Monday, December 10, 2018

Tyrel

Este pequeno filme de um dos realizadores mais diferentes do panorama indie americano, foi apresentado em Sundance como uma especie de Get Out deste ano, pese embora num contexto de personagens diferente. O resultado em Sundance ate foi positivo com avaliações essencialmente positivas mas insuficientes para levar o filme para patamares de excelencia. No que diz respeito ao resultado comercial, apenas no final do ano o filme conseguiu a luz da distribuiçao em muito poucos cinemas.
Sobre o filme Tyrel tem um principio tão comum e tão pouco trabalhado em termos de cinema que vale de imediato por isso mesmo. A forma como por vezes por intermedio de alguem surgimos num grupo ja constituido e todos querem que esta junção corra bem. O facto do filme nao ter lado bom e mau é um dos seus segredos para funcionar, temos a tentativa de tudo encaixar quer do lado do corpo estranho quer do grupo de amigos, mas as coisas são dificeis de combinar e essa inexistencia de razões para falhar acaba por ser o segredo para na minha otica o filme resultar na mensagem que nos quer dar.
Claro que podemos dizer que depois o filme e algo exagerado nos excessos de todas as personagens ou na falta de alguem que perceba aquilo que esta a acontecer, mas isso acaba por ser a assinatura de um realizador que gosta de filmar o absurdo e o pouco obvio mesmo que isso retire alguma força dramatica ao filme, tornando-o por isso mais pequeno.
Mas sem duvida que Tyrel e um dos interessantes filmes independentes deste ano, ja que a uma situação particularmente comum junta uma serie de pontos como politica e questão racial juntando num filme que adota sempre uma prespetiva positiva das pessoas mesmo quando nada esta a encaixar. Nao tem a profundidade ou a originalidade de Get OUt mas e sem duvida um filme que é a sua vertente normal.
A historia fala de um jovem afro americano que acompanha um amigo numa festa de aniversario de um seu amigo, deparando-se com um grupo de amigos formado e com uma queda para todos os exageros durante o fim de semana.
Em termos de argumento muito da mais valia do filme esta na ideia central e na forma como a mesma e algo comum em alguma parte da vida. A forma como introduz os temas e algo pouco preparada mas acaba por tocar em muitos temas sem nunca ir a fundo pois quer ter um teor mais descontraido.
Sebastian Silva e um realizador estranho de filmes descontraidos mas que rapidamente entram no absurdo, tem pelo menos no seu guiao aqui o seu filme mais interessante numa carreira marcada por algum non sense.
No cast o filme tem uma excelente interpretaçao de Jason Mitchell um dos bons actores da nova geração afro americana, o seu papel e uma surpresa pelas fases que passa ao longo do filme, bem coadjuvado pelo lado mais irreverente de Abbot e Landry Jones.

O melhor - A forma como o filme nos trás para uma situaçao que tantas vezes acontece.

O pior - O filme acaba por cair em exageros que lhe tira alguma maturidade

Avaliação - B

Apostle

A Netflix é um sistema de streaming que atualmente tem de ser alimentado constantemente com diversos generos. A tentativa de fazer da netflix um dos grandes do cinema faz com que em 2018 surgisse diversos filmes de diversos generos. No terror este Apostle acabou por ser uma das boas surpresas criticas, com avaliações essencialmente positivo, sendo que comercialmente o filme acabou não ser facil de averiguar em virtude do formato.
Sobre o filme Apostle podemos dizer que temos dois primas diferentes com resultados também ele diferentes. Desde logo em termos do terror humano, naquilo que diz respeito à pressão psicológica de uns perante outros o filme funciona, não só em termos esteticos e de violência mas também na forma como a pressão alimenta a disfuncionalidade das personagens.
Pelo lado negativo parece que o filme socorre-se em demasiado do lado paranormal, e ai o filme perde alguma da objetividade ou da força das personagens o que acaba por ser desiquilibrado para o filme, que sinceramente parece-me desnecessario para o filme funcionar nos outros aspetos mais terreos. Claro que para tanto fanatismo provavelmente o filme necessitava de um ser superior palpavel, mas a forma como este interfere nos momentos decisivos do filme não jogam a favor do efeito do filme.
Assim temos um filme de terror que nos seus aspetos mais simples funciona com intensidade, mas que complica ao tentar abraçar demasiados generos. mesmo assim de louvar a forma como o filme consegue ser forte, violento e cru, algo que muitas vezes a maior parte dos filmes de terror nem sempre conseguem ser.
A historia fala de um individuo que embarca para uma ilha com uma comunidade fechada no sentido de tentar perceber o que aconteceu a sua irmã desaparecida depois de uma expedição àquela comunidade.
Em termos de argumento alguns aspetos da historia de base são interessantes e resultam com impacto no filme. Falha quando os elementos paranormais nao encaixam no registo de terror que o filme estava a ter até então. Mesmo assim o filme consegue ter o impacto necessario para um filme de terror.
Gareth Evans e um realizador que chamou a atenção pelo sucesso de The Raid, aqui tem um filme bem realizado esteticamente com algumas caracteristicas de terror bem trabalhadas. Falha talvez na mistura de generos mas parece termos aqui uma realizador para altos voos no terror.
No cast os interpretes dao ao filme a intensidade que ele necessita. Stevens está em forma, com a disponibilidade fisica e dramatica que o filme necessita mas acaba por ser Sheen quem chama a si mais atenção com o impacto que normalmente o ator britanico da as suas personagens.

O melhor - O filme funciona no terror provocado pelos homens.

O pior - Funciona menos no lado paranormal

Avaliação - B-

Saturday, December 08, 2018

Mowgli

Existem projetos que são dificeis de explicar a sua pertinência. Quando em 2016 Andy Serkis anunciou que tinha como projeto trazer um Live Action do livro da selva ao mesmo tempo que a Disney tambem tinha anunciado o mesmo projeto, deixou de imediato antever que um dos projetos, usualmente o segundo iria ter muitos problemas em se tornar rentavel do ponto de vista comercial. Talvez por isso este projeto acabou por ser adiado, e mais tarde vendido a Netflix, estreando sem a pompa e circunstancia que inicialmente se esperaria. Criticamente uma receppção mediana tornou bastante inferior ao seu antecessor, sendo que comercialmente o barometro netflix e sempre dificil de perceber.
Sobre o filme podemos dizer que é ligeiramente mais simples do que a versão de Favoureau, um filme mais direto, com um argumento mais simples e com uma tecnica de realização diferente, atraves da captura de movimentos dos actores. O filme tecnicamente em algumas personagens que funcionam bem como Baloo e Shar Kan, mas pensamos que mesmo tecnicamente o filme perde para o anterior que ganhava em pleno realismo.
Em historia podemos ter mais violencia, talvez por se tratar de um filme menos pensado para crianças, mas ao mesmo tempo temos uma intriga bem mais simplista, num filme tambem mais curto, o que lhe permite maior ritmo mas sem que isso o torne melhor. Fica a ideia que o filme perde demasiado tempo nas capturas dos personagens e menos num argumento que fica a ideia ser algo pobre.
Ou seja no final de contas uma versão bem mais limitada de Mowgli, ainda que com um cast de primeira linha nem sempre o filme consegue o aproveitar, ja que ao estarem por tras de animais muitos dos recursos deles nao sao utilizados. Fica tambem a ideia que Serkis e bem melhor a interpretar do que a criar mundos, pois o recurso ao digital parece claramente exagerado neste filme.
A historia conhecida de MOwgli e levada novamente ao cinema neste filme, desde a sua captura pelo grupo de lobos, ate á indecisao da sua aceitaçao o filme passa por diversas fases ate ao confronto final com Shar Kan.
EM termos de argumento a historia de base e a conhecida contudo acaba por na intriga ser bem mais limitada do que a historia habtiual, parece que tem dificuldade em fazer algumas personagens crescer. Um filme muito mais tecnico do que propriamente de narrativa.
Serkis tem aqui um projeto que chama a atençao por ir buscar o terreno onde construiu muito do seu conceito como interprete ou seja a captura de imagens. Neste plano o filme tem alguns bons momentos, embora nos pareça longe do que ele ja interpretou em Senhor dos ANeis e principalmente em Planeta dos Macacos. Um realizador ainda em construçao e definiçao.
No cast a escolha dos actores e de primeira linha. No final sai sublinhado como nao podia deixar de ser Serkis e Cumberbacht. Em termos de pessoas reais a escolha de Mowgli e mais fisica do que de recursos interpretativos do seu jovem actor.~

O melhor - Algumas tecnicas de captaçao de imagem

O pior - O argumento ser demasiado redutor

Avaliação - C
Apresentado no inicio da edição de Sundance de 2017, este filme sobre os alegados homicidios de Lizzie ganhou algum destaque mediatico depois da sua protagonista e produtora Sevigny ter mencionado não ter ficado totalmente satisfeita com o resultado final do filme. Dai que nao se possa ter ficado surpreendido por este filme ter tido reaçãos antagonicas em termos criticos e isso ter acabado por limitar o resultado quer comercial mas principalmente critico do filme.
Lizzie e um filme acima de tudo de uma personagen e da forma como a mesma vivencia os diferentes conflitos que a rodeias. Nesse impacto concordamos com Sevegny pois o filme parece ter uma materia narrativa que resultaria de forma natural num filme de impacto, mas nunca o consegue ter, principalmente porque adota um esquema narrativo que nao o beneficia, com avanços e recuos temporais.
Mas o filme tem outro problema que me parece claro, a forma como a relação central do filme e pouco trabalhada. AO contrario dos conflitos familiares que são vincados e sublinhados ao longo de todo o filme com a intensidade necessaria. O outro vector do filme apenas parece surgir a espaços, quando o mesmo e fundamental na coesão narrativa do que o filme nos quer dar.
Fica a sensação clara que é um filme pouco equilibrado, um filme que tinha muito para funcionar, mas que por ineficacia dos seus produtores acaba por nao ser funcional, principalmente na forma como não consegue chamar a atençao do espetador chamando-o para si. No final o impacto da resolução acaba por melhorar este defice mas fica a ideia que o filme não resulta.
A historia fala numa mulher que pressionada pela sua familia, quando aos bens e mais que tudo face a sua opçao sexual acaba por ser suspeita do assassinato dos seus progenitores, num momento de exploosão emocional.
Eu confesso que a historia de base na minha ideia deveria dar um bom filme, mas é no argumento que residem os principais problemas no desiquilibrio de tempo entre personagens. Fica a ideia que o filme poderia ser mais objetivo na forma como nos dava a deterioração da personagem.
EM termos de realizaçao William Mcneil foi a segunda escolha para o projeto um realizador oriundo do cinema independente que nao consegue em momento algum dar intensidade ao projeto e isso e um erro claro. Alguem que e criticado no lançamento pelo proprio produtor do filme e sinal que as coisas nao correram bem.
E no cast que o filme tem o seu melhor rendimento, principalmente na intensidade que Sevegny da a sua personagem. Uma actriz conhecida por esta capacidade embora seja demasiado fora do circuito. Stewart tenta encontrar tambem uma carreira de risco e isso e de louvar para quem ja conquistou o valor comercial.

