Monday, December 31, 2012

Frankweenie


É conhecido o fascínio que Tim Burton tem pelo cinema de animação, depois de produzir Nightmare before Christmas e acima de tudo escrever e realizar o surpreendente Noiva Cadaver, surge este ano com um filme como o mesmo estilo e baseado numa das suas primeiras curtas metragens agora suportado pelos estúdios Disney o cineasta apostou num filme para o grande publico com a sua própria maneira de ver o mundo. O resultado foi dual se criticamente este filme de animação foi um dos mais bem recebidos do ano em termos comerciais as coisas ficaram muito aquém do esperado com resultados absolutamente desapontantes.
Em termos de avaliação começo por referir que este ano com jornada dupla para o realizador foi uma total desilusão para quem como eu gosta muito da sua obra completa recheada de obras primas. Se Dark Shadows não conseguiu concretizar muitos dos objectivos pensados este Frankweenie e na minha opinião bem mais fraco do que qualquer um dos outros filmes de animação com a chancela Burton, desde logo porque o conteúdo moral é de tal forma residual que raramento o conseguimos observar notoriamente, e por outro lado mesmo a historia de base parece sempre ser demasiado limitada presa a alguns conceitos mais primários que Burton tem como autor.
Os pontos positivos do filme e o espirito Burton que esta presente em toda a produção desde a contruçao das personagens tema, cenários e acima de tudo cor o filme e surpreendente com estilo e acima de tudo com um conceito próprio que já faz historia nesta peculiar ligação de Burton e animação.
Pese embora este parâmetro penso que e claramente um filme narrativamente menor na filmiografia de Burton principalmente pela falta de mataforas por um simbolismo demasiado subtil limitando-se por vezes a copiar a antiga historia de Frankensteein e traze-la para o mundo animal. Pode num ano fraco em animação ganhar reconhecimento mas parece-me que seria incrível num realizador e cineasta com tanta obra que fosse um filme claramente menor que o conduzisse ao premio.
A historia fala de um jovem com gosto pela ciência que apos a morte do seu cão consegue o ressuscitar com intervenção de raios, contudo este poder vai conduzir a um efeito desastroso para tudo que o rodeia, e nem sempre o sonho se fica por o lado bom.
O argumento e o parâmetro pobre do filme, desde logo pelo exagero com que o filme acaba por se tornar, ate se introduz bem mas rapidamente se torna um filme obvio pouco moralmente assumido com originalidade limitada a sua forma mais que ao seu conteúdo.
A produção e realização e o ponto de excelência do filme arriscada com sentito estético presença de autor, Burton tem um seu mundo que se reconhece e isso não esta ao alcance de qualquer um, e neste filme neste parâmetro melhora o que já tinha feito.
Em termos de cast pouco, muito pouco a registar as vozes funcionam sem deslumbrar são efectivas mas o filme parece algo independente do sucesso destas e quando assim o é num filme de animação pouco se pode assinalar para o bem, ou para o mal.

O melhor – O estilo Burton, inconfundível.

O pior – o simbolismo de Burton a arte narrativa poética inexistente

Avaliação – C+

Thursday, December 27, 2012

Jack Reacher

Todos ficaram boquiabertos quando foi apresentado este filme, produzido por Tom Cruise e protagonizado pelo propria a historia deste heroi solitário que é descrito como loiro de 1,90 seria na verdade no cinema encarnado por Cruise. Muitos pensaram que seria a maior loucura do actor, uma total desconexão com a realidade mas o filme foi á frente, e saiu neste final de ano. Comercialmente parece-nos obvio que não é propriamente o filme com mais valor comercial do actor, uma apresentaçao decepcionante, muita competiçao e a ma onde Cruise poderiam condicionar o filme, para alem de que criticamente as coisas foram medianas, longe de ser um desastre mas também nada de particular surpresa.
Contudo para quem tinha poucas expectativas relativamente ao filme e que pensava que veria apenas um filme tipico de acção sai do cinema muito surpreendido pela positiva, desde logo porque o filme tem carisma e estilo proprio, para alem da acção a forma como a personagem e criada da dinamismo a todo o filme, bem como dimensão e proximidade do publico. A forma como se sai do cinema e da forma como se observam os restantes espectadores e que o filme mesmo com a longa duraçao nunca é monotono e que agrada a quase todos os espectadores que vem a função do cinema retribuida.
E com os principais propositos cumpridos e tambem um filme de pormenores principalmente na forma inteligente com que consegue coabitar no mesmo filme uma acção trepidante sem necessidade de grandes efeitos, intriga iteressante pese embora nos pareça a parte menos forte do filme e aquela que nos parece mais central e por fim em termos humoristicos muito em forma da propria personagem central.
COmo lado mais negativo do filme talvez alguma previsibilidade ou um enredo que é bastante encruzilhado e intenso inicialmente mas que se resolve talves de uma forma simples demais fica a sensação que neste particular o filme podia ser mais forte maduro e quem sabe mais surpreendente, contudo não descura as boas opçoes e raciocinios do proprio filme e da forma com que isso intensifica a historia.
O argumento é simples depois de um assassinato em serie e quando se tenta encontrar o culpado surge Reacher um vingador que ja tinha entrado na vida do alegado autor e que acaba por tentar perceber a razão de todos os crimes cometidos, aqui encontra-se com os dois lados a acusação e a defesa.
O argumento ganha mais nos pormenores e no inicio do que propriamente na sua conclusão mais simples e mais tipicas de filmes basicos de acção, mas isso nao descura todo o objecto de dialogo de excelencia do seu protagonista, e tambem a forma com que o filme acaba por lançar as suas charadas para o espectador tornando o filme com ritmo.
A realizaçao pese embora não nos pareça muito estetica tem estilo proprio, contudo parece-nos que nem sempre tem a dimensao que o restante filme tem, tem opçoes proprias mas não deslumbra nem seduz o espectador parece-nos claramente que Mcquirre e bem melhor argumentista que realizador.
Por fim o cast sem grandes figuras tem no carisma de Tom Cruise o grande segredo, e pese embora se discuta a sua qualidade parece-nos obvio que em termos de entertenimento e acção poucos preenchem o ecra como ele, e mais uma vez comprova isso, deixando pouco espaço para outros onde so no fim Duvall consegue aproveitar.

