Sunday, January 19, 2014

Instructions Not Included

Se existiu uma surpresa neste terço final do presente ano, essa suspresa foi este filme escrito, realizado e produzido por um mexicano quase anonimo principalmente em termo globais no mundo do cinema, sem nenhuma figura de proa, mas que conseguiu não so uma grande distribuição do seu filme como arrecadou apenas nos EUA mais de 40 milhoes de dolares, e se o sucesso comercial parece obvio em termos criticos o sucesso não foi tão esclarecedor pese embora tenha reunido maioritariamente avaliações positivas.
Sobre o filme podemos dizer que é daqueles filmes que aproximam facilmente o filme e as personagens do espectador, desde logo por ser uma comedia, um pouco colada em excesso à Vida é Bela de Begnini, um pouquinho mais exagerada numa comedia mais fisica, mas o que é certo é que o coração esta lá bem presente princinpalmente depois da introdução inicial.
E é neste ponto que o filme é rico, na sinceridade e facilidade com que nos da uma relação entre pai e filho, com os erros bem definidos, que no inicio talvez nos coloque em duvidas o valor moral do filme mas que no final tão bem percebemos quando todo o filme nos dirige para um registo bem diferente. E é nesse quase absurdo que rapidamente nos torna tão sincero que reside o grande coração do filme, e por isso o grande valor do mesmo.
Claro que tem pontos que poderiam ser melhor trabalhados a luta pela custodia da menor, mesmo a relação entre os progenitores, mas para isso o filme teria de ter uma duração mais longa o que o poderia tornar ligeiramente mais aborrecido, esta aposta acaba por jogar pelo seguro, pese embora nos parece que uma densidade maior nestes pontos poderia ter catalputado o filme para outro valor.
Mesmo assim estamos perante um bom filme, com coração, sinceridade emocional, a espaços alguma graça numa montanha russa de emoções que muitas vezes o cinema sincero sem objectivos nos tras, a continuar a escrever assim devemos estar atentos ao trajecto em toda a linha de Derbez
A historia fala de um bom vivant que a determinada altura recebe um noticia que não esperava ou seja que foi pai, sendo que a menor lhe e entregue enquanto a mãe desaparece, ao longo de sete anos com todas as dificuldades inerentes acaba por criar e dar educação à menor criando com esta uma relação muito especial, nesse momento volta a aparecer a progenitora para uma disputa.
O argumento não tem na sua base uma originalidade obvia, contudo consegue-o ser onde é mais dificil ser na sua execução e principalmente na forma com que consegue fazer funcionar o grande sentimentalismo do filme, que o transfere para o melhor nivel de um argumento com coração.
A realização não e fabulosa, numa historia com tanto coração o filme poderia ter melhores arranjos em termos de cenarios e mesmo em termos esteticos, contudo parece-nos que com isso o argumento não seria tão puro, mas parece uma aresta a limar.
Em termos de cast Derbez tem um papel emocionalmente interessante embora me pareça nao ser um actor de primeira linha, mas da pelo menor o coração ao filme, melhor a jovem Loreto Peralta, que parece claramente ser uma boa promessa num filme onde durante muito tempo é ela que o domina.

O melhor - O coração do filme

O pior - No inicio ser um pouquinho "aparvalhado"

Avaliação - B

Saturday, January 18, 2014

The Adventurer: The Curse of Midas Box

É conhecido a predileção de hollywood por criar novos herois, ou seja a sua capacidade de gerenciar dinheiro com herois, capazes de conseguiu um franchising repleto de filmes. que consiga amealhar uma quantia significativa de dinheiro. Este ano, e de um pequeno estudio e de um realizador ainda menos conhecido surgiu este filme, primeiro lançado na internet e depois no cinema, mas os resultados foram pessimos desde logo em termos comerciais onde os poucos cinemas que estreou estiveram praticamente as moscas e tambem criticamente onde as avaliações foram essencialmente negativas.
Se existe terreno onde os grandes estudios com os seus meios quase interminaveis dominam sem qualquer tipo de duvida, esse terreno sao os filmes de aventura e a capacidade dos mesmos serem muito rentaveis, dai que se questione sempre como e que um estudio pequeno mesmo que recheados de apoio pode arriscar num terreno tão complicado como este. Pois bem depois de ver o filme é obvio que o risco correu mal, acima de tudo porque o filme ainda para mais passado em tempo de epoca nunca consegue ser intrigante do ponto de vista narrativo, nunca consegue criar uma historia interessante, ou mesmo no minimo uma personagem central carismatica.
Tudo isto falha e quando encontramos o filme o que observamos e uma tentativa de uma historia de aventuras com os papeis bem definidos de bons e maus, com um pequeno misterio que precorre todo o filme se bem que este nunca lhe da grande importancia, o que nos parece uma ma escolha ja que o mesmo poderia resultar bem na concretização do filme, pelo menos como forma de deixar o espetador mais atento.
A isto tudo une-se uma produção de baixo orçamento sem capacidade para dar ao filme um estilo visual proprio nem tao pouco capaz de usar alguns meios mais evoluidos que poderiam fazer o filme sentir-se pelo menos um bocadinho mais grande pois parece que o seu final aberto deixou a prespectiva de sucesso ao filme pelo menos para lhe dar um seguimento de segundo os resultados actuais devera estar fora de planos.
A historia fala de um jovem, que ve os seus pais e irmão raptado, ai junta-se a um curioso historiador e tenta encontrar o enigma por detrás de um dono de um hotel que podera estar relacionado com a caixa de midas, nada mais nada menos do que uma arma que quem a tiver podera governar o mundo.
O argumento é obvio, pouco creativo e pouco envolvente, no seu seguimento mesmo na tentativa de cruzar um simples filme de açao com a mitologia do rei midas, mas o filme tem muito pouco, em termos de intensidade de ação ou mesmo sentimental bem como em termos de dialogos e personagens e bastante pobre.
A realização num filme como este tem de se destacar com algum estilo visual ao filme, o que acaba por nunca acontecer, temos uma realização pouco imponente silenciosa o que num registo de acção é sempre negativo.
Em termos de cast muito pouco a destacar, um jovem actor sem grande carisma para heroi de acção, Sam Neil longe do registo que o tornou conhecido como um simples e vago vilão pouco auxiliado por Hadley, e Sheen um pouco perdido na carreira que mesmo assim consegue os melhores momentos de interpretação do filme

O melhor - As produtoras pequenas arriscarem em filmes de acção

O Pior - A experiencia não ter resultado

Avaliação - D+

The truth about Emanuel

Todos os anos principalmente no inicio de cada ano, surgem em pequenos cinemas alguns filmes que preencheram alguns festivais, tendo passado ao lado dos mesmos sem o sucesso dos vencedores. Assim vamos um bocadinho às "borras" (sic) salve a expressão do que se passou nos festivais que ao longo do ano preencheram as expectativas dos amantes do cinema. Um desses filmes foi esta Verdade sobre Emanuel, que pouco conquistou em termos criticos com avaliações essencialmente negativas e pouca força nos festivais que entrou e que por isso claudicou por completo qualquer ambição comercial que podesse ter tido.
Sobre o filme podemos dizer que é dificil um filme sobre a tematica da morte resultar, principalmente quando em termos de argumento e realização temos alguem ainda inexperiente por estas andanças da 7ª arte, dai que essa inexperiencia seja de imediato observada na dificuldade de completar a realidade do filme com a profundidade sentimental e imaginaria da protagonista, neste ponto parece que este balanço e equilibrio nunca é realmente conseguido, passando um pouco ao lado daquilo que o espectador segue no filme.
Mas se este ponto faz com que o filme na sua essencia perca alguns pontos vitais, existem outros em que o filme funciona, desde logo na facilidade com que cria a diferença e o caracter da personagem central, a força central do filme, bem interpretada e caracterizada, sendo que quando tudo roda em seu torno o filme funciona. Pena é que esta força da personagem conduza muitas vezes a cruzamentos excessivos que faz com que o filme principalmente na sua conclusão não consiga ser eficaz, ficando sempre a ideia de que lhe falta a capacidade de ser abrangente e acima de tudo um filme para todos.
Assim estamos perante um filme ambiguo com bons momentos, principalmente no dialogos entre casais e na facilidade/estranheza do mesmo, mas noutros pontos o filme parece criar demasiados conflitos e pontos de cruzamento que acabam por nada resultar e quando assim é o filme precisa obviamente não so de mais tempo mas como de mais arte.
O filme segue uma jovem traumatizada pelo facto do seu nascimento ter resultado na morte da sua mãe, que vive uma vida de pensamento isolado, até que é contratada para babysitter de uma vizinha do lado, que acaba por descobrir não ser mais do que uma boneca, aqui acaba por criar uma relação de proximidade com base na perda com a suposta progenitora da dita criança.
O argumento e arrojado, consegue com alguma creatividade ter bons momentos, principalmente boas ideias, que nem sempre se mostram eficazes ou resultam na sua concretização com excepção da boa criaçao da personagem central.
EM termos de realização temos muito pouco não e um filme de risco, não e um filme ambicioso neste particular e isso resulta numa realização cinzenta pouco apelativa que nada enriquece o filme.
Em termos de cast Scadelário tem um bom papel, e tem o filme completamente preso à sua personagem uma actriz que ate ao momento teve pouco destaque mas que neste filme demonstra ter capacidade para mais, bem suportado por um sempre coerente Molina e por uma menos intensa mas funcional Biel

O melhor - A personagem e a interpretação de Emanuel/Scadelario

O pior - Nem sempre as melhores ideias serem traduzidas num bom filme.

