Sunday, May 31, 2026

Jack Ryan: Ghost War

 Depois do sucesso que se tornou a abordagem por parte da Prime relativamente as aventuras de Jack Ryan eis que a aposta numa longa metragem da continuidade a serie, num lançamento direto na aplicação. Criticamente ao contrario do sucesso do filme as coisas nao correram bem e comercialmente a ideia que fica é que tirando os fãs da serie dificilmente esta abordagem ira capturar novos seguidores do fenomeno.

SObre o filme temos uma boa produção baseada em alguns sucessos onde se percebe que a aposta em diversas localizações e espaços famosos muito utilizado em blockbusters de verão e algo que o filme leva a serio mesmo que em termos de intriga o filme seja sempre muito limitado, direto e onde fica muito longe dos melhores filmes de espionagem. Parece sempre um episodio demasiado longo e sem qualidade de uma serie de televisão e isso acaba por tornar o projeto longe de ser brilhante.

Outro dos problemas do filme acaba por ser a escolha dos protagonistas, ok, para televisão mas para uma longa metragem nem o protagonista, muito menos os vilões tem dimensão para aguentar o filme, onde apenas a luta entre agencias secretas acabam por dar ao filme o espectro de que vai crescer mais do que realmente o filme consegue.

POr tudo isto temos um claro serie B no que diz respeito ao que ja vimos com Jack Ryan, nota-se que e pensado para televisão dai não fazer muito sentido a longa metragem, ja que as ideias cabiam bem em uma hora de episodio sendo demais para um filme com mais de hora e meia. Sera um estilo que algumas series podem fazer para ganhar mais mediatismo mas na essencia sobre muito pouco de novo.

O filme segue Jack Ryan que embarca para o Dubai para perceber os intuitos de uns ex aliados do seu superior com uma tentativa de ativar celulas terroristas por todo o mundo que coloquem em causa a ordem mundial.

O argumento do filme é simples, na base, na organizaçao de personagens e é claramente pobra na intriga de espionagem onde estes filmes normalmente são mais trabalhados. Poucas personagens e essencialmente apenas uma base simples para uma hora e meia de filme.

Na realizaçao temos Bernestein um experiente realizador de series de ação que agora tem uma longa metragem com muito movimento de espaço mas pouca novidade nunca parece que o filme quer ser pensado para fora do pequeno ecra e nisso talvez Bernstein tenha pensado bem no que fez e vai continuar a fazer.

No cast Krasinki esta longe de ser uma escolha forte, fica a ideia que a personagem é maior que ele, nao tem intensidade emocional e fica a sensação que o filme perde por esta escolha. No restante o filme perde-se em escolhas de atores com pouca saida, apesar de ja terem tido melhores momentos mas o filme nao necessita de grandes interpretes.


O melhor - As localizações

O pior - A falta de dimensão e originalidade da intriga


Avaliação - C-

Saturday, May 30, 2026

Normal

 O lado mais descontraido e quase rebelde de Bob Oderink tem tornado o ator num icon de filmes de ação onde surpreende o seu lado escondido, em filmes que normalmente são mais exercicios de estetica do que propriamente filme organizados com uma narrativa densa. Este ano surgiu este Normal, com criticas positivas para o genero mas com claras dificuldades comerciais demonstrando que o ator por si só ainda não garante resultados.

Sobre o filme podemos dizer que temos o tipico filme do homem contra o mundo, a introduçao do filme é interessante ao conduzir o personagem para uma terra pequena no interior norte americano com todas as caracteristicas particulares de uma localidade daquele tipo. O filme consegue acima de tudo potenciar a divergencia entre a pequena cidade e o segredo guardado. Na segunda fase o filme é claramente mais vago onde apenas o horror das mortes acabam por diferenciar o projeto.

