Saturday, February 15, 2014

Winter's Tale

Quando Martin Scrocese comprou a adaptação deste livro muitos aguardaram que o mesmo teria um adaptação para a eternidade devido a qualidade do realizador, mas quando o realizador abandonou a ideia dizendo que este era um filme impraticavel, muitos começaram a pensar que este filme nunca teria a luz do dia, mas pela mão do argumentista preferido de Rob Howard provou-se que isto não iria acontecer, e o filme surge aqui em pleno ambiente do dia de S. Valentim, com resultados muito aquem do expectavel, principalmente em termos criticos.
Sobre o filme podemos dizer que existe obras literarias que nao sao feitas para serem adaptadas ao cinema porque as palavras sao mais faceis de ser poeticas do que imagens e os sentidos subtis nem sempre estao ao alcance de uma camara de filmar e aqui reside os grandes probllmeas do filme, o ter tanta coisa, e querer ao mesmo tempo ser tão sentimental que se torna numa mixordia que nem sempre se leva a si proprio a serio.
Mas os problemas do filme residem nos promenores que o poderiam tornar grandioso desde logo no cast e no protagonista, caracterização fisica do protagonista, e da sua antitese Lucifer, e na forma com que um filme deve perceber que tem que parar, que um filme tem de descer a terra e aqui parece que o filme deambula por um universo que não e desde logo funcional e por outro lado se perde em si proprio.
O lado positivo do filme e a segunda parte na actualidade aqui o filme e mais rapido ganha mais intensidade tem aqui a sua moral, mesmo que esta seja demasiado de condão, mas não deixa de ser um filme positivo e o que poderia ser uma grande adaptção de um livro amado, foi apenas mais um simples filmes igual a tantos outros do dia de s. valentim.
A historia fala de um ladrão que tenta fugir das mãos de um perigoso chefe de crime e é salvo por um cavalo branco, que o conduz a casa de um jovem doente terminal por quem se apaixona, e desenvolve um amor louco, que contudo termina com a morte desta, mas a sua função de salvar alguem por um lilagre continua anos apos.
O argumento tem por base um livbro de fantasia, mas o filme e o argumento parecem ter medo de assumir esta sua vertente como genero e isso faz que quando o filme tem de recorrer a estes pontos eles sejam estranhos e prejudiquem todo o filme.
A realizaçao na estreia de um argumentista é claramente de altos e baixos se por um lado nota-se o talento na forma firme e poetica com que filma nova iorque por outro perde-se na forma pouco estetica com que usa efeitos especiais num filme com este cast os efeitos tinham de ser outros.
O cast tem um claro senão a personagem central nao encaixa em Farrel e isso nota-se no desconforto do actor ao longo de todo o filme, o que ja tinha sido notorio em Mr Banks, Farrel e um actor com limitações e ser bom e romantico nao se encaixa nele, e tudo parece forçado, ao seu lado Crowe esta-se a tornar num vilao tipico, e carismatico mas cai em demasiados tiques e Smith tem das apariçoes mais estranhas e sem sentido dos ultimos tempos

O melhor - Tentar adaptar este filme é um acto de coragem

O pior - Smith e o cabelo de Farrel e o filme ser sempre um objecto estranho



Avaliação - C-

At Middleton

Existe filmes que são sempre long shots para as temporadas de premios, principalmente quando trazem actores consagrados novos realizadores, ideias no minimo elaboradas ou com profundidade emocional, contudo nem sempre todas reunem consenso e entre as escolhidas ficam muitas outras que quase ninguem ouve falar. Um desses filmes foi este pequeno filme sobre o acompanhamento universitario dos pais, que pese embora tenha passado com mediania na critica comercialmente foi plenamente inexistente.
Sobre o filme, podemos dizer que muitas foram as tentativas do regresso atras da tentativa dos adultos fugirem as responsabilidades e voltarem atras no tempo, como esse exercicio o filme funciona principalmente porque não é exageradamente comedia dando uma toada minimamente seria ao filme, mas por outro lado também não consegue ter a toada dramatica que um filme que quisesse se debruçar a fundo sobre a tematica tinha que ter.
Ou seja temos um filme na maior parte do tempo mais subtil, e menos comico mas isto não faz do filme particularmente interessante nem que seja porque grande parte do tempo estamos perante um filme demasiado lento nos seus processos e sem um objectivo muito bem definido.
Ou seja estamos perante um filme que tenta ser ligeiro e intenso ao mesmo tempo, um filme cujos objectivos são sempre bem expressos no tempo, mas parecem sempre ser algo curtos para aquilo que um filme poderia ter, em termos de comedia ou drama e principalmente em profundidade dramatica de um tema que poderia ter uma outra força
A historia fala de um casal, que apresenta os seus filhos a universidade no dia da vbisita inicial desta, aqui começam a se aproximar e percebem que existe muitas coisas que os unem e principalmente existe uma quimica entre ambos de primeira linha.
O argumento tem pontos altos no contexto que da à historia que quer dar mas tambem tem um ponto mais baixo principalmente a forma com que os dialogos nunca tem a força que o filme deveria exigir que tivesse, as personagens ficam a meio termo.
A realização e simples demais sem rasgo, sem força sem alma num filme que poderia ter um bocadinho mais de arrojo, de raça, de teor proprio de um realizador que teve aqui uma oportunidade para long shot mas que provavelmente perdeu aqui a oportunidade de o fazer.
Em termos de cass por pontos diferentes ambos os interpretes estao em terreno positivo Garcia por ter mantido a juventude o que nem sempre e facil e Farmiga por ter o papel mais de risco o papel mais exigente, a todos os niveis e confirmam a sua boa qualidade como actriz

O melhor - Nao ser comedia declrada

O pior - Ser comedia mesmo assim

Avaliação - C

Friday, February 14, 2014

Ride Along

Não é comum os inicios dos anos serem prodigos em grandes sucessos comerciais, nem que seja porque ainda existe alguma ressaca dos candidatos aos oscares e por outro lado pouco ou nenhum espaço é deixado para outro tipo de registos, contudo este periodo sempre foi conhecido por um periodo onde a comedia afro americana conseguia os seus pontos. Este ano tudo isto foi confirmado neste filme que conquistou surpreendentemente as bilheteiras com resultados quase nunca vistos em Janeiro, criticamente pouco ou nada se esperava de grandioso neste filme e nisso cumpriu.
Sobre a historia é conhecida a tendencia do cinema afro americano de acção copiar alguns dos seus maiores sucessos principalmente, quando envolve policias ladrões e comedias, um do genero que tornou entre outros Eddie Murphy uma figura de proa, e sabemos que o humor pese embora seja tradicional acaba por funcionar principalmente em plateias menos exigentes. Aqui temos um tipico filme deste tipo, de linhagem facil, humor bacoco, alguma acção e conseguencias rapidas, tudo aqui seria normal não fosse o estranhar claro pelo resultado obtido pelo filme.
Mas o filme pouco ou nada tem de particularmente relevante em nenhuma destas questões nem em humor onde usa o tradicionalismo e pouco mais, mas tambem em termos de acção onde apenas consegue ter algum impulso na parte final, ja que na maior parte da sua duração é apenas um confronto verbal entre os dois protagonistas em estilos diferentes.
O ponto mais positivo e a quimica entre o par de protagonistas, ou seja, a forma facil com que o lado mais rude de Ice Cube encaixa no nivel de comedia mais natural de Hart, um actor em ascenção que promete talvez mais sucesso do que o seu companheiro de reparto. Mesmo assim isto e pouco para um filme pouco original já visto, e que nada trara de novo a longo prazo para o mundo do cinema.
O argumento e pouco interessante quase sempre demasiado previsivel, mesmo nos poucos twists que tem, nao tem força no humor e mesmo na intriga fica muito aquem do que um filme policial exige, ou seja muito pouco de novo.
Tim Story e talvez o realizador de mais sucesso em comedias afro americanas e aqui demonstra a razão porque é não porque seja um grande cineasta mas consegue tirar algum beneficio desta experiencia principalmente na forma com que filma as diferenças entre os protagonistas.
Em termos de cast estilos diferentes, Hart é um humorista e funciona neste particular, consegue ter graça, fisica, se bem que quando o papel exige mais não tenhamos actor para mais, ao seu lado um lado mais diferente e menos forte de Ice Cube, mais fisico mas menos engraçado o seu espaço brilha menos do que Hart mas o filme exige mais.

O melhor - Simplicidade de processos

O pior - Não trazer nada de novo nem no genero.


Avaliação - C-

Tuesday, February 11, 2014

Walking with Dinossaurs 3D

Existiu uns anos em que os dinossauros as suas especies e afins estiveram em voga, contudo este ponto já é longuinquo dai que foi de surpresa que este ano foi anunciado este filme, com grande orçamento, para miudos e na aposta de juntar dinossauros e 3D. O resultado esteve longe do esperado em todas as vertentes desde logo do ponto de vista comercial onde ficou longe do valor gasto na produção do filme e tambem criticamente com avaliações essencialmente negativas.
Sobre o filme podemos dizer que o mesmo é daqueles filmes que não percebemos bem os objectivos uma mistura de filmes de animais falantes com um documentario sobre dinossauros é um filme para os mais pequenos que os maiores tem dificuldade em ver, desde logo pelo seu estilo de humor muito infantil, pela ausencia de personagens reais na sua maior parte do tempo e acima de tudo pela falta de ritmo, acabando sempre por nada mais ser do que uma mistura de gags mais do que utilizados principalmente em comedias de baixa qualidade.
Se este ponto até não poderia ser grave se estivessemos a falar de um filme para domingos a tarde ou mesmo para DVD para um filme que gastou na sua produção 80 milhoes de dolares so o podemos considerar um autentico disparate em todas as vertentes, pela falta de elementos ou promenores que lhe podessem dar pelo menos alguma ponta de qualidade
Ou seja um despredicio de meios num filme sem ideias, nem no facto de trazer de voltas dinossauros o filme resulta ja que nos parece que todas as dimensoes que poderiam ser exploradas ja o foram, e aqui não temos nada de novo nem bom para aquilo que poderia ser novidade num filme sobre esta especie.
A historia fala-nos de uma caracterização da sociedade de dinossaouros no tempo em que estes dominavam a terra, num retrado da sociedade da forma como estes viviam e das suas proprias invenções.
Em termos de argumento o filme é fraquissimo, não tem intensidade não e criativo nem inovador, e pachorrento e com um humor completamente desactualizado, um completo desastre.
Na realização o filme tem virtudes na facilidade com que nos da imagens da especie, pela dificuldade de um filme assim, por um uso positivo do 3D pena e que em termos de argumento o filme seja vazio para tantos meios.
Em termos de cast pouco, e mesmo no de vozes quase nunca é posto á prova, muito pouco para um filme com tantas ambiçoes principalmente comerciais

