Friday, May 31, 2019

Gloria Bell

Tem sido aos poucos que Sebastial Lelio depois de ter ganho o oscar de melhor filme estrangeiro, tem tentado implementar o seu cinema em Hollywood. Os temas tem sido interessantes embora usualmente me pareça que a opção por fazer remake americanos de produtos seus chilenos poderá não ser a melhor opção para cimentar o seu estilo como realizador. Mesmo com este senão o certo é que o filme acabou por funcionar criticamente com avaliações bastante positivas, já no que diz respeito á resposta comercial do filme para um filme com uma expansão curta os resultados ate foram consistentes.
Sobre o filme podemos começar por dizer que o mesmo tem uma temática bastante assertiva e muito atual, a forma como é dificil reinventar uma vida depois da constituição de familia e a forma como isso pode ser dificil em cada pessoa. Nisso e principalmente nos altos e baixos da personagens o filme mesmo sem grande fogo de artificio é eficaz, mesmo que a determinada altura se deixa algo adormecer com as sequencias a sos de Gloria.
Mas acaba por ser na personagem e na forma como a mesma reage com naturalidade as adversidades que o filme consegue encontrar o seu maior realismo e talvez a sua maior força. nao e um filme que procura o dialogo, procurando mais as sensações. Em termos relacionais é um filme também bem trabalhado na forma como muitas vezes as pessoas se unem sem porquê, e numa situação muitas vezes atual este e um filme sobre uma personagem mais mais que isso um filme sobre uma vivencia cada vez mais comum.
Nao sendo para mim o melhor filme de Lelio e criticando o facto do mesmo ter entrado pelo caminho facil de fazer um remake do seu proprio trabalho, Gloria Bell mais que um grande filme é uma obra consistente sobre algo concreto, potenciado por uma interpretaçao interessante e por uma banda sonora que nos conduz para um saudosismo bem presente na personagem principal.
O filme fala de uma mulher na casa dos cinquenta anos, que com os filhos definidos e divorciada procura divertimento em bares, onde acaba por conhecer um individuo que a leva para a possibilidade de um novo relacionalmento.
No que diz respeito ao argumento o filme funciona melhor na base e na forma do que propriamente nos conteudos especificos onde é demasiado sensorial mais que rico em dialogos ou em desenvolvimentos narrativos surpreendentes. Fica a ideia que o filme esgota muito a personagem central, mas isso nao danifica os propositos essenciais do filme
Na realizaçao lelio e um realizador intimista que gosta de entrar nas personagens e aqui fá-lo outra vez de uma forma competente. Provavelmente ja o vimos com argumentos e historias mais apelativas, mas parece-me um bom valor do cinema global a ter em atençao nos proximos filmes.
O filme tem em Moore a sua ancora, uma actriz intensa, com muitas potencialidades que eleva a Gloria para aquilo que Lelio quer dela, alguem com o equilibrio da idade a procura de algo mais. Fica a ideia que uma expressao mais emocional da personagem poderia potenciar uma interpretaçao mais vistosa, mas tambem fica a ideia que o filme acaba por nunca querer isso.

O melhor - A forma como a personagem mistura a maturidade da idade, com a procura de uma nova adolescencia.

O pior - Nao sou adepto de remakes de obras proprias

Avaliação - B-

Monday, May 27, 2019

Us

Jordan Peele surpreendeu por completo o mundo do cinema em 2017 com o seu criativo e original Get Out, reformulando por completo o mundo do cinema de terror. Dois anos depois da surpresa globar surge o filme seguinte, no mesmo genero, com enorme expetativa, surgiu este Us. Criticamente novamente Jordan Peele convenceu com avaliações bastante positivas ainda que ligeiramente inferiores a Get Out. Comercialmente Jordan Peele teve um enorme sucesso que o torna num dos mais lucrativos realizadores de terror.
Eu confesso que fiquei mais surpreendido do que deslumbrado com Get Out, embora me pareceça que tenha sido a pedra no charco de qualidade do cinema de terror. Este Us consegue novamente nos surpreender, quer com a ideia original e criativa de base, mas acima de tudo na capacidade que tem de fazer das personagens e das suas interpretaçoes o epicentro de todo o terror.
Não é um filme com grandes truques, embora o argumento e principalmente o seu twist final seja algo reboscado e forte do ponto de vista do argumento, o filme funciona acima de tudo sustentado em dois elementos que são tratados com todo o brilhantismo. Num primeiro ponto de destaque as interpretaçoes e as caracterizaçoes, e num segundo plano a excelente realização de terror de Peeele, fazem deste filme um dos melhores produtos ate ao momento deste ano, e a sensaçao que estamos perante uma mente brilhante no mundo do terror.
Mesmo com as expetativas elevadas, fruto do sucesso de Get Out Peele consegue convencer num filme dificil, original, nem sempre de compreensão facil, mas que deixa o espetador agradado em todas as suas componentes individuais e gerais de observação. O risco faz muitas vezes os cineastas crescer e Peele esta em franco crescimento num espaço que existia por ocoupar em Hollywood.
Em termos de argumento o filme fala de uma familia que inicia as ferias quando percebe que do lado exterior da casa se encontram sosias de cada um dos seus elementos contudo com objetivos bem distintos, concretamente matar tudo e todos, iniciando um jogo do gato e do rato.
Em termos de argumento o filme tem uma base e um corpo muito bem escrito e extremamente original. Em termos de preenchimento de espaços o filme pode ser menos trabalhado, mas o excelente final tem que nos fazer avaliar este argumento como muito forte para os intuitos do filme.
Se existe coisa que funciona bem em get OUt e aqui se repete e a forma original com que Peele filma os seus interpretes dando-nos o que de melhor tem em termos intepretativos numa simbiose completa. Este filme acaba por ser mais uma vez extraordinario, e demonstra que Peele e neste momento o Sr. Terror.
No cast Peele faz de novo com Nyongo o que fez com Kaluya, potenciar ao maximo uma interpretação simplista num trabalho incrivel. Nyongo tem um excelente papel duplo, diferente mas que funciona quer no lado interpretativo quer no lado estetico do filme. Um daqueles filmes que vale por tudo mas que a interpretaçao central e a cereja no topo do bolo. Se fosse lançado noutro periodo poderiamos estar aqui a falar de uma interpretaçao nomeavel para os premios.

O melhor - A forma com Peele consegue inventar um terror com argumento original.

O pior - Em alguns espaços o filme é demasiado direcionado ao ponto do terror simples.

Avaliação - B+

A Madea Family Funeral

Tyler Perry tornou-se nos ultimos anos num icon da novela afro americana, mas tambem no bombo da festa dos criticos mais especializados. A sua personagem Madea ao longo do tempo foi colecionando criticas muito negativas mas tambem resultados comerciais satisfatorios que foram prolongado a continuidade da personagem nas mais diversas situações. Este ano surge a situação do funeral. O resultado critico foi o usual em filmes de Tyler Perry ou seja negativo. No que diz respeito à componente comercial novamente Madea resultou, e o anunciado ultimo episodio pode mesmo nao o ser.
Sobre o filme temos que diferenciar a historia em duas componentes distintas, o lado dramatico familiar do emaranhamento relacional entre diversas personagens, onde o filme em momento algum resulta, com dialogos de pessima qualidade, que mais que tudo acabam por tornar tudo num melodrama sem coerencia e sem sentido, com personagens completamente mal trabalhadas.
O segundo ponto é o lado comico com as personagens criadas e interpretadas por Perry, aqui o filme tem um estilo muito proximo daquele que deu sucesso a Eddie Murphy sem o sucesso do mesmo. A personagem Joe vai tendo alguns momentos interessantes, mesmo que o restante seja quase sempre pouco trabalhado e muitas vezes sem graça repetida.
nao sabemos se vai ser ou nao o ultimo filme da badass Madea, mas ao longo do tempo e mesmo colecionando filmes de qualidade mais que duvidosa o registo foi-se mantendo e comercialmente Perry foi obtendo neste estilo de filme os seus maiores lucros. Este nao sendo dos piores filmes da saga está longe de ser minimamente compentente.
A historia segue as personagens do costume, as quais se deslocar à casa de uns parentes para o funeral de um individuo, acabando por encontrar uma familia onde todos se relacionam com todos com diversos conflitos latentes que a morte do patriarca vai colocar a nu.
Em termos de argumento Perry funciona ligeiramente melhor a escrever pontos comicos do que o seu melodrama telenovelesco. Neste segundo ponto temos dialogos dignos de sátira frequente devido ao seu caracter inexistente. Em termos comicos pese embora seja demasiado repetitivo por vezes funciona.
Perry como realizador esta longe de ser competente, limita-se ao estilo de telenovel e pouco mais. E um realizador odiado pela critica mas que se conforma com um estilo que esta longe de ser apelativo.
Tambem no cast Perry pouco ou nada arrisca, ele encarna as personagens comicas do filme, onde algumas funcionam melhor do que outras, desde logo pela base das mesmas e nos secundarios um conjunto de atores afro americanos de segunda linha cujo o filme nao exige de particularmente dificil.


O melhor - Algumas piadas da personagem Joe.

O pior - O argumento dramatico do filme.