E um filme pequeno, de visualização facil, sem grandes objetivos para alem da persaonagem, muito igual a outras que o ator fez como em Nobody, muito sangue, uma intriga com alguns elementos e twist mas acima de tudo um filme para passar o tempo sem grande mensagem, onde a adrenalina e o vetor mais forte.

Ou seja um filme de primavera, muito ligeiro, uma dark comedy que nem sempre consegue ser particularmente engraçada onde apenas as particularidades de algumas escolhas parecem fazer o filme funcionar naquilo que constrou para si. Um daqueles filmes em que na maior parte do tempo vimos, mas esquecemos sem que isso coloque em causa os seus objetivos proprios.

A historia segue um individuo marcado pelo acontecimento do seu passado que se refugia como Xerife interino de uma cidade pacata perto de Minnesota onde descobre um segredo bem dificil de perceber que o coloca numa luta contra toda a população pela sobrevivencia.

O argumento de base e curioso, mesmo que nao seja propriamente muito trabalhado, e o filme acaba por ser o lado ligeiro possivel num registo desta natureza. E um daqueles filmes que tenta ser engraçado mas nem sempre consegue, e a escolha da resolução final é surpreendente embroa sem grande sentido.

O cinema de Wheatley tem a virtude de ser de facil visualização, alguma rebeldia, ritmo mas pouco mais que isso. E um filme tipo dele, onde o ritmo e a ação continua sao dominantes mas nao e um terreno para grande crescimento como autor.

No cast Oderink muito proximo do seu papel em Nobody, que encaixa bem no seu estilo embora algo repetitivo para um ator com muitos mais atributos. Nos secundarios Headley como secundaria e um cast com algumas figuras conhecidas mas pouco mediaticas


O melhor - A ideia central do filme é diferente.

O pior - A forma como se torna num projeto de desgaste rapido.


Avaliação - C

Wednesday, May 27, 2026

Swapped

 

Se existe território onde a Netflix desde cedo conseguiu se impor, foi precisamente na animação. Desde então todos os anos, embora com um sucesso cada vez mais relativo vão surgindo alguns projetos normalmente de realizadores que foram abandonando as produtoras maiores como é o caso deste filme sobre amizade que estreou com criticas medianas, mas com uma boa primeira semana comercial na aplicação.

Sobre o filme podemos dizer que tem o cuidado de ser maioritariamente trabalhado do ponto de vista produtivo, original na abordagem e na criação das personagens o que lhe fornece alguma originalidade. O filme em si cria uma intriga, com alguns twist que lhe torna uma razoável objeto de entretenimento embora com alguns clichés na forma como aborda muitos dos seus momentos.

É um filme com propósitos comerciais que funcionam, sem nunca nos parecer ter a ambição de ser um filme ancora daqueles filmes que ficam totalmente registados no imaginario da animação porque este tipo de produção ainda sem autor na Netflix não tem propriamente essa capacidade. O filme sabe usar a cor e as imagens, tendo uma narrativa que preenche momentos.

Por tudo isto um razoável filme de animação, com a duração e o ritmo certo que não tenta, em algum momento ser mais que isso. As mensagens são positivas da tolerância e unidade mas sem tentar vincar muito mais que esse ponto, num filme que faz os meninos passarem alguns bons momentos sem nunca ser muito exagerado nessa mensagem.

A historia segue um mundo de animais que tem parte vegetais, criaturas criadas em que acabam por trocar de corpos de forma a entar procurar uma vagem sagrada que permita que o mundo possa novamente ser vivido da forma de base.

O argumento é simples, um humor curto, nem sempre muito potenciado, um twist que da ao filme em termos narrativos algum ritmo, e mensagens atuais. E um filme que consegue ter o argumento funcional para os objetos curtos que tem.

Na realização temos Greno, antigamente ligado a Disney em Tangled, e Robinsons a tentar seguir percurso noutro tipo de produções. A utilização de cor e de sentimento já tinha funcionado nos filmes anteriores e aqui também o faz. Nota-se a capacidade de meios em quem já trabalhou com eles.


