Tuesday, August 22, 2017

My Cousin Rachel

Muitas decadas depois da primeira adaptação deste filme ao cinema surge agora um remake, baseado na tradição britanica de cinema de forma a tentar fomentar uma nova vertente de uma historia conhecida da literatura. Mas muitas vezes os remakes não tem a intensidade e a imprevisibilidade que lhes permita uma força supre no momento do seu lançamento dai que este filme, ainda que com um bom cast and crew tenha acabado em cinemas selecionados com resultados consistentes tendo em conta a distribuição e com uma critica moderadamente positiva que acaba por fazer com que o filme cumpra nos limites minimos os objetivos a que se propos.
Sobre o filme, eu confesso que por vezes e na maioria das vezes acho os filmes tradicionalmente britanicos, algo aborrecidos e que sobrevivem na forma como as suas paisagens alimentam a beleza natural dos filmes. Sobre este filme eu confesso que o achei muito difuso, para alem de recorrer a atalhos narrativos que nem sempre conseguem potenciar sofre por um final também ele difuso que acaba por retirar grande parte da objetividade que por vezes um filme denso como este necessitava de ter.
POr isso parece-me um filme com demasiadas falhas, e se por um lado é obvio e funcional a forma como o filme nos quer dar a inexperiencia da personagem central, e o seu lado impulsivo, na forma como o filme tenta potenciar a escalada passional entre o casal, parece tudo ser demasiado rapido, e na intriga central o filme tenta sempre tornar tudo difuso para surpreender o espetador, acabando posteriormente por nunca conseguir ter efeito desejado no seu final.
Por tudo isto um filme algo cinzento, que vive muito do lado bucolico das suas paisagens, algo que é comum na maioria dos filmes britanicos de epoca, de uma boa composiçao da sua protagonista, e do sentido do argumento na forma como coloca a nú as fragilidades da imaturidade das personagens, contudo junto a este ponto surgem muitos outros que podiam e deviam ser mais trabalhados, como a relação central, e o impacto do seu fim.
A historia fala de um jovem que depois de ver o seu padrinho se apaixonar e morrer nas mãos de uma viuva, promete vingança da mesma, contudo com a aproximação desta, todo o odio acaba por se tornar uma obsessão que o pode tornar numa possivel vitima da ambiçao daquela mulher.
Em termos de argumento penso que o filme tem alguns problemas de equilibrio ao longo das suas fases, onde sobressai a incapacidade de construir uma relação intensa, o que me parece fundamental para o efeito que o filme quer ter, mas também me parece que o filme tem dificuldades no seu final, numa tentativa de ser mais subtil, tudo acaba demasiado difuso.
Roger MItchell e um bom realizador britanico, que principalmente nos filmes contemporaneos, com trabalhos emocionais bem montados, alguns dos quais que conseguiram um impacto interessante como o mitico Noting Hill. COntudo e pese embora este resultado nunca foi um realizador de primeira linha, e neste trabalho mais de epoca, demonstra dificuldades em gerir o ritmo muitas vezes pesado que estes filmes naturalmente acabam por ter.
No que diz respeito ao casting a escolha de Weisz e acertada pela facilidade com que a actriz consegue transmitir aquele aspeto inocente e simpatico, que acaba por ser fundamental para a personagem. Pior na minha opinião Claffin, por um lado porque tem a seu cargo maiores despesas do filme, mas também pelo facto de na minha opinião recorrer por diversas vezes a maneirismos que nem sempre funcionam.

O melhor - A forma como critica e põe a nu as fragilidades de uma inocência declarada.

O pior - A forma como o filme não consegue dar impacto a um final que tinha de ter outro peso


Avaliação - C-

Sunday, August 20, 2017

Baywatch

E comum o verão ser marcado por sequelas, filmes de super herois e reboot de filmes antigos ou series de grande sucesso no passado. Baywatch foi facilmente uma das series mais marcantes do final do ultimo seculo e tem aqui a sua adaptaçao ao cinema com um estilo diferente e com os actores da atualidade, com mais humor e com menos romantismo. Talvez por essa mudança no paradigma o filme nao conseguiu convencer a critica acabando por resultar em avaliaçoes essencialmente negativas. Em termos comerciais existia muita expetativa em torno deste projeto mas os resultados ficaram muito aquem do esperado.
Sobre o filme eu confesso que nunca fui um fa declarado de Mares Vivas embora seja percetivel o sucesso que foi tendo, principalmente pela sua longevidade. Aqui temos um contexto diferente principalmente em termos de genero, temos uma comedia actual, com muitas piadas sexuais o que retira alguma da ideia de Mares Vivas, mais novelesca e mais romantica, com o toque de açao, que aqui pese embora tenha, e totalmente de segundo plano ja que nos parece que o filme se assume em toda a linha como comedia.
Por isso penso que o filme perde por utilizar um label das Mares Vivas e nada ter a ver com o filme, tirando os cameos, ja que tudo o resto mais parece uma comedia tipica dos seus protagonistas que anualmente lançam um filme com aqueles condimentos do que propriamente o reboot da serie. Mesmo em termos de comedia isolada, tem alguns apontamentos que a espaços funciona embora abuse demasiado de um humor fisico que nem sempre e funcional.
Mas o grande problema do filme acaba por ser o vazio da sua intriga policial completamente inexistente e algumas sequencias demasiado digitais e mal trabalhadas, e por esse facto parece uma comedia nem sempre funcional, que passa rapido, com algum humor em curiosidades mas pouco mais para um filme que gostava de iniciar um periodo da serie no cinema o resultado nao me parece ter sido suficiente para marcar esse arranque.
A historia segue um grupo de nadadores salvadores dedicados a arte que tentam desvendar um grupo de traficantes em plena praia que podera por em causa o futuro do espaço onde trabalham, enquanto se vao conhecendo como equipa e pessoalmente.
O argumento parece-me mal formulado para o titulo, ou seja temos algo mais atual que mares vivas numa roupagem que tinha como objetivo chegar a mais publico, mas por outro lado tira a ligaçao a base que podera ter defraudado os adeptos da serie. De resto uma sequencias humoristicas que funcionam, outras nem tanto e acima de tudo uma intriga policial muito pouco trabalhada.
Na realizaçao, para o leme deste projeto ficou um realizador de comedias Seth Gordon que ja teve sucessos e outros filmes menos conseguidos, parece funcionar melhor na comedia fisica do que propriamente na criaçao do contexto baywatch, nao foi um trabalho famoso e muitos olhos estavam a olhar para si.
A escolha do cast nao era obvia, ou colavam-se ao orignal, o que deveria ter sido feito, ou teria de encontrar figuras que dessem uma roupagem propria ao filme, a escolha de actores com muitos papeis semelhantes em outras comedias acaba por nao permitir que o filme ganhe individualidade, principalmente nos papeis de The Rook e Zac Efron. Tambem nao me parece funcionar a vila de serviço e muito menos o palhaço.

O melhor - Algumas sequencias de cameos

O pior - Muito pouco do original

Avaliação - C

The Wall

Doug Liman e um dos produtores e realizadores com alguma dimensao no cinema de verão colecionado alguns sucessos nos filmes de açao, mantendo muitas vezes tambem alguma consistencia critica. Este ano e com menos mediatismo do que a grande parte dos seus filmes surgiu este seu pequeno filme de guerra, sobre uma situaçao concreta, e apostado na luta de snipers. O resultado principalmente em termos comerciais nao foi brilhante com resultados muito modestos, principalmente devido ao facto do filme nao ter conseguido grande expansao. Criticamente a mediania dos resultados apresentados nao premitiram que o filme fosse muito mais longe tambem neste parametro.
Sobre o filme existem dois tipos de filmes de guerra, uns mais abrangentes, mais dependentes do seu valor tecnologico e realismo, e aluguns mais circunscritos a uma situaçao concreto e este pequeno filme quase de uma so personagem coloca-se claramente neste ponto, e num filme de curta duraçao, acaba sem grande espetaculo ou brilhantismo de cumprir os seus objetivos, principalmente por transmitir bem a sensaçao de encurralado da personagem, mas tambem pelo brilhante twist final.
MAs e obvio que quando vimos um filme de guerra esperamos algo mais grandioso mais potenciado, mas generalista, e o filme acaba sempre por ser demasiado particular a uma situaçao em concreto e isso tira-lhe dimensao enquanto obra, tambem tem o problema de muitas das conversas mantidas entre as personagens ativas serem limitadas e algo esteriotipadas. Numa formila muito interessante de dialogo parece que o filme poderia ir mais longe no estilo de cabine telefonica de guerra.
Mesmo assim e sendo obviamente um filme mais exprimentalisma no realizador, e um filme que consegue os seus planos, numa objetividade que funciona, nas emoçoes que da ao espetador, e pela clareza de diminuir o filme a poucas personagens. Por tudo isto parece importante sublinhar que o cinema mesmo em realizadores mais tarefeitos tem espaço para obras mais singulares
A historia fala de um militar americano que em pleno conflito no golfo fica encurralado por um terrivel sniper com um muro entre ambos, ate que encetam um dialogo estrategico que mais parece um jogo do gato e do rato.
Em termos de abordagem parece me sempre um filme mais funcional e original na formula do que propriamente no seu conteudo, parece-me que existia espaço para dialogos mais elaborados e mais criativos, algo que o filme potencia bem com a sua forma. Vale pelo seu interessante final.
Liman e um realizador com alguns filmes de alguma dimensao, pese embora ainda lhe falte o seu grande filme, e aqui tambem nao o conseguiu, apesar de um trabalho simplista, mas original, falta ao filme dimensao para se assumir como obra de referencia de um realizador com alguns trabalhos meritorios mas ainda sem a sua obra prima.
No cast o filme e uma atuaçao a solo de Aaron Taylor Johnsoon, que tem aqui um papel com entrega fisica mais do que dramatica, mas um dos exercicios mais dificeis de uma carreira que no ultimo ano tem subido patamares, e carregar um filme a costas e pelo menos sinal da ambiçao dele enquanto actor.

