Friday, February 01, 2013

Fun Size


Se existe algo inexplicável na forma como os filmes são distribuídos e lançados pelas grandes produtoras ao longo do ano, uma das maiores surpresas de 2012 foi o lançamento desta comedia sem nenhum figura reconhecida no mercado Wide. O resultado contudo foi aquilo que o filme justificasse ou seja um autentico flop em termos comerciais, só alguém que estivesse a ver algo que não era perceptivel poderia apostar tanto no filme e criticamente também um desastre completo.
Quando observamos o filme e pensamos que o mesmo foi aposta em mais de 3000 mil cinemas nos Eua parece que algo nos transcende ou algo que o filme poderia ter que apos duas visualizações não conseguimos encontrar. Estamos perante um filme de adolescentes que tenta ser rebeldemente engraçado, mas que acaba por não concretizar qualquer tipo de permissa, não é engraçado, não tem ritmo, não tem historia, ou seja apenas se poderá perceber o lançamento tão forte do filme com o facto de uma aposta comercial básica dos dias das bruxas, mas e conhecido que neste tempo todos preferem um bom filme de terror.
Ou seja estamos  perante um filme que quando acabamos não sabemos bem o que vimos, o propósito ficamos com a sensação que algo de muito importante nos passou ao lado para percebermos o alcance do filme, ou se tudo foi perceptivel estamos perante um filme sem qualquer graça, historia básica e linear e acima de tudo sem qualquer tipo de ponto de referencia.
A historia fala de uma adolescente que é obrigada a sair para a festa que sempre sonhou de Halloween com o seu estranho e peculiar irmão mais novo, que de repente desaparece a historia e uma road trip em formato minúsculo na tentativa de encontrar o miúdo que entretanto arranjou nova companhia.
O argumento e do mais limitado que se encontra em Hollywood falha em todos os pontos como comedia mas pior de que isso falha em todos os pontos como filme, ou seja sem grandes diálogos personagens do mais básico, ou seja um autentico desastre.
Na realização apenas se pode dizer que torna o Halloween numa festa grandiosa e na forma como caracteriza isso pode estar o único ponto positivo do filme de resto básico, sem qualquer registo artístico ou mesmo risco nesse sentido.
O cast totalmente preenchido por desconhecidos é como todo filme uma autentica nulidade a protagonista funciona apenas em termos estéticos já que a nível de interpretação o filme nada lhe exige e mesmo no mais pequeno podemos dizer que já vimos muitos menores bem mais convincentes em papeis minimamente semelhantes.

O melhor – Um filme sobre o dia das bruxas sem ser de terror

O pior – Uma comedia sem uma única gargalhada obtida

Avaliação – D-

Sunday, January 27, 2013

A Haunted House

Após o sucesso dos dois primeiros Scary Movies os irmãos Wayans decidiram fazer carreira em filmes com humor duvidoso que apenas efectuavam satira com os filmes mais conhecidos dos ultimos anos, contudo nunca mais conseguiram o sucesso que obtiveram na saga que posteriormente perderam para Zucker. Este ano e num Janeiro sempre algo desertico de ideias, surgiu um novo filme apenas com Marlon o mais famoso dos irmãos, os resultados pois bem o habitual, em termos criticos um desastre total e comerciais, existe sempre uma legião de fãs que permitem sustentabilidade para que no futuro surjam outros filmes com o mesmo teor.
Este filme tem como principal motivação a saga Paranormal Activity e depois a isto junta-se o humor exagerado muitas vezes com pouca inteligencia e quase sempre sem piada do que estamos habituados em Wayans resultado um filme pessimo sem qualquer tipo de historia grande parte do tempo imbecil que já sabemos ou mesmo deixamos de querer  saber o seu final ou o seu desenvolvimento ja que o filme apenas quer dar espaço a tentativa  Marlon ser engraçado o que muitas vezes nao consegue.
A diferença de Zuker no seu melhor e abismal pelo sem sentido por ser mais subtil, por não necessitar de um humor tão estetico e fisico, que muitas vezes cai em desgraça. Depois mesmo no que diz respeito a mistura de filmes envolvidos uma autentica bagunça principalmente nas misturas na confusão de sequencias sem qualquer tipo de ligação, sem qualquer tipo de serviços minimos que deveriam ser exigidos.
Ou seja um daqueles filmes que devemos questionar o porque dos fas ainda prenderem-se na ansia de um filme com sentido de humor como foi o primeiro Scary Movie mas que filme apos filmes tem comedias erotizadas sem qualquer grau de interesse, que nada trazem de novo ou mesmo de qualidade a um cinema que precisa de outro tipo de registo.
O filme baseado em Paranormal activity trás-nos um casal que decide colocar camaras por toda a casa depois o aproveitar desta situação para nos dar um sem numero de situações pateticas e sem sentido numa historia de base inexistente.
O argumento e facil esquece-se qualquer logica das personagens ou dialogos e tenta-se fazer piadas soltas principalmente erotizadas, o grande problema deste tipo de argumento e que se as piadas falharem não sobra nada o que acaba por ser o caso.
A realização simples, faz uso de jogadas de camara como Paranormal Activity mas mais nada, não é o aspecto mais danoso do filme mas também não consegue sair com avaliação positiva.
Por fim o cast Marlon Wayans foi sempre o mais competente dos irmãos conseguindo conciliar a sua carreira na familia com escolhas em bons filmes principalmente em Requiem for a Dream e Ladykillers contudo ultimamente pos de parte este lado da sua carreira onde tinha ganho respeito assim e mais um comediante fraco e nada mais e neste filme demonstra isso mesmo.

