Tuesday, April 16, 2019

Her Smell

O universo do sucesso da musica e enigmaico para aqueles que gostam de musica e tem os seus idolos em algumas bandas. Os biopics serviram sempre para nos dar um pouco sobre o atras do palco dessas personalidades mas o facto de estarem presos a uma figura real pode limitar onde os filmes chegam. Nos ultimos tempos temos assistido a obras de ficcção com essa tematica. No espirito Indie o ano passado surgiu este filme em festivais menores que foi recebido pela critica de uma forma moderadamente positiva ainda que comercialmente o filme nao tenha obtido grande repercurssão.
A extravagancia do indie nos filmes unidos aos excessos de uma estrela de punk rock so poderia dar num filme confuso, quebrado em dois segmentos, um primeiro dos excessos que se torna repetitivo e extremamente longo o que acaba por ser aborrecido principalmente na forma como o espetador rapidamente perde paciencia com a personagem central. O filme passa quase duas horas sem trabalhar os conflitos e as personagens limitando-se a irreverencia da personagem central.
O segundo segmento o do reencontro parece-me mais bem conseguido, ainda que com demasiados cliches emocionais o que é certo e que devolve o filme a alguma logica e dá-nos o melhor momento do filme concretamente na interpretaçao de Heaven de Brian Adams ao piano. na parte final temos a tipica homenagem, embora realmente o filme nunca nos de a base da personagem.
Ou seja um filme que perde demasiado tempo na excentricidade e nem sempre consegue criar a intriga entre as personagens mesmo nas dinamicas de grupo para sustentar um filme com mais de duas horas, e que no final depois de muitas voltas demonstra tem o principio similiar a muitos outros filmes do genero.
A historia fala da lider de uma banda de punk rock, numa espirar destrutiva pessoal e criativa que conduz ao rompimento do grupo, e o reaparecimento de um novo grupo para as subsitituir.
Em termos de argumento o filme e claramente dividido em duas fases, uma primeira excentrica, quase sem argumento onde parece que o filme quer apenas chocar na irreverencia da personagem. num segundo momento o filme volta a terra para ser uma homenagem a banda e ao lado emocional da mesma.
Na realizaçao Alex Ross Pery e um realizador tipico de filmes independentes que acaba por ser mais funcional na irreverencia fora do palco do que nas sequencias ditas musicais onde parece nunca dar o tamanho que a banda quer ter. E um realizador com carreira no indie que tera de dar um salto para ser significativo.
No cast Moss nos ultimos tempos tem ganho na 7 arte um espaço ja conquistado na televisao. Fica a ideia que aqui temos um papel exigente principalmente fisicamente e que funciona principalmente nas diferenças entre segmentos. Nos secundarios o filme nao da grande espaço porque e pensado na personagem central.

O melhor - O momento musical mae filha.

O pior - A forma como a primeira parte torna-se circular e sem sentido

Avaliação - C-

Monday, April 15, 2019

Mary Magdalene

Quando este projeto foi lançado o carimbo de oscarizavel foi imdiatamente colocado, principalmente por nos trazer um realizador cujo filme anterior tinha obtido grande reconhecimento critico, um elenco de primeira linha, e por fim Weinstein na produçao o que usualmente era sinonimo de luta pelos premios. Contudo depois da crise de Weinstein, e principalmente depois dos primeiros screener test terem demonstrado que o publico esteve longe de aplaudir esta obra, a mesma acabou por ser um ano atrasada e renegociada com outra distribuidora. O resultado comercial foi um desastre e este filme ficara associado a um dos piores despredicios de atores dos ultimos anos.
Fazer filmes biblicos na autalidade parece-me mais que tudo um despredicio de tempo ja que tudo o que havia para relatar ja foi contado, pode-se dar focos diferentes nas personagens, pode-se mesmo dar uma roupagem estetica diferente mas parece-me claro que no final e tudo mais do mesmo,  e este filme acaba por perder por ser essencialmente mais disso.
O que sobre para diferenciar os filmes acabam por ser os seus interpretes e parece-me que aqui o filme pese embora escolha actores de primeira linha, o resultado não é o melhor, dá-nos as personagens um peso de amargura demasiado grande para as convicções catolicas, o que torna o filme demasiado negro o que poderia ser um exercicio de estetica mas que acaba por nem sempre funcionar.
Ou seja fica ou resta a historia emblematica para os cristãos, desta vez com atores de primeira linha, que não deixa esmurecera fé e as historias biblicas. Fica também a ideia que o proprio filme quando se desenvolve percebe que não vai conseguir marcar a diferença e acaba por aceitar a sua condição de mais do mesmo.
A historia tenta nos dar a vida de Maria Madalena e a forma como a mesma seguiu as pisadas de Jesus Cristo para se tornar num dos seus apostolos. Uma parte da biblia que por vezes tem diferentes leituras, aqui numa forma mais digna para tal personagem.
O argumento inicia numa personagem mas com o passar do tempo acaba por se tornar mais do mesmo, no que diz respeito a historia de Jesus Cristo, dando uma das versões de Maria Madalena, a mais simpática. Nos filmes bíblicos parece sempre existir algum medo de arriscar nas personagens o que dificuldade a evolução destes filmes para além do esperado.
Em termos de realização Garth Davis teve em Lion um filme que o potenciou principalmente pelo sucesso imediato que o filme se tornou, mas que aqui não deu seguimento num filme pesado, nem sempre tecnicamente bonito e numa abordagem tao simplista para o cast e pessoas em questão.
No que diz respeito ao cast, de um ponto de vista de qualidades de atores, dificilmente poderia existir um elenco tão recheado a diversos niveis. O problema e que os actores e principalmente Pheonix nos da um Jesus Cristo demasiado proximo do seu estilo como actor do que o contrário o que não posso considerar desde logo um aspeto positivo. Melhor sem duvida Mara e Eijifor.

O melhor - A qualidade do cast.

O pior - A forma como filme percebendo que não vai trazer nada de novo a historia se limita ao conhecido

Avaliação - D+

Saturday, April 13, 2019

Shazam!

A DC tinha este ano um trunfo ao seu alcance que foi o seu mais inconvencional super heroi, alguem que se tranforma em todos os super poderes com uma palavra magica. As melhores expetativas de um filme juvenil comico rapidamente se perceberam que iria funcionar com criticas essencialmente positivas e mesmo a falta de figuras de primeira linha acabaram por nao ser problerema do ponto de vista comercial já que Shazam ja vai proximo dos 200 milhoes em termos mundiais.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo tem um registo juvenil interessante, num filme pensado para essas idades, com um estilo narrativo simplista, com um humor proximo de toda a gente quase familiar, uns bons efeitos especiais. Mesmo com estes valores e um filme com alguns defeitos principalmente na sua fase inicial, demora a pegar quer em termos da historia mais principalmente em termos de humor, mas tambem no seu final, onde o filme parece falhar na forma como torna a sua sequencia final demasiado longa.
Mesmo assim tendo em conta a complexidade exagerada de muitos dos filmes de super heroi, principalmente como filme de entertenimento parece que o filme funciona bem com um tom juvenil que muitas vezes nao tem sido encontrado nos super herois. O lado mais satirico do filme e principalmente o seu final onde consegue ir buscar algumas das referencias da produtora que tem aqui um dos seus filmes razoaveis.
Ou seja um filme de super herois, simplista, para toda a familia, com um humor juvenil interessante que acaba por encontrar o ritmo interessante. E certo que nao pode ser levado a serio como a maioria dos filmes de super herois que temos perante nos, mas fica a ideia que alguma originalidade esta bempatente neste registo.
A historia fala de um jovem orfão, que e inserido numa familia de acolhimento quando descobre que tem um novo poder o de se transformar num super heroi so com a utilizaçao de uma unica palavra.
EM termos de argumento a base da historia deste super heroi esta longe de ser mais inovadora ou diferente mas ao tornar-se num filme familiar para toda a familia e com um humor presente acaba por fazer a ideia ainda que absurda funcionar comercialmente.
Na realizaçao tivemos Sandberg um realizador proximo dos filmes de terror que aqui tem um filme de grande produçao que nao sendo uma abordagem de realizaçao diferenciadora acaba por ser competente na utilizaçao dos meios elevados a seu dispor. Pode ser a passagem para um cinema mais eficiente.
No cast Levy nao e uma figura principal do cinema dai que a sua aposta para liderar este cast tinha algum risco. Funciona principalmente em termos humoristico, dando aos mais novos o lado mais interpretativo onde alguns funcionam melhor que outros. Quanto a Strong como vilão confesso que acho-o com mais caracteristicas para outro tipo de registo.

O melhor - A forma familiar do filme.

