Monday, January 05, 2026

Chainsaw Man - The Movie: Reze Arc

 O final do ano dois mil e vinte e cinco ficou marcado por uma clara invasão do cinema anime japonês aos mercados maiores do cinema, com pelo menos tres projetos, os quais tiveram como base series de sucesso que acabaram por conduzir a longas metragens. Um desses projetos foi a continação de Chainsaw Man, agora como nova antagonista e com todos os predicados da serie. Criticamente pese embora fosse um episodio maior os resultados foram competentes com a critica sempre proxima deste tipo de projetos. Por sua vez comercialmente nos EUA os resultados foram medianos mas o dominio oriental conduziu a que se tornasse num dos maiores projetos do ano.

Sobre o filme podemos dizer que temos a base normal da Anime japonesa, com todos os elementos esteticos e ao mesmo tempo concetuais, numa mistura entre os sentimentos reais com seres mitologicos, sensualidade e violência, num filme curto que entra bem, até descontraido mas rapidamente se torna no mais tradicional anime e aqui, num gosto muito pessoal, penso que o filme funciona menos para a população em geral.

Claro que com cada vez mais fãs de anime seria facil perceber que este mercado emergente iria funcionar de uma forma global com projetos maiores. Aqui temos isso, se calhar sem o carisma dos filmes de maior dimensao como Demon Slayer mas com a mesma ambição temos o nascimento de um genero que parece ter vindo para ficar, mesmo que exista muita similaridade entre todos os projetos.

Ou seja um filme que vai de encontro a quem gosta de Anime, mas que não seduz quem não seja proximo do conceito. E um registo simplista que explora principalmente na segunda fase a violência continuada mas sem grande trabalho das personagens.

O filme fala de Denji ja com coração de demonio e a forma como luta entre a mulher dos seus sonhos e uma estranha mulher que conhece ao abrigar-se da chuva mas que acaba por ter por trás outro tipo de ambiçoes relativamente a ela.

O argumento do filme e o tipico Anime, muitas componentes subnaturais exploradas ate a exaustão ate ao momento em que extingue a componente humana que o filme tem na primeira metade. Parece-me para o meu gosto mais funcional a primeira parte que as seguntes.

Na realizaçao do projeto temos Yoshihara ligado a outro projeto que teve essa exploração do mercado concretamente Jujutso Kaisen, explora o lado visual da anime tradicional adulta com pouca novidade. Ficara ligado ao estilo veremos se com a mesma expansaõ.


O melhor - A primeira meia hora de filme, descontraida.

O pior - Torna-se num standar anime japones


Avaliação - C

Sunday, January 04, 2026

Spongebob Movie: Search for Squarepants

 Spongebob e uma das sagas de maior sucesso da Nickelodeon ao longo do tempo, dai que de tempo em tempo em alturas festivas surja mais um filme de forma ao franchising conseguir mais meios economicos. Este natal surgiu um novo filme, com o mesmo estilo que normalmente ate funciona no plano critico, sendo que em termos comerciais sendo o natal uma epoca onde familias se deslocam ao cinema o resultado foi positivo sem ser brilhante, mas também ja vamos pelo menos no terceiro filme da saga,

Sobre este projeto e claro para quem viu os anteriores que temos muito pouco de novo, temos as mesmas personagens com o mesmo estilo, uma tecnica de animaçao mais apurada mas sem grande risco artistico, uma historia simples, para potenciar os disparates de todos, algumas gargalhadas, pouco sentido e uma possibilidade de uma familia ir junto ao cinema.

E um filme sem grandes ambições narrativos, alias fica a clara ideia que este filme é uma clara forma de ganhar dinheiro sem pensar muito, apostando num episodio grande sem grande diferença, sem grandes atores, e acima de tudo uma melhoria estetica que não é suficiente para dar ao filme uma existência propria muito particular.

Ou seja um filme simples, de uma saga longe no tempo e ja no cinema, sem grande novidade, onde o efeito surpresa do caos normal da saga desapareceu e acaba por ser apenas uma forma de reunir gerações no cinema como nos filmes anteriores, mas longe do sucesso que já vimos nos primeiros filmes, e sem grande novidade para alem de um episodio grande.

EM termos de historia Spongebob e Patrick avançam numa aventura junto de  um pirata que quer quebrar a sua maldição e regressar ao mundo dos vivos, sendo que o seus amigos seguem-nos no tentido de os resgatar.

O argumento do filme é totalmente o mais simples possivel em termos de narrativa, é apenas um motivo para as personagens centrais desenvolverem as suas caracteristicas. Piadas muitas delas sem sentido, muito movimento e pouco mais de novidade.

