Sunday, December 23, 2012

Wreck It Ralph

É conhecido que nos ultimos dois anos o cinema de animação tornou-se algo repetitivo apenas alterando o mundo em que os filme se contextualizavam sem grandes diferenças tiques ou rasgos creativos. Para este Natal e das mãos da Disney saiu um filme que apostava em pelo menos trazer bastante originalidade no mundo dos jogos Arcade saiu este Wreck it Ralph de forma a combater os guardiões do lado da dreamworks. Em termos criticos este filme da disney ganhou não so a competição invididual como se tornou num dos melhores filmes de animaçao do ano, concorrendo directamente ao oscar da categoria, comercialmente ate ao momento conquistou em grande escala nos EUA mas em temos do resto do mundo acabou por perder o que conduz a um empate nestes termos.
Desde logo podemos dizer numa avaliação simples que este Ralph não é só o mais original filme de animação dos ultimos anos, como tambem um dos com mais qualidade apostado em nos dar uma realidade que tanto fantasiamos e que a Disney neste filme tão bem nos consegue dar, o filme dentro do jogo, um mundo inteiro que muitas vezes pensamos mas que aqui é representado e nessa capacidade de ler desejos desde logo tem que se aplaudir a opçao dificil mas bem concretizada da disney
Mesmo em termos de filme estamos perante um dos argumentos originais, mas ao mesmo tempo com a pureza e suavidade que a DIsney nos seus filmes de estudio nos costuma dar, consegue integrar-nos na narrativa com riqueza particular e moral dos seus filmes mais intensos, e certo que não tem o caracter adulto de alguns dos seus filmes pricipalmente as megas produçoes da Pixar, mas neste caso tem tudo o resto que disfarça estas pequenas limitações.
Ou seja estamos perante um filme que é intenso em si, emocionalmente interssante, mas ao mesmo tempo curioso conseguindo aspector interessantes e pormenores de relevo do primeiro ao ultimo minuto, capaz não so de entusiasmar os adeptos dos filmes de animaçao mas acima de tudo aqueles que como eu cresceram ligados aos video jogos.
A historia fala de Ralph um vilão de um jogo pouco acarinhado pelos seus colegas de jogo que acaba por tentar provar o seu valor noutro jogo, aqui surge, uma relação com uma pequena "bug" que tenta tambem ela ganhar posiçao no seu jogo de origem do qual se encontra afastado numa tirana monarquia.
O argumento e interessantissimo, a quantidade e aproveitamento de pormenores e algo nunca visto a qualquer esquina existe um, e acima de tudo tudo funciona e torna o filme proprio com qualidade, com personagens, humor e acima de tudo a capacidade de satisfazer quase tudo no espectador.
Em termos de produçao nao temos o melhor nivel na animaçao, mas isto acaba por ser interessante principalmente no revival dos movimentos arcade e nos sons que o filme vai transmitindo da força da realismo e sentido artisitico ao filme.
Tambem no cast de vozes o filme ganha a todos os outros em competiçao na animaçao deste ano Reilley e uma das melhores escolhas dos ultimos anos, e Silverman conjuga perfeitamente na irreverencia da sua personagem, tambem aqui a escolha mais que acertada, dando uma vida e intensidade propria ao filme.

O melhor - O mundo dos video jogos, fascinante

O pior - A nivel moral não é tão profundo como ja observamos noutros filmes..

Avaliação - B+

Saturday, December 22, 2012

The Twilight Saga: Bracking Down Part II

Pois bem, uma das sagas mais rentaveis e mais pop dos ultimos dez anos marcou para 2012, o seu epilogo, ,muitas foram as delicias dos adolescentes com esta moda dos vampiros que rendeu muito dinheiro por todo o mundo. É certo que este icon da cultura adolescente cedo junto da critica não teve grande valor assim como o seu fim, com criticas desinteressantes e quase irrisorias, mas por outro lado comercialmente não exisitiu filme que não chegasse longe e conseguisse entrar facilmente nos tops de filmes mais rentaveis do ano.
The Twilight Saga pode ser considerado na minha opinião como uma da sagas mais longas e com menos conteudo de que ha memoria, direi mesmo que apos a surpresa e digamos alguma originalidade do primeiro filme, tudo o resto foi um espetaculo deploravel de argumentos sem qualquer tipo de interesse, pouco ritmados, tendando oferecer complexidade a uma historia ja de si simples e sem espaço para evoluir, e isso, conduziu a que o seu final se torna-se em mais um episodio mediocre de um cinema de pouca qualidade pouco original e maduro.
Este filme esta na linha de um decrescimo de qualidade que foi sendo superior de filme para filme, as personagens tambem ela limitadas não tinham por evoluir e o filme mais não era do que manifestaçoes de amor e desamor entre elas com pequenos conflitos que no final, ou seja, nesta ultima saga já nada parece interessar. So se pode compreender o fanatismo em torno de uma saga tão limitada e com tão poucos elementos de interesse na forma pouco exigente que o jovens de hoje em dia tem do cinema, de forma a tornar objectos como estes como filmes de referencia, será o dominio da novela no cinema, espero bem que não.
O problema da saga reside em quase todos os elementos que compoem um filme, com excepçao da realizaçao que conseguiu em todos os filmes ter bons planos elementos artisticos interessantes tudo o reste demonstrou sempre pouca qualidade, originalidade entre outros factores, o que para mim tornou esta saga apenas num objecto vazio de uma cultura pop, com poucos gosto pela setima arte.
A historia aqui é facil Edward e Bella tem uma filha que cresce rapido, surge a ideia que ciravam um mortal e os maus voltori ameaçam matar toda a gente, aqui necessitam de ajuda e juntam a familia toda, no fim, a pequena batalha, que demonstra que tudo ate se podia resolver com uma boa conversa.
O ridiculo do argumento acenta na forma satirica com que as palavras acima o argumentam para filme que envolvem tanta produçao e dinheiro o argumento a historia de base deveria ter sido mais forte, de forma a construir um objecto comercial e literario algo que nunca foi feito, resta saber se o problema eram dos livros que tiveram na origem do filme, ou o proprio filme nunca conseguiu perceber o que eram os livros.
Condom e um realizador que teve um inicio interessante mas penso que o facto de se ter envolvido nesta saga limitou a sua carreira, tornou-o invisivel com toda a força da saga em termos comerciais, para alem de que os filmes acabaram por nao ser bem aceites criticamente, podemos perceber alguma qualidade mas o fraco argumento disfarça os bons valores do filme.
Em termos de cast devemo-nos centrar nos tres papeis principais onde observamos três actores da moda, com muitas limitaçoes interpretativas que graças a este filme ganharam notoriedade e filmes ao longo da sua vida. Pattinson é limitado, ja demonstrou evoluçao em outros filmes mas como Edward é monotono, preso a determinado tipo de tiques irritantes, ao par da sua namorada Stewart, não so manifesta muitas deficiencias em termos de interpretação como ainda consegue impregar um estilo decadente que irrita. Por fim Lautner o pior actor de ambos mas aquele que penso que em papeis mais suavem em comedia, podera ter alguma facilidade.