No cast de vozes vi a versão portuguesa nada conseguindo dizer sobre as escolhas originais.


O melhor – O twist narrativo

O pior  - Não tem ambições muito profundas


Avaliação – C+

Lee Cronin's The Mummy

 Quando esta nova roupagem mais de terror da múmia foi produzida muitos se questionaram se existia espaço para um terror baseado num projeto de ação existente, mas tudo ficou mais espantado quando o seu realizador e autor decidiu dar o seu nome ao projeto, o que normalmente acontece em realizadores mais conceituados do que propriamente um realizador que tinha alguns projetos, poucos de terror. Criticamente a mediania colocou logo em causa a ambição do seu autor, demonstrando que nunca seria propriamente o que se espera de um filme de autor. No que diz respeito ao valor comercial resultados longe da explosao que se calhar estava no horizonte dos produtores e mais perto do esperado para um terror mais comercial.

Sobre o filme se esperam algum tipo de referencia aos filmes da Mumia ja existente, esqueçam, temos um filme de terror de base sobre prossessão como a maioria dos filmes nos dias de hoje de terror acabam por lançar. Depois temos muito grafismo, muito horror, muitas sensações negativas de nojo provocadas, algum susto, mas quase nenhum sumo para um filme de assinatura muito pouco.

O filme se calhar consegue se diferenciar na estetica de horror quando comparado com a maioria dos filmes do genero. Mas no restante, no argumento é mais do mesmo do principio ao fim, nada de novo de filmes de espiritos malignos, mesmo com mais meios o filme nao arrisca nada do ponto de vista comercial e o resultado distancia-se do que ja vimos sem criar conceito para muito mais.

E normal hollywood tentar roupagens novas a projetos que ja existiram, mas fica a ideia que tem sempre que existir alguns pontos de união que relacionem projetos caso contrario é apenas o mesmo nome e aqui isso fica claro. Nao se percebe a mega produçao e a duraçao de um filme que acaba por ser um filme mais artilhado do genero de terror.

A historia segue uma familia que recebe o regresso de uma filha desaparecida faz anos mas que vem bastante diferente quando a sua forma de vida começa a ter um impacto inacreditavel nas vivencias habituais da familia.

O argumento do filme é mais um projeto sobre espiritos que atromentam familia, nada de novo, personagens pouco trabalhadas, filme demasiado longo para a narrativa que tem e acima de tudo a ideia que o filme procura em muitos momentos uma profundidade que nunca atinge.

Na realizaçao temos LEe Cronin que tinha tido algumas adaptaçoes de terror de sucesso, mas estava longe de ser uma referencia suficiente para colocar o nome no titulo, ou isso ser relevante. A nivel estetico o filme tem promenores e intensidade demonstrando que pode ser um bom realizador do genero, mas dificilmente um autor universal.

No cast um conjunto de atores pouco conhecidos, Reynor nunca confirmou a sua promessa quando apareceu, e os mais pequenos sao ajudados por uma caracterizaçao intensa mas pouco mais. Os filmes de terror nao sao prodigos em grandes surpresas e este e mais do mesmo.


O melhor - ALguns apontamentos de horror esteticos

O pior - A falta de conexao total com o titulo


Avaliaçao  - C-

Saturday, May 23, 2026

Forbidden Fruits

 O filme de terror Bodyhorror tornou-se muito comum nos ultimos anos em filmes de diversos estilos apostado em tentar impressionar pelo lado mais visceral de sequencias, mesmo que o resto do filme ate acabe por não ter muito sentido. Esta nova roupagem de The Craft acabou por ser lançado numa mistura de terror juvenil e body horror mas os resultados estiveram longe de ser brilhantes apesar da mediania critica, comercialmente sem figuras de primeira linha comercialmente o filme apenas surpreendeu pela distribuição wide.

