Monday, January 21, 2019

The Nutcracker and the four Realms

Esteve longe de ser um sucesso 2018 para a Disney em termos de adaptações Live actions de historias de encantar. Depois de no inicio do ano Wrinkle in TIme se ter tornado uma desilusão completa esta adaptação ao cinema de Quebra Nozes tambem esteve longe do sucesso, principalmente criticamente onde foi bastante criticado, mas tambem comercialmente onde teve muito longe do parametro minimo exigido para uma produção da Disney
Este é claramente um filme que funciona bem esteticamente com um trabalho de desenho de produçao de primeiro nivel ou nao tivessemos a falar de um filme produzido pela DIsney, mas que falha em todo o sentido narrativamente. As personagens o mundo alternativo nunca é criado com força para alimentar uma historia intensa e proxima do publico. ALias a determinada altura parece obvio que o filme desiste de fazer funcionar o seu quase inexistente argumento e acaba por se limitar a sequencias onde o lado tecnologico e potenciado.
E sem duvida uma das mais pobres obras que me lembro em termos de Disney, principalente pela falta de risco e intensidade de um guião que nao consegue fazer funcionar os lados mais basicos como o carisma ou força da personagem central, alguma dimensao ao vilao, e pior que isso o filme nunca consegue nem tenta ter momentos de humor descontraidos, tornando-se num filme monotono, sem graça e mais que isso sem qualquer tipo de inovaçao para o estudio.
Fica a ideia que a Disney esta a exagerar nos live action de todas as suas historias sem trabalhar as mesmas num ponto que tera de ser diferente nestas abordagens que e o argumento. Num ano onde colecionou de forma clara duas derrotas, provavelmente para o proximo ano com dois pesos pesados as coisas serao diferentes mas fica a ideia que existe muito a trabalhar.
A historia fala de uma menina orfa de mae que no dia de natal embarca para um mundo no qual a sua mae era rainha, cheia de fantasia e com quatro seres superiores que tentam encontrar a paz, contra as intenções de uma delas.
Em termos de argumento tudo e limitado ao mais basico, as personagens esteriotipadas sem qualquer tipo de profunidade, o desenho narrativo sem força, ou intensidade emocional, e pior que isso o filme nao consegue em momento algum ter qualquer graça natural.
Na realizaçao temos uma produçao de primeira linha da Disney com dois realizadores veteranos numa fase final de carreira a cumprirem o necessario num filme que funciona esteticamente mas cujo guiao nao permite grande resultado.
No cast a escolha na jovem desconhecida Mckenzie Foy tinha tudo para funcionar mas a forma como a personagem nao se desenvolve no filme nao potencia a interpretaçao que é quase repetitiva na montra de fragilidade. No que diz respeito aos secundarios, apenas um ou outro apontamento de Kneightley chama à atençao

O melhor - A direção artistica do filme.

O pior - O argumento

Avaliação - C-

Sunday, January 20, 2019

Suspiria

2018 sera para sempre um ano relacionado com Remakes de filmes conhecidos com abordagens de autor. Este suspiria marca a visão de um realizador em grande forma em Hollywood como Luca Guagadino da historia de horror de Argento. Os resultados criticos pese embora tenham sido positivos estiveram algo distantes do sucesso que conseguiu nos seus filmes anteriores. Comercialmente pese embora a expetativa que existia em torno do filme os resultados foram a todos os niveis escassos.
Sobre o filme temos claramente que o dividir em dois apontamentos, desde logo o seu caracter estetico onde Guagadino consegue dar impacto visual interessante, acompanhado por uma banda sonora de ponta liderada por Thom Yorke, que cria o clima ideal para um filme de terror de primeira linha. COntudo o filme tem um problema o terror mitologico so funciona se for objetivo e neste filme temos demasiadas coisas implicitas para o terror funcionar, e turno acaba por se tornar demasiado proximo da comedia, o que nos parece nunca ter sido a intençao do filme.
Com o falhar do objetivo central e nos pequenos apontamentos que temos aqui alguma curiosidade em torno do filme, principalmente pelas construçoes de Swinton em diversas personagens do filme, que em termos de argumento não e propriamente interessante mas acaba por ser um apontamento original que os filmes raramente usuam. Outro dos pontos e a riqueza visual da sequencias mais violentas, mas elas nao tem continuidade no resto do filme.
Ou seja um filme de terror mitologico em alguns apontamentos proximos do que Aronofsky fez com Mother, com um resultado final proximo. Uma ideia rebuscada num filme demasiado longo e que nao consegue prender o espetador, sobrando apenas o lado estetico de um filme pensado para ser maior.
A historia fala de uma bailarina norte americana que inicia a carreira numa escola na alemanha federal que acaba por perceber ser bem mais do que um espaço para apreender dança, sendo mais que isso um espaço de exercicio de poder sobrenatural.
Em termos de argumento o filme e confuso, e principalmente pelo facto de densificar mais as cenas torna tudo ainda mais confuso nao deixando grande espaço para personagens e para desenvolvimento narrativo. Pode ser metaforicamente rico mas no restante esta longe de ser sequer funcional.
Guagadino surpreendeu meio mundo o ano passado com a beleza do seu Call Me By Your Name, e este ano volta a surpreender num genero diferente, mas que novamente consegue dotar de riqueza estetica que demonstra uma versatilidade de autor que nem sempre e facil de encontrar.
No cast o destaque vai para Swinton, com tantos papeis e de alguma dificuldade ainda que facilitado pela caracterizaçao, temos um espetaculo pessoal, principalmente pela exigencia de tres papeis. Tudo contudo e mais curioso do que brilhante. Johnson tenta encontrar o seu melhor lugar e fugir do selo comercial de sombras de Grey e parece estar a escolher pelo menos papeis fortes.

O melhor - O nivel estetico do filme.

O pior- A confusao do argumento

Avaliação - C

Saturday, January 19, 2019

The Aspern Papers

Os filmes tradicionais europeus com inspiração inglesa gostam de misturar literatura e filmes de epoca. Aqui produzido por Ivory temos mais um filme com duas das figuras tipicas deste tipo de filmes como a experiente Redgrave mas tambem Meyers, que nos ultimos tempos tem apostado por este tipologia de filmes. Este acabou contudo por se tornar um desastre completo critico com avaliações pessimas, e isso acabou por conduzir ao desastre comercial que o filme tambem se tornaram.
Sobre o filme podemos dizer que rapidamente percebemos que um filme e um completo desastre desde logo quando os personagens do mesmo sao recheados de maneirismos completamente inexplicaveis. E mais que isso quando a conjugaçao entre o passado e o presente do filme e desde logo mal realizado e contextualizado na organização narrativa do filme.
Mas o ponto onde o filme ainda se torna muito mais desastroso acaba por ser em toda a caracterizaçao da personagem central, algo que tem sido cada vez mais recorrente nas interpretaçoes de Rhyn Meyers. Ficamos completamente sem reação perante todos os maneirismos de interpretação amadora que o filme nos dá, nao respeitando a presença de alguem tao consagrado como Redgrave, num filme que peca em todos os pontos do seu desenvolvimento e por isso apenas poderia acabar como um desastre.
Mesmo em filmes tradicionais de epoca e possivel fazer filmes sem sentido algum, o paralelismo entre a arte do escritor e a narrativa central é pouco interessante mas mesmo artisticamente na sua concretização do fillme acaba por em momento algum funcionar.
A historia fala de um biografo que procura as cartas de um autor, sendo que para isso acaba por alugar um quarto na casa da alegada titular das mesmas, no momento em que e capaz de tudo para aceder a tao preciso bem para ele.
Em termos de argumento o filme é bastante mediocre. A narrativa central é desinteressante as personagens pecam por excesso de maneirismos sem sentido e mais que isso os paralelismos falham naquilo que o filme quer ser, e tudo acaba por nao funcionar.
NO que diz respeito à realização a estreia em longas metragens de Landais e um desastre principalmente na forma quase amadora com que entrega as cenas do passado no presente. Percebe-se que sabe funcionar bem num contexto bem escolhido de Veneza, mas depois desprediça tudo com a falta de arta.
No cast Meyers e um desastre do primeiro ao ultimo minuto, nos ultimos anos este ator tem colecionado interpretaçoes deploraveis que nos fazem pensar de como e que os filmes continuam a contratar. Ao seu lado uma Redgrave que apenas quer aparecer e a filha da mesma tentada em ganhar alguma dimensao e ser mais do que a filha da mãe

O melhor - Veneza

O pior - No meio de tanta coisa existe uma que nao e comparavel em termos de lado negativo que e a interpretação de Meyers

Avaliação - D-

Escape Room

Há diversos anos que a primeira semana de cada ano e marcada por uma estreia do cinema de terror, usualmente filmes de segunda linha com resultados criticos muito baixos e comercialmente no mesmo sentido. Este Escape Room foi em ambos os pontos um dos melhores produtos da primeira semana com criticas medianas e com uma resposta comercial aceitavel principalmente tendo em conta que se trata de um filme sem qualquer figura conhecida.
Sobre o filme podemos dizer que a base e repetida de outros filmes como Cubo, ou mesmo Saw, o filme onde desconhecidos se juntam num espaço preparado para eles e tem de lutar entre si pela sobrevivencia e um genero algo utilizado no cinema de terror de segunda linha e Escape Room esta longe de ser o melhor produto deste estilo.
Ou seja um filme cujos enigmas parecem ser resolvidos em intuiçoes de cada um,, ou seja um dos pontos que poderia ser mais aproveitado atravez do pedido de raciocinio aos seus interpretes e completamente abandonado por esquemas e enigmas que são resolvidos sem pistas de uma forma em que basicamente o unico interesse esteja nas personagens e nao nas situações em si.
Tambem em termos de horror ou originalidade ou trabalho das mortes das personagens o filme e bastante modesto quando comparado com filmes do mesmo genero, sendo que tambem o desenlace do filme fica longe daquilo que pensamos que poderia ser o trunfo final que poderia ter. A abertura para um segundo filme parece-me demasiado ambiciosa.
A historia fala de um grupo de desconhecidos que apos serem convidados para uma experiencia diferente percebem que nao estão no jogo mas sim numa luta continua pela sobrevivencia, cena apos cena
Em termos de argumento temos mais do mesmo quando comparado com outros filmes do mesmo genero, sem grande qualidade na elaboraçao das mortes nem das razões por tras de cada uma das personagens. Tem trabalho em tentar fazer a ponte entre os personagens e as cenas mas nem sempre sai bem.
Na realizaçao Robitel ja tinha iniciado o ano passado com o novo capitulo Insidiou, nao e propriamente um filme brilhante no plano de realizaçao funcionando melhor na criaçao de cenas, mas mesmo assim longe de se tornar uma referencia sequer do genero.
No cast o filme nao aposta por figuras conhecidas mas sim jovens a procura de afirmação num genero que pede pouco mais que intensidade dos seus interpretes e acaba o filme por ter isso e pouco mais.

