Tuesday, November 11, 2025

Ballad of a Small Player

 A Netflix apostou tudo este ano com um lançamento quase semanal de filme com ambições a prémios de realizadores que estiveram presentes nos ultimos anos, com os seus novos projetos num forcing total para conseguirem ganhar o premio mais ambicionado na corrida. Uma das apostas foi este filme de Edward Berger, após o sucesso de Conclave sobre o mundo do jogo em Macau. Com muita expetativa o filme ruiu rapidamente com as pessimas criticas para um candidato, e em termos comerciais com o lançamento de Frankestein perdeu a primeira fila da aplicação.

Sobre o filme podemos dizer que Berger é um grande realizador, a sua forma unica de captar imagens, personagens, cor e intensidade fazem a primeira hora de filme resistir enquanto seguimos a loucura desorganizada da personagem central, que deixa sempre o filme desorganizado, não sendo percetivel para onde vai e como, e isso acaba por dificultar o impacto final do filme.

Com a sua reorganização o filme vai ganhando melhores momentos e o final retifica quase todas as perguntas que fazemos ate então, com uma redenção da personagem inesperada que faz o filme surpreender o espetador que até então gozava apenas o lado estetico impressionante que o filme acaba por ter na sua base.

Por tudo isto, este mal amado, tem bons momentos, tem realizador e uma interpretação de base de primeira linha. Pode ter ideias desorganizadas, pode no final já ir tarde para as organizar. O lado rebelde do filme pode ser demasiado para alguém com ambiçoes academicas, mas o filme transmite coisas e principalmente é feito para impressionar esteticamente.

A historia trás-nos até Macau dos nossos dias, num ambiente de jogo e um perdedor emaranhado em dividas em que a sua vida muda quando conhece uma estranha nativa que o faz mudar a prespetiva e acima de tudo alterar a sua sorte.

O argumento do filme tem muito lado asiatico no lado mistico, com muitas superstições que faz esconder um pouco dos seus objetivos. Quando procura ser mais claro na sua mensagem alguns ja podem se ter perdido na hiperatividade do filme, mas o filme reorganiza um filme com as ideias competentes para o que quer.

Na realização Berger tem sido um dos realizadores mais ativos e com melhores avaliações dos ultimos anos. Com mais meios e com o olho do falcão em cima de si, trouxe um filme bonito, luz, excelentemente realizador, sendo dificil de perceber as criticas constantes ao filme. Nota-se um toque na procura do detalhe obsessivo mas esse e um traço de autor de primeira linha.

No cast Farell e um dos atores do momento, com uma interpretação impressionantemente ativa, muito própria. Nota-se que pode ser um bocadinho em demasia, mas é em termos interpretativos one man show. Perde por o filme ter sido mal recebido ja que estamos perante uma das interpretações mais diferenciadas do ano, de um realizador numa forma incrivel.


O melhor - O lado estetico do filme.


O pior - A primeira hora pode ser mais rebelde do que efetiva


Avaliação - B

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