Sobre o filme podemos dizer que é um filme que na primeira hora é quase incompreensivel, ou seja, ficamos sem perceber o que são aquelas pessoas, o que as une para alem da roupa, mas mais que isso o que fazem e para onde querem ir. O problema e que quando o filme começa o conflito entre elas, fica sempre a sensação que até então o filme andou perdido a procurar algo que nunca consegue encontrar em nenhum dos seus pontos.

O lado do Body horror final fica concentrado numa cena longa, onde o filme pelo menos assume um estilo, mas fica algo solto de tudo o que vimos até então. E um filme adolescente rebelde mas que nunca se encontra ou nunca é suficientemente coeso para comunicar com o espetador. Acaba por ser uma experiencia cinematografica estranha e nunca no lado positivo.

Por tudo isto um filme com uma serie de jovens atrizes oriundas da televisão a tentar ganhar espaço, mas fica a ideia que este tipo de projetos apenas as eterniza no estilo. Um filme dificil, na maior parte do tempo sem conseguir comunicar o que quer das personagens e um sangue final que acaba por nao ser mais que isso.

O filme fala de uma serie de jovens que se unem num grupo com uma filosofia de vida muito intensa mas tudo acaba por ficar mais dificil quando começam a desconfiar uma das outras numa batalha ate à morte entre todas.

O argumento do filme é na sua organização de base muito confuso. E um filme que não consegue organizar no inicio as ideias e depois perde-se onde quer que o filme va. Nao se assume como terror e n final procura a todo custo esse genero mas é tarde, sendo essencialmente confuso.

Na realizaçao temos Alloway uma total desconhecida que tenta oferecer algum impacto do ponto de vista estetico ao filme e as personagens mas pouco mais, ja que o filme perde-se na sua historia e mesmo a cor e o lado estetico sao dispares do horror final que quer ter. Tambem na realizaçao confuso.

No cast um conjunto de jovens atrizes a tentar ganhar o seu espaço no cinema Reinhart tenta oferecer o lado mais rebelde depois de uma personagem mais standartizada em Riverdale. As restantes ja com algumas apariçoes no cinema mas com personagens mais pop do que eficazes.


O melhor - No bodyhorror o filme funciona melhor

O pior - A desorganizaçao inicial


Avaliação - D

Thursday, May 21, 2026

Remarkably Bright Creatures

 Se pesquisarmos com atenção o catálogo na Netflix encontramos um produto novo que foi lançado sem grande mediatismo com um cast com algumas figuras conhecidos mas que foi pouco falado. Mesmo criticamente a mediania do projeto não lhe deu a alavanca para resultados substanciais em  termos comerciais razão pela qual só os mais atentos perceberam a chegada deste produto.

Sobre o filme temos um filme simples, emotivo, original na abordagem, ou não tivesse um narrador polvo que vai comentando as vidas dos humanos que estão junto de si num aquario de uma pequena localidade. E acaba por ser na simplicidade de todos os processos que o filme funciona, ou seja na cidade pequena, nos pequenos hábitos dos seus habitantes, até à construção de um final algo forçado mas que acaba por fornecer o impacto que o filme quer ter do ponto de vista emocional. E um filme positivo em quase toda a sua criação e por vezes mais que filmes muito trabalhados fazem faltas filmes que transmitam sentimentos e este faz isso com bastante capacidade.

E um filme que é comico, embora fique a sensação inicial que iria apostar muito mais nesse registo do que realmente o faz, e fica a sensação que tinha espaço para isso, principalmente na personagem secundaria Tanner que desaparece logo nos primeiros 10 porcento do filme, é um filme emotivo, que nos faz sentir. E um filme onde alguns truques como o trabalho de cena funciona bem e ficamos sempre presos emotivamente as personagens.

Por tudo isto, numa altura em que o cinema é recheado de fogo de artificio e onde cada vez é mais dificil encontrar filmes de base que funcionam na comunicação com espetador, este consegue isso, mas é conduzido para uma segunda linha publicitaria da Netflix. E um filme a ver, uma das agradaveis surpresas ate ao presente momento do ano, mas muitos nunca vão saber da sua existência.