AValiação - C

Friday, January 17, 2014

Open Grave

O cinema de terror tem nos ultimos anos vivido grandes crises de ideia, se os argumentos são quase sempre os mesmos, ja no que diz respeito as formas de filmar tem aparecido as mais valias principalmente no que diz respeito a uma forma propria de filmar. Para este inicio do ano surgiu este pequeno filme, apostado em algum suspense psicologico, muito num genero de todal desconhecimento que foi muito usado uma decada atras. Mas os resultados nao foram brilhantes a alguma negação critica, assinalavel com avaliações muito negativas surgiu um valor comercial quase inexistente de um filme pequeno com pouca expansão.
Sobre o filme podemos dizer que em termos de entertenimento esta formula quase sempre resulta ou seja o mecanismo de desde logo nada dar a conhecer ao espetador e depois ir dando aos poucos aquilo que realmente aconteceu pode não ser original mas acaba por ser minimamente conseguido na capacidade de agarrar o espetador e nisto o filme consegue o seu objectivo.
A este ponto funcional mais que positivo tem uma crueza e uma violencia que tambem funciona principalmente pela quantidade de mortes e uma vala comum incrivel que torna o filme visualmente aterrador o que acaba por ser uma imagem de marca e um objectivo concreto do filme. Outro ponto interessante e a capacidade do argumento jogar com o espectador dando-lhe sempre a direção que quer dar, se bem que com a sua premissa inicial de nenhuma personagem se lembrar de nada este ponto nao e dos mais dificeis ou mesmo exigentes do filme.
Como lado mais negativo o facto de ja termos vistos filmes muito semelhantes alguns mesmos mais densos em termos de argumento e personagens mas concretamente filmes maiores e com outro tipo de ambição. Para os objectivos propostos parece que o filme funciona e uma mais valia em termos de um cinema facil, e visualmente trabalhjado.
A historia fala de um conjunto de pessoas que se encontra juntos num espaço longuinquo e que de repente tenta perceber qual a real pessoa que esta ao seu lado, contudo começam a ser perceguidos por prisioneiros que podem mesmo ter sido conduzidos para la por um deles.
O argumento pese embora nao seja dificil ou original, e um argumento que tem em si o peso todo do filme, mesmo sem ser espetacular no essencial funciona que e na capacidade de conduzir o filme pelos seus trilhos bem definidos com pouca preocupaçao em dialogos ou mesmo personagens muito abrangentes.
GALLEGO ja tinha tentado um cinema estranho e misterioso em Apollo 18 aqui num filme com mais meios consegue menos sucesso mas consegue algum horror com imagens interessantes, denota estudo, algum estilo proprio que o pode conduzir a uma carreira propria no cinema.
Em termos de cast Copley e um exclente actor ja o demonstrou principalmente em Distrito 9 aqui tem uma prestação e um nivel de exigencia bem mais modesta, não podemos dizer que nao funciona mas tambem nao e por este registo que conseguira o sucesso que merece, se bem que o filme e inteiramente seu.

O melhor - Ser eficaz na condução do espectador pelos seus proprios caminhos

O pior - A originalidade nem sempre estar presente

Avaliação - C+

Wednesday, January 15, 2014

Austenland

Existe pequenos filmes curiosos que chamam a atenção pelo seu objectivo pouco usual, e um desses filmes que teve a luz do dia no presente ano, foi este filme inspirado na transposição do mundo de Jane Austen para os nossos dias. E se a ideia parece um pouco sem sentido e o valor critico do filme não foi propriamente elevado com avaliações essencialmente indiferentes e com surpresa que o filme ultrapassou a barreira de 1 milhao de dolares de lucro para um filme sem grandes interpretes ou mesmo ambiçoes e com estreia reduzida, o certo e que o filme conseguiu este ponto duplicando esta mesma fronteira.
Sobre o filme podemos dizer que assim com a propria logica e base do filme, a sua concretização e na maior parte do tempo absurda, no exagero, na perda de contacto obvia com a realidade o que faz com que as tentativas de humor nunca seja mais do que isso ja que tudo soa a estranho e absurdo desde o primeiro minuto desde o momento em que conhecemos a personagem central e sabemos que a vamos seguir ate ao fim do filme.
A primeira metade do filme chega mesmo a ser algo intrigante no objectivo que o filme tem, contudo com o decorrer do mesmo a estranheza deixa de existir sendo mais um filme sob a forma de comedia romantica disfarçada com um suspense bem mantido se bem que expectavel sobre qual a verdadeira paixao da personagem, mas nem com isto e quando saimos do universo Austen o filme ganha qualquer tipo de graça natural, parecendo sempre um filme romantico sem sabor igual a muitos outros com um principio bem mais estranho.
Por isso pensamos que estamos perante um filme de uma divisao claramente inferior do cinema actual, um filme curto de ambiçoes definidas e pouco corajosas, um filme acima de tudo para entusiastas dos filmes de epoca e com particular destaque dos filmes baseados em livros de Jane Austen ja que em termos de outro publico parece que o filme nunca tem força suficiente para o cativar.
A historia fala de uma viciada em livros de Jane Austen que acaba por gastar as suas economias numa viagem a um parque tematico da autora que lhe dara a possibilidade de viver no mundo dela, aqui começam os relacionamentos tipicos da autora, facto que nunca tinha vivido.
O argumento tem um principio estranho que com a sua caracterização inicial se torna algo absurda e isso faz com que o filme nao conquiste num momento inicial o publico, nem tam pouco surja grande empatia inicial entre a protagonista, por alguma estranheza da mesma. Em termos de graça e valor comico nao podemos dizer que o filme funciona.
Em termos de realização estreia de uma jovem que ja teve participaçao como argumentista noutros filmes podemos dizer que nao observamos risco, marca propria, e um filme simples realizado com simplicidade, e sem grandes objectivos neste ponto.
Por fim em termos de cast podemos dizer que a escolha de Russel encaixa bem no perfil, para um filme facil e intepretação quase em piloto automatico pena e que a personagem seja completamente obsoleta e algo irritante, Coolidge aparece no seu registo habitual com que pauta toda a sua carreira

O melhor - O ultimo terço do filme consegue chamar a si alguma intriga

O pior - Nunca conseguir ser engraçado

Avaliação - C-

Sunday, January 12, 2014

August - Osage Couty


Desde o momento em que este filme foi anunciado, que devido à riqueza do cast muitos o consideraram como um obvio candidato à Awards Season, mesmo que o seu realizador não fosse pródigo em grandes filmes, pelo menos em termos de carreira no grande ecra. Contudo após as primeiras visualizações percebeu-se que o filme poderia entrar em competição em algumas categorias principalmente de interpretações mas em termos de filme parece que o terreno sera mais sinuoso embora possa conseguir a nomeação que parece mais condenada depois do pessimo resultado de bilheteira que o filme obteve.
Sobre o filme podemos começar por dizer que o enredo e novelesco, exclusivo dentro dos conflitos de uma familia num curto espaço fisico que se reune depois da morte, por suicidio do patriarca, e se a premissa desde logo não nos parece o mais criativo e original, a forma como a abordagem é efectuada acaba por ser inovador, pois estamos perante um leque de personagens complexas, com conflitos muito latentes e muito por resolver.
E se a toada novelesca do filme não é original e o filme acaba por ser demasiado escuro para o que poderia ser, e que o torna um pouco estranho o certo é que esta abordagem mais intensa que acaba por melhor funcionar com conflitos que tem sempre o seu epicentro fisico, e este acaba por dar a oportunidade de brilho para as suas interpretes brilharem o que acaba por ser o sinal de destaque do filme.~
Contudo parece-nos claro que estamos perante um filme menor nesta competição aos oscares, uma abordagem que claramente dramatica o filme parece uma montanha russa de altos e baixos não so em termos de sentimentos mas tambem da intensidade do filme, e mesmo qualidade enquanto filme tem estes altos e baixos.
A historia fala de um conjunto de conflitos de uma serie de elementos da mesma familia que se juntam para o funeral de um dos membros, aqui surge uma serie de conflitos discussões que acaba por dar grandes revelações que ira mudar o curso de cada um e das suas relações.
Em termos de argumento podemos dizer que o principio esta longe de ser inovador e original, mas a abordagem acaba por ser pois e claramente um filme dramatico, pesado e de intensidade emocional, com dialogos nem sempre muito criativos mas que explora por completo a intensidade emocional de cada personagem.
Na realização temos um quase estreante na 7º arte, este segundo trabalho de Wells não tem na realização o seu ponto forte, muito pelo contrario, jogo demasiado com os planos escuros e pouco mais, falta arrojo para um filme que naturalmente teria outras ambições.
Por fim em termos de cast temos a mais valia do filme, dominado por completo num duelo de titas entre Streep e Roberts, em duas das melhores interpretações da carreira de ambas e se Streep ja nao surpreende ja que consegue impressionar de filme para filme, naquela que é a melhor actriz de sempre, ao seu lado temos uma Roberts que tem aqui talvez o seu melhor papel, intenso, forte, dificil, e que podera junto com Streep ser valorizado em termos de premios.

O melhor - As interpretações.

O pior - Ser um enredo tipico de telenovela

Avaliação - C+

A.C.O.D

AO longo do ano, em termos de comedia, existe sempre uma panoplia de filmes menos conhecidos de novos realizadores normalmente oriundos na escrita que vem a luz do dia, e ao qual se associam alguns actores minimamente conhecidos. Um desses filmes foi este ACOD, sobre o divorcio e a forma com que este facto pode resultar no desenvolvimento de um adulto. O resultado foi totalmente decepcionante desde logo em termos criticos onde foi avaliado com uma mediania indiferenciada e isso resultou num resultado comercial quase irrisorio.
Quando se tenta fazer comedia sobre um assunto actual e serio, temos de saber abordar o assunto e acima de tudo facilmente abordar o genero de filme que queremos ter, com o perigo de chegarmos ao filme sem saber realmente o que ele é. E este e o grande problema do filme, por um lado nunca debruça o assunto de uma forma propria, tenta sempre ser discreto na forma como o faz, e por outro lado nunca e uma verdadeira comedia com a preocupação de ter graça.
Por este facto estamos perante um filme pouco interessante que na maior parte da sua duração não consegue ser engraçado e nem curioso, e mesmo alguns detalhes vocacionados para esta vertente acabam por raramente funcionar, sendo que o filme acaba por ser ao longo da sua duração um conjunto com muitos poucos objectos de interesse.
E é pena que o filme assim seja ja que nos parece que conduzido de uma forma mais seria e com um argumento mais capaz poderia ter sumo para um filme com um resultado completamente diferente, mas o certo é que os filmes valem por aquilo que são e não por aquilo que poderia ser.
A historia fala de um jovem empresario de restauração de sucesso, que devido ao casamento do seu irmão mais novo, tem de tentar juntar os seus pais, divorciados e em conflito permanente desde sempre, contudo rapidamente a uniao fica mais proxima do que ele realmente queria, entrando num conflito interno tipico da sua vivencia.
O argumento tem uma boa premissa inicial, ou seja durante grande parte da introdução o fillme da um bom prenuncio mas depois não evolui e aqui a pobreza das personagens na generalidade e o pouco arrojo dos dialogos e o factos fundamental.
Em termos de realizaçao a cargo de um estreante, tempos pouco ou memso nenhum risco, temos um filme demasiado focado em objectivos de argumento e nunca um objecto artistico, nao sera por este filme que o realizador conseguira a fama.
Em termos de cast Adam Scott e um actor que procura o salto para o primeiro plano contudo parece que o objectivo aqui seria este mas como todo o filme não funciona, falta carisma e graça natural e isso não se compra, de referir que os unicos bons momentos vem dos veteranod O Hara e Jenkins e o secundarissimo papel de ALba num momento pessimo da sua carreira