Avaliação - D+

Friday, May 24, 2019

Charlie Says

Charles Manson é uma pessoa proibida ao longo do tempo para o cinema norte americano pela horror causado pelo seu grupo, foi sempre considerado aquele que o seu nome não se poderia pronunciar com receio que devotos florescessem. Apos a sua morte Hollywood parece ter acordado para o temivel psicopata e surgem os primeiros registos sobre a vida ou aspetos da vida do mesmo. Um desses filmes pela mão de Mary Harron realizadora de American Psycho foi este filme sobre a sua "familia". Os resultados criticos do filme não foram entusiasmantes com uma mediania que não lhe deu o destaque necessario, sendo que comercialmente o facto de não ter um elenco de primeira linha acabou por condicionar o resultado comercial do filme.
Charlie Says e um filme que mais que qualquer coisa tenta entrar nas dinamicas do grupo de Mason mais que explicar a personagem em si. E neste particular o filme tem um razoavel sucesso na forma como nos dá um grupo de pessoas a deriva, procurando orientaçao, e uma personagem central cujo carisma conduz quase a um endeusamento perigoso. Nessa construçao o filme é eficaz sem nunca no entanto conseguir ser brilhante.
Do ponto de vista factual o filme não é tal interessante, principalmente na forma quase suavizante dos homicidios provocados e do terror causado, na forma como tem um principio quase desculpabilizador dos praticantes dos homicidios e talvez por centrar demasiado o filme nos elementos femininos perdendo rasto do elemento masculino central.
Fica uma boa construção da personagem de Mason com os maneirismos conhecidos, e a sua loucura, a forma como a sua familia se construiu e a noçao que pode ter sido um principio interessante para que no futuro tenhamos um filme que retrate com mais arte o que realmente aconteceu naquele momento.
A historia fala de um grupo de jovens que se une a um culto em torno de Charles Mason, acabando por conduzir ao assassinato a cru de diversas pessoas. Sendo que o filme acaba tambem por procurar as personagens no pos homicidio com as mesmas ja detidas.
O argumento do filme tenta na minha opiniao ir longe de mais ao ter foco no antes e depois dos homicidios, um filme mais centrado numa dessas partes poderia ser mais competente ou mesmo mais empolgante. O melhor do argumento e a caracterização do grupo e a evolução das personagens dentro dele.
Mary Harron e uma realizadora de segundo plano que teve a sorte ou a competencia de conseguir como poucos dar-nos uma adaptaçao literaria de primeiro nivel com o seu American Psycho. Desde então pese embora tenha por diversas vezes tentado novos registos polemicos, nunca obteve o mesmo sucesso, tendo acabado mesmo na televisao. Aqui temos uma realização simplista quase ao ritmo de telefilmes que não vai dar folego a uma carreira em claro abrandamento.
No cast Smith teve a cargo a dificil tarefa de encarnar Mason e fá-lo com eficacia, com carisma e maneirismos interessantes, numa escolha que nos parece feliz. O ator domina o filme, sendo que no lado feminino jovens atrizes oriundas de series famosas, que dao o lado de inocencia transformada mas pouco mais.

O melhor - A escolha de Matt Smith

O pior - O filme não ser cru nos factos concretos centrais.

Avaliação - C+

Monday, May 20, 2019

Slaughterhouse Rulez

Nick Frost e Simon Pegg são talvez a dupla mais mediatica da comedia britanica no que diz respeito a setima arte. Depois de diversos filmes juntos, resolveram recentemente fundar uma produtora, que tem neste filme a sua estreia. Ao contrario dos melhores filmes da dupla este foi um autentico floop critico com avaliações bastante negativas. Potenciado quem sabe por esta recepção também comercialmente acabou por nao ter grande visibilidade com resultados praticamente inexistentes.
A comedia da dupla Pegg Frost nao é nem nunca sera obvia, mas usualmente funciona junto das pessoas. O problema deste filme para alem de uma excentricidade gratuita que retira muita objetividade ao filme acaba por ser o gritante facto de nunca, mas mesmo quase nunca ser engraçado, pese embora o estilo de colegio rigido até me pareça uma boa base para um filme como este.
O problema e quando o filme entra no fantastico com uma serie de seres sanguinarios e que transforma o filme numa luta pela sobrevivencia. Ai o filme perde o norte em dois sentidos, na forma como nao consegue ser mais que um filme de açao idiota e pior que isso como mesmo sendo idiota nao consegue nunca ter graça.
Por tudo isto parece facil considerar mais que alguma coisa esta comedia como um claro ato falhado, de uma historia que apenas tem um colegio esteticamente interessante como base, ja que depois quase nada funciona, mesmo reunindo em seu torno uma serie de actores de primeira linha.
A historia fala de um jovem que acaba por ingressar num colegio de topo mas que se depara com o pior dos seus medos, que fica bem pior quando se descobre de um ataque de uns seres desconhecidos aos alunos e funcionarios da escola, o que conduz a uma luta pela sobrevivencia.
Se existe coisa que habitualmente Pegg e Frost tem e graça e neste filme nao o conseguem ter em momento algum. O inicio até alimenta expetativas mas depois tudo se gora numa especie de filme comedia de terror com pouco sentido e pior que isso com pouca graça.
Na realização Mills tem aqui o seu trabalho mais visível depois de uma passagem quase desconhecida por outros departamentos. O filme tem meios para ser vistoso, mas nunca consegue ultrapassar uma abordagem demasiado simplista. Ficara sempre o filme mais associado a dupla de produtores do que um realizador que na essencia ninguem conhece.
Nao e um filme que exija muito dos seus interpretes pese embora reuna dois jovens actores com algum talento, mas que neste filme nunca sao realmente colocados a prova. Nos secundarios Pegg e Frosto nos registos habituais e nada mais.

O melhor - O espaço fisico do colegio

O pior - A falta de graça em algum momento do filme.

Avaliação - D

Greta

Neil Jordan já foi um dos realizadores no centro do universo cinematografico, contudo nos últimos anos foi perdendo fulgor dai que este thriller tenha surgido quase de forma aninima, pese embora tenha conseguido uma distribuição wide. Em termos criticos o filme acabou ter uma recepção mediana que é longe do que de melhor conseguiu Jordan na sua carreira. Comercialmente para um filme que conseguiu distribuição wide o resultado ficou muito aquem do esperado.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem dois aspetos diferenciados, se a personagem central de Huppert funciona com a intensidade necessária a uma historia como esta, tudo o resto e claramente inferior, típico de um filme de adolescentes de segunda linha com personagens pouco ou nada trabalhadas, e mais que isso numa linhagem narrativa previsivel, que acaba por nao dar ao filme o caracter surpresa que desse outro folego ao filme.
Mesmo assim temos um filme que ate consegue criar um espectro de stalking muito interessante, mas que depois ao tornar o filme num policial de serial Killer o filme vai perdendo força tornando-se num terror de segunda linha. Tambem na construçao da personagem central parece-me que o filme exigia mais drama, mais intepretaçao e maior força da personagem.
Ou seja um thriller que vale muito pelo lado negro do mesmo, longe do que de melhor ja se fez neste tipo de registo, quer do ponto de vista narrativo, mas principalmente do ponto de vista estetico parece-me que poderia ser um filme mais noir, sem o peso adolescente do lado bom da medalha. Nunca se consegue encontrar no filme o lado mais negro de Jordan e isso acaba por tornar o filme na maior parte da sua duração bastante vulgar.
A historia fala de uma jovem que apos encontrar uma mala perdida no metro, acaba por estabelecer uma relação com a sua dona, uma viuva solitaria que vai pedir mais deste contacto do que propriamente a jovem esta disposta a dar.
Em termos de argumento o filme começa bem, principalmente na fase do stalking e quando tenta entender as duas personagens. Quando se torna um argumento serie B o filme perde maturidade e torna-se num registo corriqueiro pouco ou nada interessante.
Jordan e um realizador que muita gente ja considerou de topo em Hollywood, principalmente depois de Jogo de Lagrimas. Nos ultimos tempos perdeu dinamica e fama e aqui temos um filme com algum conceito de autor mas pouco imponente no resultado final.
No cast Huppert da ao filme a intensidade perfeita que o filme exige, dominando a tela do primeiro ao ultimo minuto. Ao seu lado Moretz nao esta a crescer bem como atriz e neste filme acaba por exibir essas mesmas dificuldades, perdendo totalmente para Monroe.

O melhor - A intensidade e presença de Huppert

O pior - A forma como o filme se transforma num serie B na fase final

Avaliação - C

Friday, May 17, 2019

The Professor and Madman

Se há cerca de uma decada surgisse um projeto que conetasse Mel Gibson e Sean Penn o mesmo seria alvo de grande euforia pelos especialistas. Contudo a carreira de ambos nos ultimos anos teve longe de ser a de maior sucesso dai que este filme estreou em cinemas selcionados com pouco fogo de artificio mesmo que contasse a historia da elaboraçao do primeiro dicionario. Criticamente as coisas correram moderadamente bem num biopic de uma historia claramente relevante. Por sua vez comercialmente a pouca distribuiçao do filme conduziu a resultados quase invisiveis para um projeto que ate teve um custo elebado.
E obvio que a curiosidade e o imaginario faz-nos prespetivar que a funçao de elaborar o primeiro dicionario nao tenha sido facil, e ainda mais nos surpeende quando percebemos que tudo teve a coordenaçao de uma pessoa que dedicou a vida a essa tarefa. Nesse particular o filme cumpre com algum academismo tipico de filmes de ligaçao britanica, mas que acaba por ficar bem na historia que o filme quer contar.
Do outro lado temos o louco, um ex-policia que acabou por elouquecer e que vai ser peça fundamental na elaboraçao do trabalho. Aqui o filme e principalmente Sean Penn entram diversas vezes num overacting que acaba por na minha otica nao ser produtivo num filme academico, pois cria uma atomesfera de drama pessoal que tira algum carater narrativo ao filme.
Ou seja nao sendo uma obra prima temos um filme que vence pela factualidade que transmite, por conseguir encaixar a relaçao entre um academico de excelencia e um preso por loucura, mas que me parece que nunca consegue diluir as duas historias do filme numa so congruente.
A historia fala de um estudioso da lingua que e contratado por a universidade de oxford para reunir os conceitos das palavras utilizada na literatura britanica, uma tarefa herculica que fica mais facilitada com a entrada em jogo de um criminoso preso por loucura.
Em termos de argumento temos um filme simplista na forma como nos tras o feito historico e menos funcional na forma como nos da o lado da loucura da personagem de apoio. Tambem nem sempre me parece abil a reunir os generos e mesmo as personagens.
Na realizaçao Safinia e um auxiliar tipico de Gibson que tem um trabalho academico com principios tradicionais britanicos. Nao e propriamente um trabalho vistoso ainda que funcional num realizador que tenta aqui soltar os primeiros passos.
No cast Sean Penn e um excelente ator mas nos ultimos anos tem estado longe da produtividade de outro tempo e aqui isso é bem patente, numa personagem vistosa mas que me pareçe que o ator leva sempre ao exagero maximo, tentando que saia muito mais vistoso do que na realidade necessitava. Gibson nunca foi um ator de primeiro plano e aqui isso tambem e visivel..

