Sunday, January 06, 2013

Lincoln

Era conhecido o fascínio de Steven Spilberg pelo marco mais forte do mandato deste presidente Norte Americano, ou seja a abolição da escravatura, o filme foi filmado com algum secretismo, num filme que foi apostado a ser um marco proprio no cinema relativamente a tão interessante personagem. Os resultados foram positivos principalmente em termos criticos onde o filme conseguiu quase unanimidade critica que o colocou na parte da frente na corrida pelos prémios. Comercialmte e pese embora não seja tão atrativo a nivel comercial os resultados acabaram por ser consistentes.
Sobre o filme podemos dizer que é um objecto interessante do ponto de vista politico ou seja na forma como mesmo reduzindo diversos anos em termos de factualidade consegue ser actual na forma como a politica se manobra, e na forma como o filme se debruça e descobre um dos pontos mais fortes da politica americana. E neste ponto o filme e minucioso complexo bem trabalhado principalmente nos jogos colaterais.
O problema e que como filme sobre politica e com excesso de personagens o filme perde muito ritmo muitas vezes é demasiado denso, nem sempre com um ritmo, o que o torna algo aborrecido, e por vezes demasiado preso a objectos teoricos, mesmo assim estamos perante um filme maturo, que debruça e bem um assunto muito interessante, e consegue ser o marco historico que se predispos a ser.
Mesmo assim parece-nos dificil entender tanta loucura critica em termos de um filme directo nem sempre original tratado da forma inteligente e madura com que Spilberg sempre trata os seus filmes mais adultos e menos comerciais, mas mesmo assim falta ao filme um toque de diferenciação que o assinale entre tantos filmes, o que nos parece não existir, pese embora seja facil assumir o rigor tecnico do mesmo.
O filme fala sobre o segundo mandato de Lincoln como presidente dos EUA e a sua forma de no meio de uma guerra civil tentar a abolição da escravatura, aqui demonstra as manobras politicas que conduzira a tal lei, e a forma como a guerra partidaria geriu esta mesma situação.
O argumento e coeso e maduro, consegue bem caracterizar a personagem central, contudo as seguintes parecem sempre ser algo primárias, parece que o filme não reside tanto nas personagens mas mais na forma como o moral destas produziu historia, não e um incon da argumentação, mas e maduro e competente.
Spilberg é competente principalmente na forma como consegue abordar e consegue criar espaços e recriar situações historicas com rigos mesmo assim parece que o filme funciona mais na imagem da personagem do que propriamente na forma artistica de tudo o resto, parece mais competente do que impressionante.
Em termos de cast o filme tem bom nivel, Day Lewis é um grande actor e mais uma vez tem o filme às suas costas não é o papel mais apelativo da sua carreira mas é forte, e quando se trata de Lewis podemos dizer que estamos ao mais alto nivel de interpretação. Depois em termos de boas escolhas Lee Jones, com um papel carismatico bem interpretado e Spader num papel mais comico ao longo de todo o filme que faz com que o filme perca a rigidez de todo o resto.

