Tuesday, April 22, 2014

Hateship Loveship

Existem pequenos filmes com elencos recheados que quando estream anonimamente ficamos sempre com a sensação de que os seus objectivos eram um pouco maiores do que sairem quase no anonimato, um desses filmes foi este pequeno filme sobre pessoas pequenas que estreou quase sem significado pese embora o riquissimo cast, não espantando tambem a critica e muito menos comercialmente.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme peculiar, estranho nas personagens na envolvencia na forma como lança os dados da historia mas que rapidamente se torna demasiado natural, nos da ambos os lados de diferentes personagen sem no entanto conseguir criar a atmesfera pelo menos emocional que um filme como este e com este tematica deveria exigir por isso pensamos sempre que e um filme que não se consegue afirmar e nesse caso as coisas estao longe de um bom resultado.
Ou seja temos um filme com alguns pontos de alguma qualidade desde logo a intepretaçao de Wiig, mais que isso a forma simples com que a relaçao central vai crescendo mas por outro lado parece que o filme nunca saba resolver os seus conflitos ou mais que isso nunca consegue tirar o proveito da densidade que os mesmos poderiam trazer ao desenvolvimento de todas as personagens.
Ou seja um filme com pouco ritmo sobre pessoas comuns em lugares pouco comuns um filme sobre passado e futuro que tem muita dificuldade em articular e fazer funcionar precisamente o presente nunca adoptando o ritmo necessario a uma historia que pese embora não permita que o filme seja terrivel tambem não faz dele mais do que este poderia ser.
A historia fala de uma anti social babysister que entra numa familia com muitos conflitos ate que a adolescente da casa começa a simular o envio de cartas de amor do seu pai para este e lança todo o isco para uma suposta historia de amor.
Sobre o filme e no seu argumento pensamos que o filme não consegue ter na maior parte das vezes vida interna, coraçao, parece sempre demasiado racional, demasiado receoso de explodir ganhar ritmo, muitas vezes o problema de filmes intimistas e não conseguir deixar de o ser.
Em termos de realizaçao muito pouco a salientar a cargo de uma inexperiente realizadora o filme não brilha neste particular mas tambem não explode o que em si não é propriamente brilhante nem danoso para a sua realizadora.
Em termos de cast temos todos os louros para Wiig se já sabiamos a sua mais valia na comedia aos poucos encaixa num estilo proprio de drama sem o seu e que demonstra um lado vincado de um actriz que encaixa bem na anti socialidade o que a aproxima da critica. De resto pouco mais a valorizar do que a presença competente mas nada de extraordinario de Pearce, Nolte e Stansfield.


O melhor – O crescimento da relaçao central

O pior – A forma com que o filme nunca imprime mais dinamismo


Avaliação - C

Black Nativity

Nos ultimos dez anos o cinema afro americano saiu da comedia e extendeu-se por muitos outros generos principalmente baseando-se no teatro urbano de autor que entre outras pessoas deu ao mundo Tyler Perry. Depois do sucesso deste ultimo foi normal o seguimento do legado com outros filmes como esta historia de Natal. Mas nem todas tem o sucesso comercial de Perry e este Black Nativity esteve longe de o ter, comercialmente criticamente foi para o lado mediano que apesar de tudo e o melhor que Perry conseguiu obter.
Antes de mais devemos interpretar este filme, como um musical simples sem grandes produções mas que tenta sempre ser uma historia sentimental urbana, actual, simples mas emotiva, e nestes pontos ate podemos dizer que o filme com uma formula simplista ao maximo, de emoçoes simples consegue funcionar em termos emocionais.
Mas se esta parte e conseguida e obvia a falta de maturidade do filme, que nada arrisca, a falta de profundidade das persoangens e mesmo a forma ligeira com que todo o filme é tratado, numa historia que pelo seu peso dramatico e familiar poderia e deveria ser trarada com mais complexidade mais força, poderia se perder a emoçao simples, mas talvez podesse se ganhar um filme exemplo e de esperança sem nunca perder a toada natalicia que não é central mas esta presente em toda a historia.
Assim, sobra nos um filme bem intensionado capaz de preencher as necessidades sentimentais natalicias, o que nos parece realmente o seu maior proposito, mas um filme que na sua essencia e nas suas linhas narrativas acaba por ser invisivel perante demasiada linearidade e direcção ao ponto.
A historia fala de um adolescente em definiçao de principios que acaba por ir passar as ferias com os avos, em Harlem, aqui começa a definiçao da sua vida perante um passado que une e afasta todos os intervenientes e que este vai tentar desvendar.
Em termos de argumento temos algo simples, sem riscos, mas tambem sem a profundidade que um tema forte poderia ter, perde-se demasiado em musica e pregões e menos na emoçao sentida das persoangens perde o lado novelesco, mas por outro lado não consegue construir mais que isso.
Kasi Lemmons e uma realizadora habituada ao cinema afro amerciano tipico, nada espetacular mas apenas simplicidade maxima mais uma vez aqui temos um genero do qual sairam mais que grandes cineastas tarefeiros.
O cast pouco arriscado e habituado a este registo, principalmente Basset, Gibbs e Hudson que pautou a sua carreira principalmente cinemo musical neste registo, Withaker tem um papel mais simples e menos forte do que o habitual, mas mesmo assim consegue se assumir como o mais valorado de todo o filme em termos de interpretação.

O melhor – A simplicidade emocional do filme.

O pior – A preocupação em ser um musical moratorio


Avaliação - C

Devil's Due

O terror ganhou uma nova forma depois de os filmes abordarem este genero com uma camara na mão ou melhor que isso com sistemas de video vigilancia, esta formula iniciada por o Projecto Blair Witch e mais recentemente empolgada por Actividade Paranormal, teve esta ano mais cum capitulo com este Devil's Due. Contudo quando os filmes se colam muito os resultados normalmente estão longe de ser brilhantes e aqui não o foi resultados criticos desastrosos foram ainda para mais negados por um publico que tornou o filme também desastroso do ponto de vista comercial.-
Sobre o filme podemos dizer que é mais do mesmo, temos um bocadinho de Contacto mas acima de tudo estamos perante a actividade paranormal com talvez melhores efeitos especiais e onde a historia fica para segundo plano em deterimento das diversoes da camara, contudo parecenos claramente que e um parente muito pobre de uma saga em desacelaração mas que mesmo assim lançou a ancora para filmes de menor qualidade como este.
Qual o problema do filme, bem a falta de originalidade o guiao e igual a muitos outros o truques iguais, onde o moribundo e a camara de infra vermelhos sao mais protagonistas do que propriamente qualquer actor de carne e osso, de resto mais uma copia do argumento de uma enesima montanha de filmes num genero que a espaços ganha uma nova formula que rapidamente e gasta.
Como mais valia apenas a aposta em infra vermelhos que da as sequencias uma intensidade bem maior já que esconde por completo o contexto e direciona os olhos dos espectadores mas este ponto e muito reduzido para um filme em si, pouco mas muito pouco original que apenas tenta recolher verbas.
A historia um casal recem casado, apos um estranho acontecimento na lua de mel, percebe que algo de estranho ocorre no processo de gravidez da sua esposa, e começa um numero elevado de situação nada normais.
O argumento e repetido e nunca consegue dar nada de novo ao filme, ou seja, nunca consegue ter em termos de argumento qualquer tipo de cunho proprio, na historia principalmente mas acima de tudo nas persoangens e nos dialogos.
A realização a cargo de uma dupla que brilhou em VHS tem aqui algumas virtudes de alguem que se sente confortavel no genero e tenta o tornar mais assustador pena e que as suas qualidades nunca sejam ligadas a uma historia com algo de realmente novo.
O cast do filme e pouco posto em causa, o filme procura outros campos e onde as interpretações sempre efectuadas por desconhecidos sao basicamente indiferentes.

O melhor -As sequencias de infra vermelhos

O pior – A repetição de muitos guiões



Avaliação - C-

Thursday, April 17, 2014

Joe

Quando determinada figura de proa tem dificuldades no cinema de primeira linha a conseguir encontrar o seu cinema e soma falha perante falha e normal tentar um cinema mais de autor e claramente menos de grande publico. Este e o exemplo tipico que e bem retratado neste filme que nos trás um Nicholas Cage indie longe dos filmes de acçao deste que estavamos habituados. Com isso ganhou o valor critico que há muito se escapava e perdeu bilheteira menos atento a filmes mais pequenos como este.
Sobre o filme desde logo podemos dizer que e um filme emocionalmente rico, pesado nas suas personagens e nos limites das mesmas mas ao mesmo tembo simples e sensato principalmente na forma simples sem exageros emocionais com que cria a relaçao central de primeira linha, e isso é o grande segredo de um filme nem sempre espetacular mas quase sempre eficaz num registo muito proprio que podemos considerar contudo demasiado pausado.
Mais podemos dizer que estamos perante um filme com algumas valiosas forças, as intepretaçoes e dinamicas entre os seus interpretes a crueza de algumas sequencias a boa contextualizaçao das personagens e a força do guiao. E obvio que tambem tem fraquezas principalmente na pouca força ou intensidade do seu final, por pouco dialogos e por alguma introversao propria de um filme com intensidade para mais.
Mesmo assim num ano fraco em termos de bom cinema temos aqui um filme competente umas duas horas de cinema satisfatorio, numa intriga coesa, madura que mesmo não tendo nenhum ingrediente que o torne especialmente espetacular faz dele um ser maior de um ano ate agora limitado.
A historia fala de um ex condenado e da relaçao que cria com um adolescente de um agregado familiar muito complicado que tenta recolher dinheiro para ajudar a familia quando tudo o resto parece estar contra ele.
O cast e simples, vale muito mais pela execuçao do que propriamente pela creatividade da ideia, mas mesmo nas limitaçoes de uma ideia pouco mais que normal, acaba por o filme dar boas personagens bons momentos, intensidade e alguns dialogos bem trabalhados.
Green mudou a sua forma de realizar ultimamente virou-se para o drama e claramente funciona melhor do que na comedia, tem intensidade tem registo tem uma excelente valorizaçao da luz e tem uma realizaçao com poucos meios funcional e competente sem ser contudo excelente.
No cast um bom Cage dentro dos seus melhores parametros intenso, fisico, necessariamente desgastado e com uma optima quimica com todo o seu restante cast, uma das melhores interpretações deste inicio de ano, pensamos nos a prespectivar um regresso do actor ao seu melhor nivel.