O melhor - A produção com alguma qualidade

O pior - O vazio global de ideias

Avaliação - D+

The Fifth Estate

Depois de nos ultimos anos ter-se tornado uma figura de referência da historia actual, Julian Assenge tornou-se numa figura incontornável que todos querem conhecer ou melhor retratar. Uma das pessoas que tentou este objectivo foi um dos seus colaboradores e o seu braço direito, cujo livro deu origem a este filme. Contudo os resultados do filme estiveram longe do esperado em todos os sentidos, principalmente critico o grande objectivo do filme, onde a critica não foi meiga com avaliações muito longe do brilhantismo e comercialmente onde o filme chamou a atenção a muito poucos.
Sobre o filme podemos começar por dizer que consegue ser enigmatico o suficiente e dar a personagem toda a intensidade e carisma que a curiosidade pela mesma suscita. E neste ponto o filme tem as suas virtudes bem conectadas na forma como todos os momentos permitem tirar o melhor da personagem nos dialogos nas revelações. E mesmo não sendo um filme de eleição em termos de intensidade, riqueza narrativa o certo e que o filme tem um ponto de vista muito proprio sobre a origem e desenvolvimento da Wikileaks,
Contudo e notorio que tentar fazer um filme para americanos sobre um dos seus maiores enimigos, não é facil, e a ambiguidade de tudo no filme não o torna eficaz, pois ficamos sempre com a sensação que algo ficou por contar, algo perdeu detalhe, mas ao mesmo tempo parece-nos ser demasiado simpatico para uma pessoa que muitos odeiam, mas sob o ponto de vista politico e um filme que no minimo nos faz pensar.
Ou seja mais que um bom filme um filme interessante para quem nao conhece alguns pontos do nascimento e todo o fascinio de uma personagem que utilizou o poder para por em causa muito, principalmente em termos do limite do jornalismo, um filme que como a propria personagem que nos dá, não e facil de gostar mas e impossivel se ficar indiferente.
A historia fala da subida e ascensão da Weaklikes e relação do seu fundador e mentor, com o seu maior suporte e conduz à ascenção do projecto, até ao momento em que esta começa a ser nocivo para a politica mundial
O argumento nem sempre e simples e por vezes adensa de mais, num campo de jogo riquissimo consegue como maior virtude a caracterização e ambiguidade da personagem sem grande risco consegue fazer a mesma funcionar e nisso apenas temos de dar a qualidade a forma como o filme foi escrito.
Bill Condon foi um realizador que nos seus primeiros tempos prometeu ser uma figura de referencia que foi perdendo posteriormente principalmente depois de ter abraçado a saga Twilight, aqui tenta recuperar uma carreira perdida mas num caso dificil por todos os anticorpos que Assange criou, aqui tem um bom filme, com risco actual, e inovador, merecia mais destaque do que tem.
Em termos de cast o filme merecia mais destaque principalmente Cumberbacht, um actor de mão cheia que tem nesta sua construção um dos melhores papeis do ano dificil, intenso carismatico, o actor britanico passa aqui uma das provas mais fortes sobre si, e que o colocam num patamar importante, numa interpretação soberba onde não deixa espaço para muito mais

O melhor - O carisma de Cumberbacht

O pior - A dificuldade de definição do filme

Avaliação - B-

Sunday, February 09, 2014

Diana

Quando foi anunciado este filme, o mundo do cinema ficou na expectativa se o filme conseguiria ter a dimensão da figura que retratava, pela força da personalidade, e pela proximidade desta para com as pessoas em todo o mundo. Dai que muitos ficaram surpresos quando as primeiras avaliações fossem tão negativos, inclusive para a interpretação de Naomi Watts, esse ponto acabou por se tornar bastante negativa para o filme principalmente em termos comericias onde não conseguiu quase nenhuma visibilidade nos EUA.
Sobre o filme podemos começar por dizer que foi um erro fazer um filme sobre Diana tão cedo, quando grande parte dos seus protagonistas ainda estão vivos e pior querer fazer uma especia de Biopic da personagem sem querem mostrar nenhuma das figuras da casa inglesa, so podia ser redutor, e este ponto condiciona o filme em toda a linha, tira-lhe força, profundidade e mais que isso torna-o por vezes uma comedia romantica de pessima qualidade.
Mas os maus pontos do filme não se ficam por aqui, querer fazer um filme deste tipo quando a personagem torna-se quase estupidificante com a falta de profundidade não permite nunca que Naomi Watts consiga a transformar noutra coisa, no final parece sempre estarmos mais proximos do minha madrasta e um ET do que propriamente de um biopic sobre uma das personagens mais amadas na historia moderna.
Ou seja um autentico despredicio de pontos, creditos, e muito mais, uma homenagem pequena que para muitos e intocavel, talvez o filme esteja certo e seja a personalidade e vida de Diana que não tenha tanto motivo de interesse mas a negação desse facto nunca deixaria que este filme pela sua falta de conteudo fosse amado principalmente pelos seguidores da Lady Di.
A historia fala dos ultimos dois anos da vida de Diana com particular destaque do relacionamento amoroso que mantem com um medico, que quer fugir da ribalta, chegando por fim ao final fatal que todos conhecemos.
O argumento e pobre principalmente na construção de todas as dimensoes de Diana, parece sempre alguem fora deste planeta, nunca parece natural, os seus dialogos, movimentações e contextos parece sempre mecanizados.
A realização tambem não e brilhante pese embora a proximidade fisica de Watts a Diana o filme nunca consegue ser mais que isso, nas imagens na dimensão e na força parece sempre mais uma comedia romantica do que propriamente um biopic para ser levado a serio.
O cast tem em Watts todo o peso, e pese embora o valor da actriz não esteja em causa tenho de concordar com todas as criticas falta espontaneadade que já vem do argumento falta rasgo, a actriz predende-se a dois ou tres tiques e nao sai deste ponto tendo uma prestação desastrosa num filme desastroso, a serenidade de Andrews nao salva o filme, porque ele não é sobre ele.

O melhor - A teoria presente.

O pior - Diana sem casa real não existe

Avaliação - D+

Philomena

Se existe um tema que esteve na moda no presente ano, foi os filmes que se sustentam em factos reais, o que denota alguma falta de inspiração dos creativos de hollywood, contudo existe mesmo neste tipo de filmes alguns que chamam a atenção da critica e conseguem grandes avaliações um desses filmes em 2013 foi este Philomena que conseguiu com alguma surpresa se intrometer nas nomeaçoes para os Oscares, mesmo que em termos comerciais não estamos perante um filme na sua praia.
Sobre o filme podemos dizer fazer um filme sobre factos reais não impede que nos pontos que não são conhecidos não pode existir creatividade, e é nesse ponto que o filme tem todos os louvores, na capacidade criativa de nos seus dialogos fazer o filme ganhar uma dimensão em termos de comedia, e por outro lado consegue tambem neste ponto ganhar a sua dimensão mais seria em termos da forma facil com que faz diversas questoes actuais sobre os dogmas da religiao catolica e mesmo a fe religiosa. È por estes pontos que estamos perante um filme de grande qualidade, daqueles filmes que demonstram que por vezes mesmo em historias basicas de vida podemos ter originalidade e argumentos de primeiro nivel.
Mas a riqueza do filme não se centra so no seu ponto mais proponderante, pois em termos de interpretação intensidade e realização ele tambem consegue chamar a si muito do que se pode fazer com qualidade em Hollywood, e demonstrando que muitas vezes a simplicidade de algumas formulas podem fazer com que os filmes sejam tambem eles obras primas.
O lado mais negativo, ou melhor dizendo mais mediano do filme é mesmo o seu tradicionalismo excessivo em termos de formula, mas que no filme em questão e tendo em conta que o mesmo quer deixar todos os seus pontos mais valorizados no guiao parece-nos uma boa solução que em nada condiciona o desenvolvimento do filme.
A historia fala de um joprnalista egocentrico, que de forma a recuperar alguma fama inicia uma aventura com uma idosa, que procura o paradeiro de um filho que lhe foi retirado enquanto se encontrava num convento.
O argumento e a prova que muitas vezes ideias basicas e casos de vida comuns, podem dar experiencias cinematograficas de primeiro nivel quando bem escritas e aqui estamos particulamente perante o filme que mais constroi, ou mais virtudes tem perante uma ideia comum.
Frears e um realizador veterano, nunca foi um realizador de excessos de promenores nem aqui o é, na maior parte do tempo é um profissional metodico e deixa outros pontos do seu cinema brilhar e aqui isso acontece, deixa os actores e o argumento brilharem e ele brilha.
O cast e dominado pela excelente prestação de Dench, que tem o filme as costas, e consegue sempre potenciar a personagem muito mais do que ela vale, num exercicio de interpretação do maior nivel feminino que se pode observar, o filme permite tudo em termos de qualidade de uma das melhores interpretações de Dench e isso não e pouco.

O melhor - No meio de muitas coisas Dench

O pior  - Não e um filme vistoso pela sua ideia

Avaliação - B+

Romeo and Juliet

Todos saberão a historia, muitos ja viram uma adaptaçao ao cinema da mesma e alguna até ja viram em teatro, a maior historia de amor de todos os tempos é daqueles filmes, hitoria que todos sabem como começa e como acaba, sendo que em 2013 surgiu mais uma adaptação da historia, com resultados muito aquem de outros filmes com o mesmo objectivo em termos criticos nao foi alem de uma mediania que quase despreza o seu contributo e em termos comerciais a falta de figuras de proa conduziu a resultados muito escassos que nem conduziu a uma estreia Wide nos EUA.
Sobre o filme podemos dizer que quando se quer fazer uma adaptação de uma historia conhecida ja vista, espera-se sempre que surja pelo menos um ingrediente novo, uma nova versão, uma actualização que de ao filme algum elemento diferenciar que torne o objectivo do filme algo facil de observar e é aqui que o filme perde grande parte do seu valor ao ir pelo simples, pela adaptação simples e retorica das palavras de Shakespeare sem força sem cunho pessoa, como se de uma peça de teatro igual a tantas outras se tratassem.
Por isso pensamos estar perante um total despredicio em todos os sentidos desde logo porque filmes simples e colados ao original como este ja vimos dezenas de vezes, segundo porque mesmo na montagem e interpretação o filme não tem qualquer vector que o diferencie e o torne no minimo curioso e resulta um pachorrento filme que todos sabemos como começa, como se desenvolve e como acaba o que é das piores caracteristicas que um filme pode ter.
Ou seja uma adaptação infanto juvenil do classico, com muitos poucos promenores com muito pouco trabalho de casa num cinema preguiçoso que deveria ser repensado principalmente nos grandes classicos da literatura por vezes em alguns pontos tão distantes da actualidade e cabe aos fazedores de filmes os colocar a sua maneira proximos desta nova geração, se esse algum dia foi o objectivo.
A historia facil a de romeu e julieta sem tirar nem colocar grandes virgulas
O argumento facil, pegar no livro de Shakespeare criar um contexto, cortar umas linhas e temos um argumento repetitivo para o cinema, longe da qualidade de outras adaptações mais corajosas e por isso mais bem sucedidas.
Na realização um realizador de filmes menores que mesmo perante um filme de epoca nada lhe da de particular destaque, ou seja mesmo neste particular o filme não é propriamente ambicioso indo sempre pelo caminho simplista
No cast Stansfield que brilhou em True Grit tenta aqui uma carreira mais proxima do publico mas nao brilha como Julieta, porque o filme nao permite numa personagem cinzenda do lado masculino o Romeo parece o boneco Ken sem grande vida e no que diz respeito aos secundarios eles particularmente nao existem caindo por diversas vezes no overacting como Giamati

O melhor - Para quem nunca conhece a historia

O pior - Quem nao conhece?

