Sunday, March 30, 2014

Anchroman 2 -The Legend Continues

Quando foi anunciado o lançamento de um novo capitulo deste magnifico personagem de Will Ferrel, o mundo do cinema ficou satisfeito porque iria surgir a sequela de um dos filmes de comedia mais originais e sem sentido dos ultimos anos e que deu origem a um genero que nos ultimos anos tem alimentado algumas carreiras principalmente a do seu protagonista. Pois bem o resultado foi novamente bastante optimista não so do ponto de vista comercial onde o filme conseguiu excelentes resultados de bilheteira mesmo numa fase complicada do mercado com grande competição mas criticamente voltou a receber atençoes positivas na maioria da critica.
Sobre o filme podemos dizer que se trata de um filme com um homor muito proprio nem sempre facil de gostar mas que devemos dizer que tem pelo menos dois pontos principalmente na sua grande maioria, é diferente e é intenso, sendo que o facto de ser basicamente politicamente incorrecto faz com que o filme e a maioria das suas personagens funcione e isso acaba por ser o melhor que o filme tem.
Mas se este humor que pelo menor a mim me enche medidas não é o unico utilizado no filme e nesse particular penso que por exemplo o exagero e a estupidez pegada da personagem de Steve Carrel são desnecessárias ao filme não lhe dando nada apenas descarterizando um humor que em tudo o resto e plano, se com esta escolha tentam chegar mais longe a  outro publico e verdade mas que gosta do humor do filme sente dificuldades em adoptar o estilo desta personagem.
Mesmo assim estamos perante um interessante filme de humor daqueles filmes que nos supreende pela sua geral falta de sentido, que arrisca no humor utilizado e nos dialogos que o trás que é incorrecto e neste ponto reside o seu particular interesse, trata-se de um registo de humor que deve ser mantido principalmente na facilidade com que a saga se enraiza bem como as suas personagens.
O filme fala de mais um periodo dificil de Ron, apos a separação e ser despedido vai ter de ranascer para o mundo do jornalismo acabando por juntar novamente a sua equipa que o vai levar novamente ao sucesso com bastante precalços pelo caminho
O argumento e mais do primeiro filme embora nos pareça que vai mais longe que é mais incorrecto que é melhor preparado o que não é habitual numa sequela aqui temos mais sequencias de humor para o bem e para o mal ja que Carrel e a sua personagem tem obviamente mais tempo de antena.
A realização a cargo do pai do filme e acima de tudo um dos mentores de Ferrel é simples e serve os propositos a toda a linha do filme e da personagem, a comedia nao e um campo de luxo para realizadores mas ha alguns como este que ganharam o seu estilo.
No cast temos Ferrel no seu habitat natural, ou seja estupido sem sentido mas um estilo onde comanda e que lhe forneceu uma carreira forte e dinamica que de outro lado seria dificil, ao seu lado habitues em filmes deste genero que sao peixes na agua no registo

O melhor - O humor tipico do filme

O pior - O humor paralelo e parvo da personagem de Carrel.

Avaliação - B-

Thursday, March 27, 2014

Veronica Mars

Quase sete anos apos o termino da serie que deu ao mundo Kristen Bell que surge o filme sobre a serie, que deixou algumas saudades principalmente num publico mais juvenil. Surpreendente neste lançamento e o facto do filme ter estreado apenas em cinemas selecionados o que demonstra a pouca ambiçao principalmente na distribuiçao do filme. Surpreendente ou nao foi o resultado critico positivo para o filme em questao e que empolgou o resultado comercial dentro das limitaçoes da sua abrangencia
Sobre o filme podemos dizer que os fas da serie nao vao ficar tristes desde logo porque consegue chamar a si a maior parte das personagens da serie nao se inibindo de as fazer evoluir sem nunca perder a formula central da serie ou seja a investigação com um clima algo ligeiro e nisto o fillme reproduz tudo que a serie ja tinha.
Dai que mais do que um filme brilhante que nunca é, principalmente se o isolarmos do passado e do que tem por trás temos um filme cumpridor e acima de tudo um filme que entra dentro dos parametros do esperado uma intriga simples, diminuta em termos de personagens que mais que surpreender acaba por simplificar procedimentos. Nao dá nada de novo para os personagens mas parece uma boa passagem para um lado mais adulto de todos.
Ou seja um filme para aqueles que ficaram presos a serie reviveram os tres anos de ecra e acima de tudo podera ser a conlusao ou quem sabe um reabrir para uma segunda saga mais adulta de esta detective adolescente que intrigou e mais que isso desvendou muitos casos.
A historia tras novamente a personagem de Veronica Mars a sua terra natal para tentar ajudar o seu grande amor entretanto distante de se livrar das culpas de um homicidio que desde logo suspeitou nao ter sido cometido por ele.
O argumento não brilhante nem tao pouco e particularmente feliz em alguns aspectos e acima de tudo um filme cumpridor, um filme que sabe o que tem por trás e respeita isso, nunca arriscando muito, nao e um filme rico em personagens e dialogos mas ninguem esperava.
Sobre a realizaçao de Rob Thomas tambem um dos criadores da serie e aquilo que a serie ja era ou seja uma realizaçao simples, sem risco centrada na personagem central e isso acaba por ser suficiente para o filme.
EM termos de cast temos muito pouco Bell e Veronica Mars foi ela que a construiu dai que se sente confortavel mais uma vez, de resto muito pouco espaço, a nao ser alguns cameos pouco ou nada importantes

O melhor - A fidelidade a serie

O pior - Como filme isolado nao ser muito mais que isso

Avaliação - C+

Sunday, March 23, 2014

Le Week End

Ultimamente o cinema romantico tem mudado um pouco o seu sentido sendo cada vez mais comuns filmes que tocam o amor numa fase mais adulta e mesmo idosa principalmente apos o sucesso melodramatico de amour. O ano passado pelas mão de Roger Mitchel um dos realizadores mais romanticos da actualidade surgiu este fim de semana em Paris, com resultados mesmo que comercialmente distantes do que ja conseguiu nos seus filmes de maior sucesso, criticamente o realizador conseguiu aqui uma das suas melhores recepçoes com avaliaçoes essencialmente positivas.
SObre o filme podemos dizer que os elementos positivos do filme são daqueles bastante faceis de gostar ora vejamos temos um casal apaixonado ou pelo menos que ainda consegue ter alguma intensidade na relação, e temos o sempre bonito ambiente de Paris, e nisto o filme funciona principalmente porque consegue tirar o melhor de ambos nas situações que cria.
Mas nem tudo são rosas no filme ja que se este contexto e esplendido para nos trazer uma obra pelo menos bonita de cinema o certo e que nem sempre o trás e isso deve-se a um guião emaranhado sem grande direcção e mesmo coração que mais não e do que um conjunto de situaçoes pouco articuladas que mais nao parecem do que uma visita guiada a paris por aquelas personagens, e isso para um filme podemos dizer que e bastante redutor.
OU seja temos um filme com alguns promenores que funcionam aqueles que essencialmente são naturais mas mesmo como historia de amor pensamos que o filme por diversas vezes liga o chamado complicador e quando assim o é, normalmente o resultado acaba por não ser perfeito e aqui esta longe de o ser.
A historia fala de um casal ingles que decide passar um fim de semana por Paris aqui no meio de algumas visitas e aventuras tem alguns conflitos algumas relaçoes e basicamente demonstranos a dinamica daquelas personagens enquanto casal.
O argumento e confuso, principalmente pela falta de direcção e ser quase sempre demasiado ambiguo ou seja muitas vezes o filme acaba por ser extremamente emaranhado sem ligaçao entre si e quando isso acontece e normal os filmes terem dificuldades de funcionar mesmo quando o contexto poderia potenciar isso e muito mais.
Em termos de realização Michel e por natureza um realizador romantico e nada como paris para lhe poder potenciar essa sua veia e aqui temos o grande segredo e funcionalidade do filme, se não tivesse paris o filme seria um desastre mas com um realizador que sabe tao bem como usar a cidade as coisas compoem-se a espaços.
O cast nao arrisca Broadbent e sempre uma presença simpatica e mais que isso espontanea e essa sua vertente que o filme precisa e funciona, de resto tudo a um ritmo pausado assim como o filme acaba por ser

O melhor - Paris

O pior - A indefiniçao narrativa

Avaliação - C

Run 6 Jump

Todos os anos Sundance é prodigo na divulgação de pequenas historias sobre historias comum com um estilo muito próprio de realizar, no ano de 2013 um dos filmes que causou alguma reticencia acabou por ser este peculiar Run and Jump que pese embora tenha conseguido uma maioria de reconhecimento critico não foi dos filmes mais badaldos e comercialmente isso acabou por ser negativo
Sobre o filme podemos começar por dizer que estamos dentro do espirito indie por excelência ou seja sequencias longas pausadas, grandes diálogos um ritmo nem sempre forte ou mesmo impressionante, mas uma historia envolvente forte, emotiva e com personagens sempre em limite, o que da ao filme nos momentos mais fortes alguma força bastante interessante.
Mesmo assim estamos perante um filme em termos sentimentais demasiado ambíguo o que acaba por não ser claro os principais motivos do filme e quando isso acontece no final ficamos sempre com sentimentos algo mistos relativamente aquilo que o filme realmente nos da, principalmente na dictomia entre os sentimentos das personagens centrais
Mesmo assim estamos perante um filme descontraído, suave mas ao mesmo tempo que se leva a serio, nunca tenta ser um filme drama familiar ou caso de vida, mas ao mesmo tempo nunca entra dentro de uma dinâmica de comedia sem sentido e esse balanço acaba por ser favorável a evolução e resultado final do filme se nunca no entanto encantar principalmente pelo ritmo de cruzeiro
A historia fala de um pai de família que regressa a casa apos coma e com muitos problemas cognitivos relacionados com esta passagem. Acaba por ser contratado um psicólogo que o segue e observa o seu comportamento mas este acaba por no conflito se tornar mais que um clinico um elemento da família.
O argumento e interessante na forma como de forma subtil aborda as questões éticas de uma profissão mas também os limites e barreiras que a condição humana ou a falta dela pode criar numa família, se nos princípios estamos claramente perante um bom filme na execução e principalmente no argumento não temos um resultado tao brilhante.
Nem sempre o cinema independente tem boas realizações e na maioria não o tem e este e um exemplo disso, da forma como os filmes tendes desesperadamente por ser diferentes quando nunca o necessitam aqui temos planos muito discutíveis que apenas tiram beleza a um filme que não era difícil de realizar
Em termos de cast temos intensidade força e emoção mas não temos brilhantismo interessante ver Forte num papel mais serio próximo do que fez em Nebraska e que demonstra que podemos ter ganho um actor para os próximos anos em títulos quem sabe maiores

