Friday, February 24, 2017

In Dubious Battle

Se existe facto indiscutivel em Hollywood é que James Franco é a pessoa mais activa sendo comum ao longo do ano diversos filmes do mesmo com interprete, sendo que essa hiperatividade nos ultimos anos tem-se alastrado também à realização de projetos mais pequenos. Em 2016 e com um cast de luxo surgiu este seu filme sobre os conflitos no pos depressão, um dos seus filmes mais ambiciosos, mas que acabou por ter o mesmo resultado de que os restantes, criticamente mediano e comercialmente arrastado para cinemas selecionados que não premitiram grande expressão.
Sobre o filme, pensando um pouco em todos os filmes que Franco fez como realizador este é claramente o maior e aquele de maior alcance, na forma como tenta introduzir uma temática mais global, o problema do filme é que acaba por ter erros de construção que lhe tiram dimensão, muito por culpa de tentar fazer mais que um filme de uma causa uma telenovela de personagens que acaba por se tornar num enredo tipico da novela das 20.
Mas isso mesmo condicionando o impacto final de um filme com uma premissa e com uma historia interessante do ponto de vista da historia dos direitos dos trabalhadores acaba mesmo assim por ser mais significativo e funcional do que a maior parte dos outros filmes de Franco enquanto realizador. Temos alguns cliches na construção narrativa e na forma como diferencia de uma forma Bons e maus ambos os lados da batalha, algo que muitas vezes diferenciam as obras maduras sobre um tema e os restantes.
Ou seja um filme simples, com métodos simples, muitas vezes ao contrário de outros filmes dá a primazia ao valor das personagens mais do que propriamente da historia e dos seus elementos, o que neste filme deveria na minha opinião ser feito de uma forma mais subtil. Mesmo assim um filme que acaba por nos dar alguma luz sobre a luta dos agriculores contratados contra os senhores das terras bem como nos dar alguma luz sobre o crescimento dos sindicatos nos EUA.
A historia fala de dois ativistas dos direitos dos trabalhadores que se inserem num grupo de agriculores contratados e começam uma luta por melhores direitos de trabalho contra os patrões, num confronto que se torna numa guerra inveitavel.
Tratar num filme de conquistas de massas e homenagear a forma como se conseguiu obter determinados direitos atualmente garantidos parece-me sempre uma boa premissa para qualquer filme, eFranco é inteligente na escolha. Na execução o resultado já me parece mais débil na forma como um filme com esta linha se torna numa novela, de relações e traições, cheias de lugares comuns.
Como realizador pese embora Franco já tenha realizado diversos filmes nunca vi nenhum filme significativo na abordagem e na assinatura, sendo que neste filme mais do mesmo, espaço aos interpretes e uma ou outra sequencia mais artistica mas que se evapora no filme.
No cast, também como actor penso que Franco já teve em melhor forma, já que me parece que qualidade interpretação não é algo que vai lá com treino. Erro de palmatória na escolha de Wolf para o papel de protagonista, já que não encaixa na força que o papel necessita. Melhor a escolha de Onofrio como a força dos trabalhadores, naquela interpretação que tem o seu lado rude, mas tambem que transmite compaixao

O melhor – O tema em si

O pior – Nat Wolf


Avaliação - C

Tuesday, February 21, 2017

Rules Don't Apply

Quase vinte anos depois do seu último filme como realizador, Warren Beatty surgia com um novo filme, que também marcava o seu regresso como protagonista. Tratando-se de um realizador oscarizado e pelo intervalo de tempo a expetativa em torno do seu novo filme era elevado, surgindo a dúvida se seria mais parecido com os seus trabalhos nos tempos aureos ou algo mais parecido com o lado mais comediante de Bullworth. Após as primeiras exibições percebeu-se que o filme não ia ser propriamente um sucesso critico, com avaliações muito dispares e pouco coerentes. Perante isto um dos acontecimentos e possíveis candidato aos oscares desaparecia e pior que isso lançava o filme para uma carreira comercial quase inexistente.
Eu até penso que o filme tem um excelente início na forma como aborda a duo de protagonistas e na forma como eles encaixam, traduzindo simplicidade romantica, quimica num clima de hollywood tradicional, o que me fez pensar que o filme se tratava de uma ode ao romantismo tradicional que fez a delicia dos espetadores durante anos. Contudo rapidamente Beatty muda o filme para aquilo que fez nos seus últimos filmes, colocar o mesmo ao ser serviço enquanto actor, numa decisão egocentrica que compromete o filme todo. Se o lado escuro e misterioso do personagem ainda funciona principalmente porque não vemos o actor no ecrã há cerca de vinte anos, depois quando entra nas loucuras e demencia o filme perde-se por completo em sequências sem grande ligação emaranhando um argumento que pese embora simples ia no bom caminho.
E este desaproveitar da relação amorosa central, acaba por se notar ainda mais com um climax interessante onde percebemos que o casal funciona, e faz-nos olhar para o filme pensando, porque é que o filme complicou numa especie de biografia da fase final de Hughes, quando já um filme tinha tratado dessa vertente. A mim parece-me que o objetivo seria tentar uma nomeação para beatty, desaproveitando claramente o talento dos mais novos.
Mesmo assim temos alguns bons momentos, principalmente de realização na forma como consegue criar o mistério em torno da personagem com os planos de pouca luz, um inicio interessante em termos de dinamica amorosa, mas posteriormente um filme demasiado repititivo, que poderá ser um acto falhado de um realizador que não sabemos se terá outra oportunidade para se despedir da realização.
O filme fala de uma aspirante a atriz que se apaixona pelo motorista de Howard Hughes, contudo a sua ambição acaba por a conduzir a encontros com o milionário e que resulta num triangulo amoroso não assumido, já que existem conflitos internos em cada um dos vértices que acaba por condicionar os encontros entre ambos.
No argumento penso que o filme ganharia se fosse mais contextual relativamente a Hughes e mais funcional relativamente à relação amorosa. Poderia ser mais simples e isso acabar por lhe tirar alguma dimensão, mas as escolhas no filme e principalmente a forma como as mesmas acabam por ser feitas acabam também por não dar essa dimensão.
Eu confesso que sempre gostei mais de Beatty como realizador do que como actor, aqui volto a achar que este é o seu melhor papel. Inteligente na forma como cria conceito à sua personagem com o mistério e suspense relativo à sua aparição, jogando também com o facto de estar fora da interpretação há diversos anos, mas mais que isso a forma com que consegue homenagear o cinema tradicional daquela época com rigor.
No cast, penso que Collins está a crescer como atriz, enchendo mais o ecrã, sem ser a menina teenager que já foi, Ehrenreich foi uma das surpresas do ano, mais no seu excelente papel em Hail Cesar, do que propriamente nesta composição mais simples. Beatty cai novamente no erro de tentar mostrar nos seus personagens uma versatilidade que nunca teve, fazendo com que o resultado final não tenha grande sentido.

O melhor - Alguns laivos de realização de primeiro plano.

O pior - Beatty tentar elevar a sua interpretação sem conseguir, condicionando o resultado final do filme.

Avaliação - C+

Monday, February 20, 2017

The Founder

Todos nós conhecemos de perto o McDonalds, não sendo tão conhecida a história por trás da empresa mais conhecida de restauração do mundo. Desde logo este filme tornou-se num dos filmes mais esperados do ano, e um dos obvios candidatos a prémios, pelo menos nas listas iniciais. Contudo com o passar do tempo e com os sucessivos atrasos tal acabou por diluir-se e o filme estrear de uma forma quase silenciosamente, mesmo tendo obtido criticas na generalidade positivas. Em termos comerciais o filme fruto de opções de distribuição no minimo duvidosas ficou longe daquilo que se julgou a determinada altura que o filme poderia valer.
Sobre o filme seria fácil fazer um filme a louvar o espirito empreendedor de uma personagem tão insólita e tão realizada, mas o filme é maduro suficiente para ter objetivos mais largos. Pensamos desde logo que o filme funciona porque nos tenta das a prespetiva de um homem de negócios muitas vezes sem grandes escrupulos mas obstinado, A mais valia do filme é essa, dar as duas faces da moeda, nunca caindo no conto de fadas que por vezes hollywood quer dar dos seus maiores feitos, ou transmitir personagens da sua história muitas vezes quase santificados.
Nisto o filme é realista, é um filme trabalhado, um filme dimensional. Tem claro lado menos positivos como a maior parte dos biopic acaba por ter, e aqui penso que o filme falha em determinados saltos temporais, na forma como rapidamente nos leva um vendedor de maquinas para alguem com uma capacidade unica de abrir restaurantes com meios que deveriam ser mais potenciados e com mais espaço no filme, que se centra nas divergencias entre os criadores da ideia e o seu potenciador, que acaba por ser o lado mais interessante do filme e o mais dicotomico em termos emocionais.
Mesmo assim um biopic interessante por um lado porque trata de uma historia mundial e proxima de quase todos os espetadores. Depois pelo facto da personagem o fazer já numa idade avançada, transmitindo uma mensagem de esperança, e principalmente pela dualidade realista da mesma. Poderá não ser um filme em termos de abordagem muito trabalhado ou criativo, mas parece-me claramente um filme eficaz na facilidade e alguma simplicidade que atinge os seus objetivos.
O filme fala na chegada de um senior vendedor de eletrodomesticos até ao conceito McDonalds do qual se apaixona e transforma um restaurante familiar numa multinacional de primeira linha, com a riqueza de um conceito diferenciador.
Em termos de argumento mesmo tendo uma abordagem algo simplista, parece claramente funcional. Devendo ser valorizada a forma como consegue ir a diversas dimensões de uma personagem sem o tornar pouco real, com defeitos e virtudes assinalável em divesros aspetos da sua vida. Acima de tudo alguma humanização da personagem que nem sempre vimos em filmes.
Hancock foi o escolhido para este filme como já o tinha sido para a criadora de Marry Poppins. Mesmo não sendo um realizador com abordagens muito diferenciadores é um excelente criador de espaços e de definição temporal. Boas conjugações de cores e sempre inaltecendo os aspetos fundamentais de cada personagem. Tá-se a tornar um importante realizador de biopics.
No cast a escolha de Keaton parece-me funcional pelo espírito electrizante que usualmente o actor dá as suas personagens. Não sendo uma personagem dificil parece uma boa escolha, mas insuficiente para prémios, já que o argumento pede mais presença do que interpretação. Os secundários tem pouco espaço num filme de personagem

O melhor  - Dar os defeitos e virtudes do visado.

