Monday, October 15, 2018

Teen Titans Go! To the Movies

COm a febre cada vez mais intensa dos super herois e acima de tudo a luta constante entre os universos DC e Marvel, esta serie que junta herois mais infantis e um estilo de humor satirico relativamente a todos os contextos, que tem aqui o seu filme depois de grande sucesso da saga. Criticamente este filme foi um sucesso com avaliações positivas o que surpreende tendo em conta o estilo produtivo e de base do filme. Em termos de resultados comerciais podemos dizer que os mesmos nao foram brilhantes tendo em conta que se trata de uma serie de grande sucesso junto dos menores e ter em causa o contexto de super herois.
SObre o filme eu confesso que nao consigo perceber muito bem qual o publico alvo de um filme como este. Por um lado acaba por ter em si uma satira demasiado mordaz para funcionar junto dos mais pequenos, e por outro lado a animaçao em 2D e principalmente a intriga narrativa central ser muito pouco complexa, parece-me distanciar este filme tambem dos mais adultos.
O filme tem um estilo proprio que dura ao longo da sua curta duração. O filme nao perde quase tempo nenhum na sua intriga central, apostando num estilo ironico das suas especificidades e assim o filme acaba por ser demasiado difuso e irreverente de uma forma gratuita o que acaba por ser pouco para um filme de animaçao que encaixa com algum tradicionalismo naquilo que os filmes Lego fizeram com Batman.
Este e o tipo de conceito que pode funcionar bem em termos de serie mas que nao funciona como filme principalmente porque se trata de uma episodio de maior dimensao e onde toda a gente vai estar a espera mais do seu humor mordaz do que propriamente qualquer outra coisa, por isso parece-me um filme que nao estava destinado ao sucesso.
Em termos de historia temos a luta do grupo de adolescentes herois no sentido de conseguir um filme so deles e um lugar no olimpo em termos de super herois, e a luta contra um vilao de primeira linha.
Em termos de argumento parece-me que estamos perante um filme que nao existe na intriga central, nao temos personagens, nao temos qualquer tipo de coerencia em termos da historia, sobrando apenas a ironia dos momentos de humor o que é pouco para adultos e demais para crianças.
Apostar uma realizaçao 2d neste periodo parece-me estranho, dai que o filme seja fiel a serie mas pouco interessante no panorama actual de animaçao A dupla de realizadores vem da serie e segue o seu estilo, num trabalho que provavelmente nao tera seguimento.
Em termos de cast de vozes e nos secundarios que o filme acaba por ter as maiores apostar, que funcionam no lado mais comico do filme e pouco mais. Nao e um filme com grande capacidade explosiva neste sentido deixando como aspeto mais relevante finalmente termos Cage como super homem.

O melhor - Alguns apontamentos de humor podem funcionar nos adultos.

O pior - Um filme sem grande sentido em termos de publico alvo

Avaliação - C-

Searching

Este filme em ambiente online com um elenco a partida nada apelativo acabou por ser uma das grandes surpresas do ultimo festival de Sundance, onde acabou por ganhar o premio para filme de estreia. Em termos de resultados criticos este filme foi bem recebido pese embora sem a capacidade para lutar por premios este thriller acabou por ser um dos filmes sensaçao deste ano. E esta sensação acabou transpirar tambem para o valor comercial do filme ja que os resultados do filme foram bem acima daquilo que se esperava.
Searching e um filme original ja que passa todo ele no ecra de um computador, e fá-lo de uma forma competente com a capacidade de nos dar uma intriga competente, numa abordagem propria e que nos prende ao ecra passando pelos diferentes perigos e pelas diferentes conjugaçoes em termos online. Pena e que anos antes tenha surgido um filme de terror de qualidade mediana mas com uma abordagem semelhante que tenha sido o original deste filme passado em ecra de computador contudo sem a qualidade ou a maturidade que este filme consegue ter.
O filme começa bem no lançamento da sua historia, mas acima de tudo parece-me que o filme funciona melhor quando entra no paradigma moral da internet, aqui o filme usa alguma satira para funcionar. Os lapsos temporais tambem me parece interessante pois todos sabemos que depois de um acontecimento choque e usual algum afastamento. O filme funciona pior na parte final, o final do filme surge de uma forma demasiado rapida e aqui parece que o filme perde algum impacto nesta sua conclusao.
Mas Searching pega na ideia base de Unfriended e da-lhe a roupagem de um filme mais adulto, competente e o filme funciona no impacto, na capacidade de surpreender e mais que isso na capacidade do filme lidar com diversos pontos relacionados com a internet e o ambiente online trabalhando-os de uma forma madura e abrindo a discussao
O filme fala de um pai que depois de ver a sua filha desaparecer de forma a auxiliar a investigação acaba por aceder ao computador e redes sociais da sua filha.
EM termos de argumento a base do filme funciona em termos de intriga mesmo sendo um filme que nao e original na sua base descritiva ao contrario do seu estilo é um filme competente, intenso e isso acaba por deixar as personagens principalmente a central crescern.
Na realizaçao e um filme complicado porque todo ele é passado em ambiente online. Este filme de estreia pese embora nao seja original na sua base acaba por ser o melhor filme com este conceito. E um filme pensado bem e executado também. Por este facto fica bem esta estreia de Chaganty e deixa-nos na expetativa do que vem em seguida.
No cast Cho esta a tornar-se um actor mais dramatico e podemos dizer que ate funciona com alguma intensidade, pese embora esteja demasiado preso a imagem de comediante de segunda linha. Em segunda linha uma Messing mais intensa que acaba por ser uma das surpresas do filme.

O melhor - A abordagem do filme.

O pior - Unfriended ser um filme pior mas que ja tinha esta abordagem tirando a sensação deste estilo.

Avaliação - B

Friday, October 12, 2018

The Happy Prince

Oscar Wilde é sem sombra de duvida uma referência para todos os ativistas LGBT, entre os quais se insere Ruppert Everett, o actor britanico assumidamente homossexual assumiu sempre que um filme sobre Oscar Wilde era o projeto da sua vida, assumindo pela primeira vez neste filme diversos papeis na produçao do filme. PEse embora a expetativa em ver o resultado desta obra, depois da sua apresençao em Berlim percebeu-se que existia muito trabalho de pesquisa mas que o resultado era apenas moderadamente satisfatório. Em termos comerciais aguardam-se dados mais vincados mas parece claro que a historia está longe de ter alto valor comercial.
Sobre o filme parece claro no filme o fascinio de Everett por Oscar Wilde, principalmente na forma dedicada como explora todos os seus lados e os seus maneirismos na interpretação, mas o filme perde por ter que ser o simbolo de alguem que era um simbolo, então o filme acaba por ser quase um musical com poucos contactos com a vida real, num turbilhão de relações e festas que vão passando ao longo da duração do filme.
Essa pouca objetividade do filme naquilo que quer transitir faz com que principalmente as personagens secundarias e que têm relevância para a historia não existam no filme, que perde grande parte do seu tempo a explorar os desvaneios e a degradação mental e fisica de uma persoangem perdida num contexto social que não o aceita, e ai o filme acaba por ser repetitivo e sem força.
Parece um dos grandes problemas dos filmes de Oscar Wilde, nunca se transmite aquilo que ele foi mas tenta-se sempre dar uma novelização daquilo que ele significa e os filmes acabam sempre por ser demasiado excentricos ou estranhos faltando-lhe sempre a capacidade de entrar realmente no personagem.
A historia fala dos ultimos anos da vida de Wilde, depois de condenado pela homossexualidade e deambular entre cidades à procura de conseguir retomar a vida depois de uma condenaçao que aniquilou a sua aceitação no contexto onde estava inserido.
Em termos de dialogo parece-me que o filme é pouco fluido, que se perde demasiado na linhagem temporal, e perde muito tempo na componente estetica e poetica do autor e pouco na vida real do mesmo, e principalmente das personagens com quem interagia e isso faz o filme ser mais pequeno do que aquilo que podia ser.
Na realizaçao e inquiveco o fascinio de Everett por Wilde, na forma como o realiza, na forma como nos declara a sua obra, uma homenagem a um idolo. A realizaçao tem coração mas a abordagem nem sempre nos parece a mais objetiva e isso faz o filme ser no minimo um pouco estranho.
A construçao de Everett é forte, recheada de maneirismo que pecam por ser demasiado teatrais e em cinema isso ser ligeiramente menos interessante. Um actor que nunca foi de primeira linha que aqui acaba por tentar atraves de si mais força. Os secundarios nunca tem palco para mais.