O melhor - O tema actual

O pior - O filme nunca funcionar em nenhuma das suas vertentes


Avaliação - C-

Jackass Presents: Bad Grandpa

Existe obviamente um imperio criado por um grupo de jovens com um grande gosto pela adrenalina e pela dor, chamado Jackass que iniciaram num programa do MTV mas que agora e quase uma empresa em diversas formas de entertenimento com o cinema no topo das prioridades. Este ano e com um registo completamente diferente surgiu um novo filme, contudo os resultados voltaram a ser positivos desde logo em termos criticos onde conseguiu avaliações misturadas que e sempre bom para um registo como este, e mesmo comercialmente conseguiu continuar o imperio que os primeiros filmes ja tinham conseguido.
Sobre o filme podemos dizer que o registo é alterado, desta vez temos um fio condutor que une cada um dos segmentos no estilo proprio do Jackass, e aqui temos a mais valia do filme, a ideia, a originalidade, a creatividade e acima de tudo isto tudo misturado num filme diferente que consegue num ritmo interessante ter o seu objectivo cumprido ou seja provocar gargalhadas sem fim no espetador.
E isto tudo sem perder o estilo proprio de Jackass em todas as situações é um filme com todo o humor do grupo que muitas vezes e criticado mas tem como vantagem ser ao mesmo tempo um filme com algum coração, mesmo que este tenha pouco destaque comparado com o tempo que é gasto com as tipicas idiotices, mas isto acaba por ser o ponto que mais funciona no filme, ou seja fazer o registo funcionar num registo diferente mas com o melhor do estilo natural.
Como lado negativo temos sempre um filme com um fio condutor reduzido, e isto facilita o filme, ou seja em termos de argumento o filme é limitado mas o seu objectivo e mesmo esse, e isso pode tornar o filme algo facil, mas o que é certo e que nao poderiamos nunca esperar aqui um filme rico, mas um filme limitado com um objectivo directo e que o cumpre.
 O filme segue as situações tipo apanhados que sempre foram tradicionais em Jackass contudo ao mesmo tempo temos a continuação das duas personagens centrais numa road trip, neste caso um avo e um neto muito particulares.
O filme tem um argumento reduzido ou seja basicamente um conjunto de situações criadas e montadas e depois o estilo Knoxville e um numero de pessoas apanhadas, e aqui temos de registar um estilo mais racional da forma como acaba por ser tudo montado comparado com o estilo que Jackass tinha seguido.
A realização e dificil principalmente pela dinamica de camaras ocultas necessárias e nisto o filme é prodigo visto tratar-se de alguem com muita experiencia no registo. Não é facil avalias a sua qualidade mas a sua funcionalidade está presente.
Em termos de cast penso que as personagens tem de ser simples, Knoxville e isto é o improviso, e a lição estudada e é bem acompanhado pelo jovem seguidor que terá certamente futuro como Jackass.

O melhor - A capacidade de juntar todas as sequencias num filme so

O pior - Pode-se não gostar do estilo, sempre exagerado


Avaliação - B

The Wolf of Wall Street

Quando Marty anuncia que vai mudar substancialmente de genero, muitas são as duvidas da capacidade deste veterano realizador conseguir integrar o seu cinema num genero como comedia, depois de ja o ter feito nos filmes para mais pequenos. Contudo apos as primeires visualizações, percebeu-se que o genio estava novamente presente com uma recepção critica de eleição, com muita polemica à mistura como é habito nos seus filmes, o resultado parece contudo ter colocado um filme tão politicamente incorrecto na corrida aos oscares potenciado por mais um sucesso de bilheteira cada vez mais usual na carreira do realizador principalmente desde a sua união a Leonardo DiCaprio.
Sobre o filme desde logo podemos dizer que as tres horas passam a correr, e isto porque a todos os niveis estamos perante uma obra prima de eleição do cinema, pelo risco, pela ambiçao de fazer um filme diferente, uma satira social como poucos arriscaram e mais que isso não ter limitações morais, o filme é um carrossel de loucura, um festim histerico de tudo o que a mente humana pode imaginar, num recheado emaranhado de excelentes interpretaçoes realização e argumento que o fazem facilmente num dos melhores filmes do ano, se não mesmo o melhor.
E para isto funciona o espirito do filme mais que isso é um filme descontraido, ligeiro, com uma crueldade e obescinidade peramente mas isso é o que tem de cativante o filme, o exagero declarado funciona unicamente como satira e mais que isso a formula de conseguir que um filme seja obra prima em todas as suas componentes esta apenas ao alcance de alguns e Scrocese e um deles.
Pode-se discutir as valencias morais do filme, aqui estiveram as maiores criticas do filme, mas quando a satira existe, e quando o cunho de autor esta presente podemos dizer que nem sempre se pode contar boas historias que de maus exemplos rezam a historia e aqui temos um desses casos, numa das melhores tres horas de cinema dos ultimos anos, muitos queixam-se do excesso de tempo eu ficaria mais duas.
A historia fala de um jovem ambicioso que se inicia em Wall Street e vai ganhando a pulso a sua empresa, que acaba por se tornar numa autentica maquina de fazer dinheiro, perante isto vamos seguir as extravagancias e estilo desde empresário num carrossel de esbanjar dinheiro.
O argumento e de excelencia na forma como conjuga cada conversa com uma satira e ironia impressionante, na forma como da uma vida a cada personagem principalmente a central e mais que isso como consegue dar ritmo a mais de tres horas de filme, impressionante.
Elogiar Marty pode ser redutor, mas nada mais se pode fazer a um realizador que consegue ser unico e dos melhores em tudo que toque, em genero que seja consegue sentir-se confortavel e mais que isso consegue demonstrar que em qualquer genero e sempre dos melhores, aqui mais uma vez num filme actual, mostra estarmos perante um dos, senão o melhor realizador da historia do cinema.
Por fim em termos de cast num momento em que se fala de nomeaçoes para os oscares, temos neste filme a fasquia colocada no topo, Leonardo Di Caprio ja em outras ocasioes, vitima de injustiça da academia, tem aqui um papel de excelencia, de grau de dificuldade maxima, que acaba por colocar num nivel superior, o filme é dele, e exige tudo ao maximo que se pode exigir a um actor e ele sai com nota maxima, se existir justiça a nomeaçao e garantida, provavelmente o pudor tradicional de hollywood não lhe dará o oscar o que sera pelo segundo ano consecutivo a maior das injustição. Pouco espaço para secundarios, Hill tem bons momentos, Reiner também, mas o filme é Di Caprio.

O melhor - Como fazer uma obra prima ser pensar no tempo ou mesmo no correcto

O pior - Pode-se discutir o imperativo moral, mas ninguém é Deus.


Avaliação - A

Friday, January 10, 2014

The Hobbit: Desolation of Smaug

Quando terminou a triologia de senhor dos aneis, que desde logo começou a ser badalada a adaptação do livro Hobbit ao cinema, alguns anos volvidos foi conhecido que para alem de um filme existiria mais uma triologia com o mesmo ambiente dos mesmos produtores e do mesmo realizador da saga de sucesso. POis bem depois de um primeiro filme que teve longe em todos os registos da primeira triade, eis que surge um segundo episodio, com melhores resultados criticos, a recepçao critica foi melhor do que o primeiro filme e comercialmente pese embora algo longe de Senhor dos Aneis mais uma vez os resultados são por si so consistentes.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante um filme que segue os passos do primeiro filme, num claro registo bem inferior ao epico que foi o senhor dos aneis principalmente os dois ultimos filmes, neste registo temos menos mundos, pelo menos de uma forma declarada, temos mais sequencias de acção principalmente a solo, menos humor e mais frases feitas. Dai que do filme surja apenas um registo heroico excessivo e um argumento que esta longe da riqueza contextual da triologia de senhor dos aneis.
E mesmo como filme isolado o filme tem alguns lapsos pese embora siga naturalmente o primeiro filme, em momento algum consegue se concluir, o seu final aberto demonstra claramente que sera sempre dificil observar este filme como um so, e que talvez um filme mais curto poderia resultar, e que estamos perante uma clara segunda divisão de uma historia extremamente semelhante.
Mas nem so de defeitos vive o filme, em relaçao ao primeiro filme não necessita tanto dos efeitos especiais como um todo e acima de tudo jogo nos cenarios e aqui a construçao de mundos e mais brilhante ou pelo menos novidade relativamente ao primeiro filme, tendo como principal trunfo para alem deste facto a animação de um dragão de nome Smaug.
A historia do filme fala da continuação da ode dos anoes com o hobbit Biilbo tendo em vista salvarem o mundo da escuridão aqui para alem de diversas lutas terão de ultrapassar na montanha onde reside um temivel dragão que pora em causa toda a profecia.
O argumento e de longe o ponto menos forte do filme, parece sempre querer render o peixe com uma historia mais limitada e para aumentar a sua duração resta sequencias de acção longuissimas, e poucos dialogos onde apenas resulta o mantido entre o heroi Bilbo e o vilao Smaug
Em termos de realizaçao Jackson torna-se perfeito na forma como realiza na terra media, e o seu mundo e percebeu.-se com a dificuldade de realizar fora dela, aqui mais uma vez demonstra a mestria que o conduziu ao sucesso desta vez com toda a naturalidade.
Por fim o cast se em temros de interpretações estamos perante um filme pouco exigente, Freeman funciona bem como hobbit, fisicamente e em termos de interpretação global o filme apenas consegue mais evidencia na boa caracterização vocam de Cumberbacht como Smaug, a mais valia do filme.