O pior - Existe saltos temporais demasiado elevados de forma a tornar o filme menos aborrecido

Avaliação - B

Sunday, February 19, 2017

Gold

Quando os primeiros premios foram anunciados e o cast deste filme ganhou melhor elenco nos Hollywood Film Awards naturalmente este foi um dos filmes que ficou sobre a atenção dos oscares guru, principalmente porque estreava em cima da linha de partida. Contudo apos as primeiras visualizaçãos e com avaliações extremamente medianas se percebeu que seria um filme sem qualquer tipo de ambição aos premios. Muito condicionado por isso acabou por estrear de uma forma quase anonima e ser mais um floop consecutivo comercial para Matthew.
Sobre o filme o negócio do ouro pelo valor implicito poderia ser um campo de batalha para um filme intensdo, sobre negócios ao mesmo tempo definido e mais isso facil de ver. No primeiro ponto o filme até poderá ser cumpridor na forma como nos dá a volatilidade dos mercados e mais que isso os altos e baixos das pessoas envolvidas. Contudo como objetio de entertenimento o filme parece nunca conseguir encontrar o tom, ora sendo demasiado pesado e aborrecido e por outro lado a extroversão da personagem central, mais moderada e parece-me a mim mais eficaz no ritmo que o filme deveria alcançar.
Por tudo isto Gold acaba por ter uma premissa bastante mais interessante do que propriamente o filme em si, o centro negocial domina o filme colocando para segundo plano o lado das personagens que ate nos parecem que poderiam ser bem potenciadas já que nos parece que são bem introduzidas, mas uma abordagem simples sobre números normalmente não conduzem a grandes filmes e este Gold nunca consegue ser.
A espaços tenta ganhar alguma irreverencia na forma como é filmado, mas rapidamente cai outra vez no lado descritivo, e mesmo a formula de temporalmente ser partilhada com avanços e recuos parece-me claramente nem sempre potenciar o centro de acçao do filme, ficando com a ideia que o filme perde por se levar a si demasiado serio.
A historia fala de um negociante de ouro, que caido em desgraça acaba por em conjunto com um geologo explorar uma mina na indonesia que vai alterar por completo o resultado da sua empresa e encaminha-lo para outras divisoes de negocio com os seus lucros e perigos.
Em termos de argumento o filme tem uma boa premissa mais que tudo porque se trata de um filme inspirado em eventos reais. As personagens até têm conteudo mas o tom do filme a falta de qualidade nas especificações do argumento acabam por tornar tudo algo massudo e pesado e raramento emocionalmente proximo do espetador.
Stephen gaghan não realizava há onze anos desde Syriana, um filme que também na altura não me tinha convencido pese embora o resultado critico seja melhor. A abordagem a parecida na forma como da primazia as mudanças de look dos protagonistas e mais que isso na imagem pouco trabalhada. Mas parece-me que em nenhum dos dois filmes temos qualquer obra prima.
No cast é normal nos dias de hoje um filme chamar a atenção da sua interpretação pelas mudanças fisicas do seu protagonista. McConaughey tem mais uma vez uma altração de pele chamativa mas a força da personagem e da interpretação não vai muito mais além. É um actor em boa forma que consegue momentos intensos mas pouco mais que isso. Nos secundários qualidade de interpretes em personagens simples.

O melhor – A industria do Ouro é um tema novo

O pior – O filme deveria ter tido uma abordagem mais descontraida


Avaliação - C

Friday, February 17, 2017

20 Th Century Women

Um filme sobre mulheres em diversas fases, assim foi apresentado este filme que rapidamente encontrou uma boa receção critica nos diferentes festivais onde foi sendo visualizado o que conduziu a que o filme passasse a constar na lista de possíveis oscarizaveis pese embora no final da corrida apenas o argumento tenha obtido a nomeação. Em termos comerciais o resultado foi o possível num filme claramente com uma vertenta independente para minorias, mas que ao mesmo tempo figurou durante o periodo inicial nas listas de possiveis candidatos aos oscares.
Sobre o filme a expetiativa que eu tinha sobre o mesmo era a de um filme que se debruçasse sobre a força e conquistas das mulheres num período onde os seus direitos ainda eram recentes. Contudo o filme não vai por esse caminho, conduzido muito por escolhas de personagens que mais que mulheres são pessoas invulgares, o que coloca o filme num patamar demasiado paralelo com alguma generalidade ou filosofia que o filme poderia assumir. Este facto faz que a experiência cinematografia tenha bons momentos quer em termos de argumento e realização, mas que no geral nos pareça pouco.
A opção por um filme demasiado intlectual e pouco cru, tentando enquadrar uma relação ambigua de um adolescente com as mulheres da sua vida em diferentes prespetivas acaba por não ter grande repercussão no espetador, tirando ao filme uma dimensão e um significado que poderia ter caso quisesse ser mais unanime, mais filmado para o grande publico.
O problema maior do filme é a sua aplicação global, ou seja, parece que um filme que a determinada altura e mesmo encontrado um espaço interessante e um tema capaz acaba por se preocupar mais em ser diferente do que ser forte narrativa e emocionalmente. Isto sem no entanto nunca deixar de sublinhar que se trata de um filme com bons momentos nos diversos aspetos que compoem o filme.
A historia fala de um adolescente e a relação que vai criando com uma progenitora com uma estratégia de ensino invulgar, com uma hospede de sua casa que lhe dará a amizade, e com o seu grande amor que apenas o vê como melhor amigo.
No arguemento o aspeto mais premiado do filme, podemos dizer que a historia de base tem objetivos fortes que nem sempre são concretizados porque o filme tenta ser mais literario, mais diferenciado do que forte, do que fazer sublinhar uma mensagem global. neste aspeto pesa personagens demasiado excentricas que permitem bons dialogos mas que tem dificuldade em fazer passar uma ideia forte.
Mike Mills tem aqui um trabalho mais arrojado do que os seus anteriores, quer pelo tradicionalismo da realização mas mais que isso pela forma como tenta dar alguma assinatura em alguns momentos. Nao me parece tão eficaz na definição temporal e espacial do filme, e em grande na escolha e definição dos momentos para utilizar banda sonora.
No cast muitos pensaram que Benning conseguiria aqui o oscar que lhe foi fugindo ao longo da carreira. O papel é intenso mas penso que sofre pela personagem ser demasiado afastada do publico não criando empatia com o mesmo. Nos secundarios Fanning e Grewing acabam por ser mais do mesmo nas suas carreiras.

O melhor - Alguns dialogos

O pior - A diferenciação por si só das personagens

Avaliação - C+

Thursday, February 16, 2017

Sing

Depois do estrondoso sucesso que se tornou quer Despicable Me, mas principalmente Minions, a Ilumination tornou-se numa das produtoras de maior sucesso em termos de animação, pelo que os seus filmes já ganham por si so uma outra dimensão assinalável. EM periodo de natal surgiu este filme sobre música e sobre os programas de talentos, que chamou a atenção por colocar alguns dos actores famosos de hollywood a cantar. O resultado foi interessante principalmente comercialmente com resultados muito fortes mesmo para a animação. Criticamente alguma mediania, que mesmo assim possibilitou que o filme fosse nomeado para o globo de ouro da especialidade falhando contudo a nomeação ao oscar.
A forma como a produtora analisa os seus filme é tornando o acessório muito mais rapido do que o essencial narrativo. Ou seja temos mais uma vez um filme de animação que é mais forte nos detalhes do propriamente na historia simples e pouco original, acabando por as vozes e os momentos musicais serem o grande plano do filme. Por este facto tenho alguma dificuldade em achar este filme uma das mais valias de animação do ano, mesmo que seja facil o considerar como um interessante objeto de entertenimento.
Tambem em termos produtivos temos um filme trabalhado, a sequuência de inundação do teatro já nos mostra uma Ilumination com tecnologia de ponta e mais que isso com capacidade de arriscar, os detalhes do próprio teatro, mas mesmo assim parece um filme que ainda necessita de grandes figuras para se fazer vender algo que os maiores já acabam por não necessitar.
Em resumo um filme de animação que cumpre os seus objetivos, mesmo sem a qualidade ou excelência com que outros filmes conseguem juntar todos os elementos de entertenimento com uma mensagem significativa e uma abordagem criativa. Aqui temos claramente um filme mais simples, com uma historia mais corriqueira, com musica atual de forma a possibilitar 90 minutos de simples animação.
A historia fala de um produtor de teatro na falencia que tenta recuperar o seu espaço com um concurso de vozes, que tem promete um valor inexistente, contudo uma serie de peripecias vai conduzir a um desastre muito maior do que nao ter o valor do premio.
Em termos de argumento parece-me que na base já encontramos abordagens mais diferentes ou guiões mais originais, aqui parece que a historia do filme não tenta grande humor, optando por uma abordagem mais tradicional e emotiva. O filme centra muito nos seus momentos musicais, mesmo assim parece-me um argumento que cumpre o minimo.
Na produção como anteriormente dissemos já temos mais dimensão e risco na forma como a Ilumination detalha os seus filmes, aproximando-se das maiores que contudo principalmente na construção das personagens continua a ser substancialmente melhor.
No cast de vozes, um autentico luxo, com bom destaque para os excelentes dotes vocais de WItherspoon e Johansson. Matthew encaixa bem no perfil do prottagonista, num filme que acaba por ganhar vida com estas escolhas.

