Tuesday, June 09, 2026

Iron Lung

 


Existem fenómenos cinematográficos de difícil compreensão, com uma propaganda online cada vez mais importante assim podemos perceber que este filme a solo futurista e claustrofóbico se tenha tornado num dos sucessos comerciais do  inicio do ano. Com criticas medianas o filme baseado num clássico de terror acabou por sem grandes figuras ter grandes resultados comerciais, tendo em conta os objetivos de base.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme longo, apenas com uma personagem física e com alguns contactos com outras pessoas, o filme é lento, fica muito tempo a tentar explorar algo que na maior parte do tempo nunca se consegue assumir, e nesse particular fica a clara ideia que o filme se torna algo monótono para aquilo que no final acaba por ser.

Apenas na parte final com a entrada em ação do mar de sangue e as suas consequências e percetível que o filme cresce, consegue ter impacto visual e intensidade, ficando a sensação que o filme passa demasiado rápido de um ritmo alucinante, onde ganha a intensidade que o filme quer procurar, mas acaba por ai o filme ir tarde demais recuperar o tempo perdido.

Parece obviamente um filme independente que na maior parte do tempo nunca pensou ser esse impacto mediático. Nesse sentido o filme pode tornar-se monótono, muito aborrecido e com pouco conteúdo. Por vezes esse mediatismo torna-se o reverso da medalha do que os filmes acabam por ser. Enfim um filme muito longe de ser brilhante ou impactante.

A historia fala de um condenado que embarca numa missão num submarino, sozinho de forma a tentar recolher amostras de um mar de sangue que permita que a humanidade conheça o adversário real na terra que permita a sobrevivência.

No que diz respeito ao argumento fica a ideia que a base do filme até acaba por ser interessante, mas que o filme se silencia demasiado, muito pelo teor de filme a solo, não dando a abrangência de todo o contexto e isso torna o filme monótono e pouco impactante.

Na realização temos Fischbach num projeto individual, o filme joga bem na parte final com o lado de terror e impacto do mar. Mas e um filme com ritmo curto. Alguem associado a sucessos online mas que ainda não esta cimentado no lado maior do cinema.

No cast o realizador partilha também a interpretação central num projeto individual. Nota-se ligação ao filme, mas também fica a ideia que o filme não puxa pela interpretação mesmo sendo um filme a solo.

 

O melhor – Os últimos dez minutos

O pior – O baixo ritmo

 

Avaliação  C-

Friday, June 05, 2026

Mortal Kombat II

 Mortal Kombat ganhou na eternidade o titulo de jogo mais iconico de luta, ultrapassando classicos como Street Fight ou Double Dragon, dai que ja surgiram diversas tentativas de fazer o produto resultar no cinema, nem sempre com sucesso. Agora com uma roupagem mais direta e comica surge o segundo filme, com a adição de uma nova personagem o iconico Johnny Cage para protagonizar. Criticamente a mediania do primeiro filme repetiu-se mas comercialmente com um ator como Urban na liderança do filme acabou por ter mais valor comercial e quase de certeza garantir o terceiro capitulo.

Sobre o filme podemos dizer que a base narrativa de um filme como este é basicamente nenhuma, ou seja um torneio entre dois lados do mundo, personagens que se juntam, que fazem alianças, e estranhos poderes. NEste filme temos mais humor, muito por culpa da personagem principal, sempre marcado, desde os videojogos pela irreverencia e em alguns momentos por uma forma algo desleixada que faz o filme nao se levar propriamente a serie o que funciona.

Obvio que e um filme cheio de cliches, extremamente vazio na sua historia. E daqueles filmes que tentamos perceber a sua origem e o motivo para tantas tentativas e fica dificil de responder. O cinema normalmente exige mais apontamentos do que este. E um daqueles filmes para fas mas que quem nao gosta nao vai perder tempo a ver.

Ou seja comercialmente fiel a base narrativa do jogo mas sem conseguir explorar mais elementos. Um filme com muito sangue e apostado no caracter mais estetico do jogo mas nada mais. Uma forma facil de ganhar dinheiro ja que o filme nunca necessita de ir buscar trabalho no argumento. E em cinema como este que se torna facil ganhar dinheiro em Hollywood.

