Monday, February 24, 2020

The Last Thing he Wanted

Numa altura em que a netflix ainda se tenta recompor pelo facto de não ter conseguido levar a melhor na corrida aos oscares. Logo para iniciar o ano, temos esta adaptação literária, realizada por Des Ree, que estranhou o facto de se ter estreado num mês de Fevereiro, normalmente pouco apelativo para projetos como este. Criticamente o filme foi um descalabro com avaliações muito negativas, o que vai certamente colocar em causa a visibilidade comercial que o filme vai acabar por ter.
Sobre o filme podemos desde logo perceber que é uma historia densa, que junta ao mesmo tempo as relações internacionais dos EUA, o jornalismo e pior que isso as ligações criminosas. Tudo poderia funcionar bem, principalmente porque o filme consegue chamar a si bons interpretes mas a organização, ou melhor dito a desorganização com que os temas se vão organizando acaba por nunca permitir que o filme tenha o impacto desejado, a não ser no seu final ou mesmo em momentos em que o filme parece estar algo refem de um esquema circular.
O filme até me parece que no final tem uma intriga densa e forte, mas que perde totalmente o impacto, já que o filme acaba por ser demasiado embrulhado em termos daquilo que é o desenvolvimento de cada um dos pontos, o que o torna desde logo pouco objetivo. Fica a ideia mesmo que a determinada altura o filme apenas quer terminar pois sabe que as revelações finais podem resgatar algo que até então estava longe de ser brilhante.
Ou seja um filme que não se percebeu no momento em que foi lançado a razão de tais datas, mas que com o passar do mesmo percebe-se que até poderia ser forte mas a sua desorganização interna acaba por colocar totalmente de lado qualquer hipotese de sucesso, transformando-o numa desorganização pouco ou mesmo nada interessante.
A historia fala de uma jornalista na casa branca que em plena guerra eleitoral, acaba por se ver envolvida numa intriga envolvendo num pais de terceiro mundo, tráfico de armas e drogas, que coloca em causa a sua sobrevivencia num pais com costumes totalmente diferente.
Em termos de argumento o filme parece acima de tudo desorganizado, em termos daquilo que é o desenvolvimento narrativo do mesmo, fica a ideia que as personagens mereciam bem mais crescimento e uma estrutura mais definida para tudo ficar bem mais efetivo.
Na realização Des Ree, tem capacidade de dar valor estetico aos seus filmes, principalmente nos contextos mais adversos. neste filme fica a ideia acima de tudo que é no argumento e na montagem que as coisas não ficam particularmente famosas, contudo normalmente com resultados finais como este as carreiras não ficam melhores.
O filme e ingrato para Anne Hathway, já que fica a ideia que o filme e a personagem poderiam-lhe dar um teor e uma força que o filme nunca consegue ter, acabando por ficar isolada. Affleck por sua vez não está em boa forma e o filme paga caro essa fatura.

O melhor - Hathway com uma boa interpretaçao

O pior - O filme a deixar por completo sozinha

Avaliação - D+

Saturday, February 15, 2020

JUmanji: The Next Chapter

Dois anos depois do conceito de Jumanji ter sido recuperado e adaptado aos nossos dias eis que surge a sua natural sequela que se tornou inevitável depois do tremendo sucesso comercial do primeiro filme. Este segundo filme com algumas aquisições e alterações acabou também ele por resistir a sempre exigente critica, o que é sempre um bom ponto de partida para qualquer filme de grande expansão comercial. Neste nível embora menor do que o primeiro filme o resultado continuou a ser bastante interessante.
Eu confesso que principalmente na forma como o filme usa a questão dos avatares em termos humorísticos o filme funciona bem, sendo que neste filme aliado a isso tem a alteração dos mesmos no processo que é uma escolha que também ela funciona. Nisso o filme é original na abordagem conjugando com efeitos e com uma produção de primeira linha no que a blockbusters diz respeito.
Outro dos pontos que funciona e a forma como os interpretes escolhidos conseguem funcionar naquilo que lhes e expressamente pedido e mais que isso na forma como funcionam em conjuntos, sendo que aqui o filme pouco ou nada arrisca escolhendo alguns dos valores comerciais mais ativos do momento.
O que falha no filme e que a historia e demasiado parecida em toda a linha com o primeiro filme, fica a ideia que narrativamente o filme e quase sempre mais do mesmo, e isso torna-o previsível. Também em termos de nova introduções no mundo fantástico o filme parece algo limitado ficando a ideia que quer em termos de vilania e mesmo em termos das sequencias de aventura poderíamos ter mais criatividade e um corte mais claro com o primeiro filme.
A historia segue as mesmas personagens num capitulo diferente do mesmo jogo, so que desta vez o quarteto de amigos não esta sozinho tendo consigo dois amigos e familiares mais velhos que no corpo de outros vai poder ter uma nova vida.
Em termos de argumento o filme está longe de ser criativo e muito diferenciador relativamente ao primeiro filme e isso torna-o algo obvio. Do ponto de vista do lado dos avatares penso que o filme continua a potenciar bem esta escolha como o valor maior humorístico que a historia acaba por ter.
Fruto destes dois filmes parece-me que Kasdan esta a trabalhar bem em termos de se tornar um bom tarefeiro de filmes com muito dinheiro envolvido. Não temos particularmente um filme de autor, ou uma originalidade de abordagem assumida, mas o filme sabe utilizar os meios ao seu dispor para ser acima de tudo eficiente.
No cast as escolhas de THe Rock e Kevin Hart a solo e em conjugação funciona sempre, Gillan e Balck encaixam bem o quarteto que em termos de química já tinha funcionado bem no primeiro filme. Nas novas aquisições temos Akwafina que depois do globo de ouro vai ganhando alguma dimensão comercial, embora neste filme acaba por naturalmente ser o parente mais pobre.

O melhor - Novamente os avatares

O pior - Demasiado colado ao primeiro filme

Avaliação - C+

Charlie's Angels

Dezasseis anos depois do mais recente reboot de anjos de charlie ter sido abandonado depois de resultados comerciais e críticos pouco apelativos, eis que Elizabeth Banks no papel de realizadora tentou revitalizar o conceito com novas aquisições. Esta estreia de alguma dimensão no entanto falhou por completo. E se criticamente as coisas nem foram tao negativas com uma mediania que deixa a clara sensação de poder ser bem pior, o grande problema do filme foi mesmo o seu maior objetivo que era o resultado comercial que ficou muito abaixo das piores previsões.
Sobre o filme e fácil perceber que o conceito dos anjos de charlie esta longe de ser por si so, um conceito de filmes complexos ou que preencham os amantes de cinema, e sim um cinema de desgaste rápido, e aqui e novamente mais do mesmo, ou seja um filme mais estético do que narrativamente desenvolvido, num conceito de filme de desgaste rápido que parece ter tido uma contenção de custos em termos de produção e que esta longe de ser minimamente interessante.
O problema do filme começa desde logo no elenco, fica a ideia que tirando Scott todas as restantes foram erros de escolha que acaba por se tornar mais evidente quando saímos fora dos anjos de charlie e entramos no mundo dos vilões. Mas o problema mais que a escolha de peças acabou também por ser a narrativa escolhida, muito débil e nem o volte face final consegue catapultar o filme para melhor qualidade.
Ou seja mais um entre muitos reboots falhados de um conceito que já se previa estar gasto nos dois filmes anteriores. Fica a ideia que em termos visuais o filme poderia e deveria ter evoluído mais, mas percebeu-se dessas limitações no momento em que Banks uma realizadora ainda sem conceito foi escolhida para liderar o projeto.
A historia fala dos anjos de charlie em mais uma missão tendo em vista impedir que um perigoso objeto entre em mãos erradas e coloque em causa toda a sobrevivência do mundo, no momento em que a equipa integra um elemento novo.
Em termos de intriga o filme e pobre, tenta no fim com alguns volte faces ganhar algum contexto mas parece-me sempre desfavorável em termos do interesse que as personagens tem para o filme. FIca a ideia que apenas de uma forma muita isolada o filme tem alguns momentos de humor o que e muito pouco em termos de um filme com grandes objetivos comerciais.
Banks pegou no projeto como realizadora e argumentista, ela que anteriormente já tinha pegado em Pitch Perfect sem grande sucesso e aqui demonstrou algum conceito pop e pouco mais com pouca arte ou criatividade para dar uma nova roupagem a um conceito popular mas com pouca complexidade. Não me parece mostrar grandes atributos para uma carreira de realizadora.
No cast desde logo a péssima escolha de Stewart, num filme e em personagens que exigem alguma sensualidade, a escolha parece um tiro ao lado por completo, que se concretiza no filme. As suas colegas funcionam melhor no registo pedido embora me pareçam ainda sem carisma para assumir um filme com esta dimensão. Nos secundários quer Claffin quer Stewart ,muito longe do que já fizeram.