O melhor - Alguns momentos musicais de algumas personagens

O pior - A abordagem podia ser mais elaborada

Avaliação - B-

Tuesday, February 14, 2017

The Separation

O cinema como fenomeno global consegue ao longo do tempo criar figuras de montra sem que as mesmas muitas vezes se desloquem para grandes metropoles do cinema. Um desses casos é o realizador iraniano Asghar Farhadi, que depois de surpreender o mundo do cinema com a sua separação que lhe rendeu não so o oscar de melhor filme estrangeiro mas também a nomeação para melhor argumento e colocou a atenção do mundo do cinema em si. Em 2016, novamente num drama familiar voltou a ter em si bons resultados criticos capazes de o conduzir a uma nova nomeação para melhor filme estrangeiro. Em termos comerciais existe sempre alguma resistencia a filmes desta proveniencia, mesmo assim quase que atingiu a mitica marca do milhão o que é sem sombra de duvidas muito interessante.
Eu confesso que tenho dificuldade em considerar os filmes do realizador uma obra prima, certo que é dificil realizar no Irão, é dificil se expressar em determinados contextos, mas penso que muito dos valores que se dá aos filmes de paises menos comuns, é pelo desconhecido por eles nos darem uma nova forma de vida, ou mais que isso nos tentar dar uma mensagem de esperança em contextos nem sempre tão pacificos. mas isso na minha opinião não depende daquilo que o filme nos trás, mas mais que isso da expetativa que temos como se fosse alguma superioridade interinseca que acaba por não ter muito fundamento. Por isso como já aconteceu noutros filmes do realizador, acho o resultado competente, mas penso que o mesmo filme realizado da mesma forma nos EUA nunca seria um filme com grande valorização.
Mesmo assim o filme tem alguns pontos que me parecem funcionais o paralelismo entre a atuação teatral e a vida real, interessante, metaforica, e alias o grande ponto de destaque e o lado mais criativo de um filme que grande parte do seu tempo acaba por ser filmar o dia a dia de um casal em reação a um acontecimento traumático, seguindo os diferentes contextos de vida do protagonista.
Mesmo assim e principalmente empolgado pelo conflito mantido atualmente com Donald Trump é um filme mais competente do que espetacular, é daquelas obras que gostamos de ver mais pela novidade de nos dar novos contextos culturais e de vida do que propriamente pela eloquência ou brilhantismo de uma historia de base igual a tantas outras.
A historia fala de um casal de atores que apos a possibilidade de derrocada do apartamento onde residem, acabam por se dirigir para uma nova casa, até ao momento em que a mulher acaba por ser quase violada por um individuo que pensava estar com a anterior inquilina, prostituta de profissão.
Em termos de argumento o filme parece-nos algo limitado naquilo que o mesmo pode significar, o que acaba por ser mais potenciado nos sentimentos escondidos que muitos gostam de relevar e que aqui estão bem caracterizados. De resto penso que os pontos culturais voltam a ser o mais diferenciadores do filme.
A realização tem uma assinatura muito propria de movimento com as personagens algo que Farhadi já tinha feito nos seus filmes anteriores. Parece-me a escolha acertada para o contexto onde filme, mas penso que a sua aura não seria tão forte se já tivesse sido adotado pela industria mais global.
No cast o recurso a atores do Irão acaba por ser condição necessária e em termos interpretativos todos conseguem conduzir o filme para as suas necessidades, mesmo algumas delas exigentes em termos interpretativos. A mais valia do realizador nos ultimos anos foi potenciar um grande numero de actores competentes e intensos daquele pais para a comunidade mais global.

O melhor - A forma como estabelece o paralelismo teatro realidade.

O pior - Penso que muitas vezes se conduz filmes por serem de mercados menos comum, para patamares que eles podem não ter.

Avaliação - B-

Monday, February 13, 2017

Shut In

Quando uma actriz de primeira linha como Naomi Watts se junta a uma das maiores revelações do ano passado, como o pequeno Jacob Tremblay, e uma das revelações da televisão deste ano, concretamente Charlie Heaton, as previsões seriam sempre as melhores, mesmo num genero sempre complicado como o terror. Dai que o mundo ficou surpreendido quando este filme obteve algumas das piores criticas do ano, conseguindo mesmo com que Watts conseguisse a nomeaçao indesejada para o Razzie. Em termos comerciais outro desastre completo com o filme a não conseguir chegar em termos domesticos a curta marca de 10 milhões.
O terror é sempre um genero complicado, onde é necessário desde logo assumir uma escolha entre o sobrenatural e algo que pode na realidade acontecer. O filme fica a meio caminho, porque escolhe a segunda via, contudo não tem nunca a coerencia para o sustentar acabando por se tornar uma narrativa sem qualquer tipo de possibilidade de ocorrer, e mais que isso sem grande sentido, mesmo que tente introduzir o tema do complexo de edipo, o filme é sempre muito pouco coerente em termos internos e isso acaba por ser um dos piores defeitos que um filme pode ter.
Por outro lado é um filme que desiste muito rapido na intriga narrativa a meia hora do fim, o filme desiste de ter algo de novo ou ter historia limitando-se a uma sequencia de seguimento interminavel, repetitiva e cansativa que acaba por reduzir em termos totais o filme a uma hora circundante onde nada e explorado como a relação central entre a personagem de Watts e Tremblay, que no desenvolvimento do filme necessita de uma coesão que nunca percebemos a razão.
Enfim os erros do filme são tantos em termos de como fazer um filme seja ele de que genero for, que a unica questão que fazemos sucessivamente e o que Naomi Watts viu nesta historia para aceitar protagonizar um filme que mesmo comparado com os filmes de adolescentes de terror fica a perder na maioria dos casos.
A historia fala de uma psicologa que depois da morte do marido num acidente de viação fica com o filho deste, tetrapelegico a cargo, manifestando dificuldades em conciliar os cuidados do mesmo com a sua profissão. Tudo fica pior quando um seu cliente menor desaparece após aparecer em sua casa.
Em termos de argumento o filme até poderia ter uma historia basica e funcional em termos de terror, mas e muito pouco potenciada no filme. Parece que existe ansiedade em conduzir o filme para o seu fim, para o seu climax, que se prolonga sem grande sentido, tornando o filme totalmente vazio em todos os aspetos.
Na realização Farren Blackburn, mais um novato oriundo da televisão ficara conhecido por desaproveitar talento num filme sem sentido, e mesmo em termos de realização demasiado escuro tirando muitas vezes a percepção do espetador do que realmente está a ocorrer.
No cast, Watts tem o papel que qualquer adolescente do meio da tabela poderia ter num filme de terror serie B, não tem espaço para dar algo de mais ao filme, e acaba por ser totalmente suprimida pela falta de qualidade do filme. Heaton acaba por ser o unico que tem alguns bons momentos na sua dualidade que já exprimentara em Stranger Things. Tremblay é totalmente inexistente no filme

O melhor – Heaton

O pior – A incapacidade do filme pensar que a sua narrativa pode funcionar e conduz o filme para o seu climax interminável


Avaliação - D

Sunday, February 12, 2017

Boo! A Madea Halloween

Tyler Perry deve todo o seu sucesso enquanto actor, argumentista e realizador a figura de Madea, o seu lado feminino como idosa, conquistou com as suas convicções o publico afro americano dos Eua e tornou-se numa das personagens mais conceituadas e ao mesmo tempo mais criticadas do cinema. Contudo sempre que tem tempo e principalmente quer ganhar dinheiro Perry regressa a sua personagem com os filmes tematicos. Como os seus antecessores novamente o resultado critico foi um desastre conseguindo diversas nomeaçoes para os miticos Razzies Awards. Comercialmente Perry conseguiu melhor que nunca os seus objetivos que dão este sabor agridoce, mas enche os bolsos do seu criador.
Sobre o filme eu confesso que é demasiado sem sentido e algo irritante as personages de Tyler Perry, ate pode ter algum momento em que o filme funcione em termos de piada, mas na essencia são filmes pouco interessantes, muito na onda das comedias imbecis dos anos 90 e 2000 com o proposito unico de ganhar dinheiro e muitas sem grande cabeça na sua estruta.
E este é o filme que vive da sua personagem e das suas caracteristicas, nisto o filme não tem nada de novo, o lado violento e intransigente de Madea tem como alvo uma sobrinha adolescente e os seus adolescentes com o tipico humor comum de um grupo de idosos irreverentes, com um humor fisico, muito naquilo que Eddie Murphy fazia melhor que ninguem entre os anos 80 e 90, mas sem um terço da graça.
Por tudo isto e dificil perceber o sucesso de Tyler Perry comercialmente com este filme sem sentido, principalmente porque mesmo em humor afro americano actores como Hart consegue fazer muito mais e ter um humor muito mais natural e atual, o que é certo é que com este resultado a Madea ira regressar num contexto qualquer, para mais uma repetiçao dos seus episodios.
A historia fala de Madea e os seus amigos, que são chamados à casa de um irmão para tomar conta da sua sobrinha com os metodos já conhecidos. Tudo fica pior quando a mesma sai de casa para ir para uma festa da universidade de halloween.
Em termos de argumento os filme são na base pouco trabalhados, basicamente o objetivo e fazer render o peixe de um filme pensado para Madea e as suas caracteristicas e para tentar ser engraçado, nem sempre o consegue ser e o filme como é demasiado dependente disso acaba por ser demasiado sem sentido.
Como realizador Tyler Perry e o tipico autor de comedias de domingo a tarde, dando primazia aos interpretes sendo que a sua camuflagem como actor é pouco interessante do ponto de vista produtivo. Contudo penso que funciona melhor em comedia do que na novela que faz quando tenta outros generos.
Como cast um filme vazio dependente da forma como Tyler constroi a sua personagem basilar, eu pessoalmente não sou grande adepto, mas não podemos dizer que não funciona nesse objetivo. No restante Perry e um actor com claras dificuldades que se denota em papeis mais comuns.