O melhor - Os dialogos do personagem central

O pior - A narrativa encruzilhada se ir simplificando demasiado facilmente ao longo do filme

Avaliação - B

Sunday, December 23, 2012

Wreck It Ralph

É conhecido que nos ultimos dois anos o cinema de animação tornou-se algo repetitivo apenas alterando o mundo em que os filme se contextualizavam sem grandes diferenças tiques ou rasgos creativos. Para este Natal e das mãos da Disney saiu um filme que apostava em pelo menos trazer bastante originalidade no mundo dos jogos Arcade saiu este Wreck it Ralph de forma a combater os guardiões do lado da dreamworks. Em termos criticos este filme da disney ganhou não so a competição invididual como se tornou num dos melhores filmes de animaçao do ano, concorrendo directamente ao oscar da categoria, comercialmente ate ao momento conquistou em grande escala nos EUA mas em temos do resto do mundo acabou por perder o que conduz a um empate nestes termos.
Desde logo podemos dizer numa avaliação simples que este Ralph não é só o mais original filme de animação dos ultimos anos, como tambem um dos com mais qualidade apostado em nos dar uma realidade que tanto fantasiamos e que a Disney neste filme tão bem nos consegue dar, o filme dentro do jogo, um mundo inteiro que muitas vezes pensamos mas que aqui é representado e nessa capacidade de ler desejos desde logo tem que se aplaudir a opçao dificil mas bem concretizada da disney
Mesmo em termos de filme estamos perante um dos argumentos originais, mas ao mesmo tempo com a pureza e suavidade que a DIsney nos seus filmes de estudio nos costuma dar, consegue integrar-nos na narrativa com riqueza particular e moral dos seus filmes mais intensos, e certo que não tem o caracter adulto de alguns dos seus filmes pricipalmente as megas produçoes da Pixar, mas neste caso tem tudo o resto que disfarça estas pequenas limitações.
Ou seja estamos perante um filme que é intenso em si, emocionalmente interssante, mas ao mesmo tempo curioso conseguindo aspector interessantes e pormenores de relevo do primeiro ao ultimo minuto, capaz não so de entusiasmar os adeptos dos filmes de animaçao mas acima de tudo aqueles que como eu cresceram ligados aos video jogos.
A historia fala de Ralph um vilão de um jogo pouco acarinhado pelos seus colegas de jogo que acaba por tentar provar o seu valor noutro jogo, aqui surge, uma relação com uma pequena "bug" que tenta tambem ela ganhar posiçao no seu jogo de origem do qual se encontra afastado numa tirana monarquia.
O argumento e interessantissimo, a quantidade e aproveitamento de pormenores e algo nunca visto a qualquer esquina existe um, e acima de tudo tudo funciona e torna o filme proprio com qualidade, com personagens, humor e acima de tudo a capacidade de satisfazer quase tudo no espectador.
Em termos de produçao nao temos o melhor nivel na animaçao, mas isto acaba por ser interessante principalmente no revival dos movimentos arcade e nos sons que o filme vai transmitindo da força da realismo e sentido artisitico ao filme.
Tambem no cast de vozes o filme ganha a todos os outros em competiçao na animaçao deste ano Reilley e uma das melhores escolhas dos ultimos anos, e Silverman conjuga perfeitamente na irreverencia da sua personagem, tambem aqui a escolha mais que acertada, dando uma vida e intensidade propria ao filme.

O melhor - O mundo dos video jogos, fascinante

O pior - A nivel moral não é tão profundo como ja observamos noutros filmes..

