Thursday, June 13, 2019

The Humminghbird Project

Com o avanço da tecnologia e a influencia que a mesma acaba por ganhar a cada dia que passa em cada um dos aspetos do nosso dia a dia, era uma questão de tempo termos um filme que tocasse nessa importancia. Este e um filme tecnico sobre especificidades tecnicas. Talvez por este excesso de especificação criticamente o filme nao conseguiu ser unanime com avaliaçoes medianas e comercialmente um tema tao especifico mesmo com um bom elenco nao foi capaz de levar muita gente ao cinema.
E inquestionavel e importancia e a complexidade daquilo que o filme trata de um ponto de vista de desenvolvimento. Contudo ao ser um tema tao tecnico e tao especifico, o filme acaba por ser adormecer junto de tantos termos e especificaçoes que se torna muito dificil de ser compreendido em toda a sua totalidade junto do espetador e isso acaba por adormecer o filme e principalmente a ligaçao com o espetador.
Claro que depois tem uma componente onde o filme funciona que é na determinaçao a todo custo das personagens o filme nisso é objetivo e intenso embora nos pareça que isso e claramente diminuido por um filme adormecido em toda a linha pela sua tecnicidade que ocupa muito da sua duraçao ou pelo menos as fases mais importantes.
Na forma temos um filme de toada e resposta dos dois lados, num final algo previsivel, com o aspeto emotivo a ser trabalhado principalmente na segunda fase do filme. Existe para mim dois filmes dentro do mesmo cujo o resultado no final acaba por estar longe de ser minimamente interessante.
O filme fala de dois familiares que tem o sonho de construir um canal de fibra que permita as comunicações mais rapidas relativas a transaçoes comerciais, contudo neste objetivo vao ter a competiçao de uma estrutura organizada com os mesmos objetivos.
O argumento tem um problema que nao consegue ultrapassar que e tornar os pontos tecnicos do filme percetiveis a toda a gente, e ao nao conseguir esse ponto faz o filme adormecer e tornar-se muitas vezes um objeto estranho que nem a intriga das personagens consegue ultrapassar.
N realização Nguyen e um realizador independente candiano que tem aqui o seu filme mais visivel. Um trabalho do ponto de vista de realizaçao modesto, sem grandes truques ou objetivos apostando em salientar a historia ou o ponto de vista em si.
No cast Eisenberg entra na sua tipica personagem, que acaba por ja ser uma imagem de marca na sua carreira, sendo Saarsgard que mais brilha num papel longe do que estamos habituados a ver dele e que de alguma forma nos mostra recursos que anteriormente nao foram exibidos, num papel a merecer sublinhado.

O melhor - Saarsgard

O pior - Demasiado tecnico para ser realmente compreendido

Avaliação - C-

The Kid

Poucas figuras do western americano são tão iconicas com Billy The Kid, um jovem fora da lei que colocou em sentido as povoaçoes daquela zona. Este filme nao podemos dizer que é sobre a personagem mas acima de tudo sobre a influencia da mesma. Este Western tradicional acabou por estar longe de ser um sucesso critico, sendo que comercialmente para o genero e principalmente para a distribuição os resultados ate foram consistentes.
Sobre o filme podemos dizer que nem sempre e um filme objetivo e intenso como a maioria dos westerns devem ser, sempre com a honra e a vingança como pano de fundo. Aqui o filme acaba por ser um emaranhado de personagens sempre com o ponto de vista de um jovem que tenta encontrar o seu espaço depois de matar o seu pai.
Ao long desta especie de road trip pelo western vamos encontrando personagens iconicas, principalmente na dualidade entre o comandante Pat e Billy the kid, e acaba por ser neste confornto que o filme e menos forte, ja que nunca o trabalha ou o assume para o espetador optando que este nao seja mais do que um pano de fundo na maior parte do tempo sem grande interesse para o espetador, ja que o foco narrativo encontra-se noutro cenario.
Por tudo isto e mesmo encontrando no filme algumas virtudes do Westen mais tradicional, principalmente no contexto espacial das localidades em si o filme acaba por ser algo adormecido e longe do que de melhor o genero nos deu, mesmo nos trabalhos mais recentes dos realizadores mais conceituados.
A historia debruça sobre dois irmãos que tentam fugir a ira de um tio, e que acabam por apanhar boleia da caravana do coronel pat depois deste ter capturado Billy the kid,
Em termos de argumento a intriga principal embora menos imponente parece-me claramente mais bem trabalhada do que a historia apelativa que da o nome ao filme. Nao e um filme com grandes novidades ou grande trabalho no dialogo optando muitas vezes pelo caminho mais facil.
Na realizaçao D'onofrio que ainda e inexperiente atras das camaras percebe-se que gosta do genero nas homenagens esteticas que faz, mas a camara acaba por nao ser relevante para a historia, acabando por ser quase sempre uma opçao simplista.
No cast o filme nao exige muito dos seus protagonistas que se assumem proximos daquilo que mais recentemente tem feito. Hawke e Haan nunca puxam a personagem para outros patamares, sendo o maior sublinhando um Pratt muito diferente dos ultimos tempos.

O melhor - O contexto espacial do filme.

O pior - A historia de Billy The Kid nao e potenciada

Avaliação - C



Wednesday, June 12, 2019

I Am Mother

Num ano completamente ao ritmo total a Netflix nao tem apostado apenas nas suas produçoes individuais como tem lançado diversos filmes produzidos por companhias mais pequenas apostando numa distribuiçao diversificada. Uma dessas apostas foi este Sci Fi tradicional, que acabou por passar na critica ainda que de forma moderada, sendo que comercialmente nao me parece ter os melhores valores para ser uma das grandes vitorias do formato.
Sobre o filme, eu confesso que os filmes de Sci Fi com o lado apocalitico do extreminio da humanidade e principalmente a reconstruçao do mesmo em sociedades diferentes trouxe-nos ao longo do tempo alguns dos melhores filmes do genero que há memoria. Este filme começa bem, principalmlente na forma como potencia a ligaçao umbilical entre o ser humano e maquina num contexto totalmente controlado.
COm a inclusao do factor de desiquilibrio o filme nem sempre tem o norte por garantido, acabando muitas vezes por ser confuso, mesmo que isso acabe por ajudar ate certa fase em manter o suspense sobre as razões de cada um dos lados. COm a o desvendar do sucecidido parece-me claramente que o filme poderia e deveria ter sido mais bem trabalhado, quem sabe mais arrojado, e com um argumento mais criativo.
COntudo num genero que habitualmente e sempre dificil, temos um filme razoavel, que nos permite duas horas de entertenimentos, ainda que seja claro que o mesmo funciona bem melhor na primeira  do que na segunda fase. Fica a ideia que uma produçao melhor poderia dar  filmes os acabamentos que o tornariam mais relevante num ano cinematografico ate ao momento algo cinzento.
A historia fala de uma jovem criada por uma maquina, depois do extreminio da humanidade, que apos ter vivido sempre num ambiente controlado ve uma mulher entrar no seu espaço o que vai alterar toda a sua precepçao nao so sobre a sua vida, mas acima de tudo sobre as suas possibilidades.
O argumento parte de um principio criativo e coeso, que consegue ser bem trabalhado do ponto de vista emocional na primeira fase do filme. Na segunda o filme barallha-se demasiado entre os pontos de vista de cada lado, e a intensidade e riqueza emocional do filme vai-se perdendo numa conclusao que tambem ela deveria ser melhor.
Na realizaçao Spoutore tem aqui a sua extreia em longas metragens com alguma competencia, principalmente na idealizaçao do ser mecanico, e no lado apocalitico da terra. De resto nem sempre e um filme exigente, mas para primeiro filme esta longe de ser um mau arranque.
No cast o filme acaba por ser liderado por uma jovem Rugaard que e a grande surpresa do filme, pela versatilidade apresentada quer no lado dramaico mas tambem no lado mais de açao, tem um trabalho interessante que nos faz estar atento ao seu futuro. Swank mesmo nao estando no seu lado mais forte acaba por ser competente numa personagem pelo menos fisicamente exigente.

O melhor - Rugaard como protagonista.

O pior - O filme baralha demasiado os lados para nao aproveitar essa duvida na totalidade.

Avaliação - C+

Tuesday, June 11, 2019

The Aftermath

A segunda guerra mundial continua nos dias de hoje, a ser um dos assuntos preferidos do cinema, principalmente dos lados mais tradicionais. Em 2018, mas apenas lançado nos EUA em 2019 surgiu este filme sobre a relação entre aliados e alemaes no pos guerra. Um filme sobre relações que chumbou em termos criticos com avaliações negativas, e que comercialmente acabou por ultrapassar o limite minimo para os filmes cujo lançamento e reduzido.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo segue o tipico tradicionalismo emocional e narrativo dos filmes BBC. Isso acaba por pausar o ritmo e torna lo em grande parte da sua duração demasiado previsivel nao so apenas naquilo que é as relações e o desenvolvimento das mesmas mas tambem a forma como os dialogos acabam por seguir, num filme que para o tema em questao perde por ser totalmente previsivel.
Claro que o assunto é sensivel, a forma como dois lados de uma guerra tao intensa consegue coabitar. Parece-me sinceramente que o filme tenta faze-lo de uma forma sincera mas tem dificuldades em ser congruente em todos os momentos, fazendo com que o filme pelo menos do ponto de vista emotivo se perca em conflits cuja definiçao e sempre dificil.
Ou seja fica as feridas da guerra e a forma emotiva com que o filme contextualmente a descreve, ja que no que diz respeito a intriga central parece claro que o filme tem muitas mais dificuldades em fazer prevaler a sua noçao e a sua historia
O filme fala sobre um militar dos aliados que apos a vitora da segunda guerra mundial ocupa a casa de um arquitecto alemao. Com a chegada da sua esposa a alemanha começa a surgir deconforto com a presença deste individuo nas vivencias do casal.
O argumento e totalmente previsivel do primeiro ao ultimo momento, nao so na forma da intriga mais mais que isso na forma como o filme tem dificuldades nos dialogos e na sua intensidade. Parece que o filme perde capacidade de inovar num terreno sempre dificil como o pos guerra.
Na realizaçao Kent, e um realizador sem grande espaço no cinema que tem tentado mais destaque na televisao. Em termos de realizaçao temos uma abordagem tradicional, e mais que isso uma forma muito simplista de fillmas personagens, mesmo que em termos de contexto tenha alguma qualidade.
No cast pouco ou nada de relevante Knightley na sua personagem tipo, com pouco ou nenhuma diferença da maioria   dos papeis que ela interpreta. Clarke acaba por ser o mais seguro, ja que Saarsgard demonstra algumas dificuldades que tem sido comuns na sua carreira.