O melhor - Alguns apontamentos de realização e a construção fisica da personagem

O pior - A forma como o filme perfere o simbolo à pessoa

Avaliação - C-

Loving Pablo

É habitual por vezes o cinema num curto espaço de tempo se enamorar por personagens da vida real, dando-lhe atenção em diversos generos como diversos filmes e algumas series. Uma dessas personagens é sem sombra de duvida Pablo Escobar, que nos ultimos anos ja vimos diversos filmes, documentários e uma serie de fama mundial como foi Narcos. Este filme, produzido em espanha mas com uma dimensão mais global não foi propriamente o produtor mais aperciado pela critica com avaliações tendencialmente negativas.Também comercialmente e principalmente nos EUA o filme acabou por ser um pequeno desastre, talvez porque o produto já estava devidamente usado.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que tinha tudo para ser o grande trabalho sobre Escobar, primeiro porque era baseado numa biografia de alguem que conviveu de perto com o narcotraficante, depois porque tinha como interpretes dois dos melhores actores de lingua espanhol que ainda para mais são um casal da vida real e como realizador um jovem valor do cinema espanhol. COntudo o filme está longe de funcionar, principalmente pelos buracos narrativos, e isso ainda se nota mais quando quase todas as pessoas que viram este filme, viram a mesma historia muito mais detalhada em Narcos.
Por outro lado a opçao pela lingua inglesa no filme parece totalmente estranha e condiciona o realismo do filme, mesmo que ambos os actores consigam ser  competentes neste ponto, parece-me claro que o filme perde um lado independente que a historia pede, com esta opção. Mesmo que em termos produtivos, e principalmente nas execuções o filme adquira uma brutalidade que nao foi vista nos outros filmes e algumas sequencias bem realizadas que são a mais valia do filme.
Ou seja Loving Pablo funciona pouco principalmente porque o objeto do seu filme esta completamente gasto de principio a fim, mesmo que seja uma abordagem mais dura do que por exemplo fez Narcos o certo é que em termos da novidade que transmite ao espetador ela não existe e pior que isso a relação central quase sempre e pouco trabalhada.
A historia fala de Pablo Escobar e os momentos mais conhecidos da sua relaçao com a jornalista Virginia Vallejo e a forma como a ascenção no mundo do crime de Pablo foi condicionado a relação entre ambos.
Em termos de argumento eu confesso que é mais facil fazer uma serie detalhada do que um filme detalhado sobre alguem. mas depois do sucesso de Narcos e abrangencia que teve relativamente à vida de Escobar o filme parece claramente curto e pouco denso mesmo na sua parte central que é a relaçao entre os protagonistas.
Sobre o realizador Leon de Aranoa é um realizador conceituado em Espanha e cujo produto americano até tinha funcionado minimamente bem. Este filme tem bons momentos principalmente na força das imagens das execuções mas pouco mais em termos daquilo que na realidade o filme quer ser. Nao foi nem de perto nem de longe o resultado que o realizador necessitava para mais altos voos.
No cast e obvio que Bardem funciona como Escobar, principalmente no seu lado mais escuro e criminal, Uma excelente construção fisica de um excelente actor que esta ao nivel esperado. Cruz está menos forte mas a sua persnagem e muito menos trabalhada, pese embora o filme seja baseado na auto biografia da propria.

O melhor - Bardem e as sequencias de execuções

O pior - Narcos ter ido muito mais longe no mesmo tema

Avaliação - C-

Thursday, October 11, 2018

Mamma Mia! Here we go Again!

Dez anos depois do primeiro Mamma Mia, surge a sua sequela natural em face do primeiro filme ter sido um sucesso. Seguindo a personagem as duas personagens centrais do primeiro filme em tempos diferentes este segundo filme acabou por conseguir resultados criticos proximos do primeiro filme, até ligeiramente melhores, contudo em termos comerciais os resultados foram claramente inferiores, muito por culpa da falta de novidade.
Eu confesso que pese embora ache original a abordagem do primeiro filme o resultado final do filme esteve longe na minha opinião de ser minimamente interessante, ou seja um filme emocionalmente forte mas com conteudos demasiado previsiveis. Este segundo filme tem um ponto que acaba por ser mais interessante do que o primeiro filme que é a nostalgia. Ao termos um paralelismo entre a personagem mãe e filha nos mesmos periodos o filme acaba por dar bastante nostalgia a personagem de Streep e isso funciona muito bem em termos emotivos para o filme. Mesmo que em termos do desenvolvimento narrativo o filme seja básico sem grande intriga ou sem qualquer capacidade para surpreender.
E um filme com alguns detalhes interessantes e aqui parece importante revelar os cenarios incriveis, a adaptaçao musical, embora nos pareça que muitas das sequencias não encaixam perfeitamente nas musicas e o estilo do primeiro filme, embora nos pareça que é na capacidade de ser nostalgico que este segundo filme não só valoriza este filme bem como as circunstancias do primeiro.
Mamma Mia gostando-se ou nao e um filme que marcou pelo seu mediatismo, mais do que propriamente pela sua qualidade, principalmente tendo em conta os defeitos da interpretações musicais. O filme tem neste caso tambem muitas dificuldades na caracterização de idade das personagens.
A historia segue Sophie agora empenhada em cumprir o sonho da mãe de abrir o hotel, ao mesmo tempo que o filme nos conta os primeiros tempos de Donna na ilha grega e a forma como foi conhecendo os seus três homens. O filme vai seguinte o paralelismo das duas personagens até ao momento do nascimento de Sophie.
Em termos de argumento o filme é algo basico, algo alias que já tinha acontecido com o primeiro filme. Parece menos natural o encaixe musical do que no primeiro filme, mas ao mesmo tempo parece-nos que se trata de um filme que consegue trabalhar bem o aspeto emotivo.
Na realizaçao Ol Parker um realizador de comedias romanticas teve aqui o seu filme mais mediatico, numa realização que fica facilitada pelos cenarios do filme, e isso acaba por ser suficiente para o estilo do filme, mesmo que não tenha outros promenores.
No cast quase nenhum risco com repitições de papeis, ainda que menos trabalhados. A unica entrada foi james que acaba por ter o estilo de Streep e com qualidade vocal reconhecida. De resto os serviços do filme são cumpridos mesmo que em termos interpretativos o filme esteja longe de ser birlhante.

O melhor - A nostalgia da personagem Donna

O pior - Porquê, Cher?

Avaliação - C+

Sunday, October 07, 2018

Operation Finale

Desde a separação dos irmãos Weitz ambos tiveram sempre muita dificuldade em se assumir com realizadores de referência pese embora ao longo dos tempos tenham efetuado experiencias em generos diferentes. Este ano Chris em colaboração com a Netfilx lançou este filme do pos holocausto e a tentativa de deter um dos generais maiores dos campos de concentração. Criticamente o filme este longe do sucesso com avaliações medianas que acabaram por colocar em causa de imediato a possibilidade do filme estar nas disputas pelos premios. Por sua vez comercialmente mesmo tendo em conta o facto de estar disponivel na platanforma online o resultado comercial do filme não foi um um desastre.
Sobre o filme podemos dizer que temos um eficaz e simples filmes historico, com algum cuidado em fazer prevelecer o lado emocional das personagens e mais que isso o lado descritivo de uma operação de grandes dimensoes tendo em vista um objetivo. Ao mesmo tempo em alguns apontamentos o filme consegue ser tambem um filme de personagens nao se limitando ao lado mais simples que contar uma historia conhecida.
E obvio que do ponto de vista de estetica e de abordagem o filme acaba por ser demasiado simples, sem qualquer risco. Fica a ideia que o filme poderia ser maior naquilo que quer transmitir e assim ganhar mais dimensão sobre os outros filmes que relatam factos do mesmo periodo. No final fica a ideia de alguma previsibilidade que não lhe permite ser um filme de referencia.
Mesmo assim um filme interessante para quem quer conhecer mais um episodio a uma abordagem a um episodio do pos holocausta, com boas escolhas nas interpretaçoes centrais mas um filme que nao consegue ter na sua produçao algo mais do que a historia que quer contar e isso normalmente diferencia um filme interessante de um grande filme.
A historia fala de uma serie de agentes especiais israelitas que se dirigem para a Argentina no sentido de tentar capturar um ex-general nazi exilado naquele pais, e com uma identidade disfarçada.
Em termos de argumento o filme para alem de um ponto de partida historico interessante acaba por ter no filme personagens bem construidas e mais que isso alguns dialogos emotivamente fortes. Pode perder por alguma previsibilidade mas isso e sempre um problema dos filmes sobre dados historicos, todos sabemos como vai acabar.
Na realizaçao Chris Weitz esta longe de ser um prodigio e aqui nao arrisca nada, dando uma produçao mediana, realizada de  uma forma simples o que pode explicar o facto do realizador nos ultimos anos estar mais funcional na escrita do que propriamente na realizaçao.
No cast uma excelente escolha de Kingsley. Poucos conseguem ser tao versateis e ao mesmo tempo tao intensos como o veterano actor que mais uma vez convence de inicio ao fim do filme. Isaac parece mais em piloto automatico beneficiando do facto da sua personagem nao ser tao forte em termos de dimensao.

O melhor - A historia que o filme conta.

O pior - ALguma falta de risco na abordagem da realizaçao

Avaliação - B-

Friday, October 05, 2018

Ant-Man and Wasp

Três anos depois da Marvel ter dado a conhecer um dos seus herois mais improvaveis e talvez aquele que teve em si o filme mais engraçado do ponto de vista comico de todos eis que surge a sua sequela, que surge apos a Guerra Civil. Os resultados criticos deste segundo filme que acaba por ser bastante fiel ao primeiro são parecidos, avaliaçoes essencialmente positivas e talvez por isso mas acima de tudo por se tratar de mais um capitulo da MCU resultados comerciais interessantes ainda que longe dos melhores registos da saga.
ANt-Man é para mim o mais divertido heroi da Marvel e aquele que consegue dar os filmes mais interessantes do ponto de vista de curiosidade e comico. Ja tinha achado isso no primeiro filme e este segundo filme e uma fiel sequela que vai buscar muito do primeiro filme naquilo que funciona em termos de humor, juntando-lhe um argumento eficaz onde não temos um vilao de ponta mas uma serie de personagens a atrapalhar o que acaba por ser interessante para o registo descontraido que o filme quer ter.
Alias o filme em termos de efeitos especiais é delicioso na forma como gere de forma eficaz o encolher e aumentar da personagem. Claro que podemos dizer que não é um filme profundo mas penso que o objetivo central da MCU é o entertenimento e nisso penso que poucos conseguem conciliar também os efeitos, a curiosidade e o humor com este heroi de pequenas dimensões mas com um valor comico incomparavel naquele universo.
Claro que podemos dizer que estes filmes nunca sao surpreendentes filmes de açao, ou tem sequencias de primeiro nivel, penso que o lugar deste heroi e diferente, quer na sua nascença mas acima de tudo no seu desenvolvimento. Este segundo filme mantem o nivel do primeiro filme pensando que em termos de humor ate podera superar e isto em sequelas em que se mantem a equipa muitas vezes acontece.
O filme segue as aventuras de Ant-Man agora com a ajuda da Wasp numa tentativa de encontrar no nano universo a mãe desta enquanto uma peculiar laboratorio de experiencia começa a ser procurado por diversas pessoas pelas quais os herois vao ter de combater.
Em termos de argumento na base narrativa do filme nao temos particularmente nada de grande novidade, mas o filme funciona e bem em termos humoristicos tendo diversas personagens para este trabalho e que funcionam bem em conjunto. Essa e a maior virtude de um argumento com objetivos bem definidos.
Peyton Reen realizador de comedias tem nesta saga talvez os seus melhores trabalhos, consegue conjugar bem o humor e os efeitos especiais, sendo que o ponto de partida do filme ajuda bastante naquilo que seja a conjugação destes dois pontos. Provavelmente nunca sera uma mente brilhante de hollywood mas sera sempre um bom tarefeiro.
No cast nada de particularmente novo, Rudd funciona bem naquilo que é esta personagem e conjuga bem com um Douglas descontraido, uma Lilly que é das boas surpresas da passagem da televisao para o cinema, e um Michael Pena que funciona como poucos em termos de humor. Falta obviamente um vilao de grande dimensao.

