Thursday, June 22, 2017

Smurfs: The Lost Village

Depois de dois primeiros filmes, em que os smurfs tiveram um misto de animação e imagens reais, com resultados diferentes em termos comerciais, as produtoras resoveram assumir o filme apenas como filme de animação, com menos verbas mas com o mesmo teor. Assim como os dois primeiros filmes em termos criticos as coisas não correram muito bem com avaliações essencialmente negativas. Comercialmente e tendo em conta que ja se trata do terceiro filme da saga é visivel o perder do fulgor com resultados consideraveis mas longe daquilo que conseguiu o primeiro filme.
Sobre o filme eu confesso que nos dois primeiros filmes, pensei que tudo era demasiado vazio e demasiado MTV, quer nas musicas quer na supercialidade das emoçoes, quer na repetiçao do conteudo. Com esta aposta por um cinema em exclusivo de animaçao o filme assume-se como mais infantil, como mais objetivo nos seus propositos, depois de descobrir que a imagem real nao trazia de interessante para o conceito do filme. Por esta mesma razão parece-me um filme ligeiramente mais sensato embora com muitos dos problemas dos primeiros dois filmes.
O primeiro é no pouco alcance ou trabalho na construçao de uma narrativa, a procura do real eu, e principalmente a falta de profundidade da maior parte das personagens, faz com que o filme acabe por se tornar pouco interessante e pouco intenso. Por outro lado e salvo um ou outro apontamento mais original na abordagem o filme tambem nunca consegue ser totalmente engraçado e conseguir fazer resultar de uma forma sublinhada o humor como uma das suas caracterisiticas mais basicas.
Por tudo isto, embora me parece ligeiramente melhor do que o filme anterior, e ja sem os elementos supresas de criaçao do primeiro filme, parece-me que na essencia este franchising nunca conseguiu encontrar um espaço proprio criativo, algo que o diferenciasse, principalmente tendo em conta o carisma que as persoangens tinham antes do franchising, parece sim que com tudo isto temos uma cultura pop vazia que tomou conta da saga.
A historia segue a tentantiva da Smurfina encontrar o seu real espaço, a sua principal caracteristica o que a leva a uma aldeia perdida com smurfs do sexo feminino que estão a ser seguidas pelo vilão Gargamel e os seus ajudantes.
Em termos de argumento ainda não foi neste filme que tivemos risco, que o filme consegue dar alguma diferença naquilo que ja conhecemos, temos o continuar de uma ideia, pouco trabalhada num cinema simples de animação mas longe do que de melhor se faz na animaçao.
Na realizaçao a batuta ficou a cargo de Kelly Asburn realizadora que ficou ligada ao segundo episodio de Shrek e o estranhissimo Gnomeo and Juliet. Aqui temos um filme com capacidade produtiva mas com pouco espaço de manobra, num realizador que ainda nao conseguiu uma figura de proa neste cinema.
No cast de vozes, menos figuras, mas que acabam por funcionar, as ecolhas de Lovato e Manganiello encaixam perfeitamente naquilo que o filme quer das suas personagens, ainda com espaço para outros cameos como o de Julia Roberts, num filme que exige pouco do seu naipe de vozes.

O melhor - A opçao por animaçao apenas nao tira tamanho ao filme.

O pior - Nunca ter encontrado uma abordagem diferenciadora propria

Avaliação - C-

Saturday, June 17, 2017

CHIPS

Dax Sheppard é daqueles actores realizadores que ao longo do tempo vai tentando com o seu estilo de humor pouco trabalhado e essencialmente fisico, encontrar o seu espaço no cinema norte americano. Contudo já com diversos filmes estreados podemos dizer que a sua carreira apenas esta a colecionar fiascos, por um lado criticos com avaliações sempre muito negativas para os seus projetos e tambem comerciais, onde um filme como este com alguma distribuição teve resultados completamente irrelevantes.
Sobre o filme, Dax Sheppard e aquele tipo de realizadores e argumentistas que aposta tudo no humor e no ritmo dos seus filmes, demonstrando em tudo o resto uma total ausencia de ideias que na forma como a narrativa dos seus filmes acaba sempre por ser um chiche pouco trabalhado, ou por tudo ser tão previsivel este aspeto do primeiro ao ultimo minuto.
Posto isto os filmes apenas poderao resultar se funcionarem em termos humoristicos e este aqui embora tenha alguns momentos, normalmente conseguidos pela diferença das personagens, pelo um lado mais fisico sexualizado, que demonstra alguma actualidade do registo e pela espontaneadade de Pena na comedia, parece pouco para catalogar este filme de minimamente conseguido nos seus propositos, quando na maior parte do tempo temos uma historia repetitiva sem qualquer tipo de suspense, mesmo sendo um filme que tenta a determinados momentos ter umas achas de policial.
Por tudo isto parece me obvio que em termos de carreira como cineasta Dax Sheppard esta longe de funcional, estranho e o facto do mesmo continuar a conseguir distribuir os seus filmes, como se já tivesse feito algo de relevante para o cinema em algum dos parametros que assina aqui e em que não funciona em nenhum deles.
A historia fala de um agende do FBI que integra de forma inflitrada uma equipa de patrulha de forma a tentar encontrar um gang se assaltos a carrinhas de valor, fazendo equipa com um rockie com pouca habilidade mas com experiencia em andar de mota.
Em termos de argumento podemos dizer que a base e o desenvolvimento narrativo do filme sao completamente inexistentes, repetitivos e pouco trabalhados. Mesmo que em termos humoristicos o filme consiga um ou dois momentos interessantes, parece pouco para considerar este argumento como positivo.
A realizaçao das comedias fisicas cada vez mais sao fundamentais para fazer os filmes funcionarem, e normalmente optar por algo conservador acaba por limitar o tamanho do filme, e Sheppard parece obviamente não ter talento para ser uma mais valia na realizaçao em qualquer filme seu, tendo em conta o que nos presenteou ate agora.
Por fim no cast, um contraste Sheppard sempre ligado a comedia não funciona, não tem carisma, não tem graça, não fer comedia, por seu lado Pena, mais versatil funciona bem melhor, sendo obviamente em todos os parametros melhor do que o seu companheiro de cast. So e pena que ultimamente tenha colecionado filmes de baixa qualidade como este.

O melhor – A espontaneadade de Michael Pena.

O pior – Dax Sheppard em qualquer uma das suas funções


Avaliação - C-

Thursday, June 15, 2017

Power Rangers

Eu confesso que como miudo nunca fui particularmente fã da serie dos power rangers pese embora conhecesse ao de leve a historia dos mesmos. Surpreendeu me contudo que em 2017 um estudio e um realizador tivesse meios elevados para fazer uma adaptaçao cinematografia da serie. Parecia que tudo tinha para falhar principalmente em termos criticos, contudo quando comecei a observar as primeiras avaliações percebi que pese embora fossem negativas não tinha sido o desastre que vaticinei. No que diz respeito ao desempenho comercial, embora seja uma produçao elevada os resultados acabam por ser consistentes tendo em conta o produto juvenil em si.
Sobre o filme, eu acho que em filmes como estes o primeiro acaba por ser o mais facil de funcionar, porque é aquele que fica menos refem das sequencias interminaveis de luta e aquele que nos da mais personagens. E é neste ponto que o filme acaba pelo som tom ligeiro ter alguma piada em termos juvenis, na forma como todos se vão unindo, no humor moderado, em uma outra saida com altguma curiosidade, mas principalmente pelo tom ligeiro que o filme consegue ter dentro do esteriotipo do filme juvenil.
Contudo quando passamos para a vertente de acção pura o filme perde, mesmo com meios de primeira linha que permite uma sequencia de luta impressionante do ponto de vista tecnico em termos de argumento e linhagem da historia o filme deixa de existir por completo, a não ser uma serie de monstros criados contra os gadgets dos rangers sem que muito mais seja trabalhado neste particular, e aqui fica o pronuncio dos filmes sequentes serem claramente muito piores do que um primeiro filme que na primeira fase acaba por ser simples.
Ou seja não poderiamos esperar em power rangers algo de muito diferente do que aqui vimos, poderia ter existido um trabalho mais tecnico em um ou outro momento, mas parece obvio que o objetivo era juntar esta saga um pouco ao que Michael bay faz com transformers, com um teor ligeiro e mais que isso efeitos de primeira linha. Como a saga de Bay podera chegar para o primiero filme, mas dificilmente teremos aqui uma saga com interesse futuro.
A historia fala na criaçao dos power rangers, com cinco pessoas que são unidas por uma descoberta constituindo uma equipa de rangers que tera de salvar a sua cidade do poder de uma ex-ranger com muitos poderes que tenta dominar o mundo.
Em termos de argumento claro que um filme dos power rangers tem alcance curto naquilo que pode ser, aqui temos o base sem grandes invenções na introdução do grupo, pior em termos de narrativa do conflito central, pouco trabalhada e apenas pensada para sequencias de luta de grande produção.
A realizaçao foi entregue a Dean Israelite que já tinha demonstrado alguma capacidade nos filmes de adolescentes com o estranho projeto Almanac. Aqui mais tarefeiro acaba por dar uma roupagem atualizada e do novo seculo aos rangers. Nao e por ele que o filme não tem dimensao.
Na aposta para os rangers um grupo de desconhecidos, jovens que procurar algum mediatismo no cinema, no lado dos consagrados Banks como vila, numa personagem mais gráfica do que outra coisa, e um Cranston mais carismatico para dar algum peso ao filme, embora entre fisicamente apenas alguns minutos no filme.

O melhor – A introduçao ser simplista mas com uma toada ligeira.