O melhor - As cidades por onde o filme passa

O pior - O conceito não ser minimamente potenciado

Avaliação - D+

Friday, February 14, 2020

Black Christmas

O natal é talvez a epoca do ano que mais filmes consegue ter dedicado a sua epoca, dos mais diferentes generos. Este ano surgiu este peculiar filme de terror passado em clima universidade e das irmandades criadas. Este filme de terror muito juvenil acabou por ter quase nenhum impacto critico, sendo que também do ponto de vista comercial as coisas acabaram por correr de uma forma bastante diminuida.
Sobre o filme eu confesso que tentar fazer um filme de terror juvenil para maiores de 12 anos de idade é o primeiro pronuncio que provavelmente não vamos ter qualquer tipo de terror, o que se confirma por completo, e que o filme fica totalmente dependente da sua historia central, a qual acaba também ela por ser bastante básica e totalmente previsivel, o que torna este filme numa obra de qualidade inferior, que pouco ou nada tinha para resultar.
Fica a ideia mesmo quando se observa filmes de um nivel inferior que conseguem ter divulgação wide que estes filmes tragam pelo menos alguma coisa de novidade ao panorama cinematografico atual, o que neste caso nunca consegue, porque é um mediocre filme de adolescentes, é um inexistente filme de terror e pior que isso é um filme que não consegue surpreender em momento algum o espetador quando fica a sensação que em momentos tem esse objetivo.-
O único ponto onde o filme acaba por ter alguma dimensão é no tema da sexualidade e principalmente do abuso sexual, onde me parece que o filme tras um tema pertinente, exagerando no seu tratamento mas sempre com a ideia que é uma questão a denunciar e moralmente é assinalavel esse ponto num filme que em tudo o resto acaba por ser demasiado vazio
A historia fala de um grupo de jovens que inseridas num contexto de faculdade dominado por homens, começam a ser atacadas por pessoas mascaradas, que as obriga a juntar-se para sobreviver a estes ataques.
Em termos de argumento para além da alusão à questão do abuso sexual na adolescência o filme acaba por ser narrativamente e principalmente em termos de intriga bastante vazio já que as personagens em momento algum tem qualquer tipo de desenvolvimento, e mais que isso em termos de dialogos o filme nunca consegue ser engraçado ou impactante
Na realização Sophia Takal já tem alguma experiência no mundo do terror mas aqui cai num erro primordial que é tentar efetuar um filme de terror para maiores de 13 anos o que é um erro total de abordagem e o filme paga caro essa limitação.
No cast Potts usualmente mais associada ao cinema independente e a protagonista deste filme de terror com um trabalho bastante limitado a todos os niveis, numa personagem que também não ajuda qualquer carreira. Os restantes secundarios na verdade quase não existem

O melhor - A abordagem da temática do abuso sexual

O pior - A falta de impacto do filme

Avaliação - D

Thursday, February 13, 2020

The Last Full Measure

O cinema de guerra nos ultimos anos ganhou algum novo impulso principalmente pela inovação tecnologica que foi permitindo ao longo do tempo que o espetador tivesse mais facilidade em entrar dentro da propria historia. Isso acabou por deixar de lado algumas das historias de guerra mais densas, uma das quais que foi a base deste filme que estreou com total indiferença critica e que comercialmente foi também ela tratada com algum desprezo por parte dos espetadores.
Um filme de guerra quando não entra particularmente na ação ou mais que isso não aposta na força dessas cenas tem usualmente muito mais dificuldade em fazer prevalecer o seu conceito. Este filme tem essa dificuldade ou porque perde demasiado tempo a falar sobre honra e sobre a emoçao e pouco sobre os feitos da personagem central. Mas mais que isso porque os flashbacks na verdade acabam por nada dar de substantivo a historia tornando-se replicas de cenas de ação quase sempre cinzentas.
Por tudo isto temos um filme que funciona até em demasia da vertente melo dramatica, fica mesmo a ideia que o filme a determinara altura se assemelha aos dramas cristãos que têm invadido o cinema do que propriamente é um filme objetivo sobre a guerra e sobre um dos seus herois, o que torna a sua toada pouco intensa.
Um dos tipicos filmes de janeiro, ou seja um projeto pequeno, com resultado muito concreto, ficando a ideia que com outros meios ou mais que isso com uma produçao maior que tornasse os flashbacks mais importantes poderiamos ter um filme bem mais significativo ja que assim parece claramente que as coisas são bastante curtas.
A historia fala de um advogado do pentagonal responsável pela atribuição ou estudo de eventuais condecorações que acaba por começar a investigar os feitos de um falecido heroi do vietnam entrando na vida dos seus companheiros sobreviventes os quais lutam por essa distinção.
Em termos de argumento um filme simples e mais que isso um filme que apela mais a emoçao do que a razão, isso fica evidente em todos os dialogos do filme, quase sempre pensados numa emoçao pura e mais que isso pouco trabalho no processo de investigação, num filme que se assume como marcadamente de baixa produçao.
Na realizaçao Todd Robbinson e um realizador que ja teve algumas abordagens de guerra nunca com grande sucesso e aqui volta a não ter, principalmente porque o filme é pequeno naquilo que sao as sequencias de guerra e mais que isso porque o filme nunca na realidade consegue transportar as personagens para outros patamares na historia.
No cast um conjunto de atores veteranos com papeis razoaveis com particular destaque para um Hurt que regressa a um bom nivel. A interpretação central vai para um Stan ainda à procura do seu proprio espaço, até ao momento ainda por conseguiur

O melhor - A emoçao do filme

O pior - Os flashbacks inocuos de guerra

AValiação - C

Horse Girl

Depois de um ano 2019 onde a Netflix colocou diversas cartas em jogo e principalmente em termos de premios os resultados não foram totalmente os esperados eis que o novo ano começa com este pequeno filme independente, que teve a sua primeira demonstração em Sundance. Este filme foi recebido com criticas favoraveis embora insuficientes para embalar o filme para mais altos voos. Do ponto de vista critico parece-me claro que não será propriamente o coceito mais forte da aplicação.
Sobre o filme desde logo parece-me importante sublinhar que começa muito bem, um filme que consegue fazer uma excelente caracterização da personagem central, na sua especificidade e mais que isso na forma como se vai agrupando nos diversos contextos onde se movimenta. Com a entrada no lado ilusorio o filme perde-se muito e torna-se pouco impactante porque basicamente se torna numa pura ilusao e nem sempre me parece que isso seja a melhor escolha que um filme pode ter.
E certo que o filme cria alguma expetativa nos espetadores de poder resultar em algo concreto que por sua vez nunca é concretizado e que isso acaba por a determinada altura apagar o lado mais criativo da historia. Parece-me também que a fase final se torna demasiado filosófica para um filme so e que isso em si não traga particularmente qualquer beneficio para o resultado final que o filme consegue junto do espetador.
Ou seja um daqueles filmes que promete mais do que realmente acaba por dar, um daqueles filmes sustentados numa personagem que nos é bem apresentada contudo com um tema dificil nem sempre o resultado final é o mais forte, mas mais que isso um filme que quando as dificuldades aparecem não consegue em momento algum as ultrapassar na plenitude para se tornar num filme eficaz.
A historia fala de uma jovem isolada do mundo, com a sua vida totalmente rotinada que começa a padecer de esquizofrenia com ilusões que começam a condicionar tudo da sua vida, confundindo a realidade da fantasia, numa bola de neve de proporções gigantescas.
O argumento tem uma boa premissa e um bom plano, de dificil execução e que a sua concretização nem sempre acaba por ser brilhante. Parece obvio que a ideia do filme é muito melhor que o seu resultado final, motivado não so pela dificuldade de a implmentar mas principalmente por na fase final o filme tentar ser mais artisitico do que objetivo.
Na realizaçao Jeff Baena tem um trabalho com alguns detalhes mas que perde por nunca ser um facilitador na forma como o espetador acaba por compreender o que lhe esta a ser transmitido. Um realizador a caminhar para o seu espaço, mas a quem ainda falta a boa conclusão dos seus filmes.
No cast podemos dizer que BRie tem talvez o melhor papel da sua carreira, ou não fosse uma historia escrita de si e por si. Fica a ideia de termos aqui mais talento dramatico do que tem sido utilizador e com boas escolhas de papeis poderemos mesmo ter um caso serio no futuro.

