Tuesday, December 25, 2018

Between Worlds

Nicholas Cage é daqueles actores que a determinada altura da sua carreira entrou numa espiral tão negativa de filmes que por vezes algum desses conceitos de trash movies acabam por ser aperciados pela critica como um genero proprio, dentro do mau de todo o genero. Entre os diversos titulos lançados este ano surgiu este filme sobre espiritos no corpo de outras pessoas que como a maioria dos filmes atuais de Cage se tornou num desastre critico e totalmente inexistente do ponto de vista comercial.
Eu confesso que é incompreensivel como Cage desceu tao baixo ao que este nivel representa a todos os niveis. Este filme e um completo desastre a todos os niveis possiveis de avaliar num filme, desde os tiques habituais e completamente fora de tempo de Cage passando por um realizaçao que vai saltando de plano dentro de cenas ate um argumento completamente inexistente confuso e sem qualquer interesse.
Por tudo isto e facil perceber que Between Worlds e mais um dos filmes inarraveis que nos ultimos anos um degradado Cage nos tras, auxiliado habitualmente por atores secundarios no mesmo plano. Alias o filme a determinada altura parece tentar ser uma comedia, mas tudo e tao absurdo e sem sentido que nao consegue ter minima graça na tentativa de ser irreverente.
Sem sombra de duvidas um dos piores filmes que me recordo de ter visto nos ultimos tempos, ficando com a sensação que Cage deixou de se preocupar aceitando qualquer projeto, algo que inclusivamente ja se tornou um genero proprio, mas este e um completo absurdo narrativo e estetico.
A historia fala de um camionista que apos conhecer uma mulher que consegue saltar para o corpo de outras pessoas garantindo assima sobrevivencia começa a residir com a familia da mesma percebendo ai que a sua ex-mulher entretanto falecida encarnou o corpo da rapariga.
Em termos de argumento o filme nao tem sentido na maior parte dos dialogos que quer ter, as personagens sao absurdas sem qualquer graça e a intriga confusa e deseintessante, numa especie de thriller isto so pode ser horrivel.
Tambem na realizaçao Maria Pulera uma total desconhecida da serie B tem um trabalho horrivel em todos os sentidos, na forma como filma as personagens como salta na mesma cena, nos efeitos finais, ficamos a pensar que tem o conhecimento de um video caseiro. Dificilmente fara outro filme com alguem conhecido.
No cast e inacreditavel o que alguem premiado com um oscar como Cage conseguiu descer na carreira, em termos interpretativos com uma performance de registo pela negativa, mas tambem pela imagem descuidade condizente com a situação da sua carreira. Tambem um sublinhado negativo para a alema Franka Potente, que nunca conseguiu vencer em hollywood mas descer tao baixo nao era expectavel

O melhor  - Nada

O pior - Um dos piores filmes da historia

Avaliação - F

Roma

Desde os primeiros festivais do ano percebeu-se que finalmente a Netflix tinha conseguido produzir um candidato claro aos Oscares. O novo filme e intimista de Alfonso Cuaron com a sua simplicidade e uma unanimidade critica que ja nao se via à muito tempo acabou por quebrar todas as barreiras ideologicas e colocar este Roma entre os melhores filmes criticos do ano (se nao mesmo o melhor). Comercialmente parece claramente secundario para aquilo que realmente a Netflix queria com roma.
A primeira coisa que se pode dizer do filme é que dificilmente num período tão proximo se consiga ver uma realizaçao tão forte, tão completa e artistica como esta. A forma como Cuaron preenche o ecra em cada segmento entrando por completo em todas as sequencias, sem nunca ter receio do filme primeiro ser a preto e branco mas acima de tudo um filme que consegue ir buscar a definiçao maxima mesmo com este tipo de registo.
Passando a parte tecnica que parece-nos ate ao momento incomparavel com qualquer outro filme que viu a luz do dia durante o presente ano, temos a historia. Muitos poderão dizer que nºao se passa nada ao longo duas horas e quinze do filme que nao seja rotineiro. Pois bem temos de concordar que o filme nao tem climax ou uma intriga muito desenvolvida limitando-se a nos dar as vivencias de uma personagem particular. So que este lume brando de alguma parte do filme permite que o impacto sequente das cenas chaves seja completamente explosivo de um realismo absolutamente brigalhnte que torna o filme uma referencia tecnica mas acima de tudo emotiva.
Claro que nos parece que nao temos um argumento absolutamente genial ou surpreendente. Que alguns poderão dizer que é um filme sobre uma historia que quase nao e historia de ligaçao entre personagens, mas e isso mesmo que cria o impacto emocional subtil que o filme acaba por ter espelhado nas sequencias finais.
A historia fala de uma empregada domestica de uma familia de alta sociedade mexicana que acaba por estar em conflito, sendo a ligaçao desta mulher a familia a principalmente base do filme.
O argumento e claramente o ponto menos forte do filme, nao temos personagens muito trabalhadas nem dialogos de grande profundidade mas isso serve por completo o que o filme quer ser uma obra tecncia e mais que isso um filme que explode pela surpresa com a força emocional.
A realizaçao de Cuaron e das mais brilhantes que me lembro de ver no cinema, a preto e branco, com uma preenchimento de ecra completo, faz em todas as cenas aquilo que Cooper faz nas de palco em The Star is Born que dar ao espetador a entrada completa do filme. De longe ate ao momento a melhor realizaçao do ano.
No cast Aparicio tem tido muitas boas criticas muito por culpa de uma personagem que parece nao existir no filme todo mesmo estando sempre la, explodindo em termos emotivos na parte final. Uma grande interpretaçao que merece atençao mesmo que seja dos destaques menos sublinhados do filme.

O melhor - A realizaçao

O pior - Poderá ser um filme sobre pouco que se torna muito

Avaliação - A-

Saturday, December 22, 2018

JOhnny English Strikes Agains

Sete anos depois de ROwan Atkinson ter lançado o ultimo filme sobre o seu espião desastrado, e numa fase em que a sua carreira se encontra em claro esquecimento para a maioria dos mortais surgiu quase como impeto de sobrevivencia o terceiro filme de Johnny ENglish, com o mesmo estilo e base dos filmes anteriores. Criticamente o filme foi um desastre com avaliaçoes essencialmente negativas. Comercialmente como e obvio o valor de Atkinson e atualmente uma pequena parte do que foi principalmente depois dos sucessos de Mr Bean.
Sobre o filme pouca ou nenhuma novidade, uma intriga apostada em fazer regressar ao activo a personagem central, que depois nos da hora e meia sem ligaçao se sequencias isoladas de humor fisico usando o estilo tipico de Atkinson com a diferença de que English nao tem um decimo da piada silenciosa de Mr Bean, dai que para alem do desgaste de um conceito ja gasto o humor simplesmente nos parece desatualizado e nao funcional.
POr isso tinha muito pouco por onde funcionar este filme ja que a sua intriga e totalmente basica ou inexistente, nao conseguindo conjugar o humor com um policial supreendente ou no minimo impactante. Todas as personagens estao ali para fazer funcionar os truques habituais humoristicos de um Atkinson recheado das mesmas caras e um estilo desajeitado.
Os poucos pontos que o filme ainda no da com alguma qualidade sao os cenarios da Cot D Azur e principalmente alguns dos carros da coleçao pessoal de Atkinson e pouco mais ja que no filme em si, tudo esta demasiado proximo de um desastre completo.
A historia segue JOhnny English, fora dos serviços secretos ingleses e como professor, que depois de todos os agentes serem revelados vai ter de entrar novamente ao serviço de forma a tentar perceber quem tem como objetivo destruir grande parte dos centros fulcrais de Londres.
O argumento do filme em termos de intriga, dialogos e personagens e completamente inexistente, pouco trabalhado ao serviço de um humor em desuso que nao realidade nunca funciona de forma convincente no resultado final do filme.
Na realizaçao David Kerr e um total desconhecido do grande publico como seria expectavel para um filme nao exige nada do seu realizador para alem de fazer o estilo de humor de Atkinson bastante presente no filme.
Em termos de cast Atkinson tem o seu estilo de humor, embora me pareça desatualizado e a sua forma e nao rendera fola dele. Nos secundarios uma Kukylenko que nunca se assumiu verdadeiramente em Hollywood e pouco mais.

O melhor - Os carros

O pior - O filme.

Avaliação - D

Friday, December 21, 2018

Fantastic Beasts: The Crimes of Grindwald

Depois do sucesso interminavel que se tornou os filmes de Harry Potter seria uma certeza que o estudio nao deixaria morrer a serie com um spin off ou uma prequela.. O primeiro filme embora completamente distante das personagens do primeiro filme conseguiu chamar a si algum mediatismo e lança agora a segunda aventura com a introduçao de um personagem de ligaçao, concretamente Dumbledore. Os resultados criticos deste segundo filme foram algo medianos e isso conduziu a que em termos comerciais este filme facesse aquem da expetativa, principalmente no mercado interno.
SObre o filme, depois de um primeiro filme que foi eficaz no que diz respeito a criaçao de um espirito proximo de Harry Potter, temos um segundo filme claramente inferior, principalmente porque em termos de argumento tem pouco conteudo e a intriga resume-se a um ou outro apontamento de pouco impacto que deixa um filme grande adormecer diversas vezes, esperando apenas que os efeitos o levem a reboque sem nunca conseguir.
Todos sabemos que principalmente para os nao fas da serie e dificil perceber todas as personagens e ligaçoes deste filme com aquilo que vimos em Harry Potter e o filme tenta demasiadas vezes fazer esse paralelismo sem nunca ser concreto e isso dificulda a perceçao de ligaçao isto se o filme o quiser fazer, mas neste caso fica a ideia que e claramente um filme de transiçao para uma aventura que se segue mas com a sensação de que o que nos da e claramente pouco para alimentar um filme ainda para mais com tal tamanho.
Nao sei se alguma vez a saga vai retomar o valor que os nomes de Rowling e Harry Potter chegaram a ter, num filme que parece-me demasiado confuso para funcionar com os mais pequenos, e que recorre a demasiados maneirismos que se previam ser comicos para os mais pequenos. Salva o filme os efeitos especiais de ponta e uma excelente escolha para Dumbledore.
A historia segue Scamander e a sua tentativa de localizar um feiteceir poderoso cujas as origens são misteriosas ao mesmo tempo que o poderoso criminoso Grindwald consegue sair da cadeia e ir a procura do mesmo individuo para o levar para o lado negro.
Parece-me claro que e no argumento que o filme nao tem força, basicamente em termos de intriga o filme quase nao a tem, ou nao se passa coisas significativas. No final com algumas revelaçoes tenta lançar o capitulo que se segue mas neste na essencia nao aconteceu nada.
Na realizaçao David Yates teve nas suas maos a conclusao dos ultimos filmes de Hatty Potter e seguiu para os Fantastic Beasts com o mesmo estilo de realização tarefa. Neste filme temos mais do mesmo de um realizador que depois de entrar neste mundo so saiu para fazer Tarzan com o mesmo estilo.
No cast Redmayne encaixa naquilo que o filme quer da sua persnagem, mas parece-me que claramente o personagem foi criado naquilo que e o estilo do ator do que o contrario. Nos secundarios Depp e um vilao potenciado pela caracterizaçao e Law parece uma excelente escolha como Dumbledore principalmente pela tranquilidade que transmite.


