Sunday, September 29, 2013

And While We Where Here

Kate Bosworth foi daquelas actrizes que depois de uma ascenção quase meteórica acabou com o passar dos anos, e de uma presença fisica mais debil entrar num esquecimento que conduziu a uma redifinição de carreira passada por liderar filmes independentes um pouco à volta do mundo, de qualidade duvidosa, mas que no ultimo ano pelo menos tem conseguido a estreia em cinemas selecionados. Este filme e mais um desses com o resultado semelhante a todos os outros, ou seja criticamente negativo, pese embora neste caso nem seja muito vincado, mas acima de tudo comercialmente longe de ser a Louis Lane que ja foi, com resultados neste caso completamente irrisorios.
Sobre o filme o que podemos dizer é que em italia qualquer historia que seja de amor, ou sobre este tem sempre uns pontinhos a mais na facilidade que um contexto como as paisagens italianas acabam por criar, e neste particular o filme tem como seu grande valor, isso mesmo, aproveitar muito bem a forma com que os magnificos planos citadinos conseguem contextualizar qualquer tipo de historia de amor.
Mas as mais valias ficam por aqui, depois no que diz repeito a diade relacional em nenhuma das duas o filme consegue ter a intensidade emocional que uma historia como esta requere, sendo que principalmente a culpa deste ponto está na pouca ou mesmo nenhuma dimensão da sua personagem central, demasiado suave ou pouco intensa para um filme que se queria bem mais forte emocionalmente do que aquilo que realmente consegue ser.
E outro dos problemas do filme e ter medo de crescer explorar mais as dificuldades relacionais ou mesmo no que diz respeito a historia de amor entretanto criado, ou seja o contexto e totalmente bem montado, mas parece que depois acaba por não saber o que fazer com toda a beleza da italia, acabando por o filme se tornar um autentico vazio, ou demasiado preso aquilo que já se tinha visto em diversos filmes semelhantes.
 A historia fala de um casal que viaja ate italia ja que o homem acaba por ter de ir dar um concerto enquanto ele prepara o trabalho a sua esposa acaba por no meio de uma viagem turistica se encontrar com um jovem americano com que acaba por se envolver.
O argumento tem a essencia e o contexto que tem que ter um filme deste preceito, contudo parece que nunca consegue fazer evoluir a historia de amor nem tão pouco o conflito entre a relação já criada,  e neste particular parece que o grande problema é mesmo a forma como a personagem central e criada.
Em termos de realizaçao parece que o filme consegue ir buscar o melhor das paisagens mas nem sempre consegue retirar o melhor de si em termos do acompanhamento de imagens neste mesmo contexto. Nao e propriamente o melhor que podiamos ter.
Em termos de cast Bosworth não se encontra no melhor nivel, e aqui parece sempre cansada e isso nao ajuda a personagem ja de si pouco imponente, mas acima de tudo tambem perde um pouco pela sua pouca luz.

O melhor  - Italia

O pior - A pouca intensidade em termos de amor

AValiação - C-

Touchy Feely

O cinema independente tem um pequeno espaço para pequenos assuntos que muitos pensam não existir mas que acabamos sempre por ser recordados de situações semelhantes. Este filme é um bocadinho isso, ou seja um filme sobre pessoas diferentes na familia e tentativas de se encontrarem a eles proprios naquilo que e o sentimento de familia. O problema e que normalment estes assuntos não são propriamente proximos do grande publico e faz com que estes filmes quase surjam totalmente incognitos no cinema, mesmo com presença de alguns actores conceituados.
SObre este filme podemos dizer que a falta de intensidade que é um dos temas de uma das personagens acaba por facilmente contagiar o filme para um ritmo demasiado pausado ainda para mais num filme que rapidamente se consegue perceber que e pouco mais do que aborda, ou esperar dele grandes oscilaçoes de intensidade. Mesmo assim temos um filme em alguns pontos competente, na forma como caracteriza o conflito subtil pai filha, ou mesma na forma como caracteriza a personagem central masculina.
Mas no final parece pouco aquilo que o filme realmente tem, parece que muito da mensagem aparentemente subliminar que o filme quer transmitir nos passa totalmente ao lado, ja que o que fica na retina e um filme sobre conflitos interiores e exteriores que apenas tem aplicaçao aos casos em si.
Ou seja um filme independente longe da riqueza emocional e moratoria da maioria dos filmes com os mesmos recursos muito por culpa de um guião demasiado cinzento envolto tambem ele em personagens cinzentos que não consegue nunca impulsionar o filme para  um registo mais forte, intenso emocionalmente ou uma narrativa mais linear.
A historia fala de uma familia constituida por dois irmãos e uma sobrinha, que acabam por viver dramas na definiçao das vidas, em fases diferentes aos poucos as decisoes tem de ser tomadas, com diferentes prespectivas e diferentes formas de encarar o que é decidir.
O argumento em alguns pontos ou mesmo no seu principio ate pode ter em si uma riqueza moral interessante, contudo o pouco ritmo e a demasiada indefiniçao ponderada das personagens nao permite que estas se tornem o veiculo dessa mensagem, tornando um filme subliminar pouco mais que linear.
A realizaçao e completamente baseada nos principios do cinema independente, silenciosa, de cenas longas e pausadas, nao e propriamente o registo mais complicado de fazer mas para a toada que o filme adopta acaba por ser a logica.
Sobre o cast DeWitt e uma actriz com valor que apenas agora começa a ganhar de forma mais consideravel o seu espaço, aqui tem a intensidade que o filme precisa e é muitas vezes a intensidade dramatica que o filme parece querer. Ganha em luminusidade a uma Page mais conceituada mas mais a deriva neste ponto da sua carreira, ao lado de todos Josh Pais com o papel mais diferente do filme, que tem momentos de extrema competencia com outros demasiado overacting.

O melhor - Acima de tudo a forma como debruça pequenos pontos

O pior - A toada demasiado lenta de todo o filme

Avaliação - C

Crystal Fairy

Sundance é um festival de inicio de ano onde algumas figuras conhecidas do grande publico comparecem num cinema dito exprimental, ao leme de novos autores, criadores e realizadores. Um dos filmes que acabou por ter lançamento este ano foi este pequeno filme onde figura Cera, actor conhecido entre outros filmes pelo magnifico Juno. Este filme contudo pese embora a recepção em Sundance tenho sido aceitavel não conseguiu o caminho do sucesso que outros filmes ao longo do ano conseguiram depois de estarem no festival.
Sobre o filme podemos dizer que pese embora Sundance nos tenha trazido pequenas obras primas da 7 arte, e um cinema que na sua essencia debruça-se sobre alguma tematica em excesso como drogas e grupo de jovens a procura de um sentido. Aqui temos as duas mas principalmente a segunda. Contudo o filme adopta desde inicio e nas suas personagens uma forma de tal maneira ezquizoide que nunca consegue se aproximar de publico algum. Rapidamente se percebe que o filme tenta ir para uma dimensao paralela e ganhar pela diferença do que propriamente pela qualidade e ai e facil um filme falhar.
O principal defeito do filme, mais que a forma de road trip entre colegas e mesma a forma como o filme apaga quase todas as persoangens para nos central no casal principal, pena e que nenhum tenha grande coisa a dar o filme do que estranheza e a sensação de que a ideia mais não é do que  um desvaneio criativo pouco fundamentado de mais um projecto de autor de cinema.
No fim saimos com a ideia que uma expriencia estranha, na maior parte do tempo sem sentido e pouco interessante que resulta num filme quase sempre estranho que funciona como uma tablet de chocolate sem açucar que rapidamente queremos abandonar, com o aparecimento de um cinema de risco, alguns sao os titulos que nos encantam e colocam o cinema noutro patamar, mas mais ainda sao filmes que nao passam de tentativas falhadas de algo que nao percebemos bem.
A historia e um grupo de amigos que se une numa viagem pela america do sul de carro de forma a conseguirem encontrar um cato e fazer uma sopa de cato, que os pode levar para outra dimensao do consumo estupfaciente.
O argumento e como acima percebemos extremamente redutor, não ganha força nas personagens nem parece o querer fazer, os argumentos sao circundantes e acaba por ser o ponto que o filme mais perde, ja que num filme com poucos meios um argumento de baixa qualidade acaba por nao ser um ponto de inicio para nada.
A realizaçao e simples e tipica de um cinema independente, na tem nunca qualquer tipo de invação e acaba por se juntar a si uma banda sonora extremamente cansativa, numa especie de filme solto.
O cast pouco interessante Cera e um objecto estranho num cinema que tem que o integrar desta forma se no inicio acabava por ganhar pontos com este estilo, com o passar do tempo torna-se cansativo e mais que isso sem grande sentido, neste filme e apenas mais um ponto sem grande sentido.

O melhor - Arriscar.