O melhor – A ligaçao entre as duas figuras centrais num balanço perfeito

O pior – A conclusao merecia mais força


Avaliação - B-

Sunday, April 13, 2014

Only Lovers Left Alive

Jim Jaramush é daqueles realizadores que tem atras de si um culto que lhe permite ter uma carreira proximo de uma critica mais exprimental mas que tem dificuldades em se tornar um realizador de renome de carreira uma das figuras incontornaveis do cinema actual. Assim mais uma vez temos um filme recheado de avaliações positivas mas insuficiente para chegar ao grande publico e assim sem qualquer tipo de visibilidade comercial.
Sobre o filme podemos dizer que Jaramush não trabalha para o grande publico so assim se pode perceber como um realizador consegue fazer filmes tão ambiguos com uma mensagem ou mesmo uma ideia interessante mas que a materealiza em objectos enfadonhos, pesados silenciosos e aborrecidos, como acaba por ser um filme como este que tinha tudo para ser ao mesmo tempo artistico e funcional.
E certo que muitos gostam desta forma de filmar, pausada quase como entrando no silencio das personagens e querendo o interpretar mas para o vulgo comum filmes de duas horas com este conteudo tornam-se mesmo insuportaveis em desvios de rota nada justificados a não ser por uma componente artistica que todos sabemos já existir.
Ou seja mais um filme para a critica e so para estes longe dos amantes do cinema que enchem bilheteiras que como eu podem gostar da forma do realizador de algumas das suas opçoes mas nenhum filme seu se torna irrepreensivel pela sua demasiada subjectividade
Aqui seguimos o amor e a profundidade da relaçao de dois vampiros que anos apos anos vão observando não so a evoluçao da historia mas tambem a evoluçao do amor em busca sempre da sua sobrevivencia
O argumento tem altos e baixos se em termos estruturais temos um bom filme com uma boa ideia, na sua traduçao temos muito silencio que não permite a evoluçao da historia e a sua concretizaçõ.
A realização tem bons planos entra bem mas muitas das vezes perde-se para si gosta de chamar a atençao sem ser objectiva e nisso o filme perde alguma força sendo sempre um objecto de natural valor artistico
Em termos de cast não temos espaço porque a realização chama a si toda a atenção apenas quando entra Mia realmente temos uma personagem omnipresente os restantes deambulam por um filme essencialmente sem chama

O melhor – A procura do amor eterno

O pior – A falta de chama de um filme que se apaga frequentemente


Avaliação - C-

Son of God

Um ano volvido depois do sucesso da mini serie sobre a biblia, que lançou para um estrelato inesperado Diogo Morgado eis que surge o filme baseado nessa mini serie sobre o mesmo tema e com o mesmo elenco que prometeu por o actor portugues nos olhos do mundo. O resultado comercialmente e em termos de divulgação um sucesso talvez o maior com um actor portugues como protagonista, em termos criticos muito aquem com criticas muito negativas principalmente para o filme.
Sobre o filme podemos dizer que qualquer filme com este assunto era de imediato um filme facilmente comerciavel pela força que a religiao catolica ainda tem em todo o mundo, e acima de tudo por a historia que contar nunca ser ele alvo de qualquer condição para ser observada. Pois bem se na forma como e fiel a biblio o filme resulta já que todas as linhas de dialogo sao tiradas deste mesmo livro, em termos de produçao e coordenaçao de actores o filme esta muito longe daquilo que se exige num assunto como este, dizemos mesmo que tem grau de um amadorismo gritante
O segundo ponto negativo do filme prende-se com a falta de elementos artisticos muito distante do que Gibson conseguiu com a sua paixao, aqui temos quase um relato monocordico de acontecimentos que se alonga na parte final como procurando o final feliz que todos nos acreditamos, mas que claramente da pouca intensidade ao filme, já que este deveria acabar no momento em que Maria Madalena abre o tumulo e nada encontra, pelo menos em termos de filme.
Ou seja uma adaptação que se por um lado e fiel e obvio que quando a mesma foi executada não advinhou o sucesso que iria ter e a sua visibilidade já que entrar no patamar maximo de hollywood exige mais em termos daquilo que o filme deve dar e acima de tudo no contexto de tudo que o filme nos presenteia.
A historia e conhecida os ultimos dias de Jesus Cristo as passagens da biblia relativamente a morte deste, condenação e ressurreição, ou seja a historia que repetidamente nos e dada nas pascoa.
O argumento do filme por um lado e fiel aos ensinamentos da biblia mas por outro lado falta algum contexto tudo parece criado apenas para estas falas e torna o filme em si vazio bem como a maior parte das personagens o receio de arriscar e obvio mas por vezes as diferenças no cinema sao deste nivel.
A realizaçao e pobre a cargo de um realizador de televisao tem poucos elementos artisticos pouco realismo acima de tudo um filme para todos, e isso não e certamente o que uma historia como esta poderia necessitar.
No cast pouco luxo e isso reveste-se no filme, por muito que Diogo Morgado seja portugues o seu papel e as suas expressoes faciais demonstram muitas fragilidades para este nivel para sua sorte os seus companheiros de cast sofrem do mesmo problema

O melhor – Apesar de tudo ver um Portugues a liderar o cast de um filme internacional

O pior – O filme ser claramente amador


Avaliação - D+

Saturday, April 12, 2014

Noah

Desde o momento em que foi anunciado o cinema ficou na expectativa sobre o que o que Aronofsky iria fazer com a sua adaptação da arca de noe, no ano em que o cinema americano esta apostado em adaptaçoes biblicas. Pois bem o resultado desta adaptação foi agridoce se por um lado comercialmente o terreno ficou apenas pelo moderadamente conseguido criticamente e pese embora as avaliações essencialmente positivas todos pensam que não foi a unanimidade que o realizador esta habituado.
Sobre o filme podemos começar por dizer que é um terreno e meios que o realizador não está habituado e que acima de tudo seria dificil manter o nivel dos filmes anteriores principalmente num tema tao complicado. Mas mesmo assim pensamos que quer o toque de artista e acima de tudo a força da realização esta bem vincada num filme extremamente bem conseguido principalmente no que diz respeito a intensidade emocional e a força visual de um filme de primeira linha em termos de produçao.
Noah e daqueles filmes que aborda uma historia com uma força propria não tem medo de arriscar no ingrediente da historia conhecida na força com que a dimensao biblica esta presente sem ter medo de a alterar e é nos filmes corajosos que nascem as obras primas, e penso que aqui pese embora não estejamos obviamente num filme de primeira linha sera certamente a adaptaçao mais feliz da historia e isso já deixara o filme num lugar competente,
A historia fala de Noe e a sua criaçao da arca com o objectivo de salvar as especies e dar seguimento ao mundo moderno como o ordenado por deus, o criador da terra.
O argumento pese embora não tivesse grande espaço mesmo assim o autor da um toque seu e obvio que os dialogos sao menores do que noutros seus filmes, que as persongens sao mais obtusas menos creativas mas o certo e que o epico de um filme como este esta tambem ele na historia
A realizaçao e de mestre de um realizador de primeira linha, que aos poucos conquista um espaço muito proprio no cinema moderno, aqui tem uma obra prima da realização com a polemica que sempre o seguiu.
Em termos de cast brilhante as escolhas Crowe demonstra toda a sua qualidade e força em diferentes motivos, domina o filme e ele assim o exige mais uma vez demonstra ser um dos melhores da actualidade, e muito bem auxiliado por Connely, Watson e Lerman, todos num cast que mais proximo do final do ano poderia ter outro tipo de ambiçoes

