Sunday, March 07, 2021

Raya and Last Dragon

 Se existe produtora que ficou refem do confinamento foi a Disney e os seus projetos para ganhar biliões que teve de reajustar estrategias quer potenciando a sua plataforma de streaming ou por outro lado tentar rentabilizar o carissimo serviço de VOD. Este filme que era uma das apostas da produtora para assaltar o mercado em 2021, optou pela segunda estrategia seguindo o que ja tinha sido efetuado com Mulan. Numa altura em que ainda e muito cedo para se avaliar o real alcance comercial do filme, podemos dizer que a vitoria critica do filme foi conseguida com avaliaçoes muito positivas que a coloca ja na prespetiva dos oscares do proximo ano quando o deste ano ainda nem sequer foi atribuido.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme de aventuras com todos os atributos que estamos habituados a ver na disney ainda para mais num filme com um grau de produçao do melhor que estamaos habituados a ver da maior produtora de animaçao. O filme tem os elementos todos que fazem os filmes da disney funcionar, uma mensagem muito positiva e educativa, humor e personagens interessantes, o unico ponto que neste filme e deixado de parte e o lado musicar quem sabe para dar mais protagonismo ao lado aventureiro.

Por tudo isto este e mais um filme bem conseguido e que pode marcar o inicio de uma saga da disney, a diferenciaçao entre segmentos e populaçoes diferenciadas o facto de ser um filme de equipa com caracteristicas muito proprias e ser um ritmado filme de açao parece contribuir para que o filme possa ser um interessante filme de futuro nas suas continuaçoes dependendo e claro do resultado que o filme obtenha num contexto comercial totalmente diferente do que ja observamos.

Ou seja nao sendo uma das obras primas de referencia da disney, longe disso, e um eficaz filme que demonstra que a Disney nos seus maiores projetos raramente falha nos elementos centrais. Aqui temos ainda mais uma vez uma cultura oriental bem pensada percebendo bem qual e atualmente um dos publicos preferidos do cinema.

O filme fala de uma jovem que apos ver o seu mundo separado e a joia que o protegia quebrada e dividade tenta embarcar numa aventura para encontrar o unico dragao vivo do passado e tentar reunir as peças que possa devolver a unidade ao mundo onde vive.

Em termos de argumento o filme nao sendo propriamente nada de novo na sua formula, tem os elementos fundamentais para um filme de entertenimento infantil funcionar, desde logo o seu caracter comico, passando pela aventura, e pelo lado moratorio muito vincado.

Na realizaçao deste projeto um conjunto de realizadores que ja tinha estado nos sucessos de Moana e Big Hero Six a conseguir construir de genese mais um bom filme com todos os meios de elite da DIsney e que demosntram que nas suas produçoes poucos conseguem este patamar.

No cast de vozes pouco ou nenhum destaque para alem de uma akwafina que nos da um dragão muito particular e extrovertido encaixando bem no estilo da atriz. Nao e um filme de grandes dotes vocais e mais um filme de historia e entertenimento.


O melhor - A capacidade da disney fazer sempre filmes faceis de ver.


O pior - Nao e uma das obras de referencia


Avaliação - B



The World to Come

 Estreado o ano passado no peculiar e interativo festival de veneza este pequeno filme, uma especie de western acabou por reunir um interessante cast numa especie de brockback mountain do sexo feminino. A formula extremamente parecida com o filme de Ang Lee reuniu aplausos junto da critica mais especializada embora nao tenha propriamente sido um filme de impacto imediato junto do grande publico. Comercialmente o filme acaba por ter marcas residuais expectaveis tendo em conta o tipo de filme em questão.

Sobre o filme temos um tipico filme europeu com actores mais associados a hollywood, temos um filme com poucas personagens, paisagens solitarias, e muitas reflexoes por parte dos protagonistas que acabam por dar ao filme um caracter muito lento que faz principalmente desaparecer as personagens secundarias. E um filme com uma toada amargurada que perdura do primeiro ao ultimo minuto.

O unico ponto onde me parece que o filme funciona melhor e na relaçao central, os silencios, os toques o desenvolvimento da relaçao e bem trabalhada usufruindo do silencio do restante para fazer vincar a sua formula. Mesmo assim tambem neste particular pensamos que a relação deveria ter mais intensidade, mais explosao, algo que nunca tem e continua a nao contribuir particularmente para que o filme adquira algum ritmo.

OU seja um filme pausado sobre a dor, o luto e a forma como o contornar, a diferença entre o sentimento e a vivencia, que o filme acaba por fazer funcionar quase sempre mais em termos de mensagem do que no seu desenvolvimento demasiado parado para o impacto que o filme deseja ter.

A historia fala de dois casais que se encontram numa remota aldeia, dedicando-se a agricultura, ate que se começa a criar uma quimica entre os dois elementos femininos que acabam por contornar a dor passada e a monotonia das relações de ambas.

EM termos de argumento e uma historia de personagem os seus pensamentos, os seus conflitos e as suas reflexoes, fica a ideia que o filme nunca e escrito para grande ritmo e sofre muito com isso mas por outro lado encaixa no estilo de cinema que quer ser.

Na realizaçao Fastvold e mais das realizadoras nordicas a ganhar o seu espaço no cinema global com um elenco de primeira linha. O filme tem uma boa escolha de paisagem para fortalecer ainda mais a mensagem de solidão, depois e realizada com esses atributos na sua mensagem. E uma realizaçao algo simplista e nem sempre com boa gestao de ritmo mas penso que isso e uma opçao.

O excelente cast com alguns dos bons atores desta geração acaba por permitir boas intererpretaçoes principalmente de Waterston, que ainda procura o seu espaço no cinema americano depois de alguns blockbusters, uma Kirby em boa forma, e o apoio de um Affleck sempre intensdo e um Abbot a crescer.


O melhor - A forma como a paisagem trabalha ainda mais a dor das persoangens.


O pior - O seu ritmo quase inexistente


Avaliação - C



Saturday, March 06, 2021

Boss Level

 Estreado em 2020 nos mercados de cinema que ainda resistiram ainda que sem grande visibilidade e agora lançado na maior parte dos mercados com o apoio da Hulu este trepidante thriller de repetiçao de dia acabou por ser criticamente um filme recebido com alguma mediania, e comercialmente as circunstancias limitarem em muito o seu resultado que apenas agora com o Streaming vamos poder perceber o seu impacto.

Sobre o filme podemos dizer que apesar de ser uma ideia gasta., a mesma e bem trabalhada na proximidade ao video jogo, as referências ao arcade, o humor, o estilo, faz com que pelo menos na sua introduçao e abordagem o filme seja uma interessante lufada de ar fresco que acaba por prender o estetador a sua forma e aos seus personagens proporcionando alguma expetativa e tao bem algumas boas gargalhadas.

Depois de entrarmos no estilo e na forma do filme, que sao muito interessante o filme tem muitas dificuldades na sua narrativa em explicar-se a si proprio, nao por ser dificil, mas acima de tudo porque nao ter arte para dar uma argumento interessante ou diferenciado, deixando tudo para as interminaveis repetiçoes, pela incorreçao da sua graça mais propriamente do que pela sua historia.

Mesmo assim numa altura em que nao temos propriamente tido grande acesso a filmes mais diferenciados, resulta aqui um filme diferente, que nos proporciona bons momentos, com uma boa formula, mas com uma deficitaria historia de base que nos serve para animar.

A historia fala de um individuo que acaba por acordar sucessivamente no mesmo dia, seguido por dezenas de assassinos prontos a porem fim a sua vida, sendo que diariamente tudo se repete contudo o mesmo lembra-se de tudo e tem de arranjar uma formula de sobreviver a esse dia.

Em termos de argumento o filme funciona na sua formula e ideologia, mas muito pouco na sua concretização. A explicaçao para tudo o que assistimos e o porquê e muito deficitaria e faz resultar menos um argumento engraçado em termos de forma e acima de tudo do lado rebelde dos seus dialogos.

Carnahan e um realizador que se pensou a determinada altura que ganharia um protagonismo bem maior do que conseguiu. Mesmo assim o seu lado rebelde proximo de Guy Ritchie esta bem patente neste filme, num filme com assinatura propria, que nao sendo propriamente brilhante acaba por ser algo refrescante.

Em termos de cast nao e um filme de personagens muito elaboradas, o lado bruto e rebelde de Grillo encaixam perfeitamente no estilo que o filme quer para a personagem. Ao seu lado parece que Gibson e Watts sao desaproveitados em personagens quase inexistentes, por culpa de um guião que decide ser para o seu interprete.


O melhor - A formula e o humor

O pior - A explicação


Avaliação - B-



Tom and Jerry

 Apostado em tentar reanimar os seus produtos em filmes que tentam abordar por um lado o lado iconico dos seus desenhos animados mas por outro lado tentando implementar o lado tecnologico da evoluçao eis que surge entre outros o liveaction de Tom and Jerry, quer dizer parcialmente liveaction ja que as conhecidas persoangens acabam animadas como sempre as conhecemos. Em termos criticos este projeto que devido a pandemia teve de organizar o seu lançamento nao foi particularmente feliz e comercialmente num momento em que o cinema ainda esta parado os resultados ate que nao foram pessimos.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um objeto estranho, nao que ja nao tenhamos visto filmes felizes que juntam o mundo real e a animaçao, mas a aposta por ir a estetica original dos bonecos e de todos os animais soa demasiado estranho e encaixa muito pouco no realismo que o filme quer dar.

Por outro lado o fundamento da guerra interminavel entre Tom and Jerry pode funcionar bem em clipes pequenos mas agora alimentar um filme com mais de hora e meia com uma unica premissa, a qual nao e acrescentando para alem de um contexto disparatado e um hotel de luxo e muito pouco nos dias que correm para fazer qualquer projeto com o minimo de ambição funcionar, parecendo apenas uma tentativa de com o minimo gasto tirar algum rendimento.