O pior - A falta de sentido global do filme

Avaliação - D

Saturday, September 28, 2013

2 Guns

Quando este prjecto foi anunciado e acima de tudo o seu elenco, das suas uma, ou o filme tinha algum ingrediente capaz de surpreender o espectador pela riqueza de uma dupla tao conceituada como Washingtone Whalberg, ou provavelmente teriamos mais um filme de açao aborrecido como tinha sido o anterior contrabando. Após as primeiras analises com avaliaçoes acima de tudo positivas percebeu-se que o fillme teria algo mais que os seus protegonistas, e comercialmente o bom valor dos dois deu ao filme um caminho interessante no sempre dificil mes de Agosto.
SObre o filme podemos dizer que Hollywood deu-nos tradicao de filmes sobre pares de policias ou algo parecidos, onde o humor e a quimica entre os dois conduzia o filme ao longo de toda a sua duração, pois bem estamos perante mais um desses filme e acima de tudo e nisto que reside grande parte do interesse do fillme, nas diferenças entre as duas persoangens e acima de tudo nos dialogo que estas mantem ao longo de todo filme, e aqui o filme ganha a intensidade a força narrativa e mais que isso o humor que acaba por ser o ponto mais bem trabalhado de todo o filme.
E desde muito cedo percebemos que mais que um filme de acçao cinzento iriamos ter uma comedia muito negra, e neste ponto a personagem de Whalberg leva o filme a reboque para se tornar um dos bons especies de um genero que tem em Arma Mortifera o seu ponto mais conceituado mas talvez em Kiss Kiss Bang Bang o seu melhor filme. No final ficamos agradados com tudo que o filme nos da quer em acçao quer em comedia, num filme que nao foi pensado para dissertar sobre qualquer tematica mas acima de tudo para ser um bom filme de divertimento e neste particular consegue com facilidade ser.
Como pontos mais negativos do filme, pensamos que principalmente a personagem de Washington que coomeça ao melhor nivel perde intensidade ao longo de todo o filme e perde protagonismo, tornando-se mais simples e menos arriscada, e pensamos que no inicio tudo leva a querer num ponto distinto que daria mais equilibrio na dupla.
A historia são dois infiltrados de organizações diferentes que se juntam para por a salvo dinheiro de um barão da droga, ai acabam por ser vitima de um cilada, que conduz a que estes pese embora fossem de forças distintas acabem apenas por confiar um no outro e com muitas inamizades contra.
O argumento podemos dizer que não é especialmente rebuscado no que diz respeito a forma narrativa, parece sempre demasiado solto, mas com uma força de dialogo tao interessante em tantas vertentes e mais que isso uma personagem como Stagy o filme so podeia resultar principalmente para quem gosta de comedia negra e non sense, com algum qi.
A realização parece demonstrar um sentido proprio ao seu realizador, com a movimentação tipica da camara, como ja tinha utilizado em Contraband, tem na parte final uma maior caracteristica em slow motions bem executados, pese embora não seja uma obra prima ou mesmo original acaba por ser funcional.
O cast tem nos seus dois poderosos actores toda a força, e neste combate e Whalberg que sai melhor, primeiro porque a personagem lhe encaixa melhor, é mais forte, tem o humor do seu lado e o actor tem vindo a descobrir bem esta vertente, principalmente desde Ted o ar distante consegue dar a si uma ironia interessante que o torna um valor forte em comedia, Washington esta a um nivem mais mediano complementa bem o colega mas esta longe do que ja o vimos fazer recentemente, numa personagem um pouquinho esteriotipo da carreira.

O melhor - Os dialogos da personagem de Whalberg

O pior  - Nem sempre a personagem de Bobby o consegue acompanhar

Avaliação - B

Monday, September 23, 2013

Wolverine

È conhecido que o sucesso da saga X-Man está intimamente ligado a sua figura mais forte e proeminente e o unico que ja vai no segundo filme sozinho. Depois de uma tentativa de abordar o seu inicio temos aqui uma continuaçao de um bocadinho do que ja foi feito no que diz respeito a X Man na globalidade. O resultado aquem do esperado criticamente embora tenha cumprido nos limites minimos nao chamou a si grande atençao e tambem comercialmente nao foi no minimo exigido para um filme com tantos meios.
Sobre o filme podemos dizer que quando se entra num emaranhado de filmes onde personagens entram e deixam de entrar tentar fazer um filme coerente é complicado, então a alterativa e não complicar com historia simples desviado de tudo o que foi efectuado com a tentativa de fazer um simples e bom filme de acção. Se no primeiro ponto que era afastar-se das complicaçoes que era ser coerente com tudo o que foi feito antes o filme conseguiu os seus objectivos embora fosse muito mais meritorio fazer um filme sequente, ja em termos de fazer um bom filme de açao o filme ja e mais discutivel. Primeiro porque nao salienta o melhor da personagem a sua ironia, e por outro lado a historia bastante linear nao permite que o filme nunca se consiga afirmar pela sua historia.
OU seja temos perante um filme que se demora a mostrar e mesmo quando se desvenda a si parece sempre existir pontos pouco ou nada trabalhados, no que diz respeito a riqueza de personagens, a forma como os secundarios quase nao existem para que Logan tente brilhar mais, mas com um contexto tao pobre o filme pouco mais e do que um significado oriental vago e igual a muitos outros filmes com o mesmo contexto.
No final fica a ideia que rapidamente deve surgir o novo episodio de X man para fazer crescer ou dar um novo impacto que com este filme quase nada de novo trouxe ou mesmo ganhou do que mais uma aventura isolada de um heroi que neste filme parece cansado e a contra gosto.
A historia fala de Logan que reencontra-se com o seu passado quando e chamado para ajudar um ex combatente que salvou que se tornou um imperialista japonês, neste local acaba por ter de ajudar a filha deste dos perigos das máfias deste pais.
O argumento e pobre principalmente por não aproveitar os melhores elementos que a personagem contem e acima de tudo por nao lhe dar um contexto potencializador daquilo que de melhor ela em termos de personagens secundarias dialogos e mesmo narrativa.
Mangnold e um realizador de primeira escala, que ao longo do tempo depois de Walk on Line perdeu algum espaço nos filmes que fez, tentando uma vertente mais comercial onde nao funciona tao bem, aqui tem um filme menor, sendo um realizador que vale muito mais que um simples tarefeiro como acaba por ser neste filme.
o cast pouco surpreendente Jackman tem talvez a pior e mais desgastada encarnação do herói, e também a menos feliz, nos secundários suficientemente irrelevantes não encontra o filme qualquer alma.

O melhor - Nao danificar o anterior

O pior - Nada trazer de novo

Avaliação - C

Sunday, September 22, 2013

Disconnect

Se existe tema actual no mundo do crime e da investigação policial o mesmo é o Cyber crime uma face do ilicito sem cara a distancia que se encontra em expansao. Por isso sempre foi estranho  que nos ultimos anos ninguem desse a atençao na setima arte que um tema tao rico poderia dar. Este ano, com um bom elenco mas com pouca celeuma saiu este filme de multiplas historias, pouco visto nos EUA onde apenas estreou em cinemas escolhidos o certo e que criticamente conseguiu algumma aprovação insuficiente contudo para o tirar de algum anonimato.
Sobre o filme podemos dizer que é um bom filme que a forma que adopta de querer repartir em segmentos diferentes com ligaçoes tenues nos parece interessante pois permite abordar um maior numero de casos distintos sempre com o crime informatico por trás. Por um lado este ponto permite ser um sumario daquilo que este assunto pode dar embora nos parece que deixa sempre a analise de cada um dos pontos um pouco pela rama.
Mesmo assim parece-nos um excelente inicio para a abordagem de um tema interessante com este, que isoladamente poderá ser o principio para outros filmes com maior dimensao, funcionando um pouco como a revisao bibliografica para o que possa ser registado posteriormente.
No filme em si, existe historias mais bem abordadas que outras principalmente a questao do phishinng o jornalismo, pior mesmo a questao da divulgaçao de fotografias que entra em algum esteriotipo exagerado na forma como a liga a alguma culpabilidade parental. Mesmo assim um filme que pela sua qualidade e actualidade merecia mais destaque visibilidade ainda para mais num ano ate ao momento frouxo, onde os poucos filmes com qualidade mereciam maior destaque.
A historia fala de diversos segmentos onde se encontra bem vicada a existencia dos perigos da utilizaçao da internet bem como as formas de crime anexadas a esta utilizaçao que pode conduzir a perigos iminentes para todos.
O argumento e interessante bem montado na sua estrategia de diversas historias paralelas nao tendo a obsessao de as unir, mesmo que estas acabem por o fazer, esse ponto acaba por ser o menos interessante ja que o relevo vai mesmo para os alertas que o filme consegue dar.
A realização mesmo sem ter muita obsessao por primor artistico e funcional, na forma principalmente com que consegue dar interatividade a conversaçoes online, a forma como consegue reunir em seu torno uma boa banda sonora.
O cast riquissimo tem em Andrea e Bateman os seus maiores destaques a primeira porque domina o filme na persoangem mais bem trabalhada e Bateman por se diferenciar do seu estilo habitual demonstrado maior conteudo a um actor por vezes reduzido ao ponto comico. Todos os restantes dao o perfeito suporte ao filme.

O melhor - A actualidade dos temas

O pior - Algum esteriotipo na crise juvenil

Avaliação - B

The Conjuring

Nos ultimos dez anos um do genero que mais filmes tem lançado por metro quadrado tem sido obvialmente o cinema de terror, com uma media de avaliações muito pobre poucos tem sido o filme que tem passado na sempre exigente critica americana e com ainda mais dificuldades na bilheteira. Contudo este ano em plena dificuldade do mes de Agosto existiu um que conseguiu supreender e brilhar em ambos os terrenos, principalmente comercialmente, e esse filme foi este Conjuring com uma avaliaçao essencialmente positiva o que e benefica para o filme em questao juntou um resultado comercial surpreendentemente brilhante.
SObre o filme em si podemos dizer que na sua essencia narrativa e na sua historia de base nao temos particularmente um filme inovador, ou seja temos um esteriotipo maximo do filme de fantasmas ou seja uma casa assombrada uma ligaçao essencial, uma escalada de medo e por fim a entrado do espirito, e nestes pontos o filme esta longe de ser inovador ou creativo num dos aspectos mais essenciais ou seja a sua historia de base.
Mas se neste ponto o filme quase sempre pouco tem de novo a dar, a forma como Wan realiza e escolhe as imagens faz com que o filme funcione plenamente com muito mais intensidade de que todos os outros com a mesma premissa, a forma com que o realizador domina as imagens o som e a forma como isso pode funcionar num suspense de grande intensidade fazem dele um elemento diferenciador num genero tao indiferenciado.
No final temos um filme natural, aborrecidamente repetitivo mas que a realizaçao e a sua traduçao em imagens nos da uma visao mais intensa e forte do que propriamente ja tinhamos assistido em argumentos semelhantes e mesmo sem ser uma obra prima consegue facilmente ser um filme bem melhor do que a maioria dos filmes semelhantes.
A historia e facil, uma familia desloca-se para uma casa onde começam a suceder aspectos estranhos que nao conseguem explicar solicitando apoio a um casal de medium e caçadores de espritios que vao tentar ajudar e combater as presenças estranhas na casa.
O argumento e com distancia o ponto mais debil do filme, principalmente por que se trata de uma historia uma narrativa e um desenvolvimento que por demais vezes ja assistimos independentemente se é baseado ou nao em factos veridicos nao e neste ponto que o filme se destaca.
É sim na realizaçao que o filme tem todo o seu brilho, Wan e daqueles realizadores que estudou o genero, esteriotipou mas dota os filmes de uma serie de componentes proprias que intensificam a acçao provocada pelo terror natural, e catapulta o filme para um brilho que de outra forma nunca teria.
Em termos de cast natural a presença de Wilson começa a ser habitue no realizador, aqui com uma formula mais natural e menos vistosa, ao seu lado a sempre competente Farmiga e o caso proprio de Taylor que funciona como poucas neste genero de filmes. Nao e um filme que exija muito aos seus interpretes mas tambem os mesmos nao contribuem para o seu insucesso.