O melhor - Direcção artistica

O pior - Ser um claro parente pobre de uma outra triologia

Avaliação - C

Enough Said

Existe factos tristes que por vezes conduzem a que um filme que a priori seria silencioso se torna num acontecimento do ano. Após a morte de Gandolfini os amantes do cinema ficaram atentos ao seu ultimo papel, neste romântico Enough Said. Talvez por isso o real valor do filme foi tido em conta com avaliações criticas muito positivas ao qual se juntou um valor critico interessante tendo em conta os objectivos naturais do filme em questão.
Sobre o filme podemos dizer que cada vez é mais difícil fazer uma comedia romântica, por um lado e difícil conseguir juntar um filme que funcione como humor e como comedia, dai que desde logo este filme merecer totalmente o destaque por ser ao mesmo tempo um filme que consegue incuitir o humor de um filme adulto, com o romantismo de um adolescente pese embora o filme seja obviamente um filme de uma fase adulta, consegue definir esta relação com toda a força e inovação de um jovem.
E aqui esta o grande segredo do filme, principalmente na boa contextualização das duas personagens centrais os motores do filme, não so nos seus conflitos mas acima de tudo na forma fácil com que o filme consegue desde cedo aproximar os espetadores das distintas personagens.
Por este ponto e estando claramente num filme romântico com ambições curtas, e centradas na qualidade dos seus diálogos, estamos perante um filme excelente nos seus propósitos com muitas virtudes num dos filmes mais bem escritos do ano, e numa das melhores comedias românticas dos últimos anos, com uma simplicidade e ternura que funciona ao longo de toda a sua duração.
O filme fala-nos de uma mulher de meia idade divoerciada, massagista que tenta retomar a sua vida, começando um relacionamento amoroso platónico por um individuo com um aspecto nem sempre o mais atraente o problema surge quando descobre que o seu namorado não é mais do que o ex marido da sua nova cliente e amiga.
O argumento e rico principalmente em dois aspectos desde logo na definição e dimensionalidade das personagens e na descontração e simplicidade do dialogo entre o casal de protagonistas e neste ponto que o filme tem a sua grande vantagem e oferece o coração e a força a todo o filme.
A realização a cargo de uma quase desconhecida, não é propriamente uma valência de força no filme, mesmo assim serve os interesses particulares do filme, não colocando em causa os seus valores e mais que isso os seus objectivos directos
Em termos de cast temos um filme totalmente dominado pela sua protagonista, Dreyfus e uma estrela num papel que poderia ser fácil que ela faz cresces dotando-a de uma riqueza interpretativa brilhante poderá não ser o papel mais difil do ano, mas a capacidade da actriz transformou uma das melhores criações e interpretações do ano, e isso acaba por retirar algum brilho a também boa despedida de Gandolfini.

O melhor – A interpretação de Dreyfus

O pior – Ser na essência uma comedia romântica de alcance curto


Avaliação – B+

Sunday, January 05, 2014

12 Years Slave

Logo apos as primeiras visualizações que este filme sobre escravidão se tornou automaticamente o alvo a abater na corrida aos oscares a unanimidade critica, a actualidade de um tema que muitos pensaram para sempre ultrapassado, um excelente leque de actores, conduziram a que a critica e meio mundo ficassem rendidos a esta particular historia. Este ponto acabou por empolgar o filme para um consistente percurso de bilheteira, para um filme a priori para minorias tornou-se não so num filme universal mas até ao momento o mais serio candidato aos proximos oscares da academia.
Sobre o filme começo por dizer que tinha curiosidade de ver uma historia com um sentimento convencional realizada por um realizador cru, de personagens dificeis e depois de ver o filme posso dizer que a simbioso ocorre com toque de mestria e esta junção torna o filme mais que um belo filme uma obra de arte na maior parte dos momentos. E se a emoçao do filme esta la, sempre nos olhos da sua personagem central a unica que preocorre todo o filme, a crueldade das imagens e o risco também está, no humor muito negro utilizado, no contexto historico e na exploração dos limites do ser humano. Por isso é discutivel se estamos perante o melhor ou o mais brilhante filme de ano mas provavelmente estamos perante o mais global e indiscutivel filme do ano.
E o interesse e qualidade do filme é transversal a todos os seus pontos, desde logo em termos de argumento riqueza das personagens, elenco, força visual, pensamento das sequencias para estas terem mais peso, todo o trabalho e feito com perfeição e com o sentido de tornar todos os sentimentos que o filme quer dar ao espectador algo ainda mais grandioso e sublinhado, e muitas vezes e esta ambição que torna os filmes bons em obras primas e aqui estamos perante uma delas.
O unico senão do filme, torna-se na forma com que pouco contextualiza a relação chave do filme, ou seja dá pouco enfase à forma como e conseguida a relação que vai ser fulcral para a conclusão da historia, talvez o filme necessitasse e precisasse de mais meia hora e isso poderia tornar o filme mais lento e aborrecido mas com a mestria do restante certamente o filme conseguiria resistir a mais meia hora de bom cinema.
A historia fala de um musico negro livre que acaba por ser enganado e tornar-se escravo sendo privado da liberdado e negociado por diferentes patroes com tratamentos bem distintos que o vai conduzir ao limite minimo da condição humana enquanto ainda sonha pela liberdade que possuia.
O argumento nem sempre e prodigo em creatividade ou seja muitas vezes não é preciso um argumento de primeira linha de originalidade para dar-nos uma obra prima, muitas vezes a competencia em termos de personagens e historia nao exige grandes dialogos e tudo funciona como e o caso.
Steve Mcqueen e um realizador de sentido proprio, que gosta de filmar perto dos actores, e aqui opta novamente por esse registo, apesar de não aperciar este estilo, penso que em tudo o resto e quando sai, o filme tem tudo que uma boa realização deve ter, ou seja um sentido estetico originalidade e jogar com os sentimentos.
Mas o prato forte do filme é o cast desde logo liderado pelo lado mais sobrio de Eijifor que apenas brilha quando a personagem e obrigada a sofrer penso que nem sempre o filme lhe da todo o brilho pois permite brilhos de secundarios, principalmente de Fassebender a grande interpretação do filme, quando entra comanda o filme, tem força e nessa altura obriga Eijifor ao melhor de si para uma batalha de grandes interpretações, de resto apenas algum sublinhado para o sempre interessante Dano.

O melhor - A competencia de um grande filme.

O pior - No fim poderia ser ligeiramente mais denso

Avaliação - A-

Lone Survivor

Quando foi anunciada a data e a tematica deste filme, muitos ficaram  surpreendidos pelo realizador de tipicos filmes de verão Peter Berg ambicionar neste ano intrometer-se na corrida aos oscares com um curioso filme de guerra. Contudo a estreia em cima da data limite fez com que as aperciações do filme resultassem em criticas divergentes entre quem gostasse do filme e do seu realismo e da sua homenagem e daqueles que acharam o filme demasiado proximo da propaganda militar e heroica dos americanos. O certo e que o filme devido a divergencia de opiniao ficou quase fora da corrida principalmente nos principais pontos. Ja comercialmente o filme ainda não teve a sua estreia pelos EUA tendo apenas por uma questao de timming estreado em cinemas selecionados dai que so mais a frente se tera noção do valor comercial deste filme.
Sobre o filme podemos dividir o mesmo em dois pontos distintos, e também com resultados diferentes, se no inicio temos um aborrecido filme de tactica militar, com uma terminologia que demonstra trabalho de casa, mas que satura o espectador pois os acontecimentos ou os objectivos do filme são sucessivamente atrasados e mesmo o salto entre personagens acaba por não dar nada de particular interesse ao filme. Durante este periodo temos muito pouco filme. Na segunda fase temos um ritmado jogo do gato e do rato na luta pela sobrevivencia e aqui o filme ganha e mostra os seus principais trunfos desde logo o realismo com que as sequencias são filmadas e a forma com que consegue por em imagens os limites do sofrimento humano
Aliado a este bom ritmo tem um final mais emocional, mais de homenagem a uma alegada historia verdadeira, contudo nestes casos existe sempre alguma dificuldade em perceber o real detalha historicos dos factos parecendo tambem aqui que possa ter existido algumas alterações para o filme se aproximar emocionalmente do grande publico.
Ou seja estamos perante um filme com alguns pontos positivos que o tornam um competente e directo filme de guerra, exigente, capaz, que mesmo estando longe do brilhantismo dos melhores filmes do genero, e um bom exemplar de uma moda que ja teve mais na moda, mas que Berg consegue aqui lhe dar algum destaque principalmente a custa de realismos e da capacidade de filmar o sofrimento humano.
A historia fala de quatro soldados integrados numa missão no afeganistão que acabam por ser cercados pelo inimigo, começando aqui uma luta pela sobrevivencia que vai testar os limites da condução humana.
O argumento não é particularmente interessante ou inovador no que diz respeito ao tipo de filme, demonstra um maior trabalho de casa na terminologia militar, tem alguns bons apontamentos em termos de detalhes em algumas conversas mas depois prende-se muito ao que ja foi feito em termos de evolução narrativa.
No que diz respeito a Peter Berg, podemos dizer que desde cedo se percebeu ser um realizador competente, que gosta de arriscar mas que ate ao momento tinha perdido fichas como obreiro de grandes blockbusters nem sempre bem conseguidos, aqui demonstra a capacidade a forma facil com que consegue dar realismo aos seus filmes com uma realização competente num genero dificil, podera ser o salto para um cinema mais de autor.
Por fim em termos de cast sentimentos diversos, Wahlberg nem sempre seleciona bem os filmes mas tem aqui uma das interpretações mais dificeis e eficientes da sua carreira, tem o seu lado ironico que funciona como poucos mas uma exigencia fisica e emocional intensa que acaba por desempenhar eficazmente demonstrando ser actor a mais para alguns filmes que faz. Ao seu lado os bons papeis de Forster e Hirsch dois jovens actores a procura de mais protagonismo e que ja mereciam principalmente o primeiro, um dos melhores valores actuais de hollywood e por fim Kistch, claramente o elo mais fraco do filme, limitado onde apenas em momentos de heroismo barato consegue algum protagonismo num filme que merecia um melhor quarto elemento.

