Pode um filme espanhol lançado há menos de dez anos ser um dos filmes que mais remakes originou, a resposta é sim, e depois de diversos paises eis que surge a versão americana pela mão de Olivia Wilde como realizadora. Este filme sobre dialogos de casais em fases diferentes acabou por ser apresentado com grande sucesso critico no ultimo festival de Sundance e surgiu como uma das apostas de verão do mercado. Impulsionado por uma carreira critica muito interessante que o colocam nas posiçoes de possiveis premios, comercialmente sendo um filme pequeno o resultado foi muito interessante, que podera ser o impacto maior na epoca de premios.
Sobre o filme podemos dizer que começa bem na forma como cria a dinamica central do casal, aqui percebemos que o filme tem elementos que o fazem crescer, na forma como o casal comunica, que leva a que ambos os atores conduzam o filme em seu torno, com alguns dos melhores momentos que acaba por ser ancora para o que se segue. E o que se segue e um casal totalmente diferente, se calhar mais esteriotipado no exagero e aqui o filme parece ter mais dificuldade pese embora seja uma ideia original depende muito do guião, mas aqui tem qualidade para fazer o espectro que o filme quer ter funcionar.
E um filme bem escrito, muitas das discussões sao curriqueiras, sao reais, o casal desencontrado, e o casal que se encontrou, essa dictomia esta bem presente no filme, mesmo que filme nao opte por nenhuma delas, dando bem a conta do real e do criado. E um filme que quer ser uma comedia mas um caos das relações que se vão criando e mantendo, o que a torna mundana.
Por tudo isto The Invite e um filme curioso, que funciona na comunicação com o espetador em contraponto ao caos comunicacional entre os interpretes. Por vezes pode ser exagerado, esta versão sexualizada sem ser sempre comica. E um filme que é mais do que o seu rotulo e a forma como conjuga bem bons elementos pode-o tornar presente em alguns premios futuros.
A historia segue um casal em plena crise, fechado em si mesmo e no seu negativismo que acabam por convidar os seus vizinhos excentricos de cima para um jantar onde se vão descobrir as diferenças e as semelhanças e um pouco uma analise ao momento de ambos.
O argumento do filme, quer na base, mas acima de tudo na forma como se concretiza acaba por ser o segredo do filme, a forma como as palavras e as personagens se vão revelando ao longo do filme. E este tipo de projeto que faz que exista cinema mais trabalhado e que chegue aos problemas dos espetadores.
Depois de um projeto polemico Wilde abraçou esta adaptaçao com mais calma e menos ambição e se calhar esse baixar de expetativa funcionou porque o filme adota o ritmo perfeito que quer ter, um pouco como uma peça de teatro dinamica, deixando os atores fluir torna-se numa boa escolha. E uma realizadora com recursos que se tem de perceber onde quer chegar no tipo de filmes que escolhe dirigir.
No cast temos claramente um maior protagonismo do casal central, WIlde para alem de realizadora da o melhor papel do filme, completamente desesperada a procura de algo que nunca encontra, num dos melhores papeis de uma carreira que ainda lhe falta o grande filme. Rogen mais proximo do que estamos habituados tem as despesas comicas, que ele tão bem consegue fazer. Os secundarios Norton e Cruz funcionam naquilo que o filme pede deles, embora seja menos que ao casal protagonista.
O melhor - O argumento
O pior - NO final tudo fica em torno da exploraçao sexual do casal
Avaliação - B

No comments:
Post a Comment