O pior – Os power rangers nunca permitirão uma narrativa muito brilhante


Avaluação - C

War Machine

Nos ultimos anos o imperio Netlix tem-se tornado algo absolutamente estratosferico, passando do mundo das series para o do cinema, embora neste particular ainda falte o filme que faça por completo esta mesma ascenção. Muitos pensariam que seria este filme produzido e interpretado por Bradd Pitt. Mas como aqui os resultados comerciais sao inexistentes o unico barometro possivel e critico e de mediatismo, e aqui penso que o ficou muito longe das melhores previsoes principalmente do ponto de vista critico com demasiada mediania nas suas avaliações
Sobre o filme as satiras sobre guerra fornecem normalmente alguns dos melhores filmes de guerra, principalmente pelo espirito critico que os filmes conseguem ter. Aqui temos uma primeira hora de boa qualidade cinematografica, numa comedia de costumes com personagens esteriotipadas mas todas elas com uma missao em termos de satira com a forma de estar na guerra. Durante esse periodo o filme sem nunca chegar a niveis muito alto consegue ser engraçado e cuioso, sendo sem sombra de duvida a melhor parte do filme a forma como se introduz.
Na segunda parte do filme a introduçao da guerra em si o filme torna-se totalmente vulgar, a graça desaparece para dar lugar a um filme cinzento de guerra quase sempre uma pequena produção que nada diferencia um filme que ate la se tinha diferenciado por uma irreverencia salutar. Um dos principais defeitos do filme é ter partes totalmente diferentes e com significados completamente diferentes, e isso não e pripriamente positivo para o resultado final do filme.
Fica a ideia que o filme a determinada altura desiste das suas caracteristicas que esgota o personagem e ainda tem mais duração pela frente. E obvio que em termos de guerra e de abordagem temos um filme rebelde, que nos faz lembrar, embora com muito menos qualidade o que Sam Mendes fez com Jarhead, mas parece que o filme poderia ter conquistado muito mais espaço se seguisse de uma forma simples e objetiva aquilo que traça na primeira metade do filme.
O filme fala numa equipa montada, e detalhada ao limite em torno de uma maquina de guerra que é enviada para o afeganistao de forma a continuar a guerra que se encontram a perder, sendo que ai tem que viver com a cada vez menor ajuda do governo em termos de meios para fazer face ao conflito ali existente.
O filme em termos de argumento tem dois momentos com resultados completamente diferentes, se em termos de parodia, o genero que adopte no primeiro pedaço do filme, as coisas funcionam, com personagens esteriotipadas engraçadas que acabam por dar ao filme aquilo que ele procura delas, posteriormente o filme torna-se repetitivo e cansativo, sendo o segundo lado do filme algo onde parecem que as ideias acabaram por deixar de existir e tudo é esferovite para encher.
Na realização a cargo de David Michod um realizador australiano de sucesso naquele pais que acaba por ter aqui o seu primeiro grande projeto com o selo de hollywood. Ele ate começa bem nos primeiros momentos principalmente na forma como filma a persoangem central. Quando entra nas dimensoes de guerra o filme torna-se pequeno e ele não consegue fazer nada que altere esta percepçao.
No casto, e um filme pensado para uma interpretaçao de primeiro nivel de Brad Pitt, pelos maneirismos da mesma, e por tudo que a personagem tras consigo, contudo Pitt não consegue ser realista, exagera nos tiques, o que funciona no lado satirico do filme, embora canse mas depois esgota-se na interpretaçao. Nos secundarios com menos revelancias algum sublinhado para Emory Cohen um dos melhores actores da sua geração que merece mais apostas.

O melhor – O Lado satirico do filme

O pior – A impressao que tudo se esgotou em termos de ideis na primeira hora


Avaliação - C

Monday, June 12, 2017

The Belko Experiment

Existem pequenos filmes, que muitas vezes por terem nos elemtos da sua produção alguem que entretanto conseguiu dar o salto para filmes de maior dimensão acabam por dar outra visibilidade a titulos que de outra forma seriam a todos os niveis mais escuros. Isso foi o que aconteceu com James Gunn, o argumentista e realizador de Guardiões da Galaxia e este filme escrito por si num genero completamente diferente. Em termos criticos o filme esteve longo do sucesso da obra mais conhecida de Gunn com avaliações mediana com ligeira tendência negativa. Por seu lado em termos comercias, conseguindo uma ligeira expansão wide, os resultados foram limitados muito por culpa da falta de figuras de referencia no cast do filme.
Sobre o filme, dentro da estratégia do terror, eu penso que os filmes sobre os limites da condução humana são muitas vezes aqueles que melhor funcionam, já que deixam de ter elementos paranormais, são naturalmente mais objetivos e mais que isso acabam por ainda causar mais horror no publico ja que o inimigo pode ser qualquer um de nos. E nisto o filme consegue esses elementos pela imprevisibilidade dos seus protagonistas, e pelo sentimento de claustrofobia ao prender os seus interpretes num espaço, que embora grande permanece sempre fechado.
E obvio que se trata de um filme que acaba por não ser original, muitos outros ja tiveram esta dimensão de terror psicologico com melhor efeito, como Saw, e mesmo Cubo, aqui temso algo mais cru, menos artistico e orignal no seu conceito, e menos trabalhado do ponto de vista de dimensão e profundidade narrativa, o que torna o filme até determinada altura previsivel, conseguindo apenas no fim, com o eliminar sucessido dos personagens se tornar mais estranho e ganhar ai um estilo mais proprio e imprevisivel.
O lado mais negativo do filme é ter muitos promenores em termos de produção, mais relacionados com filmes serie B, e aqui temos os interpretes, a forma como nem sempre existe risco e primor estetico nas imagens, a forma como o filme não consegue diferenciar num estilo proprio, optando sempre por adoptar uma produção de serie B, que acaba por lhe tirar dimensao.
O filme fala de uma serie de funcionarios de uma empresa na Colombia, que acabam por ficar fechados nas instalações da mesma, começando a ser obrigados a lutarem uns contra os outros para defender a sua sobrevivencia, sob a ordem de alguem que desconhecem.
Em termos de argumento pese embora nao existam muitos filmes com esta base, os que ja o fizeram tiveram sucesso, dai que a ideia não é nova, e não é potencializada de forma a este filme ganhar um estilo proprio, ou uma dimensão maior. O filme acaba por se tornar de uma forma simplista mais do mesmo, e com pouco conteudo, mesmo conseguindo alguns elementos que funcionam em termos de terror.
No que diz respeito à realização parece-nos claramente ser o parente mais pobre do filme, falta de risco, compoente estetica, pese embora seja uma realizador habituado ao genero do horror, aqui parece conseguir criar impacto em termos espaciais do filme, e na dureza da agressão mas falta outros elementos artisticos.
E mesmo no cast que o filme nao funciona, a falta de uma figura de primeira linha, que tome conta do filme, que acabe por ser a base de trabalho do mesmo, faz com que em termos de personagens o filme acabe por ser demasiado limitado.

O melhor - O filme consegue ter algum impacto em termos de horror por levar ao limite a condução humana.

O pior - O cast e totalmente obsoleto

Avaliação - C

Thursday, June 08, 2017

Lovesong

Sundance desde há uma decada para cá, e a maior montra do cinema indepentente, que diferencia aqueles filmes que acabam por se tornar caso serios de outros que fruto de um menor entusiasmo na recepção passam quase desprecibidos para a maior parte dos cinefilos. O ano passado em competiçao estreou este filme sobre amor no mesmo sexo, que pese embora resultados criticos positivos foram insuficientes para dar mais mediatismo ao filme. Comercialmente e uma vez que so agora o filme viu a luz do dia em cinemas selecionados os resultados foram muito curtos, passando rapidamente para a Netflix.
Sobre o filme podemos dizer que é acima de tudo sobre a caracterizaçao de uma relação entre duas mulheres, e naquilo que o filme nos dá em exclusivo sobre a relação podemos dizer que temos intensidade que temos os conflitos das personagens bem acentes, num filme assumidamente independente em toda a sua forma. Por isso penso que é um filme que consegue na maior parte do tempo e com simplicidade ir aos seus objetivos que é centrar o espetro do filme nas ambiguidades de uma relação nao esclarecida.
E o filme nem precisa de muitos momentos ou dialogos para fazer funcionar este objetivo. Um filme que como alguns independentes gosta de trablhar os sentimentos, consegue fazer funcionar a dupla de protgonistas na força da relaçao central, embora nos pareça que tudo o resto que o filme nos dá acaba por ser demasiado vazio e quando assim é o filme tem mais dificuldades em imperar e marcar a sua essencia.
Mesmo assim um filme com uma boa ideia, a da diferença entre o sentimento e o que esperam de nos, com intensidade na relaçao central que acaba por ser o enfoque de todo o filme, com uma dupla de protagonistas que funciona bem em conjunto, e que longe de ser uma filme de extrema qualidade consegue fazer passar a sua mensagem.
A historia fala de uma jovem, casada e mae, que segue numa road trip com uma amiga de infancia e universidade que percebe ser mais que uma amiga. COntudo a indefiniçao da relaçao acaba por as separar encontrando-se tres anos mais tarde para o casamento da segunda.
O argumento tem uma base interessante, actual na dictomia entre emoçao- razão. Nao e um argumento preenchido em termos da complexidade das personagens ou riqueza dos dialogos, contudo muito graças a algumas opções a relaçao funciona e parece que o argumento mais apagado faz isso ser assim.
Na realização So Young Kim uma realizadora de ascendencia asiatica que ainda procura o seu espaço, tendando diversos filmes mais pequenos, tem aqui um trabalho que se torna por vezes sensivel, que consegue filmar bem a proximidade entre as protagonistas, mesmo que depois tenha alguns tiques exagerados de cinema independente como cortes sem grande sentido.
No que diz respeito ao cast todas as despesas do filme estavam naquilo que Malone e Keough conseguiam fazem em sintonia, mais que em termos individuais e ambas funcionam bem na quimica e intimidade que partilham conduzindo o filme para um nivel mais positivo. Em termos individuais parece-me que Keough analisando a sua carreira nos parece mais versatil e a seguir nos proximos tempos.