O melhor - O humor do filme em termos de curiosidades e nao so.

O pior - A falta de um vilao imponente.

Avaliação - B

Thursday, October 04, 2018

The Darkest Minds

Quando se pensava que a febre das aventuras juvenis, ou mais concretamente a adaptaçao das aventuras juvenis tinham acabado a Fox surgiu com esta nova saga, pensada em Franchising sobre crianças com poderes em grupos contra poderes instalados. Em termos criticos esta adaptação de uma nova saga foi um fiasco total e isso pode condicionar e muito a continuaçao da mesma. Comercialmente as coisas tambem nao correram melhor o que corrobora a possibilidade de termos ficado pelo primeiro capitulo e com um final em aberto.
Eu acho que acima de tudo as pessoas estão fartas de historias sobre crianças dividadas em grupo oprimidas e a ter de lutar pela sobrevivencia. Nos ultimos anos foram diversas as sagas, ou tentativas das mesmas que tiveram lugar uma com mais sucesso que outras mas todas muito iguais, e esta saga acaba por ter em grande dimensao esse problema, e de principio a fim mais do mesmo a todos os niveis, na base, no desenvolvimento e na sua conclusao aberta a pensar em novos capitulos.
Dai que este filme tenha dois problemas para alem da falta de originalidade que o condenam de imediato ao fracasso. Desde logo falta-lhe carisma nas personagens aqui falta obviamente a presença de actores mais conhecidos ou pelo menos um elemento narrativo que lhe de uma roupagem propria e por outro lado nao tem dimensao para efeitos de primeira linha sendo tudo demasiado previsivel desde o primeiro ao ultimo minuto, numa historia que nunca tem ingredientes suficientemente fortes para fazer funcionar.
Por tudo isto so um suicidio monetario podera dar continuidade a uma saga morta a nascença, numa altura em que este tipo de historias passou de moda, e mais que isso onde a falta de ingredientes proprios ou mesmo de alguma abordagem diferente, fazem destes filmes tao previsiveis que ninguem tem curiosidade de os alimentar.
A historia fala de uma jovem que depois de uma doença nas crianças que as divide por habilidades tenta fugir ao grupo repressor onde esta instalada iniciando uma road trip pelo novo mundo na companhia de tres amigos, um de cada grupo, tentando recuperar a liberdade e a familia
Em termos de argumento quer a historia, quer as personagens e a execução e do mais previsivel que os grandes estudios fizeram nos ultimos anos, parece-me claro que um filme como este teria de ter ingredientes novos e este nao tem, nem nunca trabalha nesse sentido. Tudo e feito pelo esperado e isso acaba por ser cansativo.
Na realizaçao de estreia na saga tivemos Yuh Nelson uma realizadora de origem asiatica conhecida pela realizaçao de animaçao dos dois ultimos Kung Fu Panda, que aqui tem um trabalho de grande estudio sem grande arte ou ambiçao. Os efeitos nao sao de ponta e a abordagem demasiado tradicional. Nao foi propriamente a melhor passagem para o Live Action.
No cast o filme perde muito da sua força, a aposta em Stenberg oriunda de Hunger Games nao funciona porque a actriz nao tem carisma e isso parece evidente nas apostas que tem sido feitas na mesma. Ao seu lado os secundarios tambem me parecem faltar empatia com o publico. Sendo que Moore nos grandes dá o lado carinhoso e pouco mais.

O melhor - A divisao de grupos e obvia

O pior - O filme e uma colagem total de outros produtos

Avaliação - D

Don't Worry He Won't Get Far on Foot

A carreira de Gus Van Sant não tem sido facil colecionando uma serie de filmes de referencia que sao intercalados com diversos filmes de resultados criticos e comerciais pessimos e que fazem dele um realizador desiquilibrado pese embora as atençoes sejam sempre presentes nos seus novos lançamentos. Neste filme desde logo existia a curiosidade de ser um biopic e ter no protagonismo Phoenix. APresentado em Berlim o filme foi bem recebido embora sem grande entusiasmo o que claudicou de imediato qualquer esperança de premios. Comercialmente os resultados foram modestos algo que vem sendo comum na filmiografia recente do realizador.
Sobre o filme desde logo podemos dizer que temos uma personagem central interessante com um sentido de humor proprio e que o filme nem sempre consegue tirar o beneficio total do seu estilo de humor, muito por culpa de uma montagem estranha que faz o filme avançar e recuar sem grande sentido e perder assim algum sentido de orientaçao que seria fundamental para o impacto maior do filme.
Mesmo assim temos bons momentos principalmente criados por uma interpretaçao de primeira linha de Phoenix e mais que isso pelos problemas da personagens e a forma como ele os tenta ultrapassar a sua maneira. Nao e um filme esplendido e muitas vezes um filme mais curioso do que bem feito, que poenso perder demasiado tempo na excentricidade da auto ajuda que acaba por nao ser uma mais valia para o filme que perde mais tempo nisso do que na relaçao de namoro que poderia ser bem mais impactante.
Assim tem um filme com bons apontamentos longe do melhor de Van Sant, mas tambem longe do seu pior. Parece-nos que o filme tem demasiada necessidade de ter uma abordagem diferente quando pensamos que neste terreno fica a meio termo insuficiente para ser artistica e demasiado estranho para ser simples.
A historia fala-nos na vida de John callhan e a forma como o mesmo se tornou num cartonista de referência mesmo apos um acidente que lhe pos completamente debilitado fisicamente a forma como o mesmo lidou com um problema grave de alcoolismo.
O argumento é interessante embora nos pareça que principalmente nos dialogos poderia utilizar mais o estilo de humor da personagem e aqui parece-nos que falta ao filme alguma capacidade de risco. melhor nas personagens principalmente na central.
Van Sant nao esta no seu melhor momento, colecionando desastres sucessivos, aqui temos um filme realizado com competencia mas se a arte que ja demonstrou noutros filmes. Parece com algum medo de dar mais cunho ao filme e este tinha espaço para isso.
No cast Pheonix tem um papel dificil que cumpre com qualidade ou nao fosse ele um dos melhores actores da atualidade, melhor fisicamente que em termos interpretativos onde acaba por recorrer a alguns maneirismos constantes, e sem duvidas um dos bons papeis do ano, que com outra força do filme poderia estar presente na temporada de premios, ainda para mais quando os secundarios sao meras figuras de corpo presente.

O melhor - O humor da personalidade

O pior - Uma montagem algo confusa

Avaliação - C+

Wednesday, October 03, 2018

Black '47

O cinema britãnico é sempre um ninho para novos valores não nó na interpretação mas muitas vezes também em termos de argumentistas ou realizadores. Este filme cru é mais um produto de um cinema irlandês que durante muitos anos foi pioneiro na intensidade dramatica mas que nos ultimos anos perdeu alguma da sua dimensão e visibilidade. Este filme demonstra essa menor visibilidade já que pese embora as criticas maioritariamente positivas acabou por ser quase invisivel em termos comerciais.
Sobre o filme eu confesso que a intensidade e a capacidade de nos dar filmes fortes é uma forma que gosto principalmente num estilo de filmes britanico, que nao tem problema de nos dar o pior das pessoas e a sujidade dos ambientes com pouco sol. Essa fotografia acaba por ser o ponto mais forte e carismatico de um filme forte, pesado, que se aproxima facilmente do espetador na capacidade de transmitir a capacidade de sobrevivencia e impeto das suas personagens.
Pese embora esta força o filme cai por vezes em alguma previsibilidade exagerada dos seus twists que acabaou por tirar do mesmo algum impacto, mesmo assim temos um filme bem realizado e interpretado que pese embora nao fosse nada de novo e competente na forma como em termos emotivos e do que transmite se aproximar do espetador.
E pena que filme acom alguma qualidade como este sejam usualmente subjugados em termos de visibilidade por filme menos interessantes, e isso deve-se ao facto de cada vez se procurar historias de sofrimento ou de honra para historias futoristas e aqui este filme perde ainda por nao ter figuras de primeira linha.
A historia fala de um desertor de guerra que regressa a terra natal percebendo que a sua familia foi dizimada pelo poder instalado começando um plano de vingança contra todos eles
Em termos de argumento nao temos um filme com grandes dialogos ou com uma narrativa bastante diferenciadora acabando por ser o parente mais pobre de um filme que nos outros elementos tem o maior destaque.
Na realizaçao Lance Daly é um realizador de filmes de curto custo que aqui demonstra algum sentido estetico principalmente na facilidade com que usa a pouca cor para aquilo que sao os seus objetivos em termos de transmissao de ideias. Parece-me um realizador competente a estar atento num futuro proximo.
No cast o filme tem um quase desconhecido James Frencheville como protagonista ele que ja tinha sido destaque no consagrado Animal Kingdom, aqui temos um papel intenso, disponivel e vistoso de um actor que nos parece merecer mais destaque. Nos secundarios um Weaving usualmente competente acaba por ser o balanço para a furia de Frencheville em todo o filme.