O filme fala um pouco do mesmo do primeiro filme com novos personagens e protagonismos, mas a mesma essencia de um torneio entre lados do mundo, com uniões e traições tendo em vista a vitoria final.

O argumento do filme é completamente despido, um torneio, lutas que ocupam grande parte do tempo, algum, ainda que curto humor e nada mais. O cinema necessita em muitos momentos de mais risco, mais originalidade e o filme joga sempre pela fidelidade ao guião principal.

No que diz respeito ao realizador McQuoid regressa num projeto pessoal de quem jogou muito o jogo, nos cenarios, na musica e no sangue mas pouca referencia para uma carreira para alem destes elementos. O cinema necessita de mais arte e menos videoclip.

No cast Urban e um ator conhecido, nem sempre com uma carreira muito rica no cinema que acaba por ter aqui a prestação esperada, proxima da sua personagem em The Boys. Os seguintes mais artes marciais do que atores. Ou seja o esperado.


O melhor - Fidelidade ao jogo~


O pior - Vazio narrativo


Avaliação - C

Thursday, June 04, 2026

Over Your Dead Body

 Remake de um filme noruegues, o cinema normalmente consegue tentar tornar universal obras que foram sucesso em cinemas menores. Aqui temos um bom elenco, um filme violento com muito sangue, sem grande coerencia, um pouco como o primeiro filme que teve alguns bons resultados comerciais. Este filme não passou propriamente no lado critico com resultados medianos, sendo que comercialmente com o aproveitamento de algum sucesso de Samara Weaving poderia-se esperar melhores resultados mas os mesmos foram um fiasco completo.

Sobre o filme podemos dizer que a base inicial do filme é interessante, na forma como potencia e coloca em choque os planos dos protagonistas do casal. Com a entrada dos secundarios o filme acaba por ser perder, acabando por na maior parte do tempo ser apenas absurdo e menos engraçado. Na parte final e em alguma resolução o filme tem alguns momentos comicos razoaveis mas o filme e sempre mais exagerado que engraçado.

Um dos pontos bem sublinhado atualmente no cinema é a loucura pelo sangue e por cenas de violencia comica, e um dos aspetos mais em voga neste ano, mas isso torna os seus projetos algo absurdos. Aqui temos uma vertente comica num filme que fica sempre mais forte nas dinamicas de casal, do que na loucura ou excentricidade de tudo o resto.

Um filme disruptivo que a rebeldia no cinema noruegues pode surpreender mas que podera funcionar pior num filme de estudio. O filme tem sangue, absurdo, com personagens que nunca tentam ter qualquer explicação, numa comedia negra para adolescentes mas que nunca consegue ter uma mensagem ou ser engraçado o suficiente para ser relevante.

A historia fala de um casal que se junta numa cabana em que ambos tem como plano matar o parceiro, ate que se tem que unir quando tres fugitivos sanguinarios chegam a casa com o objetivo de os assaltar ou matar.

O argumento e uma ideia que tem uma principio original na dinamica de casal, mas que se perde quando tenta mais noir. As personagens de antagonistas nunca tem relevancia suficiente para fazer o filme crescer o qual acaba sempre por ser essencialmente absurdo.

Na realização temos Taccone um realizador de filmes de comedia, normalmente sem grande sentido, mas com generos mais familiares que este. Temos aqui uma abordagem com muito sangue mas quase sem abordagem artistica. Fica-se pela comedia.

No cast Segel estava uma pouco arredado de filmes de primeira linha e aqui volta a uma personagem standartizada no genero. Weaving tem ganha protagonismo principalmente por ser uma copia de Robbie mais para filmes rebeldes, mas muito proximo dos ultimos papeis. Nos secundarios Olyphant e Lewis com este mesmo lado marca de agua de uma carreira


O melhor - A abordagem inicial dos conflitos conjugais

O pior - O filme tornar-se essencialmente um motivo para o body horror


Avaliação - C

Wednesday, June 03, 2026

A Great Awakening

 Em tempos de dificuldades é comum que as pessoas busquem inspirações sejam elas novas, sejam elas mensagens religiosas com significância importancia no desenvolvimento da humanidade, dai que nos ultimos anos temos assistido a cada vez mais produçoes com esse impacto religioso, algumas com sucessos brutais, outras apenas a tentar semear uma agenda politica. Em plena Pascoa surgiu este filme que junta fé e a base dos EUA com resultados criticos irrelevantes como a maior parte dos filmes do genero, sendo que comercialmente, apesar do lançamento wide os resultados foram basicos.