O melhor – Os princípios do filme

O pior – A realização


 Avaliação – C+

Cavemen

Os filmes de adolescentes sobre o amor idílico tiveram durante muitos anos um espaço muito próprio no cinema, filmes românticos por natureza com resultados postivos. Contudo nos últimos anos esse tipo de cinema deixou de ser obviamente trabalhado, dai que pequenos filmes como este sejam conduzidos para cinemas limitados e para pouco numero de pessoas. Os resultados residuais comercialmente e pior que isso um autentico terror critico.
Olhando para este filme podemos esperar do que de mais obvio pode haver em cinema, daqueles filmes que tem nos primeiros dois minutos toda a previsibilidade do que vai acontecer em seguida.  Se por um lado com este tipo de filmes não temos elementos que nos surpreenda por outro lado também são filmes sem risco já que tudo que nos da já foi por diversas vezes dado.
Assim temos um pequeno filme para um publico mais juvenil, com boas intenções mas nunca consegue dar nada de novo, nenhum cunho próprio que o torna insepido a todos os níveis e nos questiona porque razão determinados filmes surgem e mais que isso com que objectivo.. E uma dessas perguntas pode ser em toda medida feita neste filme.
Ou seja um pequeno filme visto por muito poucos que tenta lançar mais uma rodada de actores juvenis que buscam o lugar ao sol, num estilo de filme que por vezes consegue bons resultados mas sem figuras de proa isto torna-se mais difícil principalmente porque as figuras de proa cada vez mais abandonaram este mais que limitado cinema.
A historia fala de um aspirante a escritor e a sua tentativa de encontrar e defender o puro amor quando se rodeia por amigos que so vem sexo, aqui vai começar diferentes experiencias sem perceber e o amor poderia estar bem mais perto.
O argumento e repetitivo, pouco muito pouco original sem qualquer capital de risco e por consequência capital de originalidade e creatividade e quando assim o é não podemos valorizar um argumento sem grandes personagens e diálogos quase sempre no máximo do cliché.
A realização simples com alguns pormenores típicos da comedia, e feita já por outros realizadores não e o ponto mais amador do filme mais insuficiente para ser cartão de visita para outors voos.
Em termos de cast muito pouco em termos de exigência e por conseguinte de desempenho, apenas o destaque para a beleza simples e forte de Belle que da ao filme a suavidade de uma actriz que pelo menos fisicamente tem um espaço muito próprio no cinema actual

O melhor – A sensualidade simples de Camille Belle

O pior – A falta de dados novos no filme


Avaliação - C

Monday, March 17, 2014

The Art of Steal

Filmes sobre a ligação entre assaltos e obras de arte foi sempre um dos temas mais aperciados pelos cineastas norte americanos. Contudo pese embora o tema deia grandes filmes e grandes clássicos, nem todos têm a mesma sorte. No inicio deste ano e num espirito algo independente surgiu este filme baseado em humor negro, que contudo não conseguiu grande atenção, nem comercial onde apenas estreou em cinemas seleccionados nem tão pouco em termos críticos onde não foi alem de uma mediania que pouco da de alento ao filme.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante uma boa comedia que encaixa originalidade na abordagem, suspense na trama, twists que acabam por lhe dar um ritmo interessante e tudo acaba por fazer deste pequeno filme um refrescante  filme de acção com um humor interessante  com ritmo e uma das obras de relevo do inicio deste ano que merecia quem sabe um pouquinho mais de atenção.
E o filme funciona desde o inicio desde logo na realização na forma politicamente incorrecta como vai transmitindo as suas ideias, mas mais que isso pelo ritmo alucinante que o filme nos dá, com excelentes aparts subidas e descidas temporais que o faz não so um filme original na sua execução mais do que propriamente no seu plano narrativo mas também uma refrescante obra de alterações narrativas.
Dai que e difícil compreender como um filme com bons apontamentos com alguns deles de excelente qualidade, um dos melhores filmes que une o roubo à arte possa ter sido tão desprezado principalmente comercialmente em deterimento de filmes sem qualquer um dos ingredientes que tornam este filme forte em termos comerciais, faltando quem sabe mais protagonistas de proa.
A historia fala de um gang que cinco anos depois volta a encontrar-se para tentar dar mais um golpe numa obra de arte, contudo nem tudo o que parece é e muitas vezes a confiança vale mais do que propriamente qualquer outra coisa.
O argumento e difícil pelas diferentes linhas que trás e a junção delas todas acaba por ser o ponto mais difícil de todo o filme mesmo não sendo perfeito tem de longe mais mérito do que deméritos principalmente na forma com que consegue dar ao filme intensidade e mais que isso valor humorístico.
Em termos de realização brilhante, refrescante com risco de um realizador a ter atenção nas comedias negras de acção pela forma simples com que reinventa as sequencias lhe da um toque próprio, com que é irreverente e creativo.
No cast algumas boas apostas em termos de regresso, Russel sempre funcionou bem no cinema comedia acção aqui demonstra estar a recuperar alguma boa forma neste âmbito, Dillon e sempre bom como personagem ambígua e o mistério de Stamp e sempre algo que se mostra funcional. Não e o mais rico do filme mas funciona

O melhor – A criatividade de alguns apontamentos de realização

O Pior – Apesar de tudo a falta de um cast mais apelativo


Avaliação - B

Grand Piano

Nos ultimos anos algumas das figuras proeminentes de Holywood principalmente aquelas que estão em segundo plano apostam em arriscar em projectos de cineastas europeus na lingua inglesa de forma a tentarem ganhar algum protagonismo de lançamento no mercado internacional. Neste filme é o Espanhol, ou melhor Catalão Eugenio Mira que nos tras este filme que pese embora as figuras não se conseguiu aformar no mercado internacional passando completamente desprecebido pela mediania critica e desde logo flopp comercial.
Sobre o filme podemos dizer que a ideia até pode ser inovador se ja não existisse o brilhante Phone Booth com Colin Farrel, pois a originalidade deste filme esgota-se quando temos presente esse filme, aqui em vez de uma cabine telefonica temos um palco e muita coisa em jogo. E se a originalidade da ideia e desde logo posta em causa a execução do filme também esta longe de ser brilhante se o filme tem uns bons primeiros vinte minutos principalmente dentro do palco, depois torna-se demasiado circular mesmo tendo em conta a sua curta duração o que nunca da o entusiasmo que o filme deveria ter.
Mas se a concretização e desenvolvimento do filme são de gosto descutiveis a sua conclusão e pobre em todos os sentidos, na intensidade na acção no suspense o filme basicamente acaba sem nos darmos por ela, pensamos sempre que o filme nos vai dar mais principalmente no vilao onde Cusack apenas entra sem qualquer intensidade durante menos de cinco minutos  para uma conclusão em forma de atalho como se houvesse pressa relativa a algo que nunca nos e desvendado
Assim parece-nos que para se impor no cinema internacional e bem melhor do que uma ideia que as pessoas gostam mesmo que ja seja utilizada uma forma de realizar de autor e pouco mais quando perde claramente naquilo que o cinema europeu tem como maior brecha a conclusao dos filmes.
O filme fala sobre um pianista que apos uma grande falha volta aos palcos cinco anos apos, para homenagear o seu grande mentor, quando esta em palco recebe um telefonema de alguem que tem uma arma apontada a sua cabeça e exige que desta vez nao falhe com um plano bem maior.
O argumento tem uma ideia repetida onde apenas muda o contexto e a execução e claramente inferior relativamente a filmes semelhantes os dialogos sao pobres num filme que vive destes, as motivações simples e isto torna o argumento um autentico remate ao lado nos seus pressupostos.
O unico ponto vistoso do filme e a realização Mira tem cuidado nas escolhas que faz na forma como realiza no promenor na força da musica, mas isto não disfarça a pobreza de um argumento que merecia uma realização pior.
O cast tras um Wood cansado, em busca da sua figura enquanto adulto bom na capacidade de transmitir sofrimento mas nada mais, falta-lhe cada vez mais carisma e espontaneadade, ao seu lado Cusack vale pela voz ja que quando aparece tem uma prestação fraquinha onde parece sempre ter mais medo de Wood do que o contrario quando a sua personagem pelo menos em voz transmitia ser implacavel.

O melhor - A realização

O Pior - Entre outras coisas a pessima conclusao

Avaliação - C-

Sunday, March 16, 2014

Nynphomaniac - Vol II

Quando este projecto do sempre polemico foi anunciado poucos pensavam que esta saga poderia ser dividida, contudo depois de todo o projecto realizado e com quatro horas de duraçao Trier teve de tornar o filme visivel dividindo-o em duas partes que surgem quase apenas com uma semana de intervalo. O resultado comercial ainda esta longe de poder ser aquilatado mas criticamente e pese embora a incorrecçao e polemica do filme as avaliaçoes foram quase todas positivas em torno de um filme que tinha muito por onde criticar.
Sobre o filme podemos dizer que ele continua com o ritmo e a perda dele do primeiro filme, e a determinada altura ganha balanço para um excelente final que nos fecha as pontas abertas e mais que isso nos leva ao ponto de partida para um final de excelente execuçao que torna o filme forte intenso e emocionalmente irrepreensivel.
Assim temos uma obra unica, polemica, incorrecta muito explicita, um filme choque que muitos podem não estar preparados mas que acaba uma moratoria interessante de um realizador muitas vezes distante da realidade mas que  aqui consegue dar ao filme muito daquilo que poucos querem ouvir.
OU seja temos um filme unico, que os grandes realizadores e que gostam de ser polemicos muitas vezes trazem, um filme com defeitos que nao precisava de toda a duraçao, que e excessivo quase sempre no limite do exagero, mas que tem no seu centro no seu proposito uma intençao clara com algum grau artistico e mesmo com algum brilhantismo, a segunda parte ganha ligeiramente ao primeiro pela brilhante conclusao do filme. e por mais rapidamente adquirir o ritmo perdido.
Aqui seguimos o restante da personagem ninfomaniaca e a forma como esta lida com o facto de o ser os mecanismos a tentativa de lidar e aceitar um diagnostico seu
O argumento e principalmente no equilibrio religiao sexualidade tem a sua força recheado ainda mais do que o primeiro de bons dialogos, perde por ser demasiado exposto demasiado estetico e pouco verbal, quando muitas vezes algumas palavras quando bem usadas podem ser melhor do que algumas imagens.
Von Trier e um excelente realizador e aqui demonstra isso, na forma surpreendente como nos da um filme cru, muitas vezes quase obsceno mas ao mesmo tempo emocional, forte e surpeendente, em que nos da como pouco os limites do ser humano.
Em termos de cast algumas novas apariçoes, principalmente intensas como Jamie Bell o mais artisitco dos personagens aquele que melhor consegue interpretar e dar intensidade ao filme, de resto o tipico incorrecto de um realizador que o gosta de ser.