O melhor - O pos guerra.

O pior - A previsibilidade de tudo no filme..

Avaliação - C-

Monday, June 10, 2019

Pokemon: Detective Pikachu

Depois do sucesso instantaneo do Pokemon Go, o aproveitamente do cinema desta febre foi imediato com este live action que se pensava impossivel pelo menos com algum sentido. Depois de escolhido o cast e os realizadores, observou-se logo no trailer que o humor ironico de Ryan Reynolds como Pikachu seria o segredo do filme. Este contudo tornou-se insuficiente para brilhar na critica, onde nao passou da mediania, mas comercialmente este filme tornou-se num sucesso algo inesperado.
Sobre o filme eu confesso que nunca fui grande fa de Pokemon porque nao percebia a logica infinita do poder dos animais, dai que me surpreendeu a capacidade do filme facilitar o argumento de base para poder aproveitar aquilo que de realmente diferente os pokemon podem oferecer, que são seres com caracteristicas diferentes e mais que isso, o segredo de conseguir utilizar a ironia de Reynolds como o trunfo humoristico que tornou o filme mais adulto.
E isso acaba por tornar num filme com uma historia basica, e com alguns efeitos especiais num filme descontraido com alguns bons momentos capaz de ser facil de ver para os nao adeptos do Pokemon, sem esquecer as particularidades dos bonecos mais conhecidos. Fica a ideia que nao sendo um filme magnifico, longe disso, e um filme que cumpre com os perceitos comerciais da ideia.
Enterntenimento podera ser a palavra que melhor descreve um filme simpatico, pouco arrojado em termos de argumento e que teve numa unica decisao a diferença entre um desastre completo e um filme com possibilidade de sequela essas sim, prontas a destruir quem sabe o que resultou neste primeiro filme.
A historia fala de um jovem que depois da morte do seu pai, liga-se ao pokemon deste acabando ambos por tentar desvendar o que esteve por tras do desaparecimento do pai do protagonista, numa intriga bem mais completa.
Em termos de argumento o filme é objetivo e muito direto ao ponto. Longe de brilhantismo ou novidade na articulaçao da intriga, aproveita acima de tudo aquilo que Reynolds pode fornecer com a sua ironia para fazer o filme funcionar junto do espetador e utiliza-a com algum sucesso.
Na realizaçao Letterman, e um tarefeiro de Hollywood que iniciou-se na animaçao sem grande sucesso, e que depois no live action misto foi tendo alguns filmes conseguidos, sem no entanto ser pelo seu brilhantismo. Aqui e competente a lidar com os efeitos mas nao deixa de ter um trabalho tipico de tarefeiro.
Sobre o cast eu confesso que gostei de Justin Smith em The Get Down, mas a sua passagem para o cinema esta a ser feita a custa de grandes produçoes e personagens basicas pouco exigentes o que tem desiludido no seu percurso, mesmo que comercialmente tenha obtido visibilidade. Reynolds faz o que de melhor consegue ainda para mais num corpo particulamente estranho ao conceito.

O melhor - O humor tipico e Reynolds.

O pior - O filme nao e propriamente um poço de novidade criativa

Avaliação - C+

Wonder Park

Todos os anos por altura da pascoa ou no inicio da primavera e normal um grande estudio lançar um filme tematico de animaçao. Este ano surgiu este particular Wonder Park sobre um parque de diversoes imaginario. O resultado critico nao foi o mais brilhante principalmente tendo em conta aquilo que usualmente os filmes de animaçao de primeira linha consegue fazer. Por sua vez comercialmente o filme tambem esteve longe dos resultados tipicos dos filmes de animaçao de grande estudio com resultados claramente frustrantes.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo ate começa bem, com o lado da perda ou afastamento da mae, na simbiose entre mae e filha, o filme acaba por iniciar bem essa dinamica no lado simbolico e emocional que quer transmitir. O problema do filme acaba por ser no restante e principalmente quando entre no imaginario do parque, aqui torna-se num filme sem historia, sem interesse, com efeitos de ponta na animaçao mas um filme que deixa de ser minimanente competente.
E num genero que nos ultimos anos tem conseguido excelentes filmes, embora nos ultimos tempos nem tanto, este e claramente a todos os niveis um parente pobre, primeiro porque o lado da fantasia nunca consegue cativar o espetador nem ter a metafora suficiente para se fazer vincar, e por outro lado o lado emocional e abanonado demasiado cedo na sua duraçao.
Fica a ideia de um filme que ate se pensava que poderia ser competente mas que desilude em toda a linha, dificilmente os mais crescidos ou mesmo os mais graudos se vao lembrar deste filme, que meso tecnicamente pese embora seja de uma grande produtora limita-se a fazer divertimentos sem realismo e mais que isso sem qualquer tipo de significado. Fica a ideia que o filme quer seguir a tradiçao dos filmes orientais mas o ocidente corrompeu por completo o seu resultado.
A historia fala de uma jovem que junto com a progenitora idealizou um parque tematico imaginario mas que depois com a doença e afastamento da mesma acaba por abandonar a sua criaçao, ate umas ferias onde sem contar encontra fisicamente tudo que imaginou.
Em termos de argumento podemos dizer que o filme tem um primeiro momento emotivamente interessante, mas que posteriormente tem muitas dificuldades em o potenciar. Fica a ideia clara que o filme depois no lado mais imaginativo nao tem coesao ou sentido do significado e o resultado começa a ficar frustrado ai.
Na realizaçao o filme tem a particularidade de nao ter realizador: a produçao e de grande estudio, com cor e efeitos, que contudo sao mal utilizados num argumento que se vai destruindo ao longo de toda a sua duraçao.
Por fim o cast de vozes, e pouco colocado a prova para alem das personagens animais. Fica a ideia que as escolhas tem apenas como objetivo dar dimensao ao filme que contudo este nunca consegue ter.

O melhor - Os primeiros dez minutos.

O pior - O mundo imaginario nunca consegue ser coerente e interessante

Avaliação - D+

Sunday, June 09, 2019

Stockholm

Muitos muitas vezes questionam a origem do sindrome de estocolmo, pois bem este peculiar filme tras-nos a origem dessa designaçao numa historia de um assalto e sequestro com umas particularidades absurdas que teve lugar na suecia mas que iria para sempre marcar a designaçao da relação entre raptor e refem. Este filme produzido em 2018 nao foi propriamente um sucesso critico com avaliaçoes medianas, sendo que comercialmente a falta de figuras de primeira linha tambem nao permitiram que o filme tivesse grande visibilidade.
SObre o filme eu acho que mais que tudo rapidamente o mesmo encontra o caracter e o estilo correto para aquilo que quer relatar. Desde logo do ponto de vista comico e um filme com graça, que sabe utilizar o insolito de toda a situação para potenciar isso mesmo, um filme ligeiro, muitas vezes surreal e que acaba da forma mais previsivel.
Para ajudar este lado mais desocontraido do filme temos acima de tudo uma otima caracterizaçao e exploração da personagem central que acaba por pautar o registo particular do filme. Fica a sensaçao que este caracter quase satirico de toda a situação so e muitas vezes possivel num cinema independente que funciona bem.
Ou seja um daqueles filmes que vale muito por um argumento que mais que nos explicar as dinmicas de um assaltante e refens particulares, nos tenta explicar a dinamica da ligaçao entre os lados da questão de uma forma simpatica que mais que tudo consegue ser engraçada e curiosa.
A historia fala de um assalto a um dos bancos mais centrais de estocolmo por um poderoso americano cujo objetivo acaba por ser bem diferente do que ganhar dinheiro, acabando por criar empatia com os refens.
Em termos de argumento mais que uma narrativa brilhante, ou dialogos de primeira linha o filme consegue encontrar o tom perfeito para aquilo que quer contar e isso acaba por ser significativo na forma como o filme acaba por funcionar razoavelmente.
Na realizaçao temos Budreau um realizador que tinha como trabalho mais significativo um biopic musical tambem com Hawke que aqui tem um trabalho interessante, principalmente nas dinamicas nordicas nem sempre faceis de potenciar. A ver o que vem depois.
No cast Hawke esta num bom momento de forma e isso percebe-se numa personagem intensa, fora de sitio que ele encaixa perfeitamente nas suas caracteristicas. Rapace e Strong sao menos brilhantes mas cumprem para aquilo que o filme quer.

O melhor - O tom do filme.