Avaliação - C-

Sunday, February 02, 2014

Baggage Claim

È conhecido que cada vez mais tem nascido um cinema muito proprio, que são filmes pequenos normalmente comedias romanticas nascido na comunidade afro americana, que chama a atençao de um publico muito particular daquela comunidade, cada vez mais sao os titulos lançados e neste ano particularmente rico neste tipo de filmes, este foi mais um desses filmes, contudo a critica negou por completo este filme com avaliações muito negativas e comercialmente foi apenas no registo mais basico que se pede a um filme destes.
Sobre a historia podemos dizer que e um filme simples, sem grande originalidade igual a muitas outras comedias romanticas da procura tipica pelo grande amor, quando a idade começa a avançar no tipico filme de tentativa erro. e é nesta falta de originalidade que resido o grosso do pior que o filme tem, ja que de resto e um filme obvio sem grandes surpresas, uma comedia que nao nos deixa entusiasmados com a força da sua comedia, mas antes um filme rapido que nao nos deixa qualquer sensações positivas mas o caminho directo que tem tambem nao nos faz ter sentimentos negativos perante o filme.
Contudo existe um problema tipico neste tipo de cinema e que e transversal a todos os tipos, o excesso de personagens aqui parece obviamente que estas acabam sempre por ser mal definidas e sem tempo para serem mais densas o que tira em muito alguma profundidade moral, ou mesmo valor satirico que o filme poderia ter, e que é cada vez mais exigido para o filme ter algum tipo de valorização.
Mesmo assim estamos perante um daqueles filmes que vimos, mas rapidamente nos esquecemos que o vimos, o que para um filme no genero da comedia nao e propriamente a avaliação mais negativa que se pode ter, é daqueles filmes de domingo a tarde que dificilmente conseguiremos diferenciar no registo semelhante de outros filmes.
A historia fala de um adulta que tem dificuldade em encontrar o homem com quem vai casar, começando uma procura por diferentes tentativas em busca de chegar a tempo de apresentar este mesmo namorado no casamento da sua irma mais nova.
O argumento e basico e demasiado pegado a outros filmes em todos os pontos da sua existencia, nem sempre a piada funciona, mas a sua simplicidade e objectividade nao condena a forma do filme, agora parece-nos que para um filme tao simples deveria ter obviamente menor personagens
A realizaçao a cargo de um habitue do genero e minimalista, sem rasgo, sem objectivos elevados, mas sempre na tentativa de fazer um filme com ritmo, emotivo, e pouco mais, de um realizador que dificilmente saira deste tipo de conceito
O cast pouco posto a prova, Patton vai ganhando alguma força como actriz tipica deste tipo de registo, que nao e propriamente o mais exigente e se quer subir alguns degraus vai ter de sair desta zona de conforto, Luke o oposto vai perdendo força ja esteve num registo mais forte e agora tenta ganhar novo folego mas com este tipo de interpretaçao penso que sera dificil

O melhor - Nao entrar pelo risco

O pior - Excesso de personagens

Avaliação - C

Saturday, February 01, 2014

Inside Lleywn Davis

Desde que foi inicialmente exibido e muito bem recebido no sempre fundamental festival de Cannes, que este filme se tornou num dos favoritos naturais a luta pelos oscares, ou nao tivesse ao leme alguem tao proximo da critica como os Irmaos Cohen. Pese embora este facto os ultimos momentos do filme nesta corrida nao foram felizes, com a falha nos PGA e posteriormente a falha total nas nomeaçoes aos oscares onde apenas conseguiu pequenas nomeaçoes tecnicas pouco importantes. A isto reune-se uma pouca força comercial, de um dos filmes menos comerciais dos seus autores, pese embora tenha sido talvez o filme mais bem recebido pela critica no ano 2013
Sobre o filme podemos dizer que é o regresso total dos irmãos Cohen ao Indie ao exprimentalismo, aos argumentos que valem por cada conversa por cada cena muito mais pelo resultado final, pela congruencia ou logica das suas personagens e nisso temos os Cohen no seu melhor registo na forma como filme a personagem em Border Linhe em desespero e como isso e enriquecedor para dialogos absolutamente deliciosos, e ao seu lado uma serie de atritos para a personagem que funcionam na plenitude.
A este ponto une-se outra das grandes virtudes do filme, talvez o seu aspecto central a musica, e a forma como o filme permite em cada momento que as musicas sejam tocadas na sua plenitude  e isso acaba por tornar o filme muito mais forte sentimental e dar-lhe a intensidade que este mais que nunca acaba por necessitar.
O lado negativo do filme e o seu alcance, quando se faz um filme pequeno, e este e um filme pequeno para minorias, o alcance do filme e tambem ele limitado em termos de riqueza moral, força e mais que isso alguma profundidade e seguimento de personagens que acabam inexplicavelmente por desaparecer sem nos percebermos muito bem a razao disso.
A historia fala de um cantor folk, perdido um pouco nos seus objectivos e no seu resultado que vai em dois dias tentar recuperar alguma força nao so na sua carreira mas acima de tudo na sua vida, e tentar resolver o conflitos bem presentes na sua vida.
O argumento e delicioso e é a força total do filme, as situações, os dialogos a dimensao da perosnagem central algum non sense de outras, as musicas e a envolvencia dao ao guiao a força natural do filme, pena e que nao seja ambicioso e dado mais momentos a algumas personagens que mereciam mais.
A realizaçao dos Cohen e tambem ela muito inteligente dotada de promenores ironia, conceito proprio, nao e o seu filme maior nem aqules onde podem mais brilhar mas a autoria e cunho esta bem cimentado.
Em termos de cast o filme funciona desde logo na sua escolha central Isaac tem uma excelente presença musical e intepretativa numa personagem dificil, que ele preenche completamente ganhando todas as cenas parecendo ter nascido aqui uma nova estrela de hollywood, ao seu lado pouco espaço acaba por existir para algum brilho que apenas Goodman e Mulligan consegue chamar a si

O melhor- O argumento

O pior - Alguma falta de alcance moral do film

Avaliação - B

Jack Ryan : Shadow of Recruit

Jack Ryan é de todas as personagens criadas por Tom Clancy a mais cinematografica e aquela que ja renasceu mais vezes, este ano, alguns meses apos a morte do seu actor, surge mais um filme duas decadas depois do primeiro filme, com um novo protagonista. Contudo o resultado ficou um pouco aquem daquilo que os produtores esperariam desde logo em termos comerciais onde os resultados foram escassos e foram totalmente anulados por Ride ALong, sendo que a mediania critica nada significou porque nao seria nunca a sua praia.
SObre o filme podemos dizer que a espionagem e um registo dificil de filmar porque o balanço entre acção e informação nem sempre resulta, contudo parece-nos que neste ponto o filme resulta quase totalmente principalmente porque a informação pese embora especifica nao e em excesso e por outro lado deixa espaço para a ação e o suspense propriamente dito, que o torna um filme muito mais fisico do que inteligente comparativamente com outros filmes da mesma personagem.
Pese embora este aspecto e obvio que ao contrario dos outros filmes, principalmente os de Harisson Ford, a ação perde por ser simples de mais, ou seja a densidade de personagens de conflitos, e os jogos de poder que corriam, aqui sao centrados numa personagem e pouco mais, assim a linhagem narrativa e bem mais directa, o que tornam o filme mais facil mas no globam menos facil de valorizar.
Assim, parece-nos que estamos perante um filme que nos da um bom tempo, com ritmo, ação sem grande creatividade e risco que funciona nos limites proprios de um filme sem grandes objecivos contudo sendo um reebot deveria se exigir mais para alguem que queria fazer esta personagem renascer para o cinema, o que surge e limitado.
A historia segue todo o trajecto de JAck Ryan, desde a sua recruta para o CIA o seu casamento e a passagem do gabinte para o terreno nesta organização concretamente para desvendar e aniquilar os planos maleficos de um magnata russo.
E no argumento que aparecem as grandes limitações do filme, a historia e directa e pouco surpreendente quase sempre demasiado previsivel, as personagens sao unidimensionais e os unicos pontos interessantes e não correr risco na sua acção e assim fazer o filme funcionar nesta vertente.
Branaganh tem se tornado nos ultimos tempos uma aposta para grandes projectos e sem Thor acabou por dar pouco de si, aqui neste filme tambem parece nao deixar uma marca propria de um realizador que tem se entregue aos estudios e tem perdido algum do seu cunho pessoal, mesmo assim o filme tem a realizaçao que precisa.
O cast traz um Pine igual ao tipico personagem que interpretou durante os ultimos cinco anos da carreira, e um processo natural mas curto para um actor que prometeu muito mais do que um simples heroi de acção, ao seu lado Knightley e completamente inocua, acabando por nao ser perceptivel esta sua escolha, Costner da a experiencia como tutor de personagens que foi interpretandos ao longo da sua vida,e Branagah e o melhor do filme, com um vilao frio, mas com a força e o carisma que o filme precisa.