O melhor - O fim.

O pior - Ter sido um marco comercial com tão poucos argumentos.

Avaliação - D+

Friday, December 21, 2012

Life of Pi

É conhecida a forma de Ang Lee filmas ser proxima daquilo a que chamamos arte, contudo como todas as formas de arte em cinema quanto maior for o risco maior a probabilidade de gloria. Pois para este ano o realizador pegou numa historia conhecida no efeito 3D e quis fazer um filme sem grandes estrelas para alem de si proprio e testar a sua capacidade como realizador de um filme para o grande publico que não descuida a critica. O resultado e positivo principalmente em termos criticos onde o filme foi muito bem recebido conseguindo nomeaçoes ate ao momento para os premior mais importantes, comercialmente pese embora não seja um sucesso sem precedentes tornou-se facilmente rentavel com resultados consistentes.
Life os Pi é um filme epico quase biblico na forma como nos trás a sua personagem, contudo quando estamos num filme que o seu fundamente é questionar ou mesmo explicar o fenomeno da religião em si o caracter biblico perde todo contexto. Life of Pi e um filme com diversas partes, todas elas efectuadas com um prefecionismo impressioante e acabam por dar um filme impressionante a diversos niveis. A parte inicial onde a personagem é apresentada dá-nos o curioso o humor o sentimento o espontaneo, esse ponto é muito forte no filme, com toques a lembrar o melhor de Big Fish onde percebemos que o Pi é diferente. O unico senão deste ponto é que depois o filme vai perdendo esta ironia em forma de humor, para dar parte ao segundo plano mais de acção mais de sobrevivência onde o filme se torna mais estetico mais ritmado, mais de imagens e menos de historia, mas neste momento o filme é deslumbrante, mesmo só com dois elementos vivos o filme tem momentos de contagio e de nos fazer demonstrar que o 3d tem magia em si.
Na parte final a capacidade de um filme grande intenso epico arriscar surpreender o espectador e isso torna-o o toque de midas do filme, não só em termos narrativos mas no valor metaforico interessante, actual e imponente que o filme adquire.
O filme fala de um filho de um dono de jardim zoologico que quando tenta emigrar com a sua familia e animais, acaba por naufragar tendo de sobreviver no alto mar so com a companhia de um tigre bastante feroz, lutando pela dupla sobrevivencia.
O argumento é forte, imponente arriscado, coeso, na parte inicial e mais complicada para o filme sustenta todo o filme restante e tem os melhores momentos em termos de dialogos que depois acabamos por sentir falta no restante, mas o desenvolvimento do filme conduz a isso, sabe diferenciar partes e arrisca numa conclusão que assume um valor metaforico filosofico imponente.
A realizaçao de Ang Lee é uma das mais fortes do ano, soube como poucos até hoje tornar o 3D um espectaculo dentro de um filme ja de excelencia, consegue isso por diversas vertentes num filme com um gosto estetico impressionante, capacidade, meios e arte, uma realizaçao do melhor que foi visto ate hoje,.
Em termos de interpretaçao o filme é Surja Sharma, todo o filme é a sua disponibilidade emocional e fisica, mas é neste ponto que o filme poderia ter mais impacto o mau ingles do actor acaba por condicionar certas expressoes verbais, ja que em termos emocionais e fisicos não se podia pedir mais, para ficar na retina e quem sabe explorar.

O melhor - A realização e a coragem do guiao em todos os niveis.

O pior -O ingles do protagonista

Avaliação - A-

Tuesday, December 18, 2012

The House of the End of the Street


Desde o lançamento de despojos de inverno Jeniffer Lawrence tornou-se uma referencia do cinema actual e uma das mais prominentes promessas ou quase certeza do cinema americano. Contudo nestes casos os grandes estúdios fazem questão de fazer vincar a sua presença em projectos mais duvidosos como se de uma ancora se tratasse, e neste caso foi neste filme de terror. Os resultados foram os esperados e nem a actriz salvou o filme de um colapso por um lado em termos de bilheteira com resultados residuais e por outro lado em termos críticos com avaliações muito negativas de longe as piores para uma actriz que caiu no bom gosto da critica.
Este filme de terror tem uma característica positiva cada vez menos vista mas que eu pessoalmente aprecio, ou seja não se sustenta no sobrenatural, em historias paranormais de fantasmas e algo inexplicável, é um filme sobre pessoas e comportamentos horripilantes de pessoas, e isso nos dias que corre é pouco comum mas ao mesmo tempo de valorizar.
Contudo tudo o reste e negativo, desde logo no excesso de pontas soltas, que não são fechadas, por factos fundamentais que ficam por explicar mais pior que tudo pelo facto de existirem outros ponto que nada servem para o próprio guião, ou seja no final, mesmo num filme pequeno em termos de dimensão temos diversos pontos que nada servem, que nada trazem, demonstrando muito amadorismo na construção de uma narrativa também ela já trabalhada.
O grande erro do filme e contudo querer surpreender com um twist final que é do mais previsível que me recordo em filmes semelhantes, ou seja tudo encaminha-se para um ponto onde o mais obvio é o que os produtores do filme pensavam ser a surpresa, e ai o filme já não tem nada mais para dar, nunca conseguindo preencher os espaços mentais que o filme cria.
A historia fala de uma jovem que se muda com a sua mãe para uma nova casa, que tem como vizinho o único resistente de uma família onde uma menor acabou por assassinar os seus progenitores, aqui começa a surgir a descoberta sobre o que aconteceu e o presente dessa mesma família.
O argumento e pobre, nem tanto na construção narrativa mas acima de tudo no nível amador dos pormenores, das personagens dos diálogos e acima de tudo na forma como o filme resolve os seus próprios entraves, sente-se sempre que o filme não consegue evoluir, parece-nos o ponto onde o filme demonstra bem mais fragilidades.
Em termos de realização não e um filme que faz uso desta ferramenta para causar impacto principalmente em termos de efeito de terror neste âmbito parece sempre demasiado limitado a dois ou três truques de camara gastos.
No cast temos Lawrence no seu lado menos benéfico ou virtuoso do cinema ou seja sempre demasiado presa a uma personagem demasiado ambígua quando o filme não necessita disso, não é neste tipo de papeis que construiu o seu já grande sucesso e tem que demonstrar e escolher melhores os papeis futuramente, ao seu lado Shue gasta em fim de carreira numa personagem pouco interessante.

O melhor – Não entrar pelos fantasmas.

