Mel Gibson nos seus momentos mais proveitosos enquanto realizador teria sempre os seus filmes na lista dos eventuais nomeados, para além do mais um realizador que conseguiu com Bravehart um dos filmes mais bem avaliados de sempre. Com as suas polemicas sucessivas essa aura desapareceu e este novo filme estreou sozinho em Janeiro, com criticas pessimas, sendo que comercialmente mesmo com Mark Whalberg como protagonista o resultado ficou aquem do que esperamos de alguem como Mel Gibson.
A primeira analise que me cumpre fazer é se Mel Gibson não quis com este filme fazer deliberadamente algo horrivel, porque o que assistimos é algo que parece propositado para ser mau e sem sentido em todos os apontamentos. Desde logo a personagem central, ninguem percebe o que é, o que quer ser e o que fez. No lado da policia igual, e quando entra a personagem que vai ser a vila do filme ainda pior. Tudo é um desastre introdutorio que acaba por ser o pronuncio do que vem a seguir.
O desenvolvimento narrativo ainda é pior, os avanços e recuos na mente e na dedução da protagonista feminina, os tiques completamente irritantes de Whalberg, a sobrevivencia a quase tudo, o filme parece um hino a como não fazer um filme de açao, ou uma homenagem aos filmes serie C dos anos 80 que iam diretamente para a terceira prateleira do videoclube.
Mas se pensamos que o final poderia resgatar o filme, enganam-se, o final ainda é mais cringe, dando uma especie de união entre os protagonistas que nunca foi introduzida para alem da vertente profissional, e acaba de forma abrupta sem nunca percebermos em qualquer momento se temos um mel Gibson com problemas de consciência ou se deliberadamente quis fazer um hino aos filmes pessimos de hollywood.
A historia fala de uma policia que tem de conzudir num avião pequeno uma testemunha protegida, ate que percebe que o piloto mais não é do que um assassino profissional com o objetivo de garantir que a testemunha não fala no tribunal.
O argumento do filme é basico na sua base, igual a muitos filmes de açao pouco trabalhados, mas a sua concretização é absurda e muitas vezes desconfortavel para o espetador. Desde os dialogos sem qualquer sentido, desde os twist esperados, e mais que tudo nunca conhecemos as personagens.
Mel Gibson e um realizador com um percurso incrivel enquanto realizador que fica quase irreconhecivel como o mesmo acabou por fazer uma obra tão amadora, e mal feita nos momentos mais simples. Parece unanime que nao passa pelo seu melhor momento mental, mas este filme leva a que profissionalmente isso seja um reflexo.
No cast Grace explica porque razão esta afastado dos grandes filmes há muito tempo, repetitivo, sem qualquer dimensão. Whalberg como vilão é só cringe, exagerado, com um cabelo disparatado para fazer ainda tudo ter menos sentido, e mais que tudo uma protagonista que tenta revitalizar uma carreira para alem de Dowton Abbey, mas nao sera com este registo que o vai fazer.
O melhor - A curta duração do filme.
O pior - A quantidade de coisas mal feitas que o filme tem por metro quadrado
Avaliação - D-
No comments:
Post a Comment