O melhor - A interpretação e encarnação de Day Lewis

O pior - A rigidez do filme

Avaliação - B-

Friday, January 04, 2013

Les Miserables

Desde que conseguiu o reconhecimento total com o discurso do rei que o mundo do cinema aguardava com grande expectativa o novo filme de Tom Hooper ainda para mais quando foi anunciado a versão musical dos miseraveis com um dos elencos mais luxuosos que existe memoria, desde logo se percebeu que algo grande se encontrava a ser preparado perfilando se de imediato como um dos grandes candidatos aos galardoes do ano. Contudo as primeiras avaliações pese embora positivas não foram entusiasmantes contudo a candidatura manteve-se intacta com nomeaçoes para a maioria dos grandes premios sustentadas por uma carreira comercial muito positiva parecendo mesmo bem superior as melhores expectativas.
Les Miserables é um filme grandioso produzido com todo a que um grande filme e uma grande produção tem direito, sendo que o que mais fica notorio no filme é a sua grandiosidade do primeiro ao ultimo minuto as imagens que nos dá, a forma com que é realizado, o ambiente pensado e criado do primeiro ao ultimo minuto na forma como o filme é esteticamente é um dos filmes tecnicamente mais bem efectuados que há memoria, sem necessitar de grandes meios ou efeitos especiais mas acima de tudo de gosto e sentido estetico.
De resto o esperado ou seja uma historia grandiosa conhecida na sua vertente musical bem efectuada, com profissionalismo com destaque para os momentos em que diferentes letras sao cantadas por diferentes personagens original e consegue resultar, depois toda a grandiosidade de uma historia epica, que consegue conciliar acção, honra, drama e algum grau de comicidade num filme completo, bonito, intenso, e que marca um ano pela sua execução.
Por outro lado o ponto mais negativo é o filme não conseguir manter o ritmo, fica a sensação que não necessitava de ser tão longo nem a escolha de o filme integralmente cantado parece-nos por vezes algo cansativo, e certo que no final o dano criado não e muito perceptivel mas fica a sensação que neste particular algo poderia ser feito para tornar o filme mais homogéneo em termos de ritmo.
O filme fala de Jean Valjean que depois de ser libertado cria uma nova vida de forma a fugir ao seu passado, que lhe e recordado pela presença do policia leal aos seus principios, depois uma historia de fazer bem, gratidao e amor, conhecida do drama de vitor hugo.
O argumento e bem escrito, consegue dar ao filme toda a imponencia da historia de uma forma musical bem escrita e poetica, como todas as adaptaçoes pode perder por sem previsivel, ou não fosse a adaptaçao diferente de uma historia conhecida.
A realizaçao e de excelencia muito mais do que tinha demonstrado em discurso do rei, neste filme e com mais imponencia e meios Hopper ganha em toda a linha o filme e brilhante na sua concepção e realização com componente estetica profunda, boa criaçao de espaços e acima de tudo tem um cunho de autor bem orignal da forma de abordar personagens.
Contudo em destaques parciais a mais valia do filme é sem duvida a sua grande aposta ou seja o cast, brilhante no melhor conjunto de actuaçoes até ao momento, com destaque especial para Hathaway, aquelas personagens para uma vida, curta duração mas durante esse momento não sobra mais nada num espetaculo belo de canto e interpretação na sua maxima exigencia e maxima perfeição, um dos melhores papeis dos ultimos anos que provavelmente lhe valerão o oscar da academica. Tambem particular destaque para Jackman, e um excelente actor e o papel permite-lhe brilhar em toda a linha em dois momentos no inicio e no fim do filme, pena e que o restante seja demasiado apagado, pois assim poderia pensar em bem mais do que a nomeação, mas nunca se sabe graças a força destes momentos. Menção honrosa para Crowe, Redmayne, Barks, Cohen e Carter, com bons niveis ajudando a que todos os actores do filme estivessem a um nivel bem acima do normalmente observado. O unico ponto menos positivo e mesmo Seyfried bem longe, perdendo quase todas as cenas para os restantes companheiros de elenco.

O melhor -O conjunto de interpretações.