O pior - O final poderia ser mais trabalhado

Avaliação - B-

Five Feet Apart

Nos ultimos anos por vezes tem surgido alguns filmes romanticos na tragedia da doença que acabaram por marcar uma temporada no que diz respeito ao romantismo. Seguindo o sucesso literario e do cinema da Culpa e das Estrelas surgiu este filme com uma premissa muito proxima so alterando a doença em si. Em termos criticos o filme passou com a mediania tipica de um filme orientado para a emoçao facil. Comercialmente esteve longe do sucesso da Culpa e das Estrelas mas podemos dizer que para um filme sem grandes figuras os resultados ate acabaram por ser consistentes.
Este filme tem objetivos bem definidos principalmente no que diz respeito a procura incansavel da lagrima facil no seu espetador, com uma forma infalivel do fortalecer a relaçao central para a depois chegar ao inevitavel fim. Nesse particular o filme consegue o lado intenso dos primeiros momentos, sendo que a condiçao de ambos acaba por ser um aliado de peso na quimica entre personagens e mais que isso na ligação ao espetador.
No final o filme torna-se num poço lamechas perdendo o lado mais descontraido de alguns dialogos para ser um mar de lagrimas. Este pode ter sido o objetivo do filme, mas parece-me que torna-se demasiado evidente que e um filme para emoçao mais do que para a razão, num tipico filme que vai deliciar os romanticos mas que dificilmente entrara no gosto dos mais racionais.
Ou seja um daqueles filmes de domingo a tarde para os dias de inverno, que nos fica na retina porque a dupla de protagonistas funciona bem e isso acaba por ser meio caminho andado no que diz respeito ao sucesso de qualquer filme romantico. No seguinte acho que o drama e demais para os dias de hoje.
A historia fala de dois jovens com uma condiçao medica grave que em pleno tratamento hospitalar acabam por se apaixonar contudo a proximidade fisica entre ambos podera ser fatal para ambos, pelo que tem de ter uma distancia fisica de segurança entre ambos.
Em termos de argumento a historia de base e romantica e original, mas na sua elaboraçao cai do cliche romantico simplista demasiadas vezes, como o lado descontraido de um dos lados, o artistico do outro, o drama completo complementar acaba por ser demais num filme so.
Na realizaçao Justin Baldoni e um jovem realizador oriundo das comedias, que tem um trabalho simplista, de estudio sem grandes truques nao potenciando mesmo o lado estetico do romance. Claro que um hospital nao e o contexto ideal para a beleza romantico, mas fica a ideia que poderia ter feito mais.
No cast Richardson parece-me um dos bons valores emergentes de Hollywood e neste filme tem as despesas dramaticas do filme, com a intensidade e suavidade que a personagem necessita, sendo mesmo o ponto mais trabalhado do filme. AO seu lado Sprouse, potenciado pelo sucesso de Riverdale, acaba por ter um desempenho proximo da sua personagem de referencia. O melhor do filme e que ambos tem bastante quimica.

O melhor - O desempenho de Richardson.

O pior - O drama a determinada altura é demasiado para um filme so.

Avaliação - C+

Friday, June 07, 2019

All is True

Kenneth Brnaghan e um autor que se dedicou sempre aos trabalhos de Shakespeare, hernando aquilo que Laurence Olivier fez noutro tempo. Neste ano o realizador britanico foi para alem das obras do dramaturgo para realizar e interpretar os ultimos dias do mesmo no seu regresso a terra natal. Em termos criticos este filme teve longe de ser brilhante com avaliações medianas, sendo que comercialmente as coisas estiveram bem longe daquilo que este realizador consegue quando tem estudios maiores consigo.
Sobre o filme estamos num lado mais intimista e menor comercial de Branaghan, temos um cinema de grandes dialogos, dentro da tradição britanica que tenta homenagear o autor entrando na sua vida. O resultado do filme embora quase sempre bem realizado e com um trabalho de caracterizaçao do ator magnifico acaba por se tornar algo monotono, ja que os dialogos sao muitos longos e os planos muito curtos.
Fica a ideia que a historia em si tinha um peso e um significado que o filme nao consegue transmitir aos seus personagens muito por culpa do facto do filme ser demasiado preso as palavras mais do que as ações. E conhecido que o cinema tradicional britanico e parado mas penso que neste caso deviamos ter mais obra, mais reconhecimento do que uma historia demasiado presa.
Fica a tarefa concluida de Branaghan interpretar a personagem historica que definiu a sua carreira, longe de ser o filme mais forte, ou mais polemico sobre Shakespeare, e mais um filme sobre a dinamica final da vida dele, e podera ser pequeno de mais para o que poderia merecer.
A historia fala do dramaturgo que a perder sucesso volta para a sua terra natal e para junto da sua familia, onde tem que conseguir ultrapassar os crises familiares entretanto instaladas e mais que isso o acontecimento do passado que marcou a vida.
Em termos de argumento e um filme dificil pela obra de SHakespeare, pelo lado ficional do filme e mais que isso porque opta por dialogos muito grandes. O resultado nao e coeso com alguns dialogos de primeira linha, embora muito longos com outros pouco realistas.
A realizaçao de Branaghan quer entrar nas personagens aproximando-se da face das mesmas acabando por isso tirar ritmo. Um realizador que ora e tarefeiro de grande estudio ora e um traidicionalista, nao e um realizador de primeira linha embora seja competente.
Na interpretaçao branaghan parece-me um actor em boa forma, embora nunca tenha sido alguem com grande reconhecimento nesta arte. Parece-me bem interpretado o filme, embora o cast tenha alguns problemas da diferença de idades e no realismo que isso tira ao filme.

O melhor - A caracterizaçao de Branaghan.

O pior  - Os dialogos sao demasiado longos

Avaliação - C-

Thursday, June 06, 2019

The Mustang

As ligações entre animais e seres humanos são um dos temas preferidos no cinema de hollywood, quer nas comedias mais familiares quer em dramas que contam historias verdadeiras, como este particular filme sobre a ligação de um cavalo selvagem com um presidiario. Este filme que tem genese nos projetos de base do festival de Sundance foi recebido com criticas positivas e potenciadoras do filme e fruto da ligação dos americanos ao animal em questao, o conhecido Mustang tambem comercial rendeu bem mais do que seriam as expetativas de um filme declaradamente independente.
Mustang e um filme intimista sobre a relaçao de alguem anti social com um animal selvagem, o valor simbolico da relaçao e do crescimento da mesma sempre com as caracteristicas de ambos e bem potenciada num filme de poucas palavras que prefere quase sempre ir a procura da partilha silenciosa entre ambos.
Nao e um filme totalmente original ou uma abordagem estetica diferenciada. Muito pelo contrario, e um filme de procedimentos simples, que perde talvez por esconder demasiado a personagem humana na especificidade da sua condiçao e nao na sua essencia enquanto pessoa. O filme ao passar-se num contexto prisional deveria quem sabe dar mais antena aos outros pontos da vida da personagem que acaba por ficar limitada a ligaçao da personagem.animal.
Por tudo isto Mustang e um filme competente, sem ser brilhante ou diferenciador, acaba por ter uma mensagem positiva e de esperança no lado positivo dos detidos e uma forma diferenciadora de teraria de rebilitaçao nos estabelecimentos prisionais. Fica a ideia que por vezes o filme podia e deveria ser mais arrojado na forma, mas muitas vezes para isso é necessario e meios e quem sabe outro tipo de historia.
O fillme fala de um preso que passou grande parte do tempo em solitaria que acaba por integrar um programa que procura potenciar a ligaçao de personagens com cavalos Mustang para ser vendidos, num treino de ordem e respeito.
EM termos de argumento o filme em termos de mensagem teorica, funciona, na sua potencialidade do argumento parece-me contudo que o adota um estilo demasiado intimista e que isso acaba por pausar demasiado um filme curto, que contudo tem sempre coraçao.
Na realizaçao do filme Clarmont-Tornerre tem aqui o seu filme de estreia depois de ganhar um projeto financiado por Sundance. Neste filme temos uma realizaçao sem grandes riscos onde a maior gloria e a forma selvagem com que nos da a personagem animal. A ver como segue a carreira.
No cast o sublinhando vai para a intensida interpretaçao de Schoenharts um ator que ainda figura numa lista b mas que aqui tem a insenidade e recursos para papeis maiores. Domina o filme bem, numa personagem interessante daquelas que pode sublinhar um carreira.

O melhor - A ligação entre o homem e o animal.

O pior - O filme perde pouco tempo nos outros pontos da vida do personagem.

Avaliação - C+

Saint Judy

Os biopics relacionados com advogados são sempre filmes com registos muito proprios, mas que em termos de filmes de tribunal acabam sempre por nos dar algumas obras de interesse claro. Este foi um pequeno filme que reúne o lado mais intenso dos tribunais, com a questão sempre complicada dos refugiados. Nao sendo um filme com figuras de primeira linha, o resultado critico acabou por ser mediano o que não potenciou aquilo que o filme poderia render. Do ponto de vista comercial a falta de figuras de primeira linha acabou por condicionar e muito o resultado comercial.
Saint Judy é um filme simples, que procura quase sempre o lado mais emocional da historia do que propriamente o lado mais racional. A historia que o filme acompanha tem o lado emocional e mediatico do estado islamico, e da luta pelos direitos das mulheres, mas depois acaba por nem sempre ser bem trabalhado na situação em si, utilizando demasiadas palavras para a descrever mais do que propriamente imagens e isso acaba por diminuir a chama do proprio filme.
E obviamente um filme de segunda linha e isso denota-se mais do que nas situações de tribunal, onde as questões ate podem ser bem trabalhadas, no contexto das personagens e na forma como as mesmas acabam por ser trabalhadas fora da intriga central. Fica a ideia que a homenagem a personagem em si é merecida, mas que o filme poderia ser mais trabalhado e menos novelesco.
Numa altura em que os biopics assumem uma importância fundamental no cinema moderno, fica a ideia que as abordagens devem ser mais diferenciadores para um filme como este se fazer notar. Pese embora tal facto acaba por ser uma boa homenagem a alguém que tem um papel próprio numa altura em que os EUA debate sobre a forma como se devem receber e integrar os estrangeiros.
O filme fala de uma advogada que começa a defender caso de integração de imigrantes nos EUA, e na forma como os mesmos são recebidos pelos países de origem. O filme sublinha uma situação concreta de uma jovem professora que foi alvo de agressões numa prisão.
O argumento do filme é mais emocional e de homenagem a personagem do que propriamente uma historia integrada da sua vida. E um filme que procura muito mais o lado do trabalho e da importancia do feito, do que as razões para o mesmo. Isso funciona pelo menos em metade do trajeto.
Na realização deste filme, Sean Hanish e um realizador experiente mas que nao tinha ate ao momento tido qualquer trabalho de referencia. O estilo do filme é basico, sem risco, ser arte, de um filme que poderia ser propriamente feito para televisão já que nunca tenta potenciar as imagens no grande ecra.
No cast eu acho Monhagan competente, uma actriz com mais que capacidade, intensidade e carisma, na personagem penso que a mesma é feita de uma forma demasiado simplista no filme, nao necessitando de grandes recursos da atriz. A qual tem um trabalho solitario,  ja que os restantes nada arriscam no filme.