O melhor - A historia do merito que o filme conta.

O pior - Nem sempre as duas historias encaixam bem no filme.

Avaliação - C+

Country Wine

O Saturday Night Live ao longo da sua duração foi sendo um trampolim para o cinema de muitas figuras quer masculinas, quer femininas. Algumas dessas figuras mas também outros elementos de escrita da serie juntaram-se agora em 2019 numa especie de road show feminino produzido para a netflix. Em termos criticos esta reunião de amigas resultou medianamente em termos criticos, já comercialmente sendo o barometro da netflix sempre dificil de apurar não é neste filme que as circunstancias mudam, ja que o mesmo pelo menos internacionalmente não adquiriu grande mediatismo.
Sobre o filme podemos começar por referir que se trata na sua génese de um tipico road movie com diferentes personagens com um passado comum, numa tentativa de festejarem a amizade. O filme tem um principio interessante de colocar em choque conflitos individuais de personagens num plano grupal. COntudo o filme acaba por falhar na tentativa de ser uma comedia com o carimo SNL e acaba por se tornar muitas vezes absurda e com um humor fisico que na maior parte das vezes nem graça consegue ter.
Fica a ideia que a base do filme poderia ser funcional, mas que no preenchimento a mesma acaba por não ter propriamente o efeito desejado principalmente em termos humoristicos, fica a ideia que o filme tenta sempre ter graça mas que na verdade nunca o consegue fazer, muito por culpa de personagens demasiado centradas nas suas excentricidades do que nos apontamentos que personalidade que poderiam funcionar nas relaçoes.
Ou seja um claro filme que funciona bem mais pelas paisagens e pelo conceito viniculo do que na historia em si, uma propaganda de dimensão as interpretes que provavelmente as mesmas em momento algum conseguem ter mas que fica com clara ideia que a reunião foi uma experiência bem melhor para as interpretes do que propriamente para o espetador.
A historia fala de cinco amigas que decidem passar um fim de semana prolongado juntas, numa aldeia vinicula, de forma a festejarem o aniversario de uma delas. com o passar do tempo as diferenças de personalidade e do percurso de cada uma delas começa a conduzir a conflitos entre todas.
Em termos de argumento ate podemos considerar que a ideia e aceitavel e tinha objetivos nobres, mas como comedia o filme simplesmente nao existe porque nao consegue ser em nenhum momento engraçado, numa especie de sexo e a cidade sem marcas de luxo.
Na realizaçaão deste filme temos a protagonista Amy Pohler, uma estrela da comedia inglesa que tem aqui a sua estreia em longas metragens. Ate escolhe bem o contexto fisico onde o filme acontece mas depois não tem rasgo para diferenciar o filme de outras comedias simplistas.
No cast podemos dizer que nenhuma das protagonistas ou comediantes esta ao nivel mais forte, primeiro porque o argumento não favorece as interpretaçoes e as personagens e depois porque fica a ideia que o filme quer ser um momento de diversao entre as interpretes mais do que uma interpretaçao em si.

O melhor - O espaço contextual fisico do filme.

O pior - A falta de graça de uma especie de comedia

Avaliação _ D

Tuesday, May 14, 2019

Pet Sematary

Stephen King é uma dos figuras mais incontornaveis do terror literario, sendo que algumas das suas obras deram origem a alguns dos mais conceituados filmes de terror da historia. Numa altura em que as ideias em Hollywood já tiveram melhores dias, surgiu o remake deste filme sobre o poder de um terreno e sobre o regresso a vida. Esta nova adaptação não foi propriamente um sucesso critico com avaliações essencialmente medianas. Comercialmente, para filmes de terror podemos dizer que o resultado foi mais consistente do que propriamente brilhante.
Sobre o filme podemos começar por dizer que temos uma historia de terror fantastico, bem articulada, bem montada e que acaba por ter o peso da morte bem presente o que acaba por funcionar em alguns momentos. O seu caracter fatidico embora seja um truque muito utilizado no cinema de terror convencional acaba por encaixar bem na forma como o filme quer da a sua imagem mais negra.
Se nestes pressupostos o filme até vai funcionando bem, parece-me claro que o mesmo em termos de execução simplista do terror deveria ir mais longe, apenas a espaços o filme consegue ter o impacto visual necessario nos filmes de terror e o seu final acaba por ser algo previsivel com a evolução natural da historia. Fica a ideia que o filme deveria ser bem mais intenso nas suas caracteristicas centrais.
Por tudo isto é facil perceber que estamos perante um daqueles filmes que é um remake simplista do que ja tinha sido feito, a historia tem algumas potencialidades que são aproveitadas, principalmente na dimensao da personagem central e nos seus conflitos internos, mas ao mesmo tempo parece ser uma historia vulgar no contexto do terror atual.
A historia fala de uma familia com uma ligação intensa com a morte, que se muda para uma nova residência onde acabam por perceber que um terreno próximo da mesma tem propriedades de retornar a vida algo morto.
Em termos de argumento temos um filme simples, com um procedimento narrativo preparado para o seu final. nao e daqueles filmes de terror para potenciar grandes sustos funcionando mais com o fatalismo do inevitavel. Nao sendo um grande argumento tem algumas potencialidades principalmente na personagem central.
Na realizaçao deste remake uma dupla de realizadores que tiveram o seu maior projeto nas mãos sendo alguem ligado ao terror. Fica a ideia que o filme poderia e deveria ter mais impacto visual, mas parece-me feito por alguem que sabe o que quer do genero.
Em termos de cast o terror nunca e uma tipo de filmes que potencie em demasia as interpretaçoes e aqui tambem nao o faz, Clarke tem a intensidade que a sua personagem necessita e domina um filme onde os secundarios sao muito menos trabalhados.

O melhor - A personagem central

O pior - Visualmente o filme é demasiado neutro

Avaliação - C

Tuesday, May 07, 2019

Little Woods

O cinema independente é muitas vezes utilizado por estrelas em ascensão para se potenciar num cinema mais diferente mais dramático em busca do reconhecimento enquanto interpretes mais do que estrelas. Thompson e James são duas figuras em clara ascensão que se reuniram neste pequeno filme. Criticamente o filme resultou nos diferentes festivais no qual o filme estreou com avaliações essencialmente positivas. Em termos comerciais, tirando o possível valor comercial das estrelas o filme nunca foi pensado para grandes resultados.
Sobre o filme temos o tipico drama de vida independente que nos da o lado da sobrevivencia ao limite de duas irmas no sentido de tentarem dar o melhor uma a outra. O filme tem esse lado vinculativo que funciona bem, principalmente na forma como as personagens se cruzam na dificuldade, mesmo que nem sempre o filme seja potenciado ao seu nivel maximo de conflito e de dramatismo naquilo que nos dá.
O problema do filme acaba por ser semelhante a maioria dos filmes deste âmbito ou seja a incapacidade que o mesmo tem de potenciar ritmo, o filme parece sempre adormecido e com uns planos repetitivos, o que acaba por não dar o lado de mais entertenimento ou pelo menos de maior ligação ao espetador que muitas vezes dramas como estes devem ter.
Ou seja um claro filme menor, que se percebe a introdução de duas caras bonitas de sucesso em hollywood em registos mais interpretativos e dramaticos mas que esta longe de ser um filme que chama a atenção, mesmo que seja uma narrativa de vida interessante e que espelha bem as dificuldades existentes em algumas vidas.
A historia fala de duas irmãs que se apoiam numa fase de vida bastante complicada para uma delas, o que conduz a passagem para o outro lado da lei.
Em termos de argumento estamos longe de ter uma historia criativa potenciada, mas sim, um filme com base solida mas que nem sempre consegue potenciar um interesse maximo. Fica a ideia que o filme poderia ter mais risco ou mesmo mais ambição numa abordagem mais diferenciadora.
A realizaçao do filme a cargo de Nia DaCosta é simplista quase sempre optando por planos escuros tem um contexto independente que o filme quer ter e isso acaba por ser natural do filme. nao e nestes registos que se criam carreiras mas pode ser um bom principio.
Estamos habituados a ver Thompson e principalmente James em papeis mais mediáticos embora com grau de dificuldade menor. Ambas funcionam melhor em simbiose neste filme do que individualmente em registos mais arriscados mas longe de terem grau de dificuldade elevado.