O pior – Não fazer uso desta virtude, com demasiados pontos por concluir

Avaliação – C-

Saturday, December 15, 2012

The Perks of being Wallflower

No final deste ano surgiu um titulo que chamou a atenção por juntar três das mais sintilantes jovens do panorama cinematografico actual num pequeno filme, sobre relaçoes, num ambiente juvenil mas apostado a dar um caracter independente a um cinema pouco fluido. Os resultados foram positivos para um filme inicialmente pouco ambicioso, quer criticamente com avaliações essencialmente positivo que o colocou ainda que num posto modesto na corrida pelos premios. Esse facto conduziu que mesmo se tratando de um filme independente os resultados de bilheteira fossem relativamente positivos.
Desde logo podemos dizer que se trata ao mesmo tempo de um dos filmes mais simples em termos de narrativo do ano, mas ao mesmo tempo um dos melhores filmes que observamos este ano, pelo conteudo, profundidade, trabalho emocional e creatividade que demonstra que nem sempre a creatividade tem de ser a componente maxima de um cinema onde por vezes mesmo os temas já por diversas vezes abordados ainda esperam pelo seu grande filme, pela abordagem correcta e seria, o que acontece aqui num tipico filme de liceu com todas as suas particularidades.
E o sucesso do filme acenta principalmente no facto de dotar as suas personagens principalmente o seu protagonista de uma riqueza moral imponente, que faz com que o filme sirva de uma historia actual tantas vezes passada, mas com um ensinamento de ser melhor mesmo que o contexto não ajuda, ou seja, estamos perante um filme que ao mesmo tempo tem ritmo e consegue conciliar os cliches tipicos dos filmes de adolescentes com uma emocionalidade e valor moral, sentado numa espontaneadade de um filme que demonstra que por vezes na historia mais simples temos os verdadeiros valores.
É conhecido que o ser um filme de adolescentes condicionara o filme em termos de premios, nao ser na sua historia de base algo novo revolucionario, marcante por si prorpio, mas isso ficara sempre nos amantes de cinema como uma obra que transforma um filme pequeno num objecto que penso com o tempo se tornara de culto e referido como fazer um filme pequeno grande, mesmo serm poder de marcar, de ser singular, acaba por o ser há sua maneira.
A historia fala de um jovem que tem uma vida insignificante no mundo dos pares e mora com um trauma familiar de infancia aos poucos conhece um grupo de amigos onde acaba por se integrar e ganhar o prazer de uma vida social, mesmo que estes estejam perto de sair da sua vida.
O argumento e a riqueza do filme principalmente na forma como este se blinda em termos emocionais mas acima de tudo na forma como as personagens são criadas e contextualizadas, e nos dialogos nos fundamentos morais dos dialogos que o filme enriquece e se torna verdadeiramente fora de serie.
A realizaçao e simples um ou outro pormenor de personagem bem realizado como a sequencia em que o protagonista se deita sozinho na neve, mas não e o facto que mais chama a atençao no filme, e um filme de pormenores mas por vezes parece nem sempre pensar nisso, o que para uma estreia podemos aceitar e esperar pelos proximos filmes.
O cast é excepcional desde logo no protagonismo de Lerman um actor muito pop corn ate ao momento que tem aqui o primeiro grande risco e ganha em grande dimensão, sensibilidade carisma, irreverência preenche o ecra mesmo no silencio e isso não é facil, Watson é a presença de mulher, numa mudança dificil mas que funciona na perfeição Miller demonstra uma capacidade de alterar impressionante depois do ano passado ja ter conquistado meio mundo com o seu terrivel Kevin, com dois filmes podemos considerar ja um dos grandes valores dos proximos anos, Ou seja um dos melhores cast e elenco do ano

O melhor - A força de um filme simples.

O pior - Ser pequeno em ambiçao

Avaliação - A-

Friday, December 14, 2012

The Hobbit: An Unexpected Journey

Desde que foi anunciado o lançamento deste filme baseado na prequela de senhor dos aneis de nome Hobbit que os fãs da saga se encontravam em extase, principalmente depois do acontecimento e do marco que foi a primeira triologia, as coisas ainda ficaram mais fortes quando Peter Jackson que ja se encontrava como produtor assumiu a liderança do projecto assegurando assim a continuidade que uma obra cinematografica de tanto sucesso exigia. Pois bem agora que sabemos que afinal estamos perante mais uma triologia as primeiras indicações comerciais parecem positivas contudo apenas no final do primeiro fim de semana vamos realmente perceber a vertente comercial do filme. Criticamente as coisas estiveram bem distantes do sucesso de todos os filmes da primeira triologia, com resultados mais divergentes longe da unanimidade do primeiro filme.
Desde logo o principal problema deste filme é o intervalo relativamente aos anteriores e barreira colocado no mais alto que pode ser em termos de exigência, e mesmo para aqueles como eu que não fui grande aperciador do primeiro filme do Senhor dos Aneis, parece claramente que o inicio foi bastante diferente principalmente na capacidade das personagens em si criarem empatia com o publico. Contudo o problema não é só da forma como o filme foi criado, mas acima de tudo na forma como o livro de base é claramente mais pobre do que a triologia, principalmente com excesso de personagens dificuldade de interligação, ser naturalmente engraçado, algo que o filme so consegue com muito trabalho e quase sempre sem conseguir.
Outro dos problemas do filme é ser moroso e repetitivo, uma das criticas sempre apontados, mas neste filme isso torna-se mais claro, com pouca exploraçao emocional e suspense das sequencias de conflito, parecendo sempre apostado em prevalecer o que ja funcionou nos primeiros e pouco preocupado em este filme marcar por si proprio, o que talvez ate podesse tornar o filme melhor e diferenciado.
Mesmo perante estas criticas o filme tem pontos bem trabalhados, desde logo a manutençao do cast a ligação mesmo que curta aos primeiros filmes, a riqueza dos dialogos de gandalf e o nivel produtivo do filme ainda com capacidade para surpreender mesmo aqueles que ja apontavam lord of the rings como a inovação maximo.
A historia fala-nos da aventura de Bilbo Baggins junto aos anoes que o conduz ao encontro com o anel que é protagonista dos filmes anteriores, aqui ele tenta ajudar treze anoes a conquistarem novamente o espaço a que sempre foi seu.
O argumento é bem montado mas ao mesmo tempo é demasiado segmentado com uma preocupaçao excessida de ser descrtivo mesmo em aspectos paralelos, demasiadas historias paralelas tiram intensidade e profundidade da central, o que nos parece um problema tipico dos filmes com mais do que dois argumentistas, nem sempre parece pensado a uma só mente.
A realizaçao de Jackson é ao seu nivel brilhante com a componente artistica que o filme sempre teve, com boa escolha e excelente nivel em todos os aspectos tecnicos a luta entre rochedos e algo para a memoria, pena é que o 3d quase seja irrelevante o que nestes dias não é positivo.
E conhecido que Lord of the Rings faz actores, e para este filme com novas escolhas a maior parte desconhecidas tem em Freeman uma escolha tão surpreendente como acertada, o seu aspecto e expressão funciona principalmente na vertente mais desligada, de um actor que finalmente tera o reconhecimento do pubnlico, de resto pouca exigencia, esperemos que nos restantes seja mais evidenciado outros actores.

O melhor - o nivel produtivo e as saudades de gollum

o pior - o argumento demasiado descritivo em sequencias paralelas.