O melhor - A prestação de Sevegny

O pior - O retalho temporal que o filme se torna

Avaliação - C-

Support the Girls

Esta pequena comedia sobre o funcionamento de um bar desportivo nos EUA, tornou-se num dos grandes fenomenos criticos do presente ano com avaliações muito positivas, e que resultou inclusivamente em alguns premios criticos para a sua protagonista Reginna Hall. Em termos comerciais as coisas nao correram bem ao filme com receitas quase residuais, o que é compreensivel tendo em conta a falta de argumentos comerciais do filme.
Sobre o filme eu confesso que o filme começa bem, com o alvoroço e exigencia de um dia de trabalho e preparaçao desse mesmo dia. Ai o filme para alem de uma realizaçao que nos da total noçao do alvoroço de um dia rotineiro de trabalho, o filme dá-nos uma personagem singular que se percebe de imediato que vai ser a ancora de todo o filme. Depois com o crescimento da intriga o filme perde um pouco o norte, por um lado ao dar diversos temas de discussão na vida da personagem central, e depois por os elementos secundarios serem demasiado caricaturados.
Mesmo assim um filme que para uma comedia não tem grande graça, sendo um filme com mais coraçao na forma como nos da uma tutoria da personagem central relativamente as suas funcionarias, e mais que isso a forma como isso muitas vezes não chega a entidade patornal. nesse particular o filme tem alguns trunfos, mesmo que no final surja a ideia que tudo é demasiado difuso para funcionar bem.
Ou seja uma comedia claramente independente e de objetivos baixos, que fruto de algum valor emocional conseguiu chamar alguma atençao, ainda que nos pareça que se trata de um filme que vai do mais ao menor e também um filme que me parece que por vezes se perde em detalhes que nada trazem de util ao filme.
A historia fala de uma gestora de um espaço comercial que tem de gerir diversas raparigas que de alguma forma tem que usar o corpo na venda dos produtos. Tudo fica dificil quando o patrão percebe que vai ter uma concorrencia forte e nao consegue gerir as emoçoes provocadas por essa situaçao.
EM termos de argumento o filme não e particularmente novo, funciona bem na gestao de emoçoes das personagens funcionando pior na incapacidade de mesmo quando tenta nao conseguir ser engraçado. O filme tem como trunfo a construçao de uma personagem central forte.
Na realizaçao Bujalski tem aqui o seu filme mais visivel, realizado como se de uma comedia familiar de serie B se tratasse o filme vale acima de tudo por aspetos mais especificos de um argumento, já que em termos de realizaçao e o beneficio da mesma ela nao existe.
No cast e interessante a intensidade e a presença de Hall, uma actriz relacionada com comedia que tem aqui o seu melhor papel. Parece-me exagerado alguns elogios totais a prestação que é competente mas pouco mais. De referir alguma diferença na prestação da jovem RIchardson que pode ser um dos bons valores futuros do cinema.

O melhor - A personagem central

O pior - A ineficacia do filme ser engraçado

Avaliação - C+

Thursday, December 06, 2018

Colette

Com o tema da igualidade sempre em sublinhado em Hollywood e comum alguns filmes biograficos irem ao encontro de historias que ao longo dos anos acabaram por ser vitima do maior peso do sexo masculino. Este ano e seguindo a tradiçao mais britanica do cinema surgiu este Colette. Apresentando em Sundance o filme obteve criticas interessantes mas insuficientes para lançar o filme no caminho dos premios. Comercialmente para um filme com pouca divulgaçao os resultados acabaram por ser minimanente consistentes.
SObre o filme eu confesso que acho a forma de filmar de epoca mais proxima da tradiçao britanica algo aborrecida e este filme opta por esse metodo, o que acaba por perder alguma da intensidade principalmente das vivencias da personagem central que me parecem sempre algo escondida num filme que aposta acima de tudo na polemica do que era escrito e nas repercurssões que isso tinha.
Outro dos problemas do filme acaba por ser em algum caracter circular da historia ao longo dos diversos interesses amorosos que Colette vai tendo e a forma como isso se vai refletindo na uniao de escrita que tem com o seu marido. Dai que me pareça que e um filme com mais impacto historico do que artistico naquilo que realmente nos da
Outro dos problemas do filme e que e um filme algo semelhante ao The Wife com a diferença das epoccas em que cada um é lançado bem como o facto do primeiro ser uma obra de ficção ao contrario da biografia que e este. Mesmo assim um filme com uma historia de vida interessante num tema de moda em Hollywood.
A historia fala de uma jovem escritora que vive na sombra do seu marido, que com as suas historias acaba por ser conduzido a um sucesso literario completo,
Em termos de argumento o filme e vasto nao so tratando do aspeto da obra da personalidade mas tambem os seus conflitos pessoais. Aqui o filme tem alguma qualidade por tocar nesse assuntos, embora adote sempre uns dialogos demasiado literarios.
Na realizaçao Westmoreland e um quase desconhecido em Hollywood embora tenha estado na origem do oscar a Julianne Moore. Aqui tem um trabalho tradicionalista sem grande aprumo visual mas que serve os intuitos do filme.
No cast Kneightley e uma actriz que tem variado muito pouco os seus papeis e aqui pese embora a exigencia do papel, parece muito semelhante a outros papeis por si desmpenhados. Bem melhor um West cada vez mais intenso e que tem crescido como actor.

O melhor - A historia em si

O pior - O ritmo tradicional britanico é demasiado lento para o impacto destas historias

AValiação - C

Robin Hood

De tempo a tempo existem historias universais que sao aproveitadas por produtoras no sentido de lhes dar uma nova roupagem e tentar conseguir um sucesso que lhe alimente um possivel Franchising. Esta foi a tentativa clara da Summit nesta nova ediçao de Robin Hood. Infelizmente para a produtora a recepção critica foi pessima e isso acabou por alastrar ao seu valor comercial, muito baixo e redundou num dos grandes floops do ano, que termine com qualquer chance de iniciar aqui qualquer franchising.
SObre o filme eu confesso que a historia de Robin Hood e conhecida e mais que isso ja foi levada em todas as dimensoes ao cinema. Dai que este novo lançamento me pareceu nao ter grande sentido, principalmente depois do anterior, de Ridley Scott ja nao ter sido um grande sucesso. Este e um filme chiclet de açao rapida, pouco trabalho nas personagens e esperando que o efeito de uma açao realizada de forma atual faça funcionar sem se preocupar em nenhum momento com a complexidade narrativa ou com uma historia minimamente elaborada.
ALem deste facto o filme quer ir tão depressa para a açao que faz atalhos narrativos que não faceis de entender juntando um Little John a um arabe e mais que isso com o arriscado final de Will Turner. POr tudo isto o filme parece um pouco perdido naquilo que deveria ser a fidelidade a historia e mais que isso na forma como não consegue potenciar o que a historia em si dá.
O ultimo defeito do filme e tentar fazer com que o lado descontraido de Egerton, seja razão para um filme algo humoristico que nunca consegue ser porque nao e escrito com esse proposito, este é um problema claro ja que quando o filme tenta ser engraçado percebe-se que nao encaixa para o contexto mais fisico que o filme quer ter e acaba tudo por se tornar uma confusao.
A historia e a conhecida de RObin Hood, o ex elemento da nobreza que apos o regresso da guerra percebe que nao tem casa nem namorada e a sua terra natal esta totalmente dominada por um tirano sheriff. Com o apoio de um arabe com sede de vingança começa a treinar para ser o rosto dos oprimidos.
Em termos de guiao por muito que na base a historia conhecida esteja la, os atalhos do filme sao arriscados e quase imperdoaveis naquilo que resulta para o filme. Nao existe preocupaçao em fazer crescer as persoangens e temos sim um filme de açao rapida o que e insuficiente para o nome de Robin Hood.
Na realizaçao Otto Bathurst vem da televisao onde teve algum sucesso para um filme que nos parece ter s-mpre demasiado movimento e capturas de camara em excesso. O filme e irrequieto, tem algumas boas imagens mas insuficientes para lhe dar qualquer cunho.
POr fim no cast eu confesso que era aqui que me parecia que o filme tinha mais potencial. Egerton parece-me um dos jovens com mais carisma da atualidade como ja tinha demonstrado principalmente no primeiro Kingsman e o seu lado descontraido pode ser potenciado em muitos filmes. Foxx tem a intensidade suficiente para qualquer personagem, pena aqui a sua personagem ser uma confusao pegada. No lado dos viloes fruto de muito treino Mendelshon tem se tornado um habitue num papel que encaixa nas suas caracteristicas