O melhor - A capacidade do filme ser duro de uma forma muito epica

O pior - Os twis serem algo previsiveis

Avaliação - B

Monday, October 01, 2018

Eight Grade

Com uma historia simples sobre a vida de uma adolescente, sem grandes figuras de primeira linha, sem grandes produtoras por trás, este pequeno e simples filme catapultou-se em Sundance devido à sua magnifica recepção principalmente junto do publico onde ganhou o premio do mesmo. Fruto quem sabe dessa brilhante recepçao o filme acabou por conseguir uma distribuição wide que lhe deu resultados consistentes que provavelmente ninguem consideraria ser possivel no momento em que o filme foi pensado.
Eight Grade não é um poço de novidade, criatividade ou um filme que nos va surpreender pelas artimanhas narrativas. Pelo contrario é um filme simples sobre a adolescencia vista do prisma de alguém que normalmente não tem filmes sobre si, e é nesta simplicidade de tornar as coisas vulgares como uma possibilidade de analise que o filme tem o seu maior trunfo, na forma como nos dá tudo ao natural do ponto de vista de alguém com problemas e sem bola de cristar.
No balanco deste conflito interno e principalmente na forma metodica com que o filme nos consegue dar a adolescencia temos a força do filme e a razão do seu sucesso critico. Eight Grade e um filme de impacto que acaba no final por aligeirar sem o tornar num produto comercial MTV. Ficamos a pensar em soluçoes que nao existe, num filme que despe os contos de fada juvenis para nos dar a vida real de muitas jovens.
Talvez por esta simplicidade o filme conseguiu tanto mediatismo e buzz positivo, mesmo sendo um filme pouco artistico, um filme descritivo, ou que seja um filme que a sua maior força foi despir de maquilhagem e autopsiar uma adolescente com dificuldades de interação. Fica a excelente caricatura real dos nossos adolscentes.
A historia fala de uma adolescente introvertida pouco popular nos ultimos dias do Middle School e a forma como a mesma gostaria que este rescaldo desta fase fosse diferente para si.
Em termos de argumento o filme vale por aquilo que significa e pelo realismo das personagens e das situaçoes, sem tornar o filme comicamente absurdo ou um drama de fazer cair lágrima, isso deve-se a um balanço narrativo muito ponderado que funciona bem no filme.
Na realizaçao Bo Burnham um jovem actor de 28 anos que teve aqui a sua estreia com o pe direito, nao que o filme seja um poço de forma em termos de realizaçao ou de conceito, mas o realismo dos detalhes faz com que muitas vezes o obvio possa ser a melhor soluçao. A perceber o que se segue num realizador tao jovem.
No cast a escolha de Elsie Fischer e brilhante de uma jovem que nao teve medo de dar o seu lado pior com quilos a mais e borbulhas para uma interpretaçao de impacto na forma como transmitiu as indecisões, a incapacidade de adaptaçao faz deste papel algo a estarmos atentos na proxima temporada dos premios, já que a jovem actriz e o caração e o impacto do filme.

O melhor - A simplicidade de uma historia comum e real, pensada como deve ser pensada.

O pior - A forma como no final o filme se torna mais ligeiro

Avaliação - B

Hotel Artemis

Depois de diversos anos a servir de argumentista de alguns blockbusters este ano Drew Pearce ganhou a emancipaçao juntando as tarefas de argumenista o seu projeto de estreia como realizador conseguindo reunir um elenco no minimo interessante. Pese embora este facto e termos aqui uma produçao de alguma dimensao os resultados criticos do filme foram medianos o que nao lhe permitiu o impulso para grandes resultados comerciais onde o filme acabou por ser um total desastre.
SObre o filme podemos dizer que se trata de um Thriller negro futorista, com alguns toques de humor, o tipico filme rebelde mas que nunca consegue ter impacto nas dimensões que quer ter, desde logo naquilo que é a ligaçao das personagens num filme de impacto os pontos de contacto entre as personagens tem de ser mais fortes do que este filme nos dá, acabando com isso pela intriga ser tambem ela de pouco impacto.
E certo que principalmente em alguns dialogos mais comicos servidos pela personagemd e Charles de Day e por vezes de Dave Bautista o filme consegue ter a rebeldia engraçada que faz de um estilo de filme aparentemente estranho em obras com alguma qualidade, o problema do filme e que tem dificuldade em lhe dar o lado negro do crime e muito menos o lado futorista que o filme nunca aproveita para lhe dar qualquer apontamento de referencia.
Fica a ideia que Hotel Artemis e um filme que tem dificuldade em se levar a serio, que quer ser um filme estranho e curioso e isso acaba por ser mais na primeira vertente do que na segunda, porque o resultado final como um todo nunca é particularmente interessante e isso deve-se ao facto das personagens nao servirem de força natural do filme.
A historia fala de um hotel futurista que mais nao e do que uma clinica para associados criminosos com uma capacidade infinita de tratamento, tudo vai ficar em risco quando ali entra alguem que roubou diamantes ao maior criminoso e dono do hotel o que coloca em causa todas as regras que faz o conceito funcionar.
EM termos de argumento o filme e original nas ideias e consegue alguns pontos interessantes em alguns dialogos. COntudo a falta de personagens fortes acaba por nao deixar o filme ser mais que uma mediania pouco interessante mesmo que se perceba em muitos momentos que o filme tem um criador de dialogos de primeira linha.
Na realizaçao o filme escolhe o lado mais negro num estilo que nao sendo brilhante não e propriamente um desastre. E um filme de estudio com pouco risco, mas ao mesmo tempo parece que essa falta de risco faz o filme parecer mais serio e isso parece no final uma boa escolha.
A falta de personagens acaba por nao permitir grandes papeis, Day consegue alimentar o lado comico do filme, Boutella a parte de lutas e Brown a intensidade de uma personagem que perde pela falta de dimensoes.
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O melhor - ALguns dialogos com algum valor de humor.

O pior - As personagens centrais

Avaliação - C

Sunday, September 30, 2018

The Padre

Por vezes não é facil para alguns actores a entrar numa idade mais avançada conseguir espaço em primeiras produçoes de hollywood tendo que acabar por marcar presença em filmes mais pequenos de baixo orçamento e muitas vezes servem de ancora para produtoras a procura do seu espaço. isto foi talvez o que se passou para vermos neste pequeno filme Nick Nolte e Tim Roth. Os resultados do filme foram indiferentes quer do ponto de vista comercial mas tambem do ponto de vista critico.
O filme e um misto de um filme sobre a emigraçao da america do sul para os EUA e a forma como tal e feita sem qualquer regra com um filme de bandidos e de gato e do rato com um ritmo ligeiro e alguma toada humoristica. O problema do filme e que o mesmo é demasiado simplista e os bons momentos de interação entre personagens nem sempre conseguem ser sublinhadas ao longo do filme, tornando-se num filme previsivel numa produçao mediocre.
Percebe-se desde o inicio que o filme nao nos vai dar muito sobre as personagens principalmente no que diz respeito a auto caracterizaçoes, ou seja que o filme nos vai dar imagens das personagens em dialogos e depois temos a sequencia de caça e nada mais, num final previsivel desde a primeira cena do filme.
Ou seja um limitado filme de baixo custo que tem um espirito irreverente o que por vezes em filmes de pequenas produtoras acaba por ser comum, numa mistura de estilos que acaba por nunca dar ao filme a sua roupagem clara. Mesmo assim sobra um ou outro momento de dialogo minimamente interessante num filme que vai ser completamente despercebido para a maioria.
Em termos de argumento o filme fala de um dois policias um americano e um mexicano que procuram por um criminoso que tera a sua guarda uma jovem com a ambiçao de chegar aos EUA para encontrar a sua familia.
O argumento na base narrativa e mediocre e pouco inovador, salva neste particular uma ou outra sequencia de dialogo, principalmente quando o filme liberta um pouco o seu lado mais humoristico mas mesmo assim longe de grandes aventuras.
Na realização Sobol e um jovem realizador que me surpreendeu pela positiva em The Art of Steal mas que aqui pese embora tente a mesma toada ligeira tem uma realização e um trabalho claramente mais inferior e que o pode conduzir para o anonimato pleno.
Em termos de cast parece-me obvio que se Roth estivesse ao seu melhor nivel nao teria feito este filme e isso e claro num papel recheado de maneirismos do actor e pouco interessante. AO seu lado Nolte tambem nos parece na parte final de uma carreira que nao soube envelhecer.