Avaliação - B-

Wednesday, December 12, 2012

Alex Cross

Muitos tinham expectativas de observar Tyler Perry num papel diferente fora dos seus filmes na comunidade africana, e Rob Cohen um realizador simplista em filmes de acção deu-lhe todo o protagonista como heroi de acção neste filme. Contudo o resultado não podia ser pior principallmente em termos criticos com avaliações muito negativas mas tambem comercialmente onde a historia e os seus protagonistas não conseguiram vender e o resultado foi bastante frustrante.
Alex Cross é o tipico filme policial nos finais dos anos noventa na sua vertente mais simplista e pouco trabalhada, alias a maior parte do filme e de uma amadorismo gritante desde logo pelos atalhos narrativos sem sentido nenhum, pela conclusão, pelo facto do filme nunca conseguir convencer mesmo na eloquencia ou força do seu protagonista. Ou seja estamos num filme extremamente vazia em termos narrativos e de construçao ou seja e daqueles filmes que desde a nascença ate ao final parece sem sentido e sem rumo.
Ou seja Alex Cross parece um acto falhado principalmente por ter duvidas em se debruçar ou sobre o herou ou sobre o vilão acabando por não o fazer em nenhum dos lados, a crueldade posterior do vilao acaba por tirar o lado mais benevolo do protagonista, e depois o filme parece ter pressa em terminar em acabar consigo proprio, o que faz de forma apressada porque se pensa que o filme já não tem por onde evoluir.
A força do filme não tem plantação e uma historia vazia que tem em todas as escolhas parece actos falhados em termos narrativos, em termos de interpretações escolhas de cast o filme falha, e acima de tudo mesmo em aspectos de ritmo e entertenimento as coisas tambem não sao muito mais bem efectuadas, ou seja um floop que penso que a determinada altura ja sabe que o vai ser.
A historia fala de dois policias que começam a investigar os homicidios de um terrivel psicopata, até que a propria vida deles fica envolvida nos planos do monstro.
O argumento e basico pouco artilhado parece apressado talvez porque as ideias não estivessem a fluir, a historia e a conclusao são primarias, as personagens inexistentes e a resolução de dictomias muito pouco trabalhada.
A reallização e o unico aspectos com alguns bons momentos Cohen é experiente e com filmes de acçao bem conseguidos contudo aqui so traz o melhor de si na sequencia em que os carros chocam uma boa opçao ja utilizada mas funciona talvez o momento mais artistico e funcional de todo o filme.
O cast tem pessimas escolhas Perry não é bom actor tem muitas deficiencias e neste papel isso é extremamente notorio falta carisma e garra e forma fisica, Burns e um actor gasto e neste filme mostra porque, a melhor construçao poderia ser a de Fox como psicopata mas o excesso de tiques torna o que podia ser bem, num autentico desastre.

O melhor - O filme a determinada altura dá conta que não esta a funcionar e só quer acabar.

O pior - Podia ter sido remediado com um directo para video

Avaliação - D

The Deep Blue Sea


Quando surgiu no inicio do ano este pequeno filme ingles com um elenco de caras conhecidas, poucos pensariam que este filme no inicio do ano pudesse estar a receber qualquer reconhecimento na luta dos prémios, principalmente porque o próprio filme em si estreou silenciosamente longe do grande publico e mesmo em termos críticos e pese embora avaliações na sua maioria positivas não foram suficientemente entusiasmantes para sustentar esta possibilidade.
The Deep Blue Sea é um filme pequeno com grandes actores, e isso e o marco mais definitivo do filme já que é monótono, parado demasiado silencioso, quase que se limita a filmas o sofrimento e o conflito das personagens e isso resulta na maior parte do tempo pela forma capaz que os actores tem de encarnas totalmente personagens.
Mas isto não chega para o filme ser apetecível, principalmente porque a historia é estranha e tratada de uma forma estranhamente distante, ou seja so conseguimos nos enquadrar na narrativa na parte final do filme quando pensamos que essa contudo não e suficiente apelativa para nos interessar de forma intensa pela forma como esta ira acabar.
Ou seja estamos perante um filme modesto sobre uma relação e sobre a forma pouco concreta com que o ser humano se comporta e a forma e diferença entre o racional e o emocional com destaque para a segunda parte, mas o filme nunca consegue imprimir a intensidade ritmo ou mesmo riqueza de diálogos que o capultasse para um bom exercício moral e narrativo.
O filme fala de uma mulher que apos fugir do marido se junta com o amor da sua vida que apos se esquecer do seu aniversario e assim demonstrar o fim do amor descobre uma carta de suicídio não concretizada e começa a questionar a relação e o futuro de algo que construíram.
O argumento sofre uma contrariedade grande na sua execução a dificuldade de se contextualizar temporalmente torna o espectador algo perdido na historia que por sua vez não e suficientemente envolvente bem como sofre do mal do cinema europeu de dificuldades em se concluir e caracterizar de uma forma vincadas personagens que no final continuam desconhecidas.
A realização e interessante com sentido estético e com imagens pensadas centrada na fora de expressão das personagens e interpretaoes tirando o melhor dos actores, mesmo assim por vezes torna-se monótono mas e dos vectores mais funcionais do filme.
Em termos de cast os protagonistas funcionam bem principalmente isoladamente Weisz demonstra ser uma grande actriz que funciona em acção e em dramas merecendo mais trabalho e luz Hiddlestone comprova a sua qualidade como actor principalmente na forma mais intensa, que já tinha demonstrado principalmente em Vingadores, em termos de química não funciona tão bem.

O melhor – Os protagonistas como personagens isoladas.

O pior – O excesso de sequencias silenciosas so com banda sonora

Avaliação - C

Thursday, December 06, 2012

Compliance

Este pequeno filme independente seria um entre muitos filmes durante um ano em que diversas experiencias são lançadas em cinemas especificos, caso no dia de ontem o National Board review não tivesse atribuido o premio de melhor actriz secundaria a Ann Dowd, facto que não só serviu para o filme ganhar mais visibilidade do que no seu decurso comercial todo, mas como o colocar numa corrida pelo menos como menção que nunca esteve nos seus melhores sonhos. Os resultados do filme em termos comerciais foi de acordo com as suas ambiçoes ou seja modesto e em termos critico as boas avaliações acabam por ser comuns dentro do cinema em que este filme esta inserido.
Compliance é um filme directo algo perturbante mas ao mesmo tempo interessante e com uma moral forte, ou seja ao tocar numa sociedade que não pensa sobre si, que faz as coisas como tarefas sem se questionar esta presente ao longo do todo filme, e tem aqui o seu maior trunfo, ao entrar no stress na preocupação e na capacidade de pro vezes perdermos a frieza de perceber o sentido ou pensar racionalmente sobre as coisas, neste conteudo moral o filme tem o seu maior trunfo.
Contudo o filme tem problemas ao ser demasiado repetitivo mesmo na curta duração ser monotono pois o filme e sempre uma repetição de eventos e pouco mais o filme e uma linha continua de situações semelhentes apenas se desenvolvendo de forma rapida como se uma investigação policia se tratasse no seu fim, sendo que esta parte poderia totalmente ter desaparecido ou então mais potenciada porque o filme fica coxo e o seu final totalmente descontextualizado.
Ou seja parece-nos que o filme funciona bem mais como paradigma moral da sociedade com bons momentos principalmente no encadeamento e na escalada se bem que o filme e pouco visual quase sempre no mesmo espaço e com as mesmas personagens para alem de que se revela cedo demais.
O filme fala de uma cadeia de fast food em dia de avaliação e de muita gente que recebe a chamada de um suposto policia que se encontra a investigar um roubo efectuado por uma funcionaria o papel de encarregada e enterrogar e ser o policia comandado por telefone.
O argumento e original pese embora seja baseado em factos reais e acima de tudo numa tendencia cada vez mais existente com o crescimento de tecnologias, e nisto o filme funciona bem principalmente na criaçao e na forma como nos dá as perosnagens que servem de marionetas, as situações são um pouco exageradas mas o filme narrativamente funciona.
A realização e a tipica em filmes independentes, escura, pouco movimentada cortada, com rebeldia, sem grande sentido estetico e uma realização crua, serve o interesse do filme, dando-lhe um lado noir interessante mas não é com este trabalho que o seu autor chamara a si a atenação de outros escaloes.
O cast é pouco posto à prova e surpreende o premio oferecido a Dowd desde logo porque o seu papel não é secundario, por outro lado proque o papel não tem grande exigencia, contudo e indiscutivel que o filme gira em seu torno, e o papel e bom, dai ao reconhecimento vai uma longa distancia.