A historia fala de uma pequena comunidade e da ligação de um polvo em final de vida num aquario publico com a triste mulher da limpeza uma já idosa marcada por acontecimentos trágicos da sua vida. Tudo muda quando um rebelde jovem chega à pequena cidade para tentar encontrar o seu pai.

Em termos de argumento o filme funciona principalmente na forma fácil como comunica com o espetador, mas tambem naquilo que é a exploração emocional. Claro que tudo no final pode ser demasiado forçado para o final feliz, mas isso não coloca de lado o impacto emocional que o filme consegue ter.

Na realizaçao Olivia Newman teve em Rapariga Selvagem o seu resultado mais impactante e novamente neste filme consegue explorar o lado mais emocional do seu filme. Um bom trabalho na escolha da localidade, caracteristicas e nas casa, escolhas que podem parecer muitas vezes irrelevantes mas que acabam por muitas vezes dar a ternura que o filme necessita.

No cast Plumman esta numa boa fase, não sendo um ator com muitos recursos é empatico com o publico e aqui isso chega. Field esta numa fase adiantada da carreira, onde é mais dificil encontrar protagonismo, mas aqui da o lado sentimental e paternal que a personagem necessita sendo o coração do filme.


O melhor - A comunicação emocional


O pior - Ter abandonado muito cedo o lado mais comico

Avaliação - B

Tuesday, May 19, 2026

Project Hail Mary

 Lançado como um blockbuster de verão com a superestrela Ryan Gosling, este novo filme de ficção cientifica sobre viagens espaciais lançou bastante expetativa, nem que seja porque marcava um regresso de Lord e Miller ao Live Action. O filme surgiu com excelentes criticas, principalmente tendo em conta que era um blockbuster de verão. Comercialmente as coisas também correram bem, com resultados extraordinarios, principalmente na simbiose simplista entre a conexão entre personagens.

Sobre o filme desde logo podemos dizer que se calhar é muito mais denso e profundo do que podemos esperar inicialmente numa mega produçao de verão. E um filme silencioso em muitos dos seus momentos que permite que as personagens se vão ligando. A simbiose e a quimica entre a personagem central e o monstro de barro acaba por ser o coração do filme e a maior virtude que na globalidade o filme apresenta.

E um filme algo longo, talvez longo demais, a repartição do filme entre um lado de preparação e no espaço, parece sempre dois filmes dentro de um. Fica claro que o filme necessita da informação de um dos segmentos para alimentar o outro, mas nem sempre isto e automaticamente funcional e o filme vai perdendo algum ritmo, nas duas horas e meia de duração.

Mesmo assim um razoavel filme de verão, que não necessita propriamente de grandes efeitos que pensa o filme emocionalmente mais do que um filme vistoso. Tem coração, tem personagem mas acima de tudo tem uma mensagem positiva. Nao me parece um esteriotipado filme de verão e talvez por isso um maior impacto no seu proprio sucesso.

A historia segue um cientista e a preparação de uma missão suicida que tem como base salvar a morte do sol, na expedição o mesmo acorda sozinho e começa a ligar-se com um estranho ser de pedra com o mesmo objetivo com o qual cria uma ligação muito proxima.

O argumento do filme acaba por ser simples, mas o coração e a empatia que o filme cria nos momentos de comunicação é bem pensada. O filme por vezes é algo confuso, nem sempre as ideias estão totalmente organizadas mas isso não retira a mensagem positiva que o filme nos dá.

Na realizaçao esta dupla brilhou por completo nos seus Spider Verse e aqui dá-nos menos estetica e mais coração. E dificil fazer um conceito de base e arriscar e eles fazem. Muito trabalho na emoção simples e criar um boneco de pedra e torna lo ternurento não está ao alcance de qualquer realizador.

