Monday, July 22, 2019

Men in Black: International

Já faz mais de 20 anos que Will Smith e Tommy L Jones conquistaram o publico americano nesta comedia intergalatica. Depois de duas sequelas com a mesma dupla surge a tentativa de revitalizar a saga com novos rostos. PEse embora esta tentativa as coisas nao funcionaram, desde logo criticamente ja que a recepçao a esta nova roupagem foi bastante negativa, mas tambem criticamente onde o filme ficou muito longe dos resultados com Will Smith.
Sobre o filme podemos dizer que o filme ate começa bem, na integraçao do novo elemento e principalmente por acabar por ter sequencias em diferentes partes do mundo. No inicio temos a evocaçao da estetica que e um dos pontos de partida dos primeiros filmes. Onde o filme acaba por nao funcionar e no humor, Smith conseguia com o seu estilo dar sentido e mais que isso ser o click comico que o filme tinha e principalmente aproxima-lo do espetador algo que este nunca consegue ter.
Tambem em termos de narrativa e intriga o filme ate pode ser mais arrojado apostando em twists mas acaba por sair mal, primeiro porque o twis e demasiado previsivel e depois porque nao deixa crescer as personagens secundarias. Mais concretamente ao longo de todo o filme nunca temos um vilao assumido e o filme necessita desse balanço para deixar de ser tao dependente do lado comico.
Fica a ideia que a tentativa falha, nao pelos protagonistas embora MIB seja sempre Will Smith, mas principalmente porque o filme nao consegue atualizar o humor dos primeiros filmes para o nosso dia e surpreender. Fica a ideia que sera uma ideia gasta e que dificilmente podera ser potenciada a nao ser com uma abordagem de realizaçao diferente que o filme tambem nao faz.
A historia fala de novos agentes do MIB em Londres que acabam por tentar capturar uma dupla de extra terrestres sanguinarios que tem em sua posse uma arma que podera colocar filme imediato ao mundo em que vivemos.
EM termos de argumento o filme nao funciona quer no lado comico, onde as personagens nunca conseguem ter este carisma para segurar o filme, mas acima de tudo também não funciona no seu lado mais de intriga, onde acaba por ser demasiado previsivel
Na realizaçao deste quarto capitulo a bitola foi entregue a Gary Gray um realizador de filmes de açao pura, que teve em Straight Outta COmpton o seu maior sucesso. parece que o realizador assume o papel de tarefeiro e pouco mais deixando brilhar os contextos situacionais do filme, estando longe do bom trabalho do filme ja referido.
No cast Hemsworth podera ser parecido com Smith na ligeireza da sua presença e no equilibrio entre açao e comedia, e neste filme dá-nos esse lado. Thomspon tem estado em destaque mas nao funciona já que é demasiado ligeira para uma personagem que exigia mais carisma. Nao me parece ser possivel funcionar MIB sem Smith

O melhor - Os locais do filme

O pior - A forma como tenta ter mais intriga e nao consegue conciliar isso com trabalho do argumento

Avaliação - C-

Point Blank

A Netlfix esta apostada em quantidade de filmes de diversos generos com figuras intermedias de hollywood tentando ganhar o espaço no cinema que ate ao momento ainda não conseguiu. Em termos criticos o filme correu mal, com avaliações negativas criticamente algo que tem sido comum na maior parte das divulgaçoes da Netflix. Comercialmente e sempre dificil avaliar os resultados da produtora, embora me pareça que este nao sera o seu filme mais visionado.
Sobre o filme temos um Thriller simplista de um jogo do gato e do rato entre policias e bandidos com posiçao trocada. O facto de ser um filme curto acaba por tornar o filme objetivo e facil de ver, mesmo que na sua base o filme não tenha qualquer dado novo e acabe por ser mais do mesmo do que se faz em Thrillers de serie B.
Por tudo isto parece-me que para ganhar espaço a Netflix tem que exigir mais dos seus filmes ja que os mesmo se tornam demasiado vazios principalmente nas suas novidades. Fica a ideia que o filme tem objetivos curtos que acaba por cumprir principalmente nas mudanças de lado e no impacto de algumas sequencias de açao, mas tudo se reveste no mais simples que o cinema pode ter.
Um filme de entertenimento pouco intlectual que preenche espaço na Netflix, nao sera centramente a sua obra mais proeminente e mais trabalhada. Fica a ideia que o filme quer ser curto, barato e de entertenimento rapido, mas isso nos dias de hoje acaba por ser pouco para as exigencias atuais.
Sobre o filme fala de um enfermeiro que se encontra em fuga com um assassino o qual tem a mulher do primeiro sequestrada de forma a tentar ver-se livre de um alegado homicidio que mais não é do que plano policial para esconder um esquema de corrupçao.
Em termos de argumento o filme é algo pobre, a base do filme e repetitivo nas suas essencias. Nao e um filme que consiga captar o melhor de personagens limitadas e mesmo os dialogos sao reduzidos ao maximo.
Em termos de realização o filme de Lynch e basico, nao e um filme com excelentes sequencias de açao, embora tenha um ritmo interessante. Nao e este filme que faz funcionar os realizadores e este filme e algo frouxo neste aspeto.
No cast Grillo acaba por ser um habitue nestes filmes mais fisicos, embora seja mais do mesmo na sua carreira. No que diz respeito a Mckie tem sido um colaborador assiduo da Netflix com uma personagem mais proxima do seu lado mais simples, mas que acaba por estar longe do melhor que nos deu na sua carreira.

O melhor - O filme tem ritmo

O pior - A forma como o filme nao consegue explorar os pontos diferenciadores da sua historia

Avaliação - C


Saturday, July 20, 2019

The Intruder

O cinema afro americano nos ultimos tempos tem tentado entrar nos diferentes generos lançado ao longo do tempo diversos atores dedicados a estes registos aliados a algumas figuras de segunda linha com dificuldade em imperar no cinema de primeira linha. Este ano surgiu este thriller psicologico que falhou totalmente no lado critico com avaliaçoes negativas e nem comercialmente conseguiu potenciar os fieis deste tipo de cinema.
Sobre o filme podemos dizer que temos a historia comum da familia que muda de casa e tem alguem que de imediato lhes faz a vida negra, desta vez nao é um espirito nem um vizinho mas o antigo dono da casa que nao e mais do Quaid em modo vilao. O filme e mais do mesmo que muitos filmes de primeira e segunda linha fizeram ao longo do tempo, na base estrutural tipica deste tipo de filmes.
Em termos do impacto da personagem ela nao e propriamente bem criada ou consegue criar suspense na sua presença, a estetica de Quaid da lhe o lado visual que o filme necessita que colmata muitas das dificuldades que a criaçao e o desenvolvimento de personagens tem no filme que se declara de uma forma facil como sendo de serie B. Fica a ideia que o filme nunca quer crescer e aposta as fichas todas nas expressoes faciais de Quaid.
Ou seja um filme de baixa qualidade que segue os paramatros tipicos dos thriller de segunda linha pouco trabalhado na dinamica relacional para apostar mais no efeito visual, onde tambem esta longe de ser feliz. Fica a ideia que ja vimos isto em algum lado e muito melhor trabalhado.
A historia fala de um casal que em plena felicidade acaba por comprar uma casa no meio da floresta ate que percebem que o anterior dono continua a ser uma figura presente no dia a dia da mesma.
Em termos de argumento o filme copia muito dos thrillers dos anos 90 com a sua base e a sua conclusao. Fica a ideia que aspetos centrais deveriam ser mais originais e mais potenciados mas que o filme nao o consegue fazer principalmente porque se resigna na sua pequena condiçao.,
Na realizaçao Deon Taylor e um realizador tipico dos afro americanos, principalmente nos Thriller dramaticos de maior expansao. Aqui funciona principalmente na forma estetica com Quaid fomenta o terror e o panico na sua personagem ja que no restante o convencional do telefilme.
No cast Quaid funciona bem nos registos esteticos e facialmente expressivos pese embora me pareça que exagera. Esse lado encaixa num serie B como este mas principalmente ganha destaque ja que o casal protagonista nao existe como interprete.

O melhor - O lado tenebroso fisico de QUaid.

O pior - O filme e mais do mesmo sem novidade alguma

Avaliação - C-

Friday, July 19, 2019

Uglydolls

Devido ao sucesso tipico do genero principalmente nas produtoras de primeira linha e cada vez mais comum as produtoras menores se associaram para minorizar custos para tentar entrar no sempre complicado mundo da animaçao. Este ano a STX teve a sua aposta com este musical, recheado de cantores nas vozes das personagens e em pleno mundo dos bonecos. O resultado final nao foi propriamente brilhante com avaliações medianas com ligeiro pendor negativo. Do ponto de vista comercial as coisas foram congruentes com a pouca dimensao dos envolvidos e longe do poder de fogo dos grandes.
SObre o filme começo por dizer que usualmente acho os musicais de animaçao simplistas de mais e habitualmente algo aborrecidos e este filme tem esse problema, mesmo que os dotes vocais dos seus interpretes sejam reconhecidos parece que as sequencias musicais do filme sao coladas apenas com esse proposito e algo distantes do lado mais humoristico quase adolescente que o filme narrativamente assume.
Como a maioria dos filmes de animaçao o lado etico e da mensagem moral do filme esta la e é relevante, a aceitaçao do diferente mesmo que nao seja totalmente estetico. Mas na execução o filme dilui demasiado esse ponto nas sequencias musicais quase sempre desajustada se um humor fisico que quase nunca funciona.
Esse e a grande diferença entre um grande estudio e um pequeno estudio nas animaçoes que e na forma como conseguem balançar os diferentes registos do filme, aqui parece que nunca encontra o momento certo quer para o humor, e para a musica, acabando estes pontos por esconder a mensagem que o filme quer dar.
A historia fala de um grupo de bonecos algo estranhos que acaba por entrar no mundo dos bonecos perfeitos com a ambiçao de finalmente serem remetidos para o seu dono humano e com este iniciar a relaçao de confiança entre boneco e criança.-
O argumento vale muito mais pela mensagem que quer transmitir do que propriamente na forma como tenta executar a mesma. Ai parece ter demasiado ruido quer na forma como o filme e extremamente exagerado nos lados musicais e no humor desatualizado que parece nunca funcionar.
Em termos de produçao a STX esta longe do rigor e qualidade tecnica que os maiores conseguem fazer e o filme e demonstraçao disso. Pese embora a realizaçao tenha ficado a cargo de um experiente realizador de animaçao que teve o seu maior impacto no segundo episodio de Shrek e em Gnomo e Juliet.
No cast a escolha em atores cantores e bem sucedida porque permite a força musical que acaba por ser o espirito do filme. Em  termos de interpretaçao as personagens nunca tem a dimensao para dar impacto ao trabalhos.