O melhor – Apesar de tudo, em alguns momentos a Madea tem mais graça de que tudo o resto que Perry faz.

O pior – A forma como se gasta um conceito até à exaustão sem trazer nada de novo


Avaliação - D+

Eloise

Os primeiros meses do ano são normalmente aproveitados para os filmes de terror, sejam eles de estudios maiores ou menores. Nos mais pequenos um dos filmes que viu a luz do dia foi este Eloise, sobre o conhecido hospital psiquiatrico de tecnicas no minimo invulgar que desapareceu há mais de trinta anos consumido pelas chamas. Como a maior parte dos filmes de terror de baixo custo o resultado critico foi um total desastre e comercialmente a falta de figuras de uma primeira linha acabou por o condenar a quase uma total inexistência.
Sobre o filme, o terror é sempre um terreno interessante para ex figuras da televisão que não conseguiram espaço no cinema fazer carreira. Este é o tipico filme de qualidade nula, de uma produtora de baixo custo que tenta fazer terror sem conseguir, E os problemas começam longo no ponto basico do genero, ou seja a capacidade do filme impressionar ou assustar os seus espetadores e simplesmente inexistente, o que de imediato condiciona todo o tipo de impacto do filme junto de quem o assiste.
Mas o problema do filme não reside apenas neste defeito, em termos narrativos, tem algumas das personagens mais esteriotipadas e desinteressantes que há memoria, como o irritante Scott, e um paralelismo de realidade que tem tanto de absurdo como sem sentido, tornando o filme mais que tudo num emaranhado de situações sem ligação, sem climax e basicamente sem qualquer interesse.
Se o terror de primeira linha já ele tem dificuldade em nos dar obras no minimo diferentes ou mesmo funcionais muito mais dificil e o terror de baixo curso que sao em doses elevadissimas, de filmes que rapidamente desaparecem do imaginario dos espetadores. Fica mais um registo e pouco mais de um cinema cada vez mais exigente mesmo para filmes serie B
A historia fala de quatro conhecidos que se deslocam para as ruinas de um hospital psiquiatrico entretanto consumido pelas chamas de forma a tentar encontrar a certidão de morte da tia de um deles de forma a poder amealhar 1,2 milhões de dolares, contudo naquele espaço está ainda bem vivas algumas memorias.
Em termos de argumento, o que poderia ser um simples filme de terror, com a velha tecnica das almas do passado, torna-se num paralelismo de realidades sem força e muitas vezes demasiado absurda. Mas o pior de tudo são personagens que mais que limitadas e inexistentes na sua história sao irritantes em toda a extensão do filme.
Na realização Robert Legato tem aqui a sua primeira experiencia na setima arte na realizaçao depois de alguns trabalhos na televisao em series de algum sucesso. O filme e um autentico floop mesmo neste ponto, sendo a tentativa de realizaçao em cepia algo absolutamente primario.
No cast um conjunto de actores fora de forma, e que se limitam a marcar presença em filmes serie B, sendo este filme e os seus desempenhous justificativo da carreira que nunca chegaram a ter.

O melhor – Ter menos de 90 minutos

O pior – Ainda alguem pensar que um registo destes pode funcionar


Avaliação - D-

Saturday, February 11, 2017

Patriot's Day

Peter Berg é um dos realizadores atualmente mais nacionalistas dos EUA, e mais que isso um dos realizadores mais ativos, sendo que lançou dois filmes em pouco tempo com o mesmo protagonista Mark Whalbergh disposto a homenagiar diversas classes profissionais. Neste segundo filme aparentemente o com mais objetivos de premios a homenagem surgiu para os policias que estiveram envolvidos no ataque terrorista da maratona de Boston. Criticamente as avaliações essencialmente positivas foram incapazes de lançar o filme na corrida, onde apenas foi mencionado no top 10 do National Board Review. Em termos comerciais, um resultado moderado em face do lançamento em final de ano sempre complicado com muitas opções.
Eu confesso que este ano existiram demasiados filmes que glorificam o espirito de combate americano e de propaganda patriota, mas poucos de uma forma tão declarada como este. E nessa propaganda o filme tem todos os elementos de uma comicio americano de louvar aos seus e acima de tudo de guerra ao terrorismo, algo que poderia ser um panfleto republicano, com as doses necessarias de lado emotivo e lamechas que estes filmes tem, mas que acabam por lhe tirar alguma seriedade principalmente nos dialogos, quando se propoem a retratar um facto real.
Se este e talvez o maior difeito do filme, em termos tecnicos e de realização o filme é de primeira linha, a forma como o filme consegue efetuar o paralelismo com as imagens reais, muitas delas ainda na memoria de todos nos. A forma como é filmada a sequencia das explosões, e do primeiro calibre e denota a boa forma de Peter Berg em ser realista em situações de procução nem sempre facil.
Assim no filme, e pese embora seja daqueles filmes emotivos e com significados que todos gostamos, com o tipico cliche das figuras reais darem no final o seu testemunha e engrandecer o espirito americano, parece-me claramente exagerado a forma como o filme cai em cliches de propaganda patriota, sublinhando aqui estão os bons e tudo o resto é claramente menor. Mesmo que é sempre bom homenagear classes de bem comum.
A historia fala de toda a operação policial que incidiu e respondeu ao atentado terrorista na maratona de Boston que matou tres pessoas. O filme centra-se na operação policial que levou a captura dos seus autores.
Em termos de argumento para alem daquilo que é conhecido da historia em si, o filme não arrisca demasiado na construção do complemento indo sempre pelo caminho mais facil e emotivo. Podemos dizer que em termos daquilo que o filme se aproxima do espetador acaba por ser uma boa opção mas sem o impulso para mais outros voos.
Na realização Berg tem momentos de primeiro nivel na facilidade com que consegue recriar imagens de situações que tão na nossa memoria com um rigor impressionante. Berg tem o melhor do filme, mesmo que por vezes no tema e no teor me pareça com dificuldade de sair de alguma redundancia.
No cast o filme não exige muitos dos seus actores, já que as personagens são extremamente secundarias no desenvolvimento do filme, dando primazia ao acontecimento em si. Whalberg no lado rebelde funciona sempre, e os restante estão em nivel normativo para cumprir num filme pouco exigente neste ambito.

O melhor – A realização na sequencia das explosões.

O pior – O patriotismo quase trumpiano


Avaliação - C+

Underworld: Blood Wars

Underworld é daquelas sagas que pese embora nunca tenha sido um sucesso os seus filmes, produções não muito caras vão sendo rentabilizadas dai quea estreia do franchising acaba por ser apostas naturais da produtora. Este ano surgiu na primeira semana do mês o quinto capitulo que mais uma vez colecionou avaliações bastante negativas, das piores da saga e comercialmente, o resultado habitual mesmo sendo estreado no sempre complicado mês de Janeiro.
Eu considero esta saga uma das mais vazias que neste momento esta no ativo em hollywood um pouco a semelhança de Residen Evil que tambem viu no mês de Janeiro de 2017 novo capitulo ver a luz do dia. Neste filme mais do mesmo, ou seja dois lados, a personagem central no meio, agora com um aliado mais novo e batalhas interminaveis sem grande, ou mesmo nenhum conteudo narrativo, em argumento de duas ou três paginas e efeitos de uma segunda linha. Ou seja este é o filme esperado para um franchising de baixa qualidade quase sempre repetitivo de filme para filme que se tornou com o tempo um claro filme de serie B.
Alias neste filme somos introduzidos a um clã que basicamente o filme se esquece por completo de introduzir sabemos algumas das historias do seu passado mas não percebemos os seus objetivos, e mesmo alguns pontos referidos no filme sao esquecidos no minuto seguinte para fazer as sequencias de acção funcionar, mesmo estas muitas vezes sem grande norte ou espetacularidade, sobrando apenas o sangue, mas isso é obvio sendo um filme de vampiros.
Ou seja sendo um franchising que já os filmes anteriores estavam longe de ter qualidadeé facil percebem que em termos de densidade narrativa este acaba facilmente por ser o pior, o menos trabalhado, aquele que o unico objetivo e amealhar mais um milhoes de euro a um filme gasto, mas que faz sobreviver ainda aqueles que gostam de lycans e de vampiros, mas que demonstra que alguns estudios e algumas historias a ideias que já não eram muitas esgotaram-se por completo.
A historia continua a seguir Selene, agora abandondada da sua raça por traiçao, apenas unida com David, que acaba por perceber a emergencia de uma outra guerra entre especies já que os vampiros tem no comando uma terrivel discipula do antecessor. Começando uma guerra com o fundamente de paz.
O argumento é um vazio total, as novas personagens não tem inicio, as já existentes são o que já conheciamos, em termos de dialogos ou estrutura narrativa o filme atalha para batalhas interminaveis, ou seja pouco ou nenhum argumento o filme tem.
Len Wiseman abandonou a realizaçao entregando-a a Anna Foerster uma ex colaboradora de Roland Emmerich, habituada a estar em grandes produçoes mas noutros papeis, aqui mais do mesmo, planos escuros e pouco brilhantismo nas sequencias de acção, onde o filme poderia ir para outros patameres. Sublinha-se contudo que não é facil brilhar em filmes destes.
No cast nada de novo Beckinsale faz carreira com esta simples personagem, Theo James, nas suas dificuldades e limitações e o companheiro ideal numa composição tambem ela limitada, e a escolha de Tobias Menzies como vilão denota a pouca ambiçao do filme.

