As comedias romanticas puras estão em desuso, dai que tenha sido surpreendente esta aposta da independente A24 num género cada vez mais comercial e pouco concetual. Com um elenco proximo do publico mais jovem o filme obteve criticas medianas, com pendor positivo, mas conseguiu chamar a atençao do publico em geral. Comercialmente esperaria mais de um conceito proximo do publico, mas a ocasião de lançamento não foi a melhor e o resultado soube a pouco.
Sobre o filme podemos dizer que é um tipico filme romantico, para casais apaixonados e não só e que deve ser sempre analisado desta caixa onde o próprio se coloca sempre. Mas depois nas suas particularidades é um filme que funciona, desde logo pelo conceito super original do além e das escolhas, pela criação do mundo que parece tirado de um filme da pixar e por um humor não declarado mas sempre presente que o faz um filme ligeiro.
E obvio que não é um filme de fácil resolução embora pareça, o filme consegue colocar na sua duração todos os pros e contras mas no final tem um final quem sabe demasiado atalhado. Fica a sensação que queriamos saber mais da escolha final, mas o filme interrompe-se mesmo que seja um filme com quimica entre todas as personagens, ligeiro, mas uma comedia romantica como não se via faz tempo.
Por tudo isto um claro filme de entertenimento que não tem armas e mesmo ambição de ser mais do que isso que comunica bem com o publico numa historia arrojada, creativa, diferente, mas que consegue ir buscar o lado mais forte e concetual das relações e as suas diferenças, um dos bons filmes do ano.
A historia fala de uma mulher que depois de morta tem uma semana para escolher com e como passar a eternidade deambulando entre um primeiro marido, morto na guerra que esperou por ela 67 anos e um seu marido de toda a vida.
O argumento tem uma base do mais original do genero que me recordo, trabalha bem os momentos e o ritmo, com um humor presente, conseguindo tambem colocar desafios as personagens para a escolha de base. E um filme bem pensado, adulto, apesar de uma comedia romantica de base.
Na realização temos David Freyene um realizador quase desconhecido que tinha tido algum sucesso critico no seu filme anterior mas que aqui surge com um elenco de primeira linha. Bem pensado, processos simples, mas acima de tudo uma ideia bem trabalhada sem recursos astronomicos.
No cast Olsen e quem encaixa melhor na dictomia da sua personagem, num genero onde normalmente não se encontra. Teller e o que se sente mais confortavel no registo descontraido e Tunner tenta ser o galã, mas fica a ideia que é claramente o pior ator do trio. Sublinhado para a sempre forte Randolph a demonstrar o carisma que ja lhe valeu um oscar.
O melhor - Uma ideia e a quimica com o espetador.
O pior - E uma comedia romantica standar de base
Avaliação - B

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