O melhor - A realizaçao

O pior - O argumento

Avaliação - C+

The East

Numa epoca em que as questoes politicas são cada vez mais tidas em conta principalmente no que diz repeito a alguma regulamentaçao ambiental, surge um filme sobre a tutela dos irmaos Scott um dos ultimos filmes com a participaçao ainda vivo de Tony Scott. O resultado do filme foi pouco imponente principalmente comercialmente onde nao foi alem de uma distribuiçao em pequena escala que nao permitiu excelentes resultados de bilheteira. Por seu turno criticamente e pese embora as boas avaliaçoes globais nao foram suficientes para retirar o filme de algum anonimato.
Sobre a forma como o filme se encontra realizado e mais que isso sobre o seu resultado temos um filme suave, nunca tenta ir para alem do necessario na abordagem das questoes politicas que toca, e acima de tudo um filme de fundamentos das suas persongens e aqui principalmente na caracterizaçao do grupo e dos seus elementos o filme e forte, pese embora caia com alguma facilidade em alguns esteriotipos.
Pelo referido estamos perante um filme funcional, que nunca e complexo o suficiente para ser um filme intenso sobre a questao, sendo mais um filme thriller policial ou proximo disso, de qualidade mediana, que consegue ter a intensidade moderada mas que foge dos melhores filmes semelhantes sem nunca contudo perder o seu objectivo claro.
Como lado pior do filme a sua conclusao extremamente pouco organizada deixando persongens para segundo plano, nao se compreendendo o efeito da decisao final, o que torna o filme na sua mensagem um bocadinho mais ambiguo e que danifica em parte a imagem final que fica do filme em si.
A historia fala de uma agente inflitrada por parte de uma empresa de serviços de inteligencia que acaba por se integrar numa organizaçao de nome O Este de terrorismo ambiental de forma a tentar desvendar a identidade de cada um dos seus colaboradores.
O argumento e acima de tudo simples e directo, nao entra e parece nos bem nas questoes mais complexas mas por outro lado no guiao do filme falta uma pitada de arrojo ja que  filme parece demasiado formatado em personagens desde o inicio, mas o lado mais negro vai para a sua conclusao.
Em termos de realizaçao nao temos um filme com muito primor neste particular, e mais um filme realizado por um tarefeiro pouco interessado em dotar o filme de algo mais do que contar uma historia e de dar alguma intensidade ainda que pouca a algumas sequenicas.
O cast liderado por uma total desconhecida nao tem na sua protagonista uma escolha feliz por algum falta de carisma que a faz perder muitas das sequencias para os seus colegas de reparto principalmente Page, numa fase pior da sua carreira, obviamente Clarkson num papel mais suave e Saarsgard em acendencia no filme e na carreira.

O melhor - A vertente ecologica e politica moderada do filme.

O pior - A conclusao


Avaliação - C+

Monday, September 16, 2013

The Bling Ring

Sofia Copolla é uma das realizadoras mais proeminentes do cinema norte americano. Contudo até ao momento não conseguiu ter uma continuidade que lhe desse para conquistar o lugar que muitos vaticinaram para ela. Este ano um filme corajoso no centro do cinema americana e acima de tudo nos assaltos que efectuaram em pleno coração de Hollywood. Em termos comercias o filme conseguiu uma expectativa bem superior aquilo que a maior parte dos críticos esperava e o mesmo em termos críticos onde pese embora não tenha conseguido a força de outros filmes da realizadora passou com distinção.
Sobre o filme podemos dizer que tem bons momentos, principalmente em termos de estética e na formula de documentário que o filme acaba por adoptar. E neste filme bem como na superficielidade das suas personagens a forma como o filme as aborda é extremamente interessante, na forma vazia com que tudo funciona.
Mas se neste ponto o filme funciona nunca consegue ter uma intensidade narrativa suficiente para ser um grande filme já que é extremamente rotundo ou seja circular, ponto a ponto como se fosse efectuado por cenas, demasiado semelhantes entre si, onde apenas a conclusão retira o filme de alguma rotunda pouco interessante para o filme em si.
Ou seja um filme que poderá ser competente mas com um objectivo demasiado limitado, ou seja um pequeno filme que tem na sua realizadora e alguns tiques bem trabalhados por esta na personagens como a sua maior virtude, num filme competente mas pouco mais.
A historia fala de um grupo de jovens que de forma a conseguirem uma integração mais clara no seu grupo de amigos e mais que isso serem glorificados por isso mesmo começam a proceder a alguns assantos a moradias de estrelas.
O argumento baseado numa curta reportagem da vanity Fair, e daqueles argumentos que pensamos ser muito mais brilhante no acessório do que no corpo físico da sua historia de base. E é neste ponto que pensamos que principalmente as personagens centrais poderiam ser mais bem trabalhadas, o que nunca ocorre e os diálogos mais equilibrados.
A realização de Copolla e claramente um dos aspectos mais centrais e fortes do filme, juntando actualidade realismo e acima de tudo detalhe artisitico mais uma vez demonstra que a realizadora num, estilo diferente conseguiu captar algumas das maiores virtudes do progenitor e tornar-se numa referencia em Hollywood.
No cast podemos dizer que o filme e efectuado para o brilho de Watson a jovem estrela de saga juvenil tem aqui o seu direito de antena ao melhor nível de uma jovem que consegue juntar doçura com rebeldia tem o filme em si, mesmo sem ser a figura central do mesmo.

O melhor - Watson e Copolla

O pior - Demasiado circular

Avaliação - C+

Friday, September 13, 2013

The Butler

Lee Daniels conseguiu com a sua adaptação de Precious se um daqueles autores que todos seguem aguardando o seu próximo passo. Depois do desolador Paperboy o ano passado, este ano um filme mais convencional vinha a caminho sobre as conquistas dos afro americanos no biopic de um mordomo que acabou por estar em cinco presidentes diferentes dos EUA. os resultados do filme foram bastante positivos em termos críticos as boas avaliações permitiram que o filme consiga sonhar com uma presença vincada nos oscares e em termos comerciais os resultados foram excelentes, muito alem daquilo que as melhores expectativas poderiam vaticinar.
Sobre o filme podemos dizer que antes de qualquer coisa é um filme emocional e acima de tudo feito com o coração e isso permite que o filme ao longo da sua duração consiga ser sempre um filme emocional, próximo do coraçao dos espectadores. E se nesse ponto o filme ganha alguns pontos enquanto objecto de entretenimento natural, já no que diz respeito a algum rigor que se pede em filmes biopico o filme parece pouco rigoroso, demasiado partidário em algumas questões, que o torna em determinado momentos um filme demasiado parcial do ponto de vista politico longe do que propriamente se espera de um filme de primeiro nível americano.
Ou seja quando queremos um filme que seja objectivo que tente de alguma forma dar uma prespectiva clara do que aconteceu determinadas escolhas e aspectos que o filme parece requerer acabam por não se cumprir e aqui o filme perde força perde profundidade e torna-se na historia cor de rosa que a maior parte queria ver.
Ou seja um filme emocionalmente forte que acima de tudo joga muito bem com a longevidade temporal do filme e da historia que quer transparecer mas ao mesmo tempo o filme não tem duração para ir alem disso, dando sempre uma vertente leve dos aspectos colaterais, pois acima de tudo e um filme de personagem.
A historia fala toda a carreira de um mordomo que por mais de três décadas serviu a casa branca a forma como nasceu e mais do que isso a relação desta com o filho um activista pelos direitos civis.
Em termos de argumento podemos desde logo dizer que pese embora a competência facilmente reconhecida no papel, estamos claramente perante um filme onde as personagens e o enredo tem mais coração do que cabeça e isso não parece sempre a melhor estratégia num filme que tenta obviamente ser um marco claro em termos da luta afro americana.
Lee Daniels começou como um realizador polemico mas neste filme torna-se facilmente mais convencional, e isso o filme requer e mais ele acaba por facilmente se adaptar a essa necessidade com uma realização forte convencional, com algum primor artístico mas que acima de tudo consegue bem conjugar as sequencias criadas com algumas imagens reais uma técnica já utilizada mas que mais um vez funciona no seu pretexto
Em termos de cast o vasto elenco que o realizador escolheu tem principalmente em Withaker todo o coração e acima de tudo o filme nas suas costas num actor que já por diversas vezes demonstrou toda a sua qualidade tem novamente um grande papel, daqueles que definem uma carreira neste caso marcada por altos e baixos: ao seu lado o bom papel do jovem Oyelowo num ano marcado pelo nascimento de algumas estrelas afro americanas. Nem sempre nos parece que as escolhas para presidentes dos EUA seja a mais bem efectuada.

O melhor - O coraçao do filme

O pior - Alguma partidarização do filme

Avaliação _ B-

Sunday, September 08, 2013

Kick Ass 2

Se existiu filme que nos ultimos anos no mundo dos super herois surpreendeu pela sua irreverencia foi Kick Ass que transportou o seu realizador para a primeira divisao pela sua forma muito propria e mais que isso deu à luz aquilo que podia ser uma nova serie de uns super herois muito especiais. Para este segundo filme duas das personagens regressavam, mas o realizador mudou o pronuncio de que algo de mau podia acontecer. O resultado muito aquem das expectativas, criticamente onde ao contrario do seu antecessor os resultados foram bastante negativos, mas mais que isso comercialmente onde também ficou longe daquilo que o primeiro filme conseguiu
Sobre este segundo filme, e comparando com o seu antecessor e obvia a perda de qualidade desde logo porque a surpresa e tudo de novo que o primeiro filme era o maior segredo e o seu elemento mais forte, e como é obvio aqui ja era esperado um registo semelhante, mas o filme não vai tão longe como o primeiro na agressividade, no humor, e mesmo no estilo.
Mesmo claramente inferior ao seu antecessor o filme tem alguns pontos interessantes principalmente no dilema e no carisma de Hit Girl a melhor personagem de ambos os filmes, se bem que longe do sucesso que conseguiu no primeiro filme, a forma como lida com o seu bullyng acaba por ser um dos pontos mais bem trabalhados do filme, no resto as ideias do primeiro menos naturais, mais exageradas e portanto com uma resposta claramente menos eficaz.
Ou seja estamos perante um filme que muitos como eu, entusiastas do primeiro filme, preferiamos nao ver, que pese embora nao tenha destruido por completo o que foi criado no primeiro filme, também por si só nada de novo trouxe a uma saga que marcara o imaginario da creatividade como forma de cinema.
A historia segue a personagem de Kick Ass e Hit Girl após o desenlace do primeiro filme,neste segundo filme eles reunem-se a uma equipa maior de forma a destriuir um exercido do mal criado pelo Amico, o filho do vilao do primeiro filme, agora como o filho da puta.
O argumento pouco dá aquilo que ja existia, nem sempre explorando da melhor maneira aquilo que as personagens tão bem conseguiram no primeiro filme, é nos promenores que temos as maiores e unicas virtudes individuais de um guiao, que poderia e devia ser muito mais competente.
A realizaçao pedia um seguidor e é o que nos deu, a melhor parte do trabalho estava feita por Vaugh e aqui bastava continuar, nem sempre foi conseguido este ponto por momentos esquecemo-nos de alguma da forma do filme, que so a espaços surge.
O cast tem em Taylor um actor que tem neste filme um aspecto completamente diferente da sua carreira, parece-nos um actor vocacionado para outros registos mais dramaticos, deixando o brilho para Moretz a jovem do momento, e a maior promessa de um cinema à procura de novas estrelas, a sua composiçao de Hit Girl fica aquem da primeira mas continua a ser a estrela maior do filme

