Tem sido incrivel o ritmo de filmes de June Squibb nos ultimos anos, pese embora a sua idade avançada, não se escondendo de protagonizar diversos filmes, sendo este o segundo em dois anos. Este filme que foi lançado com algumas expetativas de premios, o seu um declarado filme judeu num periodo em que o mundo não está propriamente do lado deles, pode não ter ajudado nas avaliações criticas sofriveis. Em termos comerciais o filme não teve a força para impulsionar qualquer tipo de candidatura.
Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme com pouca duração, mas com um ritmo muito lento. Percebo que em termo de personagem isso tenha que acontecer em face da idade, mas o ritmo dos dialogos e sempre demasiado parado, fazendo com que a quimica da relação central não seja imediata e com isso o filme acaba por perder algum impacto na transmissão imediata de emoções.
O filme tem uma boa mensagem, desde logo de amizade na relação entre as duas amigas, de perda, e uma força intergeracional, que faz com que o filme seja em alguns pontos bonitos, mas que se perca um pouco na facilidade de comunicação, o ritmo baixo é prejudicial em todos os aspetos naquilo que o filme acaba por querer ser
Por tudo isto esta experiencia de Scarlett Johansson num novo papel acaba por ser um filme com boas motivações mas cuja execução tem alguns problemas principalmente na clareza da mensagem e na intensidade. Claro que é dificil dar isso num filme com uma protagonista tão idosa, mas existia espaço para um lado mais comico, e acima de tudo mais emocional, parecendo que o lume brando da duração não foi a melhor escolha.
A historia fala de uma idosa que perde a companheira de quarto no lar, e acaba por conhecer num grupo de auto ajuda uma jovem que recentemente perdeu a mãe, com a qual se liga, contudo assume a vida da sua amiga falecida para estreitar laços.
O argumento do filme pode ter uma base teorica interessante, motivada por mensagens positivas, mas a sua execução tem alguns problemas, que começam na falta clara de ritmo, em dialogos mornos, e numa resolução, talvez demasiado facil para o conflito que cria.
Johansson tem aqui a sua estreia como realizadora, num trabalho simples, com poucos truques. O trabalho é silencioso e nao tem o dom de dar ritmo e intensidade ao filme o que pode ser um defeito. Nao e propriamente uma obra de referencia pese embora a expetativa, veremos se tem continuidade.
Squibb esta numa forma incrivel para a idade, o seu lado descontraido chama a atenção e aproxima-se do espetador embora o filme nao potencie outros atributos a personagem. AO seu lado competentes secundarios sem grande espaço porque o filme é essencialmente da protagonista.
O melhor - O lado simpatico intergeracional do filme.
O pior - O ritmo pausado com dialogos pouco intensos.
Avaliação - C

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