O melhor - A forma como a dupla protagonista funciona na relaçao

O pior - O filme deixa-se adormecer no seu caracter circultar

Avaliação - C+

Monday, May 06, 2019

The Last Summer

A comédia de adolescentes foi desde os primórdios do cinema um estilo de cinema que os diferentes estudios foram potenciado ao longo do tempo, pese embora ultimamente seja um registo em claro desuso. A Netflix no seu ritmo elevadissimo de produçao e acima de tudo aproveitando a proximidade de alguns dos herois das suas series juvenis acabou por lançar este filme sobre ferias de verão, com resultados criticos mediocres pese embora me pareça que principalmente junto dos mais adolescentes o filme comercialmente possa resultar.
O estilo do filme e simplista um conjunto de estudantes em férias de verão numa epoca de pre entrada da universidade numa altura em que muito das vidas deles pode alterar. Mais que um filme sobre uma epoca de indefiniçao o filme acaba por rapidamente se tornar num filme sobre relações em diferentes estadios nunca aproveitando o que a indefiniçao futura poderia provocar, tornando-se num cliche juvenil mais do que outra coisa qualquer.
Se em termos de intriga relacional me parece que o filme cai em demasia no estilo de cinema de domingo a tarde do ponto de vista humoristico que poderia dar um teor mais ligeiro ao romantico por si so o filme nao existe o que acaba por tornar tudo numa novela para adolescentes do sexo feminino e nada mais.
Numa altura em que a NEtflix tenta encontrar um espaço de eleiçao no mundo do cinema pode-se compreender que por vezes queira-se tocar num publico que lhe tem sido fiel principalmente na forma como tem tornado novamente serie juvenis como series de sucesso, contudo fica a ideia que esta ideia e demasiado obvia e gasta para ter em si qualquer tipo de destaque particular.
A historia fala de uma serie de pessoas no ano de transição do liceu para a faculdade que acabam por vivenciar diferentes experiencias amorosas antes de um verão que aleteraria para sempre a vida de cada um.
O argumento do filme e do mais basico dos ultimos tempos, quer no formato com diferentes historias quer no desenvolvimento de cada uma das relações que o filme quer potenciar, quer no protagonismo exclusivo do romantismo quando poderia ter a presença de outros ingredientes como o humor.
Na realização Bindley é um veterano produtor de filmes cliche que nos ultimos tempos tinha estado dedicado em exclusivo a produçao. Neste filme o estilo de diversas personagens com um tema em comum que tantos filmes ja nos deu embora a maior parte do tempo sem grande sucesso. percebe-se aqui a razão da paragem tao longa.
No cast uma serie de atores recolhidos de algumas series de maior sucesso da Netflix e nao so, ou seja pessoas conhecidas dos adolescentes e pouco mais em papeis proximos daqueles que lhe deram sucesso.

 O melhor - E um filme sobre uma epoca total de indifinição.

O pior - A forma como o filme nunca consegue ser minimamente original ou engraçado

Avaliação - D+

Friday, May 03, 2019

Fighting With My Familly

O Poder de Dwayne Johnson ultimamente em hollywood tem aumentado a olhos visto ate ao momento em que muito mais que um actor acaba por ser uma estrela global a todos os niveis, sendo que neste filme temos o seu lado enquanto produtor. Num filme que entra dentro do mundo do Wrestling, a origem de The Rock, temos um filme que conseguiu avaliações criticas interessantes que potenciaram que posteriormente um resultado comercial assinalavel principalmente se tivermos em conta que foi um filme que inicialmente teve uma distribuição reduzida.
SObre o filme temos uma comedia familiar de costumes que passa grande parte do tempo a nos descrever situações que de alguma forma nos caracterizam as personagens com um lado emotivo e de coraçao que acaba por funcionar bem melhor do que o lado humoristico, alias este ponto acaba por ser o mais estranho no filme, fica sempre a sensação que o filme quer ter mais graça do que aquela que na realidade acaba por ter.
O lado familiar do filme e o que de melhor funciona a simbiose entre as personagens centrais na sua excentricidade e mais que isso na sua ligaçao acaba por ser muito bem trabalhada no filme, muito por culpa de "bonecos" bem criados ou mais que isso por culpa de um ritmo interessante principalmente no lado mais britanico do filme, por sua vez quando o filme e mais americano parece-me ter mais dificuldades.
Ou seja um daqueles filmes que se ve bem em familia, uma historia de vida associado ao Wrestling que me parece importante de trazer ao cinema, e que ate ao momento pouco ou nada tinha sido feita, num desporto e espetaculo que muitos seguimos mas que pouco na realidade sabemos de onde vem aquelas personagens.
A historia fala de uma familia de fas de Wrestling e praticantes que vem a sua filha a entrar num mundo do Wrestling americano e de toda a fama adjacente ao mesmo, num desafio que vai colocar em causa toda a coesao da familia.
No argumento parece-me que a historia e interessante, bem contada, mas que o filme tem dificuldade em encontrar o balanço certo no que diz respeito ao humor, parece sempre querer mais do que nos da e isso nem sempre funciona no filme.
Na realização Merchant e um actor de comedias ingles conhecido que tem aqui a sua maior prova de fogo atras da camaras com algum sucesso principalmente no lado que e mais proximo de si ou seja na forma como o filme e a comedia britanica bem mais do que a americana.
No cast o peso do filme esta em dois jovens actores que funcionam bem juntos e individualmente no filme em papeis nao muito dificeis Pugh esta num momento de afirmaçao e parece-nos ser um dos proximos casos serios do cinema, Lowden tem mais impacto no filme, mas parece-me numa fase menor do desenvolvimento da carreira. Os secundarios dao a estes o suporte necessario.

O melhor - O lado britanico da comedia.

O pior - O filme ter ambiçao de ter mais graça do que realmente tem.

Avaliação - C+

Thursday, May 02, 2019

Storm Boy

O cinema australiano é prodigo em lançar para hollywood figuras de referência na interpretaçao os quais muitas vezes tem uma escola de cinema mais intimista tipico daquele pais. Este ano surgiu este intimista filme sobre relações entre pessoas e animais, pensado para pequenos festivais este filme conseguiu avaliações especializadas essencialmente positivas, contudo insuficientes para levar para niveis mais elevados de mediatismo. Em termos comerciais um filme com pouco potencial neste aspeto com resultados quase rudimentares.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo é ternurento na forma como potencia ao maximo a relação das personagens mais pequenas com animais e natureza, o que acaba por dar ao filme uma mensagem de esperança e de convição que muitas vezes não está presente na maioria dos jovens de hoje em dia. Mas se este ponto mais ideologico acaba por funcionar em termos de impacto e de ritmo o filme não é tão brilhante principalmente pela toada demasiado lenta e algo repetitiva principalmente na historia passada que o filme nos dá.
Fica a ideia que o lado familiar do filme deveria ter uma intriga com mais avanços e recuos, um filme que tivesse um foco de conflito que acabasse por resultar num impacto mais claro da mensagem, mas sabemos que principalmente o cinema australiano gosta de filmes mais silenciosos, mais introspetivos e isso acaba por fazer o filme perder algum do seu contexto mediatico que uma historia como esta poderia ter.
Em suma um filme familiar com caracteristicas independentes que transmite e bem uma mensagem positiva, mas que como obra de referência acaba por ser demasiado adormecido. E inconstestavel que o filme consegue nos dar alguns momentos emotivos e ternurentos da personagem infantil central, mas ao mesmo tempo parece demasiado telecomandado para a vulgaridade principalmente na sua mais que previsivel conclusao.
A historia fala de um alto quadro de uma empresa que tem de fazer uma escolha que podera colocar em causa uma reserva ecologica, acabando por junto com a sua neta com preocupações ecologicas se recordar da sua infancia e da sua ligação a biosfera.
Em termos de argumento temos um filme que me parece essencialmente ideologico e que acaba por descuidar um pouco os elementos narrativos como personagens mas essencialmente os dialogos. O filme tinha espaço para mais nervo, sem que isso condicione a importancia da sua mensagem.
Na realizaçao Shawn Seet tem uma trabalho bonito, principalmente na forma ternurente com que associa as personagens aos animais. Nao e um trabalho de dificuldade elevada nem um registo que nos deixe na retine o trabalho de realizaçao, mesmo que na sua essencia ele seja funcional.
No cast dois actores australianos conhecidos em fase de carreira diferentes dao ao filme o lado mais dimensional que este acaba por narrativamente nunca ter. Rush é sempre competente na sua formula, Courtey é uma agradavel surpresa num registo algo diferente que o habitual.

O melhor - O lado ternurento da ligação entre o homem e o animal.

O pior - A forma como o filme acaba por se adormecer diversas vezes.


Avaliação - C+

Tuesday, April 30, 2019

What Men Want

Alguns anos depois de Mel Gibson ter conseguido ler a mente das mulheres surgiu o efeito contrário nesta comedia desportiva simples. Com procedimentos conhecidos o filme acabou por estrear no sempre complicado mês de Fevereiro com avaliações criticas medianas. Em termos comerciais podemos dizer que o filme conseguiu resultados minimamente consistentes principalmente tendo em conta que não é um filme com grandes personagens de base.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem uma estrutura simples, com base na personagem que tudo faz pela carreira sem escrupulos que se ve a alterar os seus procedimentos. parece-me claro que a ideia do filme é extremamente gasta e ja usada em filmes muito mais proveitosos do que este. Em termos de comedia romantica o filme funciona melhor, mas mesmo assim e pouco.
Fica a ideia que a repetiçao da base do filme de Gibson acaba por ser menos potenciado do que no filme de base, principalmente porque as personagens entram em cliche completo para funcionarem mais do ponto de vista humorístico o que nem sempre acontece, levando a que o filme seja na maior parte do tempo algo disparatado.
Assim, temos um filme de diversao rapida que tem alguns bons momentos principalmente na forma como cria e bem os momentos desportivos mas fica a ideia que no restante e o desgaste tipico de historias por diversas vezes utilizadas, e que em termos de humor esta longe de funcionar na sua plenitude.
A historia fala de uma agente desporitva inserida numa empresa de homens que tenta obter uma progressao na carreira graças a um aspirante a estrela da NBA com um pai super protetor. Tudo fica mais facil quando ganha a habilidade de perceber o que os homens pensam.
Em termos de argumento a ideia de base e semelhante a de outros filmes mas o objeto central e diferente e isso acaba por nao ser salutar para o filme porque nao aproveita o lado comico do filme que essa compente mais sexista poderia trazer.
Na realizaçao Shankman já foi um realizador em boa forma em termos de musicais que nos últimos tempos perdeu protagonismo caindo para as comédias mais simplistas que pouco ou nada necessitam dos seus requisitos como realizador.
No cast Henson tem ganho nos ultimos tempos alguma dimensao como atriz africo americana da moda no cinema de consumo rapido como a comedia e a açao aqui parece demasiado histerica na personagem não sendo o tipico filme que potencia estrelas.