O pior - O inicio e demasiado lento

Avaliação - B-

Friday, April 12, 2019

The Silence

Num ano em que a Netflix tem lançado as suas apostas a um ritmo alucinante surgiu mais uma aposta de terror, num filme proximo daquilo que foi The Quiet Ones, trazendo para as longas metragens uma das figuras da produtora com a sua nova serie Sabrina. Este filme de terror pese embora tenha uma premissa que recentemente resultou não foi propriamente o filme mais bem amado do ano com criticas negativas e mesmo em termos comerciais não será certamente dos produtos mais funcionais da Netflix.
Sobre o filme o silencio e o terror são muitas vezes dois aliados de luxo para fazer filmes resultarem principalmente no que diz respeito ao impacto que as sequencias a determinada altura conseguem ter. Isso foi muito potenciado por The Quiet Ones que acaba por ter aqui a sua versão pobre e remisturada de generos que nunca consegue funcionar em nenhum deles.
COmeça pelos seres, uma especie de morcegos sanguinarios, que são construidos como se passaros se tratassem e que parece uma homenagem sem sabor aquilo que Hitchkock fez com os seus passaros. Depois o lado silencioso, ao obter uma personagem surda o filme nunca consegue utilizar a mesma com qualidade, ja que esta fala perfeitamente e mesmo a ouvir parece nunca ter dificuldades em comunicar o que nos parece a todos os niveis mal trabalhado no filme.
E por fim o desvio que o filme acaba por fazer trazendo-nos um outro obstáculo a familia central que surge do nada, com convicções e ideologias que nada trazem de diferente ao filme a nao ser desviar de um formato que ja era um dado adquirido tornando tudo ainda mais confuso e desolador.
Por tudo isto temos um curto e fraco filme de terror, que não consegue assustar, não consegue ter logica e mais que isso nao consegue ter impacto.
A historia fala de uma familia que tenta sobreviver a uma praga de una animais que mais nao sao do que uma especie de morcegos sanguinarios que vao por em causa a sobrevivencia dos seres humanos, e que se movimentao de acordo com o som.
Em termos de argumento temos uma manta de retalhos e homenagem a filmes de terror do passado e do presente, e que acaba na sua essencia por resultar num vazio ideologico, de argumento e de persoangens. A coesao central do filme e um desastre do primeiro ao ultimo minuto.
Na realizaçao John Leonetti e conhecido pela colaboração com James Wang e principalmente por ter assumido a direção do primeiro Anabelle, neste filme não consegue imprimir ao filme qualquer assinatura propria, qualquer linha de qualidade ou qualquer detalhe que ultrapasse as deficiencias do filme em termos de argumento. O terror e terreno para realizadores de segundo plano, e leonetti para ja aponta para essa fasquia.
No cast podemos dizer que Tucci embora me pareça na melhor fase da carreira, arriscando diversos generos tem uma personagem demasiado presa a cliches. A seu lado uma jovem Shipka parece ter alguma presença mas a sua personagem carece de lógica de funcionamento.

O melhor - A curta duração

O pior - A conjugação fraca de diversos fillmes.

Avaliação - D

Sunday, April 07, 2019

Unicorn Store

Existem filmes que mesmo depois de produzidos esperam meses e anos a espera do seu lançamento, foi isso que aconteceu com este filme que marca a estreia de Brie Larson como realizadora, sendo que a Netflix aproveitou o sucesso comercial de Captain Marvel para apostar no sucesso instantaneo da atriz. Pese embora este facto criticamente o filme teve longe do sucesso com avaliações marcadamente negativas.
Sobre o filme podemos dizer que a historia de base e um pouco paralela demais para nos conseguirmos integrar perfeitamente o espirito do filme, uma especie de peter pan ideologico mas que no filme nos leva para uma confusao de realidades que elas proprias acabam por tornar o filme confuso e pouco objetivo, o que o torna em quase a maior parte da sua duraçao algo absurdo.
Mesmo em termos de personagens num filme que e maioritariamente dependente da personagem central parece-me obvio que esta deveria nao apenas ser melhor caracterizada mas acima de tudo melhor trabalhada nas diferentes sequencias do filme, e dificil ligar-nos empaticamente a personagems e parece-me que o funcionamento do filme em termos de empatica com o espetador depende em exclusivo deste ponto.
Percebemos assim como e que um filme com uma atriz com grande valor mediatico acabe por passar indiferente e diretamente para uma aplicaçao de streaming porque a historia nunca funciona nos seus pressupostos nao conseguindo ser importante na mensagem e pior que isso engraçada no seu absurdo.
A historia fala de uma jovem adulta que nao quer crescer prendendo-se aos desejos da infancia, ate ao momento em que conhece um excentrico individuo que lhe da a oportunidade de ter um inocornio.
O argumento podera ate uma determinada altura ter algum valor em termos metaforicos, mas que depois nao concretiza objetivamente as suas permissas. O filme falha na personagem central algo pobre e no estilo com pouco humor que o filme tem
Larson estreia-se aqui na realizaçao com um trabalho simples familiar, muito comum em entreias de realizadores em projetos mais pequneos. Nao sabemos se esta carreira vai ter continuidade mas sabemos que como actriz Larson esta no maximo em termos de mediatismo.
No cast o filme nao exige propriamente muitos dos seus interpretes, Larson tem um lado absurdo que me parece funcionar pior do que os dramas mais intensods e Jackson sempre com a excentricidade e pouco mais num filme que tambem nao passa dessa requesito.

O melhor - Podia ter uma mensagem importante.

O pior - O filme torna-se absurdo de uma forma negativa

Avaliação- - D+

Glass

Depois do final de Split em que fomos informados que estavamos nada mais nada menos no mundo de Unbreackable um dos maiores sucessos de M Night SHylaman que se esperava pela sequencia que iria juntar todas as persnagens de um e outro filme. Muitos estranharam desde logo que esta aposta tivesse sido lançada em Janeiro uma antitese total dos filmes que querem ser um sucesso comercial imediato. Mas o problema do filme foi mais critico ao contrario dos dois filmes de base criticamente as coisas nao correram bem ao filme com avaliações essencialmente medianas com pendor negativo. Pese embora tal facto os fas dos dois filmes disseram presente e o filme principalmmente para Janeiro teve resultados de primeira linha.
SObre o filme eu confesso que gostei de Unbreackable mas nao fui tao adepto de Split, e eis que este me parece ir mais de encontro ao segundo do que ao primeiro, chegando mesmo a piorar aquilo que este filme ja tinha sido, num confuso mix de personagens mas que na essencia acaba por nao aproveitar quase nunca nenhum ponto de uma delas. O enigma do primeiro filme quase desaparece e so no final temos um pouco esse aroma ainda que superficial.
No que diz respeito a mais valia de Split tambem aqui as personagens dentro da mesma aparecem so por breves segundos acabando por ser uma confusao total ate para o proprio espetador, esta ansia de trazer tudo num nivel mais sublinhado acaba por comprometer com lógica e mais que isso com intensidade uma historia de base que ja de si estava longe de ser brilhante,
Ou seja uma mistura de personagens que fica quase por esse efeito, ja que nada traz de particular interessante a qualquer uma delas, numa historia de base limitada, pouco trabalhada, que nao surpreende e que fica a ideia que mais que tudo Shylaman enquanto argumentista ja teve bem mais perto do sucesso do que fez nesta desilusão sob a forma de Glass.
A historia segue o final de Split, ate ao momento em que os tres personagens centrais e com super poderes desta historia se juntam numa instituiçao mental preparados para o confronto final, enquando uma medida tenta induzir nos mesmos que estes sao pessoas comuns.
Em termos de argumento o filme nao funciona, mesmo com uma base aceitavel, principalmente do filme de 2000 o filme é confuso, e um filme que quer tocar em tudo dos filmes de base e acaba por ser confuso, pouco diretivo e de pouco impacto. Outras das marcas de SHylaman que sao os twist finais acabam por ser pouco ou nada trabalhados.
Shylaman sempre surpreendeu mais como argumentista do que como realizador, aqui o filme ate arrisca no estilo mas fica a ideia que isso nao potencia em nada a obra, de um realizador cuja carreira ficou longe do brilhantismo que se esperou depois do sucesso de sexto sentido. Este e mais uma obra menos positiva da sua carreira que contudo tem bem pior.
Por fim o cast, podemos dizer que Mccavoy tem aqui o seu filme, toda a dificuldade das diferentes personagens dentro da mesma permitem como Split ja tinha permitido vermos um Mccvoy diferente intensod e multifacetado. As personagens de Willis e L Jackson ficam longe do tempo do primeiro filme.

O melhor - E sempre bom ver personagens que filmes que gostamos reaparecerem

O pior - O filme nao consegue utilizar com efetividade a ideia do projeto

Avaliação - C-

Tuesday, April 02, 2019

On the Basis of Sex

Com as recentes polemicas e debates sobre a igualdade de genero que esteve bem presente em hollywood nos ultimos anos uma personagem relacionado com o direito obteve alguma atenção quer em termos de documentarios quer neste seu biopic. Falo da advogada Ruth Ginbsburg, que teve este filme que durante os primeiros meses era considerado como um claro oscar contender, mas que no final ficou pelo caminho muito devido a criticas demasiado medianas para esta ambição. Comercialmente mesmo sem o carimbo de oscarizavel as coisas acabaram por ser consistentes, não fosse este um tema em debate continuo.
Sobre o filme é um filme de convicções e essas são bem explanadas nas personagens centrais, principalmente no corpo familiar da protagonista. COntudo depois o filme parece pouco trabalhado na personagem central, sendo comum as suas inseguranças até à mudança final e isso acaba por dar ao filme, uma linhagem demasiado novelesca, mesmo tendo em conta a seriedade e o significado daquilo que o filme debate.
E logico que estamos perante um biopic de alguem importante, de alguem que com as suas vitorias contextuais acabou por dar significado as vitorias maiores, fica também a ideia que o filme perde por ser demasiado simplista, e cair nos pontos completamentares num exagero de cliche e de simpatia de algumas personagens que quase não tem conflito.
Ou seja um filme sobre algo importante que cai no desleixo de alguns biopics de acarinhar ainda mais o feito que já é louvavel, numa divisão entre bons e maus. As sequencias em tribunais por aquilo que significam deviam ter sido melhor trabalhadas com mais argumentos de lado a lado, para um final mais epico, mas e incontornavel o valor de alguem assim.
A historia fala de uma jovem estudante de direito que fruto de ter estudado numa universidade preparada para homens, deparou-se muito cedo com a desigualdade de genero, aquilo que acabou por ser o campo de batalha no exercicio da sua profissao.
Em termos de argumento o filme debruça-se na minha opinião por um processo e aquele que é um exemplo contrário daquilo que defendia e que espelha bem que a luta mais que feminista era pela igualdade. Na concretiçao o filme não é forte nos aspetos complementares das personagens.
Na realizaçao Mimi Leadar e uma veterana realizadora tarefeira, que tinha aqui um filme para sublinhar mais a sua carreira mas que não aproveita por completo, já que a abordagem do filme e demasiado simplista. Fica a ideia que existia espaço para mais arte na abordagem mas por isso e que talvez Leader nunca tenha vincado o seu nome de uma forma indiscutivel no cinema dos maiores.
No cast a escolha de Huffman parece interessante da dicotomia que o filme quer entre o lado irredutivel e a insegurança. Nao e um papel dificil dai que será facil perceber a ausencia nos premios. Nos secundarios Hammer tem uma personagem presente mais inexistente em complexidade e pouco mais.

