Em finais de Agosto com um elenco de primeira linha, surgiu uma comedia particular que trazia nada mais nada menos um remake de Guerra das Rosas um curioso filme dos finais dos anos 90 sobre disputas conjugais levadas ao limite. Com um bom elenco e com um realizador de primeira linha criticamente se calhar esperava-se mais pelos seus elementos. Em termos comerciais o resultado tambem ficou um pouco aquem, principalmente tendo em conta a qualidade do cast.
Sobre o filme podemos dizer que é uma vertente muito mais comica de Guerra das ROsas do que propriamente o original e que a comedia nem sempre acaba por ser o segmento onde os protagonistas de primeira linha se sentem mais confortaveis, isso faz com que a quimica do casal não seja impressionante, mas que acaba por em muitos momentos funcionar, nos lados mais impactantes, mas acaba por ser nos pontos mais casuais que o filme consegue ter o lado comico mais eficaz.
COmicamente o filme nem sempre e coeso mas funciona em muitos momentos principalmente quando chama a si a maior parte dos secundarios, com a exceção de Mckinnon sempre mais estranha do que eficaz em termos comicos. O exagero, os planos da casa e do sucesso funcionam na comedia de costumes que consegue sempre chamar a si as capacidades interpretativas dos seus dois interpretes.
Por tudo isto temos uma comedia que consegue ser engraçada principalmente em alguns apartes, satirico, exagerado, concetual. Perde porque se percebe que por vezes e demasiado comica sem o lado mais forte do lado do conflito de casal. Ficamos na maior parte dos tempos presos ao desenvolvimento do casal, denotando-se no final que o filme nao arrisca o mesmo final, porque e claramente mais claro que o filme de base.
A historia fala de um casal aparentemente com tudo para funcionar as mil maravilhas ate que a confusao entre ambos começa numa escalada cada vez maior que mais que o casal coloca em causa a existencia de ambos ao longo dos anos.
O argumento tem a base da Guerra das ROsas mas com uma roupagem diferente, mais atual, mais comico, mais exagerado o filme funciona comicamente na maior parte dos seus momentos, com uma boa integração geral dos secundarios num filme variado. No impacto da historia e satira dos casais, o filme por vezes leva-se pouco a serio.
Na realizaçao temos Jay Roach, um veterano realizador que vem da comedia, com algumas passagens por um cinema mais serio com algum sucesso e que regressa a casa de partida. Sabe exagerar as cenas na vertente comica, e sente-se confortavel no estilo, mas nao e propriamente um cineasta de eleição.
No cast temos um elenco de luxo, COleman mesmo no lado comico consegue um impacto incrivel, mesmo sendo um peixe fora de agua. Cumberbacht acaba por ser mais estetico, e acaba por ter a si as maiores despesas comicas do filme. Nao sao grandes papeis mas o filme ganha com a qualidade dos seus interpretes.
O melhor - A capacidade do filme funcionar na maior parte das sequencias humoristicas
O pior - A ideia que o filme cria que a dinamica de casal nao existe fora da comedia
Avaliação - B-

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