O melhor - A interpretação de Brie

O pior - A forma como o filme vai perdendo a sua ligação à terra

Avaliação  - C

Sunday, February 09, 2020

Dolittle

Normalmente Janeiro e um mês para projetos algo abandonados e mais que isso para filmes sem grandes aspirações comerciais, dai que tenha surpreendido que esta mega produção que trazia RObert Downey Jr de volta ao mundo fora da Marvel tivesse sido lançada em tão sombrio mês. Percebeu-se no entanto que o projeto não ia ser bem recebido pela critica com avaliações muito negativas que acabaram por diminuir muito o espectro comercial do filme.
Eu sinceramente fiquei surpreendente no momento em que percebi que um ator conceituado como Downey Jr estava associado a este remake de um filme de Eddie Murphy, sendo que no momento em que foi anunciado o realizador do projeto pensei que iriamos ter uma roupagem nova, mais adulta de uma historia pensada para criança. Pois bem depois de ver o filme confesso que temos na essência quase a mesma coisa do que o filme anterior com efeitos especiais mais arriscados embora me pareça que o filme nem sempre os usa da melhor maneira.
FIca a ideia que este é um filme que tem medo de se assumir como infantil para crianças, com humor simplista, e não tem dimensão no argumento para ser um intenso filme de ação acabando por não ser na sua essência quase nada. Um filme curto com a curiosidade das conversas com animais e das vozes, um elenco de primeira linha e a ideia de um filme completamente falhado.
Talvez por isso seja difícil alguma vez esta historia dar um bom filme em termos de cinema porque a historia e limita em toda a sua essência. Parece-me ainda que do ponto de vista técnico o filme exige mais efeitos do que os disponíveis e o resultado nem sempre  e bem feito. Ainda agora começamos o ano mas podemos já indicar este filme como um dos flops críticos do ano.
A historia fala de um veterinário com a capacidade de falar com animais que apos a morte da sua amada, se esconde no seu terreno, ate ao momento em que e captado pela coroa inglesa no sentido de tentar salvar a rainha e também a sua propriedade.
Em termos de argumento tirando algumas tiradas especificas de alguns diálogos que podem funcionar do ponto de vista humorístico, o filme é um vazio de ideias limitando-se a usar a base da historia numa narrativa pouco ou nada interessante e um argumento digno de um filme juvenil de serie B.
O que mais estranha neste filme e o argumento e a realização estar a cargo de Gaghan um realizador adulto, que apostou aqui num género diferente e cujo resultado esteve longe de ser positivo. Fica mesmo a ideia de muita dificuldade em usar bem os efeitos a disposição e isso e preocupante num realizador que principalmente como argumentista já tinha tido alguns sucessos.
No cast DOwney Jr esta em piloto automático neste filme, reunindo o lado de herói de ação com a ironia que entrega as suas personagens é mais do mesmo num actor que tem de fugir imediatamente a este padrao. Um naipe significativo de vozes conhecidas num filme que nunca as sabe usar em seu beneficio

O melhor - ALgumas graças muito isoladas.


O pior - Como tanta matéria prima resulta num filme tao fraco

Avaliação - D

Little Women

Depois do sucesso critico que se tornou Lady Bird e que permitiu entre outras coisas que Greta Gerwing se tornasse numa das figuras de referência em termos de realizadores mulheres. Pois bem este ano surgiu esta adaptação do famoso livro das irmas Marsh. O resultado critico foi novamente brilhante denotando que a realizadora encontra-se numa fase fulgurante da sua carreira. Também comercialmente num momento em que se discute a igualdade na forma como a arte aceita homens e mulheres tornou este filme num dos sucessos do final de ano e conseguiu que o filme conseguisse uma serie de nomeações para os oscares.
SObre o filme eu confesso que uma adaptação de uma historia que já teve algumas roupagens no cinema tem sempre pouco de diferente ou surpreendente para ser um filme de referencia no ano. Este e um filme bem feito, deliberadamente desorganizado temporalmente mas que acima de tudo tenta encaixar as personagens femininas com alguma qualidade mas fica a ideia que essa repartição em demasiado do filme por diferentes fases baralhadas acaba por tirar o impacto de algumas personagens mesmo que politicamente sirva os intentos do filme.
Alias ou pouco como a discussão em torno das valências do filme e da forma como Gerwing foi ignorada como realizadora o filme e quase biográfico colocando-se no lugar de uma aspirante a escritora e a forma como quer dar o livro da sua família. O filme tem boas intepretaçoes e algumas dissertações sobre a vida mas parece-me sempre algo igual as outras adaptações para esse destaque.
Claro que e um filme cuidado do ponto de vista estética, que nos tras um cast de primeira linha e mais que isso que aparece no excelente momento para tocar no tema, mas esta longe de ser um filme de referência na historia do cinema mesmo que seja bem executado como e
A historia fala de Jo Marsh as suas irmas e a ligação entre ambas, e mais que isso as suas aventuras amorosas e pior que isso a forma como conseguiu ou tentou implementar a sua escrita num mercado totalmente dominado por homens.
O argumento de Gerwing tem sido um dos aspetos mais bem avaliados do filme, e provavelmente isso vai resultar numa aproximação ao oscar. Parece-me que temos uma actualizaçao da historia mas nada de revelante foi transformado pensando eu que outros filmes foram mais brilhantes em adaptações.
Na realização um filme de época descritivo e sempre difícil de trabalhar e Gerwing mostrou competência e sobriedade que muitas vezes os realizadores oriundos do indie podem ter alguma dificuldade em se exprimir.
No cast Ronan e a musa de Gerwing numa interpretação subtil mas funcional, assim como a realizadora parece neste caso estar demasiado valorizada para um papel interessante mas nada de diferenciador. Alias o maior destaque vai para Pugh eficaz num ano excelente e que fruto do conjunto de interpretações conseguiu a nomeação

O melhor - A actualidade do tema.

O pior - E uma historia conhecida que já viu a luz do dia antes

Avaliação - B

Saturday, February 08, 2020

21 Bridges

A entrada no mundo dos super heróis da Marvel é sempre um passaporte para o estrelato ainda para mais quando o seu filme acaba por ser o primeiro a conseguir a nomeação para o oscar de melhor filme. Pois bem Boseman continua neste policial dentro do papel de herói de ação, num filme de entretenimento simples que acabou por ser dotado de alguma indiferença critica. Do ponto de vista comercial o filme teve longe do sucesso demonstrando que por si so Boseman ainda não consegue sustentar o valor comercial do filme.
SObre o filme podemos dizer que temos uma intriga densa, que pese embora tenha alguns volte faces acaba por ser algo previsível do primeiro ao ultimo minuto, algo que também não é potenciado por um ritmo um pouco lento entre as sequencias de ação que são na sua essência trocas de tiro. Fica a ideia que principalmente na exploração das personagens o filme e pouco denso e isso acaba por fazer um filme curto parecer demasiado lento para um filme de ação.
Também no conceito parece claro que o filme arrisca quase nada, uma realização simples, numa nova iorque que nunca e realmente aproveitada para ser esteticamente o suporte do filme, acaba por tornar o filme muitos dos seus momentos algo básico demais principalmente porque a intriga nunca consegue trazer para si elementos que o diferenciem em algum momento.
Um filme de clara segunda linha da ação, que tenta acima de tudo cimentar a posição de Boseman com um herói rebelde e pouco mais. No lado dos vilões fica a ideia que o filme merecia algo mais declarado pois em intrigas como este o peso do outro lado e fundamental para o filme funcionar ou não.
A historia fala de um policia conhecido por ser implacável contra assassinos de policias que entra numa investigação de um crime que matou diversos policias iniciando a caça ao homem de dois assassinos que escondem uma intriga maior.
DO ponto de vista de argumento a intriga é complexa mas acaba por ser algo previsível. Outro dos problemas do argumento e que na realidade as personagens nunca acabam por ter a densidade para levar o filme para outros patamares para alem da ação.
Na realização Brian Kirk surge oriundo da televisão com um trabalho simples sem grande risco nem grande autoria que acaba por não potenciar o filme. Entende-se as limitações tendo em conta que se trata de um lançamento num mundo ate então pouco dele.
No cast Boseman tem carisma para liderar filmes embora aqui a personagem seja algo monocórdica. Ao seu lado Miller e Simmons estão em piloto automático, tendo algum destaque o jovem Stephen James que demonstra intensidade para mais altos voos.