O melhor - O estilo do filme faz a historia passar rapido.

O pior - Claramente pior do que outros filmes que tiveram a mesma formula.

Avaliação - C-

Thursday, January 17, 2019

Blaze

Foi claramente um dos anos mais marcante da carreira de Ethan Hawke, desde logo pela apresentaçao do seu novo filme como realizador, este Blaze o qual foi bem avaliado em Sundance onde acabou por ganhar o premio de interpretaçao, pese embora o estilo biopic nao o tenha ajudado em termos comerciais onde as coisas claramente nao correram bem ao filme.
Sobre a historia do filme, um biopic com uma abordagem diferenciada partilhada em tres momentos que se vao entrecruzando ao longo do filme entre a grande historia de amor do musico, o seu ultimo concerto e uma entrevista de radio a duas das pessoas mais proximas. A adoção deste estilo acaba por ser ao mesmo tempo algo confusa na forma como nos parece termos pessoas diferentes nesses momentos, mas ao mesmo tempo e assinatura diferenciadora do formato do filme.
A historia de um musico desconhecido da maioria, nao e propriamente forte, uma historia de amor, a entrada numa espiral negativa com o consumo de alcool e o seu tragico final, o filme apenas consegue nos dar algo diferenciador em Blaze na forma como sobia ao palco e tornava-se totalmente imprevisivel mas isso acaba por cer dez minutos num filme com mais de duas horas.
POdemos dizer que e um biopic sobre uma pessoa menor, realizado num formato independente que tem tanto de artistico como de confuso. O filme consegue momentos musicais interessantes principalmente para quem nao contacta diariamente com a musica Country, mas nao e por isso que achamos que Foley fosse uma referencia.
A historia fala-nos da obra e principalmente dos factos que levaram a morte de Blaze FOley um cantor Country norte americano.
O argumento nao e propriamente forte porque nao nos e capaz de nos dar as personagens que passaram por Foley, a organizaçao do filme é algo difusa mas isso nao faz o filme perder alguma diferenciaçao de uma estrana personagem central.
Hawke nao e propriamente um realizador conhecido, aqui tem o trabalho independente num estilo proximo do que tem sido a sua carreira nos ultimos tempos. Fica a ideia que o filme perde-se na sua formaçao faseada intercalada mas e um risco que os realizadores a crescerem tem que tomar.
O cast com musicos nos principais papeis e interessante Ben Dickey tem uma composiçao interessante que lhe valeu, parece-me a mim com alguma justiça o premio de interpretaçao em Sundance. Claro que os momentos musicais para um musico profissional nao sao dificeis mas o filme e mais que isso sendo dominado pelo actor.

O melhor - O contacto com um genero musical distante.

O pior - O cruzamente continuo de momentos

Avaliação _ C

Tuesday, January 15, 2019

Sgt Will Gardner

E habitual em Janeiro de cada ano, principalmente nas estreias em cinema limitados temos filmes conceptuais de pouco sucesso que entram e saem das salas de cinema sem grande alarido. Um dos filmes que neste mes viu a luz do dia em termos de cinemas norte americanos foi este drama totalmente idializado por Max Martini sobre veteranos de guerra. Este trabalho pessoal do actor aqui cineasta nao foi propriamente aperciado pela critico que o avaliou de uma forma bastante negativa. Ja comercialmente um filme com este conceito quase que esta completamente exposto ao falhanço.
Sobre o filme podemos dizer que se trata do drama completo de principio ao fim, e sabido a necessidade de pensar um pouco a historia do numero elevado de veteranos de guerra com a vida aniquilada e sem resposta mas tornar uma abordagem sobre esta materia uma novela mexicana sem grande sentido de personagens e mais que isso pensada para a lagrima facil mesmo que sem sentido e aquilo a que se chama mau cinema.
Alias muitas das coisas que este filme nos tras sao representativos claros do que e fazer mau cinema, desde logo a tentativa de suavizar a tentada com uma historia de amor que e abandonada, porque a personagem central pensava que estava a sair com o Cranston e das coisas sem mais sentido que me lembro num guiao, para alem de todos os relacionamentos que o personagem vai tendo ao longo do filme.
A piorar tudo o twist narrativo final que nao so nao tem impacto porque e irrelevante como e uma tentativa do filme perder a objetividade que era o minimo que se podia exigir num filme claro de serie b sem qualquer força. Ou seja uma trapalhada total que resulta num dos piores filmes dos ultimos tempos
A historia fala de um veterano de guerra que tenta reajustar a sua vida depois de sofrer de desordem pos traumatica e com dificuldade nos apoios depois de ter servido o pais.
O argumento vem com a velha dinamica do veterano abandonado na rua, com a direçao unica de culpar o contexto com os tiques de patriotismo estanque americano. Parece-me claro que o filme nao tem argumento e mais que isso as personagens sao do mais esteriotipado que me recordo, sendo o passeio pelos generos um ato irrefletido do primeiro ao ultimo minuto.
Na realizaçao Max Martini e conhecido essencialmente como actor de filmes de guerra e que tem aqui o seu segundo filme, muitos anos depois do primeiro. O trabalho principalmente no passeio pelos generos nao tem qualquer sentido pratico e torna o filme perdido.
No cast Martini esta longe de ser um excelente ator, por isso quase nao o reconhecemos pese embora ja tenhamos visto diversos filmes como ele. Nao e pensado para liderar um cast e este filme demonstra bem isso, principalmente porque a personagem e um conjunto de cliches mal estruturados.

O melhor  - A mensagem de alerta e sempre importante e os donativos do filme para a causa

O pior - A causa merecia um trabalho bem mais capaz

Avaliação  - D-

Sunday, January 13, 2019

Cold War

Todos os anos existe um filme estrangeiro que assume algum mediatismo critico e que se considera um intruso em alguns premios na temporada de premios. Longe do sucesso completamente incomparavel que Roma acabou por ter, podemos dizer que sobrou este Cold War. Um filme polaco que triunfou na critica e que provavelmente sera um dos nomeados ao oscar de melhor filme estrangeiro, sendo que comercialmente o facto de ser um filme completamente outsider Hollywood acabou por nao permitir grandes resultados comerciais.
Sobre o filme podemos dizer que nos ultimos anos e de forma isolada alguns paises menos conhecidos pela força do seu cinema tem lançado filmes interessantes que mudam para sempre a dinamica do cinema desses paises. Este ano foi a Polonia com este filme a preto e branco sobre uma historia de amor. Ao contrario da maior parte dos filmes que tem este carimbo parece-me obvio que existem dois pontos que favorecem a reaçao critica do filme e que valorizam mais do que ele val. O lado musical do filme e por outro lado o contexto politico que nao pode ser indiferente a toda a forma como vemos a obra.
FOra isto parece-me que estamos perante um filme intimista de sequencias curtas sem grande conteudo, personagens ou dialogos, que para dar mais impacto aquilo que nos quer dar escolhe o preto e branco da moda para se diferenciar. Comparativamente com muitos dos filmes europeus que ganharam estatuto ao longo dos ultimos anos parece-me que este filme e claramente inferior a todos os niveis, sobrando apenas uma produção mais cuidada e pouco mais.
Mesmo como historia de amor a fragmentação do filme em cenas curtas parece-me que por si nao e benefico para o crescimento das personagens e principalmente para o crescimento da relaçao. Certo e que o objetivo e contextualizar a mesma relação em diferentes pontos politicos em diferentes estados, isso parece-me uma das ideias que o filme consegue rentabilizar e torna las interessante mas longe de o tornar uma obra de referencia.
A historia fala de um professor que se apaixona por uma aluna de musica, sendo que este amor com convições diferentes passa por diversos momentos em diversos locais marcado por contigencias politicas tambem ela variada.
Em termos de argumento nao e um filme com muito conteudo quer em termos de dialogos e principalmente em termos de crescimento de personagens. Vale pelos contextos politicos que o filme nos vai dando a cada personagem e pouco mais.
Na realização Pawlikowski e um dos valores claros do cinema europeu mais tradicional que ja tinha chamado a atençao a si em Ida. Aqui tem novamente um trabalho interessante, optando novamente pelo preto e branco bem definido. Um realizador com assinatura um dos bons valores da europa.
No cast local, ambos os interpretes funcionam bem naquilo que sao os parametros necessarios do filme. Fica a sensação que o filme nao e exigente para com eles, dando prevalencia principalmente a realizaçao.