O melhor - O paradigma moral.

O pior - Ser demasiado repetitivo.

Avaliação - C+

Anna Karenina

Depois dos sucessos que conseguiu com versões de Orgulho e Preconceito e depois com Expiação, Joe Wright tornou-se numa figura singular do cinema actual, capaz de paralisar critica e espectadores quando uma sua adaptação esta no horizonte. Para este ano, nada mais que a literatura russa e este classico de Tolstoi, para por à prova a capacidade do realizador reinventar historias conhecidas. O resultado contudo foi diferente do habitual, em termos comerciais a pouca divulgação do filme colocou barreiras curtas ao seu desenvolvimento, e talvez por isso e não impulsionado por uma recepão critica muito entusiasta pese embora positiva, o filme parece ir mais na direcão dos mais recentes filmes do realizador e ficar fora das disputas de galardoes principalmente nas carracteristicas tecnicas.
Anna Kerenina é uma historia forte e conhecida, pese embora obvia nem sempre é facil pegar num classico e dar-lhe originalidade não caindo no rigor da literatura historica, mas Wright tem a capacidade de reinventar conseguir reunir ainda mais adeptos de obras que já são universais e neste caso parece-me na minha opinião o seu melhor trabalho. Mais que um filme sobre uma historia este filme é uma obra de arte de saber realizar tirar o maximo proveito da beleza das imagens do contexto, da metafora, da tecnica, da originalidade de um estilo, e nisto, ou seja em termos tecnicos seria impossivel fazer melhor.
Em termos de imagem e da forma como o filme é abordado como uma opera, como um musical sem musica, dá-nos todo o sentido a uma obra bela, com uma historia moralmente interessante, forte, intensa emocionalmente se bem que já pouco actual, desconhecida do grande publico mas conhecida dos amantes da literatura russa, tem como principal problema o inicio o enquadramento das personagens o englobar o espectador na historia que acaba por o fazer para não mais o largar.
Em termos de pontos negativos o filme não consegue manter o ritmo da primeira para a segunda parte com a quebra da ligação central o filme parece a determinada altura perder algum norte narrativo, o que acontece numa obra demasiado extensa para a duração de o filme, e isso torna mesmo o filme por momentos com dificuldade mesmo na sua arte estetica, vulgarizando por alguns minutos regressando no final, para o climax forte tipico da literatura russa.
O filme fala de Anna Karenina que numa ida a Moscovo para salvar o casamento do seu irmão apaixona-se por um jovem conde, e acaba por destruir o seu, quando tem de enfrentar uma sociedade tradicional que nega o adulterio.
O argumento e simples ou seja uma historia universal sintetizada para a duração do cinema, tradicional, fiel a historia e as suas perosnagens demonstra que por vezes em determinadas historias e dificil mexer, não é original ou não fosse uma obra da historia, mas e competente na forma como a sintetiza, principalmente no principio, ou seja como introduz e como finaliza.
Os louros todos do filme vão para Wright a realização é virtuosa, marcante original , estetica, com um misto de tradicional e inovador, Wright demonstra ter um perfil creativo e arte apurada nas imagens que quer dar, mais que um filme tem aqui uma obra de arte.
O cast parece um dos grandes problemas do filme, desde logo continuo a achar Knightley uma actriz que exagera em expressões faciais a forma como gosta de ser debil, como exagera em situaões que exigem intensidade emocional, Wright poderia ter uma escolha mais acertada, jogou por alguem que conhecia, que a critica gosta, que que é de extremos ou se gosta ou odeia, o meu caso é mais proximo do segundo, depois penso que não existe quimica com Johnsson a diferença de idade impede sempre essa quimica, a personagem masculina é sempre aderessada com demasiados tiques e aos poucos distancia-se do espectador que não consegue criar empatia muito pelas dificuldades de maturidade do actor para o papel, salva-se as excelentes prestacções de Law, num dos seus melhores papeis domina as cenas onde entra e a sua interpretação vocal é algo de excelencia e neste filme isso é acentuado, tambem McFayden fora do tradicionalismo british que estamos habituados dá-nos uma componente humorista num papel vistoso talvez o melhor da sua carreira.

O melhor - A arte de Wright

O pior - A dupla de protagonistas, principalmente a falta de quimica.

