Monday, July 01, 2013

Monsters University



É conhecido que a Pixar normalmente só regressa a historias quando estas tem pernas para andar e já se tratam de sucessos assumidos, para este ano apostou numa prequela de Monstros e Companhia que não sera um dos maiores sucessos da Pixar mas e um dos filmes que permitia elaborar mais a historia principalmente a razão de tudo o que vimos. Por isso esta prequela que em termos criticos teve avaliações positivas um pouco como o primeiro filme. Já comercialmente o filme novamente conseguiu incutir os valores que o primeiro filma já tinha conhecido.
Sobre o filme podemos dizer que o ambiente e acima de tudo o teor e nada mais nada menos do que o do primeiro filme, ou seja a ligeireza da historia os imperativos morais, desta vez tentando incutir o espirito de grupo torna a pixar única no cinema de animação. E mesmo quando os contextos não são tão fortes quanto isso ou quando o filme não é tão vistoso ou conseguido o que acontece neste filme a riqueza moral do mesmo acaba por chamar a si os pontos.
OU seja estamos perante um filme com muitos pormenores que o ligam ao nosso mundo como alias já tinha acontecido no primeiro filme, o paralelismo e interessante contudo na forma como o filme narrativamente evolui parece um pouquinho infantil para os parâmetros que a pixar consegue nos seus filmes criticamente mais interessantes.
Mesmo assim estamos perante um filme fiel  e acima de tudo com muitos pormenores do primeiro filme, não tem o peso de ter que o seguir já que se trata de uma prequela mas o certo e que o filme tem em atenção aquilo que já esta criado, e mesmo sendo inferior claramente do que o seu antecessor e um filme que é forte mas não ficara certamente nos tops dos filmes da pixar.
A historia mostra-nos o precurso académico dos heróis do primeiro filme, ou seja Mike e Sulley, com incidência no seu percurso universitário, aqui demonstra os heróis a buscarem o sonho de serem monstros de sustos, o que nem sempre terá o apoio dos professores e seus colegas.
O argumento vem dentro daquilo que a pixar sabe fazer ter filmes intensos, narrativamente com humor e acima de tudo com o poderio moral que são o ingrediente principal  da pixar. Não e tao rico e subtil como costuma ser, mas e rico neste sentido.
A produção e sempre um forte da pixar com os melhores meios da animação actual aqui não observamos evolução porque muito já esta criado mesmo assim estamos perante um filme em termos de produção de primeiro nível.

O leque de vozes e rico as escolhas de Crystal e principalmente de Goodman e bem conseguido na logica do que as personagens precisam e aqui o filme ganha em toda a gama nos secundários quase nada a registas

O melhor – Ser fiel ao primeiro filme no estilo.

O pior – Ser ligeiramente inferior

Avaliação – B-

The Purge



No meio de tantos blockbusters neste mês de verão houve uma semana que o sucesso foi de um filme de terror directo, numa época em que são considerados claros outsiders. Esse filme foi este The Purge que criticamente como a maioria dos filmes de terror foi aniquilido pelo tradicionalismo da critica americana mas em termos de bilheteiras e principalmente na primeira semana chamou a si toda a atenção do publico.
Sobre o filme podemos dizer que The Purge tem uma ideia de base muito interessante e ao mesmo tempo sem entrar com algo irreal conseguir assustar em todas as medidas, esse e o ponto mais funcional do filme, ou seja o medo ser real e próximo, e mesmo sem nada acontecer o pânico e a sensação se sufoco e bem transmitida, e principalmente e bem contextualizada no inicio do filme.
Depois o filme acaba por perder interesse na sua fase evolutiva, que e curta em face da pouca duração do filme ai temos um simples filme do jogo do gato e do rato ao longo de uma casa intemrinavel e sem luz, que nos oferece alguns sustos mas o filme perde complexidade perde todos os motivos de interesse que no inicio estão presentes, sendo uma divisão clara dos mascarados contra a família.
No final surge novamente mais intensidade com a presença de novos elementos mas ai começamos a pensar se a ideia é tão creativa como inicialmente pensamos e acordamos para a realidade percebendo claramente que não existe coerência no filme, que a espaços e um bom filme de terror creativo, mas que no final é epenas um degrau acima dos outros filmes semelhantes e que não aproveita grande parte das premissas que construiu.
A historia fala de uma noite criada nos EUA no qual todos podem cometer os crimes que quiserem que não serão penalizados, ou seja um brinco para as empresas de segurança e a família que seguimoes e mesmo a de um vendedor destes produtos a tentar defender a sua família de diversos ataques durante a noite.
O argumento centra e gasta todos os seus créditos na ideia de base e na permissa do filme sendo que o seu desenvolvimento em termos de personagens evolução narrativa e diálogos e demasiado redutora.
A realização tem alguns planos interessantes com impulsão do suspense o que e um factor interessante para o trabalho do realizador, não podemos dizer que estamos perante uma obra prima do terror mas sim um filme com detalhes de realização interessantes.
O cast num filme deterror normalmente e apenas colocado a prova em termos de aplicação física e neste particular o duo de protagonistas e eficaz, hedley e hawke funcionam bem, demonstram destreza física de resto pouco ou mais nada e necessário em termos do seu performance

O melhor – Os primeiros vinte minutos de filme.