O melhor - O cast tem qualidade

O pior - A dificuldade que o filme tem em respeitar a tradiçao e dar algo novo

Avaliação - C-

Wednesday, December 05, 2018

Set it Up

A Netflix tornou-se ao longo do presente ano uma das produtoras mais ativas em termos de telefilmes de diversos generos. Em termos de comedia esta romantica acabou por ser aquela que melhores resultados criticos obteve. Comercialmente a falta de figuras de referencia poderão ter impedido mais visualizações do que outros conteudos mais apelativos do formato.
Sobre o filme na base temos um tipico filme romantico de domingo a tarde, contudo em termos de dialogo e a forma como os mesmo funcionam em termos de comedia, tudo parece resultar, ja que os personagens principais e secundarios encaixam perfeitamente num filme que pese embora seja demasiado simples e igual na base a muitos outros consegue na capacidade de fazer humor ir mais longe e dai tornar-se um agradavel momento de ver.
O filme começa de imediato com um ritmo acelerado, exagerado para fazer funcionar a sua ideia, mas é quando o filme entra na sua vertente romantica que as coisas encaixam melhor já que nao perde a sua componente humoristica, nem sempre politicamente correta, para termos também um filme de simbiose entre personagens que nao necessita de muitos cliches para funcionar, e aqui reside os maiores segredos do filme para o separar dos desastres criticos que a maior parte dos filmes deste genero acabam por se tornar.
Ou seja uma comedia romantica com humor actual, personagens engraçadas e uma situação actual da exigencia profissional, acabam por nos dar uma das melhores comedias de desgaste rapido do ano, mesmo sendo de um genero e uma base que é facil não gostar.
A historia fala de dois jovens completamente afogados pelo trabalho como assistentes de dois exigentes patrões que de forma a obterem alguma folga vão tentar arranjar um relacionamento entre ambos, que os faz ficarem muito ligados um ao outro.
Na base do argumento não temos nada de particularmente diferente neste filme, temos uma historia tipica de comedia romantica de serie B, sendo que é nos dialogos e na sua capacidade de fazer humor que o filme se diferencie, sendo que esta descontraçao acaba por tambem fazer funcionar o filme em termos emotivos.
Na realizaçao Claire Scnalon surge neste filme depois de ja ter estado na realização de alguns episodios de The Office a realizaçao é simples de telefilme, sem truques aproveitando apenas aquilo que Nova Iorque dá em termos esteticos.
No cast Zoey Duych funciona perfeitamente neste tipo de comedia romantica, porque combina o lado mais romantico com o desajeitado que e otimo para este filme. Diggs e Liu tem a rigidez que os papeis necessitam, mas a mais valia em cast vai para o valor comico de Glen Powell.

O melhor - Os dialogos e a forma como funcionam em termos de humor.

O pior - Nao é mais que uma basica Love Story

Avaliação - B-

Tuesday, December 04, 2018

Cargo

O cinema australiano sempre foi um cinema algo paralelo a realidade mundial, dando aos seus filmes alguma intensidade mesmo que muitas vezes sem grandes meios ao dispor. Este ano e com o selo Netflix surgiu este pequeno filme apocalitico que conseguiu chamar a atençao dos criticos com algumas avaliaçoes interessantes pese embora fosse um filme algo pequeno. Comercialmente ao ser distribuido pelo serviço de Streaming é sempre dificil perceber o seu real valor.
Sobre o filme podemos dizer que desde o sucesso de Walking Dead foram diversos os filmes com a mesma tematica que debruça sobre a tentativa de resistencia e de sobrevivencia dos humanos relativamente aos infetados. Aqui o filme nos seus principios acaba por ser mais do mesmo, um pai de familia tentado em levar a filha a comunidade de humanos depois de ter sido infetado e com 48 horas para a mutaçao completa. Em termos de novidade o filme não particularmente rico.
Agora o filme tem algumas valencias que funcionam bem, desde logo a relação sanguinea pai e filho entre dois dos secundarios, algo diferente daquilo que estamos habituados a ver, e o facto de ser um filme que nao da relevo à violencia mas sim as ligações entre personagens. COntudo isto são igredientes pouco diferenciadores relativamente a outros projetos mais fortes e que deixam este claramente para segundo plano.
OU seja um filme mediano, com um conceito já usado, que aproveita as paisagens quase deseritcas da Australia para nos dar a visao do apocalipse, e depois um filme mais emotivo do que corpo a corpo, o que embora menos comum esta longe de ser novo.
A historia fala de um pai de familia num mundo recheado de pessoas infetadas, que tenta levar a sua filha ainda bebe a colonia de humanos a salvo, com a ajuda de uma jovem orfã, tendo que se defender dos humanos com ambiçoes para os dias depois.
EM termos de argumento o filme não é novo em nenhum dos seus aspetos, nao e um filme de personagens nem de dialogos e isso acaba por tornar o filme algo obvio.
Na realizaçao Howling e Ramke sao uma dupla de realizadores australianos quase desconhecidos que tem aqui um filme que funcionou bem a nivel interno e que pode cimentar a posiçao dos mesmos no cinema australiano. Em termos globais o filme nao tem força para se fazer notar.
SObre o cast e sempre bom ver alguns actores mais relacionados com a comedia em estilos diferentes como Freeman. Acaba por ser um actor mais versatil pese embora a sua personagem exija mais força fisica do que recursos de interpretaçao, embora me pareça um papel bem diferente do habitual.

O melhor - ALgumas relações paralelas no filme.

O pior - Mais um filme de zombies igual a muitos outros

Avaliação - C

Monday, December 03, 2018

Smalfoot

A animação de grande estudio está a passar por momentos em que se denota alguma crise idiologia dos seus projetos, que adotam quase sempre realidades desconhecidas e a forma como a mesma de adequa aos humanos. Neste filme produzido pela Warner são os homens da neve que vivem no teto da terra. Os resultados criticos do filme foram medianos o que acabou por nao ser explusivo para o resultado comercial que ficou muito longe dos melhores resultados dos filmes de animaçao de grande estudio.
Sobre o filme eu confesso que começou a ficar cansado de filmes de animaçao em mundos de seres reconhecidos em termos de cinema de animaçao como maus, e depois existe uma ligaçao aos humanos que tenta mudar essa versão dos mesmos. Ja existiram diversos filmes como este, alguns mais trabalhados outros mais simplistas, mas com uma genese idiologica semelhante, dai que o grande problema deste filme resida logo na ideiologia repetida.
Mas nao fica por aqui os problemas destet filme, em termos de animaçao tambem esta longe de ser brilhante as opçoes esteticas dos seres e mesmo a sua expressividade. Aqui ja vimos principalmente a Disney a trabalhar muito melhor a aparencia dos seus personagens para eles rapidamente se tornarem mais que uma personagem de um filme uma fonte de rendimento a todos os niveis.
Por fim salva-se o balanço musical do filme, aqui temos um ou outro apontamentos interessante, principalmente pela versatilidade de generos, apoiada no seu elenco de vozes. A mensagem positiva embora repetida tambem esta lá mas parece muito pouco para um filme de animaçao de grande estudio.
A historia fala de um grupo de homens das neves que vivem no himalaia e acabam por interagir com um ser humano o que vai levar ao despertar da curiosidade de alguns desses seres e que acabam por descobrir a existencia de um mundo para alem do deles.
Em termos de argumento a base da historia e repetida, e isso acaba por nao dar nenhum apontamento novo ao filme. Tambem em termos de humor ja vimos filmes mais trabalhados e mais funcionais do que este filme, que parece em termos de escrita um filme de uma produtora menor.
Na realizaçao kirkatrick ja e um conhecido em termos de animaçao ainda que em filmes de resultados pouco interessantes. Principalmente em termos esteticos fica a sensação que a Warner deveria fazer mais porque nao parece um filme de grande estudio.
Na escolha de vozes a preocupação pelos momentos musicais acaba por funcionar bem pois da alguma versatilidade ao filme a este respeito. Nao sendo uma escolha fantastica e dos apontamentos que funciona melhor no filme.

O melhor - A diversidade dos momentos musicais

O pior - Parecer um claro filme de uma produtora menor de animaçao

Avaliação - C-

The Christmas Chronicles

A Netflix cada vez mais movimentada no cinema lançou em pleno inicio da epoca natalicia um fillme que tenta ir buscar a tradição dos filmes familiares de Natal e que nos ultimos anos nao tem sido aposta pela maior parte das produtoras. Este filme acabou por ter criticas medianas, num terreno que nos parece não ser a aposta deste filme, sendo que comercialmente apenas podemos perceber que o lançamento teve alguma visibilidade sendo dificil no entando medir o sucesso ou não pelo serviço de streaming.
SObre o filme podemos dizer que se trata de um filme que tem um unico objetivo, ter espirito natalico, e para isso necessitava na sua essencia de dois ou tres pontos que acabam por funcionar. O primeiro e o sentido estetico de tudo que associamos ao Natal, ai o filme cumpre em pleno, quer nas iluminaçoes de natal quer nos adereços, sentimos o Natal e nisso o filme funciona. O outro ponto é a parte emocional com uma mensagem positiva, aqui pese embora seja uma historia repetida e completamente usada a mensagem e positiva, mesmo com um ou outro ponto de drama.
O lado em que o filme funciona pior e no exagero da magia e dos poderes do pai natal, ai torna-se demasiado infantil e acaba por não permitir que seja um filme pensado para toda a familia mas sim um filme para pequenos que os pais podem ver, já que os adultos poderão ter pouca paciencia para elfos animados, ou para o pai natal que se transforma em pó.
Mesmo assim não tendo a dimensão dos filmes mais fortes e iconicos de natal e um filme com o espirito necessario. Talvez nao seja daqueles que iremos ver ano apos ano, mas e uma boa aposta da Netflix para um objetivo imediato que e lançar a temporada de natal.
A historia fala de dois irmãos que sempre foram ligados ao natal que após a morte do pai, tentam na vespara de natal reencontrar o espirito natalicio o que os conduz até uma aventura com o pai natal.
Em termos de argumento a historia é usada e pouco criativa, o excesso de elementos de fantasia podem tirar alguma globalidade ao filme, contudo a mensagem positiva e o lado mais colorido do natal está la.
Na realizaçao Clay Kaytis tem aqui o seu primeiro live action depois de Angry Birds, o filme tem os elementos necessarios principalmente na forma como os adereços de Natal estão todos presentes e a cor está bem patente do primeiro ao ultimo minuto. Para um genero de pouca ambição temos aqui um primeiro filme razoavel.
No cast Russel encaixa perfeitamente em pai natal, porque o seu lado descontraido e o sentido de humor encaixa perfeitamente no registo que o filme quer ter. Nos mais pequenos Darby Camp e a escolha perfeita pelo seu lado simpatico, já o seu irmão acaba por ser menos imponente num papel tambem mais dificil de agradar.

O melhor - O espirito do natal.

