Saturday, April 04, 2026

Send Help

 Janeiro não é propriamente um mês onde grandes produções acabam por ver a luz do dia mas Sam Raimi, longe do sucesso comercial da sua carreira de Spider Man, voltou um pouco ao cinema de base para tentar espelhar novais ideias dai que Janeiro acaba por ser o espaço para esse lado mais exprimental. Este curioso filme de sobrevivencia surpreendeu a critica com boas avaliações e conseguiu bons resultados de bilheteira, demonstrando que Raimi ainda consegue ser convincente no espaço mais exagerado do ser humano.

Sobre o filme podemos dizer que é competente principalmente naquilo que se propõem do primeiro ao ultimo minuto, quer ser um filme trabalhado para uma satira exagerada das suas personagens, consegue-o fazer de forma facil. Tenta ser repugnante nos maneirismos e no exagero, e ai consegue como poucos causar uma repulsa continua no espetador. Consegue ter uma mensagem curiosa no seu lado final.

Por tudo isto Send Help e um filme que se consegue ver muito bem, que nos prende ao ecra tentando perceber todos os momentos que o filme vai querer ter, mas acima de tudo joga em muitos apontamentos onde obviamente nos parece que o filme é original, e num momento em que o cinema é acima de tudo monocordico esta capacidade acaba por ser antusiasmante.

Ou seja um filme diferente numa mistura de generos diferenciado, que consegue ter uma protagonista com uma gama de recursos que leva o filme totalmente conduzido numa personagem muito bem trabalhada. E trás-nos um Raimi há muito desaparecido na capacidade de contar uma historia singular com diferentes apontamentos interpretativos.

A historia segue uma administrativa colocada de lado de uma empresa e o seu patrão que são os unicos sobreviventes de uma acidente de avião, contudo perante a aptidão de sobrevivencia da primeira as leis do balanço de poder muda um pouco nessa economia de poder.

O argumento do filme é original na historia, no estilo que o filme adota, mas acima de tudo na sua capacidade de ser diferenciado, na narrativa central, nos dialogos e nas personagens, pode denotar-se aqui algum exagero, mas isso faz com que o impacto do que o filme da seja maior.

Na realização Raimi é um experiente realizador em muitos momentos e  consegue aqui ter um filme de ação, e com terror psicologico onde fez muito da sua carreira. E uma figura de referencia que regressa aqui depois de algumas tarefas e alguns realizadores sentem-se muito melhor na base.

No que diz respeito ao cast, podemos dizer que McAdams tambem algo afastada de grandes projetos domina o filme em diversos vetores, aproveitando uma personagem que domina o filme. O Bryan da um pouco de contexto diferente a sua carreira, mas menos convincente, mas acaba por ser um bom balanço para a personagem central.


O melhor  - A capacidade do filme ser original numa base algo absurda


O pior - A sensação que muitas vezes o filme dá, de não se levar a serio


Avaliação - B

Friday, April 03, 2026

How to Make a Killing

 


Aproveitando um claro star value de Glenn Powel eis que em Fevereiro surgiu um pequeno filme que tem o novo astro de hollywood como protagonista, numa comedia negra com ambições apenas conduzidas para os seus protagonistas. Criticamente a mediania acabou por não ser propriamente uma propaganda elevada e comercialmente Powell falhou com resultados muito aquem do esperado algo que também já tinha acontecido em The Running Men.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme pequeno, uma intriga policial, contada na primeira pessoa com golpe atrás de golpe, num filme que parece feito para streaming mas que fruto do bom momento comercial dos seus dois protagonistas acabou por ter um lançamento. Contudo o filme e claramente pequeno para blockbuster e o restante e demasiado mediano para ser significativo.

Em termos de historia o filme divide-se pela ligação da personagem central com diversas personagens que vai matando. Os segmentos dependem muito da personagem em causa, sendo que alguns segmentos ainda que curtos funcionam melhor no humor, os outros são alicerces narrativos mas sem grande brilhantismo 

Por tudo isto um filme simples, que tenta potenciar o valor de Powell como lider, numa mistura de ação policial e lado comico, mas fica a sensaçáo que o filme na maior parte dos elementos tem a mediania de streaming. Nao e um filme que fica na retina mas da minutos aos dois protagonistas em claro ascendente no cinema.

