Saturday, August 23, 2025

The Map that Leads to You

 Na tradição de Nicholas Spark que o veterano realizador sueco Hallstrom algumas vezes adaptou surge um novo filme, com um ingrediente juvenil, de amor de verão numa road trip que acabou por ser um dos filmes chamativos da Prime para este verão, apostando essencialmente no valor comercial do momento da sua protagonista. Criticamente o resultado foi a mediania tipica deste tipo de projeto, mas comercialmente tem tudo para alimentar os adolescentes ligados a aplicaçao.

O filme tem uma base ja muito usada o amor durante uma viagem, o lado descontraido e associativo, cria logo a relaçao, com a imaturidade que o filme quer ter, depois o filme acaba por ser ligeiramente diferente numa road trip por espanha, com passagem por portugal, mas com a ideia que muitas vezes os protagonistas ficam, e bem, para segundo plano para fazer funcionar o contexto cultural da historia.

E nos detalhes narrativos e nos atalhos acima de tudo que o filme é extremamente imaturo, o amor imediato, a forma facil com que a viagem continua, e acima de tudo o casamento de uma relação passageira, acaba por ser tudo demasiado rapido, sem ser explicado para o contexto que o filme quer ter e isso acaba por levar o filme para uma humor imaturo, mais que forte.

Por tudo isto um drama romantico adolescente, com a virtude das localizações e fazer aproveitar as mesmas mas com uma serie de cliches levados ao extremo para o filme funcionar. A forma como desprediça conflitos tambem nos parece demasiado simplista para um filme de desgaste rapido para ser banda sonora ou marca de agua de alguns amores de verão

A historia fala de uma jovem americana que antes de aceitar um emprego, alegadamente de sonho, num banco decide fazer uma road trip pela europa com as amigas, ate que acaba por conhecer um peculiar viajante com quem acaba por iniciar uma relação intensa que a faz questionar os objetivos de vida.

O argumento do filme é simplista, adolescentes e imaturo, cheio de blocos que falham, mas mais que tudo cheio de cliches adolescentes. Claro que o lado emotivo em alguns momentos funciona, mas a ideia de um cinema de desgaste rapido existe a todos os momentos.

Hallstrom foi na passagem do milenio um realizador com alguma magnitude com alguns projetos de oscar que sempre foi ligado a emoçao e ao amor. Aqui e numa fase da carreira menos fulgurante surge percebendo a beleza da europa, mas ao mesmo tempo tambem fica a ideia que o cliche e a sua arma mais comum.

No cast temos uma Apa a procura de espaço depois de Riverdale. E um ator com limitaçoes que nos parece algo desgastado de um momento de sucesso imediato. AO seu lado Cline e uma das figuras da cultura pop do momento embora sem ainda grande percurso, papeis simples, alguma quimica e pouco mais.


O melhor - A europa por onde o filme passa

O pior - Todos os cliches


Avaliação - C-

Friday, August 22, 2025

Superman

 Se existe super herói que nos últimos anos tem tido diversas roupagens é superhomem, por muitos considerado o maior dos superherois, certo é que desde a adaptação de Donner nunca mais os seus filmes vincaram por ser demasiado concetuais, ou mesmo demasiado vagos. Este ano a DC apostada num novo estilo deu uma roupagem mais de comedia, um pouco no seguimento de Gunn tinha feito como Guardioes da Galaxia. Criticamente o resultado ate foi positivo com avaliações positivas. Do ponto de vista comercial um filme como este pode conduzir a que mesmo 600 milhoes de dolares em todos o mundo nao seja sinonimo de sucesso completo.

Sobre o filme rapidamente percebemos que a abordagem vai ser diferente, que mais que um filme de açao, com os poderes todos a aparecerem na personagem temos um filme comico, onde a personagem canidea de Krypto acaba por ser o ponto central da mesma. Isso faz com que por um lado o filme se leve menos a serio do que a maioria dos filmes anteriores do super heroi, mas isso da lhe uma toada diferente.

DO ponto de vista comico, embora o filme nao seja sempre coeso ou equilibrado, tem bons momentos, consegue alguns momentos comicos insolitos, o que ajuda o lado mais dramatico e emotivo, muito centrado na ligaçao da personagem a base humana. Do ponto de vista narrativo e da historia de base o filme tem muito mais dificuldades fica a sensação de que nunca quer ir a fundo nas linhagens para fazer funcionar um filme rapido de comedia.

Por tudo isto temos uma abordagem de risco, nao sei se é a que o heroi necessita, fica um pouco a sensação de um filme algo pequeno para o heroi, mas que pelo menos o diferencia do que ja vimos nos ultimos tempos. Uma serie de atores jovens que encaixam no que o filme quer ser para o futuro, e um estilo que desgasta menos.

A historia segue um super homem ja totalmente envolvido na terra ate que Lex Luthor tenta organizar um plano para colocar a terra contra ele vendendo a imagem que as suas inteções na terra sao destrutivas.

O argumento do filme é comicamente irreverente, nao perde tempo num contexto que todos ja conhecemos, nao parece uma introduçao mas um filme direto ao ponto. Isso da ao filme uma espotaneadade maior mas perde um pouco na narrativa algo direta e demasiado dependente do lado comico.

Na realizaçao Gunn e um dos pioneiros do sucesso comercial e critico dos filmes de super herois pelo estilo rebelde e comico que ja entregou quer a DC quer à Marvel. Aqui asssume o comando do maior super heroi, mas parece ser so competente longe do lado iconico que fez nos seus guardioes.

O cast podemos dizer que Corenswet e uma aposta ganha funciona como heroi de açao e o lado desleixado humano. Brosnhan e uma escolha consistente num papel sereno pouco trabalhado. Como Luther Hoult tem bons momentos mas nem sempre funciona. Um bom leque de secundarios principalmente o lado comico de Finn.


O melhor  - Como comedia o filme funciona

O pior - Como filme de super herois funciona bem menos.


Avaliação - C+

Thursday, August 21, 2025

MIssion Impossible: The Final Reckoning

A aproximar-se de trinta anos desde o momento em que Brian de Palma deu a Tom Cruise a possibilidade de ser a cara da adaptaçao da serie Missao Impossivel ao cinema, eis que muitos filmes, milhoes e tarefas completamente impossiveis, a saga parece ter chegado ao fim, a não ser que Cruise tenha saudades e regresse nos proximos anos. Este alegado ultimo capitulo teve boas criticas ambora seja claro que o fulgor critico da saga ficou mais no meio. Comercialmente o filme consegue ter sempre alguma consistencia embora este ano tenha dividido o lançamento com a disney e o seu lançamento mais rentavel do ano.

Sobre o filme o mesmo tem alguns pontos que funcionam, na forma como vai buscar muito dos filmes anteriores, na forma como assume a conclusão e a homenagem ao que fomos vendo ao longo do tempo, unindo pontos de forma simples de uma forma mais estetica do que propriamente para unir pontes abertas, e nisso o filme e nostalgico e vai de encontro ao que se fez no cinema de açao ao longo de diversos filmes.

COmo filme em si, claramente a saga estava a perder fulgor, desde logo na narrativa cada vez mais isolada, um conjunto de frases feitas, atuais, como avisos ao mundo atual, mas as personagens ficaram vazias na sua essencia, temos menos humor de Benny, temos menos grupo, e acima de tudo temos menos palavras, as tres horas parecem contexto para Cruise e as suas sequencias de açao impossiveis, de um filme que quer ser mais falado sobre isso do que propriamente por fechar um filme com muitos capitulos.

Fica claro que o fim estava proximo, e que a saga acaba um pouco aquem do que conseguiu ao longo do tempo. Tem claramente uma assinatura o impossivel, que tem neste filme um nivel exagerado na sua sequencia final. As tres horas sao na maior parte do tempo vazias, mas o cinema atual de açao tem claramente esta saga como referencia, sendo a alegada conclusao satisfatoria sem nunca ser fantastica.

A historia continua a luta de Hunt e o seu grupo renovado contra a entidade com a disputa do seu vilao do filme anterior, todos tentar salvar o mundo de ambos, em aventuras impossiveis onde toda a logica e colocada de lado.

No argumento nota-se que de filme para filme, a historia ficou mais curta para dar lugar a açao, o que e um contrasenso pelo facto dos filmes terem ficado mais longos, sendo as sequencias de açao muitas vezes interminaveis. A logica ja desapareceu faz tempo e o filme lida com naturalidade sobre isso.

McQuarrie foi o aliado total de Cruise neste projeto nos ultimos tempos, o filme da a liberdade ao ator de fazer do filme o que quer e o realizador, quase a tempo inteiro neste tipo de registo vive bem com isso, ja que toda a carreira neste lado foi sempre com Cruise e nao sabemos o que existira sem ele.

No cast as façanhas acrobaticas de Cruise sao incriveis embora como ator se esvazie bastante. No resto do filme fica a ideia que Pegg desaparece, que Atwell e o fetiche do momento do Cruise e pouco mais. ALgumas apariçoes iconicas de filmes anteriores mas um filme sem grandes personagens, para além de HUnt, e dai pouca interpretaçao.


O melhor  - A açao

O pior - O argumento vazio, feito de frases soltas atuais 


Avaliação - C+

Wednesday, August 20, 2025

Fixed

 Animaçao de adulto nao e propriamente um terreno que as produtoras arrisquem muito, principalmente o Streaming que encontra dificuldades em encaixar este tipo de projetos. Nao obstante deste risco a NEtflix trouxe-nos uma animaçao de adultos bem pesada, com um humor sexualizado do primeiro ao ultimo minuto com cães a mistura. Criticamente o resultado ficou pela mediania, e comercialmente o filme desapareceu rapidamente dos primeiros filmes montra da aplicaçao.