No cast Gosling e sinonimo quase sempre de sucesso comercial, não sendo um ator, pelo menos nesta fase de recursos interpretativos de excelencia, consegue comunicar emoções simples junto do espetador e isso dá-lhe carisma e impacto. E um filme a solo que o mesmo consegue gerir em muitos momentos.


O melhor - As emoções do filme.


O pior - Demasiado longo


Avaliação - B-

Saturday, May 16, 2026

Faces of Death

 O terror acaba por ser o género cinematográfico que mais filmes lança por metro quadrado, sendo que entre grandes apostas no que diz respeito a grandes produções surgem filmes mais pequenos de terror, que normalmente aproveitam o aparecimento de alguns atores mais conhecidos de series para tentar potenciar os projetos do ponto de vista comercial. Criticamente este filme até obteve uma receção interessante, mas comercialmente não conseguiu sublinhar o seu objetivo, com resultados um pouco aquém do que se esperava.

Sobre o filme eu gosto de filmes de terror que entram na direção de um lado mais artistico e esquemático, mas que ao mesmo tempo seja realista, o filme joga com a dimensão atual do mundo online, mas é mais que isso, e principalmente na forma como pensa no lado estetico do filme, e ai fico mesmo com a sensação que é um filme que consegue ter algum imediatismo de sensação mesmo sendo sempre um serie B.

A ligação ao filme de base, tem o seu caracter mais iconico pela forma como e pensada a recriação. Nao necessita em alguns momentos de grande body horror para intimidar ou para criar esse impacto mais forte nas personagens. Fica a sensação que na maior parte do tempo o filme é algo linear, com objetivos baixos, mas tem nesta recriaçao os melhores momentos.

Ou seja um filme de terror mediano, que não tenta ir alem em termos de abrangencia do conteudo que quer ter, mas ao mesmo tempo é um daqueles filmes que fica sempre à procura de algum espaço para ter um lado mais iconico. Joga a favor nao entrar em lados paranormais para ser um filme de um serial killer serie b, longe do que mais é possivel trabalhar no cinema de terror tipico.

O filme fala de uma jovem marcada por acontecimento tragico que se tornou viral na internet que acaba por descobrir algumas ligações numa serie de videos que estão a ser lançados que poderá esconder uma verdade de um serial Killer que está a recriar mortes iconicas de um documentario perdido.

O argumento do filme é maioritariamente simples, sem grandes truques, sem grandes personagens sendo o tipico jogo do gato e do rato e sobrevivencia. Nem sempre feliz nos atalhos e como os ultrapassa é um daqueles filmes que tem de procurar processos simples para funcionar.

No cast temos um realizador de filmes de terror, que acaba por ser na maior parte do tempo mais retro na recriaçao de algumas mortes, o que dá ao filme esse impacto mais imediato, mas falta depois alguns recursos quando o filme se torna mais atual. Um desconhecido a procura de minutos.

No cast temos um Montegomery oriundo de Stranger Things numa interpretaçao sinistra cheia de apetrechos fisicos mas que nem sempre convence. Ferreira tem o lado mais interpretativo mas filmes de terror nunca são grande espaço para a criançao de grandes carreitas.


O melhor - A recriaçao das mortes


O pior - O filme nunca conseguir surpreender em nenhum dos seus elementos


Avaliação - C

Thursday, May 14, 2026

The Drama

 


Quando foi anunciado este projeto os sinos mediáticos badalaram todos. Desde logo porque tinha uma dupla de protagonistas, num filme romântico, do mais comercial que existe. Quando o filme saiu percebeu-se que o filme seria um pouco indie para tanta publicidade e criticamente as coisas não foram brilhantes. Comercialmente todos quiseram ver o duo Zendaya Pattissone e isso conduziu a resultados significativos do ponto de vista comercial.

Sobre o filme podemos dizer que a primeira frase que surge para o definir é confuso, que tenta juntar demasiadas coisas ao mesmo tempo, principalmente numa conjugação de pensamentos e realidade que torna o filme difuso, não sendo funcional na maior parte do tempo, do ponto de vista romântico nem cómico.