O melhor – A forma com que o risco esta presente na construçao de uma historia

O pior – Nao dar espaço a mais creatividade de Darren


Avaliação - B+

Robocop

Vinte sete anos depois do mundo ter conhecido a policia de detroit com o seu magnifico Robocop um dos filmes mais carismaticos dos anos 80 eis que surge a sua inevitavel reproduçao com o objectivo de dar conhecer a historia aos mais novos. Mesmo sem grandes nomes em termos de elenco e mesmo na realização o filme cumpriu com o seu objectivo principal resultar em termos comerciais, onde obteve bons resultados de bilheteira, criticamente a mediania generalizada não podemos considerar negativos para o filme em questão
Sobre o filme podemos dizer que em 27 anos muitos avanços tecnologicos apareceram para justificar ou dar algum conforto nas justificações do filme e o certo é que neste particular o filme faz um bom uso disso, para explicar para de alguma forma sustentar um filme que há vinte sete anos parecia quase ficção cientifica mas que o avanço tecnologico tornou mais facil de basear. Mas se este ponto faz o filme notoriamente mais completo, o ponto de vista politico e de opções de mercado fazem o filme ser menos dinamico e com muito menos acção, torna-o mais complexo mas a simplicidade eram marcas do registo.
Assim e com estes pontos pensamos claramente que apesar de tudo, apesar de tentarem que o filme seja mais forte com um argumento mais obvio os resultados parecem claramente ficarem aquem no carisma e na força do que o primeiro filme empolgado pela novidade acabou por conseguir.
OU seja temos uma homenagem postiva que não coloca de lado as suas origens mesmo alterando a toada, tornando-o um filme mais cerebral mais actualizado, com altos e baixos que podera agradar mesmo que moderadamente os amantes do primeiro filme sem no entanto alterar as saudades e o saudosismo do mesmo, e que quem não conhece podera também achar alguma graça contudo e claro que sem o primeiro filme não seria este que tornaria Robocop uma figura incontornavel do cinema
A historia e semelhante a do primeiro filme, um policia acaba por ser vitima de uma explosão neste caso e é reconstruido com partes mecanicas que o transformam quase por completo numa maquina ao serviço da policia e talvez não so.
O argumento é semelhante ao primeiro filme principalmente em termos de corpo geral no restante tem o surgimento de algumas personagens de alguns conflitos morais e politicos que nesta altura se colocam, consegue ser actual mas isto faz o filme perder principalmente a capacidade do ritmo de acção num todo
Padilha e um realizador competente e aqui soube o ser não se colou ao primeiro filme utilizou a inovação que se exigia, e mesmo não sendo um elemento artistico de primeiro plano funcionou na sua forma mais que competente de fazer um filme de acção sem grande risco.
No cast sempre achamos que a personagem de Murphy seria facil, e aqui a esconha não necessitou de muita exigencia por outro lado o filme preocupa-se com o restante e bem, Oldman dá-nos novamente o seu lado Gordon o que é sempre muito funcional Keaton de regresso a boa forma demonstra que o seu precurso poderia ser mais brilhante e Jakcson da uma rebeldia aceitavel ao filme, mesmo não sendo um filme que exige dos seus interpretes não foi por eles que o filme perde qualquer valor.

O melhor – Saber actualizar Robocop

O pior – Perder o carisma fisico do primeiro


Avaliação - C+

Monday, April 07, 2014

Dom Hemingway

O cinema britanico tornou-se nos ultimos anos sinonimo não apenas de um tradicionalismo inspirado nos filmes da BBC mas por outro lado e na senda do que foi sendo efectuado por Guy Ritchie tambem pautado por cinema de autor politicamente incorrecto, agressivo e recheado de personagens estranhos que usam o humor negro. O ano passado surgiu um filme liderado por Jude Law que era precisamente isto, contudo o resultado esteve longe de ser o esperado com uma avaliação critica muito aquem do esperado, para quem falou ate em ambiçao para os oscares e comercialmente o filme principalmente no mercado americano não conseguiu se impor.
Sobre o filme podemos dizer que tem um excelente inicio, comico, rebelde, bem realizado, consegue nos chamar para junto de uma personagem apelativa, excentrica, mas com uma dinamica que nos parece entusiasmar levando-nos a suspeitar que teriamos um filme objectivo que sabe o que quer, contudo com o passar do filme e o aparecimento de personagens e atalhos e cruzamentos o filme vai perdendo o sentido, o seu lado rebelde vai se tornando demasiado estranho e a loucura do personagem começa a ser exagerado, pelo que no final o filme já surge sem metade da força da sua fase inicial.
Mesmo com este diminuir de intensidade temos obvialmente bons momentos, de realizaçao como o acidente de carro, temos bons momentos de interpretação quase sempre nos momentos mais extremados de um mais que competente Jude Law, e temos bons dialogos contudo aqui parece-nos que a originalidade dos mesmos gasta-se de uma forma muito rapida.
Assim concluimos perante um filme com alguns apontamentos de qualidade, que no seu competo geral mesmo não sendo um mau filme, tinha muito mais para dar, se existisse mais objectividade e uma menos tentativa de rebeldia, ou seja se soubesse jogar apenas com a rebeldia inicialmente traduzida, pois depois acaba por exagerar.
O filme fala de um bandido que apos cumprir doze anos de cadeia sai e tenta recuperar a sua vida não so no crime e nas suas estranhas ligaçoes mas tambem familiares com uma filha já adulta que o nega completamente.
O argumento tem bons momentos e aspectos fortes, o inicio, os monologos e dialogos iniciais principalmente enquanto Fontain resiste no filme, mas depois perde gás em todos esses pontos quantos mais personagens surgem menos eles interessam e os dialogos tambem perdem força.
A realizaçao a cargo de um realizador que gosta de jogar com a ironia tem bons momentos, alguns deles de um brilhantismo extremo quase Tarantino, mas depois não e uniforme rapidamente os rasgos creativos desaparecem e estamos num filme utilitario comum, existe qualidade mas ainda não tem ritmo para todo o filme.
Em termos de cast Law domina o filme, ele pede exagero e ele da exagero, demonstra qualidade extrema como actor, que mesmo fora da primeira linha esta em boa forma, pena e que o filme não consiga equilibrar com alguma moderação que seria sensato e daria mais brilho ao filme, que torna a personagem e interpretação histerica, os seus dotes apenas combatem no filme com a suavidade de Birch um bom actor que aos poucos ganha um espaço importante em Hollywood.

O melhor - A primeira meia hora

O pior – Perde a força com a entrada de personagens e a historia e o guiao acusa o toque


Avaliação - C+

The Nut Job

A animação tornou-se nos ultimos anos um dos generos mais rentaveis do cinema actual, contudo com a expansao deste tipo de cinema e principalmente com apostas de estudios menores começou a seleção a ser menos natural surgindo filmes bem piores em busca do dinheiro facil, entre outros que acabam por ser obras mais creativas. Entre uma das obras de estudio pelo menos menor temos este pequeno filme que não so obteve criticas pauperrimas em todos os segmentos como para alem disso foi um autentico desespero comecial, e que demonstra bem que o numero por vezes pode ser inimigo da qualidade.
Sobre o filme podemos dizer que é um autentico desastre de ideias, desde logo porque o mundo dos esquilos não é nunca bem feito, depois porque as personagens perferem um efeito idiota que é quase infertil para qualquer tipo de desenvolvimento do filme e dai pouco ou nada resiste para salvar um filme que ainda para mais nunca toma as opçoes correctas na sua escolha narrativa.
Por isso e por muito mais temos talves um dos piores filmes de animação de estudio norte americano, principalmente porque o filme não consegue ter graça isolado para ser uma comedia para menores e por outro lado a sua historia de base com algum crime a mistura e tão desinteressante que nem o paradigma moral central nos filme acaba por existir
Ou seja um autentico desastre de animaçao que faz mais uma vez pensar e recordar os bons velhos tempos nos quais os poucos filmes de grande estudio eram um sucesso e se aguardava por eles não so porque a inovação existia mas mais que isso porque sabia-se que iria ser mais uma obra de arte com conteudo moral para os mais pequenos.
A historia fala de um excluido esquilo da sua comunidade que de repente encontra uma fabrica de cereais que pode matar a fome a todos os seus companheiros de parque, contudo nem tudo o que parece é, e nem as forças estao todas concentradas em resolver este problema
O argumento e pobre principalmente nas caracteristicas centrais de um argumento, ou seja personagens pouco interessantes e unidimensionais, desenvolvimento narrativo, linha humoristica e dialogos que fazem este filme ser um autentico desastre
Em termos de produçao temos um bom nivel produzido mesmo sem grande detalhe o filme tem algum primor estetico principalmente na cor e nos niveis de animaçao, pena e que a historia não faça realçar mais esta qualidade.
O cast tem algumas vozes bem escolhidas principalmente de Neeson na sua versao vilã da historia, e a mais valia do filme e o cast que mais chama à atençao, depois apenas cumprem sem o brilhantismo de Neeson

