Wednesday, August 15, 2018

Action Point

Jackass foi um fenomeno que no inicio da decada acabou por ter muito mediatismo pelos seus sketchs, com o tempo a fama enquanto grupo foi desaparecendo, Knoxville foi ganhando algum protagonismo individual como comediante, algo que foi sendo lançado ao longo dos seus filmes muitos deles no ambito do estilo Jackass. Este foi o seu ultimo projeto estreado no presente ano com resultados muito fracos de bilheteira, algo que o seu filme anterior ate tinha conseguido algum sucesso. Tambem comercialmente os resultados ficaram muito aquem do esperado demonstrando em toda a linha que o conceito Jackass esta totalmente ultrapassado.
O filme e um conjunto de situaçoes proximo de Jackass com uma historia por tras algo que ja tinha feito Knoxville no filme anterior que contudo ainda tinha a marca Jackass, aqui temos uma especie de parque de diversoes onde todo o risco e possivel e uma equipa pronta para a loucura, sendo o filme um conjunto de situaçoes nesse mesmo parque, tendo para alem disso uma relaçao pai-filha.
Parece-me que o formato Sketch na globalidade funciona melhor, principalmente porque a questao da ficçao tira alguma da loucura que era fundamental para Jackass. Aqui temos uma historia pouco ou nada trabalhada,a graça e o limite das situaçoes estao longe daquilo que Jackass nos trouxe, o que acaba por apenas nos dar um conjunto de situaçoes de humor fisico puro com muito pouco de interessante ou de novo.
Com os pessimos resultados principalmente comerciais dificilmente tao cedo teremos uma aposta tao pura proxima de Jackass, principalmente porque a geração atual tenha este tipo de conteudos por diversos grupos em diversos canais de youtube ou porque estes quase cotas ja nao tem o arrojo de outros dias.
A historia fala de um avo que conta ao seu neto a sua aventura num parque de diversoes muito peculiar e a forma como isso aproximou-o a sua filha, mãe do menor.
Em termos de argumento de base o filme praticamente nao tem argumento nem personagens sendo muito limitado em ambas. Por sua vez nas situações comicas, a maior parte nao funciona e so a espaços temos alguns dos momentos Jackass.
Na realizaçao do filme temos Kikby um desconhecido proveniente da televisao que tem aqui um trabalho bastante comum na comedia de estudio e principalmente capaz de proporcionar a essencia do humor fisico que o argumento e principalmente o espirito Jackass facilita.
No cast muito pouco de relevante Knoxville a ser knoxville sem qualquer secundario proximo, fica a ideia que a chancela Jackass devia estar na assinatura do filme e provavelmente os resultados comerciais seriam diferentes

O melhor - O que sobra do espirito Jackass

O pior - Estarem muito longe do conceito e fulgor de outros tempos

Avaliação - D+

Sunday, August 12, 2018

Show Dogs

Ha umas decadas atras foi muito comum filmes familiares sobre animais falantes, usualmente comedias de desgaste rapido  que poucas ficar na historia. Dai que seja surpreendente nos dias que correm um estudio apostar em tal conceito, que tudo tem para ser destruido. E sem surpresa acabou por ser isso que aconteceu desde logo comercialmente com resultados muito aquem do investimento, mas acima de tudo criticamente com algumas das piores avaliaçoes do ano.
Sobre o filme pois bem todos os cliches que podemos imaginas num filme de caes falantes, aqui estao eles, um policial disfarçado sem qualquer tipo de interesse, uma humor desatualizado de principio ao fim do filme, um deploravel conjunto de situaçoes de humor fisico, resultam num dos piores filmes que existe memoria enquanto projeto nos ultimos anos, nao funciona junto de nenhum alvo, porque e daqueles filmes em que atualmente tudo esta fora do sitio.
A intriga e de uma repetiçao constante com outros filmes, e mesmo alguns filmes do genero como os dos anos 80 K9 agente canino entre outros, o estilo de humor recorrendo a estrategias digitais de movimentos da boca dos caes nem sempre, ou melhor quase nunca sao bem feitos, dai que o resultado seja um completo desastre desde o primeiro ao ultimo minuto.
Fica a sensaçao que por vezes o revivalismo fora de sitio e dos piores erros que hollywood pode ter, e este e daqueles filmes tao fracos que certamente tera na disputa no final do ano pelos Razzies awards, pois nao so nao existe espaço para este tipo de filmes, mas tambem mesmo no periodo da moda dos mesmos foi sempre filmes completamente odiados pela critica.
A historia a usual, um cao policia junta-se a um agente do FBI de forma a tentar solucionar o rapto de um panda, tendo para isso que participar num concurso de habilidades caninas em plena Las Vegas.
O argumento e um cliche e um disparate completo, nao funciona nem como intriga nem como humor, utilizando estrategias repetidas e sem graças, num filme sem personagens e acima de tudo sem graça natural.
Gosnel e um realizador de filmes juvenis de estudio mas que coleciona desastres criticos, aqui mais um, a ideia de trazer novamente caes falantes nunca podia resultar e neste caso ainda resulta pior porque a realizaçao so torna tudo mais igual a outros filmes.
No cast Arnett tem o pesadelo de dar corpo e imagem ao filme ja que os restantes estao escondidos atras dos caes. Muito mau para um actor que ja nao e uma primeira linha e que aqui demonstra bem as razoes de nao o ser.

O melhor - A curta duraçao

O pior - QUem teve a ideia de trazer um filme destes de novo

Avaliação - F

Friday, August 10, 2018

Deadpool 2

Dois anos depois de Ryan Reynolds e o seu Deadpool terem estourado por completo quer em termos comerciais mas tambem em termos de conceitos o mundos dos super herois, apareceu a sua natural sequela com os mesmos ingredientes e apostada em ganhar ainda mais euros do que o primeiro filme. Criticamente o facto de ter mantido a maior parte da estrategia do primeiro filme resultou em avaliaçoes muito similares. Cmercialmente sendo um produto conhecido os resultados foram francamente melhores e tornou este filme um dos grandes sucessos de 2018.
Eu confesso que Deadpool foi um dos filmes que mais me surpreendeu pela positiva nos ultimos anos, um sentido de humor unico, uma abordagem completamente diferente e mais que isso a corrosão dos seus dialogos. Este filme pega em muito do que o primeiro filme nos dá mas talvez pelo facto de aqui nao termos novidade parece-nos que o resultado e francamente pior em todos os pontos, desde logo na abordagem, pese embora tenha um inicio extremamente promissor ao longo do filme repetem-se sem grande utilidade as sequencias de luta interminaveis e que retira muito do espirito que o filme quer ter.
EM termos humoristicos e obvio que o filme funciona muitas vezes quer em termos visuais mas acima de tudo em termos de dialogos, proximo do primeiro filme, parece contudo que mesmo aqui nem sempre resulta tao bem como o primeiro filme ja que é tudo mais obvio, mesmo assim e claramente um filme que nos deixa lançar algumas gargalhadas faceis do primeiro ate ao ultimo post credit scene.
Ou seja Deadpool tem aqui a sua sequela natural, onde a historia de base e colocada de lado ja que o que as pessoas procuram no filme e mais a comedia, quase ao estilo ases pelos ares, aqui embora funcione na generalidade parece-me claramente menos forte do que o primeiro filme, e a falta quem sabe de um novo ingrediente condiciona o resultado final do filme.
A historia regressa ao ponto do primeiro filme, onde Wade/Deadpool, vai ter de juntar uma equipa especial de forma a resgatar um jovem que se encontra a ser ameaçado por um perigoso vilao mecanico.
EM termos de argumento e obvio que a base e bastante inferior ao primeiro filme em todos os sentidos, ja humoristicamente embora tenha dialogos e situaçoes que funcionem, esta longe do brilhantismo do primeiro filme.
David Leitch pegou no leme depois de Tim Miller ter saido por diferenças intlectuais , o realizador de John WIck e principalmente de Atomic Blonde da ao filme intensidade nas sequencias de açao, ou seja a sua praia, mas na abordagem falta em alguns momentos o toque sarcastico que TIm Miller conseguiu sempre ter
No cast Reynolds e fantastico como Deadpool, o seu estilo encaixa perfeitamente na personagem e vice versa. Nas aquisiçoes Brolin e obviamente um vilao com mais peso do que encontramos no primeiro filme, embora nos pareça que para a qualidade de ator escolhido a forma como a personagem e desenvolvida parece-nos pouco.

O melhor - O estilo de humor do filme funciona muito bem.

O pior - A forma como perde alguma da força obvia do primeiro filme

Avaliação - C+

Monday, August 06, 2018

On Chesil Beach

Saorise Ronan tem sido nos ultimos tempos um dos talentos mais valorizados do cinema ingles, conjugando um conjunto de interpretaçoes muito seguras para uma actriz da sua idade. Os seus projetos nao tem sido apenas filmes de produçao elevada ou ambiciosos em termos de premios mais filmes mais pequenos como esta historia de amor que pese embora as boas criticas ficou longe dos seus maiores sucessos, sendo que comercialmente ao ser um pequeno filme de produçao inglesa acabou por ficar longe de grandes resultados.
Sobre o filme podemos dizer que e uma tradicional historia de amor sobre pessoas diferentes em estados diferentes. se inicialmente me parece que o filme é algo difuso na forma como vai passando do momento atual de uma lua de mel para a sintese da relação até então, podemos dizer que o filme ai vai tendo alguma dificuldade no genero que quer adotar, entre a comedia simples e um filme mais profundo sobre contingencias familiares.
E no epicentro central temporal que o filme se torna diferente para melhor, principalmente na forma como se concluiu, aqui o lado emotivo que o filme consegue dar, é surpreendente porque pareceu até então um filme ligeiro, sendo a ultima impressao muito melhor a primeira e acaba por no final nos permitir ficar agradado por um filme interessante sobre uma relaçao pecular e a forma como esta foi ocorrendo.
Um filme pequeno que tem o espaço para ser emotivo em diversos planos, sendo que funciona bem mais na perda do que na caracterizaçao do romantismo entre as personagens, fica a ideia que com uma primeira fase mais trabalhada ou uma quimica inicial maior entre as personagens poderiamos estar perante uma interessante historia de amor, ainda que nao totalmente original.
A historia fala de duas pessoas em contextos sociais e familiares diferentes que depois de se encontrarem inicial uma relaçao de namoro, que conduz a um casamento sendo que somos situados na lua de mel onde acontece uma retrospetiva da relação.
O argumento ano tendo uma base ou um desenvolvimento original, e potenciado na linhagem temporal de uma forma que favorece aquilo que o filme quer ser. E uma historia que vai ganhando impacto com as suas opçoes e isso favorece o resultado final do filme.
Cooke e um desconhecido que decidiu levar ao ecra uma historia e um argumento de ian Mckewan um dos autores ingleses mais conhecidos. A realizaçao pese embora siga algum tradicionalismo britanico funciona na maneira como as personagens vao sendo filmadas e da forma que isso cria impacto no lado emocional no filme.
No cast penso que Ronan tem um papel algo parecido com aquilo que ja tinha feito, principalmente em Brooklyn, sabemos que e eficaz mas necessita de variar este tipo de papeis. Ao seu lado um quase desconhecido Billy Howle que acaba por ser a surpresa do filme, com alguns tiques de Redmayne, o actor e o barometro do filme ja que o filme tem dificuldade nos seus piores momentos, e explode quando a interpretaçao tambem o pede