O melhor - Alguns dialogos

O pior - Um filme que sabemos como vai acabar no primeiro minuto

Avaliação - C

Friday, September 28, 2018

Izzy Gets the Fuck Across Town

Este pequeno filme totalmente indie aproveitou a subida de dimensao comercial da sua protagonista para tentar a sorte em pequenos festivais da especialidade chamando a atençao para a sua irreverencia natural. Pese embora estes ingredientes o filme teve longe de ser bem recebido com criticas extremamente medianas. Por sua vez em termos comerciais e um filme naturalmente com poucas ambiçoes como alias se tornou claro no seu resultado.
SObre o filme o mesmo assume uma roupagem de filme independente irreverente com muita relação com a musica e com um espirito algo Punk Rock que a mim pessoalmente em termos de abordagem me agradou, principalmente pelo seu lado irrequieto dividido em capitulos e mais que isso pela forma politicamente que o filme tem como sublinhado ao longo de toda a sua duração.
O filme começa bem, rapidamente percebemos que vamos ter uma especie de road trip alucinante a boleia de uma personagem emocionalmente descompensada e capaz de tudo e acaba por ser a reboque desta mesma personagem que o filme acaba por funcionar na maior parte da sua duração, perdendo apenas no final tipico de comedia romantico sem mensagem que me parece a conclusao errada para um filme tao pautadamente irreverente.
Ou seja um filme que usualmente e feito para os mais jovens irreverentes que começam agora a relacionar-se com o lado mais independente do cinema. Um filme que tem momentos de risco do realizador algum sentido de humor no lado insolito que perde principalmente por no final em termos de conteudo ser apenas o lado mau de uma mulher apaixonada e impulsiva.
A historia fala de um ex estrela da musica em mare baixa que acaba por fazer uma road trip sem dinheiro ao longo da cidade para impedir a festa de noivado do amor da sua vida com a sua ex melhor amiga.
EM termos de argumento o filme principalmente na personagem central e mais que isso em algum insolito situacional acaba por ser divertido e interessante, mesmo que o sumo final da sua historia seja algo redutor.
A realizaçao esta a cargo de Papierniak um desconhecido que tem uma abordagem jovem, atual, irreverente com alguns apontamentos interessantes e acima de tudo muita cultura pop rock musica. A ver os seus trabalhos seguintes aqui temos algo pelo menos para estar atento.
Em termos de cast Davis e uma das jovens actrizes a ganhar dimensao principalmente porque funciona bem no seu lado mais descontraido e na forma como da essa roupagem as suas personagens. Aqui deixa bem patente essa qualidade para uma actriz a estar atenta no futuro

O melhor - O espirito rock do filme

O pior - O final como comedia romantica

Avaliação- B-

Thursday, September 27, 2018

The First Purge

Eu confesso que no momento em que saiu o primeiro filme a ideia de base da saga parecia interessante e capaz de criar uma densidade psicologica forte e por isso funcionar como filme de terror. Depois de duas sequelas surge aqui a aparente prequela que tenta explicar como tudo funciona. Em termos criticos o filme conseguiu avaliações medianas que em termos de terror ate podemos assumir como relativamente positivo. Comercialmente a falta de primeiras figuras não alterou os bons resultados dos primeiros filmes e quem sabe garantiu proximos filmes com o mesmo tema.
A ideia de The Purge sempre me pareceu interessante e mais que isso perceber o inicio de tudo aquilo parecia o grande segredo do filme. Aqui em termos politicos e mais que isso em termos de ideologia o filme tem uma explicação natural, e os primeiros minutos de introduçao parece-me interessantes pelo menos para justificar toda a ideia, sendo que nesse apontamento o filme funciona.
O problema maior deste filme e a sua historia, aqui a luta de gangs o lado racial e mais que isso as personagens que são bons e maus acaba por nao ter qualquer força e a historia depois da explicação é claramente fraquinha não dando ao filme o impacto que um primeito filme em termos cronologicos deveria ter.
Em termos esteticos a escolha pelas lentes azuis ate funciona para dar algum impacto ao terror, num filme com uma abordagem mais comercial do terror do que propriamente de impacto perante o espetador, num filme que acaba por na sua fase sequente ser basico e abandonar a parte politica que ate me pareceu a mais bem conseguida do filme.
A historia fala do incio da ideia de The Purgue como uma forma de fazer politica numa ilha marcada pelos problemas sociais e economicos, que vai conduzir a criaçao de uma melicia de defesa daquele espaço.
Em termos de argumento o filme tem dois pontos o primeiro a forma como nos da o nascimento da ideia, satisfatoria e a sua execução como filme individual, claramente mediocre em personagens e argumentos,.
Para este capitulo de The Purge a realização ficou a cargo de Gerard McMurray um desconhecido que esteve na produção de Fruitvale Station e pouco mais, tem um trabalho mediano, que nao condiciona o impacto do filme no espetador, mas esta longe de ser artistico.
No cast pouco ou ninguem conhecido acaba por nao dar força a personagens já de si pouco desenvolvidas e nisso o filme acaba por sofrer mais que os seus anteriores, principalmente o primeiro.

O melhor - A explicação politica para o inicio

O pior - A historia deste filme em si, muito mediocre

Avaliação - C-

The Meg

Se existe algo obvio no cinema e um filme sobre um tubarão predador gigante ter como adversario o action hero Jason Statham numa grande produçao pensada para obter dinheiro facil. Os resultados criticos do filme foram a mediania de um filme com os pontos de blockbusters todos presentes sendo que em termos comerciais tendo em conta as expetativas iniciais este The Meg tornou-se numa surpresa positiva, demonstrando que Statham por vezes consegue ser rei das bilheteiras.
The Meg e um filme em todos os pontos obvio, por tudo isso parece claro que este e um filme marcante naquilo que pode ser a analise da falta de criatividade dos estudios que apostam em historias repetitivas com novas roupagens tecnicas. E aqui se difere os dois primas de analise do filme, em termos de historia e mais do mesmo, igual a dezenas de filmes serie B sem historia, previsiveis e sem personagens.
POr outro lado do ponto de vista tecnico o filme tem impacto e sabe usar essa dimensao para ser facilmente proximo do espetador, e nisso nao temos que ter arte, temos sim que ter dinheiro para fazer as coisas bem em termos de efeitos especiais e o filme isso consegue.
Assim, The Meg e o tipico filme que sabemos todos os passos que vamos ver do inicio ao fim, nao tem espaço para riscos, e tudo parece ja ter sido visto, desde o violento e predador animal, proximo de tubarão ou mesmo a sempre igual personagem de Statham, com a curiosidade de neste filme pontapear o animal.
A historia fala de um grupo de estudiosos maritimos que apos soltarem um perigoso animal de grandes dimensoes do fundo do mar, vao tentar minorizar as consequencias do mesmo, tentando capturá-lo.
EM termos de argumento e novidade do mesmo o filme simplesmente nao existe, historia igual a muitas, personagens básicas e nas principais recheadas de cliche, um humor muito moderado e tudo pelo livro, num filme longe de grande qualidade narrativa.
 Na realizaçao deste blockbuster Turteltaub um experiente realizador que ja teve o seu melhor periodo tambem em filmes de grande bilheteira, que é um tarefeiro competente a gerir recursos e neste filme e apenas o seu papel.
No cast nada de relevante, Statham com a personagem tipica dele, que poderia ser retirada de qualquer um dos outros filmes e um naipe de secundarios que nao existe em termos de impacto que tem do filme.

O melhor - Os efeitos do monstro.

O pior - A falta de algum apontamento novo

Avaliação - C-

Leave no Trace

Existem realizadores que depois de um primeiro filme de sucesso pleno, têm normalmente dificuldades em retomar o seu percurso normal. Talvez foi isso que aconteceu com Debra Granik, que demorou diversos anos a ter novamente um sucesso critico com este pequeno filme estreado em pequenos festivais mas que resultou em mais um filme criticamente aclamado para a realizadora. Comercialmente e fruto quem sabe destas boas avaliações os resultados também acabaram por ser consistentes principalmente tendo em conta o tipo de produto aqui em questão.
Sobre o filme podemos dizer que não é um filme facil, que na maior parte do tempo adquire um ritmo algo lento, mas que depois acaba por se tornar denso, e mais que isso um filme que é uma reflexão adulta sobre formas de vida e sobre a psicopatologia. Os valores do filme são acima de tudo sustentados numa forma propria que o filme tem de nos caracterizar uma relação acima de tudo pai e filha o qual acaba por ser mais intensa do que facil de perceber.
Outro dos pontos que o filme aborda bem acaba por ser aquilo que pode tornar uma pessoa feliz e acima de tudo a relatividade desses mesmos factores. AO longo do filme existe diversas fases com reaçoes distintas entre as personagens que vai servindo de balanço aquilo que o filme nos quer dar, mesmo que a mensagem central do filme acabe por ficar num patamar dificil de atingir.
Nao sendo uma obra prima nem nada proximo disso Leave No Trace e um filme interessante bem desempenhado, com uma intensidade que acaba por ser o seu maior trunfo associado a uma historia no minimo diferente. Muitos poderao dizer que o filme não tem uma narrativa apelativa e que seja algo lento, mas isso em momento algum afeta a intensidade do filme.
A historia fala de um pai e uma filha que residem no meio de um bosque tentado fugir ao maximo daquilo que e convencionar e viver em sociedade ate ao momento em que entram nos serviços sociais e tem dificuldade em manter o seu estilo de vida.
Em termos de argumento mesmo nao sendo um filme com uma historia de base totalmente apelativa o filme tem impacto principalmente na forma emotiva com que a relaçao central e criada e como se desenvolve essa e a ancora de um filme que nao e um poço de criatividade mas que funciona nos seus objetivos.
Granik surpreendeu com Winter's Bone pela capacidade de filmar a capacidade de ligaçao entre pessoas e aqui tem a mesma assinatura. Nao sendo um filme com muitos truques e um filme cru realizado com toadas escuras que sao uma assinatura propria.
No cast o filme tem duas excelentes pretaçoes, um Forster que merecia mais atençao de Hollywood pela intensidade que nos da em cada personagem, sendo este mais um bom exemplo da qualidade do actor, e uma jovem Mckenzie que e surpreendente no filme, demonstrando a capacidade da realizadora descobrir jovens actrizes de bom valor.,

