Wednesday, June 17, 2026

In the Grey

 Guy Ritchie tem nos ultimos anos tido uma hiperatividade fora do normal, depois de ter despido um pouco a imagem da rebeldia britanica que lhe deu todo o sucesso, e depois de algumas tarefas, tem dedicado o seu cinema a algumas intrigas no mundo do crime, terreno onde sempre se movimentou com alguma clareza. Este ano com um elenco recheado surgiu este filme que criticamente ficou-se por uma mediania que tem sido um pouco a nota de rodape da carreira recente do realizador. Comercialmente mesmo com dois front leaders de primeira linha os resultados ficaram curtos principalmente no mercado norte americano onde não teve qualquer tipo de expressividade.

Sobre o filme podemos dizer que se analisarmos o exercicio de estilo, o filme tem alguns polos que funcionam, desde logo o lado estranho mas complementar dos dois protagonistas embora surjam essencialmente como guarda costas da personagem central. Aqui e que recai os problemas desde logo no carisma da mesma, mas essencialmente também na dificuldade que o filme tem em ir buscar uma intriga continuada que proporcione a intensidade da historia que o filme quer contar.

O filme parece sempre, na sua curta duração muito superficial, nos negocios, no golpe, nas personagens, muitas vezes esquece-se de contar coisas para ser um puro exercicio de estilo, Ritchie tem normalmente este tipo de atitude mas em filmes mais recheados ou esteticamente mais arrojados, com mais assinaturas, aqui parece sempre um filme linear, com um elenco de primeira linha mas que nunca encontra o espaço que quer ocupar.

Por tudo isto e facil perceber que este filme sabe mesmo muito pouco, fica a sensação que os protagonistas são dois manequins de loja o que no caso de Gyllenhall pela intensidade demonstrada em outros projetos parece um despredicio total de talento. Tudo bem que Ritchie e sempre um realizador que todos gostam de trabalhar mas fica a ideia que e um filme que se esquesse tao rapido como se ve.

A historia segue uma negociadora e os seus dois homens de mão que sao contratados por uma CEO de uma empresa para negociar /chantagear uma barão do dinheiro de forma a recuperar dinheiro perdido, num jogo do gato e do rato entre os lados.

E no argumento que começam os problemas, um filme muito limitado na caracterização e exploração de personagens, uma intriga linear de ritmo sempre igual que nao sabe nunca intensificar a sua conclusão, mas ideia que e apenas uma forma de ganhar dinheiro mais que ter uma historia e clara.

Ritchie tem estado em atividade total, um ou mais filmes por ano, em diversos estilos, aqui dentro das intrigas no mundo do crime, mais escondidas e de grupo onde se sente melhor. Ja vimos mais primor estetico num filme que é uma produção elevada mas nunca com assinatura, os anos começam a passar.

No cast alguns dos mais habituais colaboradores nos ultimos anos do realizador que justifiquem um pouco alguma pobreza das personagens chamarem atores desta linha. Gonzalez tem tentado, sem sucesso ate ao momento ser uma protagonista, Gyllenhall ja teve melhores momentos e Canvill e um ator tipo do realizador ja que nao tem nas qualidades interpretativas os seus maiores atributos.


O melhor - E curto


O pior - A forma como se percebe que o filme nunca consegue ser intenso ou significativo


Avaliação - C-

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