O melhor – O nivel satisfatorio de produçao

O pior – O argumento


Avaliação - D+

Sunday, April 06, 2014

Blood Ties

Caunet é daqueles realizadores franceses que sempre demonstraram qualidade para ter um cinema mais universal, dai que foi sem surpresa que surge aqui uma obra com chancela americana de um realizador que como actor já tinha exprimentado o cinema hollywoodesco com a companhia de Leonardo Di Caprio. A expectativa era elevada principalmente tendo em conta o magnifico cast reunido. Mas apos o lançamento em Cannes as avaliações foram demasiado medianas para dar o impulso correcto ao filme o que nunca chegou a contecer acabando comercialmente por ficar muito longe daquilo que ao inicio os mais postivistas vaticinaram.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante um filme policia competente, objectivo coerente nas personagens mas que por outro lado falta alguma garra principalmente na escolha dos actores que poderiam e deveriam estar a um melhor nivel por tudo aquilo que já demonstraram. Mesmo assim com este senão estamos perante um filme competente, emotivo e forte, que apenas perde por ser uma ideia já usada, ou não estivessemos a falar de uma adaptaçao
Mas para os problemas do filme podemos dizer que esta desde logo no seu inicio demasiado pausado, aqui o filme não agarra facilmente o espectador pese embora este saiba perfeitamente desde inicio quais os caminhos que o filme vai tomar, mas o que é certo torna-se efectivo sem grande surpresa mas quase sempre com competencia.
O grande trunfo do filme em termos emocionais e da intensidade do mesmo e a relação centrais entre os dois irmãos dando sempre a convicção de todas as outras relações que tinham espaço para mais mas sempre subjugadas pela profundidade da central que parece secar tudo o resto o que deixa o filme ser forte neste ponto mas que não o deixa ser a obra prima que poderia ser com um maior equilibrio e profundidade nas restantes
A historia fala de um ex recluso que regressa a sociedade depois de alguns anos preso, e volta ao mundo do crime do outro lado o seu irmão um policia correcto que se apaixona por a mulher de um individuo que prende, e o confronto entre os deveres morais da profissao e da relação familiar que o une.
O argumento mais que competente é creativo, escrito por Cauet com a ajuda de Gray maisl ligado na sua filmiografia ao submundo, o filme não e espetacular nas personagens nem nos dialogos mas e objectivo e directo e por vezes o caminho mais curto pode ser o menos arriscado mas o mais seguro.
Cauet não e ainda um realizador que deia uma força aos seus filmes com o cunho de autor, e um realizador simples e aqui e isso, não arrisca muito como em todo o filme, mas tem boas escolhas que deixam o filme ser funcional, tera de mostrar mais se quer um lugar na meca do cinema.
Em termos de cast o elenco e do mais alto nivel que se ve em Hollywood, mas parece que a maior parte dos actores não estao ao melhor nivel, principalmente o seu protagonista mor, Owen não esta na sua melhor forma e o filme sente isso, e precisava de muito mais. Por outro lado Crudup mesmo não sendo um actor de primeiro nivel da ao papel mais que o seu companheiro de cast principalmente na suavidade da sua personagem. Kunis, Collitard e Saldana tem pouco tempo de antena.

O melhor – A relaçao central

O pior – A abordagem inicial ao filme


Avaliação - B-

10 Rules for Sleaping Around

Existem filmes em Hollywood principalmente em termos de comedia, que muitos podem perguntar a razão de ser destes mesmos filmes, quer pelo humor, pela falta de um objectivo quer mesmo pela forma com que tudo parece vindo de um curso de amadorismo. Um desses filmes que tem agora lançamento é este, que agora estreia silenciosamente em alguns cinemas, e cuja critica tornou-o rapidamente num dos filmes com piores criticas da historia do cinema.
Sobre o filme posso começar por dizer que quando li as criticas pensei que exagero, nenhum filme consegue ser tão negativo como o que aqui esta retratado, pois bem depois de o ver apenas digo que os criticos foram brandos com o espetaculo depluravel que o filme é na realidade em todos os sentidos, trama, humor e mais que isso a sua panoplia de situações sem graça e pior que isso sem qualquer tipo de sentido.
Juntar sexo e comedia foi sempre um ingrediente funcional na maioria dos filmes, alguns deles resultaram com algum nivel comercial, principalmente depois do boom de American Pie, contudo já faz alguns anos que este estilo foi ultrapassado, e falar de sexo sem tabus deixou de ser so engraçado porque esse tabu há muito que deixou de existir, por isso já este sentido deixou de existir.
Mas naoe apenas isto que fal o filme pouco interessante, e acima de tudo uma pobreza total, é a excentricidade e a falta de logica de tudo, dialogs, personagens situações, parece sempre não ter ligação ou sentido algum transformando este filme numa das piores obras dos ultimos anos, não so em termos de humor mas acima de tudo em termos de cinema em geral.
A historia fala de dois casais com filosofias diferentes, tudo piora quando o elemento masculino de um dos casais, tenta adoptar o estilo do outro mais aberto nas relações e inicia uma montanha russa de envolvimentos naturais ou sem sentidos, e situações no minimo estranhas.
O argumento e pessimo em todos os sentidos, nas personagens sem logica sem fio de união e mais que isso sem qualquer tipo de principio, pelos dialogos sexualizados de pessima qualidade e por um humor que nunca mas mesmo nunca funciona.
Na realização os truques habituais de esconder os lados mais intimos das personagens um truque humoristico gasto que aqui nem sempre e bem executado de uma realização de um veterano que deveria pensar em abandonar o cinema já que com isto nada da de novo.
No cast um recheio de desconhecidos onde marca presença Bradford um jovem actor que já teve os seus momentos de fama mas que perdeu o norte de uma carreira que com registos assim certamente deixara de existir daqui a muitos poucos anos

O melhor – Nada

O pior – Ser ainda pior do que as piores criticas disseram

Avaliação - F

10 Rules for Sleaping Around

Existem filmes em Hollywood principalmente em termos de comedia, que muitos podem perguntar a razão de ser destes mesmos filmes, quer pelo humor, pela falta de um objectivo quer mesmo pela forma com que tudo parece vindo de um curso de amadorismo. Um desses filmes que tem agora lançamento é este, que agora estreia silenciosamente em alguns cinemas, e cuja critica tornou-o rapidamente num dos filmes com piores criticas da historia do cinema.
Sobre o filme posso começar por dizer que quando li as criticas pensei que exagero, nenhum filme consegue ser tão negativo como o que aqui esta retratado, pois bem depois de o ver apenas digo que os criticos foram brandos com o espetaculo depluravel que o filme é na realidade em todos os sentidos, trama, humor e mais que isso a sua panoplia de situações sem graça e pior que isso sem qualquer tipo de sentido.
Juntar sexo e comedia foi sempre um ingrediente funcional na maioria dos filmes, alguns deles resultaram com algum nivel comercial, principalmente depois do boom de American Pie, contudo já faz alguns anos que este estilo foi ultrapassado, e falar de sexo sem tabus deixou de ser so engraçado porque esse tabu há muito que deixou de existir, por isso já este sentido deixou de existir.
Mas naoe apenas isto que fal o filme pouco interessante, e acima de tudo uma pobreza total, é a excentricidade e a falta de logica de tudo, dialogs, personagens situações, parece sempre não ter ligação ou sentido algum transformando este filme numa das piores obras dos ultimos anos, não so em termos de humor mas acima de tudo em termos de cinema em geral.
A historia fala de dois casais com filosofias diferentes, tudo piora quando o elemento masculino de um dos casais, tenta adoptar o estilo do outro mais aberto nas relações e inicia uma montanha russa de envolvimentos naturais ou sem sentidos, e situações no minimo estranhas.
O argumento e pessimo em todos os sentidos, nas personagens sem logica sem fio de união e mais que isso sem qualquer tipo de principio, pelos dialogos sexualizados de pessima qualidade e por um humor que nunca mas mesmo nunca funciona.
Na realização os truques habituais de esconder os lados mais intimos das personagens um truque humoristico gasto que aqui nem sempre e bem executado de uma realização de um veterano que deveria pensar em abandonar o cinema já que com isto nada da de novo.
No cast um recheio de desconhecidos onde marca presença Bradford um jovem actor que já teve os seus momentos de fama mas que perdeu o norte de uma carreira que com registos assim certamente deixara de existir daqui a muitos poucos anos