O melhor - Apesar de tudo a saudade do primeiro filme

O pior - Nao ter conseguido aproximar-se do primeiro filme

Avaliação - C+

We're the MIllers

Todos os anos em pleno Agosto surge uma comédia que mesmo não sendo um primor critico acaba por ganhar um protagonismo, por alguma originalidade que lhe é empregue. Se o ano passado meio mundo ficou convencido com o mitico ursinho TED. Este ano com muito menos resultados podemos dizer que este filme de familia foi aquele que mais se aproximou desse exito, principalmente comercialmente onde obteve mais de 100 milhoes de dolares no mercado interno, ja que criticamente é sempre complicado bons resultados para um comedia tão tipica como esta.
Sobre o filme podemos dizer que estamos perante um filme que se enquadra perfeitamente no estilo de comedia que actualmente comanda o estilo nos EUA, ou seja personagens pouco convencionais um pouquinho de pimenta erotizada, e acima de tudo alguma incorrecção, mas tudo em dose moderada de forma a facilmente se poder tornar um filme para toda a familia. O conceito é o mesmo uma serie de situações exploradas no trailer e pouco mais, num filme bem disposto mas desde logo extremamente previsivel.
Este é um filme que funciona em grau moderado, nota-se desde logo a presença de carisma no seu protagonista Sudekis esta longe de ser uma figura proxima do grande publico, dai que ter o filme a sua volta parece sempre uma dose de risco. Contudo as personagens acabam por resgatar este defice e dar ao filme pelo menos uma toada com alguns bons momentos, bem disposto contudo pensamos que a grande gargalhadqa quase nunca e obtida.
Ou seja um filme de piada facil, pouco trabalhado, que muitas vezes promete algo mais do que aquilo que no final consegue cumprir, mas mesmo assim num momento em que a comedia facilmente cai num disparate pouco creativo a simplicidade e acima de tudo o contexto actual desta comedia acaba por ser pouco arriscado.
A historia fala de um traficante de droga que graças a uma divida tem que se deslocar ao Mexico para fazer um carregamento de droga, para disfarce junta-se uma prostituta, a um vizinho nerd e uma sem abrigo e tenta constituir uma familia convencional que os conduz a uma road trip
O argumento percebe bem a actualidade do humor no cinema americano e explora-a com facilidade e sem grandes pontos de creatividade, e simples, o humor tem altos e baixos, e as personagens sao basicas o suficiente para não complicar o filme.
A realização tambem nao e vistosa, ja se observa ultimamente em alguns filmes algum risco de realizadores em comedia, tentarem uma maior visibilidade neste filme isso nao acontece, e pouco ou nada conseguimos sublinhar da mesma.
Como ja anteriormente referimos achamos que Sudakis é um actor de comedia mas sem peso para assumir um filme por sua conta, e neste filme e visivel a si quase so tem a presença deixando a sensualidade para Aniston, a irreverencia para Roberts e acima de tudo o brilho para o Jovem Poulter de longe o aspecto que melhor funciona em todo o filme

O melhor - Poulnet

O pior - Sudakis.

Avaliação - C+

Saturday, September 07, 2013

Still Mine

Existe uma serie de titulos de um cinema que se centraliza fora dos EUA, com alguns actores minimamente conhecidos que abordam temas menos vistosos de um ponto de vista comercial, com historias de vida interessantes muitas vezes relacionada com historias reais. O ano passado na Canada foi efectuado este pequeno filme sobre a força da terceira idade e acima de tudo do amor. Os resultados foram positivos em todos os pontos o filme conseguiu finalmente este ano ser lançado no mercado americano, selecionado, e conseguiu resultados de bilheteira curtos mas relativamente as expectativas visiveis e criticamente conseguiu avaliações acima de tudo positivas, num ano onde a maior parte dos filmes nao consegue se gabar do mesmo triunfo.
Sobre o filme desde logo o que pode ser assumido, é que mesmo sendo assumidamente um filme pequeno, de historias reais sem grande primor tecnico ou mesmo artistico e um filme com muito coração, simbolico e consegue toda a intensidade na formula que usa na relação central, quer na intensidade da mesma quer na longevidade dando a estes todos os aspectos essenciais do amor, quer do lado positivo quer do lado negativo e acaba por residir neste ponto a maior força de um filme com muito mais coração do que com razão mas a opçao e totalmente a melhor.
Depois alguns dos defeitos dos filmes que se baseiam em factos reais e se tornam demasiado partidarios, e aqui o filme cai tambem em alguns destes erros, num clara adaptaçao ao cinema para funcionar melhor, num filme que claramente teria pouca força comercial, pensamos que este ponto e desnecessario e que poderia ser trabalhado e acima de tudo abordado com outra
MAs no final temos um filme competente que da à luz uma historia de força intensidade, um simbolismo de um grande amor, com a atenção merecida, mesmo que em si não seja uma biografia de grandes feitos é acima de tudo um filme sobre o coração e a sua força, e isso e sempre importante, mesmo em filmes declaradamente pequenos como este.
A historia fala de um casal de idosos, em que o elementos feminino sofre de Alzheimer, com o progredir da doença surge a necessidade de outras comudidades o que conduz a uma contrução de uma nova casa que conduz a uma disputa legal pela falta de procedimentos na mesma.
O argumento no conflito central pode por vezes ser demasiado vago, mas a forma como ele descreve o amor do casal principal principalmente nos seus dialogos e interações e a força viva do filme e é o impulsionador de um argumento não de nivel excelente mas que funciona.
A realização peca por ser repetitiva e algo simples, os planos parecem por vezes demasiado repetidos e sem qualquer tipo de aprumo tecnico, muitas vezes e o problema de filmes pequenos, mas nem sempre justificado pelos poucos valores investidos.
SObre o cast o filme e totalmente carregado por Cromwell um actor conhecido do grande publico, que apareceu tarde nunca tendo espaço para o seu real valor, tem aqui a sua grande intepretação em todos os sentidos, que merece alguma atençao pelo menos ate ao momento, de um actor que sempre mereceu mais olhares do que aquele que teve. De resto um nivel que sustenta a grande interpretação do filme

O melhor - A ode ao amor quase eterno

O pior - A realização

Avaliação - B-

Monday, September 02, 2013

The Lifeguard

Kirsten Bell não é certamente uma figura proeminente do cinema americano, nem uma

das jovens em que os críticos depositam maior expectativa, pese embora seja uma figura

comercialmente com algum valor. Mas este ano a actriz tentou um terreno diferente

num projecto independente em seu torno, O resultado contudo não foi certamente o

que mais aguardava, com um resultado comercial quase residual e pior que isso uma

recepção critica muito aquém do esperado com avaliações essencialmente negativas.

Sobre o filme podemos dizer que a historia começa com um estilo que nos faz advinhar

o pior com uma série de metáforas eloquentes sem grande sentido mas que faz o filme

correr nos primeiros cinco minutos sem que tenhamos grande noção do tipo de filme

que estamos prestes a visualizar. Mas rapidamente percebemos que vamos ter um filme

simples de personagens simples perdidas no tempo e no espaço, e aqui o filme mesmo

que nem sempre com o ritmo ou intensidade devida consegue ter melhores momentos,

consegue ao mesmo tempo dar o lado mais juvenil que quer dar, mas também o

desalento de personagens.

Pela sua toada melancólica o filme rapidamente se torna algo depressivo e rapidamente

parece um simples caso de vida, daqueles nem sempre bem trabalhados, de altos e

baixos, de cenas por vezes exploradas em excesso e outras personagens que o filme não

lhe da o momento de antena necessário e que no fim se tornam essenciais.

Mesmo com esses defeitos estamos perante um filme com virtudes bem expressas, que

se torna num filme que se consegue perceber e mesmo o achar actual numa temática

sempre confusa sobre saber envelhecer, e mesmo não sendo uma obra prima e estando

longe em todos os pontos desta avaliação e um filme que merece alguma atenção.

A historia uma jovem de 30 anos que deixa momentaneamente o seu emprego e volta

a sua terra natal de forma a reviver a juventude junto dos seus amigos da adolescência

aqui acabam por se envolver com um grupo de adolescentes nessa mesma idade.

O argumento e muitas vezes bem mais ambicioso do que realmente se consegue

concretizar e isso pode deixar a sensação que o filme poderia com outra eficácia ser

um filme mais forte com diálogos mais profundos fica na certeza que o mesmo tema

poderia dar um filme mais forte, mesmo que em termos de personagens o filme tenha

bons apontamentos.

A realização e simples sem grandes meios ou ambições e um filme com uma toada

própria interessante pausado sem grandes trabalhados, parece obviamente que estamos

perante o parente pobre do filme.

O cast tem em Bell uma interpretação intensa uma das melhores da sua carreira, pese

embora não seja difícil e estranho a observar num registo dramático diferente e que

funciona, esperamos a continuidade de algumas promessas parece e que por vezes não

tem o devido acompanhamento.