O melhor  - A homenagem.

O pior - A forma como o filme nao quer entrar nas diversas dimensões da personagem.

Avaliação - C

Wednesday, June 05, 2019

Booksmart

Nos ultimos anos a critica tem estado atenta a alguns projetos juvenis, em filmes que ao mesmo tempo reunam a irreverencia do cinema adolescenta com uma abordagem mais artistica. nesse sentido e a marcar a estreia como realizadora Olivia Wilde surgiu esta surpresa critica, que conquistou e bem os mais reticentes criticos norte americanos. Do ponto de vista comercial e tendo em vista uma distribuição mediana entre o cinema e o serviço de Streaming Netflix os resultados ate acabaram por ser compententes.
Sobre o filme podemos dizer que na base e mais uma comedia de adolescentes igual a tantas outras, com muitas das particularidades e erros de outros filmes, principalmente na forma como tem diversas personagens cliche absurdas, e mais que isso na formula final do desenlace de uma historia que esta longe de ser original.
Como mais valia diferenciadora o filme tem a abordagem criativa e com uma realização com risco e caracter artistico de Wilde, existem alguns segmentos nao so bem realizados como bem pensados, e alguns dialogos com o caracter indicado e serio que balança com o lado mais efusivo e juvenil do filme, e que acaba por resultar num filme razoavel no seu valor final.
Por tudo isto parece-me que Booksmart nao sendo nem de perto nem de longe um dos melhores filmes de adolescentes que há memoria, algo que muitos apregoam, certo é que é um filme com potencial assumido, em alguns momentos na escrita mas mais que isso na realizaçao geral e principalmente em algumas sequencias deliciosas.
A historia fala de duas amigas, que na noite previa a graduação decidem finalmente ter vida social, numa noite que mais do que uma viagem pelas diversas festas da escola, é um recapitular do passado e futuro de ambas.
Em termos de argumento não é um filme na base muito diferente de outros do mesmo genero. Em alguns dialogos a irreverência funciona em bons momentos, noutros parece-me que o filme torna-se demasiado excentrico e perde a força da mensagem. Em termos comicos o filme tem um estilo muito próprio que nem sempre funciona.
A estreia de WIlde como realizadora tem momentos de um brilhantismo assinalavem, e de um valor artistico muito interessante, que nos deixa com agua na boca para os proximos filmes. Todos os anos alguns actores passam para o lado de tras de camara com eficacia, Wilde podemos dizer sem duvida alguma que passou no teste.
No cast a liderança e entregue a duas jovens quase desenconhecidas que funcionam de forma diferente,Dever parece ser a ancora do filme, ainda que a sua personagem seja mais vistosa, Feldstein que ja tinha chamado a atençao em Lady Bird, parece muito presa aos maneirismos de Jonah Hill num lado feminino o que me parece demasiado ostensivo. Os adultos nao tem grande destaque naquilo que o filme da.

O melhor - Alguns momentos de realizaçao

O pior - Em termos gerais a historia é mais do mesmo.

Avaliação - C+

Tuesday, June 04, 2019

Captive State

As invasões extraterrestres já foram abordadas por diversas e de forma bem diferenciada por todos os generos do cinema. Este ano, sem grandes figuras do cinema surgiu este particular filme, com um estudo mais politico sobre mais uma dessas invasões. Este filme algo dark não foi propriamente bem recebido criticamente com avaliações demasiado medianas, para alguem que na realização tinha potenciado a saga planeta dos macacos. Em termos comerciais os resultados foram desastrosos principalmente pela falta dos atores que levam pessoas ao cinema.
Nos estamos habituados obviamente a um cinema de invasoes de extraterrestres bem diferentes do que temos aqui. Concretamente mais efeitos, mais ação, menos profundidade narrativa e o filme sofre essa falta nos primeiros momentos, porque se torna demasiado monotono e demasiado difuso pelas personagens. Ou seja a forma como se esconde em  mais de uma hora acaba por ser contra producente na ligação das personagens ao filme.
Mas acaba por ser um filme que vai do menos ao mais, o seu twist final funciona e leva com que ficamos com uma boa impressão de um filme diferente, objetivo mas sem grandes truques, um filme mais negro do que propriamente mais espetacular, com os defeitos bem definidos mas com a virtude de um argumento que tem no fim espaço para surpreender e muitas vezes isso já não é facil de acontecer no cinema atual.
Ou seja uma abordagem algo diferente do cinema de ação, uma abordagem que me parece mais introspetiva, menos espetacular mas ao mesmo tempo mais densa. Nao e claramente um filme de primeira linha, mas está longe de ser um registo que não surpreende. Fica a clara convicção que menos personagens e mais coração poderiam dar ao filme mais impacto.
A historia fala de um grupo de pessoa rebeldes, que num momento de dominio e ocupação extra terrestre tentam-se libertar com um plano organizado, o qual acaba por ser contrariado pelos humanos que funcionam como ligação ao poder extra terrestre.
O argumento do filme é inicialmente algo difuso, muitas personagens, diversas intrigas e nenhuma concreta, com o passar do tempo acaba por se agrupar melhor e arranja forma no final para ter um final surpreendente e competente.
Na realização Wyatt surpreendeu positivamente com a sua abordagem a planeta dos macacos mas a sua carreira depois nao foi propriamente brilhante. Gambler falhou em toda a linha, e este filme e demasiado dark para grandes elogios na realizaçao. Parece ter coragem mas necessita de primorar a estetica.
No cast o filme quase nao tem referências para alem de enigmatico Goodman, que funciona bem no seu papel, pala sua dualidade mas no restante o filme sofre a falta de personagens dominantes o que acaba por tornar tudo muito difuso.

O pior - O filme começa demasiado lento e difuso.

O melhor  - O final

Avaliação - C+

Monday, June 03, 2019

The Curse of la Llorona

Conjuring foi sem duvida nos ultimos anos o fenomeno mediatico de terror que teve mais sucesso sendo responsável por sequelas, e spin offs anuais prontos a fazerem render o peixe a um estudio de terror, algo que nem sempre e comum. Este ano surgiu mais uma maldição familiar a longo prazo. Este filme sem grandes estrelas falhou na critica como a maior parte dos Spin Offs da saga o tem feito, contudo comercialmente para um filme sem a força de grandes interpretes os resultados ate acabaram por ser positivos.
Sobre o filme posso começar por dizer que e mais do mesmo, e inacreditavel o numero de filmes que anualmente usam o mesmo guião, alterando ou a forma de filmar, ou o final ja que no restante sao replicas pouco elaboradas uns dos outros e que nos fazem pensar e preferir quem arrisque no genero. A ideia de fica neste filme e de uma praga que veio para ficar com ligações tenues a historia central e basicamente a utilizaçao do mesmo argumento ate a exaustao.
Os dois pontos que poderiam divergir acabam por nao funcionar, desde logo a forma como e filmada, que neste filme acaba por ser de uma forma tradicionalista, sem que a camara muitas vezes seja o apoio necessario ao filme em si, e o final, aberto como sempre não vao os dolares chamarem uma sequela. Em termos de todos os outros pontos tipicos de um filme, nao existe, como personagens uma linhagem narrativa diferenciadora.
Ou seja um filme de terror igual a tantos outros, que daqui a uns tempos nos vamos esquecer por completo a sua existencia ou pelo menos saber diferencia-lo de outros que tenham sido efetuados no mesmo periodo. Contra si tem o facto de abordagem estetica ser tao comum que nem nisso se diferencia de tudo que a serie B da ao terror.
A historia fala de uma familia, onde a mae e assistente social, que apos retirar os filhos a uma mulher consegue a perceber que no seio da sua familia surge uma apariçao que pode levar com ela os seus filhos.
Em termos de argumento ja disse que usualmente estes filmes com algumas especificidades utilizam todos o mesmo guião, e isso e completamente percetivel neste filme. Nao existe personagens, nao existe criatividade na abordagem do guiao e sobre um aborrecido filme de terror.
Na realizaçao temos um desconhecido Michael Chavez que vai ter entregue a si o proximo Conjuring, aqui tem um warm up que esta longe de ser brilhante. No terror a realizaçao e importante e neste filme a mesma nunca consegue se impor.
No cast o terror e pensado para actores menores ou que procurem espaço, Cardelinni teve um bom ano principalmente por Green Book mas neste filme tem um tiro ao lado na carreira com uma personagem inexistente, e que mesmo comparativamente com outras marionetas de terror esta longe de ser brilhante.

O melhor   -  Sabermos tudo o que vai acontecer.