O melhor - Os valores que o filme defende.

O pior - Tinha espaço para muito mais impacto emocional

Avaliação - C+

How to Train Your Dragon; The Hidden World

Nove anos depois da Dreamworks e o seu estudio de animação ter apresentado ao mundo um conjunto de vikings e um dragão peculiar parece que a historia de amizade entre o animal e o seu criador chegou ao fim neste terceiro capitulo. Numa das sagas mais rentaveis extra disney no mundo de animação este terceiro capitulo empurrado para o inicio do ano demonstrou que a saga estava em desaceleração comercial. Do ponto de vista critico os tres episodios resistiram todos com boas avaliações o que permitirá que a saga figurara como uma das bem sucedidas a ambos os niveis no mundo de animaçao.
Eu pessoalmente nunca fui um grande fa da saga, embora tenha encontrado e sublinhado as mais valias claras que o primeiro episodio acaba por ter, tive mais dificuldades em me entusiasmar com os capitulos seguintes, concretamente com este terceiro filme, que acaba por ser até à sua conclusão mais do mesmo, ou seja um filme de resistencia e de amizade.
O que o filme ganha acaba por ser no final, com o terminar da historia, deixando a historia evoluir diversos anos lidando com a separação positiva. NEssa parte o filme consegue algum impacto emocional coisa que anteriormente teve sempre alguma dificuldade em criar apostando mais no lado grotesco satirico dos vikings e de algumas sequencias de ação de forma a potenciar ao maximo o nivel tecnico do filme.
Por tudo isto este terceiro filme acaba por no que diz respeito a historia propria ser algo pobre, com a introdução de um mundo que a mim não me conseguiu cativar, mas acaba por no final concluir bem uma historia que ja ia no terceiro capitulo e muitas vezes o terminar uma historia e o mais dificil em sagas de grande nome e valor comercial.
A historia segue as aventuras do dragão sem dentes e do seu amigo Hiccup, na resitência a um ataque de um temivel caçadores de dragões que os levam a um novo mundo, no qual os amigos vão encontrar um possivel espaço para estarem seguros.
Em termos de argumento parece-me claro que o filme funciona bem melhor no termino emocional na saga do que na historia individualizada deste capitulo, onde me parece que o filme é algo basico, seguindo linhas por diversas vezes ja seguidos em outros capitulos e acima de tudo com dificuldade em fazer funcionar um humor que por vezes ja tinha resultado.
No que diz respeito à realização Deblois e o criador e argumentista da saga e fecha aqui o seu papel, tecnicamente o filme é mais fiel do evolutivo mas não podemos dizer que o filme no final não seja interessante do ponto de vista estético na criação do mundo escondido parece demasiado barulho para o resultado final.
Em termos de vozes o filme vai buscar os originais do primeiro filme com uma ou outra introdução que acaba por ser competente naquilo que o filme nos quer dar. fica a sensação que o filme depende mais das vozes do que a maior parte de outras historias de animaçao.

O melhor - O final

O pior - A intriga deste filme esta longe de ser a mais conseguida

Avaliação - C

Sunday, March 31, 2019

The Highwaymen

E publico que 2019 sera um ano em que a Netflix vai apostar em toda a linha no cinema, tendo reunido as novas obras de alguns realizadores de primeira e segunda linha de hollywood os quais reuniram actores de primeira linha. Num mes de Março claramente ativo para a aplicação surgiu o outro lado da medalha na historia de Bonnie e Clyde. Em termos criticos o filme foi algo mediano, mas em face da publicidade da Netflix parecer-me-a que vai ser um dos bons sucessos comerciais da produtora.
Sobre o filme, nos esperamos sempre quando uma dupla tem Harelesson a constitui-la que se use aquilo que de melhor enquanto actor ele sabe fazer ou seja a questão da ironia, e um lado mais descontraido de uma historia. Pois bem o que faz falta ao filme e tom descontraido, o filme leva-se muito a serio numa investigação interessante com truques, mas que no final é demasiado objetivo para um filme de tamanha duraçao.
O filme tem um ponto que funciona ou seja e um filme que vai claramente do menos a mais, com um final muito interessante que acaba por ser o fim da dupla criminosa mais conhecida da historia. O final e mesmo isso um momento de catarse de todas as personagens e o momento em que o filme realmente consegue ter grande impacto ao contrario da restante duração onde me parece sempre um filme com algumas dificuldades em aumentar o seu ritmo.
Ou seja para os intervenientes em questão, para um realizador competente poder-se-ia esperar um filme de maior impacto, que fosse mais que um filme competente policial sobre uns criminosos famosos, fica a ideia que mesmo no que diz respeito as personagens centrais e a quimica entre elas, embora esta exista poderia a mesma ser mais funcional no resultado final do filme.
A historia fala da concretização de uma equipa de especialistas ex-rangers do texas para tentar encontrar e terminar com a dupla de criminosos mais famosa da historia.
Em termos de argumento pode se discutivel o caracter demasiado serio que o filme assume para si, fica a ideia que um lado mais descontraido mais de personagens do outro lado poderia resultar num filme equilibrado embora nos pareça ser um filme denso na forma como nos da as suas personagens centrais.
Hancock e um realizador que nos ultimos anos ganhou algum protagonismo, mas a quem ainda a falta o filme de referencia que o conduza para uma primeira linha. Neste filme temos um filme de epoca bem construido com boas referencias a historia real, mas a assinatura ainda nao esta la.
No cast Costner e um actor competente principalmente nesta fase da sua carreira, Harlsson e a garantia do lado mais proximo do publico, funcionam bem em conjunto nas diferenças embora seja um filme que vai buscar o mais comum em ambos.

O melhor - O final.

O pior . E um filme que tem dificuldade em descontrari

Avaliação - C+

Saturday, March 30, 2019

Welcome to Marwen

Robert Zemekis esta numa fase terminal da carreira, de um dos melhores realizadores e mais originais que o cinema viu nos ultimos quarenta anos. NOs ultimos anos o veterano realizador tem estado longe do sucesso principalmente nos seus dois ultimos biopics curiosos. Neste ano nesta mistura entre live action e stop motion arrojado, acabou por ver o seu filme quebrar muito por culpa de uma avaliação critica negativa que ajudou este filme a tornar-se num dos grandes floops comerciais de 2018.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que a orignialidade e tecnica do filme, algo que Zemekis costuma fazer tao bem, acaba por ser os vetores mais fortes do filme. Tecnicamente e mais que isso em termos esteticos na construçao do mundo das bonecas o filme é bonito, surpreendente e uma abordagem original.
O problema acaba por ser que a historia em si acaba por ser rudimentar, temos uma personagem perdida, alvo de um ataque em stress pos traumatico, mas o filme nunca parece ser totalmente coeso na criaçao de uma intriga que o sustente aquilo que funciona muito bem no que diz respeito ao lado tecnico. Fica a ideia que o filme merecia um argumento mais trabalhado, mais coeso e que funcionasse melhor mesmo que a base pudesse ser a mesma.
Ou seja Marwen e um filme particular com atributos que na minha opiniao mereciam mais atençao pelo arrojo de uma abordagem diferenciadora e por uma historia artistica totalmente diferente. EMbora reconheça que em termos de preparaçao e na forma como a historia foi construida existem deficiencias que acabam por condenar este filme a uma importancia menor do que aquilo que na realidade deveria ter.
A historia fala de um artista fotografico com uma queda para bonecos e sapatos de mulher que depois de um violento ataque que foi alvo começa a criar a sua historia num mundo imaginario de bonecas por si criado com as personagens da sua vida.
Em termos de argumento podemos dizer que a base ideologica do filme aliado ao seu nivel tecnico sao base para uma obra de referencia. O problema e a concretizaçao, a forma como o filme limita em demasia as suas personagens quer a principal mas especialmente as secundarias, nao aproveitando a criatividade de base que o filme tem.
Poucos tem uma carreira como Zemckis recheado nao so de trabalhos de referencia mas acima de tudo de evoluçoes tecnicas de primeira linha. Aqui temos mais uma vez Zemeckis a arriscar e com sucesso porque tecnicamente o filme funciona. Fica ainda a ideia que com um argumento mais capaz teriamos mais um bom filme para um curriculo vastissimo.
Parece-me que a escolha de Carell esta longe de ser a melhor para um papel que exigia algum caracter dramatico. Carell tem dificuldades em ser naturalmente intenso do ponto de vista dramatico e o filme acaba por perder com isso. Em termos de secundarios o filme nao deixa as personagens secundarias ter espaço.

O melhor - O valor tecnico do filme.

O pior - Carell nao foi a melhor escolha

Avaliação - C+

Out of Blue

Os filmes policiais usualmente para serem de qualidade superior normalmente tem consigo bons argumentistas, bons realizadores e bons interpretes. QUando se tratam de produções pequenas normalmente neste genero os filmes acabam por ter mais dificuldade. Estreado no ultimo estival de Toronto este pequeno filme teve longe de brilhar com avaliações essencialmente medianas. Em termos comerciais a falta de atores de primeira linha acabaram por condicionar e muito o desempenho comercial de um filme como este.
O estilo deste filme e o comum em thrillers policiais mais escuros, temos uma morte, uma policia e a tentativa de desvendar o que esteve por tras de tal feito. Na organizaçao do filme temos o basico o problema e que depois na abordagem o filme e demasiado estranho tentando sucessivamente entrar no intimo quer da policia quer da vitima e torna tudo confuso e com pouco ou mesmo nenhum interesse.
O filme deixa-se mesmo adormecer no passeio que vai fazendo pelas personagens sem nunca ter impacto em nenhuma delas, fica a sensação que o filme fica demasiado tempo perdido entre os seus pontos faltando uma linha central definida que sustente o filme e isso acaba por tornar o filme demasiado simplista.
OU seja um filme policial de baixa qualidade sem intensidade, sem a capacidade de surpreender com personagens pouco ou quase nada trabalhadas e que acaba por nos fazer desprediçar mais de hora e meia de filme.
A historia fala de uma policia que tenta descobrir o que teve por trar do homicidio de uma jovem bem aceite na sociedade e mais que isso de uma familia de referencia.
O argumento tem uma base igual a muitas outras, nos tipicos filmes de tentar descobrir quem matou quem. Na sua organizaçao o filme nao aproveita esta simplicidade complexificando em demasia as personagens o que contamina de forma definitiva o resultado final do filme
Na realizaçao deste pequeno filme temos uma realizadora praticamente desconhecida que tem um trabalho neste filme quase insignificante uma realizaçao escura com os saltos temporais tipicos de um filme que volta ao passado mas sem nunca conseguir uma assinatura que sustente o filme. Parece-me claro que sera um filme inexistente num curriculo.
NO cast Clarkson e uma excelente atriz para ser secundaria em filmes de qualidade mas uma actriz sem dimensao para ser a base do filme e isso denota-se no filme, ainda que com muita culpa de um argumento que nao aproveita quase nada a personagem. Nos secundarios alguns renascidos sem qualquer destaque.