O melhor - A mensagem moral do filme.

O pior - O filme nao encontrar os tempos para as suas noçoes

Avaliação - D+

Ophelia

Shakespeare ao longo do tempo tem sido inspiração para diversas roupagens dos seus livros mais conhecidos acabando por ja ter sido abordado de todas as formas e feitios. Este ano surgiu uma adaptaçao algo diferente de Hamlet desde o ponto de vista de Ophelia. Criticamente o filme foi recebido com alguma mediania que nao o tornou imponente para mais altos voos. Ja comercialmente estreado em cinemas limitados em pleno verao, os resultados foram pobres principalmente tendo em conta o elenco do filme.
Sobre a historia podemos dizer que criar quase de novo a base de uma personagem de Shakespeare e no minimo arriscado e o filme toma esse risco, alterando tambem o estilo narrativo do dramaturgo. A ideia e interessante e é realizada de forma simples e que acaba por nos dar um bom filme de epoca sobre intrigas e sede de poder, mesmo que os pontos mais conhecidos da obra acabem por ficar de fora.
Fica a ideia que por vezes o filme e demasiado bipolarizado entre bons e maus e algumas personagens nem sempre sao criadas com todo o rendimento que as mesmas podiam dar na densidade narrativa que o filme quer ter. Acaba por ser nos jogos de poder entre personagens entre o presente e passado que temos mais Shakespeare e onde o filme consegue ser mais competente.
Fica o valor de nao se limitar a adaptar uma obra e dar um foco diferente. Numa altura em que hollywood parece estar totalmente sem ideias necessitamos de abordagens diferentes a historias conhecidas e o filme tem o valor de tentar arriscar isso, mesmo que o filme esteja longe de ser uma obra prima
A historia da nos ofelia desde a sua infancia ate conhecer Hamlet ate ao momento em que todos entram no jogo de poder de Claudius com um passado escondido que coloca em causa os destinos do reino da dinamarca.
Em termos de argumento temos a originalidade da abordagem. na sua concretizaçao o filme e mais simplista e por vezes algo previsivel, mas fica na retina a forma como coordena o jogos do filme original para fazer sentido nesta roupagem.
Na realizaçao Claire Mccarthy e uma jovem realizadora que teve neste trabalho o seu ponto mais visivel ate ao momento. Nao e um filme de grandes riscos ou que tente ir para alem do convencional filme de epoca. Centra-se muito na personagem central e isso acaba por ser funcional nos propositos do filme.
No cast Riley tem aqui o seu papel maior depois do sucesso de Ray em Star Wars e funciona a atriz mesmo nao tendo um papel dramaticamente exigente demonstra carisma para segurar o filme. Nos secundarios temos um vilao monocordico de um Owen em baixo de forma e um Hamlet desempenhado por George Mackay longe de ter grande impacto.

O melhor  - A novidade da abordagem

O pior - O filme deveria ter mais impacto no resultado final

Avaliação - C+

Murder Mistery

Adam Sandler nos ultimos tempos tem-se tornado num dos maiores aliados da aplicação Netflix com diversos titulos periodicamente a serem lançados naquela plataforma. Contudo nenhum tinha conseguido ate ao momento ter o sucesso que este filme conseguiu e que o tornou quase de forma instantanea o maior sucesso em termos de filme da Netflix ultrapassando desde logo as baixas criticas que teve.
Sobre o filme Sandler e Aniston fizeram carreira em filmes deste genero e parece-me natural a sua reuniao em alguns desses filmes. Este e mais um filme com um formato simples e apelativo, ou seja, diversas personagens num local, um homicidio e a tipica investigação do quem matou quê, com as diferenças sociais pelo meio. O humor do filme e o tipico de Sandler que na minha opiniao esta longe de ser interessante na dinamica atual.
No restante temos um filme bem mais preocupado no seu valor comico do que propriamente em ser um policial de suspense e criado com coesão, alias parece mesmo que a intriga policial só serve para colocar o o publico na indecisão de saber quem e o assassino em algo que vale por isso mesmo ja que a intriga e mesmo a resolução esta longe de ser original ou brilhantemente conduzida.
Por tudo isto temos um tipico filme de Sandler, com o humor tipico de Sandler, com o lado mais familiar de Aniston, fica a ideia que aos poucos Sandler esta mais moderado e funciona melhor o filme nas dinamicas e lutas de casal ao longo do tempo do que propriamente no lado policial do filme que e muito menos trabalhado, sendo apenas um alicerce para o lado comico do filme.
A historia fala de um casal que acaba por fazer a viagem de sonho a europa mas acaba num iate de um milionario com todos os luxos possiveis. Tudo fica um caos quando o patriarca e assassinado e todos tem motivos plausiveis para o fazer.
Em termos de argumento o filme e simplista nos processos muito proximo do lado policial de Agatha Cristie associado ao humor mais basico de Sandler. Nem sempre funciona nenhum destes pontos, mas ja vi pior de Sandler.
Na realizaçao a batuta e entregue a Newachek um desconhecido que aqui basicamente se limita a filmas contextos citadinos e de riqueza extrema sem grandes truques ou abordagens diferenciadoras. Fica a ideia que o filme e mais Sandler do que o seu realizador.
No cast Sandler e Aniston estão no seu estilo tipico pouco ou nada de novo para a carreira de ambos. Nos secundarios algumas segundas linhas conhecidas num filme que nada exige de particularmente interessante a algum dos seus protagonistas.

O melhor - As dinamicas de casal

O pior - O humor de Sandler esta em clara desatualização

Avaliação - C-

Monday, July 15, 2019

John Wick III

John Wick é um fenomeno dificil de compreender na sua base em termos do sucesso que de imediato obteve. Primeiro porque e um filme de açao tradicional onde o heroi faz o impossivel, depois porque e um filme de pouca ou nenhuma linhagem narrativa e por fim porque apareceu no momento em que Keanu Reeves esta em decrescimo da carreira com passagens por filmes de samurais na Asia. O filme tornou-se num fenomeno comercial e critico que teve neste terceiro filme mais um episodio de sucesso em toda a linha
Sobre o filme podemos dizer que na essencia e mais do mesmo, ou seja duas horas e dez de John Wick em confronto fisico e com armas com dezenas de pessoas com muito sangue, violencia e morte como primeiros ingredientes. Alias o filme basicamente nao tem estrutura narrativa para alem das situações limite do personagem e alguns easter Eggs como a ligação nostalgica de Reeves e Fishburne.
Em termos produtivos o filme vai aprimorando o que lhe faz sucesso, concretamente no que diz respeito a forma como as sequencias de açao e luta estão cada vez mais trabalhadas a violencia e mais grafica e as sequencias colaterais tem cada vez menos sentido. Quem gostou e achou graça aos primeiros filmes vai achar a este quem nao gostou nao sera neste filme que ficara convencido.
Num cinema cada vez mais peculiar e onde as ideias nao abundam, assumir que nao estamos perante um filme com argumento de primeira linha pode ser o primeiro ponto para melhorar outros aspetos que permitam que o filme funcione em todas as outras suas vertentes mesmo que estas sejam menos exigentes. Este filme acaba por assumir essas debilidades.
A historia segue John Wick agora expulso da sua congregação e com a sua cabeça a premio que vai tudo fazer para sobreviver a investida de diversos assassinos profissionais prontos em recolher o dinheiro que a morte dele vale.
Em termos de argumento John Wick basicamente nao existe, e uma serie de situaçoes que permitem combates interminaveis com manobras de primeira linha quer no confronto fisica quer no manuseamento de armas, mas pouco mais ja que no restante o filme nao existe enquanto historia.,
Na realizaçao Stahelski ficou a cargo com este terceiro episodio depois de ja ter estado ao leme dos dois primeiros. O estilo e o mesmo com o lado grafico imponente mas sem grande inovaçao relativamente aos filmes anteriores. Deve ser importante perceber o que vale fora da saga.
Se existe alguem limitado que fez desse lado a sua força foi Reeves que reinventou a carreira com John Wick, funciona nas sequencias de açao mesmo que a destreza fisica seja longe dos seus melhores momentos. De resto as insuficiencias de sempre, num filme que puxa pouco pelas interpretaçoes quer sua quer dos restantes.