O melhor - O final

O pior - Demora a ganhar ritmo

Avaliação  - B-

Saturday, March 15, 2014

Ninfomaniac VOL 1

Quando Lars Von Trier anunciou este projecto o mundo do cinema ficou em choque pois a uma historia sobre sexo sem pudor unia-se o mais rebelde realizador da actualidade, o receio era claro e depois das primeiras visualizações a polemica estava instalada. Amado por muitos detestado por outros o certo e que o realizador chamou a si bons resultados criticos ja comercialmente o filme ainda guarda o lançamento que ai terao o seu verdadeiro valor.
Sobre o filme podemos dizer que ele tem todos os ingredientes que poderias esperar de um filme de Trier, desde logo a resposta é sim, temos humor, temos grandes silogias, temos sexo e muito sexo explicito e temos imagen sem qualquer tipo de sentido, e por estas qualidades e tambem defeitos que Von Trier e um dos realizadores mais polemicos da actualidade e este filme demontra tudo que ele é e mais que isso tudo que ele quer ser no mundo do cinema.
Sobre o filme ate podemos dizer que ele começa bem, incorrecto e verdade sem pudor, mas o filme começa curioso quando e terreo quando e objectivo quando e carnal e nesss primeiros sessenta minutos temos bom cinema, bem realizado e interpretado, mas na parte final temos o lado oposto de Trier a confusao mental a metafisica e aqui o filme perde qualidade em toda a escala.
E acaba por ser neste final que o filme se torna estranho deixa de ser aperciado e nisso Trier tem culpa por tornar na fase final um filme simplesmente pornografico narrativamente pouco interessante o que e injusto para um filme que durante mais da metade da sua duraçao sabe o que fazer mas depois perde-se na sua duração e mais que isso em poesia sexual barata de pouca qualidade.
A historia fala de uma misteriosa mulher encontrada na rua com marcas de violencia fisica que acaba por contar a sua historia e mais que isso a dependencia por sexo. Ao longo do primeiro filme vimos os primeiros passos e as relaçoes fugazes que a personagem vai tendo
Como argumento de base podemos dizer que o filme não e particularmente creativo ou seja e um filme quase sempre demasiado ligado ao sexo, tendo como originalidade a forma como as situaçoes acontecem e uma outra situaçao de dialogos
Na realização Trier tem uma forma unica de realizar com risco com originalidade com impacto e daqueles realizadores que se optasse por um cinema mais correcto poderia ser claramente uma das figuras mais prominentes do cinema actual e nao o mais polemico.
Em termos de cast apenas podemos falar da disponibilidade fisica dos actores da falta de pudor ja que o filme nao pede muito mais em termos de outras dimensoes do filme aqui quase so temos sexo e muitos promenores de realizaçao

O melhor - Trier

O pior - A ultima meia hora de filmes


Avaliação - C+

Delivery Man

Confesso que quando li a sinapse deste filme pensei logo o pior, uma comedia onde um individuo é pai de mais de 500 filhos não me parecia uma ideia com pernas para andar ainda para mais num registo típico de comédia de Vince Vaugh. E os resultados fortaleceram este lado mais pessimista, criticamente o filme pese embora não tenha sido um desastre teve avaliações essencialmente negativas e comercialmente ficou longe dos maiores sucessos do actor em termos de comédia.
Mas apos ver o filme e salvaguardando todas as limitações que se pode ter num filme do género, posso me considerar surpreendido pela positiva, e para este facto esta presente o filme não ser declaradamente uma comedia, e mais um filme emotivo, de coração aberto, talvez demasiado meloso, mas que surpreende aqueles que esperam uma comedia sem sentido de humor básico que muitas vezes esta ligado ao historial de Vaugh.
E para o coração do filme a grande virtude esta mesmo na personagem central, onde a ideia do idiota habitual é abandonada para termos um idiota de bom coração e acaba por ser neste registo que o filme funciona, muito mais nos termos morais onde o filme consegue ser rico do que propriamente na comedia onde apenas o filme funciona as custas das tiradas isoladas da personagem de Chris Pratt.
É obvio que não estamos perante uma obre prima, estamos perante um filme ligeiro de abrangência limitada que acaba por nos dar mais de uma hora e meia de cinema fácil, emotivo, simples com momentos de ternura, mesmo que saiba na maior parte do tempo a cliché a sua boa vontade deve ser tida em conta.
A historia fala de um individuo prestes a ser pai que descobre que as suas doações de esperma que o fez mais novo para ganhar dinheiro deram mais de 500 filhos entrando numa batalha judicial para manter o anonimato, mas com a componente humana de querer conhecer um pouquinho de cada um.
A historia pese embora tenha uma ideia rebuscada e de gosto inicial no mínimo discutível, tem como maior virtude a riqueza moral do filme, e a facilidade emotiva, não funciona em grande dimensão em termos humorísticos, e tem no conflito razão coração um conflito bem trabalhado fora dos padrões comuns.
A realização a cargo de Ken Scott que já anteriormente  tinha efectuado uma abordagem mais noir e indie a sua historia e básica, sem risco, sem grande padrão de autor, não nos parece um realizador a sublinhar, mas na mesma historia já conseguiu abordagens diferentes
Em termos de cast o filme da aos seus dois protagonistas a zona de conforto a Vaughn o cinema mais absurdo, uma personagem desconexa e a Pratt a ironia que são os pratos fortes de ambos num cinema típico que nada vai valorizar as suas carreiras ou serve de ponto de viragem

O melhor – O coração moral do filme.

O pior – Apesar de tudo ser pouco comico


Avaliação – C+

Friday, March 14, 2014

The Bag Man

Existem actores que depois de uma carreira recheada de grandes sucessos ao entrar no pos cinquenta tem dificuldade em encontrar o seu lado positivo no cinema uma forma de continuarem dentro dos parâmetros que estavam habituados. Um dos casos mais paradigmáticos desta formula é John Cusack, que após ter perdido o lado mais comico, esta com dificuldades em encontrar o futuro apostando numa serie de thrillers sem grande nexo. Este Bag Man é mais um que mais uma vez não conseguiu grandes resultados principalmente críticos com péssimas avaliações, e comercialmente o filme não chegou a obter qualquer lançamento pelo que o resultado foi o possível
Sobre o filme, podemos dizer que quando um filme não sabe bem aquilo que quer nem para onde vai, e que apenas tenta ser curioso a capacidade deste filme resultar é quase nula, e para isso encontramos basicamente uma premissa que tem tanto de estranho como de sem fundamente, numa tentativa de serie b de fazer um filme puzzle resultar quando nunca o faz.
O problema do filme e que nunca arranca, parece sempre um carro que anda para tras e para a frente no mesmo lugar dai que nunca chegue ao seu destino e aqui reside o grande e o mais frustrante problema do filme ou seja nunca e objectivo, tenta sempre entrar na eluquencia da situação e no jogo de personagens que mais não são do que simples seres ocultos para fortalecer o lado mais negro do filme e conduzir calmamente a uma solução que poderia ser declrada no primeiro minuto.
Ou seja temos um emaranhado narrativo num filme que tenta ser noir mesmo na comedia mas que nunca resulta, nunca ficamos presos a pensar na razão de tudo aquilo pois o filme na maior parte do tempo é tão absurdo que pouco ou nada mais interessa do que propriamente desvendar o mistério e esquecer o que tudo aconteceu antes.
A historia fala de um assassino contratado que tem como função entregar num quarto de motel um saco sem olhar para o que está lá dentro, contudo aqui começam a surgir muitas pessoas interessadas no saco o que faz a personagem entrar numa luta sem limites para cumprir a sua tarefa.
O argumento e desde inicio até a sua conclusão um labirinto de ideias sem sentido nenhum a isso junta-se personagens obtusas completamente longe da realidade algumas delas com pontas soltas que nunca surgem novamente, e diálogos frustrantes principalmente em termos humorísticos, neste ponto salva-se a parte final uma conclusão que mesmo não sendo brilhante e melhor de que todo o filme.
A realização é escura, tem esse objectivo mas nunca o consegue ser de forma artística temos quase sempre uma forma de filmar perdida, as sequencias de carro são mesmo algo sem sentido nenhum a escolha de planos de um realizador que procurou aqui um espaço num género e com um filme que dificilmente poderia resultar.
Cusack nunca foi um grande actor mas defendeu-se sempre bem na comedia pelo seu ar simpático e desajeitado, agora numa fase onde quer dar umas nuances de bad boy, as coisas simplesmente não resultam primeiro porque as suas ferramentas de interpretação e intensidade são reduzidas e depois porque não tem versatilidade para o fazer e neste filme isso esta bem presente. De Niro continua a coleccionar objectos cinematográficos que em nada dignificam a sua carreira este é mesmo do pior.