Avaliação - B

Bernie

São conhecidas as dificuldades de Linklater em conseguir protagonismo no cinema quando sai fora dos seus antes com Deply e Hawke, agora que se prepara para o terceiro episodio da saga e no inicio do ano e com poucos focos saiu este particular Bernie, apostado em tentar chamar a atenção para um cinema diferente de autor. Os resultados ate ao momento não foram brilhantes o filme não conseguiu distribuição Wide, o que conduziu a que o filme acabasse muito longe do sucesso em termos comerciais, as boas avaliações criticas fizeram com que o filme neste inicio de galardões já fosse mencionado por duas ocasioes, contudo parece-nos dificil que se assuma a serio nesta corrida.
Bernie e um filme particular, sobre uma pessoa curiosa, e efectuado como um documentario sobre este, a forma do filme ser apresentado é ligeira, original com sentido artistico o que torna o filme um objecto independente interessante, centrado na curiosidade de uma personagem bem montada, bem apresentada num contexto tambem ele proprio, que dá ao filme o charme que ele precisa, principalmente nos primeiros minutos ja que o filme vai perdendo o seu charme e as suas curiosidades com a evolução narrativa.
Neste ponto o filme funciona bem melhor do que posteriormente como filme de julgamente ou tribunal aqui o acessorio parece sempre superiorizar-se ao resto do filme, ou seja os pequenos pormenores a personagem e a sua reação a reacção do contexto, e a longa sequencia de julgamente faz com que o filme perca por momentos algum norte, que depois recupera para o seu finalizar.
Podemos dizer que não é um filme de primeira linha, mas é um filme curioso bem escrito, bem montado com filosofia propria, por vezes engraçado, que conjuga a comicidade dos pormenores com uma historia dramatica baseada em factos reais satirizados ao maximo num argumento competente que ao contrario de muitos outros filmes de Jack Black merecia outro tipo de visibilidade. Ou seja um filme independente que demonstra que por vezes nestes filmes e mesmo nos mais pequenos temos formas proprias de fazer cinema que pode não nos apaixonar mas deixa-nos bem curiosos.
O filme fala de Bernie um ajudante de agencia funeraria que aos poucos começa a ser a pessoa mais famosa da pequena cidade ate se relacionar com a idosa mais odiada do lugar, até que este num acto desespero acaba por a assassinar aqui existe a luta entre o valor moral de quem erra, e a falta de quem é vitima e a forma como tudo e observado na comunidade
O argumento e moralmente interessante na forma como explora a dinamica moral do homicidio, a forma como se pode olhar em termos frios e quentes dependendo da distancio emocional à situação, a forma como a personagem é caricaturada da uma toada mais ligeiro a um filme, que acaba por ser um biopic interessante sobre um homicida moralmente forte.
A realização sob a forma de peças de teatro com actos e interessante Linklater é um realizador talentoso ao qual falta ainda um grande filme um sucesso, durante muito tempo surgiu a ideia que seria uma questao de tempo que parece agora mais longe neste filme mostra qualidade mas o filme não tem dimensão para entusiasmar.
O cast é interessante Black tem uma personagem interessante sem a maior parte dos tiques irritantes que tem como comediante, tem aqui um ar mais sobrio sem faltar a caricatura interessante para o filme, Maclane demonstra ainda se encontrar em boa forma pese embora algum tempo longe, e McConaughey demonstra e concretiza o bom ano que teve como o procurador proximo do que ja tinha efectuado em Time to Kill

O melhor - Uma historia comum bem contada.

O pior - A longevidade da sequencia de tribunal.

Avaliação - B-

Wednesday, December 05, 2012

Pitch Perfect

Seria expectavel que a febre provocada pela serie Glee se transferi-se para o grande ecra, pois bem neste Outono e com um cast pouco conceituado mas recheado de musicas actuais cantadas por grupos de jovens à capela surgiu este Pitch Perfect que talvez empolgado pelo sucesso do tema no momento conseguiu optimos resultados em termos criticos com avaliações muito positivas tendo em conta que estamos perante um filme juvenil com esse publico quase como alvo exclusivo. E mesmo em termos comerciais aposto que nem nas melhores previsoes o resultados seriam os alcançados tornando-se num fenomeno comercial do ano.
Desde logo podemos dizer que este filme na sua essencia diverge muito pouco dos ultimos Step Up quer em termos narrativos quer em termos de contextualização e trabalho produtivo, isso faz com que o filme seja um pouco copy cat e nem sempre muito original, mas na forma como um filme juvenil deve ser criado o filme resulta principalmente porque consegue ser divertido e actual nos seus momentos musicais, para alem de uma componente artisitica interessante.
Em termos da historia para alem da musica o filme é limitado obvio como todos os outros filmes de trabalho de grupo temos personagens para todos os gostos, umas mais humoristicas se bem que nesta componente o filme raramente consegue concretizar e ser feliz, mas outras mais de conflito e mesmo aqui este acaba por ser residual mas isto acaba por ser positivo no caracter mais ligeiro de todo o filme.
Por isto e pese embora seja facilmente assumivel o facto do filme ser um alvo de entertenimento algo positivo, o que é sem duvida nenhuma em termos de valor critico penso que o filme não se diferencia da maioria dos filmes semelhantes pelo que é surpreendente a aceitação critica unanime de um filme tão igual a muitos outros.
O filme fala de um grupo de raparigas que em pleno liceu querem levar um grupo ligado ao fracasso a serem campeoes anuais de grupos que cantam à capela, no meio de uma intriga tipica juvenil.
O argumento e repetitivo não so em termos de competição com os cliches tipicos de todos os filmes semelhantes, mas tambem em termos de novela juvenil, o já visto, dai que neste capitulo o filme seja demasiado repetitivo e com poucos ingredientes novos.
A realização apenas se destaca nos momentos mais musicais e na forma como eles são filmados principalmente na quimica das personagens o restante o basico de um realizador que da os primeiros passos na setima arte, contudo ainda sem chamar atenção a si.
O cast tem a omnipresente Kendrick num papel mais facil e comercial, mas ao mesmo tempo menos potenciador do talento ja demonstrado, aqui mais impressionante pelas qualidades vocais do que por qualquer outro ponto. O restante quase sem significado

O melhor - A conjugação musicar, comercialmente apetecivel.

O pior - Ser filme já visto noutros parametros

Avaliação - C

Tuesday, December 04, 2012

Rise of the Guardians

Quando surgiu os primeiros posteres muitos duvidaram o que estaria por tras do filme, que demonstrava um homem todo tatuada, passado algum tempo e com mais detalhes foi anunciado que seria a nova animação de Natal da Dreamworks e que essa pessoa era nem mais nem menos do que o Pai Natal. Pois bem com o veu retirado o filme começou a ser uma das apostas comerciais para este final de ano. Os resultados pese embora sejam consistentes estão longe das explosões dos filmes de verão de animação mesmo assim tendo em conta o tema e a longevidade so a longo prazo poderemos percepcionar o seu alcance. Já em termos criticos as coisas não correram bem principalmente quando olhando para o seu adversario directo mais valorizado e empenhado em conseguir a nomeaçao para o oscar nesta categoria.
Rise os the Guardians é um filme interessante pese embora parece-nos demasiado serio de mais e aventureiro para o filme em questão que nos tras personagens tão familiares como a Fada dos dentes, Coelho da pascoa, pai natal ou João Pestana, A estes junta-se um protagonista proximo do publico alvo mas desconhecido e descontextualizado do publico europeu o que torna-o como uma personagem algo estranha no meio de todo o filme, mesmo assim aos poucos a sua historia propria vai ganhando protagonismo e este ponto vai desaparecendo.
A mais valia do filme e o imaginario infantil e a forma como moralmente o filme defende este ponto na forma com que as crianças são não so o publico alvo do filme mas tambem as suas protagonistas. Pese embora este facto parece-nos que nem sempre o guiao seja o mais infantil que o filme poderia ter levando-se muitas vezes pela tematica da acção e do desenvolvimento de sequencias longas que acabam por não ser beneficas narrativamente para o filme.
Ou seja estamos perante um filme competente mais original na ideia de base do que na forma com que acaba por se concretizar mesmo assim o filme tem ritmo, algo repetitivo mas não podemos dizer que se trata de um mau filme mesmo que em nenhum ponto consiga chamar a si a competencia dos melhores filmes do genero.
A historia fala de um grupo de guardioes do imaginario infantil composto pelo pai Natal, coelho da pascoa, fada dos dentes, joao pestana e depois juntos com Jack Frost que tem de lutar contra o bicho papao de forma a conseguir manter o imaginario infantil com algo benefico em deterimento do medo.
O argumento ate pode ter uma ideia original e uma permissa moral bem intencionada, que acaba por ter em todas as dimensões mas por outro lado na sua concretização narrativa nem sempre o filme consegue implementar essa originalidade caindo quase sempre num facilitismo exagerando e em excesso do filme, como acçao.
A realizaão e produao do filme e simpatica tem bons momentos cria bem esteticamente as personagens cortando com o tradicional mas acabando por ter todas as percisoes do mais evoluido em termos tecnicos pese embora nos pareça que nem sempre os use da melhor maneira porque nunca fica a estetica como mais valia tirando no vilão.
Em termos de vozes o recheio valioso e conceituado do cast apenas se destaca em dois pontos Baldwin dá-nos um bom pai natal na sua voz rouca e cansada, mas é mesmo com Law na pele de vilão que temos o melhor ponto do filme, numa das melhores caracterizaçoes vocais que ha memoria em termos de animação, a personagem para alem da mais expressiva tem na voz de Law a mais valia de todo o filme.