O pior - Demasiados elementos fantasiosos

Avaliação - C+

Sunday, December 02, 2018

First Man

Devia existir poucos realizadores que tenham criado tanta expetativa como Chazelle depois de dois sucessos incriveis como Whiplash e La La Land. A opçao por um biopic poderia ser surpreendente mas de imediato deixou este filme com um sublinhado grande para a temporada de premios. A toada das avaliçoes foram mais uma vez muito positivas de First Man poderá ser um dos candidatos aos premios embora nao dos mais fortes, talvez porque comercialmente as coisas não foram tao exuberantes para o filme.
First Man e um biopic sobre alguem com um feito inedito mas que o filme prefere ir ao interior do mesmo, aos seus sofrimentos, medos e obsessões mais do que explicar o feito, que acaba por ser um anti climax dramatico tendo em conta tudo o que a personagem passou ao longo da sua vida. Esta opção é de risco, principalmente porque baixa e muito o ritmo do filme, tornando-o num conjunto de sofrimentos internos que nao deixam que o filme na maior parte tenha boas vibraçoes, mas este acaba por ser o elementos mais diferenciador do filme e que termina na sequencia na lua muito bem realizada e uma exploração emocional muito interessante e que é o epicentro de arte do filme.
Contudo o filme tem um problema que é o silencio e a forma como isso num filme com quase duas horas e meia de duração se torna automaticamente um problema na gestão de ritmos do filme. Aquio o filme nao consegue deixar de ser monotono o que para um filme com esta expetativa e ambiçao é muito problematico pois fica a ideia que com alguma maior simplicidade na exploração relacional e de personagens o impacto pese embora fosse mais comum seria mais interessante.
Mesmo assim um biopic diferente que principalmente nos ultimos vinte minutos consegue nos trazer a arte do cinema, mesmo que no restante seja um filme algo repetitivo em nos demonstrar como alguem se transforma numa maquina. O filme tem ainda alguma dificuldade em acompanhar o desenvolvimento temporal com o desenvolvimento das personagens infantis que penso que confunde um pouco o desenvolvimento narrativo.
A historia fala-nos de Neil Armstrong e a forma como ele tentou fazer o luto da morte de uma filha para se tornar o comandante da primeira expedição a lua
Em termos de argumento nao e um filme de muitos dialogos ou palavras, e quase um filme subliminar naquilo que nos quer dar das personagens e fica a ideia que para termos um filme maior necessitavamos obviamente de um guiao mais forte, embora o foco no nivel humano da figura seja na minha opiniao uma boa escolha.
Chazelle e um prodigio, um realizador tao jovem que ja tem no seu curriculo La La Land e WHiplash e obviamente uma figura a seguir. Aqui tem uma realizaçao metodica, promenorizada mas que apenas nos seus ultimos minutos consegue ser artistica. Nao e o melhor filme do realizador nem nada que se possa comparar mas nao e este registo que coloca a sua carreira mais fragilizada.
No cast Gosling tem uma interpretaçao interessante ainda que algo repetitiva a sua ausencia mesmo na presença nao e algo facil de dar embora nos pareça uma tarefa totalmente ao alcance dos recursos de Gosling. Nao me parece uma prestaão a premiar mas um bom trabalho de um actor em boa forma. AO seu lado Foy tem a intensidade que balança com a personagem central, embora que como filme de personagem existe pouco espaço para secundarios.

O melhor - Os vinte minutos finais, filmados de uma forma diferente do esperado.

O pior - Ritmos algo baixos

Avaliação - B-

Outlaw King

David Mckenzie teve em 2016 uma das grandes surpresas do ano na forma como conseguiu construir um western num genero actual ainda que tenha tido a colaboração no argumento brilhante de Taylor Sheridan. Surpeendeu portanto que o filme sequente do realizador tenha sido uma aposta da Netflix num genero de epoca. Os resultados criticos nao foram brilhantes e afastaram-no completamente da luta pelos premios. Em termos comerciais pese embora se tenha tornado num dos filmes mais vistos do formato Netflix nao nos parece que seja facil quantificar que resultado teria numa bilheteira normal.
SObre a historia em si e facil perceber que ao entrar no detalhe historico de Bravehart ou pelo menos na sua sequencia seria dificil o filme ter pelo menos tanto carisma como este, e o certo é que nao o tem, que em termos de argumento o filme não é propriamente muito preenchido, ou se preocupe em demasiado em nos dar personagens dimensionais, ou uma intriga forte em termos do desenvolvimento das personagens.
Mas alguma debilidade que o filme possa ter em termos de argumento e completamente ultrapassado por um filme cru, realizado com um realismo e uma violência pouco vista, e que nos dão algumas das mais intensas e brilhantemente realizadas sequencias de batalha dos ultimos anos talvez so ultrapassadas por aquilo que se tem feito em alguns episodios de Guerra dos Tronos. E esse valor estetico e sem duvida o grande realismo das sequencias que fazem deste filme um filme acima da média.
Ou seja um filme que consegue ter dimensão suficiente para ser um dos bons filmes de batalha com marca e assinatura de um realizador competente, mas que por vezes cai em alguns facilitismos historicos. Percebe-se que o filme sabe onde é mais forte e potencia ao maximo essa sua valencia, e isso deve ser de louvar.
A historia fala de um filho de um rei da escocia que depois da morte do seu pai, decide ir por um caminho diferente de luta clara contra o poder de inglaterra ainda para mais porque percebe que essa e a vontade do seu povo.
Em termos de argumento o filme não e forte principalmente na forma algo simples com que nos da as relações entre personagens. Depois temos o comum nos filmes de guerra como honra, coragem e pouco mais num argumento com algumas falhas principalmente por cair demasiadas vezes no ja visto em termos de promenores.
Mckenzie teve em Hell or High Water o filme que muitos procuram numa carreira para dar o salto, e confeço que esse filme é uma boa continuação de carreira, num genero exigente e completamente diferente, mas que demonstra uma capacidade de nos dar sequencia de guerra com uma força que tinha estado ausente nos ultimos anos. Pena a critica nao ter valorizado este aspeto pois acho que McKenzie e um dos bons realizadores da atualidade.
No cast o realizador apostou por um velho conhecido como Pine, eu sinceramente reconheco demasiadas fragilidades de Pine para o papel, principalmente porque nao e um actor com grandes recursos dramaticos o que faz a personagem ficar demasiado monocordica, e perder todas as sequencias para o seu vilão  Billyt Howle um actor em clara ascenção, jovem e que tem neste filme uma interpretação que merecia mais visibilidade essencialmente pela visibilidade. A estar atento no futuro a este nome.

O melhor - A realizaçao

O pior - Um argumento que cai demasiadas veses em truques usados e repetidos

Avaliação - B

Friday, November 30, 2018

Halloween

Quarenta anos depois e principalmente depois de muitos filmes que acabaram por dissecar tudo o que tinha sido possivel pensar sobre Michael Meyers surgiu a ideia de John Carpenter de apagar todos os filmes com excepção do primeiro e dar-lhe uma sequela como se nada tivesse existido entretanto. Este exercicio exigente e dificil acabou por resultar num filme bem avaliado pela critica na sua genese, sendo que comercialmente os fas do tradicionalismo de terror acabaram tambem por o tornar num sucesso comercial.
EU confesso que nao me recordo do primeiro Halloween ou o consiga diferenciar dos outros filmes todos que entretanto foram saindo com o mesmo tema. O risco de tentar apagar quarenta anos de registo e dificil e o filme teria de ser de tal forma imponente para se sobrepor a tudo o que existiu, e o filme na realidade nao consegue fazer isso, nao consegue ser a obra tao brilhante que seque tudo o que existio no que a Halloween diz respeito.
O filme tem uma virtude que o faz funcionar muito bem do ponto de vista estetico que e a forma como trata Michael com máscara e sem mascara, permite sempre que o filme cavalgue às costas de um personagem mitico, bem construido e mais que isso um filme que sabe que Meyers e o seu ovo de ouro e principalmente esteticamente sabe tratar isso levando o filme para a toada que necessita.
Do ponto de vista do argumento em si ja tenho mais dificuldades em diferenciar a historia de muitas outras que ja foram saindo com o carimbo da saga. Temos o confronto final, bem potenciado, mas temos demasiado tempo em mortes irrelevantes que quase so chegam para provar o que todos já sabemos que Meyers e o diabo em pessoa.
A historia fala de Meyers que depois de quarenta anos preso sai da cadeia, e decide tenter vingar-se de Laurie, contudo não espera que esta esteja totalmente preparada para o receber pois dedicou toda a sua vida para este encontro.
Em termos de argumento alguma mais valia no facto de nos dar o prisma de prisão psicologica da vitima ao agressor, e isso o filme acaba por ser o mais forte nesta analise. No restante um filme igual a tantos outros de terror que perde demasiado tempo no acessorio.
David Gordon Green num realizador que nasceu na comedia que aos poucos esta a tentar vincar no drama tem aqui uma passagem pouco esperada pelo terror. O filme sabe tratar bem a estetica de Meyers e um estilo vintage que o associa ao primeiro filme, mas esta longe de conseguir fazer com o terror o que outros entretanto ja conseguiram. A ver como Green segue a carreira que começa a ter alicerces mas necessita de uma parede.
No cast pouco a referir Lee Curtis tem aqui uma das personagens mais marcantes da sua carreira e regressa a ela com a intensidade e carisma dos primeiros filmes. No restante o filme é limitado nas personagens e acima de tudo no que exige delas.

O melhor - A imagem e o carisma da personagem de Meyers

O pior - O argumento é algo semelhante na base a outras sequelas de menos sucesso.