O melhor - O estilo John Wick esta la

O pior - O argumento e redizido ao minimo

Avaliação - C

Saturday, July 13, 2019

The Wedding Guest

Michael Witerbottom e um dos realizadores ingleses mais polemicos mas ao mesmo tempo cujo os seus filmes arriscam para fazer o seu destino em festivais de referencia. O ano passado em 2018 surgiu este seu filme passado entre a India e Paquistao que acabou por ser dos seus mais convencionais, talvez por isso tenha estado longe de brilhar criticamente com avaliaçoes medianas e tambem comercialmente onde apenas a presença de Patel nao foi suficiente para fazer o filme funcionar.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo e uma especie de road trip com o aliciante de ser um filme que se passa num contexto cultural distante e que o filme consegue retratar com alguma qualidade englobando as personagens nesses mesmos promenores.
Se deste ponto de vista o filme funciona no que diz respeito a intriga e narrativa em si o filme parece-me mais limitado e surpreendentemene convencional tendo em conta o realizador em questao. Temos a historia de um rapto que se torna uma relação numa especie de Bonny e Cleyde num contexto diferente mas com principios similares e que sao na maior parte do tempo algo previsiveis.
POr tudo isto e um filme que cumpre os requisitos minimos sem ter grandes aspetos que o inalteçam ou que o separem de filmes medianos do mesmo genero. Ganha por se fazer transportar para um cultura social e tradicionalmente diferente que acaba por ser o aspeto mais curioso do filme. Nao sendo o filme mais vincado ou melhor de Witterbotom e um filme que se aceita na sua carreira.
A historia fala de um profissional que e contratado para rapatar a noiva de um casamento contudo um acontecimento ocorrido fora do plano altera por completo o combinado conduzindo a uma road trip entre o sequestrante e a vitima.
Em termos de argumento o filme esta longe de ser brilhante ou original, opta quase sempre por procedimentos simples, e mesmo algo previsiveis e depende muito de um final que acaba por ser funcional.
Na realizaçao ja tivemos filmes mais trabalhados, mais visiveis ou mesmo mais impactantes de winterbottom este e de procedimentos mais simples com o aliciante de nos trazer o lado mais claro dos paises onde o filme se passa e nisso penso que o filme acaba por ser competente.
No cast Patel esta nos ultimos anos a construir uma carreira interessante com diferentes registos e com recursos que fazem dele neste momento um valor seguro. Junto a si Apte mais proxima do Bollywood da o lado local que o filme quer ter.

O melhor -Entrar na cultura social dos paises

O pior - Algo previsivel no seu desenvolvimento

Avaliação - C+

Friday, July 12, 2019

Phil

Usualmente a passagem para realizadores de atores debruçam-se sobre um estilo de intepretação pela qual fizeram carreira. Dai que este Phil poderia sem duvida alguma ser mais um filme de segunda linha igual a muitos que Kennear fez ao longo da sua carreira com mais ou menos sucesso. Este Phil acabou por ser um desastre critico com avaliações essencialmente negativas, mas tambem comercialmente esteve longe de qualquer registo relevante.
Sobre o filme podemos dizer que tem uma base de stalking que poderia dar intensidade ao estilo de filme que quer ser, contudo com o agudizar da situação, o filme bem como a propria personagem vao perdendo o norte e o filme torna-se algo irritante, principalmente por causa dos maneirismos e indifinição da personagem central que conduz muitas vezes a um filme demasiado simplista e basico sobre algo que não é.
Outro dos problemas claro do filme e a forma como o mesmo tem dificuldade em nos dar uma tradiçao grega empenhada o que acaba por tornar também o filme algo ridiculo em alguns momentos. Fica a ideia que o filme poderia ser mais metodico ou mesmo mais trabalhado neste contexto, principalmente no retorno da personagem e o que acontece depois do misterio ser descoberto, em que o filme se torna acima de tudo pouco plausivel.
Fica apenas a ideia que um filme que tem um bom principio na recuperação das motivações de vida da personagem mas cuja execução e quase sempre limitada, pouco trabalhada e muitas vezes levando a sua historia pouco a serio, ja que a base poderia e deveria dar mais aso a suspense, a alteração e intensidade das personagens o que acaba por na realidade nunca ter.
A historia fala de um dentista depressivo desligado da sua vida, que acaba por seguir um seu cliente com tudo de positivo na mesma mas que acaba por se suicidar, criando nele uma ansiedade e perceber os motivos de tal morte, acabando por se integrar junto da familia do mesmo.
Em termos de argumento a base e a ideia do filme e melhor em todos os momentos do que a sua concretização, muito por culpa de personagens pouco ou mesmo nada trabalhadas e mais que isso de uma formula quase sempre de humor idiota e algo fisico que nao benficia aquilo que o filme quer ser.
Kinnear teve aqui a sua estreia na realização num filme proximo daquilo que na maior parte das vezes fez como ator. Historias e projetos de realizaçao simples e pouco mais. Parece que principalmente na cultura grega deveria ser mais trabalhado.
No cast temos um kinnear igual ao que habitualmente e nos seus projetos de comedia moderada, acompanhado por uma MOrtimer no mesmo registo num filme que exige muito pouco dos seus interpretes. O lado dramatico que o filme poderia desencadear nunca e potenciado.

O melhor  - Poderá tem uma boa base moratoria

O pior - O humor demasiado simplorio utilizado

Avaliação - D+

Wednesday, July 10, 2019

The Public

Emilio Estevez está longe de ser um ator de primeira linha pese embora enquanto jovem tenha conseguido algum sucesso. Nos ultimos tempos tem dedicado mais tempo a realizaçao embora ainda não tenha conseguido um sucesso pleno. Este ano novamente com a opção de multiplas personagens surgiu este filme que nao foi propriamente um sucesso critico e comercialmente as coisas tambem nao foram brilhantes tendo em conta o naipe de atores presentes.
Sobre o filme Esteves tem-se assumido um realizador de historias com diversas personagens que se encontram em momentos, foi isso em Bobby e volta a ter essa formula em Public, embora com uma ideologia mais patente do que propriamente o retrato de um acontecimento. Se em termos de puzzle as voltas das personagens acabam por ir bem dar ao epicentro final, em termos de convições parece-me um filme demasiado pensado em chavões que ficam bem mas que nem sempre sao funcionais.
O grande problema do filme acaba por ser na personagem principal, o seu passado nao encaixa no perfil apresentado e muito menos nas suas açoes finais, parece que de repente temos alguem disposto a tudo por causa e isso acaba por surgir muito isolado, nao so na personagem principal mas tambem nos seus aliados, o que acaba por tornar a força da conviçao central do filme algo frouxa.
Mesmo assim temos um filme que em termos de forma e bem construido, mas que em termos de linhagem narrativa nao e propriamente um grande filme tornando-se muitas vezes demasiado obvio, e nem sempre bem trabalhado em algumas personagens como a do procurador demasiado simples na sua vilania.
A historia fala de um funcionario da biblioteca municipal que diariamente alberga sem abrigo que e alvo de um ataque de um grupo de sem abrigos que quer tornar a biblioteca num abrigo para fugirem a algumas noites de um frio siberiano que vai por as suas vidas em chek,
Em termos de argumento o filme e melhor nos principios basilares do que propriamente na sua execução, onde acaba por ser em muitos momentos algo básico e procurar demasiadas vezes o fundamentalismo ideologico. Tambem em termos de dialogos tudo poderia ser melhor trabalhado.
Na realização Estevez procura o mesmo estilo de Bobby com um estilo calmo de movimento de personagens e pouco mais. Aqui temos o lado musical com a simbologia necessaria mas que acaba por ser colocado demasiado a cru no filme.
No que diz respeito ao cast podemos dizer que Estevez esta longe de ser um ator de topo na forma como desempenha e protagoniza uma personagem algo perdida e que se encontra, mas que acaba por nunca transparecer, sendo mesmo Wright aquele que a espaços consegue maior destaque dramatico.

O melhor - A forma como as personagens sao conduzidas para a situação.

O pior - A personagem central parece cair de para quedas em cada situação

Avaliação - C

Monday, July 08, 2019

HELLBOY

Onze anos depois de Guillermo del toro ter finalizado a sua participação neste peculiar heroi de açao, eis que fruto de alguma incapacidade de Hollywood lançar novais ideias acabou por surgir um reboot do estranho ser, desta vez mais proxima do seu criador em termos de produçao mas sem o lado criativo de Del Toro. De imediato se percebeu que criticamente este reboot seria o oposto do filme de base com avaliações essencialmente negativas. Mas tudo ainda ficou pior quando tambem do ponto de vista comercial tudo se tornou um desastre, e um filme que foi lançado com honras de abrir uma sequela provavelmente fechou-a.
Uma das grandes criticas que sempre foram lançadas pelos fas da saga a base de del Toro foi o lado menos negro dos seus filmes. Mas talvez Del Toro como poucos saiba diferenciar que um filme nao pode ser um comic book e que os alvos sao diferentes. Dai que pese embora seja facil perceber que o lado mais negro e violento deste filme possa ser mais proximo da base literaria do filme, mas em termos de forma com que funciona em ecra esta longe do que Del Toro conseguiu, ja que o filme mais parece uma fraco filme de açao serie B sem qualquer consistencia nos dialogos e argumento e com o absurdo ao ir ao expoente maximo.
Sobre apenas a ironia com forma de algum humor espontaneo que acaba por ser o segredo dos sucessos do primeiro filme, muito a custa de argumentos bem escritos, e que neste caso acabam por ser colocados sem pensamento previo o que acaba por tirar mesmo esta vantagem que Hellboy tera pelas suas circunstancias.
Eu sempre achei parvo tentar mudar o que funionou e parece claro que a primeira incursão por Hellboy foi de sucesso. Este filme acaba por ser um desastre em quase todos os sentidos, o pior de todos narrativo, ja que a historia de base escolhida nao funciona, mas também nos detalhes o filme nunca consegue combinar bem as suas caracteristicas. Mas mesmo o lado sanguinario e violento do filme apenas lhe da isso ja que a abordagem tirando uma ou outra sequencia de açao acaba por ser totalmente disfuncionar.
A historia segue Hellboy integrado numa força governamental de combate a monstros, o qual vai ter de tudo fazer para impedir que uma rainha malvada regresse à vida e consiga destruir o mundo dos humanos.
Em termos de argumento as coisas simplesmente nao funcionam, a base do filme, as referências a lenda do rei artur, o humor que parece surgir nos momentos menos adequados fazem este Hellboy ser um desastre narrativo nas suas mais diversas vertentes.
Em face de querer uma abordagem mais noir, foi escolhido um realizador de sucesso de terror  concretamente NEil Marshall, a violencia é obtida, mas nao me parece que o filme seja mais Noir, parece que tirando duas abordagem de açao diferenciadas o filme acaba por ir de encontro a um serie B pouco brilhante.
No cast seria dificil obter o sucesso de Perlman porque este encaixa na perfeiçao aquilo que Hellboy poderia ser, Harbour esta mais caracterizado mas e menos espontaneo e em termos comparativos fica imediatamente a perder. As escolhas de Jovovich como vila acaba por nao ser nada benefica muito por culpa de uma personagem muito pouco trabalhada.