O melhor - O final

O pior - Deveria ter sido potenciado mais quimica na fase inicial

Avaliação - B-

First Reformed

Paul Schrader ficara sempre conhecido no mundo do cinema como um argumentista de ponta, que teve nas suas colaboraçoes com Martins Scrocese o seu momento mais elevado. Nos ultimos anos as coisas nao tinham estado felizes colecionando projetos polemicos e usualmente pouco aceites pela critica, algo que conseguiu alterar com este pequeno filme que tornou-se não so um sucesso critico mas tambem o seu filme mais valorizado enquanto realizador. No que diz respeito a questão comercial os resultados ate foram consistentes para um filme que em momento algum consegue ser facil.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que não e um filme facil, e um filme de movimentos lentos, que tenta potenciar em demasia a forma de pensar dos espetadores mas ao mesmo tempo acaba por ser tornar num emaranhado ideologico das personagens que fazem dele mais que um grande filme, um filme com bons momentos e em determinados momentos com bons dialogos.
O problema do filme acaba por ser o seu final, algo estranho ou nao fosse o mesmo escrito pelo argumentista de Taxi Driver, aqui o filme perde-se um pouco na mensagem que nos quer dar, pese embora se perceba que o filme quer ir a transmissao de conviçoes e mais que isso que estas sao formas de pensar obvias. Nisso o filme nem sempre e politicamente correto na forma como une a religiao e a politica numa unica forma de vida.
Ou seja First Reformed nao sendo na minha opiniao um grande filme e um filme inquieto na forma como nos da a sua mensagem, por vezes perde-se algo em excentricidades mas isso e assinatura do realizador. Nao e um filme para todos, nao e um filme facil, mas e um filme aceitavem com uma mensagem em muitos momentos forte.
A historia fala de um padre responsavel por uma igreja turistica que acaba por se ver envolvido por um casal com problemas no homem, que acaba por se suicidade em torno das suas conviçoes existenciais.
EM termos de argumento o filme nao tem uma estrutura centram bem definida e aqui pensamos que o filme deveria ser em momentos mais objetivos, mas isso nao retira alguns bons momentos de dialogos quase sempre ideologico entre as partes.
Na realizaçao podemos dizer que Schrader tem um trabalho de risco, existe um ou outro ponto com assinatura mas de um realizador que nunca se conseguiu impor neste cargo, aqui temos mais risco e ele funciona melhor, principalmente nas definiçoes de espaço do filme.
No cast podemos dizer que o filme acaba por ser inteligente ja Hawke nos ultimos anos ganhou alguma intensidade que e importante para o papel resultar, o filme acaba por se tornar num ato de uma personagem deixando espaço minimo para as restantes.

O melhor  - ALguns momentos de dialogo ideologico

O pior - Penso que um filme como este deveria ser mais concreto no seu final

Avaliação - C+

Sunday, August 05, 2018

The Miracle Season

Filmes sobre eventos desportivos já são um lugar comum no panorama cinematografico de todos os anos nos EUA. Este ano surgiu um dado novo, o filme ser sobre Volleyball com um realizador experiente mas com uma historia igual a tantas outras alterando apenas o desporto. Este tipo de filmes e usualmente recebido com uma mediania quase indiferente e este filme acabou por nao ser diferente em termos criticos. Comercialmente tambem me parece que este estilo ja chamou mais a atençao do que o faz hoje ja que os resultados foram quase rudimentares.
Sobre o filme eu confesso que tem um problema de inicio a fim do filme é completamente obvio, Claro que se pode dizer que conta-nos uma historia real, mas isso em momento algum limita uma abordagem diferenciadora ou mais que isso algum tipo de perceito nas sequencias desportivas, o filme nao tem nenhuma das duas, a abordagem e totalmente tradicionalista ao maximo, quer na narrativa quer na realizaçao e os eventos desportivos sao quase monocordicos.
Claro que eu considero sempre positivo glorificar feitos desportivos unicos, aqui temos algo assim, uma equipa que se transcende na dor, embora o filme nos pareça quase sempre demasiado simplista mesmo na questão do luto, nao trabalhando propriamente o acontecimento depois de o mostrar limitando-se aos factos em si.
Ou seja um filme desportivo, pequeno em todos os pontos com uma mensagem positiva e com a homenagem merecida embora nos pareça que o filme e do tamanho do feito em si, quando comparado com outros que ja tiveram os seus momentos. Tem outro problema que e comum a maioria dos filmes de desporto, retratar com fidelidade momentos desporitivos ainda nao e propriamente conseguido em Hollywood.
O filme fala do feito de uma equipa de vollwyball feminina que depois de ver a sua capita e grande estrela morrer mesmo antes do inicio do campeonato, tenta arranjar forma com os restantes elementos de revalidar o titulo, mesmo sob as circunstancias dificeis.
EM termos de argumento o filme e um conjunto de cliches do genero, com personagens pouco trabalhadas, os discursos motivacionais usuais e pouco de diferente ou de marcante num filme demasiado pela formula.
Sean Mcnamara e um realizador experiente com diversos filmes familiares sobre historias reais. A sua marca na realizaçao e a simplicidade e tentar ter coraçao, contudo tudo se parece demasiado a telefilmes de domingo a tarde talvez por isso mesmo com uma carreira longa ainda nao tenha o seu filme de referencia.
O cast e tambem ele pobre, o recurso a consagrados como Hurt e Hunt acaba por dar ao filme nas personagens mais crescidas alguma dimensao que em termos de actrizes juvenis o filme nao consegue ter, todas demasiado parecidas e sem força nas personagens que as diferencie.

O melhor - A gloria ao feito e sempre positiva

O pior - O filme nao conseguir ser arrojado em nenhu, dos seus aspetos particulares

Avaliação - C-

Saturday, August 04, 2018

Avengers: Infinity War

Desde o momento em que foi lançado o universo cinematografico da Marvel que se percebeu que estariamos perante o maior projeto de sempre do cinema ainda mais com o patrocionio de estudios como a Disney. Dez anos depois de muitos filmes e principalmente muitas reunioes surgia mais uma e com muitas mais personagens, este Infinity War. Ao contrario dos melhores filmes de todo o universo cinematografico este foi um filme com avaliaçoes positivas mais moderadas. Por seu turno em termos de bilheteira foi a explosao completo ou nao fosse este filme a soma de todas as partes.
Sobre o filme, este é um filme ingrato, principalmente porque e uma introduçao para o proximo filme, ou seja uma primeira parte de algo tao grandioso que teria que ser dividido. O problema e que o filme tenta ser tao grande que acaba por dar pouco de cada uma das partes e embora todos gostem do filme de equipa e claro que os filmes individuais da Marvel resultam normalmente melhor.
Mas mesmo assim o filme tem elementos de blockbuster de todo, desde logo o vilao, toda a construçao e complexidade de Thanos afasta.o de viloes de baixa escala, é o maior vilao dos comics da Marvel sendo que aqui tem a sua grande representaçao numa junçao de personagem com tecnologia sendo que a construçao de Brolin e as expressoes da personagem sao de primeira linha.
Muitos poderao ficar chocados com o final, mas sendo que a continuaçao ja vai surgir no proximo ano, esta espera vai ser curta ja que a Marve nao consegue tar em pausa necessitando rapidamente dos seus herois para render os dolares que esta habtiuada. Este filme mais que uma maquina de fazer dinheiro e a homenagem a todos eles.
A historia junta na essencia todos os herois dos filmes marvel num filme contra um vilao com um poder enorme e decidido em ser o supremo do universo. Aqui em diversos estadios algumas equipas vao fazer a luta da eternidade.
Em termos de argumento o filme e algo basico, uma historia complexa mas na essencia simples de entender, muitos aspetos comicos ao serviço dos personagens do costume, e so mais trabalho na excelente composiçao do vilao, de primeira linha.
A realizaçao a cargo dos irmaos Russo e grandiosa mas sem sublinhando de autor. Ja vimos no mundo Marvel trabalhos mais vistosos, sendo que apenas Thanos e a sua construçao parecem merecer o sublinhado.
Por fim no que diz respeito ao cast, as escolhas de sempre nos papeis de sempre, sendo que e Brolin e o seu Thanos que merece mais destaque pela composiçao sempre dificil digitam mas que chama a atençao em todos os seus momentos.