O melhor – A conclusão

O pior – todo o caminho até então


Avaliação – D+

Monday, March 10, 2014

The Wait

Existe uma panóplia de filmes realizados com fundos independentes que tem como principal objectivo tentar lançar jovens realizadores com ideias próprias, que gostam de arriscar. O cinema tem lugar para alguns, dai que a selecção tenha que ser natural. Um dos filmes que marca uma tentativa por parte de um realizador novato é este The Wait, com duas das actrizes mais procuradas por este segmente este foi um dos registos que não teve o sucesso desejado criticamente o mais ambicionado, mas por ligação directa também comercialmente.
The Wait é um autentico expoente máximo do que o cinema experimental independente pode dar ao cinema, ou seja um filme ambíguo, na maior parte da sua duração estranho, e em algum momentos absurdos, numa tentativa de nos dar um filme sobre algo superior que ainda no fim do filme procuramos, como uma hora e meio de cinema pouco direccionado quase sempre sem grande nexo, cujo objectivo primordial nunca chega a existir.
Por vezes questiono-me o que um filme com tão pouco sentido como este, esteticamente pouco vistoso ambiciona, e aqui as respostas são difíceis, explorar a loucura e os excessos da condição humana, não me parece já vimos filmes bem mais fortes e menos autistas do que este, então fica um pouco difícil discernir qual o objectivo real de um filme como este.
E posto isto muito difícil encontrar um bom aspecto neste filme, em alguns pontos a ideia central da negação da morte, que contudo nunca consegue ser bem explorada nem tão pouco o filme se centra suficientemente dela para conseguir dar lucro talvez a única boa ideia que o filme realmente tem.
A historia fala de duas irmãs que após a morte da mãe tentam negar a mesma negando para a sociedade a sua morte e pior que isso explorando diversas vezes alguns rituais que segundo pensam pode-a trazer de novo a vida.
O argumento até pode ter uma premissa interessante que de facto até é no mínimo original, mas não a consegue fazer funcionar e isso deve-se ao fraco e absurdo argumento pouco coeso, funcional quase sempre monótono, e com pouco rasgo condiciona um filme que tem em si o centro.
Tambem em termos de realização o filme esta longe de brilhar, muitos planos escuros quase sempre demasiado rígidos, o que por si só não vale nem como objecto creativo e inovador de um cinema que deve escolher melhor os seus representantes.
Quanto ao cast e difícil perceber como Jena Malone uma jovem que acaba por ganhar alguma dimensão em Hunger Games dá o corpo a um filme com tão pouco nexo, que poderia ser uma boa experiencia mas que o guião rapidamente percebia que não, uma actriz que vale mais que isto já Sevegny sempre gostou de project distantes dai talvez a sua carreira nunca ter sido o boom que muitos esperavam e neste registo vai ser quase para sempre a menina dos indies e alguns actos sexuais

O melhor – A premissa da morte escondida

O pior – Esta não ser acompanhada de mais nada


Avaliação - D

Jayne Mansfield's Car

Billy Bob Thorthon e daqueles actores que sempre percebeu-se que podia ser mais do que um simples actor, pela sua rebeldia pela sua creatividade se bem que nunca conseguiu ate a data um filme que o conduzisse para uma outra vertente como por exemplo o argumento e a realizaçao ao longo do ano passado neste peculiar filme surtiu mais uma tentativa sem sucesso comercialmente nao foi alem de uma mediania que nunca e um bom prenuncio comercialmente o filme simplesmente não existiu.
Sobre o filme podemos dizer que a ideia era simples e eficaz numa personagem e mesmo com esta morta surgir dois tipos de personagens de contextos diferentes que num momento de dor tem que se integrar e se neste proposito ou mesmo base o filme e feliz na sua concretização as coisas nao ocorrem da mesma forma, e aqui a culpa e da construçao nem sempre feliz de personagens demasiado ambiguas sem a simplicidade que por vezes e necessario para um filme como este com excesso de personagens precisa pelo menos para se colar quando necessario a terra.
E depois de um inicio prometedor a execução nem sempre e feliz principalmente porque o filme nunca consegue adquiri o ritmo ou mesmo a toade certa umas vezes demasiado serio outras incorrecto e na maior parte do tempo apenas um festim de personagens rabugentas com significado diminuto
Ou seja uma especie de filme de costumes, que tem como principal logica a diferença por si so que ultrapassa obstaculos culturais e que muitas vezes na dor o conforto de outro alguem acaba por ser uma consequencia onde menos esperamos encontrar isto principalmente na historia emotivamente mais forte do filme e onde tudo gere em termos emocionais.
A historia fala de duas familias da mesma pessoa que se reunem na sua diferença depois da morte desta, para concretizar o funeral, contudo e nas diferenças que algumas peças vão achando a sintonia que no seu lado pensavam perdida
Em termos de ideia de base do argumento podemos dizer que pelo menos alguns pontos novos o filme tem e pena que nao concretize e aqui mais que os dialogos nao serem plenos e mesmo as personagens demasiado diferentes que acaba por tornar tudo demasiado solto, pouco coeso e isso num filme normalmente nao da bons resultados
Em termos de realizaçao Thorthon e um realizador simplista sem risco e mais que isso um realizador que da destaque a ele proprio nao e uma realizaçao de primeiro nivel mas nao compromete ja vimos melhor e pior de alguem em busca do seu espaço proprio
No cast um elenco rico mas quase sempre no mais tipico de casa um, o maior merito vai para Thorton como actor longe dos seus anos mais brilhantes o proprio consegue tirar de si o melhor como actor, numa personagem que preenche o filme graças a interpretaçao, de resto um bom nivel mas nao mais que isso

O melhor - A ideia de base

O pior - A complexidade estranha das personagens

Avaliação  - C

Sunday, March 02, 2014

Kill Your Darlings

O mundo do cinema ficou em choque quando o interprete de Harry Potter anunciou que a sua passagem para o cinema adulto ficaria a cargo de um filme sobre um poeta homossexual e a sua descoberta deste seu lado. Sundance foi a rampa de lançamento para o filme, bem recebido pela maioria da critica mas insuficiente para chamar a si grandes meritos em termos comerciais não so em termos de distribuiçao mas acima de tudo em termos de resultados comerciais
É conhecida a dificuldade de se fazer filmes concretos sobre grandes poetas desde logo porque muito das suas vidas são palavras e estes muitas vezes não redondam na melhor das imagens e mais uma vez e isto que acontece num filme com um capital de busca bastante interessante mas que na passagem para o grande ecra nunca deixa de ser um objecto plenamente estranho, numa realidade paralela de uma imaginario pouco obvio que torna o filme acima de tudo nem sempre de facil digestao
E aqui e que se pede os realizadores sejam sabios que consigam tornar as coisas intensas do ponto de vista de imagem e este filme apenas consegue na parte final, apos o climax e na resoluçao do mesmo, mas antes disso antes disso temos quase uma hora de um platonico amor, interesse ou tentativa de ser diferente de cada um dos personagens que funciona consoante a capacidade interpretativa de cada um dos actores o que tambem aqui nao torna o filme equilibrado.
Ou seja temos um filme com alguns pontos bem trabalhados mas no global nem sempre funcional, demasiado cognitivo e pouco empirico e por vezes principalmente onde grande parte do filme e palabras as imagens nao podem nunca passar para segundo plano e aqui quase sempre é isso, interpretaçoes narrativas das situaçoes e nem sempre o filme beneficia com isso principalmente em ritmo, força e intensidade.
A historia fala da entrada de um jovem filho de poeta na universidade com o objectivo de seguir os passos do pai, contudo rapidamente e por intermedio de Lucien tem conhecimento de outras partes da vida de um poeta, principalmente o lado boemio, exagerado e excentrico.
O argumento parece-me a mim demasiado literario e pouco concreto e o filme acaba por ser um pouquinho, isso com personagens que tem situaçoes suficientes para se concretizarem o filme perfere que estas permanecam sempre no lado abstrato e isso nao enriquece o filme.
Tambem em termos de realizaçao penso que falta ambiçao, com um leque de actores satisfatorio e algum visibilidade mesmo pelo que por motivos nao naturais o filme poderia e deveria ser mais artisitico com mais risco e menos um tipico filme independente de qualidade media baixa.
Em termos de cast temos para todos os gostos, se ja por diversas vezes apregoei aqui que Radcliff foi um problema para Harry Potter por ser um actor muito limitado principalmente fisicamente aqui temos a constatação disso, num filme que exigia mais, num filme que acima de tudo dependia disso, ele falha parece sempre perdido, e com a mesma expressao o filme todo, que parece um sofriemendo mesmo quando deveria ser entusiasmo, ao seu lado um jovem com a mesma idade, mais discreto mas com muito mais potencial, DeHann merece atençao futura, como ancoras bons desempenhos principalmente do sempre competente Forster