O melhor – Nada

O pior – Ser ainda pior do que as piores criticas disseram


Avaliação - F

Saturday, April 05, 2014

The Invisible Woman

A vida e obra de Charles Dickens já deu origem a diversos filmes principalmente adaptações dos seus contos literarios, contudo a sua vida sentimental foi sempre pouco abordada, dai a novidade deste filme de epoca com chancela BBC, que surgiu no final do ano passado ainda a tempo de competir para os Oscares contudo sem sucesso suficiente para entrar nesta competiçao pese embora as avaliações essencialmente positivas. Comercialmente a produção europeia e tradicionalista não costuma chamar à atenção e neste caso a historia repetiu-se
Sobre o filme podemos começar por dizer que estamos perante um tipico filme BBC nos costumes, no ritmo pausado da trama e das suas personagens com uma realização paralisadamente obsessiva que acaba por ter um inicio demasiado pausado cortanto o ritmo a uma historia que já de si teria dificuldades em o seu, ou seja o ecludir de uma relação emocional de uma pessoa que acabava por ser maior do que a sua vida.
Pese embora este inicio demasiado lento e condiciona todo o desenvolvimento do filme este vai ganhando ritmo nos momentos em que os dois personagens centrais do filme se vão aproximando não so emocionalmente mas fisicamente, sob a forma de regresso ao passado. E se nestes regressos o filme tem um fio condutor interessante no momento presente do filme achamos que este poderia ser bem melhor trabalhado mais metaforico, mais forte, do que propriamente sequencias da personagem central a andar e pouco mais que torna este segmento do filme redutor e tutalmente desnecessário para o filme.
Assim e pese embora o filme tenha alguns detalhes de excelencia como a forma com que a relação aos poucos vai sendo do conhecimento publico e a luta interna das personagens pela forma menos aceitavel da relação o certo é que por outro lado a conclusão do filme não tem chama apanha o espectador de surpresa que espera uma maior definição de como tudo poderia acontecer, e que não acaba por fazer.
A historia fala de uma actriz que apos entrar numa peça de Charles Dickens começa uma aproximaçao emocional a este autor, que contudo tem a aceitação publica e uma casamente consigo, que coloca o debate do que se poderia fazer para a relação dar certo e aceitação publica também
O argumento e o tipido da BBC pouco intenso, quase sempre com primasia da imagem em deterimento dos dialogos e das personagens não e um argumento forte mas isso e comum neste tipo de registo.
Ralph Phiennes tem aqui um projecto ambicioso como realizador e acaba por ter bons detalhes a forma como se situa nos filmes de epoca o rigor que este registoe exige mas mais que isso a brilhante forma com que realiza a sequencia de comboio, a cena dominante de um filme, para um realizador que aos poucos chama a atençao do mundo para este seu lado, ainda inferior ao de actuação
Por fim no cast Phiennes parece nem sempre confortavel com um papel forte, carismatico, mas que poderia e deveria ter outra luz perde o filme para Jones pese embora me pareça que esta perda e pensada e assumida para um actriz a ganhar espaço e que podera ser um caso serio futuramente depois de um 2013 no minimo interessante

O melhor – A cena do comboio

O pior – A baixa intensidade emocional do filme


Avaliação - C

Friday, April 04, 2014

McCanick

Existem pequenos filmes que acontecimentos trágicos lhe dão um protagonismo que nunca foi expectavel. Um desses filmes foi este McCanick que foi o ultimo filme de Monteith figura de proa de Glee que faleceu no decurso do ultimo ano. Mas pese embora este simbolismo este pequeno filme não conseguiu sobreviver à sempre forte critica que avaliou esta obra de uma forma bastante negativa e comercialmente os poucos cinemas que compraram o filme não permitiram grande visibilidade.
Sobre o filme penso que se existe genero sobre policias que colocam a sua vida profissional e a ligam a sua vida pessoal é um genero gasto muito em voga nos inicios do anos 2000 e que teve nesta epoca os seus maiores exemplos, dai que entrar neste registo tem que ser uma aposta certa e mais que isso com ingredientes quase infaliveis, o que este filme esta longe de o ser.
Estamos num pequeno filme de gato e rato ligados pelo passado, que apesar de ter uma linha central bem definida perde-se nas personagens secundarias pois da a estar algum valor para posteriormente as abandonar algumas delas que de alguma forma chegam a comandar o filme e aqui denota-se um claro problema de balanço naquilo que o filme nos pode dar.
Ou seja temos um Thriller de baixa qualidade, pouco intenso que nunca consegue agarrar o espectador e aqui a culpa e muito da ambiguidade da personagem central que nunca consegue ser fascinante mesmo com o seu nome a reperesentar o titulo e quando assim acontece é difcil que um filme tao dependente de uma personagem consiga sobreviver.
A historia fala de um policia com um grande problema com o seu passado concretamente com o seu filho, tenta reajustar contas com um homicida que sai da cadeia e que de alguma forma podera restabelecer alguma justiça ao seu passado.
O argumento e basicamente repetitivo num genero muito serie B e a concretização acaba por não ser mais do que isso, temos poucos dialogos, personagens pouco crescidas e mesmo uma linhagem narrativa pobre.
A realização a cargo de um tarefeiro de uma linhagem inferior de Hollywood tem a dimensao pensada para a produçao, sem risco sem ambiçao, sem creatividade silenciosa sem valorizar ou estragar o filme.
Por fim o cast Morse e bom actor e sempre foi um secundario de luxo no cinema actual, mas não tem carisma para protagonista e aqui nota-se isso, não e so a sua personagem que é limitada a sua interpretação tambem o é, quando a Montheit claramente ficaria sempre mais ligado a Glee e no cinema dificilmente ganharia o seu espaço pelo menos com o aqui demonstrado

O melhor – Os primeiros dez minutos

O pior- A ambiguidade da personagem


Avaliação - D+

Breathe In

O cinema europeu nos ultimos anos tem lançado algumas figuras principalmente entre as mais novas que pese embora ainda não tenham a seu cargo uma grande fama tem contruido uma carreira concentrada. Uma dessas actrizes é Felicity Jones, que aqui aparece em mais um filme, que não foi propriamente uma obra conceituada um cinema intimista com criticas medianas e um resultado comercial praticamente inexistente.
Sobre o filme podemos dizer que existe algumas obras onde por vezes a tentativa de dar primazia ao silencio acabam por transformar filmes com ideias fortes que poderiam dar ao filme alguma intensidade emocional mas que o apagam na tentativa de fazer um filme com uma historia sem grande arte uma obra de arte que nunca permite que o filme se encontra e aqui isto acontece em toda a linha.
Breath In e daqueles filmes que fica grande parte do tempo a preparar o que acaba por não se concretizar que e a relaçao entre as figuras centrais do filme, ela e mostrada longo na primeira troca de olhares mas o filme quer disfarçar o que declara desde inicio e isso acaba por tornar o filme impaciente a procura do que obvio que iria acontecer e seria o centro do filme que quando ele acontece o filme já vai demasido tarde para o fazer render.
Ou seja um filme pequeno, que poderia pelo menos ser uma boa obra de intensidade emocional, um filme muito melhor me termos de entertenimento do que propriamente um filme que busca uma intimidade emocional em cada personahem que não consegue desvendar.
A historia fala de uma familia bem estruturada que alberga em sua casa uma jovem britanica que acaba por alterar a rotina daquela familia e por a prova todas as relaçoes la existentes
O argumento não e novo filmes como este já foram explorados e com mais mestria, mais creatividade e mais dialogos aqui a tentativa e contrario e que tudo seja mais implicito mas muitas vezes o conflito assim nada nos diz.
Em termos de realizaçao muito pouco sequencias paradas de olhares e pouco mais apenas a boa ligação musical acaba por dar alguma arte a um filme que não tinha o porque de ser artistico.
O cast tras Pearce no seu nivel sereno funcional sem ser espetacular que lhe deu uma carreira solida sem picos de brilhantismo e clara a presença e força de Jones mas em outros papeis brilhou bem mais.

O melhor – As ligaçoes musicais do filme

O pior – O apagar pensado da intensidade da relação central


Avaliação - C-

Thursday, April 03, 2014

Paranormal Activity: The Marked Ones

Quatro filmes depois eis que surge mais um filme sobre actividade paranormal agora deixamos de seguir Kattie ou as suas aparições para tentar dar alguma explicação ao ocorrido, seguindo um novo episodio que pode dar resposta a tudo o resto, sem no entanto ser uma sequela, essa esta prometida para os finais do presente ano. O resultado distante do que a saga já conseguiu criticamente muito aquém do conseguido principalmente do primeiro filme e principalmente comercialmente onde foi o filme menos rentável de todos.
Sobre o filme podemos dizer que comparativamente com o anterior é de longe o mais ligeiro o mais sobrenatural o menos subtil e por assim dizer o pior filme de todos o que corta com o anterior e que deixa de lado os principais segredos de uma saga que desde inicio marcou o terror em algumas das suas dinâmicas.
E contra tudo esta as explicações a tentativa de explicar o que nunca deveria ser explicado a tentativa de dar uma razão ao que nunca poderia ter, dai que este filme mais que um erro de leitura e daqueles exercícios que pode mesmo estragar aquilo que anteriormente já foi feito e isso numa saga com tanto sucesso é no mínimo irritante.
Pelo lado positivo alguma ligeireza nas personagens algum humor se bem que neste caso o filme se assemelhe na maior parte do tempo ao bom Controlo sem a qualidade interpretativa ou abordagem do filme mas ao mesmo tempo percebe-se a influencia dessa obra na forma como o filme se apresenta.
A historia da-nos Jesse que apos a morte da sua vizinha de baixo começa a adoptar comportamentos estranhos e a procurar respostas para o mesmo com a ajuda dos seus dois amigos.

O argumento menos subtil muito mais próximo de filmes de baixa qualidade de terror do que propriamente uma continuação de um estilo que teve presente em todos os outros filmes e que marcou o terror recentemente por isso pensamos que o argumento ao cortar com esse estilo parece-nos claramente um aposta falhada.
Na realização o lado positivo do HD que torna as imagens mais claras, numa realização sempre difícil a cargo de alguém que fez carreira com a saga e que aqui da mais movimento a câmara se por um lado o filme ganha dinamismo por outro lado corta com um lado mais artesanal de cunho artístico do filme.
Em termos de cast temos muito pouco, esta saga nunca foi dada a grandes interpretações e pior que isso grandes figuras aqui continua naquele registo que acaba por ser cumpridor mas não mais do que isso para o filme.