O melhor - O final

O pior - Existia espaço para dialogos mais interessantes

Avaliação - C+

Saturday, August 19, 2017

Atomic Blonde

Nos ultimos dois anos o genero do cinema que tem tido mais sucesso, acaba por ser thrillers de acçao com abordagens agressivas e com uma forma de abordagem diferenciadora. Foi assim no sucesso de John Wick, e mais recentemente com Baby Driver e com este Atomic Blonde. Que depois de um trailer bastante aperciado acabou por reunir criticas positivas, o que potenciou o filme em termos de receitas de bilheteira, que acabaram por ser consistentes sem nunca ser explosivas.
Sobre o filme, uma semana depois de ver Baby Driver, fiquei com a sensaçao que poderia estar aqui um filme parecido, e nao me enganei, a abordagem musica sequencias de acçao e a mesma entre dois filmes, embora na minha opinião este não so seja mais artista nas abordagens das sequencias, algumas delas do mais bem filmado que vi este ano, mas tambem numa narrativa mais complexa, mais original e com twists mais bem montados, que fazem deste Atomic Blonde um dos filmes mais originais e mais bem conseguidos do ano.
Um dos pontos que chama a atençao e a forma como a musica dos anos 80 periodo em que a acçao do filme decorre consegue caracterizar cada momento do filme. Obvio que podermos dizer que em termos de lado emocional e um filme mais frio, mais cru e mais violento, mas temos algumas sequencias de luta do melhor que vimos nos ultimos tempos, na abordagem, no realismo e na abordagem da camara, que torna este filme um objeto delicioso.
Por tudo isto e mais que tudo pela forma como consegue ter um jogo de espionagem com avanços e recuos no seu argumento, que surpreende o espetador, ora dando pistas verdadeiras como falsas acaba por tornar este filme, uma obra de referencia na acçao que consegue conciliar bons momentos no argumento como uma produçao de primeira linha em termos estetico, nao tendo medo de arriscar ainda numa contextualizaçao historia que serve como marco do tempo do filme.
A historia fala de uma espia do MI6 que acaba por ser enviada para Berlim separado pelo muro de forma a tentar perceber quem roubou uma lista de identifica os agentes secretos, mas mais que isso tambem perceber quem e o espiao que joga nos dois lados do muro.
Em termos de argumento, nao sendo muitas vezes o filme de entendimento simples, ja que muita da atençao do espetador vai para as cenas de açao, acaba por ser mesmo assim e entendendo o plano global, um argumento original, surpreendente, que podera ter algumas dificuldades na caracterizaçao das personagens mas se trata facilmente de um filme de primeira linha
Leitch e um realizador que tem aqui o seu primeiro trabalho a solo, depois de nao ter sido creditado na realizaçao de John Wick onde participou, e como amostra a sos podemos dizer que o trabalho e brilhante pela forma como consegue se diferenciar nas abordagens de açao, mas mais que isso no exercicio de estilo que o filme tem a qualquer momento. Tem nascido muitos realizadores de acçao originais, Leitch podera sert um deles.
No que diz respeito ao cast, e um filme que pensa mais no exercicio estetico da sua personagem central mais que na exigencia de interpretaçao e nisso a escolha de Theron e perfeita pela presença, carisma e mais que isso pela entrega fisica que a mesma da a personagem. McCvoy acaba tambem por ser uma excelente escolha ja que e dos actores que atualmente mais consegue funcionar em termos de rebeldia natural


O melhor - A abordagem de realizaçao do filme

O pior - Ter um argumento algo complexo mas funcional para um filme tao visual


Avaliação - B+


Wednesday, August 16, 2017

The Case for Christ

Nos ultimos anos o cinema cristão ou de inspiração relegiosa, tem sido algo extremamente presente seja em filmes de produçao mais elevada, sendo outros mais contextualizados temporalmente como na epoca da pascoa. Este foi a aposta crista para este ano, sob a forma do trabalho de campo de um jornalista apostado em tentar perceber a realidade sobre a ressurreição de cristo. Como muitos outros anteriormente a receção critica do filme foi moderada, mas mesmo assim ainda melhor do que a maioria dos filmes sobre a mesma tematica. Do ponto de vista comercial e com um publico alvo bem definido os resultados foram bem mais modestos, mas foi um filme que ganhou desde o momento em que conseguiu uma distribuição wide.
Sobre o filme, ao contrario da maioria dos filmes que acaba por ser uma debitação de frases feitas penso que este filme e ligeiramente mais corajoso na forma como tenta indicar uma investigação critica sobre a questao da ressurreiçao, esta abordagem mesmo sendo a mais corajosa que vimos em filmes deste ambito, nao e suficiente para nos levar para um cinema de qualidade razoavel, muito pelo contrário, o twist final da personagem e um desastre completo, sendo essa sequencia uma das que tinha que ser mais trabalhada no filme todo, e quando assim o é, o resultado final nunca pode ser positivo.
E na caracterizaçao e na unidimensionalidade das personagens que os filmes deste genero nao funcionam, pouco temos nelas para alem de um fundamentalismo que acaba por ser sempre negativo, e aqui ate nem temos propriamente um episodio negativo severo que faça as personagens mudar, temos apenas uma familia com forma de entendimento diferentes e a forma como a religiao potencia o amor. E nisso o alcance destes filmes principalmente na analise de um agnostico e claramente sofrivel. mesmo estando perante um filme sobre um jornalista reconhecido e premiado.
Por tudo isto penso que será um genero que cotinuará a brotar filmes, com os mesmos resultados modestos que este, que farão lembrar alguns actores de segunda linha com pouco trabalho, mas dificilmente pela sua basicidade de processos nunca vao resultar em grande obras de cinema.
O filme fala de um jornalista de investigaçao, que em face da dedicação da sua mulher a religião, contra o seu ateismo, tenta chegar a justificação cientifica da não ressurreiçao de deus, contudo as provas vão leva-lo precisamente ao contrario.
Em termos de argumento e um filme a todos os niveis pobre, principalmente nas personagens, pouco trabalhadas, e mais que isso pouto interessadas. mas o problema e o recheio de chavões religiosos que preenchem sempre estes filmes e que podemos sempre pensar que nada são do que doutrina pura.
James Gunn tem nos ultimos anos sido um realizador de serviço do genero, numa forma de carreira sem grande brilho, em filme pobres em termos produtivos, mas que acabam por ser simples nos procedimentos.
No cast dois actores que ja foram revelações mas que nunca conseguiram encontrar o seu verdadeiro espaço no cinema, desde logo VOgel, com um papel com uma caracterização fisica demasiado esteriotipada para a epoca, com poucos recursos dramaticos num filme que também nao os potencia, ao seu lado Christiensen que acaba por assinar a razão de não ter nunca sido uma primeira escolha


O melhor - Algum ponto da investigação

O pior - A doutrina que se tornam este tipo de filmes

Avaliação C-

Tuesday, August 15, 2017

Kidnap

Dois anos depois de estar pronto e principalmente depois de muitas datas de estreia finalmente este thriler com Halle Berry viu a luz do dia, sem grande expetativa, quase silenciosamente pese embora ainda tenha conseguido distribuição Wide. Os resultados muito pobrezinhos desde logo criticamente com avaliações essencialmente negativas embora não desastrosas, mas em termos comerciais o grande foco do filme os resultados foram simplistas, pese embora não sejam tambem eles catastroficos.
Sobre o filme nada pode ser pior para um filme do que ficar na gaveta muito tempo, desde logo porque o contexto se altera mas mais que isso porque o cinema vai mudando o seu teor, e as figuras ficam mais ou menos conhecidas. Este e um filme do mais simplista que pode haver todo o filme se centra numa longa preseguiçao de uma mãe em torno do rapto de um filme, sem muitas explicações ou porque, o que o torna demasiado minimalista e com claros defeitos neste particular.
Alias o unico ponto onde parece que o filme realmente funciona e na caracterizaçao do desespero sempre bem trabalhado na personagem de Halle Berry que mesmo sendo na maior parte do tempo repetitivo acaba por ser ao mesmo tempo realista no desespero, mesmo que o filme nunca se preocupe em dar mais da personagem ou da envolvencia, sendo que chegamos ao fim sabendo apenas que se trata de uma mulher de armas.
Por tudo isto parece me um filme a todos os niveis limitados, um filme que devido a ser muito vazio de conteudo deixa tudo nas mãos daquilo que o filme pode valer na intensidade das suas sequencias de acção, o que nao sendo um filme de primeira linha tem dificuldade de se fazer notar neste particular resultando um filme frouxo, sem grande intensidade, previsivel e pouco trabalhado, que se ve mas nunca se gosta
 A historia fala de uma mae solteira que ve o seu filho ser raptado em sua frente começando a seguir o carro que tomou posse do seu filho, numa luta sozinha contra um poder que ela propria desconhece.
EM termos de argumento algo que ultimamente esta na moda que e o minimalistmo narrativo, ou seja uma sequencia explorada ate ao limite sem grande preocupaçoa quer por personagens mas principalmente por surpresas narrativas, aqui temos uma sequencia que dura toda a dimensao do filme
Na realizaçao o realizador espanhol Luis Prieto tem aqui o seu filme mais significativo em termos de dimensao, sendo mais um hispanico a chegar a meca do cinema. O resultado e curto, num filme que depende em demasia das suas sequencias de acçao o filme nunca consegue brilhar neste ponto. Dificilmente tera outra chance com esta visibilidade.
Num filme com um cast curto, todos os pontos estao em Halle Berry, alias ela domina o filme, tem os lados mais exigentes, e funciona na forma como consegue transmitir o desespero, e percetivel que se trata do unico apontamento de primeira linha que o filme consegue ter.