O melhor - Os ultimos 30 minutos de filme

O pior - Radcliff

Avaliação - C

Pompeii

Paul W Andersson, nos ultimos nos tem alterado o seu registo depois de uma carreira essencialmente comercial adaptando uma serie de video jogos e especialmente dando corpo a saga Residen Evil, parece agora estar voltado para os grandes epicos, depois de ter adaptado 3 Mosqueteiros, eis que surge um supostamente com um estilo ainda maior, sobre o dramatico destino da cidade de Pompeii, o resultado ficou muito aquem daquilo que ele previa em termos comerciais com resultados desoladores, criticamente nunca foi a praia de Andersson, que novamente viu a critica a distanciar-se do seu filme.
Sobre o filme podemos dizer que Andersson nunca foi um realizador que desse ao cinema muitas dimensões às suas personagens a sua historia sendo sempre um realizaor muito mais preocupado em grandes imagens efeitos especiais e pouco mais. E neste particular temos um filme tipico do realizador um cliche em termos de argumentos mas um filme visualmnte com bons efeitos especiais bem utilizados num autentico triturador de dollares.
Mas muitas vezes pode-se perguntar se esses efeitos por si so tem de limitar a abrangencia de um argumento e aqui parece obviamente que o defeito e a falta de ambiçao das historias deste realizador que apenas quer o minimo necessario, neste caso uma historia tipica de vingança, personagens com uma dimensao apenas, uma historia de amor, que surge do nada e pouco ou mais se torna e combates ao estilo Gladiador que mais parecem retirados de um filme do Chuck Norris.
Ou seja um filme que em termos de historia vale pouco, um lugar comum sem qualquer ponta de originalidade que tem como melhores pontos os excelentes efeitos visuais o grau de destruição que consegue recriar, sendo apenas nestes pontos que o filme chama a si o melhor, ja que em termos de historia e um total deserto de ideias principalmente novos.
A historia fala de um jovem que ve todo o seu povo e familia a serem brutalmente assassinados por um terrivel general romano, crescido e virado escravo ao participar em lutas em Pompeia, tem a sua oportunidade de vingança, contudo um temivel vulcão entra em erupçao
O argumento e pessimo a todos os niveis, na originalidade da historia de base, na falta de profundidade das personagens inxeistencia de dialogos tudo e o minimo necessario e e impossivel ter um grande filme sem uma grande historia.
Andersson nao e um grande realizador mas sim alguem que sabe usar efeitos especiais e aqui mais que nunca nos mostra esse lado, os efeitos e a sua utilização são megalomanos, se bem que nem sempre isso traduz uma realização de esxcelencia que nao o é.
O cast pouco posto a prova, Harington e apenas um heroi vazio que na sua passagem ao cinema foi ao minimo exigido, Brownig é igual em todos os filmes, os poucos louros do filme em termos de cast vão para a presença forte de Sutherland no lado vilão do filme, mas também aquele que sempre encaixa como uma luva ao seu perfil

O melhor - Os efeitos especiais

O pior - A falta de ambição do argumento

Avaliação - C

Sunday, February 23, 2014

Barefoot

Dez anos depois de Till Shweiger ter escrito e realizado um filme alemão sobre o relacionamento de um rico solteirão mal comportado com uma alegada doente mental, eis que surge o remake americano do filme tão em voga nos últimos tempos este tipo de procedimento cada vez mais celere. Mas como outras tentativas semelhantes os resultados foram desoladores, comercialmente ficou restrito a poucos cinemas que não darão o balanço certo ao filme criticamente um desastre total com uma negação completa por parte da crítica especializada.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que a avaliação fica condicionada pelo facto de não visto o primeiro filme, ou seja o original, dai que comparações e avaliações relativas são extremamente difíceis de se fazer. Sobre o filme podemos desde logo estranhar como um filme romântico tão simples e pouco profundo pode ter direito a um remake, já que a sua abrangência parece desde logo diminuta.
Fora este aparte estamos perante um simples filme amoroso, que sem ser declaradamente uma comedia se define assim no primeiro nível, na forma com que a personagem feminina se vai adaptando a um mundo real. Na segunda fase temos mais uma historia de amor, desconectada com final feliz igual a muitos e muitos filmes de diferentes gamas que são lançados ano após ano, com o intuito de levar ao cinema casais apaixonados.
E nesse intuito o filme funciona as personagens do casal combinam, o filme e curto e ligeiro, fácil de ver, sem risco por onde errar, dai a surpresa de avaliações tão negativas para o filme, já que este faz o seu precurso por um caminho obvio e já traçado, que não deixa marcas por qualquer um dos lados.
A historia fala de um rico mas perdido individuo que depois de mais uma asneira acaba por ter de cumprir trabalho comunitário num hospital psiquiátrico, sendo que um dia uma das pacientes o segue, e encaixa perfeitamente na necessidade de apresentar uma namorada à sua abastada família.
O argumento e repetitivo dentro da formula de casais invulgares relações pouco comuns e desiquelibradas na toada dos poucos aos poucos os casais se aproximarem, não tem grandes diálogos nem grande humor adopta a toada ligeira e repetitiva que não faz do argumento nenhum objecto de relevo.
Andrew Fleming e um realizador veterano que nunca passou deste registo e também não é aqui que consegue dar um impulso ou deixar uma marca na sua carreira numa realização silenciosa sem risco, sem cunho.
O cast não exige muito aos seus actores Speedman funciona bem e encaixa no rebelde sem causa pouco exigente em termos de interpretação Rachel Wood, parece algo perdida em termos de carreira em filmes menores pouco exigentes dando sempre a sensação que vale bem mais do que os filmes exigem dele, neste caso é mais uma dessa regra, pese embora seja o destaque natural do filme.

O melhor – A suavidade de uma historia de amor sem risco

O pior – O lugar comum que o filme acaba por ser


Avaliação - C

Knights of Badassdoom

A experiencia cinematografica é um estilo que cada vez tem mais fas e por vezes consegue cativar para os seus filmes alguns actores se não de primeira linha que são conhecidos do grande publico. Uma dessas experiencias foi este declarado filme serie B, que estreou em algumas salas de cinema norte americanas no inicio deste ano, com resultados praticamente inexistentes quer do ponto de vista criico e acima de tudo comercial.
Sobre o filme podemos dizer que existe a expansao nos EUA de tornar os RPG de computadores em simuladores reais sem grande logica, como se fossem jogos para os adultos se divertirem, e é nessa base que o filme funciona e tem como essencia um desses jogos. Mas o que começa por ser comum na cultura americana ainda e absurdo, pelo menos para ja na nossa cultura, dai que estejamos perante um filme que nao encaixa e por muito que tente, o que nao o faz, o filme acaba sempre por ser totalmente abusrdo na ideia, na execuçao do desenvolvimento tendo ainda para mais uma conclusao tremenda em termos de absurdo.
Em face disto a avaliação do filme nao pode ser positiva, estamos sempre perante um objecto tão estranho que nao nos provoca grande sentimentos para alem do ridiculo que so a espaços muito longos consegue ter alguma graça ja que a maior parte do filme nao consegue sequer ser engraçada no ritual dos jogos dos grupos.
MAs a este ponto posteriormente torna-se ainda mais estranho com o envolvimento do oculto demonios e afins, ou seja um filme na logica do absurdo que se torna ainda mais do que o razoavel e acima de tudo daquilo que o filme queria ter em dose moderada, ou seja um filme para esquecer de um contexto que felizmente ainda esta algo distante da realidade europeia.
O filme fala de um jogo ao estilo rpg no qual grupo organizados lutam pela vitoria, tudo fica pior quando no ritual de um grupo e despertado um demonio que vai tornar as mortes bem reais.
O argumento e disparatado em todos os sentidos nas personagens ou falta delas, no ridiculo de todas as situações na falta de graça natural e pior que isso na pessima conclusao.
A realização demasiado independente e ambiciosa sem ter grandes meios para o fazer, existe alguma originalidade na contabilidade do sistema de pontos mas acabasse por ai os lucros efeitos especiais de pessima qualidade mal utilziados.
No cast apenas uma nota e triste ver um excelente actor como Dinklage perdido em filmes deste nivel, onde apenas usam o facto de ser anao esquecendo tudo o que ele consegue como actor, mas a culpa tambem e sua.

O melhor - A contagem de pontos que é logo abandonada

O pior - Exprimentalismo nao rima com absurdo

Avaliação - D-

Nebraska

Se existe um realizador que nos últimos anos tem desenvolvido uma espécie de toque de midas nos diversos filmes que faz, esse realizador é Alexander Payne, que desde Election conseguiu em todos os filmes que faz chamar a atenção da critica, estando sempre no lugar da frente na luta pelos Oscares. E este ano não foi excepção com este ainda mais independente Nebraska, conquistou a critica de uma forma arrebatadora, e conseguiu entrar na corrida pelos oscares mesmo que não seja um frontrunner, o que já é habitual em Payne, em termos comercias o filme não tinha ambições, pelo que até neste ponto o objectivo foi ligeiramente cumprido.
Sobre o filme, confesso que não fui fá dos primeiros filmes de Payne como About Schmidt e Sideways, contudo já no seu filme anterior comecei a aperciar a forma como ele consegue fazer filmes sem grande inovação narrativa no seu centro grandes filmes à custa de diálogos de primeiríssima qualidade e personagens bem construídas nos contextos ideiais. E se isso já tinha sido bem visível em descendentes neste filme esta qualidade é levada ao extremo creativo, ao qual ainda acrescenta uma realização de primeiro plano.
E aqui reside a grande beleza do filme, a sua graça natural a custa do mais básico que as personagens podem ter, e transforma isso no que de melhor um filme pode ter em termos humorísticos, sentimentais, e acima de tudo mais que o filme que já de si e de altíssima nota artística sobre ma moral e uma força interior que so esta ao alcance de um predestinado.
Por isso e para mim fácil de dizer que estamos perante o melhor filme de Payne, o mais completo, o mais artistic, com melhores personagens e melhores diálogos e obviamente no filme mais potenciado pelo argumento do ano, que consegue ao mesmo tempo nos dar uma obra prima com tão poucas palavras mas todas elas tão bem usadas principalmente tendo em conta o vazio das mesmas, enfim uma obra prima
A historia fala de um velho em período de demência que apos receber um cupão de possibilidade que o informa de ter ganho 1 milhao de dólares, acredita no mesmo e deseja ir a Lincoln reclamar o premio, o seu filho mesmo percebendo o erróneo da situação acompanha-o numa road trip que o leva à cidade de origem.
O argumento e brilhante em todos os sentidos sem um principio inicial tão forte quanto isso, com um principio inicial já observado noutros filmes a arte do pormenor, mais do que arte do dialogo são actos de magia pois é aqui que o filme tem o seu grande motor e a sua maior qualidade que o transforma com facilidade numa obra prima.
Alexandre Payne nunca foi um realizador super conceituado por esta sua vertente mas mais pela sua capacidade de escrita, pois bem neste filme isso muda, se a primeira vertente esta melhor do que nunca, como realizador o avanço ainda e mais significativo, com o preto e branco a ser artístico com todas as sequencias pensadas ao pormenor e auxiliado por uma fotografia brilhante, uma das realizações mais fantásticas do ano, sem grandes alaridos.
E no cast o filme tem outro ponto brilhante a interpretação de Dern e um assombro, em todos os pormenores na caracterização física, no movimento, na fala e no olhar tudo e do mais completo que se pode observar num actor, e caso tivesse sido remetido, e bem para melhor actor secundario poderíamos estar aqui a falar de um oscar garantido, na carreira principal, o facto de não ter tanta participação pode comprometer um papel que num ano mais mediano seria mais que oscarizavel, Squib também brilha mas aqui mais que a interpretação tem um argumento muito facilitador e uma palavra para Forte que mesmo longe de brilhar da o equilíbrio que o filme precisa e muitas vezes na simplicidade esta o trunfo