Assim temos um filme sobre tom and jerry que provavelmente nada acrescenta de significativo a saga. SObra as sequencias tipicas entre ambos e um argumento disparatado com actores com carreiras algo perdidas a procura de algum tempo de antena. Desculpem mas com este fundamento mais vale nao reanimar nada.

A historia segue a luta de Tom and Jerry os quais acabam por se hospedar um luxuoso hotel que se encontra a organizar uma megalomana festa de casamento do casal do momento, mas onde ambos acabam por ir "ajudar" uma nova amiga que se infiltrou como funcionaria de tal unidade.

EM termos de argumento se a premissa da serie por si so e limitada ao maximo de forma a potenciar o humor fisico, no filme nao temos muito mais. O que acrescenta e pouco e quase sempre mal trabalhado e estruturado. O que adiciona para alem do que conhecemos e completamente irrelevante.

Na realizaçao Tim Story e um realizador que teve alguns projetos apreciados em termos de comedia, mas que no momento em que teve para si projetos com mais meios nunca foi propriamente brilhante em termos de resultado, e aqui demonstra mais uma vez essa dificuldade. A escolha de conciliar animaçao simplista e live action nunca e feliz.

NO cast o filme vai buscar alguns atores de uma segunda linha com algumas dificuldades em termos de conseguir algum tempo de antena em filmes mais qualitativos, e que tem papeis simples para um humor facil, que acaba por nada acrescentar a carreira de nenhum dos envolvidos.


O melhor - No final TOm and Jerry


O pior - A ideia nunca resulta


Avaliação - D+



Friday, March 05, 2021

Our Friend

 Existem filmes que tudo aponta para uma boa premissa e um resultado comercial interessante que acabam no arquivo de algumas das maiores produtoras e acabam lançados no meio de muitos. DOis anos depois da sua produçao este filme sobre a perda e sobre a amizade teve a luz do dia sob uma modesta candidatura a premios que nunca se vai concretizar ja que em termos criticos o filme esteve longe de ser bem recebido com resultados muito medianos. Do ponto de vista comercial os resultados foram modestos mas condizente com o plano de remedio que foi o seu lançamento.

Sobre o filme podemos dizer que este e o tipico filme que da forma como explora o sentimento e as emoçoes ao maximo e sempre um tipo de projeto que funciona muito melhor junto do grande publico do que da critica, que podera se queixar de um exagero de cena a cena para potenciar a emoçao facil das suas personagens, contudo devemos sublinhar que o filme consegue essa intensidade num filme sobre um tema sempre dificil como o cancro.

O filme acaba por ser um filme com uma mensagem muito interessante de amizade, redenção e de proximidade de um casal com os seus problemas. Onde o filme parece falhar e quando complica na organizaçao temporal da historia com avanços e recuos e isso muito por culpa de uma nao caracterizaçao das personagens que se mantem quase imutaveis no aspecto e que tira algum realismo ou mesmo alguma objetividade naquilo que e transmitido a cada momento.

Por tudo isto temos um filme que nap sendo uma obra prima e que acima de tudo preocupa-se muito mais em criar emoçao no espetador do que propriamente por o surpreender, mas que consegue ter esse impacto, ainda que com alguma previsbilidade. E um filme com defeitos e objetivos nem sempre muito exigentes mas que os acaba por cumprir.

A historia segue a dinamica de um casal ao longo dos anos e a relação que os elementos vao tendo com um amigo, que se torna o pilar da familia quando a trajedia da doença entre dentro daquela dinamica.

Em termos de argumento e um filme com uma bonita historia baseada em factos reais que o filme aproveita para lhe dar a maior dimensao emocional possivel. Em termos de originalidade e mais do mesmo, um filme mais escrito com o coraçao do que com a cabeça.

Na realizaçao Cowpertwhite tem aqui o seu segundo filme, e o resultado tem o lado feminino da emoçao mas perde-se muito na opçao pelos constantes saltos temporais que a realizaçao nao lhe consegue dar a objetividade perfeita. Isso pode ser um erro de falta de experiencia mas so o futuro podera dizer que tipo de grau atingira a realizadora no cinema, aqui parece ser a parente pobre.

O filme reune um cast interessante que encaixa bem uns nos outros, parece-me que o maior destaque vai para um Aflleck que funciona como poucos no drama puro e a sua personagem e muito bem conseguida, num actor com muita qualidade mas ainda com poucos filmes. Ao seu lado uma Dakota que poderia brihar mais pois o papel pede isso, e que nem sempre consegue aproveitar, e um Segel demasiado preso a comedia, que funciona apenas em alguns espaços, ja que noutros exigia mais competencia dramatica.


O melhor - O filme consegue comunicar sentimentos com o espetador.


O pior - os saltos temporais


Avaliação - B-



Saturday, February 27, 2021

Judas and Black Messiah

 Num ano em que o cinema obviamente passou por dificuldades e alguns dos projetos com ambições de premios tiveram de restruturar as suas estrategias, sendo que a estrategia de ser lançado em cima do toque que algumas vezes resulta acabou por caber a este biopic de Fred Hampton aproveitando o contexto racial instalado. Criticamente o filme funcionou e parece estar bem encaminhado para obter algumas nomeaçoes para premios, por sua vez comercialmente a contingencia de cinemas fechados parece ter colocado em causa a sua expansao, algo que poderá mudar com as nomeaçoes.

Sobre o filme temos um filme mais do que sobre uma personagem e o seu discurso de influencia junto do seu publico, temos uma operação policial, o que nos leva o filme para uma aproximação embora pouco comica daquilo que de uma forma diferente Spike Lee fez em BlaKKKlansman. O filme tem bons momentos quer de guião, mas depois parece um filme demasiado politizado e isso tira-lhe algum impacto principalmente na forma de pensar o fenomeno.

Outro dos pontos do filme e sempre o problema tipico dos biopics mais convencionais e na essencia o filme acaba por ser um filme sobre duas personagens que estiveram juntas com funções diferentes. Historicamente e no contexto o filme aproveita bem o momento com boas escolhas para a sua liderança mas depois parece faltar com os ingredientes todos por perder demasiado tempo em discursos com pouco conteudo.

Mesmo assim tendo em conta o tema, algum impacto da contingencia policial, o contexto social este e um filme que parece ter tudo para funcionar, mas pouco para fazer os espetadores amarem. Fica a ideia que sera sempre melhor recebido na comunidade afro americana por tudo o que as suas personagens representam do que o resto do mundo.

A historia fala-nos de Fred Hampton e a forma como o mesmo liderava o partido Black Panthers e a forma como uma operação policial consegue colocar no seu seio um elemento infiltrado que acaba por ser o ponta de lança do controlo do sistema do lado rebelde daquele partido.

Em termos de argumento temos uma boa historia cujo o argumento funciona sem ser brilhante. Fica a ideia que nas personagens poderiamos ter mais, e que o filme sabe que vai funcionar nos seus elementos de base mas não tenta ir mais longe nos dialogos principalmente.

Na realizaçao Shaka King e um discipulo de Ryan Coogler que tem aqui a sua primeira obra, e com uma fasquia elevada. Nao e uma realização particularmente diferenciada num filme que com as ambições de premio que tem deveria ter mais arte. Mesmo assim poucos sao os realizadores que entram logo num filme que vai lutar por premios.

No cast o filme escolhe dois dos atores afro americanos de uma nova geração com mais atributos, principalmente Kaaluya que me parece um dos atores do momentos pela versatilidade e mais que isso pela intensidade que da aos seus papeis. Temos neste papel carisma e presença que lhe iram valer pelo menos a nomeaçao aos premios mais importantes. Ao seu lado um Stanfield que tem trabalhado muito nem sempre bem, que tem um papel mais simples, feito para ser o lado feio da moeda que ele cumpre, embora ja o tenha visto bem melhor noutros filmes.


O melhor - Kaaluya

o Pior - O filme nao conseguir dar o salto para o brilhantismo, sendo apenas competente


Avaliação - B-



Blithe Spirit

 Lançado no inicio do ano baseado numa peça de teatro tradicional inglesa, este filme que reuniu um elenco significativo acabou por se tornar um filme que não reuniu boas avaliações com o seu estilo tradicional de comedia. Tambem comercialmente numa altura marcada pelos lançamentos para os premios este acabou por ser um filme menor que passou despercebido ao comum dos mortais.

SObre o filme podemos dizer que temos a tipica comedia de costumes britanica, num filme claramente pensado para o teatro de gargalhada facil que acaba por nao encaixar de uma forma muito sigfificativo no cinema e isso deve-se ao facto das personagens serem do primeiro ao ultimo minuto demasiado pensadas para teatro nos seus dialogos ou mesmo no recurso a um humor fisico algo desatualizado.

A historia depois acaba por ter uma premissa que poderia ser engraçada mas que no final acaba por ser algo previsivel. Ao seu uma historia ja com alguns anos e normalmente utilizada em peças de teatro amador ficamos com a ideia que o humor do filme muito presente nem sempre consegue potenciar a historia ou mesmo a moral presente, mesmo que a escolha do cast em atores associados a comedia podesse querer trabalhar esse aspeto.

Por tudo isso parece claro que este e mais uma tentativa algo frustrada de dar ao cinema uma peça de teatro sem nunca querer rescindir com a sua base e o filme acaba por nao encontrar o seu real espaço, tornando-se em algo estranho. Não e um bom filme com muitas dificiencias que talvez por isso se tornou quase incognito.

A historia fala de um escritor com crise de inspiração que acaba por ser visitado pelo espirito da sua ex-mulher e sua musa, tendo que equilibrar os benficios de tal presença em termos criativos com o casamento entretanto criado.

Em termos de argumento a historia até pode ser estranhamente interessante e a mensagem moratoria interessante mas fica a ideia que em termos de execução o filme e o argumento ficam demasiado presos a um estilo teatral que nem sempre funnciona no grande ecra.