O melhor - A ideia do mesmo amor ter fases diferentes em contextos politicos diferentes

O pior - A falta de dialogos e por isso o crescimento da relação

Avaliação - C+

Saturday, January 12, 2019

Tau

A netflix teve o ano com mais filmes lançados tendo quase tocado em todos os generos com mais ou menos sucesso. Ate em termos de sci fi com este TAU a distribuidora teve a sua tentativa contudo neste caso sem grande sucesso. Criticamente TAU esteve longe do sucesso com criticas medianas com ligeiro pendor negativo. Por sua vez comercialmente teve longe de ser o produto mais apetecivel da NEtflix.
Os filmes de inteligencia artificial é dos generos de Sci Fi aqueles que acho que tem maior potencialidade pois podera de alguma forma antever o futuro. neste filme temos esse ponto mas trabalhado ao minimo, ou seja temos um computador que controla uma casa inteira e pouco mais ja que no restante temos um misto de filme de ação e terror de segunda linha sem personagens e pior do que isso sem intensidade.
O unico ponto que o filme tem de alguma qualidade e a forma como a relaçao entre a personagem central e o computador vai crescendo, contudo por muito que a mesma no desenvolvimento do filme acabe por ser importante a forma como o filme e a sua intriga central acaba por deixar demasiados pontos sem grande sentido e mais que isso muitos buracos do argumento acabam por nao permitir que o resultado final seja satisfatorio.
Ou seja um mediocre filme de ficção cientifica com o detalhe da voz de Gary Oldman ser bem funcional como o ser interativo do filme e pouco mais. Fica a ideia que o filme tem uma ideia que quer potenciar mas e incapaz de a trabalhar para fazer sentido e mais que isso para dar um filme minimamente coeso.
A historia fala de uma jovem que e raptada por um cientista que tem como objetivo aprimorar ao maximo a inteligencia artificial utilizando as pessoas que rapta como cobaias, de uma casa gerida por uma ser informatico.
Em termos de argumento nem a historia de base e a mais interessante de inteligencia artifical nem o filme consegue potenciar esse ponto com uma historia coerente. O pior de tudo e que o filme quase nao tem dialogos sendo o unico ponto interessante os dialogos da personagem central com o computador.
Na realizaçao Frederico D ALessandro tem a estreia numa realizaçao de longa metragem depois de anos a trabalhar nos departamentos de filmes de grande dimensao. O filme tinha espaço para mais risco e assinatura o que acaba por nao ter. Nao e propriamente uma boa apresentaçao.
No cast a jovem Maika Monroe começa a ganhar algum protagonismo em Hollywood mas penso que nao e com este papeis que vai demonstrar versatilidade para ser uma figura de primeira linha. O mesmo para um Skrein ainda a procura do estilo de filmes para fazer carreira. O melhor e mesmo a voz de Oldman

O melhor - A relaçao que se cria entre a personagem central humana e o computador

O pior - A forma como o filme nunca consegue ter uma narrativa minimamente coerente

Avaliação - D+

When We First Met

As comedias romanticas ficaram nos ultimos anos em desuso, dai que quando surge uma nova com formulas antigas temos tendencia em ficar agradados com o resultado final em termos de entertenimento com o filme. A Netflix apostou neste formato com este filme com alguns actores proximos do publico mais jovem.O resultado critico do filme nao foi positivo com avaliações essencialmente negativas sendo que comercialmente os registos netflix sao sempre dificeis de avaliar.
Sobre o filme podemos dizer que a formula do regresso atras do tempo e a forma como dá toda a relevancia aos promenores do tempo, e algo que para mim funciona e demonstra toda a força que detalhes podem ter no futuro. Nesse sentido o filme funciona e quase que tudo é interessante no ponto de vista de um objeto de entertenimento rapido com a excepção de uma coisa, mas talvez a mais central do filme, o estilo de humor de Devine.
Alias o filme rodar em termos humoristico em torno das caretas de Devine e um desastre naquilo que poderia ser um filme simples, sobre relações com personagens objetivas para um ideal, mas cujo o estilo de humor do comediante acaba por levar o filme para patamares de absurdo e mais que isso para um estilo de filme que por vezes tira o lado emotivo que todas as comedias romanticas deveriam ter.
Mesmo assim uma ideia que resulta sempre em comedias de pouca exigencia que acaba por ter como lado mais interessante a forma como de repente o filme modo o foco do casal para algo mais funcional do que a primeira forma. E nesse particular que o filme ganha o seu maior destaque.
A historia fala de um rapaz que depois de conhecer a rapariga dos seus sonhos numa festa de halloween acaba por entrar na friend zone e nunca conseguir ter nada com a mesma, ate ao momento em que pode regressar atras e mudar o destino.
Em termos de argumento a formula do regresso ao passado é usada mas acho que normalmente funciona bem em termos de entertenimento. parece-me claro que e na forma como o filme depende demasiado do humor de Devine que falha em termos humoristicos,.
Na realizaçao do filme Ari Sandel, oscarizado por melhor curta tem dedicado a sua atençao nos ultimos anos a curtas, tendo tido algum sucesso com The Duff, aqui tem uma realização contemporanea sem grandes artefactos e tipica do cinema para televisao.
No cast eu confesso que Devine nao funciona, é um actor demasiado dependente dos tiques de cara que estao longe de ser interessantes e destroi qualquer quimica que os filmes romanticos deveriam ter. Parece que o maior destaque acaba por ir para Henning que dá ao filme o lado mais emotivo e descontraido que acaba por ser a sua maior referencia.

O melhor - Como filme romantico ate funciona

O pior - Devine e o seu estilo de humor

Avaliação - C+

Friday, January 11, 2019

The Legacy of a Whitetail Deer Hunter

O ano de 2018 foi bastante proveitoso para Josh Brolin, principalmente pela inclusao com sucesso em dois filmes de super herois. Mas nao foi por isso que o actor não arriscou noutros conceitos, estando presente neste pequeno filme que foi uma pequena aposta da Netflix. Escrito por Danny McBride este filme este longe de ser um sucesso critico com avaliações essencialmente medianas. Já no que diz respeito ao valor comercial do filme, esta não foi nem de perto nem de longe uma aposta de sucesso da Netflix.
Sobre o filme eu confesso que o mesmo inicia com um estilo interessante quer nos segmentos de video, mas acima de tudo num estilo de humor disparatado que numa fase inicial funciona. O problema e quando o filme entra no lado emocional, e no lado relacional aqui tem muitas dificuldades em ser convincente e mais que isso a graça de um estilo de humor arriscado vai-se perdendo, acabando por terminar de uma forma abrupta nao concretizando a ideia central do filme na relaçao pai-filho.
Por tudo isto parece-me claro que este não é nem de perto nem de longe dos melhores filmes da Netflix muito por culpa de um argumento tipico de McBride que consegue em momentos ser engraçado mas que quase nunca consegue encontrar o balanço certo entre o humor e o lado narrativo dos filmes, acabando aqui por nao conseguir fechar a narrativa no seu lado mais serio.
Assim um filme pequeno em dimensao mas acima de tudo pequeno em duração que começa bem, criando expetativas de uma comedia de costumes que acaba por nao ser tendo dificuldade em encontrar o seu tom, e nem as boas interpretaçoes na diade principal conseguem fazer com que o filme ultrapasse uma mediania irrelevante.
A historia fala de uma famoso caçador que grava os videos dos seus trabalhos que parte numa jornada com o seu filho, apostado em estreitar laços com o mesmo, percebendo ai que os interesses de ambos sao diferentes e a conjugaçao de esforços podera nao ser a melhor.
No argumento pese embora uma fase inicial interessante, o non sense tipico de humor de Mcbride a determinada altura deixa de encaixar com o estilo do filme, e torna principalmente a narrativa relacional do filme inxistente. Muitas vezes há que balançar e saber colocar o humor no sitio certo, o filme tem dificuldades em o fazer.
Na realizaçao Jody Hill é um habitual ajudante de Mcbride na realização tem um trabalho com alguns louros, principalmente na conjugaçao das imagens de video dentro do filme com o filme em si. Nao sendo um trabalho de ponta tem um bom equilibrio.
No cast Brolin atravessa um bom momento e aqui funciona bem mesmo na parte comica como na parte mais relacional, sempre com a rigidez que o filme lhe pede e que ele tão bem sabe interpretar. McBride como nao podia deixar de ser encaixa no tipico papel humoristico das suas caracteristicas e um jovem Montana Jordan a ser uma agradavem surpresa na sua rebeldia.

O melhor - Os primeiros quinze minutos.

O pior - O filme não saber encontrar o equilibrio entre o humor despropositado e uma narrativa com conteudo

Avaliação - C

Thursday, January 10, 2019

Ralph Breaks the Internet

Seis anos apos o mundo da animação ter entrado no revivalismo com o seu particular Wreck It Ralph, um dos melhores filmes de animaçao dos ultimos anos, surge a sua esperada sequela, com um novo ingrediente, concretamente a Internet. Assim como o seu antecessor novamente Ralph conseguiu passar na critica com avaliações essencialmente positivas. Do ponto de vista comercial os resultados foram positivos e demonstram bem que Ralph e uma personagem rentavel para a Disney.
Sobre o filme como todos sabem eu fui um adepto claro do primeiro filme, pelo revivalismo e pela originalidade da criaçao de todo o mundo. Novamente aqui fiquei bastante agradado com o resultado de nos trazer para o ecra um mundo da internet como se fosse algum paupavel e sempre com o prisma de um menor. Nessa abordagem novamente a Disney faz maravilhas com o sublinhando para a capacidade de dar estetica a um mundo hipotetico por parte dos seus criativos.
Em termos de guião penso que pese embora nao fosse facil a confusao que a internet poderia dar, o filme e competente, fazendo o paralelo de algumas das actividades com mais seguidores da internet com um objetivo comum das personagens e mais que isso sempre com a mensagem positiva da amizade, o que faz mais uma vez da Disney unica das abordagens de mundos paralelos.
E obvio que podemos dizer que o lado "novidade" que o primeiro filme tem, acaba por nao existir principalmente porque a maior parte das novidades do primeiro filme acabam por ser replicadas, principalmente no que diz respeito aos detalhes tecnicos, o que faz este filme ser menos surpreendente.
A historia fala da ligação de Ralph com Venelope, e a forma como ambos tem de embarcar na internet com o objetivo de recuperar um volante para o jogo de arcade da segunda e assim permitir que o mesmo continua.
Em termos de argumento para alem de todo o paralelismo entre o mundo criado e a internet que acaba por ser brilhante o filme tem tudo o que um de animação necessita, curiosidade, boa mensagem e mais que isso uma capacidade de ser empatico.
Na realizaçao a dupla do primeiro filme regressa com um trabalho mais actual, sem ser tanto revivalista mas com a qualidade que a Disney ja nos habituou e que fazem do estudio lider em filmes de animaçao.
No cast de vozes, C Reilley é a pessoa indicada para Ralph e SIlverman tem a rebeldia necessaria para o seu papeil. Nas novas aquisições Henson e Gadgot não brilham mas nao danificam aquilo que acaba por ser as personagens de cada uma.

O melhor - A origindalidade e as curiosidades do conceito.