O melhor - O mundo do desporto

O pior - O filme nao conseguir potenciar a sua graça ao maximo

Avaliação - C-

Monday, April 29, 2019

Cold Pursuit

Quando faltam algumas ideias ao cinema em massa de Hollywood e comum as produtoras apostarem em remakes de filmes de sucesso de paises mais pequenos, muitas vezes trazendo consigo os realizadores dos filmes originais. Este ano acabou por surgir este filme que base nordica, que acabou por conseguir criticas aceitaveis, principalmente tendo em conta que se trata de um filme de ação puro. Em termos comerciais Liam Neeson e os seus films de açao ja tiveram resultados mais consistentes.
Sobre o filme eu confesso estranhar bastante a forma como Liam Neeson a determinada altura geriu a sua carreira copiando insistentemente filmes com bases narrativas semelhantes e pouco mais. Este e mais um filme igual a muitos outros de vingança continua, e de morte atrás de morte, com pouco ou nenhum trabalho extra ou mesmo com qualquer argumento adjacente.
OU seja fica a ideia que de novo o filme so tem o seu contexto gelido que acaba por dar ao filme o lado claustrofobico que é um dos poucos apontamentos bem conseguidos do filme, ja que em tudo o resto o filme não tenta ir mais longe nas ligações, desenvolvimento das personagens nem tão pouco em surpreender o espetador na forma como tudo vai acabar.
No momento em que a Liam Neeson referiu ser o seu ultimo filme do genero  não deixa de ser sensato perceber que este estilo de filme com ele esgotou-se por completo e que me parece que o mesmo é notorio num remake de um filme mediocre europeu que na sua roupagem americana esteve longe de ficar melhor.
A historia fala de um individuo que ajuda a traçar caminhos na neve que ve o seu filho assassinado por um grupo de traficantes de droga, tendo desde então um unico objetivo o de vingar a morte assassinando todos os envolvidos na morte do seu filho.
Em termos de argumento estamos perante um conceito vazio, objetivo mas pouco trabalhado muito proximo daquilo que Neeson tem feito nos ultimos anos. Fica a ideia que o filme nunca quer ou melhor nunca consegue surpreender em nenhum dos seus parametros.
Na realizaçao Moland repete o cargo atras da camara do filme original, sentido-se a vontade no trabalho do lado gélido do filme mas incapaz por outro lado de lhe dar qualquer outro tipo de input que o diferencie dos filmes mais basicos de açao norte americano.
No cast Neeson nesta repetiçao constante de papeis acabou por esvaziar uma carreira com alguns bons filmes, neste registo monocordico e repetitivo já cansativo pouco ou nada coloca em pratica das suas potencialidades dramaticas. O filme nao tem outras personagens de relevo.

O melhor - O ambiente gélido do filme.

O pior - A pobreza narrativa do filme


Avaliação - C-

Thursday, April 25, 2019

High Life

Estreado em pequenos festivais no final do ano de 2018 este intimista filme tentou nos mesmos acolher uma unanimidade que fizessem dele o objeto estranho na temporada de premios. Contudo o seu lado estranho e quase incompreensivel so chegou a alguma parte da critica os quais avaliaram o filme positivamente mas insuficiente para servir de rampa de lançamento. Em termos comerciais o filme so em meados de 2019 teve a luz do dia, com resultados insuficientes para ter um brilho proprio.
Sobre o filme cada vez mais a critica e o cinema principalmente independente preferem filmes intimistas no espaço que sejam mais que tudo uma reflexao sobre a existencia, podemos dizer que este filme tem um pouco de tudo isto, ou seja uma reflexao em diferentes espaços temporais que reune o lado exprimental da ciencia com o lado mais humano.
Se o filme pode ser ambicioso na forma como e montado parece-me claro que a forma como e dividido e misturado temporalmente torna tudo tao confuso que o torna quase imcompreensivel nos seus propositos, fica apenas a ideia da eternidade, do efemero das relaçoes e muito pouco mais num filme que tem bons momentos produtivos mas em termos historicos acaba por nao concretizar qualquer permissa.
Fica a ideia de um filme ideologico que se perde na sua irreverencia e no seu lado metafisico, num filme que se torna numa mistura pouco apetecivel de assuntos nao entrando nenhum deles no plano central do conflito pelo que o filme em si acaba por ser aborrecido e adormecido, num ritmo lento que nunca permite minimamente que as personagens funcionem
A historia fala de um pai e de uma filha num espaço, que mais nao sao do que os ultimos sobreviventes de uma experiencia cientifica cujo objetivo e testar pessoas no desconhecido.
Em termos de argumento temos um filme com uma base ideologica e filosofica que poderia dar um bom filme mas um filme que nunca se concretiza nos seus propositos acabando por a historia de base nunca existir.
Na realizaçao Claire Denis e um experiente realizadora aperciada pela critica mais diferenciadora. Aqui tem bons momentos de realização na forma como capta o lado mais obsessivo e agressivo das personagens mas o filme nao tem o fio condutor que o poderia levar para um nivel mais consensual.
No cast Patterson tem tentado conquistar um lugar no cinema independente depois do sucesso comercial que teve nos primeiros anos de carreira. Aqui tem risco mas a personagem nao cresce no filme, melhor Binoche com a intensidade tipica que da aos seus papeis.

O melhor - Alguns momentos de realizaçao

O pior - O filme ser adoermecido e impossivel de compreender a sua base

Avaliação - C-

Tuesday, April 23, 2019

Someone Great

Num ano que tem sido de muito movimento pela Netflix para alem dos filmes com grandes atores e realizadores tem surgido outros projetos de dimensoes mais pequenas que abraçam os diferentes generos. Estre esses filmes surgiu esta comedia romantica sobre amores fortes. Em termos de critica o filme passou com nota positiva ainda que nao entusiasmante em termos comerciais tudo leva a querer que a produtora tera outros filmes bem mais rentaveis.
SObre o filme desde logo podemos dizer que mais que uma comedia romantica e uma comedia no feminino sobre a ligaçao da amizade entre as mulheres nos momentos em que o amor com o sexo oposto falha. E nisso o filme tem alguns cliches deste tipo de filmes que sinceramente está longe de ser do meu agrado como o demasiado movimento histerico das personagens ou mais que isso a dificuldade de ter um humor generalizado.
Dai que me surpreenda que uma comedia que nunca tem grança e mais que isso que nao sua base nunca consiga ser romantica consiga sair positivamente das avaliações. ALias o filme a determinada altura torna-se numa sequencia repetitiva de cenas sobre ligaçao entre as personagens femininas e uma ligaçao estranhissima ao passado que se torna aborrecido mesmo com uma duraçao pequena.
Por tudo isto estou longe de achar que esta comedia romantica funcione muito no seguimento de outros projetos menores da Netflix que na maioria dos casos tem tido alguma dificuldade em se assumir nos diferentes generos independentemente dos realizadores e argumentistas e atores que contratem.
O filme fala de uma jovem que acaba o seu relacionamentos de anos para abraçar um projeto de carreira unindo-se as suas melhores amigas de sempre de forma a tentar ultrapassar o coraçao partido provocado pela perda.
Em termos de argumento parece-me faltar algum norte ao filme principalmente em termos ideologicos e para onde o filme quer ir. Nao e forte em personagens e muito menos em humor nunca conseguindo na verdade ser minimanente engraçado.
Na realizaçao Jennifer Kaytin RObinson tem aqui a sua estreia na realizaçao de uma forma simples, sem grandes truques com um estilo de realizaçao tipica de comedia, ficando a sensaçao que por vezes o filme nao quer ir mais longe do que o convencional.
Nos ultimos tempos Gina Rodrigues tem assumido uma posiçao de destaque nao so na comedia mas na açao e sinceramente parece-me faltar alguns elementos e carisma para tanto momento de antena. Aqui o filme nada exige nem dela nem de ninguem no cast

O melhor - O filme tenta em algum momentos ser denso na historia de amor central

O pior - Mas nunca concretiza na realidade

Avaliação - C-

Monday, April 22, 2019

The Upside

Oito anos depois de Amigos Improvaveis se ter tornado num dos maiores sucessos de sempre do cinema frances, Hollywood nao esperou muito tempo para fazer a adaptaçao da historia, embora nos pareça desde logo que o fez cedo de mais ja que o filme original tornou-se num sucesso iconico em todo o mundo. Esta abordagem realizada por Neil Burger teve algumas dificuldades na distribuição tendo estado quase ano e meio na prateleira, tendo a luz do dia no sempre cinzento mes de Janeiro. Criticamente o filme nao foi brilhante com avaliaçoes essencialmente medianas com tendor negativo. Comercialmente o mes de Janeiro nunca foi propicio para grande sucessos e este tambem nao o foi.
Eu confesso que quando o cast do filme foi lançado a expetativa foi elevada porque me parecia que a historia poderia ter uma abordagem mais descontraida e mais comica que lhe desse uma roupagem diferente do primeiro filme que para mim e excelente. Pois bem o filme tenta dar essa roupagem mas tem medo de quebrar as raizes do primeiro filme e isso acaba por condicionar o resultado final do filme, primeiro porque nao tem nunca o peso emotivo e a quimica entre as personagens do primeiro filme e por outro lado humoristicamente nunca consegue ser minimanente significativo.
POr tudo isto parece que e claro que este remake surge muito cedo e ainda para mais de um filme que funcionou na plenitude em todas as suas escolhas traçando de imediato um caminho que seria dificil de ter sucesso. Eu ate acho que principalmente a quimica do duo de interpretes com Kidman funcione, que Hart e  uma boa escolha, mas o filme parece-me assumidamente modesto nos seus pressupostos e isso limita o seu resultado.
Fica a ideia que uma historia interessante e bonita sé-lo-a sempre mas em roupagens diferentes e esta historia ficara sempre associada ao primeiro filme em todos os niveis, sendo este a homenagem de hollywood e pouco mais ao que de bem se faz noutros paises.
A historia fala de um rico paraplegico que contrata para seu assistente um ex condenado desligado de vida a quem acaba por se unir em muito mais que uma relação profissional.
Em termos de guiao o filme segue a historia do filme base com algumas alterações, fica a ideia que o filme tem medo de desvirtuar o primeiro filme arriscando num humor mais atual e mais forte no filme, e isso acaba por tirar o impacto emotivo que o primeiro filme tem ao ser mais centrado na emoçao em si.
Neil Burger e um realizador que ja teve mais destaque em Hollywood e ja esteve mais perto do Olimpo. Nos ultimos tempos tornou-se num simples tarefeiro e neste filme essa e a unica posiçao que asssume, numa realizaçao simplista e familiar.
O cast do filme poderia transformar-se facilmente num filme de Kevin Hart mas nao o faz, temos um comediante mais sereno, ainda que no seu registo humoristico habitual. Cranston e uma escolha simples que funcione embora me pareça que seja o seu papel que e menos trabalhado neste filme em termos de comparaçao com o primeiro filme.