Avaliação - B+

Saturday, December 22, 2012

The Twilight Saga: Bracking Down Part II

Pois bem, uma das sagas mais rentaveis e mais pop dos ultimos dez anos marcou para 2012, o seu epilogo, ,muitas foram as delicias dos adolescentes com esta moda dos vampiros que rendeu muito dinheiro por todo o mundo. É certo que este icon da cultura adolescente cedo junto da critica não teve grande valor assim como o seu fim, com criticas desinteressantes e quase irrisorias, mas por outro lado comercialmente não exisitiu filme que não chegasse longe e conseguisse entrar facilmente nos tops de filmes mais rentaveis do ano.
The Twilight Saga pode ser considerado na minha opinião como uma da sagas mais longas e com menos conteudo de que ha memoria, direi mesmo que apos a surpresa e digamos alguma originalidade do primeiro filme, tudo o resto foi um espetaculo deploravel de argumentos sem qualquer tipo de interesse, pouco ritmados, tendando oferecer complexidade a uma historia ja de si simples e sem espaço para evoluir, e isso, conduziu a que o seu final se torna-se em mais um episodio mediocre de um cinema de pouca qualidade pouco original e maduro.
Este filme esta na linha de um decrescimo de qualidade que foi sendo superior de filme para filme, as personagens tambem ela limitadas não tinham por evoluir e o filme mais não era do que manifestaçoes de amor e desamor entre elas com pequenos conflitos que no final, ou seja, nesta ultima saga já nada parece interessar. So se pode compreender o fanatismo em torno de uma saga tão limitada e com tão poucos elementos de interesse na forma pouco exigente que o jovens de hoje em dia tem do cinema, de forma a tornar objectos como estes como filmes de referencia, será o dominio da novela no cinema, espero bem que não.
O problema da saga reside em quase todos os elementos que compoem um filme, com excepçao da realizaçao que conseguiu em todos os filmes ter bons planos elementos artisticos interessantes tudo o reste demonstrou sempre pouca qualidade, originalidade entre outros factores, o que para mim tornou esta saga apenas num objecto vazio de uma cultura pop, com poucos gosto pela setima arte.
A historia aqui é facil Edward e Bella tem uma filha que cresce rapido, surge a ideia que ciravam um mortal e os maus voltori ameaçam matar toda a gente, aqui necessitam de ajuda e juntam a familia toda, no fim, a pequena batalha, que demonstra que tudo ate se podia resolver com uma boa conversa.
O ridiculo do argumento acenta na forma satirica com que as palavras acima o argumentam para filme que envolvem tanta produçao e dinheiro o argumento a historia de base deveria ter sido mais forte, de forma a construir um objecto comercial e literario algo que nunca foi feito, resta saber se o problema eram dos livros que tiveram na origem do filme, ou o proprio filme nunca conseguiu perceber o que eram os livros.
Condom e um realizador que teve um inicio interessante mas penso que o facto de se ter envolvido nesta saga limitou a sua carreira, tornou-o invisivel com toda a força da saga em termos comerciais, para alem de que os filmes acabaram por nao ser bem aceites criticamente, podemos perceber alguma qualidade mas o fraco argumento disfarça os bons valores do filme.
Em termos de cast devemo-nos centrar nos tres papeis principais onde observamos três actores da moda, com muitas limitaçoes interpretativas que graças a este filme ganharam notoriedade e filmes ao longo da sua vida. Pattinson é limitado, ja demonstrou evoluçao em outros filmes mas como Edward é monotono, preso a determinado tipo de tiques irritantes, ao par da sua namorada Stewart, não so manifesta muitas deficiencias em termos de interpretação como ainda consegue impregar um estilo decadente que irrita. Por fim Lautner o pior actor de ambos mas aquele que penso que em papeis mais suavem em comedia, podera ter alguma facilidade.

O melhor - O fim.

O pior - Ter sido um marco comercial com tão poucos argumentos.

Avaliação - D+

Friday, December 21, 2012

Life of Pi

É conhecida a forma de Ang Lee filmas ser proxima daquilo a que chamamos arte, contudo como todas as formas de arte em cinema quanto maior for o risco maior a probabilidade de gloria. Pois para este ano o realizador pegou numa historia conhecida no efeito 3D e quis fazer um filme sem grandes estrelas para alem de si proprio e testar a sua capacidade como realizador de um filme para o grande publico que não descuida a critica. O resultado e positivo principalmente em termos criticos onde o filme foi muito bem recebido conseguindo nomeaçoes ate ao momento para os premior mais importantes, comercialmente pese embora não seja um sucesso sem precedentes tornou-se facilmente rentavel com resultados consistentes.
Life os Pi é um filme epico quase biblico na forma como nos trás a sua personagem, contudo quando estamos num filme que o seu fundamente é questionar ou mesmo explicar o fenomeno da religião em si o caracter biblico perde todo contexto. Life of Pi e um filme com diversas partes, todas elas efectuadas com um prefecionismo impressioante e acabam por dar um filme impressionante a diversos niveis. A parte inicial onde a personagem é apresentada dá-nos o curioso o humor o sentimento o espontaneo, esse ponto é muito forte no filme, com toques a lembrar o melhor de Big Fish onde percebemos que o Pi é diferente. O unico senão deste ponto é que depois o filme vai perdendo esta ironia em forma de humor, para dar parte ao segundo plano mais de acção mais de sobrevivência onde o filme se torna mais estetico mais ritmado, mais de imagens e menos de historia, mas neste momento o filme é deslumbrante, mesmo só com dois elementos vivos o filme tem momentos de contagio e de nos fazer demonstrar que o 3d tem magia em si.
Na parte final a capacidade de um filme grande intenso epico arriscar surpreender o espectador e isso torna-o o toque de midas do filme, não só em termos narrativos mas no valor metaforico interessante, actual e imponente que o filme adquire.
O filme fala de um filho de um dono de jardim zoologico que quando tenta emigrar com a sua familia e animais, acaba por naufragar tendo de sobreviver no alto mar so com a companhia de um tigre bastante feroz, lutando pela dupla sobrevivencia.
O argumento é forte, imponente arriscado, coeso, na parte inicial e mais complicada para o filme sustenta todo o filme restante e tem os melhores momentos em termos de dialogos que depois acabamos por sentir falta no restante, mas o desenvolvimento do filme conduz a isso, sabe diferenciar partes e arrisca numa conclusão que assume um valor metaforico filosofico imponente.
A realizaçao de Ang Lee é uma das mais fortes do ano, soube como poucos até hoje tornar o 3D um espectaculo dentro de um filme ja de excelencia, consegue isso por diversas vertentes num filme com um gosto estetico impressionante, capacidade, meios e arte, uma realizaçao do melhor que foi visto ate hoje,.
Em termos de interpretaçao o filme é Surja Sharma, todo o filme é a sua disponibilidade emocional e fisica, mas é neste ponto que o filme poderia ter mais impacto o mau ingles do actor acaba por condicionar certas expressoes verbais, ja que em termos emocionais e fisicos não se podia pedir mais, para ficar na retina e quem sabe explorar.

O melhor - A realização e a coragem do guiao em todos os niveis.