O melhor -As duas sequencias de açao bem realizadas

O pior - Ser um reboot desastroso de uma saga de sucesso

Avaliação - D+

Saturday, July 06, 2019

Breakthrough

Com o sucesso claro de alguns filmes religiosos, que se centram acima de tudo na fe foi uma questão de tempo ate ao genero conseguir chamar a si, realizadores com maior talento e mais que isso alguns actores de maior renome. Este filme para alem de um realizador que vem de series de sucesso trouxe consigo algumas das figuras mais conhecidas dos ultimos tempos da televisao. O resultado critico do filme foi ligeiramente melhor do que propriamente dos outros filmes do genero atingindo contudo apenas a mediania. Comercialmente as coisas correram como o esperado com resultados consistentes tendo em conta o seu produto.
Sobre o filme eu confesso que sendo menos ideologico no debate dos dogmas da religiao do que os filmes mais conhecidos do genero na base temos mais do mesmo, ou seja uma situação limite e a fe de alguem para que tudo se recomponha contra todos os prognosticos, numa especie de relato de um milagre com todo o contexto para fazer resultar o acontecimento final e associa lo a vertente religiosa.
O filme tem os procedimento e os problemas de todos os filmes do genero, ou seja um drama de telenovela que mesmo tendo como base uma historia real torna tudo mais negro para no final tornar-se mais colorido, e nesse particular parece-me que o filme acaba por ser demasiado previsivel, demasiado repetitivo e com os cliches todos dos filmes religiosos de baixa qualidade.
Outro dos problemas do filme e que mesmo tendo consigo alguns atores de maior qualidade acaba por nunca querer recorrer aos mesmos em termos de exigencia de personagens que sao apenas o minimo para os objetivos dramaticos do filme funcionar o que acaba por nao acontecer porque o filme nunca consegue perder a roupagem de filme de baixa qualidade.
A historia fala de uma mae que tem de recorrer a todos os atos de fe e crença em deus para o seu filho recuperar de um afogamento que colocou a sua vida em risco.
Em termos de argumento temos a historia de vida tipica de um filme de domingo a tarde associada a questão religiosa com personagens e dialogos pouco trabalhados numa procura apenas da emoçao facil.
Na realizaçao deste projeto a batuta foi entregue a Roxann Dawson uma realizadora associada a diversas series televisivas com mais impacto em This is Us que tem uma realiaçao tipica para potenciar o lado dramatico e de telenovela do filme. Nao me parece alguem com talento para ir mais alem.
No cast o filme arrisca pouco Grace com o lado descontraido tipico das suas personagens apesar da sua nao ser propriamente exigente, acaba por ser Metz e o seu lado dramatico ja conhecido que tem em si maior destaque.

O melhor - A intensidade dramatica de Metz

O pior - Ser mais um filme religioso sem grande sentido

Avaliação - D

Brightburn

James gunn depois do sucesso em guardios da galaxia ganhou alguma dimesao em holywood que conduziu a que conseguisse produzir este filme de terror escrito pelos seus familiares e mais que isso que o filme obtivesse uma distribuição Wide. Pese embora esta chancela criticamente esta abordagem diferente esteve longe de resultados brilhantes com avaliaçoes muito medianas. Do ponto de vista comercial um desastre completo talvez pela falta de figuras de primeira linha.
Sobre o filme podemos dizer que toda a base do filme e um absurdo completo e pior que isso todo o desenvolvimento do mesmo e tambem ele do mais pobre e sem sentido que me lembro de ver num filme. Desde logo o facto de termos uma extraterrestre em forma de criança que decide tornar-se num serial killer. De resto nao temos filme a nao ser mortes violentissimas numa agressividade gratuida e nada mais.
Mas se em termos de historia de base o filme e um absurdo pleno as coisas nao sao melhores nas suas especificidades onde o filme quase roça a comedia, e o filme apenas consegue alguma atenção pela violencia grafica de horror, e com muito sangue a mistura. Rapidamente se percebe que o filme vai ser um dobycount e nada mais e na verdade e isso que o filme se torna.
Pois bem um desastre ideologico sob a forma de um filme de terror de segunda linha, que nao consegue ter impacto narrativo, e cuja imprevisbilidade vai apenas pelo horror das mortes ja que tudo o resto e quase serie b, de tão absurdo que se torna. As personagens sao completamente inexistentes.
A historia fala de um casal que acabam por receber no terreno da sua um bebe extraterrestre a quem tratam como filho ate ao momento em que este ja pre adolescente começa a adoptar um comportamento deliquinte e matar tudo e todos.
Em termos de argumento o filme torna-se um disparate quer na base do filme, completamente sem sentido, mas acima de tudo no proprio desenvolvimento da historia onde o filme nao consegue em momento algum alterar este lado absurdo em quase todas as opçoes que toma. Chega a pensar-se que o objetivo do filme seja mesmo a satira, mas para isso tinha de ser bem mais descontraido.
Os Gunn  nao assumiram a realização do filme dando esse lado a um desconhecido Yavoresko que tirando o lado visual de algumas mortes praticamente se limitam ao estilo de produtora hollywoodesca com muita previsibilidade nas opçoes por plano longos e curtos. Nao e uma grande montra.
No cast o filme tem em Banks de segunda linha enquanto atriz como principal atraçao mas isso acaba por ser curto num filme que tem no jovem Dunn o seu maior destaque pelo seu lado mais perfido mas pouco mais.

O melhor - O lado perfido do jovem protagonista

O pior - A forma como o filme cai no absurdo completo

Avaliação  D-

Teen Spirit

Estreado no ultimo festival de toronto, este musical que marca a estreia na realizaçao de Max Mighella nao foi propriamente muito bem recebido com avaliações essencialmente medianas nesta estreia atras das camaras. Comercialmente com pouca distribuiçao o filme esteve longe da grande dimensao comercial, e ficou-se por resultados simples.
Sobre o filme temos na essencia um filme simples das ascençao de uma jovem de uma pequena cidade ao estrelato num programa de televisao. Numa altura em que cada vez existem mais programas de talentos o filme e bastante atual e pertinente na forma como escolhe o tema, embora o debruce de uma forma simples de mais, principalmente na forma como a personagem vai osciliando muito por culpa de ser um filme algo curto, e que perde demasiado tempo nos momentos musicais.
Existem aspoetos bem trabalhados quer do ponto de vista emocional na ligaçao da personagem ao seu mentor, e a sua vida familiar, mas existem outros pouco potenciados como as escolhas musicais ou mesmo os dotes musicais e de dança de Fanning, deixando a sensaçao que o filme poderia e deveria ser mais complexo e adulto.
Ou seja um filme com uma boa ideia, com alguns apontamentos interessantes na abordagem mas que peca por algum simplismo e principalmente por nao surpreender na qualidade musical da protagonista que nos parece um requito essencial para o filme se fazer valer. mesmo assim fica uma hora e meia de cinema de entertenimento razoavel mas sem vincar-se
A historia fala de uma jovem aspirante a cantora que para sair do seu lar tenta a sorte num concurso de talentos que vai testar a sua introversão acabando por ter a ajuda de um ex estrela de opera decadente.
Em termos de argumento o filme pode ter uma boa mensagem de ambiçao como a maior parte dos filmes deste genero acabam por ter, mas cai em demasiado no lado mais basico, principalmente nao dando o espaço correto a cada um dos passos, recorrendo em demasia a atalhos narrativos.
Mas Mighella estreou-se com um filme que quer ser intimista mas com proximidade ao espelho televisivo dos programas do genero e o resultado e mediano. Bem no que diz respeito a forma como faz a personagem evoluir e o balanco estetico do filme pior na temporizaçao os momentos musicia.
No cast Fanning tem conquistado um espaço proprio no cinema independente mas parece-me ainda faltar-lhe um grande papel que acaba por nao ser este porque em termos vocais esta longe de ser brilhante o filme exigia isso. Em termos dramaticos nao e um filme com essa ambiçao.

O melhor - A mensagem

O pior - Os momentos musicais nao sao brilhantes

Avaliação - C

Friday, July 05, 2019

Little

As comedias afro americanas tem nos ultimos anos recuperado o folego perdido na decada anterior muito por culpa de alguns sucessos potenciados por algumas das suas novas figuras de referencia. Este filme segue as produçoes de maior sucesso com um resultado critico menor com avaliaçoes essencialmente medianas Do ponto de vista comercial o filme nao tendo figuras de primeira linha no estilo conseguiu cumprir os minimos exigidos.
Sobre o filme podemos dizer que este genero e principalmente este estilo esta longe de ser prodigo em inovaçao narrativa utilizando conceitos de comedias anteriores de sucesso. Pois bem esta e mais uma comedia em que o adulto fica crianaça e tem de lidar com as suas escolhas e mais que isso tem a opçao de redençao, com o valor moral semelhante a todas estas historias.
Mas o ponto em que o filme parece mesmo menos funcionar e no humor, uma comedia tem muito do seu valor na forma como consegue ou nao ser engraçada e este filme quase nunca o consegue optando pela exploraçao ate ao ultimo ponto da alteraçao fisica nunca conseguindo ter um humor imperativo ou atual.
Por tudo isto parece-me uma comedia mediocre sem grandes referencias para um publico concreto mas que nunca consegue ser interessante no conceito, ja que este ja foi repetido ate a exaustao mas tambem no seu humor pouco arrojado limitando-se ao ja gasto humor fisico.
A historia fala de uma jovem vitima de bullyng na escola que depois de crescida ganha um ascendente perante os seus funcionarios, sendo ela a agressora. Ate que fica com o seu corpo de criança e tem a opçao de ter uma nova infancia.
Em termos de argumento o filme e mais do mesmo como tem sido tipico neste tipo de filmes. A tipica historia da troca de corpo, sem criatividade na abordagem nem no humor em si acaba opr nos dar um filme que peca e muito pela falta de originalidade.
Na realizaçao Tina Gordon e uma habitue num genero que pouco ou nada exige em termos de criatividade ou abordagem acabando o filme por exigir quase nada numa carreira monocordica marcada por este registo.
No cast Hall e Rae sao atrizes mais associadas a comedia que se sentem perfeitamente confortaveis em papeis como este. Pese embora nao seja com este filmes que ganham dimensao que as tornem maiores no cinema global.