O melhor - As sequencias de ação inicial

O pior - A forma como um filme tão curto se consegue adormecer

Avaliação - C-

Thursday, February 06, 2020

The Wave

Janeiro é conhecido por ser um mês tranquilo em termos de cinema, colecionando produtos de baixo custo de produtoras maiores, acompanhado acima de tudo por projetos mais arriscados de outras companhias. Este estranho Thriller foi um dos filmes que viu a luz do dia no inicio do ano com criticas medianas e uma expressão comercial completamente inexistente, dando clara perceção do baixo poder comercial dos seus protagonistas.
Sobre o filme eu confesso que usualmente gosto de Thrillers com realidades paralelas, e mesmo com alguma ficcção cientifica quando os mesmos conseguem ao mesmo tempo ser inovadores, impactantes mas mais que isso conseguem transmitir bem a sua mensagem, algo que me parece não ser totalmente conseguido neste filme, principalmente no que diz respeito ao ultimo parametro aqui em jogo.
Até me parece que o filme começa bem na forma como cria e explora a sua intriga central, mas quando entra na sua fase mais dificil de conjugar e mais que isso dar sentido a tudo o que estamos a ver o filme não consegue nunca simplificar tornando-se em algo quase intraduzivel pese embora com algum primor tecnico na sua diferenciação, o que torna a mensagem pouco facil de ser percebida pelo seu espetador.
Podemos facilmente englobar este filme dentro daquilo a que se chama um cinema exprimental de autores desconhecidos com atores em baixo de forma. Fica na retina algumas boas ideias do ponto de vista estetico mas a falta total de ideias na simplificação da historia ou mesmo na sua concretização e quando isso acontece num genero como este o resultado dificilmente consegue ser positivo.
A historia fala de um individuo que apos a promoçao decide ter uma noite de aventura que apos tornar uma droga se torna um autentico ataque a sua realidade e as suas relações, o que acaba por conduzir a uma serie de eventos que lhe são totalmente estranhos.
No argumento o filme apresenta dificuldade em ser objetivo e a transmitir aquilo que quer fazer com clareza, alias fica a ideia que o filme a determinada altura perde por completo o seu controlo do impacto dos seus paralelismos acabando por deixar morrer as personagens e a sua historia.
Na realizaçao Klabin tem alguns apontamentos interessantes principalmentes na forma como filma as aluncinações, contudo posteriormente na maior parte do filme isso não é acompanhado por outro tipo de registos que deixam o filme adormecido.
No cast Justin Long esta longe do mediatismo que ja teve, adotando um estilo de cinema que poderá ser interessante embora ainda não tenha sido capaz de destruir a imagem de actor de comedia mesmo neste tipo de segmentos com outro genero cinematografico por trás

O melhor - Alguns apontamentos de realziação

O pior - A forma como o filme acaba por se tornar impercetivel

Avaliação - C-

Wednesday, February 05, 2020

Uncut Gems

Nos ultimos tempos esta dupla de realizadores conhecida por Safdie Brothers tem ganho um conceito muito grande dentro da critica especializada por um estilo de cinema barulhento, confuso, mas com personagens que vão sendo iconicas. Este ano este pequeno filme com Adam Sandler tornou-se num objeto de culto da critica, que resultou em alguns premios especializados, não tendo no entanto conseguido entrar no terreno academico. Do ponto de vista comercial os resultados foram bastante consistentes mesmo com a aposta da distribuição internacional por parte da Netflix.
Sobre o filme podemos dizer que mais que uma otima historia, que até acho que não tem, o filme tem um conceito muito próprio que grande parte do tempo funciona, quer no ruido, quer nas personagens, nos avanços e retrocessos, é um autentico caos mas que muitas vezes funciona por especificamente ser assim e mais que isso porque é isso que se torna a sua assinatura.
A historia de base é uma intriga com muitos envolvidos, entre os quais Kevin Garnet, é um conjunto de ideias muitas delas desorganizadas, que não permitem que o filme na sua linhagem centram seja brilhante. Basicamente seguimos a ritmo acelerado uma personagem, muito peculiar, pelo seu mundo, e as suas confusões, mas nunca entendemos na realidade o filme, isso funciona como assinatura mas parece-me não permitir que o filme tenha um sublinhando totalmente diferenciador.
Uncut Gems e um filme razoavel de uns realizadores que adotaram uma assinatura peculiar, marcada pelo caos de personagens e barulho, bem interpretado, e bem sonorizado, mas que ainda falta alguma abrangencia para entrar no nivel extraordinario que muitos dos criticos já o assinalam.
A historia fala de uma comerciante de diamantes, que envolvido num esquema de apostas estranhas e dividas de dinheiro, entra no caos total da ligação entre os seus negócios que o tornam a todos os niveis um ser a abatar.
Em termos de argumento não é um filme facil, no centro narrativo não me parece mesmo que a historia seja brilhante. Em termos especificos, temos uma boa personagem central, que tem alguns dialogos, embora a ligação entre eles fruto do ruido nem sempre seja facil.
Os Safdie Bros tornaram-se uma coqueluche da critica especialziada nos ultimos tempos. E indiscutivel que os seus filmes tem uma assinatura invulgar, arriscada, o seu gosto nem sempre parece-me ser o mais global, ao apostar pelo ruido como imagem de marca.
O filme em termos de cast marca a carreira de Adam Sandler como uma das melhores supresas do ano, pese embora a personagem tenha muito do actor, tem muito mais, utiliza as caracteristicas mais irreverentes do comediante numa personagem dinamica, bem construida e diferenciadora que a torna num dos bons papeis do ano.

O melhor - O caos organizado

O pior - Nem sempre é facil acompanhar tudo que acontece

Avaliação - B-

Tuesday, February 04, 2020

I Lost My Body

Num ano em que a Disney apostou todas as suas baterias em sequelas dos seus filmes de sucesso e pouco em filmes originais, o maior destaque do ano no cenário de animação foi para o lado mais exprimental de alguns filmes mais concetuais distribuidos internacionalmente pela Netflix. Um desses filmes foi este pequeno filme de animação francês que conjugou boas criticas. Do ponto de vista comercial sempre foi dificil perceber o real valor dos filmes da aplicação, contudo percebe-se que não será o seu produto comercialmente mais apelativo.
Um dos pontos mais importantes de um filme de animação acaba por ser o seu estilo estético o que neste filme funciona bem, já que para além de ser detalhado, descritivo e rigoroso acaba por dar ao projeto o seu caracter adulto, rotulando-o de imediato como um filme vocacionado para este público alvo, que acaba por ter a boa conjugação com o acompanhamento musical bem trabalhado e que permite o impacto emocional que o filme acaba por ter.
Do ponto de vista da narrativa pese embora o impacto emocional do filme seja claro, e alguns dos dialogos bem trabalhados, fica a ideia que no final é demasiado melodrama numa história só o que o torna em momentos demasiado pesado. O facto de se tratar de um filme de animação acaba por aligeirar um ponto este peso, mas fica a ideia que também narrativamente o filme poderia encontrar bem esse equilibrio.
Ou seja, em síntese um filme de animação adulto, interessante, esteticamente bem concebido demonstrando que o mundo de animação é cada vez mais globando e sublinhando o bom trabalho da Netflix na distribuição de filmes de qualidade de diversos generos em circuitos que provavelmente não conseguiriam chegar. Isto resulta numa nomeação para oscar merecido num ano em que a animação teve longe de ter grande fulgor, principalmente nos conteudos das grandes industrias do genero.
A historia fala de um jovem orfão que sobrevive numa grande cidade sozinho, até ao momento de uma entrega de uma pizza em que se apaixona por uma cliente que apenas contacta pelo intercomunicador. O filme segue também viagem de uma mão que encontra o seu corpo.
O argumento do filme na forma como é bipartido é original e arrojado, e vai funcionando.- Fica a ideia que emocionalmente a toada e demasiado negativo o que o torna algo pesado, ficando também a ideia que o filme necessitaria de uma conclusão bastante mais assertiva.
Jeremy Clapin é um realizador de animação francês com alguns filmes que tem aqui o seu projeto com maior visibilidade. A realização e criação do filme é detalhada e sobria, com uma excelente utilização da componente musical. Um realizador a seguir.
No cast de vozes as versões multiplas acabam por dificultas esta analise, sendo que a versão original serve o proposito de um filme com poucos dialogos.

O melhor - A banda sonora

O pior - Ser demasiado melancolico

Avaliação - B-

Sunday, February 02, 2020

1917

Se as previsões estiveram certas na próxima semana quando for anunciado o vencedor do oscar de melhor filme provavelmente este épico filme de guerra de Sam Mendes sera o vencedor, sendo o regresso do realizador ao olimpo depois de no seu primeiro filme ter conquistado esse mesmo ouro. Este original filme de guerra foi uma das boas surpresas criticas do ano, e principalmente junto do publico reunindo o valor critico e comercial que muitas vezes e necessário para ser o grande vencedor de prémios.
SObre o filme podemos dizer que na historia temos uma simples historia de guerra em plena primeira guerra mundial, Contudo tudo o restante que o filme pode ter no seu funcionamento tornam este num dos grandes filmes do ano a todos os níveis, pela experiencia que da aos espetadores tornando interativo num cenário de guerra, uma realização de excelência e mais que isso interpretações de uma intensidade pouco comum em dois jovens actores, tornam se não no melhor filme do ano pelo menos o maior impacto.
As duas horas de filme e uma experiencia de cinema claro, daqueles filmes que faz com que as pessoas regressem as grandes salas pelos efeitos, pela interatividade que o filme nos da pelo estilo que o filme adopta na sua realização mas mais que tudo pela forma como o filme consegue ter um impacto emotivo em determinadas sequencias que pouco ou mesmo nenhum filme de guerra pelo menos nos últimos anos se aproximou.
Num género que andava um pouco colocado de lado 1917 é um dos melhores filmes de guerra que há memoria, cru, intenso, psicologicamente impactante juntando a isso uma realização e um modelo de filme original que o tornam num dos maiores acontecimentos cinematográficos dos últimos anos.
A historia fala de dois jovens combatentes dos aliados em plena primeira guerra mundial, que são enviados em plena linha de guerra de um batalhão ao outro de forma a transmitir uma informação que ira alterar o curso da guerra e salvar milhões de vida, mesmo que a de ambos esteja em risco.
E difícil um filme de guerra ter um argumento de primeira linha, e na base este tem uma historia simplista. Principalmente na primeira parte ainda temos um ou outro dialogo de primeira linha mas rapidamente o filme percebe que os recursos e os pontos fortes estão num outro segmento e ai vai a aposta total.
Sam Mendes tem sem duvida nenhuma a melhor realização do ano e talvez uma das melhores dos últimos, anos a aposta no filme e acção na primeira pessoa torna toda a trama como se nos tivéssemos la dentro e o impacto e brutal. Um realizador que num estilo diferente voltou a tocar no topo como poucos o fizeram.
No cast o filme tem dois jovens em interpretações incríveis que mereciam mais reconhecimentos nos prémios quer McCkay quer Chapman são intensos tem interpretação física e emotiva, que mereciam romper a ideia de que nos filmes de guerra não existem interpretações. Esperemos que seja a entrada para excelentes carreiras porque aqui parece claro que existe qualidade.