O melhor – Hora e meia de cinema rapido.

O pior – Ir no quinto capitulo de uma saga que nunca foi competente

Avaliação - D


Friday, February 10, 2017

Miss Sloane

Desde o momento em surpreendeu o mundo com a sua paixão de Shakespeare, um dos vencedores mais polemicos dos oscares John Madden nunca mais conseguiu sequer entrar na luta pese embora já tenha passado mais de 20 anos e alguns filmes, alguns dos quais com naturais ambições. Este ano este filme foi claramente pensado a entrar nessas disputas mas a morna recepção acabou por lhe retirar todas as possibilidades enquanto filme, e acabou também por condicionar Chastain com mais possibilidades e que ainda conseguiu a nomeação para o globo de ouro falhando o Oscar. Comercialmente e para um filme que ficou aquem do trajeto nos premios podemos considerar o seu resultado apenas como natural
Sobre o filme podemos dizer que o mundo do lobby ganhou outra força em termos de adaptações de cinema e televisão depois do sucesso que é House of Cards, dai que qualquer abordagem neste mundo tem a bitola elevada e grande exigência para conseguir igualar a formula da serie. E nesta compração obvia Miss Sloane é claramente um produto menor, mais sério, mais aborrecido, onde lhe falta sempre algum adocicar na abordagem sempre demasiado rígida e presa aos seus pressupostos. O que acaba por tornar o filme interessante, denso, mas pouco brilhante naquilo que o pode separar de outros filmes igualmente politicos.
É obvio que fazer um filme coeso sobre uma materia tão complexa como esta está longe de ser fácil, e o filme consegue principalmente no jogo mental de parada e resposta. É certo que o filme vive e sobrevive muito por culpa de uma personagem de primeira linha, bem criada e muito bem interpretada que conduzi em determinados momentos o filme para picos de qualidade e intensidade, mas por outro lado penso que o final acaba por ser previsivel, embora os truques de camara o tente dissolver e mais que isso penso que se trata de um filme que em comparação com outros poderá não ter a força interna para se fazer notar.
Mas mesmo assim um bom filme naquilo que poderá ser o desmascarar da forma como se faz politica em muitos lados do globo, num filme com avanços e recuos, com algum arrojo em termos de argumento e de twist, que consegue quase sempre ter um ritmo acelerado. Pode lhe faltar alguns adornos que o levassem para outros parametros, mas naquilo que se propõem parece-me um filme extremamente funcional.
A historia fala de uma responsável pelo Lobby que após mudar de lado, tenta liderar uma campanha contra a legalização de regras de restrição de armas nos EUA, começando uma guerra sem principios morais entre duas empresas com estes objetivos, onde tudo é premitido com o objetivo da vitória.
Em termos de argumento o filme é arrojado na matéria que se propõem a tratar, e acaba por com naturalidade atingir os seus objetivos. Podemos o considerar algo previsivel na sua conclusão, ou pelo menos na revelação central, mas acaba por funcionar muito por culpa de uma boa montagem da personagem central.
John Madden é um realizador mediano que normalmente tem alguns filmes interessantes, aqui parece-me ter uma realização silenciosa, dando o palco à sua protagonista o que acaba por ser uma decisão sensata e que o filme aproveita, já que se trata da mais valia do projeto. Na carreira penso que Madden já sabe que esta numa segunda linha presente de realizadores.
No cast Chastain tem uma prestação de primeira linha, que nos parece não ser suficiente para a nomeação muito por culpa de uma recepção muito morna do filme, já que nos parece que o seu papel tinha todos os elementos para tal objetivo, demonstrando na actriz uma intensidade, presença e arrogância que preenchem o papel e assumem-na como um dos melhores valores femininos do momento. Não existe espaço para mais brilho no cast pese embora o excelente cast de secundarios.

O melhor - Jessica Chastain

O pior - Alguma previsibilidade do final

Avaliação - B

Wednesday, February 08, 2017

Paterson

Jim Jarmusch é há diversos anos um dos realizadores independentes com um cinema de autor mais aperciado pela critica mais tradicionalista. Talvez por isso os seus filmes tenham sempre lugares nos festivais mais consagrados, mesmo não tendo nunca tido um filme com a concretização critica que outros já conseguiram. Este ano e mesmo em cima da linha na corrida aos oscares e novamente sem sucesso surgiu este pequeno filme, que mais uma vez foi bem recebido pela critica, algo que já é marca de agua do realizador, sendo que comercialmente tendo em conta ser um filme claramente de minorias os resultados até foram interessantes.
Sobre o filme, existe uma certeza que Jim Jarmusch não faz filmes para o grande publico apostando sempre no cinema do detalhe, do promenor, no estilo de filme que procura os acasos do dia a dia ou força das personagens. E normalmente este filmes são demasiado soltos, interessantes mas no fim o seu impacto é sempre reduzido, mesmo que ao longo da sua duração nos vá transmitindo algumas emoções e aproximações entre personagens. Aqui temos um filme poetico, que se assume dessa forma, nas coisas simples, e nisso podemos até achar graça, mas não será nada demasiado intenso.
Penso que o filme tem alguns pontos que funcionam bem, mesmo desistindo de uma intriga tipica de um filme comum, que é a relação central, nos silencios e nas diferenças o filme consegue tornar bonito os lados diferentes de cadas personagens sendo o detalhe do preto e branco algo de magnifico na personagem feminina, aquela que da o lado emocional ao filme. E como casal as coisas funcionam pela naturalidade e isso acaba por ser o coração do filme.
Por tudo isto Paterson mesmo tendo os valores que Jim quer dar ao filme, é um filme demasiado simples, demasiado intlectual em vertentes que lhe tiram algum impacto. Os amantes do realizador vão louvar novamente o seu lado representativo, mas não é desta que o filme seja para o grande publico, ou mais que isso não é desta que o filme passe a ser mais que um bom momento.
A historia fala de um condutor de autocarros, com uma veia poetica que ao longo de uma semana vai registando o seu dia a dia em poemas num livro, enquanto a sua namorada se aplica em diversas artes.
O argumento é solto, é daqueles filmes que considero sempre faceis de fazer, pois não tem um climax, não tem um centro narrativo, limitando-se ao dia a dia. E mesmo que estes pontos ate nos deem cenas interessantes parece mais facil o fazer do que um filme mais comum, e por isso mesmo com bons detalhes parece-me um argumento mais facil.
Na realização Jim como sempre o faz da o filme as personagens e as ligações entre elas, consegue excelentes momentos a dois no casal, mas parece-me que comparativamente com o nome que já tem, poderia ter algo mais seu como assinatura.
No cast Adam Driver dá ao filme o lado simples que o filme necessita, o lado introvertido da personagem que acaba por servir os objetivos do filme, sendo mais ajudado pela sua colega de cast, Farahani, que preenche melhor os momentos romaticos

O melhor – Os momentos simples de um casal aparentemente bem conjugado

O pior – Jim ainda distancia demasiado os filmes da forma comum


Avaliação - C+

Sunday, February 05, 2017

The Edge of Seventeen

Muitos perguntam ocasionalmente como é que um filme para adolescentes, ou melhor sobre a adolescência no tipico clima de filme de liceu consegue integrar algumas listas de melhores filmes do ano. Pois bem este filme produzido por James L Brooks conseguiu essa proeza de reunir um sucesso critico surpreendende para muitos com excelente avaliações. Comercialmente para o filme com uma expansão curta ate podemos dizer que os resultados foram consideráveis.
Sobre o filme quando um filme até pode ter objetivos curtos, ser algo previsivel no processo da narrativa central, mas preenche tudo isto com dialogos cómicos e de primeira linha, expressando com criatividade tudo o que significa as crises de uma adolescência, tem que resultar no louvor claro de um dos mais refrescantes e engraçados filmes do presente ano. É ao mesmo tempo um filme que consegue ter graça, sentido de humor, e tocar em diversos elementos da adolescencia quer em termos de conflitos quer em termos de interesses, conseguindo uma quimica imponente entre personagens e que faz deste filme sem duvida uma das melhores comedias do presente ano.
Muitos podem dizer mas claro que é um tipico filme de adolescentes, e ai eu concordo na base narrativa do filme não temos nada de particularmente diferenciador, no que diz respeito à base e ao destino das personagens, mas todo o processo faz o filme cumprir os seus objetivos com qualidade principalmente o de enterter e mais que isso nos dar excelentes e subtis momentos de humor simples, mas muito funcionais.
Isto é que um filme comedia deve ter, se bem que pouco abrangente para o tornar um filme de culto para o futuro, este é dos tais filmes que deveriam ser analisados como o funcionamento de um bom argumento, aquele que consegue tirar o maximo proveito da historia, dando-lhe o que realmente pode diferenciar, que são os momentos a momentos, e fica registado principalmente porque as nossas expetativas neste tipo de filmes nunca são de primeira linha.
A historia fala de uma jovem de dezassete anos, anti social, e com uma unica amiga, que entra em depressão depois desta começar a namorar com o seu irmão, o seu oposto, tentando ai encontrar uma nova forma de vida.
Em termos de argumento pese embora seja a historia conhecida da anti social, que se torna popular, podemos sublinhar que o trabalho dos dialogos do filme e dos momentos humoristicos funciona em pleno, tornando este arguemnto num dos mais vistosos do presente ano, principalmente assumindo uma historia de base algo rudimentar. O unico senão a fase final poderia e deveria ser mais gradual.
A realização de um filme de adolescentes não é normalmente muito dificil, mas aqui a estreante Kelly Fremon Craig tem optimos momentos como a sequencia final no cinema, um ou outro ponto em que destaca as qualidades interpretativas da sua protagonista. Um optimo primeiro filme que nos deixa agua na boca para os seguintes principalmente porque tambem o escreveu.
No cast a escolha da jovem Steinfeld é brutal, uma interpretação de mão cheia, exigente, nos quais demonstra todos os seus recursos que fazem delas uma das figuras principais da proxima geração. Tem momentos dramaticos funciona como comédia, enfim, merecia mais antenção nos prémios principalmente comparada com outras nomeadas, mas já sabemos a forma como as academias veem a comedia. Nos secundarios excelentes prestações de Harrelson, poucos como ele funcionam tão bem em papeis dicotomicos, também me parece ser um actor que já merecia algum reconhecimento e Sedgwick, no papel de mão em desespero.