O pior – Se tornar rapidamente num filme de gato e rato

Avaliação - C

Song for Marion



Existe filmes pequenos normalmente europeus que transmitem dramas intensos, em historias que provavelmente não terão tanto entusiasmo do publico. Um desses filmes foi lançado na gra bertanha o ano passado, com um titulo, mas este ano foi lançado num circuito menor nos EUA, com resultados criticos medianos e muito mais do que isso comercialmente não conseguiu passar o residual.
Sobre o filme podemos dizer que é um filme simples de sentimentos complexos, com personagens ambíguas mas que a certo ponto principalmente no climax do filme que acaba por ocorrer a meio do seu trajecto consegue explorar com força muitas emoções. Ou seja facilmente entendemos que e um filme muito mais emocional do que racional onde como desastre apenas tem a tentativa de em momentos ser divertido em algumas sequencias musicais o que não consegue chegando mesmo a ridicularizar com idosos.
A premissa do concurso e da força do grupo demais vezes utilizada também não me parece o modelo mais acertado para fazer resultar o filme, penso que a mesma historia sem esse contexto resultaria de igual forma e dava ao filme uma simplicidade bem mais original do que aquilo que se traduz com esta opção.
Mesmo assim estamos perante um filme com ternura, com coração, facilmente percebemos que os objetivos são nobres ao explorar a intensidade de uma relação no fim de linha pela idade a dificuldade de reagir a perda, e mais do que isso reagir a imagem que realmente criamos sobre nos próprios,  e na forma como o filme trabalha esse ponto tem mérito mesmo que a conjuntura nem sempre seja a mais imponente para realçar estes factos.
A historia fala-nos de um casal de idosos em que a mulher em fase terminal de uma doença é extrovertida, enquanto ele, e introvertido, rezingão, sendo que o filme é a redenção do segundo quando a primeira morre e tentativa de ser algo diferente.
O argumento é interessante, principalmente na forma como aborda a questão da relação na terceira idade tem pormenores de extrema intensidade emocional, na forma como capta a química de casal, e pequenos pontos de amor, depois pensamos apenas que a espaços tem ma escolha principalmente no contexto que dao a relação, e mesmo nos  secundários, num filme que se centra e bem na complexidade dos principais.
A realização é pouco imponente no filme, realizado como uma comedia típica, pouco preocupada com detalhas demonstra uma forma de filmes mais parecida com  a actualidade de Hollywood do que uma tradição clássica britânica, o que acaba por ser uma escolha sensata para o filme em questão sem contudo a realização assumir qualquer tipo de relevo claro para a evolução do filme.
O cast tem na dupla Stamp Redgrave o coraçao do filme, principalmente o primeiro uma escolha excelente para um papel difícil, onde apenas os momentos cantados poderiam resultar melhor, mesmo assim em tudo que o resto do filme lhe solicita que nem sempre e fácil o misto de agressividade frieza e ternura, o veterano actor funciona num dos seus melhores papeis auxilidado na fase inicial por uma sempre efectiva Redgrave. Já Ecclestone e principalmente Arteton dão o lado mais descontraído ao filme, sem tanta exigência mas com interpretações também ela positivas.