Na realizaçao do projeto temos Drymon, um diretor de departamento artisitico, argumentista da saga, que tem um estilo mais evoluido técnicamente, mas sem grande primor tecnico. E um projeto de estudio simples, mas sem grande assinatura.

No cast de vozes como vi a versão portuguesa nada irei dizer relativamente às escolhas originais., já que vi a versão portuguesa.


O melhor - A possibilidade das familias irem ao cinema sem grande difiiculdade.

O pior - Num terceiro filme poderia ter ingredientes mais arrojados


Avaliação - C

Blue Moon

 Linklater teve em 2026 um ano hiperativo com dois projetos sobre projetos passados e os seus intervenientes com produçoes em todos os niveis diferentes mas que ambas conseguiram algum valor critico de forma a que principalmente este Blue Moon tenha sido uma presença constante nos premios, embora sem grande favoritismo. Criticamente Linklater nunca foi um realizador de massas e este filme acabou também por não o ser tirando muito das possibilidades reais de entrar na real luta por premios.

Sobre o filme temos um daqueles filmes totalmente baseados na interpretaçao central do filme, quase como um monologo falado com uma intrepretação brutal a todos os niveis que conduz o filme para niveis muito elevados, principalmente porque o argumento de Linklater tem essa capacidade de potenciar momentos comicos, de analisar a personagem e as suas reações e principalmente exibir de uma forma clara que o que dizemos está longe de ser propriamente o que sentimos.

E um filme sobre alcoolismo, sobre fama, sobre como lidar quando ela desaparece, tudo num unico take num unico segmento apos a estreia de uma peça, e a sua festa sequente. E daqueles filmes num espaço, falado e conversado do primeiro ao ultimo minuto, parece que o filme tem que ser curto principalmente pela forma como o filme não tem muita açao visual, mas a qualidade dos dialogos acaba por levar o filme para o patamar que quer.

Por tudo iso não sendo um filme espetacular, e um filme a ver, principalmente pela construçao incrivel de Hawke, uma das melhores interpretações do ano, mas também pela qualidade do argumento intenso, constante que permite as personagens dialogos iconicos, mesmo que a  base da historia e das suas personagens possa ser algo distante da maioria dos espetadores.

O filme fala da festa apos a estreia do musical Broadway!, depois de a peça que marcou a quebra da ligação de um Lorenz Hart marcado pelo alcoolismo do compositor Richard ROgers e a forma como este vive o novo sucesso do seu anterior aliado.

O argumento do filme é ambicioso ao lançar tudo o que quer lançar num unico momento. As personagens acabam por deambular por um espaço, pós estreia, mas os dialogos dão tudo que as personagens necessitam e o final uma retrospetiva muito relevante do preço da fama. Um dos melhores argumentos do ano.

Linklater e um realizador exprimental que tem alguns dos projetos mais ambiciosos dos ultimos anos, principalmente na forma como lida com as suas produçoes. Aqui temos uma realização simples apenas com a artimanha do tamanho do protagonista. Fica a sensação que o filme deixa outros vetores serem os protagonistas.

No cast Hawke num excelente momento de forma tem a sua melhor prestação da carreira, intensa, dificil, capta cada momento e cada dialogo com uma intensidade que é o coração do filme. Um daqueles papeis iconicos que valem uma carreira, que com um filme maior poderia ter outro tipo de resultado ou coroação final. Os secundarios funcionam de uma forma simples, permitindo o brilho maior do seu  protagonista.


O melhor  - Hawke e o guião escrito para ele.

O pior - Um filme baseado apenas em dialogo pode ter um ritmo baixo


Avaliação - B

Saturday, January 03, 2026

The Running Man

Um dos lançamentos comerciais do fim de ano  foi este Remake do classico de ação dos anos 80, que contava com o star value de Glen Powell e uma produção recheada de meios. Tudo neste filme parecia caminhar para o sucesso comercial, com uma campanha de divulgação ao mais alto nivel de Hollywood. As coisas começaram a correr pior desde logo criticamente com avaliações medianas, que faziam antecipar alguma desilusão com o projeto. Faltava o registo comercial e aqui o filme também ficou longe do que se esperava sendo um dos grandes flops comerciais do ano.

O filme ate começa bem, num estilo futurista de uma sociedade autoritaria marcada pelo prazer completo, o filme consegue em muitos momentos introduzir esse espaço com algum rebeldia. QUando a fuga começa o filme segmenta-se um pouco em blocos numa duraçáo longa mas perde a ligação entre partes, com sequencias originais como a de Michael Cera e outras que quase nos esquecemos depois de as ver, o filme vai rodando a um ritmo interessante sem nunca deslumbrar.