O melhor - A curta duração

O pior - O resultado de bilheteira não aniquilar estes projectos

Avaliação - D-

Saturday, January 26, 2013

The Sessions

De há cerca de uma decada para cá que a corrida aos oscares começa bem no inicio de cada ano, com o Festival de Sundance, onde os filmes menores competem pelo seu lugar e de alguma forma os resistentes começam a preparar a sua candidatura, quer sejam vencedores em audiencia ou melhor ainda no grande juri. Este ano se por um lado o grande juri foi para as bestas do sul selvagem o publico foi para este filme, que de algum forma o colocou na corrida para os oscares onde apenas Hunt conseguiu chegar ao fim pese embora criticamente o filme tenha sido bem valorizado. Comercialmente não sendo um produto por si so muito apetecivel, conseguiu mesmo sendo um filme sem distribuição wide obter um resultado visivel mesmo que sem grande expressao
The Sessions é um filme que pese embora tenha sobre si o peso de algo complicado, como uma doença pesada, o facto é que o filme um pouco como a personagem que retrata viva a sua condição de uma forma suave amena, com sentido de humor, e o filme é isso mesmo um filme suave com sentido de humor, bem escrito principalmente nos dialogos entre personagens mas que sempre sabemos tratar de um assunto pesado, dificil de digerir e capaz mesmo de chocar. É neste balanço que o filme tem em si o grande sucesso.
Mas enganem-se se pensam que o filme é sobre a personagem, o filme é mais sobre a forma com que esta consegue satisfazer o seu impulso sexual e ao facto como consegue ultrapassar barreiras, e aqui o filme é mais suave, pois deixa de lado a forma de lidar com a doença, se por um lado esta aposta permite o filme ser mais suave a ao mesmo tempo mais original por outro lado tira-lhe alguma densidade que o podia levar para um valor mais elevado e ser observado mais do que um bom filme, curioso.
O filme é pequeno é verdade mas capta o espectador principalmente na primeira metade do filme, quando tudo é novo quando tudo nos surpeende na personagem e em todas as formas com que acaba por ligar, na parte final torna-se mais repetitivo e algo previsivel, e pensamos que na forma com que relata alguns aspectos o facto de se basear numa auto biografia pode tirar algum realismo ou factualidade a algumas sequencias.
A historia fala de Mark O Brian, um poeta que padece de uma doença que não lhe permite mover o seu corpo pese embora sinta, aqui ele tenta conseguir obter comportamentos sexuais com ajuda especializada, contudo a ligação começa a ser bem diferente e mais intensa de que uma simples ajuda profissional.
O argumento é bem escrito, nem tanto no seu corpo mais mais na forma com que o corpo depois é decorado principalmente em termos de dialogos e na construção e caracterização da figura central, consegue ser divertido mesmo na parte mais negra da vida, os aspectos religisos são também tratados com competencia.
A realização pelo veterano Ben Lewin normalmente mais ligadoà televisão e ao cinema independente dá ao realizador o seu maior sucesso e reconhecimento, não é um filme facil de filmar tendo em conta a condição do protagonista, e nem sempre nos parece filmado da forma mais competente, pese embora a espaços acabe por arriscar com algum primor estetico contudo sem grande resultado. Ao todo parece-nos dos tres elementos centrais o menos forte.
No cast boas escolhas no duo de protagonistas Hawkes tem um papel arrebatador, daqueles papeis escritos para um reconhecimento do actor e que ele aproveita para uma interpretação de alma, com expressão com a debilidade no rosto e com a alegria que a personagem necessita, Hawkes tem um dos pepeis do ano, pena é que o facto de ser tão obvio, e alguma menoridade do filme o tenham retirado precocemente de uma corrida que chegou a pensar poder ganhar, que era a dos Oscares, mas parece que o facto da personagem ser facil de ser competente levou a que o facto de ser convincente e arrebatadora não ludibriasse os tradicionais que pensaram que o segredo era o papel e não a interpretação. Com isso ganhou Hunt, que devido à sua presença e carisma conseguiu a nomeação numa categoria mais facil, mas pese embora esteja em bom plano parece-nos longe do seu colega de reparto.

O melhor - O balanço entre a dureza das circunstancias e a suavidade do astral do filme.

O pior - Ser repetitivo na sua segunda metade.