O pior -O ingles do protagonista

Avaliação - A-

Tuesday, December 18, 2012

The House of the End of the Street


Desde o lançamento de despojos de inverno Jeniffer Lawrence tornou-se uma referencia do cinema actual e uma das mais prominentes promessas ou quase certeza do cinema americano. Contudo nestes casos os grandes estúdios fazem questão de fazer vincar a sua presença em projectos mais duvidosos como se de uma ancora se tratasse, e neste caso foi neste filme de terror. Os resultados foram os esperados e nem a actriz salvou o filme de um colapso por um lado em termos de bilheteira com resultados residuais e por outro lado em termos críticos com avaliações muito negativas de longe as piores para uma actriz que caiu no bom gosto da critica.
Este filme de terror tem uma característica positiva cada vez menos vista mas que eu pessoalmente aprecio, ou seja não se sustenta no sobrenatural, em historias paranormais de fantasmas e algo inexplicável, é um filme sobre pessoas e comportamentos horripilantes de pessoas, e isso nos dias que corre é pouco comum mas ao mesmo tempo de valorizar.
Contudo tudo o reste e negativo, desde logo no excesso de pontas soltas, que não são fechadas, por factos fundamentais que ficam por explicar mais pior que tudo pelo facto de existirem outros ponto que nada servem para o próprio guião, ou seja no final, mesmo num filme pequeno em termos de dimensão temos diversos pontos que nada servem, que nada trazem, demonstrando muito amadorismo na construção de uma narrativa também ela já trabalhada.
O grande erro do filme e contudo querer surpreender com um twist final que é do mais previsível que me recordo em filmes semelhantes, ou seja tudo encaminha-se para um ponto onde o mais obvio é o que os produtores do filme pensavam ser a surpresa, e ai o filme já não tem nada mais para dar, nunca conseguindo preencher os espaços mentais que o filme cria.
A historia fala de uma jovem que se muda com a sua mãe para uma nova casa, que tem como vizinho o único resistente de uma família onde uma menor acabou por assassinar os seus progenitores, aqui começa a surgir a descoberta sobre o que aconteceu e o presente dessa mesma família.
O argumento e pobre, nem tanto na construção narrativa mas acima de tudo no nível amador dos pormenores, das personagens dos diálogos e acima de tudo na forma como o filme resolve os seus próprios entraves, sente-se sempre que o filme não consegue evoluir, parece-nos o ponto onde o filme demonstra bem mais fragilidades.
Em termos de realização não e um filme que faz uso desta ferramenta para causar impacto principalmente em termos de efeito de terror neste âmbito parece sempre demasiado limitado a dois ou três truques de camara gastos.
No cast temos Lawrence no seu lado menos benéfico ou virtuoso do cinema ou seja sempre demasiado presa a uma personagem demasiado ambígua quando o filme não necessita disso, não é neste tipo de papeis que construiu o seu já grande sucesso e tem que demonstrar e escolher melhores os papeis futuramente, ao seu lado Shue gasta em fim de carreira numa personagem pouco interessante.

O melhor – Não entrar pelos fantasmas.

O pior – Não fazer uso desta virtude, com demasiados pontos por concluir

Avaliação – C-

Saturday, December 15, 2012

The Perks of being Wallflower

No final deste ano surgiu um titulo que chamou a atenção por juntar três das mais sintilantes jovens do panorama cinematografico actual num pequeno filme, sobre relaçoes, num ambiente juvenil mas apostado a dar um caracter independente a um cinema pouco fluido. Os resultados foram positivos para um filme inicialmente pouco ambicioso, quer criticamente com avaliações essencialmente positivo que o colocou ainda que num posto modesto na corrida pelos premios. Esse facto conduziu que mesmo se tratando de um filme independente os resultados de bilheteira fossem relativamente positivos.
Desde logo podemos dizer que se trata ao mesmo tempo de um dos filmes mais simples em termos de narrativo do ano, mas ao mesmo tempo um dos melhores filmes que observamos este ano, pelo conteudo, profundidade, trabalho emocional e creatividade que demonstra que nem sempre a creatividade tem de ser a componente maxima de um cinema onde por vezes mesmo os temas já por diversas vezes abordados ainda esperam pelo seu grande filme, pela abordagem correcta e seria, o que acontece aqui num tipico filme de liceu com todas as suas particularidades.
E o sucesso do filme acenta principalmente no facto de dotar as suas personagens principalmente o seu protagonista de uma riqueza moral imponente, que faz com que o filme sirva de uma historia actual tantas vezes passada, mas com um ensinamento de ser melhor mesmo que o contexto não ajuda, ou seja, estamos perante um filme que ao mesmo tempo tem ritmo e consegue conciliar os cliches tipicos dos filmes de adolescentes com uma emocionalidade e valor moral, sentado numa espontaneadade de um filme que demonstra que por vezes na historia mais simples temos os verdadeiros valores.
É conhecido que o ser um filme de adolescentes condicionara o filme em termos de premios, nao ser na sua historia de base algo novo revolucionario, marcante por si prorpio, mas isso ficara sempre nos amantes de cinema como uma obra que transforma um filme pequeno num objecto que penso com o tempo se tornara de culto e referido como fazer um filme pequeno grande, mesmo serm poder de marcar, de ser singular, acaba por o ser há sua maneira.
A historia fala de um jovem que tem uma vida insignificante no mundo dos pares e mora com um trauma familiar de infancia aos poucos conhece um grupo de amigos onde acaba por se integrar e ganhar o prazer de uma vida social, mesmo que estes estejam perto de sair da sua vida.
O argumento e a riqueza do filme principalmente na forma como este se blinda em termos emocionais mas acima de tudo na forma como as personagens são criadas e contextualizadas, e nos dialogos nos fundamentos morais dos dialogos que o filme enriquece e se torna verdadeiramente fora de serie.
A realizaçao e simples um ou outro pormenor de personagem bem realizado como a sequencia em que o protagonista se deita sozinho na neve, mas não e o facto que mais chama a atençao no filme, e um filme de pormenores mas por vezes parece nem sempre pensar nisso, o que para uma estreia podemos aceitar e esperar pelos proximos filmes.
O cast é excepcional desde logo no protagonismo de Lerman um actor muito pop corn ate ao momento que tem aqui o primeiro grande risco e ganha em grande dimensão, sensibilidade carisma, irreverência preenche o ecra mesmo no silencio e isso não é facil, Watson é a presença de mulher, numa mudança dificil mas que funciona na perfeição Miller demonstra uma capacidade de alterar impressionante depois do ano passado ja ter conquistado meio mundo com o seu terrivel Kevin, com dois filmes podemos considerar ja um dos grandes valores dos proximos anos, Ou seja um dos melhores cast e elenco do ano

O melhor - A força de um filme simples.