Na realizaçao Edwarda Hall e um realizador proximo do estilo mais tradicional britanico de castelos e costumes, e que aqui mesmo em comedia nao se solta do estilo. O filme tem algumas boas vertentes contextuais mas depois isso nao funciona totalmente quando o filme quer trabalhar os elementos comicos. Sera sempre um tradicionalista ingles.

No cast Stevens encabeça um filme com muito humor fisico estilo que ele tem assumido como preferencial nos ultimos tempos e que nao sei se e a melhor escolha de carreira. Demasiado preso a alguns maneirismos, percebe perder as cenas para uma FIsher e uma Mann muito mais habituadas ao humor em geral.


O melhor - O filme podera ter algum valor moral.

O pior - O humor tradicional nem sempre funciona nos nossos dias


Avaliação - C-



Monday, February 22, 2021

I Care a Lot

Se existiu algo completamente inexplicavel quando foram anunciados os nomeados para os globos de ouro deste ano, a presença da nomeaçao de Rosamund Pike neste filme foi uma das grandes supresas, já que pese embora este filme se tenha apresentado de forma eligivel para premios, fica a ideia que a sua estreia nunca teve esse propósito embora as criticas ao filme ate tenham sido positivas. Comercialmente como qualquer estreia da semana da Netflix a presença comercial será signitifativa embora nos pareça não ser nem de perto nem de longe um dos grandes produtos comerciais da operadora.
Sobre o filme podemos começar por dizer que o mesmo parte de uma premissa diferenciada, ou seja a forma como estruturas bem montadas e juridicamente articuladas conseguem enriquecer graças a debilidade de alguns. Na abordagem deste assunto o filme funciona, acima de tudo sustentado numa personagem que encaixa todos os esteriotipos que temos sobre as pessoas que se dedicam a este tipo de negocios. E se nessa introdução o filme funciona bem, na sua execução enquanto thriller criminal o filme é claramente mais debil.
A jogada de resposta e contra ataque pode ser uma boa ideia, mas fica a ideia que as duas estruturas acabam por ser totalmente diferentes e com meios diferentes para conseguir um resultado tão equilibrado. Ai o filme tenta ser mais escuro, mas ai parece perder um pouco norte da personagem central que passa de uma vulnerabilidade elevada para uma força tremenda em poucos minutos.
Por isto tudo este é um filme que funciona, com objetivos simples, dentro de um registo de thriller criminal mas falta aqui algum realismo na abordagem entre as partes. O seu epicentro final acaba por ser algo previsivel mas isso torna-o também moralmente mais assinalavel, sendo um filme interessante mas pouco mais que isto.
A historia fala de uma mulher que se dedica a tutoria de individuos idosos com pouca retaguarda e com meios financeiros que a fazem crescer financeiramente. Tudo fica mais complicado quando aborda nesse sentido uma estranha mulher que mais não é do que a matriarca de uma mafia russa.
Em termos de argumento o filme funciona melhor nos seus valores introdutorios do que propriamente na sua execução. Acaba por ser um filme que depois se torna algo previsivel num combate entre partes que o torna visivel mas longe de grande brilhantismo.
Na realizaçao J Blakeson e um realizador que tem ganho algum espaço ainda que com filmes de uma segunda linha. Aqui tem uma abordagem simplista deixando acima de tudo funcionar os personagens o que nos parece uma escolha bem feita. Parece-nos em desenvolvimento de carreira mas ainda longe de ser alguem significativo.
No cast Pike e otima para personagens frias, metodicas e perigosas, e novamente consegue perfeitamente encaixar no papel e ser o epicentro do filme. Dinklage e um vilão que dá um bom equilibrio com o auxilio de uma interessante Weist

O melhor - A introdução.

O pior - Um esgrimir de forças que nunca poderiam ser iguais

Avaliação - C+


Saturday, February 20, 2021

Music

 Quando as nomeaçoes dos globos de ouro foram anunciadas existiu um projeto particular que foi a surpresa que foi este Music, que marca a estreia na setima arte da compositora SIA como realizadora. Esta cultura pop da cantora parecia estar bem patente no seu trailer com muito daquilo que e a componente artistica da artista. Contudo essa boa receção nos globos de ouro foi particularmente surpreendente quando as primeiras e terriveis avaliações do filme foram lançadas e que o tornaram quase em um dos piores filmes do ano em termos de receção critica. Em termos comerciais a atual contingencia de pandemia e o lançamento quase direto para aluguer acabou por tornar o seu percurso quase inexistente.

Sobre o filme, pois bem é dificil avaliar este filme partindo de um pressuposto que não somos propriamente fãs de SIA quer em termos de interpretação quer em termos de fenomeno estetico, e o filme e na essencia o lado particular da artista, numa historia basica de dificuldade mas que acima de tudo parece tudo uma desculpa para pequenos video clips com os interpretes que tornam o filme muito dificil de ser visto.

Outro dos problemas esta na personagem de Music, apesar de o filme querer nos dar o mundo muitas vezes do ponto de vista daquela personagem ela simplesmente nao existe, e um conjunto de maneirismos repetidos ate a exaustao por uma dançarina e compenheira da artista que esgota qualquer espetador na mais de hora e meia de filme, sendo que tirando essa assinatura que e diferenciada mas completamente sem sentido o filme e um filme romantico classe b igual a outras.

Se por um lado a cultura pop e o excesso de video clip e pouco filme leva-me a não gostar do filme e mais que isso a interprete ser absolutamente irritante, parece-me que a assinatura de SIA esta bem patente, sendo que os fas da artista poderão se rever no filme, os que como eu nao gostam particularmente do estilo vão analisar a maior parte do filme como uma cultura popular pouco ou nada trabalhada.

A historia fala de uma jovem com uma patologia cognitiva incapacitante que apos a morte da avo fica a cargo de uma problematica irma que tem de ao mesmo tempo de organizar a sua vida e a da sua irma apenas com a ajuda de estranho vizinho.

Em termos de argumento o filme tem na base uma narrativa simples, novelesca, emotiva igual a todas as outras e que nunca consegue ser mais que isso. na historia temos apenas uma roupagem diferente da historia de sempre.

Na realizaçao SIA e ela propria, pensamos que somos muitas vezes em todos os momentos introduzidos num videoclip da artista e pouco mais. O cinema deve ser algo diferente e essa magia acaba por nunca aparecer.

No cast a escolha de Maddie Ziegler habitual colaboradora de SIA sai completamente ao lado, a personagem recorre a um tique estetico que usa ao longo de toda a duração tornando-se uma personagem irritante em toda a sua duração. Salva-se uma Hudson intensa que tem um papel vistoso, e um Odom Jr que consegue dar bons momentos musicais mas pouco mais.


O melhor - GOstanto ou nao tem assinatura

O pior - Eu nao gosto


Avaliação - D



Friday, February 19, 2021

Supernova

 Este drama romantico sobre o companheirismo na doença foi um filme pequeno embora com um elenco de primeira linha que foi lancado em pequenos festivais pelo mundo fora sem grandes pertenções apostado em trazer um namoro longo homossexual na dificuldade da doença. O filme acabou por mesmo sendo pequeno reunir boas criticas mas insuficientes para o impulsionar para voos superiores. Do ponto de vista comercial um filme que não é para multidões e isso acabou por tornar o seu percurso comercial com quase impercetivel.

Sobre o filme podemos dizer que do ponto de vista de tamanho e mesmo daquilo onde quer chegar e um filme pequeno com ambição curta de trabalhar bem uma relação longa homossexual, integrando uma dificuldade de doença que leva o casal a ter de enfrentar com os seus recursos esse mesmo problema. Um dos pontos que o filme melhor trabalha e a normalidade da relação, alias o filme poderia ser o mesmo com uma relação heterossexual e isso acaba por ser um dos segredos do filme.

Do ponto de vista da historia o drama de um filme intimista, a ritmo lento, com personagens diferentes que por vezes se desequilibram um pouco. Se por um lado a personagem de Tusker mesmo na doença consegue ter momentos de dialogo interessante a personagem de Sam e mais adormecida e mais sofredora no silencio. Se na realidade um par assim tem sentido em termos cinematograficos parece desiquilibrar em demasia o resultado final.

Fica um filme simples, sobre o sofrimento da adversidade, com processos tipicos do cinema britanico mais independente, que dificilmente ficara registado na memoria de muitos a nao ser a amizade de dois atores que repartem uma relação a entrar na ultima parte da sua carreira e as excelentes paisagens que o filme nos faculta.

A historia fala de um casal homossexual, que passa pela dificuldade inerente ao facto de um dos elementos estar diagnosticado com demencia que o torna cada vez mais incapaz e mais dificil a convivencia com ele. O casal embarca numa road trip ao encontro de familiares para uma festividade.

Em termos de argumento o filme tem uma base e uma orientação simples que acaba por tornar o filme tambem demasiado simples. Em termos de dialogos existe momentos bem trabalhados do ponto de vista emocional, mas o filme nao adquire propriamente um ritmo entusiasmante com esse estilo.

Na realizaçao Harry Mcqueen e um jovem realizador ainda sem grande montra, que opta por processos simples deixando o protagonismo para alguns dos cenarios naturais que contextualizam a relação. isso favorece a força do casal, mas parece-me mais funcional nas escolhas do que na execução. Para um realizador jovem pode ser um inicio interessante.

O cast funciona Tucci e Firth encarnam papeis proximos do seu tipo mais usual e isso acaba por encaixar bem no registo de ambos. Sai mais fortalecido Tucci talvez por ser um ator com menos perdicado, mas acaba por ser bastante positivo o resultado de ambos.