O melhor - O desespero de Halle Berry

O pior - Num filme tao vazio de inovaçao as sequencias de acçao sao demasiado pobres

Avaliação - C-

Saturday, August 12, 2017

Baby Driver

Após as primeiras visualizações deste filme em festivais especializados as criticas ficaram de imediato arrebatadas com este pequeno filme com muita ação e mais que isso com um estilo proprio que conjuga um filme de sequencias de acção mais fortes com musica. Criticamente e ate à data um dos melhores filmes deste ano, sendo que comercialmente, e muito impulsionado por esta boa critica os resultados acabaram tambem eles por ser muito positivos.
Sobre o filme num ano em que a medicridade de grande parte dos filmes tem sido um denominador comum nas apostas dos diferentes estudios, e normal que um filme com uma abordagem original, com ritmo, com boas sequencias de acção, e com uma forma muito propria chame a atenção. E um filme de grandes momentos quer de realizaçao, quer de contexto de personagens sendo a mais valia completa do filme, a forma como a musica e introduzida em todos os momentos marcando para alem da originalidade algo bem vincado como o sublinhando.
Pese embora estes valores que fazem deste filme um dos mais originais, e criativos do ano, mas é um filme que vai do mais ao menos, o final em termos de argumento parece-me mais sofrido, desde logo pela escolha do vilao principal que me parece nem sempre ser o mais bem selecionado, mas tambem pela forma como no final constroi um happy ending que lhe tira algum conceito.
Mesmo assim é um filme com muito mais virtude que fazem o filme um conceito particular, original ritmado, e que é sem sombra de duvidas um dos melhores trabalhos de realizaçao do ano. E um filme que consegue ter um estilo e um carisma proprio, embora nos pareça que existem alguns pontos no filme que poderiam e deveriam ser mais potenciados.
A historia fala de um jovem orfão, que equilibra o seu lado mais carinhoso com a participaçao em grupos de assalto, que o leva a ligaçao com um grupo de criminosos que podera colocar em causa a sua forma de refazer a vida com um novo amor.
EM termos de argumento o filme vale pela originalidade da abordagem por uma ou outra personagem bem montada, pela forma como a musica e introduzida, mas parece ter alguns defeitos, no subaproveitamente de algumas personagens, e pelo demasiado idilico final
Edgar Wright e um realizador de primeira linha, principalmente pela forma como consegue dotar os seus filmes com grande estilo quer na abordagem musical mas mais que isso na forma dinamica com que consegue filmas as sequencias de acçao. Edgar Wright e um realizador de primeira linha e no futuro vai demonstrar mais essa capacidade.
No cast podemos dizer que Elgort funciona pela dictomia entre o lado mais duro e um lado mais sentimental, por outro lado no cast de secundarios parece que Foxx e Hamm sao os grandes beneficiados das suas personagens ao contrario de Spacey que acaba por ser o menos potenciado, o que acaba por ser um despredicio


O melhor – O estilo musical do filme

O pior – A forma como algumas personagens não sao aproveitadas


Avaliação - B

Friday, August 11, 2017

Everything, Everything

A ligação entre o cinema e a literatura sempre foi algo comum, e actual, ou seja mal surja um livro com registos interessantes de vendas, e uma questao de tempo ao mesmo ter a sua adaptação ao cinema. Foi isso que aconteceu com este filme, que sem grandes figuras acabou por conseguir uma expansao wide, que lhe permitiu resultados simples, mas consistentes tendo em conta o filme em si, mesmo que criticamente a mediania nao tenha servido de grande impulso para os resultados finais do mesmo.
Sobre o filme, um dos problemas principalmente da literatura de maior sucesso e que se tratam de livros apenas com uma vertente emocional ou romantica, pouco complexa, dai que os filmes que dai resultem acabem por nao poder ter muita maior abrangencia, acabando por facilmente se tornarem obras obvias que pouco ou nada puxam pelos seus interpretes e rapidamente se tornam previsiveis, sendo que este filme e mais uma dessas paixoes na adolescencia.
O unico ponto que acaba por dar ao filme alguma frescura ou mesmo alguma assinatura, centra-se logo na sua fase inicial e nas primeiras conversas ainda online, pela forma como as mesmas em termos de realizaçao sao levadas na imaginaçao para os planos construidos pela personagem, ai o filme consegue ter alguma dose de criatividade e alguma expressao criativa, algo que nao consegue ter no resto dos seus parametros.
Ou seja um filme emocional para adolescentes, sobre amor, sobre vida, que no seu twist acaba por ser demasiado previsivel, os poucos rasgos de diferenciaçao que o filme tem acaba por rapidamente desaparecer, e isso acaba por tornar o filme cada vez mais previsivel e simplista na forma como se encaminha para o fim. Mas cada vez mais se espera historias de amor real e tradicionais e esta e uma delas.
A historia fala de uma jovem que fruto de uma doença tem de ficar todo o tempo em casa, num espaço confinado, até que conhece pelo vidro um seu vizinho com quem começa a interagir  inicia um novo amor, que vai ser posto em causa pela sua condiçao
Em termos de argumento podemos dizer que na base o filme ate pode ser algo diferente, pelas caracteristicas ou condiçao da personagem principal, contudo com o passar do tempo os pequenos apontamentos diferenciadores do filme, vão desaparecendo, sobrando uma simplista e aborrecida historia de amor
Na realizaçao Stella Maghie e uma simples desconhecida que neste ponto acaba por nunca ter particularmente nenhum apontamento que subinhe o seu trabalho, é um trabalho simples, sem grande risco, mais vocacionado para a emoçao simples e para uma banda sonora no mesmo sentido.
Sem figuras de renome, todas as despesas do filme, ainda que poucas, iam para o casal de adolescentes, quase desconhecidos que tinham a seu cargo o protagonismo de um filme com alguma visibilidade. Penso que ambos são apagados, desprovidos de um carisma natural, num filme que nada lhes exige enquanto interpretes. Mesmo assim, penso que Stenberg funciona bem melhor do que Nick RObinson

O melhor - Os dialogos mentais contextualizados

O pior - A forma como o filme vai perdendo os seus apontamentos mais diferenciadores ao longo do seu tempo

Avaliação - C

Snatched

Quando este projeto foi anunciado o lado comico do cinema ficou com algumas expetativas principalmente porque juntava um dos realizadores com melhores resultados criticos dos ultimos anos com uma Amy Pohler que no seu ultimo filme tinha conseguido otimos recultados criticos e comerciais. Dai que foi com muita surpresa que quando as primeiras avaliações deste filme surgiram as avaliações tenham sido medianas com tendência negativa, o que tornou tudo pior o resultado e a receçao do filme junto do grande publico, ja que em termos comerciais o resultado esteve longe do esperado para um filme com ambiçoes comerciais como este.
Snatched e talvez a comedia com menos sentido e graça que vi nos ultimos tempos, alias a historia de base e tão pobre que mesmo quando surgem as tentativas de humor sexual adulto tipico de Amy Pohler tudo parece tão forçado que coloca que o filme careça de qualquer sentido, sendo no final apenas um conjunto de decisoes erradas que tornam este filme numa pior decisao produtiva que tenho memória.
Tudo no filme parece nao funcionar, desde logo Goldie Hawn que apenas surpreende pela forma fisica da sua idade já que nao tem carisma, nao tem graça, não tem ritmo, e a sua personagem basciamente nao existe para alem de mãe. Outras das personagens perdem por ser absurdas com sequencias sem sentido sem graça quer isoladas, quer no contexto de um filme cuja historia de base na essencia nunca e mais que um conjunto de scetchs de forma a potenciar Pohler. O problema e que mesmo o humor da actriz enquanto comediante e redundante e nada pior do que uma produçao de verao para tentar potenciar um valor que ela nao tem.
POr isto tudo e facil perceber que se trata não so de um pessimo filme mas mais que isso, de um dos piores filmes do ano, rapidamente ficamos com a sensaçao que o filme nao vai funcionar em nenhum dos seus aspetos e começamos a espera desesperante de que o filme acabe o que acaba por vir rapido ja que se trata de um filme de curta duraçao.
A historia fala de uma adulta, com a vida totalmente perdida depois de perder o namorado e o emprego que inicia uma viagem na companhia de uma mãe galinha que vai ser uma aventura pela america latina.
O argumento e um autentico vazio, na essencia nao se consegue encontrar um fio condutor do filme, uma historia de base para alem das sequencias basicas, mal planeadas e sem graça. Mas tudo fica pior quando o filme nao consegue ter uma personagem que funcione em termos humoristicos.
Levine surpreendeu nos seus dois primeiros filmes, contudo ja no seu anterior projeto natalicio as coisas nao tinham corrido tal bem com um humor rebelde mas que nao funcionava, mas aqui temos um disparate completo, o filme nao funciona na historia de base, na piada e na realizaçao, a continuar assim rapidamente estara a fazer filmes serie B.
No cast Amy Pohler e capaz apenas de um tipo de papel, e um tipo de humor, o que depois de apresentado deixa de ter graça porque se torna previsivel, e aqui o filme perde muito por nao ser novidade. Depois um autentico desastre no restante do cast, principalmente em Goldie Hawn