Avaliação - C+

Venom

Existe aquilo que podemos considerar uma praga de adaptações de filmes de super herois ao cinema, depois dos mundos DC e Marvel, também a SOny graças a alguns direitos que tem de historias da Marvel tem apostado em rentabilizar ao maximo este produto, tendo lançado este ano um filme sobre um vilao numa saga que parece ter começado alguns anos antes com Life. Venom foi um dos filmes mais mediaticos do ano, desde logo pelas pessimas criticas com que foi avaliado o que contrastou com a opinião publica em geral que gostou do seu jeito desajeitado e fez dele um dos grandes sucessos comerciais do presente ano, e sem duvida um filme a repetir em termos de sequela.
Venom é um filme estranho, principalmente pelo seu estilo desajeitado muito por culpa de uma personagem central algo perdida, desajeitada e que parece a pessoa errada para um filme de super herois. Mas e precisamente por tudo funcionar menos bem que o registo acaba por ser singular e ficar proximo de nos, principalmente na fase final, em que o tom descontraido da relação do corpo com a mente acaba por ser quase de uma comedia satirica.
Agora parece-me obvio que em termos de historia e qualidade de argumento o filme simplesmente nao existe, nao existe trabalho em nos dar uma narrativa elaborada, coesa, com vilões imponentes, nada disso, o filme prefere a relaçao intensa entre o corpo e o ser que o habita, com uns efeitos pouco trabalhados e mais que isso com muitos apontamentos que acabam quase por ser irrelevantes para o filme.
Ou seja Venom e razoavel por ser mau e isso o diferenciar de alguns filmes de super herois que se levam demasiado a serio. Se esta descontraçao foi algo planeado ou fruto de uma incapacidade de dotar o filme de outros atributos nunca vamos saber mas que se trata de um filme obviamente singular isso nao existe a menor duvida.
A historia fala de um reporter que tenta descobrir os segredos cientificos de um jovem cientista e acaba possuido por um ser do espaço que o torna num monstro com uma capacidade acima da media para lutar.
Em termos de argumento o filme é muito limitado, desde logo na intriga central, na forma rudimentar com que nos da as diferentes personagens e mesmo na construçao do vilao. Parece sempre um filme sem argumentos narrativos para funcionar.
Na realizaçao a cadeira foi entregue a Fleisher que depois do sucesso de Zombieland nunca mais conseguiu encontrar o caminho do sucesso. Aqui pouco risco, pouco autor, mas acaba de ter a sorte que de tão mal que o filme caiu que as coisas acabaram por se recompor.
No cast Hardy nao e claramente actor para este registo e demonstra bem isso no facto de ter conduzido o filme para o seu estilo e nao o contrario. O filme perde a capacidade de se levar a serio e isso talvez seja o seu segredo, num Hardy longe de ter caracteristicas de figura de açao. A falta de argumento nao permite qualquer outro motivo de analise para alem de um curioso Harelsson na post credit scene.

O melhor - A forma como os erros de produçao e argumento do filme parecem planeados para serem assim.

O pior - FIca a sensação que o filme adota esta postura por falta de recursos para ser diferente

Avaliação - C

The House Whith a Clock in its Walls

Eli Roth desde a sua colaboração na realização com INglorious Basterds que se tornou a luz da imprensa cinematografica o discipulo de Quentin Tarantino pela sua irreverencia e pelo risco que emprega aos seus filmes. Depois de muitos filmes e quase nenhum sucesso o realizador apostou este ano num filme juvenil com magia e efeitos especiais a mistura. O resultado critico do filme nao foi brilhante pese embora algumas avaliações consistentes. Do ponto de vista comercial resultados moderados que nao exploriram o filme para uma saga futura mas que o salvaram do falhanço total.
Sobre o filme eu confesso que a mistura Eli Roth com cinema juvenil me parece estranha e no filme resulta mesmo isso, uma dificuldade do filme assumir um tom mais adulto e negro e por vezes ser um filme demasiado adolescente com alguns apontamentos mesmo infantis. Este desiquilibrio ou melhor esta dificuldade de encontrar o tom acaba por ser a grande dificuldade do filme naquilo que o mesmo tenta assumir como sendo o seu genero.
De resto temos um filme de processos simples, com muita magia e efeitos de primeira linha, alguma preocupaçao na realizaçao estetica do filme e menos cuidados e força no que ao argumento diz respeito, alguns cliches dos filmes juvenis como o orfão ou o professor que é corrompido pelo poder, num desenvolvimento previsivel e que deixa atuar mais os efeitos do que a historia em si.
Ou seja um filme juvenil com alguns toques negro, que nao nos parece ter a força suficiente para abrir uma saga, mas que demonstra alguns cuidados tecnicos interessantes. Parece ser claro que o filme se preocupa bem mais com a sua produçao do que propriamente com o seu desenvolvimento enquanto historia.
A historia fala de um orgão que fica entregue aos cuidados de um excentrico tio que vive numa casa cheia de magia, e que tenta ser conquistada pelo seu anterior dono, enquanto o menor e introduzido ao mundo da magia.
Em termos de argumento parece claro que o filme e demasiado proximo de outros do mesmo genero, sendo que as personagens em momento algum conseguem levar o filme para outros apontamentos. Nao e um filme que surpreende caindo demasiadas vezes no mais facil.
Eli ROth e um realizador que ainda nao encontrou a sua obra de referencia pelo que tem vindo a passear por generos. Aqui os efeitos sao interessantes mas falta algum cunho de autor e isso e o fundamental para assumir uma carreira.
No cast Black na sua normal prestação sustentada num amor expressivo e fisico e pouco mais e uma Blanchet quase sempre em piloto automatico porque a personagem nunca exige nenhum dos seus argumentos mais fortes.

O melhor - Os efeitos especiais e visuais do filme.

O pior - EM termos de argumento é mais do mesmo

Avaliação -C

Thursday, November 29, 2018

Unbroken: Path to Redemption

Existem projetos em Hollywood que são dificeis de perceber ou de explicar. Uma sequela de um biopic, principalmente quando o primeiro até foi uma grande produçao com resultados que defraudaram as expetativas é algo que ninguém alguma vez vai conseguir explicar, ainda para mais quando ninguem do primeiro filme se encontra envolvido nesta sequela. A um primeiro filme que ja de si nao tinha sido propriamente bem avaliado juntou-se um segundo filme ainda com avaliações criticas piores, sendo que criticamente com a falta de elementos apelativos do ponto de vista comercial, acabou por tornar tudo ainda mais negro.
Sobre o filme se eu gostei do primeiro filme de Angelina Jolie, porque achava que conseguia nos dar e bem os limites da sobrevivencia humana, penso que este segundo filme é um total despredicio de tempo em mais um daqueles filmes que se tornaram moda de propaganda religiosa, trabalhando para isso uma fase da vida de Zamperini no qual o mesmo se didicou a igreja.
Mas nao e apenas no teor que penso que o filme tem problemas, os maiores dos quais e na produçao, claramente inferior ao primeiro filme, e mais que isso na qualidade dos seus interpretes que acabam por nunca dar o tom certo, ou a intensidade dramatica que um filme sobre o pos guerra devia ter. No final parece que é um filme que gosta dos seus defeitos potenciando-os sucessivamente ao longa da duração do filme.
Por tudo isto é facil perceber que este e um projeto falhado, uma tentativa de utilização de um primeiro filme forte, para tentar rentabilizar economicamente um projeto com objetivos diferentes, mas que na minha opiniºao está se a tornar uma virose em termos do numero de filmes que esquece a realidade dos factos para se debruçar numa propaganda crista barata.
A historia segue o pos guerra de Zamperini, a constituiçao da familia e a forma como os acontecimentos por si passados influenciaram o dia a dia nos anos seguintes ao seu regresso.
Em termos de argumento o filme é um conjunto de factos previsiveis, mas contextualizado em termos de personagens e dialogos e mais que isso parece sempre um filme que tem como unico objetivo a propaganda cristã o que lhe tira todo o peso das outras sequencias.
Na realizaçao Harold Cronk aparece-nos como uma habitue nos filmes de propaganda catolica, com o formato tipico recheado de memorias intrusivas e mais que isso um filme com cores claras que poderia ser dado numa catequese perto de nos mas nunca como um objeto artistico de cinema.
No cast um conjunto total de desconhecidos o que fica longe do primeiro filme. As persnagens nao tem intensidade, e mais que isso os interpretes vao de acordo com as personagens.

O melhor - A vida de Zamperini merecia um bom filme, e teve-o.

O pior - Mas nao merecia esta sequela

Avaliação - D

Wednesday, November 28, 2018

Roxanne, Roxanne

Os biopic de figuras musicais passam cada vez mais por pessoas vivas, mais do que mortas, sendo que a existência de cada vez mais produçoes de produtoras de Streaming abriu o espaço a historias menos conhecidas de figuras mais especificas de um contexto musical, como é o caso de Roxanne. O filme que foi lançado em pleno Sundance com a produçao de algumas figuras do HIP HOP norte americano conseguiu criticas interessantes e que resultou em alguma visibilidade para um filme Neltflix com resultados sempre dificeis de contabilizar.
Roxanne, Roxanne e um filme obvio, ou seja um filme que nos detalhe o crescimento enquanto musica de uma figura impar e estranha no meio onde estava elglobada com todas as contigencias sociais em volta da mesma, algo que é sempre trabalhado nos biopics de musicos inseridos num contexto social. E certo que o filme é algo expectavel e os feitos de Roxanne estao longe de ter a dimensao de outros musicos que tiveram o mesmo tipo de atenção, contudo algumas curiosidades acabam por ser bem trabalhadas no filme.
Fica tambem a ideia que o filme poderia ir mais longe no trabalho da relação da cantora com o pai do seu filho, e a forma como a mesma pode ter influenciado em alguns momentos a sua carreira. Melhor na forma como liga a personagem a sua familia de base, o que acaba por ser apontamento mais emocional do filme.
Ou seja um filme longe de ser brilhante, com alguns truques para potenciar mais o feito do que propriamente o real valor do mesmo. Fica a ideia que estes filmes acabam muitas vezes por ser mais do mesmo, dependendo da proximidade musicar que o espetador acaba por ter pelo artista.
A historia fala-nos da ascenção de Roxanne no mundo das batalhas de Rap ate ao momento em que se tornou uma referencia na arte e uma figura conhecida no panorama musical norte americano.
Em termos de argumento o filme e alvo obvio, os cliches habituais de uma vida dificil de bairro, e das relações intensas, num filme que penso que nem sempre é equilibrado na gestão do espaço temporal do filme.
Na realização Michael Larnell é um realizador desconhecido proximo do contexto afro americana, que tem aqui o seu trabalho mais visivel, que peca por excesso de simplicidade. Nao me parece que o filme pedisse mais, mas penso que existe momentos em que alguma arte na abordagem pode efetuar toda a diferença no resultado final dos filmes.
No cast Chanté Adams tem um papel intenso, numa boa reproduçao da artista, o que de uma jovem atriz acaba por ser meritorio e uma boa montra para o futuro. Fica na ideia que ALi e um dos actores afro americanos do momento e que se pode tornar uma figura de referência já que a forma com que fornece intensidade aos seus personagens é de revelar.