O pior - Ser pequeno em ambiçao

Avaliação - A-

Friday, December 14, 2012

The Hobbit: An Unexpected Journey

Desde que foi anunciado o lançamento deste filme baseado na prequela de senhor dos aneis de nome Hobbit que os fãs da saga se encontravam em extase, principalmente depois do acontecimento e do marco que foi a primeira triologia, as coisas ainda ficaram mais fortes quando Peter Jackson que ja se encontrava como produtor assumiu a liderança do projecto assegurando assim a continuidade que uma obra cinematografica de tanto sucesso exigia. Pois bem agora que sabemos que afinal estamos perante mais uma triologia as primeiras indicações comerciais parecem positivas contudo apenas no final do primeiro fim de semana vamos realmente perceber a vertente comercial do filme. Criticamente as coisas estiveram bem distantes do sucesso de todos os filmes da primeira triologia, com resultados mais divergentes longe da unanimidade do primeiro filme.
Desde logo o principal problema deste filme é o intervalo relativamente aos anteriores e barreira colocado no mais alto que pode ser em termos de exigência, e mesmo para aqueles como eu que não fui grande aperciador do primeiro filme do Senhor dos Aneis, parece claramente que o inicio foi bastante diferente principalmente na capacidade das personagens em si criarem empatia com o publico. Contudo o problema não é só da forma como o filme foi criado, mas acima de tudo na forma como o livro de base é claramente mais pobre do que a triologia, principalmente com excesso de personagens dificuldade de interligação, ser naturalmente engraçado, algo que o filme so consegue com muito trabalho e quase sempre sem conseguir.
Outro dos problemas do filme é ser moroso e repetitivo, uma das criticas sempre apontados, mas neste filme isso torna-se mais claro, com pouca exploraçao emocional e suspense das sequencias de conflito, parecendo sempre apostado em prevalecer o que ja funcionou nos primeiros e pouco preocupado em este filme marcar por si proprio, o que talvez ate podesse tornar o filme melhor e diferenciado.
Mesmo perante estas criticas o filme tem pontos bem trabalhados, desde logo a manutençao do cast a ligação mesmo que curta aos primeiros filmes, a riqueza dos dialogos de gandalf e o nivel produtivo do filme ainda com capacidade para surpreender mesmo aqueles que ja apontavam lord of the rings como a inovação maximo.
A historia fala-nos da aventura de Bilbo Baggins junto aos anoes que o conduz ao encontro com o anel que é protagonista dos filmes anteriores, aqui ele tenta ajudar treze anoes a conquistarem novamente o espaço a que sempre foi seu.
O argumento é bem montado mas ao mesmo tempo é demasiado segmentado com uma preocupaçao excessida de ser descrtivo mesmo em aspectos paralelos, demasiadas historias paralelas tiram intensidade e profundidade da central, o que nos parece um problema tipico dos filmes com mais do que dois argumentistas, nem sempre parece pensado a uma só mente.
A realizaçao de Jackson é ao seu nivel brilhante com a componente artistica que o filme sempre teve, com boa escolha e excelente nivel em todos os aspectos tecnicos a luta entre rochedos e algo para a memoria, pena é que o 3d quase seja irrelevante o que nestes dias não é positivo.
E conhecido que Lord of the Rings faz actores, e para este filme com novas escolhas a maior parte desconhecidas tem em Freeman uma escolha tão surpreendente como acertada, o seu aspecto e expressão funciona principalmente na vertente mais desligada, de um actor que finalmente tera o reconhecimento do pubnlico, de resto pouca exigencia, esperemos que nos restantes seja mais evidenciado outros actores.

O melhor - o nivel produtivo e as saudades de gollum

o pior - o argumento demasiado descritivo em sequencias paralelas.

Avaliação - B-

Wednesday, December 12, 2012

Alex Cross

Muitos tinham expectativas de observar Tyler Perry num papel diferente fora dos seus filmes na comunidade africana, e Rob Cohen um realizador simplista em filmes de acção deu-lhe todo o protagonista como heroi de acção neste filme. Contudo o resultado não podia ser pior principallmente em termos criticos com avaliações muito negativas mas tambem comercialmente onde a historia e os seus protagonistas não conseguiram vender e o resultado foi bastante frustrante.
Alex Cross é o tipico filme policial nos finais dos anos noventa na sua vertente mais simplista e pouco trabalhada, alias a maior parte do filme e de uma amadorismo gritante desde logo pelos atalhos narrativos sem sentido nenhum, pela conclusão, pelo facto do filme nunca conseguir convencer mesmo na eloquencia ou força do seu protagonista. Ou seja estamos num filme extremamente vazia em termos narrativos e de construçao ou seja e daqueles filmes que desde a nascença ate ao final parece sem sentido e sem rumo.
Ou seja Alex Cross parece um acto falhado principalmente por ter duvidas em se debruçar ou sobre o herou ou sobre o vilão acabando por não o fazer em nenhum dos lados, a crueldade posterior do vilao acaba por tirar o lado mais benevolo do protagonista, e depois o filme parece ter pressa em terminar em acabar consigo proprio, o que faz de forma apressada porque se pensa que o filme já não tem por onde evoluir.
A força do filme não tem plantação e uma historia vazia que tem em todas as escolhas parece actos falhados em termos narrativos, em termos de interpretações escolhas de cast o filme falha, e acima de tudo mesmo em aspectos de ritmo e entertenimento as coisas tambem não sao muito mais bem efectuadas, ou seja um floop que penso que a determinada altura ja sabe que o vai ser.
A historia fala de dois policias que começam a investigar os homicidios de um terrivel psicopata, até que a propria vida deles fica envolvida nos planos do monstro.
O argumento e basico pouco artilhado parece apressado talvez porque as ideias não estivessem a fluir, a historia e a conclusao são primarias, as personagens inexistentes e a resolução de dictomias muito pouco trabalhada.
A reallização e o unico aspectos com alguns bons momentos Cohen é experiente e com filmes de acçao bem conseguidos contudo aqui so traz o melhor de si na sequencia em que os carros chocam uma boa opçao ja utilizada mas funciona talvez o momento mais artistico e funcional de todo o filme.
O cast tem pessimas escolhas Perry não é bom actor tem muitas deficiencias e neste papel isso é extremamente notorio falta carisma e garra e forma fisica, Burns e um actor gasto e neste filme mostra porque, a melhor construçao poderia ser a de Fox como psicopata mas o excesso de tiques torna o que podia ser bem, num autentico desastre.