O pior - O filme perder por vezes o ritmo

Avaliação - B+

This is 40


Se existe um autor que nos últimos dez anos conseguiu um reconhecimento próprio no mundo da comedia de costumes foi Judd Apptow, principalmente por conjugar um principio de atualidade nos seus filmes e conjugar isso com as relações em diferentes fases e diferentes contextos. Este ano volta para um filme que pega em duas das personagens secundarias do seu maior sucesso, para as mostrar um pouco mais alem. O resultado contudo foi um pouco distante do primeiro filme quer criticamente onde a reação não foi tão entusiasta mas acima de tudo comercial onde os resultados foram medianos, talvez pela época do ano onde foi lançado no meio de filmes de grande estúdio o filme ficou um pouco silencioso e pouco tempo de antena lhe foi devidamente dado.
Depois de ver o filme consegui entender qual seria o objectivo do realizador em lançar uma comedia do seu género numa época tão alta e por vezes onde os patamares críticos estão tao elevados na escolha para os galardões. O objectivo de Apptow era dar-nos o seu filme mais adulto e complexo como que se de uma analise dos casais moderos se tratasse e da forma com que os quarenta anos são vistos numa dinâmica de casal. Os objectivos podia ser os prémios, algo que dificilmente vai conseguir, contudo na minha opinião eu que nunca fui grande entusiasta de nenhum filme do realizador penso que temos aqui a sua melhor obra, a mais engraçada e mais empírica e a mais completa, distante dos prémios talvez mas para quem quase os conseguiu com muito menos era legitimo pensar que podia conseguir com a sua melhor obra.
Analisando este filme parece-me claramente um melhor filme em que Apptow teve intervenção, ele que nos últimos anos colecionou sucessos comerciais e críticos. Provavelmente estarei contra a maioria, mas o facto de nos trazer um filme mais suave, menos peculiar torna o filme mais intenso mais coeso e com mais mensagem, e isso sustenta-se particularmente na riqueza dos guiões a forma com que consegue colocar aspectos actuais curiosos nos mesmos.
Ou seja na minha opinião não será este filme a surpresa mas sim os anteriores e tão bem valorizados é que me deixaram um pouco desolado e defraudado, aqui o contrario aconteceu, um filme que pensei como aborrecido mostrou-se dinâmico bem escrito e construído com pouco exagero pese embora ele aparecesse por vezes e com a capacidade de mais no pormenor do que no obvio de ser engraçado sem ser um filme para a gargalhada pegada.
A historia fala de Debbie e Pete duas personagens secundarias de knocked Up que aqui se encontram casados e a passar pela crise dos 40, quer em termos profissionais, pessoais e familiares, sendo o filme a tentativa de resolução de conflitos.
Confirmo que nunca fui grande adepto da forma de escrita de Apptow penso que ele sempre valoriza mais o acessório do que o central e por vezes exagera cai no exagero situacional que torna as comedias algo absurdas, contudo neste filme consegue controlar esse ímpeto e o filme sai bem melhor sai próximo, interessante bem escrito permite as personagens se desenvolvem sem entrar na caricatura e isso funciona bem como os pequenos adereços conjecturais e acessórios que dão ao filme outro condimento.
A realização e simples Apptow nas camaras nunca registou grande registo de autor, muito primor estético é básico e nenhum filme principalmente comedia pede mais do que isso, funciona não coloca em causa os objetivos por isso podemos dizer é uma realização mais que bem feita, funcional.
Em termos de cast a escolha natural em actores da confiança de Rudd, a sua esposa Mann funciona, tem a suavidade e conjuga bem experiencia e juventude em comedias românticas, consegue ser serena e explosiva, e parece-nos que é uma mais valia neste tipo de filmes, Rudd também funciona principalmente quando não cai nos tiques irritantes que tanto gosta de dar as suas personagens e que faz com que sejam repetitivas e cansem, mais uma vez é demasiado igual a tudo o resto, penso que se controlasse essa vertente seria um actor bem mais capaz do que a carreira limitada e demasiado igual que tem. Mas o ponto principal do filme são os bons aspectos secundários principalmente de Brooks, a segunda boa aparição em dois anos, e Mccarthy um cameo de grande nível a continuar a demonstrar o que já fez o ano passado em Bridmaids e quase lhe dava um oscar da academia.

O melhor – A actualidade de uma historia de amor mesmo conjecturada aos nossos dias.

O pior – Os tiques irritantes de Paul Rudd

Avaliação - B

Monday, December 31, 2012

Flight


Depois de diversos anos afastados do grande ecrã, um dos melhores realizadores dos últimos 30 anos, regressou com um filme simples, falo de Robert Zemeckis, e no seu regresso colocou de lado a animação, ou mesmo os filmes de grandes dimensões produtivas, para basear-se em personagens e historias que podias ser do quotodiano. O resultado foi positivo, por um lado porque com este filme conseguiu recolher boas avaliações, contudo pelos primeiros indícios insuficientes para o colocar de novo na rota dos grandes galardões e comercialmente resultados relevantes sem contudo atingir o nível dos seus melhores filmes.
The Flight podemos dizer que é um típico filme do seu protagonista Denzel Washington ou seja sobre uma personagem dicotómica, com um lado bom e muitos maus que vão ser experimentados ao longo das mais de duas horas de filme, se por um lado o filme tem coesão narrativa, boas interpretações detalhes sobre investigação por outro lado em muitos outros pontos e repetitivo desde logo no cliché de toda a relação do protagonista com o seu interesse amoroso ou mesmo o facilitismo da mesma, ou então o cliché emocional familiar final, parece-nos que para o filme funcionar não precisava de elementos suavizantes, principalmente para um realizador como Zemeckis.
Mesmo assim parece-nos que é um filme que evolui dentro de si mesmo, aos poucos a monotonia inicial vai colocando pontos de lado e assumindo aquilo que o filme realmente é, sobre a auto critica neste caso sobre o alcoolismo, e nessa ponte penso que o filme tem uma moratória social imponente que aos poucos se descobre no filme e que no final fica bem vincada, o que deve ser valorizado num filme como receita social.
Pese embora esse facto e estarmos perante um filme bom, podemos dizer que é um pouco obvio, ou seja que os seus elementos nunca conseguem vincar o filme, num estilo próprio, alias parece-nos sempre que o filme se adequa mais ao seu protagonista do que o contrario, e nisso temos de pensar que um realizador como Zemeckis poderia ir mais além num filme mais artístico, ou quem sabe com mais imponência no próprio estilo narrativo, falta diferenciação natural à historia.
A historia é apelativa um piloto com problemas da bebida consegue salvar muita gente da morte num aparatoso acidente de avião alegadamente causado por falhas técnicas, contudo tem de lidar com a investigação que coloca em causa o seu estado durante a viagem.
O argumento é forte principalmente na historia de base e na forma como cria o clnflito vincado de todo o filme, também nos parece bem escrito em diálogos principalmente entre o protagonista e o seu advogado, mas falha nos adereços nas historias complementares onde entre pela vertente mais fácil e por isso mais difícil de sublinhar com vinco.
A realização de Zemeckis é natural, mesmo não sendo um trabalho vistoso quando é colocado à prova na vertente mais técnica funciona bem, tem bons momento de grande realizador pese embora no geral temos uma realização suave, sem preocupações mas também por isso sem grandes rasgos creativos.
Em termos de cast alguns dos melhores pontos do filme, é certo que Washington normalmente interpreta personagens muito iguais que as adequa com um cem numero de tiques e expressões suas que pode soar a demasiado repetitivo, contudo neste caso parece-nos que a personagem encaixa-se e tem momentos complicados que só um grande actor ao seu melhor nível consegue conquistar com realismo, e Washington faz, domina o filme, arrisca, e conquista, numa das melhores interpretações do ano. Pode ser sempre e igual, mas é sempre quase perfeito. Tambem realce para a boa interpretação de Cheadle a regressar ao bom nível depois de alguns anos afastados dos grandes filmes e acima de tudo de grandes interpretações, poderia ser nomeado para melhor secundario, mas a feroz concorrência deve-o afastar por excesso de serenidade e não ser um papel vistoso.