O melhor - Thanos

O pior - O filme acabar a meio

Avaliação - C+

Friday, August 03, 2018

God's Not Dead: A Light in the Darkness

Os filmes sobre religião e fé nos ultimos anos invadiram um cinema de serie B que teve como o filme de maior sucesso esta saga do God's Not Dead, onde as teorias e a crença religiosa era levada ao expoente maximo. Apos primeiros filmes com resultados de bilheteira consistentes, o que nao deixa de ser surpreendente tendo em conta a tematica, a falta de actores de primeiro nivel e a sempre presente negação critica, este terceiro filme caiu finalmente no caos que se advinhava com resultados de bilheteiras muito fraquinhos e que provavelmente pos fim a saga.
Sobre o filme em momento algum esta saga foi conhecida pela qualidade dos seus filmes, muito pelo contrario, filmes simplistas de propaganda cristã, com pouco realismo ou mesmo com pouca ou nenhuma intriga para alem de divulgar a palavra do senhor. Isso em termos de cinema atual e muito pouco contudo acabou por criar um contexto. Este terceiro filme e mais do mesmo, uma intriga primaria e criada e no fim prevalece o lado bom, motivado pelas questões cristãs.
Se em termos de mensagem e facil perceber as limitaçoes de um filme com o proposito acima assinalado, em termos de produçao tudo tambem é demasiado amador, principalmente na escolha de um cast rudimentar sem figuras mediaticas ou atores de qualidade, principalmente porque o filme nas suas personagens totalmente basicas tambem nao necessita disto, mas no final sai um telefilme de muito baixa qualidade que pode passar nas igrejas do mundo fora, mas que em momento algum sera uma obra referida em termos de cinema.
Com os resultados aqui ausentes pode ser que mesmo o genero sofra alteraçoes com filmes com mais risco, com mais arte nem que seja na abordagem e que desapareçam estes filmes de baixa produçao, sem qualquer arte e engenho que apenas querem ganhar dimento na passagem da fe.
A historia segue a vida do pastor Dave Hill agora numa dispura com o reitor da universidade que apos o incendio na igreja quer retirar daquele espaço a igreja, de forma a impedir um conflito ideologico naquele espaço.
Em termos de argumento uma intriga basica algo que ja e tradiçao na saga, muitas palavras da fé, muita boa vontade mas muito pouco engenho em nos trazer personagens existentes ou mesmo dialogos minimamente realistas.
Na realizaçao para este terceiro filme temos a estreia de Michael Mason, que nao tras nada de novo a serie muito pelo contrario, pouco risco, uma abordagem de televisao para um filme que é dificil de ser referencia em qualquer tipo de aspeto.
No cast a maior parte dos desconhecidos que fazem vida na saga repetem os papeis, neste filme temos a introdução de John Corbert distante dos momentos de maior sucesso e num papel ao nivel baixo de todos os outros do filme.

O melhor -Tem um proposito ideologico assumido

O pior - O que seria do cinema se todas as religioes tivessem um genero

Avaliação - D

Thursday, August 02, 2018

Hot Summer Nights

Produzido em 2017 com uma serie de jovens que na altura estavam ligados ao cinema independente, este filme acabou por conseguir a luz do dia em 2018, muito por culpa da explosao mediatica do seu protagonista Timotheé Chalamet. Pese embora a proximidade do jovem actor com a critica este filme esteve longe de ser um sucesso critico com avaliações essencialmente negativas. Comercialmente ao ser um filme declaradamente independente os resultados tambem nao foram propriamente visiveis, ja que a estrategia de ir attras na carreira de figuras mediaticas normalmente nao funciona.
SObre o filme podemos dizer que o mesmo começa bastante bem não so na abordagem diferenciadora, com uma narraçao fora de açao mas tambem no contexto que o filme consegue nos dar do revivalismo do inicio dos anos 90. Os primeiros dez minutos do filme sao de primeira linha, principalmente porque nos da um personagem que nos causa interesse e a abordagem e bastante interessante.
Contudo o filme acaba por abandonar nao so o revivalismo inicial tornando-se num filme que poderia ser em qualquer contexto temporal, como modifica demasiado as personagens e isso acaba por lhe tirar força propria ou coesão, tornando-se num confuso filme de relaçoes e trafico, mas ao mesmo tempo com uma abordagem totalmente parecida com muitos outros filmes do genero.
A sua diferenciaçao apenas e novamente recuperada na sua conclusao, quando chama a si novamente o curioso narrador, contudo no final fica a ideia que o filme tinha tudo para resultar muito mais do que aquilo que na realidade acaba por ser, principalmente porque durante todo o desenvolvimento da intriga abandona por completo as especificidades diferenciadoras que o filme acaba por ter, e isso acaba por ser uma opçao incompreensivel
A historia fala de um introvertido rapaz que acaba por iniciar uma relaçao com um jovem traficante de droga que o conduz a ser aquilo que sempre sonhou ser, principalmente na relaçao com a rapariga mais desejada da cidade.
Em termos de argumento o filme na sua essencia acaba por ser parecido com thrillers juvenis envolvidos com mafiosos. Mesmo em termos de relaçao e de personagens e mais do mesmo. Na fase inicial temos uma abordagem diferenciadora mas que na essencia do filme e abandonada e desprediçada.
Na realizaçao marca a estreia de Bynum na realizaçao, os primeiros dez minutos deixam-nos com aguaa na boca principalmente na forma como consegue um contexto proximo do inicio dos anos 90, contudo acaba por se esquecer do melhor de si, dando-nos no restante uma realizaçao muito mais simplista e pouco imponente.
No cast Chalamet tem uma abordagem aos papeis diferenciadora, porque da aos seus persongens maneirismos que nao estamos habituados a ver. Contudo parece-me que com o tempo ou ele muda e manifesta outras formas ou vai cansar, mas enquanto é diferente vai agradando. Mesmo assim e o melhor destaque interpretativo do filme, perdendo apenas algumas sequencias para o sempre interessnte Emery Cohen.

O melhor - Os primeiros dez minutos.

O pior - O filme abandona no seu desenvolvimento o que de melhor tem, tornando-se num filme normal

Avaliação - C+

Jurrasic World: Fallen Kingdom

Três anos depois de ter sido recuperado o franchising de Parque Jurassico com um filme atual e com as tecnologias de ponta, algo que resultou de forma perfeita junto dos espetadores, sai a sua prevista sequela com o mesmo duo de actores, com um realizador aparentemente mais interessante e na tentativa de amealhar mais, muitos mais dolares. Em termos criticos o filme conseguiu novamente uma mediania que nao impoem o filme em termos qualitativos mas nao lhe provoca danos em termos comerciais ja que se tornou novamente num dos produtos mais rentaveis do ano ultrapassando a nivel mundial a barreira do biliao de dolares.
Sobre o filme eu confesso que o primeiro filme desta nova vaga até foi interessante dentro daquilo que se espera de um blockbuster completo. POr seu lado acho este a todos os niveis mais pobre, principalmente porque nao oferece nada de novo a serie, e mesmo nos pontos novos estes sao meras repetiçoes do que outros filmes o fazem com planos maquiavelicos de dominar o mundo e a luta contra os mesmos, o que num franchising que faz rodar tanto dinheiro me parece significativamente pobre.
Em termos de novidades de personagens se o lado infantil de Franklin da o lado mais juvenil e humoristico ao filme parece-me obvio que a falta de um vilao forte, para alem dos dinossauros, acaba por nao fazer o filme funcionar, recorrendo a demasiados cliches quase sempre humoristicos do primeiro filme e pouco mais para fazer rentabilizar o projeto que como e obvio rende so pela tema.
Ou seja um filme que do ponto de vista tecnico acaba por ter alguns bons momentos, mas que do ponto de vista narrativo acaba por nada oferecer de novo, sendo a tipica continuaçao de um blockbuster de grande sucesso com o unico objetivo de ganhar dinheiro sem nunca arriscar em ideias novas, fazendo apenas funcionar as antigas junto de um publico generalista.
A historia segue a evolução da ilha dos dinossauros, agora em risco pela erupçao de um vulçao sendo que os herois do primeiro filme reunem-se numa tentativa de salvas as especies, com a ajuda de um milionario com objetivos bem diferentes dos seus.
Em termos de argumento o filme pega naquilo que funcionou no primeiro filme do reebot utiliza estes truques humoristicos basicos e em termos de narrativa quase nao oferece nada de novo. Em termos morais temos uma repetiçao do primeiro filme, e na intriga temos o habitual nos filmes maiores de franchising de qualidade media.
Eu confesso que fiquei curioso quando Bayona assinou para esta sequela, primeiro porque penso que e um autor nao um tarefeiro e nos ultimos anos tinha-nos apresentado bons filmes, contudo o trabalho final que temos aqui e de um tarefeiro, sem risco, sem assinatura, e um filme de grande estudio que poderia ser realizado por qualquer competente realizador, o que me leva a aguardar o regresso do realizador aos seus projetos.
No cast quase nenhum risco Howard e Pratt nos papeis do primeiro filme que sao muito semelhantes ao habitual nas carreiras de ambos. Nas contrataçoes um Smith mais humoristico distante de outros papeis do jovem actor o que demonstra versatilidade, e uma escolha estranha de Spall como vilao.

O melhor - Alguns apontamentos tecnicos

O pior - Nada adicionar de revelante ao franchising

Avaliação - C

Wednesday, August 01, 2018

Damascus Cover

Esta na moda principalmente no cinema de segunda linha abordagens de espionagem no medio oriente, que usualmente utiliza actores de uma segunda linha em baixo de forma, tentando com as intrigas mais ou menos elaboradas recuperar algum do conceito dos mesmos. Este ano saiu esta pequena produçao que pese embora utilizasse uma tematica actual como a espionagem na Siria acabou por ser um desastre critico em toda a linha, sendo que comercialmente a falta de atores de primeira linha tambem nao potenciou resultados comerciais visiveis ao filme.
SObre o filme desde logo existe um defeito que salta a vista, a falta de uma introduçao competente sobre a situaçao, sobre as personagens e mais que isso sobre o contexto. E quando um filme começa desta forma na sua essencia nao tem espaço para recuperar, neste caso muito pelo contrario porque aliado a este defeito surgem muitos outros ainda de maior dimensao.
Outro dos que chama particular atençao e a falta de uma competente direçao de atores, tudo parece demasiado encenado, principalmente porque os dialogos sao um conjunto de frases feitas e mesmo quando o filme tenta surpreender ja nao consegue porque tudo deixou a muito tempo de funcionar, num amadorismo tipico de produçoes de tamanho inferior.
Por tudo isto e facil perceber que este Damascus Cover e um filme sem grande interesse, com uma abordagem primaria e muito rudimentar a filmes de espioes e que nunca consegue nem ter impacto nem suspense nem qualidade para mais altos voos.
A historia fala de um espiao que e colocado em terreno enimigo de forma a tentar perceber quem matou o seu colega, contudo ve-se envolvido numa intriga bem superior.
Em termos de argumento os filmes de espionagem dependem da introduçao, onde o filme fala em toda a linha, dos dialogos que tambem nunca sao minimamente competentes e da capacidade de surpreender com o seu desenvolvimento aqui o filme tenta mas raramente consegue,.
Na realizaçao Daniel Berk  um autentico desconhecido acabou por ter um papel menos negativo do que os outros pontos do filme mas mesmo assim longe de grande espetaculo. provavelmente nao o iremos ver tao cedo ja que iniciar um maior mediatismo com obras desta mediocridade normlamente nao e sinonimo de carreira.
No cast surge um dos maiores problemas do filme, Rhys Meyers e um desastre em todos os maneirismos do filme, nada funciona os tiques sao irritantes o sotaque tudo e disparatado e sem sentido, e nem a simplicidade de atuaçao de Thirby consegue atençao com um espetaculo tao degradante do seu colega de cast.