O melhor - O filme a determinada altura dá conta que não esta a funcionar e só quer acabar.

O pior - Podia ter sido remediado com um directo para video

Avaliação - D

The Deep Blue Sea


Quando surgiu no inicio do ano este pequeno filme ingles com um elenco de caras conhecidas, poucos pensariam que este filme no inicio do ano pudesse estar a receber qualquer reconhecimento na luta dos prémios, principalmente porque o próprio filme em si estreou silenciosamente longe do grande publico e mesmo em termos críticos e pese embora avaliações na sua maioria positivas não foram suficientemente entusiasmantes para sustentar esta possibilidade.
The Deep Blue Sea é um filme pequeno com grandes actores, e isso e o marco mais definitivo do filme já que é monótono, parado demasiado silencioso, quase que se limita a filmas o sofrimento e o conflito das personagens e isso resulta na maior parte do tempo pela forma capaz que os actores tem de encarnas totalmente personagens.
Mas isto não chega para o filme ser apetecível, principalmente porque a historia é estranha e tratada de uma forma estranhamente distante, ou seja so conseguimos nos enquadrar na narrativa na parte final do filme quando pensamos que essa contudo não e suficiente apelativa para nos interessar de forma intensa pela forma como esta ira acabar.
Ou seja estamos perante um filme modesto sobre uma relação e sobre a forma pouco concreta com que o ser humano se comporta e a forma e diferença entre o racional e o emocional com destaque para a segunda parte, mas o filme nunca consegue imprimir a intensidade ritmo ou mesmo riqueza de diálogos que o capultasse para um bom exercício moral e narrativo.
O filme fala de uma mulher que apos fugir do marido se junta com o amor da sua vida que apos se esquecer do seu aniversario e assim demonstrar o fim do amor descobre uma carta de suicídio não concretizada e começa a questionar a relação e o futuro de algo que construíram.
O argumento sofre uma contrariedade grande na sua execução a dificuldade de se contextualizar temporalmente torna o espectador algo perdido na historia que por sua vez não e suficientemente envolvente bem como sofre do mal do cinema europeu de dificuldades em se concluir e caracterizar de uma forma vincadas personagens que no final continuam desconhecidas.
A realização e interessante com sentido estético e com imagens pensadas centrada na fora de expressão das personagens e interpretaoes tirando o melhor dos actores, mesmo assim por vezes torna-se monótono mas e dos vectores mais funcionais do filme.
Em termos de cast os protagonistas funcionam bem principalmente isoladamente Weisz demonstra ser uma grande actriz que funciona em acção e em dramas merecendo mais trabalho e luz Hiddlestone comprova a sua qualidade como actor principalmente na forma mais intensa, que já tinha demonstrado principalmente em Vingadores, em termos de química não funciona tão bem.

O melhor – Os protagonistas como personagens isoladas.

O pior – O excesso de sequencias silenciosas so com banda sonora

Avaliação - C

Thursday, December 06, 2012

Compliance

Este pequeno filme independente seria um entre muitos filmes durante um ano em que diversas experiencias são lançadas em cinemas especificos, caso no dia de ontem o National Board review não tivesse atribuido o premio de melhor actriz secundaria a Ann Dowd, facto que não só serviu para o filme ganhar mais visibilidade do que no seu decurso comercial todo, mas como o colocar numa corrida pelo menos como menção que nunca esteve nos seus melhores sonhos. Os resultados do filme em termos comerciais foi de acordo com as suas ambiçoes ou seja modesto e em termos critico as boas avaliações acabam por ser comuns dentro do cinema em que este filme esta inserido.
Compliance é um filme directo algo perturbante mas ao mesmo tempo interessante e com uma moral forte, ou seja ao tocar numa sociedade que não pensa sobre si, que faz as coisas como tarefas sem se questionar esta presente ao longo do todo filme, e tem aqui o seu maior trunfo, ao entrar no stress na preocupação e na capacidade de pro vezes perdermos a frieza de perceber o sentido ou pensar racionalmente sobre as coisas, neste conteudo moral o filme tem o seu maior trunfo.
Contudo o filme tem problemas ao ser demasiado repetitivo mesmo na curta duração ser monotono pois o filme e sempre uma repetição de eventos e pouco mais o filme e uma linha continua de situações semelhentes apenas se desenvolvendo de forma rapida como se uma investigação policia se tratasse no seu fim, sendo que esta parte poderia totalmente ter desaparecido ou então mais potenciada porque o filme fica coxo e o seu final totalmente descontextualizado.
Ou seja parece-nos que o filme funciona bem mais como paradigma moral da sociedade com bons momentos principalmente no encadeamento e na escalada se bem que o filme e pouco visual quase sempre no mesmo espaço e com as mesmas personagens para alem de que se revela cedo demais.
O filme fala de uma cadeia de fast food em dia de avaliação e de muita gente que recebe a chamada de um suposto policia que se encontra a investigar um roubo efectuado por uma funcionaria o papel de encarregada e enterrogar e ser o policia comandado por telefone.
O argumento e original pese embora seja baseado em factos reais e acima de tudo numa tendencia cada vez mais existente com o crescimento de tecnologias, e nisto o filme funciona bem principalmente na criaçao e na forma como nos dá as perosnagens que servem de marionetas, as situações são um pouco exageradas mas o filme narrativamente funciona.
A realização e a tipica em filmes independentes, escura, pouco movimentada cortada, com rebeldia, sem grande sentido estetico e uma realização crua, serve o interesse do filme, dando-lhe um lado noir interessante mas não é com este trabalho que o seu autor chamara a si a atenação de outros escaloes.
O cast é pouco posto à prova e surpreende o premio oferecido a Dowd desde logo porque o seu papel não é secundario, por outro lado proque o papel não tem grande exigencia, contudo e indiscutivel que o filme gira em seu torno, e o papel e bom, dai ao reconhecimento vai uma longa distancia.