Sobre o filme para quem viu alguns filmes disruptivos dos ultimos anos conseguimos perceber onde o filme quer ir, mas acho que vai longe demais na rebeldia e muito curto em conteudo. As sequencias sexuais extremadas sao apenas nojentas mais do que comicas, e mais que isso a falta de conteudo do filme para alem disso acaba por fazer o filme inexistir noutros componentes, o que e curto principalmente tendo em conta ser um lançamento de verão da netflix.

Nao e esperado neste tipo de filmes uma produçao muito elevada, alias os esteritipos de desenhos mal elaborados funciona como elemento comico adicional embora aqui exagerado. O filme tenta em momentos encontrar alguma moratoria, mas desiste rapido para o absurdo sexual vazio em que se torna, num filme rebelde mas pouco mais.

Eu gosto de filmes de animçao para adultos que transmitam, alguma coisa, o desenho pode ter uma dimensao emocional adjacente que torne um tema mais intenso, mas o filme nunca procura e nunca encontra esse elemento. Um daqueles filmes rebeldes que quer ser mais conhecido por esse ponto do que propriamente por ser um filme trabalhado para transmitr o que quer que seja.

A historia fala de um cão que se apaixona pela cadela da vizinha, mas e claramente imaturo sexualmente ate que sai para a rua com os seus amigos tentando perceber a vida de cao vadio e as suas aprendizagens.

O argumento do filme e um conjunto de sequencias interminaveis de humor, ou tentative de, sexual, sem grande logica ou coerencia. O filme quer ser maioritariamente rebelde, mais do que contar uma historia ou ter um porque, e acaba por nao funcionar em nenhum desses elementos.

Na realizaçao temos Tartakovski um realizador de animaçao para adultos que se tornou conhecido num cinema mais infantil de humor de Hotel Transilvania. Aqui surge no local de origem com um estilo mais independente e um humor proprio, que parece longe do sucesso que tem quando tem mais filtros.

O filme tem diversas vozes conhecidas. Devine interpreta o que faz na maioria dos seus filmes e isso acaba por ser mais do mesmo. Surpreende Elba no personagem mais vigoroso que encaixa bem com o lado grave da sua voz.


O melhor  - QUando o humor e mais negro e menos sexual.


o pior - Pouco espaço para este humor


Avaliaçáo  - D +

Tuesday, August 19, 2025

Night Always Comes


 Aproveitando o nivel comercial que Kirby atingiu no cinema com o sucesso de Fantastic Four a Netflix, sempre oportuna lançou um drama, que tem a atriz como protagonista, num registo menos comercial e mais dramatico, quem sabe tentando lançar uma eventual candidatura a premios, mesmo a longa distancia. Criticamente se esse era o objetivo as coisas correram moderadamente bem, o filme tem algumas boas avaliaçoes mas insuficientes para um impulso suficiente para esse desidrato. Comercialmente com ferias todos os produtos novos da Netflix tem espaço, e este parece ter conseguido o mesmo.

Sobre o filme temos um drama intenso baseado essencialmente no caracter e luta de uma unica personagem. O filme acaba por ser monocordico, abandonando as personagens de forma permanente, e com um final que nos da a sensação que tudo foi em vão, mesmo para o espetador que ve muitas das respostas logicas nao serem resolvidas.

O filme tem um ritmo razoavel e Kirby tem a intensidade da sua personagem de levar o filme consigo para um terreno mediano. No final o filme consegue a unica mensagem mais sublinhada de um filme que na maior parte do tempo e mais angustiante do que interessante. O ritmo do filme funciona com as suas pausas, mas o drama nao existe para alem dos conflitos da personagem.

Por tudo isto um filme mediano, que parece mais de inverno do que de verão. Nota-se a tentativa de criar ao maximo uma Kirby com diversos atributos de uma atriz num sentido ascendente da carreira que leva o filme atras de si, para um resultado mediano, mas que num ano mau pode trazer algumas nomeaçoes para a atriz.

A historia fala de uma jovem que carrega em si o peso de tentar garantir a sua casa e da sua familia, numa noite cheia de aventuras de forma a obter a quantia necessaria a salvar a casa da sua familia, onde reside um irmão com deficiencia mental que tental salvar.

O argumento perde-se um pouco durante as aventuras ficando a ideia que o filme quer ir para espaços que sao desconhecidos. QUando o embrulho e aberto na sua fase final o filme tem uma mensagem mais forte do que denota ao longo do filme e isso acaba por dar-lhe algum nivel maior.

Na realização Benjamin Caron surpreendeu-me o ano passado em Sharper depois de muito sucesso na tv com Andor e The Crown, um estilo escuro, proximo da personagem, num filme claramente independente que nao quer ser cuidado mas cru. Fica a ideia que e melhor na televisao do que em filme.

No cast Kirby tem o filme totalmente na sua personagem, nos seus conflitos que permite uma interpretaçao que sustenta um bom ano e que com menos competiçao pode levar a algumas nomeaçoes na temporada de premios se esse for o objetivo NEtflix. Domina o filme e deixa pouco espaço para os restantes.


O melhor - A mensagem final e mais forte que o filme.

O pior - Os secundarios aparecerem e desaparecerem sem grande historia


Avaliação - C+

Friday, August 15, 2025

Jurassic World: Rebirth

 O franchising de Jurassic World parece ter mais vidas que um gato, depois da primeira explosão com Spilberg aos que se seguiram alguns filmes menos entusiastas, eis que o filme ressurgiu em 2015 com o sucesso de Mundo Jurassico que viria a perder-se nos filmes seguintes, mesmo tendo as mesmas personagens. Eis que em 2025 o filme tenta dar uma nova reinvenção com novas personagens, contudo criticamente as coisas ficaram numa total mediania. COmercialmente, no entanto o conceito continua a ser incrivel sempre com resultados entusiasmantes que fará, sem qualquer duvida o franchsing lançar mais elementos.

Sobre o filme, como qualquer virgula o filme surge de uma forma lenta, apresentando personagens e o grupo, o que acaba por ser demasiado longo para o aproveitamento que o filme depois lhe dá, já que são personagens totalmente unidimensionais com pouco, ou nenhum interesse para o desenvolvimento da narrativa que se segue, para alem do lado emocional.

Quando o filme entra na evolução visual as coisas são mais competentes ou não estivessemos perante um dos blockbusters de maior investimento do ano. CGI de ultima greação que nos leva a imagens incriveis, mas fica a sensação de alguma falta de realismo de muitas das sequencias. O filme acaba por ter um caminho demasiado previsivel, mas acaba por cumprir os minimos exigidos num blockbuster de verão, fica a sensação que e ligeiramente melhor do que o anterior, mas nem sempre com muito espaço para segiuir a partir daqui.

Os dinossauros sao um fascinio ao longo dos anos, e enquanto este espaço for preenchido pelo franhising o sucesso está garantido. E um filme grande, simples nos processos, sem muito de novo para o que se segue, mas que consegue trazer consigo a evolução visual do tempo. Claro que muitos preferiam menos CGI mas nos dias de hoje tal seria totalmente impossivel.

A historia segue uma serie de exploradores numa equipa que tem como objetivo recolher perfil genetico de três tipos de dinossauros os quais vivem numa  ilha cuja viagem e proibida devido a sua perigosidade, mas os objetivos do grupo colocam-se a frente da sua sobrevivencia.

O argumento do filme e simples, fica a ideia que no balanço da duração do filme, espera demasiado tempo para personagens pouco trabalhadas e isso acaba por ser o ponto fraco do filme, o cliche da maior parte das personagens. No resto pouco risco, e acima de tudo o potenciar de sequencias de sobrevivencia ao limite.

A escolha para realizador foi forte, ao dar a Edwards com um passado de sucesso em monstros, para este novo episodio. Nao tendo particularmente um toque de autor, que se calhar pelo nome ja criado pelo realizador seria esperado, o filme sabe usar os seus meios como um grande filme de verão, e isso e o minimo exigido num projeto desta magnitude.

Por fim no que diz respeito ao cast, apesar de um elenco de primeira linha com muitos atores conhecidos, os personagens sao pouco trabalhados funcionando apenas a componente de ação. Nao estao propriamente no seu melhor momento, talvez Bailey na sua explosão o ano passado, mas da-lhe presença num filme muito visto.


O melhor -  As sequencias de ação.

O pior - Demasiado tempo a introduzir personagens demasiado simples


Avaliação - C

Thursday, August 14, 2025

The Bad Guys 2

 TrÊs anos depois da Dreamworks transformar uma serie de viloes naturais num grupo de herois de filmes de animaçao, eis que surge a sua sequela, depois de algumas curtas metragens e acima de tudo um conjunto de livros comercialmente bem famosos. Este segundo filme conseguiu em termos criticos o lado positivo que ja o primeiro tinha conseguido, com muitos elogios ao ritmo fernetico do filme. Comercialmente os resultados ficaram muito aquem, desde logo porque fica a clara ideia que o primeiro filme nao tenha sido tao fantastico junto da população para uma grande aposta para sequela, ficando a sensação que em termos de terceiro filme a aposta ainda nos parece muito mais arriscada.

Sobre o filme podemos dizer que o que funciona no primeiro filme tambem funciona no segundo, a ação, o humor simples para toda a familiar mas acima de tudo o ritmo acelarado sempre acompanhado por uma banda sonora de primeira linha. O problema do filme e que tudo acaba por ser demasiado denunciado, e fica a sensação que neste segundo filme os objetivos finais sao algo exagerados, mas como entertenimento de animaçao funciona, mesmo sendo um filme longo.

Claro que nao tem o impacto moratorio de muitos dos filmes que tem conseguido maior sucesso em termos de animaçao. Se calhar ja vimos muito disto noutros conceitos comerciais, embora o ritmo do filme seja uma assinatura mas e claro que e um filme com mais ambições comerciais do que ser uma saga de sucesso em termos de animaçao. E o filme de acçao dos mais pequenos mais pouco mais.

