historia de domingo a tarde, com algum misterio relativamente a forma como as intençoes da persnagens jogam entre si, mas com uma dificuldade clara e saliente de conseguir manter o impacto da trama e o suspense narrativo ate ao final, perdendo gas ao longo da sua duração.
Tambem em termos da personagem central, principalmente no seu contexto o filme cai em alguns cliches de filmes simpaticos de matine, o que acaba por tirar ao filme o impacto real que realmente poderia e deveria ter um filme sobre tal tematica.
A historia fala de um jovem diplomata que no seu primeiro trabalho nas Nações Unidas embarca para o Iraque de forma a fazer um inventario sobre um programa humanitario, o qual vai perceber que mais não é um esquema preparado para enriquecimento ilicito.
Em termos de argumento para alem da base realista do filme, temos um filme simples de açao de personagens lineares, algo emaranhado no desenvolvimento narrativo, e que não consegue quase nunca alimentar uma intriga que tinha espaço para valer mais no filme.
A realizaçao a cargo de Per FLy um realizador dinamarques de um cinema de segunda que tem aqui um trabalho pequeno, pese embora a boa conjugação da ficção com a realidade nunca consegur ir muito para alem disto, e o filme raramente consegue ter uma assinatura propria.
No cast a escolha de Theo James condiciona em muito o valor que a personagem poderia ter. Ate ao momento James pouco mais do que um heroi simples de açao consegue ser, ainda não tendo demonstrado outro tipo de caractristicas ou versatilidade que o possam levar para encabeçar filmes de primeira linha. Kingsley« por sua vez é sempre competente nos diversos papeis, independentemente do grau de dificuldade que neste caso era diminuido

O melhor - O filme tem ambiçao

O pior - Mas torna-se num pequeno filme de açao

Avaliação - C-

Tuesday, May 22, 2018

The Cured

O Reino Unido foi um dos paises que melhor conseguiu com o seu cinema dar a rampa de lançamento para os ZOmbies e mais que isso para a loucura do cinema e televisao por este fenomeno, principalmente depois do sucesso de 28 dias depois. Alguns anos mais tarde mais uma produçao das ilhas britanicas apostou nesta tematica com este pequeno filme que criticamente ficou pela mediania, sendo uma total nulidade em termos comerciais em face da dificuldade dos grandes publicos aceitarem filmes sobre este tema com poucos efeitos ou caracterização.
A primeira parte e a abordagem de The Cured ao assunto é diferenciadora e competente, a forma como tenta trazer para o filme o remorsso por uma condição não escolhida mas de impacto inultrapassavel é bem trabalhada no filme principalmente na formulação do seu personagem principal. Alias inicialmente e na envolvencia quase politica que o filme quer dar sobre o assunto, temos alguma originalidade, pese embora um ritmo algo lento que o filme adopta.
Contudo no final o filme não consegue permanecer com o seu conceito e acaba no tipico filme de sobrevivencia de zombies com sequencias de ação de violência, que o torna num modesto filme de zombies iguais a tanto outros, dando a sensação que desaproveita o trabalho meritorio inicial para cair no facilitismo da ação simples.
Ou seja parece que um filme que poderia ser uma abordagem diferenciadora e eficaz sobre um tema em concreto com componentes algo metaforicas no fim se deixa cair naquilo que todos esperam dos filmes de zombies, contudo como os meios são menores o impacto da ação e das sequencias tambem acabam por o ser, e o filme sai danificado dessa escolha.
A historia segue um jovem que depois de se ter tornado zombie por infeçao acaba por recuperar, contudo numa sociedade que coloca de lado as pessoas que padeceram dessa condiçao o mesmo tenta sobreviver à revolta dos iguais a si.
Em termos de argumento a abordagem inicial do filme é interessante, olhando com uma prespetiva diferente e mais que isso bem agilizada sobre o fenomeno. Parece contudo e que as personagens sao insuficientes para aguentar um filme tao racional e acaba por cair no obvio.
Na realização David Freyne é um desconhecido realizador que sem grandes meios não conseguiu dar ao filme o impacto visual que usualmente os filmes de zombies poderão ter. Mesmo assim opta por planos escuros, mas que não são suficientes para dar ao filme qualquer linhagem significativa.
Em termos de cast o filme não é de primeira linha, Page e Keeley estão em piloto automatico em papeis simples, sendo que o maior destaque vai para Vaughan Lawor com um papel intenso, fisico que acaba por captar a maior atenção das suas cenas.