O melhor - A mensagem destes filmes existe sempre

O pior - A forma como esta abordagem esta totalmente gasta

Avaliação - D+

Alita: Battle Angel

James Cameron é sem duvida a pessoa no cinema norte americano que mais capacidade tem como realizador para fazer as suas historias ganharem dinheiro e dimensão como poucas. Talvez por isso se limite a poucos filmes como realizador embora tenha intervençao posterior em algumas produçoes como é esta sua ideia que foi entregue a Rodriguez como realizador. Alita foi um filme que esteve longe de convencer a critica com avaliações essencialmente medianas, contudo em termos comerciais o projeto resultou, o que sendo algo de base e com origem na Manga acaba por ser algo surpreendente, contudo os nomes envolvidos acabam por justificar.
Sobre o filme temos de dividir a analise em duas partes totalmente distintas. por um lado em termos de guião, onde o filme opta por um sci fi de mundos diferentes separados e na ligaçao do humano com a maquina com alguma simplicidade sem grandes elementos novos, e que acabam por narrativamente ser um filme simples sem grande sedução.
Por seu lado no ponto de vista de produçao o filme e brilhante, o himanismo dos robot, a forma como quase nao conseguimos diferenciar os humanos dos objetos animados faz deste filme um objeto tecnicamente muito interessante que demonstra bem a evolução da animação no cinema e mais que isso a forma com que isso acaba por conduzir a formulas cada vez mais arrojadas.
Por tudo isto parece-me que estamos perante um razoavel filme de entertenimento puro, narrativamente de procedimentos simples e nem sempre originais, mas que acabamos por ficar totalmente surpreendidos pela qualidade das imagens e a produçao que nos dá, ou não tivesse Cameron por trás.
A historia fala de um robot criado por um caçador de recompensar que acaba por se envolver com um grupo de humanos que tem o objetivo de irem para a cidade do topo, onde a qualidade de vida e bem maior do que o lugar onde vivem.
Em termos de argumento o filme está longe de ser brilhante, fica a ideia que o filme reconhece as suas bases noutros filmes do genero e nao quer arriscar muito, com os truques tipicos deste tipo de filmes. Mesmo do ponto de vista emocional o filme cai por diversas vezes no tipico cliche.
No que diz respeito a realizaçao a produçao de Cameron permitiu que um Rodriguez de estudio eficaz capaz de um filme esteticamente de primeira linha, que nos trás para o que de melhor Rodriguez fez. Provavelmente vimos mais Cameron do que Rodriguez no filme mas a simbiose funciona.
No cast o filme nao exige muito dos seus interpretes, Connoly e Waltz tem papeis que encaixam no seu habitual estilo. Ali acaba por ser o que mais destaque tem no seu vilão e a jovem  Salazar ganha por ser a base de uma animaçao.

O melhor - O valor tecnico do filme.

O pior - EM termos de argumento poderia ser mais original

Avaliação - C+

Wednesday, July 03, 2019

The White Crow

Ralph Fiennes é um actor de excelência com uma carreira que foi construindo ao longo dos anos com grande consistencia e versatilidade. COmo realizador Fiennes tem optado por um estilo mais tradicional, muito na tradição inglesa de filmes BBC, sendo que este The White Crow acaba por novamente se encaixar neste estilo. Em termos criticos Fiennes sem deslumbrar tem conseguido boas avaliações nos seus projetos e novamente o conseguiu neste filme. Comercialmente sendo um filme essencialmente falado em russo e francês podemos dizer que os resultados ate acabaram por ser fortes.
Sobre o filme começamos por dizer que estamos numa epoca em que o cinema se tem debruçado sobre o lado mais cinzento da união sovietica, sendo este filme mais um desses episodios desta vez no mundo competitivo da dança e na ambiçao dos seus protagonistas. O filme tem uma historia intensa e interessante num registo que acaba por se desenvolver de menos a mais, um filme que inicia algo difuso mas consegue principalmente na ultima meia hora um cinema de impacto.
Pese embora a historia seja interessante quer do ponto de vista da dinamica e vivencia pessoal da personagem e das suas caracteristicas de personalidade, quer do ponto de vista politico da sociedade sovietica, o filme tem um defeito clara numa montagem difusa por espaços temporais diferentes e que acaba por ser pouco determinada na divisao dos seus momentos o que faz com que alguns apontamentos percam força,
Mesmo assim temos uma filme academico, bem trabalhado e produzido, com sequencias fortes de bailado, que cumpre os seus objetivos, demonstrando contudo em alguns apontamentos, concretamente na forma como distribuiu o filme ao longo da sua duração por perder o impacto que a historia filmada de uma forma mais linear poderia ter.
A historia fala de um bailarino russo, que apos uma incursão na europa, acaba por se associar a pessoas ligadas a arte europeia numa busca pela sua liberdade algo que a sociedade sovietica nao lhe da.
Em termos de guiao o filme e forte nao apenas na historia de base da personagem mas acima de tudo nos contextos politicos e sociais que o filme retrata. A personagem central e bem definida com caracteristicas muito rigidas mas parece que poderia ser bem mais forte em termos de dialogo.
Na realizaçao Fiennes opta por um estilo tradicional de sequencias longas, esteticamente pensadas mas com uma abordagem tradicionalista. Ainda nao conseguiu a sua obra de referencia que o conduza para um patamar de primeira linha atras das camaras mas tem construido uma carreira interessante.
No cast temos o bailarino Ivenko como protagonista, o que permite sequencias de bailado de primeira linha mas perde alguma capacidade interpretativa de uma personagem forte. O filme e uma obra a solo e os secundarios apenas marcam o ritmo.

O melhor - O contexto politico e social do filme.

O pior - A  montagem temporal do filme.

Avaliação - C+

The Beach Bum

É conhecida a ligação de Hermony Korine ao cinema exprimental, e principalmente ao cinema de excesso. Depois do sucesso critico que se tornou Spring Breakers, a realizadora tornou-se ainda mais exprimental com uma tematica muito semelhante neste filme. Criticamente as coisas não foram tao satistatorias neste filme com avaliações medianas que não potenciaram o filme para altos voos. Comercialmente sendo desde logo um filme dificil seria sempre dificil resultados consistentes e acabou por se tornar num floop.
Sobre o filme eu confesso que ja nao fui um grande adepto do estilo de cinema de Spring Breakear e volto a nao ser deste. parece-me um filme de exageros de loucura de uma personagem que nao quer ter regras com esse fundamento mas depois o filme acaba por narrativa nao existir e nao ser mais do que a loucura desmidade de alguem em busca de sensações e isso parece-me mais que tudo facil em termos de mensagem.
A ideia que fico neste filme é que as regras tem que ser quebradas e para isso reuniram uma serie de atores em sequencias de improviso apenas com a direção de loucura e excentricidade porque acabamos por ter pouco fundamento na ligaçao das personagens e mesmo os momentos dramaticos acabam por nunca traduzirem aquilo que poderiam ser. Fica a ideia que o filme poderia resultar bem melhor se assumisse ser uma comedia de gargalhada e nao levar esta experiencia tao a serio.
Ou seja um filme que quer destacar mais do que qualquer elemento a rebeldia dos seus pontos, daqueles filmes que pensamos acima de tudo naquilo que é a exploração da sensação e do momentos sem grande trabalho ideologico ou moral. Um filme que quer demonstrar um vida sem ligações e em busca do prazer mas como filme esse prazer nunca e na realidade conseguido.
A historia fala de um escritor famoso que dedica  sua vida a exploração das sensações quer pelo consumo quer pela diversão e a festa, nao estando preocupado com o dia de amanhã, ate que na sua vida surgem diversos acontecimentos que tentam alterar o seu rumo.
O argumento do filme na sua base não existe, e uma serie de improviso de interpretaçao entre as cenas com duas ou tres linhas gerais. Tudo torna-se demasido irritante a determinado o ponto e a dificuldade de assumir o seu lado absurdo acaba por dificultar ja que o filme nunca consegue ser minimamente serio.
Na realizaçao Harmony Korine segue o estilo dos seus filmes anteriores, com exagero, cor, e degradação do ser humano ao limite maximo. E um estilo e uma assinatura vincada mas que na minha opiniao condiciona qualquer argumento. O mundo da musica esta presente mas um filme tem que ser mais que um video clip
No cast McConaughey tem um papel exigente mas que se torna facil por ser desprendido. Depois de construir os maneirismos da personagem segue-o ate ao fim num papel diferente mas longe de ser brilhante. O mesmo acontece para todos os que o acompanham no filme.