Enfim um filme que da para manter os mais pequenos entretidos quase duas horas, um filme que funciona nas particularidades de cada personagem, um sentido de humor simples, mas acima de tudo um daqueles filmes que funciona na sua duração, mas os mais pequenos nao vao propriamente ficar muito ligados a saga.

A historia segue o grupo de agora bonzinhos que tenta enquadrar-se sem sucesso na nova realidade, ate que surge um outro grupo com o objetivo de efetuar o maior golpe da historia utilizando o grupo como manobra de diversao.

O argumento do filme e simplista, aposta na açao, humor simples, que funciona moderadamente sem deslumbrar, fica a sensação que o filme funciona como saga, mas que trara pouca novidade de capitulo para capitulo.

Na realizaçao temos o mesmo comandante do primeiro filme, agora com colaboraçao, num filme que tem no ritmo acelerado a sua maior assinatura e que o filme sabe alimentar. Perfiel ainda so tem esta saga em si, mas o futuro dira o seu lugar no cinema de animaçao, para ja apenas de estudio.

No cast de vozes, mais uma vez vi a versao dobrada impedindo o impacto das escolhas originais do filme.

O melhor - O ritmo

O pior - Fica a sensação que de filme em filme nao temos muito de novo


Avaliação - C+

Wednesday, August 13, 2025

The Pickup

 A Amazon Prime esta a apostar muito neste ano com filmes lançados para cada epoca, sendo que para pleno Agosto surgiu uma comedia de ação muito proxima dos filmes dos anos 80 que traz Eddie Murphy para a sua zona de conforto, com um realizador de estudio tambem talhado para o mesmo genedo. O filme de procedimentos simples esteve longe de entusiasmar a criticas com avaliações muito negativas, sendo que comercialmente acabou por rapidamente deixar de ser um dos grandes cartazes da operadora.

No que diz respeito ao filme desde logo para quem viu a carreira tipica de Eddie Murphy temos um desses filmes mas completamente desfazado no seu tempo. Tenta fazer um duo com o humor de Davidson mas a simbiose esta longe de ser funcional, quer pela divergencia do estilo que o filme tenta ir buscar, mas essencialmente porque a diferença de idades entre ambos faz com que a Buddy comic nao funciona quase nunca.

Mas nao e apenas no plano comico que o filme tem dificuldades, em materia de ação Story tenta alimentar o filme com sequencias grandes de carros, explosoes contudo tudo fica muito aquem do realismo de grande estudio, ficando a ideia que a simplicidade da historia, nao exigia tanto investimento da açao pura, principalmente quando existe dificuldade em a tornar real.

Por tudo isto temos um filme muito sofrivel, para encher cartaz, tentando ainda dar algum poder de heroi comico de açao a Murphy que acaba por ser mais uma homenagem do que algo que funcione nos seus melhores momentos. Mesmo para hora e  meia de filme acaba por muitas vezes o projeto ser exageradamente repetitivo por falta de ideias.

A historia segue um veterano guarda de carrinha de valores que tem que fazer equipa com um novato e estranho colega, que acaba por desencadear um golpe que os faz refem, num disputa por salvar o seu trabalho e acima salvar as suas vidas do grupo criminoso.

O argumento e simplissicimo em todos os momentos no estilo. Fica a ideia que comicamente quer fazer uma mistura de estilos que nunca encaixa em momento algum. Na intriga policial tudo demasiado denunciado e com clara falta de fulgor no seu proposito.

No que diz respeito a realizaçao Story e um velho conhecido mas com muita dificuldade em ter assumido um papel relevante. Colecionou comedias essencialmente raciais pouco elaboradas, acabando este filme de estudio por exibir as dificuldades que foi tendo como realizador ao longo de uma carreira ja grande que falhou sempre quando teve mais risco.

Murphy tradicional mas com mais idade, nao e a mesma coisa. Davidson tem um humor disparatado que tem as poucas fases funcionais em termos de humor do filme, mas muito pouco para um filme de verao da Prime.


O melhor - ALgumas frases soltas de Davidson

O pior - A falta de conexão dos estilos humoristicos


Avaliação - D+

Sunday, August 03, 2025

My Oxford Year

 Quando alguém tem um sucesso tremendo enquanto adolescente é dificil perceber como fazer a transição principalmente quando se fica demasiado pegada uma personagem. Isso aconteceu em toda a dimensão ao cast de descendentes que vêm agora os seus frutos a tentar sair da zona de conforto. De todos Carson e a que tem dado os passos mais significativos. Aqui surge como grande aposta da NEtflix numa comedia romantica, que criticamente este longe da mediania, e em termos comerciais tem tudo para preencher tardes de tedio dos mais jovens.

A historia é o cliche do sonho americano, desta vez em oxford, a unica grande mais valia do filme, a visita guiada pelo contexto e pelas ruas marcantes da universidade tradicional inglesa, pois a historia tem o indivíduo bon vivant que se torna na paixao e esconde um segredo tragico que aos poucos percebemos existir. Depois o lado idilico de tudo correr bem e pouco mais, num filme pouco elaborado, quase sempre monocordico.

Um dos problemas maiores do filme são as suas personagens e a dificuldade que as mesmas tem em crescer. Fica sempre a ideia que estas não sao introduzidas e que mesmo romanticamente acabamos por entrar no jogo a meio, mesmo que este nao seja propriamente do mais elaborado possivel. Nao e uma comedia, e no final torna-se num drama intenso que ninguem pensou que vinha, mas no lado do sofrimento o filme despe esse fato pois nao quer ser um filme drama de domingo a noite.

Fica a sensação que NEtflix quer tornar Carson numa atriz de primeira linha, dando-lhe diversos papeis como heroina romantica jovem, nao aproveitando aqui o seu lado musical. O filme acaba por em muitos momentos ser algo monocordico, levando mais a atenção as ruas e o palacios de Oxford do que qualquer outra coisa.

A historia segue uma jovem americana que antes de embarcar no seu percurso profissional decide estudar literatura tradicional, um ano em Oxford onde cria uma ligação de amor odio com um jovem professor que esconde um terrivel segredo.

O argumento e todo ele um cliche do primeiro ao ultimo momento, na forma como o filme tem a sua base narrativa, nos dialogos e mesmo na forma de lidar com a perda final. Claro que a Netflix tem muitos filmes de encher mas este acaba por ser um cliche em toda a linha.

Na realizaçao temos Iain Morris um argumentista que ja colaborou com realizadores algo famosos que tem aqui um trabalho como realizador que consegue explorar os atributos de Oxford mas pouco mais, no restante o filme perde-se na telenovel de fim de tarde que nao augura grande sucesso ao realizador

No cast Carson encaixa na inocente romantica que o filme quer que ela seja, mas nao me parece com capacidade para papeis muito mais artilhados. Ao seu lado temos um desconhecido  Mylechreest que entra no cliche britanico, num filme que explora pouco as personagens.


O melhor - Oxford por dentro

O Pior - O cliche total do projeto


Avaliação - C-

The Life of Chuck

 Estreado em festivais que antecede a temporada de premios a passagem de Flannagan para o cinema foi apreciada pelos criticos ainda que com pouco fulgor para conduzir o filme na temporada de premios. isso acabou por conduzir que apenas neste verão o filme tenha conseguido a distribuição wide e a sua divulgação, com resultados distantes do valor comercial que o seu criador tem principalmente no que diz respeito as suas colaborações com a NEtflix.

Sobre o filme podemos dizer que é arrojado, sendo simples naquilo que quer transmitir. O filme conta-se ao contrário e acaba por ser no primeiro segmento, em que tudo como conhecemos se começa a apagar que o filme acaba por ser mais competente, criando uma inquietudo no espetador que acaba por nos momentos seguintes não ter propriamente muita contuidade.

Nos dois blocos seguintes, os quais ocupam a maior parte do tempo do filme, a sensação que fica é que o filme se perde em eloquencias, em momentos bonitos mas que nao transmitem nada para alem desses momentos. Podemos gostar da forma como o filme é contado, com a interpretaçao do narrador mas o sumo do filme, na fase final e dificil de perceber qual é, e isso faz um filme com condiçoes para ser especial, que fique a sensação que alguns, muitos pontos fiquem pelo caminho.

Por tudo isto a minha expetativa com o filme era mais que momentos interessantes, era mais personagem, mais resposta, mesmo que o filme consiga na maior parte do tempo ser original na abordagem e ter alguma aura de originalidade isso acaba por ser insuficiente para resgatar o projeto que o filme quer ser. O cinema necessita de mais objetividade de uma abordagem mais trabalhada na uniao de pontos que o filme acaba por ter dificuldade em ser.,

A historia segue Chuck um jovem orfão e a sua ambiçao de ser boa pessoa e de seguir os seus pontos, até ao momento da reflexao final sobre a sua vida, onde tudo tenta fazer sentido.

O argumento do filme ja de si nao e facil perceber o seu intuito sendo que filmado ao contrario a capacidade de comunicar nao e a melhor. Tem bons momentos principalmente na forma como o narrador e protagonista, mas fica a sensação posterior que em alguns momentos o filme tem apenas isso.

Na realização Flannagen e nas series um dos novos mestres do terror, mas aqui tenta algo mais, que fica no oculto mais simpatico. Nota-se a preocupação emocional do filme, mas nem sempre as peças se unem bem. Falta a intensidade do terror onde se sente mais confortável

No cast temos um bom cast estetico na evolução da personagem, sendo que Hiddleston funciona no momento dançante e pouco mais. Um cast grande, com algumas figuras mas personagens curtas na sua exploração.


O melhor - O filme consegue ter carisma quando se esconde.