O melhor  - O vilao e a voz de Law

O pior -A historia não seguir a originalidade da ideia

Avaliação -C+

Sunday, December 02, 2012

10 Years

É estranho olhar para um filme com um dos icons pop cinematograficos do momento e pensar que oeste filme teve uma estreia limitada quando o tema do filme, ou seja o reencontro pós escola está tanto em voga. Por este mesmo facto ou seja o facto do filme não ter uma estreia wide o impacto do filme foi diminuido com resultados quase insignificantes que nos leva a questionar a opção do estudio, ja que tambem em termos criticos e apesar de avaliações maioritariamente positivas não foi deslumbrante o suficiente para o filme resisitir por este parametro.
!0 years e um filme curioso e simpatico sobre o reencontro que nos dá um valor nostalgico interessante de colocarmo-nos na situação e conseguirmos perceber que tipo de paralelismos tipicos iriam existir , e neste particular o filme sem ser denso acaba pro perfeitamente entender o que quer e fazer funcionar sem cliches sem exageres, podemos dizer e um filme directo ao ponto. É certo que em determinados momentos o filme exagera na caricatura de algumas personagens mas acaba por existir sempre alguem assim num grupo tão grande como o retratado no filme.
O ponto que nos parece mais bem explorado no filme é a confusão de sentimentos os que temos no presente e são inabalaveis com o que são contextualizados com aquelas pessoas e aqui o filme, nos conflitos internos das personagens e muito forte alias e neste ponto que o filme perde mais tempo.
É obvio contudo que estamos perante um filme simples e linear que não arrisca que nem sempre é maduro osuficiente para tratar o tema de uma forma o mais maturo possivel mas talves esses pontos não fossem necessarios nem tão pouco fosse o objecto do filme, que na nossa opimião e retratar uma situação simples como ela tenta ser.
O filme fala de um grupo de amigos que se reune depois de dez anos apos o termino do liceu, com vidas diferentes o filme fala de um dia com diveras actividades de um marco que conduz a reencontros encontros e mais alguns pontos.
O argumento é basico tenta na sua forma de estar ser simples explorar emoções basicas e pouco mais sofre de excesso de personagens e que acima de tudo não permite que algumas evoluam dentro daquilo que poderiam efectuar por defice de direito de antena, contudo colocar um filme mais longo poderia o tornar facilmente aborrecido em termos narrativos.
A realização e simples novelesca, sem grandes rasgos ou riscos ou seja tem apenas o objectivo de transmitir emoçoes e relaões, não se expondo muito, um tipo de realizaão simples.
Em termos de cats um elenco riquissimo, e se no patamar principal todos ganham pela suavidade e nostalgia fisica das suas personagens não existe ninguem que se sobressair ressaltando o funcionamento de todos como colectivo

O melhor  - A suavidade da forma do filme

O pior - Excesso de personagens.

Avaliação - B-

Saturday, December 01, 2012

Red Dawn

É conhecido que actores como Chris Hemsworth e acima de tudo Josh Hutchersson nos ultimos anos ganharam um valor comercial forte devido a constante aparições em filmes comercialmente apeteciveis. Talvez por isso este pequeno e pouco ambicioso filme tenha surgido em distribuição Wide, e conseguido captar a atenção de alguns fas de ambos os jovens tornando-se um resultado comercial mediano, para as ambiçoes ou mesmo latitude do filme, contudo criticamente foi o desastre com avaliações muito duras para um filme que aparentemente não estava preparada para tanta dimensão.
Red Dawn é daqueles filmes serie B que nunca teriam qualquer problema caso os seus actores não tivessem fama, passaria rapidamente para a secção do aluguer e a maior parte dos europeus nunca conseguiria conhecer este filme, contudo com o sucesso dos seus protagonistas o filme foi quase obrigado a ser distribuido em grande escala e demonstrar a todo o mundo as suas mais que insuficiencias, desde logo na historia de base, descontextualizada politicamente nula mas acima de tudo fácil e pouco creativa, quando observamos o plot não queremos acreditar na forma simples com que o filme trata algo que deveria ser bem complexo.
E o filme e todo ele na sua restante fase mais do mesmo, simples sem preocupação em ser coerente ou crescido vive de efectuar pequenas sequencias de acção para os seus protagonistas com pouco dialogo muitas personagens para um filme curto, mas acima de tudo a unica coisa que chama a atenção do espectador e o absurdo de tudo aquilo, ja que tudo o resto e apenas mais um filme de acção simples com diferenciação de bons e maus, e advinhem os americanos são os bons coitadinhos.
Ou seja nesta fase em Hollywood onde muita gente arrisca e incompreensivel como um filme tão vazio em tantas vertentes consegue ver a luz do dia e desta forma, para azar do seu criador as limitações e falhas foram tantas que este filme ficara conhecido pelos maus motivos, e mesmo os seus protagonistas mais mediaticos devem estar arrependidos de ter entrado em tal projecto.
O filme fala de uma pequena cidade dos EUA que começa a ser invadida sem nenhum aviso por soldados norte coreanos aqui e arrmados os jovens da cidade criam uma milicia armada de forma a responder e tentar salvas as suas vidas e se possivel do pais.
O argumento e um autentico suicidio creativo desde logo na facilidade do lançamento desta ideia sem qualquer magnitude e depois fazer um filme oco que so sobrevive com trocas de tiros e cliches emocionais entre os guerrilheiros.
A realização tambem ela não e de primeira linha, quase sempre demasiado movimentada pouco corajosa com pouco primor estetico ou artistico encaixa naquilo que normalmente observamos em serie B, neste caso talvez uma divisao ainda abaixo.
E claro que Hemswoth não e um actor versatil nem tão pouco um grande actor, o carisma de Thor deu-lhe o brilho na carreira que provavelmente nunca teria, mas a forma com que tudo o resto e limitado para o seu lado, faz-nos pensar que este golpe de sorte se ira desvanecer com o tempo ou este demonstra qualidades ate aqui desconhecidas, já hutchersson parece saber mais envelhecer, podera ter mais futuro em comedia, e filmes ligeiros, já que a sua imagem e desconectada para filmes como estes, Hunger Games podera ser o balanço para outros registos.