Avaliação - B-

Parental Guidance

Na epoca natalicia entre as estreias com ambições aos prémios surge sempre filmes familiares que façam honra ao espirito familiar, este ano e sob a realização de Fickman um tipico realizador de filmes que relatam relações conturbadas entre adultos e crianças surge-nos esta tipica comedia familiar. Se comercialmente as coisas até correram bem uma vez que estamos perante um filme liderado por dois actores veteranos arredados de grandes filmes, criticamente o filme foi mal recebido com criticas muito negativas, contudo pensamos que o unico objectivo do filme era mesmo o grande publico.
Este é o tipico filme de natal sem ter o natal como motivo o que poderia desde logo fazer perder o filme algum valor comercial já que na epoca festiva a alusão a epoca é sempre um ponto a favor. Depois o tipico e já mais que muitas vezes efectuado filme de adultos com pouco jeito para crianças que por algum motivo tem de ficar com eles e aos poucos o que parecia um desastre passa a ser uma relação para sempre.
O problema do filme mais do que propriamente utilizar um estilo de humor antiquado e em desuso, parece-nos ser o facto de ser obvio e demasiado previsivel, é um estilo de comedia gasto, que já por diversas vezes teve o seu momento de antena, e isto faz com que a novidade do filme quase não exista logo no seu inicio percebemos tudo o que nele ira acontecer.
Contudo e pese este facto é um filme tenurento que os mais emocionais vão gostar pelos sentimentos criados e descobertos pelas personagens existe quimica entre todos os escalões etários e isso muitas vezes neste tipo de registo é o essencial, mesmo assim face ao repetir constante do tema podemos dizer que o cinema precisa menos deste tipo de filmes e mais creatividade principalmente na comedia familiar.
A filme fala de um casal que é solicitado pela filha, uma mãe galinha, para cuidar durante alguns dias dos seus tres filhos, com as suas proprias particularidades, o que começa num autentico desastre ao pouco vai-se estruturando mesmo que a confiança não seja muita.
O argumento é repetitivo colagem de muitos outros filmes inclusive alguns do proprio realizador, numa dinamica ja repetida, o filme também não é prodigo na sua propria piada, uma humor desactualizado pouco intenso, ao qual resiste personagens minimamente bem montadas e acima de tudo que funcionam em conjunto.
A realizaçao e simples, pese embora seja uma grande produção Finkman é simplista na sua abordagem quase sitcom do filme, sem efeitos como em outros filmes, consegue saber o que quer em termos de comedia, mesmo sem grande dose de creatividade.
Por fim o cast arriscado pela sua validade, Crystal esta fora de moda, e neste filme isso nota-se não só pela sua forma de actuar mas pelo seu humor politicamente correcto, Midler funciona melhor com um ar mais maternal que funciona bem, para alem de menores competentes é Tomei quem mais brilha mesmo assim pouco longe do que ja fez ultimamente em outro tipo de registo.

O melhor - A quimica familiar.

O pior - Crystal visivelmente fora de prazo

Avaliação - C

Hitchcock

Muitos se perguntam como é que passado diversos anos da morte do cineasta ainda não tinha existido um biopic sério sobre ele pese embora fosse conhecido o seu fascinio e personalidade distinta. Pois bem aqui surgiu um filme que não podemos considerar um biopic mas sim o relato da sua produçao de Psico talvez o seu filme mais conceituado. Os resultados do filme talvez não deram a luminusidade que o objectivo merecia, em termos comerciais ao ser distribuido em limitado não conseguiu grandes resultados e tembém em termos os criticos uma passagem que parecia positiva tornou-se mediana, onde os maiores valores acabaram por ir para a interpretação principalmente de Mirren.
Desde logo podemos dizer que o filme é pequeno demais em alcance e ambição para aquilo que a vida do cineasta merecia, talvez se debruce sobre a sua maior vitoria ou sobre o episodio que necessitou de mais de si, mas ao mesmo tempo o filme surge ja com as personagens feitas, e demora até ao espectador as reconhecer como tal perguntar-se diversos porquê que no filme são dados já adquiridos.
O segundo ponto em que o filme tem alguns problemas é no seu ritmo demasiado pausado, por vezes até determinado suave, mesmo quando as personagens estão num limite de exaustão o filme é sempre demasiado ao sabor da onda, o que se por um lado o torna facil e rápido por outro lado nunca lhe dá a intensidade emocional de um grande filme, o que condiciona sempre o seu alcance.
Ou seja estamos perante um filme simpatico bem filmado, direto ao ponto que contudo perde muito no facto de não ser mais que um episodio simples, directo da vida e de escolhas iguais a tantas outras com a curiosidade de entrar dentro da produçao de um filme e neste caso com detalhe, ou seja um filme interessante mas que nunca consegue ser mais que isto.
A historia fala-nos da dificuldade de Alfred Hitchcock filmar psico e a sua dedicação pessoal a tal filme, com investimento proprio, num momento conturbado da sua relação com a mulher da sua vida, o filme é nada mais nada menos do que o relato da sua maior vitoria e não so profissional.
O argumento e factual, pelo menos assim parece caracteriza bem a excentricidade da persoagem principal mas perde por começar já com a acção em desenvolvimento, o que causa que algumas personagem surjam demasiado envolvidas no filme sem nós nunca percebermos bem o que são. A escolha por um filme leve vem da propria historia é discutivel mas acaba por ser funcional.
A realização é simples sem grandes estrategias ou preocupações esteticas, filme o cineasta como nós o vemos com carisma e com planos longos, não é algo para a memoria mas demonstra profissionalismo e algum sentido de camara a um realizador em inicio de carreira no seu maior projecto.
O cast tem um Hopkins que encaixa perfeitamente fisicamente na personagem e depois é o mais facil, tem um papel competente nem sempre facil, mas que acaba tendo em conta hopkins por ser a tarefa mais facil depois da caracterização. Mirren tem um papel mais simpatico, interessante mas ao mesmo tempo sem um grau de dificuldade interessante o que parece justo a sua ausencia dos oscares face ao naipe de boas interpretações que tivemos este ano, nos secundarios presenças notorias mas pouco destacada.

O melhor - O inicio e o final, o toque diferenciador do filme.