O melhor - O que a realização nos dá.

O pior - A historia do base e algo linear

Avaliação - A-

Saturday, February 01, 2020

Just Mercy

Em todos os finais de ano e comum as produtoras lançarem os seus produtos com carimbo de possíveis candidatos aos oscares, normalmente ou com historias reais marcantes ou com abordagens mais originais. Um desses filmes que se posicionou nesse período foi este drama sobre a defesa dos acusados no corredor da morte. Ao contrario de outros que foram lançados no mesmo período este filme não teve uma explosão critica pese embora tenha sido bem avaliado, hipotecando por completo as chances de oscar. Comercialmente com a posterior relançamento em Janeiro as coisas firam mais razoáveis.
SObre o filme podemos dizer que a aproximação da morte e principalmente a questão racial num contexto do interior norte americano e sempre o ponto de interesse para qualquer filme, num dos seus temas preferidos. O filme fala disso com objetividade fica no entanto a questão que o filme torna-se demasiado direto quer no lado da investigação tornando tudo demasiado simplista num filme que trata de matérias tao sensíveis.
Ou seja pese embora o filme consiga transmitir bem as emoções inerentes a cada momento fica a ideia que trata mesmo a historia pela rama, deixando de lado as motivações objetivas da investigação mal conduzida, atalhando na nova descoberta de forma a potenciar sequencias de diálogos emotivos e muitas vezes pouco mais que isso entre personagens.
Ou seja parece-nos um filme que não se debruçando a serio sobre a temática ou sobre a historia passa muito mais a mensagem do ponto de vista emocional do que a historia em si. Fica a ideia que outras personagens mereciam algum destaque já que o filme centra-se demasiado nas duas centrais e isso pode ser redutor para os temas em questão.
O filme fala de um jovem advogado que se centra na questão dos detidos no corredor da morte e na tentativa de tentar defender quem ali se encontra de forma injusta de forma a impedir a retirada de vida aos inocentes que ali se encontram.
Do ponto de vista do argumento a historia e impactante e emotiva e o filme trabalha-a muito desse ponto de vista. FIca a sensação que existia muito por trabalhar do ponto de vista politico, ideológico e mesmo de justiça mas que isso poderia tirar o peso emotivo ao filme, mas no fim parece-me apenas a escolha mais simples.
Daniel Cretton e um realizador que tem ganho alguma dimensão e que tem dado nos últimos tempos aos seus filmes tem funcionado propriamente mais do ponto de vista emocional do que na riqueza em que os seus filmes abordam as suas temáticas. DO ponto de vista de realizador falta ainda alguma marca de autor.
NO cast e um filme que explora apenas duas personagens B Jordan está com um papel simples, mais emotivo do que exigente, dando mais sublinhado a um Foxx novamente em boa forma, com um bom papel, embora me pareça que tenha sido mais valorizado do que propriamente o mesmo representa.

O melhor - O lado emocional da historia

O pior - TOrna aspetos complicados em atalhos narrativos

Avaliação - B-

Thursday, January 30, 2020

Cats

Apresentado como uma projeto megalomano de Tom Hooper, foi com expetativa que o mundo do cinema aguardou pelas primeiras imagens para perceber de que forma a tecnologia estaria preparada para algo como Cats. Pois bem desde o primeiro trailler que o mundo caiu sobre o filme criticando acima de tudo a falta de qualidade dos efeitos aplicados, mas tudo ainda se tornou pior, que depois de serem reformulados e o filme lançado a receção tenha sido ainda pior com criticas pessimas que o consideram inclusivamente num dos piores filmes da historia. Nenhum filme resiste a este tipo de publicidade e aquilo que seria um pretenso blockbuster tornou-se num dos maiores desastres que temos memoria.
Sobre o filme podemos dizer que já de si a historia basilar de Cats está longe de ser algo transcendente, limitando-se a uma serie de musicas e bailado num espaço moderno e com luz, e faltas a imitar gatos. Ou seja na historia em si parece que Tom Hooper pouco poderia fazer já que a mesma não é propriamente dos musicais mais complexos, contudo quer as adições da musica, algumas escolhas interpretativas e principalmente os efeitos utilizados acabam por matar completamento o filme tornando-o dificil de ser visto.
Cats e daqueles filmes que tirando os cenarios e a qualidade de alguns momentos musicais que parece que tudo é pensado para correr mal, sendo totalmente injusto justificar a falha do filme com os efeitos especiais de terceiro nivel. o filme não funciona porque o formato não é feito para funcionar numa longa metragem e mais que isso o filme não consegue explorar qualquer personagem ou momento desligando-se por completo.
A piorar tudo temos os tiques de gato que surgem absolutamente do nada, que levam a maneirismos das personagens completamente desajustados e que tornam o filme quase absurdo em muitos momentos. Não será obviamente o pior filme da historia, pese embora seja bastante fraco, mas é sem sombra de duvidas daqueles que mais defraudam as expetativas que se criaram em seu torno.
A historia e a conhecida de cats, uma serie de gatos apresentam as suas musicas sobre os mesmos de forma a tentarem ser escolhidos e assim encarnar numa nova vida.
Em termos de argumento a história basicamente é semelhante ao musical famoso. A introdução de novas musicas acaba por não ter qualquer tipo de inovação naquilo que o filme nos trás de essencial, mantendo o mesmo registo. A historia está longe de ser brilhante.
TOm Hopper e um realizador com um oscar que depois dessa vitoria nunca mais conseguiu se aproximar do filme que lhe deu tal premio. Aqui e um desastre no uso de tecnologia e de maneirismos que torna neste filme uma explosãop negativa numa carreira.
No cast a escolha dos atores fica de imediato condicionada pela pessima utilização dos efeitos que os tornam em animais terrorificos. Mas mesmo dentro do regime é completamente absurdo algumas interpretações mais concretamente as de Elba, Wilson e Corden.

O melhor - Os cenarios

O pior - O filme tem um conjunto de atos falhados

Avaliação - D

Tuesday, January 28, 2020

Bombshell

Tres anos depois do mundo mediatico ter acordado para o mundo da coação sexual nos empregos mediáticos eis que surge o primeiro filme que tenta fazer a incursão por essa problemática relatando o escândalo sexual que se abateu no seio da Fox News. Com um tema tão impactante e com um cast de primeira linha o carimbo de oscarizavel veio de imediato, pese embora as criticas não tenham sido totalmente unanimes embora positivas. Do ponto de vista comercial o filme enfrentou uma concorrência grande razão pela qual terá ficado um pouco aquém do valor do cast que apresenta.
Sobre o filme parece-me obvio que este é um tema que vai ainda fazer render muitos filmes sendo este a primeira tentativa, que acaba por estar longe de ser perfeita, já que se torna demasiado preocupada com questões politicas inerentes que basicamente não interferem na narrativa central que o filme quer tocar, dai que seja no final de contas uma mistura de temas cujo resultado final nunca parece ser totalmente funcional.
Do ponto de vista da historia parece que o filme não quer ser descritivo e mais que isso parece ter medo de dizer em concreto os atos sexuais. Parece ter receio de ser cru e chamar as coisas pelos nomes, o que parece-nos um erro porque no restante até é competente na forma como da plena claridade sobre os ganhos e perdas do silêncio nas diferentes personagens.
No que diz respeito ao lado politico embora este contextualize o ambiente da fox, a determinada altura parece um retirar de atenção do assunto central e não me parece que em momento algum isso seja a aposta mais inteligente, num filme com um tema de grande impacto que não merecia ser diluido. Ou seja um filme que marca o inicio de um tema com alguma força, embora longe do que o filme poderia valer, num filme que muitas vezes é resgatado pelo otimo cast.
A historia fala de um escandalo sexual despoletado por uma apresentadora da Fox News que apos ter sido despedida apresenta uma queixa contra o diretor da estação iniciando um escandalo sexual mesmo no meio da candidatura de Trump a presidente
O argumento do filme tem o foco forte de um tema impactante e na ordem do dia, mas depois parece querer misturar com uma intuição politica que nem sempre funciona. E obvio que é um filme forte no que diz respeito á temática central que merecia talvez mais atenção isolada no argumento.
Jay Roach é um realizador oriundo da comedia que com Trumbo tornou-se num realizador de maior impacto imediato no que diz respeito a corrida aos premios. Aqui inicialmente nos primeiros minutos ainda quer dar alguma inovação da abordagem com diálogos com o publico que depois desaparece, fica a sensação que o filme sofre de alguma ainda falta de força do seu realizador.
E no cast que o filme tem o seu nivel mais elevado com excelentes interpretaçoes de Theron, Robbie e Lithgow muito ajudados por caracterização que os altera. Alias penso que o filme ainda consegue ser maior muito por culpa deste cast, já que as dificuldades nos outros parametros poderiam torna lo facilmente banal.

