Thursday, January 16, 2020

Terminator: Dark Fate

Quando uma saga de sucesso inicial falha em determinada altura do seu percurso existe sempre uma tentativa de voltar ao sucesso antigo o que no caso da saga Terminator tem sido muito difícil depois de diversas abordagens. Com Tim Miller ao leme e com o regresso de Cameron à produção esperou-se que o sucesso fosse retornado, mas logo nas primeiras avaliações percebeu-se que tal não iria acontecer em face da indiferença da receção. Mas mais que tudo o problema foi comercial com resultados muito longe do sucesso.
Sobre o filme podemos dizer que uma ideia que funcionou pela inovação tecnológica e não so em 1991 não era fácil de ter seguimento este ano mesmo que esta tenha sido a sequela oficial do dia do julgamento. Este e um filme sem sabor que basicamente leva ao extremo um jogo do gato e do rato, sem qualquer trabalho de personagens, sem sentido de humor, e mais que isso sem nada de novo na saga.
Fica a ideia que a determinada altura, talvez muito tarde com a aparição de Arnold o filme ia ganhar um estilo diferente mas esse ar fresco e de curta duração sendo que o filme rapidamente regressa as sequencias de ação intermináveis de forma a levar ao extremo a durabilidade e a capacidade de sobrevivência do extreminador que se torna vazio e mais que tudo aborrecido.
Numa saga que já não estava em boa forma à muito tempo, este acaba por ser dos menos felizes, porque é totalmente desprovido de ideias ou de inovação. A idade e o regresso de Hamilton poderia dar ao filme alguma historia e alguma ligação ao passado mas o filme limita-se ao gasto de efeitos nunca de uma forma competente do ponto de vista narrativo.
A historia segue os eventos do dia do julgamento anos depois novamente dois seres do futuro aparecem com uma missão de proteger/matar uma mulher na cidade do mexico, sendo que toda esta aventura vai levar ao contacto com sarah Connor e o terminator original.
E no argumento que reside todas as dificuldades do filme, a base do filme e copiada do género não trazendo nada de novo, por outro lado os contactos com o passado não existem e tudo que o filme tem é cinzento nunca conseguindo imperar no filme qualquer comicidade.
Na realização Tim Miller teve o seu maior sucesso no primeiro Deadpool, aqui percebe-se que sabe usar efeitos e pouco mais, para um conceito de tanta longevidade como Terminator, exigia-se acima de tudo mais autor.
No cast para alem de um Schwarznegger cansado e uma Hamilton afastada dos ecrãs, sobra Davis que tem o seu lado uma personagem completamente básica e que não lhe permite ir para alem dos dotes de heroína de acao

O melhor - Alguns laivos de humor com a entrada de Arnold

O pior - Sobrar muito pouco de relevante num filme com mais de duas horas

Avaliação . C-

Wednesday, January 15, 2020

Midway

.Rolland Emmerich tornou-se nas ultimas duas décadas um dos realizadores que mais dinheiro gastou em megas produções e em filmes recheados de efeitos especiais. Com o passar do tempo tem-se afastado deste terreno embora neste filme tenha regressado nesta nova roupa de pearl harbor, que estreou na critica com alguma indiferença o que não foi propriamente mau tendo em conta aquilo que Peark Harbor conseguiu, comercialmente as coisas não foram brilhantes principalmente porque Emmerich já não tem o impacto de outros tempos junto do grande publico.
SObre o filme podemos dizer que tem o mesmo lado estético de pearl habor pela dimensão da produção, pelos efeitos de ponta que no entanto acabam por exagerar no digital e em sequencias muito pouco realistas, mas parece obvio que é um filme de grande estúdio com grandes meios. E aqui termina o lado positivo do filme já que no restante parece obviamente um filme com muitas dificuldades.
As maiores das quais na historia, embora seja um filme baseado em factos reais e que no fim nos da o relato sumario da vida das personagens e obvio que o filme não desenvolve nada a não ser o lado heroico das personagens que não existem em nenhuma das outras valências e isso e pobre tendo em conta principalmente que o filme com mais de duas horas tinha espaço para isso, mas prefere tar horas em efeitos especiais.
Por tudo isto um filme em termos de conteúdo pobre que vale pelos efeitos especiais como tem sido habitual em Emmerich, numa altura em que o cinema já consegue conciliar as duas vertentes sabe a muito pouco ver um filme sobre um acontecimento histórico que não se da minimamente ao trabalho de retratar os seus atores.
A historia fala da segunda guerra mundial e as batalhas que seguiram o ataque a pearl habor do ponto de vista de um grupo militar da força aérea americana e a luta importante que ocorreu junto a Midway.
Em termos de guião o filme para alem do sumario histórico do sucedido e um deserto completo naquilo que são as suas personagens e por conseguinte o filme. Fica a ideia que temos maquinas com bazofia e heroismo e pouco mais e isso e muito pouco.
Emmerich tornou-se um expert em utilizar muitos efeitos e aqui faz novamente, o filme tem bons momentos outros em que cai no exagero na típica tarefa de estúdio de grandes dimensões mas sem assinatura.
No cast um recheado naipe de atores de segunda linha com um Skrein a protagonizar e onde demonstra muitas dificuldades a todos os níveis de carisma e mesmo de interpretação. Os secundários são os habituais neste tipo de filme sem grande sublinhado.

O melhor  - Alguns efeitos especiais

O pior - A forma como as personagens não existem

Avaliação . C-

Tuesday, January 14, 2020

Last Christmas

Numa altura em que o cinema e musica parecem estar em plena simbiose surgiu esta comedia tipicamente britânica que para alem destes elementos junta o natal, naquela que seria uma das grandes apostas de estúdio para o lado comercial do natal. Esta comedia não passou da mediania critica, algo que muitas vezes o género consegue superar, sendo que comercialmente as coisas resultaram principalmente fora dos EUA.
Este e o típico filme romântico para os apaixonados por um género algo em desuso mas mais que isso também pelo natal. E clarissimo que o filme opta por sublinhar alguns valores como família e efeitos natalicos, com o lado positivo da vida. O filme tem um inicio algo simplista, recorrendo a uma serie de situações esperadas sem grande sentido de humor, que vai seguinte o lado mais rebelde de alguns filmes típicos ingleses.
Com a entrada do romantismo o filme fica demasiado monocórdico, funcionando bem as sequencias a dois pensadas acima de tudo para o lado estético, embora seja percetível que em termos de riqueza dos diálogos o filme poderia e deveria ser mais bem trabalhado, ficando ainda a ideia que o lado
de ser uma família de imigrantes na sua essência também nunca e minimamente trabalhado.
No final surge a revelação do filme, que acaba por ser surpreendente mas que funciona bem porque dá ao filme um outro sentido e algum peso emocional. FIca a ideia que o filme como muitos que este ano viram a luz do dia, tenta colar demasiado a musica e isso nem sempre faça grande sentido nas cenas em si, tornando-se mesmo repetitivo.
A historia fala de uma empregada de uma loja de decorações de natal, descontente com a vida apos ter quase morrido, que acaba por encontrar o amor num misterioso jovem que lhe vai dar a conhecer o lado mais bonito da cidade e encontrar razões para se importar.
O argumento pese embora tenha uma excelente ideia trabalhada principalmente para fazer a revelação final trabalhar, acaba por no entanto perder no espaço para os diálogos entre protagonistas aqui o filme e demasiado básico e simplista ficando a ideia que tinha espaço para muito mais.
Paul Feig e um dos realizadores mais conceituados de comedia que no entanto nos últimos anos tem estado algo afastado do sucesso. Aqui pensa a cenas em termos de romantismo aproveitando bem o sentido natalicio. Não sendo uma realização de autor, acaba por ser eficaz.
No cast Clarke funciona bem no registo de vizinha do lado, e o filme aproveita bem esse facto, mesmo que com um papel fácil, ao seu lado Henry GOlding que aproveita o que já tinha funcionado o ano passado em Crazy RIch Asians para ganhar algum protagonismo no cinema de comedia romântica, embora me pareça ainda algo limitado

O melhor - O lado natalicio do filme

O pior - A forma como o filme acaba por nem sempre aproveitar os muitos momentos a dois, para dar bons dialogos