O melhor - Alguns cenarios


O pior - Ritmo algo lento


Avaliação - C+



Monster Hunter

 Numa altura em que o cinema está parado e os estudios tentam novas formas de fazer os seus projetos chegarem ao grande publico eis que existiu um projeto de estudio que seguiu o percurso normal. Trata-se de mais uma adaptação de um jogo de computador de Paul W Anderson em colaboração com a sua esposa e com muitos efeitos especiais para um publico muito concreto. Muito na onde de outros filmes do realizador o resultado critico acabou por ser modesto, sendo que comercialmente, mesmo conseguindo amealhar alguns dinheiro mais que os seus poucos adversários ficou muito aquem do que o filme poderia render noutro contexto que não pandemico.

Sobre o filme, a forma como este realizador trás os seus filmes está longe de ser proximo daquilo que penso que o cinema deveria ser, a forma como as historias ou narrativas são totalmente esvaziadas para um filme 100% de ação e efeitos especiais torna-se monotono e pouco interessante a não ser nas competencias tecnicas que sendo agradaveis estão longe de ser minimamente suficientes para a rentabilidade do filme.

Este e um dos filmes que do primeiro ao ultimo minuto é previsivel, sabemos como tudo vai suceder, esperamos apenas ver o digital dos monstros e as cenas estapafurdias de ação num cinema sem qualquer sumo, vazio de desgaste rapido que aposta num entertenimento rápido que acaba por nunca dar, a nao ser mais de hora e meio de algo que esta a dar no ecra mas que realmente não nos prende minimanente a atençao.

Por tudo isto parece-me que este e um dos filmes que menos deveria arriscar na capacidade de devolver as pessoas ao cinema, o filme não tem essa força em nenhum momento e torna-se mesmo pior do que outras adaptações do realizador ao mundo dos videojogos. Podemos dizer que tem efeitos especiais competentes, mas isso é completamente indiferente quando vimos um filme sem qualquer tipo de argumento.

A historia fala de dois mundos que se unem de forma a combater uns monstros de grande tamanho que querem colocar em causa a sobrevivencia de ambas as realidades.

Em termos de argumento eu confesso que tudo me leva a dizer que o filme não tem um propriamente dito. nao tem personagens, não tem dialogos, não tem um desenvolvimento narrativo, sendo apenas uma ideia de video jogo de personagens a lutar contra monstros e nada mais.

Na realizaçao Paul W S Anderson tem uma carreira completamente recheada de filmes com muitos efeitos mas basicamente inexistentes junto do publico. Tirando a aposta em tres mosqueteiros completamente falhada temos um estilo de filmes de ação vazio, com efeitos e com a sua esposa, que o tornam num dos raros tipos de realizador com pouca qualidade e com muitos filmes.

No cast temos Mila Jovovich a ajudar novamente o seu marido, num filme que nada lhe exige a nao ser competencia fisica de heroina de ação que acaba por ter e pouco mais. Os secundarios na essencia não existem mas o filme não reclama esta utilidade.


O melhor - Os efeitos especiais ate são competentes

O pior - Mas nada salva um filme sem qualquer tipo de argumento


Avaliação - D



Tuesday, February 16, 2021

Little Fish

 Num ano em que não existiu espaço para muitos pequenos filmes tentarem a sorte principalmente porque os festivais onde normalmente ganham dimensão basicamente não existira, acabou por existir alguns projetos que ganharam algum reconhecimento critico e foram estreando ainda que de uma forma bem silenciosa, como e o caso deste peculiar filme sobre um virus e o seu efeito. Criticamente esta obra singular ate foi bem recebido, contudo em termos comerciais o filme teve alguma dificuldade em se expressar.

O filme parte desde logo de uma dificuldade bem assumida, que se deve ao facto de ser numa crise pandemia um filme de um virus e a sua dissiminação, embora com efeitos bem diferentes. E nisso se existe coisa que as pessoas nao procuram no filme e um filme sobre contaminações, o que podera de imediato levar a uma relação de emoçoes positivas entre o espetador e o filme.

Mas o que e certo e que o filme parte de um objetivo dificil e consegue resultar nos seus avanços e retrocessos, quer do ponto de vista emocional onde me parece trabalhar bem a relaçao central, as personagens encaixam bem uma na outra e o filme ganha bastante com isso. Mas tambem no lado ideologico o filme sem grande fogo de artificio consegue funcionar principalmente no detalhe final.

Nao sendo obviamente uma obra prima, sendo um filme pequeno muitas vezes intimista e com objetivos dificeis, parece-me claro que é um filme que funciona muito por culpa dos seus protagonistas. Acaba por ser menos entusiasmante em algum lado mais previsivel do desenvolvimento da historia, mas no fim ficamos com boas sensações de um filme pequeno mas funcional.

A historia fala de um casal, e dos avanços e retrocessos que os levaram ao casamento numa epoca em que um virus acaba por estar presente na população e cujo sintoma e a perda de memoria e por contagio da propria existencia historica.

O filme tem alguns pressupostos dificeis mas que funciona bem e sem grande alarido ou sem grande folclore. A ideia e arrojada e o filme consegue blindar num primeiro momento o filme em termos emocionais para depois não o tornar negativista na sua resolução. Nao sendo uma obra de excelencia acaba por ser bem escrito.

Na realizaçao Chad Hartigan já teve no passado alguns filmes que resultaram bem em termos criticos e tem aqui um filme tipicamente independente que funciona na emoçao e menos na originalidade. E um filme demasiado intimista para reluzir mas cumpre o que se propoem.

Em termos de cast a escolha de uma Coleman a criar uma carreira fora do mainstream muito competente, e um O Connell que me parece um dos mais intensos atores da atualidade, é fundamental para as personagens funcionarem a solo e juntas.


O melhor - O par


O pior - Algo intimista e isso tira-lhe algum ritmo


Avaliação - B



Monday, February 15, 2021

Falling

 Viggo Mortensen e um dos actores mais amados pela critica pela forma consistente que foi construindo uma carreira baseada em interpretações intensas nem sempre proximas do grande público. Mas como muitas figuras de Hollywood eis que o ator decidiu tentar a sua sorte atrás das camaras com este filme sobre a relação entre um pai e um filho que acabou por ser lançado em alguns festivais pre premios. Pese embora a receção critica tenha sido positiva a mesma foi insuficiente para lançar o filme na corrida, e em termos comerciais sendo um filme distante do grande publico e das formas atuais de distribuição o filme acabou por não ter dimensão para altos voos.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo começa bem na caracterização de uma particular e estranha mas intensa relação pai-filho, que por sua vez tem a sua maior atenção nos ultimos anos de vida do primeiro, marcado por um passado de excesso e de escolhas duvidosas, e por uma demência que o domina na forma como acaba por ter conflitos com todos os elementos da sua familiar.

O filme trata deste ponto com alguma qualidade embora pareça quase sempre que quer fugir do confronto da personagem, algo que nos parece irrealista tendo em conta o grau de conforntação que o filme incute na sua personagem principal. Outro dos problemas do filme para obter um resultado mais efetivo acaba por ser o seu caracter demasiado circular em termos narrativos, o qual muito cedo se percebe que iria terminar na explosão final.

Por tudo isto Falling sendo um filme competente no retrato de uma familia que se mantem ligada mas desunida na emoção, não é uma obra de referência porque já outros filmes conseguiram tocar nos mesmos pontos com outra mestria. Fica a ideia que algum excesso de conflito interior e menos de exterior acaba por fornecer barreiras demasiado elevadas para o filme se expressar mais naturalmente.

A historia fala de um individuo em demência que após uma vida de conflitos com a sua familia acaba por visitar a residência de um filho homossexual, com quem acaba mesmo por no final da sua vida ter os conflitos que marcaram ao longo do tempo a relação entre ambos.

O argumento do filme é simples, eficaz, sem deslumbrar. Parece por vezes guardar algumas palavras que o poderiam revestir de mais intensidade, mas acaba por ter argumentos bem trabalhados, principalmente nos dialogos de conflito. Não sendo um poço de originalidade é competente naquilo que se propõe.

Mortensen tem uma estreia na realiação simples, baseando-se nas personagens e nos seus movimentos. Não ter grande risco, algo que é normal tendo em conta tratar-se de uma estreia, mas e um filme que podera ser uma boa base nesta nova carreira do ator.

O cast funciona, Mortensen tem uma papel que o trabalha bem, diferente do que estamos habituados a ver num actor com muitos recursos que confirma mais uma vez os mesmos. Bom plano tambem para Henriksen um veterano ator que nunca foi uma primeira figura mas que tem aqui um papel de uma carreira, que merecia talvez mais visibilidade.


O melhor - Os momentos iniciais da construção da relação.


O pior - Guardar muitas palavras.


Avaliação - C+



Sunday, February 14, 2021

Malcom & Marie

 Num ano em que a Netflix quase jogou sozinho, este era uma das suas ultimas apostas para a temporada de premios, num estilo exprimental de um realizador que ainda procura no cinema o sucesso que tem conseguido na televisão e tentando seguir a sua ascdência. Este peculiar filma a dois, acabou por não ser propriamente um sucesso critico, o que de alguma forma poderá dificultar a forma com que o filme se aproximou do grande publico ainda para mais um filme com algumas limitações comerciais como o facto de ser a preto e branco.

SObre o filme temos uma historia de amor ambiciosa, intensa com avanços e recuos no stress profissional. O filme funciona na capacidade de ser uma montanha russa das personagens que acaba por nos proporcionar bons dialogos, que tornam no entanto o filme demasiado circular e isso torna-o um pouco monotono, embora seja evidente a dificuldade num projeto como este.

As personagens tem a sua individualidade que o filme respeita, mas mesmo o facto do filme ser centrado num unico espaço dificulta a capacidade do filme crescer. Mesmo assim e com todas estas limitações e toda esta ambição acaba por resultar num filme competente, resistente num otimo argumento, mas que fica a ideia que a escolha a preto e branco nao e propriamente uma mais valia.