O pior - O revivalismo do primeiro filme por motivos de um argumento diferente acabam por desaparecer.

Avaliação - B

What They Had

Hilary Swank deve ter uma das carreiras mais peculiares do cinema, depois de um inicio fulgurante com a vitoria em dois oscares, acabou por desaparecer colecionando filmes de segundo nivel, sempre esperançada em recuperar a dimensão perdida. Este ano este pequeno filme alimentou a esperança de alguma critica relativamente a esse regresso mas tal nao aconteceu. Pese embora os resultados criticos do filme até tenham sido positivos  a sua dimensão comercial quase inexistente deixou este filme completamente longe de qualquer mediatismo.
What They Had é o tipico filme independnete que nos fala de um regresso as origens familiares. Um tipo de filme com muita força nos EUA em face das mudanças de espaço comuns principalmente em cidades mais pequenas. O filme é um drama familiar algo comum, que reside principalmente nas particularidades das personagens. E neste ponto o filme tem alguns apontamentos melhores que outros muito por culpa de interpretaçoes fortes, mas que acabam por em momento algum dar algo de significativamente diferente ao filme.
Ou seja temos um filme demasiado comum com bons interpretes o que permite que muitas vezes a intensidade de algumas cenas ultrapassem em interesse o que é mesmo o foco central do filme, que é marcado por conflitos familiares constantes numa abordagem que peca quem sabe por ser demasiado tradicionalista.
Ou seja um filme que tem um principio algo usado, que falta-lhe uma abordagem diferenciadora e que vai tendo os seus bons momentos a custa de interpretações intensas de personagens em conflitos internos e externos. Fica a ideia que por vezes o filme deveria arriscar um pouco mais na abordagem para se diferenciar.
A historia fala de uma mulher que junto com a filha regressa a terra natal de forma a tentar avaliar a condiçao de saude da mae, doente de alzheimer, acabando por ficar emaranhada numa contigencia familiar marcada por problemas individuais.
No argumento e um filme objetivo nos conflitos mas que lhe falta algum risco. As personagens tem todas a sua posiçao bem assumida e mais que isso os dramas criados sao os que se espera, faltando alguma inovação num argumento demasiado parecido com outros.
Na realizaçao Chomko tem aqui o seu trabalho mais assinalado, mas está longe de ser sequer um filme forte em termos de realizaçao. Fica mesmo a ideia que com uma abordagem diferente o filme poderia e deveria ter tido outro impacto.
No cast Swank sabe dar a intensidade plena as suas personagens e aqui mais uma vez demonstra a competencia que todos sabem que tem. COntudo o maior destaque vai para os papeis masculinos, desde logo um Shannon que emprega aos seus papeis uma intensidade que fazem dele unico, e por fim Forster, um actor que passou grande parte do tempo algo apagado mas que aqui tem um balanço importante na dinamica interpretativa do filme.

O melhor - As interpretaçoes

O pior - A realizaçao

Avaliação - C

Tuesday, January 08, 2019

Like Father

A netflix apostou este ano em diversos generos sendo por vezes a comedia a mais difil de resultar. NUm estilo simples de cinema este filme acabou por ter avaliações medianas e ser um sucesso razoavel em termos de visualizações da plataforma estando acima de tudo associado ao regresso de Gramer ao cinema.
SObre o filme podemos dizer que se trata de uma comedia familiar com procedimentos e com um humor algo tradicionalista, com uma historia previsivel e uma mensagem positiva, o filme é certo tem poucos ingredientes que sejam novidade, deixando como elemento mais interessante entrarmos dentro de um dos maiores cruzeiros do mundo e todas as suas diversões, ja que como filme é mais do mesmo em termos de comedia serie B e mais que isso acaba por nunca conseguir ser um filme engraçado.
Like Father e daquelas comedias simples sem grande graça ou tentativa de ser, que quando começa todos vamos saber como acaba e todos os procedimentos e avanços e recuos narrativos que o filme vai ter. Isto e o tipo e filmes que serva para manter actores no activo ja que naquilo que realmente significa para o ano é quase nulo. Nao sendo um filme horrivel de se ver esta longe de ser um bom filme.
ALias a ideia que fica no filme é que em termos de humor tem dificuldade em se encontrar acabando apenas por ser um ligeiro filme para toda a familia, politicamente correto e pouco mais. Parece-nos que mesmo sendo um filme comum no genero o mesmo acaba por nesta altura ar desatualizado e ter dificuldades em funcionar junto a maioria dos espetadores.
A historia fala de uma viciada no trabalho e na carreira que no dia em que e abandonada no altar reencontra o seu pai biologico muitos anos depois, acabando por embarcar com o mesmo num cruzeiro destinado a lua de mel.
Em termos de argumento o filme segue os passos basicos na comedia familiar. A tentativa de um humor fisico raramente funciona e mais que isso a previsibilidade do filme do primeiro ao ultimo minuto esta longe de ser um bom cartao de visita para o resultado final do filme.
Na realizaçao Lauren Miller ROgen esposa de Sethe Rogen tem aqui a sua primeira longa metragem sem grande fulgor uma realizaçao simples que vive muito a boleia do cruzeiro onde e realizado e pouco mais. Nao e neste registo que se criam carreiras, nem na comedia.
Em termos de cast os dois protagonistas estao no seu terreno de segurança, Bell passou a carreira a fazer comedias familiar e personagens duais dentro das mesmas dai que seja mais do mesmo, GRamer aparece tambem num registo comum de comedia. Ou seja longe de ser um grande trabalho de interpretaçao.

O melhor - A simplicidade do humor, por vezes é o menor dos males.

O pior - TOda a previsibilidade

Avaliação - C-

The Rider

O festival Sundance é sempre pródigo no lançamento de novos realizadores, uma das grandes supresas da edição de 2018 foi este The Rider, um filme com a particularidade dos seus interpretes serem as personagens reais, que se tornou quem sabe no filme melhor avaliado criticamente do festival, o que alimentou algumas esperanças na temporada de premios. Por sua vez comercialmente um filme sem estrelas ou figuras de referência tem sempre dificuldades em resultar, contudo não podemos dizer que os resultados comerciais tenham sido escassos.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme intimista da relação de alguém com um animal, e mais que isso o amor por uma arte neste caso o rodeo. Nao e um filme de muitas palavras mas acima de tudo um filme de contacto fisico entre homem e animal, isso permite que o filme seja intenso do ponto de vista emocional, mas quem sabe algo vazio nos outros complementos da vida do personagem central que nos parece que poderiam funcionar melhor.
Por tudo isto parece-me que pese embora The Rider seja um filme com muito coração, potenciado pelo facto do filme ter como interpretes as personagens reais, na realidade conduz-nos para um contexto cultural algo longinquo do nosso, e mais que isso parece sempre um filme que se limita ao lado emotivo da historia sem grande desenvolvimento de outros aspetos.
Assim, sobra-nos um filme intimo, com caracteristicas independentes de realização, com coração, mas que na minha opinião falta-lhe por um lado trabalhar mais a personagem central nas outras vertentes da vida, e quem sabe alguma maior racionalidade numa ou noutra abordagem.
A história fala-nos de um ex-praticante de rodeo que depois de um acidente que lhe tirou algumas faculdades fisicas, contudo não consegue abandonar a sua ligação aos cavalos e ao desporto o que acaba por colocar em causa o seu futuro ou a propria vida.
Em termos de argumento não é um filme muito bem trabalhado, alias parece-me sempre um filme que limita as palavras para dar aso as emoçoes, e esse tipo de filmes em moda am hollywood funcionam mas nao surpreendem. Nao me parece que seja o lado mais forte do filme.
Na realizaçao Chloe Zhao consegue ter uma realizaçao bonita, principalmente na forma como nos da a relação do interprete com o animal, essa beleza é uma mais valia de um filme que nos parece quase sempre potenciar a emoçao e a realização acaba por servir por completo este objetivo.
No cast nao tendo interpretes mas as pessoas reais a tarefa principalmente de nos dar sentimentos e mais facil porque sao vivencias proprias, o filme consegue captar a intesnidade dramarica de cada um dos personagens e esta escolha resulta como acertada.

O melhor - O lado emocional do filme.

O pior - Parece-me que por vezes o filme é  demasiado silencioso

Avaliação - B-

Monday, January 07, 2019

Beautiful Boy

Desde o inicio de 2019 que a maior parte dos criticos colocou elevadas as expetativas em torno deste filme apontando-o de imediato como um candidato natural aos premios. Contudo apos as primeiras visualizações se percebeu que pese embora o filme tivesse sido bem avaliado, tal seria insuficiente para entrar na real luta pelos premios, sobrando apenas a questão interpretativa. Em termos comerciais para um filme com uma distribuição reduzida os resultados até foram competentes mas insuficientes para lhe permitir dar o grande salto.
Sobre o filme sem sombra de duvida que o drama que o filme retrata não só é fiel ao sofrimento de muitas familias ao longo de uma vida. O filme tem picos em que consegue transmitir esse sofrimento principalmente na forma como nos da os ciclos de recaida tratamento. O problema do filme é contudo um outro a forma como está montado temporalmente com avanços e retrocessos temporais é uma confusão total, que tem como objetivo de ser mais intimista mas acaba por ser uma confusão total.
Por tudo isto parece-me não ser um filme coeso que funciona como um todo, intercalando sequencias bem realizadas de interação entre personagens com outras em que fica a ideia que o filme não tem um corpo comum, perdendo muito do sofrimento da personagem num equilibrio entre as mesmas que nunca é feito e que tal acaba por danificar a força do filme.
Beautiful Boy e daqueles filmes que mesmo não sendo mau, é um filme que deveria ser muito melhor, pelo impacto do que nos dá, e por aquilo que representa, fica a ideia que por vezes a tentativa de uma abordagem diferenciadora quando pouco trabalhada e justificada porde danificar o resultado final de um filme e aqui isso aconteceu. Num filme que tem muito bons detalhes e um menos interessante resultado final.
A historia fala de um escritor que acaba por ver o seu filho enverdar pelo caminho das drogas, disponibilizando-se a estudar tudo relacionado com o consumo do mesmo de forma a tentar salvá-lo do caminho da morte.
Em termos de argumento a base do filme é interessante ainda que seja um lugar comum, parece-me que as personagens principalmente as centrais tem conteudo, pese embora os dialogos sejam algo previsiveis. Nao penso que o dialogo seja o que danifica o resultado final de uma historia de impacto.
Na realizaçao Van Goreningen é um realizador belga, que parece ter nas maos um trabalho demasiado grande para as suas capacidades e na forma como idealiza temporalmente o filme, acaba por ser um desastre. Fica a ideia que tudo com um realizador mais eficaz teria outro impacto.
No cast o filme e denomindado por um Chalamet que esta nesta fase a entregar as suas personagens uma intensidade que pode ser uma assinatura interessante no seu crescimento como actor. Temos nervo e carisma num actor jovem mas com muitos atributos interpretativos. Carell parece algo apagado numa personagem em sofrimento. Fica a ideia que o filme deveria dar mais dele.