O melhor - A curta duraçao

O pior - Claramente a falta de graça

Avaliação - D-

Tuesday, August 08, 2017

Chuck

A vida dos boxeurs mais famosos do desporto já deu origem a diversos filmes, uns com clara definição de biografia, outros inspirados em vida real. O que poucos sabiam e que o filme mais conhecido sobre este desporto seria baseado na vida de um boxeur menos famoso, e que este filme aposta em fazer a sua real biografia. os resultados do filme foram positivos do ponto de vista critico pese embora não tenha sido um filme com ambiçao de premios quer maiores quer em pequenos festivais. Comercialmente a forma simples com que estreou acabou por não lhe potenciar grandes resultados.
SObre o filme, um dos problemas dos actuais filmes de boxe, é o numero elevado de filmes que pese embora nos tragam personagens diferentes do desporto, acabam sempre por ter vidas algos similares. Este nao é um filme que procura o desporto em si, mas mais a personagem, os seus conflitos, os seus defeitos, e se esta opção por um lado faz o filme mais real em termos de personagem, e mais humano, perde alguma da emoçao e espetacularidade que os combates e a incerteza nos mesmos acaba por dar em termos de dimensão do proprio filme.
Ou seja este é um filme de processos simples, baseado nas aventuras e desventuras da personagem, acaba por ter bons momentos principalmente na caracterizaçao da primeira relação de Chuck, os avanços e recuos da relação com a esposa, acaba por ser o lado mais bem trabalhado do filme, aliado a incapacidade da personagem lidar com a fama, atraindo o que de pior lhe trás. Contudo na fase final, e tendo em conta que a mulher da vida de Chuck acabou por ser Linda, tudo é demasiado rapido e pouco potenciado, para alguém que poderá ter significado o novo rumo da sua vida.
Ou seja um biopic de processamento simples, na maior parte do tempo um filme que acaba por se tornar algo previsivel, mas que tem bons momentos sustentado num plano real de uma personagem para além do desportista, bem interpretado e caracterizado, com o toque mais subtil e funcional de ser um filme dentro do filme, e normalmente isso tem sempre curiosidades interessantes.
A historia fala nos da vida de Chuck Wepner, a inspiração para a criação da personagem Rocky Balboa, passando pela sua vida pessoal, a forma como a sua carreira desportiva existiu e mais que isso a forma como lidou com o facto de ser a inspiração para o filme.
EM termos de argumento temos um filme com processos previsiveis, mais focado em elementos de vida do que o desporto, isto acaba por tornar o filme mais simples, mas mais emotivo, mais de relacionamentos pessoais. Aqui neste balanço nem sempre consegue ser equilibrado na gestao de tempo.
Na realizaçao o trabalho a cargo Phillipe Falardeau pode pecar por alguma simplicidade de processos, mesmo na sequencia de combate, uma abordagem tradicional, apostado em alguns momentos na caracterizaçao das personagens nunca é um filme muito visivel neste aspeto.
No cast Liev Schreiber tem um papel forte, fisico, com uma composição congruente e com algum grau de dificuldade. Podemos dizer que acaba com o passar do tempo por se tornar uma personagem algo repetitiva, mas é claramente o corpo central do filme, conseguindo apenas alguma sombra, numa personagem também interessante de Moss.

O melhor - Ir à vida mais que ao desportista

O pior - O desiquilibrio na gestao de tempo

Avaliação - C+

Friday, August 04, 2017

Diary of Wimpy Kid: The Long Haul

Um dos grandes problemas dos franchisings envolvendo adolescentes, é que ou todas as produções dos diveros filmes são planeadas de base, ou é necessário a determinada altura mudar o cast, porque os protagonistas cresceram e tornaram-se inoperantes para o filme. E quando isso acontece é muito dificil retomar os mesmos resultados. POde ser o que aconteceu aqui onde esta nova aventura de WImpy Kid, acabou por comercialmente ter resultados claramente inferiores aos seus antecessores, algo que também pode ter sido potenciado pela avaliação critica, claramente inferior à primeira fase do franchising.
Sobre o filme eu confesso que fui adepto principalmente do primeiro filme, que me pareceu ter sido muito interessante e feliz na escolha de cada um dos protagonistas. Talvez essa felicidade acabou por colar em demasia os personagens aos papeis e dificultou a tarefa daqueles que agora substituem, e o problema começa ai. Desde logo nenhuma das escolhas para Gregg e Roderick parece convencer, se no primeiro caso parece uma copia dos maneirismos de Zachary Gordon, no caso do segundo o resultado é mesmo destrutivo para uma personagem que é fundamental no lado humoristico do filme, e logo ai tudo o que é bem construido nos primeiros filmes cai por terra.
Mas não é apenas na mudança de cast que o filme é claramente inferior, também em termos narrativos o filme é francamente mais fraco do que os seus antecessores, que já vinha eles também a perder gas. Aqui temos uma road trip acidentada, com sequencias de um humor fisico repetitivo e acima de tudo completamente previsiveis, que nem sempre, ou melhor quase nunca funcionam, tornando este filme, algo que dá sempre a perceção de fail ao logo de toda a sua duração.
Ou seja dificilmente teremos qualquer tipo de possibilidade de com este cast revitalizar este projeto, primeiro porque em termos narrativos a historia não tem muito mais por onde evoluir, e por outro lado porque toda a gente ja percebeu que esta familia esta longe de ter o impacto do publico que os antecessores tiveram.
A historia segue o Wimpy Kid e a sua familia, agora numa road trip para o aniversario da avó, mas que o protagonista acaba por ter outros planos para tal viagem muito acidentada.
Em termos de argumento, tendo sido ultrapassada a surpresa inicial do primeiro filme, pouco ou nada poderia evoluir um projeto como este. Aqui temos a tipica road trip, esteriotipada em todos os seus conceitos e acontecimentos, com uma total ausencia ou preocupação com situações, dialogos e personagens.
Na realizaçao este filme ficou a cargo de David Bowers, alguem que vinha do mundo de animaçao e ja tinha sido o responsavel pelos dois filmes anteriores. O lado animado é menos potenciado neste filme do que nos outros, e isso tira alguma assinatura ao filme, que rapidamente se parece como mais um filme do pestinha ou uma sequela em decima linha de sozinho em casa. Não um filme para grandes virtudes, mas poderia ser feito mais.
E na escolha do cast que reside os grandes problemas do filme, Drucker limita-se a imitar o seu antecessor, Charlie Wright é um total erro de casting ainda mais na sua caracterizaçao, e mesmo os progenitores que poderiam funcionar em face de um passado mediatico, sao sempre caracterizados com maneirismos e com uma humor fisico para o qual não estão talhados.

O melhor  - Gosto da vertente de conjugação animada do franchising aqui residual

O pior - A forma como um franchising ate original se torna numa patetica comedia de domingo a tarde

Avaliação - D

How to be a Latin Lover

Pela segunda vez em menos de cinco anos, uma das figuras mais carismáticas do cinema mexicano conseguiu com comedias familiares e ligação com crianças ganhar algum protagonismo nos EUA conseguindo mais uma vez interessantes resultados de bilheteira, principalmente tendo em conta que se trata de um filme parcialmente falado em espanhol, com uma distribuição reduzida. Em termos criticos parece-nos um filme despreocupado em avaliaçoes e mais pensado para o publico, dai que a mediania dos resultados acabe por ser satisfatoria para os interesses do filme.
Sobre o mesmo eu já anteriormente tinha sido adepto da simpicidade de Instructions Not Included o filme mais conhecido do protagonista e que se tornou um sucesso instantaneo nos EUA. Este parece-me um filme que segue a mesma base, de uma comedia familiar de costumes, que tem sempre o lado emocional na forma como a personagem adulta se vai relacionando com a mais pequena. E um filme recheado de cliches de filmes familiares, mas acaba por com alguma simplicidade funcionar junto do publico, pelo seu ritmo, pelo seu humor simples mas continuo, e acima de tudo pela sua satira exagerada.
Claro que não é um filme que nos faz pensar, ou um poço de originalidade, alias rapidamente quando nos dão as entrelinhas do filme sabemos perfeitamente como tudo vai correr de principio a fim, pensando que muito do que vamos ver já nos foi mostrado noutros contextos, mas mesmo assim o filme consegue sem nunca ser uma comedia de piadas super funcionais, ser um filme bem disposto, e com uma mensagem pelo menos no que diz respeito a relaçao entre familiares positiva.
Mas é obvio que não e um filme dificil de fazer, um filme que depende mais no carisma dos protagonistas do que no guião ou realização em si, um filme que tem como lado menos interessante o ser muito colado ao filme anterior do mesmo protagonista, principalmente a esta dimensão, acabando por ter nenhum risco, mas numa era em que a repetição de temas e frequente no cinema, nao e neste pequeno filme que podemos condenar a estrategia.
O filme fala de um gigolo apostado em ser rico nas relaçoes com idosas, que a determinada altura fica sem nada tendo de ir residir para a casa de uma imrã, mãe solteiro, começando ai a relacionar-se com um sobrinho menor, a quem tenta incutir os principios de macho latino.
Em termos de argumento e um filme com um humor simples, familiar, e mais que isso que combina a comedia mais fisica, ou mais satirica. Nao e um poço de originalidade, e torna-se algo previsivel no seu desenvolvimento, mas parece que isto é comum em filmes com objetivos mais curtos.
O filme marca a primeira grande aposta de Ken Marino como realizador, um trabalho simples, com cor, mas não é na realizaçao que o filme adota qualquer risco, com excepçao de alguns planos apostados em fazer funcionar o lado mais fisico da comedia.
No cast eu confeço que Derbez funciona muito bem neste registo dual, de pessoa egocentrica e posteriormente na proximidade com crianças, consegue bem esta dictomia, sendo tambem um actor com reconhecidas capacidades para o humor fisico, sendo uma boa escolha para o filme. Também Hayek esta em bom plano para as necessidades do filme


O melhor - A forma como o filme consegue de uma forma simples chegar ao publico.