Nao sendo um dos melhores filmes do ano, acaba por ser um dos mais originais e corajosos. Fica a ideia que o filme e na sua base algo teatral demais e que isso acaba por limitar o resultado cinematografico por alguma falta de intensidade que as personagens tentam e conseguem ultrapassar embora nao sempre.

A historia fala de um casal de um realizador e uma aspirante a atriz que regressam a casa apos a premiere de um filme do primeiro e enquanto este aguarda pela receção critica da sua obra, acaba por levar a uma reflexão e discussão do seu relacionamento no stress do nervosismo.

Em termos de argumento parece-me que os bons dialogos favorecem o resultado final, e que o argumento e um dos bons aspetos do filme. Fica a ideia que o filme depende demasiado deste ponto e que ele acaba por salvar o filme quando e necessario.

Sam levinson tem ganho alguma dimensao em Hollywood quer pelo nome que traz mas acima de tudo por um sucesso ja conquistado em televisao. A escolha do preto e branco não e feliz embora seja arrojado. O resultado fica a ideia que funciona melhor no argumento do que numa realização que poderia ganhar com mais cor.

E um filme exigente ao maximo para os seus interpretes, Zendaya e quem sai melhor, numa personagem intensa, com recursos que nos demonstra uma actriz em crescimento e cada vez mais ambiciosa nas suas escolhas. Washington tenta ser intenso mas perde os duelos para a sua companheira e isso não e propriamente brilhante num actor com mais palco do que provas ate ao momento.


O melhor - A coragem de uma historia singular.

O pior - O preto e branco não beneficia


Avaliação - B-





The White Tiger

 Neste inicio de ano existiu um produto da Netflix que se tornou automaticamente num dos seus maiores sucessos. Falo deste filme que acaba por ser uma co produção americana e indiana, baseada num best seller literario da primeira decada do seculo que viu a luz do dia. Para alem do exito comercial favorecido pelo contexto pandemico tambem criticamente o filme foi bem recebido, conseguindo algumas nomeaçoes para premios inferiores.

Sobre o filme podemos dizer que apesar do seu estilo de historia de vida, muito proximo de uma leitura de massas existem diversos apontamentos que ao mesmo tempo fazem com que o filme seja um curioso filme de entertenimento, mas tambem uma boa abordagem sobre as vivencias de uma india de diferentes classes sociais e de uma sociedade a procura de alguma resiliencia.

Todos estes pontos são bem estruturados num filme pequeno mas ambicioso nos promenores. O filme acaba por ser engraçado na miseria, consegue ter uma personagem em crescendo, e um filme que ao mesmo tempo consegue potenciar ao mesmo tempo a rpugnância de uma sociedade completamente dicotomica, mas que consegue ao mesmo tempo ser uma critica social interessante.

Assim sem duvida alguma este The White Tiger acaba por ser uma das boas surpresas do ano demonstrando o crescimento do cinema indiano a tentar recuperar num estilo diferente do que estamos habituados e mostrando uma capacidade de auto critica que durante muito tempo nao vimos. Uma das agradaveis surpresas do ano.

A historia fala de um jovem muito pobre num contexto de pobreza extrema que começa a construir um plano de ascenção como motorista e criado de um jovem rico, percebendo que essa ligação poderá ser o seu elevador social.

EM termos de argumento o filme tem uma historia muito interessante potenciada pelos promenores contextuais que o filme acaba por nos dar como atores principais. Pode ter como grande dificuldade o atalho demasiado rapido do final mas não tira o impacto que ja o livro tinha tido.

Na realizaçao Ramin Barhani é um realizador indiano que ja tinha algum mediatismo num cinema independente norte americano que aqui regressa as suas origens para uma aposta forte. O resultado acaba por ser interessante na capacidade de nos dar uma india profunda que seria dificil para outro que nao oriundo daquele pais.

No cast a escolha de atores indianos foi uma necessidade que poderia complicar o filme mas resulta, principalmente na boa construçao de um total desconhecido Gourav que acaba por demonstrar a sua capacidade de exibir os diferentes pontos da personagem e por isso liderar o filme ao longo da sua duração auxiliado por algumas das maiores figuras de BOllywood.


O melhor - A india profunda

O pior - O atalho final


Avaliação - B+



Thursday, February 11, 2021

Bliss

 Este estranho thriller sobre perceção de realidade era uma das apostas da Amazon para este inicio de ano, conjugando no filme ao mesmo tempo atores nem sempre associados a projetos tao ambiciosos como este e acima de tudo tentando dar uma abordagem original ao mundo da mente. Apesar da ideia arrojada nas primeiras avbaliações percebeu-se que a receção iria ser desastrosa, e a dificuldade ainda exigente da Amazon em dar visibilidade aos seus filmes não permitiu propriamente um resultado comercial significativo.

Sobre o filme podemos dizer que o filme tem alguns atributos que se centram numa boa ideia, numa forma bem pensada de uma criação dos diferentes mundos em que uma pessoa com problemas pode viver, mas o filme tem uma pessima execução nos complementos da historia como personagens e mesmo desenvolvimento dos dois mundos paralelos. AI o filme tem claramente dificuldades que se tornam muito dificeis de ultrapassar e que condicionam muito o resultado final do filme.

Mas e inegavel que a ideia é original, o tema a todos os niveis interessantes mas que falha em grande escala quando nao se leva propriamente a serio num dos pontos fundamentais do filme que a escolha dos protagonistas, isso acaba por tornar o filme algo pastoso ficando sempre uma pessima ideia que o potencial do filme fica muito aquem das suas ideias de base.

Mesmo assim surge um filme com algumas ideias novas, numa sempre dificil do terreno das realidades paralelas, do consumo e da saude mental que no final apesar de algo obvio acaba por ser coerente, pena e que nos detalhes num seja um filme que consiga sequer atingir a mediania.

A historia fala de um individuo desligado que depois de despedido e afastado dos filhos acaba por conhecer uma mulher que lhe vende a ideia que vivem numa simulação e na realidade são alguem de sucesso rodeados por criaçoes imaginarias, que o leva a uma disputa entre diversas realidades.

EM termos de argumento o que o filme consegue potenciar na ideia e mesmo na base ideologica acaba por dificultar e muito nos condimentos de um argumento que nunca consegue ter boas personagens ou consiga do ponto de vista estrutural alinhar bem as suas narrativas.

Na realizaçao Mike Cahill perde alguma possibilidade de alguma maior assinatura que provavelmente exigiria mais meios que o filme nao tem e que na presença deles poderia potenciar um melhor resultado. Um realizador desconhecida que tem uma boa ideia de um bom argumento mas que o resultado fica aquem das possibilidades.

NO cast o grande falhanço do filme, desde logo porque WIlson e Hayek nao tem a intensidade dramatica ou o carisma para protagonizar uma historia particular como esta e o filme nao se leva a serio precisamente por essas escolhas que tambem nao deixam crescer as personagens.


O melhor - Tem uma boa base ideologica e moral.

O pior - As personagens


Avaliação - C



Sunday, February 07, 2021

The Little Things

 Com o anuncio da colaboração entre a WB e a HBO Max toda a gente esperou que o numero de filmes lançados fossem crescendo e em plena epoca de premios este policial a moda antiga tinha chamado a atençao principalmente tendo em conta o cast com tres vencedores de oscar no mesmo ecra. Este filme cujo trailer deixou agua na boca nao foi propriamente um sucesso critico com as avaliações a serem de tal forma medianas que acabaram com qualquer ambiçao que o filme poderia ter numa temporada de premios. Em termos comerciais parece-me um filme com alguns atributos a este respeito e que podera dar para perceber qual o real valor da HBO Max nesta colaboraçao.

Sobre o filme podemos dizer que o filme passa-se nos anos 90 e regressa tambem a um estilo de cinema policial muito proximo daquele periodo e que nos deu alguns dos melhores filmes policiais da historia como silencio dos inocentes ou sete pecados mortais. Entretanto e com dezenas de filmes do mesmo genero de baixa qualidade este filme recupera alguns dos atributos do melhor como rigor na investigação e boas personagens mas no resultado final fica muito longe dos melhores.

As razões pelas quais o filme ainda que com alguns atributos de grande nivel não consegue se equivaler aos melhores passa pelas personagens centrais, embora com bons actores fica a ideia que o filme nunca e propriamente personagens bem trabalhadas ou cuja a quimica consiga cativar o grande publico e em filmes policiais isso e essencial. OUtro dos problemas do filme é ser algo original na abordagem final mas que de alguma forma ludibria o espetador que fica sem algumas respostas.

Por tudo isto este mesmo sendo um filme competente que chama a si alguns dos melhores recursos que vimos nos policiais da historia no resultado final fica algo aquem, principalmente porque falta-lhe a capacidade de numa fase inicial criar uma boa dinamica da dupla central para depois sim trabalhar no nivel narrativo que acaba por ser mais satisfatorio.

O filme fala de um policia veterano retirado e um jovem em ascensão que acabam  por colaborar de forma a tentar determinar quem é o autor de uma serie de crimes que estão a ocorrer e cujas caracteristicas de ambos em conjunto vai tentar respoder.

O argumento não é em grande parte da sua duração propriamente original, embora demontre conhecimento e detalhes de investigação criminal. Com a entrada em cena do eventual suspeito o filme tem alguns apontamentos de boa qualidade e um final surpreendente apesar de ser daqueles que nem sempre completa o espetador.

Na realizaçãio Hanckok e um veterano argumentista que nos ultimos anos apostou na realizaçao faltando-lhe ainda uma obra de referencia. O filme tem os planos bem escolhidos e uma cor proxima de sete pecados mortais, sendo uma clara influencia do filme, mas falta lhe o brilho para assumir um papel de realizador de referencia que ainda não consegue ser.