O melhor – A actualidade de um conflito cada vez mais emergente

O pior – Os primeiros dez minutos

Avaliação – C+

Friday, August 30, 2013

RIPD

Existe curiosidades incríveis na industria do cinema, poucos pensariam que depois do sucesso que se tornou RED, seria o seu primeiro realizador e um dos criadores, ou seja, Robert Schwentke a disputar com o segundo capitulo da saga, uma tentativa de novo conceito com alguns pontos semelhantes, o valor comercial. mas como Hollywood por vezes penaliza este tipo de coisas acabou por ambos os títulos perderem comercialmente e acima de tudo este RIPD que criticamente tornou-se facilmente num saco de pancada de uma critica cada vez mais feroz com títulos dispendiosos como esta tentativa de criar uma nova dupla policial.
Sobre o filme podemos desde logo dizer que o humor e as particularidades de RED funcionaram naquele filme pela novidade das mesmas e que dificilmente esse sucesso poderia se repetir quer em termos de sequela e muito menos num filme completamente diferente que tenta juntar o estilo de humor adoptado com um Men in Black completamente desactualizado. O resultado e um autentico desespero ideológico em registo de filme com todas as ideias a não funcionarem e pior que isso termos um filme com muitos meios mas sem uma única ideia convincente na sua concretização.
E tudo falha neste filme a ideia de uma espécie de policia post mortem, que tenta investigar algo que ninguém consegue perceber ou pior não quer mesmo perceber o humor quase sempre descontextualizado que não funciona quase nunca no filme percebemos que o filme acaba e que realmente não soltamos um único sorriso durante o filme mesmo que este tenha em momentos essa intenção. E pior que isso a determinada altura com o aparecimento dos monstros pensamos que uma ideia descabida se torna bem pior na sua concretização e efectuar um dos desperdícios de dinheiro mais claros da historia do cinema dos últimos anos.
Ou seja uma péssima ideia, que chega mesmo a ser insultuosa para a pouca inteligência que seja de qualquer espectador, o único ponto interessante e o assumir de formas diferentes dos mortos em plena vida humana, que acaba por ser o único ponto que resulta com alguma curiosidade em todo o filme.
A historia fala de um policia que acaba por ser morto pelo seu pareceiro, aqui ele acaba por integrar um força policia depois de morto com um companheiro particular que investiga a vida apos a morte e os delitos cometidos por estes, contudo a ligação desta investigação vai estar intimamente relacionada com a sua morte.
O argumento e um autentico deserto de ideias se a base já nos parece pouco coerente a sua concretização em termos de personagens, vilão, diálogos e acima desenvolvimento narrativo torna tudo ainda bem pior, num desastre total para o filme e acima de tudo para o dinheiro envolvido numa mega produção como esta.
Shcwenkte e um realizador que teve sempre alguns meios ao seu dispor e na maior parte do tempo funcionou, principalmente em Flightplan e Red, mas neste filme mesmo sendo fácil observar os seus dotes de bom realizador com estilo próprio para filmes de ação a ideia e o conceito e tão pouco corerente que estes pontos mancham em muito uma carreira ate aqui normal, com altos e baixos relativos.
O cast tem um Ryan Reynolds habituado a sucesso comercial mas alguma relutância critica, não e um actor de topo mas e um actor de dinheiro, e neste filme falha totalmente não por sua culpa mas por tudo que o acompanha e nem o carisma bem vincado de Bridges o melhor do filme consegue escapar a uma miséria total em todos os pontos onde se integra um vilão de Bacon básico e sem qualquer tipo de força para o filme.
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O melhor - A ideia da encarnação na terra

O pior - Um argumento assustador a todos os níveis

Avaliação - D

Wednesday, August 28, 2013

Smurfs 2

É facil explicar como uma saga cujo o primeiro filme acabou por ter pessimas criticas mas acima de tudo conseguiu comercialmente lançar um franchising interessante de figuras carismaticas dos anos 80 tem este ano o seu segundo fillme. Principalmente potenciado pelo valor comercial que neste segundo capitulo ate ao momento foi menor mas mesmo assim interessante ja em termos criticos as coisas permaneceram numa total desilusão, com criticas bastante negativas muito no sentido do que ja tinha acontecido no primeiiro filme.
Sobre os Smurfs 2 começo por dizer que achei a adaptaçao deste filme no primeiro episodio proximo em termos de humor e estilo aquilo que o mesmo realizador ja tinnha feito em Scooby Doo, e o que outros ja tinham feito em Alvin e principalmente em Garfield todos filmes com excelentes resultados de bilheteira mas com pessimas reaçoes criticas. Em termos de filme podemos dizer que nada de novo em nenhum aspecto do filme talvez com piores personagens do que o primeiro filme mas com o mesmo registo de empatia e acima de tudo de um humor totalmente desactualizado.
Ou seja um daqueles filmes que os mais pequenos, principalmente os mais pequenos facilmente gostas mas que nao consegue cativar os adultos pelo seu estilo demasiado infantil entre outros aspectos, esta opçao e discutivel principalmente num cinema exigente que nos ultimos anos nos mostra em diversos filmes que outros filmes podem ser extremamente eficaz em ambos os publicos alvos.
Em suma um filme pouco interessante muito basico mesmo, com uma guiao que mais parece retirado de um episodio de uma serie de desenhos animados infantis, apenas surpreender ver actores com algum reflexo critico como Gleeson entrar e assummir um filme como este sem qualquer plano de destaque.
A hhistoria parecida com a primeira, o vilao da saga acaba por raptar com a ajuda de uns seres por si criados a Smurfete, de forma a tentar retirar a formula que permite a existencia daqueles seres azuis, aqui cria-se uma equipa de resgate da mesma pela cidade de paris.
O guiao e como ja anteriormente foi referido irrisorio, para um filme com tantos meios e acima de tudo uma produçao tao elevada necessitava-se um argumento mais trabalhado, e mais pensado a todos os niveis funciona nos mais pequenos mas esses facilmente aceitam qualquer tipo de registo.
Em termos de realizaçao e sempre dificil ser realista num fillme onde se joga dois planos, aqui a parte digital funciona bem com personagens bem trabalhadas mas a conjugaçao nem sempre funciona ao melhor nivel ja viimos filmes bem mais trabalhados.
O cast quase inexistente apenas nos parece autenticamente um absurdo Gleeson um actor conceituado e normalmente associado a bons filmes entrar numa personagem como a que aqui acaba por desempenhar.

O melhor - Paris

O pior - Provalvemente existira um terceiro filme

Avaliação - D+

Elysium

Depois do sucesso instantaneo de Distrito 9 muita gente esperava o seguinte filme de um realizador que como poucos nos ultimos tempos surpreendeu todo o mundo com o seu peculiar cinema. A ficção eraa novamente o seu terreno, agora com mais meios e mais que tudo com mais estrelas. O resultado dual, se criticamente pese embora longe do reconhecimento do primeiro filme tenha conseguido avaliaçoes na sua maioria positivas ja comercialmente penso que as expectativas seriam ligeiramente supriores aos resultados que foram moderados tendo em conta o investimento e o tipo de filme em questão.
Sobre o filme desde logo assim como ja tinha acontecido como Distrito 9 a ideia de base futorista e acima de tudo a forma com que consegue contextualizar uma cultura tao diversificada funciona como poucos a capacidade Blukamp fazer filmes com historias proprias torna-se num caso serio que o futuro dira o seu local no cinema.
E se em termos de ideia e produçao e mesmo na execução estaamos perante um bom filme, com intensidade, sentimento e mais que isso boas interpretações principalmente do duo de protagonistas, o unico ponto menos positivo que o filme tem bem presente é ser demasiado previsivel, num filme de autor com tantos meios e com uma historia bem construida pese embora tambem esta nao seja uma prodiga surpresa, a falta de surpresa que o filme causa, ao nao conseguir surpreender em nenhum ponto o filme acaba por ser um filme com boas sensações um bom espetaculo visual que chega 'para ser um bom filmes mas sem a magia de distrito 9.
Mesmo assim num ano onde principalmente os blockbusters tem estado longe das melhores sensações um filme criado de novo, com ritmo e intensidade parece funcionar bem com todos os ingredientes que funcionam em termos de umm blockbuster que provaveelmente merecia melhores resultados
A historia um jovem orfao  que acaba por ser criado numa terra sobre lotada e onde os ricos criaram um lugar de sonho no seu chammado Elysium para manter os vicios com o sonho de ir ate este local mais que uma vontade sera uma necessidade para a sua sobrevivencia.
Em termos de argumento e no ponto de vista de espetaculo o filme acaba por ser simples e competente mas num filme realizado por alguem que surpreendeu tanto na riqueza do guiao no primeiro filme esperava-se um pouco mais em termos de argumento principalmente em alguma maior complexidade do argumento.
Blomkamp e um bom realizador ja o tinha demonstrado e muito no primeiro filme e neste segundo confirma que tem competencia para filmes com meios e acima de tudo para uma visao criadora de outras realidades como ponto negativo da realizaçao por vezes nos momentos de luta e intensidade ser mais pausado nao seria um total despredicio.
EM termos de cast Damon funciona em todas as dimensoes sendo sem duvida um actor completo com a dimensão da disponibilidade fisica riqueza interpretativa emocional, e um do melhores actores do momento com carisma para qualquer tipo de personagem, dai que nao e facil fazer-lhe frente e aqui o aquecimento com Foster para depois passar para a intensidade de Copley e um dos elementos mais bem trabalhados do filme principalmente pela excelente interpretaçoes do segundo um actor descoberto por Blomkamp e que mais uma vez domina o seu filme.

O melhor - A competencia de um grande filme

O pior - Acaba por cair no previsivel

Avaliação - B

Sunday, August 25, 2013

The Heat

Depois do sucesso incrível que foi Bridesmaid, muitos esperavam qual iria ser a nova incursão de Paul Feig pelo cinema. Assim este ano e aliada novamente a uma das suas actrizes mais conceituadas Mccarthy surge um filme de acção juntamente com Sandra Bullock com acção com feminino. os resultados foram positivos em todos os quadrantes, desde logo em termos de valorização critica, onde pese embora o resultado não tenha sido brilhante como BridesMaid o resultado foi novamente interessante com avaliações positivas, e comercialmente num momento difícil como pleno verão um resultado interessante.
Sobre o filme podemos dizer que os ingredientes de acção estão minimamente disponíveis, ou seja intensidade dos vilões, alguma espetacularidade pese embora em dose moderada, contudo o argumento narrativo em si é algo pobre, já que a maior parte do filme é centrado numa tentativa de humor que nem sempre funciona.
A sua comedia é no entanto desactualizada ou seja muitas vezes parece demasiado familiar, com apenas alguns toques mais interessantes a cargo da forma peculiar com que McCarthy assume as suas personagens no seu estilo habitual. Por isto podemos dizer que se trata de um filme familiar previsível em todos os sentidos, que funciona em alguns pontos já que a dupla de protagonistas acaba por funcionar com alguma química em conjunto.
Ou seja um filme limitado com muitos poucos motivos de particular relevância em determinados pontos executivo em alguns pontos similiares principalmente de acção e comedia, mas que na conjectura o filme não funciona particularmente bem, sendo um filme vulgar que nunca consegue sair dessa mesma vulgaridade.
A historia fala de duas policias com conjectura completamente diferente que se unem no sentido de tentar averiguar um perigoso quartel de droga, o filme mais que desvendar o que se encontra por trás da organização criminosa, é a tentativa de funcionar da dupla com as suas diferenças.
O argumento e demasiado previsível, não so no funcionamento narrativo enquanto historia, mas mesmo no desenvolvimento das personagens previsíveis e estereotipadas, o argumento joga pelo seguro, mas não se trata claramente de um filme com muitas potencialidades narrativas.
A realização que observamos e mais efectuada para a comedia do que propriamente para a acção, mas não estamos perante um filme propriamente visível em termos de realização.
O cast tem Mccarthy ao seu nível habitual que funciona muito bem em termos de comedia pese embora seja sempre igual, a seu lado o lado menos interessante de um Bullock que tem no seu histerismo a sua fase mais conhecida.

