Sunday, May 29, 2016

Hardcore Henry

Desde a sua exibição no Festival do Toronto que colocou as pessoas que assistiram ao filme entusiasmadas com o seu resultado que se percebeu que este pequeno pequeno filme, com um conceito muito proprio iria conseguir ver a luz do dia em muitos cinemas nos EUA: Pese embora a grande propaganda ao filme a melhor das expetativas, comercialmente o filme redondou num autentico floop de bilheteira demonstrando que nem tudo o que parece é. Criticamente um terreno mais dificil para o filme o resultado foi melhor com resultados dentro de uma mediania não prejudicial para o resultado final do filme.
Sobre o filme é inegavel que se trata de um filme diferente na forma como o mesmo e realizado e na forma como toda a ação do filme circunda esta opçao por uma realizaçao em live action. E apenas por esta inovaçao deve-se logo valorizar a experiencia e o risco inerente a esta opçao original. Depois em termos de produçao com recurso a uma mitica go pro, o filme tem sequencias de acçao de cortar a respiração muito por culpa da forma como nos coloca dentro da acçao, sendo em termos esteticos esta opção extremamente conseguida, pela violencia e mesmo graça de algumas situações.
O problema do filme e a historia de base, percebeu-se de imediato que em face da forma do filme nunca poderiamos ter um argumento forte, marcado por boas personagens ou bons dialogos e que o epicentro do filme estaria nas sequencias de acçao. Pois bem o problema do filme e que o guião e extremamente complexo para o filme que é, dando a sensação que muitos dos problemas do filme residem na falta de algumas respostas que nunca sequer deveriam ser alimentadas, sendo o filme um filme de acçao serie B, filmado de uma forma diferente, pelo que menos era assim que deveria ser pensado para funcionar melhor.
Mesmo com estes problemas trata-se de um filme a ver, não so pela inovaçao de um estilo de realizaçao diferente, pela capacidade de manter algum suspense narrativo ate ao fim,pela boa conjugação entre musica e sequencias de acçao, deixando claramente perceber pelo seu exercicio de estilo que um filme mais minimalista, um pouco parecido com o que foi Crank poderia ainda resultar melhor dentro do estilo de escola.
A historia segue um indivíduo que acorda se memoria e numa maca, que tem que tentar resgatar a sua mulher de um grupo de perigosos industriais tecnologicoas apenas com a colaboraçao de um estranho inventor que esta em todo o lado.
Em termos de argumento obviamente este roda em torno da condicionante da forma como o filme e realizado, e ai e obvio que o filme tinha limitaçoes naturais, mesmo assim e sendo limitado em termos de personagens e dialogos, penso que na linhagem narrativa cria demasiados caminhos e isso torna o filme mais complexo do que deveria ser para o genero em questão.
E claro uma inovaçao aquilo que Naishuller faz com este filme, introduz por completo o espetador na acçao, com risco, violencia sentido estetico ao qual ainda coloca uma cereja no topo do bolo que e a composiçaio musical do filme, por isso parece um bom cartao de visita para um realizador que tem uma caracteristica a valorizar, o risco.
No cast o filme tem um protagonista que e uma camara, mas da espaço para um outro actor aparecer a grande nivel, como já afirmei Copley e um dos actores mais versateis que o cinema nos deu nos ultimos tempos e neste filme tem tempo para isso tudo, já que lhe da diversas personagens numa so, um dos destaques positivos do filme de um actor que já merece outros voos.

O melhor – A forma como o filme arrisca com sucesso na realizaçao.

O pior – Adornar demasiado um guião que deveria ser mais simples, e exagero em muitas sequencias.


Avaliação – B-

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