O pior - Muito parecido com Instructions Not Included

Avaliação - C+

Tuesday, August 01, 2017

Person to Person

Existem pequenos filmes que surgem em pequenos festivais, que algum tempo depois em cinemas muito selecionados acabam por ser lançados, sem percebermos muito bem qual a razão para tal aposta. Este pequeno filme da Magnolia Pictures que acabou por ver a luz do dia durante esta semana poderá ser um desses filmes. O resultado acaba sempre por ser o mais obvio residual resultado de bilheteira, e criticamente uma mediania que não o fez vincar nos diferentes festivais onde o mesmo acabou por ser lançado.
Robert Altman era o mestre dos filmes com historias paralelas, na forma como no final o toque entre as personagens acabava por ter todo o sentido do filme. Muitos foram aqueles que tentaram segui-lo uns com mais sucessos outros com menos. Aqui temos um misto entre aquilo que Altman fazia de melhor e aquilo que Allen fez durante anos com Nova Iorque, mas o resultado é claramente inseguro, pouco intenso e mais que isso pouco coeso.
O interesse de fazer um filme com multiplas historias e elas terem um significado juntas, pois bem este filme nunca consegue ter esse ponto, chegamos ao fim e nao conseguimos perceber porque razao algumas historias sao conjugadas no mesmo filme, e isso é uma das criticas mais ferozes que se pode fazer a um filme assumidamente com esta estrutura. O outro problema do filme esta na sua curta duração, para um filme fragmentado esta aposta, acaba por ser demasiado curta, porque o pouco tempo determinado a cada segmento acaba por nunca permitir que as historias tivessem grande evoluçao, contudo tambem me parece que elas também em si não teriam assim tanto espaço de manobra.
Ou seja um daqueles filmes simpaticos, sobre vivencias do dia a dia, mas claramente um filme inferior no genero onde se quer envolver. Parece mesmo que a determinada altura o filme apenas pensa em dar o lado mais naif das suas personagens, acabando de uma forma pouco significativa para a maioria delas. O lado positivo é ser Nova iorque e o lado intenso daquela cidade.
A historia fala de diversas personagens durante um dia na cidade que nunca dorme. Um amante de msucia que compra um vinyl falsificado, um individuo depressivo que coloca as fotografias da ex namorada despida, na internet, uma adolescente com dificuldades de assumir a sexualidade, e uma novata a entrar no mundo do jornalismo sensacionalista.
Em termos de argumento ao ser um filme repartido tem sequencias mais funcionais umas que outras. Aqui parece-me claramente que o lado da investigação é o mais coerente, e o mais trabalhado, sendo que alguns dos restantes são basicos demais para entrarem num filme como este.
Na realizaçao Dustin Guy Defa e um pleno desconhecido, nota-se um gosto por nova iorque menos visivel, na forma como contextualiza as sequencias dentro desta cidade. Nao e um filme sempre bem montado e os paralelismos entre sequencias acabam por nao existir. Demasiado simples para qualquer referência.
Em termos de cast actores com papeis curtos, a maior parte deles completos desconhecidos, o maior destaque vai para Tavi Gevinson no seu lado mais androgena que acaba por ser bem caracterizado, o lado negativo para Michael Cera, a figura mais conhecida do filme, mas que nao consegue mudar o registo, que demonstra bem as suas limitações, e que o direcionaram para uma carreira muito mais básica.

O melhor - Nova Iorque menos conhecida

O pior - Este tipo de filmes tem de ter um significado mutuo entre historias

Avaliação - C-

Monday, July 31, 2017

Valerian and the City of Thousands Planets

A carreira de Luc Besson é uma autentica montanha russa, ora colecionando os maiores sucessos da europa quer como realizador como produtor, bem como acabando por se tornar um epicentro de grandes projetos mas que dificilmente consegue imperar no competitivo mundo dos blockbusters. Este ano penso que este era o seu projeto maior, quer em termos tecnicos quer mesmo em termos mediaticos. Contudo as avaliações essencialmente medianas acabaram por não servir de uma alavanca, num filme com muitas dificuldades principalmente no sempre complicado universo hollywoodesco.
Sobre o filme eu confesso que quando vi o trailer pensei que teriamos um filme grandioso, pesado, de lutas interminaveis e que o unico ponto que o filme queria era trabalhar os efeitos especiais de ponta. Dai que o filme tenha sido neste particular uma surpresa agradavel, pelo seu caracter descontraido, e por ter como objeto central mais uma compoente de entertenimento a diversos niveis, com o teor claramente juvenil, do que propriamente uma fogueira das vaidades em termos de inovação tecnologica.
Dai que me pareça que um dos grandes defeitos do filme é ter um trailler demasiado serio, caso contrario iriamos pensar desde logo que iamos para um filme simples, juvenil, intergalatico, com um humor moderado, mas com um ritmo interessante e que prefere ir as interações simples das personagens muito mais do que as exastivas sequencias de acção. Por isso podemos dizer que mesmo sendo um filme sem grande qualidade é bem melhor do que a encomenda.
Mas claro que tem alguns defeitos, em termos de realismo, a forma como as sequencias de acção e o nivel produtivo de alguns pontos ainda estao longe do que por exemplo os melhores estudios americanos conseguem fazer. Mesmo fazendo o mea culpa de ter visto o filme em 2d, parece obvio que existe algumas sequencias com um potencial enorme e que o filme parece por vezes ter algum receio de as potenciar ao maximo, como a sequencia do grande mercado.
O filme fala de um casal de agentes do espaço que tem de tentar encontrar um estranho ser capaz de produzir perolas, contudo rapidamente percebem que este ser é a base de um acontecimento historico que colocou em causa um planeta, com principios no minimo duvidoso.
Em termos de argumento o filme está longe de ser um poço de originalidade, é sim na maior parte do tempo um filme com os principios elementares do entertenimento e pouco mais. As personagens são descontraidas, os dialogos sempre com um teor bem disposto e isso faz o ritmo aumentar, mesmo que a historia de base seja demasiado complexa para um filme desta natureza.
Luc Besson é um icon do cinema europeu, a sua excentricidade com o espaço deu luz talvez ao seu melhor filme, o QUinto Elemento, e aqui temos um bocadinho desse filme, na extravagancia, em algumas sequencias e mesmo no registo. GOsto desta etiqueta dele como realizador e que descontroi o cinema de ação repetitivo que lhe deu nome como produtor.
No cast o filme tem alguns problemas DeHaan e um actor com recursos mas nao parece ser talhado para heroi de açao, falta-lhe naturalidade e empatica, mesmo que seja um actor de primeira linha para outro tipo de objeto. Delavigne e a actriz/modelo, poucos recursos, mais presença do que habilidade, num filme que poderia também aqui ter alguem com mais empatia com o publico. Por fim Owen um vilao frouxo, mais pela personagem do que por ele.


O melhor - O trailer ter descido as expetativas

O pior - A nivel tecnico poderia ser menos digital e mais real

Avaliação - C+

Friday, July 28, 2017

The Ottoman Lieutenant

Se existe tema que no inicio do presente ano acabou por estar na voga em alguns estudios norte americanos, foi o conflito entre o exercito ottoman e os rebeldes, no conflito existente na Turquia. Num tema polemico e que ainda hoje  não está bem defenino em componentes historicos normalmente a critica tem algumas dificuldades em aceitar os filmes e mais uma vez este foi totalmente recusado com avaliações essencialmente negativas. Comercialmente o filme não existiu perdendo essa visibilidade para The Promise, e mesmo este teve longe de ser um filme de sucesso em termos comerciais.
Sobre o filme podemos dizer que mais que falar sobre o conflito, o que esteve na moda em termos destes filmes foi trabalhar triangulos romanticos. Trata se de um filme assumidamente de segunda linha, quer em termos produtivos, sempre com pouca intensidade ou com sequencias fortes, e mesmo em termos romanticos e um filme pouco trabalhado que tenta criar romantismo com sequencias longas e musicais em que as duas personagens estão longos periodos sem grandes dialogos e mais interações fisicas.
O grande problema do filme acaba por ser na pouca força e na pouca dimensao das personagens, todas demasiado básicas e com poucas linhas narrativas. Em termos romanticos o filme pese embora tente ser um triangulo claramente só acaba por ter uma linha reta já que o restante acaba por nunca conseguir ser na realidade potenciado, e isso acaba por tirar ao filme a intensidade dramatica e sentimental que um filme como este exigia, já que em termos produtivos tem dificuldade em fazer render o lado grandioso da batalha.
Assim, um claro filme de segunda linha nos diversos aspetos que tenta tratar, por um lado não tem meio nem dimensao para fazer funcionar o lado cenico dos conflitos, e por outro lado no prisma romantico, pouco mais que o simples consegue ser, nunca conseguindo dar dimensao na duvida que é sempre essencial para fazer funcionar qualquer triangulo amoroso.
A historia fala de um jovem americana que com gosto pelo voluntariado decide ir ajudar um hospital daquele pais instalado na Turquia em pleno conflito Ottoman. Aqui acaba por apaixonar-se por um tenente do exercito ottoman, enquanto um medico do seu hospital desenvolve uma paixao por si, que tudo fica mais condicionado com o ecluidir do conflito.
Em termos de argumento parece-me um filme claramente limitado, nem sempre potencia o seu epicentro, principalmente no que diz respeito às relações amorosas, e por vezes acaba por nao seguir determinadas linhas narrativas que forma, o que é claro significado que está longe de ser um argumento competente.
Em termos de realizaçao o experiente Joseph Ruben, tem aqui um filme que me parece com poucos meios, em termos de cenarios ate pode ter um ou outro ponto compenten, mas nas sequencias de guerra e combate e sempre muito modesto, demonstrando não ser um filme de primeira linha de um realizador experiente mas que há muito tempo esta longe da ribalta.
No cast, más escolhas do lado masculino Huisman e Harnett são actores limitados e aqui demonstram mais uma vez isso, deixando todo o protagonismo para Hela Hilmar, uma actriz menos conceituada mas que acaba por ser a mais competente no filme, mesmo sem grande brilhantismo.