O melhor - A ambição do filme não era esta.

O pior - Mas depois de feito a critica tem que existir

Avaliação - D-

Killing Them Softly

Desde que foi anunciada uma nova reunião entre Pitt e Dominik as atenções de Hollywood voltaram para este trepidante filme de acção assumidamente politicamente incorrecto, que tinha intenção de colocar em cheque a politica economica de um pais de um ponto de vista metaforica dentro das pequenas mafias instauradas. Agora que o filme finalmente tem a sua estreia em Hollywood e ainda se desconhece o seu valor comercial, apenas podemos dizer que em termos criticos as coisas voltaram a correr bem a esta união, com boas avaliações talvez insuficientes para o filme entrar na corrida pelos galardões mas será sempre um dos filmes bem avaliados do presente ano.
Confesso que as minhas expectativas relativas ao filme não eram as melhores, talves porque Jesse James me tinha parecido um filme aborrecido, e filmes sobre mafias, principalmente em suburbios americanos normalmente não funcionam com intensidade e riqueza narrativa. Mas para meu espanto encontrei um filme bem diferente do Jesse James, um filme intenso com um ritmo acelarada, com uma riqueza narrativa acente em dialogos de eleição alguns deles a fazer lembrar Pulp Fiction e mesmo sendo um drama consegue ter sempre um ritmo bem disposto que dá ao filme um caracter noir bastante interessante, principalmente na forma como idiotiza a pouca habilidade dos seus protagonistas iniciais.
A primeira fase do filme é brilhante não só na forma como os dialogos são construidos no conteudo dos mesmos, no paralelo que vai efectuando com a primeira campanha de Obama quase como fazendo uma paralelo metaforico, mas acima de tudo recheado de algumas situações non sense que por muito que pouco sirvam para o evoluir do filme são objectos que imprimem intensidade e a ligeireza como segredo ao proprio filme.
Na segunda parte o filme decai, principalmente porque o ritmo deixa de existir é ligeiramente mais pousado, principalmente com a introdução da personagem de Gandolfini, aqui o filme centra-se mais em dialogos longos, que pese embora a sua riqueza e alguns apontamentos de elevada qualidade retira algum ritmo ao filme, que apenas consegue recuperar já na parte final, acabando num dos paralelos mais interessantes entre a realidade e ficção quase em termos de analise politica que há memoria.
O filme fala de três assaltantes que após efectuarem um roubo a uma casa de jogo ilegal, observam a mafia a contratar um temivel assassina para limpar as consequencias de tal acto.
O argumento e rico, principalmente em termos de dialogos bem influenciado por filmes como Pulp Fiction o filme tem nos dialogos a dois momentos de escrita de primeira linha, com intensidade e sentido, mas a riqueza torna-se ainda maior quando o paralelismo metaforico existe entre o filme e a sua linhagem e o desenvolvimento economico e social do pais, um argumento dificil e bastante interessante.
A realização tem momentos de excelencia de risco de caracter estetico de desafio, Dominik tem plena noção do filme qual o estilo que melhor precisa, e mesmo em algumas situações quer deslumbrar com formas diferentes inovadores e que resultam bastante bem, uma das melhores realizações do ano.
O cast é funcional pese embora não seja tão vistoso como os outros segmentos do filme funciona bem Pitt tem um dos melhores papeis seus dos ultimos tempos, com carisma ironia e intensidade, ao qual se junta um Gandolfini em piloto automatico bem como um Jenkins que contrasta bem com Pitt que domina o filme neste registo.

O melhor - A junção de um bom argumento com uma optima realização.

O pior - O filme perder intensidade na segunda fase

Avaliação - B+

Friday, November 30, 2012

Beasts os Southern Wild

Desde que surgiram as primeiras listas de possiveis candidatos aos oscares que no terreno dos filmes mais pequenos e independentes surge este pequeno filme, principalmente na categoria de melhor actriz onde a pequenina Wallis parece ter convencido pequenos e maiores em termos de critica, comercialmente este filme teve pouca visibilidade fruto da sua pouca visibilidade e pouca capacidade comercial.
Existe um quase culto de que os filmes mais exprimentalistas e aclamados de Sundance tem de ser valores seguros quase como se lei se tratasse, devendo ser venerados por todos que se consideram amantes do cinema, e este pequeno filme e quase um incon desse tipo de cinefilo. Pois a minha opinião neste filme, e mesmo ja tendo aperciado muitos filmes que surgiram naquele festival, neste caso a minha opinião e negativo e incompreensão total por tanto ruido em torno deste filme. Se por um lado estamos perante um filme cru, que impressiona pela dureza e pelo estilo de vida de besta dos seus personagens integrados em tão pouco, o certo é que narrativamente o filme é um vazio desligado sem qualquer linha ou creatividade na forma com que a historia por um lado existe mas ainda pior na forma como que é transmitida. Ou seja é daqueles filmes que é tão neutra a sua historia de base que o espectador perde-se ao estar atento a envolvencia esquecendo o filme em si.
Alias cada vez mais é a ideia que os filmes em monologos são por si so uma mais valia, mas neste caso como na maioria de outros tornam-se filmes penosos, filmes muitas vezes perdidos na divagação sem ideias que vem na reflexao de personagem um metodo facil de transmitir ideias dificeis,
Ou seja estamos perante um estilo de cinema que se perde em si, temos muitos casos de filmes que relatam cruamente realidades ou estilos que são filmes completos e narrativamente interessantes como por exemplo cidades de deus, contudo ultimamente temos vindo a assistir a preferencia por dissertações vagas sobre algo que temos dificuldade em saber, e que fazem as delicias de quem gosta de ver cinemas pelos ouvidos dos outros.
O fillme fala de um comunidade propria que vive na miseria mas presa a alegria da colaboração e pela defesa do instinto mais sobrevivente do ser humano, no meio disto tudo temos uma pequena que assiste a degradação fisica do seu pai, e do espaço onde vive necessitando de procurar novos desafios para sobreviver.
O argumento acaba por ser o ponto mais debil do filme, sem uma historia concertada, sem nenhum ingrediente que pegue no espectador e o paralise frente ao filme, parece sempre um filme com demasiada filosofia e pouca arte, sendo o argumento nas suas componentes basicas a maior certeza deste facto.
A realizaçao e interessante a criaçao de um espaço sombrio sem qualquer tipo de beleza, da ao filme a estetica que o filme precisa e que o podia impulsionar para outro plano, contudo a componente mais importante do filme, ou seja a historia não o consegue seguir.
Em termos de cast Wallis domina, alias o filme e sobre si, e com um papel nem sempre facil dai que convecça e chame a atençao contudo pensamos que o grande valor da interpretação advem da idade e não da sua dificuldade o resto do cast de desconhecidos está satisfatorio para este mesmo plano.

O melhor - A contextualização do espaço numa degradação social nunca visto.

O pior - O argumento filosofico

Avaliação - C-