Avaliação - C+

Monday, January 13, 2020

SHe's Missing

Em plena época de lançamento de filmes de oscares e principalmente filmes de grande publico surgiu em cinemas selecionados este pequeno filme, sobre o interior norte americano e sobre a prespetiva de vidas das jovens que ali vivem. O filme acabou por passar totalmente despercebido com avaliações medianas com pendor negativo, sendo que comercialmente o resultado foi inexistente deste filme que teve a sua maior luz no festival de Dublin
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo é separado por duas partes distintas que não funcionam isoladamente mas muito menos em conjunto. Na parte inicial temos uma espécie de filme sobre duas jovens com uma relação de amizade que parece mais que isso embora o contexto dificulte o assumir. Aqui temos um típico filme independente de qualidade discutível, com sequencias curtas e personagens que entram e saem em contexto sem percebermos muito bem a sua inclusão.
No segundo momento temos algo completamente indescritível, ou seja um filme sobre um culto com droga a misturas onde percebemos pouco, ou o filme se esconde mais com sequencias sem grande sentido, cenas interrompidas a meio em meia hora sem qualquer sentido tendo em conta o filme que estávamos a ver mas também isoladamente.
Se as partes não funcionam em separado muito menos funciona em conjunto, fica apenas a ideia da facilidade com se pode atrair para algo sem sentido jovens de nível cultural mais baixo, e pouco mais porque o filme náo tem logica não tem personagens e acima de tudo náo tem interesse
A historia fala de duas jovens numa cidade do interior americano com sonhos distintos, que mudam quando uma desaparece e a outra tenta perceber o seu destino que a leva a uma realidade bem diferente
O argumento do filme poderá funcionar mal na parte inicial porque se limita a uma premissa, mas na segunda fase perde todo o sentido logico, sendo um completo devaneio sem sentido e sem explicação. E daqueles filmes que em termos narrativos acabamos precisamente como começamos.
Na realização deste projeto Alexandra Mcguiness uma jovem realizadora sem grande sucesso aqui com o seu projeto mais visível, que denota acima de tudo pouca objetividade e o facto de não conseguir reunir as ideias em torno de um filme que peca por ser demasiado ambivalente entre as experiencias e a vida comum.
NO cast Gonzalez poderá funcionar no grande publico pela imagem mas esta longe de ser boa atriz. As despesas do filme vai para uma Fry monocórdica, que perde acima de tudo pela personagem nunca ter força para o que lhe pede. Harnett diz muito da sua carreira atual com esta participaçao

O melhor - A primeira fase e compreensivel

O pior - A segunda não e o filme também

Avaliação - D

Jay and Silent Bob Reboot

Depois de diversos anos em que as miticas personagens de Kevin Smith estiveram totalmente desaparecidas de combate, assim como a propria carreira do realizador, que colecionou falhanços comerciais e criticos, surge um regresso ao passado com o regresso às personagens que fizeram historia. Este reboot tenta buscar a essencia do passado mas criticamente as coisas nao correram bem com avaliações medianas com tendência negativa. Por sua vez em termos comerciais resultados também escassos muitos por culpa de uma curta distribuição.
Para pessoas como eu que foram ao longo do tempo fas desta dupla, pelo humor, por ter marcado um estilo numa determinada epoca, é sempre bom recordar alguns momentos, mas mais que isso algum estilo e nisso o filme resulta, ainda que moderadamente. O grande problema e o efeito da idade, vermos um jovem adulto a dizer asneiras pode ser engraçado, ver um adulto claramente marcado pelo tempo a faze-lo já e mais deprimento e o resultado é claramente mais escasso.
Por tudo isto é um filme que de me deixou nostalgico pelas gargalhadas que partilhei, mas insatisfeito porque as coisas já não funcionam, demonstrando que tudo tem um tempo, não só nos interpetes mas também em nos proprios. Denota-se a forma como o o filme tenta parodiar com ele proprio, como tenta ser colado ao primeiro, mas Kevin Smith entrou em desgraça nos ultimos anos tambem em termos ideologicos e isso é patente no facto do filme repetir insistentemente a mesma formula.
Ou seja fica a ideia que mesmo naquilo que Smith tenta dar de novo ar, as coisas não correm bem, desde a integração cada vez mais forçada da sua filha nos seus filmes, até a insistente publicidade na Comic Con que tem sido o momento de maior fama do realizador como host do imdb.
A historia segue as personagens algum tempo depois, com a noticia de tentarem fazer um reboot das iconicas personagens dos quadradinhos baseados neles, de forma a tentar recuperar os nomes e identidades a dupla inicia uma roadtrip onde tentam novamente terminar com a produçao do filme.
Em termos de guiáo a historia é deliberadamente semelhante a do primeiro filme, contudo acaba por ter menos graça na forma como tudo e escrito e mais que isso, fica a ideia que em termos narrativos Smith se perde para as suas curiosidades de humor facil.
Na realizaçao Smith desde dogma ou mais que isso desde o primeiro filme dedicado a Jay e Silent Bob colecionou fracaços tornando-se num realizador de clara segunda linha. Aqui por muito que tente cultivar algum culto em seu torno, tem de ir ao lado menos de realizador para ir buscar a sua fama mediatica.
Em termos de cast podemos dizer que temos um filme que recorre aos suspeitos do costume, os problemas de saude e mais que isso os problemas de droga dos protagonistas, acabaram por lhe alterar a fisicionomia e isso acaba por complicar o filme. Nos secundarios as pretações e apoios dos velhos amigos para fazer o filme ter mais dimensão.

O melhor - A nostalgia

O pior - Percebermos que o tempo desuniu publico e conceito

Avaliação - C

Sunday, January 12, 2020

Jojo Rabbit

Desde as primeiras visualizações em festivais especializados que se percebeu que este iria ser um dos filmes presentes nas listas de melhores do ano e a disputar os prémios principais, por reunir uma comedia desconcertante com o tema e uma mensagem positiva, desafiando a logica e mais que isso tentando ser original. Como muitos dos filmes marcantes das ultimas décadas este filme foi muito melhor recebido pelo publico do que pela critica que achou a polemica do filme demasiado arriscada para a unanimidade.
E obviamente um filme que nunca foi pensado para ser unanime, e nisso o filme é claro ao escolher um tema tao polemico como o nazismo para fazer uma comedia de costumes, dura, mas ao mesmo tempo infantil, mas que acaba por ter um peso e uma ternura que apenas e possível num argumento totalmente bem trabalhado acompanhado por uma realização de primeira linha. E um filme que não evita polemicas mas que mais que isso consegue ser original, impactante e deixar a sua assinatura.
Metade dos filmes que amamos nos últimos tempos não passariam numa época onde tudo tem de estar presente, onde não se pode ser irreverente, onde não se pode ser polemico. Este filme esquece isso, tenda satirizar com o uma guerra mundial ao limite máximo, e um filme que mais que tudo tenta divertir com um tema que nunca teve tal tratamento e o resultado funciona já que temos um filme que ao mesmo tempo consegue reunir o seu lado mais comico com o lado dramático e intenso de algumas sequencias.
Ou seja um dos filmes mais marcantes e originais do ano, podemos achar principalmente a entrada de Hitler como amigo imaginario da personagem central um pouco demais, ou a forma leve com que trata o que aconteceu, mas tem que existir um dia que isso deveria ser feito, e se for com arte do cinema melhor ainda, e aqui parece-me obviamente que foi.
A historia fala de um jovem em plena segunda guerra mundial, e mais que isso na força do nazismo que defende todos os ideias tendo como ídolo Hitler, tudo muda quando desconbre que a sua mae esconde em sua casa um jovem judia.
Em termos de argumento o filme tem um balanço perfeito entre o lado comico, e o lado emocional, e um filme que quer ser bonito e idiota e esses extremos realmente se juntam por culpa de um argumento bem escrito e que acima de tudo não teve medo de tocar e arriscar em alguns assuntos.
Na realização Waititi esta na moda já que depois do sucesso de ultimo Thor surgiu como uma das figuras de proa da ligação Star Wars e Disney. Aqui tem o seu trabalho de autor, com inteligência, e arte, percebe-se a ligação e a forma como se insirou em Anderson para nos dar uma das melhores realizações do ano.
Por fim no cast temos um dos melhores elencos do ano também, os jovens Davis e Mckenzie conseguem encaixar perfeitamente individualmente e em grupo, mas e os secundários Joahnsson, Waititi e Rockwell que dao ao filme a irreverencia nos papeis que faz tudo resultar.