O melhor – A mensagem simples, directa e coesa do filme.

O pior – Os clichés emocionais são desnecessários aos grandes filmes.

Avaliação – B-

Cloud Atlas


Pois bem, depois de anunciada a aventura épica que trazia os realizadores de Matrix de regressão ao mundo metafisico e teorizar sobre a existência humana com uma mega produção, que trazia a reboque ainda alguns dos melhores actores da actualidade principalmente Tom Hanks. O resultado contudo foi um autentico jogo do empurra entre aqueles que amam o filme considerando-o no registo mais original e autentico do ano, com aqueles que não o conseguem gostar considerando-o uma teoria megalómana aborrecida. E é conhecido que divergências máximas não são benéficas para nenhum filme principalmente quando este pode ter ambição de entrar nos galardoes. Em termos comerciais penso que a aposta foi falhada, embora tenha duvidas sobre se esta aposta do filme era comercial o certo e que com este investimento o retorno comercial teria de ser obrigatoriamente bem maior.
Desde logo começo por dizer que não sou daqueles que após ver o filme entusiasmei-me com o espetáculo creativo e narrativo do filme, alias penso que o filme tem bons momentos, algumas boas ideias mas com muita dificuldade em concretiza-lo de uma forma subtil e notória, ou seja penso que as ideias centrais do filme ficam sempre por se realizar e a sensação de existir um outro sentido não observável está lá sempre, o que não torna o filme por si só completo à imagem do espetador.
É certo que o filme tem boas historias, realizadas como poucas pensavam em ser, por outro lado o facto dos actores serem sempre os mesmos em diferentes mundos dá um aspecto curioso ao filme, contudo existe outras historias outros paralelismos aborrecidos, ficando sempre a ideia de que a cola entre as historias deveria ser maior, o simbolismo de cada aprendizagem deveria ter mais continuidade uma nas outras, que assim so graças ao esforço épico do espectador consegue situar-se e retirar um ensinamento logico comum de todo o filme.
Ou seja estamos perante um filme estranho, nem sempre agradável, por vezes repetitivo em algumas historias, que tanto tem a capacidade de nos surpreender com previsões futoristas interessantes como de entrar num grau demasiado abstracto que para um filme com tantos meios parece desaproveitar algo que poderia ser grandioso mas tem a dificuldade de na minha opinião nunca se conseguir assumir como um todo, que deveria ser mais do que a soma de todas as partes.
O filme fala de diversos momentos, de personagens em contectos históricos e situacionais diferentes com ligeiros pontos de contacto que fazem a união entre diversas historias soltas com um principio conclusivo final.
O argumento é complexo trabalhoso, mas ao ser soma de partes, tem momentos e parcelas bem mais trabalhadas do que outras, aqui ressalva-se a ligação de um apaixonado a um musico, a ligação entre dois tipos de seres humanos e clones, e no lado negativo desde logo a formula pouco interessante da historia distante de Berry e Hanks e mesmo a mais primitiva não são mais do que clichés narrativos, penso ainda que o filme não consegue o seu intuito primário ou seja unir peças com sabedoria simbolismo e acima de tudo clareza.
A realização tem momentos brilhantes principalmente nos registos mais históricos aqui pensamos que a sensibilidade dos Wachovsky esta bem treinados deixando de lado aquilo que apreenderam em matrix e que neste filme é pouco aproveitado nos segmentos mais futoristas e mais básicos, o problema continua em querem trazer um filme ao mesmo tempo filosófico, com uma historia com princípios simples, neste caso muitas.
Se existe vertente no filme que é bem aproveitada e o seu elenco, principalmente Hanks um actor de eleição que tem neste filme diversos  personagens diferentes que demonstram bem a versatilidade e disponibilidade e toda a qualidade de um, senão mesmo o melhor actor da actualidade. Por outro lado Broadbent também brilha tem um encanto para diversos tipos de papeis e em temros de fabula o que e na verdade este filme tem uma caricatura interessante também ela versátil. Num terreno onde comandam estes dois nomes, relevo ainda para Weaving, um vilão de eleição com uma capacidade vocal do melhor no cinema actual, o restante apenas ressalva-se cumprimento de papeis na maior parte das vezes fácil.