O melhor - As interpretações.~

O pior  - O tema ser grande demais para perder tempo em dissertações politicas que tem demasiado tempo de antena num filme pequeno

Avaliação - B-

Waves

Seria previsivel depois do sucesso critico e de galardões que teve Moonlight que filmes com a mesma fisionomia e estilo fossem sendo criados. Em 2019 este The Wave não renega nunca esta influência embora com um estilo proprio de junção entre historias dramaticas e mais que isso a iluminação e a musica. Waves foi um dos sucessos criticos do ano, mesmo no panorama independente embora tenha sido impossivel penetrar numa concorrida corrida aos premios. Do ponto de vista comercial os resultados não ajudaram ja que foram modestos principalmente tendo em conta algum espectro de premios que existiam em torno do filme.
Sobre o filme podemos dizer que normalmente não sou grande adepto de filmes fracionados e The Wave acaba por o ser, dividindo o enfoque em dois irmãos em momentos sucessivos, embora a historia do primeiro momento acabe por estar bem presente nas reações do segundo. A primeira parte do filme é brilhante, a forma como é interpretada, realizada e associada musicalmente, faz com que mesmo com uma historia e narrativa simples tenhamos uma hora de completo cinema inovador e que torna o filme bastante impactante.
Com a mudança de lado tudo se torna mais emocional, e ai o filme vai buscar um pouco do lado mais emotivo de moonlight, mas perde o risco e a criatividade das cenas do primeiro filme e deixa-se adormecer um pouco, tornando-se repetitivo embora com um lado emotivo e funcional na dinamica amorosa que resulta, principalmente na forma como nos da a experiencia de cada um dos interpretes.
Por tudo isto Waves é um dos bons filmes do ano, ficando na retina a abordagem do filme na primeira hora. Fica na retina que um filme mais centrado num bloco de personagens poderia ter ainda mais impacto, mas fica a ideia que o filme fica algo carente em termos daquilo que é o corpo inicial, e isso torna-o mais comum no segundo segmento.
A historia fala de um jovem com um futuro previsivelmente de sucesso que após descobrir uma lesão incapacitante entra num clima de auto destruição que coloca em causa o seu namoro e a vida familiar, sendo que após um acontecimento trágico o filme aborda a relação da irmã deste individuo que sempre viveu na sobra do irmão com o seu primeiro namorado.
Em termos de argumento não me parece que seja um filme de topo, é daqueles filmes que vale muito mais pela forma como transmite a historia do que pela historia em si. Mesmo aqui parece-me que o primeiro segmento tem os momentos de confito e de relação mais forte em termos de dialogo, embora o segundo seja mais vocacionado para o lado emocional.
Na realizaçao Edwards Shult ja tinha tido algum sucesso em it comes at night e aqui tem um trabalho de primeira linha, inovador, original demonstrando ter muito talento e assinatura o que nem sempre é facil para um realizador ainda jovem. O que fica mais na retina deste filme é a originalidade da primeira hora de realizaçao, ao melhor nivel que se fez este ano.
No cast a aposta em duas promessas do cinema atual, tem desempenhos muito importantes, desde logo Taylor Russell que consegue ter o lado mais emocional do filme com qualidade, embora o destaque vá para a intensidade que Harrison Jr da ao seu papel, algo que ja tinha sido muito sublinhado em Luce, demonstrando ser um jovem actor com muito talento que merecia talvez mais honras depois de um ano como este. Sublinhando ainda para a excelente interpretação so sempre competente Sterling K Brown.

O melhor - A realização

O pior - No segundo segmento as coisas torna-se mais básicas

Avaliação - B

Sunday, January 26, 2020

The Good Liar

Quando este thriller de Bill Condon foi anunciado de imediato se percebeu que poderia ser o regresso do realizador ao seu género preferido e principalmente com um elenco marcado pela experiencia e pelo reconhecimento critico. De imediato apontado para os prémios rapidamente se percebeu que o filme não tinha essas ambições ao ser um thriller que muitas vezes tem dificuldade em constar da lista de premiados, ainda para mais quando criticamente o filme não passou da mediania. Em termos comerciais a surpreendente boa distribuição acabou por defraudar os resultados comerciais sempre distantes de um filme com dois idosos a interpretar.
SObre o filme podemos dizer que começa bem na introdução das personagens e principalmente na forma como nos da o lado duplo de uma delas. Aqui o filme consegue ser ligeiro mas também conduzir a personagem masculina para o lado dual que lhe interessa, escondendo a sua verdade. Aos pouco o filme torna-se previsível, ficando a ideia que poderia trabalhar melhor a dualidade e algum conflito ainda que induzido na mesma, e aqui o filme vai-se adormecendo.
Na segunda parte no jogo do gato e do rato o filme começa a ser competente e mais que isso tem um final interessante, num filme que claramente dependente do impacto da sua resolução. Aqui o filme começa a lançar outros atributos, principalmente naquilo que é a competente interpretação dos seus dois protagonistas.
Ou seja um filme policial, que não sendo, nem querendo ser uma referencia no género, acaba por ser um razoável objeto de entretenimento, sem grandes efeitos, mas acima de tudo pensado num argumento competente e com diversas linhas narrativas. Fica a ideia que o filme depende do seu final, que não sendo totalmente surpreendente acaba por permitir um impacto maior do filme.
A historia fala de um burlão que de forma a tentar ganhar algum dinheiro começa a relacionar-se com uma viúva com alguns bens, fazendo-se passar pelo um honesto homem em final de vida, que mais não e do que uma forma de ganhar a compaixão do seu alvo.
No argumento não sendo obviamente um filme totalmente original ou com um impacto diferenciador, nos seus fundamentos é um filme competente, com bom ritmo e intriga e principalmente consegue surpreender algo no filme.
Na realização Condon já esteve mais perto do olimpo, principalmente depois de algum sucesso em Kinsey. Com o tempo deixou de ter essa aura, principalmente com a passagem por Twilight, dai que teve de voltar as suas origens e principalmente com Mr HOlmes conseguiu a força que neste filme nunca consegue ter.
NO cast Mckellen e Mirren são dois dos melhores atores da geração de ambos e aqui conseguem boas interpretações , principalmente a de Mckellen que é intensa, versátil e nos momentos finais físicas, que nos parece que com mais atenção ao filme poderia estar na luta por prémios.

O melhor - As interpretações dos dois protagonistas

O pior -Pode ser algo previsível

Avaliação - B-

Saturday, January 25, 2020

Playing With Fire

AO longo do ano é comum alguns filmes de grande estúdio apostado em comedias familiares trazendo figuras improváveis para o género. NEste filme temos o típico filme do durão que fica amolecido pelas crianças, roteiro que já foi seguido por the rock, sendo que agora foi a vez de John Cena chegar a esse ponto. Este filme acabou por ser totalmente destruído pela critica com avaliações muito negativas, sendo que comercialmente  as coisas não foram tão nefastas muito por culpa do valor que a figura ainda vai tendo junto dos mais jovens e apaixonados por WWF.
SObre o filme podemos dizer que é a típica comedia disparatada sem grande sentido, quem tem como objetivo colocar o durão na situação insólita, utilizando um humor físico desatualizado que raramente funciona, tornando-se quase sempre um filme mais absurdo do que outra coisa qualquer.
A historia do filme para alem de previsível acaba por nunca ser mais do que colocar personagens em sequencias cómicas entre crianças e durões num género usado e abusado ao longo do tempo e que já não tem sucesso a muito tempo. Mas o problema do filme e mesmo achar que o humor físico e principalmente a capacidade de Cena para o fazer poderia ser engraçado o que nunca  o é.
Fica a ideia que vamos ter sempre este tipo de filme ano apos ano, em apostas de grandes estúdios apenas pensando no dinheiro fácil. Fica a ideia que ninguém que entra no filme e verdadeiramente beneficiado com o filme e mais que isso fica a ideia que já vimos esta historia em formatos bem melhores.
A historia fala de um grupo de bombeiros especializados que vivem para a tarefa que numa abordagem encontram três menores os quais são levados para quartel, ate ao momento em que percebem que se tratam de órfãos, e que não sabem o que fazer com eles.
Na realização Fickman e um realizador que se dedicou apenas a comedias familiares de qualidade duvidosa e novamente foi ao seu género com o lado físico que todos os seus filmes apostam. As coisas nunca são perfeitas e neste filme a realização ajuda a pouca qualidade da historia. Talvez nunca saia deste registo.
NO cast Cena sente-se desconfortável totalmente num registo tao deliberadamente comico e isso e prejudicial para o filme já que o protagonista nunca consegue ser minimamente engraçado. Leguizamo e Michael-Key estão mais confortáveis no género mas o filme nunca consegue ser engraçado e isso prejudica as interpretações de ambos.