O melhor - A arte e originalidade da abordagem

O pior - Pode ser demais para alguns

Avaliação - A-

Saturday, January 11, 2020

Harriet

Desde o momento em que foi anunciado este projeto que de imediato figurou nos candidatos naturais aos prémios, não apenas pelos envolvidos na produção, mas acima de tudo porque a escravatura e principalmente as diferenças raciais sempre foram queridas para Hollywood, ainda mais sob a forma de biopic de uma das suas maiores lendas. Harriet contudo pese embora as boas avaliações de imediato se percebeu que apenas Erivo poderia ter algumas aspirações as nomeações, já que as avaliações embora positivas não eram brilhantes. Comercialmente para um filme sem grandes figuras ate conseguiu resultados bem consistentes.
Sobre filme Harriet e um filme demasiado simples para se diferenciar ou para de alguma forma fazer-se prevalecer quando comparado com outros filmes do género, mais artísticos, mais duros, mais reais e acima de tudo mais intensos. O que nos fica na retina e que mesmo sendo uma historia de impacto claro o filme se torna desde o primeiro minuto demasiado previsível e isso acaba por fazer o filme caminhar a um ritmo lento para o seu desenvolvimento.
Claro que temos uma historia de vida de força, e de convicção que merecia ser contada. Isso e indiscutível, o problema e que o filme tem uma abordagem demasiado simplista, pensando que tudo ia resultar por si só. Mas numa época em que existe risco e mais que isso muitos e muitos biopics com abordagens bem mais competentes, o filme passa claramento para segundo plano, tendo apenas como momentos mais fortes o lado musical da comunicação.
Ou seja um filme com uma mensagem clara, forte, mas que é claramente inferior a outros filmes com o mesmo tempo que nos últimos anos viram a luz. Talvez por isso escondeu-se numa temporada de prémios que pedia mais originalidade e mais arte aos seus filmes, fica a ideia que a historia fica contada e pouco mais.
A historia fala de uma escrava que apos fugir e ganhar a liberdade se dedica a libertar mais escravos de forma a devolver a liberdade e assim acabar com a propriedade de homens pelos homens.
A historia de Harriet e forte e merecia um filme, até aqui tudo de acordo, a abordagem e demasiado simplista, numa época de criação, e aqui parece que o filme tem medo de arriscar. No lado mais mítico dos contactos divinos da personagem nunca consegue fazer esse ponto funcionar a favor do filme, tornando-o mesmo um corpo estranho.
Na realização Kasi Lemmons e uma realizadora com o trabalho totalmente dedicado ao cinema afro americano, usualmente comedia, que denota ter um projeto maior que ela. Fica a ideia que com outra abordagem e mais arte na realização poderíamos ter um impacto diferente de um filme que sabe a pouco e a realização tem culpa.
NO cast Erivo e uma das actrizes em boa forma em Hollywood e tem um papel de impacto obvio. Não sendo propriamente uma interpretação de actriz, parece um papel pensado para premio, pela exigência física e dramática. A actriz cumpre e por isso consta das listas, no restante Alwyn tem alguns bons momentos do outro lado da barricada.

O melhor - Erivo e a historia de Harriet

O pior - Ficar a ideia que se limitam a contar a historia num filme banal

Avaliação - C

Imprisioned

Quando alguns actores perdem algum espaço em termos do cinema de primeira linha é usual recorrer a países mais pequenos ou a produções centradas nesses países para continuarem a trabalhar. Isso foi o que pode ter acontecido a Laurence Fishburne para entrar neste pequeno filme que foi totalmente destruído pela critica, não tendo qualquer tipo de dimensão. Em termos comerciais o filme teve receitas praticamente inexistentes o que é previsível tendo em conta o filme em questão.
Este e daqueles filmes que percebemos aos cinco minutos de duração que vai ser um total disparate de ideias, e quanto mais passa mais os disparates se tornam mais e o filme mais absurdo. A ideia gasta de vingança que torna um dos polos muito mau e o outro muito bom e uma receita sem grande sentido mas que o filme tenta fazer resultar, numa mistura de momentos musicais disparatados, sequencias mal filmadas e interpretações de segunda linha num dos claros piores filmes do ano.
Alias a forma como as personagens com um passado comum se encontram e mais que isso a forma como as mesmas tem todo o espaço para a vingança pensava que já não era possível em filmes de primeira linha. Certo e que este filme nunca o é, chegando a existir momentos em que pensamos que o filme esta a ser deliberadamente mau, mas isso não e real.
OU seja um daqueles erros totais em termos de produção, mas mais que isso de argumento e de interpretação que apenas sera possível compreender a presença de FIshburne pela dificuldade total do mesmo em arranjar outro tipo de trabalho já que este filme e um desastre total.
A historia fala de um dirigente de um estabelecimento prisional em Porto RIco que dedica a sua vida a conspirar contra um individuo que esteve na origem da morte da sua mulher e filho, acabando por condicionar toda a vida familiar do mesmo, numa época em que a pena de morte esta em debate.
Em termos de argumento tudo no filme não funciona, o tronco narrativo e agrupado como se de um filme totalmente satírico se tornasse, os diálogos completamente diminuídos ao básico e as personagens limitam-se aos polos sem qualquer tipo de realismo, enfim um desastre.
Também na realização nada funciona no trabalho de Paul Kampf um total desconhecido que aqui introduz momentos musicais sem qualquer sentido e mais que isso temos um filme que nunca consegue ser interessante em imagens as quais pioram o que já e mau.
NO cast eu compreendo que lendo a personagem e sendo um vilão nato FIshburne num momento menos entusiasmante de carreira possa ter aceite o repto, mas e um desastre completo as personagens, o desenvolvimento da sua personagem e logo a sua pretação. Os hispânicos embora mais ambientados ao filme, também não conseguem salvar o projeto.

O melhor - O fim do filme.

O pior - COmo actores que tiveram alguma dimensão se sujeitam a isto

Avaliação - F

Friday, January 10, 2020

Countdown

As historias de terror adolescente sobre o destino traçado andava há algum tempo afastado pelo menos das grandes estreias em Hollywood. Dai que com alguma surpresa surgisse este estranho filme sem figuras conhecidas com um conceito basico e que tivesse conseguido distribuição wide. Tudo se tornou mais estranho quando a receção critica do filme foi pessima e que sem surpresa resultou em, resultados comerciais pouco interessantes.
Este tipo de filmes muito em moda no inicio do milenio desapareceram porque devido ao numero de filmes iguais tinham deixado de surpreender. Pois bem aqui temos uma regresso ao passado com todos os defeitos e mais alguns que outros filmes tinham. OU seja percebemos que a personagem central esta enfeitiçada, vai ter de lutar contra o inevitavel e no final ele regressa,
O filme e em tudo igual ou mesmo pior do que as sagas de Destino Final, por um lado porque é um terror suave, nunca sendo finaimamente grafico no seu terror ou aplicar qualquer susto, funcionando como um terror para pre adolescentes. E por outro lado em termos de personagens nao as desenvolve em nada. Fornece um passado a personagem central e temos o unico esforço do filme e tentar dar um caminho as personagens.
Por tudo isto tirando o lado atual da aplicação e da critica a aplicações sem sentido que vao sento utilizadas, todo o restante do filme é um total deserto de ideias do primeiro ao ultimo minuto. Pelo meio e inserida uma historia de assedio no trabalho que basicamente é colada no guião para mais um tema, de um filme que nunca deveria ser lanaçado em muitos cinemas.
A história fala de uma enfermeira que apos assistir um paciente que tem as horas contadas numa aplicação de telemovel, com recurso a mesma percebe que esta proxima do fim de vida a nao ser que descubra o que pode alterar o inevitavel iniciando-se uma corrida contra o tempo.
Em termos de argumento um deserto completo de ideias, desde da elaboraçao do plano, mas acima de tudo no desenvolvimento de um argumento pouco assustador, onde apenas impera a ideia de uma aplicação maligna.
Na realizaçao Justin Dec tem aqui a sua estreia numa longa metragem num filme que em termos de terror e um floop completo, nunca consegue ser visual, nunca consegue ser assustador. limitando-se a um ruido estranho da aplicação. Muito terá de agradecer o estudio apostar num lançamento grande num filme tão fraco.
No cast um conjunto de desconhecidos com papeis completamente basicos, sem personagens assumidos, sendo a manifestação do medo a unica necessidade. Nao sendo culpa deles, nao saem bem na fotografia

O melhor - A aplicação

O pior - A forma como se faz dezenas de filmes iguais e estes conseguem publico

Avaliação - D-

Frozen II

Seis anos depois da Disney ter lançado um dos seus produtos de maior sucesso dos ultimos anos, principalmente junto das mais pequenas eis que surge a sua natural sequela. Com os principios proximos do primeiro filme, este segunda etapa de Frozen foi novamente bem recebida pela critica embora com menos entusiasmo que o primeiro filme. Comercialmente voltou a explodir ou nao fosse uma das historias que melhor resultou em termos de markting e aproximação com o seu publico alvo.
Em termos de principios basicos podemos dizer que este filme é proximo do primeiro, no que diz respeito ao valor musical, ao lado mais emocional, ao facto de cada personagem ter um lugar proprio. O que falha e que este tem uma historia mais confusa e por isso torna-se naturalmente menos empatico, mesmo que as personagens sigam as suas linhas pelo primeiro filme.
Fica a sensação a determinada altura do filme que esperamos apenas pelo lado musical, onde como no primeiro filme temos mais uma vez um filme muito forte. Ja que a historia em si ao contrario do primeiro filme parece-nos algo confusa, misturando mundos e tempos, fechando as personagens num espaço pequeno e pior que isso com twist proximos do primeiro filme. Fica tambem a ideia que o filme não consegue ir mais além em termos de algumas personagens que são claramente prejudicadas em termos das escolhas.
Ou seja ao contrario de outros filmes sequelas da Disney nao me parece que Frozen tenha sido a mais feliz. Ate se denota algum risco em algumas opçoes da historia, mas as coisas em termos de argumento e narrativa nem sempre resultam, sobrando mais uma vez as boas composições musicais que ficaram centramente no imaginario de todos.
A historia segue novamente as irmas Ana e Elsa e os seus amigos, os quais seguem um chamamamento da segunda que as leva para uma floresta encantada, onde vao ter de lutar com os designios do passado familiar.
Em termos de argumento o filme tem algum risco na tentativa de entrar numa linhagem temporal diferenciada, ainda que justificada com a magia. mas aqui e nos contextos passado o filme perde alguma objetividade e o seu reflexo imediato. Por isso acaba por ser claramente menos impactante que o primeiro, salvando-se em toda a escala mais uns bons momentos musicais.
Na realizaçao Buck e Lee repetem a cadeira com a eficacia do primeiro filme. Em termos de realizaçao a opçao pelo musical e esses momentos sao os que mais ficam na retina de um processo dirigido para o sucesso comercial
No cast de vozes, o que funcionou no primeiro filme nao se mexe, quer pelo valor e interiorização das personagens mas também e acima de tudo pelo valor musicar de cada tema.