O melhor - Alguns cenarios

O pior - O filme ter diversos problemas de filmes pequenos

Avaliação - C-

Tuesday, July 25, 2017

To the Bone

A netflix enquanto produtora de filmes constatou que Sundance poderia ser uma excelente porta de entrada, acabando por lançar diversos filmes em competiçao, tendo inclusivamente ganho o premio principal com uma das suas apostas menos fortes. Uma das suas grandes apostas foi este filme sobre o mundo da anorexia, que agora viu a luz do dia. Potenciado com criticas maioritariamente positivas e pelo tema em si, o filme acabou por ter alguma relevancia pese embora seja sempre dificil ter um barometro para os produtos de cinema Netflix.
Sobre o filme a anorexia e a tentativa de entrar dentro da cabeça de uma doente deste genero e um desafio para qualquer filme, pela forma com que estes doentes entram numa realidade completamente paralela. Nisto o filme pese embora tenha boa vontade em tocar no tema, em ir a fundo em algumas questoes acaba ainda por ser um filme colorido na forma como consegue revestir uma historia de amor, e mais que isso na forma como acaba tambem por ser um filme carinhoso a positivo na mensagem final, o que nem sempre acontece.
Se do ponto de vista da forma como o filme trata do tema central ate penso que o filme e competente, ao dar diferentes explicações, na forma como no centro de tratamento temos diversas formas de agir perante a doença, penso que o filme perde um bocadinho de impacto na forma pouco real com que caracteriza as personagens, distanciando-as para escolhas diferentes e para contextos de vida quase que como a justificar a razão da doença, e nisso penso que o filme deveria ser menos juvenil e mais duro.
Mesmo assim num tema que nem sempre e tratado com mediatismo, temos aqui um filme direcionado para os mais jovens com o ritmo apropriado para eles, que suaviza alguns aspetos para se tornar mais cinematografico, mas que não deixa de ter o seu valor enquanto denuncia, mesmo que em termos de obra em si seja mais uma historia de vida igual a muitas.
A historia fala de uma jovem que sofre de anorexia que acaba por ir ao limite durante um tratamento numa casa com pessoas com diferentes patologias alimentares. Aqui vai tentar encontrar uma razao para comer, ou seja para viver.
Em termos de argumento o filme vale muito mais na sua mensagem central, do que propriamente por aquilo que vale nos aspetos especificos do argumento. Principalmente na caracterizaçao das personagens penso que o filme liga o complicador, tentando encontrar nas personagens secundarias algo que fosse a razao, ou pudesse ser a razao de tudo o resto.
Na realizaçao Marti Noxon mais ligada a televisao, tem aqui um registo de realizaçao mais televisivo do que propriamente com grandes rasgos criativos. Temos de pensar que e um filme pensado em televisao e ser menos exigente nos seus pressupostos, ainda para mais em alguem mais ligado a escrita.
Era no cast que estava o maior desafio do filme concretamente em Lily Collins uma actriz ainda ligada a filmes mais pequenos juvenis, que tentou aqui dar um salto. O resultado sem ser deslumbrante ao contrario de outros filmes com tematica e exigencia fisica semelhante, acaba por ser competente, e demonstra a existencia de capacidade para pelo menos crescer no futuro, numa ambiçao de uma carreira maior. No restante pouco a sublinhar.


O melhor – A forma como tenta entrar dentro da anorexia

O pior – Por vezes o filme cai em cliches contextuais


Avaliação - C+

Sunday, July 23, 2017

Dunkirg

Christopher Nolan deve ser na atualidade o realizador com a maior legião de fãs principalmente entre os mais novos, depois de uma carreira que nos ultimos vinte anos foi colecionando sucessos que teve o seu epicentro numa triologia unica de Batman que rapidamente pareceu tornar o realizador num midas da setima arte. Agora na sua primeira abordagem do cinema de guerra, rapidamente se percebeu que a critica acabou por lhe dar uma uninimidade que apenas em Dark Knight conseguiu com avaliaçoes de primeira linha, que rapidamente o conduziram como sendo apontado como um dos favoritos aos longuiquos premios. Comercialmente e estando ainda numa fase de estreias os resultados parecem principalmente nos EUA muito consistentes.
Sobre o filme eu sou um fã de Nolan, principalmente na capacidade de juntar argumentos surpreendentes de primeira linha com produçoes grandiosas. Neste filme tinha o ingrediente de ter um sempre complicado filme de guerra, que acaba por torná-lo pela sua simplicidade e pelo realismo das sequencias, epico, um dos melhores filmes de guerra que temos memoria, e mesmo sendo um filme que na sua maioria e silencioso, sem personagens e um filme que no filme consegue ser ao mesmo tempo grande e emotivo.
No plano tecnico o filme e irrepreensivel, sem ser daqueles filmes completamente realistas na dor, e no sangue, e um filme que nos coloca no epicentro do conflito daqueles filmes que parecem rapidamente tornar todas as personagens presas a um destino final, e nisso o filme e brilhante quer no som, quer no contexto de imensidão que se cria. Depois o simbolismo historico que esta em causa, que tem aquele lado epico que todos os filmes querem ter.
Por isso facilmente podemos dizer que temos uma obra de excelencia de Nolan, embora eu pessoalmente perfira o ver noutros registos, com personagens maiores, e mais que isso com filmes que dem a possibilidade da surpresa na intriga. Aqui temos menos argumento embora a força como o filme de diversas faces do conflito em cada personagem acabe por ser significativo na forma como o filme sublinha a sua mensagem
A historia fala de diversos lados na celebre batalha de Dunkirk, mais concretamente quer na missao de resgate, no significado da mesma, mas mais que isso dá nos um exemplo dos diferentes planos dos intervenientes.
Em termos de argumento não sendo o filme um poço de criatividade na abordage, temos um lado maduro assinalavel, na forma com que cada opçao tem como base dar uma prespetiva do conflito, num filme quase sempre silencioso, mas que isso da primazia aquilo que quer transmitir, que é a condiçao de sobrevivencia humana.
Em diferentes registos já todos perceberam que Nolan e um prodigio na forma como consegue que todos os filmes sejam obras de referencia em algum aspeto, aqui principalmente no som, e naquilo que ele transmite o filme e brilhante bem como algumas sequencias de Live Action. Nao me parece o melhor ou mais surpreendente trabalho do realizador, mas e claramente mais um filme de merito na sua carreira.
No casto, este não é um filme para grandes interpretações pois a historia esta demasiado partilhada, mesmo assim o protagonismo de um desconhecido Fionn Whitehead acaba por ser surpreendente, ele tem um papel estranho, apagado sem grande peso dramatico, que alias as personagens acabam por nunca ter tirando um ou outro momento silencioso de Rylance, Branaghan e Murphy. É um filme que exige um cast compentente, que tem mas não necessita de grandes interpretações-


O melhor – A forma como o filme transmite cada momento ao espetador sem grande aparato.

O pior – Eu pessoalmente gosto dos filmes do Nolan que me surpreendam narrativamente