O melhor – As sequencias em HD

O pior – O corte radical com as origens de sucesso


Avaliação – C-

Monday, March 31, 2014

The Legend of Hercules

Quando foi anunciado pela decima vez uma nova versão de Hercules pouco ou nada de novo trouxe ao cinema contudo quando foi anunciado que esta versão seria em 3D e seria Renny Harlin a realizar os deuses do cinema ficaram receosos do que poderia sair, nao fosse este realizador um dos maiores realizadores de filmes de baixa qualidade do cinema. O resultado o esperado pessimas criticas o quer acaba por ja ser o perceptivel em termos de cinema actual e por outro lado pessimos resultados de bilheteira
Sobre o filme o expectavel o tipico filme de Renny Harlim e isto esta longe de ser um elogio, temos uma suposta mega produçao que falha no mais facil, temos mais que isso um conjunto de actores com pouca pratica ou então muito pouco jeito para a coisa, e depois uma narrativa quase inexistente que nao e mais do que colocar uma personagem a bater a toda a gente sem dificuldade o que resulta num total desastre cinematografica num desaproveitar de verbas ja que ideias o filme nunca tem.
O inicio e o tipico o nascimento do heroi numa mistura de mundo real com um mundo de deuses que quase ninguem percebe o que realmente é, e depois o tipico jogo dos muito maus e dos muito bons uns contra os outros e depois nada mais o filme nao tem densidade nao tem emoçao enfim nao tem praticamente nada.
Pelo lado positivo a curta duração menos de hora e meia pelo menos em duração fora creditos chega e sobra para percebemos no vazio que o filme é e pior que isso naquilo que o filme nunca quer ser e quando se chega a este nivel so surpreende que este filme tenha conseguido lançamento wide mesmo em Janeiro porque e o tipico filmes para amante de cinema de baixa qualidade deste genero
A historia a conhecida Hercules nasce fruto de geração espontanea ou entao fabricado por Zeus e tem de combater porque o seu pai nao o considera em pe de igualdade com o seu irmao aqui ele tem que lutar pela sobrevivencia e pelo amor da sua vida.
O argumento e do mais redutor que foi feito em Hollywood em todos os sentidos, em termos de personagens completamente obsoletas, dialogos sempre na base do cliche e uma narrativa completamente principiante num dos argumentos mais basicos da historia do cinema
EM termos de realização Harlin e um mal amado e aqui justifica pela incapacidade de grandes cenas mas tambem de pequenas tudo parece uma parodia sem o ponto comico e isso e o pior que se pode avaliar.
O cast completamente desconhecido tem em Lutz a figura de proa onde a escolha tem apenas como base o porte atletico ja que capacidade de interpretação e carisma o actor e nulo.

O melhor - Os creditos finais

O pior - o vazio a todos os niveis

Avaliação - D-

Sunday, March 30, 2014

300: Rise an Empire

Alguns anos e depois de muitos anuncios logo no inicio deste ano surgiu a sequela do sucesso que reuniu os comics de Frank Miller e a visao de Zack Snyder. Agora com ambos fora do projecto principalmente em papeis principais surge a sequela, com resultados muito diferentes do primeiro filme, desde logo em termos comerciais onde o filme ficou longe do sucesso do primeiro filme pese embora alguma consistencia e tambem criticamente onde o filme desta vez não conseguiu as avaliações positivas do primeiro filme.
Assim da analise do filme podemos dizer que temos uma obra estetica, e que todas as preocupações se centram em fazer ainda mais brilhante e artistico aquilo que ja no primeiro filme tinha sido o marco do filme, e nisso não há duvidas que o filme consegue, ao reunir ao espetaculo visual do primeiro filme uma outra qualidade bem potenciada um 3d impressionante que torna tecnicamente este filme uma revolução como ja tinha sido o primeiro filme.
Pese embora este filme em termos narrativos e de argumento estamos claramente perante um filme menor, desde logo porque a façanha ou a batalha que o filme aqui nos dá e de longe menos epica, o heroi menos intenso e tudo isto acaba por dar muito menos carisma e mais simplicidade a uma historia nem sempre brilhante e cujo dialogo nao e mais do que um conjunto de cliches.
Ou seja é mais uma demonstração que muitas vezes uma sequela pelo menos num filme como estes deveria ser pensada principalmente no cerne daquestão e se do ponto de vista tecnico talvez o mais dificil o filme conseguiu trazer algo de novo do ponto de visto narrativo temos mais do mesmo, com menos dose de carisma e faz e resulta claramente num filme pior do que o seu antecessor.
A historia continua a luta da Grecia contra os persas no segumento da batalha dos Spartans que deu origem ao primeiro filme, os viloes estao do mesmo lado e apenas duas personagens se repetem mas a questao central da novas personagens
O argumento e pobrezinho nao so na forma como liga este filme ao primeiro mas principalmente na pobreza dos dialogos cheios de frases epicas mas sem um contexto para as mesmas aqui o filme perde dimensao e ´´e claramente o elementos mais debil do filme.
Na realizaçao uma excelente realização colada ao trabalho de Snyder mas o israelita Murro é uma aposta vencida na tarefa consegue dar o que de melhor tem o primeiro filme e dar um excelente 3d uma terefa que muitos tem tentado mas pouco conseguidos.
Em termos de cast a substituição de Butler e natural Stapleton pese embora seja uma figura descoonhecida do grande publico e aquilo que BUtler é uma figura forte que da a força e a coragem que o filme quer, Green tambem nos parece uma boa escolha para vila dentro do registo onde melhor funciona..

O melhor - A realização

O pior - O argumento

Avaliação - C+

Anchroman 2 -The Legend Continues

Quando foi anunciado o lançamento de um novo capitulo deste magnifico personagem de Will Ferrel, o mundo do cinema ficou satisfeito porque iria surgir a sequela de um dos filmes de comedia mais originais e sem sentido dos ultimos anos e que deu origem a um genero que nos ultimos anos tem alimentado algumas carreiras principalmente a do seu protagonista. Pois bem o resultado foi novamente bastante optimista não so do ponto de vista comercial onde o filme conseguiu excelentes resultados de bilheteira mesmo numa fase complicada do mercado com grande competição mas criticamente voltou a receber atençoes positivas na maioria da critica.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme com um homor muito proprio nem sempre facil de gostar mas que devemos dizer que tem pelo menos dois pontos principalmente na sua grande maioria, é diferente e é intenso, sendo que o facto de ser basicamente politicamente incorrecto faz com que o filme e a maioria das suas personagens funcione e isso acaba por ser o melhor que o filme tem.
Mas se este humor que pelo menor a mim me enche medidas não é o unico utilizado no filme e nesse particular penso que por exemplo o exagero e a estupidez pegada da personagem de Steve Carrel são desnecessárias ao filme não lhe dando nada apenas descarterizando um humor que em tudo o resto e plano, se com esta escolha tentam chegar mais longe a  outro publico e verdade mas que gosta do humor do filme sente dificuldades em adoptar o estilo desta personagem.
Mesmo assim estamos perante um interessante filme de humor daqueles filmes que nos supreende pela sua geral falta de sentido, que arrisca no humor utilizado e nos dialogos que o trás que é incorrecto e neste ponto reside o seu particular interesse, trata-se de um registo de humor que deve ser mantido principalmente na facilidade com que a saga se enraiza bem como as suas personagens.
O filme fala de mais um periodo dificil de Ron, apos a separação e ser despedido vai ter de ranascer para o mundo do jornalismo acabando por juntar novamente a sua equipa que o vai levar novamente ao sucesso com bastante precalços pelo caminho
O argumento e mais do primeiro filme embora nos pareça que vai mais longe que é mais incorrecto que é melhor preparado o que não é habitual numa sequela aqui temos mais sequencias de humor para o bem e para o mal ja que Carrel e a sua personagem tem obviamente mais tempo de antena.
A realização a cargo do pai do filme e acima de tudo um dos mentores de Ferrel é simples e serve os propositos a toda a linha do filme e da personagem, a comedia nao e um campo de luxo para realizadores mas ha alguns como este que ganharam o seu estilo.
No cast temos Ferrel no seu habitat natural, ou seja estupido sem sentido mas um estilo onde comanda e que lhe forneceu uma carreira forte e dinamica que de outro lado seria dificil, ao seu lado habitues em filmes deste genero que sao peixes na agua no registo

O melhor - O humor tipico do filme

O pior - O humor paralelo e parvo da personagem de Carrel.