O melhor - Ver Caan

O pior - A forma como o filme com a tarefa facilitada nao consegue ter qualquer impacto significativo

Avaliação - D

Sunday, March 24, 2019

Dragged Across Concrete

Mel Gibson enquanto ator tem nos ultimos anos estado bem longe da rivalta, o que por sua vez como realizador até tem sido ultrapassado principalmente com o sucesso de Hackaw Ridge. Este ano surge neste trailer de produçao independente ao lado de um dos colaboradores do seu ultimo filme, num policial violento e cru. Apesar de ter sido lançado num mes de pouco sucesso critico para os filmes, o filme conseguiu sair com avaliaçoes essencialmente positivas embora longe de serem entusiasmantes. POr sua vez comercialmente tendo em conta o valor produção e a sua expansao sera um filme que dificilmente se tornara um sucesso.
Sobre o filme temos um filme que vai passeando pelas personagens ao sabor da importancia que as mesmas vao adquirindo ao longo dos diferentes segmentos do filme, isso faz com que o filme comece de uma forma demasiado parada mas que va ganhando ritmo consoante a situação central se vai potenciando, acabando depois por na especificidade levar para niveis mais altos de desempenho, quer na quimica e nos dialogos entre o par de ex policias, ou mesmo no lado frio e negro dos criminosos.
E um filme cru que nao tem receio nenhum de preparar perdas, entrando no capitulo seguinte no segundo depois, nesse particular temos um filme que mesmo com uma longa duração consegue ir criando epicentros narrativos em cada uma das partes, mesmo que nas seguintes acabe por ter dificuldades em retomar o ritmo elevado que acaba sempre por ter.
Nao sendo um filme com um significado tremendo acaba por ser com alguma capacidade um interessante thriller de policias no fio da navalha e um grupo criminoso mais que organizado sem qualquer pudor em exercer a violencia ao maximo, o que acaba por dar um filme com ritmo, dialogos maioritariamente interessante, que nao sendo nem perto disso uma obra prima acaba por ser competente.
A historia fala de dois policia suspensos alegadamente por excesso de violencia numa operaçao policial que de forma a dar resposta as dificuldades financeiras que atravessam planeiam um ataque a um traficante de droga, que vai ser contudo bem mais que isso.
Em termos de argumento a historia de base nao e original sendo mais do mesmo que outros filmes do mesmo genero ja conseguiram. Acaba por ser na especificidade principalmente dos dialogos que o filme consegue ser mais eficaz e conduzir-se para niveis mais altos de desempenho.
Craig Zhaler e um realizador que tem ganho nos ultimos anos algum carisma, com filmes escuros com atores usualmente mais associados a outros generos. Aqui temos mais do mesmo no estilo do filme mas ainda nao me parece que tenha atingido o reconhecimento generalizado embora me pareça estar perto de o conseguir.
No cast Gibson nunca foi propriamente conhecido por ser um actor de primeira linha, e aqui volta a nao o ser, uma personagem limitada a alguns maneirismos, acompanhado por um Vaugh com um lado mais descontraido que encaixa bem na diade mas esta longe de ser exigente do ponto de vista de interpretaçao.

O melhor - O lado cru do filme.

O pior - Demasiado longo

Avaliação - B-

Saturday, March 23, 2019

The Dirt

Numa altura em que as baterias de hollywood parecem estar apontadas para biopics sobre musicos ainda vivos, ou outros icons, a Netlfix surpreendeu com a adaptaçao ao ecra do biopic dos elementos dos Motley Crue. Este filme que tentou demonstrar todos os exageros dos elementos do grupo estreiou com algum mediatismo, principalmente nos EUA onde a banda teve maior sucesso. Em termos criticos as coisas nao foram brilhantes e comercialmente penso que apenas junto dos fas da banda o filme podera resultar.
Assim como os Motley Crue estao longe de ser convencionais o seu biopic é feito com os exageros e irreverencia da banda num sucessão de eventos que demonstram bem a imaturidade presente em cada um deles. O inicio do filme e a abordagem do mesmo, é original, transformando o filme numa comedia satirica com espirito critico bem apurado, demonstrando bem o realismo dos elementos que funcionam como produtores do filme.
Na segunda fase quando o filme entra nos apontamentos mais dramaticos o filme funciona a todos os niveis pior, primeiro porque nao tem atores suficientes para dar o impacto emocional ou degradante das personagens, funcionando sempre melhor no teor ligeiro, no teor do absurdo e da auto critica. Um dos outros grandes problemas do filme e o nao acompanhar da degradação fisica das personagens ao longo do tempo, fica sempre a ideia que estamos no mesmo momento temporal quando filme abarca mais de uma decada de carreira.
Ou seja um filme que acaba e bem por ser o espelho da banda que retrata, funcionando mais com o conceito do que com a arte, funcionando mais na rebeldia do que na historia certo e que quebra com o convencional nos biopics sobre musicos, assumindo que os Crue estiveram longe de ser uma banda de musica para ser um grupo de pessoas com formas de vida que por acaso tocavam musica.
A historia fala da criaçao da banda e as origens de cada um dos elementos bem como os exageros provocados por todos no decurso do sucesso de uma banda rock que se manteve ao longo de diversos anos.
O argumento e baseado numa autobiografia com muito sentido critico o que nem sempre e facil em pessoas famosas, essa humildade relativamente as falhas e aos exageros cometidos demontram por um lado a incorreçao que teve sempre presente na banda e funciona principalmente na primeira hora do filme.
Na realizaçao o leme foi entregue Jeff Tremaine, realizador associado aos filmes e clips de Jackass que tem aqui o mais proximo dos seus amigos em termos musicais. O filme tem uma abordagem original que funciona muito bem em termos comicos, que se diluiu ao longo do filme, quando quer ser mais dramatico o filme e claramente menos funcional.
No cast o filme reune uma serie de jovens ainda em crescimento na carreira. O resultado não e brilhante eles nao funcionam plenamente principalmente na exigente vertente dramatica. Na construçao de bonecos Machine Gun Kelly acaba por ser o mais impactante aproveitando tambem o lado mais comercial que Tommy Lee sempre teve

O melhor - A primeira hora de filme.

O pior - A entrar no lado dramatico o filme perde alguma identidade e mais que isso os interpretes mostram as suas debilidades

Avaliação - B-

Friday, March 22, 2019

Dog's Way Home

Para o inicio de Janeiro de 2019, surgiu o tipico filme sobre a historia real das aventuras de um animal domestico neste caso um cão. Este e um filme sobre a ligaçao entre animais e pessoas que passou pela critica com o medianismo tipico deste tipo de produçao, sendo que comercialmente a falta de figuras de referencia acabaram por condicionar o seu resultado final.
Sobre o filme podemos dizer que se trata do tipico filme juvenil e familiar sobre animais e pessoas, os primeiros trinta minutos de filme e o tipico filme com os cliches das situações de ligaçao emotiva entre o animal e os donos com a definiçao pouco real de quem é bom e mau, sem explicar ou entrar minimamente dentro de alguma personagem, sendo uma introduçao de filme de serie B.
Na segunda parte no que diz respeito as aventuras do cão o filme torna-se uma produçao mais dificil com muito recurso aos animais, mas ao mesmo tempo torna-se algo monotono e repetitivo nas ligações que a personagem central vai fazendo e no lado de exploraçao emocional continuo que o filme acaba por ter.
No final filme tem o tipico final feliz de um filme demasiado simplista do primeiro ao ultimo minuto, fica a ideia que o filme tem um publico alvo muito definido e que nao quer sair da rotina de um filme de segunda linha que acaba por o ser em todas as suas componentes.
A historia fala de uma cadela pitbull que e afastada do seu dono, acabando por fugir da sua nova residencia andando mais de 400 milhas por diversos locais ate encontrar novamente o seu dono de sempre.
EM termos de argumento os cliches habituais deste tipo de filme do primeiro ao ultimo minuto, isto acaba por ser o lugar comum nas personagens pouco trabalhadas, nos dialogos e situações todas elas demasiado previsiveis.
Na realizaçao sabemos que trabalhar com animais e sempre dificil Charles Martin Smith ja e um habitue no registo das relaçoes entre pessoas e animais, acabando aqui por dar um filme de estudio simples, que apela mais ao coraçao do que a razao.
No cast temos a referencia de Dallas Howard como voz do animal, e uma Ashley Judd em piloto automatico numa personagem completamente inexistente.

O melhor - E sempre uma mensagem positiva.