O melhor - A força natural da relaçao central

Avaliação - RItmos demasiado pausados

Avaliação - B-

Wednesday, September 26, 2018

Bel Canto

Desde a separação do seu irmão Chris podemos facilmente dizer que a carreira destes irmãos enquanto realizadores acabou por nunca se reencontrar pelo menos em termos de cinema. Paul tentou regressar ao grande ecra depois do sucesso de Mozart in the Jungle com este filme que reunião rebeldia militar com opera. Os resultados criticos e principalmente de exposição do filme foram medianos e longe do que um filme com este cast poderia ambicionar, sendo que o maior desastre do filme acabou por ser os seus quase inexistentes resultados de bilheteira.
Assim, sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem uma mistura de estilos que acaba por quase nunca combinar, desde logo o excesso de linguas faladas num espaço tão curto, até se pode entender o motivo desta escolha mas na realidade para alem das diferenças culturais que poderiam advir desta escolha e que o filme nunca aborda, pouco o filme lucra com esta opção tornando-o apenas confuso e mais que isso um travão naquilo que poderia ser a fluidez e naturalidade das relações do filme.
Mas não é apenas ai que o filme acaba por cair em algumas falhas fundamentais. A forma como rapidamente se cria um clima de ligação entre os rebeldes e os refens acaba por nunca ser trabalhada como um processo, tornando-se quase sempre algo absurda para um filme que tem no seu climax o seu momento mais forte, que acaba por o resgatar para um plano mais elevado, mas parece-me que a preparação para o impacto final acaba por estar longe de ser conseguida, porque o filme quer ter demasiados elementos o que acaba por não fazer funcionar muitos deles.
Ou seja Bel Canto tinha ingredientes para ser um filme relevante, desde um cast com actores de primeira linha, com uma temática que a ser bem trabalhada poderia funcionar, mas tem a dificuldade de me parecer ter dificuldade em ir a fundo nas questões e tudo se tornar tão rapidamente estranho que acaba por deixar essa sensação no espetador, mesmo que o mesmo saiba sublinhar o impacto emotivo do seu final.
A historia fala de um grupo de rebeldes militares de um pais da america latina que acaba por entrar numa festa privada acabando por fazer refens as pessoas que ali se encontram. Com o passar do tempo começam a existir relações mais proximas entre os sequestradores e refens.
Em termos de argumento a historia de base podera ter alguns apontamentos interessantes, mas principalmente no desenvolvimento e introdução o filme tem muitas dificuldades em aprofundar as suas bases. O final de impacto funciona mas parece algo desligado da dinamica de todo o filme.
Paul Weitz tem sido um realizador initermitente assim como o seu irmão, depois de American Pie e About a Boy nunca mais conseguiu no cinema filmes de impacto, tendo aqui um trabalho simples, de segunda linha, que não funcionou certamente com o resultado que o mesmo queria.
No cast Moore, tem um papel muito distante dos seus melhores momentos, alias a sua personagem acaba por nao existir em termos de diversas dimensões o que não lhe facilitou o resultado final. Watanebe é sempre competente num filme que não foi desenhado para grandes interpretaçoes.

O melhor - O final de impacto

O pior - O filme ser pouco trabalhado no seu desenvolvimento

Avaliação - C-

Sunday, September 23, 2018

The Children Act

Richar Eyre e um realizador experiente britanico que coleciona filmes com temas fortes, mas que raramente consegue nos mesmos um medianismo tremendo tendo em conta o cast rico que usualmente consegue chamar. Estreado em Toronto em 2017, surgiu este filme que junta religião e saude. Criticamente pese embora as boas avaliaçoes as mesmas foram modestas para altas ambiçoes. Por sua vez comercialmente apenas durante o ano de 2018 o filme conseguiu ser distribuido com resultados modestos.
SObre o filme eu confesso que a fase inicial de julgamento e da decisao acaba por ser um inicio interessante do filme, com dois lados num esgrimir de conceitos que acaba por dar ao filme uma profundidade que nos faz antever um filme interessante e maduro sobre um tema interessante. O problema e que ainda antes do meio do filme, existe uma viragem de pagina que torna o filme mais monotono e menos eficaz nos seus propositos.
Esta menor produtividade do filme acaba por advir da pouca capacidade de fazer a relaçao entre os dois protagonistas centrais funcionar e mais que isso que os contextos de cada um tenham suficiente força ou tempo de filme para serem relevantes sendo que ai o filme perde o foco e acaba por perder a intensidade da primeira fase.
POr este desiquilibrio claro nas diferentes fases parece-me claro que se trata de um filme que se prepara bem, que sabe ter um tema polemico e aliciante em termos de exercicio retorico, mas tem medo de dar apenas isso ao filme e depois nao tem argumentos para o completar com outro climax e o filme fica demasiado difuso para funcionar.,
A historia fala de uma juiza que tem de decidir sobre a intervençao medica num jovem testemunha de jeova, que o pode salvar a vida contra a sua vontade e na relaçao que se cria apos a decisao.
Em termos de argumento como todo o filme temos duas fazes distintas com dois pontos diferentes de resultado. Uma primeira fase de esgrimir de argumentos que o filme e funcional e depois na questao relacional o filme e mais difuso e pouco trabalhado.
Eyre e um realizador experiente dentro da tradiçao britanica e aqui e fiel ao seu estilo sem grandes truques mas com clara noçao dos locais onde quer captar imagens. Um filme muito a imagem do trajeto do realizador.
No cast podemos dizer que Thompson e uma actriz de primeira linha que tem um papel forte, e mais que isso uma abordagem muito simplista da personagem que encaixa bem na sua carreira. Whitehead um jovem que deu nas vistas o ano passado em Durkirk tem a intensidade para um papel que deveria ter mais antena.

O melhor - A primeira meia hora.

O pior - A capacidade do filme manter o nivel depois desta fase

Avaliação - C

Misssion Impossible: Fallout

VInte e dois anos depois da primeira missão impossivel de Tom Cruise, o carismatico actor norte americano continua entregue de corpo e alma a personagem que lhe deu os maiores sucessos da carreira, principalmente apos a entrada na produçao de JJ Abrahms. Este sexto capitulo conseguiu ser aquele que melhor recebido foi pela critica especializada, sendo que comercialmente pese embora exista algumas pessoas que resistem ao actor os resultados voltaram a ser bastante interessantes para um sexo filme de uma saga.
Vinte e dois anos e mais que suficiente para o filme ter criado um espirito de espionagem e intellengence dos diferentes paises, e podemos dizer que Ethan Hunt e sem sombra de duvidas o James Bond ingles. NUm filme recheado de sequencias de açao de primeira linha e os famosos twists com as mascaras este um filme que mesmo nao sendo original em nenhum dos seus aspetos e competente em quase todas elas e dá-nos uma obra eficiente nos seus propositos.
O filme respeita tudo o que um fa da saga quer, mas parece-me que tinha espaço em alguns elementos para mais twist, para surpreender mais o espetador com os volte face dos argumentos ja que tudo o resto se encontra presente, talvez menos humor do que os melhores filmes da saga, mas a espetacularidade e as cenas de cortar a respiração sao sempre presentes.
Por tudo sito Mission Impossible e um dos bons conceitos de hollywood em termos de cinema de açao de estudio, produtos extremamente bem concretizadas, que mais que sequencias de ação tem narrativas complexas, e conjugam as diferentes vertentes do entertenimento. Parece-me claro que não sendo o melhor filme da saga, para mim claramente o terceiro esta num nivel superior acaba por ser um bom capitulo.
A historia segue Ethan Hunt e a sua equipa numa luta contra um adversario ja conhecido. NUma luta contra uma organização de ex-. agentes apostados em destruir o mundo, a estrategia tem que ir para alem do comum.
Em termos de argumento como produto de entertenimento é um filme bastante interessante, complexo nas narrativas e principalmente na justificação dos procedimentos dos viloes. *Parece-me que o facto de recorrer a um vilao antigo acaba por funcionar do que a introduçao do novo elemento.
McQuarrie e um colaborador comum nos ultimos anos com TOm Cruise, e um tarefeiro ideal para dar vida a forma como o actor e produtor quer os filmes. Sem o conceito dos filmes anteriores e contudo um filme que sabe o que quer num realizador com limitaçoes mas funcionar para este contexto.
Hunt é Cruise, mais do que a capacidade interpretativa emocional, podemos dizer que o que funciona bem e a capacidade de Cruise como heroi de açao para sequencias impossiveis. Nos secundarios pouco ou nenhum sublinhado para alem dos usuais Pegg e Rhames que sao indespensaveis a serie.

O melhor - As sequencias de açao.

O pior - Narrativamente poderia ser mais surpreendente

Avaliação - B-

Saturday, September 22, 2018

Sicario: Day of Soldado

Três anos depois do filme de Denis Villneuve sobre o narcotrafico ter sido um sucesso pleno pelo seu realismo, eis que surge a sua sequela de uma pertensa triologia sobre o combate aos quarteis de droga no Mexico. Com um cast que repete dois dos tres actores do primeiro filme mas lançado numa epoca comercialmente mais apelativa, este segundo filme foi claramente pior recebido pela critica com avaliaçoes bem mais medianas. COmercialmente nao sendo um filme de grande publico os resultados tambem foram eles medianos.
SObre o filme podemos dizer desde logo que esta longe a todos os niveis do primeiro filme, desde logo pela intensidade do filme e pelo lado duro do que nos trás, mas acima de tudo por ser uma autencica confusao de temas interligados que acaba por ser uma mistura que pouco proveito tras ao filme reduzindo-o a um filme de protaçao de alguem e pouco mais, o que para um filme que e uma sequela de um filme como Sicario acaba por ser claramente pouco.
Mesmo com a saida de Villneuve e obvio que o filme tem uma estetica muito propria e tem um duo de actores dos mais intensos que Hollywood tem neste momento, mas parece sempre que o filme nao consegue ter algo tao interessante como o debate moral do primeiro filme, acabando por ser obviamente mais reduzido no seu alcance para alem de sofrer dos problemas habituais de um filme ponte.
Ou seja quem gostou do primeiro SIcario ficara certamente defraudado com este segundo filme, principalmente porque os elementos que tornam o primeiro um bom filme acabam por nunca estar presente neste segundo filme, principalmente em termos de argumento e mais que isso em termos do que significa. Um filme de primeira linha tornou.-se num mediano filme sobre combate ao trafico de droga.
A historia segue as personagens masculinas do primeiro filme, e a forma como os mesmos se aliam novamente para tentar por termino ou melhor controlar a forma de funcionar dos dois maiores quarteis de narcotrafico, contudo apos um acontecimento inesperado vao ter de estar em polos opostos desta luta.
EM termos de argumento no tema, na base e mesmo na execuçao o filme esta longe do primeiro filme, acabando por esvaziar as personagens centrais tranformando-as em personagens simples de filmes simples.
Na realizaçao nunca sera facil substituir Villeneuve, pese embora Sollima seja um realizador com projetos interessantes e aperciados no mundo do crime. Aqui tem uma realizaçao que segue e bem o seu antecessor e em termos esteticos o filme nao fica danificado.
No cast Brolin e Del Toro repetem papeis, sendo que o segundo e mais exposto e é mais facil de gostar, ou nao estivessemos perante dois dos actores em melhor forma do momento. Pena e que ao contrario do primeiro filme, nao tenham acompanhamento.