O melhor - Os primeiros dez minutos e os ultimos cinco

O pior - Depoios de quase duas horas e meia de filme, nada de substancial ter realmente ocorrido

Avaliação - C-

Thursday, December 20, 2018

All About Nina

Apresentado no ultmo Tribecca Festival este pequeno filme acabou por ser uma agradavel surpresa critica com avaliações muito positivas principalmente pela forma como debruça a guerra dos sexos numa relaçao. Comercialmente a falta clara de um actor ancora acabou por prejudicar o percurso comercial que acabou por ser totalmente residual.
Sobre o filme podemos dizer que os filmes dentro da stand up comedy dependem muito do registo que querem adotar em termos de humor. Aqui temos duas vertentes que nem sempre funcionam, o lado sexual pouco trabalhado principalmente nas sequencias de stand up e as copias onde ai Winstead funciona bem em alguns bonecos que acaba por fazer. De resto um argumento tipico dos desadaptados que se encontram para o relacionamento que pode dar certo.
O filme tem alguns tiques de filme independente que o tornam pouco claro, principalmente no excesso de sexualidade das personagens o que acaba por ser explicado no final, mas que durante o filme parece sair demasiado do nada. Para alem desse facto para a forma como o filme nos queria dar a relação central o argumento deveria ter trabalhado mais a mesma, algo que acaba por nunca fazer.
Ou seja uma comedia romantica tipicamente indie com alguns toques de drama, mas acima de tudo um filme que nos tenta dar um vertente diferente dos seus interpretes claramente longe dos generos habituais. Nao sendo sequer um bom filme tambem acaba por nao ser um desastre.
A historia fala de uma comediante que embarca para Los Angeles a procura da sua oportunidade de trabalho mas que acaba por se aproximar de um estranho individuo com quem inicia um contacto mais intimo que vai por em causa a sua filosofia de relaçoes por um dia.
Em termos de argumento a historia de base e muito utilizada na forma como as personagens mudam a ideia das relaçoes quando encontram a pessoa certa. Na parte final com a introduçao de alguns elementos mais dramaticos o filme torna-se mais pesado e com mensagem. nao sendo original nao é so mais do mesmo.
Na realizaçao deste pequeno filme Eva Vives tem aqui a sua primeira longa metragem realizada da forma tipica de um filme de baixo custo independente sem truques. Parece-me que principalmente nas dinamicas de casal o filme poderia ser mais impactante. Para primeiro filme nao é um desastre iremos ver se a carreira segue.
Winstead nao e um actriz de primeira linha e aqui demonstra isso, para alem do lado descontraido pouco mais entrega ao filme do que algumas sequencias de stand up que funcionam na copia. Common esta claramente desconfortavel num papel pouco tipico dele na comedia.

O melhor - A forma como a revelaçao final da outro impacto ao filme.

O pior - Nos momentos de comedia nao consegue ser claramente engraçado

Avaliação - C

Wednesday, December 19, 2018

Hell Fest

O terror adolescente e sempre uma constante ao longo de todo ano por estudios mais pequenos que tentam sempre reiventar o genero, mas acima de tudo procuram os dolares faceis. Este ano e no centro de um parque de diversoes do terror surgiu este pequeno filme, que sem estrelas conseguiu distribuiçao wide. Criticamente pese embora o ar retro o filme foi um desastre completo o que nao ajudou num percurso comercial tambem ele pobre.
SObre o filme eu confesso qu e mesmo na mediocridade de tantos filmes de terror que todos os anos sao lançados nao me lembro de um filme que de tao pouco como este em termos de um enredo. O filme nao tem personagens, nao tem dialogos nao tem justificaçoes ou qualquer explicaçao. O filme coloca um grupo de jovens num festival de terror e um psicopata mascarado que os quer matar, isto e demasiado limitado para um videoclip ainda mais para um filme.
Tambem em terror o filme esta longe de impressionar, ou seja um filme que me parece sem ideias, sem uma contruçao estetica que permita o impacto das imagens, e o seu maior funcionamento acaba por ser o freak show do festival gore que o filme nos da e a exceitaçao das pessoas que o frequentam, ja que assustar o filme nunca o consegue.
OU seja o filme era um desastre completo mesmo dentro do terror, nao fosse os ultimos dois minutos do filme que sao uma surpresa agradavel, e nao previsivel tendo em conta a forma como o filme decorria ate entao, essa surpresa e algo que nos chama a atençao mesmo que irrelevante para o filme.
A historia fala de um grupo de amigos que decide ir a um festival do terror quando se depara com uma psicopata mascarado que os vai seguir ao lngo de todo o festival.
Em termos de argumento o filme e um total vazio de personagens, de intriga, ou de qualquer narrativa, temos um bodycount num contexto e nada mais o que é completamente inexistente para um filme distribuido pelo territorio americano todo.
Na realizaçao Plotkin e um realizador relacionado com o terror de pequena divisao e aqui tem um filme que basicamente constroi um parque tematico de terror e nada mais. Nao temos a criaçao do ambiente necessario a um filme de terror e tudo parece demasiado colorido para o filme.
No cast a ausencia de qualquer figura de registo, acaba por nao dar destaque a personagens inexistentes que poderiam ser qualquer adolescente do mundo porque o filme nao tem qualquer exigencia. Dificilmente daqui a dois dias nos vamos recordar dos interpretes do filme.

O melhor - O ultimo minuto

O pior - A forma como o filme nao consegue trabalhar as mortes nem assustar

Avaliação - D+

White Boy Rick

Existem historias reais que merecem ser contadas, mesmo que nao sejam fundamentais para o desenvolvimento de alguma nação. Esta e uma historia real sobre as condicionantes de um processo judicial e a forma como a justiça nao e igual para todos. O filme tinha alguma expetativa, principalmente critica mas as avaliações foram demasiado medianas. Tambem comercialmente o filme nao foi propriamente feliz o que fez deste filme uma desilusão global.
Sobre o filme penso que aquilo que realmente o filme quer contar e importante e é um exemplo de muita justiça que diariamente é decidida em diversos paises, dai que o filme tenha muito mais impacto do que funcionalidade na sua execução, principalmente porque tem dificuldade em transmitir na realidade a entrada da personagem no lado negro, optando por fazer alguns atalhos que nao sao propriamente funcionais para o filme.
Mas existem pontos em que o filme merecia mais destaque desde logo na historia de dedicação a todo custo de um pai com os seus filhos, sem historias de encantar com as dificuldades duras e cruas da realidade. Outro dos pontos a forma como o filme nos revela decisoes judiciais pouco equilibradas num filme que nos parece sempre demasiado denunciatorio e que lhe pode tirar algum realismo, mas a ter acontecido desta forma parece-me que se trata de um filme que merecia ser editado.
Ou seja um filme que e realizado de uma forma independente que tem preocupaçao em dar o lado mais cru das personagens, sustentado por boas interpretaçoes e uma intensidade dramatica acima da media. Pelo lado negativo parece-me dar um lado demasiado desplicente das autoridades policiais.
A historia fala de um adolescente oriundo de uma familia destruturada que apos uma colaboraçao como infifltrado pela policia acaba por enverdar pelo crime, o que a leva a um processo judicial onde acaba por funcionar como delator e acaba como sendo o mais penalizado.
Em termos de argumento o filme vale muito mais por aquilo que singifica do que pela historia de base em si. A intensidade dos conflitos pessoas das pesronalidades acaba por funcionar e dar a intensidade dramatica que o filme necessite, embora alguns atalhos sejam demasiado fortes para fazer render o filme.
No cast temos um filme que nos da uma boa prestação de um Mcconaguey em boa forma. Tem um papel intenso, com alguns dos maneirismos tipicos dele, mas acaba por ter o impacto necessario. Richie Merriet aparece pela primeira vez neste filme e cumpre sem brilho, numa personalidade que poderia potenciar isso.