O pior - Na segunda parte e extremamente monotono

Avaliação -D+

The Mule

Clint Eastwood aos 90 anos de idade continua a bater records no cinema de hollywood não apenas no ritmo com que os seus filmes vao sendo lançados enquanto realizador e produtor, mas tambem por neste filme nos trazer a sua interpretaçao como protagonista. Pese embora tenha sido lançado em clara temporada de premios o filme acabou por ter criticas algo medianas, o que levou a que o estudio fizesse uma nota sublinhando que os objetivos do filme era mais comerciais. Neste ponto o filme foi bastante competente, porque muitos queriam ver como Eastwood ainda conseguia protagonizar um filme com tanta idade.
Sobre o filme e facil perceber quando vemos o filme que e uma obra mais pensada no lado comercial do que no critico, principalmente pelo teor descontraido com que a personagem e montada. Existe um ponto que acaba por ser o que mais funciona no filme e que nao e comum na filmiografia de Eastwood em nenhuma das componentes que e o sentido de humor e o ritmo ligeiro nos dialogos.
A historia tem o seu lado romantico da redençao, algo que tem sido comum nos ultimos filmes de Eastwood sempre com o lado emotivo, patriotico ou mais que isso num lado de defensor de minorias. O filme cai em alguns cliches e abusa em demasia das sequencias de estrada da personagem. mas para alguem com 90 anos e justo algum egocentrismo.
Nao sendo uma obra de referencia e um razoavel filme de entertenimento, numa historia que é mais peculiar do que interessante e com a tipica conclusao a Eastwood que estou longe de ser grande adepto fica a ideia que poucos conseguiram um trabalho tao objetivo com tanta idade.
A historia fala de um idoso de noventa anos que se ve envolvido como correio de droga para um cartel de droga mexicano, numa altura em que tais rotas começam a ser investigadas pelo DEA:
Em termos de argumento a historia e simples, narrativamente com alguns cliches mas o tom descontraido da personagene dos seus dialogos alguns com humor funcional acaba por levar o filme para o efetivo em termos de resultado.
Seria estranho se Eastwood ainda nos conseguisse dar o melhor de si na realizaçao tendo em conta a sua idade. Aqui temos um lado mais funcional, simplista, sendo que a ideia de realizar um filme com esta idade ja e de si um luxo de alguem que deu ao cinema obras de primeira linha.
No cast Eastwood nunca foi um actor de primeira linha e aqui tambem nao o e, tem o seu lado mais descontraido e claramente uma distreza vocal ainda de fazer inveja. O filme nao utiliza nem quer fazer uso dos seus secundarios que apenas estao ali para homenagear Eastwood.

O melhor - O tom descontraido das personagens e dialogos.

O pior - A conclusao sempre romantica

Avaliação - C+

Wednesday, March 20, 2019

Stan & Ollie

Bucha e Estica como se diz em portugues deve ser das duplas de comediantes mais conhecidas do mundo mas ate ao presente momento não tinham qualquer filme a contar a sua historia ou parte dela. Esta produçao inglesa acabou por ter essa aposta, numa homenagem a tour britanica que foi a ultima da dupla. Criticamente o filme funcionou com boas avaliações principalmente em termos ingleses que motivou grande presença nos bafta do filme, nao conseguindo contudo chegar aos oscares. Por sua vez comercialmente nos EUA e sendo uma produçao inglesa teve algumas dificuldades.
Sobre o filme desde logo parece-me importante dizer que como e obvio o humor da dupla que o filme retrata tem um contexto temporal proprio e nisso o filme e uma homenagem muito interessante porque consegue ir buscar o contexto e o lado mais emocional e simples desse tipo de cinema sempre potenciado por duas das grandes interpretaçoes de 2018.
Claro que e uma historia positiva um filme que nos da a ultima tour da dupla em desaceleração de carreira que nos da diferentes apontamentos do sucesso, desde logo a chegada a um lado de esquecimento, a forma como existe avanços e recuros numa relaçao tao dependente uma da outra, embora o filme trate estes pontos de forma simples, como era o humor e a simplicidade de ambos.
Nao sendo um filme completamente diferenciados e uma homenagem com recursos interpretativos de primeira linha, com um lado emocional e nostalgico de um cinema ou imagens que pelo menos marcaram algum do nosso imaginario. Fica acima de tudo uma historia de companheirismo bonita numa das duplas de maior sucesso do cinema.
A historia fala-nos dos ultimos anos da carreira de Stan and Ollie numa digressao pela inglaterra ja na fase descendente da carreira e a forma como a relaçao entre ambos é analisada nesse mesma tour.
Em termos de argumento e um filme simplista que conjuga o espaço presente da açao com o passado de uma forma competente. Nao tenta inovar, mas e na simplicidade do cinema que homenageia que o filme e a historia que conta tem o seu segredo.
Na realizaçao Baird e um realizador normalmente associado a projetos irreverentes que aqui tem o plano completamente oposto e funciona. O filme e realizado de uma forma tradicional e de homenagem que muito potencia o lado estetico da dupla.
No cast o filme tem duas interpretaçoes de excelencia. Se C Reilley dá-nos o lado mais emocional da dupla, e o lado mais comico, num ano estranho com muitos altos e baixos, acaba por ser Coogan o que mais surpreende com a sua interpretação fisica de Stan e que deveria quem sabe ter mais atençao da epoca de premios.

O melhor - As interpretaçoes.

O pior - As historias simples surpreendem menos.

Avaliação - B

Monday, March 18, 2019

Triple Frontier

A netflix prometeu que em 2019 seria o seu ano de maior aposta em termos de cinema. Apos um final de 2018 em alta, motivado acima de tudo pelo sucesso critico de ROma e comercial de Bird Box, este é ja o segundo filme de um realizador de primeira linha critica que é lançado este ano, depois do estranho Velvet Buzzsaw de Dan Gilroy. Este foi um filme que criticamente não entusiasmou por completo pese embora as avaliações acima de tudo positivas. Comercialmente tendo em conta o naipe de atores tem tudo para ser um grande sucesso da netflix.
Sobre o filme, temos um golpe num contexto pouco comum, concretamente na casa de um barão de droga sul americano, isso permite que seja um filme de ação com ritmo elevado, em pleno movimento, com situações limite, mas que rapidamente torna-se um filme que esvazia por completo as personagens limitando-se a um filme de sequencias de ação interminavel, o que não é propriamente a melhor fonte para um filme como este funcionar.
Ou seja parece-nos que é um filme com um contexto propicio para um interessante filme de ação, com um cast recheado de talento, mas que desaproveita por completo já que o filme nunca entra dentro de nenhum dimensao pessoal dos seus personagens e isso torna o filme obsoleto em termos de significado maior, sendo mais um filme de ação comercial, com alguns bons momentos de impacto mas pouco mais.
Fica a questão se com um realizador habituado a filmes de maior dimensao intlectual, e um cast como este o filme merecia um filme com mais impacto, principalmente na açao dramatica ou no lado mais pessoas das personagens. Mesmo em  termos tecnicos para alem do lado paisagistico do contexto espacial do filme, não existe espaço mas mais brilho.
A historia fala de um grupo de ex veteranos de guerra que se juntam para tentar efetuar um assalto a casa de um barão de droga, numa missao planeada ao milimetro e tendo em vista a recompensa monetaria que o trabalho nunca lhes deu.
Em termos de argumento podemos dizer que o filme é algo vazio, dá total primazia à ação pura e dura e dá-nos pouco na vertente das personagens para alem do necessario e convicções para o plano. Parece-nos tendo em conta o background das personagens existia espaço para um filme mais dramatico.
Na realização Chandlor é alguem que conseguiu nos ultimos tempos ganhar algum impacto critico, mas que ainda não tem uma assinatura pessoal nos seus trabalhos. Aqui consegue funcionar bem nos momentos de ação entrando com o impacto necessário para dar mais ritmo ao filme.
No cast eu confesso que não consigo compreender a forma como Affleck continua tao presente, já que ele não consegue dar profundidade as suas personagens. No lado de ação Humman, Hedlund e Pascal dão esse lado ao filme, sendo Isaac o unico que tem uma personagem mais construida.

O melhor - Algumas sequencias de ação de primeira linha, com sublinhado moral

O pior - Affleck

Avaliação - C+

Saturday, March 16, 2019

Finding Steve MqQueen

Hollywood quer de primeira linha quer de segunda sempre se interessou por grandes golpes bancários, não so naquilo que os filmes dao em termos de ação imediata mas principalmente quando os mesmos sao adaptaçoes de historias reais, acaba sempre por ser positivo fazer um filme sobre uma façanha diferente. Este ano de uma produtora quase inexistente surgiu este pequeno filme com um titulo sugestivo. Criticamente o filme foi avaliado com a indiferença mediana, sendo que comercialmente ao ser um filme sem grandes trunfos acabou quase por nao existir no que a isto diz respeito.
Sobre o filme confesso que para filmes de golpes este acaba por ser algo pausado demais para ter o efeito desejado, talvez porque o filme seja demasiado intercalado entre a historia e a forma como a mesma esta a ser contado, talvez porque em termos de protagonistas nunca tenha alguem que pegue no filme do primeiro ao ultimo momento, ou talvez porque ja estejamos cansados de filmes parecidos.
A originalidade da personagem central e a sua forma de vida acaba por ser o unico elemento diferenciador do filme, mas parece que mesmo na abordagem e tendo em conta estas caracteristicas a produçao poderia assuir algum maior risco, principalmente na abordagem estetica do filme que adopta quase sempre uma postura algo convencional, e que acaba por tornar o filme algo minimalista.
Ou seja um filme de assaltos, daqueles que quando vimos achamos alguns promenores interessantes, neste caso a motivaçao politica e diferenciada de todos os envolvidos, mas que volvido algum tempo da visualizaçãoo acabamos por nos esquecer do filme em questãoo.
A historia fala de um grupo de individuos com pouco em comum que se reune para planear um assalto a uma verba monetaria aparentemente ilegal do apoio a recandidatura de Richard Nixon.
Em termos de argumento temos a envolvencia tipica dos filmes de assaltos. As personagens estao longe de serem todas trabalhadas da mesma forma, contudo isso acaba por criar alguns desiquilibrios na ligaçao das mesmas e na forma como o filme funciona diferenciada em cada uma delas.
O realizador Mark Steven Johnson foi alguem que ha muitos anos foi escolhido para fazer duas adaptações de super herois ao cinema que ficaram na historia como dois dos piores trabalhos do genero. Aos poucos tenta recuperar uma carreira que provavlemente nunca lhe vai dar novamente o mesmo mediatismo.
No cast temos a falta de nome, e carisma para segurar um filme como este a escolha de Travis Fimmel para protagonista nao funciona em plenitude, mesmo com a personagem a ser bem trabalhada. Os restantes estao em piloto automatico.