O melhor - O realismo da realização na segunda parte do filme

O pior - Taylor Kitsch


Avaliação - B

Saturday, January 04, 2014

Thanks for Sharing

Nos ultimos anos tem sido bastante usual argumentistas de filmes com algum sucesso tentarem a sorte na realização, este ano e depois do sucesso The Kids are alright o seu argumentista munido do seu actor principal partiram numa comedia romantica sobre viciados em sexo. Contudo o resultado esteve longe do sucesso que teve enquanto argumentista e lhe valeu nomeação para o oscar, em termos de critica o filme foi mediano sem grande relevo, e mesmo perante um elenco de luxo nunca conseguiu uma estreia wide o que limitou e muito os seus resultados.
Sobre o filme podemos dizer que para comedia romantica e um filme muito redutor, ficamos sempre perdidos mais nas fantasias ou particularidades de um ou outro personagem e nunca vimos o filme como um todo coeso, não sendo em momento nunca mais do que a soma das tres partes, e certo que essas se unem em contactos mas estes nunca realmente manifestam qualquer relevo para a historia central do filme.
A este ponto junta-se alguma falta de força do tema central, a sexualidade poderia ser bem mais explorada do que como uma droga sempre representada como nociva e aqui o filme na forma como aborda quase e so este lado perde muito foco noutros pontos do mesmo tema, que poderia dar profunidade para um filme mais maduro e funcional e por outro lado tambem mais coração nas relações centrais.
Em termos de comedia o filme não arrisca muito e quase sempre um filme bem disposto mas nunca tem a pretensão da gargalhada facil, dai que em termos comicos tambem não estamos perante um filme de primeira linha, ficando sempre a ideia que quer ser mais serio do que realmente consegue ser.
A historia fala de tres homens integrados num programa de apoio em conjunto em viciados no sexo que vão acabar de ter nas suas vidas conflitos ou obstaculos que impedem o tratamento sendo a auto ajuda de cada um fundamental a passar ou resolver esses mesmos obstaculos.
O argumento esta longe do que o argumentista ja conseguiu as personagens parecem sempre ser mais ambiciosas do que conseguem ser os dialogos nunca tem a profundidade que ja foi observada no seu filme anterior e mesmo em termos comicos nao e um filme de primeira linha
Na realização temos uma realização simes quase sempre nos elementos bases de um filme sobre personagens nao existe primor nem grande ambiçao estetica num filme que apenas em epaço usa nova york e o seu melhor lado como pano de fundo.
No cast temos Ruffalo e Paltrow no seu registo habitual, mesmo nesta seleçao o filme nao arrisca, os interpretes estao num nivel vulgar sem grandes rasgos deixando o melhor momento a um cansado Tim Robbins que ainda acaba por ser o melhor de todo o filme.

O melhor - Tim Robbins

O pior - O sexo como algo redutor

Avaliação - C

Friday, January 03, 2014

The Best Offer

Desde o sucesso total que foi Cinema Paraiso, que sempre que Tornatore tem uma nova experiencia cinematografica o mundo espera uma nova magia. Contudo com o passar do tempo e da idade do realizador isso nunca aconteceu pelo que a sensação deste filme foi ser passado com um elenco proximo dos filmes de Hollywood. Talvez por isso a critica não aceitou bem o filme com avaliações muito negativas o que fez com que o filme so um ano apos a estreia na europa visse a luz do dia nos EUA e com uma estreia bem modesta.
Sobre o filme podemos dizer que é um misto de sensações por um lado temos toda a mestria na criaçao de um enredo, um filme cheio de promenores bem executados, personalidades fortes e interessantes e um tema que conjuga a mente humana com a arte e assim o filme se desenvolve com uma premissa interessante curiosa, e que vai prendendo o espectador ao ecra, muito pela força das personagens e pela sua multipla complexidade.
Mas como os Thrillers existe um momento em que o filme tem de se definir tem de se perceber aquilo que ele quer, e aqui nestes filmes o final e um jogo de risco que quase sempre tem de se vencer. E neste caso parece que o filme vence, porque consegue um fim interessante que apesar de algo previsivel e ensaiado e despistado, mas o certo é que o filme poderia ser mais concreto no seu final, menos subtil pois pensamos que o seu impacto seria superior.
Mesmo assim estamos perante um bom filme diferente do cinema europeu mas com alguma crueza dos mesmos que funciona não so nas personagens e na ligação destas, no sentido de humor inteligente e mesmo na sua chaves, num realizador mais dotado para filmes emocionais temos aqui um filme mais cerebral que numa epoca em que os thrillers vão perdendo espaço funciona, pese embora tenha surpreendido negativamente quem esperava por mais coração.
O filme fala de um leiloeiro de arte que é contratado por uma descendente que acaba de herdar uma fortuna em quadros, contudo sofre de agarofobia pelo que não consegue sair de um quarto, durante a avaliação dos objectos presentes na casa cria-se uma relação intensa separada por uma parede entre os dois isolados individuos.
O argumento e bem montado principalmente na forma com que é alicerçado todo o guião, na forma lenta com que apresente o epicentro do filme, na riqueza de alguns dialogos desde os mais simples aos mais complexos, apenas perde alguma força na sua conclusão, essencial, apesar de positiva fica a sensação que poderia ser melhor.
Para um experiente realizador de filmes de coração a estetica tem que estar presente, e neste filme está alias a estetica acaba por ser alicerçada na arte pintada e na forma com que esta acaba por ser fundamental no filme, e assim o realizador acaba por bem tentar pintar diferentes telas com rigor ao longo do filme e acaba por conseguir.
Em termos de cast Rush e sinonimo de competencia em personagens dificeis, aqui tem um papel envolvente, dificil, bem executado, a sua personagem domina o filme e ele sente-se como sempre comfortavel com isso, não precisa de grandes secundarios porque o filme é essencialmente ele.

O melhor - O alicerçar da personagem central.

O pior - Apesar de funcional o final poderia ser bem mais surpreendente.

Avaliação - B

Tuesday, December 31, 2013

All is Lost

Quando foi anunciado que o proximo filme de Chandlor tinha apenas um actor à deriva no alto mar e que esse actor seria Robert Redford quase a completar 80 anos de idade, de imediato a curiosidade instalou-se e ganhou o selo de oscar. Depois do filme estrear e das excelentes criticas generalizadas que o filme conseguiu, isso foi dado adquirido principalmente no que diz respeito a Redford, pese embora em termos comerciais o filme não tenha tido grande visibilidade, o certo é que neste momento o filme parece fora da corrida mas Redford parece uma aposta quase segura.
Sobre o filme podemos dizer que ter um filme com uma unica personagem quase, ou mesmo sem dialogo para alem de uma ou outra intrejeição e permitir que o filme dure mais de uma hora e meia e prender o espectador ao ecra e obra e o filme consegue, na luta com um contexto rico em acontecimentos e aqui mais que o mar, e as multifunções do barco e posteriormente do bote que acaba por permitir este ponto do filme.
Depois é obvio que a empatia criada do espetador com o personagem acaba por fazer a ligação emocional que o filme precisa, e mesmo o seu fim parece ser a redenção a recompensa ao espectador mais afectivo que segue um filme onde tudo parece negativo  e neste particular a opção pela conclusão do filme parece acima de tudo muito feliz e resulta.
É obvio que não é um filme complexo, nem tão pouco dificil de executar, pese embora a excelente realização e o realismo quase poetico com que o mesmo e realizado, mas a ideia o fio condutor parece-nos facil de executar, dai que é facil ficar agradado com o resultado mas o filme nunca joga para mais que isso, porque é limitado, porque nos parece uma versão maritima de Gravidade, num ano em destaque pelos filmes limite para personagens, com outra produção poderia de alguma forma obter o mesmo reconhecimento de Gravidade
A historia fala de um homem apaixonado por barcos que se vê sozinho à deriva no alto mar quando o seu barco começa a ceder e tem peranta si, tempestades horriveis num autentica luta pela sobrevivencia, com os mais escassos meios que se pode imaginar.
Sobre o argumento não podemos dizer que este é totalmente original, vimos isto de uma forma mais abrangente em Naufrago, e recentemente um argumento muiso semelhante em Gravidade, aqui temos uma historia semelhante mas com processos bem mais directos. Não é um argumento de luxo, mas os outros factores fazem o filme resultar.
JC Chandlor e um realizador a ganhar um espaço proprio no cinema, primeiro porque e jovem e depois porque arrisca depois de ter debruçado sobre a crise economica num argumento de grande complexidade este ano sublinhou um tema facil e direcional, e sem grandes meios fez o filme ser real, e ao mesmo tempo com algum sentido estetico perde na obvia comparação com o que Cuaron fez no espaço.
O cast reduzido a Redford, e bem preenchido pelo actor, numa prestação impressionante em face da idade e da disponibilidade fisica do actor, mais do que pela labilidade emocional apresentada que nunca foi o forte de Redford tem bons momentos neste particular mas e na vertente fisica que mais impressiona. Nao sei se merece o oscar mas pela coragem a nomeação seria um bom e justo premio.

O melhor - Conseguir um filme mudo de grande intensidade.

O pior - Ser um ano em que o argumento se repete mudando o contexto


Avaliação - B

Monday, December 30, 2013

You're Next

Quando um filme de horror fora do circuito americano é lançado alguns anos depois no circuito alargado norte americano as sensações que ficam são no minimo estranhas desde logo o filme tem que ter algo de diferente para conseguir este previlegio e por outro lado também não pode ser um sucesso instantaneo pelo espaço de tempo que demorou o seu lançamento. O que é certo é que em Agosto do presente ano em mais de 2000 cinemas estreou este pequeno filme, com resultados criticos muito interessantes para um filme de terror mas que não convenceu comercialmente com resultados modestos para um filme com um estreia tão expandida.
Sobre o filme desde logo devemos perder algum tempo a tipificar, não estamos num habitual filme de terror, mas sim no tipico filme de terror dos anos 80 em que os vilões eram seres humanos sem qualquer tipo de poder, que a unica coisa que querem é matar, depois os tiques tipicos um espaço muito confinado, neste particular a uma casa e muita violência. Se no argumento o filme nada trás de novo ou seja ja vimos este argumento ser utilizado pelo menos uma dezena de vezes sempre da mesma forma, em termos de violencia, sangue e agressividade estamos perante um filme de grau 1, violento, com muito sangue e agressividade, que o tornam no minimo especial.
Certo é que tirando este pormenor da violencia e o realismo da mesma o filme tem muito pouco, as personagens são vazias como em quase todos os filmes de terror, o seu fim é no minimo expectavel, pese embora tenha o objectivo de surpreender sendo que acabamos por passar a duração do filme impressionados pela sua violencia mais do que por qualquer aspecto unico do filme.
Ou seja um filme que impressiona o que em termos de terror esta longe de ser mau, mas que por sua vez não tem em si nenhum outro ponto que o torne particularmente interessante ou influente, merece o seu destaque pela coragem da violencia, mas por vezes esta em demasia torna-se desagradavel e por vezes o filme perde esse tom.
A historia do filme uma familia junta-se toda para festejar o aniversario dos patriarcas contudo quando se sentam a mesa começam a existir uma serie de homicidios e tentativas de homicidio que vai fazer com que estes juntos ou a solo tentem sobreviver a carnificina.
O argumento é claramente o parente pobre do filme sem grandes personagens sem dialogos, sem surpresa utiliza uma formula do mais gaste que existe no terror americano, numa versão mais dura e pouco mais.
A realização denota algum estudo do fenomeno do terror mas e na sua agressividade e no seu sangue que o filme funciona dentro do seu genero, de um realizador experiente no mesmo que aqui demontra alguma habilidade para o mesmo.
O cast sem qualquer tipo de figura de proa, tem a tarefa simplificada do filme nada exigir a nao ser alguma envolvencia fisica aqui o filme não é colocado em causa por este ponto, mas não retira dos seus interpretes qualquer beneficio directo.