O melhor - A historia e interessante.

O pior - Muito pior que o primeiro filme

Avaliação - C

Sunday, April 21, 2019

Under the Silver Lake

Surpreendentemente presente na seleçao oficial do ultimo festival de Cannes este irreverente filme não conseguiu sair da competiçao fortalecido, devido ao facto de ter obtido diversas criticas misturadas que valorizavam a irreverencia, as caracteristicas tecnicas e a interpretaçao de Garfield mas saiam confusos de tudo o que o filme dava. Talvez por isso o filme apenas um ano depois estreiou em alguns cinemas nos EUA e com resultados curtos, mas tambem me parece que este nunca quis ser um filme de multidoes.
Lynch seria uma questão de tempo ate ter os seus discipulos assumidos, No passado já tivemos Richard Kelly e agora temos David Robert Mitchell um filme que nos tras uma personagem num contexto mas que depois apenas se limita a colar sequencias sem grande logica numa confusao nao só de intriga mas acima de tudo conceptual que ao longo de duas horas nos vai completamente saturando com algo sem congruencia e que nos parece apenas querer ser uma opera de sentidos e poucos mais.
Podemos valorizar a irreverencia por si so, mesmo quando ela como no caso deste filme nada significa temos uma curiosidades uns seres estranhos e um Garfield bem diferente daquilo que costumamos ver, mas no final olhamos incredulos para a forma como gastamos duas horas num filme sem bussula, sem mensagem e sem qualquer significado e quando e assim sobra uma rebeldia mais que vazia neste fillme.
Nao sou nem nunca vou ser adepto do sem sentido seja ele de que forma for, e este filme nao sem um sentido definido, temos alguns toques musicais, alguma satira a procura do sucesso em Hollywood mas parece claro que esses ingrdientes sao misturados numa maquina que nao funciona e que torna o resultado final muito dificil de ingerir.
A historia e dificil de definir, podemos dizer que um isolado e estranho individuo acaba por conhecer uma misteriosa mulher na piscina da sua residencia a qual desaparece, tentando depois perceber o que teve na origem de tal desaparecimento.
O argumento e um absurdo sem sentido do primeiro ao ultimo momento, ate podera ter a espaços algumas sequencias isoladas que funcionam mas como um todo e um exercicio de rebeldia facil porque na realidade nunca tenta ser algo funcional.
Na realizaçao David Robert Mitchell que conseguiu ser valorizado em It Follows tem aqui um filme que ate consegue ter alguns bons apontamentos de realizaçao que e totalmente esquecido por um argumento completamente inexistente como um tronco comum. Nao e um estilo de cinema que apercie
No cast e claro que Garfield esta diferente, mais corajoso nos papeis, mesmo que por vezes a sua personagem canse pela sua forma repetida de estar no filme. Mas nao e propriamente em filmes como este que os interpretes conseguem dar passos para outro tipo de cinema.

O melhor - Alguns aspetos de realizaçao.

O pior - A forma como o argumento nunca tenta ter minimo sentido mesmo na sua rebeldia

Avaliação - D

Saturday, April 20, 2019

Miss Bala

Cada vez mais para alem de filmes para a população afro americana tem surgido filmes baseados na populaçao hispanica cada vez em maior numero nos EUA. Este ano surgiu este filme sobre uma possivel heroina improvavel de açao em pleno clima de luta contra os narcotraficantes. Este simples filme de açao teve longe do sucesso critico com avaliações essencialmente fracas sendo que comercialmente esperar-se-ia mais de um filme tao dedicado a uma população tao definida.
Sobre o filme temos o tipico filme de serie B de alguem que e apanhado no meio de uma guerrilha de quarteis e que acaba por ter de lutar pela sobrevivencia sua e dos seus. O filme nisto é pouco trabalhado ou quase nada em termos de personagens, tentando apenas a criaçao de um contexto limite para a sua personagem. Fica a ideia que o filme e demasiado pequeno e que fosse noutra populaçao provavelmente teriamos um filme diretamente lançado para aluguer ja que nas suas componentes nunca consegue ser minimamente competente.
MEsmo em termos de dimensão de açao, para alem de algum lado pesado da forma fria com que as personagens sao executadas temos muito pouco, alias o filme permite que personagens vao entrando e saindo sem percebermos bem de onde vem e para onde vao, sendo que isso acaba mesmo por ser presente nos viloes do filme. Fica a ideia que a determinada altura o filme quer transformar a personagem central numa heroina de açao cuja base nao existe.
Ou seja um mediocre filme de açao, com o tema dos carteis de droga muito na moda e pouco mais, fica a ideia que a tentativa de transformar Rodriguez numa heroina de cinema nao tem grandes pernas para a andar e o filme demonstra bem isso.
O filme fala de uma maquilhadora que se desloca a sua terra de origem para auxiliar uma sua amiga numa competiçao de beleza mas que de repente se ve no meio de uma luta entre carteis de droga em busca da sua sobrevivencia.
O argumento do filme e em todos os niveis limitados, fica a ideia que o filme não tem condimentos para a distribuiçao que teve, nao sendo mais do um filme de aluguer completamente talhado para esse regime que se ve com uma dimensao que o filme nao tem na historia nas personagens e nos dialogos.
Na realização Hardwicke e uma realizadora que começou bem, que teve o seu sucesso maior no primeiro episodio de Twilight mas que depois perdeu grande parte do protagonimos ganho e acabou por ir ter a filmes de menor dimensao, sendo que este e apenas mais uma de uma carreira a perder tamanho.
No cast Rodriguez e uma figura dos hispanicos nos EUA que aqui vale mais por isso do que propriamente como uma heroina de açao, fica a ideia que o filme exigia mais fisico mais espirito de corpo, num filme completamente baseado numa personagem.

O melhor - A forma como demonstra o lado frio das execuçoes

O pior - O filme nao consegue ter qualquer impacto em nenhuma das suas componentes

Avaliação - D+

Tuesday, April 16, 2019

Her Smell

O universo do sucesso da musica e enigmaico para aqueles que gostam de musica e tem os seus idolos em algumas bandas. Os biopics serviram sempre para nos dar um pouco sobre o atras do palco dessas personalidades mas o facto de estarem presos a uma figura real pode limitar onde os filmes chegam. Nos ultimos tempos temos assistido a obras de ficcção com essa tematica. No espirito Indie o ano passado surgiu este filme em festivais menores que foi recebido pela critica de uma forma moderadamente positiva ainda que comercialmente o filme nao tenha obtido grande repercurssão.
A extravagancia do indie nos filmes unidos aos excessos de uma estrela de punk rock so poderia dar num filme confuso, quebrado em dois segmentos, um primeiro dos excessos que se torna repetitivo e extremamente longo o que acaba por ser aborrecido principalmente na forma como o espetador rapidamente perde paciencia com a personagem central. O filme passa quase duas horas sem trabalhar os conflitos e as personagens limitando-se a irreverencia da personagem central.
O segundo segmento o do reencontro parece-me mais bem conseguido, ainda que com demasiados cliches emocionais o que é certo e que devolve o filme a alguma logica e dá-nos o melhor momento do filme concretamente na interpretaçao de Heaven de Brian Adams ao piano. na parte final temos a tipica homenagem, embora realmente o filme nunca nos de a base da personagem.
Ou seja um filme que perde demasiado tempo na excentricidade e nem sempre consegue criar a intriga entre as personagens mesmo nas dinamicas de grupo para sustentar um filme com mais de duas horas, e que no final depois de muitas voltas demonstra tem o principio similiar a muitos outros filmes do genero.
A historia fala da lider de uma banda de punk rock, numa espirar destrutiva pessoal e criativa que conduz ao rompimento do grupo, e o reaparecimento de um novo grupo para as subsitituir.
Em termos de argumento o filme e claramente dividido em duas fases, uma primeira excentrica, quase sem argumento onde parece que o filme quer apenas chocar na irreverencia da personagem. num segundo momento o filme volta a terra para ser uma homenagem a banda e ao lado emocional da mesma.
Na realizaçao Alex Ross Pery e um realizador tipico de filmes independentes que acaba por ser mais funcional na irreverencia fora do palco do que nas sequencias ditas musicais onde parece nunca dar o tamanho que a banda quer ter. E um realizador com carreira no indie que tera de dar um salto para ser significativo.
No cast Moss nos ultimos tempos tem ganho na 7 arte um espaço ja conquistado na televisao. Fica a ideia que aqui temos um papel exigente principalmente fisicamente e que funciona principalmente nas diferenças entre segmentos. Nos secundarios o filme nao da grande espaço porque e pensado na personagem central.

O melhor - O momento musical mae filha.