O pior - Mas nunca se apresenta completamente


Avaliação - C

Saturday, August 02, 2025

28 Years Later

 Muitos anos depois de Garland e Boyle terem surpreendido o mundo do cinema com uma reinvenção do mundo dos mortos vivos e depois de uma sequela onde acabou esta união por nao ser clara, ambos juntam-se em mais um filme passado 28 anos depois do primeiro. Em termos criticos as coisas correram bem na junção com avaliações muito interessantes, do ponto de vista comercial os resultados foram competentes sem serem excecionais para um filme de verão, se calhar porque os primeiros filmes ja tem algum tempo.

Sobre o filme começamos pela primeira fase onde ate funciona na forma como nos transmite a comunidade criada, embora com a introduçao de uma das personagens centrais comecem a existir mais duvidas do que respostas que o filme acaba por esconder ate ao fim. De resto temos a luta pela sobrevivencia em ação bem realizada mas pouco mais. Na segunda parte do filme parece-nos mais concetual, mais artistico, mas ao mesmo tempo mais distante do grande publico, ficando a sensação de serem dois filmes distintos.

Podemos dizer que em determinados momentos o filme foge do que os seus antecessores foram, fica a ideia que o filme quer ser mais sobre personagens do que sobre conceitos, mas tambem fica a ideia da forma como esconde a personagem do medico poderia conduzir a resultados mais claros do que se segue. O filme mesmo sendo bem filmado, com momentos pesados parece nao funcionar sempre como um conjunto sendo dois filmes diferentes.

Por tudo isto mesmo sendo um filme competente o ritmo nao e o mais elevado e nem sempr e facil fazer a conjugação em termos de triologia. Fica tambem a sensação que muitas vezes este tipo de filmes deveria ser mais direto, dar mais respostas do que duvidas, principalmente tendo em conta do potencial humano que o filme junta em todas as suas componentes, fica a sensação que deveria ser mais impactante.

O filme fala do mesmo virus, agora numa comunidade que se defende numa ilha dos ataques, mas que sai os seus maiores lutadores para o exterior. Tudo fica mais dificil quando um menor tenta perceber o problema da sua mae e resolve sair do espaço em busca de um excentrico medico que pensa poder resolver o problema.

O argumento do filme nao e fantastico, ate funciona na contextualizaçao da comunidade e das suas falhas e menos impactante nas escolhas que faz para fugir aos cruzamentos narrativos. O final nao e propriamente o mais explicito, e fica sempre a sensação que algo pelo caminho deveria ter mais respostas.

Boyle e um otimo realizador que construiu uma carreira unica que nos ultimos tempos tem estado mais parada. Parece regressar as sequelas dos seus filmes de conforto mas fica a ideia que nenhum consegue reunir os lados proprios dos seus originais e neste caso, mesmo com a inovação da forma de filmar fica longe do apocalipse do primeiro filme, surgindo apenas alguma autoria na fase final.

No cast Johnsson e um ator de açao a procura de momentos comerciais, Corner e intensa mas a sua personagem e algo repetitiva, o filme ganha dimensao com o surgimento da personagem de Fiennes mas entra demasiado tarde quando o ritmo ja e lento, mesmo assim o melhor do filme, num ator novamente em excelente forma.


O melhor - O contacto com o Dr.Kelson

O pior - A forma como filme foge a muitas respostas


Avaliação - C+





Wednesday, July 30, 2025

Smurfs

 Depois de diversas tentativas de rentabilizar a passagem dos Smurfs ao cinema eis que surge mais uma, agora quase so em animaçao, com o ponto comercial de trazer Rhianna como personagem central e musical desta nova abordagem de verão. O problema e que logo apos as visualizações se percebeu que a critica iria novamente recusar o filme como ja tinha feito nos anteriores. Comercialmente as coisas tambem nao correram bem, com resultados muito aquem do esperado, principalmente tendo em conta o facto de ser um filme de verão para crianças.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo é mais do mesmo, cor, momentos musicais, valor moral pouco substantivo e uma serie de segmentos sem grande ligação, sem grande curiosidade nem grande piada. Ou seja e um daqueles filmes iguais aos anteriores, algo goofy, e com dificuldade em dar alguma assinatura propria, com exceçao de dois minutos dimensionais em que o filme tem alguma originalidade.

Nota-se que o unico ponto novo que o filme tem para entregar acaba por ser Rhianna e as suas musicas, de resto a historia poderia ser igual a dos filmes anteriores, a abordagem tecnica e de produtora simples mas sem risco, e a ideia que Smurfs tem uma valor comercial nos dia de hoje e discutivel.

Ou seja mais uma tentativa totalmente irrevelante de tornar SMurfs relevantes no mundo do cinema, fica sempre a ideia que passar de um ligeiro liveaction para animaçao em maioria e uma redenção e o filme acaba por comercialmente também não conseguir alterar o percurso descendente dos seus antecessores sem nunca serem sequelas umas das outras.

A historia tras nos o grupo de smurfs que tem de tentar resgatar o papa smurf de um vilão que tenta encontrar e ficar na posse de quatro livros magicos para controlar o mundo e acabar com o bem, mas o grupo azul unira forças para o impedir.

O argumento e o de sempre, o bem contra o mal, o espirito de união e algumas frases de auto ajuda. Pouco ou nenhum risco comico, na abordagem na personagem, não existe espaço para muito mais, mas isto e o minimo

Na realizaçao Miller tem um percurso com alguns sucessos na animação mas nao tem estado no seu ritmo mais elevado. Aqui joga com a cor e com os meios produtivos maiores mas nada mais. E uma tarefa de um filme que nao e propriamente referencia.

No cast de vozes apenas conheço o lado musical de Rhianna ja que vi a versão dobrada, dai nada poder analisar.


O melhor - Os tres minutos dimensionais


O pior - A falta de risco de um filme com alguns pos comerciais e nada mais


Avaliação - D+

Materealists

 Past Lives foi sem duvida um dos filmes mais emotivos dos ultimos tempos, notando-se a capacidade de Celine Song transmitir sentimentos como amor e realismo relacional, que são temas que sao abordados neste filme numa prespetiva mais leve e comercial. O filme estreou como o grande filme romantico do ano, com avaliaçoes criticas interessantes. Comercialmente mesmo com um cast de primeira linha a todos os niveis os resultados ficaram um pouco aquem principalmente do valor comercial dos protagonistas.

Sobre o filme podemos começar por dizer que ate começa bem, com a origem do amor, levando a pensar que Song vai se debruçar de uma forma mais realista nas abordagens do amor, do que propriamente num triangulo romantico, que tirando o paralelismo de alguns dialogos soltos acaba por ser uma comedia romantica sem grande graça, previsivel e longe do que a realizadora conseguiu com simplicidade no primeiro filme.

Os melhores momentos surge na profissao da protagonista, na forma como o amor e as suas nuances sao tratadas em dialogos um pouco longos. Aqui o filme parece ter uns condimentos a mais do que a maior parte dos filmes do genero, contudo isso acaba por desaparecer em seguida, num ponto em que o filme deveria ser muito mais diferente, nas proprias relaçoes da personagem, estas aparecem e o final e do mais previsivel possivel.

Por tudo isto um filme comercial, com a mediania tipica de filmes sem grande ambiçao, com o senão de Celine SOng nos ter dado uma das maiores surpresas dos ultimos anos criando uma expetativa que o filme nao cumpre, sendo claro que foi a realizadora que foi de encontro a produtora, com uma ou outra nuance isolada e nao o contrario.

A historia segue uma mulher cujo trabalho é juntar casais que vive uma relação com um homem ideial enquanto se recorda do seu ex-namorado alguem com valores materais nulos mas que acabam por ser a pessoa que recorre sempre que algo corre mal.

O argumento tem algumas virtudes principalmente num ponto particular de alguns dialogos sobre a profissao. Naquilo que e o valor moral da historia e das suas escolhas e algo cliche e principalmente a relaçao central poderia ser muito mais trabalhada a todos os niveis. Tambem em termos de humor e totalmente cinzento.

Na realizaçao Song brilhou em Past Lives mas esconde-se um pouco neste filme, parece um episodio mais dramatico de sexo e a cidade, por muito que nova iorque esteja la, e muito curto principalmente para alguem com um filme tao impactante como o primeiro e caso para dizer que o estudio tirou alguma chama a realizadora.

No cast tambem existe problemas Johnsson e monocordica em tudo o que faz e aqui é mais do mesmo, falta muito coisa a personagem, mas a interpretaçao nao ajuda. Ao seu lado Pascal na versão omnipresente tipica e Evans o desajeitado arranjado habitual. Demasiado cliche um cast que nao potencia o filme.


O melhor - Alguns dialogos sobre o amor

O pior - O cliche em que o filme se torna


Avaliação - C

Monday, July 28, 2025

Happy Gilmore 2

 Quanse a prefazer 30 anos que Adam Sandler com o seu humor muitas vezes sem sentido se deu a conhecer ao mundo num filme estranho sobre golf, eis que na sua ligação imensa com a Netflix surge a sua sequela, recheada de prestações especiais de alguns dos maiores astros da musica e do Pop atual. Criticamente claro que este tipo de comedia tem os seus pes de barro, mas comercialmente tem tudo para ser o filme de verão da Netflix.

Sobre o filme podemos dizer que trinta anos depois um dos pontos que mais impressiona nas sequelas e a capacidade de ir a base, respeitar quem fez o primeiro filme em cada momento e nisso Happy Gilmore e incrivel em todos os promenores no que homenageia do primeiro filme com os regressos quase todos e nos impossiveis homenagear. E um filme recheado de Easter Eggs mesmo que seja idiota, deliberadamente disparatado e de um humor pouco trabalhado.

Numa altura em que o revivalismo que Cobra Kai trouxe com todos os elementos para funcionar estao bem presentes no filme que deu origem a todo um estilo Adam Sandler que começou bem, foi-se tornando parolo para agora ter novamente um conceito interessante principalmente no seu estilo cada vez mais desleixado e dando o protagonismo total aos seus amigos e familia.