O melhor – A possibilidade de fazer um grande filme com um argumento tão simples.

O pior – O final deveria ser uma transformação mais gradual


Avaliação - B+

Saturday, February 04, 2017

Moonlight

Desde as primeiras visualizações em alguns festivais que este pequeno filme se tornou na sensação critica de 2016, com avaliações quase unanimes como há muito não se viam e que tornou um pequeno projeto num dos mais serios candidatos aos oscares e mais que isso o melhor filme dramatico nos globos de ouro. Comercialmente tendo em conta os objetivos iniciais do filme e muito potenciado pela corrida aos premios o filme foi muito mais alem do que realmente alguma vez poderia esperar.
Eu confesso que tinha muita expetativa num filme que reuniu tanto entusiasmo critico, talvez por isso quando sai do cinema fiquei com o sentido que algo mais o filme tinha que ter para tanta unanimidade, e mesmo agora que escrevo a critica e mesmo percebendo a dimensão de um tema quase nunca abalado. A coragem do filme em tentar quebrar alguns tabus, um filme com boas sequencias e quase sempre bem realizado, mas acima de tudo um filme que pesca muito daquilo que foi efetuado noutros filmes principalmente Boyhood, e nisso confesso que estava a espera de mais especiarias diferenciadoras.
Claro que pode-se sempre dizer que o filme e silencioso como a vida do seu personagem naquilo que esperam dele e aquilo que é, essa dicotomia e bem trabalhada no filme, que é mais do que qualquer coisa o assumir de uma vontade contra tudo, e nisso o filme é corajoso, penso é que mesmo trantando de uma forma emocional o tema, o filme poderia ir mais longe, ser mais longo trabalhar mais a relação com Juan, parece sempre um filme demasiado introspetivo para ser uma obra, prima que acabou por ser na maioria nas analises.
Por isso para mim Moonlight é um filme competente sobre um tema interessante, debruçado principalmente em filmes mais independentes mas que se deixa adormecer nos seus silêncios, um filme que poderia ser mais obejtivo na emoção e menos generalista, é um dos bons filmes do ano mas tenho duvidas que seja dos melhores.
A historia fala de um jovem introvertido nascido num bairro social de Miami, que tem de crescer no meio de marginais com caracteristicas pessoais muito proprias. O filme demosntra tres fases da sua vida com identidade diferentes.
Em termos de argumento é obvio que a historia que o filme traça é corajosa e significativa, mas tambem me parece que outros filmes já trabalharam sobre isto, principalmente Boyhood, temos algumas diferenças e termos acima de tudo uma forma diferente contextual de abordar o filme, mas na essencia não temos assim um impacto tão grande.
Jenkins tem uma boa realização, principalmente por conseguir dar um lado poetico as cenas e marcar as mesmas, e é muito nos detalhes que o filme vai ganhando mais valor, sendo a realização um desses pontos.
No cast por muito que os louros tenham ido para Ali, por motivos que ate agora desconheço, pese embora goste dele como actor, é Harris quem brilha mais, tem o não so o melhor papel como a melhor execução. No que diz respeito as figuras principais, o lado mais dificil vai para Hibbert mas que acaba por ser o que mais impacto acaba por ter.

O melhor – A realização.

O pior – Parecer demasiado Boyhood com traços da vida de adelle.

Avaliação - B

Friday, February 03, 2017

Trespass Against Us

O cinema britânico independente tem nos últimos anos ganho uma capacidade de chamar a alguns dos seus projectos actores de uma primeira linha em termos mundiais. Neste filme conseguiu chamar para protagonista um Michael Fassbender em boa forma de carreira, contudo o filme acabou por ter algumas dificuldades naquilo que seria aparentemente mais fácil que foi nas avaliações criticas extremamente medianas que acabou por não dar ao filme qualquer impacto. Comercialmente apenas conseguiu ser lançado nos EUA em Janeiro percebendo-se bem a pouca ou nenhuma expectativa em torno deste protejo.
Sobre o filme eu confesso que por vezes penso que os entusiastas do cinema independente britanico devem pensar um pouco das razões e motivações dos seus filmes. Eu até consigo perceber e achar alguma graça a caracterização deste tipo de comunidades e nisso o filme acaba por ter algum rigor entrando mesmo naquilo que elas representam e na interacção entre elas. O que penso que o filme não consegue é criar uma intriga com coerência para fazer um filme existir para alem da simples curiosidade descritiva e nisso podemos desde logo imaginar que se trata de um defeito assumido.
Também moralmente parece-me um filme com algumas dificuldades de coerência colocando muitas vezes ato criminais como uma espécie de forma cultural de vida, e nesse ponto eu tenho muitas dificuldades em compreender na essência aquilo que o filme acaba por transmitir na realidade. Ficamos muito dos minutos do filme confusos naquilo que o filme vai abraçar como a narrativa central, ficando no final com a opinião que tudo não tem grande propósito.
Mas é óbvio que nem tudo é negativo num filme com um bom cast e algumas boas interpretações, mesmo assim penso que no final o balanço é mais negativo no filme nem que seja pela expectativa de um filme com tão bons interpretes deveria ter um resultado pelo menos mais substancial.
O filme fala-nos de uma comunidade que reside em caravanas que têm uma filosofia própria de comunidade muitas vezes com valores distintos da sociedade em geral. O filme fala sobre o ajuste familiar de uma família ali englobada enquanto tenta dar educação aos filhos, que acabam por observar a antítese entre os valores a serem incutidos e os que estão enraizados.
Eu confesso que na minha opinião o problema do filme reside nos princípios morais e mesmo nas escolhas de um argumento confuso, por vezes pouco coerente e objectivo na definição das suas personagens, nunca permitindo por outro lado que os diálogos por si só conduzam o filme para outros patamares.
Adam Smith é um realizador oriundo do mundo da música que aqui tem uma realização típica do cinema independente, muitos movimentos da câmara, primazia aos interpretes e definições simples, de um filme que pode não ter grandes meios. Penso que não é neste parâmetro que o filme tem dificuldades pese embora também não o potencie.
No cast, Fassbender é um dos actores em melhor forma do momento quer pelos recursos interpretativos quer por alguma versatilidade que vai entregando às suas construções. Aqui tem uma personagem interessante, bem interpretada que padece de um filme que a contextualiza mal, o mesmo podemos dizer para o quase sempre competente Brandon Gleeson.