O melhor - A quimica e intimidade implicita entre as personagens.

O pior - O filme tem muito pouco para alem deste ponto.

Avaliação - C+

Wednesday, June 07, 2017

Free Fire

Quando um grande nome como Martin Scrocese se junta a um elenco no minimo apelativo e num contexto de filme no minimo invulgar, surgem algumas expetativas relativamente aquilo que o filme na realidade vai ser. Este Free Fire que estreou em poucos cinemas acabou por se tornar num filme aceitavel do ponto de vista critico, com avaliações essencialmente positivas, sendo que comercialmente fruto da fraca distribuição acabou por se tornar muito limitado.
Sobre o filme, podemos dizer que a ideia do filme acaba por na sua simplicidade e no lado ridiculo da mesma por ser original em alguns pontos, ou seja o facto de ser um filme numa unica sequencia em tempo real, num unico espaço com muitas personagens acaba por ser diferente daquilo que estamos normalmente habituados a ver. Contudo tudo e demasiado redutor porque o filme nao tem espaço para muito quer em personagens quer nas surpresas narrativas, tornando-se na maioria da hora e meia de duração um filme extremamente repetitivo.
Mas tirando este defeito de significado que como é obvio esta presente e é percebido nas escolhas naturais do filme, existem dois aspetos que sao surpreendentes pela positiva, o primeiro e a capacidade de no meio de tanta confusao de balas, o filme ter espaço num e noutro momentos para dialogos de primeira linha, com um sentido de humor negro funcional e num filme que vale pelo insolito de tudo o que acaba por ser.
E obvio que é um filme de alcance limitado, mas em alturas em que o cinema mesmo na maior das complexidades se torna demasiado repetitivo, um filme repetitivo em si mesmo na sua essencia mas diferente de tudo o resto acaba por ser diferente e dar uma maior novidade para o espetador e nisso devemos valorizar este ponto de um filme que nem que seja pelo insolitio garante mais durabilidade nas nossas cabeças.
A historia fala de dois grupos diferentes que fazem um negocio de armas que fruto de um conflito entre dois elementos, um de cada fraçao acaba por começar aos tiros num local fechado, cheio de ricochetes, e que vai se tornar numa luta entre todos pelo dinheiro envolvido.
Em termos de argumento a ideia é no minimo insolita e por isso mesmo original. COntudo e obvio que um filme que se baseia unicamente numa cena rapidamente cai na repetiçao e nisso o filme torna-se cansativo. Em aspetos mais especificos o filme funciona bem em alguns momentos com dialogos de primeira linha.
Na realizaçao Ben Whetley ja em high risk tinha demonstrado ser um realizador que gosta de filmar o caos, aqui com dificuldades plenas pelo curto espaço do filme, tem uma ideia original, que contudo em termos de figurino de espaço poderia ter um impacto mais visual, mesmo assim, como realizador começa a ter uma assinatura que é o caos
No cast, temos diversos actores de uma primeira linha, contudo as personagens acabam por ser demasiado esteriotipadas com caracteristicas muito vincadas o que se tornam algo absurdas. Acaba por ser Sean Rilley aquele que chama a si mais atençao no filme e a disponibilidade fisica de Murphy

O melhor - A inovação de algo tão estranho ser a base de um filme.

O pior - Com o passar do tempo torna-se repetitivo

Avaliação - B-

A Cure for Wellness

Gore Verbenki e daqueles realizadores que depois de um período de grande sucesso marcado acima de tudo pela formula piratas das caraibas, tentou nos ultimos anos dar uma roupagem nova à sua carreira, primeiro com o enorme sucesso Rango, e neste filme com um lado mais artistico e mais estranho. COntudo ao contrario da maioria das suas inovações esta esteve longe de obter grandes resultados. Comercialmente o filme foi um autentico floop, com problemas inclusivamente na distribuição, e criticamente a mediania exagerada das avaliações não serviram de alavanca para qualquer tipo de prestação assinalável.
Sobre o filme, é interessante perceber que um filme esteticamente tão interessante, quer nos planos exteriores e mesmo nos planos interiores, e com uma ideia de base que não sendo original poderia ter impacto, se torna tao estranho que o distancia por completo do espetador, já que tem uma dificuldade imensa em transmitir qualquer motivo de interessse, emocional, ou mesmo no controlo de expetativa. Por tudo isto a longa duração do filme acaba por ser visualmente interessante mas em termos narrativos uma confusao que nada faz chegar ao espetador.
E o que falha no filme, se a introdução ate podemos dizer que deixa em aberto o restante do filme, tudo se prejudica em grande linhagem quando o filme tem o objetivo de ser denso, de ser estranho dentro de si proprio, e nao falo das sequencias de horror que acabam por dar o teor que o filme quer ter, mas o embroglio narrativo exagerado de um filme que mais nao é do que um conjunto de monstros em busca da eternidade.
Por tudo isto penso que é um dos filmes que no resultado final falha, que se torna tão ambicioso que não repara que na essencia e mais um filme igual a tantos outros sobre monstros, mas quando o tenta levar para um plano mais intlectual do ponto de vista narrativo acaba por não fazer funcionar qualquer um dos pontos, e tornar quase irrelevante a beleza estetica que o filme de uma forma clara tem.
A historia fala de um homem de negocios de uma empresa que se desloca a um estranho centro de bem estar de forma a tentar trazer para civilização um socio importante para fazer funcionar um  negócio que se coloca. Contudo ali chegado vai perceber que aquele centro é completamente diferente daquilo que estava a espera.
Em termos de argumento na essencia temos um filme simples, que dá tantas voltas, entre realidades, entre explicações que torna-se num nó que posteriormente quando o desata, já perdeu as personagens, o estilo e a proximidade com o publico, e esse é o grande problema do filme.
O trabalho de realização de Verbeski tem os seus lados positivos, bastante bonito e impressionante do ponto de vista estetico, por vezes perde-se na definição temporal do filme, com saltos e blocos de imagens que nada servem para o intuito real do filme. Pese embora tenha o impacto de outros momentos, não me parece que Verbeski na execução esteja na sua melhor forma.
Um dos problemas para o resultado comercial do filme, foi a escolha de um cast marcadamente mais critico do que comercial, isso faz com que as personagens sejam interpretadas de uma forma intensa, principalmente por DeHaan e Mia Goth, contudo são personagens muito mais fisicas do que interpretativas.

O melhor - Esteticamente o filme é bastante bonito

O pior - Narrativamente complica o fácil, e torna-se a determinados momentos desprovido de qualquer sentido logico

Avaliação - C-

Monday, June 05, 2017

John Wick: Chapter 2

É incrivel como por vezes alguns filmes que tudo têm para se tornar um autêntico saco de pancada da critica especializada se tornam autenticos filmes de cultos, que acabam por se tornar ao mesmo tempo sucessos comerciais e criticos. Um dos filmes mais recentes que encaixa perfeitamente neste fenomeno foi este John Wick, que viu este ano o segundo capitulo e prepara-se para finalizar a triologia. Este segundo filme conseguiu ainda melhores criticas do que o primeiro filme e comercialmente duplicou o resultado do seu antecessor tornando-se assim num sucesso natural do cinema.
Eu confesso que não fui nada adepto do primeiro filme, achei-o totalmente vazio que mais não é do que uma serie de lutas de um individuo contra o mundo, bem treinadas do ponto de vista de execução tecnica, mas num filme completamente ausente de argumento e tudo o resto. Pois bem o segundo filme é uma total continuação. Ou seja temos duas horas de sequencias de luta interminaveis, bem praticadas, que em termos de realização poderiam ter um pouco mais de risco ou inovação na abordagem, e que apenas muda o local. Em termos de historia em si temos outra vez o total deserto de ideias, algo que me parece ser pensado e a escolha do proprio filme.
John Wick sera talvez no futuro a triologia com menos dialogos e menos páginas de argumento que à memoria, a ideia de fazer um filme em que um individuo mata tudo que lhe aparece a frente pode até ser diferenciadora, mas tem como base um cada vez mais exigente cinema que neste caso deixou passar e valorizou a falta de esforço. Claro que temos o contraste com as sequencias mais estapafurdias da persongem como a relação com o cão, mas isso é muito pouco quando estamos a falar de cinema de primeira linha produtiva.
Por tudo isto serei e assumo sempre um critico deste tipo de cinema, parece-me demasiado facil, e por razoes que todos desconhecemos esta obra teve a sorte da critica gostar dela, ao contrario de centenas de filmes serie B que todos os anos vem a luz do dia com menos meios, mas o que é certo é que na essência o filme acaba por não ser mais que isso.
A historia do filme é facil de contar, John Wick tenta-se reformar mas para isso tem um ultimo trabalho, apos o executar acaba por ter atrás de si, quase todos os assassinos profissionais do mundo, e tem que sobreviver.
Em termos de argumento a ausência total dele, é algo que se pode facilmente sublinhar neste filme, em termos de argumento, personagens e desenvolvimento narrativo, o filme é apenas um motivo para sequencias de acção de um contra um batalhão.
Na realização Chad Sthaleski ja tinha sido o pioneiro do primeiro filme e regressa ao leme ou nao fosse a sua grande obra ate ao momento, ele que foi durante anos duplo de filmes de ação, alguns dos quais de maior sucesso. Como realizador parece sempre que tenta valorizar o trabalho fisico e de lutador dos seus interpretes do que arriscar numa abordagem mais artistica.
No cast, este filme anda à roda de um Keanu Reeves que depois de se perceber que os seus recursos interpretativos eram mais que limitados, orientou a sua carreira para acção e artes marciais, onde tem tido algum sucesso, mesmo que sejam filmes naturalmente mais simples de executar.