Por tudo isto Happy Gilmore, é muito mais do que um filme, é um acontecimento, que tem debilidades, que é deliberadamente parvo na maior parte dos seus momentos, mas que faz com a homenagem no cinema exista, mas acima de tudo deixa-nos dezenas de ovos de pascoa que preencher as mais de duas horas de filme.

A historia segue Happy Gilmore, o particular jogador de golfe, que acaba por apos a morte da sua esposa, ter muitas dificuldades na sua vida, contudo o sonho da sua filha mais nova promove a mudança e o regresso na sua vida que leva a uma nova ambição no mesmo desporto.

O argumento do filme é disparatado, muitas vezes sem sentido, mas ao mesmo tempo com uma lealdade e proximidade ao primeiro filme meritória e que leva a uma ligação umbilical com o primeiro filme no tipo, no estilo de humor, mas mais que tudo na forma como se exprime.

Na realizaçao temos Newacheck a pessoa que tem sido ultimamente mais escolhida para ser o orientador dos filmes de Sandler o qual é claramente o pai dos projetos que seguem as suas nuances. Um filme com uma produçao elevada, com um humor fisico e atualidade, pouco mais se exige para os seus objetivos.

O cast temos Sandler na sua roupa mais confortável e uma quantidade inacreditável de cameos que levam o filme a uma curiosidade permanente minuto apos minuto, mesmo que sejam mais meras curiosidades do que trabalhos de ator, tirando o efeito cómico de Bad Bunny que funciona


O melhor - A lealdade total ao primeiro filme

O pior - E algo disparatado demais


Avaliação - C+

Saturday, July 26, 2025

Megan 2.0

 Três anos depois de o terror tecnologico de M3gan ter surpreendido logo na primeira semana não so a critica mas também a vertente comercial sempre adormecida em Janeiro, eis que surge a sua sequela, com mas mediatismo, em pleno verão com os mesmos ingredientes. Mas a ideia que por vezes o sucesso de um filme deve ser o primeiro ponto para pensarmos em fazer o segundo esta claramente vertido neste segundo filme, ja que criticamente a mediania ultrapassou as boas avaliações do primeiro filme e comercialmente ir para a piscina dos grandes pode levar a afundar e os resultados deste segundo filme foram claramente rudimentares.

Sobre o filme podemos dizer que o terror psicologico do primeiro filme deu lugar a um filme de ação de espionagem entre empresas tecnlogicas que querem dominar o mundo, e os pontos onde o filme poderia funcionar como a claustrofobia da presença dissipam-se numa guerra de intrigas e lutas entre bonecos sem grande sentido ainda para mais quando o filme tem duas horas de coisa nenhuma, num filme que em muitos momentos nos faz pensar desistir.

Temos as mesmas personagens, mas em fases diferentes, fica a sensação que M3gan nunca e realmente o perigo, fica a noção do que o primeiro filme nos cria agora uma relação positiva desvirtua em muito o que vimos no primeiro filme e isso nao e propriamente inteligente tendo em conta o sucesso do mesmo. Ainda para mais quando a roupagem nova acaba por ser inconsequente mas acima de tudo mal articulada.

Uma das piores sequelas dos ultimos anos, principalmente comparado com o lado surpreendente do primeiro filme, colecionando os mesmos atores, a mudança de genero para um blockbuster de verão não encaixou, e o filme andou a deriva duas horas para perceber o que queria ser, nunca tendo encontrado qualquer espaço e nenhuma forma de se tornar revelante, num dos filmes mais frustrantes do ano.

O filme muda o registo, desta vez Megan tem de ser reativada para tentar por cobro as intenções de um novo modelo militar fora de controlo com objetivos desconhecidos mas que podem colocar em questão a sobrevivencia da sociedade como os conhecemos.

O argumento do filme é confuso, tem ideias novas, muda o genero, mas perde a essencia e acima de tudo o que funcionou melhor no primeiro filme sobrando ideias soltas, mal articuladas com dificuldade de impressionar como ação e nunca conseguindo qualquer impacto de terror, um desastre ideologico.

Na realizaçao temos Johnstone a repetir o leme o que fica dificil de perceber porque o que melhor conseguiu na tensão psicologica do primeiro filme desapareceu por completo nesta abordagem mais comercial, sem risco, numa ação de serie b pouco ou nada interessante.

No cast temos um cast proximo do primeiro filme que não consegue nunca aproveitar as personagens que funcionaram no rpimeiro filme com extensoes pouco desenvolvidas nas mesmas. Certo e que a carreira dos envolvidos nao evoluiu com o sucesso do primeiro filme e a presença neste filme era necessaria comercialmente, mas pouco mais


O melhor - Megan tem ironia

O pior - A mudança de genero e um tiro no pe


Avaliação - D

Tuesday, July 22, 2025

Thunderbolts

 Numa altura em que a Marvel tenta encontrar um novo rumo, depois de diversos filmes que ficaram no seu rendimento comercial e mesmo critico longo do expectavel, eis que surgiu o grupo dos desalinhados numa especie de salvação, nem que seja pela curiosidade e comedia. O que podemos dizer é que efetivamente do ponto de vista critico este pequeno filme da "liga dos ultimos" conseguiu retomar as boas avaliações, mas comercialmente ficou um pouco aquem, mesmo que seja sempre de sublinhar que este filme junta secundarios dos anteriores.

Sobre o filme, o mesmo funciona, principalmente porque transforma o lado desleixado de Yelena o tom de todo o filme e isso lance uma especie de filme rebelde da Marvel que consegue ser engraçado, intenso, que cria um vilão com multiplas vertentes com uma mensagem concreta e acima de tudo o filme aproveita ao maximo o nome ocasional do seu Bob para ser irreverente e engraçado, e acima de tudo no final lhe dar o crescimento ou a pomposidade que o filme merece.

E claramente um dos melhores projetos da Marvel dos últimos anos, caindo na simplicidade do humor facil e de uma narrativa complicada qb. Aproveita o que de melhor os seus secundarios tem a dar, sem lançar novos elementos ou figuras de proa. Sabe render o peixe que tem e isso muitas vezes e algo que leva os filmes ao sucesso, num ano em que os blockbusters tem estado um pouco aquem do que temos visto.

Por tudo isto temos um filme competente, com entretenimento assegurado. Comicamente o filme é dos melhores da Marvel, mas a intriga também e competente. Nao sei se estas personagens terão dimensão para segurar novos filmes mas estes aparte funcionou bem, nas personagens conhecidas, na forma como foi potenciado, nas novas como foram introduzidas e na reunião.

A historia segue alguns dos heróis deixados para trás e numa tentativa de Valentina salvar a sua vida, contudo esta ligação cria um peculiar grupo onde surge um ser desconhecido, mas com um poder interminável que pode mudar o curso dos planos de todos os envolvidos.

Em termos de argumento o filme funciona bem principalmente no que diz respeito a sua capacidade humorística, em termos de intriga é competente sem ser brilhante, mas é eficiente, um bom vilão, uma boa preparação para o que se segue.

Na realizaçao o projeto foi assinado por Schreier o criador de Beef a miniserie de sucesso da Netflix que consegue ter o caracter ironico que o filme quer ter. Uma grande produçao que consegue ser realista nesses momentos. Poderia arriscar muito no conceito, mas nao o faz.

No cast Pough e Stan cresceram como atores e ja sao suficientes para segurar o filme, bem auxiliados por Harbour. Russell e uma agradavel surpresa num papel que na serie nao convenceu. Pullman funciona nos dois momentos e é uma mais valia para o universo


O melhor - O humor ironico.


O pior - Pouco risco na abordagem concetual


Avaliação - B





Sunday, July 20, 2025

Ballerina

 


John Wick entrou de fininho mas tornou-se rapidamente nos dos maiores herois de ação dos ultimos anos do cinema, por um mundo criado onde existe poucas palavras, muita ação e um final repetido em que o heroi mata toda a gente. Apostado em rentabilizar o produto eis que surge uma nova personagem, desta vez mulher com o mesmo tipo de personagem e filme. Criticamente as coisas nao correram tao bem como o ultimo John Wick, comercialmente tambem nao ficando a ideia que sem Reeves ao leme as coisas ao no minimo diferentes.

Sobre o filme eu confesso que no inicio o filme estranha, uma introduçao muito longa, que nao e propriamente novidade, mas fica adormecido muito tempo um filme que se espera ir rapidamente para a ligaçao do que ja conhecemos. Dai que e nessa primeira meia hora que o filme menos funciona desde logo porque se percebe que o filme nao vai ter propriamente muitos elementos na sua historia, mas acima de tudo porque percebemos que a açao nunca mais chega.

Quando chega a açao o filme esta mais confortavel no que diz respeito a forma como o filme começa a criar sequencias longas, lutas fortes, mortes curiosas e levar o espetador para dentro do filme. Claro que fica longe do que Wick faz como ninguém, desde logo porque ANa de Armas nao e Reeves e depois porque Wick ja leva tres filmes antes.

Por tudo isto e dificil perceber este filme sem Wick, fica a sensação que a personagem central deveria ser trabalhada para alem da sua vingança, mas isso era tirar ao franchising o seu estilo particular. Fica a sensação que e uma roupagem de genero e pouco mais. Nao sei se vao se reunir, ams principalmente na ligação com a perosnagem central tinha de existir muito mais trabalho.

A historia segue uma jovem que apos ver o pai ser assassinado por um grupo desconhecido, cresce como bailarina e assassina profissional e tenta procurar os motivos pelos quais o seu pai foi morto.

O argumento como todos os filmes de John Wick e escasso, basicamente sao elementos para potenciar as sequencias de açao. A ligaçao com a personagem central e completamente inexistente e o filme fica sempre algo vazio nesta vertente de historia.

Na realizaçao temos Wiseman um realizador que nunca foi propriamente muito eficaz nos seus projetos com um filme que acaba por ja ter algum conceito critico num realizador pouco regular e acaba por o filme ir mais de encontro ao realizador do que o conceito de John Wick. Curto.