O pior - Entre muitas coisas Rhys Meyers

O melhor - O filme no final tenta surpreender sem grande sucesso

Avaliação - D+

Sunday, July 29, 2018

Breaking In

Existem alguns filmes que dificilmente vamos perceber como conseguem uma distribuição Wide em termos de cinema norte americano. Um desses filmes sera este pequeno filme de ação rapida, sobre a tentativa de resistir a um assalto a uma casa e a luta pela sobrevivencia. Em termos criticos este filme ficou na mediania com ligeira tendencia negativa. Comercialmente para um filme de consumo rapido nao podemos dizer que os resultados foram um desastre ja que conseguiu muito mais visibilidade do que alguns filmes com muito mais primeira pagina.
Sobre o filme este filme encaixa no tipico filme pipoca de desenvolvimento rapido sem muito intlecto, alias tudo no filme e de procedimentos simples. Isto resulta num filme que existe dificuldade em perceber como tal pode ser aposta de qualquer estudio para uma expansao wide, porque encaixa perfeitamente naquilo que pensamos de um filme serie b de aluguer em que tudo ocorre segundo o guião e que nenhum outro aspeto consegue diferenciar-se das dezenas de filmes mensais que sao lancados em video on demand.
Apenas e possivel perceber esta escolha por termos um realizador que numa fase da sua carreira chegou a ser uma promessa que nunca cumpriu. E neste filme principalmente em determinados momentos de opçoes de recolha de imagem absurda conseguimos perceber a razao pela qual nao conseguiu se impor no sempre imponente mundo do cinema. Este filme podemos dizer que e um basico filme de acção mal realizado e que rapidamente nos esquecemos do que vimos ja que e igual a muitos.
Um filme fraquinho que demonstra bem a falta de escolha de alguns estudios de hollywood principalmente quando se comprara com outros filmes com uma pior distribuição. Este e um filme para massas mas que e totalmente indiferenciado num registo ja de si pobre.
A historia fala de uma mae e dois filhos que vao à casa do avó paterno entretanto falecido quando são apanhados numa tentativa de roubo a mesma que pode colocar em causa a sobrevivencia de todos.
O argumento e retirado de um naipe de ideias pre consebidas usualmente serie B, num filme com uma ideia repetitiva com personagens inexistentes e um estilo igual a muitos. O filme preenche os cliches todos e nao tem uma unica ideia original.
Mctiegue foi um realizador que começou bem principalmente potenciado pelos Wachowsky Brothers. COntudo aos poucos foi desaparecendo regressando mesmo ao pequeno ecra. Aqui tentou um regresso ao cinema de açao, mas os seus slow motion acabam mesmo por ser o maior disparate de um filme que já de si era disparatado.
No cast tambem estivemos longe de grandes escolhas, Union e uma actriz de segunda, num filme e papel de terceira, e ao seu lado Burke tenta ainda ganhar alguns filmes a custa do valor comercial de Twilight mas tambem aqui parece-me que isso tera espaço reduzido

O melhor - A curta duraçao

O pior - Os slow motions de realizaçao

Avaliação - D

Dark River

Este pequeno filme foi uma surpresas no cinema independente britanico de 2017, uma historia sobre conflito de irmãos com uma toada negra que acabou por ser na maioria dos casos bem recebida pela critica. Comercialmente sendo um filme sem grandes figuras de primeira linha e acima de tudo integrado num cinema independente das ilhas britanicas acabou por inexistir em termos comerciais.
Sobre o filme eu confesso que normalmente nao sou fa deste tipo de registo independnete principalmente porque existe sempre uma dificuldade inerente de fornecer ritmo aos filmes. E aqui isso acontece. Um filme pequeno que passa a maior parte do tempo com silencios ou frases curtas nas suas personagens. COm o passar do tempo e com o maior tempo de ligaçao das personagens uma tensao implicita vai crescendo mas fica a ideia que com a mesma historia e com mais trabalho de argumento o filme poderia ter outro impacto.
Mas e sem duvida um estilo que o filme quer representar dai que nao seja surpreendente as suas opções. E um filme cru, filmado de uma forma escura para representar o que o filme quer transmitir. Esta longe de ser um filme facil, no final e principalmente na sua conclusao e algo transmitido de intenso, mas fica sempre a ideia de como filme ser uma obra demasiado pequena.
Mas este tipo de cinema vai fazendo crescer alguns realizadores, demonstrar facetas de actores usualmente utilizados em series de televisao e mais que isso em filmes que tentar criar o impacto emocional mais que o estetico que faz resisitir o cinema independente.
A historia fala de uma jovem que depois da morte do pai regressa a sua terra natal onde tenta tomar conta de um terreno que acha ser seu, entrando numa disputa com o seu irmao muito marcada pelos acontecimentos do passado.
Em termos de argumento o filme consegue criar a escalada de tensão entre as personagens. COntudo tenta esconder algo que rapidamente o espetador percebe ser a explicaçao para tudo, e nisso o filme acaba por ser demasiado obvio. Acho que deveria ser mais trabalhado em termos de dialogo.
Na realizaçao Clio Barnard e totalmente uma realizadora de cinema independente que aqui escolhe todas as caracteristicas deste tipo de cinema sem qualquer tipo de inovaçao, ou qualquer tipo de opçao criativa. Muito escuro na forma como quer transmitir uma mnesagem tambem ela escura.
No cast Wilson e uma actriz com caracteristicas para personagens desfuncionais como ja demonstrou em The Affair e aqui a personagem e muito similar e funciona neste registo. O filme roda a sua volta com pouco espaço para os secundarios.

O melhor - A escalada emocional vai sendo bem presente.

O pior - POucos dialogos

AValiação - C

Shock and Awe

Normalmente é necessário muitos anos para que se consiga determinar o lugar na historia de determinados acontecimentos. Numa altura em que os proprios americanos começam a perceber o desajuste da intrevençao no Iraque começam a surgir os primeiros filmes sobre essa tematica. Um desses filmes a cargo de um realizador experiente como Rob Reiner mas longe de ser um artista foi este filme, que estreou quase de forma anonima pese embora a riqueza do cast, muito por culpa de uma recepção critica muito mediana e uma inexistencia comercial quase inexplicavel tendo em conta o cast aqui reunido.
Sobre o filme o tema e o debate é uma das grandes questões dos EUA e vamos pensar que no proximo Backbeat ainda este ano possamos ter uma obra artistica direta sobre aquilo que aconteceu com alguma ironia. Aqui temos o filme simples do relato ficional de personagens pouco detalhado pouco critico, pese embora assuma uma posiçao clara, e tenta entrar ao de leve no mundo do jornalismo de investigaçao e as suas fontes. O problema e que um filme deste genero tem de ser competente e maduro a todos os timings e este acaba por nunca o ser dando parte dos novente minutos a conversas familiares totalmente indiferentes para um tema que tinha de ser muito mais aprofundado.
E nestes defeitos que se diferencia um filme basico sobre um tema muito forte e o contrário, aqui pese embora o tema e o acontecimento mereça toda a atenção, o filme so consegue lhe dar o destaque no cast reunido ja que em termos de exceução parece ou optar pela rama, ou por um lado ainda pior acaba sempre por ser demasiado simplista e de procedimentos quase novelescos.
Num tema que so agora começa a ser realmente alvo dos filmes de hollywood vamos esperar uma obra mais madura, mais artistica que coloque esta fase da politica americana retratada no cinema e na sua historia. Aqui temos quase um telefilmes de nivel baixo sobre isso e nada mais.
A historia fala de um grupo de jornalistas os unicos americanos que ousaram desconfiar sobre a realidade das informações prestadas pelo governo americano na questão da presença de armas de destruioção massiva no Iraque e que justificou a invasao aquele pais.
EM termos de argumento toda a pertinencia do tema exigia um argumento maduro, de personagens mas acima de tudo de factos ou de pensamente critico sobre o que aconteceu. O filme cai no facil de contar uma historia basica de uma forma basica com personagens quase de telenovela.
Reiner e um realizador experiente, que ja teve filmes de primeira linha mas esta ha muitos anos afatados do cinema ao mais alto nivel. Aqui denota-se mais a veterania do que o autor com falta de risco, com uma realizaçao tipica de telenovela que acaba por nao dar força ao filme.
No cast temos um excelente leque de actores que nao tem personagens a sua altura, Woody com uma personagem comum, bem como Mardsen, acabam por entrar num piloto automatico maaliação - is potenciado pelo filme em si do que propriamente pela qualidade dos interpretes.