O melhor - As interpretações.

O pior - A forma como o filme tem uma abordagem demasiado normativa.

Avaliação - C

22 July

PaulGreengrass é um conhecido realizador que nos ultimos anos tem tido como assinatura a tentativa fiel de recriar momentos de panico relacionado com ataques terroristas sem recurso a atores de primeira linha, e no qual tem conseguido alguma unanimidade critica. Este ano e com a chancela da Netflix surgiu a sua recriação do ataque na Noruega a uma colonia de ferias de uma juventude partidaria. Os resultados criticos do filme pese embora positivos nao foram tão entusiasmantes como outros filmes do realizador, sendo que comercialmente ao ser um produto streaming e sempre mais dificil avaliar o seu real impacto.
Sobre o filme a escolha de actores de origem do local, pouco conhecidos acaba por ser uma opção que o realizador escolhe para tentar dar mais realismo aos seus projetos. Pois bem parece-me que neste caso o filme é algo obvio seguindo sem grande promenor o antes do ataque, mas situando-se acima de tudo no depois do ataque, quer na relação de Breivik com o advogado e as dificuldades de uma das vitimas em recuperar da experiencia que vivenciou.
Em termos emotivos e um filme forte principalmente no seguimento da historia do sobrevivente, é um filme de rotura, mas que no grosso modo acaba por nos dar quase um documentario daquilo que fomos sendo informados pela noticia, o que ao ser um acontecimento recente acaba por ser longe de ser novidade e o filme perde um pouco de impacto por isso.
Contudo Greengrass e rigoroso na sua forma de detalhar historias e mais uma vez o faz, num filme algo longo para a intensidade que tem, parece-me claro que se trata de um filme bem executado e que nao sendo propriamente em momento algum uma novidade acaba por fazer o destaque a uma situação que nos conhecemos bem e transpo-la com a tentativa do maximo de fidelidade para o ecra.
A historia fala do ataque de Breivik numa ilha de ferias mais concretamente a sua estrategia de defesa posterior na batalha legal acompanhando tambem a forma como um dos sobreviventes tentou recuperar dos acontecimentos.
Em termos de argumento e um filme algo simples, recupera ao maximo a informação conhecida do acontecimento e dá-lhe um filme, sem grandes truques dialogos ou riscos e isso acaba por dar um filme eficaz.
Greengrass tem a capacidade de realizar bem no local, nao se preocupa em dar a historia condimentos que ela nao tem e isso e a sua maior virtude. Novamente tenta com a escolha de actores desconhecidos dar ao filme o realismo que por momentos tem. Nao e o seu filme mais brilhante mas e uma assinatura a tipologia.
O cast completamente recheado de actores noruegueses desconhecidos acaba por ser um risco para o filme mas que acaba por funcionar, nem tanto na construção de Danielson Lie como Breivik mas acima de tudo sStrand Gravili como vitima sobrevivente onde penso ter uma interpretação de primeira linha.

O melhor - A tentativa de dar um filme o mais proximo da realidade

O pior - A forma como o filme tem alguma dificuldade em ter algo diferenciador

Avaliação - B-

Monday, November 26, 2018

The Happytime Murders

Os Muppets são claramente um dos projetos de maior sucesso de sempre da televisão norte americana, e tiveram origem na mente criativa de Jim Henson. POis bem o seu filho Brian nao quis deixar os creditos em maos alheias e acabou por arriscar numa junçao de marretas, o humor de McCarthy e Falcone e por fim um estilo politicamente incorretissimo. O resultado do filme foi desastroso a todos os niveis, criticamente foi um desastre, mas pior que isso foi o descalabro comercial que o filme rapidamente se tornou.
SObre o filme pode ser engraçado a forma como marretas tradicionais jogam num filme de humor adulto muitas vezes sexualizado. A rebeldia do filme tem alguns apontamentos interessantes e causam algumas boas sequencias de humor, mas e obvio que em termos de historia e mesmo a ideia o filme e grande parte do tempo demasiado absurdo e esteriotipado num estilo de humor policial sem grande sentido.
E dificil perceber se era expectavel este tipo de comedia resultar. A presença de Mccarthy poderia dar o valor de estrela necessario ao sucesso comercial, mas fica a ideia ao longo de todo o filme que tudo e demasiado estranho para funcionar. Que os marretas nao tem este estilo de humor tao explicito e que por isso tudo torna-se demasiado excentrico para ser admirado.
Nao existe duvida da coragem de um projeto como este principalmente oriundo de um familiar de alguem que tornou os marretas numa ferramenta de humor familiar. Aqui temos risco, e ficamos com a ideia que o filme foi talvez demasiado longe demais no rompimento com o estilo mais familiar e isso tornou-o demasiado peculiar.
A historia fala de um ex policia marreta, que tenta investigar a morte dos seus amigos, e consegue perceber que tudo pode estar relacionado com o seu passado.
Em termos de argumento a historia de base e um cliche em termos de historias de comedia policial com duos, com a originalidade de ser um mix entre humanos e marretas, com a agravante de adotar um estilo de humor violento, adulto e sexualizado o que nao deixa de ser original para um filme assim.
Na realizaçao Brian Henson podemos considerar que se trata do filho rebelde de JIm e isso acaba por ser claro neste filme, onde tras o lado tradicional dos marretas e altera completamente o tom, e isso acaba por ser feito com um estilo de comedia tradicional. Parece gostar de algo demasiado estranho para funcionar.
No cast pouco a referir para alem dos marretas, temos uma Mccarthy no seu papel e estilo piloto automatico, assim como Rudolph, num filme que e mais vincado pelo estilo do que por qualquer uma das especificidades.

O melhor - A forma como algumas piadas funcionam

O pior - Demasiado estranho para ser aperciado

Avaliação - C

Sunday, November 25, 2018

Peppermint

Luc Besson e a sua forma de cinema direto à ação criou uma dinastia no cinema europeu, principalmente por autores com menos ideias e mais apotados em filmes mais comerciais e com um conceito proprio de açao rapida. Pierre Morel tem sido um dos mais activos principalmente do sucesso de Taken, tentou por diversas vezes fazer o genero com outros actores como fez com Liam Neeson sem nunca ter voltado a repetir o sucesso. COm Garner as coisas criticamente tambem nao correram bem com avaliaçoes essencialmente negativas, sendo que comercialmente as coisas tiveral longe de grande sucesso, provavelmente porque a epoca do ano para o lançamento tambem nao era a mais forte para surpresas.
Sobre o filme podemos dizer que temos o tipico filme de açao simplista ao maximo, sem explicaçoes, sem personagens limitando-se a fazer ao longo da sua curta duração um bodycount continuo a ritmo elevado e pouco mais. Este tipo de registo pode ser interessante se tivermos sequencias de ação de grande impacto ou de luta bem trabalhada, ou se for realizado de uma forma no minimo diferenciadora, como no filme nao temos nenhum destes aspetos temos uma ideia basica totalmente repetida e sem qualquer ingrediente de referencia.
Alias a falta de conteudo e tal gritante que para aumentar a duração do filme temos um numero exagerado de pessoas para matar mesmo que as mesmas sejam totalmente desconhecidas da trama do filme, não fazendo mais tempo nas personagens que poderiam ser centrais que tem o mesmo tempo dedicado a sua morte o que e no minimo absurdo para um filme que ja de si tem um conteudo quase nulo.
EM face do referido este filme de açao e uma tentativa de rentabilizar um genero que a espaços da lucro mais pelo carisma do protagonsita do que por uma historia diferente ou qualquer outro ponto que deva ser assinalado. Aqui Garner demonstra que ja nao e ALias apesar da disponibilidade fisica o carisma da personagem nao existe porque o filme nao quer que ele tenha.
A historia fala de uma mae de familia que depois de ver o seu marido morta por narco traficantes bem como a sua filha, acaba por ser vingar dos mesmos, tendo em conta a nao puniçao criminal de nenhum deles.
EM termos de argumento o filme e esvaziado ao limite maximo de personagens, de intriga e mais que tudo de explicaçoes, temos uma serie sucessiva de mortes e pouco mais, sendo ainda mais absurdo que as personagens que deveriam estar na origem da vingança tenham menos tempo de luta que figurantes.
Pierre Morel e sinonimo deste tipo de cinema de desgaste rapido, que particularmente nao gosto. Se em alguns conceitos ate conseguiu dar ao filme alguma assinatura aqui nao o temos, nem as sequencias de acçao sao fortes, nem a abordagem e diferenciadora, de um realizador que se torna uma copia constante dos seus filmes.
Garner nunca foi uma actriz que em termos dramaticos tenha conseguido algum espaço pelo que o seu regresso a origem na açao foi uma tentativa que nao nos parece conseguda porque o filme nunca quer potenciar o seu personagem, o unico que tem algum tipo de duraçao no filme.

O melhor - E um filme que se pode ver totalmente aos intervalos.