No seu desenvolvimento o filme vai-se organizando e acaba por ser no caos relacional que o filme ganha na maior parte do tempo o seu norte, e ai o filme torna-se mais engraçado, comunica melhor com o espetador e ficamos na maior parte do tempo expetantes como tudo vai acabar.

Por tudo isto Drama é um filme que poderia funcionar melhor sem a expetativa comercial que o rodou, já que nunca é um filme com um propósito comercial claro, já que é difuso, muitas vezes interpretativo, longe da simplicidade do cinema pipoca que se julgou que o filme seria. Tambem em termos de química já vimos casais bem mais funcionais mesmo com duas super estrelas da industria.

A historia segue um casal que tenta retratar um pouco a sua relação, as ambiguidades e mais que isso o caos que se vai organizando quando se começam a conhecer melhor um e o outro.

O filme tem um argumento que tem uma linha orientadora inicialmente confusa, que se tenta organizar no espaço, mas que acaba por na maior parte do tempo se perder em curvas que pouco dão ao que o filme tem.

Na realização temos Borgli um realizador que já tinha tido alguns filmes mais excêntricos como o recente Dream Scenario, que é mais próximo do que este filme é do que propriamente o que se esperava dele. Nota-se o risco, a metáfora irónica, mas nunca será com este estilo um mainstream

No cast Pattinson parece mais próximo daquilo que o mesmo transmite enquanto figura, numa personagem simples sem grandes necessidades, ao seu lado Zendaya parece sempre mais focada em dar algo diferente da sua carreira.

 

O melhor – A forma como o filme acaba por encaixar no caos final

O pior – Alguem ter achado que seria um filme para o publico em geral

 

Avaliaçao - C

The Bride!

 


Quando este projeto de Maggie Gyllenhall foi atrasado de outubro em plena época de prémios para Março todos perceberam que a receção do filme nas visualizações tinha sido muito complicada. Dai que quando o filme foi lançado tornou-se num desastre completo, principalmente comercial, tendo em conta o elevado número de dinheiro envolvido numa mega produção concetual. Criticamente as coisas divergiram entre quem gostou do experimentalismo e quem achou o filme demasiado estranho para ser funcional.

Sobre o filme podemos dizer que é complexo, se por um lado ficamos com a sensação que é muito bem interpretado, com uma dupla de protagonistas ao mais alto nível, conduzindo as personagens para vetores de elevação. O filme no lado emocional funciona como história de amor, a primeira hora acaba por ser de bom cinema, em todos os vetores do filme, quando se torna apenas rebelde e abre demasiadas pontas soltas o filme perde-se mais, mas está longe de ser o desastre que se apregoou que seria.

O ponto que me parece que funciona melhor, mas que ao mesmo tempo se calhar foi um dos pontos mais controversos do filme, acaba por ser a melancolia da personagem de Frankenstein. Se calhar o filme ganharia mais afastando-se da literatura existente e acabar por ser uma história nova com novos personagens, afastando-se da história de base de tal forma que os mais puros possam ter ficado algo intrigados com a ligação.

Mesmo assim valoriza-se o risco e a excentricidade da produção, mas por outro lado fico com a sensação que o filme tenta ser demasiadas coisas ao mesmo tempo, numa ambição desmedida. A escolha da ligação ao clássico da literatura está longe de ser a melhor escolha do projeto, já que fica preso a uma amarras que o filme, nota-se não querer ter.

A historia segue uma historia de amor entre o monstro criado por Frankensteins e uma nova mulher, numa historia de amor disruptivel contra os podres de uma cidade, onde ambos acabaram por encetar um amor sem barreiras, nas suas adversidades.