O melhor - Neste já estamos a espera do vazio narrativo

O pior - O cinema necessita obviamente de mais conteudo do que propriamente este filme dá

Avaliação - C-

Saturday, June 03, 2017

T2: Trainspotting

Vinte anos depois de Danny Boyle lançar ao mundo um grupo de drogados de Edinburg em algumas das mais amadas personagens do cinema moderno, e conseguir fazer de um filme de pequeno orçamento um dos filmes de culto dos ultimos vinte anos, surge a homenagem sob a forma de sequela, dando-nos o momento de cada uma das personagens anos depois. O resultado critico do filme embora inferior ao primeiro, algo que era esperado pelo facto da novidade já não estar presente, acabou por ser positivo. Comercialmente Trainspotting nunca foi um filme de multidoes mas acima de tudo um filme para quem realmente gosta de cinema.
Sou um adepto confesso do primeiro filme, penso mesmo que se trata de uma das raras obras primas dos ultimos anos, recheado de momentos marcantes. Este e uma digna sequela, onde acaba por ter muito que o primeiro filme, contudo sem tanto exagero ou as personagens não tivessem numa fase diferente da vida delas. E obvio que o primeiro filme iniciou uma forma de filmar que teve muitos seguidores, dai que a abordagem acaba por ser menos surpreendente, mesmo que os momentos e os dialogos sejam de primeira linha, ao mesmo tempo com um humor sublinhado mas mais que isso com o impacto que cada mensagem tem, mesmo nem sempre sendo transmitida da forma mais direta.
De resto temos a mesma forma das mesmas personagens, aquele humor que acaba por ser tudo no filme, as sequencias de limite que tanto ficaram no imaginario acabam por estar novamente presentes, numa junçao plena de tudo o que temos no primeiro filme. O que mais gostei neste filme e que não se preocupa com o resultado final, preocupa-se em homenagear o primeiro filme, mais que dar a este algo paupavel para recordar. O melhor elemento do filme, e saber que o primeiro filme era impossivel de igualar e torna-lo no centro deste segundo.
Por isso e que eu acho que muitas vezes as sequelas devem ser objetivamente mais modestas nos seus objetivos mais que isso e por isso que penso que o cinema e daqueles pontos que so com o tempo percebemos o valor real das suas obras, e digo este é daqueles filmes que nos da grandes momentos por si so, mas que nos faz sentir uma nostalgia relativamente ao primeiro filme que so um classico pode ter.
A historia segue o reencontro dos sobreviventes do primeiro filme de forma a tentar resolver o conflito criado pela solução final do primeiro filme. Entretanto vinte anos decorridos a vida de eles mudou, mas as caracteristicas quase nada.
Em termos de argumento e em virtude de porno a sequela literaria do primeiro filme nunca ter sido adaptada ao cinema, aqui temos um argumento de novo com algumas bases no porno para dar seguimento ao primeiro filme. O mesmo teor, o mesmo estilo, a riqueza interinseca de dialogos de primeira linha fazem deste filme um argumento mais basico do que o primeiro filme, mas tambem de grande qualidade.
O primeiro garante da qualidade desta sequela foi o facto de ter conseguido convencer Boyle a regressar ao projeto. O realizador britanico deve ser dos mais irreverentes creiativos e versateis realizadores da atualidade e aqui tem mais um trabalho de mestre, de alguem que assim como o filme ficara com o tempo mais vincado pelas obras singulares que vai deixando pelo cinema.
No cast a repetiçao de papeis que deram a conhecer ao mundo estes quatro actores encaixam perfeitamente. Mcgregor foi o mais bem sucedido e aquele que acabou por mudar mais algo que encaixa perfeitamente na sua personagem. Mas o destaque o filme e o regresso de Carlayle a uma personagem mitica e que ele tornou-a assim.

O melhor – A forma como mais que se valorizar a si e um filme que valoriza em muito o primeiro filme.

O pior – Quando acaba queremos mais destas personagens


Avaliação - B+

Friday, June 02, 2017

The Batman LEGO Movie

Desde o sucesso instantaneo que o original The Lego Movie se tornou que se percebeu que tudo iria ser o inicio de uma nova saga no mundo de animação apostada no mundo dos famosos brinquedos. A primeira adaptação foi de imediato Batman que já tinha sido um dos personagens mais famosos do primeiro filme. Em termos criticos novamente o filme conseguiu chamar a atenção com avaliações essencialmente positivas. Já do ponto de vista comercial mais uma vez resultados bastantes coesos o que faz prever que a saga e para continuar com outras adaptaçoes.
Eu confesso que pela novidade, pela originalidade produtiva e de argumento fui um fa confesso do primeiro lego movie. Neste segundo capitulo e nesta adaptaçao penso que vale muito mais pela curiosidade de vermos algumas das figuras miticas do cinema e não so em versao lego, e algum humor, digamos bem adulto e disparatado para os mais novos, do que propriamente pelo filme em si naquilo que o mesmo significa enquanto um todo.
Temos o humor disparatado e satirico do primeiro filme, aqui temos momentos de primeira linha pela facilidade com que o mesmo consegue brincar com diversos aspetos quer conhecidos quer outros. Mais que um filme com uma base narrativa diferente parece sempre ser um filme satira e isso pode tirar algum impacto naquilo que em termos de mensagem passa para o outro lado, e mesmo o lado bom dos viloes acaba por ser insuficiente para levar o filme para um prisma moral mais elevado já que grande parte do tempo parece que o filme se preocupa mais naquilo que consegue dar em termos produtivos do que propriamente aquilo que e enquanto filme.
Ou seja por muito que as caracteristicas basicas do primeiro filme estejam presentes nesta sequela ou neste estilo, parece obvio que aqui o objetivo foi mais conseguir amealhar dinheiro juntando herois e lego do que propriamente fazer algo diferente partindo da ideia, e isso torna obviamente este filme muito menos valioso do que o que deu origem a toda a saga,
A historia e uma adaptação de Batman, conjugando um grupo de herois contra a plenitude de vilões da saga. O objetivo do filme e a criaçao de um grupo que de alguma forma coloque termo a ambiçao de Joker de destruir Gotham tendo para esse efeito a colaboraçao de diversos outros viloes.
Em termos de argumento na historia de base o filme e muito mais vazio do que o seu antecessor. Mesmo mantendo o mesmo estilo de humor, e um ou outro plano mais ideologico, acaba sempre por ter mais sucesso na sátira do que propriamente em outro apontamento narrativo do filme.
Na realizaçao o trabalho esta a cargo Chris Mckay uma novidade neste estilo de filme oriundo da televisao em termos de produçao o filme consegue um nivel elevado com movimentos mais de acçao. Esteticamente penso que tudo e mais confuso do que no primeiro filme.
O leque de vozes e vastissimo com diversas presenças que funcionam como Ralph Fiennes e Will Arnett em maior destaque: mas isto acaba por ser apenas mais um condimento aquilo que o filme é em termos produtivos.

O melhor – A produçao e o humor.

O pior – Claramente inferior ao primeiro filme


Avaliação - C+

Thursday, June 01, 2017

Drone

Os conflitos entre os estados unidos e o medio oriente, já foram abordados em diversos filmes, quer filmes com maiores recursos que se tornaram filmes de referência, quer filmes de serie b nos diferentes generos. Aqui mais do ponto de vista dramatico surge um filme sobre os efeitos dos efeitos colaterais. O filme é obviamente pequeno de baixo orçamento que estreou quase em um ou dois cinemas sem resultados visiveis e criticamente e daqueles filmes que a maioria dos criticos nem sequer avaliou
Normalmente alguns dos melhores filme acabam por ser filmes sobre casos especificos num contexto de guerra geral. Aqui temos isso ou seja um filme que vai para alem da base do conflito em si, mesmo analisando-a de uma forma de implicação, mas centra-se no conflito familiar provocado pela aparição de uma pessoa cujos objetivos acabam por nao ser inicialmente bem percetiveis. O filme tem nessa abordagem do especifico para o geral, alguma astucia mas depois na execução narrativa tem algumas, para não dizer bastantes dificuldades.
A primeira das quais passa por ir demasiado cedo aos pontos fulcrais sem os explicar, ou seja no final do filme nunca conseguimos perceber ao certo como e que a informação acabou por chegar com tanto detalhe ao vilão, e mais que isso a facilidade com que tudo corre parece ser mais o argumento a procura de que tudo encaixe rapidamente bem do que propriamente uma ordem natural, o que tira ao filme alguma maturidade na forma com que desenvolve a sua historia.
Por outro lado o final do filme, acaba por se tornar um contrasenso à moral aceitavel, ou seja rapidamente um filme que poderia se tornar numa forma de pensar sobre determinadas acções acaba por se tornar num thriller simples daquele em que existe um intruso em casa, e que acaba por despoletar uma escalada de agressividade ate ao desenlace final
A historia fala de um pai de familia que tem como profissão controlar drones de guerra para o CIA, numa profissao com um horario igual a tantas outras. Tudo fica pior quando aparece em sua casa um paquistanes cujas verdadeiras intenções estão relacionadas com o trabalho do pai da familia.
Em termos de argumento eu penso sempre que os raciocinios sobre as implicações de um conflito armado e os seus danos colaterais sao filmes com um significado interessante e este também consegue essa mensagem. COntudo em termos de execução narrativa parece-me que por vezes o filme tem algumas dificuldades em concretizar partes da historia saltando ou simplificando. parece tambem muito limitado em termos de personagens, mas isso e mais comum num filme declaradamente serie B.
Na realização Jason Bourque é um realizador essencialmente de televisão e de pouca dimensão, que tem aqui um filme em que sao obvias as dificuldades de orçamento pela forma com que quase nao arrisca nas sequencias de terreno. Não sera com filmes destes que as coisas se potenciam mais em termos de carreira.
No cast um conjunto de desconhecidos comandados por um Sean Bean que demonstra nao estar numa grande fase da sua carreira, sendo que a orientação de atores é normalmente um dos aspetos mais descuidado nos filmes de produtoras inferiores e aqui isso e notorio.