O melhor - A abordagem inicial

O pior - O filme no fim ser mais um igual a tantos outros de zombies

Avaliação - C

Sunday, May 20, 2018

True Crimes

Em 2016 no momento em que este filme foi produzido as primeiras previsoes acabaram por o considerar como um possivel candidato aos oscares, principalmente pela reformulaçao de estilo de Jim Carey. Contudo apos os primeiros visionamentos e as avaliações muito negativas destruiram por completo as ambiçoes do filme que apenas estreou no mercado americano dois anos depois, sem qualquer visibilidade e que rotundou em um floop comercial total, e que demonstra bem o declinio que se tornou a carreira de Carey.
Sobre o filme temos desde logo um filme pelo estilo, e acima de tudo pelo ritmo pausado um filme muito mais proximo da tradicao cinematografica de leste do que qualquer influencia de Hollywood, num filme onde a fotografia claramente escura e o que mais salta a vista, rapidamente percebemos que o filme tem uma ideia de policia mas nunca a consegue traduzir num argumento nao conseguindo em momento algum ter ritmo ou impacto naquilo que nos mostra.
Na falta de concretizaçao de um argumento o filme tenta dar um estilo negro, primitivo e cru, mas mesmo ai o filme parece sempre algo desligado, desde a forma de filmas dialogos extremamente estranha como o seu final, que apesar de previsivel acaba por ser o unico marco diferenciador, de um filme aborrecido, realizado de uma forma estranho e que da sempre a sensaçao que todos no filme estao em grande sacrificio.
E normal alguns actores que ja tiveram no topo de hollywood quando perdem esse carisma tentem algo diferente, neste caso Carey arriscou mas o filme nunca teve a qualidade para o conduzir para altos voos, porque e um filme mau, e acima de tudo um filme que nunca consegue ter ponta de interesse para que o o observa.
A historia fala de um policia que obcecado por um caso que nao conseguiu resolver, decide anos depois voltar a investigar o mesmo, levando o a resultados completamente surpreendentes.
Em termos de argumento temos uma ideia igual a tantas outras de filme policial mas que nunca resulta num argumento, principalmente porque o filme escolhe se despir de personagens e dialogos e assim nao existe filme algum que resista a tais opçoes de argumento.
Na realizaçao Avranas e um realizador grego totalmente desconhecido do grande publico que tem o maior foco de atençao por ter optado por Carey para um papel tao cinzento. O filme ate tem uma boa fotografia mas tem opções de realizaçao que nunca ninguem vai conseguir entender.
No cast Carey na sua versao mais seria e dramatica, algo que no passado ja demonstrou resultar, mas neste caso tudo nao funciona, quando entramos dentro de uma espiral de desastre dificilmente se consegue sair dela e este filme demonstra bem isso para o ator canadiano.

O melhor - A fotografia

O pior - A forma como parece que nada funciona no filme

Avaliação - D+

Friday, May 18, 2018

The Leisure Seeker

QUando sairam os nomeados para os Globos de Ouro 2017 existiu uma nomeaçao completamente surpreendente, a de Hellen Mirren neste filme, que ate aquele momento era completamente desconhecido. Tudo ficou ainda mais surpreendido quando as avaliaçoes criticas do filme estavam longe de grandes sucessos.Talvez potenciado por este mesmo facto o filme acabou por ter um valor comercial interessante tendo em conta os seus pressupostos iniciais.
SObre o filme confesso que a historia em si e interessante, uma historia de amor na terceira idade, com os problemas de saude inerente a fase final da vida, e a forma como o filme consegue utilizar as adversidades para nos dar um filme simples, leve com algum humor, e mais que isso um filme que aproveita as fragilidades das duas personagens para potenciar a sua união, e nisso o filme é bastante competente.
Claro c que o filme aproveita em demasia a questao da memoria de uma das personagens para se tornar muito distinto da realidade e para se tornar em muitos momentos uma comedia algo simplista de sequencias curtas, perdendo a essencia emocional que recupera nos dialogos finais, e na forma como demonstra bem que as personagens so funcionam juntas.
Ou seja um filme mais emotivo do que racional, um filme que aborda o teor da road trip amorosa, que funciona nos seus objetisos simples, que nao sendo um filme de topo, acaba por ser um filme interessante, bem representado quer individualmente quer em grupo, e que de alguma forma da o sublinhado interessante ao amor de um casal ao longo do tempo.
A historia fala de um casal que embarca numa road trip final, no momento em que um dos elementos começa a sofrer bastante com Alzheimer e outro com um cancro terminal, numa viagem que acaba por colocar em causa muito do relacionamento passado.,
Em termos de argumento e muito interessante o teor que o filme consegue dotar os seus dialogos, no balanço entre o peso sentimental da situaçao das personagens e o humor simples e suave utilizado. Da ao filme um toada positiva que funciona bem.
No que diz respeito ao realizador italiano Paulo Virzi, parece-me simples, emotiva, mais proxima dos filmes romanticos europeus, que aproveita a simplicidade do momento para fazer um filme simples mas romantico. Parece-me um realizador simplista mais funcional.
Em termos de cast Mirren esta ao seu melhor nivel, e leva o filme com a sua personagem na montanha russa emocional que o filme quer. AO seu lado um Sutherland em boa forma nesta fase final de carreira, que funcionam bem individualmente ou em conjunto.