O melhor - O paradigma moral.

O pior - Ser demasiado repetitivo.

Avaliação - C+

Anna Karenina

Depois dos sucessos que conseguiu com versões de Orgulho e Preconceito e depois com Expiação, Joe Wright tornou-se numa figura singular do cinema actual, capaz de paralisar critica e espectadores quando uma sua adaptação esta no horizonte. Para este ano, nada mais que a literatura russa e este classico de Tolstoi, para por à prova a capacidade do realizador reinventar historias conhecidas. O resultado contudo foi diferente do habitual, em termos comerciais a pouca divulgação do filme colocou barreiras curtas ao seu desenvolvimento, e talvez por isso e não impulsionado por uma recepão critica muito entusiasta pese embora positiva, o filme parece ir mais na direcão dos mais recentes filmes do realizador e ficar fora das disputas de galardoes principalmente nas carracteristicas tecnicas.
Anna Kerenina é uma historia forte e conhecida, pese embora obvia nem sempre é facil pegar num classico e dar-lhe originalidade não caindo no rigor da literatura historica, mas Wright tem a capacidade de reinventar conseguir reunir ainda mais adeptos de obras que já são universais e neste caso parece-me na minha opinião o seu melhor trabalho. Mais que um filme sobre uma historia este filme é uma obra de arte de saber realizar tirar o maximo proveito da beleza das imagens do contexto, da metafora, da tecnica, da originalidade de um estilo, e nisto, ou seja em termos tecnicos seria impossivel fazer melhor.
Em termos de imagem e da forma como o filme é abordado como uma opera, como um musical sem musica, dá-nos todo o sentido a uma obra bela, com uma historia moralmente interessante, forte, intensa emocionalmente se bem que já pouco actual, desconhecida do grande publico mas conhecida dos amantes da literatura russa, tem como principal problema o inicio o enquadramento das personagens o englobar o espectador na historia que acaba por o fazer para não mais o largar.
Em termos de pontos negativos o filme não consegue manter o ritmo da primeira para a segunda parte com a quebra da ligação central o filme parece a determinada altura perder algum norte narrativo, o que acontece numa obra demasiado extensa para a duração de o filme, e isso torna mesmo o filme por momentos com dificuldade mesmo na sua arte estetica, vulgarizando por alguns minutos regressando no final, para o climax forte tipico da literatura russa.
O filme fala de Anna Karenina que numa ida a Moscovo para salvar o casamento do seu irmão apaixona-se por um jovem conde, e acaba por destruir o seu, quando tem de enfrentar uma sociedade tradicional que nega o adulterio.
O argumento e simples ou seja uma historia universal sintetizada para a duração do cinema, tradicional, fiel a historia e as suas perosnagens demonstra que por vezes em determinadas historias e dificil mexer, não é original ou não fosse uma obra da historia, mas e competente na forma como a sintetiza, principalmente no principio, ou seja como introduz e como finaliza.
Os louros todos do filme vão para Wright a realização é virtuosa, marcante original , estetica, com um misto de tradicional e inovador, Wright demonstra ter um perfil creativo e arte apurada nas imagens que quer dar, mais que um filme tem aqui uma obra de arte.
O cast parece um dos grandes problemas do filme, desde logo continuo a achar Knightley uma actriz que exagera em expressões faciais a forma como gosta de ser debil, como exagera em situaões que exigem intensidade emocional, Wright poderia ter uma escolha mais acertada, jogou por alguem que conhecia, que a critica gosta, que que é de extremos ou se gosta ou odeia, o meu caso é mais proximo do segundo, depois penso que não existe quimica com Johnsson a diferença de idade impede sempre essa quimica, a personagem masculina é sempre aderessada com demasiados tiques e aos poucos distancia-se do espectador que não consegue criar empatia muito pelas dificuldades de maturidade do actor para o papel, salva-se as excelentes prestacções de Law, num dos seus melhores papeis domina as cenas onde entra e a sua interpretação vocal é algo de excelencia e neste filme isso é acentuado, tambem McFayden fora do tradicionalismo british que estamos habituados dá-nos uma componente humorista num papel vistoso talvez o melhor da sua carreira.

O melhor - A arte de Wright

O pior - A dupla de protagonistas, principalmente a falta de quimica.