O melhor - Algumas escolhas da banda sonora

O pior - A forma como o filme rapidamente se torna muito irritante

Avaliação - D+

Sunday, June 30, 2019

Shaft


Dezanove anos depois de ter sido reiventado o personagem Shaft com Samuel L Jackson eis que surge a natural sequela, com uma nova geração. O filme tinha alguns pontos a seu favor, principalmente pelo facto de Samuel l Jackson nao ter perdido o conceito de estilo neste periodo de tempo. Shaft nao e propriamente um filme a pensar na critica e o resultado deste esteve longe de ser fantastico com avaliaçoes com ligeiro pendor negativo. Comercialmente as coisas tambem nao foram fantasticas levando a Netflix a apostar na distribuição pelo serviço de streaming em alguns mercados
Sobre o filme podemos dizer desde logo que segue aquilo que os primeiros filmes foram, um misterio policial que acaba por ser conciliado com uma vertenta mais comica, que neste filme acaba por ser o epicentro em termos de objetivo. O filme acaba por funcinar melhor no estilo da personagem e o humor que vem consigo do que propriamente na intriga policial pobre e pouco interessante que acaba por nao prender o espetador.
Parece-nos tambem que em termos de produçao o filme muito mais modesto, as sequencias de açao sao limitadas e o filme parece quase sempre esperar pouco das mesmas, dando total primazia ao humor, aqui o estilo de Shaft e principalmente a forma como encaixa no estilo natural de Jackson acaba por ser o que melhor se destaca neste filme.
Assim mais do que reavivar de um franchising Shaft funciona mais pela curiosidade e pela homenagem aos filmes anteriores, este filme esta longe de conseguir por si so lançar o franchising mas tambem me parece que e um filme que se ve bem, que nos permite quase duas horas de entertenimento e pouco mais.
A historia segue o filho de Shaft agora agente do FBI que apos a morte de um dos seus melhores amigos, acaba por recorrer ao seu pai para tentar investigar o que esteve na origem da morte do mesmo.
Em termos de argumento devemos separar o filme naquilo que o mesmo e em termos humoristicos onde me parece funcional, com um estilo proprio que e potenciado pelo argumento, e o lado da intriga claramente mais pobre e desinteressante.
Na realizaçao Story e um dedicado afro americano que tem origem nos filmes de comedia de açao e sente-se bem no estilo familiar. Aqui nao temos muitos meios mas o filme acaba por se tornar numa especie de classico do genero o qual normalmente nao e feito de grandes meios.
No cast Jackson e perfeito para Shaft, alias os dois são indiferenciados, ao seu lado o filme nao pede muito dos restantes atores, tirando um jovem Usher que funciona bem como antitese mas na transoformaçao final nao convence tanto.

O melhor - O humor do filme.

O pior - A forma como a intriga policial e pouco trabalhada

Avaliação - C+

Saturday, June 29, 2019

The Best of Enemies

Os direitos civis conquistados pela raça negra nos EUA foi sempre um conflito latente no sul dos EUA, sendo que diversos filmes ja se manifestaram sobre a resistência à integração com filme mais ou menos ficcionados. Este ano e logo nos primeiros meses, surgiu este filme sobre um acontecimento numa pequena cidade que uniu a lider de movimento afro americano com o lider local do KKK num debate integrativo. Este retrato desse acontecimento teve uma receção critica de alguma indiferença que acabou por conduzir a um fracasso comercial substantivo.
Sobre o filme o impacto das questoes raciais e acima de tudo termos consciencia dos avanços que foram sendo feitos e incrivel quando vimos filmes como este. Em termos do episodio em si e um retrato exemplificativo da divisao das pessoas pela cor e todo o impacto que isso tem. Contudo o acontecimento em si e a prova de algo mais forte e de como as pessoas podem ser educadas para pensar diferente, e nesse particular o filme acaba por ter uma mensagem muito significativo.
Onde o filme perde alguma força e por ser mais emotivo do que racional, a forma como potencia as personagens para o impacto da decisao numa separaçao entre bons e maus que funciona bem no cinema de ficçao mas que me parece algo imaturo quano queremos relatar um acontecimento, e nisso este filme exagera nessa separaçao, sendo claramente um filme demasiado tendencioso numa batalha.
Mesmo assim pelo impacto e a forma positiva da historia mas mais que isso, pelo crescimento da personagem central, parece-me claro que temos um filme que funciona junto do espetador dando-lhe motivaçao para a humanidade. Certo e que e um filme que funciona mais do ponto de vista animico do que do realismo da historia contada mas isso tambem faz parte do cinema.
A historia fala do confronto ideologico em sessões de esclarecimento entre o lider local do KKK e uma ativista afro americana que debatem a integraçao de turmas de ambas as raças depois de um incendio na escola dos negros.
Em termos de argumento o acontecimento historico em si e o valor assumido do filme, que depois e criado com emoçao mais do que razão mas acaba com o impacto que o filme quer ter. Nao me parece um argumento de primeira linha mas que cumpre os objetivos imediatos do filme.
Na realizaçao Robin Bisell e um produtor de estudio que tem aqui o seu filme mais forte em termos de produçao atras das camaras. A realizaçao e simples, com uma boa recriaçao temporal e de espaços pequenos do sul dos EUA, mas sem grande valor artistico na abordagem.
No cast o filme tem dois interpretes em boa forma que funcionam nos seus personagens. henson tem a intensidade da sua personagem e Rockwell encaixa bem nos dois lados do seu personagem. Nao sendo os melhores dos papeis de ambos, sao prestaçoes que encaixam bem no atual momento de ambos.

O melhor - O valor da historia que o filme relata.

O pior - Pensa demasiado na emoçao imediata

Avaliação - B-

Friday, June 28, 2019

After

Seria comum com o sucesso imediato de 50 Shades of Grey conduzisse a uma serie de filmes com a mesma base, ainda que num caracter menos sexualizado e destinado para uma populaçao mais jovem. Este After foi talvez o mais reconhecido discipulo e que acabou por naturalmente ter a sua versão cinematografica. Sobre o filme criticamente foi um desastre no seguimento do que este estilo de filme normalmente resulta e comercialmente teve longe do fenomeno mundial muito por culpa da falta de atores de primeira linha.
Sobre o filme temos obviamente um historia completamente repetida sem qualquer ingrediente novo, acabando por tudo se tornar num ja repetido e sem qualidade filme de adolescentes, previsivel do primeiro ao ultimo momento, com momentos de rebeldia comedida e mais que isso sequencias interminaveis de beijos e toques no corpo pouco sexualizados e muito romanticos. Ou seja um filme totalmente pensado para a adolescente platonica com uma rebeldia moderada, ou nao fosse a historia baseada nos fas dos One Direction.
Fica a ideia a determinada altura do filme que tudo é pensado para ser "piroso" e isso reflete-se em toda a duração do filme, desde a narrativa completamente ultrapassada, mas tambem nos maneirismos assumidos pelos personagens, que fazem a rebeldia das mesmas ser pouco mais do que faltar a uma aula da catequese. Por tudo isto After e talvez dos filmes com menos conteudo que nos ultimos tempos viram a luz do dia numa distribuiçao Wide.
Em termos de produçao uma telenovela tipica, pouco risco, a abordagem tradicional, faz com que o filme seja obvio e pouco ou mesmo nada interessante quer em termos narrativos mas principalmente em termos de abordagem, ficando a ideia de um filme romantico de adolescente mal escrito e mal executado.
A historia fala de uma jovem comedida e bem integrada, que acaba por iniciar a faculdade acabando por se aproximar de um jovem rebelde que a conduz a que saia do plano, e inicie uma amor intenso, contudo com um passado escondido.
O argumento do filme e um hino ao que nao deve ser um argumento, um conjunto de frases romanticas soltas, uma novela adolescente e nada mais a acrescentar em personagens basicas, e pouco interessantes transmitindo uma rebeldia completamente encapotada.
Na realizaçao Jenny Gage uma autentica desconhecida assumiu a diraçao deste filme, com um trabalho obvio sem risco, sem arte e que provavelmente ditará a presença fugaz de uma realizadora nos cartazes do cinema mais mediaticos.
No cast o filme nao consegue chamar a si qualquer protagonista relevante, os jovens acabam por cumprir em personagens pouco trabalhadas ou pouco interessantes o que nao dificulta em nada aquilo que o desempenho deles se tem que tornar. Nos adultos a escolha por elementos secundarios acaba por nao complicar muito o filme, nao lhe dando tambem grande presença.

O melhor - As adolescentes solitarias vao gostar.

O pior - O resto nao.

Avaliação - D-

Friday, June 21, 2019

Fast Color

O cinema e marcado por grandes estudios apostados em filmes sobre pessoas com super poderes, e estudios mais pequenos que tentam com menos meios dar filmes mais intimistas com os mesmos temas. Estreado em alguns festivais menores surgiu este pequeno filme que ate surgiu com algumas avaliações positivas em termos criticos contudo nao teve qualquer visibilidade comercial muito por culpa da falta de figuras de primeira linha.
Sobre o filme parece-nos que e um filme com muita dificuldade de encontrar o seu espaço, se por um lado e demasiado simplista e pouco denso para ser um filme independente na sua genese por outro lado nunca consegue ter a grandiosidade desde efeitos especiais quer a produçao de filmes com uma linhagem narrativa semelhante, acabando por ser um hibrido quase sempre pouco competente.
Fica o lado familiar do filme na ligaçao clara entre as tres mulheres e a necessidade de proteçao uma das outras, uns efeitos especiais rudimentares acompanhados de banda sonora e um finalmente minimamente diferente num filme aborrecido sem cor, que tem no seu climax um dos momentos que me recordo mais disparatado em termos da utilizaçao indevida de efeitos de pouca qualidade.
Ou seja mais que qualquer coisa um filme sem sabor, que acaba por ser mais do mesmo narrativamente mas com pouca qualidade em termos de produçao. Fica a ideia que a tentativa de dar um lado mais intimista dos super poderes acaba no filme por nunca ser conseguido, sendo apenas numa historia simples pouco apelativa do ponto de vista estetica.
A historia fala de uma mulher com super poderes que começa a ser seguida de forma a ser submetida a testes, contudo pensa que o seu lugar de segurança e junto da sua mae e da sua filha, tambem elas com os mesmos poderes.
Em termos de argumento a historia de base e simples e por diversas vezes utilizada. Na sua concretizaçao o filme nao lhe consegue dar condimentos narrativos que potenciem o filme nas suas vertentes acabando por ser tudo demasiaso cinzento.,
Na realizaçao Julia Hart e uma figura menor mesmo no cinema independente que tem aqui um filme sem recursos num tema que exigia ou recursos produtivos ou por outro lado uma abordagem artistica diferenciadora que o filme nunca consegue ter numa realizaçao de baixa qualidade.
No cast o filme nao e exigente. Raw ja me pareceu mais perto de uma primeira linha de hollywood do que neste filme, e ao seu lado temos um Stathain tambem em piloto automatico.