O melhor - A forma como o filme consegue denunciar uma realidade judicial

O pior - Demasiados atalhos no argumento

Avaliação - B-

Hunter Killer

Os cenarios de guerra ficionados sempre foram um elemento importante de base para alguns filmes principalmente maiores apostas de estudios medios. Este ano surgiu este filme baseado numa alegada nova guerra fria, com submarinos a mistura. Os resultados criticos do filme foram mediocres e nem a presença de Gary Oldman no pos oscar conseguiu salvar o filme. Comercialmente Butler também ja foi arvore que deu frutos e os resultados foram residuais.
Sobre o filme eu confesso que para um filme de guerra um dos aspetos mais importante e o coração do filme e o ritmo que o filme tem e nisso o filme e claramente limitado. Ou seja o filme não tem um contexto politico, indo demasiado rapido para o centro da ação, contudo nao ter força para que as sequencias de açao mantenham o filme durante cerca de duas horas, e tudo se torna demasiado aborrecido e sem sentido.
Alias a existencia de personagens secundarias basicamente sao inexistentes, perguntamos muitas vezes se as personagens de Oldman e Common recebem algum desenvolvimento mas tal nunca acontece, sendo que tudo decorre a um ritmo de cruzeiro pouco interessante, limitando-se no final a um desfile de honras dos dois lados.
Ou seja um filme pequeno que acaba por ser demasiado sem assunto para aquilo que deveria ser. Ficamos com a ideia que o filme nao tem muito para dar e por isso repete sequencias que acabam por ser encaminhadas para os curtos efeitos especiais. Fica a ideia que é um filme serie B sem espaço para mais.
A historia fala de um submarino norte americano que numa missao de resgate acaba por observar um golpe de estado russo, tendo que tentar salvar o presidente russo e evitar assim uma guerra de nivel mundial.
Em termos de argumento temos a todos os niveis um filme pouco interessante, poucas ou nenhumas personagens ou trabalho nas mesmas, dialogos tambem situados na base de tudo, o que acaba por nao dar ao filme o impacto ou ritmo que o mesmo necessitava.
Na realizaçao Donovan Marsh um total desconhecido que acaba por fazer o filme possivel com os meios, num tipico filme de tarefeiro, sem arte ou arrojo, nao sei se vamos novamente ouvir falar neste realizador.
No cast o filme nao puxa rigorosamente nada pelos seus personagens acima de tudo pela dificuldade que as mesmas tem em crescer. Ficamos com a ideia que Oldman simplesmente nao existe no filme, e Butler esta no seu piloto automatico.

O melhor - Algumas sequencias de baixo mar

O pior - A falta de dimensao das personagens secundarias

Avaliação - C-

Tuesday, December 18, 2018

The House that Jack Built

Nos ultimos anos Lars Von Trier tem sido tudo menos um realizador unanime, alimentando polemicas não só nas suas declarações publicas mas também nos registos dos seus filmes, que acabaram lhe retirar algum do fulgor critico do inicio da sua carreira. Este ano em Cannes mais um filme mais uma polemica com este violentissimo filme, que dividiu por completo a critica, o que culminou com a destruição de qualquer esperança do filme na temporada de premios, o que seria sempre dificil tendo em conta o realizador. Comercialmente, um campo onde Trier nao e propriamente um sucesso as coisas foram desastrosas principalmente no contexto norte americano.
Sobre o filme eu confesso que o risco e principalmente a rebeldia são caracteristicas que gosto num realizador e Trier tem essas caracteristicas em excesso. isso faz com que os filmes nunca sejam indiferentes, ou pelo menos que os mesmos nos entegue sensações diferentes. O problema de alguns filmes e quando o mesmo ao longo do seu tempo nos da sensações positivas e muito negativas, e este e o caso deste peculiar filme.
Eu confesso que os primeiros dois terços do filme são muito interessantes, ambiciosos, crus, com aquilo que melhor Trier sabe fazer que é conjugar o lado cru das imagens com dissertações morais e biblicas sobre a existência, e tudo decorre com alguns momentos de cinema de primeira linha, com outros apenas violentos. Mas confesso que as primeiras duas horas de filme me convenceram que provavelmente poderia estar a ver um dos melhores filmes do ano.
O problema e quando Trier foi ele proprio e dá-nos um dos epilogos mais sem sentido, compeltamente distante de todo o caracter que o filme tem, numa declaração de irreverência pura, e indiferente que essa alucinação acabasse por completo com aquilo que o filme deveria ser. E este final que de alguma forma faz todo o registo final do filme ser meramente engraçado, e não a força que o filme poderia ter. Este e um dos problemas de mentes arriscadas como Trier, de um momento para o outro podem deitar a casa abaixo.
A historia fala de um serial Killer e das diferentes mortes dele, enquanto discute a sua existência com um ser supremo. Durante esse periodo Jack tenta ainda construir uma casa perfeita.
Em termos de argumento o filme não é equilibrado, mas funciona muito bem em alguns segmentos no que diz respeito a dialogos de primeira linha. Noutros o filme e mais silencioso e mais cru. O final do filme, e o seu epilogo são totalmente desnecessarios para o rumo do filme.
E indiscutivel que Lars Von Trier e um criativo e um cineasta que arrisca tudo nos filmes. Independentemente da logica ou nao das sequencias tudo e bem filmado, e a polemica esta em todos. Nao estara na melhor fase da carreira mas e sem sombra de duvida um predestinado.
No cast Matt Dillon dá-nos talvez a sua melhor interpretaçao da carreira, a intensidade, o lado simples do psicopata e muito bem criado pelo actor, que merecia talvez melhor companhia e um filme com um desfecho mais logico que poderia quem sabe levar o filme para outros patamares.

O melhor - Alguns segmentos, principalmente o primiro e o quarto.

O pior - O Epilogo

Avaliação - B-

Sunday, December 16, 2018

Come Sunday

A Netflix tentou ao longo do ano de 2018 abraçar os diferentes generos precorrendo tambem os biopics de figuras menos conceituadas em apostas mais arriscadas. Este filme mostra-nos a historia de um dos pregadores mais conhecidos de uma igreja que entra em conflito com a instituiçao de acordo com aquilo que o mesmo acredita. Este filme acabou por ser mais visivel do ponto de vista critico onde acabou por ter boas avaliaçoes do que propriamente pelo mediatismo comercial, que foi bem inferior ao que outros filmes conseguiram.
Sobre o filme podemos começar por dizer que é um filme sobre os dogmas da religiao e a forma como todas elas tem alguma dificuldade em opinioes encontraria. E neste ponto que o filme tem a sua maior força mais do que propriamente a origem do conflito que ai ja nos parece ser algo uma questão de teologia secundaria para aquilo que o filme quer transmitir no filme.
COntudo essa questao teologica por ser demasiado direcionada para crentes acaba por fazer com que o conflito nao tenha a força para posicionar o espetador declaramente de um dos lados e torna por si so o conflito menor. Mesmo assim nos aspetos de forma e na maneira como o filme gere todo o conflito e mais que isso a ligaçao entre as personagens o mesmo acaba por ser mais competente.
Ou seja um biopic que sublinha as convicções pessoas do seu personagem mais do que nos da um filme ativo ou de relevancia maior. um filme que com uma realizaçao simples e procedimentos tradicionais tem nas interpretaçoes um dos seus maiores destaques, num filme claramente pensado para a televisao.
A historia fala nos do conflito de Carlton Pearson, um padre envangelico e a forma como o mesmo entra em conflito com a sua igreja relativamente a sua crença na existencia ou nao do inferno.
Em termos de argumento o filme nem sempre me parece ser bem balancado pois acaba por perder algum tempo em demasia naquilo que sao as pregaçoes. O conflito tem a intensidade necessaria, sendo a força maior do filme a forma como as personagens se relacionam.
Na realizaçao Joshua Marston começou muito bem a carreira com o aclamado Maria Cheia de Graça mas depois teve dificuldade na carreira cinematografica acabando por ser direcionado para a televisao. Aqui temos um filme pensado nesse formato sem grandes truques ou magia, e este sera o caminho do realizador no futuro.
No cast o filme e bem interpretado Ejiofor tem a intensidade o carisma que a personagem necessita, mas e nos secundarios e principalmente na construçao dramatica de Stanfield que o filme melhor funciona demonstrando bem o excelente ano do actos, que merece destaque em 2018.

O melhor - As interpretaçoes

O pior - O foco central do conflito ser algo ambiguo.

Avaliação - C+

Saturday, December 15, 2018

A Simple Favor

Paul Feig é sem sombra de duvidas uma das figuras incontornaveis da nova comedia norte americana, pese embora nos ultimos tempos tenha colecionado alguns floops principalmente com a nova versão de Ghostbusters. Para este ano o conceituado realizador tentou num novo genero, com uma intriga mais policial e os resultados criticos ate apareceram com avaliações positivas. Em termos comerciais as coisas foram medianas longe dos sucessos do realizador em comedia.
A Simple Plan e um filme que tem muito para resultar principalmente num emaranhado de intriga que acaba por ter alguns apontamentos surpreendentes, mas que peca por em alguns pontos ser algo previsivel. Isso permite que o filme nao seja previsivel para o espetador pois os tipos de twist vao sendo sucessivamente alterados e isso acaba por funcionar razoavelmente na maneira com o filme acaba por ser ritmado.
O que acho ser o grande problema e que os generos que Feig quer misturar no filme raramente combinam, tentar dar-nos um terrivel filme de relações extremadas e lados negros com um humor familiar e claramente uma junção que nao funciona no estilo e o filme perde por isso. Mesmo nos momentos de climax o filme adota um estilo tonto que sinceramente custa-me a perceber se alguma vez realmente se quis fazer assim ou acabou por ser reflexo de um estilo indefinido que na minha maneira prejudica o filme.
OU seja um filme mediano que começa bem, com o registo familiar de comedia atual tipica dos filmes de Feig mas que no momento em que se torna um policial nunca consegue levar este parametro a serio quando penso que ali poderiam ter conteudo para um filme de claro mais impacto.
A historia fala de uma mae solteira dedicada ao seu filho que inicia uma relação proxima com a mao de um amigo do seu filho, rica, arrogante que acaba por a conduzir para o interior da sua vida.
EM termos de argumento o filme nao tem uma intriga facil, e isso acaba por permitir com os sucessivos twists que o filme adquira uma dinamica interessante. Nos dialogos e na definiçao de personagens perde pela indifinaçao de genero que todo o filme tem.
Ser um realizador de comedia nao exige grandes truques e Feig nao os tem, o seu segredo e na composiçao dos dialogos e mais uma vez aqui aposta nesse registo. E talvez o seu filme mais silencioso de alguem que nos parece talhado por completo para a comedia.,
No cast temos Kendrick no seu registo habitual inocente, que acaba por ser aquilo que a actriz nos vai demonstrando ao longo de uma carreira com pouca versatilidade. Melhor Lively que com o passar dos anos tem arriscado mais na carreira, com uma interessante interpretação de alguem que tem arriscado mais nas suas escolhas.