O melhor - A personagem central e a sua forma de vida

O pior - Estar longe de ser um bom filme de assaltos

AValiação - C

Friday, March 15, 2019

The Kid Who Would Be a King

Cada vez mais os filmes de ação juvenis tem perdido espaço para megas produçoes de super herois, o que perdeu algum do carisma dos filmes de grupo. Este ano esta produção britanica acabou por conseguir uma estreia de alguma dimensão no cinema norte americano com criticas positivas. Comercialmente a falta de actores de relevo ou de efeitos de primeira linha acabaram por limitar a capacidade de resultado do filme que ficou muito aquem das expetativas.
SObre o filme podemos dizer que se trata de um filme que conjuga um lado epico dos classicos literarios juvenis com o lado mais atual em termos da sociedade. O filme tem essa conjugação que funciona mas por outro lado acaba por cair em demasiados cliches dos filmes juvenis, concretamente no que diz respeito ao humor utilizado e mais que isso às personagens tipicas deste tipo de filme. Ou seja um filme que acaba por ser mais do mesmo em termos de genero, valendo apenas por trazer para os nossos dias um a historia conhecida.
Em termos de produçao tambem me parece que se trata de um filme pequeno, que tenta em alguns espaços utilizar alguns efeitos especiais mas os quais se tornam demasiado repetitivos, e pouco imponente. Vale mais no filme o lado britanico e as suas paisagens e castelos que muitas vezes servem aquilo que o filme nos quer dar no ponto de vista estetico.
Ou seja longe de ser um bom filme juvenil e um filme que nos leva para um cinema que nos ultimos tempos nao tem tido seguimento, jogando com o tradicional e o fantastico. Fica a ideia que falta ao filme o carisma de interpretes maiores para ganhar outra dimensão. A ideia e boa a execução nao e  a melhor.
A historia fala de um jovem que sofre bullyng na escola que de repente se ve na posse da excalibur e ter de defender a inglaterra de um ataque de uma princesa do mal, tendo que reunir um exercito que vai combater este lado negro, apenas com a ajuda de um curioso feiteceiro.
Em termos de argumento a adaptaçao aos nossos dias da historia do rei artur funciona, e nas curiosidades narrativas da alguns bons momentos. Na intriga central o filme peca por falta de originalidade e cortar com os cliches habituais.
Na realizaçao o filme traz-nos Joe Cornish um argumentista de filmes juvenis de algum sucesso que aqui tenta a sua sorte a solo. O filme parece aproveitar mais os momentos mais simples de uma inglaterra nos seus diferentes pontos do que quando recorre aos efeitos especiais claramente de segunda linha. Nao e propriamente com este filme que ganha dimensao internaiconal
No cast falta obviamente figuras de primeira linha não só nos mais pequenos, que acabam por ser monocordicos ao longo do filme, mas principalmente nos secundários. Fergunson nunca esta verdadeiramente no filme e Stewart acaba por ser aparição fugaz e irrelevante.

O melhor - A forma como o classico da literatura é trazido para o lado atual.

O pior - O humor do filme demasiado tradicional

Avaliação - C

Thursday, March 14, 2019

Happy Death Day 2U

O terror nos ultimos anos assumiu uma roupagem algo diferente daquele que mais sucesso teve nos finais dos anos 90 que juntavam a comedia juvenil com o terror. Em 2017 surgiu o primeiro filme desta saga que conseguia isso mesmo, juntar o humor de Groundog Gay com  o terror estetico. O resultado naquele momento foi interessante principalmente do ponto de vista comercia, razão pela qual dois anos depois surgiu a sua sequela. Em termos criticos as avaliações medianas com ligeira tendencia positiva mantiveram-se, pese embora comercialmente os resultados tenham sido a todos os niveis mais pobres e que provavelmente determinarão a término da ideia.
Sobre o filme podemos dizer que não temos a sequela convencional, com as mesmas personagens a ter outra situação semelhante que nos leva a pensar que o Karma delas já teve melhores dias. O filme com uma parte sci fi pouco interessante leva as personagens para a repetiçao do dia do primeiro filme embora numa outra dimensão e isso consegue que o filme consiga principalmente no lado mais comico e de comdia romantica juvenil tenha algumas virtudes.
O problema e que para potenciar o lado scifi e juvenil o filme perde quase todo o impacto de terror que o primeiro filme ainda consegue ter, tornando-se claramente num filme mais ligeiro, mais romantico que tem como background alguem a tentar matar os protagonistas ainda que numa vertente quase irrelevante para o desenvolvimento da historia.
Nao sendo obviamente um filme de primeira linha, ou um poço de originalidade é um filme de entertenimento rapido que já como o primeiro filme tinha sido é bem mais interessante do que os filmes penosos que tem sido lançados sucessivamente com espiritos a assombrar casas. Fica a ideia que o caracter descontraido em face de nos ultimos anos não ter sido um estilo de aposta do genero acaba por o diferenciar positivamente.
A historia segue as mesmas personagens do primeiro filme embora com um estilo ligeiramente diferente, já que existe um recuo temporal. A personagem central vai ter de reviver o mesmo dia do primeiro filme novamente, tendo de lutar pela sobrevivencia, enquanto tem de escolher por duas realidades com lados distintos da sua vida.
Em termos de argumento este filme é uma abordagem algo diferente daquilo que usualmente e uma sequela, ou seja, temos um filme que aposta acima de tudo em voltar atras e apagar o que ja vimos, com um engenho tecnologico que acaba por ser o elemento que menos funciona neste filme embora seja algo que permite a abordagem diferente.
Na realizaçao Landon assume a cadeira depois de um passado em terror mais intenso e algo mais juvenil. O filme nao exige particularmente muito do realizador que não consegue contudo criar situações em que o terror funcione, o que não é propriamente um elogio para um filme com estas caracteristicas. Poucos sao os realizadores que criam carreira neste gendero, e Landon parece nao ser um desses.
Em termos de cast o filme repete o cast recheado de desconhecidos do primeiro filme, e percebe-se que nenhum deu o salto que lhe levasse a pensar recusar esta sequela, talvez pelo pouco tempo de intervalo entre os filmes ou talvez porque nao seja um filme que exija muito dos seus interpretes.

O melhor - A forma como o filme consegue ter uma sequela diferente do habitual

O pior - O lado do terror fica colocado quase de lado

Avaliação - C+

Wednesday, March 13, 2019

Holmes & Watson

Will Ferrel e John  C Reilley são dois actores que ao longo do tempo na comedia funcionaram como um par de referência, numa simbiose que até ao presente momento tinha resultado em comedias proximas do publico e que a critica tinha gostado. Dai que este reencontro tivesse os bons olhos ainda para mais na adaptaçao comica de Sherlock Holmes. Contudo apos as primeiras visualizações percebeu-se que o filme rapidamente se ia tornar numa catastrofe critica com avaliações pessimas que o tornaram num dos referenciados piores filmes da historia. Comercialmente esta pessima publicidade acabou por provocar danos significativos a um filme que tinha objetivos comerciais fortes.
Sobre o filme, eu confesso que usualmente sou fã do sentido de humor mais arrojado de Will Ferrel, no estilo o filme vai buscar alguns destes principios o problema e que a tentativa de ser ainda mais disparatado do que Ferrel ja o é torna que muitas das sequencias sejam só absurdas sem ser engraçadas e pior que isso que o filme nunca funcione no seu nucleo central e torna-se numa presa facil para os tradicionalistas das personagens e aqueles que esperavam pelo menos um filme mais objetivo em termos praticos.
Confesso que ja vi comedias piores mesmo sendo facil perceber que esta não funciona, quase nunca é engraçada e por outro lado nunca consegue ser tão má que se torna boa, o que é um claro problema para o filme que insiste constantemente numa formula de Ferrel unica, não tentado aproveitar o estilo do actor para uma versatilidade de estilos que acabasse por não cansar tanto.
COntudo ao ser um filme de espionagem parece-me que é na intriga central que reside o maior de todos os problemas do filme, nunca temos preocupaçao com esse ponta, na essencia achamos mesmo que a intriga central do filme é uma desculpa para as sequencias disparatadas quase em formato de schetchs que o filme acaba por ter, e como filme isso acaba por ser uma erro claro de palmatoria.
O filme fala-nos da forma como a dupla Holmes e Watson iniciaram a relação e a forma como tentam investigar uma ameaça de morte da rainha de inglaterra, e a forma como tal poderá estar associada ao temivel professor Moriaty.
Em termos de argumento o filme é um desastre, principalmente na intriga central, pouco trabalhada, desinteressante, muitas vezes colocada de lado para sequencias comicas que mesmo elas tem muita dificuldade em funcionar. Fica a ideia que tudo não correu bem desde a formaçao ao finalizar do argumento.
Cohen tem nome de irmão Cohen, mas e um realizador comum de comedias de Ferrel, tem aqui um trabalho que não funciona, nem tanto pelo seu trabalho embora por vezes as suas sequencias de dialogo mental também não funcione mas mais por um argumento que é um erro de base.
No cast temos Ferrel com o seu estilo comum, embora nos pareça que devido a repitição de formatos já comece a cansar. Ao seu lado um C Reilley que tinha tido um bom ano, mas cujo o seu Watson é um hino a imbecilidade. Questionamos acima de tudo o que Hall e principalmente Fiennes fazem num filme como este.

O melhor - Algumas vezes o estilo de humor de Ferrel está lá.

O pior - Mas quase sempre o filme é mais imbecil do que comico.