O melhor – A capacidade de fazer uma obra prima com o vazio das pessoas

O pior – O ano ter outras obras primas


Avaliação – A-

Saturday, February 22, 2014

The Monuments Men

Quando Clooney anunciou o seu novo filme e que o mesmo iria retrarar as aventuras de um grupo criado com o objectivo de salvar algumas obras de arte da destruição Nazi, todos pensaram que estaríamos com um claro projecto com ambições de oscar. Contudo quando um filme declaradamente com estas ambições atrasa a sua estreia desistindo da competição é porque o seu valor como candidato não é claro. Dai que se estranhou o filme ter sido lançado em Fevereiro longo das corridas aos prémios, mas as primeiras avaliações demasiado indiferentes para o filme de Clooney demonstrou de imediato o que tinha ocorrido. Em termos comerciais poderia ser um segundo plano, mas mesmo aqui não foi um filme particularmente feliz.
Sobre o filme podemos começar por dizer que não é propriamente uma obra prima, e isso acenta pela demasiada ambição do filme que quer ao mesmo tempo ser um filme histórico, uma comedia bem disposta de argumento fácil, um filme emotivo com toada dramática e mais que isso ainda um filme de acção. E quando se tenta juntar tudo isto em apenas 118 minutos de duração provavelmente é encontrarmos um grande salgalhada e mais que isso um filme difícil de se admirar na sua totalidade.
E neste particular eu fico-me pela comedia, Clooney poderia ter aqui um filme suave sobre um contexto histórico importante sem lhe tirar relevo, mas tiraria todo o peso demasiado emotivo heróico, e acima de tudo todo o contexto pesado da primeira hora de filme, aborrecida, sem interesse, pouco trabalhada, que nos parece apenas a tentativa de Clooney dar um filme mais serio mais factual, talvez com a ambição dos prémios que o filme nunca deveria ter tido, porque a abordagem de Clooney algo cómica nunca o iria premitir.
Mas e interessante que é no comico que o filme funciona, muito mais do que intensidade da procura, do suspense do encontro das obras de arte o filme funciona acima de tudo no seu lado mais comigo, nos insólitos de sequencias, em alguns diálogos principalmente a cargo da personagem de Matt Damon, que salva o filme na segunda meia hora onde a mesma toma conta do filme, numa toada bem mais ligeiro do que o cliché emocional da primeira hora.
A historia fala de um grupo de analisadores de arte que se juntam à guerra com a missão de tentar impedir que os nazis se apoderassem de algumas das obras mais fortes da historia de arte em plena 2ª guerra mundial na europa.
O argumento tem em si algum dos problemas pela indefinição pela variação excessiva de estilos por ir de forma abrupta do drama da perda para situações cómicas de humor non sense, o excesso de personagens nunca permite que o filme deixe crescer nenhuma delas, longe de ser um argumento feliz no todo, apenas com alguns bons momentos.
A realização de Clooney não é vistosa e quase sempre simplista, para um filme com objectivos iniciais de prémios penso que a realização deveria ser mais cuidada ou potenciada, já vimos Clooney fazer melhor, mesmo que os seus filmes sejam sempre mais direccionados para outros valores.
Em termos de cast e dos filmes mais pobres que me lembro de Clooney como cineasta, não da espaço a personagens para o seu cast de excelência brilhar o que acaba por ser um total desperdício de talento, com tanta força no cast o filme poderia exigir mais destes com personagens bem mais ricas.

O melhor – Alguns diálogos humorísticos e o crescente na segunda metade do filme.

O pior – A primeira hora desoladora


Avaliação – C+

Adult World

Nos ultimos anos dois festivais ganharam mérito em termos de cinema Indie, o ja consagrado sundance logo no inicio do ano, bem como o Tribecca em Nova Iorque, um festival menor onde jovens realizadores tentam a sua sorte e a sua criatividade. Um dos filmes lançados mas que não teve grande sorte neste ultimo festival foi este Adult World com criticas medianas insuficientes para servirem de trampolim, e que resulta num lançamento quase silencioso ja no presente ano, para uma trajectoria comercial sem qualquer tipo de relevo.
Sobre o filme podemos começar por dizer que parece-nos uma ideia interessante debruçar sobre a passagem da adolescencia para o mundo adulto e a dificuldade muitas vezes desta entrada quando as fantasias continuam bem vincada. E se o tema e a exploração do mesmo nos parece claramente uma escolha acertada a forma como tudo isto e concretizado esta longe de ser satisfatorio, desde logo porque o filme se assume como uma comedia declarada que não tem graça tornando-se na maior parte do seu tempo histerico principalmente na sua personagem central.
E é aqui que reside o grande problema do filme no exagero total com que a personagem central é criada, a falta de realismo, e o absurdo das situações que permitem por um lado que o filme adquira um valor satirico interessante mas depois falta o balanço com momentos mais calmos que demonstrem melhor esta passagem, porque no final de contas parece mais um filme sobre um criança a tentar ser adulta.
Mesmo assim num inicio de ano que esta longe de conseguir grandes titulos, o que tambem e normal no inicio de cada ano, parece importante salientar alguns pontos positivos de um filme, que nos promenores consegue atingir um patamar bem mais forte do que propriamente em si como um todo.
A historia fala de uma jovem adulta que sonha em ser poetisa, quando começa a ser negada para publicação arranja um emprego numa sex shop e começa uma relação ambigua com o seu idolo, que acaba por ser um periodo para esta definir o seu futuro.
O argumento do filme tem bons principios, mesmo a sua execução parece-nos a mais obvia mas perde em dois pontos, desde logo a caracterização em exagero da personagem central, algumas lacunas principalmente na ligação com os progenitores e por fim a falta de profundidade dos dialogos
A realização a cargo de um quase estreante não e fabulosa muito pelo contrario o espirito indie esta latente mas de resto falta alguns pontos de destaque, alum aprumo estetico a um filme quase sempre demasiado escuro para o tema em questão.
Emma Roberts e uma jovem em ascenção que poderia ter aqui o trampolim para o primeiro patamar, pela dificuldade da personagem, pela excentricidade e penso que não é por ela que o filme e a personagem não atingem o seu potencial, mas sim mais pelo registo que se escolhem adoptar para esta. Ao seu lado as outras personagens nunca tem destaque suficiente para sequer nos recordarmos delas

O melhor - A satira do tema

O pior - O exagero da personagem central

Avaliação - C

Friday, February 21, 2014

Interior. Leather Bar.

Se existe actor que nos ultimos tempos tem sido omnipresente não so apenas como actor mas em projectos individuais como realizador e artista essa personalidade tem sido James Franco, um desses projectos que alimenta os rumores cada vez mais assiduos da sua homossexualidade foi este pequeno documentario sobre a tentativa de fantasiar sobre uma cena cortada por homofobia de um filme de Al Pacino nos anos 80. Os projectos de Franco como realizador estão longe de ser um sucesso ou terem uma vertente comercial e este não foi excepção com muitas poucas visualizações e criticamente por muito que tente ainda não conseguiu o seu grito de ipiranga.
E dificil descrever um filme como este, muito mais um documentario sobre uma fantasia de Franco e de um seu amigo, em tentar imaginar uma sequencia cortada, mas o filme não tem logica de filme mais sim de documentario e mesmo como isto acaba por ser demasiado confuso quase como um exercicio de fetishe homossexual e pouco mais para um filme que nao chega imaginem a uma hora de duração
Este exprimentalismo de Franco tenho que confessar já me parece demasiado absurdo que nos questiona se são tentativas e facilitadores da tomada de posição quanto a sua sexualidade, o que e bem provavel tendo em conta o elemento fantasioso de todo este filme, ou pelo contrario e a busca da polemica gratuita quer por esse debate ou por estarmos perante um dos acontecimentos mais absurdos e sem sentido do cinema actual.
Dai que a analise e dificil do que uma hora de um objecto estranho e indefinido de teorias, ou tentativa de criação de um contexto do mais fantasista em termos de homossexualidade com esteriotipos e todos os exageros alegadamente do ponto de vista de um artista cuja ambição nunca é totalmente medida no filme.
A historia fala da preparação dos actores para recriarem uma cena cortada de um filme de Al Pacino no qual este tem de se introduzir numa festa homossexual, sendo que o filme fala da preparação dos actores para a mesma e o resultado final.
Falar em argumento deste filme e um exagero pois penso que e um documentario onde tudo foi surgindo, a ideia de recriar centas de filmes que nao fizeram parte do mesmo parece interessante a execução do filme e o tema é que poderia ser bem mais interessante
Franco nao e um realizador e um exprimentalista, e faça quantos projectos fizer se nao sair desta base nunca sera reconhecido, aqui muita pouca arte, muita pouca ideia, e apenas uma busca da polemica por si propria.
Cast nao se pode dizer que o filme tenha sequer interpretações

O melhor - A ideia de construir uma cena oculta.