O melhor - A forma como o filme consegue manter o rigor estetico.

O pior - A vulgaridade de um argumento muito diferente do primeiro filme

Avaliação - C

Friday, September 21, 2018

Hotel Transylvania 3: A Summer Vacation

Nao deixa de ser surpreendente que Adam Sandler e os seus habituais colaboradores tenham nos ultimos anos como maiores sucessos este franchising de animaçao com o mesmo estilo de humor que nos habituaram mas sem as suas interpretaçoes fisicas. Depois de dois sucessos claros em termos comerciais este terceiro filme voltou a conseguir ser um sucesso de bilheteira muito superior aquilo que Sandler faz em Live Action. EM termos criicos este esta longe de ser um sucesso pleno, repetindo aqui as criticas medianas dos primeiros filmes.
Sobre o filme eu confesso que dos franchisings de animaçao este e um dos que gosto menos, principalmente porque utiliza um humor quase fisico e muito parecedio de um Adam Sandler que neste particular tambem ja esteve mais atualizado. Depois porque mais de um argumento coeso e um filme feito de cenas curiosas sem estar muito preocupado por tudo o resto, mesmo que assumo no final a mensagem positiva da prache.
Outros dos pontos onde me parece que esta saga funciona ligeiramente menos que alguns dos outros titulos de maior sucesso em animaçao e a forma como gasta demasiado tempo nas sequencias sonoras apostado em rentabilizar algumas musicas da atualidade. E nisso o filme acaba por perder dimensao da mensagem ou se diferenciar para alem do curioso das personagens.
Neste terceiro filme temos muito pouco de novo, os truques dos primeiros filmes e pouco mais, sendo que desta vez e o Conde a apaixonar-se mas com os avanços e retrocessos de todos os outros filme e um estilo de humor previsivel do primeiro ao ultimo minuto.
A historia sai do famoso castelo para agora se passar num cruzeiro onde o Conde Dracula com todo o seu cla tentara passar uma ferias onde se apaixona e mais que isso luta contra o seu arqui enimigo de uma vida.
Em termos de argumento o filme repete o que resultou comercialmente nos primeiros filmes e pouco mais, mesmo na intriga o filme e muito semelhante aos anteriores mudando apenas o contexto. Algumas curiosidades engraçadas mas pouco mais.
Na realizaçao Tartakovsky regressa ao seu filme e a sua saga de maior sucesso, o filme tem um estilo de movimentos de personagens peculiar e exagerado que particularmente nao me satisfaz mas que acaba por ser a sua assinatura. EM termos de carreira penso que nao saira deste estilo,.
No cast de vozes todo o cla Sandler repete as personagens comuns com o facto de nao existir propriamente nenhuma integraçao relevante. Um filme que ainda vai alimentando o sucesso de alguns dos actores lancados por Sandler.

O melhor - Algumas sequencias curiosas

O pior - O Absurdo de algumas personagens

Avaliação - C-

Thursday, September 20, 2018

Patient Zero

É comum que passagem de algumas figuras da televisao para o cinema ou passe por papeis secundarios de filmes de maiores dimensoes ou pelo protagonismo em filmes de linha B, esperando que os mesmos se tornem sucesso instantaneo. Este filme sobre virus e mortos vivos e mais uma dessas tentativas, com avaliaçoes quase inexistentes e com um valor comercial reduzido ficara naquele tipo de filmes que nao funcionou para nenhum dos envolvidos.
E podemos dizer que a abordagem inicial do filme nem a pior, principalmente porque nos da alguma dimensionalidade aos doentes, em vez de os tornar bestas puras. Tambem em termos do registo romantico ao termos um trinagulo amoroso bem definido e algo diferente do habitual. O problema e quando o filme tem que desenvolver estes parametros e nao o consegue fazer resolvendo tudo de uma forma percipitada e pouco ou nada interessante sendo a fase final do filme que ocupa mais de metade da sua duração um autentico desastre.
Este e os problemas habituais dos filmes de serie B consegue chegar ate de uma forma facil ao conflito central do filme tem menos arte em fechar. Este ponto aliado a uma produçao de segunda linha onde os infetados acabam apenas por ter olhos amarelos como forma de os diferenciar fazem deste filme um projeto pequeno e quase sempre pouco interessante.
Ou seja o tipico filme de serie B e qualidade baixa de zombies com os seus principios claros, que ate começa bem mas acaba como todos os outros com pouco ou nenhum destaque para os elementos que os compoem. Os actores de series de televisao mais ou menos conhecidos que estao no filme nao ganharam nada com o mesmo.
A historia fala de um conjunto de cientistas que tenta encontrar o primeiro infetado com um virus da raiva humana tentando comunicar com os mesmos ate que a determinada altura constam estar numa cilada.
EM termos de argumento o inicio e alguns pontos introduzorios do filme ate sao diferentes mas acabam por sair de uma forma rapida para se tornar num filme obvio, repetitivo, pouco original e acima de tudo pouco aproveitado.
Na realizaçao Rizowitzki um total desconhecido, que tem aqui um filme que depende muito da abordagem do realizador mas que acaba por nunca ter força para se diferenciar, como tal o filme acaba por perder peso e o argumento nao consegue subir o nivel do mesmo.
No cast Smith e Dormer sao figuras mediaticas da televisao com personagens basicas, pouco exigentes que acabam por funcionar em conujnto nao tendo grande dificuldade. Tucci tem o melhor papel embora o seu papel tenha algum cliche.

O melhor - Os elementos diferenciadores iniciais

O pior - A forma como acaba por desaproveitar estes elementos

Avaliação - C-

Tuesday, September 18, 2018

Solo: A Star Wars Story

O mundo da Guerra das Estrelas tem sido a mais recente aposta da Disney na tentativa de rentabilizar ao maximo este franchising. Este era uma das suas maiores apostas já que nos trazia a base de uma das personagens mais amadas da saga, o mitico Han Solo. Os resultados criticos do filme foram positivos embora não tenham sido entusiasmantes. Em termos comerciais se nos EUA as coisas não correram mal, em termos mundiais as coisas foram desoladoras para um projeto que tinha certamente uma ambiçao bem maior.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo inicia de uma forma algo simples sem grandes apresentações das personagens e apostado acima de tudo em efeitos especiais de primeira linha. Essa primeira fase acaba por ter muito pouco conteúdo sendo sempre demasiado lenta ou pouco emotiva, onde acima de tudo falha na simbiose entre Han Solo e Chewie.
Com o passar do tempo e com os twists que vai tendo o filme vai melhorando a componente de ação, embora nos pareça sempre algo lento em termos de emoção e acima de tudo muito pouco desenvolvido em termos de personagens. Alias o filme parece sempre esperar demasiado dos pontos de ligação emotivo como o surgimento da Millenium Falcon ou mais que isso as personagens que mais tarde fizeram as delicias da primeira saga. Esta dependencia faz com que o filme acabe por nao funcionar de forma própria, sentido-se sempre que nao tem graça natural e mesmo em termos da historia em si esta longe de um filme de primeiro plano.
Pelo lado positivo temos alguns apontamentos que acabam por ser a homenagem aos primeiros filmes, desde os vestidos, aos efeitos, à musica o filme nisso acaba por ser fiel ao que os primeiros filmes foram, principalmente na caracterização das personagens em termos de maneirismos. O filme ganha alguma força com os twists finais mas mesmo assim parece curto para um filme com tanta expetativa.
A historia tras-nos a forma como Han Solo se transformou de um bandido a um piloto eximio, e a forma como as ligações se foram estabelecendo até se tornar ele num super heroi inter galatico.
Em termos de argumento parece-me um filme com pouco conteudo para a sua duração. Apenas no final temos algum rasgo narrativo com as reviravoltas, ja que no inicio parece inicial com o carro em andamento e isso esta longe de me parecer uma boa opção.
Na realização Howard foi uma segunda escolha e parece-me que acaba por ser mais um tarefeiro do que alguem que da assinatura ao filme. Isso acaba por fazer com que o filme tambem neste particular seja algo cinzento.
No cast temos alguns dos melhores momentos principalmente a forma como Eirhenreich consegue imitar os maneirismos todos de Ford. Nos secundarios as personagens nao ajudam grandes interpretaçoes mesmo assim num cast rico.

O melhor - Os maneirismos fieis de Han Solo.