Avaliação - B-

Thursday, March 27, 2014

Veronica Mars

Quase sete anos apos o termino da serie que deu ao mundo Kristen Bell que surge o filme sobre a serie, que deixou algumas saudades principalmente num publico mais juvenil. Surpreendente neste lançamento e o facto do filme ter estreado apenas em cinemas selecionados o que demonstra a pouca ambiçao principalmente na distribuiçao do filme. Surpreendente ou nao foi o resultado critico positivo para o filme em questao e que empolgou o resultado comercial dentro das limitaçoes da sua abrangencia
Sobre o filme podemos dizer que os fas da serie nao vao ficar tristes desde logo porque consegue chamar a si a maior parte das personagens da serie nao se inibindo de as fazer evoluir sem nunca perder a formula central da serie ou seja a investigação com um clima algo ligeiro e nisto o fillme reproduz tudo que a serie ja tinha.
Dai que mais do que um filme brilhante que nunca é, principalmente se o isolarmos do passado e do que tem por trás temos um filme cumpridor e acima de tudo um filme que entra dentro dos parametros do esperado uma intriga simples, diminuta em termos de personagens que mais que surpreender acaba por simplificar procedimentos. Nao dá nada de novo para os personagens mas parece uma boa passagem para um lado mais adulto de todos.
Ou seja um filme para aqueles que ficaram presos a serie reviveram os tres anos de ecra e acima de tudo podera ser a conlusao ou quem sabe um reabrir para uma segunda saga mais adulta de esta detective adolescente que intrigou e mais que isso desvendou muitos casos.
A historia tras novamente a personagem de Veronica Mars a sua terra natal para tentar ajudar o seu grande amor entretanto distante de se livrar das culpas de um homicidio que desde logo suspeitou nao ter sido cometido por ele.
O argumento não brilhante nem tao pouco e particularmente feliz em alguns aspectos e acima de tudo um filme cumpridor, um filme que sabe o que tem por trás e respeita isso, nunca arriscando muito, nao e um filme rico em personagens e dialogos mas ninguem esperava.
Sobre a realizaçao de Rob Thomas tambem um dos criadores da serie e aquilo que a serie ja era ou seja uma realizaçao simples, sem risco centrada na personagem central e isso acaba por ser suficiente para o filme.
EM termos de cast temos muito pouco Bell e Veronica Mars foi ela que a construiu dai que se sente confortavel mais uma vez, de resto muito pouco espaço, a nao ser alguns cameos pouco ou nada importantes

O melhor - A fidelidade a serie

O pior - Como filme isolado nao ser muito mais que isso

Avaliação - C+

Sunday, March 23, 2014

Le Week End

Ultimamente o cinema romantico tem mudado um pouco o seu sentido sendo cada vez mais comuns filmes que tocam o amor numa fase mais adulta e mesmo idosa principalmente apos o sucesso melodramatico de amour. O ano passado pelas mão de Roger Mitchel um dos realizadores mais romanticos da actualidade surgiu este fim de semana em Paris, com resultados mesmo que comercialmente distantes do que ja conseguiu nos seus filmes de maior sucesso, criticamente o realizador conseguiu aqui uma das suas melhores recepçoes com avaliaçoes essencialmente positivas.
SObre o filme podemos dizer que os elementos positivos do filme são daqueles bastante faceis de gostar ora vejamos temos um casal apaixonado ou pelo menos que ainda consegue ter alguma intensidade na relação, e temos o sempre bonito ambiente de Paris, e nisto o filme funciona principalmente porque consegue tirar o melhor de ambos nas situações que cria.
Mas nem tudo são rosas no filme ja que se este contexto e esplendido para nos trazer uma obra pelo menos bonita de cinema o certo e que nem sempre o trás e isso deve-se a um guião emaranhado sem grande direcção e mesmo coração que mais não e do que um conjunto de situaçoes pouco articuladas que mais nao parecem do que uma visita guiada a paris por aquelas personagens, e isso para um filme podemos dizer que e bastante redutor.
OU seja temos um filme com alguns promenores que funcionam aqueles que essencialmente são naturais mas mesmo como historia de amor pensamos que o filme por diversas vezes liga o chamado complicador e quando assim o é, normalmente o resultado acaba por não ser perfeito e aqui esta longe de o ser.
A historia fala de um casal ingles que decide passar um fim de semana por Paris aqui no meio de algumas visitas e aventuras tem alguns conflitos algumas relaçoes e basicamente demonstranos a dinamica daquelas personagens enquanto casal.
O argumento e confuso, principalmente pela falta de direcção e ser quase sempre demasiado ambiguo ou seja muitas vezes o filme acaba por ser extremamente emaranhado sem ligaçao entre si e quando isso acontece e normal os filmes terem dificuldades de funcionar mesmo quando o contexto poderia potenciar isso e muito mais.
Em termos de realização Michel e por natureza um realizador romantico e nada como paris para lhe poder potenciar essa sua veia e aqui temos o grande segredo e funcionalidade do filme, se não tivesse paris o filme seria um desastre mas com um realizador que sabe tao bem como usar a cidade as coisas compoem-se a espaços.
O cast nao arrisca Broadbent e sempre uma presença simpatica e mais que isso espontanea e essa sua vertente que o filme precisa e funciona, de resto tudo a um ritmo pausado assim como o filme acaba por ser

O melhor - Paris

O pior - A indefiniçao narrativa

Avaliação - C

Run 6 Jump

Todos os anos Sundance é prodigo na divulgação de pequenas historias sobre historias comum com um estilo muito próprio de realizar, no ano de 2013 um dos filmes que causou alguma reticencia acabou por ser este peculiar Run and Jump que pese embora tenha conseguido uma maioria de reconhecimento critico não foi dos filmes mais badaldos e comercialmente isso acabou por ser negativo
Sobre o filme podemos começar por dizer que estamos dentro do espirito indie por excelência ou seja sequencias longas pausadas, grandes diálogos um ritmo nem sempre forte ou mesmo impressionante, mas uma historia envolvente forte, emotiva e com personagens sempre em limite, o que da ao filme nos momentos mais fortes alguma força bastante interessante.
Mesmo assim estamos perante um filme em termos sentimentais demasiado ambíguo o que acaba por não ser claro os principais motivos do filme e quando isso acontece no final ficamos sempre com sentimentos algo mistos relativamente aquilo que o filme realmente nos da, principalmente na dictomia entre os sentimentos das personagens centrais
Mesmo assim estamos perante um filme descontraído, suave mas ao mesmo tempo que se leva a serio, nunca tenta ser um filme drama familiar ou caso de vida, mas ao mesmo tempo nunca entra dentro de uma dinâmica de comedia sem sentido e esse balanço acaba por ser favorável a evolução e resultado final do filme se nunca no entanto encantar principalmente pelo ritmo de cruzeiro
A historia fala de um pai de família que regressa a casa apos coma e com muitos problemas cognitivos relacionados com esta passagem. Acaba por ser contratado um psicólogo que o segue e observa o seu comportamento mas este acaba por no conflito se tornar mais que um clinico um elemento da família.
O argumento e interessante na forma como de forma subtil aborda as questões éticas de uma profissão mas também os limites e barreiras que a condição humana ou a falta dela pode criar numa família, se nos princípios estamos claramente perante um bom filme na execução e principalmente no argumento não temos um resultado tao brilhante.
Nem sempre o cinema independente tem boas realizações e na maioria não o tem e este e um exemplo disso, da forma como os filmes tendes desesperadamente por ser diferentes quando nunca o necessitam aqui temos planos muito discutíveis que apenas tiram beleza a um filme que não era difícil de realizar
Em termos de cast temos intensidade força e emoção mas não temos brilhantismo interessante ver Forte num papel mais serio próximo do que fez em Nebraska e que demonstra que podemos ter ganho um actor para os próximos anos em títulos quem sabe maiores

O melhor – Os princípios do filme

O pior – A realização


 Avaliação – C+

Cavemen

Os filmes de adolescentes sobre o amor idílico tiveram durante muitos anos um espaço muito próprio no cinema, filmes românticos por natureza com resultados postivos. Contudo nos últimos anos esse tipo de cinema deixou de ser obviamente trabalhado, dai que pequenos filmes como este sejam conduzidos para cinemas limitados e para pouco numero de pessoas. Os resultados residuais comercialmente e pior que isso um autentico terror critico.
Olhando para este filme podemos esperar do que de mais obvio pode haver em cinema, daqueles filmes que tem nos primeiros dois minutos toda a previsibilidade do que vai acontecer em seguida.  Se por um lado com este tipo de filmes não temos elementos que nos surpreenda por outro lado também são filmes sem risco já que tudo que nos da já foi por diversas vezes dado.
Assim temos um pequeno filme para um publico mais juvenil, com boas intenções mas nunca consegue dar nada de novo, nenhum cunho próprio que o torna insepido a todos os níveis e nos questiona porque razão determinados filmes surgem e mais que isso com que objectivo.. E uma dessas perguntas pode ser em toda medida feita neste filme.
Ou seja um pequeno filme visto por muito poucos que tenta lançar mais uma rodada de actores juvenis que buscam o lugar ao sol, num estilo de filme que por vezes consegue bons resultados mas sem figuras de proa isto torna-se mais difícil principalmente porque as figuras de proa cada vez mais abandonaram este mais que limitado cinema.
A historia fala de um aspirante a escritor e a sua tentativa de encontrar e defender o puro amor quando se rodeia por amigos que so vem sexo, aqui vai começar diferentes experiencias sem perceber e o amor poderia estar bem mais perto.
O argumento e repetitivo, pouco muito pouco original sem qualquer capital de risco e por consequência capital de originalidade e creatividade e quando assim o é não podemos valorizar um argumento sem grandes personagens e diálogos quase sempre no máximo do cliché.
A realização simples com alguns pormenores típicos da comedia, e feita já por outros realizadores não e o ponto mais amador do filme mais insuficiente para ser cartão de visita para outors voos.
Em termos de cast muito pouco em termos de exigência e por conseguinte de desempenho, apenas o destaque para a beleza simples e forte de Belle que da ao filme a suavidade de uma actriz que pelo menos fisicamente tem um espaço muito próprio no cinema actual