O pior - A forma como a primeira parte torna-se circular e sem sentido

Avaliação - C-

Monday, April 15, 2019

Mary Magdalene

Quando este projeto foi lançado o carimbo de oscarizavel foi imdiatamente colocado, principalmente por nos trazer um realizador cujo filme anterior tinha obtido grande reconhecimento critico, um elenco de primeira linha, e por fim Weinstein na produçao o que usualmente era sinonimo de luta pelos premios. Contudo depois da crise de Weinstein, e principalmente depois dos primeiros screener test terem demonstrado que o publico esteve longe de aplaudir esta obra, a mesma acabou por ser um ano atrasada e renegociada com outra distribuidora. O resultado comercial foi um desastre e este filme ficara associado a um dos piores despredicios de atores dos ultimos anos.
Fazer filmes biblicos na autalidade parece-me mais que tudo um despredicio de tempo ja que tudo o que havia para relatar ja foi contado, pode-se dar focos diferentes nas personagens, pode-se mesmo dar uma roupagem estetica diferente mas parece-me claro que no final e tudo mais do mesmo,  e este filme acaba por perder por ser essencialmente mais disso.
O que sobre para diferenciar os filmes acabam por ser os seus interpretes e parece-me que aqui o filme pese embora escolha actores de primeira linha, o resultado não é o melhor, dá-nos as personagens um peso de amargura demasiado grande para as convicções catolicas, o que torna o filme demasiado negro o que poderia ser um exercicio de estetica mas que acaba por nem sempre funcionar.
Ou seja fica ou resta a historia emblematica para os cristãos, desta vez com atores de primeira linha, que não deixa esmurecera fé e as historias biblicas. Fica também a ideia que o proprio filme quando se desenvolve percebe que não vai conseguir marcar a diferença e acaba por aceitar a sua condição de mais do mesmo.
A historia tenta nos dar a vida de Maria Madalena e a forma como a mesma seguiu as pisadas de Jesus Cristo para se tornar num dos seus apostolos. Uma parte da biblia que por vezes tem diferentes leituras, aqui numa forma mais digna para tal personagem.
O argumento inicia numa personagem mas com o passar do tempo acaba por se tornar mais do mesmo, no que diz respeito a historia de Jesus Cristo, dando uma das versões de Maria Madalena, a mais simpática. Nos filmes bíblicos parece sempre existir algum medo de arriscar nas personagens o que dificuldade a evolução destes filmes para além do esperado.
Em termos de realização Garth Davis teve em Lion um filme que o potenciou principalmente pelo sucesso imediato que o filme se tornou, mas que aqui não deu seguimento num filme pesado, nem sempre tecnicamente bonito e numa abordagem tao simplista para o cast e pessoas em questão.
No que diz respeito ao cast, de um ponto de vista de qualidades de atores, dificilmente poderia existir um elenco tão recheado a diversos niveis. O problema e que os actores e principalmente Pheonix nos da um Jesus Cristo demasiado proximo do seu estilo como actor do que o contrário o que não posso considerar desde logo um aspeto positivo. Melhor sem duvida Mara e Eijifor.

O melhor - A qualidade do cast.

O pior - A forma como filme percebendo que não vai trazer nada de novo a historia se limita ao conhecido

Avaliação - D+

Saturday, April 13, 2019

Shazam!

A DC tinha este ano um trunfo ao seu alcance que foi o seu mais inconvencional super heroi, alguem que se tranforma em todos os super poderes com uma palavra magica. As melhores expetativas de um filme juvenil comico rapidamente se perceberam que iria funcionar com criticas essencialmente positivas e mesmo a falta de figuras de primeira linha acabaram por nao ser problerema do ponto de vista comercial já que Shazam ja vai proximo dos 200 milhoes em termos mundiais.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem um registo juvenil interessante, num filme pensado para essas idades, com um estilo narrativo simplista, com um humor proximo de toda a gente quase familiar, uns bons efeitos especiais. Mesmo com estes valores e um filme com alguns defeitos principalmente na sua fase inicial, demora a pegar quer em termos da historia mais principalmente em termos de humor, mas tambem no seu final, onde o filme parece falhar na forma como torna a sua sequencia final demasiado longa.
Mesmo assim tendo em conta a complexidade exagerada de muitos dos filmes de super heroi, principalmente como filme de entertenimento parece que o filme funciona bem com um tom juvenil que muitas vezes nao tem sido encontrado nos super herois. O lado mais satirico do filme e principalmente o seu final onde consegue ir buscar algumas das referencias da produtora que tem aqui um dos seus filmes razoaveis.
Ou seja um filme de super herois, simplista, para toda a familia, com um humor juvenil interessante que acaba por encontrar o ritmo interessante. E certo que nao pode ser levado a serio como a maioria dos filmes de super herois que temos perante nos, mas fica a ideia que alguma originalidade esta bempatente neste registo.
A historia fala de um jovem orfão, que e inserido numa familia de acolhimento quando descobre que tem um novo poder o de se transformar num super heroi so com a utilizaçao de uma unica palavra.
EM termos de argumento a base da historia deste super heroi esta longe de ser mais inovadora ou diferente mas ao tornar-se num filme familiar para toda a familia e com um humor presente acaba por fazer a ideia ainda que absurda funcionar comercialmente.
Na realizaçao tivemos Sandberg um realizador proximo dos filmes de terror que aqui tem um filme de grande produçao que nao sendo uma abordagem de realizaçao diferenciadora acaba por ser competente na utilizaçao dos meios elevados a seu dispor. Pode ser a passagem para um cinema mais eficiente.
No cast Levy nao e uma figura principal do cinema dai que a sua aposta para liderar este cast tinha algum risco. Funciona principalmente em termos humoristico, dando aos mais novos o lado mais interpretativo onde alguns funcionam melhor que outros. Quanto a Strong como vilão confesso que acho-o com mais caracteristicas para outro tipo de registo.

O melhor - A forma familiar do filme.

O pior - O inicio e demasiado lento

Avaliação - B-

Friday, April 12, 2019

The Silence

Num ano em que a Netflix tem lançado as suas apostas a um ritmo alucinante surgiu mais uma aposta de terror, num filme proximo daquilo que foi The Quiet Ones, trazendo para as longas metragens uma das figuras da produtora com a sua nova serie Sabrina. Este filme de terror pese embora tenha uma premissa que recentemente resultou não foi propriamente o filme mais bem amado do ano com criticas negativas e mesmo em termos comerciais não será certamente dos produtos mais funcionais da Netflix.
Sobre o filme o silencio e o terror são muitas vezes dois aliados de luxo para fazer filmes resultarem principalmente no que diz respeito ao impacto que as sequencias a determinada altura conseguem ter. Isso foi muito potenciado por The Quiet Ones que acaba por ter aqui a sua versão pobre e remisturada de generos que nunca consegue funcionar em nenhum deles.
COmeça pelos seres, uma especie de morcegos sanguinarios, que são construidos como se passaros se tratassem e que parece uma homenagem sem sabor aquilo que Hitchkock fez com os seus passaros. Depois o lado silencioso, ao obter uma personagem surda o filme nunca consegue utilizar a mesma com qualidade, ja que esta fala perfeitamente e mesmo a ouvir parece nunca ter dificuldades em comunicar o que nos parece a todos os niveis mal trabalhado no filme.
E por fim o desvio que o filme acaba por fazer trazendo-nos um outro obstáculo a familia central que surge do nada, com convicções e ideologias que nada trazem de diferente ao filme a nao ser desviar de um formato que ja era um dado adquirido tornando tudo ainda mais confuso e desolador.
Por tudo isto temos um curto e fraco filme de terror, que não consegue assustar, não consegue ter logica e mais que isso nao consegue ter impacto.
A historia fala de uma familia que tenta sobreviver a uma praga de una animais que mais nao sao do que uma especie de morcegos sanguinarios que vao por em causa a sobrevivencia dos seres humanos, e que se movimentao de acordo com o som.
Em termos de argumento temos uma manta de retalhos e homenagem a filmes de terror do passado e do presente, e que acaba na sua essencia por resultar num vazio ideologico, de argumento e de persoangens. A coesao central do filme e um desastre do primeiro ao ultimo minuto.
Na realizaçao John Leonetti e conhecido pela colaboração com James Wang e principalmente por ter assumido a direção do primeiro Anabelle, neste filme não consegue imprimir ao filme qualquer assinatura propria, qualquer linha de qualidade ou qualquer detalhe que ultrapasse as deficiencias do filme em termos de argumento. O terror e terreno para realizadores de segundo plano, e leonetti para ja aponta para essa fasquia.
No cast podemos dizer que Tucci embora me pareça na melhor fase da carreira, arriscando diversos generos tem uma personagem demasiado presa a cliches. A seu lado uma jovem Shipka parece ter alguma presença mas a sua personagem carece de lógica de funcionamento.

O melhor - A curta duração

O pior - A conjugação fraca de diversos fillmes.

Avaliação - D

Sunday, April 07, 2019

Unicorn Store

Existem filmes que mesmo depois de produzidos esperam meses e anos a espera do seu lançamento, foi isso que aconteceu com este filme que marca a estreia de Brie Larson como realizadora, sendo que a Netflix aproveitou o sucesso comercial de Captain Marvel para apostar no sucesso instantaneo da atriz. Pese embora este facto criticamente o filme teve longe do sucesso com avaliações marcadamente negativas.
Sobre o filme podemos dizer que a historia de base e um pouco paralela demais para nos conseguirmos integrar perfeitamente o espirito do filme, uma especie de peter pan ideologico mas que no filme nos leva para uma confusao de realidades que elas proprias acabam por tornar o filme confuso e pouco objetivo, o que o torna em quase a maior parte da sua duraçao algo absurdo.
Mesmo em termos de personagens num filme que e maioritariamente dependente da personagem central parece-me obvio que esta deveria nao apenas ser melhor caracterizada mas acima de tudo melhor trabalhada nas diferentes sequencias do filme, e dificil ligar-nos empaticamente a personagems e parece-me que o funcionamento do filme em termos de empatica com o espetador depende em exclusivo deste ponto.
Percebemos assim como e que um filme com uma atriz com grande valor mediatico acabe por passar indiferente e diretamente para uma aplicaçao de streaming porque a historia nunca funciona nos seus pressupostos nao conseguindo ser importante na mensagem e pior que isso engraçada no seu absurdo.
A historia fala de uma jovem adulta que nao quer crescer prendendo-se aos desejos da infancia, ate ao momento em que conhece um excentrico individuo que lhe da a oportunidade de ter um inocornio.
O argumento podera ate uma determinada altura ter algum valor em termos metaforicos, mas que depois nao concretiza objetivamente as suas permissas. O filme falha na personagem central algo pobre e no estilo com pouco humor que o filme tem
Larson estreia-se aqui na realizaçao com um trabalho simples familiar, muito comum em entreias de realizadores em projetos mais pequneos. Nao sabemos se esta carreira vai ter continuidade mas sabemos que como actriz Larson esta no maximo em termos de mediatismo.
No cast o filme nao exige propriamente muitos dos seus interpretes, Larson tem um lado absurdo que me parece funcionar pior do que os dramas mais intensods e Jackson sempre com a excentricidade e pouco mais num filme que tambem nao passa dessa requesito.