O pior - A falta de graça do filme

Avaliação - C-

Saturday, September 15, 2018

Sgt Stubby: An American Hero

A animaçao sempre foi uma forma de nos dar alguns indicadores da historia aos mais pequenos, principalmente em filmes de pequeno estudio. Este filme acaba por ir nessa tradiçao pese embora com um investimento maior, tentando homenagear as historias que parecem escritas para menores que realmente aconteceram. Este filme acabou por obter criticas medianas contudo comercialmente para um filme de animaçao com alguma presença na distribuição foi um desastre, demonstrando que os mais pequenos gostam mais de ficçao do que aulas de historia.
E obvio que o objetivo do filme e nobre, por um lado homenagear os soldados com a transposição de uma historia real, e depois dar-nos o tipico filme juvenil com um animal de estimaçao como heroi. O problema e que a opçao por animaçao retira desde logo muito do publico alvo juvenil e o filme acaba por ser aborrecido para os mais pequenos que dificilmente conseguem entender as dinamicas de uma guerra ou mesmo do exercito.
Por tudo isto parece-me que e sempre um filme que funciona bem melhor na mensagem do que na sua duração caindo demasiadas vezes em circulos narrativos e em detalhes de historia que lhe cortam o ritmo podendo ser mais curioso para os mais adultos do que propriamente para os mais pequenos, mas ai a animaçao esta obviamente a mais.
Assim, parece-me que sera sempre um filme de dificil resultado, que se sublinha a preocupação em ser detalhado principalmente no contexto de guerra, mas que depois tem dificuldade em ser naturalmente empatico com a excepção da relaçao central entre o cao e o seu dono. Fica a ideia que o obejtivo do filme era impossivel de concretizar.
A historia tenta nos dar as aventuras de um cão em plena primeira guerra mundial, englobado no exercito americano, bem como a relaçao entre amigos em plena guerra mundial.
Em termos de argumento e um filme previsivel, com os elementos obvios que acabamos facilmente por perceber que tem pouco espaço para ser diferente. Parece-me que os detalhes historicos sao exagerados para o resultado final.
Na realizaçao Richard Lanni e um total desconhecido com alguns projetos no ambito de guerra mas que aqui tentou ligar esse ponto com animaçao, num trabalho dificil que cumpre mas sem grande rasgo criativo.
No cast de vozes o filme e feliz nas escolhas de Lerman e Depardieu nas personagens principais, a diferença de vozes acaba por ser a sua maior valia, criando empatia nesta relaçao.

O melhor - A tentativa de dar cultura aos mais pequenos.

O pior - E uma tarefa que ainda tem que ser simplificada

Avaliação - C

Unfriended: Dark Web

Quatro anos depois de um curioso filme sobre redes sociais e terror ter conseguido algum mediatismo e principalmente bons resultados comerciais, com o mesmo conceito ainda que sem seguimento narrativo surge a sua sequla com resultados criticos medianos, muito proximo do que ja tinha acontecido no primeiro filme, perdendo apenas no ponto de vista comercial onde os resultados ficaram muito aquem do primeiro filme.
SObre o filme em si, pese embora o mesmo tenha o fatalismo tipico dos filmes de adolescentes o facto do filme ser realizado sempre na tela de um computador a semelhança do seu filme anterior da-lhe o toque de assinatura da saga. No restante temos mais do mesmo e fica a ideia que principalmente um twist final narrativo poderia dar pelo menos algum impacto mais significativo do filme em termos daquilo que ele transmite durante o filme ja que a sua mensagem acaba por ficar limitada aquela duraçao.
Tambem em termos de originalidade das mortes penso que o primeiro filme acaba em toda a linha por ser mais original. Aqui temos um ou outro ponto original, mas pouco mais, rapidamente o espetador tem noçao de como vai acontecer e que cada peça e uma questao de tempo ate desaparecer. Num filme deste genero cai no erro de ter duas mortes completamente iguais.
Ou seja um filme com um conceito proprio que ate me parece actual e original na abordagem, seguindo o que ja tinha sido a maior valencia do primeiro filme, que contudo nao consegue dar ingredientes novos. AO tentar entrar num mundo da Dark Web poderiam ser mais realistas e dar uma amostra mais clara do que ali se passa do que propriamente uma omnipresença do vilao.
A historia fala de um grupo de amigos que se reune num chat online e que começam a ser seguidos por um grupo de psicopatas na internet que pode colocar em causa a vida de todos caso eles nao cumpram o que lhes e exigido.
Em termos de argumento tirando a formula do primeiro filme de ecra imagem, temos muito pouco de novo, alias o filme basicamente como a maior parte do mesmo genero nao tem qualquer personagem sendo demasiado previsivel, ficando a ideia a determinada altura que o filme poderia pelo menos suspreender o espetador.
Na realizaçao o terror de estudio juvenil esta longe de chamar grandes artistas neste caso temos a estreia de Susco habitual argumentista de filmes de terror de estudio que se limita a replicar o conceito do primeiro filme.
NO cast um grupo de jovens desconhecidos pouco colocados a prova ainda para mais pela formula do filme, que acabam apenas por cumprir.

O melhor - A formula da tela no ecra e interessante

O pior - Ter algum espaço para surpreender e escolher o caminho mais facil

Avaliação - C-

Friday, September 14, 2018

Running for Grace

Desde sempre no cinema que o as dificuldades do amor entre classes foi um dos temas prediletos principalmente de um cinema de desgaste rapido e unicamente romantico que ao longo do tempo foi passando de grandes produçoes para algumas mais pequenas. Este pequeno filme encaixa-se mais no segundo grupo com avaliações criticas basicamente inexistentes comercialmente uma historia repetida tem tendencia a nao ser apelativa ainda para mais quando no cast ou pelo menos no duo romantico nao se encontra nenhuma figura de referência.
Sobre o filme podemos dizer que quase tudo no mesmo é obvio, seguindo uma tradiçao do pesado filme romantico de epoca, o filme acaba por ter todos os ingredientes repetidos de filmes romanticos que ao longo do tempo foram sendo referência sem a capacidade de em momento algum criar qualquer tipo de quimica no casal central ou de explorar qualquer dinamica de relaçoes, todo o filme acaba por ser um cliche enorme com alguns bons contextos paisagisticos.
Alias a falta de originalidade ou mesmo a falta de trabalho nas relações do filme tornam-no quase um absurdo em termos daquilo que o filme quer ser. Pois a força da relação central surge com apenas duas trocas de olhas os elementos dramaticos sao esperados e quase sempre mal representados, as alterações comportamentais do filme quase inexplicaveis. Por tudo isto este é o tipico filme com alguma capacidade produzida mas um argumento completamente ultrapassado e mais que isso mal elaborado.
Normalmente este é o caminho seguido ou por produtoras de segundo nivel ou por realizadores que a determinada altura tiveram algum mediatismo mas que nao conseguiram acompanhar o desenvolvimento do cinema no que diz respeito a forma e as historias que se querem contar. Para alem de uma falta de originalidade total, o filme recheado de lugares comuns já gastos a exaustão no cinema atual.
A historia fala de um jovem orfão que acaba por ser adotado por o medico de uma pequena cidade asiatica no pos guerra que acaba por se apaixonar pela filha do dono da cidade, num amor impossivel e numa tentativa de também ele seguir as pisadas profissionais do "pai".
Em termos de argumento o filme e uma repetiçao constante de lugares comuns, pouco ou nada trabalhada. E um filme que se resume a uma serie de cliches e nada mais não trabalhando as personagens e muito menos os dialogos, e aqui que reside quase todos os problemas do filme.
Na realização David L Cunningham é um realizador ja algo veterano mas que ainda não conseguiu minimo reconhecimento com os seus trabalhos. Aqui pese embora consiga alguns planos do espaço e paisagens bastante bonitas isso acaba por passar para segundo plano com uma historia completamente previsivel em todos os pontos.
No cast o filme dá o protagonismo a uma dupla de actores quase desconhecidos e o filme paga esse preço ja que falta carisma e dimensão a ambos principalmente a Olivia Rithcie, nos secundarios Dillon ainda consegue alguns momentos de relativo interesse já Caviezel tem dos papeis mais absurdos que me recordo nos ultimos momentos.

O melhor - As paisagens

O pior - A falta de sumo de um argumento que parece retirado de uma telenovela venezuelana

Avaliação - D

Tuesday, September 11, 2018

The Bookshop

Cada vez se torna maior as produçoes espanholas principalmente aquelas que ja arriscam tudo na lingua inglesa. Este filme foi o grande denominador dos Goya do presente anos, numa homenagem clara a sua realizadora que conseguiu aqui um sucesso relativo em termos de filmes produzidos por espanha mesmo que em termos gerais as coisas nao tenham sido tao brilhantes. Comercialmente um filme com pouca visibilidade com resultados bastante modestos.
Bookshop mesmo sendo uma produçao espanhola parece sempre um filme mais tradicional britanico do que a vanguarda e a irreverencia espanhola de cinema. Mesmo assim e um filme que acaba por ter alguns meritos bem assinalados, desde logo a caracterizaçao espacial do filme, numa pequena vila ribeirinha, bem como o lado emotivo que liga toda a historia aos livros.
Contudo tem tambem alguns problemas para se assumir como um filme de primeira linha ou mesmo uma referencia, aqui o facto de ser um filme com ritmo baixo e com dificuldade de assumir um climax da ao filme uma toada demasiado adormecida mesmo que no final o impacto emotivo acabe por existir e a imagem final do filme seja algo melhor do que aquilo que vamos percebendo ao longo da duraçao do filme.
Mesmo assim parece-me claro que Bookshop tem qualidades numa cinema cada vez mais universal, e um filme dramatico que assume a toada negativa e isso causa impacto. Podemos dizer que acaba por ser um filme homenagem algo obvio e isso e verdade mas mesmo assim parece-me sempre um filme que tem noçao que funciona melhor no coraçao do que na razao.
A historia fala de uma jovem que decide abrir uma livraria numa pequena vila contra a vontade da maior parte dos habitantes que preferiam ali um centro de arte e que a vai conduzir a uma disputa com a cidade com o apoio de um estranho aliado.
Em termos de argumento temos um filme simpatico, emotivo, que usualmente usa os dialogos para o lado emocional mais que para o lado racional. No final arrisca um pouco mais e acaba por surpreender.
Na realizaçao Coixet tem aqui um filme que acaba por ser dos seus mais bonitos trabalhos, principalmente no contexto fisico do filme. Acabou por vencer nos Goya sendo uma das realizadoras universais do cinema espanhol e talvez uma das que tem uma carreira mais sustentada.
No cast Mortimer tem um papel emotivo que encaixa bem nas qualidades da actriz que funcionam bem no lado mais tradicional britanico. Ao seu lado Nighy funciona tambem em termos emocionais e balançam bem com uma Clarkson a um bom nivel.

O melhor - O contexto espacial do filme

O pior - Um ritmo a determinada altura algo sonolento do filme

Avaliação - C+