Depois de ter vencido o oscar no ano covid, e depois de uma passagem pouco competente pelo mundo dos super herois a realizador Chloe Zhao voltou ao lado mais emocional da sua trajetória com um filme particular, baseados em estudos e num livro sobre Shakespeare e a sua famia. Estreado nos melhores festivais com criticas deslumbrantes rapidamente se colocou nos primeiros lugares na disputa de premios, embora nos pareça que surja numa segunda linha não obstante do globo de ouro para melhor filme dramatico. Um dos calcanhares de aquiles do filme foi o seu desempenho comercial, embora este nunca tenha sido pensado como um filme para o grande publico.
Sobre o filme podemos dizer que a primeira meia hora, onde a relação e o contexto familiar e criado, é algo lenta, muito pensada na forma artistica de ser captada mas esconde um pouco as personagens. A questão e que depois o filme vai para uma intensidade emocional como nunca vimos, naquilo que é a ligação familiar, pai filho, e o desespero. Não e um filme sobre o autor mas sobre a delicadeza de ser pai ou mãe e nisso poucos filmes chegaram a capacidade de comunicar emocionalmente como este.
E impossivel sair da sala de cinema indiferente, é importante sublinhar que nem sempre saimos com os melhores sentimentos ou com as prepestivas mais positivas do mundo, mas ao mesmo tempo saimos com a certeza que o cinema foi criado para isto, para nos deixar sentir de uma forma como nenhuma outra arte o consegue fazer. Pode nao ser o filme mais original ou diferente do ano, mas foi sem duvida o filme que nos fez sentir mais e isso e claramente cinema.
Por tudo Hamnet e uma experiencia de cinema de base como poucos nos ultimos anos conseguram ter. Numa conjugação de realização, interpretação e mesmo a banda sonora final impactante é um dos filmes do ano, aquele que com processos mais simples melhor chega ao espetador e isso tem que ser sempre valorizado ao maximo.
A historia fala do amor de Shakespeare ainda um aspirante a escritor de sucesso e uma estranha mulher da floresta que conduz a uma familia com filhos mas com a ausencia do pai para procurar o seu sonho, até ao momento em que a tragedia invade a familia, e o mundo de todos muda por completo.
O argumento do filme tem a qualidade de hipotizar para a forma de escrita de um dos maiores da historia, mas e na capacidade de transmitir por palavras o impacto das emoções que o filme melhor funciona. E incrivelmente trasnparente e isso faz do filme muito particular.
Na realização Zhao tem uma capacidade silenciosa de nos dar e entregar personagens como poucos conseguem fazer. Ja o tinha feito com o sucesso total em Nomadland e aqui repete. PArece-me que mesmo sem a concretização de premios e de longe o melhor trabalho da realizadora.
No cast temos uma dupla a um nivel incrivel. Se Buckley pela interpretação e pela carreira tem o oscar destinado, com total justiça, numa qualidade incrivel de interpretação e intensidade. Ao seu lado temos um Mescal que é um ator com recursos incriveis que merecia o destaque da melhor interpretação, secundaria ou não. Talvez o mais prejudicado nas nomeaçoes deste ano.
O melhor - O impacto emocional do filme.
O pior - A agonia que sentimos é cinema mas não e facil
Avaliação - A-

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