O melhor - Um tema que me parece que vai começar a estar na moda em hollywood

O pior - Ser obviamente um filme serie B

Avaliação - C

Saturday, July 28, 2018

Tully

Young Adult mesmo não sendo uma das obras de referência de Jason Reitman e uma obra significativa pelo retrato que faz de uma mudança de fases de vida. Este ano e com o mesmo elenco de argumentista e protagonista e realizador surgiu um filme com outra abordagem sobre uma fase de vida. Estreado em Sundance o filme recolheu criticas muito interessantes recuperando o lado mais positivo que Reitman conseguiu principalmente na primeira fase da carreira. Comercialmente nao e propriamente um filme de grande publico mas os resultados acabaram por ser consistentes para um filme com uma toada independente.
O ser mãe e sem sombra de duvidas gratificante mas uma mudança na vida que provavelmente nao vai deixar nada igual. O filme tenta debruçar sobre isso e sobre o impacto extremo que isso pode ter na vida de uma pessoa. O filme e inteligente na forma como leva tudo ao extremo para fazer vincar a sua ideia. Reitman sempre foi forte na critica social e nas caricaturas e mais uma vez é intelentissimo quer na forma de abordar mas acima de tudo na forma como leva tudo ao limite maximo.
Mas o filme quer mais do que descrever essa fase e ai e onde o filme arrisca mais, na relaçao entre mae e ajudante e o seu twist o filme acaba por ser arrojado embora me pareça que singifica bastante naquilo que significa mas tem dificuldades depois em sair dessa opçao pelo menos de uma forma vermosivel e na reaçao ao climax parece-me que o filme não manifesta a competencia que tem ao longo do seu desenvolvimento.
Mesmo assim parece-me o regresso de Jason Reitman a um cinema significativo e mais que isso a um cinema que retira o melhor dos seus interpretes numa satira sobre acontecimentos de vida bem real. O cinema contemporaneo de Reitman e uma assinatura que pode ser dificil de assimilar mas parece-me que se trata de um realizador que com estes filmes vai marcar uma carreira propria.,
O filme fala de uma familia ja com dois filhos que aguarda o terceiro e a exigencia de tal facto a mae de familia que tem que lidar diariamente com a exigencia total que e responder as necessidades de tres crianças em fases diferentes com a ajuda de uma babysitter noturna.
Em termos de argumento Cody brilhou com Juno onde conseguiu o Oscar e nao mais conseguiu atingir esse nivel. pese embora os filmes que se seguiram tiveram a mesma toada, neste caso temos um filme competente significativo mas mais comum numa fase mais madura da escritora.
Reitman nao e um realizador de grandes truques de camara ou uma abordagem totalmente diferenciadora, mas para uma ainda curta carreira ja tem uma colecao de filmes de primeira linha. Aqui tem em termos de realizaçao um dos seus melhores trabalhos, principalmente na forma como filma as rotinas, ja merecia no minimo um premio melhor.
No cast Theron volta ao cinema de primeira linha, numa personagem complexa, exigente que apenas esta ao alcance das melhores, e Theron quando quer e das melhores como bem demonstrou neste filme. Temos o lado dramatico uma vertente mais fisica num papel completo. Destaque para alguma força da personagem de Linvingston um actor de segunda linha que demonstra aqui merecer mais projetos.

O melhor- O tema e a força do mesmo.

O pior - A consequencia do climax

Avaliação - B

Friday, July 27, 2018

Desobedience

Sebastian lelio juntamente com Pablo Larrin tem nos ultimos anos feito explodir o cinema chileno, sendo que 2017 foi mesmo o ano de sonho para o primeior que culminou com a vitoria no oscar de melhor filme estrangeiro no seu A Fanstastic Woman. Contudo Lelio tem mais ambiçoes e paralelamente ao seu consagrado filme, teve o primeiro trabalho com figuras de primeira linha neste particular filme. O resultado critico foi positivo embora longe da unanimidade da sua obra de referência. Comercialmente para um filme com pouca expansão os resultados foram satisfatorios.
Sobre o filme eu confesso que a rigidez religiosa e a forma como esta limita as possibilidades de uma vida, é um tema que me faz refletir, e o filme trabalha isso de uma forma magistral, na maneira como todas as restriçoes de uma vida segundo o livro pode fazer aos seus fieis. E é aqui que Lelio tem a virtude maior deste filme, no contraste que nos dá na primeira hora entre as personagens que abdicam de si pela religão, daquela que resolveu viver a vida pela sua maneira. Nesta caracterizaçao o filme é exaustivo mas acima de tudo detalhado criando uma sensação quase claustrofobica nas personagenas.
Na passagem para o lado da opçao sexual o filme não é tão forte, pese embora seja este ponto que permita uma conclusão de impacto, onde nos tras a verdadeira força das personagens, mas aqui o filme corre mais clihes, principalmente na forma como tudo rapidamente se desenvolve, sendo um filme que nos dá mais impacto do lado fisico do que psicologico, o que me parece que nem sempre foi a melhor opção neste segmento do filme.
Mesmo assim Desobedience e um dos bons filmes deste inicio de ano, um filme de impacto, detalhado no contexto dificil onde se insere e mais que isso um filme que com a força das personagens permite bons registos aos seus executantes. Num ano que esta longe de ser brilhante, em alguns pontos este e um dos filmes a estar atentos nos primeiros lançamentos para a temporada de premios.
A historia fala de uma mulher que abdicou da religião, mas tem de regressar ao epicentro da mesma, depois do seu pai, rabino, falecer, aqui acaba por voltar a relacionar-se com a sua base, e concretamente com uma sua grande paixão homossexual.
Em termos de argumento o filme é detalhado e bastante completo na caracterização das restrições judaicas. Na questão da homossexualidade penso que o filme é mais basico e mais comum, mesmo assim acaba por ganhar pelo facto de ter uma base contextual muito bem fundamentada.
Lelio e um realizador em crescimento. Aqui principalmente na forma como consegue criar um contexto de pressão sobre as personagens sem grandes truques de camara, parece-me ser um feito seu, de um realizador ainda jovem que provavelmente se vai expandir e pode se tornar em mais um caso serio da força sul americana em Hollywood.
O cast arriscou pouco, o que para potenciar as personagens era necessário. Weisz e McAdams sao duas das melhores actrizes dramaticas do momento e neste filme exibem-se a grande nivel, aproveitando também um filme que lhe potencia estas caracteristicas. Mas penso que o melhor papel acaba por ser o menos expansivo, no caso concreto Nivola, há muito afastado dos melhores momentos que tem aqui um dos papeis secundarios mais interessante até ao momento do ano.

O melhor - A claustrofobia social que o filme transmite

O pior - Na questão da homossexualidade o filme é ligeiramente menos competente

Avaliação - B

I Feel Pretty

Amy Schumer tornou-se nos ultimos anos uma figura de referência quer na comedia de Hollywood mas tambem como comediante em televisão, o que a tornou numa figura mediatica dos media, como alguem que apesar de ter uma estrutura fisica pouco apelativa consegue contornar isso com uma forma de estar. Essa forma acaba por ser a base para este filme que acabou por ficar longe de outros sucessos da actriz no cinema com avaliações medianas com ligeiro pendor negativo. Comercialmente também bastante longe do que obteve com Trainwreck o seu filme de maior sucesso.
A mensagem que o filme quer passar é sem duvida positiva, a de que mais que a beleza externa das pessoas e importante a forma como as pessoas se conseguem analisar. Mas para alem da mensagem o filme acaba por ser uma vazio desesperante. Desde logo do ponto de vista de comedia, para um filme que se assume neste genero, o filme nunca consegue ser minimente engraçado, alias não me recordo de uma unica sequencia em que o filme consiga mesmo soltar a gargalhada ao espetador, sendo um conjunto de sequencias de um humor fisico por si so, e acima de tudo sem força para fazer o filme funcionar como comedia.
Mas tambem em termos de mensagem, não fosse o filme ser claro nesta abordagem e a repetir vezes sem conta, o conjunto de personagens completamente vazias e dialogos pouco ou nada revelantes acaba tambem por esvaziar o filme em termos de narrativa ou mesmo naquilo que é a historia das personagens.
OU seja um filme que me parece um claro tiro ao lado quer em termos de comedia, mas acima de tudo num filme que parece querer ser mais que isso. Nesse particular parece-me que o filme tem dificuldade em fazer o balanço entre o seu lado mais comico e o lado mais serio, acabando por falhar em todos os pontos.
A historia fala de uma mulher com uns quilos a mais mas com o sonho de ter uma imagem de sono que acorda olhando para si como uma top model, o que vai alterar a sua confiança e potenciar a sua vida profissional e amorosa, mesmo que os outros continuem a olhar para si da mesma maneira.
Em termos de argumento podemos observar que o filme tinha um bom sentido, mas que depois acaba por ter muitas dificuldades na sua execução, por falta de capacidade de nos dar bons momentos comicos, boas personagens e mais que isso um desenvolvimento interessante da intriga.
Na realização esta dupla de realizadores sempre relacionada com a escrita de comedias ligeiras, tem aqui um trabalho obvio pouco risco, muita cor mas sem grande caracter criativo acaba por nos dar um filme obvio do ponto de vista da realizaçao.
Schumer tenta liderar o filme mas nao consegue sair das suas maneiras habituais e torna-se mais do mesmo. parece obvio que o filme necessitava de mais fulgor e mais valor comico de uma comediante de primeira linha. Pior mesmo so Williams, uma actriz usualmente inteligente mas que tem aqui um dos piores papeis do ano.