O melhor - A historia tão comum

O pior - A montagem do filme.

Avaliação - C+

Sunday, January 06, 2019

The Old Man & Gun

Sem duvida que 2018 ficou marcado entre outros aspetos pelo anuncio de Robert Redford do abandono da carreira de actor. O veteranissimo actor escolheu este filme que é quase um concerto a solo para se despedir. Mais uma vez e como muitas vezes aconteceu ao longo da sua carreira criticamente este filme foi bem avaliado o que chegou em alguns momentos a ser considerado um possivel candidato ao oscar da melhor interpretaçao. Comercialmente para um filme com pouca distribuição as coisas nao correram mal, mas realisticamente era um papel demasiado pequeno para a distinção maior.
Sobre o filme, ultimamente esta na moda filmes sobre assaltos produzidos por pessoas idosas, e este filme acaba por ser mais um, embora de uma forma ligeiramente diferente, ja que nao temos um filme apostado em nos dar a complexidade da investigação policial, ja que pese embora exista alguma atençao ao policia esta é claramente menos quando comparada com aquilo que o filme nos da do estilo do autor, e aqui reside o epicentro do filme, se por um lado funciona como diferenciador, muito por culpa do carisma sempre presente de Redford pode no final tornar o filme demasiado pequeno.
Em termos de mais valia o filme tem alguns apontamentos muito bem concretizados, desde logo os dialogos da personagem central com o seu interesse amoroso, e mais que isso a simplicidade das sequencias de roubo, que em face da sua objetividade acabam por ser insolitas, o filme no seu estilo pequeno acaba por potenciar ainda mais o insolito do que quer transmitir.
Mas e obvio que é um filme pequeno, um filme que por saber as suas limitaçoes, abandona muitas das pontes relativas aos outros personagens e mesmo a investigação criminal o que deixa o filme algo limitado na sua abrangencia e no seu impacto final, e que limita o seu potencial de premios numa luta final.
A historia fala de um idoso que tem como imagem de marca assaltar bancos sem qualquer alarido e de forma cordial sem que ninguem presente na instituição bancaria perceba o que esta a ocorrer.
Em termos de argumento, mesmo sendo um filme demasiado centrado num ponto so, tem bons momentos de dialogos e principalmente uma personagem carismatica que é bem pensada para funcionar no ecra,
Na realizaçao David Lowery e daqueles realizadores que ja conquistou a critica mas que tem tido dificuldades em conquistar o publico muito por culpa de trabalhos algo intimistas e estranhos. Aqui no seu filme mais vulgar percebe que a estrela e Redford e realiza o filme em sua funçao, ainda nao e com este filme que vai passar para a primeira linha de hollywood.
Redford vai abandonar o cinema sem qualquer oscar interpretativo e sejamos claros provavelmente a sua falta de versatilidade ditou este desfecho. Aqui tem mais um filme em que funciona bem o seu carisma mas nao e um papel dificil, e por isso a nomeaçao para o globo de ouro de comedia é um premio merecido mas suficiente. E certo que o filme sustenta-se nesta formula de Redford mas isso para ele nao e dificil.

O melhor - O carisma da personagem.

O pior - Muitas das pontas desta historia nao sao trabalhadas

Avaliação - B-

Saturday, January 05, 2019

Mary Poppins Returns

Cinquenta e quatro anos depois de um dos mais classicos filmes juvenis da historia a Disney e Mashall decidiram fazer voltar todo o ambiente à vida, com o apoio das novas tecnicas e levar-nos na fantasia de Mary Poppins. Sempre num terreno dificil podemos dizer que Marshall ate conseguiu sair vitorioso com avaliações essencialmente positivas, sendo que comercialmente pese embora os bons resultados o filme nao conseguiu a explosao que poderia ser esperada.
Sobre o filme tenho a dizer que tecnicamente e dos filmes mais irrepreensiveis do ano, a forma como o filme nos dá estetica e beleza em cada sequencia em que entramos no mundo fantastico de Mary Poppins e absolutamente brilhante nao tivessemos nos num filme da Disney com a coreografia de Marshall. Saimos perfeitamente deslumbrados pelo nivel tecnico do filme, que junta a fidelidade ao original com toda a tecnologia de ponta ao seu dispor.
Outra coisa e o valor do argumento do filme, aqui temos um simples filme para os mais pequeno, mais preocupado na mensagem moral do que na consistencia das suas palavras ou qualquer surpresa nas personagens e na narrativa. Aqui adota a simplicidade que e tipica da Disney, abusando apenas é de sequencias musicais longas que poderão adormecer em muitos momentos o filme no que diz respeito à sua historia. Parece tambem perder demasiado tempo em homenagens com personagens que acabam por ser irrelevantes.
Por tudo isto este regresso de Mary Poppins e um filme interessante, principalmente pelo seu nivel tecnico. Sendo um genero que atualmente penso ser inimigo da tradiçao, neste musical graças a cor e mais que isso graças a riqueza dos planos acabamos por ter um filme bonito, mesmo que longe de ser uma obra prima.
A historia fala dos irmãos Banks agora adultos e com descendencia que recebem novamente a visita de Mary Poppins numa altura em que a casa dos Banks se encontra em perigo de ser perdida para um banco gerido por um individuo com poucos valores morais.
Em termos de argumento nao temos um filme propriamente desenvolvido as personagens sao simples, os procedimentos narrativos simples, ficando apenas o filme com o lado fantasioso das canções as quais acabam por ser pouco imponentes da mensagem, mas funcionais para aquilo que o filme quer ser.
Na realizaçao Marshall e neste momento o mais eficaz realizador de musicais, desde Chicago onde venceu o oscar de melhor filme, o realizador e coreografo dedicou-se quase em exclusivo aos musicais, alguns com maior sucesso do que outros. Aqui tem um otimo trabalho principalmente porque todas as competencias tecnicas do filme estão aprimoradas.
No cast, o filme esperou a gravidez de Blunt ja que a consideraram a escolha perfeita, o que acaba por ser, Blunt encaixa perfeitamente naquilo que Poppins é, com o lado misterioso e a riqueza vocal. Lin Miranda foi uma escolha surpreendente, da o lado humoristico ao filme, mas ao contrario da maioria das criticas acho que é um papel acima de tudo repetitivo.

O melhor - A qualidade tecnica do filme.

O pior - E um simples filme para crianças

Avaliação - B-

Friday, January 04, 2019

Wildlife

Apresentado no certame de jovens realizadores no festival de Cannes este pequeno filme que marca a estreia do jovem actor Paul Dano na realização, com um argumento da sua namorada Zoe Kazan foi uma das agradaveis surpresas do festival frances obtendo otimas criticas as quais foram insuficientes para lançar o filme na corrida aos premios, muito por culpa de um resultado comercial escasso que nao deu ao filme a visibilidade necessaria para fazer o filme ganhar corpo na sempre complicada luta de premios.
Wildlife e um filme pequeno, de personagens concretas num espaço e num momento proprio, isso pode tirar a esta historia alguma capacidade de ser significativo mas por outro lado não deixa de tirar o lado emotivo e o coração que o filme consegue ter a reboque da sua personagem central. Não é um filme de lado bom e mau, é um filme de sentimentos em conflito e isso acaba por ser transmitido sempre do ponto de vista inocente da personagem central, o que da ao filme o lado intimo funcional que o mesmo necessita.
Do lado negativo parece que assim como a personagem central o filme esta sempre a controlar a explosão emocional e essa inquietação passa para o espetador que espera sempre pela explosão de tudo o que fica reprimido e que quase nunca chega, essa forma como o filme não consegue ir mais longe acaba por limitar o impacto emocional que é bem trabalhado no filme.
Ou seja um filme pequeno mas feito com coração, acompanhamos de perto as emoções e conflitos das persoangens numa forma simples de acompanhar dramas pessoais. A escolha da persoangem mais inocente para servir de veiculo a historia e a opção mais bem conseguida para fazer o filme resultar.
A historia fala de um casal, nos quais os elementos tem formas diferentes de prepetivar o futuro, o que conduz a uma separação temporária. O filme acompanha a degradação da relação aos olhos do filho do casal.
Em termos de argumento temos uma historia comum, num lugar comum, mas que é muito bem trabalhada na exploração emocional. Os dialogos parecem curtos pois fica a ideia que muito fica por dizer em todas as personagens.
Dano tem aqui o seu primeiro trabalho com realizador com muita influencia tradicional, uma abordagem simplista com preocupação estetica acaba por ser o lado mais bonito de um filme sem truques e muita sinceridade. Um bom primeiro filme.
No cast o filme tem como destaque maior o jovem Oxenbould, um adolescente que ja foi criança estrela que nos da um papel intenso, e bastante interessante pela forma comedida com que a sua personagem vive tudo que o filme nos da. Excelente conjugação de estilos entre Gyllenhall e Mulligan.