O melhor - A agressividade.

O pior - O argumento repetido

Avaliação - C

Sunday, December 29, 2013

Saving Mr Banks

Desde que foi anunciado todos começaram a apontar o filme sobre a pre produção de Mary Poppins como um dos mais serios candidatos aos Oscares ainda para mais quando a realização estava a cargo de alguem que conseguiu a nomeação num filme bem mais modesto. Contudo apos as primeiras avaliações as certezas deixaram de existir pese embora as avaliações fossem essencialmente positivas parecerem desde logo insuficientes, e comercialmente numa luta tão grande parece ter ficado algo para tras comparativamente com outros filmes com os mesmos objectivos.
Sobre o filme podemos dizer que é um filme com algumas mais valias desde logo a forma suave e extremamente agradavel com que nos introduz todo o mundo Disney e o contraste com a personagem central. Tambem o balanço entre a historia por detras da historia e o desenvolvimento do filme nos parece bem equilibrada para dar ao filme um paralelismo interessante e que conduz ao epicentro do filme. Pese embora este facto o filme tem alguns defeitos, desde logo nem sempre ter um ritmo interessante principalmente nos extensos momentos musicais e alguma repitição dos tiques das persoangens. Por outro lado a mutação da personagem central tambem podia ser mais gradual do que da forma que esta descrita no filme.
Mesmo assim e mesmo não estando perante um filme que seja uma obra prima temos um filme competente, maduro, com um balanço emocional interessante entre momentos de maior drama, e outros de uma comedia ligeira quase sempre patrocinados pela excelente presença de Hanks, pensamos é que por vezes o filme tem um alcance curto pese embora a ambiçao de ser maior seja permanente.
O filme fala da relação entre a escritora de Mary Poppins e Walt Disney nas negociaçoes dos direitos de adaptação da obra ao cinema, as exigencias e o trabalho dificil que conduziu a adaptação de um dos maiores classicos do cinema.
Em termos de argumento nem sempre temos um filme perfeito, se os personagens principais parecem bem caracterizados e desenvolvidos os mesmos deixam pouco espaço para secundarios, por outro lado os dialogos perdem alguma intensidade com a sua duração, mesmo assim temos um filme dificil que cumpre os seus perceitos.
A realização de Hanckok não é brilhante na contextualização temporal, observamos alguma distancia de outros filmes de epoca, muitas vezes parece demasiado simplista para o filme em questão e neste particular o filme precisava de um pouquinho mais.
Por fim o grande valor do filme, em termos cast, Ema Thompson brilha como ja não fazia há muito o filme é dela e da forma com que constroi e da credibilidade a uma personagem dificil que depois de observada so podia ser sua, num dos papeis maduros e mais fortes de um ano onde as mulheres estão a colocar a fasquia muito elevada. Hanks mesmo sem ter um papel dificil consegue dar-lhe o brilho que Disney precisa, e Farrel tem bons momentos a espaços.

O melhor - O cast.

O pior - O alcance reduzido do filme.

Avaliação - B

Out of Furnace

Após Scott Cooper ter no seu filme de estreia conseguido o oscar de melhor actor para Jeff Bridges num dual Crazy Heart que muita gente ganhou expectativa quanto ao seu segundo filme. Lançado em plena oscar season este Out of Furnace e pese embora as criticas geralmente positivas não conseguiu empolgar suficiente para ser um verdadeiro candidato aos premios, e isso acabou por ser trágico na sua carreira comercial pese embora tenha tido uma expansão wide os seus resultados ficaram muito aquem na competição que talvez nunca devesse ter entrado.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante um filme de personagem, ou seja o filme dá-nos um bom homem, quase sem reação que aceita as dificuldades da vida como se obrigações se tratasse, e aqui tem o lado mais forte do filme, a capacidade de rapidamente termos empatia com uma personagem ao mesmo tempo que bons principios mas por outro lado tão protector dos outros. E nesta força sentimental da personagem o filme tem o seu registo mais sobrio.
Contudo com o desenvolvimento do filme, o mesmo vai dando a perceber que a personagem tem que reagir e aqui é que o filme tem as dificuldades, na parte final, na parte de vingança, Cooper opta por não tirar a personagem da sua personalidade, e aqui o filme perde força todos esperam uma vingança forte uma mudança na personagem que nunca ocorre, o seu silencio e drama interno continua, mas isso faz que mesmo no climax do filme este seja por vezes demasiado monotono, e o climax nunca chegue ao patamar que prmete.
Mesmo assim estamos perante um filme intenso, bem realizado com uma boa banda sonora, mas que claramente e um clube pequeno numa luta de titas pelos oscares, desde logo parece ter materia para potenciar mais mas por vezes fica-se demasiado preso ao silencio e sofrimento da sua personagem quando o filme mais que precisar exigia mais extroversão-
A historia fala de um ex condenado que ao sair da carreira observa que o seu irmão mais novo, que sempre protegeu se encontra envolvido em lutas ilegais, e que isso acaba por lhe custar caro. Aqui a personagem central vai tentar perceber o que ocorreu com o seu irmão e vingar-se
O argumento na sua base não é original, ao longo do tempo muitos foram os filmes de vingança com planos de desenvolvimento semelhantes, contudo os melhores aspectos do argumento estão no contexto socio economico, actual e real, que tem o seu sublinhado neste filme.
Quer em Crazy Heart bem como neste filme observamos um Cooper muito preso as persnagens na sua forma de realizar o que nem sempre é uma mais valia, conhecemos por dentro o sofrimento destas mas por seu lado a estetica do filme nunca e totalmente potenciado, tem alguns pontos de registo mas tem de trabalhar noutros para ser um primeiro plano de hollywood, objectivos nao lhe faltam.
Por fim em termos de cast, num dos mais ricos do presente ano temos um Bale eficaz mas com um papel que nem sempre o deixa brilhar, parece preso, e aqui a prestação do actor também se ressalta, e essa prisão deixa o brilho para Harrelson tao brilhante como vilão como louco e comedia, e Alfeck no seu melhor papel, exigente, complexo e fisico, acaba por ter o melhor registo do filme.

O melhor - A contextualização socio cultural

O pior - Alguma prisão de movimentos, e receio da explosão

Avaliação - B-

Saturday, December 28, 2013

Frozen

Todos os anos por altura de Natal a Disney aposta no seu filme de Natal, normalmente com historias mais emotivas. Para este ano e de volta ao horizonte das princesas surgiu este Frozen, que junta as habituais historias de encantar da disney com gelo, muito gelo. Num ano onde as animações não estavam a conseguir grandes resultados criticos Frozen alterou isto com avaliações bastante positivas e a isto juntou-se uma excelente campanha comercial e de franshising tornando-o num objecto comercial apetecivel e provavelmente lançando um proximo capitulo.
Quanto ao filme a disney sempre foi sabia em conjugar filmes com uma mensagem positiva de bons sentimentos, com algum sentido de humor, e mais uma vez num filme conseguiu reunir estes dois excelentes ingredientes do cinema de animação, muito à semelhança do que tinha feito com Tangled, aqui surge uma historia de princepes e princesas, com muitos momentos musicais, que funciona quase na plenitude da sua duração.
O grande problema que se pode dar ao filme é alguma falta de originalidade do guião demasiado proximo de outros filmes com particular destaque para o Tangled, mesmo o sentido de humor e as personagens secundarias sao proximas daquilo que o outro filme tem, dai que em termos de inovação e mesmo originalidade da criação do mundo não estamos perante um dos melhores exercicios criativos da disney.
Pese embora este facto estamos perante um filme simples, competente, um bom exercicio de animaçao num ano que nem sempre foi prodigo em grandes filmes de animação, e no qual a competencia pode ser um trunfo perante a falta de mestria.
EM termos de argumento o filme fala de duas irmãs sendo que uma delas se encontra amaldiçoada por um feitiço de gelo, aqui, todo o reino fica dotado a inverno permanente mas aqui a outra irma tentara arranjar forma de impedir isto acontecer tendo de procurar e convencer a sua irmã a quebrar o feitiço
Em termos de argumento temos um filme simples proximo de outros, nem sempre muito original nas personagens ou mesmo nos truques humoristicos, mas como um todo o filme funciona quer nos mais pequenos principalmente do sexo feminino mas tambem em alguns adultos.
A produçao do filme é de bom nivel, é certo que sem grandes efeitos ou inovações mas utiliza tudo o que ja foi criado com funcionalidade num filme do mais alto nivel da Disney.
Nos casts de vozes mesmo não sendo o lado mais forte do filme, ele acaba por ser funcional não só nos momentos musicais mas acima de tudo em alguma forma com os momentos humoristicos não existe uma aposta em grandes nomes mas o filme não se ressente disso.