No cast o filme arrisca pouco escolher tres vencedores de oscares e actores de primeira linha leva a fasquia para o topo, mas so LEto acaba por ter um real espaço para brilhar, o que o faz num excelente papel demonstrando que o ator se encontra em grande forma e em crescendo continuo.


 O melhor - Jared Leto.


O pior - A dupla central nem sempre ter quimica


Avaliação - B



Palmer

Com poucos conteudos com chamando as suas produçoes algumas megas estrelas a Apple Plus ainda parece estar um pouco rudimentar no que diz respeito a luta das operadoras de Streaming não so no numero de conteudos originais mas acima de tudo na divulgaçao da aplicaçao. Dai que pouca gente percebeu que este drama intenso com uma Justin Timberlake sem filtros tenha estreado sem qualquer mediatismo mesmo tendo em conta que o filme ate foi bem recebido pela critica. Isto demonstra que a aplicação da Apple ainda tem muito por onde andar se quiser entrar a serio nesta luta.
Palmer e na sua essencia um drama sobre condições de vida, sobre erros do passado e sobre relação entre as pessoas que na sua historia e igual a muitos outros dama de vida que antigamente preenchiam a matine dos domingos a tarde, embora com um caracter mais cru quer em termos da sexualidade quer em termos da violencia, num filme que quer dar algum lado independente a sua obra.
O filme no entanto acaba por ter um apontamento que o leva para patamares mais elevados que é a forma como a personagem infantil acaba por ser pouco conjugada com o sexo com que nasceu, um tema que principalmente naquela faixa etaria nem sempre e abordado no cinema mas que o filme toca, não so na forma de caracterizar a personagem nas suas vivencias e na forma como as barreiras iniciais sãpo quebradas com a personagem central, e que acaba por ser o apontamento mais vincado do filme.
De resto um entertenimento razoavel, num drama com uma boa mensagem, num filme que quase nunca e bonito tirando nas mensagens positivas que nos dá principalmente nas suas conclusões. Existem filmes que não são feitos para serem brilhantes mas para chegar as pessoas e o filme principalmente na sua contexualização emocional funciona bem.
A historia fala de um ex condenado que apos sair da cadeia e tentar reconstruir a sua vida em casa da avo, acaba por começar a interagir com um menor filha de uma toxicodependente que passa grande parte do tempo em casa da avo e que tem a particularidade de ter interesses tipicos de menina. Tudo fica pior quando a mãe do menor desaparece e a avó morre que o deixa literamente com o minino ao colo.
O argumento do filme não e na construção da linhagem narrativa propriamente original, com um tracejado igual a muitos outros filmes, consegue no entanto dar alguns temas novos, principalmente a questão da identidade de genero na infancia nada comum nos filmes.
Na realizaçao deste projeto Fisher Stevens e um actor com alguns projetos como realizador embora sem sucesso declarado. Aqui tem um filme cru, muito na onde do que o cinema independente muitas vezes nos da e tem talvez o seu maior projeto de ficção num realizador mais proximo dos documentarios. A ver se este e o alento para a continuidade neste genero.
No cast temos um Justin Timberlake mais dramatico sem o lado estetico com alguma competencia sem ser no entanto brilhante. Ao seu lado acabamos por ter a grande revelação, o jovem Ryder Allen que e excelente na indefinição de genero de uma personagem tao pequena. Squibb nos momentos em que entra dá o lado paternal que o filme necessita.

O melhor - A introdução do tema de indefinição de genero na infancia

O pior - Narrativamente torna-se algo obvio

Avaliação - B-


Friday, February 05, 2021

One Night in Miami

 Desde a sua estreia no festival de Veneza que este filme baseado numa peça de teatro que reunia numa noite quatro das maiores figuras da cultura afro americana , tornou-se por toda a contingencia cultural e temporal um dos grandes candidatos aos premios. A forma como a critica bem recebeu este filme e acima de tudo uma boa divulgaçao da Amazon para o lançar em cima do anuncio de nomeados deu a força necessaria que neste ano atipico este filme seja um dos que terá garantidamente lugar garantido nas cerimonias de entregas de premios.

Sobre o filme podemos dizer que é um ensaio de dialogos de diversas personagens da cultura afro americana numa reunião sobre prespetivas da convivencia e dos seus direitos. E um filme sobre cada um deles e sobre formas distintas de estar na luta. Ideologicamente e um filme interessante com uma boa organização e uma ideia que beneficia para este alarido pela contingencia politica do ano.

Claro que podemos dizer que o filme mesmo nas convicções de cada uma das figuras acaba por ser um lugar comum, mas o filme consegue alguns apontamentos que são de sublinhar o conseguir destruir os mitos de cada um deles para os tornar personagens e acima de tudo que estes trabalhem em conjunto em quimica de grupo o que poderia ser dificil em face do mediatismo de todos eles.

Nao sendo uma obra prima, e sendo um filme com demasiadas convicções politicas temos uma abordagem interessante com alguma teatralidade de uma noite passada com quatro icons. Nao se pode diferenciar o filme das lutas politicas que King tambem tem entrado mas no final parece-me que o filme acaba mais do que o seu contexto.

A historia segue quatro figuras iconicas, como Malcom X,Jim Brown, Sam Cooke e Cassius Klay numa reunião sobre prespetivas de ver a vida de um afro americano de sucesso numa suciedade comandada por brancos.

Em termos de argumento a peça de teatro e tambem o filme tem um bom argumento pela originalidade da sua abordagem e por integrar aquilo que é mediatico e caracteristico em cada um deles e encaixar num filme de personagens. Poderá ser considerado em parte demasiado policito mas funciona.

Regina King uma atriz de sucesso e galardoada estreou-se na realizaçao com um trabalho dificil que conseguiu cativar a critica. Ao contrario do que tem sido feito em algumas peças de teatro que passam para o ecra esta e mais uma abordagem clara de cinema com um excelente trabalho de caracterização que merece reconhecimento.

No cast um conjunto de atores nao muito conhecidos que encaixam principalmente fisicamente nos seus icons. O maior destaque vai para Odom Jr que junta o papel mais interpretado em termos de maneirismos e de voz que vai certamente o conduzir a uma nomeaçao.


O melhor  - Os icons tornarem-se personagens


O pior - Pode ser demasiado politico e contextual


Avaliação - B



Wednesday, February 03, 2021

Brothers By Blood

 Quando um filme altera o nome em pleno percurso de distribuição e sinal que alguma coisa não correu bem e que normalmente esse filme acaba por ter todos os ingredientes para estar longe do sucesso. Foi isso que aconteceu com este drama sobre Mafia em Philadelphia, que acabou por estrear neste inicio de ano com pouco ou nenhuma relevância pese embora tenha conseguido reunir um cast consistente. As pessimas avaliações criticas  condicionaram um percurso que acabou por não ter qualquer impacto comercial.

Fazer filmes sobre o mundo do crime em que contexto for é das tarefas mais exigentes do cinema principalmente pela qualidade que o genero ja conseguiu na historia do cinema. Este filme acaba por ser um declarado parente pobre desse tipo de filmes recheado de subidas e recuos temporais na tentativa de justificar personagens que nunca tem profundidade para merecer esse cuidado já que o seu desenvolvimento é sempre diminuido.

Por esta questão parece-me que o filme acaba por nunca crescer. O lado selvagem de cada personagem e a guerra de grupos acaba por ser um emaranhado mal elaborado que nunca consegue captar na essencia as posiçoes de cada um deles, entrando o espetador em desatençao.

E daqueles filmes que ate poderia ser um modesto filme sobre o crime mas que acaba por com a vontade de tentar explicar demais nunca conseguir o minimo impacto nas historias de vida que tenta contar, principalmente aquelas que tras detras.

A historia fala de uma serie de grupos de crime organizado que tenta imperar numa Philadelphia marcada pelo crime e pela vida das suas personagens, principalmente de uns primos com percursos semelhantes mas com moralidade algo diferente.

E no argumento que reside os maiores problemas do filme pela falta de um plano global para o filme que permitisse nem que seja no plano do efeito imediato o filme ter algum impacto. E uma historia sem grandes personagens sem grande fio narrativo com uma tematica vincada insuficiente.

Na realizaçao Guez e um autentico desconhecido que tenta captar alguns dos pontos conhecidos do cinema do crime  mas que nunca consegue cativar as audiencias com uma realizaçao escura e demasiado simplista que dificilmente o tirará do desconhecido.

No cast podemos dizer que o filme ate consegue captar bons interpretes como Kinnman e Schoeanerts, dois atores europeus a ganhar um espaço particular no cinema que tem intensidade e sofrem pelas personagens serem redutoras.


O melhor - O duo de interpretes


O pior - A forma difusa como o filme organiza a sua narrativa


Avaliação - D+

Tuesday, February 02, 2021

The Dig

  NUm ano em que a Netflix se propos a lançar um filme por semana em produção hollywood eis que surgiu este pequeno filme sobre um dado historico com um elenco de luxo pensando ainda em algumas possibilidades de premios em face da extensão do periodo de concurso. Este foi um filme que apesar do seu tradicionalismo recolheu boas avaliações embora nos pareça que o seu estilo pausado poderá não ser por si só ser um ingrediente muito sedutor para massas.

Sobre o filme podemos dizer que se trata de um competente drama historico sobre uma descoberta arqueologica importante, com personagens que se combinam bem mas que tem um problema que muitos dos filmes deste genero mais tradicional acabam por ter que e um ritmo muito lento que acaba por fazer o filme perder a intensidade e resumir-se muito as factos historicos que narra.

Nao e um filme particularmente diferenciado, mesmo que tenha alguns apontamentos de destaque como uma realizaçao e captaçao de imagens bonitas, mas a sua estrutura narrativa completamente linear acaba por dificultar em muito que o filme crie um impacto proprio que o poderia conduzir para dimensões de cinema superior.