O melhor - A abordagem aos danos colaterais de conflitos armados.

O pior - A forma como o filme tem demasiadas caracteristicas de cinema serie B

Avaliação - C

Wednesday, May 31, 2017

The Boss Baby

Cada vez mais a Dreamworks em termos de animação tem apostado acima de tudo no marcado da primavera para lançar os seus novos produtos, algo que nos ultimos anos tem funcionado muito mais em termos comerciais do que propriamente com valores criticos, algo que parece já ser aceite com simplicidade pelo estudio. Este ano a sua aposta foi para a natalidade contra a adopção de animais, nesta metafora, que novamente parece não ter convencido a critica, com avaliações essencialmente medianas, sendo que comercialmente as coisas correram razoavelmente bem com resultados bastantes consistentes.
Um filme de animação para funcionar tem de ter diversos pontos a seu favor. O primeiro dos quais é significado e peso do mesmo. Neste caso parece-me que pese embora a mensagem de aceitar um irmão até pode ser actual e razoavel, a forma como a mesma é passada parece-me demasiado fantasiosa o que pode tirar esse mesmo ponto ao publico menor. Outro dos pontos que deve resultar é o humor, aqui parece-me que o filme apenas consegue utilizar o humor estetico e fisico, tendo dificuldade em implementar quer curiosidades quer a ironia como forma de um humor mais vincado.
Em termos emocionais parece-me obvio que o filme não tem esse objetivo, apenas na separação final e nas cançoes de embalar o filme tenta cobrir este ponto, mas parece pouco para um filme de grande estudio de animaçao, vocacionado para os mais pequenos.
Ou seja temos um filme que nos parece com alguns bons momentos principalmente na interação entre irmãos, que acaba por ser um cinema de animação ligeiro, com situações divertidas, mas que em termos de alcance nos parece longe da envolvencia que outros filmes já tiveram, mesmo no que diz respeito a Dreamworks.
A historia fala de um filho unico alvo da atenção dos pais que acaba por receber um alegado irmão que nao e mais que um executivo de uma fabrica de bebes que tem como objetivo aumentar o amor dos humanos pelas crianças em deterimento do humor por animais de estimação.
No que diz respeito ao argumento mesmo sendo a problematica algo atual e bem pensada naquilo que quer transmitir, parece-me que por vezes arrisca demasiado no paralelismo da fantasia dentro do filme, o que torna tudo algo estranho em alguns momentos. Mesmo em termos de humor parece-me que poderia existir maior diversidade de registos, já que nos parece aqui algo repetitivo.
Em termos de produção a Dreamworks e uma das maiores pelo que isto acaba por ser simples, na forma como o apelo da cor, principalmente define a marca de agua da produtora. Em termos de inovaçao nao temos um filme piloto, mas acaba por se notar a assinatura de um dos grandes.
No leque de vozes excelente a escolha de Baldwin como protagonista bebe, algo que acaba por dar ao filme um carisma que nao conseguiria com uma escolha mais simples. No restante tudo é cumprido sem grandes problemas.

O melhor - A voz do The Boss Baby

O pior - a forma como a fantasia complica a transmissão da mensagem do filme.

Avaliação - B+

An Sense of an Ending

Durante anos a terceira idade basicamente não existia em termos de cinema, contudo com um maior numero de filmes cada vez mais a ter luz do dia, o cinema independente tem apostado em filmes que acabam por seu autenticas reflexoes de fim de vida, algo que também tem sido tema para alguns projetos do cinema europeu. Nesta produção tradicionalista britanica, os resultados criticos acabaram por ser positivos pese embora não tenham sido entusiasmantes. No que diz respeito ao resultado comercial do filme, a tradição BBC acaba sempre por ter algumas limitações com resultados apenas conseguindo chamar a si alguns dos mais tradicionalistas.
Sobre o filme, eu penso que a reflexão de uma vida nos seus momentos finais pode ser um dos melhores campos para filmes emotivos, e com uma profundidade de significado superior a muitos outros contextos de filme. Contudo para isso funcionar tem de estar reunidos uma serie de factores que diferenciem este filme em muitos aspetos de todos os outros, e aqui o filme tem alguma dificuldade desde logo pelo ritmo, e pelo excesso de rigidez britanica para que a emoçao presente tenha o impacto capaz de dar o verdadeiro significado ao filme.
Parece-me um filme com uma ideia bem definida que na forma como joga em termos temporais entre o presente e o passado por vezes se torna algo confuso o que limita o impacto que me parece que o realizador quer dar a cada cena, como estabelecendo um paralelismo que nem sempre e na realidade conseguido.
Ou seja uma daqueles filmes que quando lemos a sinopse pensamos que podera ser um filme de uma dimensao superior aquele que realmente é, não só pela historia em si mas principalmente pelos seus interpretes e que no final acabamos a pensar mesmo as personagens e a sua historia merecia mais paixao e envolvencia na fora de filmar, e não um objeto algo cinzento que nos passa de forma simples uma ideia interessante.
A historia fala de um idoso, que após receber uma herança um diario da mae de uma das suas grandes paixoes tenta de alguma forma reviver e ultrapassar as sequelas do fim da sua adolescencia, mesmo que muitas outras coisas tenham passado entretanto.
A historia da procura de significado nos ultimos momentos ja foi retratado de diversas formas, algumas mais comicas outras mais dramáticas. Aqui não podemos dizer que a ideia de base é um poço de inovação, mas parece sempre um campo com muito para potenciar. Neste filme parece que mesmo dando a primazia a emoçao, as personagens sao melhores do que o seu desenvolvimento.
Na realização Ritesh Batra um produto do cinema britanico tem aqui o seu projeto maior e mais significativo. parece-me na abordagem ao filme muito preso ao tradicionalismo do cinema mais obvio britanico e isso acaba por o colocar pouco diferenciado junto a outros cineastas iguais.
Por fim em termos de cast, eu penso que Jim Broadbent e um dos actores mais intensos e empaticos da sua geração, e o filme funciona na sua personagem muito pela sua interpretação. Ele domina o filme, so deixando espaço para a presença de Rampling com o carisma que a caracteriza mesmo que a sua personagem seja simplesmente a sua presença.

O melhor - O campo de trabalho da terceira idade e os seus conflitos de uma vida.

O pior - O filme não conseguir transmitir o sentimento que deveria

Avaliação - C

Saturday, May 27, 2017

The Shack

Com cada vez mais a existirem filmes sobre a religião e a importância da mesma seria obvio que alguns estudios de media dimensão apostassem forte nesta dimensão que volta a ganhar mais interesse artistico. Agora com figuras mais conhecidas surgiu este filme sobre fe que acabou por se tornar num dos mais rentaveis do genero muito por culpa do aproveitamente da epoca da pascoa e pela presença de atores mais conhecidos. Em termos de resultados criticos o filme ficou muito aquem da mediania com avaliações essencialmente negativas. Por sua vez em termos comericias o filme teve um desempenho bem melhor com resultados consistentes.
Sobre o filme, é sempre dificil um ateu analisar de uma forma fria um filme sobre fe e religião, dai que é facil para mim encontrar defeitos num filme que os tem. Principalmente porque tira o filme desde logo num plano de logica, e que um filme de autoconhecimento e redençao de uma personagem deveria ser mais pequeno para não ser tao sonolento como este que tem dificuldades de logica inerentes a temática mas mais que isso dificuldades de ritmo.
Mas os problemas do filme não ficam por aqui, ao tratar se de um filme de sofrimento e mais que isso um filme de luta, a forma como simplifica as questoes so com base na fe parece-nos completamente arriscado para os espetadores com historias semelhantes, que acabam certamente por não compreender os objetivos do filme.
Mesmo assim e tendo em conta os filmes sobre religiao e fe que vem sendo lançados baseado em historias simples com esse adereço, este e um filme mais arriscado levando a ação para uma realidade paralela de contacto entre seres, que poderá ter um lado mais artistico na abordagem mesmo que a essencia seja na plenitude a mesma.
O filme fala de um pai, que apos perder a filha dirige-se para uma cabana onde acaba por encontrar diferentes seres divinos e tenta encontrar uma explicação para o seu passado e uma forma de assimilar o presente tendo em vista um futuro diferente.
Em termos de argumento mesmo sendo em termos de conteudo muito mais arriscado que a maioria dos filmes da mesma tematica em termos de mensagem e sumo, é parecido. Estes filmes acabam por colocar de lado termos de logica ou não fosse um filme de fé.
Na realização Hazeldine tem mais risco na forma estetica com que constroi a cabana e os cenarios sequentes e na forma que isto significa. Nao sendo um trabalho de grande qualidade temos mais risco do que outros filmes do genero, pese embora penso que o mesmo nunca vai ser por si so potenciador de grandes carreiras.
No cast Worthington já teve mais destaque parecendo a sua carreira estar adormecida e colecionar filmes serie b como este, que nada lhe pede em termos de interpretação. Spencer tem normalmente carisma para personagens com uma dimensao intlectual e emocional maior daqui que cumpre bem o que lhe e pedido.

O melhor – Maior risco num filme de genero simples

O pior – A mensagem ser a mesma que outros filmes de religiao que estão na moda.