O melhor - O tom que o filme encontra

O pior - POr vezes exagera na utilizaçao dos lapsos de memoria de um dos personagens

Avaliação - C+

Nostalgia

Existem pequenos filmes sobre historias paralelas que são lançados de uma forma silenciosa com a tentativa de chamar atenção da critica. Este pequeno filme teve o problema de ser submetido a uma indiferença avaliativa que nao lhe permitiu altos voos, acabando por estrear de uma forma quase incognita nos cinemas com resultados completamente residuais sendo que apenas os mais atentos tiveram conhecimento do seu lançamento.
SObre o filme ate posso admitir que tem um ponto de partida nao so interessante como forte em termos de potencial emotivo, um filme sobre objetos que marcam vidas e o seu valor patrimonial num filme que funciona em cadeia de personagens com estilos e acima de tudo com segmentos diferentes. Mas estes filmes dependem em muito da força de cada historia mas mais que isso da força da ligaçao e o filme nunca consegue tem impacto em nenhum destes pontos.
E o grande problema acaba por ser o seu ritmo pausado na forma como este nunca consegue criar impacto em nenhum dos seus personagens ou historias, passa por uns momentos melhor que outros mas parece adormecer de uma forma continua tornando-se mesmo algo chato ao longo da sua duraçao, para um filme que queria pelo menos ter um valor simbolico em termos emocionais.
Isto acontece muitas vezes em hollywood a capacidade de difrenciar um filme de primeira linha dos outros e a capacidade de em filmes mais exigentes funcionarem na plenitude, algo que este nunca consegue. Fica sempre a sensaçao que o filme precisava de mais nervo e coraçao para ter o impacto desejado.
O filme fala de diversas pessoas que se vao ligando pelas memorias de familiares passados em diferentes momentos do luto ou das vivencias, com profissoes onde esse recordar acaba por ser constante.
Em termos de argumento penso que a ideia de base, ou a base moral do filme e bem melhor do que a sua execuçao, ja que o filme nunca consegue fazer sublinhar os seus dialogos os seus personagens e os seus acontecimentos.
Mark Pellington e o realizador deste filme, alguem experiente atras da camaras mas a muito tempo fora do seu melhor nivel que tem um trabalho simplista, de personagens num clima intimo que nao servira de muito do explorar da sua carreira atual.
No cast o filme tem boas interpretaçoes em segmentos pequenos, quer Busrtyn quer Keener tem impacto emocional, e demonstram as boas atrizes que sao, no melhor segmento do filme que poderia ser mais potenciado com mais força do argumento.

O melhor - ALguns elementos do cast.

O pior - O filme adormecer-se a si proprio

Avaliação - C-

Ready Player One

Steven Spilberg nos ultimos anos tem variado entre cinema de autor, com filmes mais pensados para grande publico com avanços tecnologicos principalmente no terreno de animação. Este ano surgiu o peculiar Ready Player One sobre o mundo dos videojogos num futuro longinquo. Em termos criticos pese embora os resultados competentes esteve longe da unanimidade que outros filmes do realizador foram conseguindo ao longo das decadas. Comercialmente podemos dizer que o filme foi mais competente com resultados interessantes principalmente tendo em conta que se trata de um filme de base.
Ready Player One e na sua essencia um filme de animação de aventura, com objetivos muito definidos e que acenta em principios tecnologicos muito interessantes como o mundo online e os avatares, e nisso e na curiosidade que isso acaba por trazer o filme funciona bastante bem, sempre conjugada com a questão revivalista que o filme tambem consegue ter na forma como faz homenagem aos anos 80.
Por tudo isto parece-me que Ready Player One sendo um filme de aventuras juvenis tem os ingredientes necessarios para um entertenimento interessante, pese embora por vezes a sua longa duração acabem por tornar as sequencias de ação algo repetitivas e o filme algo moroso, mas isso nunca acaba por tirar ao filme os seus valores e mais que isso os seus pontos primordiais.
Muitos poderao dizer que este filme esta longe dos melhores filmes juvenis de Spilberg, mesmo sendo verdade é importante sublinhar que Spliberg deu-nos ao longo dos anos alguns dos melhores filmes do estilo e o facto deste ser ligeiramente menos nao o coloca nunca no lado negro da balança.
A historia fala de um jovem vidrado num jogo que mais nao e do que uma realidade alternativa que tem como premio deter esse mesmo jogo quem conseguir encontrar três chaves. Para conseguir esse objetivo acaba por se aliar a alguns companheiros de aventura.
Em termos de base podemos dizer que temos uma historia de aventuras igual a muitas outras. Contudo nos detalhes o filme tem alguns pontos muito interessantes quer em termos de curiosidade quer em termos de originalidade de algumas abordagens.
Spilberg sabe como poucos utilizar os meios a seu favor, em termos de animaçao o filme e de primeira linha e conjuga bem isto com o lado real. Tecnicamente irreprensivel e uma das etiquetas Spliberg e este filme consegue manter esse padrão.
No cast o filme e algo ingrato para os seus interpretes porque os pontos mais dificeis sao em animaçao. Mesmo assim os jovens Sheridan e Cooke sao boas escolhas para papeis simples para ambos.

O melhor - Os detalhes culturais do filme

O pior - -A duraçao

Avaliação - B-