Mesmo assim uma historia interessante, historicamente curiosa, que embora pequena dá-nos algum conhecimento da arqueologia, e das suas figuras, mesmo que nem sempre seja um tema de muito interesse e que o filme acaba por se adormecer um pouco em torno de uma caracteristicas algo tradicionais.

A historia fala de um conjunto de arqueologos que tenta descobrir um cemiterio viking ate que encontram uma embarcaçao anglo saxonica que vai conduzir a uma disputa entre os museus para o reconhecimento de tal descoberta enquanto se cria uma união entre o lider da operação e a propritária dos terrenos.

Em termos de argumento o filme não é propriamente muito condimentado para além das descobertas que apresenta. Temos algumas ligações emotivas entre as personagens que deveriam ser mais importantes no processo, mas o argumento acaba por ser um dos factores da falta de ritmo.

Na realizaçao Simon Stone e um desconhecido que conseguiu trazer para a sua obra um conjunto de atores de primeira linha. Temos uma realizaçao algo parada mas com alguma estetica que consegue ir de encontro aos objetivos do filme. Nao sendo uma realizaçao brilhante e eficaz.

Em termos de cast o filme esta bem recheado, Mulligan encontra-se em boa forma num ano interessante, com as suas caracteristicas mais conhecidas como intensidade dramatica, e um Ral+ph Fiennes que sempre que se entrega aos seus projetos acaba por os dotar de uma competencia natural.


O melhor - A descoberta

O pior - O ritmo demasiado lento


Avaliação - C+



Monday, February 01, 2021

Locked Down

 Seria uma questão de tempo até às circunstancias completamente distintas onde atualmente vivemos fossem alvo e resultassem num filme em concreto. Doug Liman foi o primeiro e ainda no inicio de tudo em tempo record reuniu um guião do conceituado Steve Knight e deu o arranque ao estudo sobre esta temática. Contudo nem sempre a pressa e amigo da perfeição e criticamente o filme ficou longe do reconhecimento com avaliações algo negativas. Comercialmente esta união entre hbomax e WB terá ainda de ser aperfeiçoada para resultados mais convincentes o que será dificil enquanto não existir uma universalidade do serviço.

Sobre o filme podemos num primeiro momento considerar que é corajoso por trabalhar um assunto com ele ainda decorrer, arriscando falhar na perceção do fenomeno global. Se inicialmente o filme até funciona ainda que de forma moderada no tratamento do fenomeno, na implicação profissional e relacional do mesmo, existe um ponto onde o filme falha e acaba por não se recuperar em momento algum. Esse é o momento em que deixa de lado o contexto, e tenta nos ultimos 20 minutos ser um filme sobre um golpe.

E aqui o filme tem todos os seus problemas de concretização, primeiro porque o golpe é confuso, pouco intenso, e mais que tudo nunca parece encaixar minimamente na vontade que o espetador tem para o filme, esperando mais confinamento e menos espetaculo de ação. Este ponto e particularmente desastroso principalmente se tivermos em conta de Liman funciona bem melhor ao longo da sua carreira num cinema de ação puro.

Assim surge um filme mais exprimental do que fucional, que ficara registado como o primeiro filme sobre as circunstancias de vida que hoje temos, mas que ao mesmo tempo lhe da a roupagem menos necessária ao momento, tornando-o num objeto pouco funcional e que principalmente como filme de ação nunca funciona, o que é pena já que me parece que consegue reunir os meios necessários para isso.

O filme fala sobre um casal em rutura confinados a mesma casa e com trajetos profissionais distintos, que tentando lidar com  todas as circunstancias de partilha de espaço e situação pandemica, vem as vidas profissionais se ligarem e poder resultar num golpe que resolverá todos os seus problemas.

Em termos de argumento existe dois pontos de analise distintos. Em termos da ligação a situação pandemica o filme até e funcional quer nas personagens e nos seus conflitos que tem origem nessa situação, fornecendo uma primeira hora de cinema razoavel. O problema e quando o filme quer ser mais que isso e uma especie de Oceans Eleven da pandemia e é um desastre completo porque o golpe nunca é interessante e os seus contornos mal articulados.

Doug Liman e um realizador que teve sempre alguma dificuldade em se tornar uma referência mesmo depois dos sucessos dos seus Jason Bourne, ou mais recentemente nas colaborações com Tom Cruise. Aqui parece funcionar melhor no registo contextual do que na ação de onde vem e isso acaba por ser surpreendente.

No cast o filme tem uma boa dupla que ate funciona bem com aquilo que lhes é pedido, que Hathway quer Ejiofor encaixam bem na loucura e nas circunstancias dificeis do casal, com bons momentos principalmente na primeira hora de filme. No lado de ação parecem funcionar pior mas ai o argumento e o inimigo principal de ambos.


O melhor - A primeira abordagem ao confinamento no cinema.


O pior - O Golpe


Avaliação - C

Saturday, January 30, 2021

Druk

Este filme dinamarques que marcava a reunião entre Mads Mikelsen e Thomas Vinterberg depois de The Hunt um dos filmes europeus mais reconhecidos do presente ano. Este filme seria um dos candidatos naturais a palma de ouro caso existisse alguma naturalidade no festival de Cannes de 2020. Esta reunião que criou grande expetativa acabou por reunir boas criticas e ser atualmente um dos grandes candidatos ao oscar de melhor filme estrangeir. Comercialmente o filme conseguiu alguma visibilidade principalmente na europa e tendo em conta os constrangimentos globais do cinema.

Sobre o filme podemos dizer que a sua premissa e interessante e poderia dar origem a um fime de primeira linha que nem sempre consegue ser, tornando-se em algo pbvio nas decisões que acaba por ter e por se tornar posteriormente mais num drama de personagens do que num exercicio de liberdade que num primeiro momento o filme tenta ser. E um filme que começa bem e introduz bem a sua premissa derivando depois para um lado mais obvio e que lhe retira algum poder de se diferenciar.

Claro que obviamente o filme tem alguns dos atributos melhores que os filmes europeus e principalmente os nordicos conseguem ter que é a sua originalidade na rebeldia, e o consegue ter isso, mas no final parece que quando quer escolher as derivações das personagens o filme cai num caminho mais facil que lhe tira alguma dimensão.

Mesmo assim um interessante filme, que nao sendo um filme brilhante longe disso, consegue com a sua premissa nos colar a curiosidade e as personagens sao suficientemente fortes para nos manter. Fica a ideia depois e que a simplicidade ou alguma leveza do tema poderia ter o impacto contrario e assumir ainda mais a ideia central do filme.

A historia fala de quatro professores algo entediados com a vida que decidem por a prova uma teoria cientifica que assinala a falta de um teor alcoolico nas pessoas que as impede de se divertirem, propondo-se a ter essa diferença ingerindo alcool.

Em termos de argumento o filme tem uma premissa original que poderia dar um filme francamente melhor e mais diferenciado. O filme ate consegue dar as quatro personagens com caracteristicas e percursos diferentes que sustentassem o filme mas cai em algumas escolhas demasiado obvias que o tornam algo previsivel.

Vinterberg e um dos realizadores conceituados europeus que permanece fiel a sua base. Este e um filme bem realizado com a simplicidade do cinema europeu. A assinatura e mais de um estilo de cinema do que do realizador mas parece que este conforto o faz funcionar principalmente junto da critica.

Mikelsen e outra vez o homem do leme do realizador e da o corpo e o seu carisma a personagem central com eficacia. Um papel intenso que ele consegue perfeitamente conduzir para as suas caracteristicas. Os secundarios originarios de um pais com alguma tradição no cinema funcionam com base ao seu protagonista e figura maior.


O melhor - A premissa


O pior - O encarrilar para um drama mais comum


Avaliação - B-



 

Friday, January 29, 2021

Tenet

 Foi sem duvida o acontecimento cinematografico do ano, não só por ser mais uma tentativa de Nolan reeinventar o seu cinema exprimental mas acima de tudo porque foi o filme que tentou desafiar o confinamento mesmo que isso em termos comerciais e nos EUA acabasse por provocar dano no filme mas nunca ninguem lhe tirara a coragem efetiva que teve. Criticamente foi um filme que dividiu entre quem entrou na dinamica de NOlan e aqueles que acharam um objeto de compreensão demasiado dificil.

Sobre Tenet parece.me obvio uma coisa é um filme que é desnecessáriamente confuso que torna tudo quase impossivel de interligar, ou quando o tenta fazer o espetador ja dispersou toda a sua atenção tentando reunir toda a informação do puzzle de forma a que o seu resultado final acabe por nao dar grande prazer ao espetador. Quando assim acontece é sinonimo a ligação entre espetador e filme não e minimamente funcional e o filme perde a primeira das suas razões.

POdemos dizer que talvez seja uma obra muito ambiciosa, e nisso penso que não existe grandes duvidas das dificuldades de argumento e tecnicas que o filme se propõem, mas por vezes temos de ter alguma noçao das limitaçoes que existem e parece que o filme nao as quer ter. FIca a ideia que Nolan esta a tentar desafiar-se a si proprio mas que perde a noção do seu quebra cabeças.

Claro que temos alguns ingredientes bem trabalhados com alguns efeitos, mas principalmente a irreverencia de algumas sequencias mas mesmo nas escolhas mais basicas o filme nem sempre e feliz e isso torna o filme estranho e para mim aquele que pior comunica com o publico na carreira do feliz realizador.

A historia fala de um agente dos serviços britanicos que entra com o objetivo de tentar impedir que um terrorista coloque em causa a sobrevivencia do mundo quando percebe da existência de objetos com existencia invertida e que conduz a uma luta entre o passado e o futuro.

Em termos de argumento a ideia do filme e original, tem bons apontamentos mas tudo e demasiado confuso para resultar em pleno. Fica a ideia que a montanha ideologica de Nolan e demasiado grande para ser acedida e isso leva a que o filme tambem no seu argumento nao seja mais que corajosa.