O argumento do filme acaba por ter demasiados apontamentos ao mesmo tempo que nem sempre são organizados, a base do filme é  simples, mas a dupla funciona bem melhor no lado romântico do que propriamente no resto da intriga. Não e a mais valia do filme mas tem alguns apontamentos interessantes.

Na realização Gyllenhal depois do primeiro filme de sucesso colocou muita gente a olhar para ela. Colocou a barreira demasiado alta, tentou demasiadas coisas ao mesmo tempo, esteticamente funcionou, concetualmente nem sempre. Teve contra si o filme ter sido um flop a todos os níveis que vai ter de recuperar se quiser ser relevante no futuro.

Um elenco com Buckley e Bale é do melhor que o cinema pode dar, a primeira é um espetáculo a solta, de rebeldia, de intensidade. Bale dá o lado mais emocional, nos momentos musicais nota-se mais desconforto. E um cast de primeiro nível que cumpre o proópisto que o filme quer ter.

 

O melhor – O lado emocional e estético do filme.

 

O pior – Ficar preso as amarras do clássico

 

Avaliação – B-

Saturday, May 09, 2026

Wuthering Heights

 Quando este filme foi divulgado, todos os ouvidos de Hollywood ficaram atentos quer pela dupla protagonista, numa carreira pelo menos comercialmente ascendente e acima de tudo por ser uma das historias mais conhecidas da literatura e cinema misturado com uma realizadora que em Saltburn conseguiu pelo menos a polemica e o mediatismo de alguém fora da linha. Com grande expetativa o filme foi lançado mas criticamente as coisas nao foram brilhantes principalmente por alguma quebra com o rigor literario do filme. Comercialmente o filme tinha tudo para ser o filme do dia dos namorados e os resultados foram consistentes embora fique a ideia que pelo par protagonista poderia valer ainda mais.

Sobre o filme podemos começar por dizer que se trata de um filme concetualmente bem montado na forma como consegue criar cenarios e pensar todas as cenas, mesmo a sua irreverencia funciona dando um toque mais recente. Parece claramente pior escolhida a banda sonora se calhar demasiado atual para o registo do filme e mesmo algum emaranhar da historia que torna o filme se calhar menos romantico do que deveria ser.

O cinema e precisamente essa mistura de escolhas dai que o resultado nao seja propriamente brilhante, é um filme com alguns momentos bem pensados, esteticamente muito criativo, mas confuso no romantismo quase doentio que quer transparecer. O cinema acaba por ser um momento em que a capacidade de transmitir emoçoes perde-se um pouco nas ideias difusas do livro.

Por tudo isto temos um filme que mesmo tendo a assinatura e se calhar uma magnitude que Farell já consegue ter, acaba por ser esses os elementos que funciona, mas o filme perde-se algo nos desvaneios e fantasias exagerados de um filme que tinha tudo para ser bonito mais que propriamente muito rebelde.

A historia segue uma relação criada desde a infancia entre a filha de um nobre perdido no alcool e no jogo e de um jovem adotado a criado, contudo as diferenças sociais nunca permitem aceitar um romance que conduz a um jogo do gato e do rato.

No que diz respeito ao argumento a historia difunde-se entre o rebelde e o bonito, o filme perde-se um pouco nessa organização do que quer ser e acaba por nao premiar nenhum dos momentos, num livro muito conhecido que valia outro tipo de abordagem mais fiel.

Ferrell e uma excelente realizadora, original, atual, com risco com muito estetico que com um argumento se calhar mais organizado tinha feito um filme mais consensual, embora me pareça que este estilo não seja propriamente o que esta procura.

No cast Robbie e uma das atrizes mais mediaticas do momento e o filme consegue encontrar os diversos elementos da mesma. Ao seu lado Elordi esta numa forma forte, mas nao me parece um ator com particular recursos interpretativos, parece mais claro funcionar nos momentos em que o filme procura espaços mais duvidos


O melhor - O lado estetico do filme.


O pior - A fantasia por vezes ultrapassar e apagar o amor


AValiação - C+