O pior - A falta de qualquer substancia a uma guiao que se limita a matar gente indescriminadamente

Avaliação - D

Widows

Quando se analisa a carreira de Steve McQueen como realizador há luz do seu filme mais conceituado e dificil perceber que o seguimento da sua carreira se tenha feito por um filme mais de açao do que drama sobre um golpe quase perfeito num contexto politico. Contudo este e o territorio onde Mcqueen fez carreira e talvez aquele que esteja na origem do seu cinema. Este filme apresentado no ultimo festival de Toronto, embora de imediato considerado pouco oscarizavel recolheu boas criticas, sendo que comercialmente as coisas nao correram bem nao conseguindo no mercado domestico ultrapassar o seu valor de produçao.
Widows e um filme que pela sua base nos deixa em alguma expetativa, principalmente por ter um realizador tao premiado como McQueen, o filme começa bem com uma boa sequencia de açao muito bem realizada pelo realizador, mas depois baixa demasiado o ritmo, dando primazia a um argumento algo reboscado com diversa intriga e personagens que liga o mundo da politica ao crime. Neste emaranhado excessivo de personagens e vontade o filme perde algum fulgos, principalmente porque as personagens nem todas parecem estar ao mesmo nivel, e porque o excesso retira tempo a personagens que merecia bem mais. Parece sempre que o filme ou necessitava de mais tempo, e ai tinha de gerir melhor o ritmo ou foi pensado para outro formato.
Isso retira algum do impacto imediato do filme, que no final pode dar a sensação de ser quem sabe demasiado pausado e lento, nao deixando quem saba dar o real valor a algumas interpretaçoes de primeira linha, a discussao politica entre formas diferentes de ver o assunto, e mais que isso ir trabalhar mais o aspeto relacional. Fica no final a possibildiade de sequela, que me parecia natural mas aqui penso que os parcos resultados comercia so filme nao o permitirão.
Ou seja um filme que sem nunca ter a força ou o tamanho para ser na verdade um candidato a premios consegue ser um filme interessante com alguns aspetos de primeira linha, mas que nem sempre consegue gerir com eficacia o numero excessivo de personagens e pontas narrativas que lhe tira algum efeito ou proximidade imediata. Mesmo assim denota-se apontamentos de realizador que deverão o diferenciar do tipico filme de açao para multidoes.
A historia fala de tres viuvas que apos a morte dos seus maridos se juntam  para continuar o golpe por estes planeado e ai conseguirem sobreviver a pressao de forças politicas maiores.
NO argumento o filme tem uma excelente base, numa boa introduçao de personagens, so que em numero demasiado elevado para a dimensao ou para o tempo que o filme depois lhes da. Isso desiquilibra o filme, principalmente na qualidade dos dialogos de umas pertes para as outras. Mas sem duvidas tem momento de cinema muito bem escrito.
Mcqueen conseguiu em 12 anos escravo uma dimensao que antes nao tinha, sendo um realizador mais proximo de elites do cinema independente. Aqui o seu lado mais escuro esta novamente de volta, com momentos de realizaçao de autor, num filme que nem sempre e coeso mas que demonstra bem as qualidades de um realizador de primeira linha.
No cast Davis acaba por ter um papel algo previsivel e algo igual a outros que ja nos deu, pelo que a sua personagem nao nos parece das suas melhores exibiçoes. E nos secundarios que o filme tem os seus melhores apontamentos com destaque para um Kaluya a demonstrar uma versatilidade muito interessante num dos melhores apontamentos secundarios do ano ate ao momento.

O melhor - A capacidade de algumas personagens secundarias terem os melhores momentos e os melhores dialogos.

o pior - Fica a ideia que duas horas e curto para o que o filme tem para dar e isso condiciona o ritmo do filme.

Avaliação - B-

Friday, November 23, 2018

The Hate u Give

Estamos claramente num ano onde diversos realizadores afro americanos se dedicaram a projetos ambiciosos com resultados criticos interessantes. Um desses realizadores foi George Tilman Jr, um realizador proximo da comedia de bairro afro americana que este ano apostou tudo neste drama que conquistou a critica com avaliaçoes extremamente positivas mas tambem o publico obrigando a uma expansao do filme que culiminou em resultados comerciais interessantes.
Este e um filme recheado de cliches raciais, quer na violencia gratuita policial, quer na diferenciaçao demasiado exagerada entre lados, quer na forma como da uma visao quase unilateral de um conflito independentemente das conseuencias que os mesmos trazem para cada um dos lados, e nisso e um filme parcial que tenho dificuldade sempre em considerar um filme de referencia.
Pese embora tal facto e inegavel que e um filme de impacto emotivo elevado, e de sentimentos fortes entre personagens que sao bem transmitidos ao espetador do primeiro ao ultimo minuto. Deve-se sublinhar a tentativa de explorar um pouco um lado mais dual do impacto negativo tambem do estilo de vida da comunidade onde o filme e inserido mas ai o filme parece ter mais receio de ter um espirito mais critico do que relativamente a violencia policial, o que nos parece pensado no tipo de publico que o filme quer chegar.
Mesmo sendo um filme com potencialidade, penso que o excesso de cliches de grande parte da sequencias e o pouco equilibrio entre lados, ou nao fosse um filme totalmente realizado e produzido por afro americanos de origens humildes, acabam por retirar a qualidade do filme de um primeiro plano.
A historia fala de uma familia afro americana inserida num bairro relacionado com a marginalidade mas que tenta tirar os seus filhos deste contexto escolar, contudo rapidamente tudo muda quando uma filha acaba por assistir a morte do melhor amigo numa operaçao policial.
Em termos de argumento o filme esta longe de ser um poço de originalidade, acabando sempre por ser um pouco mais do mesmo nos aspetos gerais. FUnciona melhor na exploraçao de emoçoes, mas mesmo em termos politicos e demasiado denunciado para uma das vertentes.
Na realizaaçao um realizador afro americano sempre relacionado com filmes para aquele publico de diversos generos que tem aqui o seu filme mais forte em termos criticos, ainda que dentro de um teor politico proximo do seu estilo. Nao e um filme de grandes riscos na realizaçao mas permite o lado emocional.
No cast o filme e liderado por uma jovem Stenberg que esta em ascenção em termos daquilo que e a sua exposiçao mediatica. As suas caracteristicas encaixam naquilo que o filme pede, sem no entanto trabalhar as personagens para mais valorizaçoes.

O melhor - O trabalho emocional do filme.

O pior - Demasiado direcionado em termos politicos

Avaliação - C+

Thursday, November 22, 2018

The Ballad of Buster Scruggs

Apresentado este ano no festival de Veneza este peculiar filme composto por seis historias, marca a estreia da colaboração dos irmãos Cohen com a produtora Netflix, cada vez mais ambiciosa em fazer-se notar na temporada de premios. Este curioso filme foi recebido de uma forma positiva pela generalidade da critica o que resultou no premio de melhor argumento no Festival de Veneza. Em termos comerciais ao ser um conteudo Netflix e dificil perceber o alcance de visualizações do filme, embora nos pareça que a aposta da produtora para os premios seja outra.
 Sobre o filme eu normalmente não sou grande adepto de filmes que sejam consitituidos por micro historias principalmente quando não existe ligação entre elas, porque é dificil fazer um filme equilibrado, e mais uma vez o filme nao consegue esse equilibrio existindo claras diferenças, principalmente narrativas entre as historias, sendo obviamente um filme que vai do menos ao mais.
Assim as primeiras três historias parece-me muito interessantes, com estilos diferentes, curiosas, bem realizadas com o lado mais noir e mais descontraido dos irmãos Cohen, algumas com alguns apontamentos de risco que diferenciam os melhores realizadores. As três finais com particular destaque as duas ultimas são menos fortes, mais pausadas e aborrecidas, sem tanta assinatura e acaba por adormecer o filme e torná-lo menos impactante, principalmente porque delas resulta a imagem final do filme.
Mesmo assim temos um conceito diferente assumido por cineastas de primeiro nivel, o filme tem a assinatura dos realizadores mas e dificil avaliar um filme como este como um todo pois as sensações de cada segmento são diferentes. Fica a ideia que o conceito tinha mais sentido numa mini serie com episodios distintos do que avaliar esta obra como um filme em si,.
A historia fala de seis historias passadas no velho oeste, uma primeira de um pistoleiro musico, uma segunda de um ladrão com azar, uma terceira de um nomada com teatro de variedades, um velho a procura de ouro, a ligação de uma jovem com um cão, e uma peculiar viagem a caminho de um hotel.
Tambem em argumento o filme tem altos e baixos, desde o impacto a todos os niveis da terceira historia até ao lado mais monocordico e sem grande sentido do ultimo nao se trata de um argumento equilibrado mesmo que a dificuldade de serem short story seja ultrapassada numa capacidade do filme nos dar personagens singulares.
Penso que em termos esteticos o trabalho dos irmãos Cohen funciona principalmente porque funcionam como pouco a pensar contextos do velho oeste, tambem aqui temos altos e baixos mas parece-me o apontamento onde o filme melhor funciona na globalidade.
No cast ao ser short storys sao filmes que nao permitem grandes interpretaçoes pois nao tem ambiçao de deixar as personagens crescer. Alguns bons apontamentos de Neeson e Harry Melling, mas por ser o melhor segmento e o mais exigente acaba por nao deixar grande sublinhado aos restantes.

O melhor - A realizaçao e o nivel estetico do filme.

O pior - A forma como o filme nao consegue ser equilibrado entre segmentos

Avaliação - C+

The Little Stranger

Depois de um sucesso inesperado é sempre complicado para alguns realizadores ainda sem carreira sustentada saberem o que fazer de seguida. Lenny Abrahmson depois do fantastico The Room apostou pelo cinema de terror e de casas malignas, num genero que nem sempre tem trazido sucesso a quem o tenta, como por exemplo Guillermo Del Toro. Assim e apos as primeiras visualizações percebeu-se que pese embora a critica até o tenha avaliado na generalidade como positivo estava longe de ser uma obra de referência perdendo o impacto que o seu filme anterior poderia trazer. Talvez por isso tambem comercialmente as coisas tiveram longe do sucesso com resultados completamente modestos.
Eu confesso que o terror ou pelo menos o suspense de horror são generos dificeis, ou os filmes conseguem uma intensidade de sequencias que os tornam por vezes algo vazios em termos de argumento ou por outro lado os filmes tentam preencher demais o argumento com os diversos vetores das personagens e acabam por perder o impacto natural exigido a um filme de terror. Pois bem este filme nunca consegue encontrar esse balanço, pois nunca tem o impacto visual de terror que os filmes mais comuns do genero tem, e por outro lado a linhagem narrativa não é suficientemente rica para sustentar o filme.
Posto isto confesso que o filme defraudou-me em toda a linha as expetativas, se o inicio até me parece consistente no sentido em que nos leva obviamente para o passado das personagens, rapidamente o filme perde essa uniao pelo menos como forma de ir dando ao espetador alguns detalhes do passado, regressando ao mesmo no fim, quando provavelmente o publico ja adormeceu com o ritmo demasiado lentificado que o filme adquire em mais do que metade do seu tempo.
Tambem em termos esteticos me parece que nao é um filme muito trabalhado, para além do efeito natural da casa e caracterizaçao fisica de algumas personagens o filme nunca tenta ir mais longe, nem nos efeitos estranhos da casa nem na violencia das mortes, parecendo quase sempre um filme algo vago para os generos que tenta abraçar.
A historia fala de um medico que e requisitado para ir a uma casa de familia em tempos conhecida pelo glamour mas que aos poucos se vai destroindo a si e aos seus habitantes, sendo que a relação do medico com a familia rapidamente ultrapassa o comum entre medico e paciente.
Em termos de argumento parece-me uma historia demasiado comum, com um desfecho previsivel e com dificuldade de fazer manter a intensidade em termos de dialogo e desenvolvimento de personagens. Parece que reside aqui o grande problema do filmle.
Na realização depois de The Room o trabalho nao seria facil, mas penso que a escolha do genero e a execução é algo pobre para alguem com um curriculo recente tão intenso. Parece claro que nao se sente confortavel no genero e isso pode dar alguns passos atras numa carreira que estava bem direcionada com a nomeaçao para o oscar.
Em termos de cast, Gleeson tem o ar sombrio que a personagem necessita mas sofre de pouco desenvolvimento da mesma, sendo algo repetitivo. Wilson é uma actriz que também encaixa bem em personagens perturbadas, sendo o maior destaque para um Poulter que tem uma intensidade de sublinhar para um actor da sua idade, beneficiando do papel mais facil de agradar.