O melhor - A simplicidade de processos

O pior - A pouca densidade em termos de intriga

Avaliação - C+

Carrie

Desde que este Remake foi anunciado e as suas interpretes identificadas que o mundo do cinema ficou na expectativa pela forma com que a actualidade iria transformar o classico de Brian de Palma. Contudo as primeiras analises perceber-se que em termos criticos esta adaptação efectuada pela percursora de Twilight não tinha cativdo a critica por completo e em termos comerciais ficou bem longe das suas ambições.
Sobre o filme podemos dizer que o terror ou a forma como se faz um filme de terror depende da forma como o tentamos fazer, e aqui o filme parece nunca ter essa ambição a não ser pelo lado extremamente inquetante e obtuso do fanatismo religioso da personagem maternal do filme. De tudo o resto o filme acaba por cair em demasia nm filme para adolescentes muitas vezes exagerado, onde apenas alguns toques de bullyng actualizado as novas tecnologias dão alguma roupagem nova a um filme que  maior parte do tempo tras praticamente nada de novo ao que ja tinha sido feito por a mitica personagem de Carrie WHite.
Por isso parece-nos claramente que a execução do filme não é feliz, ou seja desde logo parece ser demasiado rapida a transformação e adaptação de Carrie, nem sempre as personagens tem o seu papel totalmente esclarecido, nem o filme lhes permite a atenção para o esclarecer, ebasicamente esperamos a transformação da personagem no seu lado violento que afinal e aquilo que nos trouxe ao fillme.
E neste ponto e pese embora não seja tão espetacular quanto podia ser o filme cumpre, consegue impressionar, consegue dar a personagem a intensidade visual e força para transportar toda a raiva e executar as personagens na cena que mais brilha no filme, embora nos pareça que também aqui o filme poderia e deveria ser mais extenso.
A historia fala de uma mae fanatica religiosa que tenta guardar a sua filha do contacto escolar, contudo esta torna-se a chacota da escola quando descobre o periodo mestrual sem saber do que se trata, e conduz ao envolvimento da escola, pelo lado positivo e negativo com aquela personagem com poderes sobre naturais escondidos.
O argumento não e feliz, em termos de actualidade e adaptação do filme inicial poderia e tinha que ser mais ambicioso do que lhe dar dois ou tres pontos totalmente inocuos novo, de resto muito pouco mas os defeitos poderiam ja advir do primeiro filme, as personagens parecem sempre demasiado presas a uma ideia demasiado simples.
A realização a cargo da tarefeira pierce que deu inicio a saga Twilight não é brilhante principalmente no seu inicio e na introdução, tem uma serie de tiques muito de serie juvenil e isso nao compatua com a força e a seriedade de uma personagem como Carrie, na parte final consegue encontrar um registo mais intenso e forte em termos de horror, mas com uma jovem banhada de sangue seria naturalmente mais facil.
Em termos de cast o filme tem o lado positivo e o lado menos conseguido, eu considero-me fa de Moretz e penso que sera o valor mais seguro das adolescentes actuais mas neste filme nunca consegue ser freak naturalmente, encontra o espaço seguro num reduzido numero de interpretações e força-os ate ao final, o que torna a personagem muito pouco natural, num papel que nao me convenceu e longe daquilo que tem qualidade para o fazer, por seu lado Moore, cumpre com distinção o solicitado e a exigencia do papel, num papel nem sempre facil, consegue lhe dar tudo que ele precisa de uma actriz em regresso de boa forma.

O melhor - Julianne Moore

O pior - Moretz


Avaliação - C-

Friday, January 31, 2014

Grudge Match

Existe filmes que valem mais pela curiosidade associada a eles do que propriamente pelo seu valor isolado enquanto filme, um desses filmes foi esta comedia, que junta dois dos actores que interpretaram os maiores boxeurs da historia Lamota contra Balboa seria um combate que muitos gostariam de ver nao fosse os seus intepretes estarem neste momento a caminho dos 70. Talvez por isso a critica tenha negado completamente este filme considerando-o mesmo uma piada de mau gosto e isso conduziu a um pouco expectavel desastre comercial, que o torna num mal amado do presente ano.
Sobre o filme em si e alheando-se um pouco daquilo que é colateral é um filme engraçado pela sua curiosidade que acima é referido e utiliza isso como forma de potenciar o grande duelo, e nao se esquece do que realmente é, as tipicas referencias as personagens carismaticas de cada um são imensas, os cameos são engraçados principalmente os pos creditos, a forma com que determinadas sequencias tocam nos filmes miticos de cada um, funciona, e isso em termos de homenagem ou mesmo auto satira tem que sem valorizado num filme com objectivos limitados.
Depois temos o valor do filme enquanto filme isolado e aqui temos de concordar com a critica, ao dizer que a historia e mesmo o humor do filme e praticamente inexistente, a linhagem narrativa do filme e um festim de chliches mais que utilizados, o humor e demasiado tradicional e pouco arriscado e isso faz do filme um quase deserto de ideias que servem para as sequencias humoristicas de homenagem ou as curiosidades que funcionam mas que nunca podem fazer o filme.
OU seja temos um filme mais preocupado com os detalhes do que no seu corpo como um todo e isso acaba por potenciar saborosos apartes mas resulta num filme com muito pouco de novo em todos os aspectos, utilizando os cliches tipicos de cada uma das carreiras da forma que ja por diversas vezes foi utilizada.
A historia fala de dois rivais do boxe que se encontram passados trinta anos para um tira teimas, num contexto media que eles desconhecem mas que vai potenciar novamente uma rivalidade mais que desportiva uma rivalidade pessoal entre ambos.
O argumento e basico na sua genese na sua formula, nos seus dialogos, na pouca profundidade das personagens e conflitos que parecem feitos em piloto automatico enquanto se aguarda as referencias a Touro Enraivecido e principalmente a Rocky
Seagal e um realizador conceituado e que normalmente faz funcionar bem as suas comedias, onde e uma figura de topo, aqui demonstra claramente pouco trabalho pensando que a ideia de reunir estas duas figuras por si venderia o filme, ja o vimos a fazer muito melhor principalmente no que em realizaçao diz respeito.
O cast esta cheio de cliches De Niro e Stallone dao aquilo que na maior parte do tempo nos deram no caso do primeiro ultimamente numa vertente mais descontraida e pouco selectiva da sua carreira, quase dedicada em exclusivo a comedia, mas o filme pouco lhes pede a nao ser eles proprios, e isso e facil

O melhor - ALgumas curiosidades

O pior - ALgum vazio de creatividade no restante

Avaliação - C

Tuesday, January 28, 2014

Her

Spike Jonze é daquelas figuras de hollywood que ninguem consegue entender, se como actor tem prestações quase inexistentes nos filmes em que entra, se como produtor acaba por ceder a sua imagem a um projecto tão arriscado como Jackass e como realizador parece ter quase toque de midas ou seja arriscar em argumentos alegadamente absurdos e fazer meio mundo ficar admirado com o seu talento de os tornar consistentes quer esteja na escrita ou não. Um outro projecto com o mesmo resultado foi este Her que cativou a critica norte americana que lhe valeu a nomeaçao para o oscar de melhor filme, sendo que comercialmente em momento algum Jonze foi um ambicioso neste particular.
Confesso que quando ouvi a sinopse do filme fiquei extremamente confiante naquilo que ia ver, ja que nos parece que nos nossos dias um filme como este poderia muito bem ser uma analise social exagerada, e que se humor de Jonze tivesse bem potenciado poderiamos ter um dos melhores filmes do ano. E o certo e que depois de ver o filme as expectativas foram totalmente cumpridas. Desde logo pelo inicio do filme, toda a intodução e de primeiro nivel, o caminho da personagem para aquilo que o filme nos da, o nascimento da relação, a evolução o desinteresse total pela pessoa que todos os dias está ao nosso lado, tudo isso e subtilmente abordado num filme que consegue conjugar um valor mais emocional e sentimental na relaçao da personagem central com o seu programa, com uma parte mais comica, mais absurda de tudo aquilo que acaba por transmitir, e nisso o filme tem uma simbiose perfeita entre dois mundos que a determinada altura so é um.
Ao ponto de termos um argumento de primeira linha, original, creativo com dialogos de primeira estampa, une um valor moral interessantissimo, e que nao podia estar mais actual na forma como nos da um exemplo de uma relaçao actual, onde na maior parte das vezes a pessoa não e mais do que um simples aparelho informatico seja ele de que indole for, aspecto que pese embora ja tenha sido abordade de forma mais romantica nunca tinha sido assim exposta a nu.
O unico lado negativo do filme acaba por ser o filme não aguentar o ritmo com o seu desenvolvimento torna-se mais emocional, menos forte na mensagem, e a sua conclusão apesar de simbolica não tem o peso que todo o restante filme tem, por isso mesmo sem nunca por em causa o valor da obra enquanto todo, parece-nos que esse ponto mais bem trabalhado, mais intenso poderia nao so fazer de Her o filme do ano, mas quem sabe um filme para os proximos anos.
A historia fala de um individuo com problemas de relacionamento apos o divorcio que acaba por comprar um programa de computador com inteligencia artificial que gere todos os seus contactos e agenda, aqui começa a estabelecer uma relaçao com esta ferramente que o deixa fora da outra, ou melhor da nossa realidade.
O argumento e de primeira linha do que ja foi feito em hollywood a ideia, actual, creativa bem traduzida, ao qual e enriquecida com uma personagem central forte, intensa, dimensional, que lhe presta dialogos de grande envolvencia, tudo so possivel num dos melhores argumentistas da actualidade pelo menos o unico capaz de tornar ideias absurdas num filme de primeiro nivel
A realizaçao esta tambem ela de priimeiro nivel, Jonze pensa o filme sem perder a dimensao estetica do mesmo, o gosto, a cor a sociedade ligada aos seus aparelhos tudo e filmado com inovação e mais que isso com preocupação, e uma das melhores realizações do ano, e tamos num ano bem forte nesta materia.
Em termos de cast Pheonix e um bad boy, mas e um dos melhores actores da actualidade, aqui tem um papel diferente da sua carreira, mais fisico, mais suave, e neste registo funciona perfeitamente, com uma naturalidade brilhante o filme é ele, num nivel de exigencia brutal que cumpre com distinção uma referencia para a presença da voz de Johansson, uma mais valia em todo o filme.