O pior - Entrar como se todos já soubessemos tudo sobre as personagens

Avaliação - C+

Friday, January 25, 2013

The Collection


Depois de alguns anos de um pequeno filme ter chamado a atenção de si pela violência e por nos ter trazido um dos serial Killers mais psicopatas e sádicos que há memoria eis que surge a sequela em mais um confronto entre as duas personagens centrais do primeiro filme. Surpreendentemente ou não este filme conseguiu algo que o primeiro nunca o fez, ou seja conseguir uma distribuição wide nos EUA. Os resultados o esperado se criticamente as coisas foram negativas sem chocar em termos comerciais o pontencial do filme era diminuto e isso comprovou-se com os seus resultados
The Collection é aquele protótipo de filme muito em voga nos anos 90 de assassinos em serie com tendências próprias e que de alguma forma passavam o filme a demonstrar as maiores formas de crueldade sem nenhum tipo de pudor. Contudo neste filme tudo vai muito mais longe primeiro porque o assassino não tem nenhum padrão a não ser o máximo que a mente possa imaginar e quanto maior o numero melhor e depois porque a camara nunca se imiscui de dar o máximo pormenor de todas as situações o que torna o filme de tão violento que é muito complicado de ver.
Uma das questões que eu faço é o que passa na cabeça de alguns argumentistas de Hollywood para irem tão longe não podiam suavizar para o efeito resultar e quem sabe deixar perceber outras virtudes do filme que ficam completamente para segundo plano com tanto sangue. Mesmo assim a facilidade do filme pode resultar em termos de proximidade e intensidade, acompanhada pela curta duração, contudo estamos claramente por uma produção de baixo nível num argumento do mesmo estrato, que apenas consegue chamar atenção pela violência e pelo próprio personagem.
Um daqueles filmes que por alguma sorte conseguiu ganhar algum dinamismo comercial numa saga fraca, violenta em excesso com muito pouco de novo, inspirada na forma turturosa de Saw o filme é um autentico carrocel de sangue e muito mais, daqueles filmes que esperemos que fique por aqui, pese embora todos gostavam de ver o reverso da medalha.
O filme fala de um jovem que consegue escapar no meio de uma festa ao domínio de um completo louco serial killer, depois junta-se a um grupo de mercenários contratados pelo pai de uma refém para a tentar salvar do hotel onde esta se encontra apenas, ou não com o assassino.
O argumento e disparatado, com poucos pormenores directo ao ponto, não quer muitas falas optando acima de tudo pela agressividade e violência crua, e daqueles filmes que de tão simples acabam por ser originais mas só podem vir da cabeça de um louco com necessidade de ajuda.
A realização algo amadora funciona principalmente na forma como fomenta o enigma da personagem central a forma como o filma sempre de costas deu ao filme a sua própria aparência e estilo o que nestes dias e num cinema tão competitivo nem sempre é fácil.
O cast tem muito pouco a registar um grupo de pessoas desconhecidas pouco postas a prova em termos interpretativos apenas nas sensações de medo e disponibilidade física é requerido e nisso o filme funciona, mesmo que sem brilhar, ou seja nada a apontar.

O melhor – O final deixa esperar a parte melhor da saga.

O pior – Já o podia mostrar já, excesso de bestialidade

Avaliação – C-

Texas Chainsaw 3D


Existe sagas de terror que se tornaram nas ultimas décadas imortais e que num intervalo pequeno de anos surgem com novos filmes e novais ideias capazes de tentar rentabilizar produtos mais que gastos. Este ano e sempre no prodigo em terror primeiro fim de semana no ano saiu mais um massacre no texas agora aproveitando a fome do 3d para se lançar neste terreno. Os resultados foram duais, se em termos comerciais o filme acabou por se tornar um sucesso como poucos conseguiram no primeiro fim de semana do ano em termos críticos as coisas não foram tão fulgurantes com avaliações muito nefastas para o filme.
Sobre o filme podemos dizer duas coisas, quando existe um produto formado e uma linhagem directa tentar inovar parece um risco, principalmente quando ocorre sem sentido nenhum como e neste filme onde nos da um parente próximo do assassino que em seu redor quase legitima as suas ações sanguinárias, e neste particular a moral do filme é patética, se é que o filme se predispõe a isso.
E depois da falta de compromisso moral do filme o resto também e muito débil, as personagens não existem, ou são tão limitadas que nem nos recordamos delas e são todas da pior espécie que nos leva ter quase pena do psicopata da zona, o que torna o filme ainda mais ridículo na forma como tenta montar o seu próprio argumento.
Ou seja estamos perante um filme que na sua violência gratuita ainda mais potenciada com o 3d quer sobreviver num terreno onde nos últimos anos surgiram alguns filmes interessantes e não este tipo de cinema básico, ser argumentos sem creatividade que tenta fazer ressurgir e neste caso da pior maneira da tradição do terror dos últimos cinquenta anos.
A historia fala de uma jovem que descobre assim de repente que é adoptada e que herdou uma casa de uma avó, assim junto de alguns amigos porque entretanto facilmente desiste da família que a criou desloca-se até esta localidade onde se encontra fechado em casa o seu primo que tem uma queda para matar toda a gente de serra electrica.
O argumento é um disparate autentico principalmente na forma como pega na historia como contorna a personagem e como muda o contexto de tudo, e isto com pouca qualidade na forma como cria as personagens ou mesmo como consegue tornar a sua historia capaz em qualquer segmento, ou seja muito muito pouco.
A realização faz um bom uso do 3d pese embora de gosto mais que discutível, é violento e duro e cruel, quase sádico, mas na saga este espirito já esta presente por isso não podemos considerar que em termos de realização o filme saia daquilo que se espera.
No cast uma serie de actores novos desconhecidos a procura do espaço no novo cinema contudo parece-me que nenhum consegue sequer chamar a si atenção em qualquer aspecto pelo que sera o seu momento único e isolado de fama, muito pouco neste capitulo.