O melhor - Poulter.

O pior - A forma como o filme nunca encontra um ritmo certo

Avaliação - D+

Tuesday, November 20, 2018

Jonathan

Existem alguns actores mais jovens que a determinada altura da sua carreira se tornam autenticos fenomenos mediaticos e depois existe sempre uma tentativa de se desprender de um lado mais comercial das suas carreiras. Elgort e um desses actores que nos ultimos anos tem arriscado em projetos comercialmente de menores dimensoes como este peculiar Jonathan. Os resultados criticos até foram positivos com avaliações essencialmente positivas embora sem grande entusiasmo. Comercialmente um filme com pouca expansão e por isso com resultados algo moderados.
SObre o filme podemos dizer que a ideia de base do filme é original e poderia sem duvida resultar num filme interessante, ou pelo menos diferente. E podemos começar por dizer que o filme até começa com uma abordagem que fortalece ainda mais o conceito que é apenas seguir uma das mentes do corpo, tentando nesse espaço preencher as lacunas temporais que aconteceram.
Se em termos de ideia e forma o filme é bastante interessante e potencia bastante a ideia, na sua execução as coisas nao correm tao bem, a historia romantica começa bem, mas acaba por ser abandonada, como alias os diversos pontos de conflito, aqui o filme parece cair em algum receio de desenvolvimento de linhas narrativas o que o terna a determinado ponto algo previsivel ou pouco apelativo.
Fica a sensaçao que uma ideia desta merecia no final um resultado de muito maior impacto, fica a sensação que esta ideia num realizador de mais craveira poderia nos dar um dos filmes sci fi dos ultimos tempos. Assim parece que o filme tem medo de crescer, ou melhor, nao tem ferramentas narrativas em termos do desenvolvimento da ideia que o tornem em si um filme mais interessante.
Ou seja uma boa ideia, pensada com uma forma correta mas que nos deixa um pouco com um amargo na boca, pois observa-se que as coisas poderiam e deveriam ter corrido melhor, principalmente em termos das linhagens narrativas que escolhe desde metade do filme.
A historia fala de dois irmãos que habitam no mesmo corpo, com personalidades distintas e com espaços temporais diferentes em que usam o corpo. Tudo fica mais complicado quando um deles se apaixona sem o conhecimento do outro.
Em termos de argumento e obvio que a ideia de base do filme e original, e tem muito potencial, pena e que no desenvolvimento principalmente das duas personagens do filme, nao exista força suficiente para potenciar um desenvolvimento narrativo mais forte.
Na realizaçao Bill Oliver é um autentico desconhecido que tem aqui um trabalho modesto, que penso que tambem limita em alguns pontos a dimensao do filme. E sabido que o filme nao era uma grande produçao, mas tinha espaço para mais estetica e mais autor.
No cast eu confesso que Elgort ainda nao me preenche as medidas em termos de versatilidade e recursos como actor, num filme em que isso poderia ser trabalhado, parece um trabalho muito pequeno para o filme em questão. Um filme que nao permite que as personagens secundarias tenham força para mais.

O melhor - A ideia original do filme.

O pior - As personagens de ambos serem muito limitadas

Avaliação - C

Priovate Life

A Netflix apostou forte em 2018 em termos de cinema marcando presença dos diversos festivais com titulos pensados para cada um deles. Este pequeno filme sobre os dramas das dificuldades de engravidar foi a apostata do serviço de streaming para Sundance. O resultado critico ate foi positivo o que acabou por se refletir em algumas nomeaços nos premios independentes deste final do ano. Ja comercialmente ao ser um filme pensado para um serviço de Streaming e sempre dificil perceber o real impacto comercial do filme.
SObre o filme podemos dizer que se trata de uma abordagem interessante sobre um problema das novas civilizaçoes e que até à data nao tinha propriamente sido debatido no cinema. Dai que a pertinencia e a novidade do tema acaba por ser clara neste filme e aqui reside muito do impacto ou mais valia do filme.
Ja que no seu desenvolvimento o filme tenta ser uma comedia dramatica de ritmo ligeiro, mas que toca nos pontos essenciais principalmente na forma como tal problematica acaba por influencioar os casais e mais que isso a incapacidade de desistir. Nisso o filme acaba por ter o impacto que deseja ter, mesmo tendo uma roupagem independente que pode desacelerar a expressão emocional que a obra poderia ter.
OU seja um filme interessante, longe de uma obra prima, muito por culpa de um estilo de adota que muitas vezes nao permita que os filmes com uma abordagem mais pesada tivessem este sucesso. Fica a ideia que alguns dos apontamentos mais comicos do filme nao funcionam tao bem, mas isso tem mais como função que o filme adote uma assinatura mais propria.
A historia fala de um casal que tenta tudo por tudo para engravidar. Depois de testar todos os procedimentos acabam por combinar com uma sobrinha para a mesma fornecer os ovulos o que acaba por tornar a relaçao entre todos mais proxima.
Em termos de argumento o filme vale acima de tudo pelo tema e problematica que abraça, ja que em termos de dialogo e mesmo desenvolvimento narrativo, tem um estilo descontraido que podera nao permitir o impacto claro daquilo que nos esta a transmitir.
Tamara Jenkins e uma realizadora com assinatura independente que ao longo da sua carreira nao tem conseguido mesmo neste genero elevar o seu cinema. Aqui tem um filme interessante com os toques todos do seu cinema de base. Funciona mas nao e o grito que a carreira da realizadora poderia necessitar.
No cast Giamatti funciona muito bem neste registo e mais uma vez da o toque de comedia que o filme quer ter. Hahn mais centrada na comedia tem um papel algo diferente do comum mais interpretativo e acaba por ser uma agradavel surpresa.

O melhor - O tema do filme.

O pior - Nao sei se o estilo descontraido e o que o filme necessitava

Avaliação - B -

Sunday, November 18, 2018

Crazy Rich Asians

Poucos apostariam que a comedia sensação comercial do ano acabaria por ser um pequeno filme sobre asiaticos, passado entre Nova Iorque e Singapura que mais nao era do que dar o lado mais ocidental dos asiaticos, numa especie de adaptaçao do classico cinderela ao mundo real, com muitos dos costumes asiaticos num filme atual. Talvez por nos dar um povo algo diferente e cada vez mais global o certo e que esta comedia para toda familia acabou por ter avaliaçoes positivas e comercialmente tornou-se na grande sensação do final de verao principalmente nos EUA.
Sobre o filme podemos dizer que existem aspetos completamente inexplicaveis em Hollywood, como e que um simples filmes do genero comedia romantica com todos os cliches esperados conseegue ser um sucesso tremendo quando a unica novidade acaba por ser a forma como o filme nos leva ate ao lado mais ocidental da asia e pouco mais. Talvez esta abertura ao mundo podera ser sem duvida o unico ponto de interesse e que define o filme ja que tudo o resto parece retirado do mais comum dos filmes romanticos de domingo a tarde.
Em termos de dialogos e a forma como os mesmos fazem imperar o registo humoristico que o filme quer ter parece claro que nao e um filme totalmente trabalhado ou elaborado, nem se quer utiliza um humor particularmente atual, muito pelo contrario, o filme parece ser algum do tradicionalismo das comedias dos anos 90 e talvez por isso o seu bom resultado.
Ou seja este e daqueles filmes que se tornam rapidamente um icon pop num determinado momento que existe a clara sensação que numa outra abordagem o resultado nunca seria sequer proximo. Um filme igual a muitos outros que tem apenas como assinatura o dar um lado asiatico que talvez o ocidente ainda pensava nao existir
A historia fala de um herdeiro de uma das grandes fortunas de Singapura que apaixonado por uma nova iorquina de origens mais modestas a leva a um casamento na sua terra natal, onde vai ter de enfrentar todos os costumes de uma familia de alta classe financeira.
O argumento e retirado das tipicas comedias romanticas dos anos 90, as diferenças sociais as barreiras familiares, um tom descontraido, amigos malucos e um humor moderado, com a unica alteração de ter como base personagens asiaticos mas com tradicoes claramente ocidentais.
Na realizaçao JOhn CHu é atualmente um dos mais conceituados realizadores chinenses sediados em Hollywood ja tendo tido ao seu dispor algumas grandes produçoes. Aqui tem um trabalho mais facil onde o deslumbre de Singapura e mais que isso as excelentes casas selecionadas fazem o resto. Ainda sera dificil neste filme perder algum rotulo de tarefeiro.
No cast um leque de desconhecidos de origem asiatica e pouco mais, o filme nao pede interpretaçoes de primeira linha e o filme nao as da. Uma comedia nunca e na sua base um genero para grandes explosoes de actores

O melhor - O lado incrivel do desenvolvimento de Singapura

O pior - Uma comedia demasiado cumpridora das regras tradicionais

Avaliação - C