O melhor – A dinâmica relacional do casal

O pior – A voz de Stamo

Avaliação – C+

The Relutact Fundamentalist



Mira Nair é das realizadores mais internacionais que aos poucos tem conseguido efectuar filmes da sua zona de origem sempre com algum chancela norte americana demonstrando poder existir união de esforços entre povos a partida tão distantes. Neste seu novo filme o tema desta união está bem presente, mas o facto de colocar os USA no lado mais negativo do filme talvez fez com que o filme não tivesse a distribuição imponente que outros filmes dela já tiveram, e dai os resultados comerciais do filme sejam pobres. Tambem criticamente Nair já conseguiu mais unanimidade do que com este filme pese embora surjam algumas avaliações positivas.
Sobre o filme podemos dizer que moralmente e um filme interessante onde o combate ao esteriotipo e acima de tudo a dificuldade em racicionar em aspectos emotivos intensos são bem vincados e explorados, podemos não estar perante um filme extremamente intenso sendo em alguns ponto ate um pouco aborrecido mas estamos perante um filme que tem um objectivo moral bem definido e faz tudo para que este resulte e seja claro e nesse particular penso que e obvio que estamos perante um objectivo cumprido.
Outro dos pontos do filme é o realismo com que o filme consegue diferenciar culturas mas ao mesmo tempo a facilidade com que transmite que as pessoas são elas próprias antes de representarem algo mais grupal, isso e evidente na forma com que a personagem encaixa facilmente no contexto diferente de onde nasceu. È um filme claramente moratório onde muitas vezes tenta explicar a forma com que as diferenças se criam e vão se criando em ciclo vicioso sendo alarmante a forma como o filme demonstra isso.
Ou seja estamos perante um drama intenso, que não sendo um filme de primeira linha em termos de intensidade ou mesmo capacidade de pro si so seduzir o espectador e claramente um bom filme, realista, e acima de tudo apelativo de uma moral bem forte e que deveria ser incutida numa universalidade do próprio filme.
A historia fala de um jovem paquistanês que dirige-se para America para fazer a universidade e acaba por ser integrado numa firma de analise financeira, onde acaba por ter sucesso mas aos poucos percebe que o seu sucesso nada oferece ao seu pais e começa a tentar procurar ser aquilo que realmente o seu interior quer que ele seja.
O argumento e forte, porque consegue facilmente ter um propósito e fazer funcionar a descoberta do eu, que e algo próprio e individual e não formatizado, e nisto o filme e competente, na forma com que perde tempo na definição da personagem, onde o filme funciona bem melhor ou seja temos um filme de personagem envolvido num contexto de conflito e terrorismo que fica claramente a perder em termos de argumento para o primeiro.
Nair e uma boa realizador e aqui consegue principalmente chamar a atenção na forma como filma um pais que conhece tao bem como o paquistao, consegue dar um contexto cultural e espacial ao filme de eleição que nunca seria possível se não fosse o conhecimento da realizadora que não tem medo de arriscar e fazer filmes a sua medida.
O cast tem como protagonista um actor nativo do espaço onde o filme corre e que domina completamente o filme, com carisma recursos interpretativos de excelência demonstra que grandes actores surgem em diversos sítios e talvez chama a atenção para a abertura do cinema a outras culturas numa maior universalidade, de resto Schriever aparece em bom nível sem deslumbrar como já fez e Hudson claramente fora de forma física e mesmo interpretativa acaba por ser na sua personagem o pior do filme

O melhor – A moral assumida pelo filme

O pior – Kate Hudson

Avaliação – B-

Admission



Tina Fey e Paul Rudd devem ser actualmente duas das figuras mais conceituadas e proeminentes da comedia actual norte americana pelo menos num teor mais soft e mais familiar, este ano surge a primeira união dos dois neste Admission passado em plena fase de admissão à faculdade. O resultado concreto deste filme ficou muito a desejar em todos os níveis comercialmente longe do que principalmente Fey habitualmente consegue mesmo sendo uma mulher da televisar e criticamente com avaliações negativas para o filme.
Sobre o filme podemos dizer que temos dificuldade em enquadrar este filme como comedia, mas sim mais como uma historia sobre a ambição profissional e relações familiares, porque se olharmos para o filme o mesmo nunca consegue ter graça ou um humor que tenha como objectivo a gargalhada do espectador, podemos dizer que existe algumas personagens mais bem dispostas mas acho que e redutor dizer que isso por si so faz um filme resultar enquanto comedia.
E se como comedia não resulta como historia ou moralmente forte parece que também não o argumento e difuso quase sempre perdido da ambiguidade profissão família, mas o filme nunca consegue ser intenso ou emotivo em qualquer um dos planos, nunca consegue embalar mantendo-se sempre em mudanças baixas, o que no final resulta num filme sem chama, pouco interessante, que rapidamente foge do nosso espectro de memoria.
E acima de tudo daqueles filmes que parece que durante a sua produção teve duvidas no que realmente queria ser, se por um lado nos parece numa fase inicialm que alguns pontos do filme vao dirigir o mesmo para a comedia, simples mas claramente comedia com a entrada dos aspectos emocionais, ainda com ligeireza o filme fica-se por algum que não se percebe realmente o qué, ou mesmo o que queria ser.
A historia fala de uma analista de candidatos a universidade que num dos lotes desse candidato de uma escola própria alguém a informa que um dos candidatos e um seu filho que ela deu para a adopçao para seguir a sua vida profissional, neste momento entra o conlifto entre a sua protecçao e o crescer do seu natural instinto maternal.
O argumento e um emaranhado de premissas mas que pouco ou mesmo nada funciona como um todo, e daqueles filmes que rapidamente se percebe que quer estar um passo acima das comedias normais, mas que perde toda a graça e sem piada uma comedia dificilmente resulta como e aqui o caso, e mesmo com personagens mais crescidas o filme consegue esse ponto, principalmente em termos de argumento.
A realização do filme e simples no mais básico que a comedia nos da, nem  em momentos mais intensos emotivos  tem imperativos ou preocupações estéticas num filme que neste ponto não poderia em momento algum ser mais básico.
O cast liderado por Fey a procura do seu lugar no cinema depois de clara conquista na tv não sera com personagens tao apagadas e desinteressantes como neste filme que conseguira a ambição porque por si so não permite a evolução das suas qualidade, já Rudd menos expansivo do que o normal tem défices de diversidade em personagens que numa carreira poderiam ser todos o mesma, fica-se por saber como seria em papeis diferentes.

O melhor – Apesar de tudo um final aberto.

O pior – A falta de graça de uma suposta comedia

Avaliação – C-