O melhor – A inovação do 3d no terror

O pior – A pobreza moral e ridícula de inverter contextos

Avaliação – D+

Monday, January 21, 2013

Here Comes the Boom

Todos sabem que Frank Coraci é um realizador de confiança da produtora de Adam Sandler ou seja como um obreiro pronto para os filmes menores da produtora principalmente aqueles que o comediante não protagoniza e abre alas a alguns dos seus maiores aliados. Este ano e Kevin James lidera a vertente mais familiar do produtor. Os resultados foram medianos, se em termos criticos o filme não foi tão avassalado como outros filmes desta produtora, em termos comercias por sua vez também ficou longe dos melhores registos mesmo do filme anterior de James.
Sobre o filme podemos dizer que adopta um estilo de humor mais familiar, para toda a familia alias como todos os seus filmes que ao contrario da outra vertente de Sandler é mais aperciado, menos arriscado, com menos capacidade de espantar mas por outro lado com menos probabilidade de ser odiado. PEse embora esta introdução temos desde logo sublinhar que como comedia este filme não traz nada de novo é repetitivo sem grande piada e obvio.
O problema do filme é que demasiado cedo assume não ter qualquer tipo de identidade ser um filme vazio, mesmo em termos moratorios não tem grandes ambições o que acaba por o tornar silencioso, principalmente quando o seu humor é pouco ritmado e nunca consegue fazer o espectador se libertar em gargalhadas.
Por outro lado como comedia romantica ta,bém e limitado porque nunca é o centro do proprio filme, ou seja pese embora esteja lá este ponto o filme parece sempre demasiado pensado na sua historia central, contudo o filme tem tanto de basico como pouco real o que o torna um filme que se vê mas rapidamente se esquece.
A historia fala de um professor que para salvar as aulas de musica na escola onde leciona decide lutar para ganhar dinheiro para doar, com o apoio do referido professor de musica começa a lutar em campeonatos de Wrestling, com a ajuda de um particular treinador holandes.
O argumento é obvio, contudo a vertente tradicional não coloca tanto risco no filme, e assim podemos dizer apenas que é pouco original, basico, nem sempre engraçado, mas ao mesmo tempo a ingenuidade faz com que a historia em si não crie grandes anti corpos.
A realização é basica, Coraci depois de Wedding Singer pormeteu o seu espaço da comedia que nunca cumpriu nem tanto em termos de realizador mas mais nos seus proprios filmes, aqui tem uma realização basica, despreocupada mas ao mesmo tempo parece que desisitiu do que em tempor pormeteu.
James ao escrever a historia escreveu-a para si, e aqui a personagem encaixa em si, nas suas limitações e nas suas poucas virtudes, Hayek longe do que já pormeteu limita-se a estar presente num filme que nada exige dos seus interpretes.

O melhor - Não ser exagerado num humor pouco esperto.

O pior - Na simplicidade do seu humor não consegue funcionar.

Avaliação - C-

Sunday, January 20, 2013

Django Unchained

Sempre que Tarantino anuncia o lançamento de um novo filme, que o mundo do cinema para expectante para perceber a loucura ou o estilo que ai vem, pois desde o momento que foi anunciado como uma western sobre a escravatura com um elenco recheado que o apetite ficou mais claro para o filme. Os resultados foram ainda mais brilhantes do que as melhores previsoes, a unanimidade critica lançou o filme para os premios onde conseguiu a nomeação mais importante o que tendo em conta a loucura e agressividade do realizador e um feito e comercialmente tornou-se facilmente no maior sucesso de Tarantino, e um dos big hits deste inicio de ano.
Sobre o filme podemos dizer que o filme entra facilmente na gama dos melhores filmes do ano, por tudo que esta implícito a si, e por ser ao mesmo tempo um filme diferente, original, com estilo próprio sem deixar de ser denso e moralmente forte, é daqueles filmes que nos prende ao ecra do inicio ao filme e torna um filme longo em algo que saimos com a sensação e tristeza do mesmo ja ter acabado.
O segredo do filme são as personagens qualquer cena do filme é uma autentica ode de dialogos impressionantes com um misto de um humor bem negro, com particularidade intensas de cada um que respira no filme sendo as diferenças e a igualdade sempre colocada em causa com um sorriso nos labios. Cada cena e um filme em si proprio cada cena vence facilmente a intensidade da anterior tornando tudo bem encaminhado para um climax do mais brilhante que foi projectado no cinema actual.
Existe muita gente que argumenta o excesso de agressividade no filme mas a forma como esta e demonstrada e a ligeireza faz parte do proprio estilo do filme que acaba por ganhar adeptos e nos chama a atençao ainda mais para tudo que o filme nos da e acima de tudo para aquilo que o filme quer que fique com os espectadores, e tudo isto com uma grande dose de estilo.
O filme da´nos a viagem de dois personagens um medico alemão que virou caçador de recompensas e um ex escravo a procura da libertação da mulher deste que se encontra presente na quinta de um estranho ser de nome Candie, depois o que ja conhecemos em Tarantimo, acção, situações impensaveis e muito sangue...frio.
O argumento é brilhante efectuar um filme de longa duração com um naipe incrivel de cenas bem escritas e dialogos para a posterioridade não é facil, mas o filme ser ainda como um todo uma historia completa, facil, directa mas original e creativa demonstra o porque de Tarantino não ser só um realizador de eleição mas também um argumentista de elite.
Na realização pormenores de nivel maximo, a realização tem cuho de autor o que podera ser discutivel face a forma como Tarantino faz os filmes, mas aqui penso que esta mais sobrio mais directo menos louco, para quem amou o anterior podera saber menos um pouco para quem gosta de algo mais unanime temos o filme ideal.
Mas é no cast que Tarantino da a oportunidade aos seus actores para ganharem o filme e o chamarem a si, Foxx, está poderoso em termos de carisma e estilo para o papel, tem o mais facil e menos vistoso do tridente, mas é ao mesmo tempo o que mais tempo passa em ecrã. Waltz mostra mais uma vez a equipa imparavel que ja tinha efectuado com Tarantino os primeiros momentos do filme são dele e só começa a perder brilho quando surge Di Caprio numa interpretação incrivel das melhores da sua carreira, que infelizmento foi subjogada pela academia injustamente, e poderosa, delirante e muito complicada e quando entre domina o filme.