O melhor - O filme consegue nos dar o lado emocional ao nivel maximo

O pior - Falta a explosão

Avaliação - B

Hold the Dark

Outra das grandes apostas da Netflix para o ano de 2018, foi um thriller psicologico Hold the Dark, contudo o mesmo acabou por não ter o protagonismo desejado, mesmo sendo o trabalho sequente de um realizador valorizado pela critica depois do sucesso de Green Room. Novamente o filme ate conseguiu funcionar relativamente bem em termos criticos com avaliações moderadamente positivas, mas do ponto de vista comercial Hold in the Dark nao foi dos filmes mais mediaticos da plataforma.
Sobre o filme podemos começar que para a tensão que o filme quer passar a escolha do contexto espacial do filme foi muito bem escolhida, concretamente uma pequena cidade do alaska que acaba por tornar o filme extremamente claustrofobico e acaba por funcionar bem no caracter inevitavel que o filme quer dar. Este ponto acaba por permitir que o filme seja extremamente funcional no que diz respeito ao contexto que nos da.
Pena e que o argumento seja confuso na sua parte mais importante que é as razões e explicações para tudo o que vamos vendo.Neste ponto parece que o filme tem dificuldade em assumir as razões os misterior para toda a intensidade que estamos a ver, e isso acaba por ser o ponto mais estranho do filme. Não percebemos a real associação a lobos, e o filme exige alguma pesquisa para percebermos que no livro que esta na base do filme muito mais é explicado e muito mais faz sentido.
Ou seja uma adaptação literaria que pese embora crie a intensidade que o filme necessita está longe de nos dar na totalidade aquilo que o filme é, por este ponto não podermos considerar este filme positivo, nem que seja porque para alem deste ponto tudo parece algo repetitivo ao longo das suas duas horas de duração.
A historia fala de uma mulher que apos o desaparecimento do seu filho, alegadamente morto por lobos, contrata um especialista nesta especie animal para tentar encontrar o corpo do menor. Entretanto surge na vila, oriundo da guerra o pai do menor.
Em termos de argumento parece-me que na sua concretização tudo é demasiado confuso, sendo um filme em que ficamos com a ideia que muito nao e explicado, ou se o é, acaba por ser de uma forma tao subtil que tudo fica um pouco confuso. E nisso o filme tem claramente este defeito que acaba por ultrapassar outras qualidades que o filme tem.
Saulnier é um realizador jovem e relacionado com o terror psicologico, tem aqui a criação de uma boa atomesfera muito por culpa de uma boa escolha da localidade onde o filme decorre, aproveitando-a ao maximo. Denota-se capacidade de fazer o filme vincar mas ainda falta primor nas historias que nos trás.
Por fim no cast, Wright e um competente actor que nos parece dar ao papel aquilo que necessita, pese embora não seja um papel dificil. Otima intensidade de um Skarsgard em boa forma como vilão, e uma Riley Keough que começa a ser uma figura bastante presente em obras de autor.

O melhor - O alaska

O pior - O argumento ter medo de revelar demais.

Avaliação - C

Bird Box

A Netflix tem sido nos ultimos tempos um dos maiores vetores da divulgação de cinema de autor, tendo em conta a aposta que esta formato tem feito nos diferentes tipos de filme. Nenhum contudo até à presente data tinha resultado tão bem junto dos utilizadores como Bird Box, que se tornou rapidamente num sucesso instantaneo, e um fenomeno de redes sociais, sendo estimado que mais de um terço dos utilizadores da plataforma ja o viram. Em termos criticos as coisas estiveram longe de ser brilhantes com avaliações medianas.
Sobre o filme podemos dizer desde logo que se trata de um particular filme pos apocalipse que contudo vai para alem do usual pelo facto de nunca conseguirmos ver quem se trata o inimigo e mais que isso pela forma como consegue criar uma atomesfera de claustrofobia principalmente nos espaços exteriores. E neste contexto de luta entre personagens o filme tem a sua maior valencia na forma como a mesma cria uma dimensão de luta e imprevisibilidade que torna o filme intenso.
E obvio que é um filme redutor em termos do que realmente significa, um filme de terror, ou quanto muito um thriller intenso que acaba por saber funcionar naquilo que facilmente transmite ao espetador. Fica a sensação que poderia dar mais sobre o que transforma as pessoas, mas esse misterio acaba por alimentar algum carisma no filme, que acaba tambem por funcionar na sua interessante conclusao.
Por tudo isto acho que Bird Box, estando longe de ser um grande filme, é um filme eficaz algo que a Netflix principalmente em generos mais comerciais tinha tido dificuldade de o fazer até então. Uma produçao grande em termos de realizadores e actores que acaba por no final ser um filme interessante dentro dos seus proprios parametros.
Sobre o filme o mesmo conta a historia de um virus que faz com que as pessoas que sejam expostas ao mesmo acabem por se suicidar, a unica forma de conseguir suster o virus e estar em casa ou fechar os olhos no exterior, ao mesmo tempo que observamos a luta pela sobrevivencia de uma mulher e duas crianças.
Em termos de argumento o filme não sendo um poço de inovação sabe potenciar ao maximo uma ideia, criando o misterior do desconhecido como a sua maior força. E um filme que mais do que grandes dialogos ou personagens sabe criar intensidade nas sequencias e isso num filme de terror e essenciar.
Susanne Bier é uma realizadora de segundo plano em Hollywood que recentemente com a mini serie The Night Manager ganhou protagonismo.Aqui aparece com um trabalho interessante principalmente na intensidade que consegue transmitir, mesmo sem grandes truques ou arte ou efeitos, mas todos sabemos que é o desconhecido que pode potenciar o maior terror. NUma carreira sem grandes passagens pelo terror fica o sublinhado de um bom trabalho.
No cast o filme nao exige dos seus protagonistas grande trabalho, Bullock tem a exigencia fisica do papel, algo que normalmente a actriz consegue ultrapassar bem, e no seguinte personagens simples, num filme dominado por outros aspetos.

O melhor - A capacidade do filme transmitir panico aos espetadores.

O pior - Poderia nos dar mais do desconhecido

Avaliação - B-

Wednesday, January 02, 2019

The Oath

É comum sempre que existe uma revelação na comedia que a mesma seja utilizada até à exaustão no género. Haddish foi a figura de 2017 e em 2018 esteve bastante ativa com diversos projetos. Este filme acabou por ser o mais pequeno, num projeto totalmente elaborado pelo comediante Ike Barinholtz, os resultados criticos do filme foram medianos, mas a pouca ou quase nenhuma distribuição do filme acabou por fazer dele um autentico floop comercial.
Sobre o filme Oath é um filme estranho, principalmente porque para alem do humor fisico tipico do seu protagonista maior tenta por outro lado ter uma dimensão politica satirica que nunca tem sentido para os objetivos do filme já que em momento algum discute qualquer tipo de ideia com coerencia, ficando apenas um humor fisico que quase sempre nao funciona.
Este acaba por ser a todos os niveis o grande problema do filme, a sua incapacidade em algum momento de ser engraçado, não consegue funcionar com o lado explosivo de Ike, nem com o lado incorreto de Haddish que ainda para mais tem o problema de nao funcionar em momento algum em conjunto nesta tentativa de conjugar estilos.
Por tudo isto The Oath e uma comedia de baixa qualidade, desinteressante quase sempre sem graça, que apenas tem com algum sentido o lado com que satiriza com a forma como muitas pessoas discutem opiniões como se delas proprias se tratassem. Alias o filme e uma satira a isso mesmo sem contudo ter o elemento proponderante numa satira que é a graça.
A historia fala de um individuo que se encontra completamente contra a assinatura de um documento que inaltece os feitos do presidente, e torna todo este debate como o ponto mais importante da sua vida no momento em que recebe os elementos da sua familia para a ação de graças.
O argumento perde como a maioria do filme por um lado pela falta de dados do objeto da discordia que nos permita analisar o fundamento ou nao de tudo aquilo que vimos. Por outro lado tambem em termos de dialogos com graça o filme nunca os tem tirando uma ou outra referência a filmes recentes.
Ike Barinholtz e um comediante que nos ultimos anos tem ganho alguma dimensão o qual tem aqui a sua estreia na realização na setima arte com um projeto pouco imponente na realização mas que nos parece ter um cunho pessoal, que acaba por nao ser forte para o filme.
No cast eu acho que para alem da explosão Rabinholtz esta longe de ser um comediante carismatico e o filme perde por isso. Haddish tem que mostrar mais atributos e mais versatilidade se quiser conquistar um espaço para alem da comedia de segunda linha.

O melhor - A satira tem um bom ponto.

O pior - O filme quase nunca tem graça

Avaliação - D+

Sunday, December 30, 2018

Bad Times at El Royale

Diversos anos depois de um primeiro filme que foi uma autentica surpresa critica Drew Goddard voltou a setima arte depois de diversas colaborações com a televisão. Este filme com diversas personagens estranhas fechadas num hotel, alencava algumas das grandes expetativas do ano, contudo apos as primeiras avaliações percebeu-se que iria ser obtida uma recepção dividade que nao permitira grandes sonhos na temporada dos premios. Em termos de valor comercial os resultados escassos nao permitiram grande explosao ao filme.
SObre o filme ter diversas personagens completamente desconhecidas num contexto estranho é sempre um bom princpio para um filme que se vai revelado do inicio ao fim, com segmentos bem definidos sobre personagens e sobre historias ate ao encontro. Se a formula parece-me interessante bem como o contexto espacial do filme, é na intriga que me parece que o filme é curto, ou pelo menos recheado de lugares comuns, parecendo sempre que o contexto montado merecia mais mestria na conjugação e definição das personagens e das suas historias.
O filme adota sempre alguns promenores de realizaçao interessantes e funciona nos avanços e recuos temporais consoante a prespetiva, aqui o filme consegue ser inteligente, bem definido e mais que isso consegue dar ritmo as mais de duas horas de duração, mas no final fica a sensação que o filme poderia ir mais longe, ser mais rebelde, e ser mais surpreendente principalmente no momento das suas definiçoes.
Mesmo assim um filme dificil, pelo excesso de personagens, pelo metodo escolhido e pela necessidade de ter que fazer funcionar diversas historias cruzadas. Fica tambem a ideia que nem todas as personagens sao equilibradas e que o filme não mantem o mesmo ritmo devido a esses mesmos apontamentos.
A historia fala de diversas pessoas com objetivos diferentes que surjem num hotel quase abandonado, que guarda diversos segredos e vai acabar por colocar uns contra os outros em luta pela sobrevivencia.
Sobre o filme podemos dizer que o argumento nao seria facil, pensamos que a formula de base do filme e original, a sua concretizaçao quer na definiçao de historias quer nos dialogos nem sempre funciona bem, principalmente porque o filme tem espaço para dialogos mais funcionais em termos humoristicos e nunca os abraça.
Eu gostei bastenta do filme inicial de Goddard e este do ponto de vista estetico e bem feito, sem grandes truques o filme consegue principalmente na sua montagem de ter o seu fator mais saliente e o elemento mais diferenciador do filme. Isso e trabalho de um realizador que se assume como pouco convencional.
No cast o filme nao exige muito dos seus interpretes o maior destaque natural vai para os desconhecidos Cynthia Erivo e Lewis Pullman, que não sendo as figuras mais conhecidas do filme sao as que as personagens mais exigem. Tambem sublinhando para Hemsworth que mais uma vez funciona em papeis com uma veia mais humoristica.