O melhor - O lado musical

O pior - Um argumento que com linhas temporais diversas se torna pouco impactante

Avaliação - C+

Monday, January 06, 2020

A Beautiful Day in Neighborhood

Desde que foi anunciado que iria surgir um filme sobre a iconica pessoa de Mr Rogers com Tom Hanks como protagonista, que os alarmes dos premios soaram, sendo de imediato o filme apontado como um candidato a todos os premios. Com mais informação sobre o filme percebeu-se que não seria um biopic, mas uma historia paralela. Mesmo com as excelentes criticas percebeu-se que não seria um filme para muitos premios já que não teria a dimensão para alem da personagem. Em termos comerciais o filme conseguiu uma consistente bilheteira tendo em conta que é um filme algo peculiar.
Este é um dos filmes mais surpreendentes do ano, não que seja exclusivamente pelos melhores motivos, mas acima de tudo pela discrepancia total entre aquilo que esperamos do filme, e aquilo que ele na realidade é. Todos pensavamos que iriamos ter uma historia simpatica sobre uma personagem simpatica, e temos acima de tudo um filme muito estranho, sobre uma personagem estranha que se relaciona com uma personagem simpatica. A simbiose entre estes elementos todos não é sempre feliz, pese embora o filme consiga o mais dificil que é nos dar o perfeito Mr Rogers e ai o filme é assertivo por completo.
De resto temos um filme confuso, um filme que não quer ser comercial, que quer introspetivo, esse apontamento reduz muito o ritmo do filme, mas permite criar a dimensão da personagem Mr Rogers, dotando-a de uma luz propria que o tira dos mortais, que seria possivel com a escolha que de alguma forma condiciona o impacto imediato do filme no espetador, tornando-o algo ambiguo
Ou seja temos um filme mais artistico do que o esperado, afastando-o do publico a aproxima-o mais da critica mais dificil. Existe um ponto unanime do filme que é Tom Hanks fica a ideia que existe dois filmes dentro de um, quando ele entra e quando não entra e isso torna o filme estranho.
A historia fala de um jornalista com diversos conflitos familiares, que tem como missão fazer uma reportagem sobre Mr Rogers o amado apresentador de televisão. Com a convivência percebe que a filosofia de vida da figura é um objeto de estudo enquanto se tenta encontrar com o seu passado.
O argumento não é facil, primeiro porque o estilo de comunicação de 1968 não é o atual, ou seja, se vissemos agora o programa de Mr Rogers iamos achar estranho e isso acontece no filme. Na historia de base parece demasiado simples tendo em conta o projeto em si, deixando toda a luz para a figura iconica.
Na realizaçao Heller, que o ano passado tinha surpreendido a critica com o seu Can You Ever Forgive Me, aparece aqui com um trabalho mais artistico. A abordagem do filme, principalmente nas sequencias de estudio de programa são muito bem realizadas, embora compliquem um pouco o filme. Fica a ideia do fascinio pelo programa ja que é nesses momentos que o filme utiliza todas as suas fichas.
No cast Rhys tem um papel injusto, de protagonizar um filme que vai dar total destaque a uma personagem secundaria. E isso acontece, a personagem central é pouco interessante e dá-nos um papel irrelevante que é o que o filme quer para dar destaque a um Hanks que se torna o perfeito Mr Rogers, mas isso todos ja desconfiavamos desde o momento em que tal foi anunciado.

O melhor - Mr Rogers

O pior -A forma como o filme se torna estranho para fugir ao obvio

Avaliação - B-

Jexi

Seria facil perceber que seria uma questão de tempo, a existir uma versão She em versão comedia adolescente. Pois bem ela aqui chegou e com os maneirismos todos de Devine a acompanhar. O resultado critico desta comedia apontada como denunciante foram pessimos, e comercialmente mesmo tendo em conta aquilo que a historia poderia seduzir os resultados tornaram-se pessimos e isso torna o filme num dos maiores floops a todos os niveis do ano.
Jexi tem uma boa premissa, ou não fosse ela a mesma que esteve na origem de um dos mais originais filmes dos ultimos anos, o interessante She. O problema de Jexi começa logo por Devine. Existem atores que tem um sentido de humor que não funciona, e insistem no mesmo até cansar, e Devine é um  deles. Nao tem graça, não tem carisma, dai que seja muito dificil para mim, achar que um filme com ele como protagonista e baseado nas caretas dele possa funcionar, pois bem este é mais um exemplo que não.
Depois o filme nunca quer debater o tema, ou ser particularmente incisivo na satira, muito pelo contrário, quer fazer graçolas sexuais, e alguns insultos, e pouco mais, introduzindo uma historia amorosa do mais pobre que há  memoria, e que resulta numa comedia disparatada que quase nunca consegue ser engraçada e que se torna tão irritante como o seu protagonista.
Sobre dois apontamentos interessantes, o filme conseguir trazer San Francisco limpo, o que é uma utopia mas fica bem no filme, e a voz de Rose Bryne que encaixa bem na inteligencia artificial do telemovel. De resto dos piores filmes do ano.
A historia fala de um viciado no telemovel, que acaba por iniciar uma relação com a inteligencia artificial do equipamento, que acaba por ter vida propria. Tudo fica pior quando se apaixona por uma mulher a serio, e deixa o telemovel à beira de um ataque de nervos.
Em termos de argumento a ideia de base é gira, mas já tinha sido utilizada e bem. Pois bem aqui é a aplicação pessima da mesma ideia, por culpa da escolha no estilo de humor, por tentar sexualizar em demasia o filme e mais que isso porque nunca quer ter alguma mensagem.
Na realizaçao desta comedia a dupla Jon Lucas e Scott Moore, dedicaram-se sempre a comedias, onde se sentem confortaveis. Aqui vale pela escolha de San Francisco de resto uma comedia sem graça como a maior parte das outras que fez e pouco mais. Nao e uma dupla de grande sucesso.
No cast eu sublinhou que não consigo encontrar uma unica ponta de interesse em Devine, acho-o sem graça, uma imitação de Carey sem graça e que condiciona qualquer filme a isto. Aqui mais do mesmo, pensando eu que esta sucessão de resultados fara com que os produtores apostem noutro estilo, ou talvez nao.

O melhor - San Francisco

O pior - O humor de Devine, pessimo

Avaliação - D-

Black and Blue

A dictomia entre policias e afro americanos é um dos conflitos atuais mais vezes trabalhados pelo cinema, quer de primeira linha, quer por estudios e produtores que se dedicam em exclusivo ao tema. Neste ano sob a forma de policial e menos densamente surgiu este pequeno filme de ação que foi praticamente ignorado pela critica, sendo que comercialmente respondeu com o resultado minimo fruto de um tema que tem sempre os seus fieis seguidores.
Sobre o filme temos um filme do gato e do rato com a questão racial como pano de fundo, temos uma luta entre policias corruptos e pessoas inseridas num contexto marginal mas serios, e depois o tipico filme do jogo do gato e do rato, com os cliches tipicos desses filmes e o final esperado, sem que o filme consiga arriscar ou trazer algo de novidade ou sequer tentar entrar dentro do tema.
Por tudo isto penso que é um cinema de desgaste rapido, um cinema que quer ser denunciador mas que depois cai no exagero limitando e alimentando um dos polos. Fica a ideia a determinada altura que o filme quer vender a ideia dos policias todos como viloes e os marginais como os garantes da sociedade, salvando-se apenas a protagonista, e isto e totalmente redutor em qualquer tipo de filme.
E claramente um filme curto em termos de publico alvo, que para esses funciona porque lhe da aquilo que eles querem ver. O filme nunca tenta ir alem do que mostra no guião nas personagens ou mesmo nas razões para tudo aquilo que vimos, fica-se no sentido e pouco mais e isso só é possivel em filmes de segunda linha.
A historia fala de uma policia de cor negra, criada num bairro marginalizado que acaba por descobrir alguns policias corruptos que assassinam dois jovens. Com receio da denuncia os mesmos vão a perseguir de forma a tentar terminar com a sua vida, a qual tem de recorrer a ajuda das pessoas do sitio onde nasceu.
Em termos de argumento a historia e a exploração da historia e um conjunto de cliches e totalmente redutora. Nunca percebemos a personagem central nem qualquer uma das outras. Situa-se apenas no imediato e pese embora consiga ritmo e totalmente previsivel do primeiro ao ultimo minuto.,
Na realização Deon Taylor dedica-se por completo ao cinema afro americano ja tendo passado pela açao e mais recentemente pelos policiais. O ritmo do filme é interessante mas pouco mais, nao temos assinatura mas sim uma execução simplista estilo telefilme. Sabemos que o genero nunca foi de potenciar realizadores mas sim politicos.
Em termos de cast Harris e uma atriz bem conceituada dentro do espectro afro americana mas que aqui deixa-se enredar por um estilo de cinema que nao beneficia carreiras, ja que secam um pouco o seu entorno. Gibbs e Grillo ja me parecem mais comuns neste cinema de qualidade inferior.