O melhor - O estilo apurado de Tarantino.

O pior - Algumas personagens morrerem demasiado rápido.

Avaliação - A

Wednesday, January 16, 2013

Hyde Park on Hudson

Quando sairam as primeiras previsões para os Oscares deste ano existia quase uma que se encontrava sempre presente a possivel vitoria de Bill Murray na encarnação de Hyde Park on Hudson, contudo com as primeiras amostras em festivais e muito por culpa dos maus registos criticos do filme, o que parecia uma certeza começou a ser uma duvida e torna-se numa quase ausencia certa, que se confirmou com a revelação das nomeações. COmercialmente era sabido que este não seria um filme apetecivel e as fracas criticas tornaram o falhanço comercial ainda muito mais logico.
Confesso que sempre gostei a forma como Roger Mitchell filma historias de amor e personagens contudo nunca o tinha visto num filme de epoca, com personagens famosas como iria ocorrer neste filme, sob a forma de comedia historica, e depois de ver só digo que o filme é penoso, pese embora a sua curta duracção o filme é um vazio total limita-se a recriar a presença de personagens num local numa serie de relações ambiguas num filme sem intensidade chama e outras componentes fundamentais para bom cinema que culmina num climax com tanta intensidade como o seu inicio com a sensação que durante o mesmo quase nada de realmente interessante passou.
Eu defendo que os filmes de epoca precisam de um ponto excepcional para fugir ao aborrecido, mas neste caso penso que o problema acaba por não ser esse mas sim perder grande parte do filme em dissertações ou discursos retoricos das suas personagens que pelo seu peso historico tem momentos exagerados destes no filme, sem nunca por em causa a importancia historica do que o filme retrata o certo e que o filme não é mais que isso.
Mesmo a tentativa de explorar uma relação de amor e frouxa pouco obvia pouco trabalhada, não conseguindo chamar o espectador a si que ja so pensa no final rapido de um filme, que para tanta ambição tinha obrigação de estudar melhor o cinema como base e acima de tudo aquilo que pode tornar um filme emotivo e interessante, mesmo com personagens maior do que o filme.
A historia fala do encontro entre a familia real inglesa e a familia do presidente Roosvelt em plena 2 guerra mundial num pequeno espaço nos EUA; bem como a relação do já mencionado presidente com uma sua prima afastada que se encontra presente neste momento eterno.
O argumento é o grande floop do filme pegar num grande acontecimento por si so não reveste a historia que o vai acompanhar de interessante e aqui e o problema do filme perguiçoso com as suas perosnagens com os seus dialogos e mesmo na exploração daquilo que nos quer dar, muito precoce e limitado.
A realização tem alguns bons apontamentos pese embora não sejam de grande destaque principalmente na forma ocmo filma a incapacidade de Roosvelt e a compara com tudo que está á sua volta, contudo para comedia podia ser menos rigida e mais colorida.
O cast é rico mas o filme não os deixa desenvolver, Murray parece caracterizar fisicamente muito bem a personagem mas o guião não lhe permite mostrar mais em termos interpretativos, Linnet a um nivel razoavel mas a sua personagem é tambem ela desprovida de desenvolvimento

O melhor - Os tiques faciais de Murray.

O pior - O pouco que o filme realmente nos dá em termos de narrativa.