O melhor - O filme tinha um bom intuito

O pior - A falta de graça natural do filme

Avaliação  - D

Monday, July 23, 2018

Super Troopers 2

Dezassete anos depois de um grupo de deconhecidos terem conseguido uma das comedias mais mediaticas dos ultimos anos, principalmente em alguns circuitos menos conhecidos, surge a sua sequela destas vez com uma parodia ao Canada. Os resultados do filme foram parecidos com o primeiro filme, criticamente com uma mediania com ligeiro pendor negativo, comercialmente resultados simples sem grandes explosões mas que demonstra que ainda existe fas da saga.
Sobre o filme desde logo o facto de volvidos tantos anos o filme ter conseguido reunir a equipa inicial marcada por actores quase desconhecidos por completo, que tem neste filme o seu maior sucesso. O estilo é igual um humor non sense com o tradicionalismo do momento em que o filme saiu, e um argumento de base pouco importante para aquilo que o filme quer ser, ou seja um filme idiota com algum humor. nesse particular o filme ate funciona com alguns momentos capazes de provocar gargalhada mesmo que sentimos sempre que se trata mesmo em termos de comedia um filme pequeno.
Do outro lado parece que a questão como a forma do Canadá se encontra verificada no filme pode ser algo exagerada, mas penso que o filme pensa isso e quer utilizar isso como forma de humor o que por vezes penso que pode ser facilmente percebido como um humor exagerado e de mau gosto, dando a primazia ao americano. O filme nem sempre me parece querer ser politico e isso por vezes funciona a favor do mesmo em termos humoristicos.
Ou seja uma comedia mais tradicional, que perde pelos seus elementos estarem longe de serem primeiras linhas, no carisma e dimensão que as personagens poderiam ter. O desenvolvimento narrativo é pobre e apenas a forma como alguns momentos de humor non sense acabam por funcionar faz o filme ligeiramente melhor que o habitual.
A historia fala-nos do mesmo grupo de agentes da policia que depois de expulsos sao readmitidos para trabalharem numa passagem de dependencia de um territorio do Canada para os EUA.
O argumento em termos de base e basico, com personagens basicas unica e exclusivamente ao serviço da piada facil. Nesses termos parece-me que temos um filme algo simples e uma comedia que tem alguns momentos que funcionam na sua base.
Na realização Chandraseakar conjuga aqui a interpretação com a realizaçao ele que depois do primeiro filme teve diversas tentativas mas nunca conseguiu sair do anonimato enquanto realizador. Aqui tem uma forma de filmar tipica de uma comedia familiar mas pouco apelativa em termos de carreira.
E no cast que o filme poderia ir mais longe, algumas razõez existem para nenhum dos elementos do cast ter crescido como actor. Tirando os momentos de Kevin Herffman muito pouco tem algum destaque ou merece mesmo algum sublinhado.

O melhor - Um humor que funciona em alguns momentos

O pior - O cast

Avaliação - C

Traffik

Os filmes dentro da comunidade afro americana nos ultimos anos tem precorrido os diversos generos, com actores que exclusivamente se dedicam ao genero como por exemplo Mike Epps. Este filme traz-nos talvez o genero que pior tem funcionado, ou seja, o Thriller. O resultado deste filme não foi muito diferente da maioria do mesmo genero, falhando na critica com avaliações essencialmente negativas, mas também, em termos comerciais onde não chegou aos 10 milhoes de lucro efetivo.
Este e um pequeno filme de processos rapidos, com vista a uma rentabilidade imediata, joga bastante com o contexto social onde se encontra inserido e pouco mais. No que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo não é mais do que um conjunto de cliches iguais a tantos outros, num misto de previsibilidade total do primeiro ao ultimo minuto, num cinema que nunca consegue ter qualidade.
Mesmo no que diz respeito ao impacto emotivo do filme, sendo um filme de tensão permanente o ritmo parece quase sempre algo pausado e as ligações das personagens um pouco difusa, sendo uma montanha russa de aproximações e afastamento. Na parte final quando o filme tenta potenciar ao maximo um cliche de um filme de ação o filme acaba por já não ter a força que lhe permita esse impacto.
Assim, parece-nos que temos aqui um filme simples, repetitivo, com muitos poucos ingredientes que o diferenciem em algum momento de qualquer tipo de outro Thriller de impacto. Na fase inicial parece que o filme é demasiado novelesmo e na fase final o impacto parece nunca causar o efeito que o filme quer
A historia fala de um casal que acabam por ir passar um fim de semana juntos no meio das montanhas até que acabam por tropeçar num gang motard que vai colocar em causa a sobrevivencia de todos.
Em termos de argumento o filme é demasiado simplista nas bases, quer nas personagens pouco trabalhadas mas também no que diz respeito à relação entre as mesmas. No desenvolvimento narrativo o filme tenta potenciar um final surpreendente mas que acaba por passar na cabeça de todos.
 Na realização Deon Taylor e um habitue neste tipo de registo de filmes, aqui pouca novidade de um tarefeiro serie B que não consegue ir mais longe do que estilo de telenovela que normalmente e usado para este tipo de obra.
No cast Patton é uma actriz que me parece com mais valor do que entrar neste tipo de filme, embora neste filme nunca tenha conseguido ir alem do que o filme pede. No resto o filme é completamente simples e não exige nada de qualquer um dos seus interpretes.

O melhor - Na fase inicial não complica e algumas paisagens que o filme consegue ter.

O pior - A forma como este genero não consegue dar novidade nenhuma.

Avaliação - D+

Friday, July 20, 2018

Overboard

Mais de trinta anos depois de uma comedia de grande sucesso que junto na vida real Kurt Russel e Goldie Hawn eis que surge o seu remake, num lado mais mexicano, aproveitando o bom momento em comedias emotivas de uma das maiores figuras do cinema mexicano da atualidade. O resultado do filme esteve longe de ser brilhante em termos criticos com avaliações essencialmente negativas, sendo que comercialmente mesmo estando longe dos melhores resultados de Deberez os mesmos acabaram por ser consistentes sendo um remake de uma comedia familiar.
O sucesso de Debrez esta num estilo de cinema do mais simplista e familiar que há, com uma vertente de proximidade com as pessoas e de mudança muito forte e que funciona principalmente em estratos sociais mais desfavorecidos. No genero temos mais do mesmo, um estilo de humor simples, um filme de procedimentos simples e totalmente previsivel, mas muito proximo do espetador medio, embora me pareça que pelo facto de ser um remake este filme esta bem longe dos anteriores neste particular.
Este filme tem um problema pois se associarmos o facto de termos um genero de si super previsivel ao termos um remake basicamente o filme limita-se a replicar comportamentos com um ou outro ponto e isto chama-se um cinema facil de ideias curtas, e nem o jeito de Deberez como comediante familiar e nem o lado mais carinhoso do filme consegue contrariar um cinema fácil e mesmo pouco interessante que o filme acaba por nos dar.
Provavelmente enquanto funcionar em termos economicos vamos ter diversos titulos americanos e mexicanos com Deberez neste tipo de personagem, filmes simples de domingo a tarde, com muito pouco de inovação ou de originalidade com o unico objetivo de amealhar dolares.
A historia fala de uma mae solteira com dificuldades financeiras que depois de ser mal tratada por um magnata, acaba por ter conhecimento que o mesmo tem amnesia utiliza-o como pai dos seus filhos e como uma ajuda em sua casa como forma de se vingar.
A historia original é um marco no cinema romantico simples de diferença entre classes e um humor dos anos 80. Aqui temos isso, mesmo ganhando mais protagonismo nos ultimos anos parece que este genero esta longe de ser o mais funcionar atualmente, num filme demasiado obvio.
Na realizaçao Rob Greenberg é um realizador pouco conhecido e mediatico nas comedias onde fez carreira, aqui pouco arrojo, demasiada simplicidade como todo o filme, o que nao e propriamente um grande portofolio para nenhum realizador.
No cast Deberez funciona na dictomia sempre marcada nas suas personagens e mais uma vez aqui presente. Faris e uma actriz de comedia com algumas dificuldades e perde o filme para o seu colega de cast, que esta em forma no genero

O melhor - A homensagem a uma comedia mediatica dos anos 80.

O pior - Um cinema nada original ainda por cima em remake

Avaliação - C

Tuesday, July 17, 2018

Chappaquiddick

Nos ultimos anos tem surgido diversos filmes e series sobre os diferentes actores da familia Kennedy. De todos eles ted acabou por ser o menos famoso e cuja a historia acabou por ser menos mediatica, dai que este filme acabe por ter menos visibilidade do que os outros, já que a historia em si relaciona-se mais com a gestão politica de um acontecimento do que ele proprio. Este filme acabou por ter criticas interessantes mas insuficientes para lançar a obra para qualquer disputa de premios. Comercialmente para um filme com poucos objetivos comerciais os resultados ate acabaram por ser em toda a medida consistentes.
Sobre o filme em si parece-me desde logo claro que devemos sempre separar dois pontos em que o filme funciona de forma diferente. Em termos de personagem parece-me que se trata de um filme algo simplista, as indecisões acabam por nao permitir que a personagem seja bem caracterizada ou que o filme ganhe dimensão para alem da historia que vai contar. O filme funciona bem melhor no acontecimento politico em si, já que toda a gestão do ocorrido acaba por ser o lado mais forte do filme, principalmente na gestão da crise.
Por este mesmo facto parece-nos um filme parcialmente competente, mas que perderá sempre pois fica-se com a ideia que esta historia so ganha imponencia por se tratar de um Kennedy e no contexto familiar em questão. E obvioamente um acontecimento menos imponente do que os anteriores, e o filme nem sempre consegue dar de si o contexto que me parece importante para todo o entendimento.
Fica assim completo os filmes sobre os diferentes Kennedy e os seus percalços politicos. Este poderá ser entendido com um filme menor, mas que de alguma forma acaba por vincar bem o peso que o nome em questão estava a ter junto dos seus membros.
A historia fala do Senador Ted Kennedy e a forma como um acidente em que participou e que colocou termo a vida de uma ex-secretaria do seu irmão Robert, obrigou a uma gestão do dano, que tal acontecimento provocou na sua carreira politica.
Em termos de argumento e um filme algo indeciso na definição da personagem e isso nem sempre dá força ao filme. Muito melhor na gestão e na forma como tudo é detalhado em termos de gabinete de crise. Nao e um filme que seja particularmente dinamico.
Na realização deste filme temos John Curran, um realizador experiente normalmente com projetos imponentes mas que ate ao preciso momento ainda não conseguiu convencer em plenitude com nenhum dos seus filmes. Aqui temos uma realizaçao simples se bem que contextualizada em termos temporais, mas que esta longe de ser magnifica.
No cast, Jason Clarke encaixa bem no papel de Ted Kennedy, com a ajuda de uma carterizaçao subtil o actor tem um papel interessante, mesmo que a personagem por vezes nao consiga crescer. Ed helmes tenta sair do registo de comedia mas nem sempre com sucesso.