Avaliação - B+

Saturday, July 22, 2017

Wakefield

O cinema por vezes tem alguns fenomenos que pouco entendemos, principalmente quando bons actores em bons argumentos acabam por redundar num filme quase desconhecido que é lançado com um ano de atraso e que não consegue vingar comercialmente perante uma distribuição reduzida, mas pior que isso acaba por ser um filme que ate consegue chamar a si criticas positivas. Este foi o caso deste particular filme que os mais desatentos nem sequer vao chegar a conhecer.
Sobre o filme, uma das coisas que pode ser mais valorizada no cinema atual, e a forma muitas vezes de uma historia simples de um personagem se consegue fazer algo diferente sem necessitar de grandes efeitos especiais e mais que isso quando tudo tem origem num bom conceito bem trabalhado. E o caso deste pequeno filme sobre alguem no limite mas que começa a assistir a sua vida de bancada. Neste particular reside o grande trunfo de um filme que no restante basta cumprir para fazer uma ideia pelo menos diferente funcionar.
Uma das criticas que com razao se pode apresentar ao filme e a forma como o mesmo acaba por ser repetitivo apos a ideia, a forma como alguem pode estar tao longe e tao perto, algo que acabaria por ser pouco vermosivel, mas que o filme acaba por potenciar de uma forma bem montada para fazer sublinhar a sua ideia global. Para alem de uma boa ideia potenciada muito por ela propria e tambem um filme que aposta num actor de primeira linha que nas suas diferenças acaba por permitir uma interpretaçao de grande intensidade.
Por isso mesmo, e não sendo uma obra prima e claramente uma das obras mais competentes que vi neste ano, não so pela tematica em si, mas mais que isso pela forma, pela dificuldade de execuçao e por no final ser um filme diferente de muito que vimos. Podemos dizer que por vezes o filme cai no caricato de algumas situaçoes mas isso acaba por ser necessario tendo em conta a historia que se quer contar.
A historia fala de um sucedido advogado, com uma familia estruturada, que acaba por num dia abandonar a sua vida, escondendo-se de todo o mundo num sotao, sem nada dizer do seu paradeiro. Na altura em que a sua falta acaba por ser constatada ele assiste da janela do sotao ao retomar da sua familia a vida sem a sua presença.
Em termos de argumento o filme tem uma ideia de base muito interessante e original, que acaba por produzir com competencia, mais que com mestria. O filme funciona bem nos flashbacks porque acaba por uma forma dimensional caracterizar e bem as personagens que o filme trata e que sao observadas sempre na percepçao de uma outra.
Robin Swicord é mais que uma realizadora uma argumentista com alguns meritos, e aqui e neste patamar que ela chama mais a atençao pela construçao de uma boa historia baseada numa short story. Em termos de realizaçao pouco trabalho deixado a primazia para os outros elementos como elenco e argumento.
No elenco o filme e totalmente dominado por um Cranston em excelente forma, um actor intensdo, multifacetado, capaz da mais intensa sequencia dramatica ate um humor quase infantil, neste filme tem espaço para tudo. Perde em alguns momentos por uma caracterizaçao exagerada. O filme e de dominio de uma personagem não deixando grande espaço para os secundarios principalmente Garner.

O melhor – O argumento

O pior – Em alguma execução do filme poderia ser mais mestria do que competencia por si so


Avaliação - B

Unforgettable

Os thrillers obsessivos foram durante vários anos um conceito muito utilizado para tentar vender alguns filmes com argumentos menos trabalhados mas mais que isso conseguiu dar espaço a algumas atrizes a todos os niveis menos relevantes. Pois bem em 2017, e depois de diversos anos em desuso surgiu um filme com esses pregaminhos. Pese embora tenha conseguido ainda alguma expansao nos cinemas as pessimas criticas acabaram por o conduzir para um floop rotundo com resultados comerciais muito escassos que demonstram bem que pelo menos em titulos mal trabalhados o publico não está muito virado para o genero.
Sera redutor dizer que os Thrillers sobre obsessões relacionais não funcionam, o problema do genero é que quando mal trabalhado e articulado, surgem filmes de muito baixa qualidade, que tem como maior problema nada parecer encadeado, e tudo parecer demasiado previsivel. E aqui temos essas caracteristicas de cima abaixo, quer na relação central e na forma como a mesma e caracterizada, quer no passado escondido, mas acima de tudo na forma como todo o esquema e agendado pela vilã de pessima qualidade.
Um filme com este particular mais que depender da forma como a quimica entre o casal central se faz, depende muito do carisma e do interesse da personagem central, o problema e que nem Heigl e actriz para grandes voos, bem como a sua personagem na maior parte do tempo não existe sendo um manquim com impulsos assassinos e obsessão interminável, mas que não conseguimos perceber o motivo, ou mesmo parece demasiado teatral e sem carisma para um filme como este.
O resultado e uma obra completamente previsivel de inicio a fim, que mais que isso acaba por ser mal trabalhada nos detalhes, tornando-se por vezes mesmo absurda na forma como as personagens se relacionam, no argumento mal articulado e na forma como tudo parece colado sem grande sentido. Num cinema onde cada vez mais se tenta projetos versateis e criativos parece obvio que este filme e demasiado fraco para qualquer tipo de novo voo.
A historia fala de uma jovem que inicia a vida com o seu novo namorado, numa habitação proxiima da ex-namorada do mesmo e mãe da filha daquele. Contudo tudo começa a correr mal, perante a obsessão da ex-namorada em terminar o seu relacionamento, ainda para mais quando descobre o seu passado.
Em termos de argumento o filme é um desastre completo, personagens do mais basico que assistimos, dialogos e sequencias apenas de base em qualquer filme, e mais que isso uma intriga previsivel e pouco criativa, dao este argumento como um dos menos interessantes do ano.
Na realizaçao Denise Di Novi, produtora de diversos filmes de sucesso ao longo do tempo aventurou-se na realizaçao, sendo o resultado despropositado numa carreira tao consistente noutros papeis. Provavelmente ficará por aqui uma aventura que nunca deveria ter existido.
No cast, se relativamente a Heigl nunca achei as suas qualidades como actriz suficientes para um primeira linha de hollywood pelo que papeis com esta falta de eficacia não me surpreendem, Dawson parece-me com mais capacidade, mas que nos ultimos ano tem dificuldade em encontrar o seu espaço claro nos filmes de primeiro plano, e com estas escolhas tudo ficara mais dificil.

O melhor – Tentar renovar um genero que já teve grandes filmes.

O pior – Ser do pior que o genero alguma vez trouxe



Avaliação - D-

Thursday, July 20, 2017

Phoenix Forgotten

Quando se pensa que o efeito de copia do projeto Blair WItch terminou eis que das profundezas do cinema surge mais um titulo com o mesmo padrão e o mesmo efeito, mudando apenas o contexto. Neste filme tinhamos apenas o aliciante de ser produzido pela Scott Free a produtora de Ridley Scott. Contudo apos o lançamento que surpreendentemente ainda conseguiu expansao wide, percebeu-se que seria um filme completamente indiferente, primeiramente em termos criticos onde a avaliaçao foi quase sempre muito negativa, mas tambem comercial, onde os resultados são apenas residuais para um filme que acabou por conseguir expansao wide.
Sobre o filme, eu confesso que fui um dos poucos fas do primeiro blair witch projecto, principalmente pelo markting e mais que isso porque era uma forma completamente nova e original de fazer cinema e terror. Contudo de imediato pensei que poderia aqui ser aberto uma forma de cinema que poderia resultar em muito lixo como acaba por ser este filme. Ou seja a base do filme é igual a blair witch project, com a diferença que introduz as personagens proximas de um dos jovens vinte anos depois, numa trama que posteriormente e completamente abandonada, e torna-se num fenomeno mesmo paranormal as razões de tal esquecimento, e uma das opçoes mais absurdas que ja assisti no cinema.
De resto o comum neste genero, que assim ja podemos caracterizar, ou seja, o tipico filme onde o horror vai entrando em gradiente, mas que de imediato com a introduçao do filme percebemos onde o filme nos vai conduzir. Alias e daqueles filmes que esperamos pelos cinco minutos finais para realizarmos que tinhamos razao e que tudo acontece como no livro. Por isso e facil para mim perceber que se trata a todos os niveis um filme que nada traz de novo ao cinema, a nao ser uma repetiçao da ideia em quase todos os segmentos que ja foi usada e abusada.
Normalmente estes projetos nao chamam grandes produtores ou realziadores, e com excepção de Paranormal Activity todos foram meras repetições do primeiro projeto, mudando apenas o oculto, mas de todos parece-me que este acaba por ser o que se da a menos trabalho de dar qualquer coisa diferente a si proprio, sendo uma copia total, com menos graça e piores actores e que substitui a bruxa por ets.
A historia fala de tres jovens desaparecidos, que vinte anos depois começam a ser procurados a fundo pela irma de um deles, que decide fazer um documentario sobre o irmão, quer vendo as gravaçoes que ele vinha a efetuar, mas principalmente observar a descoberta de uma camara que pode ter a noçao clara do que aconteceu.
Em termos de argumento temos um projeto blair witch com ligeiras alterações e sem a capacidade de colocar terror psicologico. Muito igual a um filme anterior para pior, sem a capacidade de dar qualquer tipo de dado novo, demonstra bem a falta de ideias que existe neste momento em alguns projetos de hollywood.
Na realizaçao um projeto completamente novo de Justin Barber um completo desconhecido que teve aqui o seu primeiro filme de longa duração e cujo resultado e completamente indiferente para o cinema. Nao sera com este filme que conquistou qualquer espaço de referência.
Por fim no cast, puros desconhecidos que assim permanecerão, ja que se existe genero que acaba por nada potenciar carreiras é o terror ainda mais filmado desta forma.