O pior - Tudo o resto

Avaliação - D

2 Jacks

Existem filmes como estes que passam desprecebidos por festivais e depois acabam por ser lançados no anonimato em alguns cinemas onde desaparecem poucas semanas depois. Este 2 Jacks filme que alguns creativos de holywood apontavam como uma possivel surpresa não se tornou com avaliações criticas muito negativas e pior que isso com um resultado de bilheteira quase inexistente.
Sobre o filme podemos dizer que é daqueles filmes que até poderia ter uma boa ideia, a comparação entre duas personagens no mesmo local, na mesma situação pai e filho, e a forma como estas reagem de forma parecida as situações mesmo depois de alguns anos depois, e nessa ideia o filme ate podera ser considerado original, com alguma creatividade, mesmo na forma circular com que e montado, mas se a ideia parece boa, o mesmo podemos dizer que efectivamente ela acaba por nunca resultar.
E o problema para a ideia nunca resultar e que por um lado as sequencias que se deparam a cada um dos actores não é suficientemente envolventes, o filme nunca consegue ter ponta de intensidade emocional, nas relaçoes que cada um dos personagens vão estabelecendo e que o filme necessitava que fossem fortes, e mesmo em termos de narrativa com um excesso de pausas que nada traazem de beneficios a um filme ja de si muito curto.
Ou seja temos aqui uma tipica experiencia indie que não funciona, nem tanto pelo projecto em si, mas pela execução um daqueles filmes que demonstra bem que para um filme resultar e bem necessario algo mais forte do que propriamente uma boa ideia, e ela aqui realmente esta presente.
Outro ponto que parece nada trazer ao filme e a forma solta do guião e dificil perceber um objectivo narrativo ao filme que nao seja a curiosidade da sua premissa e é dificil um filme aguentar e mais que isso cativar um espectador com tão pouco e aqui fica vincado que não consegue apenas nos dando situações satiricas da produçao de um filme e algum do submundo do cinema.
A historia fala de um realizador famoso em produçao para um novo filme, em festas onde toda a gente tenta tirar um partido de si, mesmo quando a fama nao esteja no seu auge, alguns anos mais tarde o seu filho vai passar exactamente pelo mesmo, mas num contexto mais actual.
A ideia como anteriormente ja referimos parece creativo e com pernas para andar, mas nunca consegue ser bem executada, porque as personagens centrair sao demasiado esteriotipadas, porque existe defice de riqueza de dialogos e mais que isso porque falta emoçao em todo o filme.
A realização de um inexperiente realizador tem alguns elementos interessantes como a forma dual de realização em cada historia mas pouco mais depois limita-se a alguns tiques do indie modernista de gosto duvidoso.
Em termos de cast muito pouco Danny Houston um bom actor em baixo de forma num filme onde nada demontra do que ja o vimos fazer, ao seu lado so a sensualidade de Miller o seu grande unico atributo que usa e pouco mais.

O melhor - A ideia circular


O pior - E execução


Avaliação - D+

Thursday, February 20, 2014

Oldboy

Fazer um remake de um filme tão recente e tão marcante é sempre um risco desde logo pelo facto de toda a gente ter bem presente o filme original, e ser dificil dar-lhe uma roupagem nova, mesmo estando no leme alguem tã experiente como Spike Lee. Muitos agurdavam este filme mas os resultados foram desastrados desde logo em termos criticos onde pese embora tenha apontado a awards season as criticas algo negativas o retiraram desde logo da corrida, e pior que isso comercialmente onde o filme nunca conseguiu grande expansão tornando-se num dos maiores floops comerciais do seu realizador.
Desde logo começo por referir que este Remake pareceu-me apressado, desde logo porque todos ainda temos em mente aquilo que aconteceu no filme oriental de belissima qualidade e dureza, mas por outro lado porque pouco ou nada poderia acontecer de relevante para brilhantar a historia, e acima de tudo porque o filme perderia o seu maior segredo a capacidade de surpreender. E se nesta capacidade ver o filme confirmou aquilo que eu esperava, ou seja estamos o filme todo sem aquela sensação do porque porque implicitamente ja o sabemos, e isso acaba por tirar muito pese ao choque que o filme nos provoca.
Mas fora este aspecto penso que estamos perante um dos filmes mais injustiçados do ano, desde logo porque estamos numa perfeita realização num filme choque, excelentemente produzido, com capacidade de ser ao mesmo tempo estetico e muito duro, é verdade que Lee apressa muito o filme, e mais objectivo mas ao mesmo tempo menos emocional, e isso acaba por condicionar a força do fim do filme, mas em termos visuais e em termos do ponto central do filme e das suas personagens penso que e um filme que homenageia bem o primeiro filme.
OU seja estamos perante um daqueles filmes que não nos deixam indiferentes com uma primeira fase muito bem feita, mais estetica mais psicologica do que no primeiro filme e uma segundo mais fraca, claramente menos trabalhada, principalmente na procura do protagonista, e nisso o balanço de Lee poderia ser maior na criaçao da personagem em todos os momentos. Parece um filme mais objectivo mais directo e isso neste caso esta longe de ser uma mais valia.
O filme fala de um individuo que depois de vinte anos fechado num quarto por alguem que desconhece acaba por ser colocado em liberdade, e tenta procurar a razão de alguem o ter colocado naquele lugar e naquela forma de tortura.
O argumento e bem escrito surpreendente, creativo e original, como ja tinha sido o primeiro filme e acima de tudo a serie da manga, existe um ou outro ponto inovador, principalmente com a introduçao de tecnologias no filme, mas de resto o argumento do filme e rico, mais do que pela riqueza dos dialogos e personagens pela sua historia e conclusao.
Se existe ponto que penso que o filme ganha relativamente ao original e na realização dura, violenta e estetica de Lee, todas as imagens são pensadas como um quadro, tudo tem na mente Freund tudo tem um lado limite da condição humana e nisto Lee consegue dar o que poucos conseguem.
Tambem em termos de cast o filme esta de parabens Brolin tem o papel dificil que interpreta principalmente com uma disponibilidade fisica assinalavel, e bons desempenhos nas situações limites de um actor nem sempre com a atençao que merece, principalmente pelo risco que toma nos seus filmes, ao seu lado, um grande actor Colpey, desde Distrito 9 que este actor demonstra filme apos filme a sua versatilidade e a capacidade construir personagens extremamente ambiguas de uma forma sublime mais uma vez com a intensidade que o filme merece, menos bem Olsen, o filme não foca o seu papel, e não lhe dá grande oportunidade de brilho

O melhor - A realização

O pior - A segunda fase ser demasiado directa.

Avaliação - B

Wednesday, February 19, 2014

Reaching for the Moon

Bruno Barreto é um dos mais internacionais realizadores brasileiros, que nos ultimos anos tem efectuado uma carreira de menor sucesso nos EUA e que tenta filme apos filme chamar a atenção com algumas das suas maiores virtudes. Este ano e num elenco misto entre americanos e brasileiros surgiu este filme baseado numa historia real do amor homossexual entre uma famosa escritora e tambem de uma arquitecta brasileira de sucesso, o resultado do filme foi residual em termos criticos nao foi alem da mediania sempre pouco para um filme com algumas ambiçoes e comercialmente não seria nunca um filme com grandes objectivos pelo menos em termos internacionais.
Sobre o flme podemos dizer que começa em, lentamente com tempo para nos habituarmos as linhas gerais de cada uma das personagens que aos poucos começam a interagir entre si e mostrar realmente do que o filme nos vai dar, mais do que a carreira forte e artistia de cada uma das figuras o filme e sobre a ligaçao amorosa conflitos e obsessoes que une as duas personagens.
E desde que o filme arranca para o seu centro que as coisas pioram porque o filme fica excessivamente circular ou seja bem, mal, tudo bem, conflito com sequencias de para avança nas duas horas de duração do filme que nunca consegue arrancar linearmente para um climax que apenas tem nos ultimos dois minutos do filme, num final mais previsivel do que propriamente empolgante e que pensamos que poderia se bem mais potenciado dar um efeito final ao filme, diferente e intensamente mais forte.
Ou seja estamos perante um filme com os tiques enfadonhos de um biopic, sem o ser, e o facto de não perder este sentido parece ser obviamente um dos pontos menos interessantes do filme, que nunca consegue adquirir o ritmo necessario para prender o espectador, mesmo no contexto emocional da relaçao central do filme, pensamos que alguma mais intensidade visual nao seria de tudo despropositado para as intençoes do filme.
A historia fala de uma escritora nova iorquina que viaja ao brasil para encontrar uma amiga de infancia começando uma relaçao com a namorada desta, em plena convivencia as tres tentam produzir uma vida comum, onde o ciume, a obsessão e o talento vão se misturar a cada momento.
O argumento e daqueles que tem como grande problema na sua genese nunca encontrar o seu ritmo ou seja nunca consegue que a historia saia de um ritmo demasiado lento para a intensidade principalmente emocional que podia ter, mesmo que as personagens principalmente a de Lola tenha a força e a dimensão para dar ao filme outra intensidade nunca e seguida pelas restantes.
Barreto e um realizador que busca algo diferente mas neste filme nem sempre o consegue pripalmente porque esta demasiado inspirado num estilo mais europeu contudo nunca consegue ter uma beleza contextual que o faça funcionar no estilo, de um realizador que parece ja ter estado bem mais perto do sucesso do que com este filme.
O cast liderado por uma presença aceitavel de Otto que mais longe das luzes da fama optou por uma carreira mais de autor, aqui nao tendo um papel forte convence pela simplicidade deixando os maiores louros para Gloria Pires que demonstra que no Brasil a escola de actuação e bem forte, nada deixando a dever aos outros grandes centros de cinema

O melhor - Gloria Pires

O pior - O filme mesmo com intensidade emocional ser sempre demasiado pausado

Avaliação - C

Tuesday, February 18, 2014

Jimmy P .

O cinema francês está em expansão cada vez mais são os filmes com toda a produção francesa com a presença de actores norte americanos e acima de tudo falados em lingua inglesa para ter uma maior universalidade. Um desses filmes no ano de 2013 foi este Jimmy P. Que pese embora tenha conseguido a nomeação para os Cesares nao foi propriamente um primor critico e comercialmente nunca seria um filme com grandes ambições.
Sobre o filme podemos dizer que não estamos perante um filme de primeiro plano, desde logo porque a sua historia de base não e suficientemente objectiva para dar uma força narrativa capaz de pegar no espectador não so em termos emocionais mesmo na envolvencia narrativa, parece sempre um filme muito dependente da sua personagem e estado de espirito deste do que propriamente pelas situações e conflitos da mesma.
E um bom filme para exemplificar a dificuldade de um filme europeu de mediania conseguir ter o ritmo e a facilidade de processos dos filmes americanos, mas ao mesmo tempo tem outros pontos que merecem algum respeito, a forma como se debruça por um tema cultural interessante, pela forma como inova em termos de ligação entre terapeuta e paciente.
Mas tudo isto e demasiado pequeno para dar ao filme uma dimensão assinalavel, parece sempre que o filme esta dentro de um casulo que não consegue sair, e isso acaba por nunca deixar o filme ter força, uma historia de base definida e apelativa e isso e do mais redutor que um filme pode ter.
A historia fala de um ex combatente com problemas mentais, que tenta ultrapassar o mesmo com a ajuda de um antropologo que mais do que tentar curar o seu paciente tenta-o perceber e de alguma forma ir a origem do problema.
O argumento e daqueles argumentos que pensamos que perde em termos de intensidade nunca consegue ter uma força na historia de base capaz de o transportar para outros niveis, em termos de dialogos, situaçoes ou riqueza emocional.
A realização e basica não tem a componente artistica tipica dos filmes europeus, mas por outro lado tambem não tem a força de um grande filme norte americano, e simples nos processos mas não oferece nada de particularmente inovador em termos de realização.
O cast tem um Benicio del Toro demasiado preso, longe da qualidade que já o vimos fazer, mesmo assim o filme e sobre si, e isto demonstra carisma mas peca quando e obrigado a sequencias mais fortes e que exigem de um actor que neste filme nao esta na forma que o reconhecemos.