Avaliação - D+

Tuesday, March 12, 2019

The Lego Movie Part 2

Cinco anos depois do cinema de animação ter ficado surpreeendido com o primeiro Lego Movie, eis que surge a sua natural sequela em face do sucesso comercial e critico que o primeiro filme. Entretando o mesmo formato e os mesmos produtores já lançaram outros dois filmes tematicos com resultados menos satisfatorios. Em termos criticos o filme pese embora tenha obtido avaliações positivas ficou distante do primeiro filme. Tambem comercialmente o filme ficou longe do sucesso imediato que foi o primeiro filme.
Sobre esta sequela podemos dizer que o primeiro filme apanhou todos de surpresa, pela curiosidade tecnica do formato, pela originalidade do conceito e acima de tudo pelo lado positivo da mensagem. Este filme teria dificuldades em causar o mesmo impacto ja que muito do que nos tinha para dar de novidade principalmente do ponto de vista tecnico ja era conhecido e a ai o filme dificilmente conseguiria ter este efeito no espetador.
O filme tem alguns bons detalhes, mais uma vez e um filme que funciona bem e de forma original na simbiose que cria entre o lado live action e animaçao, bem como na forma como isso acaba por dar ao filme um lado simbolico interessante. Do ponto de vista do argumento de animaçao, parece-me que o filme perde demasiado tempo em alguns apontamentos visuais de de luta desnecessários que o distancia principalmente do publico mais adulto.
Por tudo isto mesmo sendo um filme com alguns pontos de qualidade assinalaveis, esta longe da orignalidade e do fenomeno que acabou por ser o primeiro filme. Fica a intenção de alguns apontamentos criativos que o filme potencia mas fica a ideia que nao e um estilo de filme para dar muitos mais sucessos.
A historia fala novamente de Emmet e Lucy, que agora percebem que existe a intrusão no mundo deles, que poderá colocar em causa toda a realidade dos mesmos.
O argumento tem alguns apontamentos ideologicos e de mensagens interessantes principalmente no formato com que o filme consegue conciliar o lado mais pessoal com a animaçao em si. Em termos humoristicos parece-me ter ficado algo distante do primeiro filme.
Na realizaçao Mike Mitchell surge na cadeira, depois de alguns filmes de animaçao e live action de qualidade duvidosa. Tecnicamente o filme funciona novamente embora o lado da surpresa ja nao existe. Nao e pelo lado tecnico que o filme fica diminuido.
O numero elevado de novas aquisiçoes para as vozes funciona principalmente a de Haddish, o filme aposta em mais momentos musicais e aqui penso que nem sempre o cast esta a altura.

O melhor - A originalidade tecnica do conceito

O pior - UJm filme sem o rasgo original do primeiro

Avaliação - C+

Wednesday, March 06, 2019

The Boy Who Harnessed the Wind

A Netflix tem nos ultimos anos apostado em todos os certames mais famosos, não só em termos de produçoes, mas também na compra de produtos independentes que surjam nesses festivais. Em Sundance surgiu este filme, falado em lingua não inglesa que marcava a estreia na realização de longas metragens de Chiwetel Ejiofor. O filme teve boas avaliações, insuficientes contudo para o potenciar para grandes voos, mas acabou por resultar bem junto do publico razão pela qual acabou por ser aposta da NEtflix. Em termos comerciais os resultados netflix são sempre dificeis de apurar.
Sobre o filme, podemos dizer que tem todos os ingredientes dramaticos para funcionar junto do grande publico, desde logo é uma historia real, que toca na miseria de populações desfavorecidas, uma historia de luta e de sucesso, o que acaba por ter tudo para do ponto de vista emocional funcionar no grande publico.
Em termos do filme em si, a escolha pelo dialeto original do Malawi, acaba por funcionar como uma vertente mais realista, mesmo que em termos de escolhas e especificadades do argumento o filme caia em demasia em cliches deste tipo de filmes, com sequencias marcadas para o lado trágico da situação, mas também por outro lado para potenciar ao maximo o impacto positivo do feito final.
E um daqueles filmes competentes, não sendo uma obra prima, nem uma abordagem totalmente orignal, o filme dá-nos uma historia de esforço, que merece ser contada e destacada. Eijifor, é competente na realizaçao e escolhe um cast que acaba por ser a força natural de um filme que se deve ver pese embora nao seja daqueles que fique para sempre na retina.
A historia fala de uma familia agricultora do Malawi com dificuldades de fazer cobro as necessidades financeias, agravadas pela seca que coloca em causa a sobrevivencia de todos. O filme aborda a luta de um menor para responder as necessidades dos pais e assim continuar a estudar.
Em termos de argumento a historia que o filme conta e meritoria e merece o destaque, quer pelo contexto desfavorecido onde o mesmo ocorre mas tambem por todas as vicicitudes que o filme oferece. Podemos dizer que na abordagem recorre a demasiados cliches, mas acaba por potenciar o filme em termos emocionais.
E realizaçao de Ejiofor podemos dizer que tem trabalho na contextualizaçao espacial tipica de africa proximo das origens do ator. COntudo a abordagem em termos de realização nao vai mais longe que isso, num projeto individual que nos faz tar atento para esta nova tarefa do ator.
No cast temos um Ejiofor a liderar um  cast, com toda a intensidade tipica que o mesmo entraga usualmente as suas personagens, acompanado por um jovem Maxwell SImba que tem o lado emotivo do filme.

O melhor - A força da historia que e contada.

O pior - Demasiado recurso a cliches de historia de vida

Avaliação - B-

Isn't It Romantic

Esta comedia romantica sustentada acima de tudo na imagem de Rebel Wilson marca uma viragem na estrategia imediata da Netflix, apostanto por num primeiro momento estrear o filme em muitos cinemas para pouco tempo depois o disponibilizar na aplicação mais conhecida de Streaming. Esta experiencia acabou por não correr mal ao filme, que conseguiu resultados consistentes nem que seja porque escondeu numa primeira fase a sua publicitaçao seguinte. Em termos criticos o filme conseguiu resultados medianos com ligeira tendencia positiva o que nem sempre e facil em termos de comedias romanticas.
SObre o filme eu confesso que a ideia do filme parece-me inteligente e com outros condimentos poderia resultar num filme interessante. O ter um filme dentro de outro com as personagens a ter noção disso acaba por ser curioso, bem como a forma como o filme facilmente utiliza os esteriotipos das comedias romanticas. COntudo o filme tem dois problemas totalmente sublinhados, o primeiro ficar demasiado preso ao estilo de humor dos seus protagonistas, que na minha opinião estão longe de ser dos mais funcionais da atualidade. E depois os proprios interpretes faz falta alguem com quimica e rotina das comedias romanticas para o filme funcionar melhor junto do espetador.
MEsmo assim temos bons momentos, quer o lado musical, quer o risco da abordagem diferenciadora do conceito parece-me de sublinhar numa altura em que hollywood se limita a replicar historias ou sequelas de franchising, aqui temos risco, pese embora num dos pontos mais importantes de todas as comedias romanticas, que e o funcionamento do par central as coisas sejam bastante mediocres.
Ou seja um filme que nos parece que deve ser assinalado, mas fica a impressão que deveria ter adereços melhor, uma boa ideia de jogo  mas com as peças erradas, faz deste filme um misto de sensações, com mais prespetiva para o realizador e argumentista do que para os seus interpretes.
A historia fala de uma mulher em plano ascendente na carreira mas com baixa auto estima, que detesta comedias romanticas por nao acreditar nelas, até que ve a sua vida se tornar numa.
Em termos de argumento a ideia de base é original, e funcional para o genero que o filme quer ser. A execução poderia e deveria ser melhor pois vai demasiado ao encontro do humor de Wilson e Levine, e estes estão longe de ser um prototipo de boas comedias na atualidade
Na realização Strauss-.Schulsson e um realizador de comedias romanticas arrojadas, embora ainda não tenha conseguido um sucesso pleno. Denota-se risco, e alguma originalidade nos conceitos mas talvez por estar preso a um humor demasiado fisico ainda não conseguiu conquistar o publico com uma das suas obras.
Sobre os progagonistas, eu nao sou nada fa do estilo de Wilson, não acho engraçado, acho que mesmo com atriz ela tem muitas dificuldades utilizando apenas o seu lado fisico. Devine ainda pior, um imitação fraca de Jim Carrey que nao consegue tornar real ou não absurda qualquer personagem. Ou altera o estilo ou terá uma carreira recheada da mesma personagem.

O melhor  - A ideia da comedia dentro da comedia.

O pior - Devine e as suas caretas

Avaliação - C+

Sunday, March 03, 2019

Serenity

Um filme com um excelente cast com duas das maiores figuras do cinema atual, um realizador argumentista de eleição e a subir em termos de tamanho no cinema, juntaram-se para uma arrojada historia, que tinha alguma ambiçao em face de incialmente ter sido planeado para a epoca de premios. Quando o filme acabou por ser adiado para o primeiro mes do ano percebeu-se que junto da critica o filme nao tinha resultado, o que acabou por se confirmar com resultados negativos. Se criticamente as coisas nao correram bem, pior foi ainda em termos comerciais com resultados pessimos, que tornam ja no primeiro mes do ano, este filme com ums grandes floops de 2019.
O filme e arrojado no seu argumeto e na sua base, que nao vamos aprofundar porque se torna um spoiler. O problema e que ate ao momento da revelação o filme é tão desligado e pouco interessante, que apenas ficamos com a ideia que com outro teor a ideia poderia ter resultado num filme compentente e não esta obra aborrecida, que apenas potenciar overacting aos seus atores, e mais que isso um filme que nunca consegue prender os seus espetadores ao ecra.
Sao diversos os problemas desde logo as personagens principais, a de Matt é um desastre, uma personagem histerionca, que nunca conseguimos perceber o que quer, e mais que isso, nunca percebemos como se posiciona. Com a entrada em cena de alguns players a coisa fica mais confusa e o filme nao consegue facilitar uma ideia arrojada mas de dificil execução, que o filme nao consegue utilizar ao melhor nivel, fica a ideia que somos burlados com uma historia tão mediocre para uma ideia com tao potencial.
Por isso parece-me clara a frsutração à volta deste filme, não so relacionada com o cast e crew que o filme reune, mas acima parece claro que a base ideologica do filme e a revelação que nele trás deveria ser muito melhor preenchida pela historia de base. Assim acaba por saber a pouco e fica sempre a ideia do despredicio de talento em todos os pontos do filme.
A historia fala de um pescador, que acaba por proporcionar a turistas da ilha onde vive a possibilidade de experienciar a pesca de tubarao e atum, ate que surge uma ex namorada, mãe do seu filho que lhe propoem que este assassine o atual namorado, em troca de uma quantia elevada de dinheiro e impedir assim que o seu filho continue a ser vitimas de mau trato.
No que diz respeito ao argumento a formula, e a ideia do filme que apenas conhecemos no fim do filme é original, e capaz de resultar num bom filme, o problema e que o recheio da historia de base e pobre e as personagens demasiado peculiares para o resultado esperado.
Knight e conhecido pela sua escrita e principalmente pelo sucesso da sua serie PeakyBlinders, tem aqui um trabalho de realizaçao pouco interessante, sem risco, sem poder estetico, e mais que isso mesmo na formula final, deveria o caracter estetico ser mais relevante na mesma.
No que diz respeito ao cast acho que McConhagey nao esta no seu melhor momento, tem caido nos seus papeis em demasiado overacting e neste filme isso e claro. Tambem Hatway me parece longe do seu melhor momento numa personagem que exigia e dava mais possibilidades.