Sobre o filme o lado polido com que é construido estes filmes sobre o melhor das pessoas e o lado ficticio de todas as interações é um tipo de cinema que me aborrece e este ainda para mais com mais de duas horas de duração. Resulta apenas alguns apontamentos historicos sobre o crescimento da fé, mas contextualziado numa historia de base quase sempre são meros cliches reunidos num cinema simples, que tem apenas uma agenda religiosa/politica.

Alias tudo no filme é demasiado pensado para a emoção simples e o raciocinio colocado de lado, desde logo a forma como na maior parte do tempo o filme procura uma ligação entre as duas personagens centrais estando uma hora a espera do encontro, desde a forma como faz a ligação a criação da base de um pais, e sempre mais um compendio politico do que propriamente um filme que procura essa fe por si proprio.

Por tudo isto temos um filme de catalogo, conservador, politico numa tentativa dos mais tradicionais americanos vejam o cinema representar a sua forma de pensar distante da maioria dos intlectuais ou do numero de filmes que saem. Este tipo de cinema embora sublinhe a união nunca teve esse ambiçao.

A historia segue a ligação que se foi criando entre Benjamin Franklim e um pregador que acaba por começar a influenciar o pensamento das pessoas e a ligação que se cria a estes fundamentos religiosos na fundaçao da base da constituição dos EUA:

O argumento do filme tem alguma base historia embora me pareça que tem muito mais base ideologica e religiosa com a tradição, para mim ultrapassada da fé. Um filme onde as personagens posicionam-se sempre de uma forma simplista para a mensagem passar e com muitos cliches.

Na realizaçao temos Enck um realizador com alguns projetos menores no cinema religioso que acaba por ser mais uma vez simples na produçao. Sao filmes sem grandes artefactos como os livros de leitura religiosa simples e de imagens standartizadas.

No cast totalmente desconhecido nada de relevante, nunca sao personagens fortes para interpretaçoes relevantes e normalmente serve para escoar atores com dificuldades em ter outras oportunidades.


O melhor - ALguns apontamentos historico

O pior - A doutrina aqui nao tenta unir


Avaliação - D+

Fuze

 Existem filmes que são sucessos globais mas que muitas vezes o seu argumentista ou criador se tornam mais famosos do que o proprio realizador. Isso aconteceu no iconico Hell or High Water onde Sheridan se tornou o novo dono do Western americano quer no cinema e principalmente nas series. Mckenzie o realizador do filme abrandou e os seus projetos sao cada vez menos mediaticos mesmo que chame a si um elenco interessante como neste caso. Criticamente a mediania não danificou o filme mas comercialmente  e pese embora alguma expansão os resultados foram muito curtos.

SObre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme com uma boa introdução levando todos a pensar que vai ser um filme sobre estrategia militar, detalhada ainda para mais num filme de curta duração. Contudo rapidamente o filme torna no tipico filme de golpe com twist uniões e supresas mas onde fica muita coisa por contar, ficando a sensaçao que o filme provavelmente resultaria melhor na primeira forma.

Nao e um filme que explica muito, parece ter medo de perder ritmo, e quando assim é existem muitos espaços por preencher, alguns dos quais essenciais para compreender toda a motivaçao dos personagens o que num policial como este acaba por tirar muito do impacto da comunicação do filme com o espetador. O filme tem ritmo, tem perguntas mas nem sempre tem as respostas para todas elas.

Por tudo isto mesmo sendo uma produçao interessante fica a sensação de um projeto incompleto que muito tinha de ser esclarecido sobre a montagem do plano ou mesmo o que une as personagens. E um daqueles filmes que tem uma intriga, um twist mas muito fica por explicar na ligação das arestas.

