
A história temos um período de reflexão de Jesus Cristo pelo deserto e a forma como este contacta com uma família e alguns dos ensinamentos que dai surgem. O filme é na sua essência um filme de fé, grande parte da história são os conflitos internos da personagem e isso faz com que o filme nem sempre tenha grande ritmo, chegando mesmo a ser cansativo. Só na parte final o filme adquire realmente motivos de interesse no conflito principalmente das personagens secundarias, já que objetivamente existe sempre alguma dificuldade em perceber o propósito do filme para a personagem central.
Eu sei que nem sempre é facil fazer filmes sobre uma personagem tão amada como jesus Cristo que a forma como a personagem tem que ser caracterizada é simples, pena é que se repitam filmes que sabem que a margem de manobra é curta, e que acabem por ser mais do mesmo. Neste caso pese embora a abordagem seja ligeiramente diferente, penso que em termos estruturais nada dá de novo relativamente aquilo que anteriormente já foi efetuado.
Ou seja temos muito pouco a realçar num filme demasiado cinzento, talvez a relação pai filho contextualizada pela personagem, os altos e baixos, e pouco mais num filme que passa demasiado tempo a descrever uma personagem a deambular no deserto com todos os interesses que isso possa ter.
A historia fala de uma passagem na vida de Jesus Cristo em que o mesmo permanece vários dias no deserto no sentido de contactar com o seu pai, ou seja Deus, aqui acaba por conhecer uma familia que o ajuda, na qual a mãe sofre de uma doença, o filho tem a ambiçao de sair do deserto e o pai de manter a familia unida.
Em termos de argumento é um filme extremamente limitado de base, ou seja é daqueles filmes que não tem grandes persoangens, cuja caracterização de Jesus encaixa naquilo que pode ser trabalhado e os restantes são meros fantoches para o obejtivo da personagem principal.
Rodrigo Garcia é um realizador Colombiano, muito relacionado com alguns programas de televisão, mas já com alguns filmes. Aqui tem uma realização simples, principalmente porque o deserto não é propriamente o espaço que permita grandes momentos de cinema, principalmente quando retratado de uma forma básica.
O cast Ewan Mcgregor e um Jesus Cristo nada provavel pela sua fisionomia, podemos dizer que neste caso temos um papel simples, quase silencioso. Ao seu lado destaque para um Hinds sempre intenso nas suas construções e um Sheridan que nos parece claramente estar fora de tom para o filme em questão.
O melhor - A relação pai filho
O pior - Grande parte do filme ser uma personagem a deambular no deserto
Avaliação - C-
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