O melhor - A simplicidade de recursos

O pior - A pouca novidade do tema.

Avaliação - C

Saturday, August 24, 2013

Pain and Gain

Michael Bay é um dos realizadores mais odiados de Hollywood pelo seu espirito de realizador de blockbusters monstruosos em gastos mas muito parcos em ideias. Dai que tenha surpreendido a sua escolha neste filme sobre um caso de um grupo de culturistas que na ambiçao acabaram por se tornar temiveis homicidas. Assim e pese embora a mudança de genero ainda não foi desta que Bay num filme mais modesto conseguiu convencer a critica com avaliações mistas, mas acima de tudo perdeu o seu bastiao com resultados de bilheteira longe daquilo que consegue nos seus filmes habituais o que tambem poderia ser previsivel ja que nao estamos num seu filme habitual.
Sobre o filme existe desde longo a salvaguarda que estamos longe do que podemos achar ser um filme de Michael Bay, e isso acaba por ser positivo por ser um filme mais modesto, mais centrado na historia e muito menos na qualidade produtiva o que o torna por si so um dos melhores filmes da sua filmiografia o que contudo nao diz muito. Podemos dizer que o filme tem dinamica, funciona bem como comedia, principalmente na caracterizaçao e nos dialogos das personagens, principalmente a de Paul, o elemento mais interessante em todas as dinamicas do filme. Mas o problema e que existe duvidas que se queria fazer uma comedia sobre um filme sobre homicidas que realmente existiram ou sobre um filme que pertende ser factual, o que nunca consegue de maneira alguma ser.
Ou seja se estivessemos sobre uma comedia negra criada para o cinema poderiamos encontrar um melhor gosto na forma como o filme funciona, numa adaptaçao de uma historia real com o seu peso e acima de tudo pouco ligeira parece no minimo algo exagerada a forma como o filme gere o seu tom, ou mesmo na forma com que nao se define como um policial ou mesmo como comedia pois incrivel que pareça funciona semppre bem melhor na segunda.
A historia fala de um grupo de culturistas que se encontra num ginasio e decide ganhar a vida de forma simmples ou seja com a força raptar um dos seus mais ricos clientes de ginasio e obriga-lo a passar tudo para o nome deles, mas o projecto rapidamente sai fora de controlo.
O argumento parece funcionar bem melhor nos elementos de ficção parodiantes do que propriamente como elementos veridicos e historicos e esta dictomia acaba por ser algo prejudicial para o filme ja que nunca o define, pese embora as personagens e os dialogos tem qualidade numa vertente humoristica e satirica.
Bay pode ter muitos problemas mas a forma como realiza os seus filmes não e um deles, sabe utilizar meios, dai que com um filme mais complexo e dimensional a sua realizaçao seja bem mais interessante e capaz, neste filme tem estilo proprio,sem fugir ao seus planos habituais de baixo, que neste filme resultam e nao parecem tao sem sentido.
O cast e na minha opiniao o mais bem trabalhado pelo realizador Whalberg esta em boa forma numa personagem nem sempre facil, onde ele a encarna com a prespectiva de loucura e inocencia extremamente convincente. Mckie num nivel menos vistoso tambem encarrna bem numa personagem distante do que costuma fazer e por fim The Rock omnipresente neste ano demonstra mais uma vez que e uma exceleente surpresa no mundo da comedia, onde funciona bem melhor do que na açao

O melhor - A personagem Paul e o seu pouco sentido permanente.

O pior - A forma com que uma historia real e tratada de forma demasiado ficcional.

Avaliação - B-

Friday, August 23, 2013

As Cool as i am

Filmes sobre casos de vida, sejam eles de sucesso ou de desilusao sempre tiveram uma presença bem marcante no mundo do cinema principalmente num cinema de segundo plano mais virado para a televisao. mas mesmo uma historia destas quando tem no seu elenco alguns actores reconhecidos do grande publico conseguem o lançamento no grande ecra. Este e um desses filmes que silenciosamente passou pelos cinemas com pessimas criticas e que rapidamente saiu quase sem ninguem perceber que tinha tido o seu momento.
Sobre o filme podemos dizer que e daqueles filmes em termos de toada de casos de vida que por vezes preenchem a matine de um canal generalista, toda a forma com que e realizado e mesmo o facto de muitas vezes ser demasiado solto e suave permite que assim seja, mesmo tratando de temas complicado como os pais adolescentes ou mesmo a sexualidade juvenil.
Esta suavidade e um dos pontos fundamentais do filme ja que graças a forma facil com que se visualisa o filme e se ganha empatia com a personagem central e o seu gosto simples pela culinaria, nao se da tanto valor a outros pontos declaradamente pouco trabalhados, com particular destaque para a incongruencia emocional das relacoes vividas por todas as personagens numa generalização de uma leveza sentimental que pouco ou nada tem a ver com a realidade. E ai quando se entra na consistencia interna do filme encontra-se muitos buracos percebe.se dificuldades no guiao em dar um sentido directo ao filme e assim enriquece-lo de uma vertente moratoria que parece sempre com dificuldade de assumir.
Ou seja um filme que funciona claramente melhor como objecto de entertenimento do que em propositos moralistas que parecem claramente ser objectivo de um filme simples, facil de ver, mas com equivecos no argumento não permitidos numa primeira linha do cinema moderno.
A historia uma adolescente filha de um casal de teenagers cresce quase sozinha, entre amores e desamores e sem qualquer apoio familiar ve a sua vida familiar aos poucos ir a baixo e acima de tudo as suas relações desenvolverem-se em sentidos que quer conhecer.
E no argumento que surgem os pontos menos fortes do filme, mesmo que o filme emocionalmente seja proximo do espetador, numa boa criaçao natural da personagem central em termos narrativos e de dialogo o filme e superficial e tem muitos atalhos sem saida, que o tornam moralmente pouco claro.
A realização e pouco imponente num filme contudo com nenhumas prespectivas de sucesso neste patamar, uma realizaçao de um pouco experiente jovem que tambem nao ficara na historia neste filme.
O cast tem na sua protagonista a força do filme, ou seja mesmo que funcione melhor na leveza dos momentos do que na intensidade muito graças ao papel a si dado acaba por ter o filme na mão. Nos secundarios Mardsen ganha na intensidade do papel, Danes na optima forma fisica e sensualidade inocente que encaixam bem na personagem embora menos convincente nas exigencias dramaticas da personagem

O melhor - A personagem central e a proximidade emocional que cria com o espetador.

O pior - Alguma confusao moral do proprio filme

Avaliação - C

Scenic Road

Johh Duhmel e um dos actores mais conhecidos propriamente pelo seu lado comercial do que propriamente pelas suas qualidades enquanto actor de primeira linha, dai que a sua entrada em cinema independente e com algum grau de exprimentalismo e no minimo surpreendente mas tem lugar neste filme de uma forma bem vincada. O resultado contudo ficou aquem das expectativas fossem elas quais fossem, comercialmente so agora oo filme tera o seu feedback pese embora a forma limitado como estreou nao dei-a a previsao de grandes resultados e criticamente as coisas tambem nao correram pelo melhor com avaliaçoes maioritariamente negativas.
Sobre o filme podemos dizer que a forma como um tipo de cinema mais intimo e exprimental tem evoluido conduz a que actores mais conhecidos acabem por tambem eles arriscar em titulos mais desconhecidos de realizadores mais desconhecidos. A formula e limitar as personagens e acima de tudo leva las ao limite. Mas neste caso o filme consegue leva-las ao limite mas a escalada nem sempre parece tao perfeita como deveria ser tendo em conta a forma rapida com que as personagens rapidamente se transforam em sobreviventes.
Existe dois pontos trabalhados de forma diferente e com resultados totalmente diferentes, se por um lado em termos de requesitos dos limites fisicos o filme acaba por ser intenso, duro e objectivo em termos da tensao psicologica pensamos que o filme ate começa bem nos primeiros dialogos e nos primeiros conflitos mas depois o filme fica algo descontextualizado e muitas vezes as discussoes que teriam de ser tortes acabam por ser vazias.
Mas o ponto menos trabalhado do filme e o seu final, pouco intenso, repentido e pouco trabalhado, que num filme que em determinado nivel consegue um ritmo de sacrficio exagerado acaba por ser pouco integrado naquilo que o filme realmente é. pior que isso na parte final todo o depois dos acontecimentos parece claramente a mais no que o filme quer ser, pese embora o caracter aberto por vezes ja interessante.
A historia fala de dois amigos que acabam por ficar sem carro no meio do deserto, onde apenas se tem um ou outro e começam com discussoes sobre as opçoes de cada um, assim ao limite fisico exigido surge tambem o limite psicologico de uma situação que nao consegue ser alterada de minuto para minuto.
O argumento funciona melhor quando o filme nãoo quer ter muito sentido, quando e desligado do que quando decide ter uma força moral que se torna demasiado novelesca para um filme que no inicio promete alguma rebeldia e creatividade,
A realizaçao tem valor principalmente na caracterizaçao do isolamente das personagens nem sempre e tarefa facil dar a imagem de sacrificio mas o filme consegue. Não sendo uma obra prima tem na realizaçao um dos seus elementos mais dificeis e funcionais.
O cast tem em Duhmel um papel algo diferente do que estamos habituados nele, mais intenso emocional e fisicamente exaustivo mas mesmo assim não nos parece que estejamos perante um actor de primeira linha mesmo assim e ele que domina  o filme por comparaçao com o seu colega de cast bem mais limitado em todos os sentidos.