O pior - A forma como se desgasta um genero com este tipo de apostas

Avaliação - D

Saturday, June 01, 2019

Captain Marvel

Mais de uma decada volvida depois do nascimento do universo Marvel a produtora continua a lançar super herois para potenciar ainda mais os seus vingadores. Em 2019 e como warm up para o recordista Endgame surgiu a apresentaçao da alianisna Captain Marvel. Estreano numa altura do ano onde a Marvel usualmente não arrisca certo e que criticamente pese embora avaliações essencialmente positivas esteve longe de ser o maior sucesso da produtora. Comercialmente e muito por culpa da expetativa em torno de Avengers podemos dizer que os resultados fora explosivos como na maioria dos filmes deste mundo criado.
Captain Marvel esta longe de ser o filme mais empolgante ou de nos dar uma super heroina com o carisma dos principais da marvel. COntudo parece claro que tambem em termos de objeto artistico e um filme limitado, que tem algumas curiosidades ligadas ao revivalismo dos anos 90, efeitos especiais de ponta e um argumento redutor, quase sempre dependente de cenas longas de batalhas entre especies.
Parece-me um dos filmes menos trabalhados do mundo Marvel, pelo menos dos mais recentes. Consegue ter a bom simbiose entre o lado de açao, e o lado mais humoristico, mas o filme pese embora tenha uma duraçao curta acaba por ser algo monotono e repetitivo, o que nem sempre e o melhor dos cartoes de visita de um filme de grande publico.
Ou seja nao sendo nem de perto nem de longe o melhor super heroi da Marvel e muito longe de ser o melhor filme, trás-nos apenas a apresentaçao de mais uma ferramente para a batalha de Endgame num filme em cuja a existencia singular esta longe de ser brilhante principalmente comparado com outros filmes individuais de outros super herois.
O filme introduz-nos Vers, uma extra terrestre que acaba por numa operaçao de seguimento inter galatica, e que aterra no nosso planeta, percebendo da existencia de uma ligação anterior com o nosso planeta.
No argumento podemos dizer que se trata de um filme pouco trabalhado quer em termos de argumento , demasiado simplista para o investimento e menos nos viloes pouco ou mesmo nada trabalhado. Funciona em algumas especificidades, nas curiosidades relativas a outros filmes e mais que isso em algum sentido de humor.
Na realizaçao uma aposta de risco numa dupla que esteve apagada nos ultimos anos e que aqui se limita a tarefa minima, bons efeitos, uma realizaçao de grande estudio mas sem grande arte, nao e na realizaçao que o filme ganha uma dimensao propria.
No cast Larson e uma boa escolha, tem carisma funciona no lado comico e principalmente no franchising pode ter um papel importante. Em termos de viloes as escolhas poderiam ser bem mais potenciadas, tendo o lado comico o trabalho de Jackson num Fury mais novo.

O melhor - Aquilo que a heroina pode dar na saga

O pior - O filme individualmente e algo limitado

Avaliação - C

Friday, May 31, 2019

Gloria Bell

Tem sido aos poucos que Sebastial Lelio depois de ter ganho o oscar de melhor filme estrangeiro, tem tentado implementar o seu cinema em Hollywood. Os temas tem sido interessantes embora usualmente me pareça que a opção por fazer remake americanos de produtos seus chilenos poderá não ser a melhor opção para cimentar o seu estilo como realizador. Mesmo com este senão o certo é que o filme acabou por funcionar criticamente com avaliações bastante positivas, já no que diz respeito á resposta comercial do filme para um filme com uma expansão curta os resultados ate foram consistentes.
Sobre o filme podemos começar por dizer que o mesmo tem uma temática bastante assertiva e muito atual, a forma como é dificil reinventar uma vida depois da constituição de familia e a forma como isso pode ser dificil em cada pessoa. Nisso e principalmente nos altos e baixos da personagens o filme mesmo sem grande fogo de artificio é eficaz, mesmo que a determinada altura se deixa algo adormecer com as sequencias a sos de Gloria.
Mas acaba por ser na personagem e na forma como a mesma reage com naturalidade as adversidades que o filme consegue encontrar o seu maior realismo e talvez a sua maior força. nao e um filme que procura o dialogo, procurando mais as sensações. Em termos relacionais é um filme também bem trabalhado na forma como muitas vezes as pessoas se unem sem porquê, e numa situação muitas vezes atual este e um filme sobre uma personagem mais mais que isso um filme sobre uma vivencia cada vez mais comum.
Nao sendo para mim o melhor filme de Lelio e criticando o facto do mesmo ter entrado pelo caminho facil de fazer um remake do seu proprio trabalho, Gloria Bell mais que um grande filme é uma obra consistente sobre algo concreto, potenciado por uma interpretaçao interessante e por uma banda sonora que nos conduz para um saudosismo bem presente na personagem principal.
O filme fala de uma mulher na casa dos cinquenta anos, que com os filhos definidos e divorciada procura divertimento em bares, onde acaba por conhecer um individuo que a leva para a possibilidade de um novo relacionalmento.
No que diz respeito ao argumento o filme funciona melhor na base e na forma do que propriamente nos conteudos especificos onde é demasiado sensorial mais que rico em dialogos ou em desenvolvimentos narrativos surpreendentes. Fica a ideia que o filme esgota muito a personagem central, mas isso nao danifica os propositos essenciais do filme
Na realizaçao lelio e um realizador intimista que gosta de entrar nas personagens e aqui fá-lo outra vez de uma forma competente. Provavelmente ja o vimos com argumentos e historias mais apelativas, mas parece-me um bom valor do cinema global a ter em atençao nos proximos filmes.
O filme tem em Moore a sua ancora, uma actriz intensa, com muitas potencialidades que eleva a Gloria para aquilo que Lelio quer dela, alguem com o equilibrio da idade a procura de algo mais. Fica a ideia que uma expressao mais emocional da personagem poderia potenciar uma interpretaçao mais vistosa, mas tambem fica a ideia que o filme acaba por nunca querer isso.

O melhor - A forma como a personagem mistura a maturidade da idade, com a procura de uma nova adolescencia.

O pior - Nao sou adepto de remakes de obras proprias

Avaliação - B-

Monday, May 27, 2019

Us

Jordan Peele surpreendeu por completo o mundo do cinema em 2017 com o seu criativo e original Get Out, reformulando por completo o mundo do cinema de terror. Dois anos depois da surpresa globar surge o filme seguinte, no mesmo genero, com enorme expetativa, surgiu este Us. Criticamente novamente Jordan Peele convenceu com avaliações bastante positivas ainda que ligeiramente inferiores a Get Out. Comercialmente Jordan Peele teve um enorme sucesso que o torna num dos mais lucrativos realizadores de terror.
Eu confesso que fiquei mais surpreendido do que deslumbrado com Get Out, embora me pareceça que tenha sido a pedra no charco de qualidade do cinema de terror. Este Us consegue novamente nos surpreender, quer com a ideia original e criativa de base, mas acima de tudo na capacidade que tem de fazer das personagens e das suas interpretaçoes o epicentro de todo o terror.
Não é um filme com grandes truques, embora o argumento e principalmente o seu twist final seja algo reboscado e forte do ponto de vista do argumento, o filme funciona acima de tudo sustentado em dois elementos que são tratados com todo o brilhantismo. Num primeiro ponto de destaque as interpretaçoes e as caracterizaçoes, e num segundo plano a excelente realização de terror de Peeele, fazem deste filme um dos melhores produtos ate ao momento deste ano, e a sensaçao que estamos perante uma mente brilhante no mundo do terror.
Mesmo com as expetativas elevadas, fruto do sucesso de Get Out Peele consegue convencer num filme dificil, original, nem sempre de compreensão facil, mas que deixa o espetador agradado em todas as suas componentes individuais e gerais de observação. O risco faz muitas vezes os cineastas crescer e Peele esta em franco crescimento num espaço que existia por ocoupar em Hollywood.
Em termos de argumento o filme fala de uma familia que inicia as ferias quando percebe que do lado exterior da casa se encontram sosias de cada um dos seus elementos contudo com objetivos bem distintos, concretamente matar tudo e todos, iniciando um jogo do gato e do rato.
Em termos de argumento o filme tem uma base e um corpo muito bem escrito e extremamente original. Em termos de preenchimento de espaços o filme pode ser menos trabalhado, mas o excelente final tem que nos fazer avaliar este argumento como muito forte para os intuitos do filme.
Se existe coisa que funciona bem em get OUt e aqui se repete e a forma original com que Peele filma os seus interpretes dando-nos o que de melhor tem em termos intepretativos numa simbiose completa. Este filme acaba por ser mais uma vez extraordinario, e demonstra que Peele e neste momento o Sr. Terror.
No cast Peele faz de novo com Nyongo o que fez com Kaluya, potenciar ao maximo uma interpretação simplista num trabalho incrivel. Nyongo tem um excelente papel duplo, diferente mas que funciona quer no lado interpretativo quer no lado estetico do filme. Um daqueles filmes que vale por tudo mas que a interpretaçao central e a cereja no topo do bolo. Se fosse lançado noutro periodo poderiamos estar aqui a falar de uma interpretaçao nomeavel para os premios.

O melhor - A forma com Peele consegue inventar um terror com argumento original.

O pior - Em alguns espaços o filme é demasiado direcionado ao ponto do terror simples.

