Nos ultimos vinte anos James Wan é a figura de referência de um terror mais comercial, não só por ter iniciado a saga Saw, mas acima de tudo por ter criado ao longo do tempo um conjunto de narrativas sobre almas por resolver com um nivel estetico elevado que leva quase a crianção de um cinematic world quase sem precedentes em termos de sucesso. Este alegado ultimo episodio de The Conjuring, sobre os Warren acabou por não ser propriamente o mais bem avaliado criticamente ficando a ideia que a maior parte do entusiasmo com a saga ja passou. Não obstante desta dificuldade comercialmente demonstrou ainda ser um produto bem apetecivel com resultados muito interessantes.
Sobre o filme podemos dizer que na maior parte do tempo ele tenta ser mais filme, com mais personagem, mais contexto que os anteriores o que o torna num filme muito lento na maior parte do tempo. Apenas no fim o filme ganha o fulgor do susto, sempre com uma estetica pensada nos seres maquiavelicos mas se calhar sem a consistencia visual que os filmes anteriores tiveram, principalmente com Wan ao leme.
No resto, num quarto episodio fica a sensação que ja vimos quase tudo, fica a sensação no final de uma despedida, na forma como o filme mais que novas narrativas parecia querer alimentar o museu dos Warren com novos objetos mais do que com novas ideias. Neste filme temos um espelho bem menos estetico do que os anteriores elementos.
Por tudo isto um filme que vai de encontro na base narrativa ao que ja vimos anteriormente, vimos um filme que por vezes perde-se em trabalhar lados da historia de uma forma mais complexa do que depois esses elementos se tornam relevantes e quando tal aconteceu surge por vezes a ideia de um filme a procura de pontos, quando se calhar deveria ter sido bem mais diretivo.
Seguimos o casal Warren, numa nova aventura desta vez apostado em tentar encontrar resposta para a nova relação da sua filha, a qual esconde um passado peculiar, e que os leva de encontro a uma familia que se encontra a ser seguida por espiritos do alem, num ultimo trabalho com consequencias mais proximas.
O filme em termos de argumento tenta ter mais conteudo de personagens, entrando nas dinamicas familiares dos Warren, sem nunca conseguir na essência o fazer. No que diz respeito ao restante, mais do mesmo, um novo elemento e muitos sustos ate ao resultado final.
Na realização Wan encontra-se apenas na produção fornecendo o leme a Michael Chaves o discipulo que ja tinha assinado a sequela anterior e o segundo de The Nun. visualmente é muito mais limitado do que Wan, nota-se que pensa bem as sequencias de terror mas pouco mais.
Em termos de cast Farmiga e Wilson personificaram as personagens, mesmo que estas tenham, na maior parte do tempo pouco conteudo. Nas novas aquisições algumas despesas de personagem para Mia Tomlinson uma quase desconhecida que funciona melhor no terror do que no restante.
O melhor - A ultima meia hora
O pior - A sensação de hora e meia em que quase nada acontece
Avaliação - C

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