O melhor - Os twist sucessivos alimentam o ritmo do filme.

O pior - A confusao de generos ao longo de todo o filme.

Avaliação- - C+

Friday, December 14, 2018

The Polka King

Com o aumento dos serviços de streaming e também de produtoras e associado a falta de ideias que Hollywood começa a evidenciar e cada vez mais comum existirem Biopics para todos os gostos, das personagens mais estranhas do panorama artistico mundial. Produzido em 2017 mas apenas lançado pela Netflix em 2018 surgiu este biopic sobre um emigrande polaco que ganhou sucesso nos EUA. Se criticamente e depois da exibição em SUndance o filme ate obteve bons resultados na sua maioria, comercialmente o facto de ter sido lançado na plataforme Netflix dificulta a percepçao da forma como o filme se realizou em termos comerciais.
SObre o filme desde logo e necessario sublinhar que Jan Lewan era por si só uma personagem insolita com um estilo proprio, e o filme acaba por tornar tudo ainda mais estranho e algo absurdo com a escolha de um Black para o protagonizar, acabando por ser um biopic demasiado satirico que parece ter como objetivo ridicularizar em demasiado a personagem, que apesar de tudo construiu um imperio mesmo que à força de alguns actos ilicitos.
E nisto o filme perde algum balanço na forma como nem sempre consegue ser maduro suficiente para nos explicar a forma como a personagem foi conquistando a confiança e assim construindo o imperio. O filme perfere utilziar os detalhes absurdos do seu estilo musical e pessoal para fazer uma comedia quase sempre sem graça, quando tem como base um biopic.
Esta dificuldade em encontrar o tom, muito por culpa de uma escolha de interprete no minimo discutivel, acaba por tornar o filme algo estranho, ficando a sensação que a historia de base seria interessante com outra abordagem e realmente com outros interpretes. Ou seja parece-me que o filme resultaria melhor se levasse a serio a sua funçao.
A historia fala-nos da vida de Jan Lewan a forma como o mesmo de um cantor de festas particulares acaba por construir um imperio a volta da sua pessoa e da sua vertente artistica.
No argumento o filme parece saltar alguns aspetos importantes principalmente na explicação da criaçao de tanto poder, dai que algumas sequencias parecem pouco plausiveis em face do que o filme nos da ate então, como por exemplo o contacto com o papa.
Na realizaçao Maya Forbes teve aqui o seu segundo filme, depois de um primeiro interessante que funciona melhor em termos de argumento, este segundo filme é menos interessante principalmente porque parece querer levar em demasia o filme para a comedia e isso acaba por tirar algum impacto da historia real que esta a ser contada.
No cast temos na minha opiniao uma ma escolha de Black, principalmente porque os seus tiques estao sempre presentes em todas as persoangens o que nao demonstram a versatilidade que o papel poderia exigir no balanço entre momentos, tendo que conduzir o filme para a comedia absurda que nao me parece o melhor apontamento. Nos secundarios melhor Jenny Slate e principalmente uma Weaver que rouba todas as cenas em que entra.

O melhor - A historia de base parece daquelas que merece ser contada.

O pior - Jack Black e os seus tiques

Avaliação - C-

Night School

Tiffany Haddish e Kevin Hart devem ser atualmente dois dos actores mais conceituados no panorama comico americano, sendo comum interpretarem o mesmo tipo de registo baseado no âmbito do humor fisico. Este filme marca a reuniao dos dois actores orquestrados por um dos realizadores também com um registo mais habitual neste genero. Pese embora todos estes ingredientes o resultado critico do filme ficou aquem do esperado com avaliações medianas com ligeiro pendor negativo. No que diz respeito ao ponto de vista comercial os resultados foram interessantes mas longe do que poderia render tendo em conta o simbiose que o filme poderia trazer.
Eu confesso que fiquei muito surpreendido o ano passado com a interpretação de Haddish em Girls Trip, contudo achei de imediato que o seu registo teria de sempre passar por um humor fisico explosivo. Este filme tem na minha opiniao dois actores que funciona bem no registo, mas o filme neste caso nao os acompanha, sendo muitas vezes demasiado tradicionalista e simplista no humor, e com um argumento totalmente previsivel do primeiro ao ultimo minuto.
Numa altura em que a comedia tem passado por algumas dificuldades em trazer a tona filmes com ideias diferentes, fica a ideia que principalmente no panorama do cinema de comedia afro americano os filmes acabam por redundar sempre no mesmo genero com os mesmos clihes e no mesmo final, algo que neste filme também acontece com a agravante de em termos de humor o filme estar longe dos melhores registos de Haddish e Hart.
OU seja um filme pequeno demais para aquilo que podia significar na reuniao destes dois pesos pesados, fica a ideia que os produtores do filme pensaram que por si so isso resolvia o sucesso da historia nao trabalhando o argumento nem do ponto de vista de historia nem do ponto de vista comica, sobrando os formaticos tipicos dos seus interpretes.
A historia fala de um adulto que sempre teve dificuldades em ter sucesso em termos de escola, e que acaba por tentar ter uma vida tipica de alguem com sucesso escolar, mas que perante a dificuldade de ir de encontro aos seus objetivos acaba por ingressar numa escola noturna de forma a terminar o liceu.
A historia é demasiado basica a todos os niveis quer no conjunto de cliches de comedia de segunda linha, quer na exploração do significado que o filme quer transmitir. Tambem em termos comicos ja vimos registos muito mais funcionais do que aquilo que este filme acaba por dar.
Na realização Malcom L Dee e um habitue neste registo, indo conjugado filmes mais conseguids com outros com menor destaque. A formula do filme parece obviamente igual a muitas outras e em termos de realização e um filme em piloto automatico de um realizador que faz este tipo de filmes anualmente.
No cast eu confesso que Hart funciona bem em termos da tradicao da comedia afro americana e da ao filme aquilo que ele necessita. Haddish acaba por ser tambem a montra dela propria com o lado mais forte e agressivo que funciona. A conjugação poderia funcionar melhor se as personagens fossem mais trabalhadas.

O melhor - Alguns picos de humor ao serviço dos seus interpretes.

O pior - Um argumento pobre do ponto de vista de narrativa e principalmente de comedia

Avaliação - C-

Wednesday, December 12, 2018

Goosbumps 2: Haunted Halloween

É comum sempre que um filme de sucesso para os mais pequenos tem algum sucesso comercial ou critico, que alguns anos volvidos surja a sua natural sequela com o objetivo de rentabilizar a ideia, mesmo que por vezes não consiga trazer consigo alguns dos interpretes originais. Este ano e por alturas do halloween surgiu a sequela de Goosbumps, que após um primeiro filme com algum sucesso acabou por neste segundo filme ter avaliações criticas mais modestas, resultando tambem num desempenho comercial tambem ele mais pálido.
Sobre o filme eu confesso que gostei da ideia central do primeiro filme, bem como o twist final, este filme é a todos os niveis bastante inferior do que o primeiro. Desde logo na base da historia, onde acabamos por ter menos ligação das personagens ao livro, sendo depois um circo de variedades de artificios de halloween a ganharem vida. Nisso o filme é bastante pouco trabalhado do ponto de vista da historia de base que parece sempre ser algo vazia principalmente quando comparado com o primeiro filme.
Outro dos problemas deste segundo filme e obviamente ser mais infantil e tentar por diversas vezes funcionar mais pelo ponto de vista comico, o que acaba por nunca resultar bem, ja que o filme nunca consegue na vardade ter graça natural, exagerando de um humor fisico pautado por serem que ganham vida, mas que na realidade nao oferece nada de interessante ao argumento do filme.
Ou seja mais um filme igual a muitas outras sequelas que depois de um primeiro filme ligeiramente interessante desgastam a ideia ao maximo em busca de dolares que o façam capitalizar. Neste caso e notoria a baixa produçao do filme que começa num cast claramente mais pobre e acaba num filme a todos os niveis inferiores.
A historia fala de dois irmaos de uma comunidade que acabam por encontrar um livro que trás consigo uma marioneta que ganha vida e torna-se extremamente perigoso atraves dos seus poderes que controla e dao vida a todos os objetos a sua volta.
Em termos de argumento o filme e claramente mais vazio e com uma historia muito inferior ao primeiro filme. Um conjunto de cliches de filmes juvenis e pouco mais numa historia que não surpreende ao contrario daquilo que o primeiro filme conseguiu fazer.
Na realização Ari Sandel surgiu ao leme depois de algum sucesso no curioso Duff aqui tem um filme com meios e alguns efeitos especiais mas nunca lhe consegue dar um cunho pessoal, parecendo sempre uma grande produçao de tarefeiro de um grande estudio. Claramente um passo atras quando comparado com o seu filme anterior.
No cast temos tambem um filme a todos os niveis mais pobre em nomes e em desempenhos, muito por culpa da pouca capacidade de nos trazer personagens juvenis complexos engraçados ou interessantes o que resulta em desempenhos cinzentos e sem chama dos mais pequenos.

O melhor - Algumas curiosidades quando alguns artefactos de Halloween ganham vida.