 O melhor - O filme consegue manter algum ritmo.

O pior - O cliche e os exageros para tudo funcionar

Avaliação - D+

Richard Jewell

Quando tido indiciava que finalmente Clint Eastwood tinha chegado ao fim da sua carreira como realizador, o veterano ator e realizador debruçou-se sobre mais um projeto e mais uma vez um projeto politicamente interessante, baseado numa historia real. Fruto de algum conflito claro com instituições emergentes este filme apesar das boas criticas nao foi unanime e acabou fora por completo das nomeaçoes para os premios principais. Em termos de valor comercial os resultados tambem ficaram muito aquem daquilo que o realizador ja nos habituou neste tipo de registos.
Richard Jewell, é daquelas historias que tem que ser contadas, não so pelo que significa, mas acima de tudo por aquilo que politicamente denuncia. E nisso Eastwood faz o filme ter uma intensidade, uma capacidade de denuncia inacreditavel, sem fugir aos elementos que fazem o cinema melhor como argumento, criaçao de personagens e mais que isso interpretações.
O bem dos filmes polemicos e que se eles funcionam normalmente o impacto é maior, e pois bem Richard Jewell na minha otica funciona e torna-se facilmente num dos melhores filmes do ano, mais do que significa, a historia, o ritmo e as interpretações deixam o filme na base do que deve ser um filme, que se baseia em historias reais, uma obra que nao quer contar uma historia apenas, quer contar da melhor forma possivel, e nisso saimos do filme com clara noçao dos perigos e mais que isso daquilo que pode ser a cultura dos nossos dias.
Nao sei se outros acompanharam mas fica a ideia que principalmente neste temporada de premios este e dos filmes mais esquecidos do ano. Fica a ideia que Eastwood ja nao se preocupa com as instituições porque é uma delas. Se por um lado noutros filmes defendeu como poucos o pais que o viu nascer neste filme muda de lado denunciando o que de pior ele pode ter.
A historia fala de um segurança com ambiçoes de ser policia que acaba por salvar diversas pessoas de um atentado terrorista sendo que dias depois e apontado pela imprensa apos uma fuga de informação de ser o alegado autor de tal atentado.
O argumento do filme é extremamente competente em todos os niveis, não só apenas na historia que conta e do significado da mesma, mas acima de tudo porque consegue ficcionar situações dando crescimento as personagens que proporcionam dialogos de primeira linha, num claro exemplo do que é um otimo argumento.
E inacreditavel o que Eastwood aos noventa anos consegue fazer. O filme tem ritmo, tem edição, tem interpretações e mais que isso tem personagens, tudo no balanço certo, de um realizador que fruto da sua idade esta perto do filme, mas que ainda consegue surpreender, e isso é o melhor elogio que se pode dar.
Mesmo nao tendo visto os filmes todos na minha opinião Walter Hauser tem a melhor interpretaçao do ano, a simplicidade a forma como constroi a personagem complexa e simples, os movimentos, o lado fisico e dramatico, fazem desta para mim a melhor interpretaçao do ano até ao momento de um secundario que aqui merecia mais destaque. Com outro tipo de critica talvez tivessemos aqui a revelação do ano, assim e apenas um papel a sublinhar, sempre bem secundarizado por um Rockwell em excelente forma, uma Wilde que encaixa bem no que o papel necessita, e uma Bates que quando quer ser intensa eleva o nivel dramatico para patamares de excelencia.

O melhor - A forma como se faz um filme completo sobre um acontecimento real

O pior - A falta de auto critica de alguns setores

Avaliação - B+

Friday, January 03, 2020

Maleficent: Mistress of Evil

Cinco anos depois de Angelina Jolie ter supreendido no papel de madrasta má, no live action de bela adormecida que causou acima de tudo grande sucesso comercial, surge a sua sequela, novamente com Angelina Jolie, e Elle Fanning nos principais papeis. Apos a historia contada teve de existir uma nova premissa a qual não agradou tanto a critica que foi claramente mais negativa na recepção ao filme. Também comercialmente o filme ficou aquem do primeiro pese embora os resultados tenham sido na mesma consistentes.
Sobre o filme podemos dizer que o primeiro filme ao marcar de alguma forma o arranque dos live action da Disney ainda que alterando parte da historia, teve o seu caracter importante. Neste segundo filme percebe-se que o poder criativo da historia era basicamente nenhum, limitando-se a criar uma vilã, proxima da historia de base e criar um circo de efeitos especiais onde nunca existe espaço para qualquer exploração das personagens tornando-se rapidamente um filme vazio.
Fica mesmo a ideia que o filme a determinada altura so quer jogar com o aspeto visual da personagem de jolie, que rapidamente transforma numa especie, e numa luta que possa potenciar efeitos de primeira linha. Uma vez que se trata de um filme de grande estudio, esta execução dos efeitos especiais acaba por ser competente, mas não deixa de saber a muito pouco a forma como narrativamente os mesmos são inuteis no que diz respeito a potenciar uma historia minimamente interessante ou mesmo elaborada.
Fica a ideia de mais um filme apenas com o objetivo de ganhar dinheiro, um filme que aposta tudo no sucesso do primeiro e que descuida a capacidade de reinventar a historia ou de construir sobre o que está feito, e quando tal acontece acaba por ser natural o desapareciemento de franchising. O filme abre a porta para novos filmes mas parece-me que aqui teria muito mais que trabalhar para tal funcionar.
A historia segue a Malefica e a Aurora, agora que esta vai conhecer a familia do marido, num casamento que pode reunir dois reinos. Ali chegada percebe-se a existência de um plano da mãe do seu futuro marido para criar uma guerra que de total dominio aos humanos.
Em termos de argumento o filme é pobre em todos os niveis. As personagens nao existem limitando-se a dar vida a uma serie de esteriotipos bem longe das vacilações do primeiro filme. Em termos de guião, previsibilidade maxima e nunca os dialogos parecem ter alguma graça.
Na realizaçao deste segundo filme, a batuta foi entregue a Joaquin Rooning, um realizador quase desconhecido, que tem como maior feito ter sido tarefeiro no mais recente Piratas das Caraibas. Ele consegue executar bem os efeitos especiais que tem a seu cargo, mas fica a ideia que não tem assinatura e que é mais um trabalho de tarefa que outra coisa.
Por fim no cast, Jolie encaixa bem neste papel, o qual lhe deu reconhecimento critico no primeiro filme. Nos restantes apenas menção para uma Pfeifer que encaixa bem no estilo de vilá pérfida, mesmo que a personagem não tenha dimensão. No resto o filme limita-se a seguir os passos do primeiro filme.

O melhor - Usa bons efeitos especiais

O pior - O vazio narrativo da história

Avaliação - D+

Thursday, January 02, 2020

The Addams Family

Quase 30 anos depois da Familia Adams ter lançado o seu live action com razoavel sucesso surge a sua adaptação ao mundo da animação de forma a tentar revitalizar um franshising algo desaparecido. O conceito comercialmente ainda demonstrou algum fulgor com resultados animadores, contudo criticamente o filme foi recebido com alguma indiferença.
Sobre o filme podemos dizer que é o esperado, ou seja trabalha o lado negro das situações e do humor, tras as personagens aquilo que todos conhecemos dela, não existindo qualquer inovação nem na abordagem mas acima de tudo no registo, não introduzindo qualquer ingrediente inovar, colocando as personagens de sempre nos lugares de sempre.
Sobrava quem sabe algum risco do ponto de vista estetico de animaçao, quem sabe uma abordagem artistica das imagens, algo que também acaba por nao existir ja que o filme segue o estilo mais tipico de filmes de animaçao mais negros de grande estudio, contrastando apenas o lado colorido com a falta dele para dar algum sentido a alguns momentos do filme.
OU seja um filme obvio que parece ter como unico fundamento a ideia de apresentar as personagens de sempre a novas gerações como se de um refresh se tratasse, já que temos a fidelidade ao humor negro como caracteristica mais vincada. Para quem ja conhece nada de novo, fica a repetição do conhecido e pouco mais.
A historia fala-nos da familia mais estranha da historia, e as suas particularidades, neste caso tem de se ambientar a uma cidade comum que cresce junto ao seu castelo e que exige a sua integração, mesmo quando tal é impossivel.
O argumento deste reboot é igual aos anteriores, sendo demasiado semelhante com o que já tinha sido feito. Fica a ideia que existia espaço para mais inovação algo que acaba por nunca ocorrer, seguindo apenas o humor negro o qual funciona sempre.
Na realizaçao uma dupla com experiencia em animaçao para crianças e adultos que aqui poderiam ter arriscado mais. Fica a ideia se um projeto demasiado simplista para o envolvido, e isso pode saber a pouco principalmente para alguem que anteriormente touxe Sousage party.
O cast de vozes recheado de atores de primeira linha acaba por funcionar como contraposição a algum risco no restante. As escolhas parecem interessantes e encaixam as personagens onde todos nos as conhecemos.