O melhor - A gestão politica que o filme nos dá-

O pior - A forma como a personagem nunca se define

Avaliação - C

Sunday, July 15, 2018

Isle of Dogs

Depois do autentico sucesso globar critico e comercial que foi o Grande Budapeste Hotel foi com alguma surpresa que Wes Anderson anunciou que o seu filme seguinte seria novamente um Stop Motion, algo que já tinha efetuado com Fantastic Mr Fox. Estreado em pleno festival de Cannes, novamente esta obra do cineasta foi muito bem recebida pela critica tendo ganho o premio de melhor realizaçao. Em termos comerciais mesmo sendo o cinema de Andersson longuinquo da globalidade os resultados principalmente internacionais foram interessantes.
Sobre o filme, eu confesso que com Moonrise Kingdom e o mais recentemente Grand Budapest Hotel, Wes Anderson conquistou para mim o papel de melhor cineasta do momento, pelas criaçoes todas que os seus filmes consegem ter. Neste filme ele tras novamente esta faceta que na minha opiniao pelo facto de ser animaçao acaba por perder alguma força em termos de dimensao, mesmo que a dificuldade obviamente seja maior. Em termos produtivos temos o melhor que Anderson consegue fazer e isso e brilhante mas prefiro mesmo assim os seus Live Action.
Em termos de argumento temos o humor, a satira e o simbolismo tipico de Anderson, tambem aqui parece-me que este filme esta ligeiramente abaixo dos seus dois anteriores, principalmente porque ao entrar na dinamica dos cães perde algum significado que os outros filmes no meio de toda a sua excentricidade conseguiam ter. Mesmo que por vezes consiga com um humor subtil fazer transitir muito do que quer, parece-me que sendo um grande argumento não é o melhor de Anderson.
Ou seja um filme de animaçao totalmente original no argumento e na produçao, com a assinatura brilhante do realizador, que me parece perder alguns pontos quando comparado com os filmes anteriores de um realizador que aos poucos assumiu uma identidade propria e super respeitada no cinema mundial.
O filme fala de uma decisao que conduz todos os cães para uma ilha de lixo e a procura de um adolescente pelo seu fiel amigo, no meio de todos os residuos do Japão.
Em termos de argumento mesmo sendo apenas regular para o parametro Anderson isso e otimo para o parametro global. A aposta numa realidade de cães acaba por lhe fazer perder algum simbolismo mesmo que em termos de humor, dialogos o filme seja fortissimo.
Anderson e mais que um brilhante realizador um transissor de arte a todos os niveis. Novamente temos um filme com uma realizaçao inacreditavel, de um grau de execuçao complexo, ANderson folta a brilhar numa  otima realizaçao e mais que isso numa otima assinatura.
No cast de vozes Anderson consegue reunir um cast de primeira linha, Cranston e uma excelente escolha para o protagonista e todos os outros cumprem na perfeiçao o que cada personagem pede.

O melhor - Anderson

O pior - Os Spot Motion do autor ainda estao ligeiramente abaixo dos Live Action

Avaliação - B

Friday, July 13, 2018

Truth or Dare

O terror juvenil nos ultimos tempos tornou-se cada vez menos comum, sendo apenas residual no mapa de estreias de cada ano. Em 2018 até ao presente momento este filme foi aquele que mais encaixa no genero. os resultados comerciais do filme até foram interessantes, contudo em termos critocos não alterou o panoramo comum do genero com avaliações essencialmente negativas.
Sobre o filme, o segredo para fazer um filme deste genero funcionar, é juntar comportamentos tipicos dos adolescentes com o terror e o panico da inivitabilidade. E nada melhor do que os jogos tipicos da adolescencia para fazer isto funcionar. Contudo pese a ideia seja na minha optica interessante tendo em conta o publico alvo do filme a sua execução já sofre de diversas dificuldades, uma delas um autentico disparate amador, concretamente a alteração da face dos personagens durante o jogo. Aqui não só me parece não ter qualquer sentido, como é uma tentativa totalmente frustrada de tentar fazer terror gráfico e acaba por ser um ridiculo com dimensões gigantescas.
Para além deste grande problema o filme em termos narrativos e mais do mesmo, funcionando com o destino impossivel de ultrapassar, a tipica explicação relacionada com espiritos do alem, num filme que e quase sempre mais juvenil do que propriamente terror, mais proximo do que era o cinema de terror dos finais dos anos 90 do que propriamente o cinema de torror mais gráfico atual.
Ou seja um filme fraco, que surge para preencher os dialogos de adolescentes em fase de afirmaçao, tocando-lhe nos seus comportamentos mais tipicos. O filme nunca tem a capacidade de assustar, sendo que por vezes algumas dessas tentativas acabam mesmo por funcionar em termos comicos devido ao ridiculo da situação.
A historia fala de um conjunto de amigos que numa viagem ao Mexico, acabam por ser ver inseridos num jogo de verdade e consequencia com efeitos trágicos nos mesmos, e que coloca em causa não so a uniao dos mesmos, mas acima de tudo a sobrevivencia destes.
Em termos de argumento o filme e basico e proximo daquilo que usualmente o cinema fatalista de adolescentes acaba por ter. Neste aspeto temos o comum quer em termos de personagens quer em termos de desenvolvimento narrativo. O filme acaba por ter o melhor momento na forma como o mesmo acaba por ultrapassar o seu emaranhado final.
Na realização jeff Wadlow surge agora no cinema de terror depois de ter destroido por completo o franchising de Kick Ass, com um pessimo segundo filme. Aqui muito pouco a registar, tirando o ridiculo da opção de alterar as faces dos personagens nos momentos dos jogos, algo que é historicamente absurdo.
No cast um conjunto de atores juvenis pouco conhecidos, ou relacionados com a televisao, com papeis faceis e onde nenhum consegue chamar a sim a atenção do filme. Usualmente estes projetos servem para dar mediatismo a actores menos conhecidos como inicio de carreiras embora aqui pouco me pareça que vá acontecer.

O melhor - O final

O pior - As alterações faciais, totalmente absurdas

Avaliação - D+

Woman Walks Ahead

A guerra entre a armada americana e as comunicades indias estão outra vez na mó de cinema em termos de cinema americano. Depois de no final do ano passado ter surgido o cru Hostils, surge agora um filme mais emocional com o mesmo debate. Este filme que reuniu um cast de primeira linha, acabou por ter menos mediatismo, muito por culpa de uma receção critica pouco entusiasmante. Comercialmente mesmo com um elenco de primeira linha os resultados acabaram por ser muito pobres e tornar-no um floop na carreira dos seus protagonistas.
A redenção do povo americano com os seus povos de origem é algo que começa a ser perfeitamente visivel nos filmes mais recentes sobre a relação com os mesmos. Aqui temos um filme com mais coração do que raciocinio, uma especie de biopic mas que rapidamente se torna numa novela emotiva nem sempre bem pensada em termos daquilo que pode ser documental. E em filmes com este grau de historicidade pede-se obviamente mais cabeça e mais detalhe do que propriamente um filme de personagens com coração, principalmente no que diz respeito à dinamica politica do filme.
Talvez por isso, ou seja por ser um filme demasiado simplista no assunto que quer tocar que este filme acabou por passar algo incognito em termos criticos mas acima de tudo também em termos comerciais. Falta-lhe elementos que retirem o filme apenas do plano emocional, principalmente porque o filme adota totalmente uma versão partidária, o que em filmes deste genero parece sempre algo perigoso.
Ou seja um western algo romantico, que em termos de produção acaba por ser algo limitado com uma pertinencia algo politica, mas que nos parece ter dificuldades em assumir uma mensagem clara e partidaria. Por vezes parece que o filme está mais preocupado em ser bonito do que ser real.
A historia fala de uma pintora que depois da morte do marido acaba por decidir pintar o retrato de um chefe de uma tribo india. O seu empenho acaba por a conduzir ao centro de uma guerra politica relativamente aos direitos daquele povo.
Em termos de argumento, a base da historia é forte, quer do ponto de vista do significado para os EUA, mas também em termos politicos. Contudo o filme opta por nos dar demasiada emoçao das persoangens tornando-se demasiado novelesca e isso tira alguma maturidade aquilo que o filme poderia signficar.
Na realização Susana White está a dar os primeiros passos no cinema, mas ainda lhe falta um filme que se assuma como uma obra de referência. Ja percebemos que consegue chamar aos seus filmes actores de primeira linha, mas ainda falta a mestria para os aproveitar ao maximo.
Em termos de cast, o filme e dominado por uma Chastain que sofre pelas debilidades de uma personagem algo monocordica. Ao seu lado uma serie de actores competentes mas cujas personagens não lhes permitem grandes voos.

O melhor - A questão politica.

O pior - Por vezes o excesso de coração acaba por danificar a mensagem dos filmes.

Avaliação - C-

Thursday, July 12, 2018

Submission

As relações professores alunos sempre alimentaram a imaginação principalmente de algumas obras literárias e por ligação direta de alguns filmes baseados nesses livros. Este filme é um misto de ambas as partes já que aborda esse mesmo ponto, numa dinâmica de literatura, concretamente num curso de escrita. Este filme que foi produzido em 2017 mas apenas foi lançado nos EUA em 2018 não foi propriamente um sucesso critico com avaliações essencialmente medianas. Comercialmente a falta de uma figura de primeira linha acabou por conduzir o filme a uma total irrelevância comercial.
Sobre o filme, podemos dividir o mesmo em dois momentos, uma primeira fase onde é trabalhado o escalar da proximidade relacional entre os protagonistas, onde o filme é eficaz, principalmente na forma como filma as personagens quer juntas quer na relação literaria que vão estabelecendo parece que o filme consegue sem ser muito estetico dar a intensidade necessária. O problema acaba por ser quando a relação se rompe e surge a obvia consequencia, aqui com excepção final do discurso do protagonista tudo é demasiado repetitivo e previsivel e tira alguma força a um filme que inicia bem.
O proibido das relações é por vezes utilizado nestes filmes para lhes dar alguma sensualidade propria, o que neste filme acaba por não ser muito potenciado, mesmo me parecendo que a subtileza com que a tensão sexual entre os personagens vai escalando acaba por funcionar. Parece-me contudo que é um filme que deveria ir mais longe no conflito interno da personagem central, já que este parece na sua essencia viver as coisas de uma forma natural quando está em causa a sua vida como ele a conhece.
Um thriller com aspetos positivos, que pese embora na sua essencia seja mais do mesmo relativo a outros filmes de relações proibidas, acaba por principalmente numa primeira fase potenciar um lado subtil que funciona principalmente pelo crescendo manipulativo da personagem de Timlin. Não sendo nunca um grande filme acaba por ser um filme de facil visualização.
A historia fala de um conceituado professor que acaba por iniciar uma relação de tutoria relativamente a uma aluna com ambição de se tornar escritora, que vai conduzir a que a relação acabe por ultrapassar os limites o que vai colocar em causa a posição do mesmo na escola.
Em termos de argumento temos uma base muito parecida com outros filmes que tratam relações amorosas entre alunos e professores. mesmo nas escolhas e alterações de dinamicas principalmente na segunda fase o filme é algo previsivel frustrando a subtileza que funciona na primeira fase.
levine é um realizador de televisão com algum sucesso e de filmes com menos. Aqui tem um trabalho simples, que poderia ser mais gráfico para dar mais intensidade ao filme. A sensualidade consegue estar la principalmente na primeira fase, e o filme depende muito disso. Não e um filme que sirva de grande montra para o futuro.
O melhor do filme acaba por estar no cast, Tucci parece-me um actor em boa forma pese embora por vezes seja a sua personagem demasiado descontraida para as vivencias que o filme lhe da. Mas a surpresa vai para a excelente construção da jovem Addison Timlin que consegue precorrer com bastante qualidade os diferentes momentos de uma persongem dificil e bastante singular. A estar atento ao seu desenvolvimento como atriz.