O Melhor - APesar de tudo a relação facil entre paciente e doente

O pior - A falta de rimto e objectividade do flme

Avaliação - C

Sunday, February 16, 2014

Homefront

Quando se anunciou este projecto desde logo se percebeu que tipo de filme estava em causa não fosse este escrito por Stallone e interpreatado pelo seu mais fiel disciplo Statham, pois bem o unico ponto que poderia levar a algum interesse era a estranha presença do omnipresente James Franco no papele vilão. Mas as primeiras avaliações levaram tudo a primeira forma ou seja um tipico filme de acção sem grande interesse com avaliação critica negativa e comercialmente longe do sucesso de cada um dos seus intervenientes.
Sobre o filme podemos começar por dizer que Statham vai ficar na historia do cinema por fazer uma centena de filmes supostamente com personagens diferentes mas que poderia ser a mesma, ou seja uma pessoa ausente dos combates, seja como policia, detetive e outra coisa qualquer que as contingencias levam a regressar e desancar uma serie de maus da fita a velocidade relampago, E este homefront e um especie tipico deste genero de filmes que poderia ser conhecido pelo nome do seu protagonista.
O lado bom e que quando vamos ver um seu filme ja sabemos o que contar e que estes não arriscam mais, ou seja acção simples pancadaria forte, violencia controlada mas a mais do que um filme normal, e parece basicamente que este e o unica pessoa boa no mundo. Do lado negativo muita coisa filmes cliches pouco elaborados mesmo na contextualização do vilao, personagens sem densidade, narrativa directa ao ponto sem pensar muito, enfim muito pouco para um cinema que deveria ser emvolução e que deveria impedir repetiçao de argumentos mas aqui provavelmente deixariamos de ver Statham.
Ou seja um filme de acção basico, sem altos e baixos, de ritmo interessante mas o seu conteudo nunca daria para mais, que mais não é de qua uma tentativa de ganhar dinheiro, ainda para mais juntando a componente emocional da filha do protagonista, mas que se redonda num despredicio de tudo, menos de ideias novas ja que o filme nisso não abunda
A historia fala de um ex policia que apos a morte da sua muher refugia-se numa pequena cidade com a sua filha mas os problemas começam por aqui, quando esta tem um problema com um colega da escola e desperta a atenção de um perigoso tio do rapaz que decide por em check a convivencia da familia do heroi naquela localidade.
O argumento não é de Stallone mas na base de quem escreveu o primeiro filme deste genero e que deu origem a filmes todos iguais, o passado, o presente as personagens a falta de profundidade e mesmo a conclusão tudo ja foi vista pelo menos dez vezes nos ultimos cinco anos, e dai temos claramente que denunciar a falta de originalidade do argumento.
Em termos de realização Felder estava afastado de alguma fama, e regressa num filme de tarefa simples de executor, sem risco sem brilhantismo sem cunho proprio, a realização tem ritmo mas por vezes na antecipação de cenas não se percebe o motivo destas como se de flashs se tratassem, uma opção no miinimo estranha
Em cast muito pouco Statham e Statham, para bem de acção e para mal da profundidade da personagem, Rider esta perdida numa personagem sem grande força e Franco como vilão tem algumas boas sequencias mas parece sempre mais assustado do que agressivo, e penso que isso nao seria a força que o filme queria para a sua personagem

O melhor - Sabemos o que contar.

O pior - A repetição interminavel de filmes semelhantes


Avaliação - C-

Saturday, February 15, 2014

Winter's Tale

Quando Martin Scrocese comprou a adaptação deste livro muitos aguardaram que o mesmo teria um adaptação para a eternidade devido a qualidade do realizador, mas quando o realizador abandonou a ideia dizendo que este era um filme impraticavel, muitos começaram a pensar que este filme nunca teria a luz do dia, mas pela mão do argumentista preferido de Rob Howard provou-se que isto não iria acontecer, e o filme surge aqui em pleno ambiente do dia de S. Valentim, com resultados muito aquem do expectavel, principalmente em termos criticos.
Sobre o filme podemos dizer que existe obras literarias que nao sao feitas para serem adaptadas ao cinema porque as palavras sao mais faceis de ser poeticas do que imagens e os sentidos subtis nem sempre estao ao alcance de uma camara de filmar e aqui reside os grandes probllmeas do filme, o ter tanta coisa, e querer ao mesmo tempo ser tão sentimental que se torna numa mixordia que nem sempre se leva a si proprio a serio.
Mas os problemas do filme residem nos promenores que o poderiam tornar grandioso desde logo no cast e no protagonista, caracterização fisica do protagonista, e da sua antitese Lucifer, e na forma com que um filme deve perceber que tem que parar, que um filme tem de descer a terra e aqui parece que o filme deambula por um universo que não e desde logo funcional e por outro lado se perde em si proprio.
O lado positivo do filme e a segunda parte na actualidade aqui o filme e mais rapido ganha mais intensidade tem aqui a sua moral, mesmo que esta seja demasiado de condão, mas não deixa de ser um filme positivo e o que poderia ser uma grande adaptção de um livro amado, foi apenas mais um simples filmes igual a tantos outros do dia de s. valentim.
A historia fala de um ladrão que tenta fugir das mãos de um perigoso chefe de crime e é salvo por um cavalo branco, que o conduz a casa de um jovem doente terminal por quem se apaixona, e desenvolve um amor louco, que contudo termina com a morte desta, mas a sua função de salvar alguem por um lilagre continua anos apos.
O argumento tem por base um livbro de fantasia, mas o filme e o argumento parecem ter medo de assumir esta sua vertente como genero e isso faz que quando o filme tem de recorrer a estes pontos eles sejam estranhos e prejudiquem todo o filme.
A realizaçao na estreia de um argumentista é claramente de altos e baixos se por um lado nota-se o talento na forma firme e poetica com que filma nova iorque por outro perde-se na forma pouco estetica com que usa efeitos especiais num filme com este cast os efeitos tinham de ser outros.
O cast tem um claro senão a personagem central nao encaixa em Farrel e isso nota-se no desconforto do actor ao longo de todo o filme, o que ja tinha sido notorio em Mr Banks, Farrel e um actor com limitações e ser bom e romantico nao se encaixa nele, e tudo parece forçado, ao seu lado Crowe esta-se a tornar num vilao tipico, e carismatico mas cai em demasiados tiques e Smith tem das apariçoes mais estranhas e sem sentido dos ultimos tempos

O melhor - Tentar adaptar este filme é um acto de coragem

O pior - Smith e o cabelo de Farrel e o filme ser sempre um objecto estranho



Avaliação - C-

At Middleton

Existe filmes que são sempre long shots para as temporadas de premios, principalmente quando trazem actores consagrados novos realizadores, ideias no minimo elaboradas ou com profundidade emocional, contudo nem sempre todas reunem consenso e entre as escolhidas ficam muitas outras que quase ninguem ouve falar. Um desses filmes foi este pequeno filme sobre o acompanhamento universitario dos pais, que pese embora tenha passado com mediania na critica comercialmente foi plenamente inexistente.
Sobre o filme, podemos dizer que muitas foram as tentativas do regresso atras da tentativa dos adultos fugirem as responsabilidades e voltarem atras no tempo, como esse exercicio o filme funciona principalmente porque não é exageradamente comedia dando uma toada minimamente seria ao filme, mas por outro lado também não consegue ter a toada dramatica que um filme que quisesse se debruçar a fundo sobre a tematica tinha que ter.
Ou seja temos um filme na maior parte do tempo mais subtil, e menos comico mas isto não faz do filme particularmente interessante nem que seja porque grande parte do tempo estamos perante um filme demasiado lento nos seus processos e sem um objectivo muito bem definido.
Ou seja estamos perante um filme que tenta ser ligeiro e intenso ao mesmo tempo, um filme cujos objectivos são sempre bem expressos no tempo, mas parecem sempre ser algo curtos para aquilo que um filme poderia ter, em termos de comedia ou drama e principalmente em profundidade dramatica de um tema que poderia ter uma outra força
A historia fala de um casal, que apresenta os seus filhos a universidade no dia da vbisita inicial desta, aqui começam a se aproximar e percebem que existe muitas coisas que os unem e principalmente existe uma quimica entre ambos de primeira linha.
O argumento tem pontos altos no contexto que da à historia que quer dar mas tambem tem um ponto mais baixo principalmente a forma com que os dialogos nunca tem a força que o filme deveria exigir que tivesse, as personagens ficam a meio termo.
A realização e simples demais sem rasgo, sem força sem alma num filme que poderia ter um bocadinho mais de arrojo, de raça, de teor proprio de um realizador que teve aqui uma oportunidade para long shot mas que provavelmente perdeu aqui a oportunidade de o fazer.
Em termos de cass por pontos diferentes ambos os interpretes estao em terreno positivo Garcia por ter mantido a juventude o que nem sempre e facil e Farmiga por ter o papel mais de risco o papel mais exigente, a todos os niveis e confirmam a sua boa qualidade como actriz

O melhor - Nao ser comedia declrada

O pior - Ser comedia mesmo assim

Avaliação - C