Avaliação - B+

A Madea Family Funeral

Tyler Perry tornou-se nos ultimos anos num icon da novela afro americana, mas tambem no bombo da festa dos criticos mais especializados. A sua personagem Madea ao longo do tempo foi colecionando criticas muito negativas mas tambem resultados comerciais satisfatorios que foram prolongado a continuidade da personagem nas mais diversas situações. Este ano surge a situação do funeral. O resultado critico foi o usual em filmes de Tyler Perry ou seja negativo. No que diz respeito à componente comercial novamente Madea resultou, e o anunciado ultimo episodio pode mesmo nao o ser.
Sobre o filme temos que diferenciar a historia em duas componentes distintas, o lado dramatico familiar do emaranhamento relacional entre diversas personagens, onde o filme em momento algum resulta, com dialogos de pessima qualidade, que mais que tudo acabam por tornar tudo num melodrama sem coerencia e sem sentido, com personagens completamente mal trabalhadas.
O segundo ponto é o lado comico com as personagens criadas e interpretadas por Perry, aqui o filme tem um estilo muito proximo daquele que deu sucesso a Eddie Murphy sem o sucesso do mesmo. A personagem Joe vai tendo alguns momentos interessantes, mesmo que o restante seja quase sempre pouco trabalhado e muitas vezes sem graça repetida.
nao sabemos se vai ser ou nao o ultimo filme da badass Madea, mas ao longo do tempo e mesmo colecionando filmes de qualidade mais que duvidosa o registo foi-se mantendo e comercialmente Perry foi obtendo neste estilo de filme os seus maiores lucros. Este nao sendo dos piores filmes da saga está longe de ser minimamente compentente.
A historia segue as personagens do costume, as quais se deslocar à casa de uns parentes para o funeral de um individuo, acabando por encontrar uma familia onde todos se relacionam com todos com diversos conflitos latentes que a morte do patriarca vai colocar a nu.
Em termos de argumento Perry funciona ligeiramente melhor a escrever pontos comicos do que o seu melodrama telenovelesco. Neste segundo ponto temos dialogos dignos de sátira frequente devido ao seu caracter inexistente. Em termos comicos pese embora seja demasiado repetitivo por vezes funciona.
Perry como realizador esta longe de ser competente, limita-se ao estilo de telenovel e pouco mais. E um realizador odiado pela critica mas que se conforma com um estilo que esta longe de ser apelativo.
Tambem no cast Perry pouco ou nada arrisca, ele encarna as personagens comicas do filme, onde algumas funcionam melhor do que outras, desde logo pela base das mesmas e nos secundarios um conjunto de atores afro americanos de segunda linha cujo o filme nao exige de particularmente dificil.


O melhor - Algumas piadas da personagem Joe.

O pior - O argumento dramatico do filme.

Avaliação - D+

Friday, May 24, 2019

Charlie Says

Charles Manson é uma pessoa proibida ao longo do tempo para o cinema norte americano pela horror causado pelo seu grupo, foi sempre considerado aquele que o seu nome não se poderia pronunciar com receio que devotos florescessem. Apos a sua morte Hollywood parece ter acordado para o temivel psicopata e surgem os primeiros registos sobre a vida ou aspetos da vida do mesmo. Um desses filmes pela mão de Mary Harron realizadora de American Psycho foi este filme sobre a sua "familia". Os resultados criticos do filme não foram entusiasmantes com uma mediania que não lhe deu o destaque necessario, sendo que comercialmente o facto de não ter um elenco de primeira linha acabou por condicionar o resultado comercial do filme.
Charlie Says e um filme que mais que qualquer coisa tenta entrar nas dinamicas do grupo de Mason mais que explicar a personagem em si. E neste particular o filme tem um razoavel sucesso na forma como nos dá um grupo de pessoas a deriva, procurando orientaçao, e uma personagem central cujo carisma conduz quase a um endeusamento perigoso. Nessa construçao o filme é eficaz sem nunca no entanto conseguir ser brilhante.
Do ponto de vista factual o filme não é tal interessante, principalmente na forma quase suavizante dos homicidios provocados e do terror causado, na forma como tem um principio quase desculpabilizador dos praticantes dos homicidios e talvez por centrar demasiado o filme nos elementos femininos perdendo rasto do elemento masculino central.
Fica uma boa construção da personagem de Mason com os maneirismos conhecidos, e a sua loucura, a forma como a sua familia se construiu e a noçao que pode ter sido um principio interessante para que no futuro tenhamos um filme que retrate com mais arte o que realmente aconteceu naquele momento.
A historia fala de um grupo de jovens que se une a um culto em torno de Charles Mason, acabando por conduzir ao assassinato a cru de diversas pessoas. Sendo que o filme acaba tambem por procurar as personagens no pos homicidio com as mesmas ja detidas.
O argumento do filme tenta na minha opiniao ir longe de mais ao ter foco no antes e depois dos homicidios, um filme mais centrado numa dessas partes poderia ser mais competente ou mesmo mais empolgante. O melhor do argumento e a caracterização do grupo e a evolução das personagens dentro dele.
Mary Harron e uma realizadora de segundo plano que teve a sorte ou a competencia de conseguir como poucos dar-nos uma adaptaçao literaria de primeiro nivel com o seu American Psycho. Desde então pese embora tenha por diversas vezes tentado novos registos polemicos, nunca obteve o mesmo sucesso, tendo acabado mesmo na televisao. Aqui temos uma realização simplista quase ao ritmo de telefilmes que não vai dar folego a uma carreira em claro abrandamento.
No cast Smith teve a cargo a dificil tarefa de encarnar Mason e fá-lo com eficacia, com carisma e maneirismos interessantes, numa escolha que nos parece feliz. O ator domina o filme, sendo que no lado feminino jovens atrizes oriundas de series famosas, que dao o lado de inocencia transformada mas pouco mais.

O melhor - A escolha de Matt Smith

O pior - O filme não ser cru nos factos concretos centrais.

Avaliação - C+

Monday, May 20, 2019

Slaughterhouse Rulez

Nick Frost e Simon Pegg são talvez a dupla mais mediatica da comedia britanica no que diz respeito a setima arte. Depois de diversos filmes juntos, resolveram recentemente fundar uma produtora, que tem neste filme a sua estreia. Ao contrario dos melhores filmes da dupla este foi um autentico floop critico com avaliações bastante negativas. Potenciado quem sabe por esta recepção também comercialmente acabou por nao ter grande visibilidade com resultados praticamente inexistentes.
A comedia da dupla Pegg Frost nao é nem nunca sera obvia, mas usualmente funciona junto das pessoas. O problema deste filme para alem de uma excentricidade gratuita que retira muita objetividade ao filme acaba por ser o gritante facto de nunca, mas mesmo quase nunca ser engraçado, pese embora o estilo de colegio rigido até me pareça uma boa base para um filme como este.
O problema e quando o filme entra no fantastico com uma serie de seres sanguinarios e que transforma o filme numa luta pela sobrevivencia. Ai o filme perde o norte em dois sentidos, na forma como nao consegue ser mais que um filme de açao idiota e pior que isso como mesmo sendo idiota nao consegue nunca ter graça.
Por tudo isto parece facil considerar mais que alguma coisa esta comedia como um claro ato falhado, de uma historia que apenas tem um colegio esteticamente interessante como base, ja que depois quase nada funciona, mesmo reunindo em seu torno uma serie de actores de primeira linha.
A historia fala de um jovem que acaba por ingressar num colegio de topo mas que se depara com o pior dos seus medos, que fica bem pior quando se descobre de um ataque de uns seres desconhecidos aos alunos e funcionarios da escola, o que conduz a uma luta pela sobrevivencia.
Se existe coisa que habitualmente Pegg e Frost tem e graça e neste filme nao o conseguem ter em momento algum. O inicio até alimenta expetativas mas depois tudo se gora numa especie de filme comedia de terror com pouco sentido e pior que isso com pouca graça.
Na realização Mills tem aqui o seu trabalho mais visível depois de uma passagem quase desconhecida por outros departamentos. O filme tem meios para ser vistoso, mas nunca consegue ultrapassar uma abordagem demasiado simplista. Ficara sempre o filme mais associado a dupla de produtores do que um realizador que na essencia ninguem conhece.
Nao e um filme que exija muito dos seus interpretes pese embora reuna dois jovens actores com algum talento, mas que neste filme nunca sao realmente colocados a prova. Nos secundarios Pegg e Frosto nos registos habituais e nada mais.

O melhor - O espaço fisico do colegio

O pior - A falta de graça em algum momento do filme.

Avaliação - D

Greta

Neil Jordan já foi um dos realizadores no centro do universo cinematografico, contudo nos últimos anos foi perdendo fulgor dai que este thriller tenha surgido quase de forma aninima, pese embora tenha conseguido uma distribuição wide. Em termos criticos o filme acabou ter uma recepção mediana que é longe do que de melhor conseguiu Jordan na sua carreira. Comercialmente para um filme que conseguiu distribuição wide o resultado ficou muito aquem do esperado.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem dois aspetos diferenciados, se a personagem central de Huppert funciona com a intensidade necessária a uma historia como esta, tudo o resto e claramente inferior, típico de um filme de adolescentes de segunda linha com personagens pouco ou nada trabalhadas, e mais que isso numa linhagem narrativa previsivel, que acaba por nao dar ao filme o caracter surpresa que desse outro folego ao filme.
Mesmo assim temos um filme que ate consegue criar um espectro de stalking muito interessante, mas que depois ao tornar o filme num policial de serial Killer o filme vai perdendo força tornando-se num terror de segunda linha. Tambem na construçao da personagem central parece-me que o filme exigia mais drama, mais intepretaçao e maior força da personagem.
Ou seja um thriller que vale muito pelo lado negro do mesmo, longe do que de melhor ja se fez neste tipo de registo, quer do ponto de vista narrativo, mas principalmente do ponto de vista estetico parece-me que poderia ser um filme mais noir, sem o peso adolescente do lado bom da medalha. Nunca se consegue encontrar no filme o lado mais negro de Jordan e isso acaba por tornar o filme na maior parte da sua duração bastante vulgar.
A historia fala de uma jovem que apos encontrar uma mala perdida no metro, acaba por estabelecer uma relação com a sua dona, uma viuva solitaria que vai pedir mais deste contacto do que propriamente a jovem esta disposta a dar.
Em termos de argumento o filme começa bem, principalmente na fase do stalking e quando tenta entender as duas personagens. Quando se torna um argumento serie B o filme perde maturidade e torna-se num registo corriqueiro pouco ou nada interessante.
Jordan e um realizador que muita gente ja considerou de topo em Hollywood, principalmente depois de Jogo de Lagrimas. Nos ultimos tempos perdeu dinamica e fama e aqui temos um filme com algum conceito de autor mas pouco imponente no resultado final.
No cast Huppert da ao filme a intensidade perfeita que o filme exige, dominando a tela do primeiro ao ultimo minuto. Ao seu lado Moretz nao esta a crescer bem como atriz e neste filme acaba por exibir essas mesmas dificuldades, perdendo totalmente para Monroe.