Avaliação - D+

Wednesday, May 24, 2017

Buster's Mal Heart

Existem pequenos filmes, percursores muitas vezes de carreiras mais conceituadas dos seus protagonistas, que acabam posteriormente por ganhar alguma dimensao mediatica pela presença destes mesmos actores. Isto pode ser muito bem o que chamou a atençao para este pequeno filme, já estreado em alguns festivais mais pequenos mas que so em 2017 teve a luz do dia em cinemas mais especializados em cinema de autor. Os resultados criticos do filme ate foram interessantes com avaliações essencialmente positivas, mesmo que comercialmente os seus resultados tenham sido residuais.
Os filmes sobre as derivas mentais de uma personagem sao normalmente campos de trabalho para realizadores mais corajosos já que obriga o filme a ir para alem do obvio, e normalmente isso e mais dificil de resultar com eficacio. O que faz com que muitos destes filmes acabem como lixo sem qualquer tipo de significado e alguns como obras primas de referencia para os anos seguintes. Este acaba por nem ser uma coisa nem outra acabando no sempre possivel meio termo,.
O lado positivo do filme e ambiçao da fração entre vertentes da mesma personagem, a separaçao, a distinçao e a forma como cada uma delas e filmada, o que acaba por fragmentar um puzzle que acaba por inqueitar durante a duração do filme o espetador. Por outro lado para um filme deste genero tem dois defeitos gigantescos, por um lado a falta de ritmo, tipica dos filmes mais independentes que acaba por emabalar em demasia o espetador, e por outro lado a falta de uma realização mais ambiciosa, mais proximo do que por exemplo e feito e Mr Robot com o mesmo protagonista, em conceitos muito semelhantes.
Ou seja mesmo no que diz respeito a fração da mente temos um filme por vezes competente, muito ciente dos seus objetivos, com algum arrojo narrativo, mas que em termos de cinema e demasiado adormecido, demasiado parado, demasiado preocupado em sair fora do circuito e normalmente isto resulta em filmes mistos nos sentimentos e nos resultados,.
O filme fala de um empregado de hotel que passa as noites sozinho, ate que conhece um estranho cliente que lhe coloca uma questão existencial, que acaba por mudar todo o seu paradigma de vida e os valores dos diferentes vetores da mesma vida.
O argumento e dificil, corajoso na base e nos seus objetivos que mesmo conseguindo atingir, adcaba por nunca ser dotado de grande brilhantismo, principalmente por alguma dificuldade na caracterizaçao de personagens e em o filme ter o seu movimento natural.
Na realização Sarah Adina Smith tem aqui o seu trabalho mais visivel e significativo para uma realizadora relativamente jovem. O filme tem um bom enquadramento e bons momentos como um todo ainda tem alguma dificuldade em funcionar,
No cas este e um filme totalmente dominado por Melek de principio a fim, muito parecido com a sua construçao em Elliot Andersson funciona bem no limite da normalidade embora me pareça ser necessario mais versatilidade noutros papeis.

O melhor .- O risco narrativo.

O pior – Adormecer facil demais


Avaliação - C

Wilson

Apresentando em Sundance ainda que aparentemente fora da competição esta comedia, de Craig Johnson e normalmente uma daquelas que nos parecia inicialmente mais trabalhada para a vertente critica, que a funcionar a poderia impulsionar para o registo comercial. Contudo rapidamente se percebeu que na exigencia de Sundance as coisas não iriam ser explendidas para o filme já que as avaliações se tornaram demasiado medianas e sem grande sublinhado, o que fez com que meses depois o filme apenas estreasse em alguns cinemas selecionados e com resultados modestos.
Sobre o filme cada vez mais existe uma vertente do cinema que adopta um estilo parvo, baseado em caracteristicas exageradas de personalidades trabalhadas mas pouco vermosiveis, centrando o humor basicamente nestas caracteristicas. Normalmente estes filmes que acabam por ter alguns bons momentos comicos isolados, tem mais dificuldade em funcionar com coesão como um todo, e normalmente caem no erro do happy ending que faz mudar tudo que anteriormente fizeram questao de assumir. Em toda a linha este Wilson encaixa perfeitamente neste genero de comedia com as suas ligeiras virtudes e com os seus mais que muitos defeitos.
O problema começa logo na complexidade de uma personagem que para efeitos práticos do filme acaba por ser demasiado limitado. Ou seja grande parte do filme temos um ambiguidade entre uma ingenuidade idiota da personagem e uma ironia e cultura acima da media, o que é facil perceber que se tratam de caracteristicas normalmente não comuns na mesma pessoa. Depois a facilidade dos atalhos no filme, pouco trabalhados, de forma a tornar tudo mais simples, rapido e ao mesmo tempo sem sentido.
Gostando de algumas comedias indie pela forma como conseguem arriscar no conceito, não fui particularmente adepto desta que me parece que isola tudo na personagem e mesmo essa nem sempre e tao forte ou interessante como filme acha. E certo que em alguns momentos principalmente narrativos o filme até consegue ter graça mas na sua essencia passa mais vezes ao lado no humor do que propriamente concretiza.
A historia fala de um individuo de meia idade isolado, que vive para o seu cao, que de repente apos a morte do pai tenta reatar todas as relações pessoais do passado, em particular destaque com a sua ex mulher e com a filha biologica que descobre ter.
Em termos de argumento penso que mesmo sendo uma comedia de risco, nem sempre parece fazer as melhores escolas, apostando tudo na personagem central, que nos parece demasiado para a mesma. Um humor demasiado parvo, e mais que isso o happy ending totalmente contraditorio com tudo o resto do filme.
Na realização Craig Johnson e um realizador já conhecido por algumas obras de cinema que conseguiram conciliar valor critico e comercial. Aqui tem um trabalho acima do valor basico de produçao simples, mas nem sempre arrisca na abordagem que poderia ter dado uma roupagem diferente ao filme.
Por fim o cast. Woody Harrelson e o melhor actor a jogar com a ironia, mas o papel de incapacitado não encaixa, parece ser demasiado forçado e esta longe de ser um dos melhores trabalhos do actor, o que não e positivo tendo em conta que o filme depende em demasia da personagem. Bem melhor as secundarias Laurda Dern e Hoppe Davies.

O melhor – Alguns apontamentos de humor isolados.

O pior – O happy ending contradizer tudo o que vimos antes no filme.


Avaliação - C-

Tuesday, May 23, 2017

Before I Fall

Existe alguns filmes que mesmo com um conceito utilizado acabam por o reorganizar em contextos cinematograficos diferentes, muitas vezes baseado em livros conceituados e que acabam por eles proprios ser a publicidade do filme. Baseado no livro com o mesmo nome, esta foi uma das estreias de Março de 2017. Com quase nenhuma referência em termos de cast, o filme teve muitas dificuldades comerciais, com  resultados muito curtos principalmente para um filme que até conseguiu alguma distribuição. POr seu lado criticamente, avaliações medianas, o que para um filme totalmente de adolescentes e passado no liceu não se pode dizer que é um insucesso.
Sobre o filme, eu confesso que normalmente determinadas formulas como a repetição da cena ate ao sucesso, e algo já utilizado e em alguns filmes com sucesso, mas permite sempre que os filmes que adotam esta forma tenham um ritmo elevado, o que acaba por ser na maior parte das vertentes funcional na aproximaçao dos filmes ao publico. Aqui mesmo com muitos tiques de filme de adolescentes, esse ponto acaba por fazer com que a mensagem positiva seja ultrapassada, mesmo que com um pese dramatico demasiado intenso para um filme tao ligeiro.
Este e daqueles filmes que nao fosse a formula não habitual nos filmes semelhantes, seria daqueles filmes tao simples que dissolviam em muitos outros sobre as aventuras e desventuras de adolescentes no High School, com os cliches tipicos e situacionais que preenchem este tipo de filmes, sem grandes inovações. COntudo ao adoptar a estrategia do prender as personagens a um dia, acaba por em termos de mensagem ser mais sublinhada.
Mesmo assim parece-nos um filme que se vê de uma forma facil, com uma mensagem positiva, mas longe de ser um filme significativo em qualquer avaliação. Tudo acaba por ser demasiado simplista e previsivel, e em termos de abordagem poderia e deveria existir algum maior risco mesmo no uso da formula, que parece apenas utilizada sem qualquer tipo de tempero.
A historia fala de um conjunto de amigas, que no dia de uma festa, acabam por ter um acidente de carro, o que faz com que uma delas regresse frequentemente a essa manhã no sentido de tentar impedir que tempo regresse.
No que diz respeito ao argumento podemos valorizar o facto da adaptaçao desta formula a um filme sao simples e tao adolescente como este, mesmo que em termos claros nao seja um filme com muito conteudo ou inovação, sendo sempre um filme simples, previsivel com uma mensagem positiva.
Na realização Ry Russo Young e completamente desconhecida, pese embora ja tenha ganho alguns premios menores em filmes menos conceituados. Aqui tem uma realização simplista, arriscada mais na formula narrativa do que visual.
Por fim em termos de cast, um conjunto de jovens com mais ou menos conceito, sendo o protagonismo dado a Zoey Deutch uma atriz em ascensão com um papel tipico de alguem da sua idade, sem grande dificuldade, mas numa atriz que ja demonstrou alguns recursos dramaticos e comicos, a seguir com atençao no futuro.

O melhor - A formula a um género pouco comum.