Avaliação - D+

Monday, January 14, 2013

Silver Linings PLaybook

Aparentemente quando olhamos de forma natural para a historia deste filme e mesmo para o seu cartaz pensamos, ora bem estamos perante mais uma comedia romantica com o Bradley Cooper com teor comercial para amealhar mais uns dollares, e so estranhamos o porque deste filme ser realizado pela mesmo pessoa que há dois anos nos trouxe The Fighter. Contudo mal começaram as primeiras visualizações e a critica começou a idolaterar este pequeno filme que as atenções se viraram para ele e depois de sete nomeações principais para os oscares e com os holofotes da fama todos virados para si podemos perceber o que valera comercialmente.
Sobre o filme e depois do histerismo critico à sua volta o que podemos dizer, é que finalmente percebemos que até a critica tradicional americana deixou o gelo quebrar e se deixou levar por este encantador filme que funciona em todos os seus elementos e se torna sem duvida na comedia do ano. Primeiro porque é incrivelmente engraçado, não sendo uma comedia de humor facil consegue fazer ir. Contudo tambem e um drama dentro da loucura bem real das personagens observamos o limite da condição humana na forma como as personagens não conseguem encaixar uma nas outras. Esta conjugação torna aquilo que muitos pensavam ser um filme simples num dos melhores filmes do ultimo ano e sem duvida aquele que mais nos diverte nos leva para dentro do ecra e acima de tudo nos faz sair do cinema com a sensação que o cinem é mágico.
E obvio que os mais cepticos vão dizer que é na base uma comedia romantica igual a tantas outras, e a verdade é que o é, que a historia na sua forma basica e no seu segumento não é diferente mas é muito mais dificil fazer algo extraordinario do que ja estamos habituados do que surpreender de toda a forma com algo novo e inovador, e é aqui que Russem com uma historia recheada em que cada pormenor e parte do filme funciona quase perfeitamente que faz uma obra prima do cinema moderno.
Negativamente muito pouco temos de pensar bastante pare encontrar defeitos eles existem, talvez por não estender o filme, por não dar mais intensidade á aproximação do casal, mas mesmo assim tudo funciona e só pensamos nestes defeitos com esforço porque o prazer que o filme oferece ao espectador por si só é o exito do filme.
A historia fala de um ex professor que sai de uma clinica psiquiatrica, depois de ter espancado o amante da sua mulher e quer reconquista-la contudo os sintomas de loucura ainda são evidentes e passa a residir na sua familia, aqui conhece uma jovem viuva com tambem grandes problemas e iniciam uma relação de cooperação.
O argumento é o grande segredo do filme, a forma com que consegue de uma forma magistral criar personagens muito elaboradas interessantissimas e que encaixam perfeitamente umas nas outras com dialogos do mais alto nivel escrito em Hollywood faz com que o argumento seja um dos mais fortes sem ser dos mais originais na sua historia, demonstra que uma boa historia pode ser a forma com que adornamos uma ideia ja efectuada.
A realização de Russel é dinamica serve os propositos do filme, é suave é sensual, transmite a quimica das personagens ao centrar-se nos olhoes dos personagens ganha emoção, ganha força ganha quimica com o publico, mesmo sem ser vistosa é uma realização subtil artistica e inteligente empatica como poucos conseguiram ser, um pouco mais de risco podia estar presente, mesmo que que isto acabe por ser irrelevante face a intimidade que consegue criar.
O cast funciona na perfeição Lawrence é contudo a mais valia de todo o filme, casa sua cena e um espetaculo numa personagem que até podia ser facil mas que Lawrence cria numa das melhores personagens e mais bem interpretadas dos ultimos tempos, um misto de loucura, sensualidade e carisma incrivel para uma actriz tão jovem e tão dominante, o oscar acentaria perfeitamente e seria o premio para uma actriz que chegou a um nivel primeiro do que qualquer outra atriz. O lado surpreendente é Cooper um actor mediano, que aqui tem o papel de uma vida, numa construçao complicada, que encaixa perfeitamente numa criaçao fisica excepcional, suportados por Weaver e De Niro tambem a bom nivel principalmente o segundo de regresso aos bons papeis, e que juntos dão o suporte as personagens e a todo o filme.

O melhor - A beleza natural do filme, na sua simplicidade tem uma recheio esplendido.

O pior - a curta duração, saimos com a sensação que queremos seguir os personagens.

Avaliação - A-

Sunday, January 13, 2013

Won't Back Down

Quando se anunciou o lançamento deste filme que traria como assunto o sistema de ensino e reunia duas das melhores actrizes da actualidade esperou-se que teriamos aqui um filme serio que se debruçasse de forma clara sobre um assunto complicado e denso. COntudo logo apos as primeiras avaliações muito negativas para o filme, percebeu-se que talvez os corpos estranhos nos mesmos fossem as suas protagonistas, e que conduziu a que um filme se tornasse facilmente num rotundo floop comercial.
Won't Back Down não é um pessimo filme, nem muito mau, é um filme com defeciencias principalmente por se tornar quase uma telenovela, onde as personagens ou a maioria delas são demasiado boas e mesmo que custe tudo corre bem, a falta de realismo do filme ou mesmo a mensagem demasiado bem criada irrita um pouquito, mas dai ao filme ser massacrado por todo o lado penso que é no minimo exagerado.
É daqueles filmes bem intencionados dirigido naturalmente sem grandes balanços, um filme de reunião onde as ideias rapidamente tornam-se relações pessoais fortes, não me parece que um assunto como este necessitasse de um filme simples como este mas um filme mais forte mais denso, mais retorico necessitava de outro tipo de situação e aprofundamento que provavelmente seria dificil a um realizador que a unica coisa que tinha lançado foi uma inferliz adaptação para os nossos dias de bela e o monstro.
Ou seja temos um filme facil, simples que não consegue agradar ou prender o espectador pois rapidamente se torna demasiado monotono e previsivel, mas também me parece incapaz de desagradar por completo, o ano não ficara marcado por este filme, mas dificilmente tambem o fara negativamente.
A historia e facil uma mãe preocupada com a falta de desenvolvimento da sua filha reune-se com uma professora da sua escola para a remodelar, para criar uma nova escola que permita aos seus alunos um maximo aproveitamente, depois o normal questões burocraticas, e conseguirem o objecttivo.
O argumento é mediocre isso e verdade tem uma linha de inicio que posteriormente se desenvolve sem grandes dialogos nem com o movimento de grandes personagens é obvio e repetitivo, mas neste genero de filmes o mais simples e natural é mesmo que seja assim.
A realizaçao é basica como se de um telefilme se tratasse ja no primeiro filme Branz não tinha denotado grande ponto proprio e aqui ainda menos, é um filme simples e a realização é sempre a mais silenciosa.
No cast e observavel a qualidade como actriz de Gyllhenall e Davis, contudo e obvio que ambas valem bem mais do que este filme e aqui funcionam em piloto automatico, sem grandes rasgos riscos, mas e notorio que ambas tem mais qualidade que o filme, e acima de tudo do que este lhes pede.

