Monday, March 09, 2026

Mercy

 Produzido em 2024 numa altura em que quer Chris Pratt quer mesmo Rebecca Ferguson estariam em níveis mais elevados de valor comercial, este filme de ação com muita IA à mistura acabou por estrear no sempre sombrio mês de Janeiro, com criticas muito danosas, sendo que o publico em geral que viu o filme até gostou de alguns dos seus elementos. Comercialmente os resultados foram razoáveis principalmente tendo em conta o período em que foi lançado e acima de tudo aquilo que a critica danificou o filme.

Sobre o filme podemos dizer que começa bem, numa integração de IA, Sci Fi futurista e acima de tudo uma panoplia de exploração das novas tecnlogias num julgamento e na procura de prova. A primeira meia hora exibe a forma como o filme quer estruturar-se e fica a ideia que o faz bem nesta preparação.

O problema é quando o filme sai desse recinto e tentar ir mais além, com uma ação continua com mais personagens, com perseguições, com teorias que vão para além dos conflitos do caso e nesse particular fica a clara sensação perde por completo o norte e a dimensão do que quer retratar e essa escalada torna o filme completamente absurdo depois do seu meio.

Por tudo isto a ideia de um filme que poderia e deveria ser bem mais articulado no agrupamento dos seus dados e na organização do seu tempo. Existe determinado tipo de filme que tem uma boa ideia, que organiza bem as suas ideias de base e era estruturar sem oferecer mais elementos. Aqui não o filme complica, torna tudo megalomano perdendo as boas ideias iniciais e isso é muito danoso para o resultado final do filme.

Em termos de historia temos um policia alcoolico que acorda numa forma nova de julgar e aplicar execução em casos de homicidio após ser acusado de matar a sua esposa. Em noventa minutos tem de encontrar provas pelo mundo digital que o inibe ou que torne a sua culpabilidade menos provavel.

O argumento do filme tem uma premissa interessante, atual, bem montada, que o filme usa bem nos primeiros momentos, na introdução do filme. Fica a sensação que podendo ser um filme simples o mesmo acaba depois tentar ser um filme megalomano sem ideias para o ser e torna-se num desastre em tudo.

Na realização Bekmambetov é um realizador russo de longas metragens com alguma dimensão em algumas produtoras mas que lhe falta o filme ancora da carreira que este acaba por não ser. Joga bem na primeira meia hora mas deita tudo a perder na seguinte e isso normalmente acaba por causar dano no filme e o que implica na sua carreira.

No cast um desastre Pratt e um ator de comedia e nada mais e sempre que o tenta ser causa desconforto no espetador como neste filme, momentos que envergonhar a atuação quando tenta ser dramatico e um ator que deveria ter ficado sempre na comedia simples. Fergunson melhor numa personagem mais vistosa mas nao e facil interagir com um ator com tantas dificuldades na expressao dramatica.


O melhor - A introduçao de ideias do filme

O pior - O que o filme faz com elas na sua concretização.


Avaliação - D+

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