O pior - Apenas inovar neste ponto

Avaliação - C

Saturday, May 20, 2017

Alien: Convenat

Eu confesso que quando vi prometheus, percebi que Ridley Scott se preparava para fazer deste spinoff de Alien algo com mais conteudo, mais existencialista, algo que me agradou, deixando-me na expetativa para como seria a ligação entre os filmes. Pois bem neste primeiro momento de união e já com o nome Alien, surge o segundo episodio com resultados comerciais proximos de prometheus sendo que comercialmente e em face do filme apenas agora ter ganho a luz do dia ainda não se consegue prever o seu impacto comercial.
Sobre o filme, depois de ter ficado positivamente impressionado com Prometheus, penso que este acaba por ser em longa escala, mais simplista, menos trabalhado, e mais alien do que prometheus. Alias o inicio do filme é mesmo isso, a tipica disputa interna na nave, o conhecimento de um monstro e depois a luta contra o mesmo, num filme sempre bem realizado mas que na sua fase inicial acaba por ser demasiado simplista, e igual a outros sobre perigos no espaço.
Com a entrada de David em cena, o filme ganha dimensão, e essa dimensão não se fica por um crescimento estetico e produtivo que é claro, mas tambem com a vertente narrativa, com a base e tudo e aquilo que ela em termos filosoficos original, Se bem que com muito menos profundidade do que no primeiro filme, o certo é que a explicação é dada com esse lado, mesmo que este filme tenha mais preocupação em nos dar o mitico monstro para depois começar com as sequencias de acçao e de luta ate ao seu ligeiro twist final, que ate acaba por ser expetavel.
Sendo claramente menos filme do que o primeiro, era natural que aqui tivessemos mais a simplicidade e o terror de alien já conhecido do que propriamente uma continuidade sobre a filosofia da nossa origem. Sempre com o empenho e profissionalismo de Scott penso que se tratara de uma boa continuação, sendo contudo na minha optica sempre um filme menor em todo o contexto do franchising.
O filme segue a nave Convenant, que depois de um acidente e ser reconstruida acaba por aterrar e tentar colunizar um particular planeta, habitado por uns seres estranhos, mas mais que isso com um robot com interesses muito definidos para a humanidade.
Em termos de argumentos e depois da base criacionista revelada em prometheus, temos menos argumento e mais simplicidade de processos, pese embora no final ainda consiga descongelar um ou outro dialogos mais profundo, e um simples mais superficial, mais de acção, com o twist final a funcionar pese embora alguma previsibilidade.
Poucos conseguem filmar o futuro como Ridley Scott, o veterano ingles parece sempre ser alguem que já fez tanto e de forma tao diferente que não tem uma assinatura comum. Aqui temos uma realização mais tradicionalista numa primeira fase e mais vistosa na segunda, mas como pai de alien so ele consegue potenciar ao maximo a historia.
No cast, relativamente ao primeiro filme apenas Fassbender resiste como os miticos robots, e aqui resite o segredo do filme em termos de interpretaçao. Embora menos vistosa do que em prometheus, novamente ele é o coração e o centro do filme, com uma interpretação novamente de grande nivel, e que torna David a figura central deste spinoff. No restante, alguma disponibilidade como heroina de acçao de Waterston, que para alem do mais chama a atençao pelas semelhanças com Ripley.

O melhor – Ainda ter muito de prometheus na fase final.

O pior – Ser claramente um filme mais simples do que o seu percursor.


Avaliação - B-

Table 19

Ao longo dos tempos os casamentos e os momentos antes e depois dos mesmos tem sido um campo de trabalho interessante para comedias essencialmente romanticas, mas quase nenhum alguma vez tinha dado importancia a reuniao de pessoas nas sempre complicadas constituidas mesas de casamento. Pois bem este ano num cinema comedia de segunda linha chegou este filme, que criticamente foi quase indiferente com avaliações com ligeira tendencia negativa e que comercialmente acabou por se tornar num filme com resultados consistentes principalmente para um filme que não conseguiu ter grande distribuição.
Sobre o filme eu penso que so a ideia de pegar na questão da mesa e das diferentes personalidades que ali se juntam e de louvar pois e uma materia que pode dar tanto ao cinema de comedia e que ate ao momento ninguem se tinha lembrado de o fazer. Sobre a forma como o filme funciona temos um misto entre uma comedia arrojada, politicamente incorreta dos nossos tempos, com uma comedia romantica mais tradicional. Pese embora não seja de primeira linha em nenhum destes pontos parece sempre ser mais funcional no primeiro lado do que no segundo, sendo que mesmo no primeiro nem sempre e um filme equilibrado.
E acima de tudo não e equilibrado porque não balança, pese embora o tente fazer o interesse das pessoas por cada uma das personagens que se sentam naquela mesa, podemos mesmo dizer que tem historias com componente comica diversificada para tocar varios pontos de comedia, mas tem algumas que simplesmente não funcionam como a diade de casal. Já no que diz respeito ao lado emocional da comedia romantica, acho que aqui o filme nem sempre consegue dar a vertente emocional com intensidade que o faça funcionar na maior parte do tempo, e aqui parece-me obviamente que a culpa acaba por ser da tentativa de dar um final que foge ao esperado mas que por isso não e devidamente preparado.
Mesmo assim num ano em que muitas das comedias não tem naturalmente graça, parece-me que esta tem alguns momentos interessantes, e tem a seu favor o facto de ser um filme com uma curiosidade interessante de ser todo ele ao longo de um curto espaço de tempo e com varios momentos. Nao sendo sequer um bom filme, pensamos que alguns dos objetivos do mesmo sao conseguidos e outros não.
A historia fala de um casamento onde a ultima mesa e constituida com as pessoas que não cabem em lado nenhum, entre os quais a ex namorada do irmao da noiva que espera um bebe do mesmo, e que foi trocada dias antes do casamento.
Em termos de argumento penso que mesmo tendo uma ideia de base interessante e que se lembrou de algo que quase ninguem o tinha feito, na potenciação tem momentos algos e baixos, com o defeito de não ter conseguido equilibrar no que diz respeito as historias paralelas secundarias.
Na realização Jeffrey Blitz tem como as suas obras mais conhecidas a colaboraçao na realização de The Office, aqui tem um processo simples, de realizaçao de comedia de serie B, pouco risco, pouca criatividade num filme que se limita a filmar os interpretes com toda a simplicidade.
No cast, Anna Kendrick e uma habitue no genero, principalmente em encarnar pessoas que não encaixam onde estão, aqui mais do mesmo numa actriz com dificuldade em sair da comedia. Nos secundarios menção honrosa para Squibb e para o facto de Kurdow e Robinson não combinarem como casal.

O melhor – O tema da mesa de casamento como centro da comedia

O pior – O desiquilibrio no peso e na graça das historias secundarias


Avaliação - C

Friday, May 19, 2017

Gifted

É normal quando um realizador de um cinema mais independente e mais emotivo, tem a oportunidade em cinema de maior dimensão e as coisas não resultam de uma forma perfeita, tentar dar um novo rumo a sua carreira regressando a um ponto de partida. Pode ser essa a análise do regresso de Marc Webb a um cinema mais emotivo, mais de personagens depois do seu Amazing Spider Man. O resultado deste filme criticamente foi algo mediano, pese embora as pessoas em geral tenham gostado do mesmo. Comercialmente para um filme que teve uma primeira abordagem em cinemas selecionados podemos dizer que teve um resultado bastante consistente.
Sobre o filme, não é o primeiro filme que fala de prodigios certamente e na dificuldade de adaptaçao dos mesmos aos diferentes contextos onde residem, mas acaba por ser um filme que tem uma reflexão com dois pontos bem diferenciados, o lado racional da potenciação das capacidades mas tambem na riqueza emocional e afetiva. Alias parece-me sempre que se trata de um filme mais emotivo do que racional na abordagem e isso faz com que na maioria do tempo, o filme nos de o lado mais intimo das personagens e menos a capacidadade das mesmas. Por isso parece-nos um filme mais talhado para um grande publico do que propriamente um objeto artistico ou uma obra prima.
O filme funciona bem principalmente na ternura que temos na dictomia da personagem central, entre a sua capacidade de raciocinio e a incapacidade para lidar com as situações interpessoais. Em termos de batalha legal ai parece-me que o filme torna-se mais vulgar, principalmente na segunda parte, mais previsivel, com menos detalhes que o conduz a por vezes ser redondante e pouco congruente entre a intensidade da batalha legal e a relação entre os seus intervenientes  fora dele.
O ponto que me parece menos interessante ou menos funcional no filme acaba por ser a sua conclusão. A necessidade que o filme tem em a sua conclusão ser um happy ending parece algo desconforme com a realidade como que dando a sensação que tudo o que o filme demonstra era desnecessário, já que a resolução do problema era tão obvia. E nisso penso que falta algum risco ao filme em debruçar realmente sobre as soluções para o problema e tornar a obra numa interessante e emotiva obra familiar de cinema instantaneo.
A historia fala de um tio que após o suicidio da irma acaba por ficar a cargo com a filha da mesma, dotada de uma capacidade extrema para calculos numericos. Integrada numa escola basica acaba por iniciar uma batalha legal entre a avó que deseja que a menor frequente uma escola especializada e o tio que apenas quer que ela seja uma menina normal.
Em termos de argumento a forma como o filme coloca o problema parece-me interessante, na medida que nos da dois vetores da mesma persoanagem, embora o filme de imediato adopte uma posiçao como sua. No final o filme cai em algum facilitismo na forma como tenta resolver o problema e aqui parece-me que o filme poderia ser mais arriscado na forma como define a sua conclusão.
Na realização parece-me claramente um filme demasiado simples na abordagem para alguem como Marc Webb que entre outras coisas tem 500 Days of Summer. Aqui temos um cinema simples com algumas preocupaçao em transmitir imagens bonitas na diade tia sobrinha e muito pouco de referente para alem disso. Parece um claro passo atrás em termos de dimensão no cinema de Webb.
No cast em confesso nao achar Chris Evans um actor com grandes recursos, ou que funcione em vertentes mais dramaticas. Aqui demonstra mais uma vez essas dificuldades num filme que merecia um actor mais intenso em aspetos emocionais. Melhor a menor Mckeena Grace, que acaba por ficar para si com todas as despesas do filme.