Avaliação - B

Bernie

São conhecidas as dificuldades de Linklater em conseguir protagonismo no cinema quando sai fora dos seus antes com Deply e Hawke, agora que se prepara para o terceiro episodio da saga e no inicio do ano e com poucos focos saiu este particular Bernie, apostado em tentar chamar a atenção para um cinema diferente de autor. Os resultados ate ao momento não foram brilhantes o filme não conseguiu distribuição Wide, o que conduziu a que o filme acabasse muito longe do sucesso em termos comerciais, as boas avaliações criticas fizeram com que o filme neste inicio de galardões já fosse mencionado por duas ocasioes, contudo parece-nos dificil que se assuma a serio nesta corrida.
Bernie e um filme particular, sobre uma pessoa curiosa, e efectuado como um documentario sobre este, a forma do filme ser apresentado é ligeira, original com sentido artistico o que torna o filme um objecto independente interessante, centrado na curiosidade de uma personagem bem montada, bem apresentada num contexto tambem ele proprio, que dá ao filme o charme que ele precisa, principalmente nos primeiros minutos ja que o filme vai perdendo o seu charme e as suas curiosidades com a evolução narrativa.
Neste ponto o filme funciona bem melhor do que posteriormente como filme de julgamente ou tribunal aqui o acessorio parece sempre superiorizar-se ao resto do filme, ou seja os pequenos pormenores a personagem e a sua reação a reacção do contexto, e a longa sequencia de julgamente faz com que o filme perca por momentos algum norte, que depois recupera para o seu finalizar.
Podemos dizer que não é um filme de primeira linha, mas é um filme curioso bem escrito, bem montado com filosofia propria, por vezes engraçado, que conjuga a comicidade dos pormenores com uma historia dramatica baseada em factos reais satirizados ao maximo num argumento competente que ao contrario de muitos outros filmes de Jack Black merecia outro tipo de visibilidade. Ou seja um filme independente que demonstra que por vezes nestes filmes e mesmo nos mais pequenos temos formas proprias de fazer cinema que pode não nos apaixonar mas deixa-nos bem curiosos.
O filme fala de Bernie um ajudante de agencia funeraria que aos poucos começa a ser a pessoa mais famosa da pequena cidade ate se relacionar com a idosa mais odiada do lugar, até que este num acto desespero acaba por a assassinar aqui existe a luta entre o valor moral de quem erra, e a falta de quem é vitima e a forma como tudo e observado na comunidade
O argumento e moralmente interessante na forma como explora a dinamica moral do homicidio, a forma como se pode olhar em termos frios e quentes dependendo da distancio emocional à situação, a forma como a personagem é caricaturada da uma toada mais ligeiro a um filme, que acaba por ser um biopic interessante sobre um homicida moralmente forte.
A realização sob a forma de peças de teatro com actos e interessante Linklater é um realizador talentoso ao qual falta ainda um grande filme um sucesso, durante muito tempo surgiu a ideia que seria uma questao de tempo que parece agora mais longe neste filme mostra qualidade mas o filme não tem dimensão para entusiasmar.
O cast é interessante Black tem uma personagem interessante sem a maior parte dos tiques irritantes que tem como comediante, tem aqui um ar mais sobrio sem faltar a caricatura interessante para o filme, Maclane demonstra ainda se encontrar em boa forma pese embora algum tempo longe, e McConaughey demonstra e concretiza o bom ano que teve como o procurador proximo do que ja tinha efectuado em Time to Kill

O melhor - Uma historia comum bem contada.

O pior - A longevidade da sequencia de tribunal.

Avaliação - B-

Wednesday, December 05, 2012

Pitch Perfect

Seria expectavel que a febre provocada pela serie Glee se transferi-se para o grande ecra, pois bem neste Outono e com um cast pouco conceituado mas recheado de musicas actuais cantadas por grupos de jovens à capela surgiu este Pitch Perfect que talvez empolgado pelo sucesso do tema no momento conseguiu optimos resultados em termos criticos com avaliações muito positivas tendo em conta que estamos perante um filme juvenil com esse publico quase como alvo exclusivo. E mesmo em termos comerciais aposto que nem nas melhores previsoes o resultados seriam os alcançados tornando-se num fenomeno comercial do ano.
Desde logo podemos dizer que este filme na sua essencia diverge muito pouco dos ultimos Step Up quer em termos narrativos quer em termos de contextualização e trabalho produtivo, isso faz com que o filme seja um pouco copy cat e nem sempre muito original, mas na forma como um filme juvenil deve ser criado o filme resulta principalmente porque consegue ser divertido e actual nos seus momentos musicais, para alem de uma componente artisitica interessante.
Em termos da historia para alem da musica o filme é limitado obvio como todos os outros filmes de trabalho de grupo temos personagens para todos os gostos, umas mais humoristicas se bem que nesta componente o filme raramente consegue concretizar e ser feliz, mas outras mais de conflito e mesmo aqui este acaba por ser residual mas isto acaba por ser positivo no caracter mais ligeiro de todo o filme.
Por isto e pese embora seja facilmente assumivel o facto do filme ser um alvo de entertenimento algo positivo, o que é sem duvida nenhuma em termos de valor critico penso que o filme não se diferencia da maioria dos filmes semelhantes pelo que é surpreendente a aceitação critica unanime de um filme tão igual a muitos outros.
O filme fala de um grupo de raparigas que em pleno liceu querem levar um grupo ligado ao fracasso a serem campeoes anuais de grupos que cantam à capela, no meio de uma intriga tipica juvenil.
O argumento e repetitivo não so em termos de competição com os cliches tipicos de todos os filmes semelhantes, mas tambem em termos de novela juvenil, o já visto, dai que neste capitulo o filme seja demasiado repetitivo e com poucos ingredientes novos.
A realização apenas se destaca nos momentos mais musicais e na forma como eles são filmados principalmente na quimica das personagens o restante o basico de um realizador que da os primeiros passos na setima arte, contudo ainda sem chamar atenção a si.
O cast tem a omnipresente Kendrick num papel mais facil e comercial, mas ao mesmo tempo menos potenciador do talento ja demonstrado, aqui mais impressionante pelas qualidades vocais do que por qualquer outro ponto. O restante quase sem significado

O melhor - A conjugação musicar, comercialmente apetecivel.

O pior - Ser filme já visto noutros parametros

Avaliação - C