O melhor - A creatividade que transpira o filme

O pior - O final deveria ser epico

Avaliação - A-

Sunday, January 26, 2014

Life os the King

O inicio de cada ano, é usado para o lançamento em poucos cinemas de filmes de segundo plano onde surgem alguns actores mais ou menos conhecidos, que ja tiveram melhores dias, neste filme temos um Cuba Gooding Jr longe do que ja foi, num projecto tipico de quem tenta renascer, mas neste filme quase nada resulta e se criticamente o filme conseguiu uma mediania que por vezes é valorizada contudo comercialmente o filme simplesmente não existiu.
Existem centenas de filmes no qual alguem consegue tentar dar a volta a um grupo de jovens delinquentes motivando-os para um intresse qualquer, dai que em termos de originalidade do ponto de partida este filme simplesmente não existe. É certo que ir para um caminho como este é facil, porque e facil aproximar-se emocionalmente do espectador e nisso o filme consegue, pese embora não se diferencie de qualquer um tipico filme banal com o mesmo guiao.
Aqui temos na personagem central o tipico ou seja, alguem com um passado negativo que tem nesta ligaçao aos jovens a oportunidade de ter a sua redençao, e nisso o filme esta longe de tambem ser original, o que o torna obvio, e quase sempre sabemos o que vai acontecer seguidamente, se bem que a intensidade e a emoção do filme é como um bolo simples resulta sempre.
O unico ponto algo diferente e o tema que vai conduzir a alteração dos personagens no caso concreto o Xadrez, a forma como este desporto consegue alterar as personagens em termos de respostas emocionais e mesmo desenvolvimento cognitivo e bem potenciado no filme principalmente no primeiro ponto, o que conduz ao unico ponto com alguma novidade do filme ja que tudo o resta ja vimos por diversas vezes.
A historia fala de um ex presidiario que depois de um trabalho na escola, começa por incentivar alguns alunos para o interesse pelo Xadrez, inseridos numa comunidade problematica os personagens vão finalmente tentar encontrar aqui uma motivaçao para lutar por algo.
O argumento e basico e repetitivo nao tem originalidade, segue um caminho que ja por diversas vezes foi utilizado, ou seja ao termos um filme simples, com poucas ambiçoes dai que uma reutilização de argumento nao seja um escandalo.
Em termos de realizaçao temos um filme simples pouco pensado para cinema, que não arrisca, é um filme que se integra naquele registo minimo onde basicamente o interesse é faze-lo e nao e adorna-lo.
EM termos de casting depois de um inicio de carreira brilhante Gooding Jr acabou por se perder em comedias de segunda divisao tentando agora ganhar novamente o reconhecimento em drama, contudo com filme com pouca visibilidade como este, mesmo em bom plano sera dificil traçar novo rumo

O melhor - O Xadrez como potencia emocional e racional

O pior - Ja vi este filme

Avaliação - C

Blue Jasmin

Quando Woody Allen anuncia um novo filme, o mundo do cinema fica expectante se vamos ter a tipica comedia com muitas personagens com que o autor e realizador fez carreira, ou vamos para um drama intenso que nos ultimos anos fez dele mais consagrado. O resultado foi um pleno misto das duas contabilidades tipicas de Allen, com um resultado positivo e forte em termos criticos que o conduzem para a primeira linha dos filmes do autor, e mesmo comercialmente num registo diferente conseguiu chamar a si alguma atenção
Sobre o filme podemos dizer que e um obvio filme de Allen, uma satira social, com a abrangencia e critica que normalmente esta bem presente nos filmes de Allen, e aqui tem uma aliada de luxo, ou seja uma personageme uma interprete que de alguma forma domina o filme de principio ao fim, consegue tirar de si, tudo, o que mais odiamos nas caracteristicas de alguem e isso acaba por dar ao filme a força completa que o filme acaba por ter.
COntudo e pese embora a grande força deste ponto, parece-nos claramente que o filme tem uma abrangencia limitada, ou seja, o filme e apenas mais um filme de Allen, com todas as virtudes e defeitos de dialogos exagerados bem escritos, de situações pouco ou nada comuns, mas que de alguma forma Allen lhe da a maior das normalidades e mais que isso consegue sempre encontrar um contexto optimo para o que depois poderia acontecer
O grande problema e que o filme não evoluiu ou seja, os saltos temporais nem sempre são funcionais, parece que o filme com uma linhagem temporal normal poderia ter um resultado mais forte, e tornar-se-ia um filme mais Allen ja que estes saltos acabam por não dar nada demais ao filme em si.
A historia fala de um socialite que acaba por entrar em depressão depois do suicidio do seu marido, que a deixa totalmente falida, aqui so lhe resta o apoio de uma irma que tem um nivel de vida completamente diferente daquilo que ela esta habituada.
O argumento tem o que de melhor Allen sabe fazer ou seja satira actual e o espelho de uma sociedade, aqui temos claramente todo o ponto na sua inteprete e personagem central e acima de tudo em todos os dialogos que a personagem interage com todo o rigor e mais que isso toda a força de um dialogos escrito por Allen.
E se em termos de argumento temos o melhor de Allen nao podemos dizer que na realizaçao o filme tenha o mesmo do seu autor, o filme parece menor nesta vertente, ou seja parece que estamos perante um daqueles filmes que provavelmente Allen nao prespectivou o seu valor.
Em termos de cast temos o que de melhor Allen sabe tirar dos seus interpretes principalmente Blachet num registo, intenso, forte e que domina o filme todo, numa personagem diferente de tudo o que fez ate hoje e que demonstra a qualidade que esta presente em si, ao seu lado Hawkins que tambem conseguiu a nomeação para o oscar acaba por andar todo o filme completamente apagada pela principal, e nem deixa grande luz para si, apesar de ser um bom papel

O melhor - Blanchet

O pior - Apesar de tudo falta algum rasgo de originalidade a linhagem central do filme

Avaliação - B-

Saturday, January 25, 2014

The Book Thief

Quando uma obra literaria best seller tem a sua adaptação ao cinema muitos aguardam que ela seja no minimo fiel, e neste caso sabia-se que se isso acontecesse teriamos obviamente um filme de primeira linha, e uma vez que seria lançado no final deste ano, um natural candidato aos oscares. Contudo quando as primeiras avaliações tiveram lugar percebeu-se que o filme não conseguiria se afirmar nesta corrida, e uma vez que o filme não era totalmente hollywoodesco também comercialmente não conseguiu se impor.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante um filme com muito coração, muito dele na sua personagem central, e neste ponto o filme funciona em pleno, no registo e no contexto em que é utilizado o filme facilmente cumpre este objectivo, na forma como filme os diferentes relacionamentos sobre uma toada positiva e quando isso acontece podemos dizer que o coração do filme está sempre bem presente e vivo.
Por outro lado o siginificado do filme é obvio e claro, ou seja dar um lado positivo a um contecto de guerra, contudo tambem aqui o filme tem lados negativos, desde logo por ser redundante desde o primeiro quarto de hora ate bem perto do final, o filme e quase sempre muito parecido, e por outro lado a narração totalmente desnecessaria, mesmo que esse ponto seja presente no livro.
Ou seja temos um filme com mais coração do que propriamente uma racionalidade intensa ou mesmo uma inovação, mas vem mesmo assim dar algum brilho e alguma força a um tema ja actualizado, nem sempre capaz de dar filmes diferentes, ja que uma tema tão sincero e forte como este não da aso a explorações muito diferentes pelo que o filme acaba por ser natural, mais que um surpreendente poço de inovaçõa.
A historia fala de um jovem analfabeta que acaba por ser adoptada por um casal pobre, que aos poucos lhe vai dando condições familiares e ensina-a ler criando o fascinio pelos livros, aqui começa a paixao da jovem pela leitura mesmo quando esta e proibida.
O argumento não é um poço de originalidade mas sim um poço emocional, e aqui mesmo sem grandes truques ou segredos acaba por ser um argumento bem competente, com dialogos emocionais fortes, que muitas vezes e dos pontos mais dificeis de conseguir.
Em termos de realizaçao um trabalho de um europeu, bem produzido, com preocupação contextual, numa realização nem sempre facil, mas que aqui acaba por se tornar forte e grandiosa, para um filme de estreia podemos dizer que temos um bom inicio, mesmo que o filme não tenha ido mais longe em termos de valor critico.
Por fim em termos de cast o filme e dominado pelos mais pequneos que dão coração, e intensidade emocional no filme e este ponto muitas vezes e o mais dificil e o mais necessario no filme, em termos de secundarios Rush e Watson ao nivel que o conhecimentos e sabemos que isso e muito elevado.

O melhor - O coração e a forma com que o filme consegue ser emotivo

O pior - A desnecessaria narração, surge quase como um tique

Avaliação - B-

American Hustle

Desde o momento em que este projecto foi anunciado o mundo do cinema ficou na expectativa pela junção de tanta gente conhecida em primeiro plano. A sua estreia veio a confirmar a riqueza critica do filme com avaliações essencialmente positivas que o colocou na primeira linha para os oscares pelo menos em termos de nomeaçoes, a este ponto juntou-se ainda um magnifico registo de bilheteira, que torna o filme um dos primeiros liders para a luta aos oscares.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante um filme extremanete diferente, desde logo na forma como conjuga uma intriga policial bem interlaçada, mas com muitos pontos envolventes que lhe dao um estilo proprio desde logo na forma como a musica e integrada em todas as sequencias nos detalhes, e mais que isso em termos de interpretação, onde o filme atinge a força maxima que um filme poderia ter.
E estes ingredientes fazem um filme que não é perfeito, por vezes emaranha-se um pouco naua historia no seu argumento nos recuos e retrocessos mas que se torna um filme unico, de excelente qualidade de cinema em todas as suas vertentes e o que diferenciam como claramente um dos melhores filmes do ano. E até acaba por nao ser no epicentro que o filme tem mais força, mas na forma silenciosa e tao bem caracterizada numa grande historia de amor, nos detalhes e nas duvidas que cria no espectador com particular ancora na personagem de AmY Adams, faz deste filme um dos filme mais inovadores e corajosos do ano.
Ou seja estamos perante uma nova moda do cinema, com um estilo de autor proprio que Russel criou, num autentico exercicio de interpretação que torna personagens simples em objectos complexos e desafios aos seus actores, e quando tudo isto se reune num filme normalmente temos um excelente filme, que certamente marcara nos proximos anos o cinema actual.
A historia fala de dois vigaristas que depois de apanhados pelo FBI sao obrigados a ajudar no sentido de os ajudar a capturar outros atraves de um projecto nflitrado que visa capturar entre mafios e politicos um esquema de corrupçao que pretende recontruir Atlantic City.
Em termos de argumento o filme e de excelencia em termos de profundidade de personagens na forma como esconde a sua formula pese embora esta fosse perceptivel e mais que isso na riqueza de dialogos de primeiro nivel.
Sobre a realizaçao Russel tem um estilo proprio de filmar e aqui o gosto e descutivel nem sempre e um filme de excelencia neste particular pese embora tenha bons momentos, contudo tudo resto que diz respeito a realizaçao e excelente, os cabelos, a produçao, o guarda roupa tudo funciona para os intuitos do filme.
Em termos de cast temos, as melhos interpretações do ano, na globalidade, Bale este impressionante na sua presença sobria, no seu desgaste fisico em tudo o que não e vistoso mas é dificilimo dai que a recompensa pela nomeaçao nos parece mais que justa, Adams e irresistivel na sedução e na devoção pela personagem central, e o coração do filme, Cooper ter a vertente comedia, e uma serie de apartes que merecem a atenção e Lawrence e a mulher do momento, aqui mais uma vez brilha na espontaneadade a sua melhor ferramenta