A historia segue uma operação policial em que uma bomba da segunda guerra mundial e encontrada em plena londres, pronta a detonar sendo que um grupo criminoso aproveita a forma como todo o espaço e colocado em segurança para tentar um golpe a uma entidade bancaria.

O argumento do filme é ambicioso nas suas premissas mas muito menos na sua concretização, principalmente na ligaçao entre as partes à muito que fica por explorar e responder e isso, da surpresa so por si esta longe de ser a melhor opçao.

Na realizaçao Mckenzie chamou a atençao na sua colaboração com SHeridan mas desde ai tem filmes razoaveis mas longe da força que o seu filme mais vincado teve. Aqui quase um tarefeiro de alguem que procura boas historias, bons interpretes mas tem que assumir alguma assinatura dos seus filmes.

No cast um conjunto de atores conhecidos, normalmente associados a açao com papeis proximos das carreiras standartizadas. Da mais minutos e mediatismo do que imponencia intepretetiva principalmente a Johansson mais perto de voos maiores.


O melhor - A introduçao


O pior - A falta de respostas


Avaliação - C

Tuesday, June 02, 2026

Ladies First

 Depois de muitos sucessos com alguns dos personagens mais iconicos, rebeldes e polemicos do cinema, parece que Bohen Coen acaba por perder algum espaço dai que surge cada vez mais em projetos mais convencionais sem assinatura propria, como esta especie de rom com da Netflix. Criticamente as coisas nao correram bem, pese embora a sua realizadora ate consiga na maior parte do tempo dar filmes romanticos interessantes. Comercialmente a Netflix tem sempre muito impacto ainda para mais com um cast de primeira linha como este.

Sobre o filme podemos dizer que a ideia ate e interessante, o de dar a volta ao mundo no poder masculino para o poder feminino com uma realizadora ao leme acaba por nos dar algumas indicações da forma de ver o mundo. Tem alguns momentos engraçados, embora muitas vezes tente ir procurar os exageros do seu protagonista na forma de fazer humor e alguns apontamentos de humor mais simples e mais simpaticos poderiam funcionar no genero que o filme poderia encaixar melhor.

Ou seja o filme acaba por ter uma ideia interessante, uma mensagem a passar, mas torna tudo demasiado absurdo no exagero. Fica a sensação que as personagens principalmente na etapa central se escondem um pouco dai que o lado mais emotivo e romantico que o filme quer ter no fim surja um pouco do nada e sem a força romantica que uma comedia romantica, que este filme acaba por ser deveria ter.

Por tudo isto nota-se que se calhar o filme com menos mediatismo poderia ter funcionado melhor com outro protagonista pois nao ia tanto a procura do que fez do comediante um dos mais polemicos e irreverentes do circuito. Com tantos atores conceituados como secundario o filme poderia levar-se mais a serio na tradiçao da comedia britanica.

O filme fala de um alto quadro de uma empresa liderada por homens que apos um acidente acorda num mundo totalmente ao contrario em que o poder e feminino e os homens sao subjugados pelas decisões desse poder.

O argumento do filme é na base comica e mesmo concetual original, a forma como acaba por tornar o filme mais crescido e que me parece mais sofrivel, no estilo de humor exagerado, em ser demasido absurdo ou nao ir buscar as personagens e isso acaba por perder algum impacto o filme.~

Na realizaçao temos Sharrok e uma realizadora com alguns bons filmes de comedia, normalmente britanicos que sabe chegar perto do espetador. Aqui parece mais distante, mais exagerada num quadro mais distante do que fez ate entao. Prefiro o seu estilo original.

No cast temos Coen a procura de espaço depois das suas personagens terem sido gastas e mais que isso a ideia de muitos anticorpos pela sua forma de viver. Nao encaixa no lado romantico do filme e isso e um anticorpo para o lado mais simples do filme. Pike tem uma carreira mais consistentes mas a ideia que fica e que esta em piloto automatico no filme.


O melhor - O lado ideologico do filme

O pior - O absurdo e exagero do humor escolhido


Avaliação - C-