O melhor - A revelaçao final que poderia dar um otimo filme.

O pior - O filme nao aproveitar, com uma historioa central pouco ou nada interessante

Avaliação - C-

Saturday, March 02, 2019

The Prodigy

Cada vez mais o terror e o genero em mais movimento nos primeiros meses do ano, que aproveitam esta epoca do ano mais branda para apostar em titulos pequenos com objetivos unicamente comerciais e na tentativa de lançar novos conceitos que poderão resultar em franchising de primeira linha. No inicio deste ano surgiu este filme com resultados criticos medianos, o que nao e propriamente mau para o genero em questão, mesmo que em termos comerciais tenha apenas feito o minimo garantido, nao sendo previsivel as sequelas dos filmes de maior sucesso.
Em termos de filme temos o tipico filme de terror, com um figura infantil estranha que acaba por infernizar todos que os rodeiam com um apetite por sangue, e por uma explicação muito na onda da maior parte de filmes semelhantes sobre reencarnações e os seus afins. Ou seja um filme que em termos de esturura logia e mais do mesmo do primeiro ao ultimo minuto, acabando por nao ter um unico apontamento de originalidade na sua historia de base.
Sobrava dois pontos que poderiam, levar o filme para outros patamares, o lado estetico, onde me parece que o filme tambem e limitado, pese embora consiga potenciar alguns sustos no espetador, nao e uma abordagem diferenciadora do ponto de vista estetico e parece sempre um filme simples de grande estudio com truques tipicos do filme de terror.
E por fim a conclusao, aqui penso que o filme entra num registo ligeiramente diferente do habitual, nao perdendo tempo no tipico happy ending que acaba por nao ser, acabando mesmo de uma maneira que nao seria tao previsivel, e neste apontamento acaba por ser o unico momento onde o filme se distancia, ainda que ligeiramente dos demais.
A historia fala de um casal com dificuldade em ter filhos que finalmente consegue dando a luz um prodigio com um desenvolvimento rapido, com uma inteligencia acima da media mas com dificuldades em lidar com os pares. Tudo fica pior quando o menor e encarnado por um serial killer.
Em termos de argumento a base o desenvolvimento da historia e igual a muitas outras, o filme nao consegue ter personagens ou qualquer aspeto na sua historia de base que o diferencia de muitos outros, e mesmo a questao do prodigio acaba por ser esquecida na primeira parte do filme.
Na realizaçao temos um realizador desconhecido que tem aqui o seu primeiro projeto de terror de um estudio maior e o resultado esta longe de ser brilhante. O filme nao e propriamente forte do ponto de vista estetico e os sustos sao feitos da forma convencional.
Em termos de cast temos um filme que anda as costas de um jovem Robert Scott que ja tinha aparecido num dos ultimos grandes filmes de terror, ainda que com um papel pequeno. No filme funciona nos dois lados que a personagem exige, contudo nao é acompanhado ja que o restante cast como respetivas personagens acabam por nao existir.

O melhor - A conclusao algo diferente

O pior - A forma como a mesma formula e repetida ate a eternidade

Avaliação - D+

Friday, March 01, 2019

Climax

Gaspar Noe e talvez o re uealizador mais rebelde da atualidade, seguindo os passos de Von Trier mas com um lado ainda mais independente o realizador frances deu ao cinema nos ultimos anos alguns dos seus filmes mais polemicos, embora na realidade nunca tenha trazido qualquer sucesso significativo para alem da polemica. Em 2018 em Cannes surgiu este estranhissimo Climax. AO contrario dos outros filmes do realizador este ate foi um filme bem avaliado mas insuficiente para premios. Em termos comerciais Noe esta longe de ser um realizador de massas e nao era com este filme que o iria fazer.
Climax é um grito de rebeldia do primeiro ao ultimo minuto, fracionado em duas partes diferentes, temos formas diferentes de funcionar. Se a loucura do mundo da dança e do tectonico nos dao na primeira fase momentos de dança bem coreografados, intensos e bem realizados, deixando transpor a loucura de base para o que vamos assistir em seguida.
Na segunda parte o filme entra na fase do choque puro, nao so nas sequencias de violencia, sexo, loucura, realizado de uma forma que segue uma loucura total de diversas pessoas completamente alteradas por droga aluciniogeneas e o filme e um disparo para o nosso cerebro com um conjunto movimentado de barulhos, sons e imagens capazes de inquietar de forma negativa os espetadores.
Ou seja um filme que tem a irreverencia maxima de Noe, sendo um filme com aspetos tecnicos originais e alguns deles bem realizados, entra na fase final no choque por si só, e na forma que Noe tem de tentar chocar o que acaba por tornar o seu filem quase impossiveis de ver em muitos momentos e este acaba por se esvaziar por no final so querer ser diferente e polemico.
A historia fala de uma serie de jovens dançarinos que se junta numa festa, com alcool, contudo a sangria que todos bebem acaba por ter LSD acabando por conduzir a um festival de extremos entre todos os presentes.
Em termos de argumento o filme na sua essencia tem duas linhas, uma primeira que e a presentaçao das personagens nos primeiros cinco minutos e depois deixa a espontaneadade do que poderia ser o efeito daquela droga com uma inexistencia total de um argumento.
Noe e um realizador diferente, arrojado, polemico, mas ainda lhe falta e esta longe de conseguir uma obra prima. Aqui temos sequencias bem realizadas com outras que apenas sao mal filmadas para chocar acabando por tornar partes do filme completamente indecifraveis. Sera sempre um realizador so polemico.
No cast um conjunto de jovens actores com destaque para Boutella uma actriz de maior valor que aqui basicamente tem que ter para si o lado de dançarina ja que em termos de interpretaçao ao ser um filme sem personagens acabou o filme por nao exigir muito dos mesmos.

O melhor - ALgumas sequencias muito bem realizadas

O pior - A loucura acaba por tomar conta do filme e do seu resultado.

Avaliação - C

Second Act

O tempo costuma ser o melhor barometro para separar sucessos momentaneos a presenças constantes no mundo do cinema. Esse cinema acabou com o tempo por afastar a pop star Jeniffer Lopez de projetos maiores, pese embora de tempo em tempo surja um novo projeto tentado trazer a famosa figura novamente para o cinema de premeira linha. Este ano foi com esta comedia familiar lançada proxima do fim do ano, que passou com indiferença pela critica, mas que comercialmente demonstrou bem que Lopez esta longe de valer o sucesso comercial que ja valeu.
Sobre o filme, uma coisa que as comedias tem abandonado e o estilo mais tradicionalista, de situaçoes curiosas mas com mensagens de esperança positiva que usualmente se junta a um humor de pouco fulgor usualmente mais fisico. Este filme e tudo isso, mas com pouca qualidade nos elementos todos que quer trazer. Nao e um filme que consiga abordar a questao da competiçao nas empresas, pior ainda na adopçao e quasse irrealista no sucesso por merito.
Com tantos temas e nao conseguir abordar nenhum com sucesso, nem com graça torna facilmente uma comedia de low profile num desastre para os seus objetivos, ainda para mais quando mesmo em termos dos seus interpretes temos actores de uma linha secundária ligados a um Lopez longe da forma que lhe levou ao sucesso fruto da idade e das claras deficiencias que sao obvias enquanto atriz.
Ou seja um filme fora de prazo em toda a sua linha, quer pelo estilo totalmente ligeiro mesmo para comedia, por um tema como os comesticos completamene direcionado para o lado feminino, e interpretes fora de forma fazem deste filme uma das piores comedias do ano.
A historia fala de uma vendedora que apos nao conseguir a sua promoçao de sonho, com um curriculo falsificado acaba por entrar para uma empresa de comesticos de sucesso onde acaba por encontrar o seu maior segredo do passado.
Em termos de argumento pese embora seja um filme que toque em diversos temas nao aproveita nenhum. E um filme com personagens unidimensionais esteriotipadas aos quais junta um humor tradicional que nao funciona tornando tudo francamente mau.
Na realizaçao Peter Segal ja foi uma figura de sucesso na forma como criava comedias de sucesso, como muitos outros ficou preso no tempo e foi perdendo força e sucesso, tendo aqui um trabalho de realizaçao simplista, vazio de assinatura e que rapidamente se diluiu entre outros habitues no cinema de comedia familiar.
No cast por alguma coisa o fenomeno Lopez desapareceu de filmes de maior sucesso e isso deve-se a falta de recursos da actriz. Aqui demonstra bem essas dificuldades, sendo que a idade ainda lhe tirou a sensualidade que poderia ser arma noutro tipo de filmes. Os secundarios como as respetivas personagens simplesmente nao existem

O melhor - A mensagem verde positiva

O pior - O filme nao consegue ter graça uma unica vez

Avaliação - D-