O melhor - O cast

O pior - Ser um filme que se perde em dicotomias
morais

Avaliação - C-

Tuesday, January 31, 2017

Billy Lynn's Long Halftime Walk

Ang Lee é sem sombra de dúvidas um dos mais creativos e respeitados realizadores da atualidade, e confirmar este facto temos os dois oscares ganhos num passado próximo. Por este mesmo motivo cada filme por si lançado é um acontecimento e principalmente um candidato quando a sua estreia se encontra no final de um ano. Mas este não foi o seu ano, desde as suas primeiras exibições se percebeu que este filme não tinha entrado no gosto dos criticos com avaliações muito medianas para um filme com qualquer tipo de ambição. Talvez por isto mas também por algumas dificuldades de distribuição o filme traduziu-se ainda num rotundo floop comercial, o que o tornou numa das grandes decepções da corrida aos oscares deste ano, não tendo inclusivamente conseguido qualquer nomeação.
Sobre o filme, eu confesso que depois das primeiras criticas pensei que o filme não teria o dedo de Ang Lee, mas rapidamente percebi que o filme tem isso, prinicipalmente na qualidade das imagens que o filme nos dá. É um filme corajoso não foi feito para ser consensual na sua dicotomia entre guerra e familia, na forma demasiado parcial entre a atualidade e o passado que a determinadas alturas pode contrariar o fluxo normal do ritmo de um filme, mas é indiscutivel o valor do que o filme quer contar, e a forma como nos faz analisar um pouco o exercito, mas mais que isso a irrepreensivel realização com alguns dos melhores momentos neste aspeto que podemos ver em 2016.
É obvio que é um filme menor da filmiografia de Ang Lee, talvez porque o mesmo, tentasse mais que alguma coisa nos dar um filme ironico com algum humor negro, e não a intensidade dramatica que funcionou nos seus filmes mais reconhecidos, isso faz o filme perder algum peso, e por vezes alguma dimensão, mas no restante, principalmente naquilo que o filme significa temos um filme que comparativamente a alguns dos filmes que permanecem na corrida pelo menos mais artistico.
Podemos facilmente dizer que o facto do filme voltar para a frente e para trás sucessivamente faz com que nenhuma das partes da historia chegue á essencia das mesmas, eu penso que se tratou de uma boa escolha, porque a comparação, o paralelismo acaba por ser na minha opinião a mais valia do filme, que mesmo não sendo uma obra prima é um filme interessante, e acima de tudo bem realizado.
A historia fala de um grupo operacional do exercito americano no Iraque que após uma missão bem sucedida mas que custou a vida a um dos seus elementos, é recebida num evento mediatico como herois nacionais, contudo seguimos a indecisão de um dos seus elementos entre voltar ou abandonar.
Em termos de argumento é obvio que um filme como este tem um alcance significativo, Lee consegue dar ao filme um tom humoristico interessante, com influências claras em filmes como Hurt Locker e Jarhead, sendo mais convencional, certo é que o filme consegue juntar alguma descontração com a mensagem que quer transmitir, pode perder pelo facto de já ter existido os filme supra referidos, pelo menos no que diz respeito ao capitulo da originalidade.
Em termos de realização Ang Lee é irrepreensivel, nem tanto nas sequencias de guerra, mais convencionais, mas acima de tudo na forma como cria todos os acontecimentos no estádio, a forma como preenche o ecrã cheio de sequências com bastante significado e tecnologia numa realização que merecia outro tipo de destaque.
No cast podemos dizer que Ang Lee arriscou, dando o protagonismo a um desconhecido Joe Alwyn, que na minha opinião tem um papel competente, conseguindo conciliar bons momentos cómicos com intensidade dramatica o que deixa boas prespetivas para a carreira do mesmo. Nos secunudários destaque para Hedlund, um actor que até ao momento tinha deixado algumas reticencias ao longo da sua carreira mas que tem aqui um dos melhores papeis da sua carreira conjugando muito bem o lado ironico da sua personagem.

O melhor - A realização

O pior - O filme ter antecessores com uma temática parecida e que podem ser melhores.

Avaliação - B

Sunday, January 29, 2017

Jackie

Pablo Larrin é sem duvida uma das revelações deste final de ano, ao apostar em duas semanas em dois biopics sobre personalidades diferentes e em linguas diferentes. Com isso conseguiu estar até ao final nas listas dos melhores do ano conseguindo bons reconhecimentos criticos em ambos os filmes, pese embora isso tenha sido mais notório neste Jackie, que pese embora esteja ausente das nomeações principais para os oscares, conseguiu três indicações, entre as quais Natalie Portman. Comercialmente como a maioria dos filmes sobre personalidades os resultados tem alvos muito proprios mas podemos dizer que Jackie tambem comercialmente foi uma agradavel surpresa.
Sobre o filme como já mencionei diversas vezes é dificil ficar fascinado por um biopic a não ser que o mesmo consiga trazer algo de novo, ou uma abordagem ou o risco, um pouco a semelhança do que Boyle fez o ano passado com Jobs. Pois bem este filme narrativamente pode ter umas alterações ao tradicional ao ser baseado numa entrevista de jackie kennedy, e em termos de realização ter uma abordagem diferente e funcional, mas na essencia o filme não rompe assim tanto com a essencia tradicionalista do biopic a não ser pelo facto de se centrar num espaço muito limitado de tempo da vida da personalidade em questão.
É em face desta dificuldade eu penso que Larrin consegue potenciar o filme ao maximo, principalmente porque da todo o protagonismo a Portman e a sua intensa criação de Kennedy e deixa-a movimentar fornecendo uma personalidade insegura mas presente com objetivos muito proprios se bem que nem sempre com os meios mais indicados para os atingir. Assim num filme curto mas principalmente bem realizado com influencias claras de Aronofsky, temos aqui uma descrição sobre um momento dificil de alguem que ficou na historia do EUA.
Claro que o facto de colocar uma personalidade num momento tira muito do peso ou lado maçudo dos biopic, dando-lhe uma intriga muito propria com principio, meio e fim e nisso o filme é objetivo não tenta nos dar muito sobre Jackie tenta sim demonstrar a forma como a mesma respondeu a tragica morte do seu marido junto a si.
A historia fala na reação de Jackie Kennedy depois do atentado que vitimou JFK, concretamente o seu ajustamento, a preparação para o funeral e o que realmente tal significou para a sua familia de então liderada por si.
Em termos de argumento penso que Jackie mais que um argumento de primeira linha, e um argumento inteligente, já que ao cingir a personalidade num espaço e num momento controla melhor a intriga sem ter que fazer grande seleção. Mesmo assim muito merito para a forma como consegue em tão pouco tempo corrido no filme nos dar uma personagem tão dimensionl.
Larrin é um jovem realizador e argumentista que tem um ano de ouro em 2016 muito por culpa de dois biopics. Neste filme tem o lançamento global muito por culpa de boas influencias que lhe dá um traço proprio. Muito bem na forma como conjuga as imagens com o passado.
No cast Portman tem um papel que qualquer actriz desejava e aproveita-o para recriar com todos os maneirismos necessarios Jackie Kennedy. Eu confesso que mesmo sendo por vezes mais complicados pela existencia da comparação logica, eu sou mais adepto de papeis criados de base e aqui penso que Portman mesmo tendo um papel cheio de força e carisma fica um pouco aquem de algumas das suas adversarias na corrida pelos Oscares. Mesmo assim e no filme em concreto não deixa espaço para qualquer outro colega de cast

O melhor – A forma como o filme é inteligente em se centrar num acontecimento

O pior – Por vezes pensava que poderia ter alguma maior rebeldia na abordagem


Avaliação - B-

Silencio

A dimensão de Scorsese é tão grande que não há forma de contar com os seus filmes quando os mesmos são lançados na corrida pelos galardões. Dai que a surpresa de olharmos para este ano e apenas encontrarmos este silencio no nomeado para melhor fotografia quebrando algo que já era rotineiro sempre que o realizador lançava o seu novo projeto. Mesmo com este floop até podemos dizer que o filme foi bem recebido com avaliações essencialmente positivas contudo em termos comerciais as coisas não correram bem ao filme e isso acabou por não funcionar como impulso final.
Sobre o filme é conhecida a forma como um tema como a religião e principalmente a luta entre elas é fracionante na forma como a sociedade está dividade. Dai que era obvio que todos sabiam que o filme em termos teoricos e morais nunca poderia ser um filme unanime e isso parece totalmente declarado pelo realizador. Restava o filme funcionar em pleno como experiencia cinematografica tendo em conta o realizador e aqui tenho que dizer que já vi Scorsese fazer muito mais e melhor, sem no entanto não deixar de sublinhar que se trata de um filme com elementos de qualidade.
Penso que o filme começa bem, a primeira hora de resistência de luta acima dos limites humanos por uma ideologia e a forma como a mesma se ia cruzando com diferentes povos e culturas totalmente escondidos do podes instaurado. O problema do filme é quando isso acaba e o filme se centra na alteração de uma pessoa, quando vai do coletivo para o individual onde o filme se limita a ser repetitivas sequencias de turtura com um propósito, que é certo que coloca um bom dilema ao espetador, principalmente aos fieis mas acaba por na sua execução ao longo de mais de uma hora desta fase ser demasiado repetitivo.
Assim, e mesmo com uma realização e uma riqueza produtiva e contextual que se encontra nos padrões Scorsese, e sublinhando também o facto de ser uma historia sobre portugueses o que acaba por nos aproximar a nos lusitanos do filme, temos que claramente considerar esta obra um filme mais pequeno da cinematografia de um realizador como Martin, contudo sublinhamos que um filme como este seria a montra de muitos outros realizadores.
A historia fala de dois padres jesuitas que embarcam para o Japão no sentido de apurarem o que aconteceu com o seu mestre, depois de rumores indicarem que ele negou Jesus Cristo. Assim encontram um Japão consituido por inquisidores com o objetivo de tudo fazerem para os cristãos negarem a sua relegião.
Em termos de argumento claramente que estamos perante um filme que se assume como partidário de um dos lados e com uma componente religiosa muito grande, não se preocupando nunca com os equilibrios. Em termos de fase, para um filme tão longo necessitava de mais acontecimentos, já que a determinada altura se torna repetitivo pelo menos cinematograficamente. Pese embora tal facto parece-me uma historia com dimensão.
Martins Scorsese como realizador já provou de tudo, um dos melhores e mais versáteis realizadores da historia do cinema, que aqui volta um pouco as experiencias como Kundum de exprimentar culturas diferentes que lhe exijam criaçao de tempo e de espaços. Nao é a mais surpreendente das suas realizações, mas tem o marco da sua competência.
O filme parece numa fase inicial algo orfão de grandes figuras, Neeson apenas tem poucos minutos de ecrã, sendo grande parte do filme entregue a um garfield que teve um ano de sonho. Dois papeis muito semelhantes em termos de intensidade e disponibilidade fisica e recursos interpretativos. Parece-me bem mais compentente neste Silencio do que no filme que lhe deu a nomeação. Mas demonstra que estamos perante um actor com recursos interessantes e intensidade de primeiras escolhas. Nos secundários Driver claramente melhor que Neeson.

O melhor – A primeira hora de filme, juntando a questão da fé, com um bom filme de acção.