O melhor - A historia familiar simples.

O pior -A falta de graça do filme

Avaliação - D+

Honey Boy

Estreado em Sundance como uma espécie de auto biografia do ator Shia Labeouf, de imediato este filme se tornou numa das atrações do festival, pela coragem do actor em contar na primeira pessoa uma historia tão particular. Talvez por isso criticamente o filme saiu com boa recepão algo que ultimamente tem sido mais comum na carreira do jovem actor. Em termos comerciais por sua a curiosidade permitiu resultados relativamente interessantes para um filme intimista e com pouca distribuição.
Sobre o filme podemos dizer que é um filme segmentado em dois blocos, mas onde o epicentro esta apenas no temporalmente mais passado. Não sendo um filme obvio, nem objetivo e muitas vezes lento percebe-se que e um filme intimista sobre conflitos internos e isso tem que ser valorizado principalmente por ser uma historia alegadamente real de uma figura publica com problemas contada na primeira pessoa.
Certo e contudo que para alem deste intimistmo, e algumas cenas protagonizadas na dualidade pai filho, esta longe de ser um filme de impacto total, ou uma surpresa em alguns dos seus momentos, fica mesmo a ideia que um filme com tao curta duração deixa-se adormecer demasiado num caracter demasiado circular e isso acaba por não ser propriamente brilhante.
Ou seja um filme que vale mais pelo sreu significado do que pela sua qualidade, que tem a curiosidade inerente ao seu contexto, filmado num contexto totalmente independente e bem interpretado. Fica a ideia também que o paralelismo entre épocas nem sempre e tratado da melhor maneira para o impacto ser mais claro, talvez devessesmos ter mais filme e menos pensamento.
A historia fala de uma estrela de cinema com problemas de alcoolismo e mais que isso psiquiátricos que durante um retiro se recorda do seu passado, dos primeiros anos na arte e a forma como uma relação intensa com o seu pai conduziu o seu destino.
O argumento vale acima de tudo pela coragem de contar na primeira pessoa uma historia longe de ser feliz sobre alguém que todos nos conhecemos. A pessoalidade e mais isso a coragem do filme acaba por ser o que de melhor o filme tem já que no restante a sua narrativa se torna demasiado impessoal.
Na realização deste projeto Alma Ha'rel tem aqui a sua estreia em longas metragens com o lado mais intimista, sem grandes truques deixa a historia e os pensamentos virem ao de cima e nisso o filme parece-me eficaz sem grande brilho, veremos o seguinte da sua carreira.
Na interpretação Labeouf não arriscou muito nas escolhas para o seu papel com Hedger e Jup sempre a grande nível, dando a intensidade que a personagem pede, e dando espaço para a verdadeira estrela o próprio Labeouf como seu próprio pai, num actor num bom momento de forma que parece querer fazer as pazes com a representaçao

O melhor - A coragem do filme.

O pior - O filme adormece em pouco tempo

Avaliação - C+

Thursday, January 23, 2020

Queen & Slim

A historia do cinema esta feita de duplas fatais em road trips numa escalada de dano, se foi assim em Bonnye & Cleyde, temos aqui a sua versão atual afro americana com a questão da raça bem emergente e principalmente a dualidade do tratamente policial. Este filme lançado no final do ano com alguma expetativa de prémios pese embora tenha sido bem recebido pela critica acabou por nunca ser um competidor claro na temporada de prémios. Por seu lado em termos comerciais tendo em conta que se trata de um filme sem grandes figuras os resultados foram razoáveis.
SObre o filme podemos dizer que tudo começa muito bem, a interação e a forma como as personagens divergem e deliciosa num ritmo ligeiro que percebemos que não pode durar para sempre mas que nos deixa na esperança que o que vamos ver seja divertido sem nunca perder o seu lado de denuncia. As personagens são introduzidas parecem-nos que encaixam perfeitamente um no outro.
COm o passar do filme as personagens vao desaparecendo para dar espaço ao motivo, as questões raciais e ai penso que o filme para alem de entrar numa escalada extremamente exagerada, perde porque perde a graça e a química que as personagens tinham na fase inicial, tornando-se apenas circular, sendo que mesmo os secundários começam a perder toda a graça e impacto que os primeiros vao tendo e o filme vai perdendo também ele a qualidade inicial, sem nunca perder o norte dos seus objetivos.
Fica a ideia que mesmo sendo um filme interessante o filme deu demasiada prevalência a politica mais que as personagens que serviram apenas de mero contexto, o que tendo em conta a qualidade nas mesmas percebida nos primeiros minutos de filme me parece um erro e que torna um filme que poderia ser de muita qualidade numa obra razoável.
A historia fala de dois jovens que se encontram pelo tinder sem grande química entre ambos, que acabam por no regresso dessa viagem vivenciarem uma situação com o policia que os leva a serem fugitivos procurados por toda a policia.
EM termos de argumento o filme tem muito melhor especificidades nas personagens e nos diálogos do que propriamente depois se torna em termos de historia de base, onde e apenas um road trip com final esperado. O filme vai de mais ao menos e isso náo e brilhante.
Na realização Matsoukas tem um trabalho simplista muito no seguimento do cinema afro americano de luta, sem grande risco ou arte. E um filme que da aos protagonistas a sua força e isso e a melhor escolha porque ambos estão num ótimo nível.
Kaluuya deve ser um dos melhores e mais intensos atores que nos últimos anos tiveram espaço e protagonismo e neste filme volta a mostrar versatilidade e impacto, que o fazem ser uma das pessoas a seguir. A seu lado a desconhecida Turner-Smith tem o lado mais forte, de um papel mais físico mas que funciona no registo que o filme quer.

O melhor - Os primeiros dez minutos

O pior - A forma como a questão racial seca por completo o que poderia ser uma boa historia de personagens

Avaliação - B-

Monday, January 20, 2020

A Hidden Life

Desde New World que Terrence Mallick impulsionado pelo grande sucesso de arvore da vida abandonou o cinema logico com argumento para se dedicar a dissertações sobre o tema o que esgotou em muito o estilo tornando-o cansativo e desinteressante. Pois bem com um cast totalmente europeu o realizador voltou as linhas logicas e com isso regressou ao sucesso critico já que este filme acabou por sair bem recebido de Cannes embora comercialmente sem grandes figuras tenha tido muitas dificuldades ainda mais porque não chegou a luta de prémios.
Uma coisa e indiscutível a forma como Mallick filme e única e essa marca de autor é algo que falta a muitos realizadores e que torna os seus filmes pelo menos bonitos. Aqui temos mais que isso, mas a primeira coisa que encontramos e o estilo estético de Mallick numa historia imponente contada com cartas direcionadas mas com um fio condutor o que torna o filme percetível e mais que isso original, e singular.
Certo e que um filme com três horas com este estilo tem dificuldade em ter ritmo e o filme adormece e torna-se muitas vezes repetitivo, mesmo assim temos coração as sequencias de família são intensas, sempre potenciada por um banda sonora de primeira linha que faz deste filme embora longe de ser uma obra prima um filme bonito.
CLaro que me parece que este estilo de Mallick pode ainda ser mais potenciado com alguma maior objetividade e com filmes mais ritmados, talvez isso nunca ira acontecer, mas parece claro que o estilo do realizador e inconfundível e este filme parece-me dos melhores.
A historia fala de um casal austriaco cujo o homem em plena implementação nazi de opõem em combater em nome de Hittler mesmo que isso coloque em causa a sua liberdade física ou mesmo a sua vida.
 Em termos de argumento a forma do filme e original e funciona, através de cartas entre personagens narradas, dando pouco ou nenhum espaço para diálogos. Por vezes este estilo acaba por adormecer o filme mas acaba por ser a sua própria assinatura.
Na realização Mallick e um realizador com uma assinatura e com uma identidade muito próprio, o que acaba por ser bonito nem sempre eficaz. Temos aqui um dos melhores trabalhos de realizador, não so pela beleza mas pela conjugação musical.
NO cast uima dupla de actores europeus quase desconhecidos, sem que o filme exija grandes interpretações no seu estilo ou que de espaço, mas fica ideia que funcionam bem naquilo que o filme pede