O melhor - O balanço emocional e de humor que a disney faz como poucos

O pior - Alguma colagem a filmes anteriores

Avaliação - B

Rush

Durante anos quando Ron Howard lançava um filmes todos esperavam um filme sentimentalista grande produção de pouco risco efectuado para a generalidade das pessoas, contudo com o passar dos anos e alguns amadorecimentos o realizador tem optado por levar ao cinema alguns dos maiores confrontos da nossa historia, depois de Frost Vs Nixon, este ano centrou-se numa das maiores disputas do mundo da formula 1 ou seja Hunt Vs Lauda. O resultado foi novamente muito positivo para o realizador principalmente em termos criticos onde captou boas avaliações que o colocou inclusive nas nomeações para os Globos de Ouro, em termos comerciais esteve longe dos melhores sucessos do realizador pese embora este ponto nunca fosse um dos seus objectivos.
Sobre o filme podemos dizer que é uma pequena joia, muitas vezes os filmes desportivos são vazios centrados no desporto em si, mas neste caso e numa historia real, não existe medo de arriscar na definição de personagens e é aqui que o filme ganha em toda a dimensão mais do que a luta entre dois desportistas o filme centra-se na luta entre duas personalidades que apesar de tudo mantiveram sempre respeito um pelo outro.
E se neste ponto o filme é extremamente coeso e maduro, na realização Howard tem um trabalho incrivel de um realismo cultural e numa definição estetica do filme extremamente proxima dos anos em que o filme ocorre, um trabalho de exigencia notavel que so um realizador de topo poderia dar com tanto realismo a construção dos carros e de tudo que existe à volta do circo da formula 1 e um trabalho unico e notavel.
O unico senao do filme é centrar-se num espaço muito curto nem sempre o espectador tem total noçao do tempo do filme, pen
samos que este aspecto aliado a creatividade demonstrada pelo realizador poderia ter mais impacto no crescimento de ambos como pilotos e mesmo apos a sequencia final do filme, as escritas finais não deveriam ser dispensadas como acabam por ser.
A historia fala da epoca de 1976 de formula 1 onde um grande confronto entre Lauda e Hunt, dois estilos, equipas diferentes irão definir o campeão do MUndo num ano cheio de acontecimentos deportivos e pessoais para ambos.
O argumento é bem escrito principalmente na definição das duas personagens centrais, no caracter personalidade e dialogo de ambas o filme é de primeirissimo nivel, pensamos que por outro lado não é um argumento de grande risco noutros aspectos complementares mas nunca precisa de o ser.
Em termos de realização Howard tem uma nota de merito num filme extremamente dificil o realizador arrisca, e faz um filme absulutamente deslumbrante neste particular, com movimento acção, e estetica, e principalmente uma criaçao temporal de primeiro nivel.
O cast demonstra bem a dualidade de personagens e se Hemsworth tem o papel mais facil, mais visivel, parece-nos tambem que não teria capacidade para mais, balança com todo o preenchimento de ecra de Bruhl a força total do filme, numa demonstração de capacidade interpretativa brilhante de um dos melhores actores europeus da actualidade o filme é dele e de Lara, não deixa espaço para mais ninguem, ao conseguir a nomeação para o oscar ela sera mais que justa pois e o grande vector do filme.

O melhor - Daniel Lauda.

O pior - Chris Hunt


Avaliação - B+

Thursday, December 26, 2013

Blue is the Warmest Color

Todos os anos um filme europeu, ou sul americano chama a atenção para todo o mundo do cinema, com uma origem fora da chancela de Holywood, este ano e apos conquistar a palma de ouro em Cannes essa fama acabou por ir para este filme francês centrado na homossexualidade ou descoberta da mesma. Aos poucos o filme foi conquistando pelo mundo inteiro a critica conseguindo constar para alem da lista dos melhores filmes do ano, na corrida por algumas nomeaçoes para os oscares principalmente de interpretações, comercialmente e graças às suas restriçoes não foi um sucesso mas foi mais visto do que muitos esperariam.
Sobre o filme podemos dizer que é facil compreender neste momento com a expansão da homossexualidade pelo menos assumida que este filme marque, pois e um filme que debruça esse tema completamente sem pudor e mais que isso como se uma verdadeira historia de amor se tratasse, e nesse particular o filme tem o seu merito pela intensidade emotiva que oferece e dá à relação, forte e nem sempre facil até à presente data de explicitar em filme, talvez apenas Brockback Mountain tenha conseguido no masculino.
Mas se este merito do filme é claro, penso contudo que em termos narrativos e mesmo de filme como um todo esta longe da complexidade profundidade e originalidade de outros filmes europeus ou fora dos EUA que tiveram o mesmo sucesso, penso mesmo que na sua longa duração o filme muitas vezes se perde em si, pese embora consiga sempre manter um ritmo interessante, mas como filme de uma personagem é interessante a sua multifaceta entre o lado sentimental e profissional, mesmo sem grandes rasgos creativos e um filme essencialmente competente.
Por ultimo a ambiguidade do excesso de sexualidade do filme, se por um lado da realismo e uma melhor caracterização a intensidade carnal de toda a relação fundamental para fazer o filme mais intenso e forte, por outro lado o perde uma possibilidade de ser um filme ancora na aceitação na homossexualidade entre os mais novos, um filme mais ligeiro neste ponto e pela profundidade da relação poderia ser importante na aceitação social da relação homssexual e menos um filme de minorias.
A historia fala de uma jovem que apos uma relação heterossexual começa a relacionar-se com uma mulher com quem acaba por se apaixonar profundamente enquanto tenta enfrentar alguns dos problemas relacionados com a homossexualidade.
Em termos de argumento temos uma narrativa bem mais completa do que eficiente, ou seja não temos grande originalidade em termos de desenvolvimento narrativo pese embora o filme tenha bons momentos de dialogo principalmente entre as personagens centrais.
A realização não é propriamente arriscada é quase sempre natural, tenta sempre ir a procura das interpretações o grande vector de arranque do filme, não nos parece ser o aspecto mais potenciado do filme.
Em termos de cast a jovem Adele domina por completo o filme, num papel exigente a todos os niveis, fisicos e emocionais, numa jovem que conquistou o mundo do cinema num papel dificilimo de exigencia maxima que merece ser visto, pena é que o excesso de sexualidade possa direcionar a sua carreira para esse ponto cada vez mais dificil de encontrar.

O melhor - As interpretações

O pior - Nem sempre o filme consegue manter o mesmo nivel.

Avaliação - B-

The Secret Life of Walter Mitty

Quando foi anunciado para plena oscar season o lançamento do novo filme de Ben Stiller na realização que se vaticinou que estariamos perante um filme diferente do realizador mais ambicioso, menos patetico, porque a ambição de competir nesta luta parecia estar latente essencialmente pelos primeiros traillers do filme. O certo e que apos as primeiras avaliações se percebeu que este seria um dos mal amados do ano, que a ambição nunca se iria concretizar. Em termos comerciais os primeiros resultados não são muito explosivos mas a longo prazo perceber-se-a o real valor do filme.
SObre o filme podemos desde logo dizer que é facilmente um dos filmes mais ambiciosos do ano, uma mistura de comedia a drama, de uma magnitude superior uma grande historia, forte emotiva, original realizado de uma forma excelente que o torna mais que uma comedia num filme de grande dimensão. Nâo é um filme facil pois nem sempre consegue ser constante ao longo da sua duração, mas no final ficamos com a sensação que assistimos a um filme de uma excelencia reconhecido, mais pela sua racionalidade pela beleza natural do mesmo e mais que isso pela mensagem forte e postiva que o filme transmite.
Por este facto leva-me a dizer que nem sempre o cinema é justo para com a ambição, para com a creatividade nem sempre a entende, muitas vezes porque fica preso a alguns defeitos que o filme tem, nunca os tentando encaixar numa logica maior, e aqui parece que muitas vezes o filme tem defeitos mas esses acabam por ser os maiores aliados a transmitir a força de uma mensagem muito forte.
Por este facto leva-me que estamos perante um dos melhores filmes do ano, e a ideia base de um dos melhores argumentos do ano, pelo risco pela mensagem, por alguns dialogos mas mais que isso pelo seu absurdo pouco sentido, que no final se consegue conjugar num filme de primeira linha, um filme que na minha opinião o tempo dará o seu reconhecimento porque historias simples são faceis agora risco e força só os mais fortes conseguem.
A historia fala de um personagem que tem uma vida demasiado pacata que o leva a sonhar e imaginar sequencias de filmes de hollywood, quando o seu emprego ta em risco as suas experiencias unicas tornam-se reais, numa luta mais do que pelo emprego pelo significado da propria vida.
O argumento mais que um força nas suas vertentes e de excelencia pelo todo a originalidade da ideia, a mensagem que tão bem e com força transmite, o não ter medo do risco e a inovação dão-llhe na minha opinião um dos melhores e mais originais argumentos do ultimo ano.
EM termos de realização Ben Stiller foi sempre bem melhor do que como actor mas aqui tem a sua obra prima, com um balanço de excelencia entre a seriedade e a comedia, tem primor artisitico tem inovação ter ideias proprias e originalidade num trabalho que demonstra um realizador num patamar de excelencia em hollywood.
E se como realizador as coisas funcionam como actor Stiller esta acima do habitual, sem o histerismo tipico consegue dar o equilibrio ao papel, domina o filme e tem a interpretação da carreira que se da ao luxo de ter Sean Penn sem brilho porque este esta todo no centro do filme.

O melhor - O cinema deve ser mais que contar uma historia

O pior - Perder algum balanço inicial que rapidamente recupera

Avaliação - A-

Wednesday, December 25, 2013

Fruitvale Station

Quando entramos em meados de Agosto sem qualquer filme sequer sonhar com a possibilidade de luta com os galardões, é normal que a atençaõ redobre sobre filmes com menos meios e sem figuras de proa, e isso conduziu a que o mundo conseguisse reparar e sublinhar este pequeno filme sobre um acontecimento proprio que despultou muito sobre a violencia policial e alguma luta racial ainda existente nos EUA. Assim e muito impulsionado por este ponto este pequeno filme reuniu o consenso da critica que o valorizou ao ponto de ainda recentemente estar nas listas dos melhores do ano, comercialmente, ao ser um objecto menos apetecido as coisas não foram tão brilhantes mas acabaram por ser também elas satisfatorias.
Sobre o filme podemos dizer que é daqueles filmes pequenos que começa ao de leve, procura o seu lugar, e depois conduz a sequencia que o trás cá, não é um filme de grande ritmo pese embora a sua curta duração, mas é um filme que silenciosamente é intenso, e mais que isso, tenta nos primeiros minutos nos dar a conhecer uma excelente personagem, as diversas formas de ser, os seus defeitos e virtudes, para no momento em que esta nos conquista, dar ao motivo do filme um peso completamente diferente, mais intenso emocionalmente e que torna o resultado final muito mais valorizado.
E é neste inteligencia emocional que o filme ganha quase a totalidade dos seus pontos todos ou seja é um filme que ao mesmo tempo não tem muito mais que uma sequencia mas toda a sua formula todas as sequencias da personagem transformam o filme num comprimido emocional de grande alcance, sendo a sua parte final a revolta que quase passa dos personagens para o espectador.
E se estes pontos positivos são esclarecedores da qualidade pelo menos do proposito do filme também é verdade que o seu objecto é redutor, temos um filme que nem sempre é dificil de fazer, com alguns cliches principalmente na forma como vai transformando alguns defeitos claros da perosnagem em virtude, mas no final o filme resulta com mérito, e mesmo estando longe de ser um filme de um alcance supremo a sua suavidade e crueza acabam por ser uma força natural que deve ser aperciada.
A historia fala de um jovem pai, que depois de ficar sem emprego tenta limpar a sua vida num final de ano, após festejar o aniversario da sua mãe desloca-se para a cidade onde no regresso acontecem eventos que vão para sempre alterar a sua vida.
O argumento é bem pensado, porque de um acontecimento monta uma historia, a inteligencia a estrategia emocional utilizada é muito bem empregue fazendo com que o filme tenha uma intensidade bem diferente daquela que realmente poderia ter, e isso deve-se a excelente elaboração da personagem central.
Em termos de realização temos aqui um jovem no inicio de carreira que chama a atenção para o seu trabalho, mesmo que em termos de realização seja um filme cheio de toques de outros realizadores como Afronsky, tem alguns promenores próprios como a autilização do telefone, mas parece claramente que o seu merito no filme e bem maior na escrita do que na realizaçao.
Por fim em termos de cast Jordan demonstra o nascimento de mais uma estrela afro americano o filme é todo ele, com mudanças e estilos diferentes e cumpre uma exigencia elevada, fica na retina um bom papel de um actor jovem com futuro aparentemente promissor, ao seu lado a experiencia e intensidade emocional de Octavia Spencer tambem fortificam o filme.

