Wednesday, July 15, 2026

The Devil Wears Prada 2

 Vinte anos depois do mundo da moda e do cinema se terem unido numa comedia simples sobre aquele mundo, com Meryl Streep como protagonista e alma do filme, surgiu a sua tipica sequela. O filme tornou-se maior, com mais figuras, com mais moda, numa homenagem e uma sequela ao que tinha sido feito. Em termos críticos este segundo filme foi próximo do primeiro com avaliações interessantes principalmente pela sua dimensão comercial e pelas estrelas que conseguiu chamar. Comercialmente novamente o filme estourou, demonstrando que na maior parte das vezes esperar alguns anos pode ser a decisão mais interessante.

Sobre o filme podemos dizer que segue em muito os parâmetros do primeiro filme, as personagens e os seus tiques e atributos, a preocupação pelo mundo da moda, as intrigas de poder num filme comercial, de entretenimento, claramente para apreciadores do mundo da moda. Fica a ideia, assim como o próprio primeiro filme que nao e propriamente um filme original e diferenciado, mas que acaba por cumprir os requisitos principalmente de quem gostou do primeiro filme.

Um dos problemas maiores do filme é que procura essencialmente o que funcionou no primeiro filme, contudo ja conhecemos as personagens e as sua ligações. O espaço de vinte anos nem sempre nos parece bem trabalhado no conhecimento que o espetador tem do mesmo, mas ao mesmo tempo fica a ideia que o filme tem que ir buscar alguns momentos icónicos para fortalecer-se

Por tudo isto um bom objeto comercial, na forma como consegue chamar marcas, eventos, cidades e figuras publicas, numa historia que não sendo propriamente trabalhada para ser impactante, acaba por também conseguir dar algum entretenimento aos espetador função de base que o filme quer ter, com o elenco original que nao mostrou os anos a passar por ele, nao obstante de ser um filme com carreiras mais sustentadas.

A historia marca o regresso de Andy ao trabalho com Miranda na mesma revista com uma alteração da gerência para um plano mais atual, o que parece abalar a consistência da empresa o que necessita de algumas ligações e formulações entre as personagens.

O argumento e simples pega em alguns dos elementos mais fortes do primeiro filme e tenta potenciar ao máximo aquilo que o faz funcionar. Na maior parte do tempo o lado estetico assume preponderância e acaba por ser por ai que o filme funciona e vai de encontro as expetativas do espetador, ou seja o argumento cumpre sem brillhar.

Na realizaçao Frankel volta ao local onde foi mais feliz, é um realizador que nunca mais conseguiu ir buscar o sucesso do primeiro filme, com diversas desilusões e mesmo idas a televisão para regressar para mais um sucesso, sabe ir buscar o que as pessoas mais gostam de ter, e neste contexto funciona.

A carreira das tres protagonistas divergiu um pouco desde o primeiro filme, Streep continuou a ser a maior, e aqui demonstra bem a sua personagem ancora do filme. Hathway deixou de ser a princesa de hollywood e agora e apenas um icon estetico, Blunt construiu uma carreira interessante e essa irreverencia da-lhe o melhor papel do filme como ja tinha dado no anterior, tirando o astroide Streep


O melhor - O lado estetico do filme.


O pior - A incapacidade do filme ir buscar elementos novos diferenciados


Avaliação - C+


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