No cast Ana de Armas vai de menos a mais em termos de heroina de açao, mas nao e onde se sente mais confortavel. Reeves surge para resgatar o conceito do filme, mas fica a sensação que e curto, muito a procura de momentos curtos mas poucas personagens.


O melhor - Algumas sequencias de luta


O pior - Vazio narrativo principalmente na ligação com o filme de base


Avaliação - C

Friday, July 18, 2025

The Phoenician Scheme

 Wes Anderson é atualmente um dos maiores cineastas do cinema atual, construindo uma carreira que começou em argumentos muito especificos, com uma narrativa muito propria, que se desenvolveu para um estilo visual unico, sem paralelo que torna cada cena dos seus filmes uma autentica obra prima. Pese embora tal desenvolvimento percebe-se no entanto que criticamente, apesar de boas avaliações os resultados estão mais moderados, sendo que comercialmente tal terreno nunca foi propriamente o terreno mais fertil do realizador e este filme foi um registo mediano na sua carreira.

No que diz respeito ao filme e eloquencia de discurso e riqueza estetica esta toda lá, na forma como Wes Anderson comunica, alias os paralelismos, o insolito, o ritmo de discurso num ambiente redesenhado por artista são vetores que fazem dos filmes de Anderson sempre agradaveis, sempre peculiares, e sempre bons momentos passados de alguem cujos filmes sao autenticas obras de arte.

Onde nos parece que Anderson tem perdido o norte é na componente escrita, com Moonrise Kingdom e Budapest Hotel, a irreverência, arte e forma de comunicar encontrava os seus pontos criativos com muito coração e uma mensagem bonita, nos ultimos filmes a irreverência tem sido mais vazia, mais solta e isso acaba 'por tornar os filmes bonitos mas claramente menos impactantes.

Aqui temos um filme engraçado, com momentos insolitos, um cast fenomenal mas a historia parece sempre mais preocupada com as suas excentricidades do que propriamente em contar uma historia concreta e os seus momentos dramaticos. A historia como bloco global tem diversas falhas na coesão mas acima de tudo no coração.

A historia segue um individuo bastante rico com um plano para tornar o seu negocio mais rentavel que o leva a negociar com diversas pessoas, numa jornada em que segue com um excentrico tutor e com uma filha, herdeira, aspirante a noviça.

E no argumento que Anderson tem perdido algum peso e dimensão, as historias estão mais peculiares, mais recheadas de apartes, mas falta claramente coração ao filme, falta que tudo tenha um proposito maior que no final se percebe. E um filme irreverente, curioso e original mas nada mais.

Na realização Anderson tem uma capacidade unica de tornar cada segmento dos seus filmes uma obra de arte e aqui faz novamente isso. A sua forma excentrica e original de contar historias e organizar os seus filmes fazem dele talvez o grande cineasta do momento, com uma assinatura singular, pena que os argumentos tenham perdido alguma direção.

Um cast total, com os esteriotipos e maneirismo de Anderson que nao sao propriamente potenciadores de interpretações muito completas, pois são demasiado presas a maneirismos. Del Toro encaixa perfeitamente no que o filme quer ser, Cera tem o melhor papel do filme na sua dualidade, e os restantes conhecidos sao pano de fundo daquilo que ainda vale trabalhar com este realizador.


O melhor - A forma de Anderson captar imagens


O pior - A falta de coração do filme.

Avaliação - B-

Wednesday, July 16, 2025

Bring her Back

 O cinema de terror de autor está na moda e percebemos a existência de diversos filmes com esse objetivo, sendo este filme com clara marca de Bodyhorror um desses filmes, estreado nos meses de verão em plena competição pelos blockbusters, mas com resultados consistentes do ponto de vista critico. Comercialmente fica a clara ideia que é um filme algo limitado, mas que conseguiu resultados razoaveis tendo em conta as suas previsões iniciais.

Sobre o filme podemos dizer que o filme, do ponto de vista visual consegue impressionar, tendo subjacente o tema da perda de um filho e a forma como psicologicamente isso pode afetar uma mãe. Nisso o filme é intenso, é forte, tem momentos em que o seu impacto emocional funciona ainda com mais dor do que as mais do inumeras tentativas de provocar nojo no espetador, num filme que nos parece sempre demasiado preocupado em impressionar nesse ponto do nojo mais que horror.

O filme consegue transmitir o que quer, embora narrativamente fiquem demasiadas perguntas por responder. Fica a clara ideia que o filme tem uma formula mas que o seu crescimento e acima de tudo a forma como tudo e explicado fica a meio caminho. Isso conduz a um filme que nem sempre seja coerente em justificações embora impressione e tenha sempre uma boa batuta por parte da interpretação de Hawkins.

Por tudo isto um filme intenso, que consegue provocar no espetador os sentimentos que quer ter, embora com este estilo exagerado de Bodyhorror tal nos pareça muitas vezes demais. Perde-se demasiado nos pensamentos e no oculto quando funciona melhor nas sensações mais terreas na loucura das diversaas personagens.

A historia fala dois irmãos orfãos que acabam por ser adotados por uma mulher marcada pela perda da sua filha a qual começa a ter comportamentos estranhos principalmente para o mais velho e para um jovem que se encontra fechado dentro de casa.

O argumento do filme funciona bem nas dinâmicas psicológicas de perda, mas ao mesmo tempo tem dificuldade na explicação de alguns pontos concretos do porque das coisas principalmente na ligação e explicação do oculto.

Na realização temos os irmãos Phillipou, uma nova vaga de cineastas de terror os quais tinham funcionado bem em Talk With Me, mas aqui humanizam mais a historia e exageram mais no horror e na impressão dos momentos. Fica a sensação que o filme é competente, mas poderia ter mais artistico.

No que diz respeito ao cast a intensidade de Hawkins funciona e leva o filme ao seu ritmo, os diversos momentos. Os mais novos conseguem beneficiar bem desta moleta, e principalmente o lado camaleónico do jovem Wren Phillip.


O melhor - A forma como o filme consegue jogar com os reflexos da perda

O pior - Demasiada tentativa de impessionar pela repulsa


Avaliação - C+


 

The Last Rodeo

 


Num momento em que a Angel Studios encontra-se numa hiperatividade na forma como os seus filmes e interpretes maiores vão tendo os diversos projetos, a maior parte dos quais baseado em factos verídicos. Este ano surgiu este The Last Rodeo, com Mcdonough, como estrela, o qual e claramente o maior pastor desta forma de cinema. Criticamente as coisas ate correram bem, longe dos insucessos iniciais da produtora. Criticamente as coisas tiveram mais dificuldade longe do que conseguiu no seu filme mais irreverente.

No que diz respeito ao filme temos um drama desportivo, com todos os erros típicos e todos os clichés maiores dos seus adeptos, com muitas tradições conservadoras, muita emoção e feitos num cinema pausado do interior americano. E um filme demasiado fácil de perceber a intenção sendo clara as dificuldades do filme em ser original ou fazer funcionar a maioria da sua mensagem para alem do obvio.

Um dos problemas da Angel esta claramente espelhada neste filme, o filme não diverge muito dos dramas ou filmes desportivos que vimos ao longo do tempo, mas o que diverge são os clichés do estilo de vida, das tradições do interior americano, que pode fazer com que o filme seja próximo de uma parte dos americanos e completamente distante da globalidade da historia, o que deixa o filme demasiado circunscrito ao seu próprio estado.

Por tudo isto o típico filme Angel, muitos valores morais, feitos filmados de uma forma que se calhar deveriam ter mais arte, menos religião, mas alguma fé. E daqueles filmes que percebemos desde logo tudo o que vai acontecer, e ao longo das duas horas ficamos centrados nos maneirismos exagerados de todos os personagens.

A historia fala de um desporto conservador americano, concretamente o Rodeo, e um ex-campeão que tem de regressa a atividade, muitas lesões e anos depois para tentar ganhar dinheiro capaz de pagar uma operação que consiga fazer o seu neto ultrapassar um tumor.

O argumento do filme é simples um conjunto de clichés no cinema desportivo, como o ultrapassar de todos os limites, as façanhas incríveis e os clichés emocionais da Angel, com toda a medida habitual.

Na realização temos Avnet, um realizador experiente que perdendo espaço em termos de grandes produtoras segue carreira na televisão e agora como mensageiro Angel. O filme arrisca pouco, já que a produtora preocupa-se mais com a mensagem do que com a forma de arte.

No que diz respeito ao cast Mcdonaough e o ator principal dos valores da Angel com os maneirismos, exageros e défices que todos lhe conhecemos. Os filmes Angel não são propriamente pródigos em interpretações com clichés exagerados e este acaba por ser mais um.

 

O melhor – O desporto Rodeo que e muitas vezes desconhecido


O pior – Os maneirismos exagerados Angel


Avaliação – C-

Sunday, July 13, 2025

Karate Kid: Legends

 Depois do total sucesso de Cobra Kai que acabou por revitalizar a saga, principalmente os primeiros episodios da mesma eis que surge o regresso em filmes, indo buscar uma linha narrativa mais recente, que nunca foi propriamente aproveitada pela serie. Em pleno verão com objetivos comerciais claros, a critica ficou-se pela mediania, principalmente por o filme nao ter o caracter satirico da serie e ser algo simplista demais. Do ponto de vista comercial os resultados ficaram um pouco aquem do esperado, porque nao percebeu que o segredo do regresso nunca foi propriamente Daniel.

Sobre o filme podemos dizer que a primeira hora poderia ser com total normalidade um episodio de uma serie adolescente de artes marciais, em que se introduz a personagem, mas mais que tudo temos uma serie de contexto, pouco explorado para as batalhas e o torneio que realmente interessa. Acaba por introduzir cedo a personagem de Chan, sendo que Daniel surge no fim, sem quialquer contexto, para uma presença simples, para dar lustro ao filme sem qualquer sentido.