O melhor - A musica

O pior - Ainda demasiado adormecido

Avaliação - C+
Existem filmes que pelo seu cast, mas acima de tudo pela sua recepção critica nunca vamos entender como não conseguem distribuição wide nos EUA, e porque razão são aposta noutros paises. isso foi o que aconteceu com este policial, com um elenco de luxo que estreou com pouca circunstancia nos EUA pese embora tenha conseguido criticas positivas, embora comercialmente e fruto da pouca distribuição tenha sido um desastre.
Sobre o filme podemos dizer que temos um filme de ação musculada sobre infiltrados e informadores da policia, sempre no terreno pantanoso que isso representa para todos os envolvidos. O filme a determinada altura parece querer crescer e dissertar sobre guerra de policias mas depois acaba por desistir apostando num filme simples de luta e ação fisica bem encabeçado pelos protagonistas mas com os defeitos e vazio que normalmente esses filmes acabam por ter.
Um dos defeitos que normalmente estes filmes tem é o facto de esvaziarem por completo as personagens do lado policial, tornando-as totalmente unidimensionais. Num filme que ainda para mais trás dois lados das forças e muito pouco aquilo que as personagens representar, tendo apenas a espaços a personagem de Pike alguma dualidade e algum conflito, ja que as restantes basicamente não existem. Fica a ideia que neste parametro o filme perde algumas oportunidades de ir mais longe, mas se calhar percebe que não tinha forma de agarrar o filme de outra forma.
Ou seja um filme de ação puro, totalmente previsivel, com pouco sumo, que serve acima de tudo para mostrar a boa forma de Kinman como heroi de ação, e dar um cheirinho sobre a guerra de policias mas muito pouco, num filme com muito espaço para ser maior, mas que o abandona principalmente porque o risco acompanharia
A historia fala de um informador da policia que apos ter estado presente no homicidio de um policia infiltrado de uma outra força, regressa à cadeia onde tem de lutar numa guerra de grupos de criminosos e o abandono que  o FBI lhe faz do que tinham acordado.
Em termos de argumento é um filme essencialmente de ação e pouco narrativo ou com um argumento trabalhado. Fica a ideia que existia espaço para mais e melhor, mas é um filme assumidamente de consumo rapido e o argumento acompanha este estilo.
Na realizaçao Di Stefano tem aqui o seu segundo filme, depois de uma especie de biografia sobre Pablo Escobar que não foi propriamente um sucesso. Percebe-se que se sente confortavel na densidade de grupos criminosos, mas falta ainda alguma assinatura, num filme de estudio de açao e pouco mais.
No cast Kinnaman funciona bem como heroi dual de ação e neste filme demonstra isso, quer pelo lado mais fisico, mas acima de tudo por encaixar bem no dois lados da luta. Ao seu lado temos um Clive Owen num dos piores momentos da carreira, Pike que já teve em melhor forma e um Common e Armas em piloto automatico.

O melhor - Dar uma introdução à guerra de policias

O pior - Ficar-se apenas pela introdução

Avaliação - C

Parasite

Desde o festival de Cannes em que este peculiar filme acabou por ganhar com menção de unanimidade que este filme se tornou numa das referências do ano chegando mesmo em força as nomeaçoes para os oscares algo que nem sempre é facil para um filme totalmente coreano, algo que so foi possivel devido ao louvor critico total que o filme recebeu. Comercialmente este peculiar filme tornou-se também um grande sucesso principalmente me mercados origentais.
Parasitas é mais que tudo um filme original, a forma como encaixamos na familia protagonista e mais que tudo nas caracteristicas e habilidade de cada faz-nos desfrutar do filme, com entusiasmo e sorriso nos lábios na primeira metade do filme e com o impacto e surpresa na segunda, algo que é tipico dos filmes orientais e que este espelha por completo.
Posto isto, e não partilhando da definiçao de obra prima, embora reconheça que aqui está um filme excelente, fica a ideia que o filme na parte final se torna violento metaforicamente como uma luta de classe e aqui fica a ideia que o mesmo poderia e deveria ser mais intenso, pese embora seja nesse momento que a realização e mais que isso o impacto das imagens seja mais pesado.
Ou seja este parasitas e uma metafora sobre a guerra de classes e as suas diferenciações, a metafora dos insetos que comem o que alojamos quando estamos escondidos, e nisso o valor e significado do filme é imenso, numa obra que demonstra bem a força atual no cinema oriental e mais que isso a capacidade de nos surpreender com total originalidade.
A historia fala de uma familia pobre, com dificuldades de singrar na vida, que acaba por entrar dentro de uma familia rica, com um esquema de falsear informaçoes uns sobre os outros. O problema e que esta casa esconde um misterior que vai anular o plano aparentemente perfeito.
No argumento o filme funciona quer na base da historia, muito interessante e com um valor simbolico de impacto, mas também na especialidade já que nos dá guiões e momentos bem escritos que juntam a força das personagens a força da historia que se quer contar.
Sobre a realização ela e um dos parentes maiores do filme, principalmente na qualidade e beleza com que nos dá a diferença de sociedade dentro da mesma localidade. Joon Ho já em Snowpiercer tinha demonstrado atributos mas é este claramente o melhor filme do realizador que merece os louros que está a ganhar.
No cast um conjunto de atores coreanos que acaba por brilhar e encaixar cada um em cada personagem de uma forma sublime. ALias e dos segmentos em que o filme atinge mais valor e totalmente justo o premio coletivo que o filme ganhou nos SAG, porque funcionam bem isoladamente e em grupo

O melhor - A forma como o cinema de outros paises começa a dar frutos

O pior - Se calhar a expetativa de tanta unanimidade possa não encaixar naquilo que se espera como obra prima

Avaliação - B+

Sunday, January 19, 2020

Dark Waters

Desde o momento em que foi anunciado este projeto baseado num artigo do New York Times, rapidamente o sublinhado de oscarizavel recaiu sobre o filme, principalmente tendo em conta a pertinência do tema, o realizador e o interprete. Nas primeiras visualizações percebeu-se que pese embora tenha obtido boas criticas estas seriam insuficientes para potenciar o filme para os prémios, sendo que comercialmente para um filme com pouca expansão os resultados até acabaram por ser positivos.
Sobre o filme temos que separar de imediato dois pontos, o primeiro dos quais a historia que o filme trata e mais que isso aquilo que ela significa e deve representar na atualidade. Nesse parâmetro poucos são os filmes que denunciam uma situação tão grave sem qualquer tipo de rodeios, mesmo que isso represente polemica ou mais que isso guerras compradas, nisso o filme é corajoso e não tem medo de se assumir.
Passando essa fase onde o filme obviamente tem todo o mérito, sobra nos a sua execução, onde o filme não é tão brilhante, não que perca por falta de detalhe ou mesmo a intensidade do tema. Nada disso, parece-me é que muitas vezes o detalhe de Haynes nos seus filmes o façam adormecer, aproximando-o muito mais da critica do que do publico e aqui isso acaba por acontecer, o filme adota um regime algo monocórdico do qual tem dificuldade em sair mesmo que o tema consiga por vezes nos potenciar com melhores momentos.
Mesmo não sendo brilhante é um filme interessante, sobre um tema interessante, que fica a ideia que poderia e deveria trabalhar mais a personagem nas suas relações já que com mais de duas horas existiria espaço, fica muito a ideia que alguns secundários poderiam e deveriam ter mais palco, mesmo assim é um filme que faz juz a boa carreira que Haynes tem feito ate agora.
A historia fala de um advogado de uma grande empresa que começa a estudar um caso de um amigo da sua avó que o leva a um caso enorme que coloca em causa a forma como uma empresa de químicos que domina o mercado coloca em causa a saúde publica com a forma como condiciona os seus resíduos.
Em termos de argumento o filme é competente acima de tudo como nos trás a matéria da intriga, com detalhe e fazendo-a simples ao espetador o que poderia não ser fácil. não me parece tao funcional nas personagens e no crescimento das mesmas, principalmente as secundarias.
Haynes e um realizador de detalhes, aqui sem querer ser a figura do filme, que nunca o é já que a realização e simplista, temos um trabalho competente, dando total primazia ao negro da situação. Já o vimos em melhor registo e com mais assinatura mas podemos dizer que o filme encaixa no seu estilo.
No cast Ruffalo parece-me atualmente um actor repetitivo nos seus maneirismos e mais que isso no estilo das suas personagens colando-as algo umas as outras o que e estranho num actor com carreira e carteira. Num papel que poderia ter outro tipo de brilho nem sempre me parece totalmente convincente. Nos secundários Bill Camp tem uma ótima interpretação que merecia muito mais destaque na temporada de prémios.

O melhor - A denuncia aqui em questão.

O pior - O filme se adormecer num ritmo algo monocordico

Avaliação . B-