O pior – A segunda parte parece um circulo visioso dificil de interromper


Avaliação - B-

Friday, January 27, 2017

La La Land

A esta altura da corrida aos Oscares já não existe grande dúvida que este filme será o vencedor e por isso o filme mais reconhecido do ano. As razões para este trajeto imaculado reside acima de tudo numa unanimidade critica que poucos filmes nos últimos anos conseguiram de uma forma tão objetiva e por outro lado com um trajectória comercial também forte fizeram com que o filme com toda a naturalidade se tornasse mais que o grande candidato o hipotético vencedor, ainda para mais em numero grande de estatuetas.
Sobre o filme depois de duas horas de espectáculo cinematográfico e não só de primeira linha mas como emocionalmente forte. É daqueles espetaculos que conjuga em si muito de todas as artes, desde música, cinema, dança e artes plásticas, todas as sequencias são pensadas ao limite e torna-se uma experiencia sensorial única para o espetador, que sai deliciado na forma de fazer cinema que mesmo sendo tradicionalista não diz que não á evolução das técnicas.
Assim é facil considerar uma obra prima este filme onde tudo encaixa na perfeição, desde o cast as sequências, e mesmo quando o filme parece narrativamente adormecer, acaba por potenciar um final de primeira linha, que torna o inicio e o fim do filme num dos maiores espetaculos visuais dos ultimos anos. Por momentos existe a sensação que temos que aplaudir o que estamos a ver e quando isso acontece é sinonimo que tudo o que o filme nos quer dar, acaba por conseguir.
Podemos apenas considerar como um ligeirssimo senão, na essencia o filme ser uma simples historia de amor entre a música e o cinema, e nisso poderá se dizer que o filme poderá ter um alcance algo reduzido. mas mesmo quando nestes elementos se consegue ter emoção, racionalidade e realismo isto acaba por ser uma critica que se esbate, já que quando se chega a este nível pouco ou nada se pode realmente apontar a uma das obras mais singulares dos ultimos anos.
Em termos de história, o filme debruça ao longo de um ano os altos e baixos da relação entre um aspirante pianista de jazz e uma jovem aspirante a ser estrela de cinema.
O argumento pode na base ser simplista mas na forma como o mesmo é potenciado com momentos musicais com um peso forte, pela forma como conflitos reais no balanço vida pessoal carreira pode trazer e mais que isso na riqueza de personagens multi dimensionais faz com que um argumento simples se torne também ele numa mais valia para o filme, ainda que menos vistoso que os outros elementos do mesmo.
Danien Chazelle é sem duvida neste momento o maior prodigio de hollywood, se já em Whiplash tinha conseguido surpreendentemente dar uma intensidade inacreditável no balanço musica cinema, neste filme vai muito mais longe, dando um dos melhores, senão o melhor trabalho de realização dos últimos anos, conjugando diversos elementos, uns mais atuais outros mais tradicionais, mais que um filme temos uma obra de arte em todos os sentidos.
No cast Chazelle foi magistral na escolha do casal protagonista, algo que o filme dependia. Desde logo porque combinam bem essencial na forma como o filme se aproxima dos espetadores. E depois porque consegue tirar de cada um aquilo que o filme necessita. Mais exigente para Stone, que consegue imperar durante todo o filme, com momentos de interpretação ao mais alto nivel e que provavelmente e de forma justa irá culminar no oscar de melhor actriz. Gosling parece-me uma escolha mais comercial pela forma como consegue ser o gala sensivel e próximo do público feminino. Com claros menos atributos vocais o certo é que controna isto com outros elementos como presença e um historial de filmes romanticos.

O melhor - A realização, uma das melhores alguma vez vistas

O pior - Podemos sempre dizer que é uma simples história de amor.


Avaliação - A-

Thursday, January 26, 2017

American Pastoral

Quando surgiram as primeiras apostas dos estudios para os oscares este filme que marcava o sublinhar de Ewan Mcgregor como realizador era um dos filmes presentes. Contudo apos as primeiras visualizações percebeu-se que o filme estaria longe da unanimidade critica, o que junto com uma campanha comercial algo deficitaria acabou por comprometer por completo o trajeto do filme que se tratou num dos maiores floops do ano no que diz respeito a Awards Season.
Sobre o filme eu confesso que gostei bastante dos seus temas, desde logo o tipico do filme de pais perfeitos e totalmente encaixados que por alguma razão vem a sua vida perfeita a começar a ter problemas devido a filha de ambas por razões que os ultrapassa, sendo um filme que tenta buscar razões para o inexplicavel, sendo que em termos de fundo de base o filme é forte, e com uma narrativa muito interessante.
O problema do filme reside em alguns elementos do adjacente. Desde logo numa primeira via o filme ser contado por personagens que em termos efetivos nada participam na história o que torna o filme algo impessoal, e por outro lado a forma pouco trabalhada com que o filme acaba por não dar relevo as mudanças na personagem mais jovem e cujas alterações acabam por ser chave para todo o filme. Parece que o filme quer ir demasiado cedo a intriga perdendo em parte o lado mais narrativo do filme.
Mesmo assim um filme com alguns valores e com alguma qualidade que por vezes sente dificuldade em nos promenores tornar-se imponente, quer em termos produtivos quer em termos de realização. A maior parte dos valores do filme são narrativos e deve-se em muito a ter como base a historia de Eric Roth. Em termos de objetivo de cinema o resultado é mais modesto, mas mesmo assim longo do negativismo que algumas criticas lhe deram.
A historia fala de um casal constituido pelo melhor desportista da cidade e a miss, que tinha tudo para ser perfeito até ao momento em que a filha de ambos começa a tornar-se rebelde a defender causas diferentes da familia de uma forma extremada, até um acontecimento que muda por completo a organização familiar.
Em termos de argumento é indiscutivel o valor narrativo da historia que o filme conta, em termos de significado, dimensão e moratória. Em termos cinematograficos e principalmente no balanço entre cenas poderia e deveria ser mais trabalhado, porque existe pontos demasiado rapidos em contraponto com outros mais lentos.
Em termos da realização Mcgregor parece ter um projeto maior que o seu valor enquanto realizador, acabando por nos dar um trabalho banal numa historia que vale muito mais do que realmente o filme resulta no final. Podemos contudo dizer que a ambição de participar num filme como este e liderar a sua realização demonstra a forma como o actor leva a seria a sua carreira atras das camaras.
No cast Mcgregor tem uma das suas melhores personagens dos ultimos tempos mas perde a sequencias principalmente para Connely. Esta é sem duvidas uma das melhores actrizes do momento e pese embora já tenha estado em melhor forma em termos de escolha de flmes, dá-nos uma excelente construção assim como Fanning que parece recuperar a intensidade que tinha quando era mais nova ainda que de uma forma ligeiramente diferente

O melhor – O peso de uma historia com muito significado

O pior – O filme passar alguns passos importante a frente sem lhe dar o foco necessário


Avaliação - C+

Wednesday, January 25, 2017

I, Daniel Blake

Vencer o festival de Cannes é desde logo um dos maiores louros que um realizador pode conseguir, obter duas vezes o galardão maior, só está ao alcance dos melhores. Ken Loach um realizador habituado ao circuito mais independente e tradicional dos EUA conseguiu em 2016 este feito muito por culpa da optima recepção que este pequeno filme obteve no festival. Contudo ao contrário de outros filmes com o mesmo resultado isto não empolgou o filme para o sucesso comercial pelo mundo fora, sendo um dos filmes que ganhou Cannes mais discretos dos ultimos anos.
Sobre o filme, podemos dizer que o mesmo tem uma mensagem e um espirito muito positivo nada mais nada menos a entreajuda entre as pessoas. E é nisto que resulta a força maior do filme, ou seja, a capacidade do filme conseguir chamar a si o coração das pessoas na dificuldade sem nunca ter medo de criticar a burocratização dos nossos dias e o peso disso mesmo na vida das pessoas. E estes elementos acabam por se tornar facilmente na força interior do filme.
Contudo também temos que dizer que em termos de adereços ou acrescentos o filme acaba por nunca conseguir potenciar mais do que os seus valores fundamentais. Nem sempre temos bons dialogos, o filme acaba por ser curto e pequeno em termos de produção, parecendo muito mais um filme independente que toca nos pontos certos com o misto de razão e coração, mas nunca consegue ter o impulso artistico que o leve para voos de obra prima, pese embora seja um filme consistente e com qualidade.
Outra das caracteristicas basilares do filme é respeitar a tradição britanica do cinema pausado, de personagens de historias, num mundo actual, o filme acaba por ir ao interior da sociedade e das personagens debruçando-se sobre eles e não apenas sobre o essencial para a narrativa. Isso por vezes pode tirar alguma intensidade ao filme mas acaba por enriquecer a sua mensagem.
A historia fala de um carpinteiro que se encontra incapacitado e tenta resolver a sua situação profissional, altura em que conhece uma mãe solteira com dois filhos menores na mesma situação e com uma elevada precariedade de recursos e começa a criar uma ligação de entreajuda com a mesma.
Em termos narrativos, sem ser um filme com grandes truques, acaba por ser simples e funcional naquilo que aborda, muito por culpa de personagens bem trabalhada s ecomplexas, principalmente a que da o nome ao filme. A titulo de acessorio pensamos que os dialogos poderiam ter um humor mais britanico que daria ao filme outro significado.
Na realização Ken Loach e um realizador de coisas simples e mais uma vez é cru no seu trabalho. Nao temos muitos truques de camara mas temos quase sempre outros elementos extremamente funcionais concretamente o enfoque nas personagens e nos seus sentimentos.
No cast os desconhecidos Dave Johns e Hayley Squires tem trabalhos intensos, com mais protagonismo para a segunda mais forte em termos de expressão emocional e por isso mais valorizada. Demonstrando que fora dos circuitos maiores também existe qualidade

O melhor – O valor humano e politico do filme

O pior – Falta-lhe algum risco nos elementos acessorios que embelezam os filmes


Avaliação - B-