O pior - O filme nunca funcionar quando tenta ser engraçado

Avaliação - D+

Assassination Nation

Existe um proverbio muito conhecido que afirma que filho de peixe sabe nadar. Na realização nem sempre este proverbio tem tido efeito prático. Este filme marca o regresso do filho de Barry Levinson, à realização sete anos depois da sua primeira experiência. Este filme claramente mais irreverente foi estreado em Toronto com avaliações algo misturadas o que nao permitiu que o filme conseguisse o impulso da critica que poderia ser fundamental no seu sucesso. Surpreendentemente o filme conseguiu uma distribuição wide que contudo não resultou em sucesso comercial significativo.
Sobre o filme eu confesso que aqui denota-se uma tentativa de irreverência que esta presente no filme do primeiro ao ultimo minuto, e isso funciona na maior parte do filme como elemento diferenciador e um exercicio de estilo também me parece que por vezes cai no exagero e torna confuso uma ideia de um filme interessante, vincada mas que peca por não conseguir misturar na dose certa a mensagem que quer transmitir e a irreverencia declarada que o filme tem.
Mesmo assim temos no filme muito do impacto que o mesmo quer causar. Desde logo na questão dos perigos da interner e na reação explosiva da sociedade esses dois pontos são bem potenciados no filme, principalmente na forma como se conjugam para uma dinamica final totalmente descontrolada e destrutiva. Esse estilo do filme cria muito impacto e o filme é inteligente na forma como adota a sua irreverência pena é que por vezes ela acaba por limitar o impacto da historia em si.
Ou seja um filme que inicialmente é estranho que numa primeira fase tem alguma dificuldade em fazer as suas ligações mas na sua concretização acaba por ter o impacto que quer ter, principalmente na sua definiçao final. Fica a ideia que um simplificador de processos em muitos momentos seria benefico, mas talvez a rebeldia que que Sam quis trazer para o filme ficaria a perder.
A historia fala de um grupo de quatro amigos inseridas com irreverencia numa comunidade de uma cidade pequena dos EUA, que começam a observar diversas pessoas a verem os seus documentos do telemoveis publicados com consequencias muito negativas.
Em termos de argumento e tirando o fogo de artificio do estilo do filme, acho que estamos perante uma interessante historia, bem construida e que no final consegue surpreender. Obvio que nao sera a historia mais seria e madura a abordar os seus assuntos mas fá-lo de uma forma impactante.
Sam Levinson parece ser como realizador algo bastante diferente do pai. Este era um perfecionista de historias Sam parece ter mais irreverencia mais procura do impacto no espetador que pode ser um caminho interessante mas que me parece ainda ter muito que se moldar para encontrar o equilibrio certo.
No cast um grupo de jovens quase desconhecidas com interpretaçoes razoaveis sem grande brilho. Um filme que vale sempre muito mais pelo estilo do que por qualquer aspeto que as suas persoangens pode dar. Mesmo assim algum sublinhado para a protagonista do filme Odesa Young que consegue na maior parte das cenas demonstrar a maturidade necessária para a sua personagem.

O melhor  -  E um filme de impacto sobre um assunto com esse impacto.

O pior - Nem sempre consegue controlar de forma benefica a sua irreverência

Avaliação - B-

Monday, December 10, 2018

Tyrel

Este pequeno filme de um dos realizadores mais diferentes do panorama indie americano, foi apresentado em Sundance como uma especie de Get Out deste ano, pese embora num contexto de personagens diferente. O resultado em Sundance ate foi positivo com avaliações essencialmente positivas mas insuficientes para levar o filme para patamares de excelencia. No que diz respeito ao resultado comercial, apenas no final do ano o filme conseguiu a luz da distribuiçao em muito poucos cinemas.
Sobre o filme Tyrel tem um principio tão comum e tão pouco trabalhado em termos de cinema que vale de imediato por isso mesmo. A forma como por vezes por intermedio de alguem surgimos num grupo ja constituido e todos querem que esta junção corra bem. O facto do filme nao ter lado bom e mau é um dos seus segredos para funcionar, temos a tentativa de tudo encaixar quer do lado do corpo estranho quer do grupo de amigos, mas as coisas são dificeis de combinar e essa inexistencia de razões para falhar acaba por ser o segredo para na minha otica o filme resultar na mensagem que nos quer dar.
Claro que podemos dizer que depois o filme e algo exagerado nos excessos de todas as personagens ou na falta de alguem que perceba aquilo que esta a acontecer, mas isso acaba por ser a assinatura de um realizador que gosta de filmar o absurdo e o pouco obvio mesmo que isso retire alguma força dramatica ao filme, tornando-o por isso mais pequeno.
Mas sem duvida que Tyrel e um dos interessantes filmes independentes deste ano, ja que a uma situação particularmente comum junta uma serie de pontos como politica e questão racial juntando num filme que adota sempre uma prespetiva positiva das pessoas mesmo quando nada esta a encaixar. Nao tem a profundidade ou a originalidade de Get OUt mas e sem duvida um filme que é a sua vertente normal.
A historia fala de um jovem afro americano que acompanha um amigo numa festa de aniversario de um seu amigo, deparando-se com um grupo de amigos formado e com uma queda para todos os exageros durante o fim de semana.
Em termos de argumento muito da mais valia do filme esta na ideia central e na forma como a mesma e algo comum em alguma parte da vida. A forma como introduz os temas e algo pouco preparada mas acaba por tocar em muitos temas sem nunca ir a fundo pois quer ter um teor mais descontraido.
Sebastian Silva e um realizador estranho de filmes descontraidos mas que rapidamente entram no absurdo, tem pelo menos no seu guiao aqui o seu filme mais interessante numa carreira marcada por algum non sense.
No cast o filme tem uma excelente interpretaçao de Jason Mitchell um dos bons actores da nova geração afro americana, o seu papel e uma surpresa pelas fases que passa ao longo do filme, bem coadjuvado pelo lado mais irreverente de Abbot e Landry Jones.

O melhor - A forma como o filme nos trás para uma situaçao que tantas vezes acontece.

O pior - O filme acaba por cair em exageros que lhe tira alguma maturidade

Avaliação - B

Apostle

A Netflix é um sistema de streaming que atualmente tem de ser alimentado constantemente com diversos generos. A tentativa de fazer da netflix um dos grandes do cinema faz com que em 2018 surgisse diversos filmes de diversos generos. No terror este Apostle acabou por ser uma das boas surpresas criticas, com avaliações essencialmente positivo, sendo que comercialmente o filme acabou não ser facil de averiguar em virtude do formato.
Sobre o filme Apostle podemos dizer que temos dois primas diferentes com resultados também ele diferentes. Desde logo em termos do terror humano, naquilo que diz respeito à pressão psicológica de uns perante outros o filme funciona, não só em termos esteticos e de violência mas também na forma como a pressão alimenta a disfuncionalidade das personagens.
Pelo lado negativo parece que o filme socorre-se em demasiado do lado paranormal, e ai o filme perde alguma da objetividade ou da força das personagens o que acaba por ser desiquilibrado para o filme, que sinceramente parece-me desnecessario para o filme funcionar nos outros aspetos mais terreos. Claro que para tanto fanatismo provavelmente o filme necessitava de um ser superior palpavel, mas a forma como este interfere nos momentos decisivos do filme não jogam a favor do efeito do filme.
Assim temos um filme de terror que nos seus aspetos mais simples funciona com intensidade, mas que complica ao tentar abraçar demasiados generos. mesmo assim de louvar a forma como o filme consegue ser forte, violento e cru, algo que muitas vezes a maior parte dos filmes de terror nem sempre conseguem ser.
A historia fala de um individuo que embarca para uma ilha com uma comunidade fechada no sentido de tentar perceber o que aconteceu a sua irmã desaparecida depois de uma expedição àquela comunidade.
Em termos de argumento alguns aspetos da historia de base são interessantes e resultam com impacto no filme. Falha quando os elementos paranormais nao encaixam no registo de terror que o filme estava a ter até então. Mesmo assim o filme consegue ter o impacto necessario para um filme de terror.
Gareth Evans e um realizador que chamou a atenção pelo sucesso de The Raid, aqui tem um filme bem realizado esteticamente com algumas caracteristicas de terror bem trabalhadas. Falha talvez na mistura de generos mas parece termos aqui uma realizador para altos voos no terror.
No cast os interpretes dao ao filme a intensidade que ele necessita. Stevens está em forma, com a disponibilidade fisica e dramatica que o filme necessita mas acaba por ser Sheen quem chama a si mais atenção com o impacto que normalmente o ator britanico da as suas personagens.

O melhor - O filme funciona no terror provocado pelos homens.

O pior - Funciona menos no lado paranormal

Avaliação - B-

Saturday, December 08, 2018

Mowgli

Existem projetos que são dificeis de explicar a sua pertinência. Quando em 2016 Andy Serkis anunciou que tinha como projeto trazer um Live Action do livro da selva ao mesmo tempo que a Disney tambem tinha anunciado o mesmo projeto, deixou de imediato antever que um dos projetos, usualmente o segundo iria ter muitos problemas em se tornar rentavel do ponto de vista comercial. Talvez por isso este projeto acabou por ser adiado, e mais tarde vendido a Netflix, estreando sem a pompa e circunstancia que inicialmente se esperaria. Criticamente uma receppção mediana tornou bastante inferior ao seu antecessor, sendo que comercialmente o barometro netflix e sempre dificil de perceber.
Sobre o filme podemos dizer que é ligeiramente mais simples do que a versão de Favoureau, um filme mais direto, com um argumento mais simples e com uma tecnica de realização diferente, atraves da captura de movimentos dos actores. O filme tecnicamente em algumas personagens que funcionam bem como Baloo e Shar Kan, mas pensamos que mesmo tecnicamente o filme perde para o anterior que ganhava em pleno realismo.
Em historia podemos ter mais violencia, talvez por se tratar de um filme menos pensado para crianças, mas ao mesmo tempo temos uma intriga bem mais simplista, num filme tambem mais curto, o que lhe permite maior ritmo mas sem que isso o torne melhor. Fica a ideia que o filme perde demasiado tempo nas capturas dos personagens e menos num argumento que fica a ideia ser algo pobre.
Ou seja no final de contas uma versão bem mais limitada de Mowgli, ainda que com um cast de primeira linha nem sempre o filme consegue o aproveitar, ja que ao estarem por tras de animais muitos dos recursos deles nao sao utilizados. Fica tambem a ideia que Serkis e bem melhor a interpretar do que a criar mundos, pois o recurso ao digital parece claramente exagerado neste filme.
A historia conhecida de MOwgli e levada novamente ao cinema neste filme, desde a sua captura pelo grupo de lobos, ate á indecisao da sua aceitaçao o filme passa por diversas fases ate ao confronto final com Shar Kan.
EM termos de argumento a historia de base e a conhecida contudo acaba por na intriga ser bem mais limitada do que a historia habtiual, parece que tem dificuldade em fazer algumas personagens crescer. Um filme muito mais tecnico do que propriamente de narrativa.
Serkis tem aqui um projeto que chama a atençao por ir buscar o terreno onde construiu muito do seu conceito como interprete ou seja a captura de imagens. Neste plano o filme tem alguns bons momentos, embora nos pareça longe do que ele ja interpretou em Senhor dos ANeis e principalmente em Planeta dos Macacos. Um realizador ainda em construçao e definiçao.
No cast a escolha dos actores e de primeira linha. No final sai sublinhado como nao podia deixar de ser Serkis e Cumberbacht. Em termos de pessoas reais a escolha de Mowgli e mais fisica do que de recursos interpretativos do seu jovem actor.~