Esse e o grande problema do filme, criar a sensação que vai criar uma linhagem nova da saga, sendo que a mesma se resume a uma apariçao para dar nome, sem qualquer conteudo, que parece uma fotomontagem de baixa qualidade. E nisso o filme funciona mal, fica sempre a sensação que mesmo sendo basico tudo funciona melhor na personagem central do que quando o filme se quer ligar de uma forma pouco trabalhada a saga.

Por tudo isto temos mais uma tentativa comercial simples de ganhar dinheiro sem grande esforço. Longe dos pontos em que Cobra Kai funciona como o lado humoristico, uma produçao grande mas o resultado fica longe de ser interessante, acabando quase sempre por ser um filme de encher, sem grandes ambiçoes que tem apenas curiosidades.

A historia segue um disciplo de Han que tem de vir viver para nova iorque, deixando o Kung Fu de lado ate que se apaixona por uma jovem e o ex namorado da mesma, o melhor lutador do bairro faz-lhe a vida negra. AI tem de reunir-se com o seu treinador de sempre e um ajudante conhecido para tentar ganhar o torneio.

O argumento do filme e simplista na intriga central e totalmente preguiçoso na ligação a saga, nao a trabalha, nao a potencia, e apenas um paretises pouco trabalhado. Quando assim e fica a sensação de um filme com o unico objtivo comercial e pouco ou nada trabalhado.

Na realizaçao temos Entwistle um realizador de televisao, que tem alguns apontamentos graficos mas pouco mais. Tem uma produçao de linha grande mas acaba por nao ser propriamente artistico a sua abordagem apostando pelo lado mais tradicional da açao. Nao sei se tera novamente outro filme com tanta visibilidade.

No cast os jovens escolhidos, maioritariamente desconhecidos funcionam nos espaços que o filme os quer dar. Denota-se que Chan esta desgastado fisicamente e Macchio e sempre igual com todas as debilidades que conhecemos mas que funcionam no registo. Devia ter mais Johnny Lawrence, ele foi o segredo do sucesso de Cobra Kai


O melhor - Um filme simples com emoçoes simples.

O pior -  A pessima colagem a saga


Avaliação - C

Saturday, July 12, 2025

Heads of State

 John Cena tem sido uma figura recorrente em algumas das apostas das aplicações se Streaming e este ano surge agora na aposta maior da Prime em termos de cinema, como presidente dos EUA, ex-ator junto de Idris Elba numa cimeia americana inglesa. O filme acabou por estrear com criticas mediana, dentro do expectavel para um filme marcadamente comercial. Do ponto de vista comercial, pese embora uma cada vez maior expansão da Prime e dificil perceber o sucesso concreto dos seus projetos.

Sobre o filme temos a tipica comedia de ação com duas figuras distintas, que se juntam por um bem comum, com a diferença que interpretam presidente dos EUA e primeiro ministro do Reino Unido. O filme acaba por ser simples nos procedimentos criando uma intriga internacional que obriga a dupla a serem herois de açao mais do que propriamente os lideres dos paises.

Em termos de efeitos o filme nao e brilhante, arrisca muito, e facilmente se percebe que a contingência de custos conduziu a maior parte das cenas abusem com pouco realismo do CGI e o filme acaba por ser um pouco amador neste particular. Tambem humoristicamente parece sempre que a maior parte das piadas fica a meio caminho ou pelo resultado moderado. Fica a sensação que o filme quer uma linha sem risco, mas isso torna-o claramente cinzento.

Um filme curioso pela base narrativa que tem dificuldade em crescer nos pontos que quer ter. Nota-se que e uma grande produçao mas nunca consegue ser eficaz em termos de realismo de ação e muito menos consegue o ser no lado da comedia de companheiros. Fica a sensação que cumpre o proposito do entertenimento pela mediania completa, longe dos melhores filmes do genero.

O filme fala do presidente dos EUA, um antigo heroi de hollywood e um rigido primeiro ministro britanico que tem que unir esforços em termos de resistência a um grupo terrorista com um interesse de intriga muito maior.

O argumento do filme tenta ser comico e intrigante, nao conseguindo na realidade ser efetivo em nenhum dos pontos. Mesmo assim e sempre um filme mais comico do que outra coisa qualquer, embora as tentativas de ser engraçado sejam claramente superiores aos resultados efetivos no genero.

Na realizaçao Naishuller tem um estilo proprio de açao e por vezes tras ao filme a espaços, nos seus melhores momentos como os rapidos flashbacks, de resto o filme normalmente náo usa bem o digital e fica a sensação que os momentos melhores sao os parentisese e menos o filme em si. Ja vi melhor dele.

No cast Cena e o que todos conhecemos um misto de heroi de ação e comico moderado, sendo mais do mesmo, Elba sente-se muitos mais perdido no genero, retirando a intensidade onde melhor funciona. Nota-se que está bem mais a vontade no lado comico. O resto dos secundarios apenas dao nome ao filme.


O melhor - A intriga simples de um filme com pouca ambiçao

O pior - A graça do filme nao funciona maioritariamente


Avaliação - C

Friday, July 11, 2025

The Old Guard 2

 Em pleno Covid a Netflix lançou um filme sobre um grupo de novos herois imortais ao longo do tempo, com um elenco de luxo, mas mais que isso com uma produçao com diversos elementos de topo. Eis que cinco anos depois surge a sua invevitavel sequela, ainda para mais porque o primeiro filme teve boas criticas que conduziram a este segundo episodio. No plano critico os resultados foram muito inferior com avaliaçoes mais medianas. Em termos comerciais verão ferias e netflix normalmente levam a resultados interessantes.

Sobre o filme podemos começar por dizer que o primeiro filme e um de desgaste rapido, ate podemos gostar de ver mas rapidamente esquecemos dele o que nao e propriamente um excelente pressuposto para fazer uma sequela funcionar, ja que tudo parece demasiado longe e o filme nao parte desse ponto de partida que faz com que os personagens, sejam numa primeira fase desconhecidos.

A intriga acaba por ser pouco densa, conseguimos gostar de alguns momentos de alguns personagens, que encontram esse espaço em cenas isoladas mas percebe se rapidamente que vai ser um filme passagem provavelmente para um terceiro episodio. Em filmes baseado em comic muitas vezes isso acontece e aqui isso acaba por ser claro, perdendo o filme fulgor de ser significativo em muitos momentos.

Assim surge um filme ponte que se calhar vai necessitar de varias pontes no futuro. Se calhar o pior resultado critico pode deixar o filme a meio, mas e quase inevitavel. Este tipo de projetos sao arriscados porque fica sempre a noçao que o filme tem medo de nao resultar, e aqui nas mais variadas areas de avaliaçao nao resulta.

A historia segue o grupo do primeiro filme agora em luta com um regresso do passado depois de diversos anos debaixo de agua e com desejo de vingança, mas percebe-se que acaba por ser um arma de resposta por alguem com objetivos maiores.

O problema do filme parte do primeiro filme mas acaba por ser a narrativa pausada, sem grande novidade deste filme. Nao tem propriamente humor, e uma passagem que leva a que fique muito pouco em concreto na historia deste segundo capitulo que ficara sempre refem do que vem depois.

Na realizaçao existiu mudança de comandante, Mahoney vem da televisao, em muitas colaboraçoes com aplicaçoes de streaming e acaba por nao conseguir encaixar propriamente a grandiosidade de um filme de açao de verão. Temos lutas, diversas localizações mas pouco mais e quase nenhum risco na abordagem.

No cast temos os mesmos elementos, eu penso ser redutor esta Charlize vinda da açao pura e com pouca interpretaçao, mas tem sido o seu caminho atual, o mais facil. Nos secundarios uma serie de elementos de segunda linha com uma Uma Thurman estilo Kill Bill que tem esse interesse e pouco mais.


O melhor - O filme arrisca pouco no que diz respeito a novidade do primeiro filme.


O pior - Um declarado e exagerado filme ponte


Avaliação - C-

Saturday, July 05, 2025

How to Train Your Dragon

 Quinze anos depois da Dreamworks ter surpreendido o mundo da animação com um filme de ação sobre Vikings e dragões eis que surge a sua liveaction muito na onda do que a Disney tambem esta a fazer nos seus filmes mais iconicos. O sucesso deste filme foi total criticamente com avaliações consistentes principalmente junto do grande publico e comercialmente resultados muitos interessantes, se calhar a simplicidade de processos ensina a DIsney como fazer as suas adaptaçoes.

SObre o filme podemos dizer que temos uma base fiel a historia de base, umas de maior sucesso da animaçao da Dreamworks que os efeitos especiais e as escolhas de interpretes acabam por ser a personificação concreta da historia, sublinhando-se a escolha de personagens como Butler para dar vida ao papel que ja tinha dado voz, o que acaba por dar ao filme essa consistencia e fidelidade ao que vimos.

O que funciona no filme e que temos aventuras juvenis, emoção e humor ainda que simples em duas horas de uma produção de primeira linha. O filme encontra os meios corretos para ser forte na passagem as imagens. Claro que o filme e uma copia quase integral do que vimos na animaçao mas se calhar era isso que a maior parte das pessoas queria ver.

Claro que o filme e recente e fica sempre a sensação que Hollywood esta sem ideias passando a fotocopias em idade real do que ja tinha feito em animaçao. Este filme ganha precisamente por essa fidelidade e encontrar os artistas ideias para os personagens que acabam por cumprir o que o primeiro filme ja tinha feito com todos os meios ao seu dispor.

A historia e a conhecida um jovem aspirante a viking matador de dragões por influencia do seu pai nao consegue cumprir o seu sonho mas arranja uma forma direta de comunicar e controlar os dragões mas isso nao e propriamente o que a sua população quer na relaçao.