O melhor - Addison Timlin.

O pior - Na segunda fase o filme perder alguma subtileza

Avaliação - C+

Wednesday, July 11, 2018

Life of the Party

Nos ultimos anos a dupla McCarthy Falcone tornou-se um hábito em quase todos os verões, apostados em rentabilizar a imagem da primeira como figura de proa em comedias no feminino. Este ano surgiu mais um filme desta dupla em pleno verão. Criticamente o filme ficou pela mediania com ligeiro teor negativo, algo que tem sido comum principalmente nos ultimos filmes da dupla. Em termos comerciais Melissa Mccarthy já teve dias mais entusiasmantes embora as comedias de grandes produtoras acabem sempre por ter resultados algo consistentes.
Eu confesso que não sou um grande fã do estilo de humor da dupla, desde logo porque ou funciona com o lado fisico tradicionalista, que está longe de ser na minha opinião a opção mais funcional, ou por outro lado opta por um humor mais non-sense que me parece também estar longe de funcionar na plenitude. Neste caso e mesmo dentro dos generos que acima foram descritos penso que o filme também não é propriamente eficaz dentro de si proprio, com muitas sequencias de humor a não funcionarem.
Acima de tudo parece que o filme tem o problema de base na historia que escolheu, o recuar atrás, o trazer uma personagem para um contexto diferente é um estilo tantas vezes utilizado que já observamos tudo o que se pode fazer no humor deste genero, e quando as coisas para alem da repetição acabam por ter dificuldade em funcionar, principalmente porque o argumento é demasiado basico, torna o filme algo sem graça, o que para uma comedia o faz desde logo ser um insucesso claro.
Ou seja uma comedia by Melissa McCarthy igual a tantas outras, com o estilo de humor assumido por ela enquanto comediante mas sem fulgor, sem entusiasmo, o filme passa largos momentos sem ter fulgor ou ritmo de comedia e isso acaba por tornar tudo desde logo cinzento e sem grande interesse.
A historia fala de uma mãe de familia que apos a entrada na faculdade acaba por se divorciar e faz com que também ela regresse à Faculdade para acabar o curso, contudo esta entrada vai ser em pleno com tudo o que uma vida universitaria tem direito.
Em termos de argumento o tipico voltar a atrás no tempo já foi tantas vezes utilizado que este é apenas mais um filme com o mesmo assunto. Em termos comicos utiliza o estilo da actriz nas suas bases mas parece sem a força de outros momentos e de outros filmes.
Falcone e um realizador de comedias tipico, a sua união marital e cinematografica com MCcarthy tem surgido com muitos filmes mas poucos com sucesso pleno, este é mais do mesmo numa carreira no minimo monotona.
Estes filmes são talk shows de McCarthy com o seu estilo de humor linguistico e fisico e pouco mais não dá espaço para qualquer outra personagem ou outro comediante. Quando o argumento não funciona a sua prestação fica seca.

O melhor - Alguns laivos de mensagens positivas de não desistir

O pior - Um estilo de humor ja de si discutivel quase nunca funcionar

Avaliação - D

Tuesday, July 10, 2018

Where is Kyra?

O cinema independente é muitas vezes utilizado por atores mais consagrados mas afastados de uma primeira linha para tentar regressar ao sucesso, principalmente critico. Neste pequeno filme temos uma Michelle Pfeifer de regresso à liderança de filmes num drama intenso. Este pequeno filme acabou por ser bem recebido pela critica, contudo a sua pequena dimensão comercial acabou por não lhe dar grande protagonismo, e assim esta desde logo fora de qualquer tipo de competição.
Where is Kyra, não é desde logo um filme fácil de gostar, desde logo pelo seu estilo e pela sua abordagem de realização que opta quase sempre por imagens escuras, utilizando os protagonistas como meras sombras, mas mais que isso por imagens não centradas, o que acaba por dar pouco ritmo ao filme, mesmo que isso seja a sua assinatura de autor. Esta opção  pese embora seja diferente e simbolica acaba por adormecer o drama intenso que o filme tem em si.
Em termos de problematica parece-me obvio que o filme é bem melhor, desde logo por nos trazer uma problematica clara do desemprego em idades avançadas e as poucas soluções que podem existir, aqui o filme consegue nos dar bem todo o desespero da personagens enquanto se afunda nos seus problemas e nas suas relações, é nesta intensidade que penso que o filme melhor funciona, alavancado acima de tudo na prestação de Pfeifer.
Ou seja um filme quem sabe demasiado independente para a historia que nos trás, um filme que nos parece melhor na teoria do que na pratica e com um argumento bem melhor do que a realização. Não sendo uma obra prima, nem um filme de primeira linha, é um filme com meritos principalmente na historia que quer contar.
A historia fala de uma mulher que apos a morte da mãe a quem prestava cuidados tem que tentar encontrar uma solução profissional para a sua vida, o que se tornar dificil com a impossibilidade de arranjar um emprego.
Em termos de argumento o filme mais que tudo é habil, joga bastante com os silencios simbolicos, mas mais que isso toca em pontos de sofrimento bastante reais, em personagens também elas reais. Nao e um filme de grandes dialogos mas sim de grandes problemas.
Na realização ninguem pode acusar este filme de nao ter um conceito proprio, de sombras e componente escura e que isso é simbolico. penso e que o excesso desta opção tira ritmo e intensidade a um filme que a devia ter. Dosunmu e um realizador desconhecido que aqui tem um trabalho arriscado mas que nem sempre funciona.
No cast Pfeifer demonstra bem a intensidade que fez dela uma actriz de primeira linha durante muitos anos. Poucas conseguem o lado inquietante que ela consegue ter e neste filme essa componente está ao maximo, num papel dos melhores femininos deste ano ate ao momento. Sutherland da algum suporte num personagem claramente inferior.

O melhor - Pfeifer

O pior - Demasiado planos arriscados e fora de personagens

Avaliação - C+

Sunday, July 08, 2018

Rampage

Rapidamente The Rock tornou-se na figura mais conhecida do cinema de açao atual, intercalando com algumas comedias que fazem uso da sua fisionomia como forma de fazer humor. Estas mega produçoes que encabeça acabam por fazer muito dinheiro, e este ano surgiu em dose dupla. Este primeiro filmes com efeitos especiais de ponta teve longe do sucesso critico com avaliações essencialmente medianas com tendencia negativa. Comercialmente Dwayne Johnson esta no seu maior nivel principalmente a escala mundial e esta mega produçao foi mais um sucesso.
SObre o filme eu ja disse diversas vezes que prefiro The Rock na comedia do que nos filmes de açao pelo facto de usualmente estes serem vazios explorando apenas a questao fisica do actor ou por outro lado efeitos especiais de ponta das grandes produtoras. Este Rampage neste particular e mais do mesmo, um filme vazio, repetitivo em termos de ideias com efeitos especiais de ponta mas muito pobre em termos de argumento, originalidade e personagens.
ALias toda a intriga do filme parece copiada de outros filmes do mesmo genero, sem grandes promenores, sem qualquer trabalho sobre as personagens e sobre as suas motivações nem permitindo o desenvolvimento das mesmas ao longo da duração do filme. Parece apenas funcionar a ligação que se vai criando entre o monstro e o heroi, mais na logica de um filme juvenil do que propriamente um filme global, que acaba por nunca o conseguir ser, pelo menos de uma forma satisfatoria.
As menções ou curiosidades ao jogo ainda que sublimes acabam por ser a mais valia e dar algum valor nostalgico em termos de apontamentos a um filme de dinheiro facil, pouco trabalhado, pouco potenciado e acima de tudo que quase nunca parece utilizar a faceta mais comercial de The Rock ou seja a ligação entre ação e a comedia, ja que na maior parte do tempo o filme abandona o teor mais descontraido.
A historia fala de um desastre que acaba por transformar tres animais em criaturas quase indistrutiveis que coloca em causa a sobrevivencia da cidade de Chicago que fica nas mãos de um estudioso de primatas com a ligação proxima a um dos animais transormados e uma engenheira biologica que esteva na origem do problema.
E no argumento que o filme tem muito ou quase nenhum trabalho de casa, o filme nao tem personagens ou pelo menos nao as trabalha de forma nenhuma, nunca consegue utilizar humor quando nos parece que existe espaço para o mesmo, e tudo e demasiado previsivel do inicio ao fim.
Peyton e neste momento um tarefeiro de grandes produçoes de qualidade mediana de hollywood, consegue dar dimensao aos efeitos especiais sem nunca conseguir oferecer as obras qualquer assinatura e isso pode saber a pouco num realizador de muito dinheiro mas de pouco sucesso em seu nome proprio.
No cast The ROck e sempre convincente e vende quer na açao quer na comedia, aqui temos mais do primeiro do que do segundo. Pena ver uma actriz versatil como Harris num papel tao limitado como este. Os viloes nao tem espaço ja que as suas personagens sao ultrapassadas pelos monstros em si.

O melhor - Efeitos especiais de primeira linha

O pior - A forma como uma produçao deste calibre nao consegue dar qualquer elemento novo

Avaliação - C-