O melhor - Algumas tecnicas de captaçao de imagem

O pior - O argumento ser demasiado redutor

Avaliação - C
Apresentado no inicio da edição de Sundance de 2017, este filme sobre os alegados homicidios de Lizzie ganhou algum destaque mediatico depois da sua protagonista e produtora Sevigny ter mencionado não ter ficado totalmente satisfeita com o resultado final do filme. Dai que nao se possa ter ficado surpreendido por este filme ter tido reaçãos antagonicas em termos criticos e isso ter acabado por limitar o resultado quer comercial mas principalmente critico do filme.
Lizzie e um filme acima de tudo de uma personagen e da forma como a mesma vivencia os diferentes conflitos que a rodeias. Nesse impacto concordamos com Sevegny pois o filme parece ter uma materia narrativa que resultaria de forma natural num filme de impacto, mas nunca o consegue ter, principalmente porque adota um esquema narrativo que nao o beneficia, com avanços e recuos temporais.
Mas o filme tem outro problema que me parece claro, a forma como a relação central do filme e pouco trabalhada. AO contrario dos conflitos familiares que são vincados e sublinhados ao longo de todo o filme com a intensidade necessaria. O outro vector do filme apenas parece surgir a espaços, quando o mesmo e fundamental na coesão narrativa do que o filme nos quer dar.
Fica a sensação clara que é um filme pouco equilibrado, um filme que tinha muito para funcionar, mas que por ineficacia dos seus produtores acaba por nao ser funcional, principalmente na forma como não consegue chamar a atençao do espetador chamando-o para si. No final o impacto da resolução acaba por melhorar este defice mas fica a ideia que o filme não resulta.
A historia fala numa mulher que pressionada pela sua familia, quando aos bens e mais que tudo face a sua opçao sexual acaba por ser suspeita do assassinato dos seus progenitores, num momento de exploosão emocional.
Eu confesso que a historia de base na minha ideia deveria dar um bom filme, mas é no argumento que residem os principais problemas no desiquilibrio de tempo entre personagens. Fica a ideia que o filme poderia ser mais objetivo na forma como nos dava a deterioração da personagem.
EM termos de realizaçao William Mcneil foi a segunda escolha para o projeto um realizador oriundo do cinema independente que nao consegue em momento algum dar intensidade ao projeto e isso e um erro claro. Alguem que e criticado no lançamento pelo proprio produtor do filme e sinal que as coisas nao correram bem.
E no cast que o filme tem o seu melhor rendimento, principalmente na intensidade que Sevegny da a sua personagem. Uma actriz conhecida por esta capacidade embora seja demasiado fora do circuito. Stewart tenta encontrar tambem uma carreira de risco e isso e de louvar para quem ja conquistou o valor comercial.

O melhor - A prestação de Sevegny

O pior - O retalho temporal que o filme se torna

Avaliação - C-

Support the Girls

Esta pequena comedia sobre o funcionamento de um bar desportivo nos EUA, tornou-se num dos grandes fenomenos criticos do presente ano com avaliações muito positivas, e que resultou inclusivamente em alguns premios criticos para a sua protagonista Reginna Hall. Em termos comerciais as coisas nao correram bem ao filme com receitas quase residuais, o que é compreensivel tendo em conta a falta de argumentos comerciais do filme.
Sobre o filme eu confesso que o filme começa bem, com o alvoroço e exigencia de um dia de trabalho e preparaçao desse mesmo dia. Ai o filme para alem de uma realizaçao que nos da total noçao do alvoroço de um dia rotineiro de trabalho, o filme dá-nos uma personagem singular que se percebe de imediato que vai ser a ancora de todo o filme. Depois com o crescimento da intriga o filme perde um pouco o norte, por um lado ao dar diversos temas de discussão na vida da personagem central, e depois por os elementos secundarios serem demasiado caricaturados.
Mesmo assim um filme que para uma comedia não tem grande graça, sendo um filme com mais coraçao na forma como nos da uma tutoria da personagem central relativamente as suas funcionarias, e mais que isso a forma como isso muitas vezes não chega a entidade patornal. nesse particular o filme tem alguns trunfos, mesmo que no final surja a ideia que tudo é demasiado difuso para funcionar bem.
Ou seja uma comedia claramente independente e de objetivos baixos, que fruto de algum valor emocional conseguiu chamar alguma atençao, ainda que nos pareça que se trata de um filme que vai do mais ao menor e também um filme que me parece que por vezes se perde em detalhes que nada trazem de util ao filme.
A historia fala de uma gestora de um espaço comercial que tem de gerir diversas raparigas que de alguma forma tem que usar o corpo na venda dos produtos. Tudo fica dificil quando o patrão percebe que vai ter uma concorrencia forte e nao consegue gerir as emoçoes provocadas por essa situaçao.
EM termos de argumento o filme não e particularmente novo, funciona bem na gestao de emoçoes das personagens funcionando pior na incapacidade de mesmo quando tenta nao conseguir ser engraçado. O filme tem como trunfo a construçao de uma personagem central forte.
Na realizaçao Bujalski tem aqui o seu filme mais visivel, realizado como se de uma comedia familiar de serie B se tratasse o filme vale acima de tudo por aspetos mais especificos de um argumento, já que em termos de realizaçao e o beneficio da mesma ela nao existe.
No cast e interessante a intensidade e a presença de Hall, uma actriz relacionada com comedia que tem aqui o seu melhor papel. Parece-me exagerado alguns elogios totais a prestação que é competente mas pouco mais. De referir alguma diferença na prestação da jovem RIchardson que pode ser um dos bons valores futuros do cinema.

O melhor - A personagem central

O pior - A ineficacia do filme ser engraçado

Avaliação - C+

Thursday, December 06, 2018

Colette

Com o tema da igualidade sempre em sublinhado em Hollywood e comum alguns filmes biograficos irem ao encontro de historias que ao longo dos anos acabaram por ser vitima do maior peso do sexo masculino. Este ano e seguindo a tradiçao mais britanica do cinema surgiu este Colette. Apresentando em Sundance o filme obteve criticas interessantes mas insuficientes para lançar o filme no caminho dos premios. Comercialmente para um filme com pouca divulgaçao os resultados acabaram por ser minimanente consistentes.
SObre o filme eu confesso que acho a forma de filmar de epoca mais proxima da tradiçao britanica algo aborrecida e este filme opta por esse metodo, o que acaba por perder alguma da intensidade principalmente das vivencias da personagem central que me parecem sempre algo escondida num filme que aposta acima de tudo na polemica do que era escrito e nas repercurssões que isso tinha.
Outro dos problemas do filme acaba por ser em algum caracter circular da historia ao longo dos diversos interesses amorosos que Colette vai tendo e a forma como isso se vai refletindo na uniao de escrita que tem com o seu marido. Dai que me pareça que e um filme com mais impacto historico do que artistico naquilo que realmente nos da
Outro dos problemas do filme e que e um filme algo semelhante ao The Wife com a diferença das epoccas em que cada um é lançado bem como o facto do primeiro ser uma obra de ficção ao contrario da biografia que e este. Mesmo assim um filme com uma historia de vida interessante num tema de moda em Hollywood.
A historia fala de uma jovem escritora que vive na sombra do seu marido, que com as suas historias acaba por ser conduzido a um sucesso literario completo,
Em termos de argumento o filme e vasto nao so tratando do aspeto da obra da personalidade mas tambem os seus conflitos pessoais. Aqui o filme tem alguma qualidade por tocar nesse assuntos, embora adote sempre uns dialogos demasiado literarios.
Na realizaçao Westmoreland e um quase desconhecido em Hollywood embora tenha estado na origem do oscar a Julianne Moore. Aqui tem um trabalho tradicionalista sem grande aprumo visual mas que serve os intuitos do filme.
No cast Kneightley e uma actriz que tem variado muito pouco os seus papeis e aqui pese embora a exigencia do papel, parece muito semelhante a outros papeis por si desmpenhados. Bem melhor um West cada vez mais intenso e que tem crescido como actor.

