Janeiro não é propriamente um mês onde grandes produções acabam por ver a luz do dia mas Sam Raimi, longe do sucesso comercial da sua carreira de Spider Man, voltou um pouco ao cinema de base para tentar espelhar novais ideias dai que Janeiro acaba por ser o espaço para esse lado mais exprimental. Este curioso filme de sobrevivencia surpreendeu a critica com boas avaliações e conseguiu bons resultados de bilheteira, demonstrando que Raimi ainda consegue ser convincente no espaço mais exagerado do ser humano.
Sobre o filme podemos dizer que é competente principalmente naquilo que se propõem do primeiro ao ultimo minuto, quer ser um filme trabalhado para uma satira exagerada das suas personagens, consegue-o fazer de forma facil. Tenta ser repugnante nos maneirismos e no exagero, e ai consegue como poucos causar uma repulsa continua no espetador. Consegue ter uma mensagem curiosa no seu lado final.
Por tudo isto Send Help e um filme que se consegue ver muito bem, que nos prende ao ecra tentando perceber todos os momentos que o filme vai querer ter, mas acima de tudo joga em muitos apontamentos onde obviamente nos parece que o filme é original, e num momento em que o cinema é acima de tudo monocordico esta capacidade acaba por ser antusiasmante.
Ou seja um filme diferente numa mistura de generos diferenciado, que consegue ter uma protagonista com uma gama de recursos que leva o filme totalmente conduzido numa personagem muito bem trabalhada. E trás-nos um Raimi há muito desaparecido na capacidade de contar uma historia singular com diferentes apontamentos interpretativos.
A historia segue uma administrativa colocada de lado de uma empresa e o seu patrão que são os unicos sobreviventes de uma acidente de avião, contudo perante a aptidão de sobrevivencia da primeira as leis do balanço de poder muda um pouco nessa economia de poder.
O argumento do filme é original na historia, no estilo que o filme adota, mas acima de tudo na sua capacidade de ser diferenciado, na narrativa central, nos dialogos e nas personagens, pode denotar-se aqui algum exagero, mas isso faz com que o impacto do que o filme da seja maior.
Na realização Raimi é um experiente realizador em muitos momentos e consegue aqui ter um filme de ação, e com terror psicologico onde fez muito da sua carreira. E uma figura de referencia que regressa aqui depois de algumas tarefas e alguns realizadores sentem-se muito melhor na base.
No que diz respeito ao cast, podemos dizer que McAdams tambem algo afastada de grandes projetos domina o filme em diversos vetores, aproveitando uma personagem que domina o filme. O Bryan da um pouco de contexto diferente a sua carreira, mas menos convincente, mas acaba por ser um bom balanço para a personagem central.
O melhor - A capacidade do filme ser original numa base algo absurda
O pior - A sensação que muitas vezes o filme dá, de não se levar a serio
Avaliação - B
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