O melhor - A formula parece certa

O pior - A concretização falta.lhe surpreender

Avaliação - C+

Mid90s

É comum em alguns actores a determinada altura das suas carreiras quererem demonstrar as suas ideias em projetos escritos e realizados por si. Se alguns conseguem de imediato atingir um mediatismo completo com os seus projetos outros acabam por aparecer em pequenos festivais. Foi o caso de Jonah Hill e este pequeno filme sobre o inicio da adolescencia, que acabou por chamar a atençao da critica em pequenos festivais com avaliaçoes positivas, ainda que com resultados insuficientes para mais altos voos. Comercialmente para um filme independente os resultados ate acabaram por ser positivos.
Um filme que toca o fenomeno grupal e de integraçao num pre adolescente é sempre um filme de conflito latente e isso acaba por estar bem presente no filme na forma como de toda a forma um jovem tenta integrar-se num grupo disruptivo, nessa experiencia o filme é bem conseguido embora esqueça por completo o outro lado da moeada na forma como nunca exite o conflito familiar claro que tal situação iria desencadear, apenas aparecendo numa unica cena.
Por tudo isto parece-me um filme desiquilibrado que trabalha muito bem a dinamica de grupo, e as influencias no crescimento de alguem, embora a cultura skater seja algo distante da europa, mas por outro lado parece sempre que o filme ao ser muito curto e demasiado descritivo perde alguma dimensao das suas personagens e dos seus conflitos, o que faz o filme quem sabe ser algo pequeno para os voos que poderia ter.
Ou seja um filme razoavel mas que penso que não consegue ir para alem da descrição, no crescimento de uma intriga para alem do obvio, ou mesmo uma mensagem clara. O filme acaba por ser um grupo de amigos disruptivos a conhecer-se no ponto de vista do mais pequeno e pouco mais.
A historia fala de um jovem que apos ser constantemente vitima de maus tratos por parte do irmao mais velho inicia uma relaçao com um grupo de amigos mais velhos relacionados com o skate que o vai levar para os perigos dos fenomenos de grupo.
Em termos de argumento o filme é demasiado descritivo, funcionando bem na criaçao de algumas dinamicas mas parece faltar-lhe alguma dinamica das personagens. No final o filme tenta concluir uma ideia sem no entanto conseguir extrair uma moratoria de si proprio.
A realizaçao do filme acaba por ser simples, com muitos tiques independentes mas que funciona nos propostitos que o filme quer ter. Para primeira obra de Hill podemos dizer que temos um filme aceitavel que nos da algumas prespetivas futuras, pois nao teve medo de arriscar em sequencias que poderiam ser pouco aceites.
No cast o filme e dominado por um jovem Suljic completamente desconhecido do grande publico mas com uma interpretaçao bastante competente, que domina grande parte do filme. Tambem bastante relevancia para mais uma boa prestaçao de Hedges que neste momento tem tido uma escolha de filmes de primeira linha.

Õ melhor - Suljic

O pior - A falta de uma mensagem

Avaliação - C+

The SIster Brothers

Jaques Audiard é um dos mais conceituados realizadores franceses da atualidade, sendo conhecida a dificuldade de muitas vezes estes realizadores arriscarem em projetos de lingua inglesa com casts recheados. Audiard acabou por 2018 o fazer e num genero que atualmente esta enraizado em Hollywood concretamente o Western. Apresentado no ultimo festival de Veneza onde ganhou o premio de realizador o filme acabaou por ser muito ovacionado embora sem a força suficiente para o lançar na candidatura aos grandes premios muito por culpa de um boxoffice desastroso.
Um western com um elenco deste tipo chamaria desde logo a atenção, ainda mais com o rotulo de comedia. POis bem o filme é um misto de situações com um estilo muito ligeiro, que acaba por permtir que seja na comedia e no insolito de alguma situações que o filme funcione melhor, com destaque para alguns dialogos e principalmente para o seu surpreendente e insolito final.
Em termos de intriga penso que o filme ao ter um conflito central pouco intenso deixa o filme por diversas vezes adormecer ou resolver partes do guiao sem que o espetador perceba que aquele ponto esta fechado. pese embora este aspeto o filme tem sempre o paradigma moral bastante sublinhando num filme que me parece ser uma boa mistura de generos que com alguma falta de intensidade para ser mais.
Nao sendo na minha opiniao um dos grandes filmes do ano, e um dos que melhor consegue nos transmitir momentos de sublinhando. Ficamos com a ideia que com algum maior peso de Hollywood principalmente na definição do equilibrio entre cenas poderiamos ter tido um dos grandes westerns dos ultimos anos, como por exemplo Hell or High Watern.
A historia fala de dois irmaos com caracteristicas diferentes que embarcam numa aventura tendo em vista assassinar um particular individuo que parece ter descoberto uma brilhante formula para encontrar ouro.
O argumento tem otimos dialogos mas funciona bem melhor na especificidade do que no global. Existe algum desiquilibrio na força das personagens e isso acaba por passar para o efeito imediato do filme, Mas nao existe duvidas que principalmente em dialogos tem alguns de referencia no presente ano.
Audiard e um realizador europeu que segue estes parametros de estilo neste seu trabalho, que funciona na forma como nos da a tradiçao e principalmente o lado mais simples das personagens. Nunca sera um realizador de grandes truques mas e sem duvida eficaz.
O cast tem personagens com exigencias diferentes ficando clara ideia que e JOhnny C Reilley que mais da nas vistas com a melhor presonagem com os melhores momentos, passando os colegas de cast para um segundo plano o que é de louvar tendo em conta a qualidade do cast.

O melhor - Os dialogos

O pior - A forma como alguns aspetos do filme sao resolvidos de uma forma demasiada simples

Avaliação - B-

Replicas

Nos ultimos anos Keanu Reeves eventou um genero proprio de ação que anualmente lhe tem dado alguns sucessos contrapondo com outros filmes totalmente destruidos pela critica pelo seu claro serie B. Um dessas filmes que foi programado paraa 2018 mas provavelmente conseguira uma distribuição wide em 2019 é este sci fi. Pese embora o grande investimento da produçao do filme os resultados dificilmente estara perto do sucesso.
SObre o filme desde logo os Sci Fi devem funcionar com uma ideia clara que sustente o filme de principio ao fim do filme, e este acaba por nao ser dessa forma, depois da ideia ser operacionalidade o filme acaba por ser um jogo do gato e do rato no sentido de garantir a sobrevivencia de uma familia ressuscitada.
Mesmo do ponto de vista da ideia de base o excesso de procedimentos acaba por tornar o filme algo confuso e isso tira-lhe grande proximidade com o espetador caindo no erro mais primario que um filme sci fi nao deve ter, que é ser bastante confuso. Fica a ideia que o filme nao tem a ideia bem trabalhada e acaba por lhe dar tantos artefactos que ainda torna tudo pior.
Por fim as dificuldades interpretativas de Reeves que podem passar despercebidas em filmes de açao rapida mas que dificilmente  o fazem em filmes ligeiramente mais complexos e podemos dizer que Replicas a determinada atura exige alguns apontamentos dramaticos que Reeves nunca consegue ter.
A historia fala de um tecnico de sistemos que trabalha na introduçao de memorias em corpos fisicos de forma a garantir a sobrevivencia dos mortos. Apos um acidente que vitimiza a sua familia o mesmo ressuscita grande parte deles, contudo começa a ser seguido pelo ministerio com propositos proprios para o projeto.
Em termos de argumento se o filme fosse mais simples na operacionlização do procedimento poderia ser mais interessante pois em alguns momentos surgem momentos relacionados com os dilemas morais que contudo parecem colocados em segundo plano para a açao simples.
Na realizaçao Nachamanoff e um argumenista de filmes de açao de estudio normalmente sem grande qualidade e aqui parece dotar o filme de alguns artefactos sem nunca o conseguir dotar de uma qualidade ou referencia estetica. Talvez por isso em termos de realizaçao tenha permanecido 10 anos sem um filme de referencia.
No cast Reeves e um actor que funciona bem em filmes de ação sem conteudo mas quando lhe exigem caracteristicas dramaticas e um desastre. Neste filme exige momentos que a personagem exigia estes recursos e Reeves falha. No resto do cast quase nada de relevante.

O melhor - Os dilemas morais que passam despercebidos no caminho do filme.