O melhor - A tentativa de um lado menos comercial dos poderes

O pior - Nao ter na maioria dos objetivos resultado

Avaliação - D+

Thursday, June 20, 2019

Red Joan

O cinema britanico e conhecido pela sua consistencia principalmente quando conta historia de personagens singulares. Este filme tem uma vertente dual, por um lado a espionagem ao pais de origem mas mais que isso tambem a forma como isso resultou num equilibrio que impediu guerras sucessivas. Certo e que o filme nao convenceu a critica com avaliações essencialmente medianas. Comercialmente para um filme sem granes figuras de referencias as coisas ate foram positivas ultrapassando a mitica barreira do milhao.
Sobre o filme temos uma abordagem tipicamente inglesa e no tradicionalismo daquele tipo de cinema nao so na forma como o filme balança entre o presente e o passado, mas tambem num ritmo pausado que se vai desvendando ao pouco e que acaba por ser no filme contraproducente ja que deixa por diversas vezes o filme adormecer em si tirando-lhe um ritmo que era desejado.
Por outro lado em termos relacionais sendo elas tao importantes para a forma como o filme se desenvolve em si pensamos que as mesmas deveriam ter sido mais trabalhadas para o ecra e nao surgirem repentinamene uma para a outra. Fica a ideia que o filme esta demasiado preocupado em esconder a verdadeira revelaçao e acaba por nao preparar com força a mesma.
Ou seja um filme que nos da uma historia relevante e importante dos nossos dias mas que é contada de uma forma que acaba por nao lhe dar a imponencia ou a relavancia que esta acaba por ter, fica a ideia que um filme mais potenciado em termos emotivos, e quem sabe com intepretes de uma linha superior poderia ter outro tipo de significado.
A historia fala de uma jovem estudante universitaria que acaba por se tornar numa espia russa no centro de estudos tecnicos do governo ingles, acabando por ser fundamental na passagem das informações sobre a bomba atomica.
O argumento do filme parte de uma historia e de uma figura relevante mas nunca consegue tornar o filme em si imponente, muito por culpa de personagens pouco trabalhadas, principalmente as secundarias e dialogos demasiado politicos.
Na realizaçao temos a tradiçao tipica inglesa por parte de Nunn um experiente membro de crew de grandes produçoes que tem aqui uma abordagem na posiçao mais importante mas que acaba por ser um trabalho pouco vistoso.
No cast Dench tem uma cameo interessante para dar força ao filme, embora seja no passado que resida a açao ai, uma serie de jovens desconhecidos nao ajudam o filme a ter tamanho.

O melhor - A historia e a personagem.

O pior - Fica a ideia que o filme tinha tudo para nao ser mediocre

Avaliação - C-

Sunday, June 16, 2019

Dumbo

Numa altura em que a Disney parece apostar tudo nos seus live action das suas historias mais conhecidas, uma das mais peculiares teve Tim Burton como o seu realizador, concretamente Dumbo a historia do elefante voador. Em termos criticos parece-me claro que Burton ja teve melhores dias obtendo aqui novamente avaliaçoes demasiado medianas, principalmente para o universo Disney. Em termos comerciais os resultados foram consistentes ainda que longe daquilo que de melhor a Disney consegue fazer com os seus produtos.
Sobre o filme podemos dizer que e um dos filmes menos artisticos e mais claros de Burton, fica mesmo a ideia que temos mais mão da disney do que propriamente do realizador o qual acaba por passar despercebido numa historia de grande estudio com grandes cenarios mas com algo que nos fique na retina como assinatura do realizador e quando se fala de alguem tao grande como Burton fica logo a ideia que não vai ser por um bom motivo.
A historia e a conhecida, desenhada para os mais pequenos, sem grandes artefactos narrativos, limita-se a contar de uma forma simples e para todos a historia de Dumbo, sendo um filme totalmente previsivel do primeiro ao ultimo minuto. FIca a ideia que para um live actrion com esta produtora e principalmente com este realizador tinha-se de esperar muito mais e que o filme nunca consegue ter esse imput de qualidade.
Por tudo isto parece-me que e facil sair frustrado deste filme, fica a ideia de um piloto automatico inadmissivel a alguem como Burton mas que nos ultimos anos tem sido comum. Podemos sempre achar um filme bonito, e um filme para a familia mas nunca vai ser um filme que se destaque em panorama algum.
Em termos de historia o filme fala-nos do nascimento ate ser uma estrela do elefante mais conhecido do mundo, enquanto tenta encontrar a sua mãe e mais que isso tenta resistir aos objetivos de um dono de um circo com objetivos pouco vlaros.
EM termos de argumento o filme e demasido simplista, pouco valor metaforico que por vezes os filmes de Burton tem, mas tambem falta uma historia que val para alem da SHort Story de Dumbo, e isso narrativamente esta longe de ser brilhante.
Na realizaçao Burton ja teve melhores dias, fica a ideia que nos ultimos tempos tornou-se preguiçoso a todos os niveis ja que os seus filmes deixaram de ter assinatura, e neste filme tornam-se mesmo igual a qualquer outro de um tarefeiro da Disney, o que e muito pouco para alguem que ja foi dos maiores cineastas de holywood.
Em termos de cast Farell tem como protagonista, mas acaba por estar longe de ser brilhante algo que tem sido algo comum nas ultimas apariçoes de um Farell repetitivo e em piloto automatico. Keaton e um vilao cheio de maneirismos, e parece que a unica presença burtiana e Green.

O melhor - As expressoes animicas de Dumbo.

O pior - Burton ser completamente desaproveitado no filme.

Avaliação - C-

Saturday, June 15, 2019

Hotel Mumbai

Os atentados terroristas são habitualmente traduzidos anos mais tarde em filmes que apostam em trazer historias de sobreviventes ou mesmo o ato heroismo de quem morre. Em 2018 mas apenas com lançamento americano em 2019 surgiu o retrato deste ataque em Mumbai que vitimou dezenas de pessoas. Criticamente este filme relato conseguiu passar a critica com resultados positivos embora nao brilhantes. Em termos comerciais os resultados foram extremamente competentes principalmente por nao ser um filme de grande estudio ou com grandes efeitos.
Sobre o filme podemos dizer que não sendo um poço de criatividade ou ter uma abordagem diferenciadora e dos filmes mais competentes que me recordo em termos daquilo que transmite em termos emocionais referentes a situaçoes deste genero. O filme consegue mesmo num hotel de cinco estrelas humanizar tudo e todos, bem como demonstrar a impreparação e a imaturidade dos autores, que mesmo assim se tornam perigosos como quase ninguem consegue ser.
O filme resulta porque mesmo num espaço tal grande o filme consegue ser claustrofobico na inivitabilidade que transmite as personagens, a forma como os autores comunica acaba por ser o aspeto mais surreal e diferenciador do filme, que acaba por se tornar num emplogante e ritmado thriller que ainda tem a seu favor o facto de ser baseado numa historia veridica.
Ou seja este filme torna-se num bom filme de açao, intenso psicologica e fisicamente, emocionalmente muito evoluido, e mesmo sem termos uma abordagem diferenciadora ou artisticamente criativa naquilo que se propoem o filme consegue e por isso os objetivos sao totalmente cumpridos.
A historia fala de um ataque terrorista que acaba por ocorrer em pleno hotel de cinco estrelas em mubai, numa altura em que os funcionarios do hotel tudo fazem para conduzir a sobrevivencia os seus clientes.
O argumento e basico, o unico ponto diferenciador que o filme consegue ter e nos dialogos entre os terroristas, no seguinte deixa ir o filme para o lado mais facil mas isso  acaba por ajudar os objetivos de um filme que quer ser simples e mais emotivo.
Na realizaçao Maras e um realizador desconhecido que deixa o filme ter como trunfo a historia real em si, boa contextualizaçao espacial e da cidade e principalmente a criaçao de um contexto claustrofobico em algo tao grande. Um bom filme de referencia para o futuro do realizador.
Em termos de cast mesmo nao sendo um filme dificil, Patel tem a intensidade e o lado interpretativo que o filme necessita demonstrando estar neste momento num bom momento de forma. Harmer tem um lado mais simples que funciona naquilo que o filme quer ser.

O melhor - A claustrofobia que o filme cria.