O melhor - Os primeiros dialogos

O pior -A determinado ponto so resta o impacti psicologico

Avaliação - C+

I'm so Excited

Pedro Almodovar conseguiu nos ultimos anos se impor internacionalmente com um cinema serio, um pouco divergente da sua carreira, com uma mistura de terror psicologico com personagens intensas. Contudo para 2013 o objectivo do seu filme era de alguma forma voltar a um terreno que ja lhe deu alguma fama concretamente a comedia. Pese embora esta aposta as coisas não correram bem, e nem tanto comercialmente onde o seu nome ainda e garantia de resultados fiaveis, mas acima de tudo criticamente com algumas das piores avaliações dos ultimos anos para o realizador num filme que obviamente não foi ao encontro do gosto da critica americana.
Sobre o filme e como ja repeti por diversas vezes nas minhas avaliações a Almodovar não sou fã incondicional do registo do realizador por vezes exagerante no excesso de excentricidade homossexual, o certo e que em determinados pontos ele consegue ter filme de uma intensidade psicologica e narrativa muito fortes como o recente Pele em que Habito. Contudo quando os seus filmes se descontraem um pouco e perdem este ponto quase nada daquilo que realmente gosto em Almodovar resiste e neste filme quase nada resiste mesmo.
Assim o filme parece mais que o filme com linhagem narrativa que parece apenas ter nos poucos minutos dedicados a um triangulo amoroso, onde as coincidencias tem o seu sentimento, tudo o resto mais parede uma parada Gay no ar do que propriamente um filme com uma historia e um corpo narrativo bem presente. Ou seja a maior preocupação de Almodovar e mais um festim homossexual ou entao uma expressao isolada da sexualidade do que um historia uma narrativa ou mesmo personagens.
Por isso para um realizador tao conceituado mas que ja nos habituou a estas eloquencias sexualizadas podemos claramente rotular este filme como um dos piores filmes de Almodovar onde este quase salienta os seus maiores defeitos e coloca de lado as qualidades como contador de historias e creativo que ele realmente é, mas esse espaço neste filme simplesmente nao existe.
A historia fala de um voo supostamente ate ao Mexico que logo a partida fica comprometido sendo que o aviao começa a andar as voltas aguardando uma aeroporto livre para tentar aterrar o panico da tripulação mas cima de tudo dos passageiros de primeira classe conduz a um autentico gozo de ultimas satisfações com muita homossexualidade a mistura.
O argumento e pobre a ideia de tentar entrar dentro do que se passa num aviao de longo curso e interessante mas os excessos totais de uma suposta comedia derrete estas pretensões assim acabamos por ter apenas um festival gay ao longo de pouco menos de hora e meia, com muito pouco elementos narrativos como argumento, dialogos ou mesmo personagens.
A realização de Almodovar e ligeiramente diferente do habitual, mais colorida menos prefecionista, mais musical, mas no geral sem um grande guiáo a realizaçao ate pode ter elementos apelativos que os mesmos parecem sempre ser reduzidos e pouco potenciadores do filme.
O cast pouco exigente as figuras de Almodovar habituais em registos habituais, onde a capacidade de ser o mais feminino possivel e o importamente nos homens e o menos sexy possivel nas mulheres.

O melhor - Os primeiros dois minutos com os cameos de Cruz e Banderas.

O pior - O filme se resumir a uma idolateração à homossexualidade


Avaliação - D+

Thursday, August 22, 2013

The Look of Love

Enquanto o cinema for um espaço de expressão creativa vão sempre existir excentricos que normalmente na realização mais conhecidos pela polemica das suas obras do que propriamente pelo valor das mesmas. Um desses realizadores e o britanico Winterbottom. Sempre que um novo filme do realizador e lançado aguarda-se sempre ou uma expressao sexualizada ou um combate politico ou musical. Neste filme voltamos ao primeiro tema num biopic sobre Paul  Raymond e a forma como este conquistou o mundo com o sexo. Os resultados longe da polemica de outros filmes tiveram uma recepção critica mediana insuficiente para rentabilizar o filme na sempre dificil bilhenteira para creativos como Winterbottom.
Sobre o filme podemos dizer que a toada do mesmo e parecida com 24 hours party people, ou seja nunca e um filme declaradamente exagerado nas mençoes ao sexo, mas mais que isso e um filme extremamente preocupado em debruçar-se sobre a pessoa que retrata. Contudo no final do filme percebemos que ambiguidade da personagem e mesmo a sua vida foi extremamente repetitiva e por vezes mesmo com acontecimentos marcantes uma boa historia de vida nem sempre da um bom filme porque a personalidade em si soa a vazio.
Assim e apos as dificuldades naturais de se debruçar sobre a historia de alguem que nao tinha tanto para dar o filme tem alguns pontos positivos na forma como explora o boom mediatico nas obras de Raymond como a negação das mesmas, a forma irrequieta com que o filme e realizado som pontos positivos num filme que mesmo assim parece sempre cinzento pouco afortunado e sem a estrelinha da intensidade emocional.
No fim surge um bipic algo pastoso por alguem que prometiaa ser bem mais interessante pela sua obra do que propriamente se traduz no biopic, alguem com um contexto complicado explosivo nas relaçoes mas que o filme demonstra com desinteresse, e que o filme acaba por se prejudicar por isto mesmo.
A historia fala na ascensão de Paul Raymond que atravez da industria do sexo se tornou numa das pessoas mais ricas de Londres, contudo isso nao impediu de uma vida familiar e relacional muito atribulada.
O argumento é algo confuso principalmente porque tenta ser rebelde em termos temporais e o filme não tem dimensao para isso, ou seja, essa escolha confunde e nada tras de artistico ou astuto, e dificulta que o peso das sequencias em si seja o real, nao permitindo por vezes personagens de crescer ou mesmo situaçoes de serem suficientemente assimiliadas pelo espectador.
Winterbottom foi sempre mais conhecido pela sua vertente rebelde em termos tematicos do que propriamente pela sua qualidade artistica como realizador aqui tem um bom estudo cultural e situacional de Raymond mas nunca estamos perante uma obra de eleiçao de um realizador com um estilo proprio mas nem sempre unanime mesmo apenas analisando o estado da arte.
Em termos de cast Coogan e o actor fetiche de Winterbottom, mas parece-nos que o peso dramatico que da as personagens nao existe mas si apenas o lado mais descontraido aqui essa faceta faz falta dando a sensação de ser um actor mais pequeno do que a personagem o maior destaque vai para Egerton que apartir do momento em que entra no filme o domina, so perdendo por contingencias de um guiao confuso.

O melhor - A forma com que e caracterizada a perda de controlo da personagem com as mulheres

O pior - Os saltos temporais por vezes artisticos aqui desnecessarios

Avaliação  - C

The Iceman

Retratar a historia de uma assassino em serie nunca é uma tarefa facil no cinema nem normalmente os filmes que se propoem a esta tarefa são grandes sucessos. O ano passado mas apenas lançado em estreia nos cinemas neste ano surgiu a historia de um assassino sedeado em plena luta de mafias conhecido por Iceman, que deu origem a este filme, presumindo-se que o mesmo tenha assassinado mais de 100 pessoas. O resultado deste filme foi bem melhor criticamente do que comercialmente muito pelo facto de ser um filme mais vocacionado para o primeiro ponto.
Sobre o filme podemos dizer que tentar retratar em todos os contextos a personalidade de alguem que facilmente ao longo da vida matou mais de 100 pessoas nao e tarefa facil e o filme percebe essa dificuldade, tentando mais que um retrato fiel da perosnagem uma dictomia entre aquilo que ele fazia e a sua vida familiar um pouco como antitese de ambas. E nesse particular mais que competente o filme e chocante pela distancia que consegue definir e bem entre os dois tipos de personagens.
Mas a mais valia do filme encontra-se na forma com que a persoangem é encaixada e definida em todos os momentos, muito pela boa prestação do seu protagonista que com a intensidade que por exemplo lhe faltou em Zod, dá uma pluralidade fortissima à personagem central carregando consigo todo um filme, bem executado nos seus proprositos nem sempre faceis de assumir, mas que resultam num filme pesado, ou nao fosse a tematica do mesmo uma realidade dura, mas também um filme forte em termos de intensidade narrativa e emocional.
Como o lado mais negro e negativo do filme um pouco o facto do filme na forma como os homicidios ocorriam ser pouco trabalhado pouco enfase dado as formulas que este tinnha para conseguir que os seus homicidios passassem despercebidos e o lapso final de nao conseguir dar qualquer destino a personagem de Roy, um esquecimento importante bem como nas tag lines finais, à propria familia do protagonista, mesmo assim e com alguns lapsos estamos perante um filme corajoso e competente, que mesmo sem deslumbrar demonstra que se pode fazer bons filmes com historias nao tao simpaticas.
O filme fala da forma com que Richie um polaco sedeado nos USA acaba por se tornar num assassino profissional e ao mesmo tempo um homem de familia onde os dois papeis estao totalmente separados sem qualquer ligação na sua vida.
O argumento podemos dizer que e complexo bem escrito, mesmo que nem sempre o elemento veridico seja totalmente potenciado o certo e que o filme tem uma boa exploração da personagem central dotando de varias dimensoes, e em determinados momentos de dialogos de primeira linha.
A realização não tendo os meios claros de um cinema de estudio é a possivel por vezes demasiado escura, mas sempre com algum rigor temporal, não podemos dizer que e o elemento mais forte do filme, mas não danifica em nada o seu resultado final.
O cast tem em Shannon a frieza e o terror que o mesmo actor sempre transmitiu em personagens semelhantes e que lhe faltou em Zod, aqui domina o filme em todas as pontas numa interpretação do mais intenso e dificil deste ano. E emotivo quando tem que ser frio e letal e na parte final totalmente deslumbrante na confissão a seu lado um Evans surpreendente numa personagem mais facil, mas que nao deixa de sair da sua rotina, já Liotta e Ryder encontram-se mais dentro do habitual sem qualquer ponto de particular registo.

O melhor - A intensidade do protagonista

O pior - As poucas direções finais muitas personagens simplesmente caem.