O melhor - O cast e a historia de amor disfarçada

O pior - Não precisava de começar a meio

Avaliação - A-

Last Vegas

Quando este filme foi aunciado e juntava em seu torno alguns dos mais conceituados veteranos do cinema actual, pensou-se que o filme poderia ter um registo ligeiro e sob a comedia da velhice, dai que o mundo do cinema ficou atento a esta no minimo interessante experiencia uma especie de ressaca da terceira idade. O resultado comercial contudo ficou longe para pior daquilo que Todd Phillips conseguiu na sua exploraçao dos limites na ressaca e criticamente não foi alem da mediania daqueles filmes cuja atençao nunca e mais do que o exigivel.
Sobre o filme podemos o dividir em dois pontos com resultados completamente diferentes em termos de comedia ou nos seus objectivos como comedia o filme falha, e pouco intenso quase nunca desperta gargalhada aos espectadores que acabam por gostar e se prender ao filme bem mais pelo segundo ponto a união clara entre as personagens a amizade natural que não e exagerada mas funciona sempre bem como uma dissertação sobre diferentes formas de ver a terceira idade e a implicação que isso pode ter.
Por tudo isto temos um filme leve, com uma produção elevada que leva ao filme alguns cameos especiais que dão alguma força ao filme que por si só, é algo pequeno para reunir em si cinco oscares de interpretação no seu elenco. POr fim o iinteresse amoroso do filme poderia ser tratado de uma forma mais abrangente o que faz com que em termos de comedia romantica o filme tambem não ganhe força contudo aqui percebe-se que o centro do filme é amizade.
Ou seja um filme simples sobre amizade e sob como todos podem passar tempo juntos de qualidade independentemente da idade, um filme com mais coração do que com a razão, com bons momentos principalmente sentimentais, mas que perde pela pouca força ou tradicionalismo excessivo da sua comedia que so funciona quando o tema é a velhice
A historia fala de quatro amigos que se juntam para comemorar a despedida de solteiro de um deles que vai casar com uma mulher mais nova, este evento ocorre em Las Vegas onde cada um deles tem um conflito na sua vida a resolver que podera ser bem mais facil quando partilhado.
O argumento e simples, na maior parte do tempo obvio, que consegue entrar bem e com algum humor na dinamica da terceira idade mas pouco mais em termos humoristicos, e um daqueles filmes que pensamos sempre que as personagens podiam ser ligeiramente mais desenvolvidas e em termos de humor um filme muito melhor escrito
A realização a cargo de um experiente realizador de comedia tem uma realização tradicional sem arrojo ou mesmo risco passa suavemente pela sua duração deixando as suas figuras intepretarem com naturalidade.
No cast temos veteranos actores a darem o seu lado mais satirico, Douglas o lado mais sedutor, De Niro o seu mau feitio, Freeman a sua superioridade intlectual e por fim Kline a sua excentricidade não sao papeis meritorios para carreiras tao ricas mas fica o coração que entregam

O melhor - O lado bom da velhice

O pior -MUitas vezes o filme entra em periodos longos sem humor

Avaliação - C+

Tuesday, January 21, 2014

Short Term 12

Falar de 2013, e falar das suas revelações terá obviamente de passar por Brie Larson uma presente assidua no que de melhor se fez em filmes sobre jovens, e provavelmente o novo nome que ficara relacionado com o futuro do cinema que teve neste ano a sua primeira aparição. Mas se a sua presença foi notoria como secundaria noutros filmes foi neste filme que saltou para a ribalta e mesmo sendo um pequeno filme sem grandes meios ou figuras de proa acabou por ser uma bem avaliado por toda a critica sendo uma das surpresas deste ano, contudo o filme era demasiado pequeno para conseguir um bom registo comercial e quem sabe isso impediu uma candidatura mais seria a qualquer luta pelo premios, principalmente os maiores.
Sobre este Short Term 12 podemos dizer que desde logo abraça um tema que poucas vezes e tocado e que em termos de situação de vida é um viveiro, que diz respeito à institucionalização de adolescentes a forma como se lida com o conflito emergente de quem forma a personalidade, e neste particular o filme é particulamente interessante não so no paralelismo simples mas forte que segue entre as personagens adultas e as mais novas, bem como na intensidade que consegue imprimir as mesmas, assim temos um filme que em termos de sensibilidade e emoção é forte.
Contudo contrapoem estes momentos de um maior peso sentimental com uma boa suavidade noutros pontos, consegue descontrair e ser suave, da o outro lado da questao de forma a retirar incidencia no conflito e no lado mais negro dos menores e isso funciona num balanço equilibrado de um filme maduro, nem sempre fantastico, muitas vezes deixa-se adormecer em excesso de pausa, e o ritmo nem sempre e o necessario mas isso nao poem em causa a valia do filme.
Ou seja um filme independente que merece destaque pelo tema, pela forma adulta e ao memsmo tempo emotiva com que o relata, não é em termos de argumento uma obra prima, nem tenta o ser, mas por vezes a simplicidade pode fazer um filme funcionar nos seus objectivos
A historia segue um grupo de jovens auxiliares numa instituição de menores com problemas que os conduz ao internato na mesma aqui seguimos as historias e os problemas de um grupo de jovens mas tambem dos auxiliares que tambem eles ficam presos a um passado com o mesmo registo de problemas.
O argumento do filme é mais competente do que excelente, pese embora os temas sejam actuais e bem escolhidos nem sempre o filme consegue dar as suas personagens uma densidade suficiente para o conduzir para um nivel mais elevado, mas parece que o filme funciona bem melhor quando tenta descontrair
A realizaçao do filme e a tipica de um filme independente movimentada, por vezes irritante, não é aqui que o filme tem o seu ponto forte, de mais um tipico filme cujo argumentista e realizador são a mesma pessoa mas e no primeiro lado que esta o merito,
Por fim o cast liderado por Brie Larson que demonstra carisma, complexidade e presença que sao ingredientes que nos levam a pensar que podera estar aqui o futuro de hollywood, neste filme tem um nivel de exegencia medio que passa com facilidade, mereceu os elogios mas fica a sensação que com mais dificuldade conseguiria tambem essa distinção ou talvez mais ainda

O melhor - A actualidade do tema e o tabu que muitas vezes ele é.

O pior - Ser sempre mais competente do que fantastico

Avaliação - B-

Dallas Buyers Club

Se existiu pre produção que chamou atenção pela forma como exigiu mudanças radicais aos seus interpretes foi a deste filme independente com actores conhecidos do grande publico que se tornariam quase irreconheciveis. Depois do sucesso da produção pelo anteriormente assinalado o filme saiu e desde logo foi um dos preferidos da critica não só como filme em si mas impulsionado pelas suas interpretações masculinas a esta altura as grandes favoritas na conquista do oscar no olhar de especialistas, e isso conduziu a que o filme conseguisse cumprir os seus objectivos comerciais ainda que sem grande brilho.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que e um filme simples sobre uma historia complicada, e que a riqueza do filme esta totalmente na riqueza das suas personagens e na historia que tem para contar dai que o filme não utiliza muita creatividade é quese sempre um filme que se limita a seguir as personagens e isso chega para ser um bom filme, competente, muito bem interpretado mas não dá para o considerar uma obra prima onde é necessario mais, mais risco, mais inovação mais cinema.
Ou seja se por um lado estamos perante uma boa historia, bem montada e articulada, definida com bons dialogos, mas ao mesmo tempo não temos uma inovação natural, não temos uma abordagem diferenciada à historia, por outro lado temos uma realização competente mas que não melhora o filme, com uma predesposição demasiado cinzenta que acorda bem com o filme mas nada mais que isso, e grandes interpretações muito ajudadas pela configuração fisica trabalhada por actores que facilitam posteriormente o projectar de emoções que cada personagem da.
Mesmo assim estamos perante um filme simples, competente, que tem uma historia adulta, actual, preocupante com o efeito social que um filme para toda a gente deve ter, contudo parece-nos que a mesma historia poderia ter uma abordagem mais creativa, mais de autor mais diferenciada, porque assim arrisca-se a ser o bom filme que transofrmou fisicamente Leto e Matthew
A historia fala de um machista eletrecista que descobre estar infetado com o virus do HIV e mais que isso tem 30 dias de vida, aqui entra na luta contra a doença e na tentativa de combater os tratamentos estipulados pelas associação farmaaceutica norte americana procurando outros medicamentos pelo mundo e vendendo-os num club por si criado.
O argumento vale pela historia em, era muito dificil não termos um bom argumento com um campo e com um preceito tão interessante, aqui parece apenas potenciado em alguns dialogos principalmente os mais superfulos, porque o seguinte acaba por ser natural.
A realizaçao e claramente o parente pobre do filme, simples, muitas vezes sem cor, sem risco, sem grandes preocupações esteticas e o assumir da independencia por si proprio, Valle nao e um realizador de primeira linha, e consegue muito por tudo o resto ter um sucesso que muitos sonhavam no salto para o cinema de grande publico.
Seria injusto dizer que as interpretações valem pelas transformações fisicas, porque elas tem muito mais que isso, mas essas acabam por ser um trampolim para a loucura e unanimidade em volta delas. Math tem um papel intenso, bem definido, muito expressivo mais muito ajudado pela sua debilidade fisica, Leto tem um papel mais completo, mais dificil, mais fisico e que de alguma forma cativa, pela sua forma não exagerada mas totalmente feminina, pode ser menos chamativo do que por exemplo Fassbander mas e claramente um interpretação mais completa e bem mais dificil, entao deixa de haver espaço para Garner simplesmente funcional

O melhor - O trabalho de transformação estetica e a forma como isso torna as interpretações de excelencia

O pior - Com uma historia que por si daria um bom filme, bastava alguma creatividade para surgir uma obra prima