O melhor - A intensidade e presença de Huppert

O pior - A forma como o filme se transforma num serie B na fase final

Avaliação - C

Friday, May 17, 2019

The Professor and Madman

Se há cerca de uma decada surgisse um projeto que conetasse Mel Gibson e Sean Penn o mesmo seria alvo de grande euforia pelos especialistas. Contudo a carreira de ambos nos ultimos anos teve longe de ser a de maior sucesso dai que este filme estreou em cinemas selcionados com pouco fogo de artificio mesmo que contasse a historia da elaboraçao do primeiro dicionario. Criticamente as coisas correram moderadamente bem num biopic de uma historia claramente relevante. Por sua vez comercialmente a pouca distribuiçao do filme conduziu a resultados quase invisiveis para um projeto que ate teve um custo elebado.
E obvio que a curiosidade e o imaginario faz-nos prespetivar que a funçao de elaborar o primeiro dicionario nao tenha sido facil, e ainda mais nos surpeende quando percebemos que tudo teve a coordenaçao de uma pessoa que dedicou a vida a essa tarefa. Nesse particular o filme cumpre com algum academismo tipico de filmes de ligaçao britanica, mas que acaba por ficar bem na historia que o filme quer contar.
Do outro lado temos o louco, um ex-policia que acabou por elouquecer e que vai ser peça fundamental na elaboraçao do trabalho. Aqui o filme e principalmente Sean Penn entram diversas vezes num overacting que acaba por na minha otica nao ser produtivo num filme academico, pois cria uma atomesfera de drama pessoal que tira algum carater narrativo ao filme.
Ou seja nao sendo uma obra prima temos um filme que vence pela factualidade que transmite, por conseguir encaixar a relaçao entre um academico de excelencia e um preso por loucura, mas que me parece que nunca consegue diluir as duas historias do filme numa so congruente.
A historia fala de um estudioso da lingua que e contratado por a universidade de oxford para reunir os conceitos das palavras utilizada na literatura britanica, uma tarefa herculica que fica mais facilitada com a entrada em jogo de um criminoso preso por loucura.
Em termos de argumento temos um filme simplista na forma como nos tras o feito historico e menos funcional na forma como nos da o lado da loucura da personagem de apoio. Tambem nem sempre me parece abil a reunir os generos e mesmo as personagens.
Na realizaçao Safinia e um auxiliar tipico de Gibson que tem um trabalho academico com principios tradicionais britanicos. Nao e propriamente um trabalho vistoso ainda que funcional num realizador que tenta aqui soltar os primeiros passos.
No cast Sean Penn e um excelente ator mas nos ultimos anos tem estado longe da produtividade de outro tempo e aqui isso é bem patente, numa personagem vistosa mas que me pareçe que o ator leva sempre ao exagero maximo, tentando que saia muito mais vistoso do que na realidade necessitava. Gibson nunca foi um ator de primeiro plano e aqui isso tambem e visivel..

O melhor - A historia do merito que o filme conta.

O pior - Nem sempre as duas historias encaixam bem no filme.

Avaliação - C+

Country Wine

O Saturday Night Live ao longo da sua duração foi sendo um trampolim para o cinema de muitas figuras quer masculinas, quer femininas. Algumas dessas figuras mas também outros elementos de escrita da serie juntaram-se agora em 2019 numa especie de road show feminino produzido para a netflix. Em termos criticos esta reunião de amigas resultou medianamente em termos criticos, já comercialmente sendo o barometro da netflix sempre dificil de apurar não é neste filme que as circunstancias mudam, ja que o mesmo pelo menos internacionalmente não adquiriu grande mediatismo.
Sobre o filme podemos começar por referir que se trata na sua génese de um tipico road movie com diferentes personagens com um passado comum, numa tentativa de festejarem a amizade. O filme tem um principio interessante de colocar em choque conflitos individuais de personagens num plano grupal. COntudo o filme acaba por falhar na tentativa de ser uma comedia com o carimo SNL e acaba por se tornar muitas vezes absurda e com um humor fisico que na maior parte das vezes nem graça consegue ter.
Fica a ideia que a base do filme poderia ser funcional, mas que no preenchimento a mesma acaba por não ter propriamente o efeito desejado principalmente em termos humoristicos, fica a ideia que o filme tenta sempre ter graça mas que na verdade nunca o consegue fazer, muito por culpa de personagens demasiado centradas nas suas excentricidades do que nos apontamentos que personalidade que poderiam funcionar nas relaçoes.
Ou seja um claro filme que funciona bem mais pelas paisagens e pelo conceito viniculo do que na historia em si, uma propaganda de dimensão as interpretes que provavelmente as mesmas em momento algum conseguem ter mas que fica com clara ideia que a reunião foi uma experiência bem melhor para as interpretes do que propriamente para o espetador.
A historia fala de cinco amigas que decidem passar um fim de semana prolongado juntas, numa aldeia vinicula, de forma a festejarem o aniversario de uma delas. com o passar do tempo as diferenças de personalidade e do percurso de cada uma delas começa a conduzir a conflitos entre todas.
Em termos de argumento ate podemos considerar que a ideia e aceitavel e tinha objetivos nobres, mas como comedia o filme simplesmente nao existe porque nao consegue ser em nenhum momento engraçado, numa especie de sexo e a cidade sem marcas de luxo.
Na realizaçaão deste filme temos a protagonista Amy Pohler, uma estrela da comedia inglesa que tem aqui a sua estreia em longas metragens. Ate escolhe bem o contexto fisico onde o filme acontece mas depois não tem rasgo para diferenciar o filme de outras comedias simplistas.
No cast podemos dizer que nenhuma das protagonistas ou comediantes esta ao nivel mais forte, primeiro porque o argumento não favorece as interpretaçoes e as personagens e depois porque fica a ideia que o filme quer ser um momento de diversao entre as interpretes mais do que uma interpretaçao em si.

O melhor - O espaço contextual fisico do filme.

O pior - A falta de graça de uma especie de comedia

Avaliação _ D

Tuesday, May 14, 2019

Pet Sematary

Stephen King é uma dos figuras mais incontornaveis do terror literario, sendo que algumas das suas obras deram origem a alguns dos mais conceituados filmes de terror da historia. Numa altura em que as ideias em Hollywood já tiveram melhores dias, surgiu o remake deste filme sobre o poder de um terreno e sobre o regresso a vida. Esta nova adaptação não foi propriamente um sucesso critico com avaliações essencialmente medianas. Comercialmente, para filmes de terror podemos dizer que o resultado foi mais consistente do que propriamente brilhante.
Sobre o filme podemos começar por dizer que temos uma historia de terror fantastico, bem articulada, bem montada e que acaba por ter o peso da morte bem presente o que acaba por funcionar em alguns momentos. O seu caracter fatidico embora seja um truque muito utilizado no cinema de terror convencional acaba por encaixar bem na forma como o filme quer da a sua imagem mais negra.
Se nestes pressupostos o filme até vai funcionando bem, parece-me claro que o mesmo em termos de execução simplista do terror deveria ir mais longe, apenas a espaços o filme consegue ter o impacto visual necessario nos filmes de terror e o seu final acaba por ser algo previsivel com a evolução natural da historia. Fica a ideia que o filme deveria ser bem mais intenso nas suas caracteristicas centrais.
Por tudo isto é facil perceber que estamos perante um daqueles filmes que é um remake simplista do que ja tinha sido feito, a historia tem algumas potencialidades que são aproveitadas, principalmente na dimensao da personagem central e nos seus conflitos internos, mas ao mesmo tempo parece ser uma historia vulgar no contexto do terror atual.
A historia fala de uma familia com uma ligação intensa com a morte, que se muda para uma nova residência onde acabam por perceber que um terreno próximo da mesma tem propriedades de retornar a vida algo morto.
Em termos de argumento temos um filme simples, com um procedimento narrativo preparado para o seu final. nao e daqueles filmes de terror para potenciar grandes sustos funcionando mais com o fatalismo do inevitavel. Nao sendo um grande argumento tem algumas potencialidades principalmente na personagem central.
Na realizaçao deste remake uma dupla de realizadores que tiveram o seu maior projeto nas mãos sendo alguem ligado ao terror. Fica a ideia que o filme poderia e deveria ter mais impacto visual, mas parece-me feito por alguem que sabe o que quer do genero.
Em termos de cast o terror nunca e uma tipo de filmes que potencie em demasia as interpretaçoes e aqui tambem nao o faz, Clarke tem a intensidade que a sua personagem necessita e domina um filme onde os secundarios sao muito menos trabalhados.

O melhor - A personagem central

O pior - Visualmente o filme é demasiado neutro

Avaliação - C

Tuesday, May 07, 2019

Little Woods

O cinema independente é muitas vezes utilizado por estrelas em ascensão para se potenciar num cinema mais diferente mais dramático em busca do reconhecimento enquanto interpretes mais do que estrelas. Thompson e James são duas figuras em clara ascensão que se reuniram neste pequeno filme. Criticamente o filme resultou nos diferentes festivais no qual o filme estreou com avaliações essencialmente positivas. Em termos comerciais, tirando o possível valor comercial das estrelas o filme nunca foi pensado para grandes resultados.
Sobre o filme temos o tipico drama de vida independente que nos da o lado da sobrevivencia ao limite de duas irmas no sentido de tentarem dar o melhor uma a outra. O filme tem esse lado vinculativo que funciona bem, principalmente na forma como as personagens se cruzam na dificuldade, mesmo que nem sempre o filme seja potenciado ao seu nivel maximo de conflito e de dramatismo naquilo que nos dá.
O problema do filme acaba por ser semelhante a maioria dos filmes deste âmbito ou seja a incapacidade que o mesmo tem de potenciar ritmo, o filme parece sempre adormecido e com uns planos repetitivos, o que acaba por não dar o lado de mais entertenimento ou pelo menos de maior ligação ao espetador que muitas vezes dramas como estes devem ter.
Ou seja um claro filme menor, que se percebe a introdução de duas caras bonitas de sucesso em hollywood em registos mais interpretativos e dramaticos mas que esta longe de ser um filme que chama a atenção, mesmo que seja uma narrativa de vida interessante e que espelha bem as dificuldades existentes em algumas vidas.
A historia fala de duas irmãs que se apoiam numa fase de vida bastante complicada para uma delas, o que conduz a passagem para o outro lado da lei.
Em termos de argumento estamos longe de ter uma historia criativa potenciada, mas sim, um filme com base solida mas que nem sempre consegue potenciar um interesse maximo. Fica a ideia que o filme poderia ter mais risco ou mesmo mais ambição numa abordagem mais diferenciadora.
A realizaçao do filme a cargo de Nia DaCosta é simplista quase sempre optando por planos escuros tem um contexto independente que o filme quer ter e isso acaba por ser natural do filme. nao e nestes registos que se criam carreiras mas pode ser um bom principio.
Estamos habituados a ver Thompson e principalmente James em papeis mais mediáticos embora com grau de dificuldade menor. Ambas funcionam melhor em simbiose neste filme do que individualmente em registos mais arriscados mas longe de terem grau de dificuldade elevado.