Eu gosto de NOlan acho que tem uma carreira de primeiro nivel que nos ultimos anos tem no entanto entrado num desafio demasiado extremo dele para si proprio que nem sempre tem resultado em filmes de topo. Aqui a dificuldade estava no nivel maximo mas nem sempre consegue o seu melhor.

No cast o filme falha Washington Junior ainda não tem a presença de figura de cartaz para assumir o filme e isso acaba por danificar o filme, Debecki tambem nao e brilhante, e sobra um Pattinson com alguns bons momentos na personagem mais interessante do filme mas que acaba por ser a menos explicada.


O melhor - A forma como o filme tenta arriscar a um grau de dificuldade elevada


O pior - Uma confusao que nunca se liberta


Avaliação - C-



Sunday, January 24, 2021

Pieces of Woman

 Este filme hungaro mas com uma produção norte americana e com distribuição netflix a pensar obviamente nos oscares foi uma das surpresas dos poucos festivais pre oscares que existiram e em algumas categorias e quase certo que vai marcar presença nas nomeaçoes. Este drama familiar pela sua intensidade obteve criticas positivas embora não entusiasmantes e a sempre forte distribuição netflix tornou este filme num dos produtos mais procurados da aplicação neste inicio de ano.

E impossivel na anãlise deste filme não proceder no imediato ao registo da primeira meia hora de filme onde temos a intensidade a humanidade o drama e o esforço de tudo que esta associado a um parte. Essa meia hora e uma das melhores partes que me recordo nos ultimos tempos de um filme pelo seu realismo pela intensidade das suas interpretaçoes e por aquilo que significa. 

O problema da qualidade da primeira meia hora do filme a forma como coloca a barreira tão elevada para o restante filme e parece claro que seria impossivel manter o nivel, e acaba por não fazer. Na restante hora e meia de filme temos um debruçar de uma personagem totalmente partida pela fatalidade, num sofrimento silencioso que o filme consegue trabalhar com alguma qualidade mas sem a capacidade de impressionar do primeiro segmento do filme.

Mesmo assim este drama intenso, dificil e impactante e sem sombra de duvidas um dos filmes de maior impacto junto do espetador, e impossivel não tremer nos seus primeiros momentos e principalmente não reconhecer o sofrimento das personagens e nisso o filme e muito hábil a comunicar com o movimento e com o silencio que o faz num dos filmes a registar para este ano.

O filme fala de um casal que apos um trabalho de parto problematico conduz a morte da criança e que leva a uma tentativa de salvar os intervenientes nas suas vidas depois de tão fatidico acontecimento.

Em termos de argumento não e propriamente um filme com muita originalidade ou com dialogos de primeira linha, tendo a sua maior virtude na capacidade de trazer realismo ao drama e comunicar bem com os silencios, não sendo as qualidades normalmente apontadas a um bom argumento e necessaria por vezes ter a mestria de comunicar para alem das palavras.

Na realizaçao Mundruzco e um jovem realizador hungaro que tem aqui o seu filme mais mediatico e talvez o seu passaporte para a sua globalidade. Numa historia proxima da sua vida junto da argumentista o filme consegue ser particularmente impactante numa primeira meia hora do melhor que o cinema nos deu nos ultimos anos.

E no cast que o filme acaba por se tornar mais impactante, a interpretaçao de Kirby aumenta a qualidade num ano que com poucos filmes e particularmente interessante em interpretações femininas, sendo esta talvez aquela que mais impacto me transmitiu principalmente por ser de uma actriz ainda com pouca dimensão. Labeuf neste tipo de cinema funciona e é um bom alicerce para a sua companheira e Burstyn tem alguns bons momentos que demonstram bem a sua capacidade ainda nos dias de hoje de ser intensa.


O melhor - A primeira meia hora de filme.

O pior - Perder obviamente algum impacto no restante


Avaliação - B



Saturday, January 23, 2021

Shadow in the Cloud

 Janeiro começou de uma forma não muito diferente dos anos anteriores, com um filme deliberadamente de baixo orçamento com algumas figuras conhecidas mas com um argumento basico de serie B numa aposta de pouco risco em termos de contacto com o publico. Surpreendentemente este pequeno filme até obteve avaliações razoaveis em termos criticos, embora o grande publico não tenha sido particularmente adepto do estilo. Em termos comerciais o filme tem algum lançamento mas os resultados foram absolutamente rudimentares.

Sobre o filme podemos dizer que tem tudo o que um filme de serie B quer ter e que isso joga a favor dele. O inicio do filme trás-nos num avião em andamento uma serie de personagens pouco desenvolvidas, brutas e uma especie de militar num alçapão vidrado do aparelho, sendo que a primeira metade do filme é passada nesse compartimento com a cara direcionada à protagonista e o filme acaba por funcionar melhor nesse segmento do que no estante. Aqui o filme vai criando algum suspense sobre a razão de estar ali aquela pessoa e a ligação a tudo o que está a ocorrer.

O problema e quando filme acaba por ser uma luta contra criaturas estranhas e monstruosas em que desliga totalmente os outros segmentos do filme e que dominam a primeira metade e torna-se numa sequencia unica de ação interminável, sem qualquer explicação tornando tudo absurdo.

Esta mistura só é possivel em filmes com baixas expetativas pois parece agua e azeite num filme só. Fica a ideia que talvez o filme numa primeira linhagem poderia até ser estranhamente interessante, mas quando se torna propositadamente descabido o filme perde total noção de desempenho e nisso nada se pode fazer para resgatar o filme da mediocridade.

O filme fala de uma jovem com uma encomenda que se integra num avião militar aparentemente numa missão confidencial que a leva a fazer parte da tripulação embora num espaço fisico diferente. Enquanto todos tentam perceber a sua presença ali o avião começa a ser atacado por nuns monstros vooadores que coloca a viagem em perido.

O argumento do filme funciona no lado de suspense de revelação da personagem mas desaparece quando isso é desmascarado, ai o filme torna-se essencialmente num vazio de ideias, sem explicação com muita exploração do absurdo que acaba por tornar tudo um serie B igual a tantos outros.

Na realizaçao deste estranho projeto temos Lang uma desconhecida que tenta no filme dar alguma ironia ao seu estilo mas acaba por não funcionar principalmente quando o filme se torna num epicentro de efeitos especiais. Nos primeiros momentos do filme ainda fica a expetativa de algum risco mas o final e mau de mais para sair com nota positiva.

No cast temos uma Grace Moretz ainda a tentar encontrar o seu lugar enquanto atriz adulta, o que ainda não conseguiu, faltando-lhe o papel que a assuma dessa forma. Nos secundarios um conjunto de atores de segunda linha em papeis menores, ja que é acima de tudo um filme de interprete


O melhor - A primeira meia hora.


O pior - Quando os monstros aparecem


Avaliação - C-

News of the World

 Num ano em que os maiores projetos com ambições de prémios acabaram por ser adiados para o ano seguinte quer por dificuldades de distribuição mas principalmente pelo facto de não terem sido finalizados, este western que marcava a reunião entre Paul Greengrass e Tom Hanks foi um dos poucos que resistiu à pandemia. Com uma tentativa de lançamento em cinemas a resposta esteve longe de ser brilhante manifestando claramente a pouca confiança das pessoas em ir ao cinema. Do ponto de vista critico o filme ate conseguiu boas avaliações mas analisando outros filmes lançados parece insuficiente para que o filme consiga ser um dos fortes candidatos aos prémios mesmo neste particular ano.

Sobre o filme temos um Western com os seus ingredientes mais básicos ou seja emotivamente forte na ligação entre personagens, um bom trabalho na definição de cidade e costumes, contudo parece algo lento e a historia um pouco simplista demais, tentando fazer prevalecer por si só um género, que realmente nos ultimos tempos não tem sido própriamente muito utilizado com competência mas sem grande brilhantismo.

Fica a ideia que o filme pensou que a ligação pouco esperada de Hanks ao genero por sí so acendesse junto do espetador alguma chama que o filme no seu argumento não consegue ter, e isso nem sempre acontece principalmente porque o filme acaba por ser demasiado básico quer na historia mas mais que tudo nas curtas ligações que vai tendo e sequencias de ação nada intensas.

Sobre no filme o caracter emocional, a forma como a estranha relação central se vai cimentando, vai segurando o filme ao longo da sua duração e faz com que pelo menos num dos elementos essenciais do genero, que é a riqueza emocional o filme funcione, se bem que também na caracterização de espaços e situações o filme também seja trabalhado.

O filme fala de um veterano de guerra que ganha a vida a deslocar-se pelas cidades a ler as noticias até que num dos trajetos encontra um criança que tinha sido raptada dos pais enquanto bebes por uma tribo india, e com um comportamento completamente selvagem. O filme segue a viagem de ambos em busca de uma solução para a menor.

E do ponto de vista de base da historia que penso que o filme está longe de ser brilhante. Não e um tema novo nem um filme particularmente prodigo em acontecimentos adotando mesmo um ritmo de cruzeiro. Consegue trabalhar a emoção mas penso que as grandes dificuldades do filme até residem neste ponto.

Na realização greengrass e um realizador respeitado pelo seu exprimentalismo, mas também pela sua capacidade de detalhe nas suas caracterizações. No genero Western novo para ele consegue potenciar os elementos essenciais sem ser no entanto um trabalho brilhante, mas que demonstra a sua competencia unanime entre todos.

No cast temos o sempre eficaz Hanks com o seu carisma e presença num papel menos exigente de que outros que ja o vimos ter, contudo a presença de Hanks e sempre uma exibição de qualidade e consistencia. O maior destaque vai para a jovem Helena Zengel uma quase desconhecida que ombreia os momentos com Hanks e que poderá ganhar aqui um mediatismo interessante futuro


O melhor - O classico do western


O pior - Um argumento pouco diferenciado


Avaliação - C+