O pior - A abordagem e algo traidicionalista

Avaliação - B

Thursday, June 13, 2019

The Humminghbird Project

Com o avanço da tecnologia e a influencia que a mesma acaba por ganhar a cada dia que passa em cada um dos aspetos do nosso dia a dia, era uma questão de tempo termos um filme que tocasse nessa importancia. Este e um filme tecnico sobre especificidades tecnicas. Talvez por este excesso de especificação criticamente o filme nao conseguiu ser unanime com avaliaçoes medianas e comercialmente um tema tao especifico mesmo com um bom elenco nao foi capaz de levar muita gente ao cinema.
E inquestionavel e importancia e a complexidade daquilo que o filme trata de um ponto de vista de desenvolvimento. Contudo ao ser um tema tao tecnico e tao especifico, o filme acaba por ser adormecer junto de tantos termos e especificaçoes que se torna muito dificil de ser compreendido em toda a sua totalidade junto do espetador e isso acaba por adormecer o filme e principalmente a ligaçao com o espetador.
Claro que depois tem uma componente onde o filme funciona que é na determinaçao a todo custo das personagens o filme nisso é objetivo e intenso embora nos pareça que isso e claramente diminuido por um filme adormecido em toda a linha pela sua tecnicidade que ocupa muito da sua duraçao ou pelo menos as fases mais importantes.
Na forma temos um filme de toada e resposta dos dois lados, num final algo previsivel, com o aspeto emotivo a ser trabalhado principalmente na segunda fase do filme. Existe para mim dois filmes dentro do mesmo cujo o resultado no final acaba por estar longe de ser minimamente interessante.
O filme fala de dois familiares que tem o sonho de construir um canal de fibra que permita as comunicações mais rapidas relativas a transaçoes comerciais, contudo neste objetivo vao ter a competiçao de uma estrutura organizada com os mesmos objetivos.
O argumento tem um problema que nao consegue ultrapassar que e tornar os pontos tecnicos do filme percetiveis a toda a gente, e ao nao conseguir esse ponto faz o filme adormecer e tornar-se muitas vezes um objeto estranho que nem a intriga das personagens consegue ultrapassar.
N realização Nguyen e um realizador independente candiano que tem aqui o seu filme mais visivel. Um trabalho do ponto de vista de realizaçao modesto, sem grandes truques ou objetivos apostando em salientar a historia ou o ponto de vista em si.
No cast Eisenberg entra na sua tipica personagem, que acaba por ja ser uma imagem de marca na sua carreira, sendo Saarsgard que mais brilha num papel longe do que estamos habituados a ver dele e que de alguma forma nos mostra recursos que anteriormente nao foram exibidos, num papel a merecer sublinhado.

O melhor - Saarsgard

O pior - Demasiado tecnico para ser realmente compreendido

Avaliação - C-

The Kid

Poucas figuras do western americano são tão iconicas com Billy The Kid, um jovem fora da lei que colocou em sentido as povoaçoes daquela zona. Este filme nao podemos dizer que é sobre a personagem mas acima de tudo sobre a influencia da mesma. Este Western tradicional acabou por estar longe de ser um sucesso critico, sendo que comercialmente para o genero e principalmente para a distribuição os resultados ate foram consistentes.
Sobre o filme podemos dizer que nem sempre e um filme objetivo e intenso como a maioria dos westerns devem ser, sempre com a honra e a vingança como pano de fundo. Aqui o filme acaba por ser um emaranhado de personagens sempre com o ponto de vista de um jovem que tenta encontrar o seu espaço depois de matar o seu pai.
Ao long desta especie de road trip pelo western vamos encontrando personagens iconicas, principalmente na dualidade entre o comandante Pat e Billy the kid, e acaba por ser neste confornto que o filme e menos forte, ja que nunca o trabalha ou o assume para o espetador optando que este nao seja mais do que um pano de fundo na maior parte do tempo sem grande interesse para o espetador, ja que o foco narrativo encontra-se noutro cenario.
Por tudo isto e mesmo encontrando no filme algumas virtudes do Westen mais tradicional, principalmente no contexto espacial das localidades em si o filme acaba por ser algo adormecido e longe do que de melhor o genero nos deu, mesmo nos trabalhos mais recentes dos realizadores mais conceituados.
A historia debruça sobre dois irmãos que tentam fugir a ira de um tio, e que acabam por apanhar boleia da caravana do coronel pat depois deste ter capturado Billy the kid,
Em termos de argumento a intriga principal embora menos imponente parece-me claramente mais bem trabalhada do que a historia apelativa que da o nome ao filme. Nao e um filme com grandes novidades ou grande trabalho no dialogo optando muitas vezes pelo caminho mais facil.
Na realizaçao D'onofrio que ainda e inexperiente atras das camaras percebe-se que gosta do genero nas homenagens esteticas que faz, mas a camara acaba por nao ser relevante para a historia, acabando por ser quase sempre uma opçao simplista.
No cast o filme nao exige muito dos seus protagonistas que se assumem proximos daquilo que mais recentemente tem feito. Hawke e Haan nunca puxam a personagem para outros patamares, sendo o maior sublinhando um Pratt muito diferente dos ultimos tempos.

O melhor - O contexto espacial do filme.

O pior - A historia de Billy The Kid nao e potenciada

Avaliação - C



Wednesday, June 12, 2019

I Am Mother

Num ano completamente ao ritmo total a Netflix nao tem apostado apenas nas suas produçoes individuais como tem lançado diversos filmes produzidos por companhias mais pequenas apostando numa distribuiçao diversificada. Uma dessas apostas foi este Sci Fi tradicional, que acabou por passar na critica ainda que de forma moderada, sendo que comercialmente nao me parece ter os melhores valores para ser uma das grandes vitorias do formato.
Sobre o filme, eu confesso que os filmes de Sci Fi com o lado apocalitico do extreminio da humanidade e principalmente a reconstruçao do mesmo em sociedades diferentes trouxe-nos ao longo do tempo alguns dos melhores filmes do genero que há memoria. Este filme começa bem, principalmlente na forma como potencia a ligaçao umbilical entre o ser humano e maquina num contexto totalmente controlado.
COm a inclusao do factor de desiquilibrio o filme nem sempre tem o norte por garantido, acabando muitas vezes por ser confuso, mesmo que isso acabe por ajudar ate certa fase em manter o suspense sobre as razões de cada um dos lados. COm a o desvendar do sucecidido parece-me claramente que o filme poderia e deveria ter sido mais bem trabalhado, quem sabe mais arrojado, e com um argumento mais criativo.
COntudo num genero que habitualmente e sempre dificil, temos um filme razoavel, que nos permite duas horas de entertenimentos, ainda que seja claro que o mesmo funciona bem melhor na primeira  do que na segunda fase. Fica a ideia que uma produçao melhor poderia dar  filmes os acabamentos que o tornariam mais relevante num ano cinematografico ate ao momento algo cinzento.
A historia fala de uma jovem criada por uma maquina, depois do extreminio da humanidade, que apos ter vivido sempre num ambiente controlado ve uma mulher entrar no seu espaço o que vai alterar toda a sua precepçao nao so sobre a sua vida, mas acima de tudo sobre as suas possibilidades.
O argumento parte de um principio criativo e coeso, que consegue ser bem trabalhado do ponto de vista emocional na primeira fase do filme. Na segunda o filme barallha-se demasiado entre os pontos de vista de cada lado, e a intensidade e riqueza emocional do filme vai-se perdendo numa conclusao que tambem ela deveria ser melhor.
Na realizaçao Spoutore tem aqui a sua extreia em longas metragens com alguma competencia, principalmente na idealizaçao do ser mecanico, e no lado apocalitico da terra. De resto nem sempre e um filme exigente, mas para primeiro filme esta longe de ser um mau arranque.
No cast o filme acaba por ser liderado por uma jovem Rugaard que e a grande surpresa do filme, pela versatilidade apresentada quer no lado dramaico mas tambem no lado mais de açao, tem um trabalho interessante que nos faz estar atento ao seu futuro. Swank mesmo nao estando no seu lado mais forte acaba por ser competente numa personagem pelo menos fisicamente exigente.

O melhor - Rugaard como protagonista.

O pior - O filme baralha demasiado os lados para nao aproveitar essa duvida na totalidade.

Avaliação - C+

Tuesday, June 11, 2019

The Aftermath

A segunda guerra mundial continua nos dias de hoje, a ser um dos assuntos preferidos do cinema, principalmente dos lados mais tradicionais. Em 2018, mas apenas lançado nos EUA em 2019 surgiu este filme sobre a relação entre aliados e alemaes no pos guerra. Um filme sobre relações que chumbou em termos criticos com avaliações negativas, e que comercialmente acabou por ultrapassar o limite minimo para os filmes cujo lançamento e reduzido.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo segue o tipico tradicionalismo emocional e narrativo dos filmes BBC. Isso acaba por pausar o ritmo e torna lo em grande parte da sua duração demasiado previsivel nao so apenas naquilo que é as relações e o desenvolvimento das mesmas mas tambem a forma como os dialogos acabam por seguir, num filme que para o tema em questao perde por ser totalmente previsivel.
Claro que o assunto é sensivel, a forma como dois lados de uma guerra tao intensa consegue coabitar. Parece-me sinceramente que o filme tenta faze-lo de uma forma sincera mas tem dificuldades em ser congruente em todos os momentos, fazendo com que o filme pelo menos do ponto de vista emotivo se perca em conflits cuja definiçao e sempre dificil.
Ou seja fica as feridas da guerra e a forma emotiva com que o filme contextualmente a descreve, ja que no que diz respeito a intriga central parece claro que o filme tem muitas mais dificuldades em fazer prevaler a sua noçao e a sua historia
O filme fala sobre um militar dos aliados que apos a vitora da segunda guerra mundial ocupa a casa de um arquitecto alemao. Com a chegada da sua esposa a alemanha começa a surgir deconforto com a presença deste individuo nas vivencias do casal.
O argumento e totalmente previsivel do primeiro ao ultimo momento, nao so na forma da intriga mais mais que isso na forma como o filme tem dificuldades nos dialogos e na sua intensidade. Parece que o filme perde capacidade de inovar num terreno sempre dificil como o pos guerra.
Na realizaçao Kent, e um realizador sem grande espaço no cinema que tem tentado mais destaque na televisao. Em termos de realizaçao temos uma abordagem tradicional, e mais que isso uma forma muito simplista de fillmas personagens, mesmo que em termos de contexto tenha alguma qualidade.
No cast pouco ou nada de relevante Knightley na sua personagem tipo, com pouco ou nenhuma diferença da maioria   dos papeis que ela interpreta. Clarke acaba por ser o mais seguro, ja que Saarsgard demonstra algumas dificuldades que tem sido comuns na sua carreira.

O melhor - O pos guerra.

O pior - A previsibilidade de tudo no filme..

Avaliação - C-