O melhor - A forma como a dupla protagonista funciona na relaçao

O pior - O filme deixa-se adormecer no seu caracter circultar

Avaliação - C+

Monday, May 06, 2019

The Last Summer

A comédia de adolescentes foi desde os primórdios do cinema um estilo de cinema que os diferentes estudios foram potenciado ao longo do tempo, pese embora ultimamente seja um registo em claro desuso. A Netflix no seu ritmo elevadissimo de produçao e acima de tudo aproveitando a proximidade de alguns dos herois das suas series juvenis acabou por lançar este filme sobre ferias de verão, com resultados criticos mediocres pese embora me pareça que principalmente junto dos mais adolescentes o filme comercialmente possa resultar.
O estilo do filme e simplista um conjunto de estudantes em férias de verão numa epoca de pre entrada da universidade numa altura em que muito das vidas deles pode alterar. Mais que um filme sobre uma epoca de indefiniçao o filme acaba por rapidamente se tornar num filme sobre relações em diferentes estadios nunca aproveitando o que a indefiniçao futura poderia provocar, tornando-se num cliche juvenil mais do que outra coisa qualquer.
Se em termos de intriga relacional me parece que o filme cai em demasia no estilo de cinema de domingo a tarde do ponto de vista humoristico que poderia dar um teor mais ligeiro ao romantico por si so o filme nao existe o que acaba por tornar tudo numa novela para adolescentes do sexo feminino e nada mais.
Numa altura em que a NEtflix tenta encontrar um espaço de eleiçao no mundo do cinema pode-se compreender que por vezes queira-se tocar num publico que lhe tem sido fiel principalmente na forma como tem tornado novamente serie juvenis como series de sucesso, contudo fica a ideia que esta ideia e demasiado obvia e gasta para ter em si qualquer tipo de destaque particular.
A historia fala de uma serie de pessoas no ano de transição do liceu para a faculdade que acabam por vivenciar diferentes experiencias amorosas antes de um verão que aleteraria para sempre a vida de cada um.
O argumento do filme e do mais basico dos ultimos tempos, quer no formato com diferentes historias quer no desenvolvimento de cada uma das relações que o filme quer potenciar, quer no protagonismo exclusivo do romantismo quando poderia ter a presença de outros ingredientes como o humor.
Na realização Bindley é um veterano produtor de filmes cliche que nos ultimos tempos tinha estado dedicado em exclusivo a produçao. Neste filme o estilo de diversas personagens com um tema em comum que tantos filmes ja nos deu embora a maior parte do tempo sem grande sucesso. percebe-se aqui a razão da paragem tao longa.
No cast uma serie de atores recolhidos de algumas series de maior sucesso da Netflix e nao so, ou seja pessoas conhecidas dos adolescentes e pouco mais em papeis proximos daqueles que lhe deram sucesso.

 O melhor - E um filme sobre uma epoca total de indifinição.

O pior - A forma como o filme nunca consegue ser minimamente original ou engraçado

Avaliação - D+

Friday, May 03, 2019

Fighting With My Familly

O Poder de Dwayne Johnson ultimamente em hollywood tem aumentado a olhos visto ate ao momento em que muito mais que um actor acaba por ser uma estrela global a todos os niveis, sendo que neste filme temos o seu lado enquanto produtor. Num filme que entra dentro do mundo do Wrestling, a origem de The Rock, temos um filme que conseguiu avaliações criticas interessantes que potenciaram que posteriormente um resultado comercial assinalavel principalmente se tivermos em conta que foi um filme que inicialmente teve uma distribuição reduzida.
SObre o filme temos uma comedia familiar de costumes que passa grande parte do tempo a nos descrever situações que de alguma forma nos caracterizam as personagens com um lado emotivo e de coraçao que acaba por funcionar bem melhor do que o lado humoristico, alias este ponto acaba por ser o mais estranho no filme, fica sempre a sensação que o filme quer ter mais graça do que aquela que na realidade acaba por ter.
O lado familiar do filme e o que de melhor funciona a simbiose entre as personagens centrais na sua excentricidade e mais que isso na sua ligaçao acaba por ser muito bem trabalhada no filme, muito por culpa de "bonecos" bem criados ou mais que isso por culpa de um ritmo interessante principalmente no lado mais britanico do filme, por sua vez quando o filme e mais americano parece-me ter mais dificuldades.
Ou seja um daqueles filmes que se ve bem em familia, uma historia de vida associado ao Wrestling que me parece importante de trazer ao cinema, e que ate ao momento pouco ou nada tinha sido feita, num desporto e espetaculo que muitos seguimos mas que pouco na realidade sabemos de onde vem aquelas personagens.
A historia fala de uma familia de fas de Wrestling e praticantes que vem a sua filha a entrar num mundo do Wrestling americano e de toda a fama adjacente ao mesmo, num desafio que vai colocar em causa toda a coesao da familia.
No argumento parece-me que a historia e interessante, bem contada, mas que o filme tem dificuldade em encontrar o balanço certo no que diz respeito ao humor, parece sempre querer mais do que nos da e isso nem sempre funciona no filme.
Na realização Merchant e um actor de comedias ingles conhecido que tem aqui a sua maior prova de fogo atras da camaras com algum sucesso principalmente no lado que e mais proximo de si ou seja na forma como o filme e a comedia britanica bem mais do que a americana.
No cast o peso do filme esta em dois jovens actores que funcionam bem juntos e individualmente no filme em papeis nao muito dificeis Pugh esta num momento de afirmaçao e parece-nos ser um dos proximos casos serios do cinema, Lowden tem mais impacto no filme, mas parece-me numa fase menor do desenvolvimento da carreira. Os secundarios dao a estes o suporte necessario.

O melhor - O lado britanico da comedia.

O pior - O filme ter ambiçao de ter mais graça do que realmente tem.

Avaliação - C+

Thursday, May 02, 2019

Storm Boy

O cinema australiano é prodigo em lançar para hollywood figuras de referência na interpretaçao os quais muitas vezes tem uma escola de cinema mais intimista tipico daquele pais. Este ano surgiu este intimista filme sobre relações entre pessoas e animais, pensado para pequenos festivais este filme conseguiu avaliações especializadas essencialmente positivas, contudo insuficientes para levar para niveis mais elevados de mediatismo. Em termos comerciais um filme com pouco potencial neste aspeto com resultados quase rudimentares.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo é ternurento na forma como potencia ao maximo a relação das personagens mais pequenas com animais e natureza, o que acaba por dar ao filme uma mensagem de esperança e de convição que muitas vezes não está presente na maioria dos jovens de hoje em dia. Mas se este ponto mais ideologico acaba por funcionar em termos de impacto e de ritmo o filme não é tão brilhante principalmente pela toada demasiado lenta e algo repetitiva principalmente na historia passada que o filme nos dá.
Fica a ideia que o lado familiar do filme deveria ter uma intriga com mais avanços e recuos, um filme que tivesse um foco de conflito que acabasse por resultar num impacto mais claro da mensagem, mas sabemos que principalmente o cinema australiano gosta de filmes mais silenciosos, mais introspetivos e isso acaba por fazer o filme perder algum do seu contexto mediatico que uma historia como esta poderia ter.
Em suma um filme familiar com caracteristicas independentes que transmite e bem uma mensagem positiva, mas que como obra de referência acaba por ser demasiado adormecido. E inconstestavel que o filme consegue nos dar alguns momentos emotivos e ternurentos da personagem infantil central, mas ao mesmo tempo parece demasiado telecomandado para a vulgaridade principalmente na sua mais que previsivel conclusao.
A historia fala de um alto quadro de uma empresa que tem de fazer uma escolha que podera colocar em causa uma reserva ecologica, acabando por junto com a sua neta com preocupações ecologicas se recordar da sua infancia e da sua ligação a biosfera.
Em termos de argumento temos um filme que me parece essencialmente ideologico e que acaba por descuidar um pouco os elementos narrativos como personagens mas essencialmente os dialogos. O filme tinha espaço para mais nervo, sem que isso condicione a importancia da sua mensagem.
Na realizaçao Shawn Seet tem uma trabalho bonito, principalmente na forma ternurente com que associa as personagens aos animais. Nao e um trabalho de dificuldade elevada nem um registo que nos deixe na retine o trabalho de realizaçao, mesmo que na sua essencia ele seja funcional.
No cast dois actores australianos conhecidos em fase de carreira diferentes dao ao filme o lado mais dimensional que este acaba por narrativamente nunca ter. Rush é sempre competente na sua formula, Courtey é uma agradavel surpresa num registo algo diferente que o habitual.

O melhor - O lado ternurento da ligação entre o homem e o animal.

O pior - A forma como o filme acaba por se adormecer diversas vezes.


Avaliação - C+