O melhor - Podia ter uma mensagem importante.

O pior - O filme torna-se absurdo de uma forma negativa

Avaliação- - D+

Glass

Depois do final de Split em que fomos informados que estavamos nada mais nada menos no mundo de Unbreackable um dos maiores sucessos de M Night SHylaman que se esperava pela sequencia que iria juntar todas as persnagens de um e outro filme. Muitos estranharam desde logo que esta aposta tivesse sido lançada em Janeiro uma antitese total dos filmes que querem ser um sucesso comercial imediato. Mas o problema do filme foi mais critico ao contrario dos dois filmes de base criticamente as coisas nao correram bem ao filme com avaliações essencialmente medianas com pendor negativo. Pese embora tal facto os fas dos dois filmes disseram presente e o filme principalmmente para Janeiro teve resultados de primeira linha.
SObre o filme eu confesso que gostei de Unbreackable mas nao fui tao adepto de Split, e eis que este me parece ir mais de encontro ao segundo do que ao primeiro, chegando mesmo a piorar aquilo que este filme ja tinha sido, num confuso mix de personagens mas que na essencia acaba por nao aproveitar quase nunca nenhum ponto de uma delas. O enigma do primeiro filme quase desaparece e so no final temos um pouco esse aroma ainda que superficial.
No que diz respeito a mais valia de Split tambem aqui as personagens dentro da mesma aparecem so por breves segundos acabando por ser uma confusao total ate para o proprio espetador, esta ansia de trazer tudo num nivel mais sublinhado acaba por comprometer com lógica e mais que isso com intensidade uma historia de base que ja de si estava longe de ser brilhante,
Ou seja uma mistura de personagens que fica quase por esse efeito, ja que nada traz de particular interessante a qualquer uma delas, numa historia de base limitada, pouco trabalhada, que nao surpreende e que fica a ideia que mais que tudo Shylaman enquanto argumentista ja teve bem mais perto do sucesso do que fez nesta desilusão sob a forma de Glass.
A historia segue o final de Split, ate ao momento em que os tres personagens centrais e com super poderes desta historia se juntam numa instituiçao mental preparados para o confronto final, enquando uma medida tenta induzir nos mesmos que estes sao pessoas comuns.
Em termos de argumento o filme nao funciona, mesmo com uma base aceitavel, principalmente do filme de 2000 o filme é confuso, e um filme que quer tocar em tudo dos filmes de base e acaba por ser confuso, pouco diretivo e de pouco impacto. Outras das marcas de SHylaman que sao os twist finais acabam por ser pouco ou nada trabalhados.
Shylaman sempre surpreendeu mais como argumentista do que como realizador, aqui o filme ate arrisca no estilo mas fica a ideia que isso nao potencia em nada a obra, de um realizador cuja carreira ficou longe do brilhantismo que se esperou depois do sucesso de sexto sentido. Este e mais uma obra menos positiva da sua carreira que contudo tem bem pior.
Por fim o cast, podemos dizer que Mccavoy tem aqui o seu filme, toda a dificuldade das diferentes personagens dentro da mesma permitem como Split ja tinha permitido vermos um Mccvoy diferente intensod e multifacetado. As personagens de Willis e L Jackson ficam longe do tempo do primeiro filme.

O melhor - E sempre bom ver personagens que filmes que gostamos reaparecerem

O pior - O filme nao consegue utilizar com efetividade a ideia do projeto

Avaliação - C-

Tuesday, April 02, 2019

On the Basis of Sex

Com as recentes polemicas e debates sobre a igualdade de genero que esteve bem presente em hollywood nos ultimos anos uma personagem relacionado com o direito obteve alguma atenção quer em termos de documentarios quer neste seu biopic. Falo da advogada Ruth Ginbsburg, que teve este filme que durante os primeiros meses era considerado como um claro oscar contender, mas que no final ficou pelo caminho muito devido a criticas demasiado medianas para esta ambição. Comercialmente mesmo sem o carimbo de oscarizavel as coisas acabaram por ser consistentes, não fosse este um tema em debate continuo.
Sobre o filme é um filme de convicções e essas são bem explanadas nas personagens centrais, principalmente no corpo familiar da protagonista. COntudo depois o filme parece pouco trabalhado na personagem central, sendo comum as suas inseguranças até à mudança final e isso acaba por dar ao filme, uma linhagem demasiado novelesca, mesmo tendo em conta a seriedade e o significado daquilo que o filme debate.
E logico que estamos perante um biopic de alguem importante, de alguem que com as suas vitorias contextuais acabou por dar significado as vitorias maiores, fica também a ideia que o filme perde por ser demasiado simplista, e cair nos pontos completamentares num exagero de cliche e de simpatia de algumas personagens que quase não tem conflito.
Ou seja um filme sobre algo importante que cai no desleixo de alguns biopics de acarinhar ainda mais o feito que já é louvavel, numa divisão entre bons e maus. As sequencias em tribunais por aquilo que significam deviam ter sido melhor trabalhadas com mais argumentos de lado a lado, para um final mais epico, mas e incontornavel o valor de alguem assim.
A historia fala de uma jovem estudante de direito que fruto de ter estudado numa universidade preparada para homens, deparou-se muito cedo com a desigualdade de genero, aquilo que acabou por ser o campo de batalha no exercicio da sua profissao.
Em termos de argumento o filme debruça-se na minha opinião por um processo e aquele que é um exemplo contrário daquilo que defendia e que espelha bem que a luta mais que feminista era pela igualdade. Na concretiçao o filme não é forte nos aspetos complementares das personagens.
Na realizaçao Mimi Leadar e uma veterana realizadora tarefeira, que tinha aqui um filme para sublinhar mais a sua carreira mas que não aproveita por completo, já que a abordagem do filme e demasiado simplista. Fica a ideia que existia espaço para mais arte na abordagem mas por isso e que talvez Leader nunca tenha vincado o seu nome de uma forma indiscutivel no cinema dos maiores.
No cast a escolha de Huffman parece interessante da dicotomia que o filme quer entre o lado irredutivel e a insegurança. Nao e um papel dificil dai que será facil perceber a ausencia nos premios. Nos secundarios Hammer tem uma personagem presente mais inexistente em complexidade e pouco mais.

O melhor - Os valores que o filme defende.

O pior - Tinha espaço para muito mais impacto emocional

Avaliação - C+

How to Train Your Dragon; The Hidden World

Nove anos depois da Dreamworks e o seu estudio de animação ter apresentado ao mundo um conjunto de vikings e um dragão peculiar parece que a historia de amizade entre o animal e o seu criador chegou ao fim neste terceiro capitulo. Numa das sagas mais rentaveis extra disney no mundo de animação este terceiro capitulo empurrado para o inicio do ano demonstrou que a saga estava em desaceleração comercial. Do ponto de vista critico os tres episodios resistiram todos com boas avaliações o que permitirá que a saga figurara como uma das bem sucedidas a ambos os niveis no mundo de animaçao.
Eu pessoalmente nunca fui um grande fa da saga, embora tenha encontrado e sublinhado as mais valias claras que o primeiro episodio acaba por ter, tive mais dificuldades em me entusiasmar com os capitulos seguintes, concretamente com este terceiro filme, que acaba por ser até à sua conclusão mais do mesmo, ou seja um filme de resistencia e de amizade.
O que o filme ganha acaba por ser no final, com o terminar da historia, deixando a historia evoluir diversos anos lidando com a separação positiva. NEssa parte o filme consegue algum impacto emocional coisa que anteriormente teve sempre alguma dificuldade em criar apostando mais no lado grotesco satirico dos vikings e de algumas sequencias de ação de forma a potenciar ao maximo o nivel tecnico do filme.
Por tudo isto este terceiro filme acaba por no que diz respeito a historia propria ser algo pobre, com a introdução de um mundo que a mim não me conseguiu cativar, mas acaba por no final concluir bem uma historia que ja ia no terceiro capitulo e muitas vezes o terminar uma historia e o mais dificil em sagas de grande nome e valor comercial.
A historia segue as aventuras do dragão sem dentes e do seu amigo Hiccup, na resitência a um ataque de um temivel caçadores de dragões que os levam a um novo mundo, no qual os amigos vão encontrar um possivel espaço para estarem seguros.
Em termos de argumento parece-me claro que o filme funciona bem melhor no termino emocional na saga do que na historia individualizada deste capitulo, onde me parece que o filme é algo basico, seguindo linhas por diversas vezes ja seguidos em outros capitulos e acima de tudo com dificuldade em fazer funcionar um humor que por vezes ja tinha resultado.
No que diz respeito à realização Deblois e o criador e argumentista da saga e fecha aqui o seu papel, tecnicamente o filme é mais fiel do evolutivo mas não podemos dizer que o filme no final não seja interessante do ponto de vista estético na criação do mundo escondido parece demasiado barulho para o resultado final.
Em termos de vozes o filme vai buscar os originais do primeiro filme com uma ou outra introdução que acaba por ser competente naquilo que o filme nos quer dar. fica a sensação que o filme depende mais das vozes do que a maior parte de outras historias de animaçao.

O melhor - O final

O pior - A intriga deste filme esta longe de ser a mais conseguida

Avaliação - C