O melhor - A recepção comercial e critica inexistente

O pior - A forma como se vao repetindo ideias e argumentos em hollywood

Avaliação - D-

Tuesday, July 18, 2017

Blind

Uma das maiores dificuldades numa carreira de hollywood é saber envelhecer, principalmente quando ao longo do tempo as carreiras são mais sustentadas no aspeto fisico do que propriamente nas qualidades enquanto interprete. Esse poderá ser um dos problemas que Demi moore encontra neste momento pese embora ainda consiga surpreender pelo seu aspeto jovem. Este é um filme que a faz reunir com outros actores do seu tempo, um filme que estranhamente ainda conseguiu alguma distribuição, pese embora os resultados comerciais residuais mas que criticamente foi um desastre completo, com avaliaçoes pessimas.
Sobre o filme, é estranho por vezes perceber como é que um filme com todas as caracteristicas de um telefilme se diferencia por vezes entre outros e consegue distribuição. neste caso esta pergunta torna-se mais facil pelo facto do realizador do filme sem dono de uma companhia de distribuição. Sobre o filme é claramente um serie B assumido, daqueles filmes padrão com tudo parecido a muitos outros do principio a fim, quer na questãoa amorosa central num filme romantico tipico, mas em tudo o resto, na intriga paralela, na forma como tudo é demasiado dado sem grandes explicações, ou seja, um filme tipico de DVD e um pessimo filme para cinema.
Alias o controlo das diferentes intrigas ao longo do filme é mesmo algo de completamente incompreensivel em cinema, a forma como vai lançando diversas historias paralelas, para no fim as abandonar e so querer saber da historia de amor. Entre muitas outras coisas temos um homicidio por resolver, uma relaçao professor aluno, que tem destaque ao longo do filme, mas que no final é completamente abandonada sem qualquer tipo de resolução.
Ou seja daqueles filmes que no final apenas conseguimos perceber dois objetivos completamente falhados, por um lado tentar dar a ideia que Alec Baldwin ainda podia ser o heroi romantico de outros tempos, quando tinha menos quarente quilos, e a sua carreira era claramente diferente. E por outro lado demonstrar que mesmo perto dos 60 anos Demi Moore continua a boa forma fisica, o unico ponto do filme que poderá ainda ser concretizado, ja que tudo resto é de uma pobreza de ideias que já não deveria ter lugar num cinema de primeira linha.
O filme fala de uma mulher de um empresario corrupto, que apos a prisao do mesmo, tem que efetuar serviço comunitário numa instituição para cegos, onde conhece um escritor e professor, marcado pela morte da mulher com quem começa a interagir iniciando uma relaçao de amor com o mesmo, que ira por em causa todo o seu estilo de vida.
Em termos de argumento é facil perceber que este é o tipico filme romantico dos anos 80, da relação conflituosa até ao amor, da forma como o outro lado é de uma forma esteriotipada a pessoa sem escrupulos, e principalmente um humor que tenta ser, mas nunca passa disso. Por isso e facil perceber que se trata de um filme pouco ou nada interessante narrativamente.
Na realizaçao Michael Mailer, produtor de diversos filmes marcou aqui a sua estreia na realizaçao com muito pouco sucesso, um pouco na vertente da forma como normalmente produzia filmes alegadamente romanticos em paisagens idilicas. Aqui muito pouco de referente, para alem da ultima sequencia na costa francesa.
No cast, Baldwin e obviamente neste momento um actor que funciona bem em comedia, tendo dificuldades em tudo o resto. Aqui temos isso, ou seja um alegado intlectual cego, numa personagem vazia, e cheia de maneirismos, que em nada altera a forma do actor funcionar em termos dramaticos onde teve sempre grandes dificuldades. Demi Moore, atualmente pouco mais é do que o passear das suas plasticas algo que tambem nao e distinto da maior parte dos seus papeis.

O melhor - Eze no final.

O pior - Como um filme deste consegue distribução

Avaliaçãio - D-

Sunday, July 16, 2017

The Promise

Não poucas vezes alguns filmes são completamente devorados pela conjetura policia que os acompanham. Todos sabiam que no momento em que alguem decidisse fazer uma grande produção sobre o genocidio armenio a polemica estaria no ar, e possivelmente o resultado e a recepção ia ser de extremos. Logo se percebeu isso no momento em que este filme foi exibido no festival de toronto, existindo aqueles que glorificaram a coragem e aqueles que contestaram a realidade. Talvez por isso a avaliação critica ficou no meu com criticas bipartidas que acabaram por tirar o poder que penso que Terry george chegou a pensar em obter neste filme. Muito por culpa disto e fora da corrida pelos premios antes da mesma iniciar o filme acabou por estrear este ano de uma forma muito modesta, mostrando que ainda existem barreiras claras para alguns temas.
Sobre o filme, podemos dizer que o mesmo é normalmente um filme emotivo, sobre um acontecimento historico importante, que mesmo com todas as duvidas politicas existentes esta pensado de forma a pelo menos no plano emocional agradar a toda a gente, e mais que isso denunciar com convicção um dos aparentes episodios mais negros da humanidade.
Neste particular o filme tem essa coragem e esse abrir de fronteiras. Analisando o filme em si parece-me que lhe falta alguns pontos que se tornam importantes num filme como este, desde logo o detalhe espacial, tudo parece muito facil de se encontrarem e de se perderem. Mas mais que isso o ponto do filme que me parece pior trabalhado e o triangulo amoroso, onde ficamos sem saber o que cada um pensa, ou sequer se alguma vez pensou. Isso parece-me demasiado bonito para o desenvolvimento da forma que o filme quer dar, mas completamente desfazado da realidade, e para o filme que quer denunciar um facto historico, parece-me um erro de principiante.
Ou seja mesmo sendo um filme com um claro erro de escolha de uma parte dos conflitos na minha forma de ver, é um filme com peso, emocional, que consegue comunicar de uma forma fácil e direta com o publico, mantendo um bom balanço de ritmo. Nem sempre e um epico de grandes dimensoes, mas consegue-o ser, num genero sempre exigente.
A historia fala de um estudante de medicina que para estudar acaba por se enquadrar no estado ottman, até ao momento em que o mesmo aproveitando a existencia da primeira guerra mundial começa a aniquilar todos os armenios, inclusivamente o protagonista e toda a sua familia, iniciando uma luta pela sobrevivencia com a ajuda de um casal, constituido por uma professora de dança e um jornalista americano.
Em termos de argumento se por um lado o tema, a discussão existente a volta dele a forma como assume o seu ponto de vista e corajoso, na historia dentro da historia o filme e mais cobarte, a forma como gere as relaçoes amorosas do filme, importantes na intriga, retira o filme de qualquer tipo de realismo.
Terry George e um realizador policito e emotivo, mas que nos ultimos tempos tem tido muita dificuldade em recuperar a fama e os valores de outro tempo. Aqui com um filme grande o resultado parece escasso para o investimento, mesmo com magnificos planos contextuais o filme nunca adopta um registo plenamente original.
Um bom cast, num filme na maior parte do tempo bem interpretado, Isaac tem as despesas interpretativas do filme, e com algum destaque quando o filme lhe exige mais dramatismo. Bale, num papel menos vistoso, algo que nem sempre e comum na sua carreira, e Le Bon tem a seu lado o ponto de vista emocional, que encaixa nos pontos necessarios do filme, sem grande destaque.

O melhor – A questão do genocidio

O pior – O trinagulo amoroso e o seu desenvolvimento


Avaliação - C+

The Mummy

Com o sucesso inultrapassavel da Disney e da Marvel com o seu universo de super herois, era uma questão de tempo até outras produtoras testarem o mesmo. Este filme marcava a tentativa da Universal criar o mundo dos monstros, iniciando com uma aposta grande neste remake da mumia, que chamava à atenção por ter chamado a si um protagonista do tamanho de Cruise. Os resultados tiveram de imediato um precalço no momento em que as primeiras avaliações criticas surgiram com resultados muito pobres. Para alem disse o filme nos EUA teve muitas dificuldades de bilheteira, o que não mata desde logo o projeto porque no resto do mundo existiu consistencia no resultado comercial do filme, contudo se quiserem criar um mundo grande terão que melhorar os filmes principalmente na forma como os prepara para a critica.
Eu confesso que quando tive conhecimento do projeto fiquei surpreendido com a presença de Tom Cruise num remake da mumia, contudo tendo em conta os argumentistas pensei que a aposta iria ser de uma roupagem diferente, embora a historia de base não me parecesse capaz de ser muito alterada. Contudo apos ver o filme e facil concluir que não consigo perceber como uma projeto com tanto talento na escrita acaba por ser um dos piores filmes de açao de grande estudio dos ultimos anos a todos os niveis.
E tudo começa no argumento e no estilo do mesmo, confuso, com realidade paralelas, que não consegue prender o espetador, difuso mesmo na definição dos lados tornando-se numa confusao pouco interessante, aborrecida e na maior parte das vezes sem qualquer sentido. Em termos de entertenimento a tentativa de um filme divertido muito por custa da personagem central, acaba por ser forçado e pouco encaixado no filme, o que o torna ainda menos funcional.
Por tudo isto é facil perceber que este e daqueles filmes que durante anos nos vamos perguntar as razões da presença de tantas figuras em diversos planos num filme com um resultado tao fraco, não funciona como filme na globalidade e muito menos como blockbuster. Nao sei se ira continuar este projeto da Universal, mas parece-me que para funcionar tudo tera de ser alterado e que este foi um tiro completamente falso no projeto.
A historia repete o remake da mumia, um grupo de arqueologos acaba por descobrir um tumulo de uma rainha egipsia, que acaba por libertar um espirito maligno disposto a completar uma vingança do passado.
Em termos de argumento nada funciona, as personagens sao demasiado esterioripadas, e mesmo aqui por vezes mal definidas. A intriga e completamente disparatada, pouco interessnate, confusa, e mais que isso de pouco impacto emocional. E os dialogos quando tentam ser engraçados sao tao mal integrados no filme que soa a absurdo.
Kurtzman teve aqui um papel complicado, o de realizar um filme com argumentistas realizadores e principalmente com uma carreira praticamente inexistente ate ao momento. Parece facil perceber que Koepp e Mcquaire rapidamente perceberem que o filme poderia não resultar. Na realizaçao, pouco risco, muitos efeitos, mas não e por aqui que o filme funciona menos.
Sobre o cast, a Universal apostou em longa escala, Cruise Crowe e um cast de primeira linha, completamente desaproveitado, para alem do piloto automatico da capacidade de Cruise em filmes de açao, de resto as personagens não exitem num filme que nada exige das mesmas.

O melhor – Os efeitos especiais sao de primeira linha

O pior – Um completo arranque em falso de um projeto megalomano


Avaliação - D