O melhor - Não arriscar em demasia.

O pior - Demasiado visto noutros contextos

Avaliação - C

Saturday, January 12, 2013

Zero Dark Thirty

Quando duas grandes forças se unem, duas coisas podem sair uma autentica confirmação ou um desastre total, quando Bigelow logo após vencer o Oscar em Hurt Lucker anunciou que o seu proximo filme ia ser a recriação e desenvolvimento da descoberta e morte de Bin Laden as atenções de hollywood reverteram-se na totalidade para este projecto posto em prática em tempo record. Os resultados foram os melhores esperados, a unanimidade critica, tornou-o naturalmente num dos candidatos a bater na corrida aos oscares, embora a não presença da realizadora tenha tirado alguma força, e comercialmente na semana em que começa a estrear em Wide demonstra que mesmo num terreno menos favoravel o filme pode conseguir vencer.
Desde já devemos sublinhar a dificuldade deste filme, tentar recriar um acontecimento como a morte e o processo de descoberta de Bin Laden, tem a hipotese de o tornar num folclore pop sem conteudo ou rigoroso e minuioso ao ponde de tornar a historia credivel e crua. E Begelow sempre com a sua essencia e estado frio opta pela segunda e na minha opinião acerta por completo, porque consegue aqui um filme recheado, pensado ao pormenor, onde a minucia esta presente em cada segmento em cada episodio em que divide o filme, é certo que com tanto pormenor com tanta preocupação para bater certo o filme perde ritmo mas isso acaba por o tornar quase um documentário que poucos acontecimentos historicos podem-se gabar de ter.
A isto une-se um factor que nem sempre é facil quando a historia é tão celebre quanto esta, que é ter personagens, o filme pode-se considerar um filme de personagem, numa parte ficcionada espero eu para bem de algum rigor do top secret americano, domina o filme está presente é bem construida, não só nas suas virtudes mas outras que são colocadas de uma forma mais subtil e mesmo nisso o filme é bem efectuado porque nunca permite que uma parte esconda a outra.
Sabe-se o quanto é dificil juntar factos, ter uma historia e torna-la um filme preenchendo lacunas, mas poucos conseguiram um trabalho tão completo tão estudado, como este, pode não ser o melhor filme do ano, mas o mais minucioso e mais rigoroso, e com mais trabalho provavelmente foi, em termos de exigencia.
O unico senão o facto de cair em algum novelismo a mais na forma com que a personagem vivencia emocionalmente as situações ou como a historia na parte final acaba por ser sua, o excesso de protagonismo a determinada altura parece demasiado exagerado, mas é apenas um pormenor no meio de um filme, que poderia, digo eu, ser ainda um pouquinho mais cru.
A historia fala de todos os desenvolvimentos que conduziram primeiro à localização e posterior captura de Osama Bin Laden, desde o atentado de Nova Iorque até o ano de 2011, tudo é dado a conhecer.
O argumento pode não ser o argumento mais creativo, mas é na minha opinião um dos argumentos mais rigorosos e estudiosos que há memoria, não só nos factos, na forma como o preencher, no rigor de investigações, ainda com tempo para alguns dialogos com alguma profundidade mesmo que um filme de factos nem o precisasse e uma personagem central bem criada. Pela exigencia e coerencia e profundidade pode der um dos grandes candidatos ao oscar melhor argumento.
A realização de Bigelow e dificil pelos contextos onde o filme se desenrola numa primeira fase e depois na fase seguinte pela elaboração tactica e forma de filmar esta fase, pese embora me pareça longe do que conseguiu em Hurt Locker, parece por vezes exagerar um pouquito do satelite, Bigelow tem uma excelente realização, oferece realismo, utiliza tecnologias, demonstra conhecimento e diversas vertentes no mesmo filme, a nomeação não ficaria despida.
Em termos de cast o filme é dominado pela sua personagem central, uma mulher, que tem peso nas costas, Chastain é uma boa actriz, confesso que pese embora seja favorita neste papel a ganhar o galardão maximo do cinema, não é o meu papel preferido dela, talvez por alguma antipatia da personagem o certo é que não me parece um papel complicado exigente, oferece-lhe bons momentos e é preenchido por carisma, mas o nivel de exigencia não nos parece elevado. O resto não é posto à prova num filme que para alguns era mais disponibilidade fisica do que propriamente qualquer outra coisa.

O melhor - O rigor e a profundidade do filme.

O pior - O excesso de protagonismo da persoangem ao estar envolvida em tudo pode retirar algum realismo.

Avaliação - B+