O melhor – Hanks e Broadbent e a realização em determinados segmentos.

O pior – A união das peças devia ser mais simbólica, perfeita e obvia.

Avaliação – C+

Frankweenie


É conhecido o fascínio que Tim Burton tem pelo cinema de animação, depois de produzir Nightmare before Christmas e acima de tudo escrever e realizar o surpreendente Noiva Cadaver, surge este ano com um filme como o mesmo estilo e baseado numa das suas primeiras curtas metragens agora suportado pelos estúdios Disney o cineasta apostou num filme para o grande publico com a sua própria maneira de ver o mundo. O resultado foi dual se criticamente este filme de animação foi um dos mais bem recebidos do ano em termos comerciais as coisas ficaram muito aquém do esperado com resultados absolutamente desapontantes.
Em termos de avaliação começo por referir que este ano com jornada dupla para o realizador foi uma total desilusão para quem como eu gosta muito da sua obra completa recheada de obras primas. Se Dark Shadows não conseguiu concretizar muitos dos objectivos pensados este Frankweenie e na minha opinião bem mais fraco do que qualquer um dos outros filmes de animação com a chancela Burton, desde logo porque o conteúdo moral é de tal forma residual que raramento o conseguimos observar notoriamente, e por outro lado mesmo a historia de base parece sempre ser demasiado limitada presa a alguns conceitos mais primários que Burton tem como autor.
Os pontos positivos do filme e o espirito Burton que esta presente em toda a produção desde a contruçao das personagens tema, cenários e acima de tudo cor o filme e surpreendente com estilo e acima de tudo com um conceito próprio que já faz historia nesta peculiar ligação de Burton e animação.
Pese embora este parâmetro penso que e claramente um filme narrativamente menor na filmiografia de Burton principalmente pela falta de mataforas por um simbolismo demasiado subtil limitando-se por vezes a copiar a antiga historia de Frankensteein e traze-la para o mundo animal. Pode num ano fraco em animação ganhar reconhecimento mas parece-me que seria incrível num realizador e cineasta com tanta obra que fosse um filme claramente menor que o conduzisse ao premio.
A historia fala de um jovem com gosto pela ciência que apos a morte do seu cão consegue o ressuscitar com intervenção de raios, contudo este poder vai conduzir a um efeito desastroso para tudo que o rodeia, e nem sempre o sonho se fica por o lado bom.
O argumento e o parâmetro pobre do filme, desde logo pelo exagero com que o filme acaba por se tornar, ate se introduz bem mas rapidamente se torna um filme obvio pouco moralmente assumido com originalidade limitada a sua forma mais que ao seu conteúdo.
A produção e realização e o ponto de excelência do filme arriscada com sentito estético presença de autor, Burton tem um seu mundo que se reconhece e isso não esta ao alcance de qualquer um, e neste filme neste parâmetro melhora o que já tinha feito.
Em termos de cast pouco, muito pouco a registar as vozes funcionam sem deslumbrar são efectivas mas o filme parece algo independente do sucesso destas e quando assim o é num filme de animação pouco se pode assinalar para o bem, ou para o mal.

O melhor – O estilo Burton, inconfundível.

O pior – o simbolismo de Burton a arte narrativa poética inexistente

Avaliação – C+