O melhor - A estrategia emocional.

O pior - Apesar de tudo a intensidade ser apenas um cena.

Avaliação - B

Monday, December 23, 2013

Clody whith a Chance of Meetbals 2

Se existiu filme de animação que primou pela diferença e pela originalidade do seu conceito nos ultimos anos foi este filme no qual personagens humanas são perseguidas por comida como se de monstros se tratasse. Alguns anos mais tarde surge a natural sequela, mas como a maioria das sequelas o resultado foi ligeiramente diferente nem tanto em termos comerciais onde o franchising continuou com força mas mais em termos criticos, depois de uma boa recepção do primeiro filme este não foi tão bem recebido apesar de avaliações no seu essencial positivas.
Sobre o filme podemos dizer que se o primeiro filme era demasiado inventado que fazia com que a riqueza moral fosse transmitida de uma forma muito subtil neste segundo filme essa invenção essa fantasia torna por completo o filme com muito pouco paralelo com a realidade e onde a parte acaba por dominar o todo, ou seja o filme como um todo funciona muito menos e apenas o faz resultar os aspectos secundarios, o humor utilizado quase sempre funcional, algumas sequencias de segundo plano, que disfarçam um filme que em si, não e nem de perto nem de longe tão inovador ou mesmo rico, como outros filmes de animação e mesmo com o primeiro filme da saga.
Mesmo em termos de produção e evolução da animação esta saga não é prodiga em momentos de eleição parece sempre demasiado caricaturada demasiadamente hiperactiva para surpreender na sua forma, e aqui o filme perde realismo capacidade de surpreender e mais que isso de agradar ao adultos cada vez mais uma necessidade mesmo nos filmes de animação.
Ou seja estamos perante uma saga longe das melhores de holywood mas que em dois filmes conseguiu chamar pela sua excentricidade a atenção para o seu aspecto curioso e com certeza teremos um provavel terceiro filme pronto a fazer rentabilizar a ideia mais um dolares, mesmo que esta desde o principio tenha sempre parecido estranha,~
O filme continua a historia do primeiro filme, agora Flyn e contratado pela empresa do seu idolo, entusiasmado com este convite tem de regressar à ilha alegadamente para salvar o que ficou neste mesmo espaço, mas ele sabe que por tras deste pedido tem uma tentativa de o usar para algo bem mais malefico.
O argumento e basico estamos longe da maturidade dos argumentos mais fortes dos filmes de animação aqui as personagens são lineares algumas mais comicas que outras e é nesta vertente que o filme ainda consegue funcionar em algum destaque ja que como historia e filme em si, estamos longe do que ja vimos.,
A produção como anteriormente ja referimos esta longe do que de melhor ja faz em holywood nao e este ponto o cartão de visita do filme, que tenta sempre chamar atençao pela sua ideia e alguma rebeldia.
No cast de vozes Hader e extrovertido e histerico suficiente para um papel a sua imagem e Faris e o seu complemento mesmo nao sendo dois actores de primeira linha funcionam bem a sos e combinado, num cast bem escolhido e que é uma mais valia para o filme o que nem sempre acontece.

O melhor  - Alguns apontamentos de humor.

O Pior - Ser totalmente uma outra dimensão.

Avaliação - C

Sunday, December 22, 2013

Free Birds

Todos os anos por altura de Novembro alguns dos estudios que tem a parte de animação lançam os seus filmes de forma a conquistarem a bilheteira para os mais pequenos, uma dessas apostas foi curiosa pois tem como ambito a tentativa dos perus, simbolo festivo norte americano tentarem se salvar da mesa. Pese embora uma ideia no minimo curiosa o resultado ficou muito aquem das expectativas principalmente em termos criticos com avaliaçoes muito negativas, do mais baixo que os filmes de animação normalmente conseguem, mas comercialmente as coisas nao foram tão desastrosas com resultados no minimo satisfatorios.
Sobre o filme podemos dizer que uma boa ideia nem sempre faz um bom filme e neste particular não o faz mesmo porque a ideia se pode ser curiosa tambem não é prodiga em creatividade a concretização do filme é do mais limitado que poderia acontecer, e se na fase inicial com a introdução da presidencia dos EUA ate podemos achar curioso apartir dai temos um festival de ideias e graças falhadas num filme muito aquem do que se poderia esperar.
OU seja um pessimo filme de animação baseado essencialmente numa tentativa facil e basica de fazer dinheiro sempre potenciada por estrelas na locução que de outra forma não permitiriam sequer que o projecto avançasse mesmo em termos de curiosade podemos dizer que pouco ou mesmo nada funciona.
Num sempre dificil luta de inverno parece claramente que existira melhores soluções na animação do que este penoso filme, que parece claramente domonstrar que alguma da qualidade que muitas vezes pautava a pouca animaçao existente deixou de ser a regra.
A historia fala de dois perus que se juntam na sua diferença e viajam no tempo de forma tentar impedir a tradição de estes viverem para engordar e morrer na mesa.
O argumento ate pode ter uma ideia curiosa mas falha toda a linha em termos de personagens de guião e desenvolvimento do mesmo, graça e valor comico.
Em termos de produção não estamos claramente na linhagem mais forte de hollywood muito pelo contrario temos um filme pouco ambicioso e inovador demasiado caricaturado.
No cast de vozes a mais valia principalmente de Harelsson um actor que encaixa bem em animaçao pese embora nem sempre seja usado neste sentido.

O melhor - As vozes

O pior - A ideia completamente frustrada

Avaliação - D+

The Spetacular Now

Todos os anos durante o decurso deste mesmo surge um filme longe das grandes produções que chama a atenção no ambito das comedias romanticas com um toque de drama. Do mesmo escritor de uma dessas comedias saiu este ano este filme que reuniu duas das promessas serias de holywood mesmo que o filme estivesse longe dos holofotes. O resultado critico excelente com avaliações muito positivas para o genero, capaz de perfilar em algumas listas de melhor filme do ano para um filme de adolescentes simples, comercialmente e mesmo tendo em conta o seu caracter limitado os resultados foram interessantes para um filme que apenas estreou em cinemas selecionados.
SObre o filme podemos dizer que até metade da sua duração é dificil perceber o seu real alcance ou mesmo os seus objectivos temos um filme sobre um jovem e as suas relações mas durante a primeira meia hora de filme ficamos na duvida sobre no que o filme se vai tornar, ou seja num simples jogo relacional da personagem ou algo mais implicito. E para o bem do filme esta duvida nunca é desfeita ou vai-se desfazendo com o evoluir do filme e da personagem a relaçao passa para segundo plano e a personagem no seu dia a dia e o seu pronuncio de futuro vai sendo o centro do filme. Esta opçao e feliz porque e diferenciador do filme, torna-o mais serio, mais diferente e mais facil de ser aperciado.
Perante este tom mais maduro num filme apartir mais simples e suave o filme ganha a sua dimensão, se bem que pensamos que este fica demasiado preso na fase inicial à sua indefinição ou seja fica demasiado tempo a vender a imagem de mais um filme cor de rosa, de diferentes prespectivas de amor, antes de ser uma boa dissertação moral sobre a maturação sobre a passagem para a vida adulta.
Por isso e avaliando e sublinhando a sua força emocional principalmente na parte final, pensamos que o filme com menos ambiguidade tinha conseguido com mais força vender uma imagem mais crua mas mais significativa e forte do que queria transmitir, um bom filme, que com alguma arte e principalmente uma estrategia de produtora mais elaborada poderia estar em alguns sectores representado quando muito no pre oscar.
A historia fala de um jovem que reside apenas com a sua mãe que gosta de viver a sua vida ao momento, sem grandes planos para o futuro, quando tudo a sua volta começa a construir uma base ele fica perdido numa serie de tiques que pensa ser o ideal mas que nada servem para a sua evolução principalmente qunado se aproxima de uma jovem e certinha que e o seu interesse amoroso.
O argumentro a cargo de alguem que tinha surpreendido numa boa versão do amor moderno em 500 dias de verão é mais cru, neste filme onde o amor e bem ocupa um segundo plano, e aqui tem a vertenta mais significativa de um filme moralmente forte, de boas personagens e que mesmo na parte mais suave sobrevive com bons dialogos.
A realizaçao a cargo de uma quase estreante não é particularmente interessante é o ponto mais simples e facil do filme deixando quase sempre os encargos do filme ao seu guião.
No cast temos Teller numa vertente mais dramatica ja aqui disse que não me convence na versão popular que teima em representar mas funciona bem melhor no drama sendo uma interpretação do menos ao mais, sendo que a intensidade dramatica, aspecto mais dificil esta lá bem presente e podera ser a base para uma carreira mais forte do que realmente esta a acontecer, ao seu lado Woodley parece com mais talento, mais facil de se encaixar em qualquer projecto, a sua prestação é mais consistente mas menos brilhante.

O melhor - O valor moral do filme.

O pior - Demasiada indefinição inicial-.

Avaliação - B-