O problema do filme é como termina, o facto de ter escondido, um final demasiado vago parece muito pouco para um filme tão longo, fica a noçao que o filme andou a desenvolver demasiado a narrativa para depois a concluir de forma apressada sem chama, sendo que nos filmes de açáo como tudo acaba é fundamental para a sensação final do que vimos.

Por tudo isto podemos dizer que estamos perante um filme que cumpre na primeira metade e defrauda na segunda, é rebelde como se esperava, mas nem sempre consegue manter essa toada na sua duração. Existe momentos em fica a sensação que o filme perde objetividade, quando mais necessitava dela, ficando um sabor que algo não funcionou por completo no projeto.

A historia fala de um individuo que necessita de dinheiro para ajudar a cura da doença da filha que aceita participar num programa de televisao onde tres individuos tem de fugir de implacaveis caçadores ao vivo para toda a população.

Eu confesso que gosto deste tipo de filmes sobre sociedades futuristas, pela maneira como conseguem satirizar e mais que isso amplificar o que as sociedades tem de pior. A introduçao ate funciona com o estilo rebelde de Wright, mas o problema e na forma como desata o nó final, claramente um tiro ao lado que não poderia ocorrer num filme com esta dimensão.

Na realizaçao Wright teve o sucesso total em Baby Driver mas já em The Last Night in Soho pareceu- me algo vago. Aqui tem um estilo intenso, ritmado, mas nem sempre com grande arte estetica. E um realizador disruptivo mas ainda esta longe der ser um grande cineasta.

O cast e repleto, Powell e um heroi de açao unidimensional mas o filme nao necessitava demais. Domingo num estilo mais excentrico ate funciona e Brolin tinha espaço para muito mais na prestação mais sofrivel do filme.


O melhor - A introduçao

O pior - A conclusao


Avaliação -C

Friday, January 02, 2026

Keeper

 Osgood Perkins tornou-se nos ultimos anos uma referência do Thriller psicologico ou mesmo do terror visual com alguns sucessos comerciais e do grande publico, dai que qualquer novo filme ou referênmcia surgem com alguma expetativa de um realizador em crescimento no mercado. Este Keeper, pelo menos do ponto de vista critico ficou longe do sucesso que se tornou Longlegs e The Monkey, com avaliações mais medianas. Comercialmente sem grandes figuras o resultado foi muito modesto principalmente tendo em conta o sucesso anterior do realizador.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo se esconde em grande parte da duração, tudo é estranho o que acaba por não surpreender qualquer que fosse a decisao de como o filme ia acabar. E claro que Perkins consegue ser sinistro visualmente, claro que consegue em muitos momentos ir buscar um incognito assustador, mas fica a ideia que o filme perde totalmente a cola entre a primeira e a segunda parte e que a culpa é de um argumento com muitas dificuldades em preparar o que quer desvendar.

Na fase final, principalmente depois da revelação o filme vai ganhando intensidade, vai crescendo, principalmente do ponto de vista visual, mas parece insuficiente para resgatar o filme que se encontra algo adormecido na deambulaçao da personagem central. O terror ou o Thriller psicologico deve ser dotado de capacidade de prender o espetador e este filme nunca consegue ter essa ponte 

Por tudo isto um claro filme menos de perkins, um daqueles filmes que faz marcha atras no impacto que o realizador vinha tendo no cinema de terror. Os ultimos dez minutos não conseguem resgatar um filme lento, desinteressante e onde apenas o plano estetico dos locais acaba por dar algum enigma ao um filme que fica muito longe, pelo menos da intensidade dos filmes anteriores.

A historia fala de um casal apaixonado que vai festejar um aniversário para um chale de montanha de um do homem do casal, contudo la chegado começam a ocorrer coisas estranhas que colocam em causa as reais intençoes de ambos.

O argumento do filme conjuga um lado paranormal com uma tensão continua em termos do que esconde das intensões das personagens e isso acaba por ser um dos momentos em que o filme se perde no que quer ser. As personagens escondem-se demasiado do filme, nao permitindo responder a muitas perguntas.

PErkins mesmo na minha opinião não sendo brilhante nos filmes anteriores, podendo mesmo achar que foi em momentos sobrevalorizado aqui perde principalmente porque so consegue dar tensão ao filme e mesmo alguma riqueza visual nos ultimos dez minutos e isso é claramente pouco nos dias de hoje.

No cast o filme nao tem estrelas de primeira linha, dando o protagonismo a Maslany uma atriz intensa de sucesso na tv que tenta encontrar espaços no cinema. tem uma personagem intensa mas escondida, ganha os momentos a um Sutherland mais novo que apenas consegue tirar algum proveito da personagem nos ultimos dez minutos e caracterizado.


O melhor - Os ultimos dez minutos visuais

O pior - A forma como o filme de dissipa durante o seu desenvolvimento


Avaliação - C+