A historia fala de um condenado a morte que na sua confissão com o padre acaba por contar os seus crimes, mas mais importante do que tudo a forma como acabou no corredor da morte, naquilo que foi um verdadeiro golpe.

O argumento tem uma intriga com alguns twist, golpes, e homicidios que poderiam dar uma intriga competente, mas o filme arrisca muito pouco em abordagens novas. Funciona melhor em alguns elementos comicos de algumas personagens, mas nao como todo.

Na realizaçao temos Patton Ford um realizador que teve em Emily The Criminal o seu filme mais significativo. O registo parece proximo, o comico policial, pouco risco na abordagem mas acima de tudo um filme que quer cumprir o argumento mais que a abordagem estetica.

No cast Powell e um ator na moda mas parece claramente que lhe falta recursos para ir mais além do que ser um heroi de filmes simples ou algumas comedias romanticas. Aqui tem o ar monocordico e o filme nao pede mais. Qualley parece mais atriz mas aqui apenas preenche espaço.


O melhor - O segmento em que o protagonista conhece o seu interesse romantico.


O pior - Os twist nunca tem o impacto desejado


Avaliação - C

Thursday, April 02, 2026

Mike & Nick & Nick & Alice

 A Hulu é uma aplicação para a Disney lançar filmes com menos pressão mediática de forma também a dar conteúdo diferente a sua aplicação de streaming. Aqui surgiu uma comédia de ação com alguns laivos futuristas com ambições puramente comerciais pese embora as boas avaliações criticas obtidas. Comercialmente o filme é dificil de avaliar, porque não sendo uma montra da aplicação a Disney quase não fornece resultados das visualizações dos seus projetos.

Sobre o filme podemos começar por dizer que funciona como comédia, mas funciona menos na sua linhagem temporal arriscada e mesmo na intriga mais criminal entre as personagens. Reconhecemos que principalmente em alguns diálogos os momentos humorísticos aparecem, mas no restante fica sempre a sensação que o filme não se leva a serio tornando muito das linhagens de contactos temporais confuso.

Um dos pontos que me parece que o filme tem dificuldade é em tornar de forma imediata o filme obvio naquilo que são as suas escolhas e os seus mistérios. Fica muitas vezes a ideia que este tipo de filmes, comerciais e de grande publico tem de conseguir sintetizar os seus momentos, o que acaba por quase nunca ser feito, tornando o filme confuso, mas por outro lado e claro que alguns momentos comicos a maior parte dos mesmos a custa da imbecilidade de alguns personagens divertem o espetador.

Por tudo isto, num filme que nunca se leva a serio na sua execução, funciona no ponto de vista cómico, mas tem mais dificuldade no lado da intriga, nota-se que o filme não quis, em momento algum ser simples, mas que ao mesmo tempo tem dificuldade em articular a narrativa com todos os elementos que quer ter, caso para dizer que por vezes menos é mais.

A historia fala de uma serie de assassinos profissionais que são perseguidos por um temível líder de uma organização o qual quer descobrir quem foi a toupeira que colocou o filho na prisão, mas tudo fica pior quando um dos bandidos do futuro surge no presente para tentar impedir um desfecho trágico.

Em termos de argumento o filme funciona no que diz respeito ao humor, principalmente em diálogos isolados e algo desligados do filme em si, tendo mais dificuldade no projeto narrativo que o filme quer contar, principalmente com as linhagens temporais. Fica a sensação que é desorganizado quando deveria ser mais simples.

No que diz respeito a realização temos Grabinski um realizador ainda inexperiente com alguns projetos noutro tipo de papel, que aqui nunca leva o filme propriamente a serio, os Slow motions chegam a ser humorísticos mas nao sao propriamente atributos muito valorizados no trabalho de um realizador.

No cast o filme é simples, Vaungh funciona no humor, embora aqui até seja mais potenciado como ator de ação e Mardsen nunca foi uma primeira linha funcionando em filmes simples, bem como a protagonista Gonzalez. E um filme de desgaste rápido e o cast acaba por ir de encontro a esse premissa.


O melhor - Alguma capacidade humoristica das conversas.

O pior - A desorganização narrativa


Avaliação - C