O argumento segue na totalidade o filme de base sem qualquer risco. O filme e emocionalmente interessante, humoristicamente qb, mas com pouco risco e o valor moral positivo. Fica a ideia que o filme neste patamar arrisca muito pouco mas por vezes mais vale nao arriscar do que inventar um contexto diferente.

Na realizaçao do projeto o escolhido foi Dean DeBlois alguem que começou na DIsney e passou para o rival onde entregou todos os projetos de animaçao desta saga. Aqui tem a passagem assumindo o controlo percebendo-se que sabe melhor que ninguem o que o filme quer e os seus momentos. Nao tem propriamente carreira fora deste registo.

No cast a escolha dos jovens THames e Parker sao um dos pontos que joga melhor no resultado do filme, encaixam perfeitamente no que o filme quer dos seus personagens e tem empatia com o publico, bem como a maioria dos jovens protagonistas. Nos maiores temos um Butler que interessa por ter sido a voz iconica do primeiro filme e Frost para dar o lado mais humoristico


O melhor - A capacidade tecnica do filme.

O pior - Ja vimos tudo do filme com outra roupagem


Avaliação - B

Tuesday, June 24, 2025

Final Destination: Bloodlines

 Poucas sagas de terror adolescente acabaram por ter tantos capitulos e tantas reidições como Final Destination, um filme violento que joga com o destino e com uma autentica panóplia organizada de mortes pouco naturais, que nao teve medo de se colocar no meio do epicentro de verão, potenciado pelas boas critias que nunca foram propriamente muito associadas a saga. Comercialmente o filme foi um misto de terror, mortes incriveis e algum humor e o resultado foi positivo com alguns dos melhores resultados comerciais da serie, o que nao deixa de ser surpreendente depois de tantos anos.

Mas afinal o que tem este Final Destination que os outros capitulos estiveram longe de conseguir para obter este sucesso em tanta linha. Podemos dizer que o primeiro ponto acaba por ser a forma como a cena inicial e lançada e filmada, com risco, com uma mistura de presente e passado, mas que acaba por ser um guia para tudo o que foi lançado e essa capacidade de mudar o jogo tantos filmes depois funciona.

E funciona porque no restante o filme potencia ao maximo onde a saga acabou por ser mais diferente que é na capacidade de trazer mortes completamente inacreditaveis, de jogar com o espetador fazendo esperar o inesperado, mas acima de tudo por trazer algumas das mortes mais violentas que existe memoria, nao tendo forma de deixar um final aberto ao contrario do cliche do genero.

O que funiona no filme é que todos os elementos que fizeram gerações gostar do filme tem aqui tudo elevado ao maximo do exagero, quer do lado do destino, mas acima de tudo na violência. Não sei se é o melhor capitulo da saga, provavelmente a ideia original deveria ser mais sublinhada mas o resultado funciona bem porque utiliza de forma satisfatoria o que tem ao seu dispor mesmo balançando por todo o ridiculo e exagero da saga.

O filme segue os parametros conhecidos da saga, um sonho, uma premoniçao e depois o destino a fazer das suas personagem após personagem em mortes completamente elaboradas do primeiro ao ultimo minuto com a tentativa das personagens fintarem o seu caminho.

O argumento do filme nao e propriamente diferente do que ja foi feito nos capitulos anteriores, o mecanismo é o mesmo, embora aqui com uma coerencia que torna tudo previsivel. Muito mais exagero nas mortes, um tom mais suave nos dialogos mas nada de particularmente novo.

Na realizaçao do projeto temos Lipovski e Stein uma dupla de realizadores quase desconhecida, que vem do mundo da televisao, que surpreende um pouco na mistura de epoca e evoluaçao inicial e que depois deixa o sangue a carnifician fluir com muita carne e sangue. Nao e propriamente uma realizaçao de autor, sendo mais um projeto de estudio.

Este tipo de filme nao e propriamente conhecido por chamar atores de primeira linha. Uma serie de jovens desconhecidos que acabam por dar ao filme o que ele pede, horror e gritos, e uns secundarios onde é marcada a presença de Tony Todd no seu ultimo papel e uma apariçao cheia de significado que nao deixa ninguem indiferente


O melhor - A despedida de Todd

O pior - Na essencia da historia é mais do mesmo.


Avaliação - C




Sunday, June 22, 2025

Elio

 Em pleno verão uma das colaborações mais proveitosas da historia do cinema e principalmente da animação lançou um novo filme, desta vez sobre o Espaço, de nome Elio, com os procedimentos tipicos de um filme da Pixar com uma personagem, um tema e muitos ensinamentos morais o filme conseguiu moderadas avaliaçoes o que fica longe dos sucessos maiores da produtora. Mas aparentemente o maior problema tem sido a pouca adesão do publico demonstrando que a Pixar esta com dificuldades principalmente em filmes sobre o espaço.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme tipico de Pixar que falha principalmente na sua introdução. Fica a sensaçáo que ao contrario da maioria dos outros filmes é na introduçao ao mundo, as personagens e ao seu porquê que o filme é aborrecido, que o filme é essencialmente parado tentando espaços comuns que acabam por ser monotonos para um filme pequeno.

Na segunda parte com a introduçao de personagens e principalmente de dialogos com mais conteudo o filme encontra algum coraçao, que é onde a Pixar funciona como pouco, na ligação entre personagens, entre escolhas simbolicas e acima de tudo na mensagem que o filme quer ter, acaba por resgatar um pouco o filme para os vetores mais habituais do cinema. mas mesmo assim fica a ideia que o filme deveria encontrar um balanço maior na primeira fase.

Por tudo isto temos um filme pixar, com a capacidade de transmitir emoçoes que a Pixar sempre tem, mas um claro parente pobre comparando com os classiscos permanentes da produtora, a qual está claramente na mo de baixo. Provavelmente sera um filme unico, se são for terá de ir buscar mais novidade e trunfos ja que este é em toda a linha muito previsivel.

A historia fala de Elio um menino orfão ao cuidado da tia que procura encontrar abrigo em extraterrestres, ou nessa possibilidade. Ate ao momento em que o seu sonho se torna realidade e encontra-se no meio de um debate intergalatico.

O argumento do filme e emocionalmente e na mensagem capaz dentro dos parametros da Pixar. Falha e na introdução ou na capacidade para surpreender. Parece sempre um filme demasiado preso a logica e isso e bom para muitas produtoras mas curto para a Pixar.

Na realizaçao um conjunto de colaboradores da DIsney com Molina a ser o mais conhecido depois de Coco mas aqui o filme tem cor, mas nem sempre carisma. Falta algum risco. A capacidade produtiva da Pixar e unica, o filme utiliza mas falta rasgo artistico.

No cast de vozes como vi a versão original nada vou comentar a este respeito.


O melhor - A capacidade emocional que a Pixar sempre tem


O pior - Os primeiros 30 minutos demasiado cinzentos


Avaliação - C+

Echo Valley

 Num verão em que a Apple + tenta lançar filmes de uma forma mais frequente eis que surgiu este drama familiar apostado em rentabilizar o conceito comercial atual de Sweeney que acabou por estrear com criticas medianas, para um filme dramatico pesado familiar, que se calhar foi mal encaixado no que diz respeito ao tipico filme de verão. Comercialmente o filme acabou por ter as limitaçoes de uma Apple que ainda tem dificuldade em chegar a todo o lado.

Sobre o filme podemos dizer que a intriga é bem lançada na personagem central, nos seus dramas, nos seus conflitos e nos seus problemas que surgem num momento em que não consegue dar resposta. O filme joga com intensidade nesses momentos na forma como a cada passo tudo se torna mais dificil acabando o espetador por embarcar no sofrimento claro da personagem a cada momento, e nisso o filme acaba por ser simples mas consegue transmitir o que quer.

A questao e que o filme apresenta desde logo dois pontos de fuga, um que nunca e realmente utilizado ficando subtilmente escondido os motivos pelos quais tal e escondido, mas por outro lado temos o escape constante da personagem que acaba por ser usado sempre que o filme chega ao limite, e isso parece uma tarefa facil para qualquer objetivo que o filme queira ter.

Por tudo isto temos um mediano filme dramatico familiar, um pouco exagerado na compilação de coisas sucessivas que surge a personagem, mas que acaba por limitar apenas as vivencias de uma personagem nada existindo sem ela. Fica a ideia que o filme é algo linear para os seus interpretes existindo muitos momentos em que procura os momentos das suas interpretaçoes mais que o filme em si.

A historia fala de uma mãe, que acaba por perder a mulher num acidente e ve a sua filha de um anterior casamento entrar numa espiral negativa procurando sempre a sua ajuda, manipulando-a a cada momento para beneficio proprio na complicada relaçao animalesma mãe-filha.

E neste plano que o filme melhor funciona na sua organizaçao de ideias, na forma como leva o conflito e a reconiciliação familiar a cada cinco minutos. Fica a ideia que por outro lado, o filme tem mais dificuldades na intriga mais policial, a qual é vazia em alguns aspetos.

Na realizaçao temos Michael Pearce um realizador ingles ligado as origens que aqui tenta ter mais mediatismo numa distribuição maior. O filme tem muitos tiques de filme independente, deixando as suas interpretes liderar a estetica. Nao e propriamente um projeto deslumbrante de realizador mas acaba por funcionar onde quer.

No cast temos uma Julianne Moore muito colada a alguns papeis mais mediaticos dela, ja todos conhecemos a sua forma de sofrer e aqui e mais do mesmo, dai que o impacto seja menor. A intesnidade de Sweeney num papel de entrega fisica maior acaba por ser mais surpreendente ou mesmo o lado mais escuro de um Gleeson que tenta mudar o registo.


O melhor - A ligaçao mãe-filha e os seus problemas


O pior -A forma como o filme centra-se demasiado nas suas interpretes


Avaliação - C+