O melhor - A forma como emocionalmente o filme consegue colocar as questões certas da problemática.

O pior - A forma simples com que acaba por concluir uma questão bem mais complexa

Avaliação - C+

Thursday, May 18, 2017

The Last Word

Quando determinadas figuras do cinema chegam a uma idade tão avançada que nunca se sabe quando é que será o seu ultimo filme, é normal os estudios mais pequenos terem pequenas produções com as mesmas como protagonistas de forma a darem um ultimo momento de antena sob a forma de homenagem. Este ano foi a vez de Shirley Mclane ter o seu registo, num filme que passou indiferente perante a critica e que comercialmente acabou por ter um resultado interessante em face da curta distribuição quem sabe a justa homenagem a actriz.
Sobre o filme, não existe muita variedade sobre este tipo de filme, ou seja normalmente eles são repetivos e falam sempre sob personagens não resolvidas que tentam nos ultimos suspiros da vida encontrar o sentido para a forma como vao ser recordados. E nisso o filme e repitivo relativamente ao que já existia nunca conseguindo ter qualquer tipo de impulso que o se diferencia quer com os melhores quer com os piores do mesmo genero. Em termos de genero e um filme que tenta ser engraçado, mas normalmente arrisca pouco tambem neste conceito, ficando apenas a homenagem a McClaine e uma serie de boas indicações e mensagens semelhantes a muitos filmes.
Acredito que o protagonismo a uma pessoa com uma idade tão avançada não permite muito exprimentalismo na forma como o filme acaba por ocorrer, mas penso que no caso de McClaine ela demonstra no filme ainda alguma frescura fisica que podia dar mais risco, á acção, à personagem e tirar o filme do melodrama bacoco de domingo a tarde num filme que nos parece com um objetivo direto mas com pouca arte.
Mais referimos que o unico ponto que chama a si, para alem da disponibilidade fisica de McClaine acaba por ser uma boa banda sonora que demonstra um bom gosto musical, e uma serie de frases feitas mas positivas que acabam por se tornar a mensagem positiva de um filme, que nem sempre lida com as boas coisas ou não fosse sobre a morte.
A historia e peculiar, uma idosa isolada, com uma personalidade pouco apreciada pelos outros mas com muito dinheiro contrata uma escritora de obituarios para fazer o seu enquanto esta vida, na ansia de controlar tudo a sua volta.
Em termos de argumento a base narrativa do filme até pode ser diferente em alguns pontos mas na execução o filme torna-se particulamente semelhante a muitos outros sobre idosos, mesmo no teor e no genero e um filme que tenta ser suava mas nunca consegue ser engraçado ou tirar as personagens do esteriotipo.
Na realizaçao Mark Pellington e um realizador pouco conceituado que vai saltando do cinema para a televisao sem qualquer sucesso. Aqui pouco ou nenhum risco, num filme simples mas sem brilho.
No cast McClaine tem um ponto interessante que é a distreza fisica que comparando com outros actores e actrizes da sua idade deve ser valorizado. Por outro lado a personagem e simples, bem como tudo o resto no filme, Seyfried tem o lado emotivo do filme, algo que faz normalmente com alguma facilidade.

O melhor – A banda sonora

O pior – A incapacidade do filme inovar num genero já utilizado


Avaliação - C-

Tuesday, May 16, 2017

Fist Fight

Existem actores que ao longo da sua carreira dedicam-se em exclusivo à comedia, variando apenas o tema e os parceiros. Nos ultimos tempos quer ICe Cube mas principalmente Charlie Day são dois habitues no genero, sublinhando um humor fisico que em alguns deles tem dado alguns registos de sucesso, outros com menos. Este filme sobre guerra de estilos em pleno liceu, esteve longe de convencer, numa primeira instância a critica com avaliações maioritariamente negativas,  e comercialmente com resultados que para uma comedia de grande estudio esteve longe de resultados consistentes.
Sobre o filme, se existe genero que se torna facilmente apelativo em termos comerciais, é o de confrontos de estilo, ou seja o tipo de filmes que coloca em choque os polos, seja eles em que dimensão for. E nisso o filme com uma estrutura simples e com poucas preocupçaões de logica ou de mensagem acaba por ir decorrendo de forma fácil, com um humor muitas vezes fisico e incorreto, que ora funciona ora cai no absurdo exagerado.
Ou seja como a maior parte dos filmes com esta estrutura o seu desempenho esta muito dependente da forma como o humor do filme acaba ou não por funcionar junto do publico. E nisto parece-me que o resultado é demasiado misto, por um lado nem sempre o humor demasiado fisico torna-se engraçado, por outro lado o humor mais rude, mais sexualizado acaba por funcionar melhor, mesmo que esteja na maior parte das vezes a cargo de uma unica personagem e que essa esteja longe de ser protagonista do que vemos.
Ou seja um cinema juvenil, sem grandes preocupações de maturidade, de mensagem ou de lógica, com um objetivo claro comercial, e fazer render o estilo de dois protagonistas de estilos diferentes. Este genero acaba por ser cada vez mais comum, num cinema desprendido com o unico objetivo de colecionar dolares, o que ate acabou por nao ser o caso deste filme.
O filme fala de um professor frouxo, sem grande identidade que com receio de perder o emprego assiste a uma tentativa de agressao por parte de um professor mais duro, acabando por o denunciar, acabando de imediato por se ver envolvido numa luta com tal professor marcada para o final das aulas, e que em face das diferenças de atitude acabam por lhe provocar um receio abismal que conduz a que tudo faça para a luta não ocorrer.
Em termos de base da historia e mensagem é claramente um filme limitado, um filme de consumo rápido, sem grande envolvimento narrativo, ou grande originalidade. No que diz respeito ao humor utilizado é um filme mais dual contraponto um humor sexualizado que funciona em alguns momentos, e um humor fisico que se traduz menos capaz.
Na realização Richie Keen tem aqui o seu trabalho mais mediatico depois de uma carreira mais baseada na televisão. O trabalho é simples, com movimento e ritmo o que não deixa o filme adormecer, mas sem grandes toques de autoria no resto do filme.
No cast Charlie Day e Ice Cube como a maioria dos actores comedia repetem constantemente o esteriotipo de ambos como actores e comediantes. Numa contrposição de estilos funcionam melhor em conjunto do que separados, num filme com pouco mais que estas definições gerais.

O melhor - Alguns apontamentos de humor

O pior - A falta de uma mensagem diretiva e significativa

Avaliação - C

Sunday, May 14, 2017

Absolutely Anything

Pode uma comedia suscitar tanta curiosidade e posteriormente se tornar num filme tão pouco aperciado e quase incognito na maioria dos mercados. A resposta baseada neste filme é claramente sim. Um filme que marcava a ultima presença num filme de Robin Williams e que mais que isso trazia o grupo de Monthy Python novamente juntos, bastava isso para ter buzz para uma realidade interessante, contudo as primeiras e muito mas avaliações acabaram por condicionar um filme que apenas dois anos mais tarde viu a luz do dia nos EUA e com quase nenhum tipo de sublinhado.
Sobre o filme é obvio que quando vamos para um filme realizador por um dos comicos de maior sucesso na inglaterra, com outro como protagonista, estamos a espera de um filme de primeira linha em termos de humor, algo que o filme na realidade nunca consegue ser, acabando por na maior parte das vezes ter uma estrutura de humor demasiado tradicionalista e pouco funcional, com um humor que na maior parte das vezes se limita a componente fisica sem qualquer tipo de trabalhado.
Mas não e apenas no humor que me parece que o filme deveria ser mais potenciado, no que diz respeito a narrativa central, parece-me um filme demasiado tonto na sua abordagem e na sua formula. Para funcionar uma historia tipica dos anos 80 nestes dias tinha de ser uma abordagem diferenciador, não so no argumento mas tambem na realizaçao e o filme acaba sempre por ter uma apresentação tradicionalista o que não lhe da em momento algum grande graça e mais que isso rapidamente se dissolve entre outras comedias baratas de baixo orçamento.
O problema deste filme e mesmo a expetativa nem nos Monthy Python e mesmo em Simon Pegg estamos habituados a um humor ingles mais refinado, mais falado e menos fisico, aqui temos algo demasiado tradicional, algo que poderia ter resultado nos primordios dos comediantes aqui envolvidos mas nunca no seculo atual, mais exigente e numa sociedade que muito mudou naquilo que a diverte.
A historia fala de um pseudo escritor e professor que de repente ganha a possibilidade de obter tudo que deseja, como forma de um extraterrestres exprimentar a bondade nos habitantes da terra e decidir ou não a sua continuidade.
No que diz respeito ao argumento penso que em nenhuma das suas vertentes ele funciona na realidade, nem na base da historia, que me parece demasiado tonta, nem na concretizaçao do humor, demasiado fisica e tradicionalista.
Terry Jones uma das figuras de proa dos comediantes Monthy Python tem aqui um trabalho demasiado tradicional, numa abordagem sem grande toque de autor, numa produçao aparentemente moderada, e que não permite disfarçar por si so um argumento tambem ele sofrivel.
No cast parece obvio que nos dias de hoje Pegg e o mais parecido com Monthy Python que existe dai que a sua colaboraçao me parece interessante, tem a capacidade do tipico humor ingles e fisico, dai que não seja por ele que o filme fica limitado. Beckinsale parece mais perdida no terreno da comedia, e Williams e sempre uma escolha de primira linha para fazer vozes, merecendo obviamente um filme mais completo para a sua despedida.

O melhor – A voz de Williams

O pior – A expetativa resultar num filme pequeno a todos os niveis


Avaliação - D+