O melhor - A historia em si

O pior - O ritmo tradicional britanico é demasiado lento para o impacto destas historias

AValiação - C

Robin Hood

De tempo a tempo existem historias universais que sao aproveitadas por produtoras no sentido de lhes dar uma nova roupagem e tentar conseguir um sucesso que lhe alimente um possivel Franchising. Esta foi a tentativa clara da Summit nesta nova ediçao de Robin Hood. Infelizmente para a produtora a recepção critica foi pessima e isso acabou por alastrar ao seu valor comercial, muito baixo e redundou num dos grandes floops do ano, que termine com qualquer chance de iniciar aqui qualquer franchising.
SObre o filme eu confesso que a historia de Robin Hood e conhecida e mais que isso ja foi levada em todas as dimensoes ao cinema. Dai que este novo lançamento me pareceu nao ter grande sentido, principalmente depois do anterior, de Ridley Scott ja nao ter sido um grande sucesso. Este e um filme chiclet de açao rapida, pouco trabalho nas personagens e esperando que o efeito de uma açao realizada de forma atual faça funcionar sem se preocupar em nenhum momento com a complexidade narrativa ou com uma historia minimamente elaborada.
ALem deste facto o filme quer ir tão depressa para a açao que faz atalhos narrativos que não faceis de entender juntando um Little John a um arabe e mais que isso com o arriscado final de Will Turner. POr tudo isto o filme parece um pouco perdido naquilo que deveria ser a fidelidade a historia e mais que isso na forma como não consegue potenciar o que a historia em si dá.
O ultimo defeito do filme e tentar fazer com que o lado descontraido de Egerton, seja razão para um filme algo humoristico que nunca consegue ser porque nao e escrito com esse proposito, este é um problema claro ja que quando o filme tenta ser engraçado percebe-se que nao encaixa para o contexto mais fisico que o filme quer ter e acaba tudo por se tornar uma confusao.
A historia e a conhecida de RObin Hood, o ex elemento da nobreza que apos o regresso da guerra percebe que nao tem casa nem namorada e a sua terra natal esta totalmente dominada por um tirano sheriff. Com o apoio de um arabe com sede de vingança começa a treinar para ser o rosto dos oprimidos.
Em termos de guiao por muito que na base a historia conhecida esteja la, os atalhos do filme sao arriscados e quase imperdoaveis naquilo que resulta para o filme. Nao existe preocupaçao em fazer crescer as persoangens e temos sim um filme de açao rapida o que e insuficiente para o nome de Robin Hood.
Na realizaçao Otto Bathurst vem da televisao onde teve algum sucesso para um filme que nos parece ter s-mpre demasiado movimento e capturas de camara em excesso. O filme e irrequieto, tem algumas boas imagens mas insuficientes para lhe dar qualquer cunho.
POr fim no cast eu confesso que era aqui que me parecia que o filme tinha mais potencial. Egerton parece-me um dos jovens com mais carisma da atualidade como ja tinha demonstrado principalmente no primeiro Kingsman e o seu lado descontraido pode ser potenciado em muitos filmes. Foxx tem a intensidade suficiente para qualquer personagem, pena aqui a sua personagem ser uma confusao pegada. No lado dos viloes fruto de muito treino Mendelshon tem se tornado um habitue num papel que encaixa nas suas caracteristicas

O melhor - O cast tem qualidade

O pior - A dificuldade que o filme tem em respeitar a tradiçao e dar algo novo

Avaliação - C-

Wednesday, December 05, 2018

Set it Up

A Netflix tornou-se ao longo do presente ano uma das produtoras mais ativas em termos de telefilmes de diversos generos. Em termos de comedia esta romantica acabou por ser aquela que melhores resultados criticos obteve. Comercialmente a falta de figuras de referencia poderão ter impedido mais visualizações do que outros conteudos mais apelativos do formato.
Sobre o filme na base temos um tipico filme romantico de domingo a tarde, contudo em termos de dialogo e a forma como os mesmo funcionam em termos de comedia, tudo parece resultar, ja que os personagens principais e secundarios encaixam perfeitamente num filme que pese embora seja demasiado simples e igual na base a muitos outros consegue na capacidade de fazer humor ir mais longe e dai tornar-se um agradavel momento de ver.
O filme começa de imediato com um ritmo acelerado, exagerado para fazer funcionar a sua ideia, mas é quando o filme entra na sua vertente romantica que as coisas encaixam melhor já que nao perde a sua componente humoristica, nem sempre politicamente correta, para termos também um filme de simbiose entre personagens que nao necessita de muitos cliches para funcionar, e aqui reside os maiores segredos do filme para o separar dos desastres criticos que a maior parte dos filmes deste genero acabam por se tornar.
Ou seja uma comedia romantica com humor actual, personagens engraçadas e uma situação actual da exigencia profissional, acabam por nos dar uma das melhores comedias de desgaste rapido do ano, mesmo sendo de um genero e uma base que é facil não gostar.
A historia fala de dois jovens completamente afogados pelo trabalho como assistentes de dois exigentes patrões que de forma a obterem alguma folga vão tentar arranjar um relacionamento entre ambos, que os faz ficarem muito ligados um ao outro.
Na base do argumento não temos nada de particularmente diferente neste filme, temos uma historia tipica de comedia romantica de serie B, sendo que é nos dialogos e na sua capacidade de fazer humor que o filme se diferencie, sendo que esta descontraçao acaba por tambem fazer funcionar o filme em termos emotivos.
Na realizaçao Claire Scnalon surge neste filme depois de ja ter estado na realização de alguns episodios de The Office a realizaçao é simples de telefilme, sem truques aproveitando apenas aquilo que Nova Iorque dá em termos esteticos.
No cast Zoey Duych funciona perfeitamente neste tipo de comedia romantica, porque combina o lado mais romantico com o desajeitado que e otimo para este filme. Diggs e Liu tem a rigidez que os papeis necessitam, mas a mais valia em cast vai para o valor comico de Glen Powell.

O melhor - Os dialogos e a forma como funcionam em termos de humor.

O pior - Nao é mais que uma basica Love Story

Avaliação - B-

Tuesday, December 04, 2018

Cargo

O cinema australiano sempre foi um cinema algo paralelo a realidade mundial, dando aos seus filmes alguma intensidade mesmo que muitas vezes sem grandes meios ao dispor. Este ano e com o selo Netflix surgiu este pequeno filme apocalitico que conseguiu chamar a atençao dos criticos com algumas avaliaçoes interessantes pese embora fosse um filme algo pequeno. Comercialmente ao ser distribuido pelo serviço de Streaming é sempre dificil perceber o seu real valor.
Sobre o filme podemos dizer que desde o sucesso de Walking Dead foram diversos os filmes com a mesma tematica que debruça sobre a tentativa de resistencia e de sobrevivencia dos humanos relativamente aos infetados. Aqui o filme nos seus principios acaba por ser mais do mesmo, um pai de familia tentado em levar a filha a comunidade de humanos depois de ter sido infetado e com 48 horas para a mutaçao completa. Em termos de novidade o filme não particularmente rico.
Agora o filme tem algumas valencias que funcionam bem, desde logo a relação sanguinea pai e filho entre dois dos secundarios, algo diferente daquilo que estamos habituados a ver, e o facto de ser um filme que nao da relevo à violencia mas sim as ligações entre personagens. COntudo isto são igredientes pouco diferenciadores relativamente a outros projetos mais fortes e que deixam este claramente para segundo plano.
OU seja um filme mediano, com um conceito já usado, que aproveita as paisagens quase deseritcas da Australia para nos dar a visao do apocalipse, e depois um filme mais emotivo do que corpo a corpo, o que embora menos comum esta longe de ser novo.
A historia fala de um pai de familia num mundo recheado de pessoas infetadas, que tenta levar a sua filha ainda bebe a colonia de humanos a salvo, com a ajuda de uma jovem orfã, tendo que se defender dos humanos com ambiçoes para os dias depois.
EM termos de argumento o filme não é novo em nenhum dos seus aspetos, nao e um filme de personagens nem de dialogos e isso acaba por tornar o filme algo obvio.
Na realizaçao Howling e Ramke sao uma dupla de realizadores australianos quase desconhecidos que tem aqui um filme que funcionou bem a nivel interno e que pode cimentar a posiçao dos mesmos no cinema australiano. Em termos globais o filme nao tem força para se fazer notar.
SObre o cast e sempre bom ver alguns actores mais relacionados com a comedia em estilos diferentes como Freeman. Acaba por ser um actor mais versatil pese embora a sua personagem exija mais força fisica do que recursos de interpretaçao, embora me pareça um papel bem diferente do habitual.

O melhor - ALgumas relações paralelas no filme.

O pior - Mais um filme de zombies igual a muitos outros

Avaliação - C

Monday, December 03, 2018

Smalfoot

A animação de grande estudio está a passar por momentos em que se denota alguma crise idiologia dos seus projetos, que adotam quase sempre realidades desconhecidas e a forma como a mesma de adequa aos humanos. Neste filme produzido pela Warner são os homens da neve que vivem no teto da terra. Os resultados criticos do filme foram medianos o que acabou por nao ser explusivo para o resultado comercial que ficou muito longe dos melhores resultados dos filmes de animaçao de grande estudio.
Sobre o filme eu confesso que começou a ficar cansado de filmes de animaçao em mundos de seres reconhecidos em termos de cinema de animaçao como maus, e depois existe uma ligaçao aos humanos que tenta mudar essa versão dos mesmos. Ja existiram diversos filmes como este, alguns mais trabalhados outros mais simplistas, mas com uma genese idiologica semelhante, dai que o grande problema deste filme resida logo na ideiologia repetida.
Mas nao fica por aqui os problemas destet filme, em termos de animaçao tambem esta longe de ser brilhante as opçoes esteticas dos seres e mesmo a sua expressividade. Aqui ja vimos principalmente a Disney a trabalhar muito melhor a aparencia dos seus personagens para eles rapidamente se tornarem mais que uma personagem de um filme uma fonte de rendimento a todos os niveis.
Por fim salva-se o balanço musical do filme, aqui temos um ou outro apontamentos interessante, principalmente pela versatilidade de generos, apoiada no seu elenco de vozes. A mensagem positiva embora repetida tambem esta lá mas parece muito pouco para um filme de animaçao de grande estudio.
A historia fala de um grupo de homens das neves que vivem no himalaia e acabam por interagir com um ser humano o que vai levar ao despertar da curiosidade de alguns desses seres e que acabam por descobrir a existencia de um mundo para alem do deles.
Em termos de argumento a base da historia e repetida, e isso acaba por nao dar nenhum apontamento novo ao filme. Tambem em termos de humor ja vimos filmes mais trabalhados e mais funcionais do que este filme, que parece em termos de escrita um filme de uma produtora menor.
Na realizaçao kirkatrick ja e um conhecido em termos de animaçao ainda que em filmes de resultados pouco interessantes. Principalmente em termos esteticos fica a sensação que a Warner deveria fazer mais porque nao parece um filme de grande estudio.
Na escolha de vozes a preocupação pelos momentos musicais acaba por funcionar bem pois da alguma versatilidade ao filme a este respeito. Nao sendo uma escolha fantastica e dos apontamentos que funciona melhor no filme.

