Sunday, September 04, 2016

The Sea of Trees

Antes da sua estreia catastrófica no festival de Cannes de 2015 este era um dos filmes apontados como candidatos aos oscares de 2015. Depois do desastre que foram as recepçoes criticas no festival, expandidas um pouco por todo o mundo, o filme acabou por apenas este ano e de uma forma muito silenciosa estrear nos EUA e com resultados absolutamente deprimentes, principalmente para um filme com o leque de protagonistas como este e com um realizador como Gus Van Sant.
Sobre o filme é obvio que com este massa humana nos diferentes pontos do filme esperava-se um filme unico, algo de absolutamente genial, algo que o filme nunca consegue ser. Contudo a ser um desastre deste tamanho, tambem me parece exagerado. Temos aqui um filme simples, algo previsivel na sua premissa, muito colado a alguns dos livros de Nicholas Sparks, mas temos tambem uma historia de sobrevivencia e o abordar de um mito, algo que preenche um pouco mais do que as lamechas historias do escritor. Por tudo isto e facil concluir que temos um filme emotivo, que agrada principalmente o publico feminino, mas que fica muito longe do que Gus Van Sant com a sua rebeldia costuma dar aos filmes, alias este parece mais um filme de Halstroom do que prorpiamente do criador de Good Will Hunting.
O filme começa demasiado lento, dando quem sabe alguma toada dos filmes mais independentes de Van Sant, mas rapidamente se torna num filme simples e romantico de matine de fim de semana, na forma como se torna por um lado num previsivel filme de sobrevivencia muitas vezes com sequencias impossiveis de acontecer, como explica as razões de uma das personagens estar ali naquele contexto. Neste particular parece-me que o filme é mais feliz mesmo que seja neste ponto que toca mais no tipo Nicholas Spark.
Mas e no final que um filme como este tem em si o maior trunfo, não podemos dizer que o final é tão surpreendente como muitos esperariam que fosse e que este conduzisse o filme para outro tipo de impacto. Mesmo assim é um final que fortifica a mensagem romantica do filme, dando-lhe um lado bonito e sentimental, que poucos esperavam ver num filme, que muitos queriam, mais real e mais maduro, e penso que foi nessa gestão de expetativa que o filme falhou.
A historia fala de um viuvo que desiludido com a vida dirige-se para o Monte Fuji no Japão com o objetivo de se suicidar num local escolhido por muitos para este fim. Aqui e antes de efetuar o proposito da sua viagem conhece um local com os mesmos objetivos com quem vai reconsiderar a sua opçao e entrar na luta pela sobrevivencia.
Em termos de argumento, temos claramente uma historia muito mais narrativa do que cinematografica, e obvio que tem alguns problemas de realismo, e é marcadamente romantica. Tambem pensamos que passa muito rapido para um filme calado para explicar tudo. O final funciona a meio gas e tinha nas suas costas muito do peso final que o filme poderia ter.
Gus Van Sant e um realizador de extremos ora consegue fazer filmes de primeira linha e autenticos filmes para a historia ora deambula por terrenos mais indies, aqui talvez tem o seu trabalho mais tarefeiro menos de autor, e por isso mesmo o resultado do ponto de vista de realizaçao ser pouco apetecivel, mesmo assim alguns bons momentos principalmente no aproveitamente do contexto estetico do filme.
No cast o filme aposta muito num actor acabado de ganhar o oscar, e que aqui prometia ter mais um papel para registo. Ele é fisicamente exigente e tambem do ponto de vista dos recursos interpretativos. Encontra-se a um bom nivel sem nunca ser brilhante, mas mesmo assim mantém a intensidade que tem sido comum nos seus ultimos desempenhos. Ao seu lado bons registos de Watanabe e Watts.

O melhor – As interpretações.


O pior – Ser muito parecido com um filme de Nicholas Sparks mas com melhores actores



Avaliação - C+

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