O pior -A confusao de procedimentos

Avaliação - D

Thursday, December 27, 2018

Life Itself

Existem diferenças claras entre um produto para televisão e para cinema, dai que o sucesso unanime que tem sido This is Us, escrito e criado por Dan Fogelman não se traduziu no mesmo sucesso numa obra algo similar que o mesmo autor este autor nos presentiou neste ano. Alias criticamente este Life Itself tornou-se num dos piores filmes avaliados do ano constando mesmo nas listas de piores. Em termos comerciais e principalmente motivado por esta ma publicade o filme foi um desastre completo encabeçando sem qualquer duvida a lista dos grandes floops do ano.
Sobre o filme eu confesso que a toada monocordica e demasiado emotiva de This is Us faz-me pensar na dificuldade do filme ter alguma razão na elaboraçao do argumento. Pois bem este filme tem as mesmas virtudes e os mesmos defeitos com o problema de com o limite temporal do filme as personagens nunca chegarem na realidade a existir e por isso ter um impacto emocional reduzido nao tendo por sua vez o filme força para ir mais longe em termos de uma intriga competente.
Mas o grande problema do filme e a montagem. a sucessão de imagens repetidas torna o filme numa fase inicial confuso e que acaba por nao conseguir agarrar o espetador que aos poucos vai percebendo que o filme encaminha-se para um final lamechas mas previsivel, num filme que pouco tem sobre a vida em si, mas acima de tudo um filme que tem como objetivo unico transmitir emoçao ao espetador.
Parece-me contudo que o filme esta longe de ser o desastre completo que todos sublinham, parece-me obviamente um filme com muitas deficiencias longe de ser competente e demasiado feito com a emoção, mas temos algum risco e pretenciosismo na forma como tenta fazer um paralelismo com a musca de Dylan.
A historia fala de um casa aparentemente feliz cujo um acontecimento tragico acaba por alterar nao so a vida dos seus elementos mas como de outras pessoas que tiveram contacto com o mesmo.
Em termos de argumento penso que Fogelman tem o mesmo problema aqui que tem em This is US um filme demasiado emotivo mas pouco competente na elaboração de um intriga coesa, interessante e original, ficando apenas o lado totalmente lamechas do filme.
Em termos de realizaçao Fogelman tem aqui o seu segundo filme o primeiro depois do sucesso televisivo e a ideia que fica e que o filme não consegue ter uma abordagem de realizaçao artistica ou seja segue os parametros da televisao e isso e curto na dinamica do cinema. Parece-me claramente mais vaticinado para a escrita do que para a realização.
Em termos de cast nao e um filme exigente para os seus interpretes, as grandes despesas do filme estao a cargo de um Isaacs que cai demasiadas vezes no overacting e o filme acaba por nao ganhar muito com isso, contudo todos os restantes sao figuras de decoração.

O melhor - O filme acaba por transmitir sentimentos

O pior - Falta racionalidade na forma como o argumento e agrupado

Avaliaçãp - C-

Tuesday, December 25, 2018

Between Worlds

Nicholas Cage é daqueles actores que a determinada altura da sua carreira entrou numa espiral tão negativa de filmes que por vezes algum desses conceitos de trash movies acabam por ser aperciados pela critica como um genero proprio, dentro do mau de todo o genero. Entre os diversos titulos lançados este ano surgiu este filme sobre espiritos no corpo de outras pessoas que como a maioria dos filmes atuais de Cage se tornou num desastre critico e totalmente inexistente do ponto de vista comercial.
Eu confesso que é incompreensivel como Cage desceu tao baixo ao que este nivel representa a todos os niveis. Este filme e um completo desastre a todos os niveis possiveis de avaliar num filme, desde os tiques habituais e completamente fora de tempo de Cage passando por um realizaçao que vai saltando de plano dentro de cenas ate um argumento completamente inexistente confuso e sem qualquer interesse.
Por tudo isto e facil perceber que Between Worlds e mais um dos filmes inarraveis que nos ultimos anos um degradado Cage nos tras, auxiliado habitualmente por atores secundarios no mesmo plano. Alias o filme a determinada altura parece tentar ser uma comedia, mas tudo e tao absurdo e sem sentido que nao consegue ter minima graça na tentativa de ser irreverente.
Sem sombra de duvidas um dos piores filmes que me recordo de ter visto nos ultimos tempos, ficando com a sensação que Cage deixou de se preocupar aceitando qualquer projeto, algo que inclusivamente ja se tornou um genero proprio, mas este e um completo absurdo narrativo e estetico.
A historia fala de um camionista que apos conhecer uma mulher que consegue saltar para o corpo de outras pessoas garantindo assima sobrevivencia começa a residir com a familia da mesma percebendo ai que a sua ex-mulher entretanto falecida encarnou o corpo da rapariga.
Em termos de argumento o filme nao tem sentido na maior parte dos dialogos que quer ter, as personagens sao absurdas sem qualquer graça e a intriga confusa e deseintessante, numa especie de thriller isto so pode ser horrivel.
Tambem na realizaçao Maria Pulera uma total desconhecida da serie B tem um trabalho horrivel em todos os sentidos, na forma como filma as personagens como salta na mesma cena, nos efeitos finais, ficamos a pensar que tem o conhecimento de um video caseiro. Dificilmente fara outro filme com alguem conhecido.
No cast e inacreditavel o que alguem premiado com um oscar como Cage conseguiu descer na carreira, em termos interpretativos com uma performance de registo pela negativa, mas tambem pela imagem descuidade condizente com a situação da sua carreira. Tambem um sublinhado negativo para a alema Franka Potente, que nunca conseguiu vencer em hollywood mas descer tao baixo nao era expectavel

O melhor  - Nada

O pior - Um dos piores filmes da historia

Avaliação - F

Roma

Desde os primeiros festivais do ano percebeu-se que finalmente a Netflix tinha conseguido produzir um candidato claro aos Oscares. O novo filme e intimista de Alfonso Cuaron com a sua simplicidade e uma unanimidade critica que ja nao se via à muito tempo acabou por quebrar todas as barreiras ideologicas e colocar este Roma entre os melhores filmes criticos do ano (se nao mesmo o melhor). Comercialmente parece claramente secundario para aquilo que realmente a Netflix queria com roma.
A primeira coisa que se pode dizer do filme é que dificilmente num período tão proximo se consiga ver uma realizaçao tão forte, tão completa e artistica como esta. A forma como Cuaron preenche o ecra em cada segmento entrando por completo em todas as sequencias, sem nunca ter receio do filme primeiro ser a preto e branco mas acima de tudo um filme que consegue ir buscar a definiçao maxima mesmo com este tipo de registo.
Passando a parte tecnica que parece-nos ate ao momento incomparavel com qualquer outro filme que viu a luz do dia durante o presente ano, temos a historia. Muitos poderão dizer que nºao se passa nada ao longo duas horas e quinze do filme que nao seja rotineiro. Pois bem temos de concordar que o filme nao tem climax ou uma intriga muito desenvolvida limitando-se a nos dar as vivencias de uma personagem particular. So que este lume brando de alguma parte do filme permite que o impacto sequente das cenas chaves seja completamente explosivo de um realismo absolutamente brigalhnte que torna o filme uma referencia tecnica mas acima de tudo emotiva.
Claro que nos parece que nao temos um argumento absolutamente genial ou surpreendente. Que alguns poderão dizer que é um filme sobre uma historia que quase nao e historia de ligaçao entre personagens, mas e isso mesmo que cria o impacto emocional subtil que o filme acaba por ter espelhado nas sequencias finais.
A historia fala de uma empregada domestica de uma familia de alta sociedade mexicana que acaba por estar em conflito, sendo a ligaçao desta mulher a familia a principalmente base do filme.
O argumento e claramente o ponto menos forte do filme, nao temos personagens muito trabalhadas nem dialogos de grande profundidade mas isso serve por completo o que o filme quer ser uma obra tecncia e mais que isso um filme que explode pela surpresa com a força emocional.
A realizaçao de Cuaron e das mais brilhantes que me lembro de ver no cinema, a preto e branco, com uma preenchimento de ecra completo, faz em todas as cenas aquilo que Cooper faz nas de palco em The Star is Born que dar ao espetador a entrada completa do filme. De longe ate ao momento a melhor realizaçao do ano.
No cast Aparicio tem tido muitas boas criticas muito por culpa de uma personagem que parece nao existir no filme todo mesmo estando sempre la, explodindo em termos emotivos na parte final. Uma grande interpretaçao que merece atençao mesmo que seja dos destaques menos sublinhados do filme.

O melhor - A realizaçao

O pior - Poderá ser um filme sobre pouco que se torna muito

Avaliação - A-

Saturday, December 22, 2018

JOhnny English Strikes Agains

Sete anos depois de ROwan Atkinson ter lançado o ultimo filme sobre o seu espião desastrado, e numa fase em que a sua carreira se encontra em claro esquecimento para a maioria dos mortais surgiu quase como impeto de sobrevivencia o terceiro filme de Johnny ENglish, com o mesmo estilo e base dos filmes anteriores. Criticamente o filme foi um desastre com avaliaçoes essencialmente negativas. Comercialmente como e obvio o valor de Atkinson e atualmente uma pequena parte do que foi principalmente depois dos sucessos de Mr Bean.
Sobre o filme pouca ou nenhuma novidade, uma intriga apostada em fazer regressar ao activo a personagem central, que depois nos da hora e meia sem ligaçao se sequencias isoladas de humor fisico usando o estilo tipico de Atkinson com a diferença de que English nao tem um decimo da piada silenciosa de Mr Bean, dai que para alem do desgaste de um conceito ja gasto o humor simplesmente nos parece desatualizado e nao funcional.
POr isso tinha muito pouco por onde funcionar este filme ja que a sua intriga e totalmente basica ou inexistente, nao conseguindo conjugar o humor com um policial supreendente ou no minimo impactante. Todas as personagens estao ali para fazer funcionar os truques habituais humoristicos de um Atkinson recheado das mesmas caras e um estilo desajeitado.
Os poucos pontos que o filme ainda no da com alguma qualidade sao os cenarios da Cot D Azur e principalmente alguns dos carros da coleçao pessoal de Atkinson e pouco mais ja que no filme em si, tudo esta demasiado proximo de um desastre completo.
A historia segue JOhnny English, fora dos serviços secretos ingleses e como professor, que depois de todos os agentes serem revelados vai ter de entrar novamente ao serviço de forma a tentar perceber quem tem como objetivo destruir grande parte dos centros fulcrais de Londres.
O argumento do filme em termos de intriga, dialogos e personagens e completamente inexistente, pouco trabalhado ao serviço de um humor em desuso que nao realidade nunca funciona de forma convincente no resultado final do filme.
Na realizaçao David Kerr e um total desconhecido do grande publico como seria expectavel para um filme nao exige nada do seu realizador para alem de fazer o estilo de humor de Atkinson bastante presente no filme.
Em termos de cast Atkinson tem o seu estilo de humor, embora me pareça desatualizado e a sua forma e nao rendera fola dele. Nos secundarios uma Kukylenko que nunca se assumiu verdadeiramente em Hollywood e pouco mais.

O melhor - Os carros

O pior - O filme.

Avaliação - D