O melhor - A nostalgia de um projeto algo desaparecido

O pior - Ser uma copia em animaçao do que ja se fez

Avaliação - C

Pain and Glory

Estreado em Cannes no presente ano esta espécie de biografia anónima de Almodôvar recebeu excelentes criticas, ainda que algo ultrapassadas pela unanimidade que tem sido dada à prestação de António Banderas, o qual tem estado bastante associado a prémios. Comercialmente tendo em conta que se trata de um filme de ALmodovaer o resultado foi positivo.
Sobre o filme eu confesso que não sendo um entusiasta do realizador espanhol, quando o mesmo é demasiado excentrico nos maneirismos dos seus personagens, gosto quando o mesmo surpreende o espetador com twist nos seus filmes. Aqui temos um misto de estilos, o que alimenta algum interesse relativo às ligações escondidas entre personagens, mas fica a ideia que no tronco comum o filme é deficitário em alguns elementos.
Acho sempre que um filme que cobre uma fase da vida de alguém num momento particular é sempre redutor naquilo que um filme pode significar e neste filme fica dificil encontrar o seu tronco comum que acaba por não permitir grande intensidade, já que nos situamos num espaço concreto e isso acaba por dificultar a imponencia do filme como um todo.
Não sendo um filme de assinatura obvia de ALmodovar, percebe-se que se trata de um filme proximo a vida de o realizador, principalmente na emoção e cuidado dos flashbacks. Denota-se alguma falta de impacto que conseguiu nos seus thrillers e o filme até podia ter esses espaço.
A historia fala de um conceituado realizador que numa fase de vazio criativo recordda o seu passado enquanto combate uma situação médica adversa que o leva ao contacto com drogas.
Em termos de argumento não me parece nunca um filme completo. E um filme com sequencias com coração, principalmente no lado precoce da vida do protagonista, mas fica sempre a ideia que o impacto da historia não trás particularmente qualquer novidade e que mesmo as suas revelações vão tendo um efeito quase inconsequente.
Na realização ALmodovar tem o seu lado mais emocional na forma como filma as sequencias da infância da personagem onde o contexto fisico escolhido ajuda e muito aquilo que ele quer transmitir. No lado presente do filme o registo habitual de cor e pouco mais, num filme tipico do realizador, o qual continua a ser um dos meninos bonitos da critica.
Na interpretaçao Banderas tem recebido as melhores criticas da sua carreira, algo que na minha otica parece exagerado. Sendo sem duvida um dos melhores papeis de Antonio banderas está longe de ser um desempenho com a unanimidade que a critica lhe quer dar, e que poderá resultar na sua primeira nomeaçao para um oscar.

O melhor - Os Flashbacks de infancia

O pior - Parece que falta alguma cola que ligue tudo o que vimos

Avaliação - C+

The Lighthouse

Desde a sua apresentação em Canne que este peculiar filme a preto e branco se tornou numa das sensações criticas do ano, sendo mesmo apontado em algumas litas de premios, principalmente as mais proximas da critica especializada. Este impulso acabou por permitir ao filme um excelente registo de bilheteira, tendo em conta a pouca expansão do mesmo.
Sobre o filme podemos dizer desde logo que temos um conceito estético origina e subliminarmente competente. Alias ao longo do delirio de quase duas horas é a imagem que catapulta as interpretações para o nivel de excelencia, sendo estas que acabam por ser o cartão de visita do filme, e o que de mais sedutor tem uma história estetica, mas algo dificil de observar.
Em termos de historia pese embora  a ambição do filme torna-se tudo demasiado estranha, ficando por vezes a ideia de uma diferenciação demasiado obsessiva que torna o argumento algo dificil de acompanhar. Fica também a ideia que por alguns momentos o norte do filme acaba por desaparecer em alguns momentos, algo que não permite que o filme tenha sempre um bom ritmo, ou seja indiscutivel.
Perante isto é facil assumir que se trata de um filme concetualmente diferente, e uma abordagem que merece desta ao longo do ano. Isso contudo não significa que o filme seja brilhante, e que o resultado final seja absolutamente irrepreensivel. Fica mesmo a ideia que o filme tinha ingredientes para valer algo mais.
A historia fala de dois homens com posições hierarquicas diferentes que se dirigem para uma pequena ilha de forma a gerir um farol. Com o passar do tempo a loucura da solidão começa a tomar conta de ambos, e a ser o protagonista maior da vivencia de ambos.
O argumento do filme parece ser o parente pobre do filme. Se a ideia tinha tudo para funcionar, a expressão da loucura e mesmo a relação entre personagens poderia e deveria ser mais eficaz e proporcionar pelo menos dialogos de qualidade mais elevada.
Robert Eggers ja tinha chamado a atençãp da critica no seu filme anterior, de nome The Witch, contudo aqui teve mais palco, por culpa de uma realização de excelencia que aproveita muito bem uma das melhores fotografias do ano. A utilização da tecnica preto e branco acaba por ser uma aposta de sucesso, ja que torna as cenas muito mais grotescas e ajuda os atores nas grandes interpretações.
O cast do filme é outro dos elementos que brilham no filme. Dafoe e Pattinson têm duas das mais intensas e eficazes interpretações do ano, que funcionam melhor individualmente do que se complementam. Este filme demonstra o bom momento da carreira de ambos, sendo que surpreendentemente nenhum parece estar no caminho dos premios.

O melhor - A realização e interpretações

O pior - Argumento demasiado estranhoi

Avaliação - B-

Marriage Story

De todos os filmes que a Netflix lançou para a temporada de premios este drama familiar foi aquele que mais chamou a atenção principalmente tendo em conta as expetativas em torno da sua produção. Rapidamente se tornou o filme da moda, motivado por uma unanimidade critica que o balançou para a temporada de premios e que por conseguinte conduziu também a que o seu resultado comercial na aplicação fosse significativo.
Este é daqueles filmes em que impressiona o detalhe do tema e atualidade do mesmo, numa aborgadem que para alem de realista é intensa, bonita, sem perder nunca a oportunidade de ser em si original. E daqueles filmes em que a historia é simplesmente brutal.
Muitos apelidam este filme como sendo da moda, este é um filme que pega na moda do mundo moderno e transforma-o no filme. É um filme de personagens atuais, é um filme sobre vivencias proximas, e de valores pessoais. Um filme que consegue tocar em pontos de vista diversificados de um problema assumido os pros e contras de cada um desses aspetos.
É sem duvida um dos grandes filmes do ano, que consegue reunir a sua volta uma excelente historia, intepreterada magistralmente. É um confronto de prespetivas, mas mais que isso devidas e de cidades, é acima de tudo um filme sobre pessoas e as formas como elas reagem na sua forma de vida.
A historia fala de um casal com um filho que apos a separação entra na luta juridica pela definição legal do divorcio de uma historia claramente inacabada.
O argumento é o motor e o coração do filme. Podendo não ser o melhor filme do ano, parece-me que dificilmente não será o melhor argumento do ano. As personagens, os diálogos, os detalhes são impressionantes do primeiro ao ultimo minuto.
Baumbach é um dos realizadores de boas histórias mais que de imagens fortes. Sem duvida aqui tem o melhor filme mesmo que seja uma abordagem simplista. A dualidade das cidades é a melhor forma do filme comparar prespetivas. Merece atenção não sendo no entanto o melhor do filme.
Nas interpretaçõs duas grandes interpretações. Mais sublinhado para um Driver em grande forma. Um papel completo merecedor de destaque já que se torna rapidamente a alma do filme. Joahnson  por outro lado também se encontra em grande nivel, sendo a conjugação perfeita. Mesmo sendo brilhante seria injusto ela ganhar em deterimento dele.

O melhor - A forma como o filme autopsia por completo o tema

O pior - Existirem poucos filmes que conseguem detalhar uma realidade

Avaliação - A-


The Two Popes

Num ano totalmente dominado pela Netflix este filme sobre a transição entre papas foi um dos planos secundários que o serviço tinha para a temporada de premios. Assim como os primeiros planos o filme de Fernando Meirelles, convenceu a critica, estando na corrida pelos premios. Comercialmente acreduto que não seja neste momento dos produtos mais apelativos da aplicação, principalmente tendo em conta os conteudos disponibilizados pelo serviço
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo é um filme sobre fe, religião, sobre personalidades e consegue ser um filme divertido que consegue criar quimica entre personagens que se colocam em polos opostos a todos os niveis. É um filme que não foge as tematicas que demonstra formas de encarar a missão diferente mas com um sorriso nos labios o que o torna a todos os niveis supreendente.
E facil perceber que contudo e um filme parcial, ao ser realizado por um sul americano observa-se uma maior proximidade do filme ao estilo de bergoglio, algo que contudo atuallmente acaba por ser minimamente consensual. O filme defende o lado refundados e ideologico de Francisco contudo não demoniza Ratzinger, demonstrando o espirito positivo do filme, que não necessita de extremar um dos lados para valorizar o outro, não perdendo no entanto a possibilidade de esclarecer as ideias concretos de cada um.
Não sendo um filme perfeito, e um otimo filme sobre algo que a maioria de nos viveu. Nem sempre coeso, fica a ideia que o filme se perde um pouco nos flashbacks ao passado de Francisco, principalmente na dinamica de ritmo do filme, contudo quando regressa ao dialogo entre os dois o filme recupera facilmente o espirito da obra.
A historia fala-nos de algumas conversas entre Bento XVI e Francisco previamente à renuncia do primeiro0 e a proximidade que se criou entre ambos pese embora personalidades e ideologias totalmente diferentes.
Sobre o argumento todos sabemos quanto a religião pode ser polemica na historia que se quer contar, pela sua rigidez e ideologia. O segredo do filme e trazer duas das personagens mais poderosas do mundo moderno para o lado do comum dos mortais, tornando dialogos ideologicos divertidos e isso é muito bem feito no filme.
Na realização Meirelles estava afastado do cinema depois de um inicio brilhante. O seu trabalho é excelente, principalmente nos espaços que escolhe e na forma como contextualiza cada um dos dialogos. Meireles trabalha bem na forma como torna tudo mais bonito.
Em termos de cast Pryce e Hopkins estão a um nivel muito alto, principalmente pelas parecenças fisicas encaixando tambem no estilo pessoal de cada um. Pryce adquire mais brilho pelo brilhante castelhano dialogado.