Avaliação - B-

Wednesday, August 21, 2013

Before Midnight

Uma das maiores inquietações do cinema romantico moderno finalmente teve resposta 9 anos depois do primeiro filme e acima de tudo 18 desde o primeiro encontro em Viena. O final aberto de Before Sunset deixou muitos dos fãs da saga inquietos, e os actores e argumentistas do filme bem como o seu realizador esperaram este tempo todo para a resposta e para um novo filme numa nova fase da vida dos dois icons do romantismo moderno. O resultado excelente assim como ja tinha conseguido o primeiro filme e principalmente o segundo este terceiro foi uma referencia unanime critica com as melhores criticas do ano, comercialmente sempre existiu algum lado independente a saga que o impediu de ser uma referencia comercial mas o filme pouco ou nada precisa deste ponto para se tornar um icon e uma lenda do cinema actual.
Sobre este terceiro filme, a primeira coisa que consigo dizer é que cada filme individualmente e acima de tudo a trilogia em si é não só ao mesmo tempo a melhor dissertação emocional e racionalidade sobre o amor alguma vez escrita e mais que isto resultante em filme que à memoria, muitos temos ideias de um amor, de uma relação o trio do filme ou seja Linklater e os protagonistas, definem, caracterizam e mais que isso glorificam o amor. Neste terceiro filme temos mais uma evolução no passo de uma relaão com muito amor, baseada no conflito da meia idade das dificuldades da relação mais uma vez temos um filme de dialogos escritos com mestria que nos mostram cada um de nos e do que é a versão vivida do amor e acima de tudo de uma relação a dois, essa competencia que ja estava bem vincada nos dois primeiros filmes neste é mais real, porque a relação passou de idilica a realidade ao dia a dia.
E daqueles filmes em que nos percebemos que as personagens crescem deixam de estar situadas num tempo e num espaço para estarem contextualizadas em conjunto e isso faz com que as personagens que ja gostavamos sejam mais completas sem nunca denegrir o que ja sabiamos delas, as caracteristicas com a idade tornam-se mais fortes mas o filme ganha com isso, na riqueza de dialogos e mais que isso, naquilo que realmente o filme transpira uma verdadeira relação de amor.
Apõs tanto elogios apenas uma unica critica que em algum ponto apenas atenua ligeiramente estarmos perante o melhor filme do ano, e em termos de saga uma das melhores de sempre, o facto de existirem mais personagens e perceptivel o seu proposito de contrapor o estado da relação dos protagonistas, mas penso que quebra a intimidade dos filmes, aquilo que queremos realmente sao os dialogos de Jesse e Celine, e a conversa com mais intervenientes e algo morosa, e de alguma forma atrasa a parte realmente fundamental do filme e onde ele se catapulta para um filme de culto.
A historia segue nove anos depois o casal, agora assim, e ja com filhos, que se encontra na Grecia aqui começam a surgir alguns problemas tipicos das relaçoes de longa duraçao que conduzem a conversas de longa moratoria no sentido dos filmes anteriores.
O argumento e a maior virtude de todos os filmes, cada um consegue preencher as lacunas e acima de tudo as inquietaçoes do primeiro, mesmo com nove anos de interregno, quando se pensa que tudo ja foi alcançado de filme para filme em contextos diferentes o nivel permanece, as personagens crescem e cada vez mais nos fascinam. E incrivel nunca nenhum dos guioes da saga ter sido condecorado com galardoes da academia, talvez nao sera, mas daqui a oitenta anos todos quererão ver esta triologia tam bem escrita na definiçao do amor do nosso tempo.
Linklater como nos filmes anteriores tem uma tarefa facil, bem escolhida e pensada, mas facil, seguir os personagens e deixar o guiao fluir, e isso e o maior segredo de uma reallização que percebe a força do seu argumento.
O cast, é estranho pensarmos nos protagonistas fora destas personagens, eles podem entrar noutros filmes que pensamos que e neste filme que sao realmente eles, principalmente hawke mais assiduo noutro tipo de filme, e aqui que tem os melhores papeis, aqui que tem o marco das suas vidas, e é incrivel a dificuldade dos papeis, a exigencia e a forma como eles nos convencem na perosnalidade de cada um e na relaçao.

O melhor - A forma com que o amor é tratado.

O pior - Não era necessario personagens adicionais com intervenção nos dialogos

Avaliação - A-

Arthur Newman

Um filme que reune no seu elenco como parelha Emely Blunt e Colin Firth e por si so razão para se esperar pelo menos um filme com algumas ambições quer as mesmas sejam criticas ou mesmo comerciais. Contudo muito se estranhou o timming e acima de tudo a forma como este filme foi silenciosamente lançado, acima de tudo pelo facto de criticamente o filme ter sido pouco ou quase mesmo nada valorizado, tambem comercialmente com a pouca expansao do filme se percebeu que o mesmo não teria grandes ambiçoes neste particular, o que se veio a comprovar.
Sobre o filme e depois de refeito de toda a sua mensagem podemos dizer que a ideia do filme em si é interessante a ideia do escape de uma vida comum a procura de sensações que por vezes com o passar dos anos se vai perdendo na rotina diaria. Contudo pese embora a ideia seja interessante o filme na sua evolução e desenvolvimento da mesma não funciona, e acima de tudo não funcionam porque as duas personagens centrais não combinam, a loucura e excentricidade de Blunt estão bem espelhados ja a parte masculina parece sempre demasiado forçada e com pouco resultado, o que contamina o filme para um falta de convicção naquilo que realmente esta a assumir,
Depois outro dos problemas significativos do filme e a forma com que este se torna circular a partir do momento em que as personagens se ligam, o que torna a sua conclusão mais que esperada e acima de tudo desencontrada com tudo aquilo que o filme evolui nos momentos antes, sendo contudo obvio que a conclusao do filme assume ainda mais e bem a mensagem interessante desta mesma historia.
Ou seja um filme que poderia ser melhor trabalhado principalmente em termos de detalhes e que o duo de protagonistas exigiam mais empenho principalmente na criaçao e desenvolvimento do lado masculino sempre mais aborrecido e cinzento, o problema e que o duo de protagonistas nao funciona e isso claramente prejudica o filme.
A historia fala de um homem comum que de alguma forma aborrecido com a sua vida, acaba por simular a sua morte e tentar despertar uma vida com novas sensações ate encontrar uma mulher completamente solta de toda a vida perto do abismo, sendo que ambos em conjunto vao tentar encontrar novas formas de se encontrarem e passarem bons momentos.
A ideia de base do filme parece mais que original, logica e actual, contudo penso que no desenvolvimento da historia em si o filme falha, acima de tudo porque não consegue dar aos protagonistas as situações necessarias e no caso do protagonista a intensidade que o filme e a ideia exigia.
A realização a cargo de um estreante que conseguiu reunir em si dois dos actores mais valorizados do momento, não e brilhante primeiro porque nunca consegue ser objectivo ou ter pretenção numa historia que tinha caminho para uma realizaçãao artistica que nunca o é.
Sobre o cast Firth sera um actor dentro de um padrao aceitavel mas nunca sera um multifacetado actor, nos ultimos tempos tem tentado novos registos que demonstram as suas limitações em personagens mais suaves, e aqui isso e claro, preso a sua rigidez nao e uma mais valia para o filme, quando a seu lado temos uma Blunt que encaixa perfeitamente no perfil solto que o filme precisa salientando ainda mais os defices do seu companheiro de cast.

O melhor- A fuga das personagens.

O pior - Nunca nos parecer que o protagonista realmente esta a sentir gozo no que faz


Avaliação - C

Lovelace

Efectuar o biopic da mais conhecida figura dos filmes pornográficos da historia não foi certamente a decisão comercial mais fácil para uma actriz tão comercial como Amanda Seyfried, mas ela sabia que se o filme corresse bem poderia acelerar a sua carreira para um patamar mais elevado. Pese embora o risco corrido não se pode dizer que o desafio foi totalmente ganho, por um lado por o esperado alheamento comercial ocorreu, tendo em conta tratar-se de um filme independente e com uma temática muito própria e criticamente o filme e principalmente a sua interpretação não recebeu a valorização por muitos esperada, com avaliações demasiado misturadas.
Sobre o filme podemos dizer que a forma com que este é realizado tem dois pontos interessantes desde logo o facto de dar dois pontos de vista distintos e trabalhados em separados, por um lado o factual por outro lado o referido pela própria na sua auto biografia e este e o ponto que no geral mais se salienta pela positiva do filme assumir qualquer um dos lado no seu contexto, o que não deixa de ser interessante e inovador na matéria do biopic.
Contudo ambos os lados tem os seus problemas, o primeiro dos quais porque é extremamente redutor em todos os sentidos, pouco elaborado apenas dando uma de leve em toda a questão, com espaços temporais muito elevados, e a segundo porque o filme pelo seu registo aproxima-se demasiado de filmes do género historia e caso de vida, o que faz com que o filme perca alguma da profundidade que alcança no primeiro nível.
Assim resume-se um filme competente, nem sempre com os aspectos que o permitam conduzir para uma primeira linhagem de filmes biopic em holltwood talvez porque a vida não seria certamente uma das mais interessantes a relatar mas sim curiosa, parece-nos que o facto de querer fazer um filme em termos de duração ligeiro condicionou a abrangência que o filme poderia ter principalmente na parte final da vida de Linda Lovelace.
O filme fala da iniciação de Linda LoveLace no mundo da pornografia incutida pela seu marido na altura, sendo que o filme mais que esta abordagem fala da relação mantida pelo casal e na forma com que isso resultou na vida de ambos.
O argumento tem como ponto mais rico a clara divisão na narrativa e na forma com que esta é dada, mas parece que o filme e preguiçoso no que conta e como quer contar, não dá espaço à real evolução de cada um dos seus personagens e na segunda fase cai em esteriotipos fáceis.
A realização a cargo de uma dupla conhecida pelo polemico e esquizoide biopic de Howl demonstra detalhe cultural e temporal, mas falta ao filme algum registo mais estético algum aprumo que poderia conduzir a que o filme neste particular fosse mais apelativo.
Sobre o cast Seyfried tem uma personagem de risco e consegue ter um resultado eficaz sem deslumbrar a sensualidade nem sempre esta presente mas por outro lado a inocencia e uma mais valia que a actriz consegue totalmente dotar a sua personagem, mas o grande destaque vai para a força da personagem de Saargard um dos melhores actores da actualidade principalmente em papeis intensos, demonstra aqui que uma das suas mais valias e ser facilmente odiado com intensidade e força em si, um dos primeiros papeis oscarizaveis do ano.

O melhor - A dulplicação de lados.

O pior - O filme ser demasiado superficial


Avaliação - C+