Wednesday, May 27, 2026

Swapped

 

Se existe território onde a Netflix desde cedo conseguiu se impor, foi precisamente na animação. Desde então todos os anos, embora com um sucesso cada vez mais relativo vão surgindo alguns projetos normalmente de realizadores que foram abandonando as produtoras maiores como é o caso deste filme sobre amizade que estreou com criticas medianas, mas com uma boa primeira semana comercial na aplicação.

Sobre o filme podemos dizer que tem o cuidado de ser maioritariamente trabalhado do ponto de vista produtivo, original na abordagem e na criação das personagens o que lhe fornece alguma originalidade. O filme em si cria uma intriga, com alguns twist que lhe torna uma razoável objeto de entretenimento embora com alguns clichés na forma como aborda muitos dos seus momentos.

É um filme com propósitos comerciais que funcionam, sem nunca nos parecer ter a ambição de ser um filme ancora daqueles filmes que ficam totalmente registados no imaginario da animação porque este tipo de produção ainda sem autor na Netflix não tem propriamente essa capacidade. O filme sabe usar a cor e as imagens, tendo uma narrativa que preenche momentos.

Por tudo isto um razoável filme de animação, com a duração e o ritmo certo que não tenta, em algum momento ser mais que isso. As mensagens são positivas da tolerância e unidade mas sem tentar vincar muito mais que esse ponto, num filme que faz os meninos passarem alguns bons momentos sem nunca ser muito exagerado nessa mensagem.

A historia segue um mundo de animais que tem parte vegetais, criaturas criadas em que acabam por trocar de corpos de forma a entar procurar uma vagem sagrada que permita que o mundo possa novamente ser vivido da forma de base.

O argumento é simples, um humor curto, nem sempre muito potenciado, um twist que da ao filme em termos narrativos algum ritmo, e mensagens atuais. E um filme que consegue ter o argumento funcional para os objetos curtos que tem.

Na realização temos Greno, antigamente ligado a Disney em Tangled, e Robinsons a tentar seguir percurso noutro tipo de produções. A utilização de cor e de sentimento já tinha funcionado nos filmes anteriores e aqui também o faz. Nota-se a capacidade de meios em quem já trabalhou com eles.


No cast de vozes vi a versão portuguesa nada conseguindo dizer sobre as escolhas originais.


O melhor – O twist narrativo

O pior  - Não tem ambições muito profundas


Avaliação – C+

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