O melhor - Tornar o pesado divertido

O pior - Flashbacks

Avaliação - B+

Sunday, December 22, 2019

Judy

Desde o momento em que este biopic sobre os ultimos dias de Judy Garland foi anunciado se percebeu que o filme poderia conjugar alguns dos problemas da exigencia de hollywood e a forma como a mesma desde cedo acabou por ser determinante na vida dificil do astro do cinema. O filme que estreou com alguns objetivos de premios, foi moderadamente bem recebido pela critica sendo que todas as ambições de premios se resumem a Renee. Ja no que diz respeito em termos de valor comercial para um filme que inicialmente teve pouca expansao os resultados foram excelentes talvez por ainda estar bem presente o mito da atriz.
Sobre o filme podemos dizer que e um biopic pensado num momento proprio final da atriz, embora consiga reunir alguns dos elementos dos anos primeiros da sua carreira e a forma como tudo ficou associado a esses primeiros anos. Nao e um filme particularmente original na abordagem, seguindo o lado mais tradicional dos biopics, dando a prevalencia a interpretaçao e do maneirismos de Zelweeger que levam o filme para o seu maior patamar.
Pensamos que no que diz respeito as razões dos problemas pese embora o filme toque ao de leve nas mesmas um filme sobre os primeiros anos de Judy poderiam mesmo ser um verdadeiro aviso aos perigos da industria e uma auto critica bem mais assertiva sobre os perigos de uma industria dominada por homens e onde a beleza e um ponto fundamental.
Ou seja Judy vale mais pelos promenores, aqui principalmente a personagem a sim, os acontecimentos e as interpretações do que propriamente o filme se torna enquanto conteudo isolado. Pese embora tal facto parece-nos claro que e um dos filmes a ver do ano, muito por culpa de um excelente desempenho da sua protagonista.
O filme traz nos os ultimos tempos da vida de Judy Garland concretamente quando esta se muda para Londres para uma serie de concertos que demonstram bem as suas fraquezas numa altura em que a sua carreira e vida pessoal estão longe de estar no melhor.
No que diz respeito ao argumento temos mais que tudo um filme que tenta detalhar os ultimos tempos de uma vida publica, com o estilo proprio de um biopic deste genero. O filme nao quer fugir a polemicas mas nao quer comprar guerras e ai talvez podesser mais audacioso dando mais tempo de antena aos anos de ouro da atriz.
Na realizaçao Rupert Goold e ainda um novato em hollywood pese embora o seu primeiro filme tenha tido alguma atençao da critica. Em termos de abordagem o filme não arrisca muito, e fica a noção que numa vida em que parte foi passada em Oz o filme poderia ser mais arriscado.
No cast falar do filme e acima de tudo falar de Zelweger, a actriz acaba por nos dar um papel total do primeiro ao ultimo minuto, com drama, interpretação e capacidades vocais e um daqueles filmes que fica relacionado a sua interpretaçao. Nao sei se vai valer oscar, mas e claramente do melhor que vimos este ano.

O melhor - Zelweeger

O pior - Fica a ideia que os primeiros anos mereciam mais atenção

Avaliação - C+

Saturday, December 21, 2019

Lucy in the Sky

Todos os anos existem filmes pensados para a temporada de premios que se posicionam em festivais proprios para essa publicidade mas que rapidamente se percebe que vao ter o efeito contrário e se vao tornar autenticos desastres criticos. De todos os filmes que se lançaram o que melhor encaixa neste procedimento foi este filme sobre uma astronauta que foi a lua e regressou diferente. Criticamente o filme foi um desastre com avaliações muito negativas, o que resultou ainda num percurso comercial pessimo.
SObre o filme podemos dizer que a base ou a historia parece-me que tinha muito por onde funcionar, no que diz respeito ao relate do ajuste a um feito extraordinario. Aqui o filme parte de uma base ou um objetivo que me parece sinceramente funcionar e que poderia resultar num bom filme, contudo acaba por não o ser muito por culpa de ficarmos total sensação que a realizadora nunca encontra a estrada da comunicação do filme.
Se em termos de personagem até acho que o filme é competente, já que nos da um lado perdido de uma Portman em boa forma, nos secundarios o filme nao existe, limitando-se a intercalar momentos de um filme adormecido com cenas onde parece querer adquirir um valor estetico e ideologico que sinceramente ou filme tinha sobre o seu todo, ou assim colado nao faz qualquer sentido.
Ou seja um filme que nos conta uma historia tipo do preço a pagar pelo extraordinario, mas que se centra demasiado numa boa personagem deixando para segundo plano outros aspetos que poderiam ser mais potenciados como os conflitos familiares ou mais que isso a forma como o conflito interno da personagem poderia ter outro impacto nas suas açoes.
A historia fala de uma astronauta que depois de ter estado no espaço regressa a casa, onde se sente uma pessoa diferente tendo dificuldade em regressar as suas rotinas do dia a dia, principalmente em termos conjugais colocando todo o foco em regressar ao local onde foi feliz.
Em termos de argumento mais que uma boa historia o filme nao consegue ter um bom argumento porque nao consegue definir para si as linhas orientadoras. Isso denota-se na forma como evolui bastante a personagem central mas as restantes desaparecem no filme.
Na realizaçao o filme marcava a estreia de Noah Hawley no cinema depois de ter estado associado a series de sucesso como Legion e principalmente Fargo. A realizaçao é desiquilibrada mais que qualquer coisa, tendo momentos em que parece que se quer fazer algo diferenciador, com outros onde deixa o filme se adormecer.
No cast Portman consegue ser intensa numa boa personagem e acaba por ser o que de melhor o filme tem na comunicaçao com o espetador. Hamm e igual a si proprio num papel algo redutor e Stevens basicamente nao existe naquilo que é o desenvolvimento do filme.

O melhor - A personagem central

O pior - O desiquilibrio no restante do filme, principalmente ideologico

Avaliação - C

Friday, December 20, 2019

Zombieland: Double Tap

Dez anos depois desta comedia de ação com Zombies ter sido uma das sensações do ano, surge a sua sequela com o mesmo grupo, embora Breslin se tenha tornado entretanto uma adulta e o lado mais infantil tenha sido perdido. Em termos criticos este segundo filme ficou ligeiramente aquem do primeiro com avaliações bastante mais medianas. Comercialmente os resultados foram basicamente os mesmos, o que com o sucesso do primeiro filme sabe claramente a pouco.
SObre o filme podemos dizer que é uma sequela natural do primeiro filme, dando destaque total ao lado humoristico e ironico das suas abordagens. O filme sem ter um argumento de base muito competente consegue funcionar acima de tudo pela graça do seu humor, e por algumas abordagens de realização, numa comedia soft, que tras o melhor que o estilo Harelsson e principalmente EIsenberg podem trazer em conjugação.
COmo no primeiro filme parece que a logica esta ausente do filme, mas isso acaba por ser uma otima solução para o valor comico do filme. As situações e as regras pautam um filme quase sempre intenso e de ritmo elevado, ficando o concurso de morte mais original de zombie na retina como um dos momentos mais originais do filme.
O unico senão na reuniao do grupo acaba por ser a forma como a personagem de Wichita se molda a algum crescimiento que entretanto Stone foi tendo como actriz dramatica, a personagem desaparece do filme e o seu lado mais sanguinario deixa o filme algo orfão quando comparado com o primeiro filme. COntudo e um filme que serve perfeitamente os seus propositos ser a originalidade do primeiro filme, já que se trata naturalmente de uma sequela.
O filme demonstra o mesmo grupo anos apos o primeiro filme, numa tentativa de se desenvolver perante pessoas. Columbus é rejeitado por WIchita. Little Rock decide que quer conhecer novas pessoas e desenvolve-se mais uma road trip por entre os mortos vivos.
Em termos de base do argumento ao ser um segundo filme, o lado introdutivo interessante para o crescimento das personagens desaparece, dando luz a um segundo elemento que se trata o valor comico das piadas onde o filme e claramente mais funcional.
Desde o primeiro filme muito se esperou da carreira de Fleisher que até a presente data apenas com ZOmbieland conseguiu o sucesso. TOrnou-se num realizador de comedias de açao muito pouco aceites criticamente mas que o publico vai aceitando, mas longe do trajeto que lhe assumiram depois do primeiro zombieland.
Em termos de cast Eisenberg e Harrelson estao extremamente confortaveis nos papeis que encaixam perfeitamente no estilo de ambos enquanto actores. Breslin perdeu a graça como adulta, e Stone nunca se sente confortavel num registo que digamos deixou de ser o seu. Nas novas introduções algum relevo para a personagem tonta de Deutch

O melhor - O valor comico do filme.