Avaliação - B

Sunday, January 19, 2014

47 Ronin

Há cerca de alguns anos que Keanu Reeves se encontra afastado das grandes produções norte americanas, sendo comum a sua presença nos ultimos tempos em filmes de artes marciais asiaticos. para o final deste ano surgia um novo filme com mais meios e mais ambições sobre a tradição japonesa de Ronin novamente com o actor a liderar um cast oriental. Pese embora as expectativas os resultados criticos foram desoladores com avaliações negativas para um filme que alguns ainda pensaram poder correr nos oscares, mesmo assim em termos comerciais e principalmente no mercado oriental o filme acabou por funcionar.
Sobre o filme podemos dizer que há muitos anos, mais de dez que não surge um grande filme de artes marciais, daqueles onde a honra e o amor são pano de fundo com a complexidade que merecem, e se neste filme mais uma vez estes pontos estão presente nunca conseguem estar ao mais alto nivel nem com a intensidade que se exige, em vez disso temos no filme uma preocupação exagerada em exprimentar efeitos especiais e novas creaturas o que nem sempre é condizente com a tradição funcional deste tipo de filmes.
Ou seja estamos perante um filme com um objectivo tipico de combate e luta pela honra e neste caso mais que isso pela recuperação do seu espaço, mas por outro lado o filme não se preocupa em potenciar esse ponto preocupando-se muito mais em provocar situações de combate nem sempre perfeitas em termos de coregrafia para nos mostrar um efeito especial novo.
Por isso estamos perante um desilusão enquanto filme tradicional de artes marciais, mas podemos ter uma porta aberta para um cinema diferente de mistura de generos que com um argumento diferente não tão preso ao tradicionalismo oriental poderá dar bons frutos no futuro, o que acaba por não ser o caso neste filme.
A historia fala de um jovem que e encontrado na floresta e acaba por se ligar a uma familia imperial, apos perder uma batalha acaba por ser novamente colocado na floresta junto dos seus apoiantes que juntos tentarao recuperar o trono, ou o poder perdido.
O argumento e limitado, ou seja mesmo na historia de base temos muitos poucos ingredientes novos, as persoangens são apenas caracterizadas com base na honra e os dialogos sao praticamente inexistentes.
A realização tem bons efeitos especiais e uma boa direcção artisitica depois nem sempre nos parece que as sequencias de luta nos dao aquilo que poderia dar, num realizador que para a estreia em longas metragens poderia ter sido quem sabe menos ambicioso
EM termos de cast pobre, Keanu Reeves esta fora de forma em todos os pontos mesmo no que diz respeito a sua capacidade de liderar um simples filme de acção, e neste caso tem muito pouco neste ponto para suportar a sua presença.

O Melhor - Pode ser uma porta aberta para o futuro dos filmes de artes marciais

O pior - Preocupar-se em demasia em explorar efeitos especiais

Avaliação - D+

Instructions Not Included

Se existiu uma surpresa neste terço final do presente ano, essa suspresa foi este filme escrito, realizado e produzido por um mexicano quase anonimo principalmente em termo globais no mundo do cinema, sem nenhuma figura de proa, mas que conseguiu não so uma grande distribuição do seu filme como arrecadou apenas nos EUA mais de 40 milhoes de dolares, e se o sucesso comercial parece obvio em termos criticos o sucesso não foi tão esclarecedor pese embora tenha reunido maioritariamente avaliações positivas.
Sobre o filme podemos dizer que é daqueles filmes que aproximam facilmente o filme e as personagens do espectador, desde logo por ser uma comedia, um pouco colada em excesso à Vida é Bela de Begnini, um pouquinho mais exagerada numa comedia mais fisica, mas o que é certo é que o coração esta lá bem presente princinpalmente depois da introdução inicial.
E é neste ponto que o filme é rico, na sinceridade e facilidade com que nos da uma relação entre pai e filho, com os erros bem definidos, que no inicio talvez nos coloque em duvidas o valor moral do filme mas que no final tão bem percebemos quando todo o filme nos dirige para um registo bem diferente. E é nesse quase absurdo que rapidamente nos torna tão sincero que reside o grande coração do filme, e por isso o grande valor do mesmo.
Claro que tem pontos que poderiam ser melhor trabalhados a luta pela custodia da menor, mesmo a relação entre os progenitores, mas para isso o filme teria de ter uma duração mais longa o que o poderia tornar ligeiramente mais aborrecido, esta aposta acaba por jogar pelo seguro, pese embora nos parece que uma densidade maior nestes pontos poderia ter catalputado o filme para outro valor.
Mesmo assim estamos perante um bom filme, com coração, sinceridade emocional, a espaços alguma graça numa montanha russa de emoções que muitas vezes o cinema sincero sem objectivos nos tras, a continuar a escrever assim devemos estar atentos ao trajecto em toda a linha de Derbez
A historia fala de um bom vivant que a determinada altura recebe um noticia que não esperava ou seja que foi pai, sendo que a menor lhe e entregue enquanto a mãe desaparece, ao longo de sete anos com todas as dificuldades inerentes acaba por criar e dar educação à menor criando com esta uma relação muito especial, nesse momento volta a aparecer a progenitora para uma disputa.
O argumento não tem na sua base uma originalidade obvia, contudo consegue-o ser onde é mais dificil ser na sua execução e principalmente na forma com que consegue fazer funcionar o grande sentimentalismo do filme, que o transfere para o melhor nivel de um argumento com coração.
A realização não e fabulosa, numa historia com tanto coração o filme poderia ter melhores arranjos em termos de cenarios e mesmo em termos esteticos, contudo parece-nos que com isso o argumento não seria tão puro, mas parece uma aresta a limar.
Em termos de cast Derbez tem um papel emocionalmente interessante embora me pareça nao ser um actor de primeira linha, mas da pelo menor o coração ao filme, melhor a jovem Loreto Peralta, que parece claramente ser uma boa promessa num filme onde durante muito tempo é ela que o domina.

O melhor - O coração do filme

O pior - No inicio ser um pouquinho "aparvalhado"

Avaliação - B

Saturday, January 18, 2014

The Adventurer: The Curse of Midas Box

É conhecido a predileção de hollywood por criar novos herois, ou seja a sua capacidade de gerenciar dinheiro com herois, capazes de conseguiu um franchising repleto de filmes. que consiga amealhar uma quantia significativa de dinheiro. Este ano, e de um pequeno estudio e de um realizador ainda menos conhecido surgiu este filme, primeiro lançado na internet e depois no cinema, mas os resultados foram pessimos desde logo em termos comerciais onde os poucos cinemas que estreou estiveram praticamente as moscas e tambem criticamente onde as avaliações foram essencialmente negativas.
Se existe terreno onde os grandes estudios com os seus meios quase interminaveis dominam sem qualquer tipo de duvida, esse terreno sao os filmes de aventura e a capacidade dos mesmos serem muito rentaveis, dai que se questione sempre como e que um estudio pequeno mesmo que recheados de apoio pode arriscar num terreno tão complicado como este. Pois bem depois de ver o filme é obvio que o risco correu mal, acima de tudo porque o filme ainda para mais passado em tempo de epoca nunca consegue ser intrigante do ponto de vista narrativo, nunca consegue criar uma historia interessante, ou mesmo no minimo uma personagem central carismatica.
Tudo isto falha e quando encontramos o filme o que observamos e uma tentativa de uma historia de aventuras com os papeis bem definidos de bons e maus, com um pequeno misterio que precorre todo o filme se bem que este nunca lhe da grande importancia, o que nos parece uma ma escolha ja que o mesmo poderia resultar bem na concretização do filme, pelo menos como forma de deixar o espetador mais atento.
A isto tudo une-se uma produção de baixo orçamento sem capacidade para dar ao filme um estilo visual proprio nem tao pouco capaz de usar alguns meios mais evoluidos que poderiam fazer o filme sentir-se pelo menos um bocadinho mais grande pois parece que o seu final aberto deixou a prespectiva de sucesso ao filme pelo menos para lhe dar um seguimento de segundo os resultados actuais devera estar fora de planos.
A historia fala de um jovem, que ve os seus pais e irmão raptado, ai junta-se a um curioso historiador e tenta encontrar o enigma por detrás de um dono de um hotel que podera estar relacionado com a caixa de midas, nada mais nada menos do que uma arma que quem a tiver podera governar o mundo.
O argumento é obvio, pouco creativo e pouco envolvente, no seu seguimento mesmo na tentativa de cruzar um simples filme de açao com a mitologia do rei midas, mas o filme tem muito pouco, em termos de intensidade de ação ou mesmo sentimental bem como em termos de dialogos e personagens e bastante pobre.
A realização num filme como este tem de se destacar com algum estilo visual ao filme, o que acaba por nunca acontecer, temos uma realização pouco imponente silenciosa o que num registo de acção é sempre negativo.
Em termos de cast muito pouco a destacar, um jovem actor sem grande carisma para heroi de acção, Sam Neil longe do registo que o tornou conhecido como um simples e vago vilão pouco auxiliado por Hadley, e Sheen um pouco perdido na carreira que mesmo assim consegue os melhores momentos de interpretação do filme

O melhor - As produtoras pequenas arriscarem em filmes de acção

O Pior - A experiencia não ter resultado

Avaliação - D+

The truth about Emanuel

Todos os anos principalmente no inicio de cada ano, surgem em pequenos cinemas alguns filmes que preencheram alguns festivais, tendo passado ao lado dos mesmos sem o sucesso dos vencedores. Assim vamos um bocadinho às "borras" (sic) salve a expressão do que se passou nos festivais que ao longo do ano preencheram as expectativas dos amantes do cinema. Um desses filmes foi esta Verdade sobre Emanuel, que pouco conquistou em termos criticos com avaliações essencialmente negativas e pouca força nos festivais que entrou e que por isso claudicou por completo qualquer ambição comercial que podesse ter tido.
Sobre o filme podemos dizer que é dificil um filme sobre a tematica da morte resultar, principalmente quando em termos de argumento e realização temos alguem ainda inexperiente por estas andanças da 7ª arte, dai que essa inexperiencia seja de imediato observada na dificuldade de completar a realidade do filme com a profundidade sentimental e imaginaria da protagonista, neste ponto parece que este balanço e equilibrio nunca é realmente conseguido, passando um pouco ao lado daquilo que o espectador segue no filme.
Mas se este ponto faz com que o filme na sua essencia perca alguns pontos vitais, existem outros em que o filme funciona, desde logo na facilidade com que cria a diferença e o caracter da personagem central, a força central do filme, bem interpretada e caracterizada, sendo que quando tudo roda em seu torno o filme funciona. Pena é que esta força da personagem conduza muitas vezes a cruzamentos excessivos que faz com que o filme principalmente na sua conclusão não consiga ser eficaz, ficando sempre a ideia de que lhe falta a capacidade de ser abrangente e acima de tudo um filme para todos.
Assim estamos perante um filme ambiguo com bons momentos, principalmente no dialogos entre casais e na facilidade/estranheza do mesmo, mas noutros pontos o filme parece criar demasiados conflitos e pontos de cruzamento que acabam por nada resultar e quando assim é o filme precisa obviamente não so de mais tempo mas como de mais arte.
O filme segue uma jovem traumatizada pelo facto do seu nascimento ter resultado na morte da sua mãe, que vive uma vida de pensamento isolado, até que é contratada para babysitter de uma vizinha do lado, que acaba por descobrir não ser mais do que uma boneca, aqui acaba por criar uma relação de proximidade com base na perda com a suposta progenitora da dita criança.
O argumento e arrojado, consegue com alguma creatividade ter bons momentos, principalmente boas ideias, que nem sempre se mostram eficazes ou resultam na sua concretização com excepção da boa criaçao da personagem central.
EM termos de realização temos muito pouco não e um filme de risco, não e um filme ambicioso neste particular e isso resulta numa realização cinzenta pouco apelativa que nada enriquece o filme.
Em termos de cast Scadelário tem um bom papel, e tem o filme completamente preso à sua personagem uma actriz que ate ao momento teve pouco destaque mas que neste filme demonstra ter capacidade para mais, bem suportado por um sempre coerente Molina e por uma menos intensa mas funcional Biel

O melhor - A personagem e a interpretação de Emanuel/Scadelario

O pior - Nem sempre as melhores ideias serem traduzidas num bom filme.

