A Apple tem estado algo parada em termos de produções
diretamente para streaming mas nesta primavera apostou nesta nova comédia, com
um elenco de luxo, realizada e escrita por um Johan Hill mais vocacionado para
a escrita e realização. Existia alguma expetativa no que diz respeito a este
filme muito por culpa do elenco e a participação de Martins Scrocese como ator,
mas as mas criticas e acima de tudo o facto da Apple ainda não estar
propriamente instalada acaba por minorizar o impacto comercial do filme.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo começa bem,
naquilo que é a apresentação do drama e as sensações da personagem central,
embora fique logo bem presente que Reeves não é a escolha mais acertada para o
papel. Depois o filme é uma excentricidade de uma critica de quem conhece o
interior da fama, mas na maior parte do tempo sem grande sentido para além da
ironia ou num impacto concreto.
A questão do filme trata-se de a determinada altura e
criando a intriga em si próprio, acaba por a densificar de tal forma e parece
que se cansa da mesma tornando a sua resposta e conclusão rápida como se alguém
densificasse tanto um nó que não consegue desatar acabando por o cortar e nisso
o filme é claramente pouco trabalhado.
Por tudo isto muito pouco resulta para alem de um cast de
primeira linha, de uma colaboração de muitas figuras próximas do cineasta em
crescimento surge muito pouco para alem da excentricidade que tem pautado o
comportamento recente de um Hill que parece querer reinventar esta lado
excêntrico como figura da sua imagem mas que parece forçado assim como o filme.
A historia fala de um ator famoso com um percurso brilhante
mas com alguns lapsos da sua vida privada que se assusta no momento em que
começa a ser ameaçado com a divulgação de um vídeo intimo que coloca em causa o
seu status em holywood ate que o mesmo contrata uma equipa de gestão de crise
para lidar com a ameaça
O argumento até tem uma base interessante, dentro da
industria de Holywood e as questões do passado e das ameaças, mas leva-a para
um plano de excentricidade tão elevado que rapidamente o sumo do filme fica
diluído sem qualquer tipo de interesse.
Hill foi um ator razoável dentro do seu estilo, mas como
realizador e argumentista tenta uma rebeldia que alguns cineastas conseguem de
uma forma muito mais capaz, principalmente porque na abordagem artística do
filme as dificuldades são sempre mais que muitas.
No cast Reeves pouco ou nada serve para alem dos filmes
de ação, não tem capacidade interpretativa dramática e o filme sente muito
isso. Num segundo plano temos secundários que marcam presença pela sua carreira
mais que pelas interpretações limitadas que o filme acaba por ter.
O melhor – A introdução inicial
O pior – O filme perder-se numa tentativa demasiado
assumida de Hill ser rebelde
Avaliação –
C-

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