O pior - A novidade do conceito ja nao existe

Avaliação - B

6 Undergound

Num ano em que a Netflix conquistou em pleno um espaço muito proprio na 7 arte, neste final de ano a produtora não se ficou pelos filmes para premios tendo também lançado este filme de ação pensado para o grande publico, ou não fosse o novo filme do Blockbuster mor, Michael Bay. Em termos criticos pouca novidade, a relação entr Bay e a critica não é a melhor e este filme marcou mais um capitulo nessa relação. Comercialmente penso que este é um filme que tem tudo para ser um sucesso da aplicaçao embora tenha sido lançado numa fase que os cinefilos apontam bateria para outro tipo de conteudo.
Sobre o filme podemos dizer que não sou nada fá da forma de realizar de Bay, o qual esquece total logica dos argumentos para tentar dar o maior evento de efeitos especiais que há memoria, pois bem neste filme temos mais do mesmo. Uma historia sem qualquer tipo de sentido ou coesão, uma serie de graçolas que é onde o filme ainda melhor funciona, e a tipica açao interminavel com efeitos e slow motions para todos os gostos, num exercicio de estilo de qualidade mais que duvidosa.
A ideia que fica e que Bay faz de proposito na forma como seca por completo o argumento dos seus filmes. Aqui temos uma serie de personagens com caracteristicas proprias sem historia, que aparecem em flashes, num argumento e montagem confusa, que nos leva unicamente a atenção para onde Bay é irrepreensivel que é nos efeitos e utilização massiva dos mesmos, já que no restante o filme é um deserto de ideias, onde apenas algum humor vai libertado o lado repetitivo do filme.
Ou seja temos mais uma obra de Bay, que ficara certamente na historia como um despredicio de dinheiro sem qualquer tipo de valor criativo, tendo no entanto a plena noçao que este tipo de registo funciona bem no estilo desejado e do publico para o qual é direcionado.
A historia fala de um grupo de pessoas que se reune em torno de um bilionario dado como morto, que tem como objetivo capturar e tirar o poder a um ditador de um pais, de forma a substituir pelo irmão o qual parece ser a melhor soluçao para o seu povo.
Em termos de argumento na base o filme é um deserto de ideias, um conjunto de pontas soltas, pouco trabalhadas, e um cliche total na narrativa central. Fica a apenas algumas graçolas e curiosidades que funcionam do ponto de vista humoristico, mas para uma produçao tao cara isso e sabe a muito pouco.
Bay tem uma realizaçao muito propria. Nao gostando do estilo é obvio que ele tem uma assinatura nos seus filmes, de takes curtos e slow motion, e dar total primazia aos efeitos especiais. Este filme é Bay na sua essencia.
No cast temos um conjunto de atores de segunda linha capitaneados por um Reynolds com uma personagem a seu gosto, num misto de açao e comicidade que funciona bem e tem pintado a sua carreira depois do sucesso total de Deadpool. Falta um vilão de peso e tudo o resto no cast.

O melhor - Algumas graçolas

O pior - A sensação que Bay queima dinheiro

Avaliação - C-

Monday, December 16, 2019

Doctor Sleep

Volvidas decadas depois de Kubrik ter supreendido o mundo do cinema com o seu terrorifico Shinning, eis que surge a sequela, novamente escrita por Stephen King, e com a direção a ser entregue a Mike Flannagan realizador de cinema e televisao apostado em devolver algum conceito ao terror. Criticamente as coisas nao foram brilhantes para o filme, embora fosse fiel ao estilo original. Comercialmente tendo em conta o inconico que se tornou o filme também não foi brilhante o percurso do filme.
Shinning e daqueles filmes que pelo estilo e principalmente pela realizaçao se tornou totalmente iconico. Este filme no estilo de realizaçao e principalmente na conjugação das imagens com o terror mantem esse carimbo embora tenha uma historia claramente mais reboscada mas que espremido acaba por ser muito pouco.
Alias ficamos com a sensação que o filme é extremamente longo para o seu objetivo principal que é conduzir todas as personagens para o hotel do primeiro filme, aqui o filme ganha substancia mais pela curiosidade de voltarmos a ver o lado visual de Shinning mais do que aquilo que realmente significa para um novo filme, que tem muita dificuldade em ser mais que homenagem ao primeiro filme.
Ou seja para aqueles que gostaram do filme de base temos um filme interessante do ponto de vista concetual, bem escolhido em termos de vilões, mesmo que a historia seja algo confusa, ou pouco interessante. Sobre naquilo que o podia rentabilizar mais que era os pontos de contacto com o primeiro filme.-
A historia fala de Danny Torrance ja adulto, ainda agonizado pelo seu passado, que devido as suas capacidades vai tentar ajudar uma poderosa menor dotada pelo "brilho" de um grupo de malvados que se alimentam desta habilidade.
Em termos de argumento na base existe uma tentativa de simplificar o conceito que funciona naquilo que realmente interessa. E um filme que numa fase inicial e demasiado confuso a colocar as cartas em jogo mas que percebe o que o publico espera no seu final.
Na realizaçao Flannagan teve sucesso principalmente no sucesso da sua serie de terror para a NEtflix, tem aqui um filme grande nas suas mãos, com um resultado interessante, principalmente na forma como consegue potenciar as sequencias finais proximas do primeiro filme. E um filme com o estilo dele, que o mesmo aproveita para ganhar alguma dimensao na setima arte.
No cast a escolha de Mcgregor penso que nao e brilhante. Parece-me atualmente um ator de recurso que tem dificuldade em nos dar prestações iconicas, algo que teve no inicio da sua carreira. Nos secundarios os maiores louros vai para uma Fergunson em boa forma, no lado negro do filme.

O melhor - A ultima meia hora cheia de memorias passadas

O pior - A confusao inicial do argumento

Avaliação - C+

Friday, December 13, 2019

The Farewell

Num ano em que a critica especializada parece ter descoberto e se apaixonado pelo cinema asiatico, um dos responsáveis maximos por esta aproximação foi esta comedia familiar chinesa, que acabou fruto da unanimidade critica a sua volta, tornar-se não só um fenomeno critico mas também um fenomeno de bilheteira nos EUA muito por culpa da mensagem de familia que passa.
Sobre o filme podemos começar por dizer que é um filme de costumes, somos conduzidos para as tradiçoes e para o modo de vida chines, numa familia que se espalhou pelo mundo ao mesmo tempo que temos um filme sobre personagens tentando ser familia apos a descoberta da doença do pilar de todos eles. Nesse particular o balanço entre a comedia e o drama do filme é muito bem feito sempre com a curiosidade de nos apresentar uma forma de vida.
The Farewell não e um filme grande, é um filme que acima de tudo funciona nas ligações, nas emoçoes, na forma como estas ao longo do tempo nos são partilhadas e escondidas, a forma como consegue conciliar sequencias de emoçao e desespero com insolitos culturais que nos fazem soltar uma gargalhada, que faz desta comedia familiar, um filme singular e acima de tudo bastante competente.
Claro que muitos poderão dizer que é uma historia de vida familiar igual a muitas outras, mas a originalidade não por si so exigida para um filme funcionar, a forma como se prepara os pontos fortes de um filme simples podem conduzir a que este tenha o reflexo desejado no espetador e este filme consegue isso com força.
A historia fala de uma familia chinesa espalhada pelo mundo, que se junta na cidade origem de todos para um casamento, que mais nao e um pretexto de se despedirem da avó a qual foi diagnosticada um cancro que lhe da poucos meses de vida, aproveitanto esse ponto para a despedida anunciada.
Em termos de argumento a historia é bonita na sua plenitude, tem emoção, originalidade e um balanço emocional entre os lados da ponte. Em termos de originalidade fica apenas o insolito de algumas situações.
Na realizaçao  Lulu Wang teve aqui um sucesso muito por culpa da vitoria do publico em Sundance. Mais que uma realizaçao de excelencia o filme consegue misturar a cultura ocidental fazendo-a entrar no lado chines e isso da uma experiencia bastante diferente.
No cast a opçao em exclusivo por atrizes chinesas funciona. Akwafina esta entre os melhores papeis do ano para todos os criticos, e realmente é a ponte do filme, com uma prestação adulta e intensa ainda que por vezes apagada pela sua companheira de cast Shzen Zhao, que e o coraçao do filme.

O melhor - O balanço emocional do tema no filme.

O pior - A historia de base e simples

Avaliação - B+