O melhor – A sensualidade simples de Camille Belle

O pior – A falta de dados novos no filme


Avaliação - C

Monday, March 17, 2014

The Art of Steal

Filmes sobre a ligação entre assaltos e obras de arte foi sempre um dos temas mais aperciados pelos cineastas norte americanos. Contudo pese embora o tema deia grandes filmes e grandes clássicos, nem todos têm a mesma sorte. No inicio deste ano e num espirito algo independente surgiu este filme baseado em humor negro, que contudo não conseguiu grande atenção, nem comercial onde apenas estreou em cinemas seleccionados nem tão pouco em termos críticos onde não foi alem de uma mediania que pouco da de alento ao filme.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante uma boa comedia que encaixa originalidade na abordagem, suspense na trama, twists que acabam por lhe dar um ritmo interessante e tudo acaba por fazer deste pequeno filme um refrescante  filme de acção com um humor interessante  com ritmo e uma das obras de relevo do inicio deste ano que merecia quem sabe um pouquinho mais de atenção.
E o filme funciona desde o inicio desde logo na realização na forma politicamente incorrecta como vai transmitindo as suas ideias, mas mais que isso pelo ritmo alucinante que o filme nos dá, com excelentes aparts subidas e descidas temporais que o faz não so um filme original na sua execução mais do que propriamente no seu plano narrativo mas também uma refrescante obra de alterações narrativas.
Dai que e difícil compreender como um filme com bons apontamentos com alguns deles de excelente qualidade, um dos melhores filmes que une o roubo à arte possa ter sido tão desprezado principalmente comercialmente em deterimento de filmes sem qualquer um dos ingredientes que tornam este filme forte em termos comerciais, faltando quem sabe mais protagonistas de proa.
A historia fala de um gang que cinco anos depois volta a encontrar-se para tentar dar mais um golpe numa obra de arte, contudo nem tudo o que parece é e muitas vezes a confiança vale mais do que propriamente qualquer outra coisa.
O argumento e difícil pelas diferentes linhas que trás e a junção delas todas acaba por ser o ponto mais difícil de todo o filme mesmo não sendo perfeito tem de longe mais mérito do que deméritos principalmente na forma com que consegue dar ao filme intensidade e mais que isso valor humorístico.
Em termos de realização brilhante, refrescante com risco de um realizador a ter atenção nas comedias negras de acção pela forma simples com que reinventa as sequencias lhe da um toque próprio, com que é irreverente e creativo.
No cast algumas boas apostas em termos de regresso, Russel sempre funcionou bem no cinema comedia acção aqui demonstra estar a recuperar alguma boa forma neste âmbito, Dillon e sempre bom como personagem ambígua e o mistério de Stamp e sempre algo que se mostra funcional. Não e o mais rico do filme mas funciona

O melhor – A criatividade de alguns apontamentos de realização

O Pior – Apesar de tudo a falta de um cast mais apelativo


Avaliação - B

Grand Piano

Nos ultimos anos algumas das figuras proeminentes de Holywood principalmente aquelas que estão em segundo plano apostam em arriscar em projectos de cineastas europeus na lingua inglesa de forma a tentarem ganhar algum protagonismo de lançamento no mercado internacional. Neste filme é o Espanhol, ou melhor Catalão Eugenio Mira que nos tras este filme que pese embora as figuras não se conseguiu aformar no mercado internacional passando completamente desprecebido pela mediania critica e desde logo flopp comercial.
Sobre o filme podemos dizer que a ideia até pode ser inovador se ja não existisse o brilhante Phone Booth com Colin Farrel, pois a originalidade deste filme esgota-se quando temos presente esse filme, aqui em vez de uma cabine telefonica temos um palco e muita coisa em jogo. E se a originalidade da ideia e desde logo posta em causa a execução do filme também esta longe de ser brilhante se o filme tem uns bons primeiros vinte minutos principalmente dentro do palco, depois torna-se demasiado circular mesmo tendo em conta a sua curta duração o que nunca da o entusiasmo que o filme deveria ter.
Mas se a concretização e desenvolvimento do filme são de gosto descutiveis a sua conclusão e pobre em todos os sentidos, na intensidade na acção no suspense o filme basicamente acaba sem nos darmos por ela, pensamos sempre que o filme nos vai dar mais principalmente no vilao onde Cusack apenas entra sem qualquer intensidade durante menos de cinco minutos  para uma conclusão em forma de atalho como se houvesse pressa relativa a algo que nunca nos e desvendado
Assim parece-nos que para se impor no cinema internacional e bem melhor do que uma ideia que as pessoas gostam mesmo que ja seja utilizada uma forma de realizar de autor e pouco mais quando perde claramente naquilo que o cinema europeu tem como maior brecha a conclusao dos filmes.
O filme fala sobre um pianista que apos uma grande falha volta aos palcos cinco anos apos, para homenagear o seu grande mentor, quando esta em palco recebe um telefonema de alguem que tem uma arma apontada a sua cabeça e exige que desta vez nao falhe com um plano bem maior.
O argumento tem uma ideia repetida onde apenas muda o contexto e a execução e claramente inferior relativamente a filmes semelhantes os dialogos sao pobres num filme que vive destes, as motivações simples e isto torna o argumento um autentico remate ao lado nos seus pressupostos.
O unico ponto vistoso do filme e a realização Mira tem cuidado nas escolhas que faz na forma como realiza no promenor na força da musica, mas isto não disfarça a pobreza de um argumento que merecia uma realização pior.
O cast tras um Wood cansado, em busca da sua figura enquanto adulto bom na capacidade de transmitir sofrimento mas nada mais, falta-lhe cada vez mais carisma e espontaneadade, ao seu lado Cusack vale pela voz ja que quando aparece tem uma prestação fraquinha onde parece sempre ter mais medo de Wood do que o contrario quando a sua personagem pelo menos em voz transmitia ser implacavel.

O melhor - A realização

O Pior - Entre outras coisas a pessima conclusao

Avaliação - C-

Sunday, March 16, 2014

Nynphomaniac - Vol II

Quando este projecto do sempre polemico foi anunciado poucos pensavam que esta saga poderia ser dividida, contudo depois de todo o projecto realizado e com quatro horas de duraçao Trier teve de tornar o filme visivel dividindo-o em duas partes que surgem quase apenas com uma semana de intervalo. O resultado comercial ainda esta longe de poder ser aquilatado mas criticamente e pese embora a incorrecçao e polemica do filme as avaliaçoes foram quase todas positivas em torno de um filme que tinha muito por onde criticar.
Sobre o filme podemos dizer que ele continua com o ritmo e a perda dele do primeiro filme, e a determinada altura ganha balanço para um excelente final que nos fecha as pontas abertas e mais que isso nos leva ao ponto de partida para um final de excelente execuçao que torna o filme forte intenso e emocionalmente irrepreensivel.
Assim temos uma obra unica, polemica, incorrecta muito explicita, um filme choque que muitos podem não estar preparados mas que acaba uma moratoria interessante de um realizador muitas vezes distante da realidade mas que  aqui consegue dar ao filme muito daquilo que poucos querem ouvir.
OU seja temos um filme unico, que os grandes realizadores e que gostam de ser polemicos muitas vezes trazem, um filme com defeitos que nao precisava de toda a duraçao, que e excessivo quase sempre no limite do exagero, mas que tem no seu centro no seu proposito uma intençao clara com algum grau artistico e mesmo com algum brilhantismo, a segunda parte ganha ligeiramente ao primeiro pela brilhante conclusao do filme. e por mais rapidamente adquirir o ritmo perdido.
Aqui seguimos o restante da personagem ninfomaniaca e a forma como esta lida com o facto de o ser os mecanismos a tentativa de lidar e aceitar um diagnostico seu
O argumento e principalmente no equilibrio religiao sexualidade tem a sua força recheado ainda mais do que o primeiro de bons dialogos, perde por ser demasiado exposto demasiado estetico e pouco verbal, quando muitas vezes algumas palavras quando bem usadas podem ser melhor do que algumas imagens.
Von Trier e um excelente realizador e aqui demonstra isso, na forma surpreendente como nos da um filme cru, muitas vezes quase obsceno mas ao mesmo tempo emocional, forte e surpeendente, em que nos da como pouco os limites do ser humano.
Em termos de cast algumas novas apariçoes, principalmente intensas como Jamie Bell o mais artisitco dos personagens aquele que melhor consegue interpretar e dar intensidade ao filme, de resto o tipico incorrecto de um realizador que o gosta de ser.

O melhor - O final

O pior - Demora a ganhar ritmo

Avaliação  - B-