O melhor - A diversidade dos momentos musicais

O pior - Parecer um claro filme de uma produtora menor de animaçao

Avaliação - C-

The Christmas Chronicles

A Netflix cada vez mais movimentada no cinema lançou em pleno inicio da epoca natalicia um fillme que tenta ir buscar a tradição dos filmes familiares de Natal e que nos ultimos anos nao tem sido aposta pela maior parte das produtoras. Este filme acabou por ter criticas medianas, num terreno que nos parece não ser a aposta deste filme, sendo que comercialmente apenas podemos perceber que o lançamento teve alguma visibilidade sendo dificil no entando medir o sucesso ou não pelo serviço de streaming.
SObre o filme podemos dizer que se trata de um filme que tem um unico objetivo, ter espirito natalico, e para isso necessitava na sua essencia de dois ou tres pontos que acabam por funcionar. O primeiro e o sentido estetico de tudo que associamos ao Natal, ai o filme cumpre em pleno, quer nas iluminaçoes de natal quer nos adereços, sentimos o Natal e nisso o filme funciona. O outro ponto é a parte emocional com uma mensagem positiva, aqui pese embora seja uma historia repetida e completamente usada a mensagem e positiva, mesmo com um ou outro ponto de drama.
O lado em que o filme funciona pior e no exagero da magia e dos poderes do pai natal, ai torna-se demasiado infantil e acaba por não permitir que seja um filme pensado para toda a familia mas sim um filme para pequenos que os pais podem ver, já que os adultos poderão ter pouca paciencia para elfos animados, ou para o pai natal que se transforma em pó.
Mesmo assim não tendo a dimensão dos filmes mais fortes e iconicos de natal e um filme com o espirito necessario. Talvez nao seja daqueles que iremos ver ano apos ano, mas e uma boa aposta da Netflix para um objetivo imediato que e lançar a temporada de natal.
A historia fala de dois irmãos que sempre foram ligados ao natal que após a morte do pai, tentam na vespara de natal reencontrar o espirito natalicio o que os conduz até uma aventura com o pai natal.
Em termos de argumento a historia é usada e pouco criativa, o excesso de elementos de fantasia podem tirar alguma globalidade ao filme, contudo a mensagem positiva e o lado mais colorido do natal está la.
Na realizaçao Clay Kaytis tem aqui o seu primeiro live action depois de Angry Birds, o filme tem os elementos necessarios principalmente na forma como os adereços de Natal estão todos presentes e a cor está bem patente do primeiro ao ultimo minuto. Para um genero de pouca ambição temos aqui um primeiro filme razoavel.
No cast Russel encaixa perfeitamente em pai natal, porque o seu lado descontraido e o sentido de humor encaixa perfeitamente no registo que o filme quer ter. Nos mais pequenos Darby Camp e a escolha perfeita pelo seu lado simpatico, já o seu irmão acaba por ser menos imponente num papel tambem mais dificil de agradar.

O melhor - O espirito do natal.

O pior - Demasiados elementos fantasiosos

Avaliação - C+

Sunday, December 02, 2018

First Man

Devia existir poucos realizadores que tenham criado tanta expetativa como Chazelle depois de dois sucessos incriveis como Whiplash e La La Land. A opçao por um biopic poderia ser surpreendente mas de imediato deixou este filme com um sublinhado grande para a temporada de premios. A toada das avaliçoes foram mais uma vez muito positivas de First Man poderá ser um dos candidatos aos premios embora nao dos mais fortes, talvez porque comercialmente as coisas não foram tao exuberantes para o filme.
First Man e um biopic sobre alguem com um feito inedito mas que o filme prefere ir ao interior do mesmo, aos seus sofrimentos, medos e obsessões mais do que explicar o feito, que acaba por ser um anti climax dramatico tendo em conta tudo o que a personagem passou ao longo da sua vida. Esta opção é de risco, principalmente porque baixa e muito o ritmo do filme, tornando-o num conjunto de sofrimentos internos que nao deixam que o filme na maior parte tenha boas vibraçoes, mas este acaba por ser o elementos mais diferenciador do filme e que termina na sequencia na lua muito bem realizada e uma exploração emocional muito interessante e que é o epicentro de arte do filme.
Contudo o filme tem um problema que é o silencio e a forma como isso num filme com quase duas horas e meia de duração se torna automaticamente um problema na gestão de ritmos do filme. Aquio o filme nao consegue deixar de ser monotono o que para um filme com esta expetativa e ambiçao é muito problematico pois fica a ideia que com alguma maior simplicidade na exploração relacional e de personagens o impacto pese embora fosse mais comum seria mais interessante.
Mesmo assim um biopic diferente que principalmente nos ultimos vinte minutos consegue nos trazer a arte do cinema, mesmo que no restante seja um filme algo repetitivo em nos demonstrar como alguem se transforma numa maquina. O filme tem ainda alguma dificuldade em acompanhar o desenvolvimento temporal com o desenvolvimento das personagens infantis que penso que confunde um pouco o desenvolvimento narrativo.
A historia fala-nos de Neil Armstrong e a forma como ele tentou fazer o luto da morte de uma filha para se tornar o comandante da primeira expedição a lua
Em termos de argumento nao e um filme de muitos dialogos ou palavras, e quase um filme subliminar naquilo que nos quer dar das personagens e fica a ideia que para termos um filme maior necessitavamos obviamente de um guiao mais forte, embora o foco no nivel humano da figura seja na minha opiniao uma boa escolha.
Chazelle e um prodigio, um realizador tao jovem que ja tem no seu curriculo La La Land e WHiplash e obviamente uma figura a seguir. Aqui tem uma realizaçao metodica, promenorizada mas que apenas nos seus ultimos minutos consegue ser artistica. Nao e o melhor filme do realizador nem nada que se possa comparar mas nao e este registo que coloca a sua carreira mais fragilizada.
No cast Gosling tem uma interpretaçao interessante ainda que algo repetitiva a sua ausencia mesmo na presença nao e algo facil de dar embora nos pareça uma tarefa totalmente ao alcance dos recursos de Gosling. Nao me parece uma prestaão a premiar mas um bom trabalho de um actor em boa forma. AO seu lado Foy tem a intensidade que balança com a personagem central, embora que como filme de personagem existe pouco espaço para secundarios.

O melhor - Os vinte minutos finais, filmados de uma forma diferente do esperado.

O pior - Ritmos algo baixos

Avaliação - B-

Outlaw King

David Mckenzie teve em 2016 uma das grandes surpresas do ano na forma como conseguiu construir um western num genero actual ainda que tenha tido a colaboração no argumento brilhante de Taylor Sheridan. Surpeendeu portanto que o filme sequente do realizador tenha sido uma aposta da Netflix num genero de epoca. Os resultados criticos nao foram brilhantes e afastaram-no completamente da luta pelos premios. Em termos comerciais pese embora se tenha tornado num dos filmes mais vistos do formato Netflix nao nos parece que seja facil quantificar que resultado teria numa bilheteira normal.
SObre a historia em si e facil perceber que ao entrar no detalhe historico de Bravehart ou pelo menos na sua sequencia seria dificil o filme ter pelo menos tanto carisma como este, e o certo é que nao o tem, que em termos de argumento o filme não é propriamente muito preenchido, ou se preocupe em demasiado em nos dar personagens dimensionais, ou uma intriga forte em termos do desenvolvimento das personagens.
Mas alguma debilidade que o filme possa ter em termos de argumento e completamente ultrapassado por um filme cru, realizado com um realismo e uma violência pouco vista, e que nos dão algumas das mais intensas e brilhantemente realizadas sequencias de batalha dos ultimos anos talvez so ultrapassadas por aquilo que se tem feito em alguns episodios de Guerra dos Tronos. E esse valor estetico e sem duvida o grande realismo das sequencias que fazem deste filme um filme acima da média.
Ou seja um filme que consegue ter dimensão suficiente para ser um dos bons filmes de batalha com marca e assinatura de um realizador competente, mas que por vezes cai em alguns facilitismos historicos. Percebe-se que o filme sabe onde é mais forte e potencia ao maximo essa sua valencia, e isso deve ser de louvar.
A historia fala de um filho de um rei da escocia que depois da morte do seu pai, decide ir por um caminho diferente de luta clara contra o poder de inglaterra ainda para mais porque percebe que essa e a vontade do seu povo.
Em termos de argumento o filme não e forte principalmente na forma algo simples com que nos da as relações entre personagens. Depois temos o comum nos filmes de guerra como honra, coragem e pouco mais num argumento com algumas falhas principalmente por cair demasiadas vezes no ja visto em termos de promenores.
Mckenzie teve em Hell or High Water o filme que muitos procuram numa carreira para dar o salto, e confeço que esse filme é uma boa continuação de carreira, num genero exigente e completamente diferente, mas que demonstra uma capacidade de nos dar sequencia de guerra com uma força que tinha estado ausente nos ultimos anos. Pena a critica nao ter valorizado este aspeto pois acho que McKenzie e um dos bons realizadores da atualidade.
No cast o realizador apostou por um velho conhecido como Pine, eu sinceramente reconheco demasiadas fragilidades de Pine para o papel, principalmente porque nao e um actor com grandes recursos dramaticos o que faz a personagem ficar demasiado monocordica, e perder todas as sequencias para o seu vilão  Billyt Howle um actor em clara ascenção, jovem e que tem neste filme uma interpretação que merecia mais visibilidade essencialmente pela visibilidade. A estar atento no futuro a este nome.

O melhor - A realizaçao

O pior - Um argumento que cai demasiadas veses em truques usados e repetidos

Avaliação - B