AValiação - C

Friday, January 17, 2014

Open Grave

O cinema de terror tem nos ultimos anos vivido grandes crises de ideia, se os argumentos são quase sempre os mesmos, ja no que diz respeito as formas de filmar tem aparecido as mais valias principalmente no que diz respeito a uma forma propria de filmar. Para este inicio do ano surgiu este pequeno filme, apostado em algum suspense psicologico, muito num genero de todal desconhecimento que foi muito usado uma decada atras. Mas os resultados nao foram brilhantes a alguma negação critica, assinalavel com avaliações muito negativas surgiu um valor comercial quase inexistente de um filme pequeno com pouca expansão.
Sobre o filme podemos dizer que em termos de entertenimento esta formula quase sempre resulta ou seja o mecanismo de desde logo nada dar a conhecer ao espetador e depois ir dando aos poucos aquilo que realmente aconteceu pode não ser original mas acaba por ser minimamente conseguido na capacidade de agarrar o espetador e nisto o filme consegue o seu objectivo.
A este ponto funcional mais que positivo tem uma crueza e uma violencia que tambem funciona principalmente pela quantidade de mortes e uma vala comum incrivel que torna o filme visualmente aterrador o que acaba por ser uma imagem de marca e um objectivo concreto do filme. Outro ponto interessante e a capacidade do argumento jogar com o espectador dando-lhe sempre a direção que quer dar, se bem que com a sua premissa inicial de nenhuma personagem se lembrar de nada este ponto nao e dos mais dificeis ou mesmo exigentes do filme.
Como lado mais negativo o facto de ja termos vistos filmes muito semelhantes alguns mesmos mais densos em termos de argumento e personagens mas concretamente filmes maiores e com outro tipo de ambição. Para os objectivos propostos parece que o filme funciona e uma mais valia em termos de um cinema facil, e visualmente trabalhjado.
A historia fala de um conjunto de pessoas que se encontra juntos num espaço longuinquo e que de repente tenta perceber qual a real pessoa que esta ao seu lado, contudo começam a ser perceguidos por prisioneiros que podem mesmo ter sido conduzidos para la por um deles.
O argumento pese embora nao seja dificil ou original, e um argumento que tem em si o peso todo do filme, mesmo sem ser espetacular no essencial funciona que e na capacidade de conduzir o filme pelos seus trilhos bem definidos com pouca preocupaçao em dialogos ou mesmo personagens muito abrangentes.
GALLEGO ja tinha tentado um cinema estranho e misterioso em Apollo 18 aqui num filme com mais meios consegue menos sucesso mas consegue algum horror com imagens interessantes, denota estudo, algum estilo proprio que o pode conduzir a uma carreira propria no cinema.
Em termos de cast Copley e um exclente actor ja o demonstrou principalmente em Distrito 9 aqui tem uma prestação e um nivel de exigencia bem mais modesta, não podemos dizer que nao funciona mas tambem nao e por este registo que conseguira o sucesso que merece, se bem que o filme e inteiramente seu.

O melhor - Ser eficaz na condução do espectador pelos seus proprios caminhos

O pior - A originalidade nem sempre estar presente

Avaliação - C+

Wednesday, January 15, 2014

Austenland

Existe pequenos filmes curiosos que chamam a atenção pelo seu objectivo pouco usual, e um desses filmes que teve a luz do dia no presente ano, foi este filme inspirado na transposição do mundo de Jane Austen para os nossos dias. E se a ideia parece um pouco sem sentido e o valor critico do filme não foi propriamente elevado com avaliações essencialmente indiferentes e com surpresa que o filme ultrapassou a barreira de 1 milhao de dolares de lucro para um filme sem grandes interpretes ou mesmo ambiçoes e com estreia reduzida, o certo e que o filme conseguiu este ponto duplicando esta mesma fronteira.
Sobre o filme podemos dizer que assim com a propria logica e base do filme, a sua concretização e na maior parte do tempo absurda, no exagero, na perda de contacto obvia com a realidade o que faz com que as tentativas de humor nunca seja mais do que isso ja que tudo soa a estranho e absurdo desde o primeiro minuto desde o momento em que conhecemos a personagem central e sabemos que a vamos seguir ate ao fim do filme.
A primeira metade do filme chega mesmo a ser algo intrigante no objectivo que o filme tem, contudo com o decorrer do mesmo a estranheza deixa de existir sendo mais um filme sob a forma de comedia romantica disfarçada com um suspense bem mantido se bem que expectavel sobre qual a verdadeira paixao da personagem, mas nem com isto e quando saimos do universo Austen o filme ganha qualquer tipo de graça natural, parecendo sempre um filme romantico sem sabor igual a muitos outros com um principio bem mais estranho.
Por isso pensamos que estamos perante um filme de uma divisao claramente inferior do cinema actual, um filme curto de ambiçoes definidas e pouco corajosas, um filme acima de tudo para entusiastas dos filmes de epoca e com particular destaque dos filmes baseados em livros de Jane Austen ja que em termos de outro publico parece que o filme nunca tem força suficiente para o cativar.
A historia fala de uma viciada em livros de Jane Austen que acaba por gastar as suas economias numa viagem a um parque tematico da autora que lhe dara a possibilidade de viver no mundo dela, aqui começam os relacionamentos tipicos da autora, facto que nunca tinha vivido.
O argumento tem um principio estranho que com a sua caracterização inicial se torna algo absurda e isso faz com que o filme nao conquiste num momento inicial o publico, nem tam pouco surja grande empatia inicial entre a protagonista, por alguma estranheza da mesma. Em termos de graça e valor comico nao podemos dizer que o filme funciona.
Em termos de realização estreia de uma jovem que ja teve participaçao como argumentista noutros filmes podemos dizer que nao observamos risco, marca propria, e um filme simples realizado com simplicidade, e sem grandes objectivos neste ponto.
Por fim em termos de cast podemos dizer que a escolha de Russel encaixa bem no perfil, para um filme facil e intepretação quase em piloto automatico pena e que a personagem seja completamente obsoleta e algo irritante, Coolidge aparece no seu registo habitual com que pauta toda a sua carreira

O melhor - O ultimo terço do filme consegue chamar a si alguma intriga

O pior - Nunca conseguir ser engraçado

Avaliação - C-

Sunday, January 12, 2014

August - Osage Couty


Desde o momento em que este filme foi anunciado, que devido à riqueza do cast muitos o consideraram como um obvio candidato à Awards Season, mesmo que o seu realizador não fosse pródigo em grandes filmes, pelo menos em termos de carreira no grande ecra. Contudo após as primeiras visualizações percebeu-se que o filme poderia entrar em competição em algumas categorias principalmente de interpretações mas em termos de filme parece que o terreno sera mais sinuoso embora possa conseguir a nomeação que parece mais condenada depois do pessimo resultado de bilheteira que o filme obteve.
Sobre o filme podemos começar por dizer que o enredo e novelesco, exclusivo dentro dos conflitos de uma familia num curto espaço fisico que se reune depois da morte, por suicidio do patriarca, e se a premissa desde logo não nos parece o mais criativo e original, a forma como a abordagem é efectuada acaba por ser inovador, pois estamos perante um leque de personagens complexas, com conflitos muito latentes e muito por resolver.
E se a toada novelesca do filme não é original e o filme acaba por ser demasiado escuro para o que poderia ser, e que o torna um pouco estranho o certo é que esta abordagem mais intensa que acaba por melhor funcionar com conflitos que tem sempre o seu epicentro fisico, e este acaba por dar a oportunidade de brilho para as suas interpretes brilharem o que acaba por ser o sinal de destaque do filme.~
Contudo parece-nos claro que estamos perante um filme menor nesta competição aos oscares, uma abordagem que claramente dramatica o filme parece uma montanha russa de altos e baixos não so em termos de sentimentos mas tambem da intensidade do filme, e mesmo qualidade enquanto filme tem estes altos e baixos.
A historia fala de um conjunto de conflitos de uma serie de elementos da mesma familia que se juntam para o funeral de um dos membros, aqui surge uma serie de conflitos discussões que acaba por dar grandes revelações que ira mudar o curso de cada um e das suas relações.
Em termos de argumento podemos dizer que o principio esta longe de ser inovador e original, mas a abordagem acaba por ser pois e claramente um filme dramatico, pesado e de intensidade emocional, com dialogos nem sempre muito criativos mas que explora por completo a intensidade emocional de cada personagem.
Na realização temos um quase estreante na 7º arte, este segundo trabalho de Wells não tem na realização o seu ponto forte, muito pelo contrario, jogo demasiado com os planos escuros e pouco mais, falta arrojo para um filme que naturalmente teria outras ambições.
Por fim em termos de cast temos a mais valia do filme, dominado por completo num duelo de titas entre Streep e Roberts, em duas das melhores interpretações da carreira de ambas e se Streep ja nao surpreende ja que consegue impressionar de filme para filme, naquela que é a melhor actriz de sempre, ao seu lado temos uma Roberts que tem aqui talvez o seu melhor papel, intenso, forte, dificil, e que podera junto com Streep ser valorizado em termos de premios.

O melhor - As interpretações.

O pior - Ser um enredo tipico de telenovela

Avaliação - C+