
Sobre o filme podemos dizer quando se quer fazer um filme de
acção simples com estilo, esquece-se muito o emaranhado narrativo, contudo o
filme não o faz tenta condensar demasiado a narrativa e acaba por perder tudo
por um lado o estilo já que a narrativa torna-se algo penosa, tornando o filme
cinzento normalmente sem interesse e os twists acabam por ser tão denunciados
que rapidamente percebemos que não vamos ser surpreendidos.
Mesmo em termos de ritmo de acção o filme promete no seu
inicio mas depois acaba por nunca cumprir, ou seja a maior parte do tempo são
sequencias que são preparadas de forma que quando acontecem são apenas para
cumprir calendário num filme de acção básico, muitas vezes revelado com
colagens forçadas e pior que isso onde as personagens simplesmente não existem
como pessoas, mas sim escravos do que o filme precisa delas.
Mesmo no fim, parece-nos que o filme anuncia um confronto
final entre as personagens centrais tendo em conta o passado do filme, mas que
acaba por nunca existir, deixando a sensação de frustração no espectador já que
esta resolução é a única que ao longo da duração do filme vai mantendo o
espectador atento.
O filme fala de um Policia que vive obcecado por encontrar
um bandido do passado que o baleou na perna deixando-o incapacitado e que foi
sempre o grande objectivo, com a morte do filho deste individuo o alvo torna-se
novamente mais próximo, continuando a sim a luta pelo seu objectivo.
O argumento e uma emaranhado de ideias que num fato simples
quer tornar o filme numa serie de coisas, como um filme de acção com estilo
noir, um thriller policial e consipiração politica mas não se dedica enquanto
argumento a ser algo disso em si, descuidando personagens guiões e acima de
tudo a forma como os atalhos e as derivações narrativas são previsíveis.
A realização tem alguns dos bons aspectos do filme,
principalmente a introdução de cenas, com uma realização artisitco de planos
citadinos, que contudo em termos de restante execução do filme e no essencial
cumpre sem grande relevo.
O cast liderado por Mcavoy, que me custa compreender o seu
espaço conquistado, parece-me sempre um actor pouco convincente quando se exige
mais das suas personagens não só em termos técnicos como em termos de carisma e
presença e neste filme é obvio ambas as dificuldades, com sequencias em que
necessita de ser mais efectivo emocionalmente onde parece forçado e acima de
tudo por perder todo o filme em termos de carisma para Strong, que mesmo não
tendo perfil para assumir a si um filme, consegue sempre ser uma presença
marcante nos mesmos e aqui mostra esse valor.
O melhor – A cor geral do filme
O Pior – entre outras coisas, a falta de capacidade de
convencer de Mcavoy
Avaliação – C-
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